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Estimativa da ingestão proteica de doentes em hemodiálise e em diálise peritoneal: análise comparativa entre os valores obtidos por inquérito alimentar e pelo cálculo do equivalente proteico de aparecimento do azoto ureico (PNA)

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Estimativa da ingestão proteica de doentes em hemodiálise e em diálise peritoneal: análise comparativa entre os valores obtidos por inquérito alimentar e pelo cálculo do equivalente proteico de aparecimento do azoto ureico (PNA)

Author: Barbara Adriana Pinheiro Marques
Year: 2015
DOI: 10.34626/m1g0-5q30
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/79146/2/35214.pdf
Es ima i a da inges ão p o eica de doen es em hemodiálise e em
diálise pe i oneal: análise compa a i a en e os alo es ob idos po
inqué i o alimen a e pelo cálculo do equi alen e p o eico de
apa ecimen o do azo o u eico (PNA)
Aluna: Bá ba a Ad iana Pinhei o
Ma ques, Mes ado em Nu ição Clínica,
Faculdade de Ciências da Nu ição e
Alimen ação da Uni e sidade do Po o
(FCNAUP)
Po o, 2015
ii
Tí ulo: Es ima i a da inges ão p o eica de doen es em hemodiálise e em diálise
pe i oneal: análise compa a i a en e os alo es ob idos po inqué i o alimen a e pelo
cálculo do equi alen e p o eico de apa ecimen o do azo o u eico (PNA).
Ti le: Es ima ion o p o ein in ake o pa ien s on hemodialysis and pe i oneal dialysis: a
compa a i e analysis be ween he alues ob ained by nu i ion su ey and calcula ion o
he p o ein equi alen o u ea ni ogen appea ance (PNA).
Aluna: Bá ba a Ad iana Pinhei o Ma ques, Mes ado em Nu ição Clínica, Faculdade de
Ciências da Nu ição e Alimen ação da Uni e sidade do Po o (FCNAUP)
O ien ado /Supe iso :
Isabel Fonseca – Nu icionis a no Se iço de Ne ologia do Cen o Hospi ala do Po o
(CHP); Mes e em Saúde Pública com Especialização em Bioes a ís ica pela Faculdade
de Medicina / Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel Salaza da Uni e sidade do Po o.
Ou os In es igado es:
-
José Alexand e Quei ós – Ne ologis a Responsá el pela Unidade de Hemodiálise do
Se iço de Ne ologia do CHP.
-
An ónio Cab i a, Anabela Rod igues, Ma ia João Ca alho, So ia San os –
Ne ologis as na Unidade de Diálise Pe i oneal do Se iço de Ne ologia do CHP.
-
Olí ia San os – En e mei a Responsá el pela Unidade de Diálise Pe i oneal do
Se iço de Ne ologia do CHP.
-
Pa ícia Rocha – En e mei a na Unidade de Hemodiálise do Se iço de Ne ologia do
CHP.
Disse ação de candida u a ao g au de Mes e em Nu ição Clínica ap esen ada à
Faculdade de Ciências da Nu ição e Alimen ação da Uni e sidade do Po o
2015
1
Ag adecimen os
À D .ª Isabel Fonseca, p o esso a, u o a, amiga, ag adeço udo o que ez po mim
desde que nos conhecemos. Ag adeço-lhe ambém e acei ado emba ca nes a iagem
comigo. T ansmi iu-me, sob e udo, a e dade e a necessidade de se mos au ên icos em
udo o que azemos. Enal eço a sua é ica e p o issionalismo exímios. Ob igada po se a
pessoa an ás ica que é.
Às en e mei as Olí ia San os e Pa ícia Rocha, pelos so isos acolhedo es odas as
manhãs, pelo ca inho com que semp e me b inda am e, especialmen e, po me e em
auxiliado an o na conc e ização des e abalho. Sem ocês, es e p oje o não e ia sido
possí el. O meu mui o ob igada.
À Dou o a Anabela Rod igues, pela sua amabilidade, simpa ia e pelo apoio cons an es,
mui o ob igada.
À D .ª So ia San os e ao D . José Quei ós, o meu mui o ob igada po e em con ibuído
na ecolha dos dados nas unidades de diálise e possibili ado a conc e ização des e
abalho.
Ao D . An ónio Cab i a, men o des a g ande amília e des e g ande se iço hospi ala ,
ag adeço a opo unidade dada pa a a ança e ealiza es e p oje o de in es igação.
Ag adeço, de igual modo, a odos os que emi i am pa ece es, p es ação de
escla ecimen os e pa ilha am conhecimen os/expe iência p o issional.
A odos, mui o ob igada.
2
Resumo
In odução: A a aliação da inges ão de p o eínas cons i ui uma e amen a impo an e na
moni o ização do es ado nu icional dos doen es sujei os a e apêu ica dialí ica. A
es ima i a da inges ão p o eica pode se e e uada a a és da aplicação de ques ioná ios
alimen a es (ques ioná io das 24 ho as an e io es e equência alimen a ) ou pela
u ilização de ó mulas de cálculo do equi alen e p o eico de apa ecimen o do azo o
(P o ein Equi alen o Ni ogen Appea ance (PNA)).
Obje i os: Compa a a inges ão p o eica diá ia es imada po ques ioná io alimen a e
pelas ó mulas de cálculo do PNA em doen es em e apêu ica dialí ica egula
(hemodiálise e diálise pe i oneal); a alia as di e enças na es ima i a da inges ão p o eica
de aco do com o peso co po al usado pa a a sua no malização (peso seco a ual ou peso
ideal e/ou ajus ado); a alia as di e enças na inges ão p o eica en e os dois ipos de
e apêu ica dialí ica.
Mé odos: Fo am a aliados 89 doen es em a amen o dialí ico egula (38 em
hemodiálise e 51 em diálise pe i oneal). Foi conside ado o peso seco pa a o cálculo do
índice de massa co po al (IMC) e aplicado o PG-SGA (Pa ien -Gene a ed Subjec i e
Global Assessmen ). A a aliação do consumo alimen a , pa icula men e da inges ão de
p o eínas, oi ealizada po aplicação de um ques ioná io às 24 ho as an e io es e de um
ques ioná io de equência alimen a , subsequen emen e analisados pelo p og ama
in o má ico Food P ocesso Plus®. Pa alelamen e, oi calculado o PNA.
Resul ados: Os 38 doen es em hemodiálise egula incluídos no es udo, 22 do sexo
eminino (58%), ap esen a am uma idade média de 61 ± 16 anos e empo médio de
diálise de 4.0 ± 3.6 anos. Os 51 doen es em diálise pe i oneal, 29 do sexo masculino
(57%), ap esen a am uma idade média de 55 ± 16 anos e empo médio de diálise de 4.1
± 4.7 anos. Segundo o PG-SGA, apenas 7 doen es em hemodiálise (18.4%) e 4 em
diálise pe i oneal (7.8%) o am classi icados com desnu ição le e/mode ada. Com base
no IMC, nenhum doen e ap esen ou um IMC < 18.5 Kg/m2.
A es ima i a da inges ão p o eica pelo ques ioná io alimen a oi signi ica i amen e
supe io à ob ida pelo PNA, an o em hemodiálise como em diálise pe i oneal, qualque
que seja o peso conside ado pa a a sua no malização.
Ca ego izando a es ima i a p o eica ob ida segundo o cu -o de 1g/Kg peso/dia, o g au
de conco dância da es ima i a p o eica ob ida pelo ques ioná io e pelo PNA oi baixo
(kappa<0.2).
A aliando as di e enças en e os di e en es pesos usados na no malização da es ima i a
p o eica não se e i ica am di e enças signi ica i as na es ima i a p o eica dos doen es
em hemodiálise, pelo ques ioná io ou pelo cálculo do PNA. No que se e e e à diálise
3
pe i oneal, os alo es médios es imados de p o eínas são supe io es quando
no malizados pa a o peso ideal ou ajus ado, quase a ingindo a signi icância es a ís ica
(P=0.071) quando usada a ó mula de Rande son no cálculo do PNA.
