scieee Science in your language
[po] (orig)

Hypoxis hemerocallidea (Batata Africana): Optimização da Metodologia de Preparação de Extractos e Avaliação da Actividade Antioxidante

Read accessible full text

Hypoxis hemerocallidea (Batata Africana): Optimização da Metodologia de Preparação de Extractos e Avaliação da Actividade Antioxidante

Author: Alberto Jequicene Chambe
Year: 2010
DOI: 10.34626/jk01-y120
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/74802/2/27699.pdf
Albe o Jequicene Chambe
Hypoxis heme ocallidea (Ba a a A icana):
Op imização da me odologia de p epa ação de ex ac os
e a aliação da ac i idade an ioxidan e
Disse ação elabo ada no âmbi o do Mes ado
em Tecnologia Fa macêu ica
Á ea de especialização: Fa maco ecnia
T abalho ealizado sob a o ien ação de:
O ien ado : P o esso Dou o Ca los Mau ício Ba bosa
Co-o ien ado : P o esso Dou o José Manuel Sousa Lobo
Po o
2010
É AUTORIZADA A REPRODUÇÃO INTEGRAL DESTA DISSERTAÇÃO APENAS
PARA EFEITOS DE INVESTIGAÇÃO, MEDIANTE DECLARAÇÃO ESCRITA DO
INTERESSADO, QUE A TAL SE COMPROMETE
À memó ia do meu pai Albe o
F ancisco Jequicene, que an o me
incen i ou pa a o es udo de Fa mácia.

AGRADECIMENTOS
Ao P o esso Dou o Ca los Mau ício Ba bosa, o ien ado des a disse ação, pela
o ien ação cien í ica e pela amizade, apoio e incen i o com que semp e me hon ou.
Ao P o esso Dou o José Manuel Sousa Lobo, co-o ien ado des a disse ação,
pela o ien ação cien í ica e e isão c í ica des e abalho, assim como pela amizade.
À P o esso a Dou o a Ma ia Fe nanda Bahia pelo ca inho e amizade com que me
acolheu no Labo a ó io de Tecnologia Fa macêu ica, aquando o inicio des e abalho.
À P o esso a Dou o a Olga Ma ia Dua e Sil a da Faculdade de Fa mácia da
Uni e sidade de Lisboa pelo apoio acul ado na lio ilização das amos as e pela amizade
e incen i o.
À P o esso a Dou o a Elsa Teixei a Gomes pelo ca inho ao o nece a amos a de
Hypoxis heme ocallidea cul i ada em Lisboa e pela amizade e incen i o.
À P o esso a Dou o a Ma ia de Fá ima Alpendu ada e ao P o esso Dou o Ca los
Gonçal es (IAREN) pela ajuda imp escindí el à ca ac e ização do hipoxósido.
Ao labo a ó io de B oma ologia na pessoa da P o esso a Dou o a Bea iz Oli ei a
po disponibiliza equipamen os necessá ios à ealização des e abalho; à Anabela, à
He yka, P o esso a Dou o a Susana Casal, à C is ina e à Ri a po oda a ajuda p es ada.
À D a. Sa a C a o pelo apoio écnico no isolamen o do hipoxósido e pela
disponibilidade mani es ada semp e que oi necessá io.
Ao P o esso Dou o Ca los A onso pela amizade, incen i o e apoio que semp e
demons ou du an e odo o abalho, em pa icula na análise c í ica e e en e aos
esul ados ob idos, em elação ao isolamen o do hipoxósido.
À P o esso a Dou o a Helena Ama al pelo ca inho e pela amizade, sem esquece a
sua ajuda p eciosa na alidação do mé odo HPLC.
À P o esso a Dou o a Isabel Filipa Almeida pela amizade e pelo apoio na ealização
do mé odo do adical DPPH e na p epa ação dos ex ac os e pela disponibilidade
mani es ada semp e que oi necessá io.
Ao P o esso Dou o Paulo Cos a pela sua amizade e ajuda no a amen o
es a ís ico dos dados.
Ao P o esso An ónio Almeida, do labo a ó io de Tecnologia Fa macêu ica da
Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade de Lisboa, po disponibiliza o lio ilizado pa a a
secagem das amos as da Ba a a A icana.
Ao D . A anda da Sil a pela amizade e incen i o.
Ao D . So imen o (Ins i u o de In es igação Ag á ia de Moçambique - IIAM) po
o nece a amos a de H. heme ocallidea.
iii
Aos colegas Inácio e Domingos pela ajuda na colhei a das amos as na egião da
Macia – Moçambique.
Ao S . E nes o Nacamo, da Faculdade de Biologia da Uni e sidade Edua do
Mondlane, pela colhei a e iden i icação bo ânica da H. heme ocallidea.
À comunidade de Macuiane (Macia) pela ajuda na localização de locais de colhei a.
Ao labo a ó io de Tecnologia Fa macêu ica pelo acolhimen o e pelas condições
disponibilizadas pa a a ealização do abalho.
Ao Joel Fonseca pela amizade, ajuda e apoio p es ado du an e a ealização do
abalho expe imen al.
À D. Ma ia Conceição Pe ei a ag adeço a colabo ação e boa on ade demons ada.
A odos os p o esso es do Mes ado em Tecnologia Fa macêu ica da FFUP pelo
con ibu o alioso na minha o mação.
Aos colegas do Mes ado em Tecnologia Fa macêu ica: Ana Lemos, Liliana
Ca alho; Ba ba a Pe ei a, Vic o Seixas, Ka oll K ambeck, Suzana Oli ei a, Luciana
Viei a, José Ca los Fe ei a, Ba ba a No onha, Na halie San os, Miguel Ma os, ag adeço
a amizade e apoio mani es ados.
À minha amília, pelo apoio equen e e incondicional. Em especial o meu
ag adecimen o à minha mãe, Cla a da C uz Simião, pela disponibilidade em pa ilha os
conhecimen os que em sob e as plan as medicinais.
À Má cia ag adeço pelo seu amo , comp eensão e pala as de incen i o.
À Fundação Calous e Gulbenkian pelo supo e inancei o que me oi a ibuído e ao
ISCTEM po me e au o izado a equen a o Mes ado em Tecnologia Fa macêu ica, na
FFUP.
A odos, que di ec a ou indi ec amen e con ibuí am pa a a conc e ização des e
abalho, o meu “Kanimambo”.
ix
Resumo
Os ex ac os aquosos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea (conhecida po ba a a
a icana) são adicionalmen e usados po comunidades da Á ica aus al em di e sas
pa ologias. A p epa ação de ex ac os a a és da u ilização de á ios sol en es em sido
p á ica indus ial e labo a o ial. Con udo, não es á desc i o nenhum es udo sis emá ico
dedicado à a aliação da in luência do sol en e e da écnica de ex acção adop ada nas
ca ac e ís icas de qualidade dos ex ac os ob idos.
No p esen e abalho, p ocu ou-se op imiza as me odologias de ob enção de
ex ac os de H. heme ocallidea p o enien e de á ias egiões de Moçambique (Macia na
P o íncia de Gaza; Namaacha na P o íncia de Mapu o e no Ins i u o de In es igação
Ag á ia de Moçambique na Cidade de Mapu o), endo em is a a pad onização de
ex ac os com po encial uso na p epa ação de o mas a macêu icas. No p ocesso de
ex acção oi a aliado o e ei o do sol en e, da pe cen agem de água da mis u a hid o-
alcoólica, do mé odo de secagem do ma e ial ege al, da empe a u a de ex acção, do
núme o de e apas ex ac i as, da du ação da e apa ex ac i a, da enuidade do ma e ial a
ex ai e da azão plan a/sol en e. A a aliação oi ei a em unção do endimen o de
ex acção e do eo do ex ac o em hipoxósido, não menosp ezando os aspec os ela i os
à na u eza do sol en e e à acilidade de p epa ação do ex ac o. Os ex ac os o am
ca ac e izados quan o ao aspec o, à humidade e ao eo de hipoxósido. Na sequência
dos es udos p elimina es ealizados, oi seleccionado como sol en e o e anol a 96% V/V.
Os ex ac os ob idos a pa i de co mos da H. heme ocallidea ap esen a am eo es em
hipoxósido supe io es a 20%, com excepção de uma das amos as p o enien e da egião
da Macia que ap esen ou eo es in e io es a 10%.
Dada a ausência de um pad ão, oi e ec uado o isolamen o do hipoxósido po
c oma og a ia líquida em coluna de id o com oc adecilsilano (C
18
) em ase in e sa
u ilizando-se como eluen e ace oni ilo-água (80:20 V/V). O hipoxósido ob ido ap esen ou
uma pu eza ele ada, de ce ca de 98,6% (m/m).
Foi de e minada a ac i idade an ioxidan e dos ex ac os pelo mé odo do adical
DPPH (1,1-di enil-2-pic il-hid azilo) e a aliou-se o e ei o do sol en e e da na u eza da
amos a na ac i idade an ioxidan e dos ex ac os. Todos os ex ac os es ados
ap esen a am alo es de IC
50
in e io es a 50 µg/ml e, em odos os casos, os alo es
ob idos o am in e io es ao IC
50
do ex ac o come cial. Em es udos an e io es, o
hipoxósido não e elou ac i idade an ioxidan e e os esul ados ob idos no p esen e
abalho e o çam a hipó ese que a ibui a ac i idade an ioxidan e dos ex ac os a ou os
compos os enólicos p esen es na plan a.
x i
4. Ac i idade an ioxidan e de ex ac os secos ob idos a pa i de co mos de
Hypoxis heme ocallidea p o enien es de di e en es egiões de Moçambique ........ 81
4.1 In odução .................................................................................................. 81
4.2 Pa e Expe imen al .................................................................................... 86
4.2.1 Ma e ial ............................................................................................... 86
4.2.2 Mé odos .............................................................................................. 86
4.2.3 Análise es a ís ica dos esul ados ....................................................... 87
4.3 Resul ados e Discussão ............................................................................ 87
4.3.1 De e minação da ac i idade an ioxidan e dos ex ac os ob idos com
di e en es sol en es ................................................................................................. 88
4.3.2 Relação en e a concen ação de hipoxósido e a ac i idade an ioxidan e
dos ex ac os ........................................................................................................... 90
4.3.3 Ac i idade an ioxidan e de ex ac os e anólicos de BA p o enien e de
di e en es egiões de Moçambique .......................................................................... 91
4.4 Conclusão .................................................................................................. 94
5. Conclusões ge ais e pe spec i as ....................................................................... 97
Re e ências bibliog á icas ......................................................................................... 101

x ii
Índice de igu as
Figu a 1. H. heme ocallidea, pa e sub e ânea. ................................................................ 2
Figu a 2. H. heme ocallidea, pa e aé ea. ......................................................................... 3
Figu a 3. Dis ibuição geog á ica da H. heme ocallidea. .................................................... 3
Figu a 4. Hipoxósido e a sua aglícona oope ol. ................................................................ 6
Figu a 5. Es u u a do Hipoxósido. .................................................................................. 13
Figu a 6. Esquema do p ocesso de isolamen o do hipoxósido a pa i dos co mos da BA.
........................................................................................................................................ 18
Figu a 7. Coluna c oma og á ica com sílica C
18
usada pa a isolamen o do hipoxósido. .. 19
Figu a 8. Espec o In a e melho do hipoxósido isolado no p esen e abalho. ............... 23
Figu a 9. Espec o In a e melho do hipoxósido desc i o na li e a u a. ............................ 24
Figu a 10. C oma og ama do hipoxósido isolado (556 µg/ml) ob ido no de ec o DAD. ... 25
Figu a 11. C oma og ama do hipoxósido isolado (556 µg/ml) ob ido no de ec o de
luo escência. .................................................................................................................. 25
Figu a 12. Espec o UV no é ice do pico c oma og á ico co esponden e ao hipoxósido.
........................................................................................................................................ 26
Figu a 13. Espec o UV do hipoxósido isolado: O pico c oma og á ico do hipoxósido com
os ês pon os seleccionados (A). Os ês espec os UV do hipoxósido sob epos os (B). 26
Figu a 14. Localização geog á ica dos pon os de colhei a das plan as............................ 38
Figu a 15. Fluxog ama da secagem, op imização do mé odo de ex acção, p epa ação e
ca ac e ização do ex ac o. ............................................................................................. 41
Figu a 16. Co mos de H. heme ocallidea di ididos.......................................................... 42
Figu a 17. Lio ilização dos co mos di ididos da H. heme ocallidea. ................................ 42
Figu a 18. Secagem em es u a de azio dos co mos da H. heme ocallidea. ................... 43
Figu a 19. Teo em hipoxósido nos co mos secos da H. heme ocallidea ........................ 57
Figu a 20. Concen ação do hipoxósido no ex ac o e quan idade de hipoxósido ex aído
em unção do mé odo de ex acção. ............................................................................... 66
Figu a 21. Rendimen o da ex acção e a concen ação do hipoxósido no ex ac o em
unção do mé odo de ex acção. ..................................................................................... 66
Figu a 22. Cu a de calib ação do hipoxósido. ................................................................ 67
Figu a 23. Mecanismo de eacção do oope ol com adicais li es (An ioxidan e). .......... 85
Figu a 24. Valo es de IC
50
do ácido ascó bico, dos ex ac os ob idos a pa i dos co mos
da H. heme ocallidea comp ada na Macia e do ex ac o come cial. ................................ 89
Figu a 25. Ac i idade an ioxidan e e sus concen ação do hipoxósido. ......................... 90
x iii
Figu a 26. Valo es de IC
50
do ascó bico, dos ex ac os ob idos dos co mos da H.
heme ocallidea p o enien e de di e en es pa es de Moçambique e do ex ac o come cial.
....................................................................................................................................... 93
xix
Índice de abelas
Tabela 1. P incipais cons i uin es i oquímicos da H. heme ocallidea da Á ica do Sul ...... 5
Tabela 2. Ac i idade biológica dos ex ac os da BA e dos seus cons i uin es .................... 7
Tabela 3. Mé odos de isolamen o do hipoxósido ............................................................. 14
Tabela 4. G adien e da ase mó el usada ....................................................................... 21
Tabela 5. Pe cen agem da á ea do pico co esponden e ao hipoxósido .......................... 27
Tabela 6. Mé odos de ex acção u ilizados na ob enção de ex ac os a pa i de ma e ial
esco .............................................................................................................................. 32
Tabela 7. Mé odos de ex acção u ilizados na ob enção de ex ac os a pa i de ma e ial
seco ................................................................................................................................ 33
Tabela 8. Ca ac e ís icas das amos as u ilizadas ........................................................... 39
Tabela 9. A aliação p elimina e escolha do sol en e ..................................................... 47
Tabela 10. A aliação do e ei o da enuidade na e iciência do p ocesso de ex acção ..... 47
Tabela 11. A aliação do e ei o da empe a u a na e iciência do p ocesso de ex acção . 48
Tabela 12. A aliação do e ei o da pe cen agem de água na mis u a hid o-alcoólica ....... 48
Tabela 13. A aliação do e ei o da du ação da e apa ex ac i a ....................................... 49
Tabela 14 A aliação do e ei o do núme o de e apas ex ac i as ..................................... 49
Tabela 15. A aliação do e ei o da azão plan a/sol en e ................................................. 50
Tabela 16. Condições c oma og á icas ........................................................................... 51
Tabela 17. Compa ação da secagem em lio ilizado e em es u a de azio ...................... 54
Tabela 18. Pe da de água a pa i dos co mos da H. heme ocallidea du an e o p ocesso
de secagem..................................................................................................................... 55
Tabela 19. Teo em água nos co mos secos ................................................................... 56
Tabela 20. Teo em hipoxósido nos co mos secos da H. heme ocallidea ....................... 58
Tabela 21. E ei o do sol en e na e iciência do p ocesso ex ac i o ................................. 59
Tabela 22. E ei o da enuidade na e iciência do p ocesso ex ac i o ............................... 61
Tabela 23. E ei o da empe a u a na e iciência do p ocesso ex ac i o ........................... 61
Tabela 24. E ei o da pe cen agem de água na mis u a hid o- alcoólica na e iciência do
p ocesso ex ac i o. ........................................................................................................ 62
Tabela 25. E ei o da du ação da e apa ex ac i a na e iciência do p ocesso ex ac i o ... 63
Tabela 26. E ei o do núme o de e apas ex ac i as na e iciência do p ocesso ex ac i o 64
Tabela 27. E ei o da azão plan a/ sol en e ..................................................................... 64
Tabela 28. Compilação dos esul ados ob idos ............................................................... 65
Tabela 29. Repe ibilidade e p ecisão in e média ............................................................. 68
Tabela 30. Exac idão do mé odo ..................................................................................... 68
xx
Tabela 31. Rendimen o e concen ação do hipoxósido nos ex ac os ob idos em dias
di e en es ........................................................................................................................ 69
Tabela 32. Rendimen o e concen ação do hipoxósido nos ex ac os ob idos no mesmo
dia ................................................................................................................................... 69
Tabela 33. Rendimen o e concen ação do hipoxósido em odos os ex ac os ob idos pelo
mé odo S4 ...................................................................................................................... 70
Tabela 34. Condições do p ocesso de ex acção do mé odo op imizado ........................ 71
Tabela 35. Rendimen o de ex acção de ex ac os ob idos a pa i de co mos secos da BA
de di e en es p o eniências ............................................................................................ 72
Tabela 36. Apa ência dos ex ac os ................................................................................ 73
Tabela 37. Teo em água nos ex ac os ob idos de co mos de H. heme ocallidea de
di e en es p o eniências ................................................................................................. 74
Tabela 38. Teo em hipoxósido nos ex ac os alcoólicos secos ob idos a pa i de co mos
secos da BA de di e en es p o eniências ....................................................................... 75
Tabela 39. Ac i idade an ioxidan e da BA e de seus de i ados ...................................... 83
Tabela 40. E ei o dos di e en es sol en es usados na p epa ação dos ex ac os de H.
heme ocallidea na ac i idade cap ado a do adical li e DPPH ....................................... 88
Tabela 41. Valo es de IC
50
do ácido ascó bico, dos ex ac os ob idos dos co mos da H.
heme ocallidea p o enien e de di e en es pa es de Moçambique e do ex ac o come cial
....................................................................................................................................... 91
xxi
Lis a de ab e ia u as
13
C NMR Ressonância magné ica nuclea de ca bono 13
1
H NMR Ressonância magné ica nuclea de hid ogénio
ABTS 2,2´-azinobis [3-e ilbenzo iazolin-6-sul ona o]
AC Ace ona
ACN Ace oni ilo
AcOE Ace a o de e ilo
AU Unidades a bi á ias
BA Ba a a A icana (Hypoxis Heme ocallidea)
COX Cicloxigenase
CV Coe icien e de a iação
DAD De ec o de díodos em sé ie (Diode a ay de ec o )
DNA Ácido desoxi ibonucleico (Deoxy ibonucleic acid)
DP Des io pad ão
DPPH 1,1-di enil-1-pic il-hid azilo
DSC Calo ime ia di e encial de a imen o (Di e encial scanning calo yme y)
dw Peso seco
EMEA (EMA) Eu opean Medicines Agency
E OH E anol
EUA Es ados Unidos da Amé ica
Ex . AC Ex ac os ace ónicos
Ex . AcOE Ex ac os em ace a o de e ilo
Ex . C
6
H
14
Ex ac os em hexano
Ex . E OH Ex ac os em e anol
Ex . H
2
O Ex ac os em água
Ex . MeOH Ex ac os em me anol
FRAP Capacidade an ioxidan e edu o a do e o (Fe ic educing ac ioxidan
powe )
FTIR Espec oscopia no in a e melho po ans o mada de Fou ie (Fou ie
T ans o m In a ed Spec oscopy)
HIV Ví us de imunde iciência humana
HPLC C oma og a ia líquida de al a e iciência (High pe o mance liquid
ch oma og aphy)
HPLC/DAD C oma og a ia líquida de al a e iciência com de ec o de díodos em sé ie
HPLC/FLD C oma og a ia líquida de al a e iciência com de ec o luo imé ico