A aliando as di e enças na inges ão p o eica es imada en e os dois ipos de e apêu ica
dialí ica, não hou e di e enças signi ica i as na inges ão p o eica diá ia es imada po
ques ioná io. No que se e e e à inges ão es imada pelo PNA, os alo es médios diá ios
o am signi ica i amen e in e io es nos doen es em diálise pe i oneal (1,04 ± 0,27 s. 1,37
± 0,42, P<0,001; 1,07 ± 0,26 s.1,37 ± 0,42, P<0,001).
Conclusões: À semelhança de ou os pa âme os nu icionais, a es ima i a p o eica de e
se usada como complemen o de ou os ma cado es e não isoladamen e. Idealmen e, o
alo do nPNA de e se acompanhado de um ques ioná io alimen a . O peso pa a o qual
de e se no malizada a inges ão p o eica é con o e so. Em hemodiálise, não se
e i ica am di e enças signi ica i as na no malização pa a o peso seco a ual ou
ideal/ajus ado. No en an o, em diálise pe i oneal, os alo es o am mais ele ados quando
no malizados pa a o peso ideal ou ajus ado.
Pala as-cha e: inges ão p o eica, e apêu ica dialí ica, ques ioná io alimen a ,
equi alen e p o eico de apa ecimen o do azo o u eico (P o ein Equi alen o Ni ogen
Appea ance (PNA)).

4
Abs ac
In oduc ion: The e alua ion o p o ein in ake is an impo an ool in moni o ing he
nu i ional s a us o pa ien s on egula dialysis. The es ima ion o p o ein in ake can be
e ec ed by applying die a y ques ionnai es (24-hou ecall and ood equency
ques ionnai e) o by using calcula ion o mulas o he p o ein equi alen o ni ogen
appea ance (PNA).
Aims: To compa e he daily p o ein in ake es ima ed by ood ques ionnai e wi h he
p o ein in ake es ima ed by PNA calcula ion o mulas in pa ien s on egula dialysis
(hemodialysis and pe i oneal dialysis); o e alua e he di e ences in he assessmen o
p o ein in ake acco ding o body weigh used o i s s anda diza ion (cu en d y weigh o
ideal and/o adjus ed weigh ); o e alua e he di e ences in p o ein in ake be ween he
wo ypes o dialysis.
Me hods: Eigh y-nine pa ien s on egula dialysis ea men (38 on hemodialysis and 51
on pe i oneal dialysis) we e e alua ed. The d y weigh was used o calcula e body mass
index (BMI) and he PG-SGA (Pa ien -Gene a ed Subjec i e Global Assessmen ) was
applied o e alua e nu i ional s a us. The assessmen o ood consump ion, pa icula ly
ood p o ein in ake, was pe o med by applying a 24-hou s ecall and a ood equency
ques ionnai e, subsequen ly analyzed by he compu e p og am Food P ocesso Plus®.
Simul aneously, he PNA was calcula ed.
Resul s: The hi y-eigh pa ien s on egula hemodialysis included in he s udy, 22
women (58%) had a mean age o 61 ± 16 yea s and mean du a ion o dialysis o 4,0 ± 3.6
yea s. The i y-one pa ien s on pe i oneal dialysis, 29 males (57%) had a mean age o 55
± 16 yea s and mean du a ion o dialysis 4.1 ± 4.7 yea s. Acco ding o he PG-SGA, only
7 pa ien s on hemodialysis (18.4%) and 4 in pe i oneal dialysis (7.8%) we e classi ied as
mild / mode a e malnu i ion. Based on BMI, no pa ien s had a BMI < 18.5 kg/m2.
The assessmen o p o ein in ake by he die a y ques ionnai e was signi ican ly highe
han he ob ained by PNA, bo h in hemodialysis and pe i oneal dialysis pa ien s, wha e e
he weigh conside ed o no maliza ion.
Ca ego izing he assessmen o p o ein ob ained acco ding o he cu -o 1g / kg body
weigh /day, he deg ee o ag eemen conside ing bo h me hodologies (ques ionnai e o
PNA) was low (kappa<0.2).
Conside ing he di e en weigh s used o no malize he p o ein in ake es ima ion, he e
we e no signi ican di e ences in he hemodialysis pa ien s, using he ood ques ionnai e
o he PNA calcula ion. Wi h ega d o pe i oneal dialysis, he es ima ed a e age alues o
p o ein in ake we e highe almos eached he s a is ical signi icance (P=0.071) when
using he PNA Rande son o mula in he calcula ion.
5
E alua ing di e ences in p o ein in ake es ima ed om he wo ypes o dialysis, no
signi ican di e ences we e ound in es ima ed daily p o ein in ake assessed by
ques ionnai e in pa ien s on hemodialysis and pe i oneal dialysis.
Wi h ega d o he in ake assessed wi h nPNA, he daily mean alues we e signi ican ly
lowe in pa ien s on pe i oneal dialysis (1.04 ± 0.27 s. 1.37 ± 0.42, P<0.001; 1.07 ± 0.26
s.1.37 ± 0.42, P<0.001).
Conclusions: Like o he nu i ional pa ame e s, he assessmen o p o ein should be
used in addi ion o o he ma ke s a he han by i s own. Ideally, he alue o nPNA mus
be complemen ed by a ood ques ionnai e. The weigh o which he es ima ed p o ein
in ake should be no malized is con o e sial. In hemodialysis, he e we e no signi ican
di e ences in s anda dizing he es ima ed p o ein in ake o he cu en d y weigh o ideal /
adjus ed weigh . Howe e , in pe i oneal dialysis, he nPNA alues we e highe when using
he ideal o adjus ed weigh o no maliza ion.
Keywo ds: p o ein in ake, dialysis, die a y ques ionnai e, p o ein equi alen o ni ogen
appea ance (PNA)
6
Índice
Ag adecimen os ........................................................................................................... 1
Resumo ........................................................................................................................ 2
Lis a de Ab e ia u as .................................................................................................... 7
Lis a de Figu as ............................................................................................................ 8
Lis a de Tabelas ........................................................................................................... 9
In odução .................................................................................................................. 10
Obje i os .................................................................................................................... 17
Ma e ial e Mé odos ..................................................................................................... 18
Resul ados ............................................................................................................... 223
Discussão................................................................................................................... 38
Conclusão .................................................................................................................. 43
Bibliog a ia ................................................................................................................. 45
Anexos ....................................................................................................................... 49
Anexo 1 ...................................................................................................................... 50
Anexo 2 ...................................................................................................................... 51
Anexo 3 ...................................................................................................................... 52
Anexo 4………………………………………………………………………………….……..53
Anexo 5………………………………………………………………………………….……..54
7
Lis a de Ab e ia u as
ADA – Ame ican Die e ic Associa ion
AGS – A aliação Global Subje i a
CHP – Cen o Hospi ala do Po o
DP – Des io pad ão
DRC – Doença Renal C ónica
HTA – Hipe ensão A e ial
IMC – Índice de Massa Co po al
NKF/KDOQI – Na ional Kidney Founda ion/Kidney Disease Ou come Quali y Ini ia i e
nPNA – No malized P o ein Equi alen o Ni ogen Appea ance
OMS – O ganização Mundial de Saúde
PG-SGA - Pa ien -Gene a ed Subjec i e Global Assessmen
PNA – P o ein Equi alen o Ni ogen Appea ance
TFG – Taxa de Fil ação Glome ula
TSR – T a amen o de Subs i uição Renal
QFA – Ques ioná io de F equência Alimen a
SPSS - S a is ical Package o Social Sciences
14
Assim sendo, as e amen as de a aliação da inges ão alimen a , como os
ques ioná ios alimen a es e e en es às 24 ho as an e io es e os ques ioná ios indi iduais
de equência alimen a (QFA), pe mi em aze a ecolha quan i a i a e quali a i a do
consumo alimen a dos doen es, em pe íodos assinalá eis no passado (meses ou anos
an e io es), ou es ima esse consumo na a ualidade, pa icula men e no pe íodo que
an ecede a aplicação dos ques ioná ios, espe i amen e (13, 14, 16).
As an agens deco en es da aplicação dos ques ioná ios alimen a es e e en es
às 24 ho as an e io es, elacionam-se, essencialmen e, com a acilidade e apidez de
aplicação e o seu baixo cus o (13, 17, 18, 19).
A adesão dos doen es a es a ipologia de a aliação alimen a acaba po se
o imizada, essencialmen e pela acilidade com que a in o mação é comp eendida pelos
en e is ados (18, 19).
Rela i amen e às des an agens dos ques ioná ios alimen a es e e en es às 24
ho as an e io es, dependem da memó ia a cu o p azo do en e is ado pa a assegu a a
qualidade dos esul ados ob idos, condição que a não se e i icada pode á en iesa a
codi icação de odos os géne os alimen ícios egis ados po ques ioná io indi idual (13, 17,
18).
Es udos ecen es mos am, po exemplo, que doen es em diálise subes imam a
inges ão caló ica a aliada po ques ioná ios alimen a es de o ma conside á el (20, 21).
No caso pa icula dos QFA, es es ap esen am-se como uma me odologia que
pe mi e ecolhe in o mação nu icional ele an e, po pe mi i em iden i ica o consumo
mais ou menos espo ádico de á ios alimen os e, de igual modo, pe mi i em ca ego iza
géne os alimen ícios e es ima as quan idades consumidas pelos en e is ados (18, 19).
Do pon o de is a epidemiológico, a sua u ilidade (al e ações demog á icas e
económicas pe mi em aça um pe il nu icional das populações) pa a alidação dos
ques ioná ios alimen a es e e en es às 24 ho as an e io es, encon a-se bem desc i a na
li e a u a (13, 17, 18, 19). No en an o, os QFA ambém êm des an agens. A li e acia dos
en e is ados é uma condição necessá ia pa a que se ob enham esul ados
ep esen a i os da inges ão alimen a quando aplicados di e amen e. Po ou o lado, a
sua p ecisão pode se eduzida no que se e e e à a iabilidade diá ia ine en e ao
consumo alimen a indi idual (13, 17, 18, 19).
Pa a além da u ilização dos ques ioná ios alimen a es pa a se a e i da inges ão
alimen a dos doen es, ou os ins umen os há que pe mi em quan i ica a inges ão
alimen a , pa icula men e a inges ão p o eica (11).
O cálculo do PNA de e aze pa e in eg an e da a aliação do es ado nu icional dos
doen es em diálise e pode pe mi i o imiza a e apêu ica nu icional, de aco do com as
suas necessidades indi iduais (15, 17, 22, 23, 24).

15
Em hemodiálise, a inges ão p o eica mui o diminuída associa-se a maio isco de
mo alidade, pelo que é de ex ema impo ância a sua moni o ização.
A quan i icação di e a dessa inges ão é, po ezes di ícil, ha endo necessidade de
eco e a mé odos indi e os (como o cálculo do PNA) que pe mi am medi o aumen o dos
ní eis de u eia no sangue en e a amen os dialí icos (25).
O PNA é equen emen e no malizado pa a o peso co po al (nPNA) pa a que seja
possí el es abelece compa ações en e indi íduos que pe encendo a uma dada
população, possuem pesos di e en es (15, 23).
Há á ias ó mulas usadas em hemodiálise no cálculo do PNA, mas as que se seguem
são as mais equen es (26, 27):
nPNA = azo o u eico sanguíneo p é-diálise / [25.8 + (1.15) (spK /V) + (56.4) / (spK /V)]
+ 0.168, em que o spK /V = single pool K /V (26)
nPNA = (0.0136 x K /V x ([azo o u eico sanguíneo p é-diálise + azo o u eico sanguíneo
pós-diálise] / 2) + 0.251 (27)
Pelo ac o do nPNA a ia di e amen e com o K /V, a adequação da e apêu ica dialí ica
aduz-se no aumen o do nPNA e ao mesmo empo no aumen o da inges ão p o eica (25).
Segundo as di e izes NDT 2007, a es ima i a do PNA nos doen es em hemodiálise
de e á ap esen a -se pa a alo es acima de 1g/Kg peso/dia. A li e a u a e e e que a
diminuição do nPNA no deco e da e apêu ica dialí ica se aduz num aumen o de
mo alidade nes es doen es, com alo es de cu -o de 0.8g/Kg peso/dia a con ibuí em
signi ica i amen e pa a es e aumen o (26).
A ualmen e, é con o e so o peso pa a o qual de e se no malizado o PNA. Embo a
alguns abalhos de endam a sua no malização pa a o peso a ual ou pa a o peso ideal ou
de e e ência, êm-se e i icado di e enças signi ica i as po compa ação en e doen es
obesos, doen es com baixo peso e doen es com edemas (15, 22, 24, 25).
As di e izes eu opeias ecomendam a no malização do PNA pa a o peso de
e e ência, mas ao e i ica -se um des io ponde al in e io a 90% ou supe io a 115%, o
PNA de e se no malizado pa a o peso ajus ado (11, 26).
No caso pa icula dos doen es em hemodiálise, um es udo de Kloppenbu g e
colabo ado es ad oga que a no malização do PNA de a se ealizado pa a alo es
ponde ais e e en es ao peso seco a ual ou pa a a massa mag a (21).
No caso dos doen es em diálise pe i oneal, o cálculo do PNA é conseguido com o ecu so
a di e en es ó mulas ma emá icas, algumas das quais são a segui ap esen adas (15):
16
Tabela 2. Fó mulas de cálculo do PNA.
Au o
Fó mula
Go ch
(0.04 x Kp T/V x BUN) + 0.17
Be gs om (I)
19 + (7.31 x UNA) + DPL
Be gs om (II)
19 + (7.62 x UNA)
Rande son
10.76 x (UNA/1.4 + 1.46)
Blumenk an z
6.25 x (0.93 x UNA + 5.47)
Teehan
6.25 x (UNA + 1.81 + 0.031 x BW) + DPL
Kp T/V – weekly no malized daily u ea clea ance; BUN – blood u ea ni ogen; UNA – u ea ni ogen
appea ance; DPL – dialysa e p o ein losses; BW – body weigh (15)
A ó mula de Rande son em sido ecomendada pa a o es ima o PNA nos doen es em
diálise pe i oneal (28).
À semelhança do que acon ece com a maio ia dos mé odos, o cálculo do PNA ap esen a
limi ações. Em si uações clínicas es á eis, o PNA pe mi e uma es ima i a iá el da
inges ão p o eica. No en an o, em si uações de anabolismo ou ca abolismo, o PNA
e ela-se um ma cado pouco iá el da inges ão p o eica (11, 26, 22, 24).
O PNA sob es ima ainda a inges ão p o eica quando a inges ão é baixa, a ia
apidamen e em espos a à inges ão de p o eínas e ambém subes ima a inges ão
p o eica quando a quan idade a ia equen emen e (25).
No en an o, e apesa das limi ações ine en es ao seu uso, o cálculo do PNA é um
mé odo ela i amen e simples, es ando desc i o como uma e amen a clinicamen e
álida (13, 17, 26).
Foi nosso obje i o ap o unda conhecimen os e escla ece dú idas ela i amen e
a duas me odologias de es ima i a de inges ão p o eica, po ques ioná io alimen a de 24
ho as an e io es e pelo cálculo do PNA, em doen es enais c ónicos sob e apêu ica
dialí ica egula .
17
Obje i os
O p esen e abalho de in es igação oi ealizado com os seguin es obje i os:
1. Compa a a inges ão p o eica diá ia es imada po ques ioná io alimen a e es imada
pelas ó mulas de cálculo de PNA em doen es em e apêu ica dialí ica egula
(hemodiálise e diálise pe i oneal).
2. A alia as di e enças na inges ão p o eica es imada po ques ioná io e ó mulas de
PNA, no malizada pa a o peso a ual (peso seco) ou ideal e/ou ajus ado.
3. A alia as di e enças na inges ão p o eica es imada po ques ioná io e ó mulas de
PNA en e os dois ipos de e apêu ica dialí ica.
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Ma e ial e Mé odos
Desenho do es udo
Es udo de in es igação clínica, de ca ác e analí ico, obse acional, ans e sal,
p ospe i o, de ipo coo e.
Local do es udo
Unidades de Hemodiálise e Diálise Pe i oneal do Se iço de Ne ologia do Cen o
Hospi ala do Po o (CHP).