xxii
HPLC/UV/Vis C oma og a ia líquida de al a e iciência com de ec o de
ul a iole a/ isí el
IC
50
Concen ação que ap esen a 50% de e ei o
ICH In e na ional Con e ence on Ha moniza ion
IIAM Ins i u o de In es igação Ag á ia de Moçambique
IV In a e melho
LC-MS C oma og a ia líquida com de ecção po espec ome ia de massa
MCF-7 Linha celula do canc o da mama
MDA Malonildialdeído
MeOH Me anol
NBD Azul de ni odi o mazano (Ni o blue di o mazan)
NBT Azul de ni o e azólio (Ni o blue e azolium)
NCI Na ional Cance Ins i u e
ODS Oc adecilsilano
ORAC Capacidade de abso ção de adicais de oxigénio (Oxygen adical
an ioxidan capaci y)
PF Pon o de usão
PTFE Poli e a luo oe ileno ( e lon)
NMR Ressonância magné ica nuclea
SEM Mic oscopia elec ónica de a imen o
SIDA Sínd ome de imunode iciência adqui ida
TBA Ácido ioba bi ú ico (Thioba bi u ic acid)
TBARS Capacidade de cap u a de subs âncias eac i as a a és do ácido
ioba bi ú ico (Radical-sca enging capaci y by hioba bi u ic acid-
eac i e subs ances)
TE Equi alen e de olox
TEAC Capacidade an ioxidan e equi alen e ao olox (T olox equi alen e
an ioxidan capaci y)
TLC C oma og a ia em camada ina
R
Tempo de e enção
T olox Ácido (±)-6-hid oxi-2,5,7,8- e ame ilc omano-2-ca boxílico
UK Reino Unido
UV Ul a iole a
WHO O ganização mundial da saúde (Wo ld heal h o ganiza ion)
xxiii
Objec i os e o ganização da disse ação
Nes e abalho p e ende-se em p imei o luga op imiza me odologias de ob enção
de ex ac os secos de H. heme ocallidea (p o enien e de Moçambique) pa a
inco po ação em o mas a macêu icas sólidas e a alia a sua ac i idade an ioxidan e.
En e an o, dada a al a de pad ão hou e necessidade de isola o hipoxósido a pa i de
co mos secos de H. heme ocallidea.
A disse ação es á es u u ada em cinco capí ulos, onde o p imei o cons i ui a
in odução ge al e o úl imo co esponde às conclusões ge ais do abalho expe imen al e
às pe spec i as de abalhos u u os. Os capí ulos es an es azem e e ência à pa e
expe imen al e incluem uma pequena in odução, ma e iais e mé odos, esul ados e
discussão, e uma conclusão.
O capí ulo 1 co esponde à in odução ge al e cons i ui uma e isão em elação a
aspec os bo ânicos, composição e acção biológica da plan a H. heme ocallidea.
O capí ulo 2 e e e o isolamen o e a ob enção do hipoxósido a pa i de co mos
secos de H. heme ocallidea.
O capí ulo 3 desc e e a op imização do mé odo de ex acção e a p epa ação de
ex ac os usando amos as de H. heme ocallidea p o enien es de egiões dis in as de
Moçambique.
O capí ulo 4 ap esen a a a aliação da ac i idade an ioxidan e dos ex ac os secos
de H. heme ocallidea ob idos e abo da a in luência do sol en e e da na u eza da plan a
na ac i idade an ioxidan e.
No capí ulo 5 são ap esen adas as conclusões ge ais des e abalho e as
pe spec i as pa a o u u o.
Capí ulo 1
In odução Ge al
In odução Ge al
6
Figu a 4. Hipoxósido e a sua aglícona oope ol.
Têm sido ealizados mui os es udos a macológicos en ol endo o hipoxósido e,
especialmen e, a sua aglícona oope ol, o que le ou a á ias pa en es des es compos os
e seus de i ados pa a di e sos usos e apêu icos [Allison e al., 1996; Bouic e Alb ech ,
1996; Bouic, 1999; D ewes e Liebenbe g, 1987b; D ewes e Liebenbe g, 1987a;
Liebenbe g e al., 1997].
1.3 Ac i idade biológica dos ex ac os de H. heme ocallidea e dos seus cons i uin es
As ac i idades biológicas e a macológicas dos ex ac os da H. heme ocallidea êm
sido ex ensamen e es udadas, em compa ação com ou as espécies do géne o Hypoxis,
designadamen e com a H. ob usa, H. colchici olia, H. nyasica, H. au ea e H. decumbens
[Nai , 2006]. O es udo des as ac i idades con ibuiu pa a supo a cien i icamen e as
indicações e apêu icas a ibuídas adicionalmen e a es as plan as, como se e e i á ao
longo do p esen e abalho.
A Tabela 2 ap esen a as ac i idades biológicas da BA e dos seus cons i uin es
e e idos na li e a u a, sendo ei a uma e e ência ab e iada aos mecanismos en ol idos
nessa ac i idade, semp e que se jus i ique.

In odução Ge al
7
Tabela 2. Ac i idade biológica dos ex ac os da BA e dos seus cons i uin es
Ac i idade (Mecanismo de acção/al o/ subs ância esponsá el) Re e ências
An imic obiana e an i úngica
Esche ichia coli (Ex . H
2
O, Ex . E OH, Ex . AC, hipoxósido, oope ol); S.au eus (Ex . E OH, Ex . AC, p o eínas do
ipo da lec ina, hipoxósido, oope ol); E. aecalis (Ex . E OH, Ex . AC) P.ae uginosa (Ex . E OH, Ex . AC);
Mycobac e ium smegma is (Ex . MeOH, Ex . E OH, hipoxósido); moluscocida: Bulinus a icanus (Ex . MeOH);
Candida albicans (Ex . H
2
O, Ex . E OH, Ex . AcOE , Ex . C
6
H
14
)
S eenkamp e al., 2006; Ka e e e e Elo ,
2008; Muwanga, 2006; Gaidamash ili e
an S aden, 2002; Lapo a e al., 2007a;
Mo sei e al., 2003
An i umo al
Tumo es es icula es (Ex . H
2
O); Inibição do c escimen o das células MCF-7 (linha celula do canc o da mama)
(Ex . H
2
O); Indução da apop ose nas células leucémicas p omielocí icas humanas (HL60) ( oope ol); Ci o óxico
pa a as células B16-F10-BL-6 do melanoma do a inho ( oope ol); os i os e óis p o enien es da BA são
ci o óxicos pa a á ias o mas de canc o, como o da mama, do cólon e da p ós a a;
Es imulação da sín ese do colagénio ipo I ( oope ol), inibindo a in asão das células umo ais aos ecidos (an i-
me as ásico)
Wa e B eye -B andwijk, 1962; Van Wyk
e al., 1997; S eenkamp e Gouws, 2006;
Nicole i e al., 1992; Alb ech e al.,
1995b; Alb ech , 1996; The on e al.,
1994; Die zsch e al., 1999; Awad e Fink,
2000; Awad e al., 1998; Rao e Janezic,
1992
Hipe plasia benigna da p ós a a
Inibição da 5-α- edu ase ou diminuição da ligação à dihid o es os e ona [combinação do β-si oes e ol e do seu
glucósido (BSSG)]. B une on, 1995; D ewes e Khan, 2004
An i-in lama ó ia
Redução dos sin omas da in lamação de ida à a i e euma óide em humanos (Ex . E OH; es e óis); Redução
da in lamação em modelos animais (o Ex . MeOH oi mais ac i o que o Ex . H
2
O, mas ambos menos ac i os que
o ácido ace ilsalicílico ou diclo enac); E ei os sob e a COX: o Ex . E OH em ele ado e ei o inibido da ac i idade
ca alí ica da sín ese das p os aglandinas da COX-1 (88-98%) e que é supe io à do Ex . H
2
O (ce ca de 23%).
Inibição da COX-2 (Ex . H
2
O); A ac i idade sob e a ciclooxigenase é a ibuída às p o eínas do ipo da lec ina
pu i icada a pa i de ex ac os aquosos da BA e ao oope ol (IC
50
de 29,8±1,9 µM pa a a COX-1 e 56,5±5,6 µM
pa a a COX
-
2).
Bach, 1978; Louw, 2002; Mye s, 1998;
Ojewole, 2002; Ojewole, 2006;
S eenkamp e al., 2006; Gaidamash ili e
an S aden, 2006; Lapo a e al., 2007a
Analgésica/an inocicep i a
A aso do empo de eacção dos a inhos à do induzida pelo aquecimen o (Ex . H2O); Redução das con o ções
induzidas pelo ácido acé ico (Ex . H
2
O); P o á el e ei o do hipoxósido.
Ojewole, 2006; Di Giannua io e al.,
1993
An ioxidan e
Capacidade de cap ação de espécies eac i as: adical hid oxilo (Ex . H2O, Ex . E OH), adical supe óxido (Ex .
MeOH:H
2
O a 50%, Roope ol, Ex . H
2
O, hipoxósido), adical DPPH (Roope ol, Ex . H
2
O, Ex . AC e Ex . E OH),
adical pe oxilo (Ex ac o de BA com 45% de hipoxósido); Inibição da pe oxidação lipídica (Roope ol, Ex .
MeOH:H
2
O a 50%, Ex ac o de BA com 45% de hipoxósido, Ex . H
2
O, hipoxósido); Capacidade de edução do
[Fe(III)(TPTZ)2]
3+
em [Fe(II)(TPTZ)2]
2+
( oope ol, Ex . H
2
O); Capacidade de edução do ca ião ABTS
•-
(Roope ol,
hipoxósido)
Dzingi ai e al., 2007; S eenkamp e al.,
2006; Nai e al., 2007a; Lapo a e al.,
2007b; Ka e e e e Elo , 2008
Ex ac os em e anol (Ex . E OH), em me anol (Ex . MeOH), em ace ona (Ex . AC), em água (Ex . H
2
O), em ace a o de e ilo (Ex . AcOE ), em hexano (Ex .
C
6
H
14
).
In odução Ge al
8
Con inuação da Tabela 2
Ac i idade (Mecanismo de acção/al o/ subs ância es
ponsá el)
Re e ências
Ca dio ascula
B adica dia e hipo ensão ansi ó ia in i o (músculo a ial e eia po a) e in i o (no animal) em cobaias e
a os, espec i amen e (Ex . H
2
O); aumen os mode ados e ansi ó ios na p odução ca díaca, no olume de
sangue bombeado pelo en ículo e na p essão ascula , sem nenhum aumen o da axa ca díaca ou da
p essão de enchimen o ( oope ol); aquica dia en icula em humanos (Ex . H
2
O); edução do coles e ol
(es e óis, es anóis e es e olinas).
Ojewole e al., 2006; Coe zee e al.,
1996; Ke , 2005; Law, 2000;
Wes a e e Meije , 1998
An idiabé ica
Redução dose-dependen e das concen ações sanguíneas da glucose nos a os no moglicémicos e
hipe glic
émicos (Ex . H
2
O e Ex . MeOH)
.
Zibula e Ojewole, 2000; Mahomed e
Ojewole, 2003
;
Ojewole, 2006
An icon ulsi an e
A asam o início e an agonizam as con ulsões induzidas pelo pen ileno e azol, an agonizam o emen e as
con ulsões induzidas pela pic o oxina e êm uma aca espos a nas con ulsões induzidas pela biculina (Ex .
H
2
O).
Ac i idade
a ibuída ao oope ol e ao
β
-
si oes e ol.
Ojewole, 2008
Imunoes imulan e s HIV/SIDA
Es abiliza a con agem dos lin óci os CD4 e p omo e uma edução dos an igénios p24 HIV e uma diminuição
ma cada da ac i ação da exp essão do HLA-DR pelos lin óci os CD8 (Ex . MeOH); es imulação da exp essão
do IFN-γ (Ex . E OH); inibe in i o a p oli e ação do HIV-1 (me aboli o dissul a o do oope ol); eduz a ca ga
i al e es abiliza a con agem das células CD4 (mis u a de
β
-
si os e ol e
d
o seu
glucósido
)
.
Alb ech , 1996; Muwanga, 2006;
Lamp ech , 1998; Bouic e al., 1999
U e olí ica
Inibem a ampli ude das con acções espon âneas e í micas e elaxam as ompas u e inas isoladas dos a os
( êmeas) e das cobaias g á idas, de o ma dose-dependen e; elaxam o ónus basal das ompas u e inas de
o ma dose-dependen e em a os ( êmeas) e cobaias não g á idas e es ogénio dominan es; inibem as
con acções induzidas po ace ilcolina, oci ocina, b adiquinina e clo e o de po ássio (K
+
) nas ompas u e inas
isoladas do a o ( êmea) e da cobaia es ogénio dominan e de o ma dose-dependen e.
Nyinawumun u e al., 2008
An idia eica
P o ecção dose-dependen e em a os e em a inhos con a a dia eia induzida pelo óleo de ícino; inibição do
ânsi o in es inal e a aso do es aziamen o gás ico; e ei o an i-mo ilidade e inibição da en e opooling induzida
pelo óleo de ícino (semelhan e à a opina); a aso do início da espos a à dia eia induzida pelo óleo de ícino,
edução da equência das de ecações e da se e idade da dia eia nos oedo es (semelhan e à lope amida);
diminuição do olume dos luidos in es inais seg egados e do núme o, peso e humidade das ezes exc e adas;
inibição das con acções espon âneas e pendula es no duodeno isolado do coelho e a enuação das
con acções induzidas pela ace ilcolina no íleo isolado do cobaia (Ex . H
2
O).
Ojewole e al., 2009b
B onco elaxan e
Relaxamen o das con acções espasmogénicas induzidas pela his amina, pelo ca bocol e pelo po ássio, de
uma o ma dose-dependen e, e que esse e ei o não se al e a na p esença do p op anolol (Ex . H
2
O)
Ojewole e al., 2009a
En e opooling: aumen o dos luidos e elec óli os no lume in es inal de ido ao aumen o dos ní eis das p os aglandinas.
In odução Ge al
9
Apesa dos á ios es udos labo a o iais pa a undamen a as u ilizações adicionais
da BA, mui as ezes p o ados com as ac i idades dos ex ac os, ainda não se sabe quais
são os cons i uin es esponsá eis po odas as ac i idades a ibuídas aos ex ac os.
Especula-se que o oope ol con ibua pa a as ac i idades an icon ulsi an e [Ojewole,
2008], an idia eica [Ojewole e al., 2009b], u e olí ica e espasmogénicas [Nyinawumun u
e al., 2008] dos ex ac os da H. heme ocallidea. Hipo e iza-se ambém que os es e óis,
os es anóis e as es e olinas p esen es na H. heme ocallidea con ibuam pa a a ac i idade
an inocicep i a [Ojewole, 2006], hipoglicemian e ( i oes e óis e/ou es e olinas) [Mahomed
e Ojewole, 2003; Ojewole, 2006], an idia eica (β-si oes e ol) [Ojewole e al., 2009b] e
an icon ulsi an e (β-si oes e ol) [Ojewole, 2008].
Es as demons ações con e em supo e a macológico dos usos adicionais dos
co mos da H. heme ocallidea no a amen o e/ou na manu enção da do e condições de
a i e in lama ó ia [Ojewole, 2006], assim como no a amen o, manu enção e/ou con olo
da diabe es melli us em adul os [Ojewole, 2006; Mahomed e Ojewole, 2003; Zibula e
Ojewole, 2000], de ce as dis unções ca díacas e hipe ensão essencial [Ojewole e al.,
2006; Owi a e Ojewole, 2009], da dia eia [Ojewole e al., 2009b], de con ulsões e
epilepsia na in ância [Ojewole, 2008], de ameaças de abo o ou abo o p ema u o
[Nyinawumun u e al., 2008] do con olo e/ou a amen o da asma b ônquica e ou os
dis ú bios espi a ó ios [Ojewole e al., 2009a] em algumas comunidades u ais da Á ica
Aus al e, em pa icula , da Á ica do Sul.
1.4 Objec i os do abalho
Como se e e iu an e io men e, o p esen e abalho em os seguin es objec i os:
1. Isola o hipoxósido a pa i dos co mos de H. heme ocallidea p o enien e de
Moçambique, endo em is a a ob enção de um pad ão;
2. Desen ol e e op imiza um mé odo de p epa ação de ex ac os secos a pa i
de co mos de H. heme ocallidea com po encial uso em p epa ações
a macêu icas;
3. Ca ac e iza os ex ac os p epa ados;
4. A alia a ac i idade an ioxidan e dos ex ac os ob idos, pelo mé odo de DPPH.
Os abalhos an e io men e publicados sob e a H. heme ocallidea, embo a
ap esen em me odologias pa a a ob enção de ex ac os, não azem e e ência a uma
análise compa a i a das mesmas. No p esen e abalho, p opusemo-nos compa a
In odução Ge al
10
di e en es me odologias de ex acção a pa i de co mos da H. heme ocallidea, endo em
is a a ob enção de ex ac os mais concen ados em hipoxósido.
Capí ulo 2
Isolamen o e ob enção do hipoxósido a
pa i dos co mos de Hypoxis heme ocallidea