População e amos a
O es udo e e como pa icipan es os doen es com insu iciência enal c ónica em
a amen o dialí ico egula (hemodiálise e diálise pe i oneal) no Se iço de Ne ologia do
CHP, em egime de ambula ó io. En e Ou ub o e Dezemb o de 2014, pe íodo em que
o am aplicados os ques ioná ios alimen a es, es a população e a cons i uída po 39
doen es em hemodiálise e 55 em diálise pe i oneal.
C i é ios de elegibilidade
Os pa icipan es que cons i uem a amos a des e es udo o am ec u ados endo em
con a, os seguin es c i é ios:
 Se doen e enal c ónico em a amen o dialí ico egula em egime de ambula ó io no
Se iço de Ne ologia do CHP.
 Tempo de a amen o supe io a um mês e, po conseguin e, já supe ada a ase de
adap ação.
C i é ios de exclusão
Fo am conside ados os seguin es c i é ios de exclusão:
 Tempo de diálise in e io a um mês.
 Agudização de como bilidade ou doença aguda de no o e/ou com in e namen o
coinciden e ou p óximo ( 2 semanas) do pe íodo em que deco eu a aplicação dos
ques ioná ios.
19
 Não e colhei a de dialisado e u ina nas 24 ho as que pe mi isse o cálculo do PNA,
especi icamen e nos doen es em diálise pe i oneal.
Rec u amen o de pa icipan es
Os doen es o am in o mados sob e o es udo a a és do médico, en e mei o ou
nu icionis a que cons i uem a equipa clínica que habi ualmen e segue es es u en es,
endo-lhes sido solici ada a sua pa icipação.
Numa ase subsequen e, e caso os doen es acei assem colabo a no es udo, oi-lhes
solici ada a assina u a do consen imen o in o mado (anexo 1), en egue um documen o
in o ma i o (anexo 2) e escla ecidas dú idas pela aluna/in es igado a p incipal do
es udo.
Aplicação dos ques ioná ios e ecolha de dados
Subsequen emen e, oi aplicado indi idualmen e a cada u en e um ques ioná io de
consumo alimen a , com apoio do “Manual de Quan i icação de Alimen os”, Ma ques e
colabo ado es, 1996 (29) (ques ioná io das 24 ho as an e io es, anexo 3) e um
ques ioná io de equência de consumo dos alimen os com maio eo p o eico (anexo 4),
pela aluna/in es igado a p incipal do es udo, sob supe isão da in es igado a
esponsá el no CHP.
Complemen a men e, o am ecolhidos dados sócio-demog á icos e ealizada a a aliação
nu icional subje i a, u ilizando a icha o iginalmen e ap esen ada po De sky e
colabo ado es (12), adap ada pa a doen es em diálise po Kalan a -Zadeh (30), o PG-SGA
(Pa ien -Gene a ed Subjec i e Global Assessmen ) (anexo 5).
A ecolha de dados clínicos, a pa i do p ocesso clínico e das bases de dados de ambas
as Unidades de Diálise, oi da esponsabilidade da in es igado a esponsá el no CHP
(nu icionis a das duas unidades de diálise) e dos médicos incluídos na equipa de
in es igação, endo sido o necidos à aluna/in es igado a p incipal de o ma codi icada.
O peso seco a ual oi u ilizado pa a o cálculo do índice de massa co po al (IMC) e a
classi icação dos u en es segundo o IMC oi e e uada de aco do com os c i é ios da
O ganização Mundial de Saúde (OMS) (31).

20
Es ima i a da inges ão p o eica pelo PNA
No mesmo pe íodo em que o am aplicados os ques ioná ios oi de e minado o PNA,
endo sido e e uada colhei a de u ina de 24h nos doen es com unção enal esidual e do
dialisado nos doen es em diálise pe i oneal. Des e modo, oi possí el ob e a inges ão
p o eica es imada pelos dois mé odos na mesma al u a pa a o mesmo indi íduo.
Nos doen es em hemodiálise, a inges ão p o eica oi es imada a pa i do K /V (indíce de
emoção da u eia du an e a diálise) e com base na axa de ge ação de u eia en e as
duas sessões de hemodiálise do meio da semana (segunda e e cei a sessões da
semana), endo sido usadas duas ó mulas (26, 27):
nPNA = azo o u eico sanguíneo p é-diálise / [25.8 + (1.15) (spK /V) + (56.4) / (spK /V)]
+ 0.168, em que o spK /V = single pool K /V (26)
nPNA = (0.0136 x K /V x ([azo o u eico sanguíneo p é-diálise + azo o u eico sanguíneo
pós-diálise] / 2) + 0.251 (27)
Em ambas as ó mulas, o nPNA oi no malizado pa a o peso seco a ual e pa a o peso
ideal ou peso ajus ado, con o me se á explicado mais abaixo.
Nos doen es em diálise pe i oneal, o PNA oi calculado com base na ó mula de
Rande son (28), ecomendada po á ios au o es (32, 33) e calculado no p og ama RenalSo
PD (Bax e ): nPNA (g/dia) = 5.02 x ( axa de ge ação de u eia em mg/min + 3.12) / peso
co po al (Kg). Po es a ó mula, a inges ão p o eica é ob ida a a és da ge ação de u eia
e pela sua exc eção pela diálise pe i oneal e unção enal esidual.
Pa a a sua de e minação, a u eia oi quan i icada no dialisado e na u ina de 24 ho as,
caso o doen e ap esen asse unção enal esidual. Nes a o mula, o esul ado é calculado
em g/dia e oi no malizado pa a o olume de dis ibuição da u eia como g/Kg peso/dia
(nPNA). Tal como nos doen es em hemodiálise, o nPNA oi simul aneamen e calculado
pa a o peso seco a ual e pa a o peso ideal ou peso ajus ado, con o me abaixo explicado.
21
No malização da es ima i a p o eica (peso seco a ual e peso ideal ou ajus ado)
A inges ão p o eica diá ia es imada po ques ioná io e pelas ó mulas do PNA oi
no malizada pa a o peso seco a ual e pa a o peso ideal ou ajus ado:
 O peso seco a ual oi de e minado pelo ne ologis a esponsá el com base na
sin oma ologia clínica ou pela u ilização do Body Composi ion Moni o (BCM);
 O peso ideal ou de e e ência oi calculado segundo as ó mulas habi ualmen e usadas
na p á ica clínica, baseadas na abelas da Me opoli an Li e Insu ance Company. Peso
e e ência = média das duas ó mulas seguin es: 50 + 0,75 * [Es a u a (cm) - 150] e
0,8 * [Es a u a (cm) – 100 + Idade (anos) /2], em que a idade é cons an e a pa i dos
45 anos e é eduzido 5% ao alo médio das duas ó mulas pa a o sexo eminino;
 Semp e que o des io ponde al [(peso seco a ual/ peso ideal) * 100] oi in e io a 90%
ou excedeu os 115%, oi conside ado o peso ajus ado em subs i uição do peso ideal
ou de e e ência: peso ajus ado = (peso ideal - peso seco a ual) * 0,25 + peso seco
a ual).
Ap o ação do es udo
O es udo oi subme ido no CHP pa a au o ização no início de Agos o de 2014, endo
ob ido pa ece a o á el do Gabine e Coo denado da In es igação e da Comissão de
 ica pa a a Sade, e endo sido au o izado pelo Conselho de Adminis ação do CHP em
29 de Se emb o de 2014.
Análise es a ís ica
O es udo das dis ibuições das a iá eis oi e e uado pela análise da assime ia e o
a as amen o signi ica i o da dis ibuição no mal oi e e uado pelo es e de Kolmogo o -
Smi no .
As es a ís icas desc i i as incluí am as médias ± des ios pad ão (DP) e medianas quando
ap op iado.
A co elação en e a média das di e enças das es ima i as p o eicas e as a iá eis
con ínuas oi analisada pela co elação de Pea son. Subsequen emen e, a es ima i a
p o eica diá ia oi ca ego izada segundo os cu -o e e idos pela li e a u a (0.8 e 1g
22
p o eínas/Kg peso/dia) e as p opo ções o am compa adas pelo 2 de McNema . A
conco dância en e as ca ego izações e e uadas pelos á ios mé odos de quan i icação
oi analisada pelo coe icien e de conco dância de kappa (coe icien e de Cohen). Es as
análises o am ealizadas sepa adamen e pa a a hemodiálise e a diálise pe i oneal.