Isolamen o e ob enção do hipoxósido a pa i dos co mos de Hypoxis heme ocallidea
13
2. Isolamen o do hipoxósido a pa i dos co mos de Hypoxis heme ocallidea
2.1 In odução
O hipoxósido (Figu a 5) – um no lignano diglucosídico – encon a-se p esen e em
algumas espécies do géne o Hypoxis pe encen es à amília Hypoxidaceae, ais como H.
heme ocallidea, H. ob usa, H. acumi a a, H. ni ida, H. lai olia, H. igidula e H. angus i oila
[Allison e al., 1996; Sibanda e al., 1990; Nai , 2006; Ma ini-Be olo e al., 1982; D ewes
e al., 1984]. Vá ios es udos êm suge ido que o hipoxósido é o p incipal cons i uin e
esponsá el pelas ac i idades e apêu icas des as plan as [Nai , 2006; Lapo a e al.,
2007b; Alb ech , 1995]. Além disso, o hipoxósido é u ilizado como ma cado ac i o no
con olo da qualidade de ma é ias-p imas ou de p odu os à base da BA [Nai e Kan e ,
2006].
Figu a 5. Es u u a do Hipoxósido.
Exis em á ios abalhos publicados que a am da ex acção, isolamen o e
ca ac e ização do hipoxósido a pa i das plan as do géne o Hypoxis [Ma ini-Be olo e al.,
1991; D ewes e al., 1984; Vinesi e al., 1990; Be o e al., 1992; K uge e al., 1993;
K uge e al., 1994; Nai e al., 2006; Lapo a e al., 2007b]. A Tabela 3 ap esen a os
mé odos de isolamen o do hipoxósido a pa i de plan as do géne o Hypoxis.
A ca ac e ização do hipoxósido pode se ei a po de e minação do pon o de usão
(PF) [Nai e Kan e , 2006; D ewes e al., 1984], po espec o o ome ia no ul a iole a
[Nai e Kan e , 2006; Lapo a e al., 2007b; K uge e al., 1994], po espec o o ome ia no
in a e melho [Nai e Kan e , 2006], po espec o luo ime ia [Lapo a e al., 2007b], po
mic oscopia elec ónica de a imen o (SEM), po c oma og a ia líquida de al a e iciência
(HPLC/DAD) [Nai e Kan e , 2006], po c oma og a ia líquida com de ecção po
espec ome ia de massa (LC-MS) u ilizando ionização po “elec osp ay” [Nai e Kan e ,
2006], po
1
H NMR e
13
C NMR [Nai e Kan e , 2006; Ma ini-Be olo e al., 1982; Lapo a e
al., 2007b] ou
13
CNMR e HSQC [Lapo a e al., 2007b].
Isolamen o e ob enção do hipoxósido a pa i dos co mos de Hypoxis heme ocallidea
14
Tabela 3. Mé odos de isolamen o do hipoxósido
Plan a/Pa e usada
Mé odo de ex acção/sol en e
Mé odo de isolamen o/pu i icação
Re e ências
H. ob usa (co mos) Ex acção líquido-líquido de ex ac os
me anólicos com ace a o de e ilo e n-
bu anol
Dis ibuição con aco en e (CCD-400 ans e s) en e a
água:ace a o de e ilo:bu anol (10:8:2 V/V/V) Ma ini-Be olo e al., 1982
H. heme ocallidea Ex ac o e anólico en iquecido em HPLC
p epa a i a com me anol:água (1:1) Coluna c oma og á ica p epa a i a (45 mm x 600 mm) com
gel de sílica (230-400 mesh) e eluição com 2-
bu anol:benzeno:água:me anol (4:3:2:1 V/V/V/V);
C is alização com 2-bu anol.
D ewes e al., 1984; D ewes
e Liebenbe g, 1987a
Hypoxis sp
(co mos secos) Ex acção di ec a com me anol Coluna HPLC p epa a i a C8 e ase mó el isoc á ica de
ace oni ilo:água (15:85 V/V) num luxo de 100 ml/minu o;
F acções ele an es sepa adas em coluna HPLC
p epa a i a C
18
; e apo ação da acção pu a pa a ob e o
hipoxósido
K uge e al., 1994; Allison
e al., 1996
H. heme ocallidea
(co mos escos) Ex acção di ec a com me anol;
Ex acção líquido-líquido do ex ac o
me anólico seco (dissol ido em água)
com ace a o de e ilo e bu anol.
Sepa ação do ex ac o bu anólico em coluna de id o (500
mm x 50 mm) com gel de sílica (60-120 mesh, 75-150 µm)
e eluição com olueno:bu anol:água:me anol (6:4:2:1
V/V/V/V) seguida de olueno:bu anol:àgua:me anol (4:4:2:1
V/V/V/V) em luxo de 0,5 ml/min;
Isolamen o: HPLC-UV, coluna semi-p epa a i a Luna C
18
(250 mm x 10 mm d.i., 5 µm); ase mó el ace oni ilo:água
(20:80 V/V) em modo isoc á ico com em luxo de 5 ml/min e
de ecção em 260 nm.
Nai e Kan e , 2006
H. heme ocallidea Ex ac os hid oalcoólicos HPLC-UV-Vis/DAD (260 nm) numa coluna em ase in e sa
LiCh osphe ® 100-RP-18 (15µm, 250 x 25 mm d.i.) em
escala semi-p epa a i a, com ase mó el a 31,25 ml/min de
elocidade de luxo e cons i uída po KH2PO4 0,05 M (A) e
ace oni ilo (B) com eluição em g adien e: 0-40 min, de 20%
de B a 70%; 40-42 min, de 70 a 20% de B; 42-50 min,
ixado em 20% de B;
T oca de sol en es nas acções con endo hipoxósido pu o
com me anol pu o usando um “ca ucho p epa a i o” C18
(eliminação de sais) e secagem em e apo ado o a i o.
Lapo a e al., 2007b
Isolamen o e ob enção do hipoxósido a pa i dos co mos de Hypoxis heme ocallidea
15
No p esen e abalho, p e endeu-se isola o hipoxósido a pa i de ex ac os dos
co mos lio ilizados de H. heme ocallidea, u ilizando a c oma og a ia em coluna
con encional e usando ODS (oc adecilsilano) como ase es acioná ia e uma mis u a
ACN:H
2
O (20:80, V/V) como ase mó el. Uma ez que o pad ão de hipoxósido não se
encon a disponí el come cialmen e, o hipoxósido isolado e pu i icado no âmbi o do
abalho ap esen ado no p esen e capí ulo oi usado como pad ão pa a moni o iza o
p ocesso de ex acção e pa a o doseamen o do hipoxósido nos co mos secos e nos
ex ac os ( abalhos ap esen ados no Capí ulo III).
A ca ac e ização do hipoxósido isolado e ec uou-se pelo PF, po análise do
espec o no IV e no UV e po HPLC/DAD.
Os esul ados ob idos o am compa ados e con i mados com os desc i os na
li e a u a.
2.2 Pa e Expe imen al
2.2.1 Ma e ial
Reagen es e sol en es:
O ace oni ilo (g au HPLC) (lo e: 0932697) oi adqui ido à Fishe Scien i ic UK
Limi ed (Fishe Scien i ic, Leices e shi e, UK). A água oi pu i icada num sis ema Millipo e
Simplici y
®
UV (Millipo e SAS 67120 Molsheim, F ança). O me anol (g au analí ico) Fluka
(lo e: 80370) oi ob ido na Sigma (Sigma-Ald ich Chemie, Seelze, Alemanha). O me anol
(g au HPLC) (lo e: V8E757268E) oi ob ido na CARLO ERBA Reagen s (Espanha).
A sílica usada oi Da isil
®
633NC18E (G ace, Hespe ia CA, EUA).
Ma e ial biológico:
Os co mos de H. heme ocallidea o am colhidos em Moçambique no mês de Agos o
de 2008 (Região da Macia) e deposi ou-se um exempla no he bá io da Faculdade de
Biologia da Uni e sidade Edua do Mondlane – Moçambique.
Equipamen o:
Bomba de ácuo: Büchi Vac
®
V-500 (Büchi Labo echnik AG, Suíça).
E apo ado o a i o: Büchi Ro a apo RE 111 – Büchi 461 wa e ba h (Büchi
Labo echnik AG, Suíça)
Vó ex: Heidolph Reax 2000 (Alemanha)
Ul assons: Bandelin Sono ex RK 100H (Bandelin Elec onic, Alemanha).
Isolamen o e ob enção do hipoxósido a pa i dos co mos de Hypoxis heme ocallidea
22
2.3 Resul ados e discussão
2.3.1 Isolamen o e ob enção do hipoxósido
P epa a am-se ex ac os me anólicos da BA a pa i de co mos pul e izados, endo
em is a concen a o ma e ial ege al pa a pos e io isolamen o e ob enção do
hipoxósido. Op ou-se po escolhe o me anol como sol en e ex ac o , uma ez que
solubiliza acilmen e o hipoxósido e as soluções esul an es ap esen am-se es á eis
[Nai , 2006].
O isolamen o do hipoxósido a pa i do ex ac o, com is a à ob enção do pad ão, oi
e ec uado eco endo à aplicação dos ex ac os me anólicos concen ados em duas
colunas de id o con encional com sílica Da isil
®
em ase in e sa, usando como eluen e
a mis u a ace oni ilo:água (20:80 V/V). A p imei a passagem pela coluna c oma og á ica
pe mi iu isola o hipoxósido dos demais cons i uin es do ex ac o e a segunda pe mi iu
pu i icá-lo. O con olo das acções icas em hipoxósido oi e ec uado po HPLC/DAD, po
con i mação do espec o no UV do pico c oma og á ico co esponden e ao hipoxósido,
uma ez que a subs ância pad ão não se encon a disponí el come cialmen e. Com es e
mé odo e i ámos o uso de mis u as mais complexas de sol en es, que se iam
necessá ias no caso de uma coluna con encional com sílica no mal.
2.3.2 Ca ac e ização do hipoxósido isolado
O hipoxósido lio ilizado ap esen ou-se como um pó b anco e le e, al como desc i o
na li e a u a [Nai , 2006], endo sido ca ac e izado a a és do PF, espec o no IV e po
HPLC/DAD/FLD.
2.3.2.1 Pon o de usão
O alo do in e alo de usão ob ido oi de 149-152ºC. A li e a u a não é uni o me no
que se e e e à desc ição do pon o de usão do hipoxósido, uma ez que ap esen a
alo es ela i amen e di e en es. O PF de e minado no p esen e abalho ap esen ou uma
g ande co espondência com o desc i o po Ma ini-Be olo e al. (1982) (149-151 ºC) e,

Isolamen o e ob enção do hipoxósido a pa i dos co mos de Hypoxis heme ocallidea
23
apesa de in e io ao ob ido po Nai e Kan e (2006), que oi 154,6ºC, não se a as a
conside a elmen e des e. Nai e Kan e (2006) suge em que es a di e ença nos alo es
pode se a ibuída à p esença de impu ezas ou de p odu os de deg adação. Pa ece-nos
azoá el a ibui ambém es as di e enças às écnicas/apa elhos u ilizados. Nai e Kan e
(2006) u iliza am a calo ime ia di e encial de a imen o (DSC) enquan o Ma ini-Be olo
e al. (1982) u iliza am um apa elho de pon o de usão con encional.
O in e alo de usão de e minado no p esen e abalho ap esen a-se es ei o e
a as a-se pouco do alo epo ado po Nai e Kan e (2006), pelo que se pode á conclui
que o hipoxósido isolado no âmbi o do p esen e abalho ap esen a pu eza ele ada.
2.3.2.2 Espec o de in a e melho
A espec oscopia de in a e melho é uma écnica mui o ú il pa a iden i ica
subs âncias, uma ez que duas moléculas di e en es ap esen am espec os no IV
di e en es.
O espec o IV do hipoxósido isolado (Figu a 8) oi compa ado com o desc i o po
Nai (2006) (Figu a 9), endo-se e i icado a exis ência de pa alelismo en e ambos.
Figu a 8. Espec o In a e melho do hipoxósido isolado no p esen e abalho.
No espec o no IV do hipoxósido isolado no p esen e abalho es ão bem e iden es
as bandas em 3400 cm
-1
, ca ac e ís ica do g upo hid oxilo (OH) enólico e glucosídico, em
Isolamen o e ob enção do hipoxósido a pa i dos co mos de Hypoxis heme ocallidea
24
1507 e em 1585 cm
-1
, ca ac e ís icas dos g upos a omá icos, e em 2320 e 2365 cm
-1
,
ca ac e ís icas da ligação ipla.
Figu a 9. Espec o In a e melho do hipoxósido desc i o na li e a u a
.
2.3.2.3 HPLC/DAD/FLD
Fo am es udadas á ias condições c oma og á icas, endo em is a ob e a melho
in o mação sob e as impu ezas que acompanha am o hipoxósido isolado. Assim, o am
es adas á ias condições de eluen es, em abalho isoc á ico e em g adien e. As
condições que pe mi i am e idencia o maio núme o de picos c oma og á icos o am
ob idas com o g adien e ap esen ado na Tabela 4, endo sido, po essa azão, as
adop adas no p esen e es udo.
Com is a a ga an i que odas as impu ezas p esen es e am isualizadas,
abalhou-se com a maio concen ação possí el de amos a, endo-se, no en an o, o
cuidado de não sa u a a coluna c oma og á ica. P ocedeu-se a um a imen o o al do
c oma og ama, e i icando-se que, pa a além das subs âncias iden i icadas em 260 nm,
não ha ia qualque subs ância adicional que abso esse no UV.
A Figu a 10 e a Figu a 11 ap esen am os c oma og amas ob idos com os
de ec o es DAD e FLD, espec i amen e. Obse a-se que os c oma og amas ap esen am
algumas di e enças e que o ob ido com o de ec o DAD ap esen a mais picos, já que o
de ec o FLD apenas de ec a as subs âncias luo escen es.
Isolamen o e ob enção do hipoxósido a pa i dos co mos de Hypoxis heme ocallidea
25
Figu a 10. C oma og ama do hipoxósido isolado (556 µg/ml) ob ido no de ec o DAD.
Figu a 11. C oma og ama do hipoxósido isolado (556 µg/ml) ob ido no de ec o de
luo escência.
O espec o no UV do pico co esponden e ao hipoxósido é ap esen ado na Figu a
12, e i icando-se que é compa í el com o desc i o na li e a u a [Nai , 2006; Lapo a e
al., 2007b] pa a es a subs ância (máximos de abso ção em 212, 258 e 298 nm). A Figu a
13 ap esen a os espec os ob idos em ês pon os dis in os do pico c oma og á ico,
no ando-se uma equi alência exp essi a en e eles, o que demons a a homogeneidade
da composição do pico c oma og á ico em hipoxósido. Es a cons a ação oi e o çada
Isolamen o e ob enção do hipoxósido a pa i dos co mos de Hypoxis heme ocallidea
26
a a és do alo do pu i y angle que oi semp e in e io ao do pu i y h eshold, o que
demons a que o pico é homogéneo.
AU
0,00
0,20
0,40
0,60
0,80
1,00
1,20
nm
200,00 300,00 400,00 500,00
213,0
258,9
298,1
Figu a 12. Espec o UV no é ice do pico c oma og á ico co esponden e ao hipoxósido.
Figu a 13. Espec o UV do hipoxósido isolado: O pico c oma og á ico do hipoxósido com
os ês pon os seleccionados (A). Os ês espec os UV do hipoxósido sob epos os (B).
Isolamen o e ob enção do hipoxósido a pa i dos co mos de Hypoxis heme ocallidea
27
Na Tabela 5 ap esen a-se os esul ados e e en es à de e minação da pu eza
c oma og á ica, po HPLC/DAD, do hipoxósido isolado dos co mos secos da H.
Heme ocallidea.
Tabela 5. Pe cen agem da á ea do pico co esponden e ao hipoxósido
Á ea do hipoxósido (%)
De ec o 1 2 3 Média DP CV
DAD 98,74 98,89 98,1 98,58 0,42 0,43%
FLD 98,85 98,96 98,95 98,92 0,06 0,06%
Assumindo que a pe cen agem da á ea co esponden e ao hipoxósido co esponde
ao seu eo , e i ica-se que a pu eza do hipoxósido isolado no p esen e abalho é de
ap oximadamen e 98,6%. Dado que o FLD é um de ec o selec i o, as pu ezas
de e minadas po es e de ec o o am semp e supe io es, já que não são “con abilizadas”
odas as impu ezas e en ualmen e exis en es. Assim, os alo es co esponden es ao
de ec o FLD são ap esen ados apenas a í ulo indica i o do eo ap oximado em
hipoxósido nas amos as isoladas.
2.4 Conclusão
O p ocedimen o de ex acção e isolamen o desen ol ido no p esen e abalho,
endo em is a o isolamen o do hipoxósido a pa i dos co mos de H. heme ocallidea,
e elou-se e icaz e adequado pa a a ob enção de uma subs ância suscep í el de se
usada como pad ão de hipoxósido.
O in e alo de usão de e minado ap esen ou-se compa í el com o desc i o na
li e a u a. O espec o no IV do hipoxósido ap esen ou pa alelismo com o desc i o po Nai
(2006) e oi e ec uada, com base no espec o no IV, uma ca ac e ização dos g upos
uncionais p esen es na es u u a do hipoxósido. O espec o no UV ap esen ou
pa alelismo com os ob idos an e io men e [Ma ini-Be olo e al., 1982; Nai , 2006].
A pu eza do pico c oma og á ico do hipoxósido a aliado po HPLC/DAD
ap esen ou-se homogénea e com uma quan idade eduzida de impu ezas. O eo em
hipoxósido na acção isolada oi de ce ca de 98,6% (m/m).
Nes as ci cuns âncias, o hipoxósido isolado no p esen e abalho eúne condições
pa a se usado como pad ão.