A compa ação de médias das a iá eis con ínuas en e g upos (hemodiálise s. Diálise
pe i oneal) oi e e uada pelo es e pa amé ico pa a amos as independen es ( es e de
S uden ). Di e enças de p opo ções o am analisadas pelo es e não pa amé ico de 2 ou
es e exa o de Fishe quando ap op iado.
Todos os es es u ilizados o am bila e ais e alo es de P in e io es a 0.05 o am
conside ados como indicando signi icância es a ís ica. Todas as análises e e uadas
u iliza am o package de so wa e es a ís ico SPSS (S a is ical Package o Social
Sciences), e são 22.0 (Chicago, EUA).
23
Resul ados
Do o al de doen es em hemodiálise egula (n=38) o am incluídos 37 doen es; apenas
um doen e oi excluído po se encon a in e nado à da a da colhei a de dados. Dos 55
doen es em diálise pe i oneal o am incluídos no es udo 51 doen es. Dois doen es o am
excluídos po in e namen o ecen e ou coinciden e com a da a de aplicação dos
ques ioná ios (n=2) e ou os dois doen es po não ha e dados que pe mi issem o cálculo
do PNA em empo ú il.
A amos a em es udo icou assim cons i uída po 38 doen es em hemodiálise egula e 51
em diálise pe i oneal.
Ca ac e ização da amos a
Os 38 doen es em hemodiálise egula incluídos no es udo, 22 do sexo eminino (58%) e
16 do sexo masculino (42%), ap esen a am idade média de 61 anos (des io pad ão
(DP): 16) e empo médio de diálise de 4.0 anos (DP: 3.6). Os 51 doen es em diálise
pe i oneal, 29 do sexo masculino (57%) e 22 do sexo eminino (43%), ap esen a am uma
idade média de 55 anos (DP: 16) e empo médio de diálise de 4.1 anos (DP: 4.7).
Ca ac e ização dos pa icipan es segundo o IMC
Os doen es em HD ap esen a am um IMC médio de 25.6 (DP: 7.1) e os pa icipan es em
DP um IMC médio de 25.0 (DP: 4.0). Nas igu as 1 e 2 é ap esen ada a ca ego ização do
IMC, segundo os c i é ios da OMS.
30
Tabela 8. Análise das di e enças da inges ão p o eica es imada po ques ioná io e pelo PNA, ca ego izadas
de aco do com a mediana das di e enças.
Di e ença en e a es ima i a p o eica po
ques ioná io e pelo PNA
≤0.3 g p o /
Kg peso seco/dia
(n=23)
>0.3 g p o /
Kg peso seco/dia
(n=15)
P
Sexo masculino, n (%)
8 (34.8)
8 (53.3)
0,258
Idade (anos), média
63,1 13,6
58,9 19,6
0,438
Tempo em diálise (anos), média
4,2 3,3
3,6 4,1
0,590
IMC (Kg/m2), média
26,7 8,2
23,9 4,6
0,235
Des io Ponde al (%), média
122,6
108,5 ,0
0,188
DP: des io pad ão; P: Valo de p o a; P o : p o eínas; nPNA: equi alen e p o eico no malizado do apa ecimen o do
azo o; IMC: índice de massa co po al.
1Compa ações e e uadas pelo es e do 2 pelo es e de S uden pa a amos as independen es
Diálise Pe i oneal:
Valo es médios de p o eínas
A inges ão média de p o eínas es imada pelo ques ioná io é semp e signi ica i amen e
supe io à inges ão es imada pelo cálculo do PNA, que es e seja no malizado pelo peso
seco a ual, que pelo peso ideal ou ajus ado (Tabela 9.).
Tabela 9. Es ima i a p o eica po ques ioná io s. cálculo pelo PNA em diálise pe i oneal.
P o (g) /Kg peso /dia
(médias
Di e ença1
(médias
P
P o / Kg peso seco (ques ioná io)
1,595 ,651
0,552 0,623
<0,001
nPNA_Rande son (peso seco)
1,043 0,274
P o / Kg peso seco (ques ioná io)
1,594 0,651
0,530 0,643
<0,001
nPNA_Rande son (peso ideal ou ajus ado)
1,065 0,260
P o / Kg peso ideal ou ajus ado (ques ioná io)
1,615 0,634
0,551 0,629
<0,001
nPNA_Rande son (peso ideal ou ajus ado)
1,065 0,260
P o / Kg peso ideal ou ajus ado (ques ioná io)
1,615 0,634
0,572 624
<0,001
nPNA_Rande son (peso seco)
1,0443 0,274
DP: des io pad ão; P: Valo de p o a; P o : p o eínas; nPNA: equi alen e p o eico no malizado do apa ecimen o do
azo o. 1Média das di e enças dos pa es compa ados pelo es e de S uden pa a amos as empa elhadas.

31
Análise das di e enças da es ima i a p o eica po ques ioná io e pelo PNA
Só 13 doen es (25%) ap esen a am es ima i as p o eicas pelo ques ioná io abaixo dos
alo es do PNA. Compa ando esses 13 doen es com os es an es (em que a inges ão
p o eica es imada pelo ques ioná io oi acima do quan i icado pelo PNA) não se
egis a am di e enças signi ica i as no que se e e e à idade, empo em diálise, IMC e
des io ponde al. No en an o, e apesa da di e ença não se signi ica i a, os 13 doen es
que ap esen a am es ima i as p o eicas pelo ques ioná io in e io es ao PNA
ap esen a am alo es de IMC mais ele ados (25.9 s. 24.6 Kg/m2, P=0.325)
A média das di e enças da inges ão p o eica es imada po ques ioná io e pelo PNA,
no malizada pa a o peso seco, co elacionou-se nega i amen e com o IMC ( =-0.33,
P=0.017) e com o des io ponde al ( =-0.30, P=0.034), mas não com a idade, nem com o
empo em diálise.
Quando a inges ão p o eica oi no malizada pa a o peso ideal ou ajus ado, as di e enças
encon adas en e a es ima i a po ques ioná io e pelo PNA co elacionou-se
nega i amen e com o IMC ( =-0.31, P=0.029), mas não com o des io ponde al, a idade
ou o empo em diálise.
Ca ego izando as di e enças da inges ão p o eica es imada po ques ioná io ou
pelo PNA acima e abaixo da mediana das di e enças (0.52 g p o eínas/Kg peso seco/dia
ou 0.51 g p o eínas/Kg peso ideal ou ajus ado, espe i amen e), os doen es com maio es
disc epâncias en e os alo es e e idos na inges ão p o eica pelo ques ioná io alimen a
e os alo es calculados pelo PNA, que no malizado pa a o peso seco ou pa a o peso
ideal ou ajus ado, ap esen a am IMC e des ios ponde ais signi ica i amen e mais baixos
(Tabela 10.).
32
Tabela 10. Análise das di e enças da inges ão p o eica es imada po ques ioná io e pelo PNA, ca ego izadas
de aco do com a mediana das di e enças.
Di e ença en e a es ima i a p o eica po
ques ioná io e pelo PNA
≤0.52 g p o /
Kg peso seco/dia
>0.52 g p o /
Kg peso seco/dia
P
Sexo masculino, n (%)
16 (64)
13 (50)
0,313
Idade (anos), média
56,9 14,8
52,6 16,6
0,325
Tempo em diálise (anos), média
4,3 5,5
3.9 3.9
0,718
IMC (Kg/m2), média
26.2 4.5
23.8 3.1
0,034
Des io Ponde al (%), média
110,8 ,5
101,8 ,7
0,044
DP: des io pad ão; P: Valo de p o a; P o : p o eínas; nPNA: equi alen e p o eico no malizado do apa ecimen o do
azo o; IMC: índice de massa co po al. 1Compa ações e e uadas pelo es e do 2 pelo es e de S uden pa a amos as
independen es.
Conside ando o cu -o de 1g/kg peso/dia:
Conside ando o cu -o de 1g de p o eínas/kg peso/dia, pode-se e i ica pela abela
seguin e que exis em g andes disc epâncias en e as classi icações dos u en es (acima
ou abaixo de 1g/kg peso/dia), com g ande pe cen agem de pa es disco dan es e baixo
ní el de conco dância en e as es ima i as ob idas po ques ioná io ou pelo PNA (Tabela
11.).
33
Tabela 11. Ní el de conco dância en e as es ima i as p o eicas ob i as po ques ioná io ou pelo PNA
ca ego izado pelo cu -o de 1 g/Kg peso/dia.
Cu -o de 1g p o / Kg peso/dia
Pa es
conco dan es
N (%)
Pa es
disco dan es*
N (%)
P*
Kappa
Hemodiálise
P o / Kg peso seco (ques ioná io)
21 (58,3)
17 (44,7)
<0,001
0.079
nPNA_C oninUp oDa e (peso seco)
P o / Kg peso seco (ques ioná io)
20 (52,6)
18 (47,4)
<0,001
0.138
nPNA_FouqueNDT2007 (peso seco)
P o / Kg peso ideal ou ajus ado (ques ioná io)
21 (58,3)
17 (44,7)
<0,001
0.079
nPNA_C oninUp oDa e (peso ideal ou ajus ado)
P o / Kg peso ideal ou ajus ado (ques ioná io)
20 (52,6)
18 (47,4)
<0,001
0.138
nPNA_FouqueNDT2007 (peso ideal ou
ajus ado)
Diálise Pe i oneal
P o / Kg peso seco (ques ioná io)
28 (54.9)
23 (45,1)
0.011
0.010
nPNA_Rande son (peso seco)
P o / Kg peso seco (ques ioná io)
28 (54.9)
23 (45,1)
0.035
0.048
nPNA_Rande son (peso ideal ou ajus ado)
P o / Kg peso ideal ou ajus ado (ques ioná io)
29 (56,9)
22 (43,1)
0.017
0.059
nPNA_Rande son (peso seco)
P o / Kg peso ideal ou ajus ado (ques ioná io)
29 (56,9)
22 (43,1)
0.052
0.007
nPNA_Rande son (peso ideal ou ajus ado)
nPNA: equi alen e p o eico no malizado do apa ecimen o do azo o;
*Valo de p o a ob ido pelo es e do qui-quad ado de McNema . O es e de McNema compa a as obse ações dos
pa es disco dan es (po ex: inges ão p o eica abaixo de 1g/Kg peso/dia quando es imadas po um mé odo e acima
de 1g/Kg peso/dia po ou o mé odo).
34
2. A alia as di e enças na inges ão p o eica es imada po ques ioná io e ó mulas
de PNA, no malizada pa a o peso a ual (peso seco) ou ideal e/ou ajus ado
Hemodiálise:
Valo es médios de p o eínas
Conside ando os alo es médios ap esen ados (Tabela 12.), não se obse a am
di e enças signi ica i as nos alo es médios da es ima i a p o eica diá ia po ques ioná io
ou po duas ó mulas de cálculo do PNA.
Tabela 12. A aliação das di e enças das es ima i as p o eicas de aco do com o peso co po al usado na sua
no malização (hemodiálise).
P o eína (g) /Kg peso /dia
(médias DP)
P
Es ima i a p o eica po ques ioná io alimen a (g/Kg peso/dia)
P o / Kg peso seco
1,6434 0,863
0,271
P o / Kg peso ideal ou ajus ado
1,6627
Es ima i a p o eica pelo PNA (g/Kg peso/dia)
nPNA_C oninUp oDa e (peso seco)
1,3226 0,404
0,626
nPNA_C oninUp oDa e (peso ideal ou ajus ado)
1,3229
nPNA_FouqueNDT2007 (peso seco)
1,3688
0,375
nPNA_FouqueNDT2007 (peso ideal ou ajus ado)
1,3692
DP: des io pad ão; P: Valo de p o a;
nPNA: equi alen e p o eico no malizado do apa ecimen o do azo o.
Diálise Pe i oneal:
Valo es médios de p o eínas
Conside ando os alo es médios ap esen ados (Tabela 13.), os alo es médios
es imados de p o eínas são supe io es quando no malizados pa a o peso ideal ou
ajus ado, quase a ingindo a signi icância es a ís ica (P=0.071) quando a es ima i a é
e e uada pelo cálculo do PNA segundo a ó mula de Rande son.
35
Tabela 13. A aliação das di e enças das es ima i as p o eicas de aco do com o peso copo al usado na sua
no malização (diálise pe i oneal).
P o eína (g) /Kg peso /dia
(médias
P
Es ima i a p o eica po ques ioná io alimen a (g/Kg peso/dia)
P o / Kg peso seco
1,5947 0,651
0,198
P o / Kg peso ideal ou ajus ado
1,6153 0,634
Es ima i a p o eica pelo PNA (g/Kg peso/dia)
nPNA_Rande son (peso seco)
1,0429 0,274
0,071
nPNA_Rande son (peso ideal ou ajus ado)
1,0648 0,260
DP: des io pad ão; P: Valo de p o a;
nPNA: equi alen e p o eico no malizado do apa ecimen o do azo o.
Conside ando o cu -o de 1g/kg peso/dia:
Ca ego izando a es ima i a p o eica diá ia de aco do com o cu -o p econizado pelas
guidelines (10), a ca ego ização não e elou al e ações signi ica i as conside ando a
no malização pelo peso seco ou o peso ideal ou ajus ado. E apesa das equências
se em ligei amen e di e en es nos doen es em diálise pe i oneal, conside ando a
es ima i a po ques ioná io ou calculada pelo PNA, não se e i ica am di e enças
signi ica i as quando essas equências o am compa adas.
Nos doen es em hemodiálise a classi icação oi coinciden e, seja no malizada pelo peso
seco ou pelo peso ideal ou ajus ado.

36
Tabela 14. Es ima i as p o eicas diá ias ob idas po ques ioná io ou pelo nPNA ca ego izado pelo cu -o de 1
g/Kg peso/dia pa a hemodiálise e diálise pe i oneal.
Cu -o de 1g p o / Kg peso/dia
Pa es
conco dan es
N (%)
Pa es
disco dan es*
N (%)
P*
Kappa
Hemodiálise
P o / Kg peso seco (ques ioná io)
38 (100)
0 (0)
1.000
1.000
P o / Kg peso ideal ou ajus ado (ques ioná io)
nPNA_C oninUp oDa e (peso seco)
38 (100)
0 (0)
1.000
1.000
nPNA_C oninUp oDa e (peso ideal ou ajus ado)
nPNA_FouqueNDT2007 (peso seco)
38 (100)
0 (0)
1.000
1.000
nPNA_FouqueNDT2007 (peso ideal ou
ajus ado)
Diálise Pe i oneal
P o / Kg peso seco (ques ioná io)
50 (98,0)
1 (2,0)
1.000
0.935
P o / Kg peso ideal ou ajus ado (ques ioná io)
nPNA_Rande son (peso seco)
47 (92,2)
4 (7,8)
0.625
0.838
nPNA_Rande son (peso ideal ou ajus ado)
*Valo de p o a ob ido pelo es e do qui-quad ado de McNema . O es e de McNema compa a as obse ações dos
pa es disco dan es (po ex: inges ão p o eica abaixo de 1g/Kg peso/dia quando es imadas po um mé odo e acima de
1g/Kg peso/dia po ou o mé odo). nPNA: equi alen e p o eico no malizado do apa ecimen o do azo o.
3. A alia as di e enças na inges ão p o eica es imada po ques ioná io e ó mulas
de PNA en e os dois ipos de e apêu ica dialí ica
A inges ão p o eica diá ia es imada po ques ioná io oi semelhan e nos doen es em
hemodiálise e em diálise pe i oneal. No que se e e e à inges ão es imada pelo PNA, os
alo es médios diá ios o am signi ica i amen e in e io es nos doen es em diálise
pe i oneal.
37
Tabela 15. Compa ação da es ima i a da inges ão p o eica diá ia po ques ioná io e pelo cálculo do PNA
pa a doen es em hemodiálise e diálise pe i oneal.