Capi ulo 3
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de
ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
31
3. Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos
co mos da Hypoxis heme ocallidea
3.1 In odução
Vá ios es udos êm p opos o di e sas écnicas pa a a ob enção de ex ac os secos
da BA. Em mui os casos, os ex ac os são ob idos apenas com o objec i o de es a
ac i idades a macológicas da BA e nou os pa a iden i ica , isola ou dosea os
cons i uin es. Além disso, exis em p ocessos pa en eados de p epa ação de ex ac os,
isolamen o de ce os cons i uin es e sua inco po ação em p epa ações pa a uso o al ou
cu âneo [Allison e al., 1996; D ewes e Liebenbe g, 1987a; Pegel e Liebenbe g, 1976].
São usados como sol en es de ex acção a água, o e anol, di e sas mis u as hid o-
alcoólicas (água-me anol ou água-e anol), o me anol, o clo o ó mio, a ace ona e ou as.
Os cons i uin es dos co mos da BA [Bouic e al., 1996, Nai e al., 2007b; Ojewole e
al., 2009b] com ele ância na e apêu ica são:
1. No lignano: hipoxósido
2. Es e óis: β-si oes e ol, es igmas e ol
3. Es anol: es igmas anol
4. Es e olina: glucósido de β-si oes e ol
As o mulações disponí eis no me cado con endo BA não mencionam, na sua
g ande maio ia, se es ão baseadas na plan a seca pul e izada ou em ex ac os. Nos
casos em que é e e ida a u ilização de ex ac os, não é dada in o mação ela i a à sua
na u eza e ob enção.
3.1.1 Mé odos de ex acção dos co mos da H. heme ocallidea
Nas abelas (Tabela 6 e Tabela 7) es ão ep esen ados os mé odos de ex acção
u ilizados na p epa ação de ex ac os à base da H. heme ocallidea.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
38
3.2 Pa e Expe imen al
3.2.1 Colhei a das plan as
Os co mos o am colhidos escos, du an e o mês de Agos o de 2008, em di e en es
egiões de Moçambique: Macuiane (Macia – Gaza), Ma ianine (Namaacha – Mapu o
P o íncia), no IIAM (Ins i u o de In es igação Ag á ia de Moçambique – Mapu o Cidade).
No mesmo pe íodo, o am ambém adqui idos co mos em Macuiane, que se encon a am
à enda na es ada. Na Figu a 14 ap esen a-se a localização dos pon os de colhei a.
Depois de colhidos, os co mos o am anspo ados pa a Po ugal, onde o am
conse ados du an e ce ca de dois meses à empe a u a ambien e.
Os co mos gen ilmen e cedidos pela P o esso a Dou o a Elsa Gomes (da
Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade de Lisboa), o am colhidos em Po ugal no mês
de Fe e ei o de 2009, sendo p o enien es de Moçambique e endo oco ido a sua
p opagação em Po ugal em asos.
Macuiane(Macia)
Ma ianine
(Namaacha)
IIAM (Mapu o cidade)
Figu a 14. Localização geog á ica dos pon os de colhei a das plan as.

Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
39
As ca ac e ís icas das amos as es udadas es ão desc i as na Tabela 8.
Tabela 8. Ca ac e ís icas das amos as u ilizadas
Amos a Peso
ap oximado dos
co mos (g) Código
Mé odo de
Secagem O igem da amos a
Amos a I <100 A7 Es u a de
azio
Colhida na Macia
Amos a I <100 A8 Lio ilizado
Amos a I 100-200 A23 Lio ilizado
Amos a I 200-300 A25 Lio ilizado
Amos a II <200 A4 Es u a de
azio
Comp ada na Macia
Amos a II <200 A5 Lio ilizado
Amos a II 100-200 A43 Lio ilizado
Amos a II 200-300 A39 Lio ilizado
Amos a II 300-400 A38 Lio ilizado
Amos a II >500 A33 Lio ilizado
Amos a III <100 A9 Es u a de
azio
Colhida em Namaacha
Amos a III <100 A10 Lio ilizado
Amos a III 90-120 A30 Lio ilizado
Amos a IV 20-30 A45 Lio ilizado IIAM
(D . So imen o)
Amos a IV <50 A24 Lio ilizado
Amos a V <10 A48 Lio ilizado Lisboa
(P o ª. Dou o a Elsa Gomes)
Amos a V 10-20 A46 Lio ilizado
3.2.2 Ma e iais
As amos as a aliadas são de á ias p o eniências:
Co mos de H. heme ocallidea colhidos em Macuiane, no dis i o da Macia,
P o íncia de Gaza (Amos a I);
Co mos de H. heme ocallidea comp ados na Macia (Amos a II);
Co mos de H. heme ocallidea colhidos em Ma ianine, no dis i o de
Namaacha, P o íncia de Mapu o (Amos a III);
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
40
Co mos de H. heme ocallidea gen ilmen e o e ecidas pelo D . So imen o do
IIAM. A p opagação das plan as e ec uou-se po cul u a de ecido e plan ação
em aso no IIAM (Amos a IV);
Co mos de H. heme ocallidea gen ilmen e o e ecidos pela P o esso a Dou o a
Elsa Teixei a Gomes. Plan as p o enien es de Moçambique cuja p opagação
oi espon ânea, po semen e, em aso de o namen ação em Lisboa (Amos a
V).
Fo am deposi ados exempla es das amos as I e III no he bá io da Faculdade de
Biologia da Uni e sidade Edua do Mondlane.
Os eagen es (g au analí ico) u ilizados na p epa ação dos ex ac os o am: me anol
Fluka (lo e: 80370) e ace ona Fluka (lo e 51590) ob idos na Sigma (Sigma-Ald ich
Chemie, Buchs, Suíça); e anol absolu o 99,5% (lo e 0000090855) ob ido na Pan eac
(Pan eac Quimica SAU, Ba celona, Espanha) e e anol a 96% V/V. ob ido na AGA (álcool
e géne os alimen a es S.A, Lou es, Po ugal).
Os eagen es (g au HPLC) u ilizados no doseamen o dos ex ac os e da plan a
pul e izada o am: ace oni ilo (lo e: 0932697) ob ido na Fishe Scien i ic UK Limi ed
(Fishe Scien i ic, Leices e shi e, UK); me anol (lo e: V8E757268E) ob ido na CARLO
ERBA Reagen s (Espanha) e água pu i icada num sis ema Millipo e Simplici y
®
UV
(Millipo e SAS 67120 Molsheim, F ança).
U ilizou-se como pad ão o hipoxósido isolado no nosso labo a ó io com uma pu eza
de 98,6% (m/m) ( al como desc i o no Capí ulo II).
3.2.3 Mé odos
Nes e abalho, de iniu-se como “ á maco ege al” a pa e in e na do co mo,
ejei ando-se, po an o, a casca. Op ou-se po es a me odologia, po que suspei a-se que
a maio pa e dos cons i uin es ac i os da H. heme ocallidea es ejam mais concen adas
no in e io do co mo [Vinesi e al., 1990 azem e e ência a es a di e ença de
concen ações en e o in e io e a casca no caso da H. ob usa]. Pa a além disso, a
p epa ação da amos a se ia mais homogénea.
An es de se es uda as me odologias de p epa ação dos ex ac os, oi es udada a
secagem dos co mos. Fo am a aliados dois mé odos de secagem dos co mos da BA, a
lio ilização e a secagem em es u a de azio. A compa ação dos mé odos oi ei a
u ilizando ês amos as de di e en e o igem di ididas em dois lo es cada, um pa a o
lio ilizado e ou o pa a a es u a de azio. As amos as I (A7 e A8), II (A4 e A5) e III (A9 e
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
41
A10) o am u ilizadas na compa ação dos dois mé odos de secagem. A amos a II (A39)
oi u ilizada pa a a a aliação dos ac o es que in luenciam na p epa ação dos ex ac os.
Con udo, depois de se es abelece as condições de ex acção, o am p epa ados
ex ac os com as es an es amos as.
A Figu a 15 ap esen a o luxog ama do abalho ealizado.
Figu a 15. Fluxog ama da secagem, op imização do mé odo de ex acção,
p epa ação e ca ac e ização do ex ac o.
Teo em hipoxósido
Rendimen o de ex acção
Massa do hipoxósido ex aída
Va iá eis medidas:
Sol en e
Tenuidade
G anulome ia
Tempe a u a
G aduação alcoólica
Du ação da e apa ex ac i a
Núme o de e apas ex ac i as
Razão plan a/sol en e
Fac o es
a aliados
:
Pul e ização
(≠ g anulome ia)
Humidade
Teo em hipoxósido
Es u a de azio
Lio ilizado
Lisboa-Po ugal
IIAM – Mapu o Cidade
Namaacha
-
Mapu o
Macia
-
Gaza
Colhei a da amos a
Secagem
Op imização do mé odo
P epa ação do ex ac o
op imizado
Ca ac e ização do
ex ac o op imizado
Teo em hipoxósido
Rendimen o de ex acção
Humidade do ex ac o
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
42
3.2.3.1 Secagem
P o ocolo expe imen al
Os co mos o am p e iamen e la ados com água co en e, secos com papel
abso en e, descascados e di ididos em cubos de ap oximadamen e 0,5 cm
3
(Figu a 16).
Figu a 16. Co mos de H. heme ocallidea di ididos.
No caso da lio ilização, os pedaços o am pesados, congelados a -20 ºC po um
pe íodo de pelo menos 12 ho as e inalmen e lio ilizados (He o Lyolab 3000 - He o-Hol en
A/S, Alle ød, Alemanha ou CHRIST
®
LOC-1m Alpha 1-4 - CHRIST, Alemanha, con o me
o caso) (Figu a 17) po um pe íodo supe io a 24 ho as.
Figu a 17. Lio ilização dos co mos di ididos da H. heme ocallidea.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
43
No caso da secagem po azio, os pedaços o am pesados e colocados na es u a
de azio (Figu a 18) a é peso cons an e.
De e minou-se a pe da de água du an e o p ocesso, a humidade esidual e o eo
em hipoxósido.
Figu a 18. Secagem em es u a de azio dos co mos da H. heme ocallidea.
3.2.3.2 Ca ac e ização dos co mos secos
3.2.3.2.1 De e minação da humidade dos co mos secos
A de e minação da humidade do á maco ege al é indispensá el uma ez que
quan idades excessi as de água podem comp ome e a sua qualidade, podendo acili a
o c escimen o de mic o ganismos (bac é ias e ungos) e p omo e a deg adação das
subs âncias ac i as (hid ólises).
É habi ual que a secagem seja conduzida de modo a que o ma e ial ege al (no
ge al) ique com uma quan idade de água de ce ca de 5 %, sendo o limi e desc i o nas
a macopeias no malmen e de 10% [P oença da Cunha e al., 2005].
A de e minação da humidade dos á macos ege ais pelo mé odo g a imé ico ou
pe da po secagem é o adop ado pelas a macopeias (Fa macopeia Eu opeia,
Fa macopeia Po uguesa, Fa macopeia dos EUA e a Fa macopeia B i ânica), mas que se
u iliza uma es u a. A de e minação da humidade oi e ec uada com uma balança de
humidade [AND In a ed Mois u e De e mina ion Balance AD-4713; (A&D Company,
limi ed, Japão)] que, embo a não seja me odologia insc i a na Fa macopeia Po uguesa, é
mui o u ilizada na indús ia a macêu ica. É um mé odo simples e ápido.

Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
44
P o ocolo expe imen al
Pesou-se ce ca de 1 g do ma e ial ege al seco po um dos mé odos es udados,
p e iamen e pul e izado (125 µm), di ec amen e no apa elho e p ocedeu-se ao es e a
105ºC du an e 30 minu os. O ensaio oi e ec uado em duplicado.
3.2.3.2.2 Doseamen o do hipoxósido nos co mos secos po HPLC
O mé odo usado pa a o doseamen o baseia-se no desc i o po Nai e Kan e
(2006). As condições c oma og á icas, assim como os aspec os ine en es à sua
alidação, se ão discu idos mais adian e nes e capí ulo.
P o ocolo expe imen al
Pesou-se, exac amen e, 25 mg de cada amos a p e iamen e pul e izada e
amisada po um amis de 125 µm (Re sch GmbH & Co, Alemanha) pa a um balão
olumé ico de 10 ml. Adicionou-se me anol, agi ou-se du an e 1 minu o num ó ex
(Heidolph Reax 2000; Alemanha) e le ou-se ao ul a-sons (Bandelin Sono ex RK 100H;
Bandelin Elec onic, Alemanha) du an e 20 minu os. Após o a e ecimen o (5 minu os),
comple ou-se o olume e agi ou-se. Tomou-se 1 ml pa a um balão olumé ico de 10 ml e
comple ou-se o olume com me anol. Agi ou-se a p epa ação no ó ex du an e 1 minu o
an es de il a a a és de um il o se inga de PTFE (0,2 µm) e injec a 10 µl no
c oma óg a o (condições c oma og a icas desc i as na Tabela 16).
3.2.3.3 P epa ação e ca ac e ização de ex ac os secos da H. heme ocallidea (co mo)
com po encial uso na p epa ação de o mas a macêu icas
P e ende-se ob e um ex ac o concen ado em hipoxósido e com um ele ado
endimen o, is o é, ob e maio quan idade de ex ac o e com maio eo em hipoxósido.
O mé odo de ex acção escolhido oi a mace ação com agi ação, pelo ac o de se
simples e não necessi a de equipamen o mais elabo ado. Além disso, a maio pa e dos
mé odos desc i os nas abelas (Tabela 6 e Tabela 7) e am simila es ao p opos o.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
45
3.2.3.3.1 P epa ação das amos as
Ob enção do pó
A g anulome ia do ma e ial ege al usado na p epa ação dos ex ac os pode
in luencia o endimen o da ex acção. Tendo em conside ação es e aspec o,
p epa a am-se pós com di e sa g anulome ia.
P o ocolo expe imen al
Pesou-se uma de e minada quan idade de á maco ege al seco e i u ou-se num
moinho de lâminas de uso domés ico po pe íodos in e io es a 30 segundos. Passou-se o
pó num conjun o de amises (63, 75, 90, 125, 180, 355 e 500 µm) ixados num ib ado
de amises [Re sch AS 200 digi , (Re sch GmbH & Co, Alemanha)] du an e 2 minu os e
na posição 2, de modo a ob e pós com as seguin es g anulome ias: <63, 75/63, 90/75,
180/125, 355/180, 500/355 µm. As acções o am colocadas em ascos de id o âmba
e conse adas em local seco e esco à empe a u a ambien e (20-25ºC).
3.2.3.3.2 Op imização do p ocesso ex ac i o
Pa a a escolha do mé odo de ex acção o am a aliados os seguin es ac o es:
1. sol en e;
2. enuidade;
3. empe a u a;
4. quan idade de água nas mis u as hid o-alcoólicas;
5. du ação da ex acção
6. núme o de e apas ex ac i as
7. azão plan a/sol en e.
Es es ac o es o am a aliados em unção do endimen o do p ocesso ( azão
ex ac o/plan a), do eo em hipoxósido no ex ac o e da massa de hipoxósido ex aída.
3.2.3.3.2.1 Sol en e
O sol en e é um dos ac o es impo an íssimos na p epa ação dos ex ac os, que
pelas ca ac e ís icas e e en es ao sol en e, que pela quan idade e qualidade do ex ac o
que se ob ém.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
46
Op ou-se po a alia alguns dos sol en es comummen e desc i os na li e a u a. No
en an o, na eleição do sol en e, pa a além da quan idade de ex ac o ob ido e do eo em
hipoxósido desses ex ac os, o am a aliados os seguin es aspec os:
1. Se segu o e/ou não ag essi o pa a o ambien e
2. Se económico
3. Facili a o p ocesso de ex acção, o nando-o menos mo oso.
P o ocolo expe imen al
Pesou-se, numa balança analí ica (Me le Toledo AG245), ce ca de 1 g de pó da H.
heme ocallidea (180/125 ou 75/63, con o me o caso). Colocou-se es a quan idade num
ma az olhado de 25 ml e adicionou-se 10 ml do sol en e [me anol, e anol absolu o,
e anol a 96%, mis u a hid o-alcoólica: água-e anol 96% (1:2) e água-me anol (1:2)] ou 5
ml de me anol pa a o caso em que se u ilizou pó 75/63. Subme eu-se a agi ação
magné ica de 400 pm [Heidolph MR Hei – Tec (Heldolph Ins umen s, Alemanha)]
du an e 15 minu os pa a o p imei o caso e du an e 30 minu os pa a o segundo caso, à
empe a u a ambien e (20-25ºC). Ex aiu-se po duas ezes com o mesmo sol en e e na
mesma quan idade pa a o p imei o caso. Fil ou-se cada ex ac o a a és de um il o de
polie ileno (Isolu e
®
SPE Accesso ies; Polye hylene F i s 10 µm 25 ml; Sym a, Mad id) de
10µm inse ido num sis ema de il ação da ma ca Supelco acoplado a uma bomba de
ácuo Büchi Vac
®
V-500 (Büchi Labo echnik AG, Suíça) e euniu-se os il ados num
balão de undo edondo. Adicionou-se ce ca de 10 ml de água pu i icada em cada balão e
concen ou-se as soluções ex ac i as num e apo ado o a i o (Büchi Ro a apo RE 111
– Büchi 461 wa e ba h), a empe a u a ambien e, a é ce ca de 5 ml. Congelou-se a -20
ºC e lio ilizou-se [Tels a c yodos Modelo C yodos 90 (Josep Tapiolas 120, Te assa,
Espanha)] du an e 48 ho as. Pesou-se os ex ac os ob idos e conse ou-se em ascos
de id o âmba ao ab igo da luz e humidade, a -20 ºC, a é à sua u ilização. A aliou-se a
massa e a concen ação do hipoxósido em cada ex ac o ob ido. A Tabela 9 ap esen a
um esumo das condições de ex acção u ilizadas na a aliação des e pa âme o.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
47
Tabela 9. A aliação p elimina e escolha do sol en e
Mé odo Sol en e Tenuidade
(µm) Nº de e apas
ex ac i as
Razão plan a/
sol en e
(m/V)
Du ação de
cada e apa
(min)
S1 Me anol 180/125 2 1:10 15
S2 Água/me anol
96% (1:2) 180/125 2 1:10 15
S3 Água/e anol
96% (1:2) 180/125 2 1:10 15
S4 E anol 96% 180/125 2 1:10 15
S5 E anol absolu o 180/125 2 1:10 15
S6
a
Me anol
75/63
(75µm=200
mesh) 1 1:5 30
S7 Ace ona 180/125 2 1:10 15
EBA
T ad.*
Água 75/63 1 1:30 20
*Cozimen o, 100ºC. Com es e ex ac o p e ende-se mime iza o ob ido adicionalmen e, que di e e no ac o
de pa i de um á maco ege al seco.
a
Mé odo desc i o (Tabela 7) que conduz à ob enção de ex ac os com ele ado eo em hipoxósido.
3.2.3.3.2.2 Tenuidade
A enuidade é um pa âme o elacionado com a exposição do ma e ial a ex ai ao
sol en e usado. Reg a ge al, quan o mais énue o o ma e ial, maio se á a sua á ea de
exposição e maio se á a capacidade de ex ai os cons i uin es solú eis nesse sol en e.
No en an o, de e ha e semp e um comp omisso, pois pós mais inos podem di icul a o
p ocesso de ex acção.
P o ocolo expe imen al
E ec uou-se de aco do com o p ocedimen o desc i o no pon o 3.2.3.3.2.1,
obse ando as condições insc i as na Tabela 10.
Tabela 10. A aliação do e ei o da enuidade na e iciência do p ocesso de ex acção
Ensaio Sol en e Tenuidade
(µm) Nº de e apas
ex ac i as
Razão
plan a/sol en e
(m/V)
Du ação de
cada e apa
(min)
S4 E anol 96% 180/125 2 1:10 15
G1 E anol 96% 75/63 2 1:10 15
G2 E anol 96% 500/355 2 1:10 15
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
54
3.3 Resul ados e discussão
3.3.1 Secagem
3.3.1.1 Compa ação dos mé odos de secagem
A Tabela 17 ap esen a os esul ados da humidade e do eo em hipoxósido do
ma e ial ege al seco. Es es pa âme os não di e em mui o, apesa de se no a um ligei o
aumen o do eo em hipoxósido e uma diminuição da humidade nos co mos lio ilizados.
Es es esul ados suge em que a secagem em es u a de azio pode se um mé odo
adequado e al e na i o à lio ilização na secagem dos co mos da BA.
Tabela 17. Compa ação da secagem em lio ilizado e em es u a de azio
Amos a
Pe da de água nos
c omos (% m/m)
Humidade do ma e ial seco
(% m/m) Média ± DP
[hipoxósido]
(% m/m) Média ± DP
Es u a
de
azio Lio ilizado
Es u a de
azio Lio ilizado Es u a de
azio Lio ilizado
Amos a II 68,95 68,00 8,57
±
0,86 7,42
±
0,07 13,59
±
1,20
16,18
±
0,56
Amos a I 53,22 55,38 7,07
±
0,30 6,93
±
0,42 17,65
±
0,96
18,56
±
0,24
Amos a III 42,74 44,90 8,83
±
0,07 7,81
±
0,41 21,05
± 0,67
21,77 ±
0,62
A quan idade de água pe dida du an e o p ocesso de secagem es á ap esen ada na
Tabela 18.
Es es alo es não se e e em à humidade dos co mos, uma ez que ainda exis e
uma de e minada quan idade de água esidual, mas, à semelhança da Tabela 17,
pe mi e-nos suge i que os dois p ocessos e i a am quan idade ap oximada de água nos
co mos da BA.
Apesa des es alo es não se e e i em à humidade dos co mos, podem da uma
ideia da sua humidade e, endo em con a a o igem das amos as, podemos aze a
seguin e ap eciação: a amos a I (A7, A8, A23 e A25) ap esen a um alo na o dem dos
50 a 60%, a amos a II (A4, A5, A33, A38, A39, A43) um alo comp eendido en e 50 e
70%, e no caso da amos a III (A9, A10, A30) os alo es ondam os 35 a 45%. Em
elação a amos a IV (A24 e A45) es e alo supe a os 70% e inalmen e pa a a amos a
V (A46 e A48) os alo es es ão comp eendidos en e 65 e 70%.

Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
55
Tabela 18. Pe da de água a pa i dos co mos da H.
heme ocallidea du an e o p ocesso de secagem
O igem das amos as Amos a* Pe da de
água (% m/m)
Colhidas na Macia – Gaza
(Amos a I)
A7 53,22
A8 55,38
A23 58,57
A25 58,88
Comp adas na Macia – Gaza
(Amos a II)
A4 68,95
A5 68,00
A43 61,67
A39 56,04
A38 58,47
A33 63,53
Colhidas na Namaacha-Mapu o
(Amos a III)
A9 42,74
A10 44,90
A30 35,99
Colhidas no IIAM – Mapu o
(Amos a IV)
A45 73,98
A24 76,18
Colhidas em Lisboa - Po ugal
(Amos a V)
A48 66,36
A46 68,30
*Co mos di ididos em cubos. Todas as amos as o am secas po
lio ilização, à excepção de A7, A4 e A9, que o am secas numa es u a de
azio.
Assumindo que a humidade esidual se á ap oximada pa a odas as amos as,
es es esul ados suge em que as amos as colhidas na egião da Namaacha (amos a III)
êm meno humidade que as colhidas nou os pon os. É p o á el que a amos a da
egião da Namaacha enha meno eo em água pelo ac o de se desen ol e num
e eno mon anhoso.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
56
3.3.1.2 Ca ac e ís icas dos co mos secos
3.3.1.2.1 Apa ência dos co mos
A apa ência dos co mos secos di e e endo em con a o mé odo de secagem usado.
Os que o am secos na es u a de azio ap esen am-se mais i egula es quando
compa ados com os lio ilizados – que se ap esen am menos de o mados.
3.3.1.2.2 De e minação da humidade dos co mos secos da H. heme ocallidea
Os esul ados da de e minação da humidade são ap esen ados na Tabela 19.
Todas as amos as ap esen am humidades in e io es a 10% (m/m) e duas amos as
ap esen a am alo es in e io es 5% (m/m).
Tabela 19. Teo em água nos co mos secos
O igem das amos as Amos a*
Teo em água (%)
Média ± DP (n=2)
Colhidas na Macia – Gaza
(Amos a I)
A7 7,07
±
0,30
A8 6,93
±
0,42
A23 6,25
±
0,70
A25 7,50
±
0,43
Comp adas na Macia – Gaza
(Amos a II)
A4 8,57
±
0,86
A5 7,42
±
0,07
A43 5,55
±
0,14
A39 8,97
±
0,25
A38 6,23
±
0,13
A33 4,55
±
0,15
Colhidas na Namaacha-Mapu o
(Amos a III)
A9 8,83
±
0,07
A10 7,81
±
0,41
A30 4,89
±
0,05
Colhidas no IIAM – Mapu o
(Amos a IV)
A45 8,71
±
0,37
A24 8,68
±
0,04
Colhidas em Lisboa – Po ugal
(Amos a V)
A48 9,01
±
0,37
A46 8,82
±
0,11
*Co mos secos pul e izados. Todas as amos as o am secas po lio ilização, a
excepção de A7, A4 e A9, que o am secas numa es u a de azio.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
57
3.3.1.2.3 Teo em hipoxósido nos co mos secos
A de e minação do eo em hipoxósido oi e ec uada com base no mé odo de HPLC
desc i o po Nai e Kan e (2006). Os alo es do eo em hipoxósido pa a as di e en es
amos as encon am-se ep esen ados na Figu a 19 e ap esen ados na Tabela 20.
Figu a 19. Teo em hipoxósido nos co mos secos da H. heme ocallidea
As amos as A24, A45 e A48 ap esen a am eo es em hipoxósido in e io es a 10%.
A maio pa e das amos as ap esen ou eo es de hipoxósido en e 15 e 20%. A amos a
A30 é a que em maio eo em hipoxósido, com ce ca de 30%.
A aliando os eo es em hipoxósido e a o igem da plan a no a-se alguns esul ados
in e essan es. Obse a-se uma elação en e o eo em hipoxósido e o peso dos co mos
da BA pa a as amos as III, IV e V. Pa a as amos as da mesma p o eniência, o eo
aumen a com o aumen o do peso do co mo. O mesmo não se e i ica com as amos as I
e II. Não encon amos jus i icação plausí el pa a explica es e segundo cená io, mas o
p imei o pode á es a elacionado com a idade da plan a que, po sua ez, se elaciona
com o peso dos co mos. É p o á el que o eo em hipoxosido nos co mos aumen e com
a idade da plan a.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
58
Tabela 20. Teo em hipoxósido nos co mos secos da H. heme ocallidea
O igem das amos as Amos a* Hipoxósido (%)
(Média ± DP)
Colhidas na Macia – Gaza
(Amos a I)
A7 17,65
±
0,96
A8 18,56
±
0,24
A23 17,98
A25 17,71
±
1,46
Comp adas na Macia – Gaza
(Amos a II)
A4 13,59
±
1,20
A5 16,18
±
0,56
A43 21,34
±
2,03
A39 15,20
±
1,11
A38 18,13
±
0,99
A33 17,52
±
1,36
Colhidas na Namaacha-Mapu o
(Amos a III)
A9 21,05
±
0,67
A10 21,77
±
0,62
A30 30,70
±
2,52
Colhidas no IIAM – Mapu o
(Amos a IV)
A45 7,33
±
0,81
A24 9,28
Colhidas em Lisboa – Po ugal
(Amos a V)
A48 8,73
±
0,60
A46 16,80
±
1,23
*Todas as amos as o am secas po lio ilização a excepção de A7, A4 e
A9 que o am secas numa es u a de azio. (n=2, excep o A23 e A24 com
uma de e minação)
3.3.2 P epa ação dos ex ac os
Como izemos e e ência an e io men e, usou-se a amos a A39 (Amos a II -
comp ada na egião da Macia) pa a a alia os ac o es que in luenciam o p ocesso de
ex acção. Es a amos a oi escolhida po ap esen a maio quan idade ela i a de co mos
secos da BA.
Na op imização da ex acção da BA, as a iá eis medidas o am o endimen o da
ex acção ( azão ex ac o/plan a), o eo de hipoxósido no ex ac o e a quan idade de
hipoxósido ex aída. Os ac o es a aliados o am: sol en e, enuidade do pó, empe a u a
de ex acção, quan idade de água nas mis u as hid o-alcoólicas, núme o e du ação de
e apas ex ac i as e a azão plan a/sol en e. A a aliação oi ei a medindo as a iá eis do
p ocesso em unção da a iação do ac o em análise ( ixando os es an es ac o es).
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
59
3.3.2.1 In luência do sol en e
Na Tabela 21 es á ap esen ado o e ei o do sol en e na p epa ação dos ex ac os
ob idos a pa i de co mos secos da BA.
A aliou-se o e ei o do me anol, água/me anol (1:2), água/e anol 96% (1:2), e anol a
96º, ace ona e água a 100ºC na p epa ação dos ex ac os. No caso do me anol, pa a
além das condições es abelecidas pa a ou os sol en es, ez-se expe iências com ou as
condições (S6) usando um amanho de pa ícula de 75/63 µm, azão plan a/sol en e (1:5
m/V) e du ação do p ocesso de 30 minu os com apenas uma e apa, na en a i a de
eplica o mé odo desc i o po Allison e al. (1996). A p epa ação do EBA T ad – ex ac o
aquoso que en a mime iza o ex ac o adicional – ambém obedeceu a ou as
condições: empe a u a da água (100ºC), amanho da pa ícula (75/63 µm), azão
plan a/sol en e (1:30 m/V) e du ação do p ocesso (20 minu os) com apenas uma e apa.
Tabela 21. E ei o do sol en e na e iciência do p ocesso ex ac i o
Mé odo Ex ac o/Plan a
Média ± DP (%) [Hipoxósido]
Média ± DP (%)
Massa de
hipoxósido
Média ± DP (mg)
S1 40,37
±
0,18 38,10
± 4,00 153,94
±
16,89
S2 47,87
±
0,97 33,75
± 1,20 161,81
±
9,05
S3 48,42
±
0,31 33,70
± 2,23 163,21
±
9,76
S4 33,32
±
0,34 41,46
± 2,07 138,21
±
5,53
S5 26,06
±
0,90 44,13
± 2,05 115,19
±
9,27
S6 32,49
±
1,80 41,06
± 2,88 134,10
±
17,17
S7 10,76
±
1,56 42,66
± 0,78 45,98
±
7,51
EBA adª. 46,01 26,34 121,43
ª n=1, os es an es ex ac os o am a aliados em duplicado (n=2). S1:me anol;
S2: água/me anol (1:2); S3: água/e anol 96% (1:2); S4: e anol 96%; S6:me anol
(pó 75/63 µm); S7:ace ona; EBA T ad: água (100ºC)
Os esul ados demons a am que o endimen o da ex acção ( azão ex ac o/plan a)
é in luenciado pela p esença de água no sol en e ex ac i o. Is o é no ó io nos mé odos
S2 e S3 (mis u as hid o-alcoólicas) e no mé odo adicional em que se usa apenas água.
O mé odo S7 é o que ap esen a meno endimen o, o que pode es a elacionado com a
baixa pola idade da ace ona. É in e essan e no a que os sol en es que ap esen am bons
endimen os na ex acção não ap esen am, compa a i amen e, ex ac os com maio
concen ação. Is o pode de e -se ao ac o de exis i em na plan a mui as subs âncias
pola es que são ex aídas maio i a iamen e com esses sol en es.

Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
60
Quan o à azão ex ac o/plan a podemos dis ingui 5 g upos o denados de manei a
dec escen e, o p imei o cons i uído po S2, S3 e EBA ad, o segundo pelo S1, o e cei o
cons i uído po S6 e S4, o qua o po S5 e, po úl imo, o quin o g upo cons i uído po S7.
Em elação ao eo em hipoxósido podemos dis ingui dois g upos, onde os
sol en es S1, S6, S4, S7 e S5 pe encem aos dois g upos. Is o é, não se encon am
di e enças signi ica i as nes es sol en es no que se e e e ao e ei o na concen ação do
hipoxósido no ex ac o.
No que se e e e à quan idade o al de hipoxósido ex aída, podemos dis ingui ês
g upos, sendo o S7 pe encen e ao e cei o g upo (que é o que menos ex ai) e os
sol en es S1, S4 e S6 que pe encem simul aneamen e aos es an es dois g upos. Os
sol en es S2 e S3 apesa de não di e i em es a is icamen e dos S1, S4 e S6, são os que
ap esen am maio capacidade de ex ai o hipoxósido.
Nes as ci cuns âncias, an o o me anol como e anol pode iam se escolhidos como
sol en es pa a ob e ex ac os concen ados em hipoxósido. Tendo em con a a
segu ança do sol en e, op ou-se po elege o e anol a 96% V/V como sol en e de
e e ência, sendo u ilizado pa a a alia ou os ac o es que in luenciam a p epa ação de
ex ac os.
3.3.2.2 In luência da enuidade
Nes a a aliação u ilizou-se o e anol a 96% V/V como sol en e e oi es ado o e ei o
da g anulome ia na ob enção dos ex ac os. Fo am a aliadas as seguin es
g anulome ias 180/125 (S4), 75/63 (G1) e 500/355 (G2). Os ou os ac o es o am
man idos cons an es. Na Tabela 22 es ão ap esen ados os esul ados da a aliação do
e ei o da enuidade do pó na p epa ação dos ex ac os.
Os esul ados demons a am que o endimen o dos ex ac os es á elacionado com
a g anulome ia do pó, endo ap esen ado maio endimen o o pó com meno amanho de
pa ícula (G1) (p<0,05). No en an o, quando azemos a a aliação em elação à
concen ação dos ex ac os, no a-se que não há di e enças signi ica i as en e os eo es
em hipoxósido (p>0,5). Em elação à quan idade de hipoxósido ex aído, obse a-se que
pa a g anulome ias en e 63 e 180 µm não há di e enças signi ica i as (p>0,05). No
en an o, pa a g anulome ias en e 355 e 500 µm oco e uma edução da capacidade
ex ac i a. G2 ex ai meno quan idade (p<0,05) compa a i amen e com G1 e S4.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
61
Tabela 22. E ei o da enuidade na e iciência do p ocesso ex ac i o
Mé odo Ex ac o/Plan a
Média ± DP (%) [Hipoxósido]
Média ± DP (%)
Massa do
hipoxósido
Média ± DP (mg)
S4 33,32
±
0,34
a
41,46
±
2,07
b
138,21
±
5,53
c
G1 37,87
±
1,35
a
40,33
±
2,34
b
153,12
±
11,96
G2 29,81
±
1,01
a
37,95
±
1,96
b
113,16
±
2,49
d
a
p<0,05 compa ando com odos;
b
p>0,05 compa ando com odos;
c
p>0,05 compa ando com G1;
d
p<0,05 compa ando com S4 e com G1.
Nes as ci cuns âncias, não pa ece an ajoso abalha com enuidades baixas (G1),
já que, apesa de p opo ciona um endimen o ela i amen e bom, há uma ce a
di iculdade em manipula pós com enuidade baixa. Assim, o mé odo S4 se á usado pa a
a alia o ac o seguin e.
3.3.2.3 In luência da empe a u a
Pa a a alia o e ei o da empe a u a na p epa ação dos ex ac os o am a aliadas
duas empe a u as, a empe a u a ambien e (20-25ºC) (S4) e a 90ºC (ET3), endo sido
man idos ou os pa âme os como o sol en e (e anol a 96%, V/V), o núme o de e apas
ex ac i as (2), a azão plan a/ sol en e (1:10 m/V), a du ação de cada e apa ex ac i a
(15 minu os) e a elocidade de agi ação (400 pm).
Os esul ados ap esen ados na Tabela 23 mos am que o aumen o da empe a u a
aumen a o endimen o da ex acção, o que p ejudica, de manei a não signi ica i a a
concen ação do hipoxósido nos ex ac os e não em e ei o signi ica i o na quan idade de
hipoxósido ex aído. Com o aumen o da empe a u a, aumen a o endimen o da
ex acção, mas há uma ligei a diminuição da concen ação do hipoxósido no ex ac o.
Assim, o mé odo S4 se á usado na a aliação do pa âme o seguin e.
Tabela 23. E ei o da empe a u a na e iciência do p ocesso ex ac i o
Mé odo Ex ac o/Plan a
Média ± DP (%) [Hipoxósido]
Média ± DP (%)
Massa de
hipoxósido
Média ± DP (mg)
S4 33,32 ±
0,34
a
41,46 ±
2,07
b
138,21 ±
5,53
c
ET3 42,10 ±
0,81 34,69
±
2,48 146,38 ±
13,25
a
p<0,05 compa ando com ET3;
b
p=0,055) compa ado com ET3;
c
p>0,05
compa ado com ET3.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
62
3.3.2.4 In luência da pe cen agem de água na mis u a hid o-alcoólica
Pa a a alia o e ei o da pe cen agem de água na mis u a hid o-alcoólica na
p epa ação dos ex ac os o am a aliadas sol en es com di e sas g aduações: ET2 (70%
de água), S3 (36% de água), S4 (4% de água) e S5 (0,5% de água). A Tabela 24
ap esen a os esul ados ob idos na a aliação do e ei o da quan idade da água na mis u a
hid o-alcoólica.
Tabela 24. E ei o da pe cen agem de água na mis u a hid o-
alcoólica na e iciência do p ocesso ex ac i o.
Mé odo Ex ac o/Plan a
Média ± DP (%) [Hipoxósido]
Média ± DP (%)
Massa de
hipoxósido Média ±
DP (mg)
S3 48,42
±
0,31
a
33,7
± 2,23
1
163,21
±
9,76
3,4
S4 33,32
±
0,34
b
41,46
± 2,07
2
138,21
±
5,53
4
S5 26,06
±
0,9
c
44,13
± 2,05 115,19
±
9,27
5
ET2 56,63 23,70 134,41
a
p<0,05 compa ado com S4, S5 e ET2;
b
p<0,05 compa ado com S3 e S4 e
ET2;
c
p<0,05 compa ado com S3, S4 e ET2,
1
p<0,05 compa ado com S5 e
ET2;
2
p>0,05 compa ado com S3 e S5;
3
p<0,05 compa ado com S5 e ET2;
4
p>0,05 compa ado com S4;
5
p>0,05 compa ado com S4 e ET2.
Os esul ados mos am que há um aumen o signi ica i o (p<0,05) da quan idade de
ex ac o ob ido à medida que aumen amos a quan idade de água na mis u a hid o-
alcoólica. Es e aumen o da quan idade de ex ac o em a e com o aumen o da
pola idade do sol en e (aumen o da solubilidade) o que le a ao aumen o da quan idade
de cons i uin es pola es ex aídos.
Em elação à concen ação do hipoxósido nos ex ac os, no a-se uma endência de
diminuição à medida que aumen amos a quan idade de água na mis u a. No en an o,
es a di e ença é signi ica i a de S5 pa a S3 ou ET2 (p<0,05), não o sendo em elação a
S3 e S4 ou S4 e S5 (p>0,05).
Nes as ci cuns âncias, pa ece-nos adequado con inua a inclui o mé odo S4 na
a aliação da in luência do núme o de e apas ex ac i as e da azão plan a/ sol en e no
p ocesso ex ac i o.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
63
3.3.2.5 In luência da du ação da e apa ex ac i a
Pa a a alia o e ei o da du ação da e apa ex ac i a na p epa ação dos ex ac os
o am a aliados ex ac os ob idos a pa i de mé odos que du a am 15 minu os (ET4) e
30 minu os (ET5). Es a a aliação oi ei a usando uma e apa de ex acção, sendo man ida
as es an es condições ex ac i as.
Os esul ados ap esen ados na Tabela 25 mos am que, apesa de ha e uma
endência pa a o ex ac o ET4 ap esen a maio endimen o, eo em hipoxósido e
quan idade ex aída de hipoxósido, es es alo es não são signi ica i amen e di e en es
dos do ex ac o ET5 (p>0,05). Não pa ece ha e di e enças nos ex ac os no que se
e e e ao endimen o, eo e quan idade em hipoxósido, quando se azem ex acções
du an e 15 ou 30 minu os.
Tabela 25. E ei o da du ação da e apa ex ac i a na e iciência do p ocesso ex ac i o
Mé odo
Du ação
da
ex acção
Ex ac o/Plan a
Média ± DP (%) [Hipoxósido]
Média ± DP (%) Q d hipoxósido
Média ± DP (mg)
ET4 15 min 24,00 ± 0,81
a
39,87 ± 0,35
b
95,84 ±
2,50
c
ET5 30 min 23,88 ± 1,02 38,07 ± 1,26 91,14 ±
6,90
a, b, c
p>0,05 compa ando com ET5
Nes as ci cuns âncias, não há necessidade de usa 30 minu os nas e apas de
ex acção uma ez que se consegue ob e esul ados semelhan es em e apas de 15
minu os, o que é impo an e do pon o de is a económico.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
70
Tabela 33. Rendimen o e concen ação
do hipoxósido em odos os ex ac os
ob idos pelo mé odo S4
[Hipoxósido]
(% m/m)
Razão
ex ac o/plan a
(% m/m)
S4
a
39,99 33,55
S4
b
42,92 33,08
S4c1 35,02 33,74
S4c2
37,06 36,49
S4c3
35,65 35,96
S4c4
36,26 36,12
Méd
37,82
34,82
DP
3,04
1,52
CV
8,04%
4,37%
Fazendo uma compilação de odos os esul ados (Tabela 33), obse a-se que os
alo es do CV pa a o endimen o do p ocesso, assim como pa a o eo em hipoxósido,
são in e io es a 8,5% e 4,5%, espec i amen e. Is o le a-nos a conclui que a
me odologia em consis ência.
3.3.5 Ex ac os ob idos com co mos de H. heme ocallidea p o enien es de di e en es
egiões de Moçambique
A aliou-se o e ei o da o igem dos co mos na qualidade dos ex ac os. Pa a o e ei o,
o am p epa ados ex ac os com di e en es amos as p o enien es de á ias egiões de
Moçambique (Amos a I – colhida na egião da Macia, Amos a II – comp ada na egião
da Macia, Amos a III – colhida na egião da Namaacha, Amos a IV – o necida pelo D .
So imen o/IIAM) e uma colhida em Po ugal (Amos a V – o necida pela P o . Dou o a
Elsa Gomes).
As condições de ex acção usadas, ob idas após a a aliação dos ac o es que
in luenciam a ex acção, encon am-se esumidas na Tabela 34.

Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
71
Tabela 34. Condições do p ocesso de ex acção do mé odo op imizado
Condição Desc ição
Sol en e:
E anol a 96% V/V
Tamanho da pa ícula:
180/125
µ
m
Razão plan a/sol en e:
1:10 m/V
Núme o de e apas ex ac i as:
2
Du ação de cada e apa
ex ac i a:
15 min
Agi ação:
400 pm
Tempe a u a
20-25ºC
3.3.5.1 Rendimen o da ex acção
Os esul ados dos endimen os dos p ocessos de ex acção pa a as di e en es
amos as es ão ap esen ados na Tabela 35.
Os alo es mos am que há uma di e ença en e os endimen os de ex acção
ob idos pa a as di e en es amos as de co mos secos. Os alo es a iam de 3,52 a 5,11%
pa a a Amos a IV, 12 a 22% pa a a Amos a V, ce ca de 30% pa a amos a I, 20 a 41%
pa a a amos a II e 25 a 42% pa a a amos a III. A maio pa e des es ex ac os, em
endimen os de ex acção supe io es aos desc i os po Allison e al. (1996).
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
72
Tabela 35. Rendimen o de ex acção de ex ac os ob idos a
pa i de co mos secos da BA de di e en es p o eniências
O igem das amos as Ex ac o Razão massa
do ex ac o/Pó
(% m/m)
Colhidas na Macia –
Gaza (Amos a I)
Ex . A7 28,26
Ex . A8 29,34
Ex . A23 29,31
Ex . A25 30,94
Comp adas na Macia –
Gaza (Amos a II)
Ex . A4 20,66
Ex . A5 19,72
Ex . A43 34,45
Ex . A39 (S4)* 33,32±0,34
Ex . A38 41,43
Ex . A33 33,57
Colhidas na Namaacha-
Mapu o (Amos a III)
Ex . A9 26,20
Ex . A10 25,44
Ex . A30 41,96
Colhidas no IIAM –
Mapu o
(Amos a IV)
Ex . A45 3,52
Ex . A24 5,11
Colhidas em Lisboa –
Po ugal
(Amos a V)
Ex . A48 12,45
Ex . A46 22,36
(*n=2, os es an es n=1)
3.3.5.2 Ca ac e ização dos ex ac os
T ês pa âme os o am a aliados na ca ac e ização dos ex ac os: o aspec o, a
humidade e o eo em hipoxósido.
3.3.5.2.1 Apa ência dos ex ac os
A Tabela 36 ap esen a a apa ência dos ex ac os ob idos pelo mé odo de ex acção
op imizado. No a-se que os ex ac os ob idos a pa i das amos as III, IV e V ap esen am
a mesma colo ação, enquan o as ob idas com as amos as I e II ap esen am co dis in a.
Es a di e ença de colo ação dos ex ac os es á con o me a co dos co mos pul e izados
que lhes de am o igem.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
73
Tabela 36. Apa ência dos ex ac os
Amos a Desc ição dos ex ac os Aspec o
Amos a I Ama elo acas anhado
Amos a II Ama elo o ado
Amos a III Ama elo
Amos a IV Ama elo cla o
Amos a V Ama elo cla o
3.3.5.2.2 Humidade
A humidade dos ex ac os oi de e minada pelo mé odo g a imé ico ou pe da po
secagem. A Tabela 37 ap esen a os esul ados das humidades de e minadas nos
ex ac os.
O ex ac o come cial ap esen a o alo de humidade mais baixo, ce ca de 2,56%, e
es á con o me o es ipulado no ce i icado de análise que acompanha a a amos a (<6%
m/m).
Os ex ac os p epa ados ap esen a am humidades en e 4,61% e 7,06% (m/m). A
Fa macopeia Po uguesa e e e que o eo em água nos ex ac os secos de e se in e io
a 5% (m/m). Assim, a maio pa e dos ex ac os excede es e limi e, mas encon a-se
den o do limi e desc i o no bole im analí ico que acompanha a amos a come cial do
ex ac o de H. heme ocallidea.
Nes as ci cuns âncias, conside amos es es alo es como acei á eis.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
74
Tabela 37. Teo em água nos ex ac os ob idos de
co mos de H. heme ocallidea de di e en es
p o eniências
Ex ac o Humidade Média±DP
(n=2)(% m/m)
Ex . A7 5,16 ± 0,20
Ex . A8 4,67 ± 0,27
Ex . A23 4,61 ± 0,28
Ex . A25 6,55 ± 0,51
Ex . A4 6,94 ± 0,73
Ex . A5 5,54 ± 0,73
Ex . A43 6,38 ± 0,18
Ex . A39 (S4)* 4,71 ± 0,31
Ex . A38 6,66 ± 0,24
Ex . A33 6,62 ± 0,52
Ex . A9 7,06 ± 0,18
Ex . A10 5,45 ± 0,63
Ex . A30 5,05 ± 1,14
Ex . A45 ND
Ex . A24 ND
Ex . A48 5,48
± 0,28
Ex . A46 5,99
± 0,80
EBA com 2,56
± 0,06
(ND= Não de e minado)
3.3.5.2.3 Teo em hipoxósido
A Tabela 38 ap esen a os alo es do eo de hipoxósido dos ex ac os alcoólicos
secos ob idos a pa i dos co mos secos da BA de di e en es p o eniências.
Os eo es em hipoxósido nos ex ac os são supe io es a 20 % (m/m), com
excepção do ex ac o A23.
Ag upando os esul ados em unção da o igem dos co mos emos 9 a 37% pa a a
amos a I (uma com 9% e as es an es supe io es a 30%), 23 a 41% pa a a amos a II,
ce ca de 41% pa a a amos a III, ce ca de 22% pa a a amos a IV e, inalmen e, ce ca de
42% pa a a amos a AV.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
75
Tabela 38. Teo em hipoxósido nos ex ac os alcoólicos secos ob idos a
pa i de co mos secos da BA de di e en es p o eniências
O igem das amos as
Ex ac o Razão massa
do ex ac o/Pó
(% m/m)
Teo de hipoxósido
nos ex ac os
Média ± DP (% m/m)*
Colhidas na Macia –
Gaza (Amos a I)
Ex . A7 28,26 32,74
±
0,18
Ex . A8 29,34 32,04
±
0,28
Ex . A23 29,31 9,40
±
0,26
Ex . A25 30,94 37,00
±
1,20
Comp adas na Macia –
Gaza (Amos a II)
Ex . A4 20,66 23,66
±
0,36
Ex . A5 19,72 29,38
±
1,14
Ex . A43 34,45 36,79
±
0,22
Ex . A39 (S4)
*
33,32±0,34 41,46
±
2,07
Ex . A38 41,43 34,93
±
0,35
Ex . A33 33,57 34,13
±
1,14
Colhidas na
Namaacha-Mapu o
(Amos a III)
Ex . A9 26,20 40,51
±
1,24
Ex . A10 25,44 40,26
±
1,11
Ex . A30 41,96 43,77
±
0,53
Colhidas no IIAM –
Mapu o
(Amos a IV)
Ex . A45 3,52 23,54
±
0,42
Ex . A24 5,11 21,74
±
0,34
Colhidas em Lisboa –
Po ugal
(Amos a V)
Ex . A48 12,45 42,20
±
0,58
Ex . A46 22,36 43,89
±
0,40
EBA com _ 23,87
(*n=2, n=1 pa a os es an es alo es)
Não se encon ou explicação que jus i icasse um eo em hipoxósido mui o baixo no
ex ac o A23, a é po que ex ac os ob idos com co mos p o enien es do mesmo local
ap esen a am eo es supe io es a 30%.
De e e i que os ex ac os ob idos de plan as o necidas pelo IIAM, apesa de
e em endimen os de ex acção in e io es a 6%, êm eo es de hipoxósido supe io es a
20%. Con udo, apesa de não se sabe a azão do baixo endimen o, coloca-se a
hipó ese de es a elacionada com a na u eza do co mo, uma ez que a p opagação oi
po cul u a de ecidos.
Há uma endência pa a os endimen os de ex acção e o eo em hipoxósido nos
ex ac os ob idos ap esen a em alo es mais ele ados pa a os co mos com maio peso.
En e an o, a Amos a II ap esen a-se um pouco o a des a endência, o que pode es a
elacionado com o ac o des a amos a não e sido colhida po nós (amos a comp ada

Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
76
na egião da Macia), esul ando de uma mis u a de co mos da BA p o enien es da
mesma egião.
Em elação à amos a colhida em Po ugal, é de e e i que a de meno massa
(A48), ap esen a um endimen o de ex acção in e io a 20%. Con udo, ambos os
ex ac os ap esen a am eo es em hipoxósido mais ele ados, que podem se explicados,
em pa e, pelo ac o de a secagem (lio ilização) des as amos as e oco ido
imedia amen e após a colhei a des as.
Es es esul ados mos am que, apesa da maio pa e dos ex ac os ob idos
ap esen a em endimen os de ex acção supe io es aos desc i os po Allison e al. (1996),
ap esen am eo es em hipoxósido in e io es a 50%. É p o á el que is o es eja
elacionado com a não lio ilização dos co mos imedia amen e após a colhei a.
Ou o dado in e essan e em a e com o eo em hipoxósido do ex ac o come cial,
que e a in e io ao alo desc i o no ce i icado de análise. Pensa-se que a amos a
come cial ai pe dendo o seu eo em hipoxósido com o empo.
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
77
3.4 Conclusão
Compa ando os dois mé odos de secagem (lio ilização e sus secagem em es u a
de azio) no a-se não ha e di e enças signi ica i as no que se e e e à humidade dos
co mos de BA secos e ao seu eo em hipoxósido. Assim, podemos conside a a
secagem em es u a de azio ( empe a u as in e io es a 30ºC) um mé odo adequado e
al e na i o à lio ilização.
Os co mos escos, à excepção dos colhidos na egião da Namaacha,
ap esen a am humidades ap oximadas ou supe io es a 60% (m/m). Es e alo é
semelhan e ao ob ido po Nai e Kan e (2006). As amos as da egião da Namaacha são
menos húmidas. Os co mos secos ap esen a am humidades que a iam en e 4,55 a
9,01% e eo es em hipoxósido en e 7,33 e 30,70%. Rela i amen e ao eo dos co mos,
as amos as colhidas no IIAM ap esen am o eo mais baixo (< 10%), seguido das
amos as colhidas em Lisboa (8-16,8%), das colhidas na egião da Macia (17,65-
18,56%), das comp adas na egião da Macia (13,59-21,34%) e das colhidas na egião da
Namaacha (21,05-30,70%).
Rela i amen e à op imização do mé odo, cons a ou-se que o mé odo S4 (Sol en e:
álcool a 96º; Tamanho da pa ícula: 180/125 µm; Razão plan a/sol en e: 1:10 m/V;
Núme o de e apas ex ac i as:2; Du ação de cada e apa ex ac i a: 15 minu os; Agi ação:
400 pm; Tempe a u a: 20-25ºC) é adequado pa a ob e ex ac os mais concen ados em
hipoxósido e com bom endimen o de ex acção. Con udo, es as condições podem se
melho adas com ecu so a ou as me odologias de a aliação, como a SRM (Response
Su ace Me hodology), que pe mi e a alia de manei a in e ligada odos os ac o es que
in luenciam o p ocesso.
O mé odo S4 oi alidado em unção do endimen o do p ocesso e do eo de
hipoxósido nos ex ac os, ap esen ando alo es acei á eis de p ecisão in adia (in e io es
a 9,5 e 5,5%) e in e dias (in e io es a 5 %), espec i amen e.
Pa ece ha e uma elação en e o eo de hipoxósido nos co mos e o endimen o de
ex acção ou o eo de hipoxósido nos ex ac os. A maio pa e das amos as ap esen am
um endimen o de ex acção supe io a 20%, à excepção das amos as colhidas no IIAM
e uma das colhidas em Lisboa. Os eo es em hipoxósido nos ex ac os ob idos o am
supe io es a 20%, à excepção de uma das amos as colhida na egião da Macia, que
ap esen ou um alo in e io a 10%. Apesa de a maio pa e dos ex ac os ob idos
ap esen a em endimen os de ex acção supe io es a 20%, os seus eo es em hipoxósido
são in e io es a 50%. Allison e al. (1996) ob i e am alo es comp eendidos en e 50 e
Op imização do mé odo ex ac i o pa a a ob enção de ex ac os secos dos co mos da Hypoxis heme ocallidea
78
55%. Em elação ao eo , is o pode es a elacionado com a na u eza das ma é ias-
p imas usadas. Além disso, a secagem das amos as não oi ei a imedia amen e após a
colhei a, e hou e ambém g ande espaçamen o en e a secagem e a p epa ação dos
ex ac os.
O eo em água nos ex ac os ob idos es á comp eendido en e 4,61% e 7,06%.
Apesa de es es alo es se em, na maio pa e, supe io es a 5%, não se dis anciam mui o
do alo limi e p opos o pa a o ex ac o come cial da BA. Con udo, um possí el
melho amen o des e mé odo passa ia pela a aliação des e pa âme o.
As a iações no eo em hipoxósido e em água nos co mos podem es a
elacionadas com á ios ac o es como a o igem das amos as, a colhei a e a
conse ação das amos as. Is o ambém pode se aplicado ao endimen o da ex acção
dos co mos e à concen ação do hipoxósido nos ex ac os, que em ce a medida podem
se in luenciados pelo aspec o com que a ma iz ege al se ap esen a e que pode se
in luenciada pelos ac o es sup aci ados.
A ansposição des e mé odo de ex acção pa a uma escala pilo o ou la ga escala
implica a ea aliação de alguns ac o es, usando uma me odologia mais obus a de
a aliação como a RSM (Response Su ace Me hodology). De salien a que a p odução
em la ga escala p i ilegia os cus os ine en es, que se elacionam po exemplo com a
du ação do p ocesso ou o olume de sol en e usado.
O abalho, pa a além de p opo um mé odo de secagem al e na i o à lio ilização e
de p epa ação de ex ac os mais concen ados em hipoxósido, ap esen a o pe il do
hipoxósido nas amos as de H. heme ocallidea p o enien es de Moçambique.
Capí ulo 4
Ac i idade an ioxidan e de ex ac os secos
ob idos a pa i de co mos de Hypoxis heme ocallidea
p o enien es de di e en es egiões de Moçambique
Ac i idade an ioxidan e de ex ac os secos ob idos a pa i de co mos de Hypoxis heme ocallidea p o enien es de
di e en es egiões de Moçambique
86
4.2 Pa e Expe imen al
4.2.1 Ma e ial
O E anol a 96 % V/V oi ob ido na AGA (Álcool e géne os alimen a es S.A., Lou es,
Po ugal). O E anol a 70% V/V oi p epa ado a pa i do e anol a 96 % V/V. A água oi
pu i icada num sis ema Se ades SD 2000 (Se al E ich Alhäuse GmbH, Alemanha). O L-
(+)-ácido ascó bico (lo e: 05316HJ-508) e o DPPH (1,1 – di enil -2- pic ilhid azilo, ~ 90%)
(lo e: 013K1351) o am ob idos na Sigma (Sigma-Ald ich inc, S . Louis, Mo EUA).
Fo am usados di e en es ipos de ex ac os da H. heme ocallidea de di e sas
p o eniências p epa ados no labo a ó io ( ide capí ulo III) e um ex ac o come cial de H.
heme ocallidea (Hypoxide min
®
lo e: 0BF001) ob ido na Mon eloede (Alican e, Espanha).
4.2.2 Mé odos
A ac i idade an ioxidan e oi a aliada pelo mé odo do adical DPPH. T a a-se de um
mé odo simples, ácil de execu a , sensí el e ep odu í el, que não necessi a de
equipamen os elabo ados.
O DPPH (1,1-di enil-2-pic ilhid azilo) é um adical es á el, cen ado no á omo de
azo o que ap esen a um elec ão desempa elhado, esponsá el pela abso ência a 515-
517 nm e ambém pela co iole a o e. Na p esença de an ioxidan es dado es de
á omos de hid ogénio ou de elec ões, o adical DPPH é eduzido o iginando um p odu o
incolo – a hid azina – com o consequen e dec éscimo es equiomé ico da abso ência
esul an e da mudança de co . O g au de descolo ação do adical DPPH cons i ui assim
uma medida da capacidade an ioxidan e [Blois, 1958; Nai e al., 2007a; Hasan e al.,
2009]. Quan o maio o a descolo ação – aduzida po meno abso ência – maio se á
a capacidade an ioxidan e da subs ância a aliada.
A me odologia usada pa a de e mina a ac i idade an ioxidan e pelo mé odo de
DPPH oi baseada na me odologia desen ol ida e alidada no nosso labo a ó io
[Almeida, 2009]. De e e i que o mé odo do adical DPPH oi inicialmen e desen ol ido
po Blois (1958), melho ado po B and-Williams e al. [B and-Williams e al., 1995] e
adap ado pa a se u iliza em mic oplacas [Fukumo o e Mazza, 2000].

Ac i idade an ioxidan e de ex ac os secos ob idos a pa i de co mos de Hypoxis heme ocallidea p o enien es de
di e en es egiões de Moçambique
87
P o ocolo expe imen al
P epa a am-se soluções de DPPH a 300 µM, de ácido ascó bico (con olo posi i o)
a 100 µg/ml e dos ex ac os lio ilizados a 500 µg/ml em e anol a 96% V/V. A mis u a
eaccional con inha, num olume o al de 200 µl, DPPH (150 µM) e soluções dos
ex ac os ou do con olo posi i o (ácido ascó bico) em di e en es concen ações. As
concen ações o am de 250 a 3,906 µg/ml pa a os ex ac os lio ilizados e 50 a 0,781
µg/ml pa a o ácido ascó bico. A abso ência oi lida em 515 nm após 20 minu os de
incubação à empe a u a ambien e em lei o de placas (BIOTEK, modelo ELX 808, EUA).
A capacidade de edução do DPPH oi calculada a a és da ó mula:
Capacidade de edução do DPPH (%) = 100–[(A
amos a
–A
b anco1
)/(A
con olo
–A
b anco2
)] x 100
A
amos a
– abso ência do ensaio ealizado na p esença do ex ac o
A
con olo
– abso ência do ensaio ealizado na ausência do ex ac o
A
b anco1
– abso ência do ensaio ealizado na ausência do DPPH
A
b anco2
- abso ência do ensaio ealizado na ausência do ex ac o e do DPPH
O IC
50
(concen ação necessá ia pa a eduzi 50% da abso ência do DPPH) oi
calculado a pa i do g á ico que ep esen a a concen ação e sus o e ei o cap ado do
DPPH, po eg essão linea (MS EXCell 2007, Mic oso Co po a ion, Redmond, EUA).
4.2.3 Análise es a ís ica dos esul ados
Os ensaios o am e ec uados em quad uplicadas (n=4) e os esul ados exp essos
pela média ± des io pad ão. Os esul ados o am compa ados po análise da a iância
uni ac o ial, bila e al (α=0,05) (ANOVA) usando o so wa e SPSS 17 (SPSS Inc, Chicago,
EUA). No caso em que as di e enças o em signi ica i as, e ec uou-se o es e de
compa ação múl ipla à pos e io Tukey HSD.
4.3 Resul ados e Discussão
A a aliação da ac i idade an ioxidan e dos ex ac os da H. heme ocallidea já oi
ealizada po di e en es me odologias [S eenkamp e al., 2006; Nai e al., 2007a; Lapo a
Ac i idade an ioxidan e de ex ac os secos ob idos a pa i de co mos de Hypoxis heme ocallidea p o enien es de
di e en es egiões de Moçambique
88
e al., 2007b; Ka e e e e Elo , 2008]. A aliou-se a ac i idade an ioxidan e de co mos da
H. heme ocallidea p o enien e de di e en es pa es de Moçambique. Es udou-se ainda, a
in luência do ipo de ex ac o (sol en e usado) e o mé odo de secagem dos co mos na
ac i idade an ioxidan e.
O mé odo usado pa a de e mina a ac i idade an ioxidan e oi o do DPPH. A
a aliação da ac i idade an ioxidan e dos ex ac os oi ei a de e minando o IC
50
(µg/ml).
Es e pa âme o (IC
50
), como e e imos an e io men e, indica a concen ação do ex ac o
capaz de eduzi a me ade a abso ência da solução de DPPH. Quan o meno o es e
alo , maio se á a ac i idade an ioxidan e do ex ac o a aliado.
4.3.1 De e minação da ac i idade an ioxidan e dos ex ac os ob idos com di e en es
sol en es
A Tabela 40 ap esen a as capacidades dos ex ac os secos dos co mos da H.
heme ocallidea em cap a espécies eac i as, medida pelo mé odo de DPPH. Todos os
ex ac os ob idos ap esen am uma ac i idade ap eciá el, sendo signi ica i amen e in e io
à do ácido ascó bico (con olo posi i o) (p <0,001). Con udo, odos os ex ac os
p epa ados exibi am ac i idade an ioxidan e supe io à do ex ac o adicional (p <0,01).
Dos ex ac os p epa ados, o ex ac o S7 (ace ónico) ap esen ou a maio ac i idade
an ioxidan e (p <0,05).
Tabela 40. E ei o dos di e en es sol en es usados na
p epa ação dos ex ac os de H. heme ocallidea na ac i idade
cap ado a do adical li e DPPH
Sol en e
ex ac i o Amos as IC
50
(µg/ml)
Média ± DP (n=4).
_ Ác. ascó bico 4,69
± 0,18
Me anol S1 20,13
± 2,98
Água/me anol (1:2) S2 27,10
± 1,24
Água/e anol 96%
(1:2) S3 28,74
± 1,17
E anol 96% S4 20,81
± 1,66
E anol absolu o S5 18,66
± 1,40
Me anol S6 19,61
± 0,71
Ace ona S7 14,47
± 0,71
Água* EBA adicional 33,04
± 1,27
*Cozimen o, 100ºC.
Ac i idade an ioxidan e de ex ac os secos ob idos a pa i de co mos de Hypoxis heme ocallidea p o enien es de
di e en es egiões de Moçambique
89
A Figu a 24 pe mi e isualiza as di e enças en e os ex ac os ob idos com os
di e en es sol en es. Podemos dis ingui qua o g upos. Dois deles são cons i uídos cada
um po um ex ac o e com di e enças signi ica i as em elação a odos os ex ac os, is o
é, S7 (ex ac o ace ónico) é o mais ac i o de odos (IC
50
= 14,47±0,71 µg/ml; p≤0,01) e
EBA T adicional (aquoso) é o menos ac i o (IC
50
= 33,04±1,27 µg/ml; p<0,01). Um ou o
g upo é cons i uído pelos ex ac os S2 (hid o-me anólico) e S3 (hid o-e anólico), ambos
com ac i idade apenas supe io ao EBA adicional com alo es de IC
50
de 27,10±1,24 e
28,74±1,17 µg/ml, espec i amen e. Es es ex ac os não ap esen am di e enças
signi ica i as en e si no que se e e e ao alo de IC
50
(p> 0,05). Os es an es ex ac os,
S4 (e anol a 96º), S5 (e anol absolu o), S1 (me anol) e S6 (me anol, pó mais énue) com
alo es de IC
50
de 20,81±1,66, 18,66±1,40, 20,13±2,98 e 19,61±0,71 µg/ml,
espec i amen e, pe encem ao úl imo g upo e não ap esen am di e enças
es a is icamen e signi ica i as en e eles (p>0,05).
O ac o de os ex ac os ob idos po e anol absolu o, e anol a 96% e me anol não
ap esen a em di e enças signi ica i as no que se e e e à ac i idade an ioxidan e, e o ça
a opção que omámos em u iliza o e anol a 96% como sol en e pa a a p epa ação dos
ex ac os.
0,00
5,00
10,00
15,00
20,00
25,00
30,00
35,00
40,00
Figu a 24. Valo es de IC
50
do ácido ascó bico, dos ex ac os ob idos a pa i
dos co mos da H. heme ocallidea comp ada na Macia e do ex ac o
come cial.
Os esul ados ob idos con i mam a ac i idade an ioxidan e encon ada nos
ex ac os da BA a aliada pelo mé odo do adical DPPH e e idos po Nai e al. (2007b)
(ex ac os aquosos) e Ka e e e e Elo (2008) (ex ac os ace ónicos). Além disso,
suge em que os ex ac os aquosos são menos ac i os que os ace ónicos ou alcoólicos.
Ac i idade an ioxidan e de ex ac os secos ob idos a pa i de co mos de Hypoxis heme ocallidea p o enien es de
di e en es egiões de Moçambique
90
4.3.2 Relação en e a concen ação de hipoxósido e a ac i idade an ioxidan e dos
ex ac os
A Figu a 25 ep esen a a elação en e a concen ação do hipoxósido no ex ac o e
o alo de IC
50
(µg/ml) do mesmo. Os ex ac os o am ob idos com sol en es di e en es, à
excepção de um que ap esen a uma g anulome ia mais eduzida (S6), apesa de u iliza
o mesmo sol en e que o ou o ex ac o (S1). No a-se nes e g á ico que, à medida que
aumen a a concen ação do hipoxósido no ex ac o, o alo de IC
50
diminui. Uma ez que
alo es baixos de IC
50
são in e sos à ac i idade an ioxidan e, podemos e e i que com o
aumen o da concen ação do hipoxósido nos ex ac os se e i ica um aumen o da
ac i idade do mesmo. Es a elação é desc i a pela equação (y=-0,9171x + 58,58) e com
um alo de = 0,942 (R
2
=0,8882). Que a inclinação (p=1,49 x 10
-06
) que a o denada na
o igem (p=0,000456) são es a is icamen e signi ica i as.
Figu a 25. Ac i idade an ioxidan e e sus concen ação do hipoxósido.
Apesa de o hipoxósido não ap esen a ac i idade an ioxidan e, pelo menos pelo
mé odo do adical DPPH [Nai e al., 2007a], a cons a ação de que o aumen o da
ac i idade an ioxidan e dos ex ac os se co elaciona com o aumen o da concen ação do
hipoxósido no mesmo suge e que o ex ac o con ém subs âncias an ioxidan es,
p o a elmen e poli enóis/compos os enólicos [Amusan e al., 2007; Nai e al., 2007a],
que são ex aídas em conjun o com o hipoxósido que, po en u a, ap esen am
pola idade simila . Es a hipó ese é e o çada pelo ac o de os esul ados ob idos p o i em
Ac i idade an ioxidan e de ex ac os secos ob idos a pa i de co mos de Hypoxis heme ocallidea p o enien es de
di e en es egiões de Moçambique
91
de ex ac os di e en es, ou seja, ob idos com sol en es di e en es ou em condições
di e en es.
4.3.3 Ac i idade an ioxidan e de ex ac os e anólicos de BA p o enien e de di e en es
egiões de Moçambique
A Tabela 41 e a Figu a 26 ap esen am os alo es do IC
50
dos ex ac os ob idos a
pa i dos co mos da H. heme ocallidea de di e sas p o eniências.
Tabela 41. Valo es de IC
50
do ácido ascó bico, dos ex ac os
ob idos dos co mos da H. heme ocallidea p o enien e de
di e en es pa es de Moçambique e do ex ac o come cial
O igem Amos as IC
50
(µg/ml)
(Média ± DP, n=4)
_ Ác. Ascó bico 4,69
±
0,18
Colhidas na Macia – Gaza
(Amos a I)
Ex . A7 18,64
±
1,46
Ex . A8 18,52
±
0,70
Ex . A23 18,79
±
1,31
Ex . A25 22,75
±
0,79
Comp adas na Macia –
Gaza (Amos a II)
Ex . A4 22,22
±
1,71
Ex . A5 26,19
±
1,31
Ex . A43 20,16
±
1,79
Ex . A39 (S4) 20,81
±
1,66
Ex . A38 16,40
±
0,88
Ex . A33 20,67
±
1,68
Colhidas na Namaacha-
Mapu o (Amos a III)
Ex . A9 30,46
±
1,12
Ex . A10 27,88
±
1,38
Ex . A30 31,08
±
2,59
Colhidas no IIAM –
Mapu o
(Amos a IV)
Ex . A45 48,92
±
2,13
Ex . A24 40,24
±
1,82
Colhidas em Lisboa –
Po ugal
(Amos a V)
Ex . A48 46,12
±
2,36
Ex . A46 42,87
±
2,29
Mon eloede (Alican e,
Espanha) EBAcom 78,48 ±
8,27
*Todas as amos as o am secas po lio ilização a excepção de A7, A4 e A9
que o am secas numa es u a de azio.