P o eína (g) /Kg peso /dia
(médias
Hemodiálise
Diálise
Pe i oneal
P
P o / Kg peso seco (ques ioná io)
1,643 863
1,595 0,651
0.763
P o / Kg peso ideal ou ajus ado (ques ioná io)
1,663 832
1,615 634
0.761
nPNA NDT2007_Rande son (peso seco)
1,369 0,418
1,043 0,274
<0,001
nPNA NDT2007_Rande son (peso ideal ou ajus ado)
1,369 0,417
1,066 ,260
<0,001
DP: des io pad ão; P: Valo de p o a; nPNA: equi alen e p o eico no malizado do apa ecimen o do azo o.
38
Discussão
Ao con á io do pe íodo p é-diálise, a es ição p o eica após o início de e apêu ica
dialí ica egula não é ge almen e ecomendada, sendo aconselhá el a inges ão p o eica
de pelo menos 1g de p o eínas/ Kg peso /dia. Po inúme os a o es ca abólicos que
in e a uam no pe íodo dialí ico e po pe das p o eicas aumen adas que oco em em cada
sessão de hemodiálise (10 a 12g/sessão) e de aminoácidos no caso da diálise pe i oneal
(5 a 15g/dia), as ecomendações p o eicas nos doen es em diálise são supe io es à
população ge al, es ando p econizadas 1.2g po Kg de peso/dia pa a os doen es em
hemodiálise e 1.3g de p o eínas po Kg de peso/dia pa a os doen es em diálise pe i oneal
(34, 35). Alguns au o es com eino na a aliação e seguimen o des e ipo de doen es são de
opinião que es es alo es são di íceis de a ingi e, consequen emen e, são inadequados,
nomeadamen e pela necessidade de es ição de ós o o concomi an e (35).
Há duas ou ês décadas a ás a p e alência de desnu ição em diálise e a al amen e
p e alen e, calculando-se que ap oximadamen e 30 a 50% dos doen es ap esen a am
desnu ição le e a mode ada, com 6 a 8% de casos de desnu ição g a e (36, 37). Ao longo
das úl imas décadas, a p e alência da desnu ição em diálise em diminuído e isso pôde
con i ma -se no nosso es udo.
Apenas 7 doen es em hemodiálise (18.4%) e 4 em diálise pe i oneal (7.8%) o am
classi icados como endo desnu ição le e/mode ada segundo o PG-SGA. Com base no
IMC, nenhum dos doen es ap esen ou um IMC in e io a 18.5 Kg/m2.
E à semelhança do que acon ece na população ge al a equência de excesso de peso e
obesidade a inge os 47% nos doen es em hemodiálise e os 41% na diálise pe i oneal.
O lagelo da desnu ição em diálise de há uns anos a ás pa ece es a a se
g adualmen e subs i uído pela epidemia do século XXI, o excesso de peso e a obesidade.
Seja pa a de e a excessos ou dé ices nu icionais, moni o iza o es ado nu icional des e
ipo de doen es é undamen al uma ez que a de eção e in e enção p ecoces pe mi em
a enua as complicações me abólicas, melho ando assim a sua sob e i ência.
As di e sas guidelines (11, 26, 34, 38, 39) que êm sido publicadas nes a á ea ecomendam a
a aliação nu icional egula e pe iódica de odos os doen es, em hemodiálise e diálise
pe i oneal, e e o çam que nenhum indicado nu icional isolado ou mé odo de a aliação
nu icional pode se conside ado como “pad ão” e idealmen e de em se usados
simul aneamen e de o ma a se em complemen a es.
A inges ão p o eica é um indicado do es ado nu icional e o consumo de alo es abaixo
aos ecomendados associam-se a depleção nu icional, maio mo bilidade e pio
sob e i ência, mesmo depois de ajus a pa a a idade, sexo, diabe es, albumina sé ica (40,
41, 42). Po esse mo i o, a inges ão p o eica em sido u ilizado como um indicado
39
nu icional impo an e na ca ac e ização nu icional dos doen es e de pe o mance das
unidades de diálise.
Exis em á ias o mas de a alia a inges ão p o eica. Os doen es em diálise são
ge almen e oligú icos ou anú icos, a a iação no azo o u eico sé ico en e e du an e as
sessões de hemodiálise é um indicado iá el da inges ão p o eica, se o doen e es i e
me abolicamen e es á el. É, no en an o, um indicado indi e o po que o seu cálculo é
baseado na ciné ica da u eia, e o nece es ima i a da inges ão p o eica denominada po
Equi alen e P o eico do Apa ecimen o do Azo o U eico – P o ein Equi alen o To al
Ni ogen Appea ance (PNA), an e io men e denominado po PCR (P o ein Ca abolic
Ra e), endo sido conside ado inap op iado p incipalmen e na população em diálise
pe i oneal (15, 43).
Segundo as ecomendações in e nacionais, os alo es de nPNA de em se supe io es a
1g/ Kg de peso/dia (11, 26, 34, 38, 39).
Nalguns casos é especi icado que o peso a que se e e e a no malização do PNA é o
peso ideal ou de e e ência. Nou os casos nada é e e ido ela i amen e a essa
no malização. No manual de boas p á icas po uguês (44), é apenas e e ido que “O
es ado nu icional de e se a aliado eco endo a um painel de ma cado es clínicos e
labo a o iais, nos quais de e ão es a incluídos, pelo menos, o peso seco, a albuminémia
e o nPCR”. O en endimen o é que a u ilização des es ma cado es seja ans e sal a
odos os doen es, não sendo essal ado que a u ilização do “nPCR” em limi ações.
É necessá io, no en an o, e em con a que a es ima i a da inges ão p o eica pelo cálculo
do PNA em limi ações e só de e se usado como es ima i a da inges ão de p o eínas
unicamen e nos doen es em balanço azo ado neu o, ou seja, nos indi íduos
me abolicamen e es á eis (34, 45, 46, 47).
Nos doen es ca abólicos (como po exemplo os doen es desnu idos), dependendo do
g au de ca abolismo, o PNA i á sob es ima o que é ealmen e inge ido, uma ez que a
deg adação de p o eínas endógenas implica ão um aumen o do alo sé ico de u eia, e
consequen emen e de azo o, o que da á uma axa de apa ecimen o de azo o al a que
não se á p op iamen e de ida à inges ão p o eica (34).
Em doen es em anabolismo, que oco e ipicamen e nas ases iniciais do a amen o
dialí ico e nos pe íodos de ecupe ação de um in e namen o ou da agudização de uma
pa ologia, o PNA i á subes ima a e dadei a inges ão p o eica, uma ez que pa e das
p o eínas inge idas se ão usadas pa a colma a os gas os de p o eínas endógenas. Além
disso, quando a inges ão p o eica é mui o ele ada, a subes imação pelo PNA é ainda
maio de ido ao ac éscimo da exc eção de azo o não medido, po exemplo pela pele e
pela espi ação (34).
46
16. EFSA Eu opean Food Sa e y Au o i y, Gene al p inciples o he collec ion o
na ional ood consump ion da a in he iew o a pan Eu opean die a y su ey,
EFSA Jou nal, 2009, 7(12) 1435-51.
17. Velludo C e al, Es ima i a de Inges ão P o éica de Pacien es em Hemodiálise:
Compa ação en e Regis o Alimen a e Equi alen e P o éico de Apa ecimen o
de Ni ogênio (PNA). J B as Ne ol Volume 29 - nº 4, Dezemb o de 2007.
18. Du ão C, ANAMNESE: Uma opo unidade pa a aumen a a ade ência à
in e enção nu icional. Re is a Nu ícias, Junho 2013, (3) 12-15.
19. Mo ei a P e al, Validade Rela i a de um Ques ioná io de F equência de
Consumo Alimen a a a és da Compa ação com um Regis o Alimen a de
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47
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34. NKF-K/DOQI Clinical p ac ice guidelines o nu i ion in ch onic enal ailu e. Am
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41. Ra el VA, Molna MZ, S eja E, e al: Low P o ein Ni ogen Appea ance as a
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42. Kopple JD. The Na ional Kidney Founda ion K/DOQI clinical p ac ice guidelines
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43. Be gs om J, Fu s P, Al es and A, Lindholm B. P o ein and ene gy in ake, ni ogen
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44. Manual de Boas P á icas de Diálise C ónica, Colégio de Especialidade de
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48
45. Lich man SW, Pisa ska K, Be man ER, e al: Disc epancy be ween Sel -Repo ed
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46. Schoelle DA. How accu a e is sel - epo ed die a y ene gy in ake?. Nu Re ,
1990, 48: 373–9.
47. Bandini LG, Schoelle DA, Cy HN, Die z WH. Validi y o epo ed ene gy in ake in
obese and non-obese adolescen s. Am J Clin Nu , 1990, 52: 421–5.
48. Lopes C, Oli ei a A, e al. Consumo alimen a no Po o. Faculdade de Medicina da
Uni e sidade do Po o, 2006. Disponí el em: www.consumoalimen a po o.med.up.p
49
Anexos
50
TERMO DE CONSENTIMENTO INFORMADO
ESTIMATIVA DA INGESTÃO PROTEICA DE DOENTES EM HEMODIÁLISE E EM DIÁLISE
PERITONEAL: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE OS VALORES OBTIDOS POR INQUÉRITO ALIMENTAR E PELO CÁLCULO
DO EQUIVALENTE PROTEICO DE APARECIMENTO DO AZOTO UREICO (PNA).
Eu, abaixo-assinado ________________________________________________ ui
in o mado de que o Es udo de In es igação acima mencionado se des ina à ealização de uma
ese de mes ado em Nu ição Clínica (a In es igado a p incipal é a D a. Bá ba a Ma ques e a
in es igado a esponsá el é a D a. Isabel Fonseca, nu icionis a da Unidade)
Es e es udo em como obje i o es ima a minha inges ão alimen a , nomeadamen e de p o eínas,
a a és de um ques ioná io alimen a e compa a o alo ob ido com uma ó mula que é
habi ualmen e usada. Isso pe mi i á que as ecomendações alimen a es/nu icionais sejam mais
igo osas no u u o.
Sei que nes e es udo es á p e is a a ealização de um ques ioná io alimen a e a ecolha de
algumas in o mações sob e a minha doença.
Foi-me ga an ido que odos os dados ela i os à minha iden i icação nes e es udo são
con idenciais.
Sei que posso ecusa -me a pa icipa ou in e ompe a qualque momen o a pa icipação no
es udo, sem nenhum ipo de penalização po es e ac o.
Comp eendi a in o mação que me oi dada, i e opo unidade de aze pe gun as e as minhas
dú idas o am escla ecidas.
Acei o pa icipa de li e on ade no es udo acima mencionado.
Conco do que seja e e uado o ques ioná io alimen a que az pa e des e es udo.
Também au o izo a di ulgação dos esul ados ob idos no meio cien í ico, ga an indo o
anonima o.
Nome do Pa icipan e no es udo
Da a Assina u a
___/___/_____ _________________________________________
Nome do In es igado
Da a Assina u a
___/___/_____ _________________________________________
51
DOCUMENTO INFORMATIVO PARA OS PARTICIPANTES
ESTIMATIVA DA INGESTÃO PROTEICA DE DOENTES EM HEMODIÁLISE E EM DIÁLISE
PERITONEAL: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE OS VALORES OBTIDOS POR INQUÉRITO ALIMENTAR E PELO CÁLCULO
DO EQUIVALENTE PROTEICO DE APARECIMENTO DO AZOTO UREICO (PNA).
Es e es udo de in es igação em como obje i o es ima a sua inges ão alimen a , nomeadamen e
de p o eínas, ós o o e po ássio, a a és de um ques ioná io alimen a e compa a o alo ob ido
com uma ó mula que é habi ualmen e usada. Isso pe mi i á que no u u o as ecomendações
alimen a es e nu icionais sejam mais bem adap adas a si e aos ou os doen es. Pe mi i á
ambém a alia de o ma igo osa o seu es ado nu icional.
Não exis em iscos, nem despesas pa a si elacionadas com o es udo de in es igação.
Se á ga an ida oda a con idencialidade dos dados.
Es amos disponí eis pa a escla ecimen o de qualque dú ida.
Mui o ob igado pela sua colabo ação.
A In es igado a P incipal do es udo:
D a. Bá ba a Ma ques (Nu icionis a)
A In es igado a Responsá el do es udo no Cen o Hospi ala do Po o:
D a. Isabel Fonseca (Nu icionis a do Se iço de Ne ologia)
A Equipa de In es igação:
D . José Quei ós
D a. Anabela Rod igues
D a. Ma ia João Ca alho
D . An ónio Cab i a
En .ª Olí ia San os
En .ª Pa ícia Rocha

52
Pequeno-almoço (___:___)
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
Me enda da Manhã 1 (___:___) / Me enda da Manhã 2 (___:___)
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
Almoço (___:___)
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
Me enda da Ta de 1 (___:___) / Me enda da Ta de 2 (___:___)
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
Jan a (___:___)
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
Ceia (___:___)
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________
Obse ações:
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
Da a ____/____/ ____
Ques ioná io 24 ho as an e io es
P oje o de In es igação
Ne ologia - CHP
ID -
53
A aliação da Inges ão Alimen a
Géne os Alimen ícios
F equência Alimen a
Quan idade
Queijo Pa mesão
Queijo da Se a
Queijo Flamengo 45%
Queijo B ie
Queijo Camembe
Lei e Condensado
Gelado (“Co ne o”, lei e)
Iogu e (mag o, com
sabo es, com u a)
Lei e (mag o, meio go do,
go do)
Sa dinha em conse a
(óleo)
Sa dinha (molho de
oma e)
Pescada i a
Ca ala, sa dinha, ca apau
e aneca
Omele a (simples e de
queijo)
O os ( i o e cozido)
Fígado ( i o, pas a)
Po co (cos ele a g elhada,
cozinhado)
Coelho
Salsicha
Bacon
F ango
Ca anguejo
Lagos a
Cama ão
Pol o
Amendoim
Soja
Feijão e melho
G ão de bico
Feijão ade
Cogumelos
Pizza (queijo e oma e)
Lasanha (congelada e
cozinhada)
54
Nome: Da a: ____/____/____
A. HISTÓRIA CLÍNICA
A
7 6
B
5 4 3
C
2 1
1. Al e ações ponde ais
Peso Seco há 6 meses: ______ Kg Peso Seco a ual: ______ Kg
Al e ação ponde al nos úl imos 6 meses: ______ Kg
Aumen o ou diminuição < 5%: ______
Diminuição en e 5 e 10%: __________
Diminuição > 10%: _________________
Al e ação ponde al nas úl imas 2 semanas:
Aumen o: __________________
Sem al e ação: _____________
Diminuição: ________________
2. Inges ão Alimen a
Al e ações na inges ão alimen a :
Sem al e ação: ______
Adequada: ______ Não adequada: ______
Com al e ação: ______
Aumen o: _______ Diminuição: ________
Du ação da diminuição da inges ão alimen a :
Mais de 2 semanas: ________
Menos de 2 semanas: ______
3. Sin omas Gas in es inais
Sin oma: F equência*: Du ação#:
Nenhum: ______ _________ _________
Ano exia: ______ _________ _________
Nauseas: ______ _________ _________
Vómi os: ______ _________ _________
Dia eia: ______ _________ _________
* nunca; diá io; 2-3 ezes/semana; 1-2 ezes/semana
# > 2 semanas; < 2 semanas
4. Como bilidade
Como bilidade: _____________________________________________
Necessidades nu icionais:
No mais: ____ Aumen adas: ____
S ess me abólico agudo:
Nenhum____ Baixo____ Mode ado____ Ele ado____
Baixo: a u as, ci ose…
Mode ado: AVC, quimio e apia, pós-in e namen o
Se e o: T auma ismo c aniano, queimadu as
B. EXAME FÍSICO
A
7 6
B
5 4 3
C
2 1
E idência de pe da de go du a subcu ânea: ______
E idência de pe da de massa muscula : __________
C. CLASSIFICAÇÃO GLOBAL
A. Bem nu ido B. Desnu ição le e/mode ada C. Desnu ição g a e
Pon uação o al: _______
Se iço de Ne ologia – Cen o Hospi ala do Po o