Ac i idade an ioxidan e de ex ac os secos ob idos a pa i de co mos de Hypoxis heme ocallidea p o enien es de
di e en es egiões de Moçambique
92
O ex ac o come cial ap esen ou a meno ac i idade an ioxidan e (ele ado IC
50
)
compa ada com a dos ex ac os p epa ados nes e abalho (p<0,001). Is o pode se
explicado, em pa e, pelo ac o de o sol en e usado pa a p epa a o ex ac o come cial
se hid o-alcoólico (maio quan idade de água), não endo capacidade de ex ai odos os
compos os enólicos p esen es [Ama al e al., 2009].
De um modo ge al, o ganizando em o dem dec escen e da ac i idade an ioxidan e
(IC
50
), os ex ac os ob idos a pa i da amos a I e II são mais ac i os (16,40 a 26,19
µg/ml), seguido das amos as III (27,88 a 31,08) e inalmen e das amos as IV e V (40,24
a 48,92 µg/ml). Na maio ia dos casos, os ex ac os p epa ados a pa i de amos as
p o enien es da mesma egião não ap esen am di e enças signi ica i as no que se e e e
a ac i idade an ioxidan e. Con udo, a ac i idade an ioxidan e dos ex ac os ob idos a
pa i da amos a IV são es a is icamen e di e en es, e os ex ac os Ex .A5 e A38, ob idos
a pa i da amos a II, são es a is icamen e di e en es en e si (p<0,001), mas não
ap esen am di e enças es a ís icas signi ica i as (p>0,05) quando compa ados com os
demais ex ac os pe encen es a es a amos a.
O ac o de as amos as IV e V ap esen a em baixa ac i idade an ioxidan e pode
es a elacionada com o ac o de ambas e em sido cul i adas em asos.
Em elação ao e ei o do mé odo de secagem dos co mos da H. heme ocallidea na
ac i idade an ioxidan e dos ex ac os, os esul ados não e idencia am di e enças
signi ica i as (p> 0,05).
Ac i idade an ioxidan e de ex ac os secos ob idos a pa i de co mos de Hypoxis heme ocallidea p o enien es de
di e en es egiões de Moçambique
93
AI AI AI AI AII AII
AII AII AII AII
AIIIAIIIAIII
AIV
AIV AV
AV
0,00
10,00
20,00
30,00
40,00
50,00
60,00
70,00
80,00
90,00
100,00
Ác. Ascó bico
Ex . A7
Ex . A8
Ex . A23
Ex . A25
Ex . A4
Ex . A5
Ex . A43
Ex . A39 (S4)
Ex . A38
Ex . A33
Ex . A9
Ex . A10
Ex . A30
Ex . A45
Ex . A24
Ex . A48
Ex . A46
EBAcom
IC 50 (µg/ml)
AI - Colhida na Macia
AII - Comp ada na Macia
AIII - Colhida na Namaacha
AIV - Colhida no IIAM
AV - Colhida em Lisboa
Figu a 26. Valo es de IC
50
do ascó bico, dos ex ac os ob idos dos
co mos da H. heme ocallidea p o enien e de di e en es pa es de
Moçambique e do ex ac o come cial.
Os esul ados da ac i idade an ioxidan e ob idos com os di e en es ex ac os
p epa ados a pa i de amos as p o enien es de pon os dis in os de Moçambique não
ap esen am nenhuma elação en e a ac i idade an ioxidan e e a concen ação em
hipoxósido, como oi e e ido quando a aliamos a in luência do sol en e na ac i idade
an ioxidan e. Além disso, as amos as p o enien es da egião da Namaacha não
ap esen a am a maio ac i idade, apesa de ap esen a em concen ações mais ele adas
em hipoxósido. Es a cons a ação e o ça ainda mais a hipó ese da exis ência de ou os
compos os enólicos na plan a com capacidade an ioxidan e, pa a além do hipoxósido.
Pode suge i -se que o eo desses compos os é a iá el de plan a pa a plan a e
independen e da sua con ibuição em hipoxósido. Con udo, como e e imos
an e io men e, a capacidade de ex acção desses compos os pode se aumen ada com
sol en es que em maio capacidade em ex ai o hipoxósido.
Ac i idade an ioxidan e de ex ac os secos ob idos a pa i de co mos de Hypoxis heme ocallidea p o enien es de
di e en es egiões de Moçambique
94
4.4 Conclusão
A ac i idade an ioxidan e de ex ac os ob idos a pa i da BA oi an e io men e
de e minada u ilizando-se á ias me odologias [S eenkamp e al., 2006; Lapo a e al.,
2007b; Nai e al., 2007a; Ka e e e e Elo , 2008], incluindo o mé odo do adical DPPH.
Con udo, a a aliação da ac i idade an ioxidan e, mui as das ezes, não oi ei a de
manei a sis emá ica, o que o na di ícil es abelece compa ações en e os esul ados
desc i os na li e a u a.
Es e abalho pe mi iu de e mina a ac i idade an ioxidan e dos ex ac os e anólicos
(e anol a 96% V/V) p epa ados a pa i de co mos de BA p o enien es de di e en es
pa es de Moçambique. Além disso, oi possí el a alia a in luência dos á ios sol en es
usados na p epa ação de ex ac os na ac i idade an ioxidan e.
Foi a aliada a in luência do álcool absolu o, e anol a 96%, e anol-água (2:1),
me anol-água (2:1), água, me anol e ace ona na ac i idade an ioxidan e. Os esul ados
ob idos mos am em o dem dec escen e a ac i idade an ioxidan e dos ex ac os ob idos
pelos di e sos sol en es: ace ona > álcool absolu o = me anol = e anol 96% > me anol-
água (2:1) = e anol-água (2:1).
Pa a a mesma amos a e sol en es di e en es, no ou-se que o aumen o da
ac i idade es a a elacionado com o aumen o da concen ação em hipoxósido.
En e an o, is o não se e i icou quando se u iliza am amos as di e en es e o e anol 96%
como sol en e. Assim, admi e-se a exis ência, nas amos as de H. heme ocallidea, de
ou as subs âncias enólicas com ac i idade an ioxidan e, em quan idade a iá el e
independen e da do hipoxósido, que são conjun amen e ex aídas.
As amos as p o enien es da egião da Macia o am mais ac i as que as da
Namaacha, que po sua ez o am mais ac i as que as do IIAM ou as cul i adas em
Lisboa. O ex ac o come cial oi menos ac i o que odas as amos as a aliadas.
Rela i amen e à in luência do mé odo de secagem, é de e e i que an o os
ex ac os ob idos a pa i de co mos secos po lio ilização como po secagem em es u a
de azio ap esen a am ac i idade an ioxidan e semelhan e.
Es e es udo a alia pela p imei a ez a in luência do mé odo de secagem dos
co mos e a in luência do sol en e usado na p epa ação dos ex ac os na ac i idade
an ioxidan e.
Capí ulo 5
Conclusões ge ais e pe spec i as
Re e ências bibliog á icas
102
Awad AB, Von Hol z RL, Cone JP, Fink CS, Chen YC. be a-si os e ol inhibi s he g ow h
o HT-29 human colon cance cells by ac i a ing he sphingomyelin cycle ( ol 18, pg 471,
1998). An icance Res. 1998 Jul-Aug;18(4A):U14-U.
Bach GI. Ac i i y o si os e ol in p os a e adenoma and in lamma o y heuma ism.
Eu omed. 1978;8.
Bandei a SO, Gaspa F, Pagula FP. A ican E hnobo any and Heal hca e: Emphasis on
Mozambique. Pha maceu Biol. 2001;39(Supplemen ):70-3.
Ba ei os ALBS, Da id JM, Da id JP. Es esse oxida i o: Relação en e ge ação de
espécies eac i as e de esa do o ganismo. Quim No a. 2006;29(1):113-23.
Be o P, Gab iele R, Gale i C. De e mina ion o he no lignan glucosides o Hypoxidaceae
by high-pe o mance liquid ch oma og aphy. J Ch oma og A. 1992;594(1-2):131-5.
Bews JE, Vande plank JE. Ann Bo . 1930.
Blois MS. An ioxidan de e mina ion by he use o a s able ee adical. Na u e.
1958;181:1199-200.
Bouic PJD. T ea men o HIV posi i e pa ien s. Roope ol Uni ed S a es Pa en .
1999(Pa en 24299 ; 5,952,318).
Bouic PJD, Alb ech CF. Me hod and composi ions o modula ing o con ol o immune
esponses in humans. Roope ol. 1996(Pa en 148504 ; 5,486,510).
Bouic PJD, Cla k A, Lamp ech J, F ees one M, Pool EJ, Liebenbe g RW, e al. The
e ec s o B-si os e ol (BSS) and B-si os e ol glucoside (BSSG) mix u e on selec ed
immune pa ame e s o ma a hon unne s: Inhibi ion o pos ma a hon immune
supp ession and in lamma ion. In J Spo s Med. 1999 May;20(4):258-62.
Bouic PJD, E sebe h S, Liebenbe g RW, Alb ech CF, Pegel K, Van Jaa s eld PP. Be a-
si os e ol and be a-si os e ol glucoside s imula e human pe iphe al blood lymphocy e
p oli e a ion: Implica ions o hei use as an immunomodula o y i amin combina ion. In J
Immunopha macol. 1996;18(12):693-700.
Boukes GJ, an de Ven e M, Oos huizen V. Quan i a i e and quali a i e analysis o
s e ols/s e olins and hypoxoside con en s o h ee Hypoxis (A ican po a o) spp. A J
Bio echnol. 2008 Jun 3;7(11):1624-9.
B and-Williams W, Cu elie ME, Be se C. Use o a ee adical me hod o e alua e
an ioxidan ac i i y. Lebensm Wiss Technol. 1995;28:25-30.
B own L, Heyneke O, B own D, an Wyk JPH, Hamman JH. Impac o adi ional
medicinal plan ex ac s on an i e o i al d ug abso p ion. J E hnopha macol.
2008;119(3):588-92.

Re e ências bibliog á icas
103
B une on J. Pha macognosy, Phy ochemis y, Medicinal Plan s. . In e cep , Hampshi e,
UK. 1995.
Buck AC. Phy o he apy o he P os a e. B i J U ol. 1996;78:325-36.
Coe zee JF, K uge PB, Alb ech CF, Jahed N, an Jaa s eld PP. Pha macokine ic
beha iou and ca dio ascula e ec s o in a enously adminis e ed hypoxoside and
oope ol. A zneimi el o schung. 1996 Oc ;46(10):997-1000.
Da Sil a MC, Izidine S, Amude AB. A p elimina y checklis o he ascula plan s o
Mozambique. Sou he n A ican Bo anical Di e si y Ne wo k Repo No 30 SABONET,
P e o ia. 2004.
Di Giannua io A, Pie e i S, Gale i C, Capasso A, Nicole i M. The Analgesic P ope y o
Hypoxoside, A Glucoside om Hypoxis Ob usa. Pha macol Res. 1993;27(Supplemen
1):95-6.
Die zsch E, Alb ech C, Pa ke M. E ec o oope ol on collagen syn hesis and cell g ow h.
IUBMB Li e. 1999;48:321 - 5.
Dold AP, Cocks ML. The ade in medicinal plan s in he Eas e n Cape P o ince, Sou h
A ica. S A J Sci. 2002;98:589-97.
D ewes S, Liebenbe g RW. Pen ene-diphenyl-diglucoside con aining compound. . Uni ed
S a es Pa en . 1987a(Pa en 4,652,636.).
D ewes S, Liebenbe g RW. Roope ol and i s de i a es. Uni ed S a es Pa en . 1987b(
Pa en 740969 ; 4,644,085).
D ewes SE, Ellio E, Khan F, Dhlamini JTB, Gcumisa MSS. Hypoxis heme ocallidea--No
me ely a cu e o benign p os a e hype plasia. J E hnopha macol. 2008;119(3):593-8.
D ewes SE, Hall AJ, Lea mon h RA, Up old UJ. Isola ion o hypoxoside om hypoxis
oope i and syn hesis o (E)-1,5-bis(3',4'-dime hoxyphenyl)pen -4-en-1-yne.
Phy ochemis y. 1984;23(6):1313-6.
D ewes SE, Khan F. The A ican po a o (Hypoxis heme ocallidea): a chemical-his o ical
pe spec i e. Sou h A ican Jou nal o Science. 2004 Sep-Oc ;100(9-10):425-30.
Dzingi ai B, Muchuwe i M, Mu enje T, Chidewe C, Benhu a MAN, Chagonda LS. Phenolic
con en and phospholipids pe oxida ion inhibi ion by me hanolic ex ac s o wo medicinal
plan s: Elionu us mu icus and Hypoxis heme ocallidea. A J Biochem Res. 2007;1(7):137-
41.
EMEA. Guideline on speci ica ions: Tes p ocedu es and accep ance c i e ia o he bal
subs ances, he bal p epa a ions and he bal medicinal p oduc s/ adicional he bal
medicinal p oduc us. CPMP/QWP/2820/00 Re 1; EMEA/CVMP/815/00 Re 1. 2006.
Re e ências bibliog á icas
104
Fukumo o LR, Mazza G. Assessing an ioxidan and p ooxidan ac i i ies o phenolic
compounds. J Ag ic Food Chem. 2000 Aug;48(8):3597-604.
Gaidamash ili M, an S aden J. In e ac ion o lec in-like p o eins o Sou h A ican
medicinal plan s wi h S aphylococcus au eus and Bacillus sub ilis. J E hnopha macol.
2002;80(2-3):131-5.
Gaidamash ili M, an S aden J. P os aglandin inhibi o y ac i i y by lec in-like p o eins
om Sou h A ican medicinal plan s. S A J Bo . 2006;72(4):661-3.
Halliwell B. An ioxidan cha ac e iza ion : Me hodology and mechanism. Biochem
Pha macol. 1995;49(10):1341-8.
Hasan SMR, Hossain MM, Ak e R, Jamila M, Mazumde MEH, Rahman S. DPPH ee
adical sca enging ac i i y o some Bangladeshi medicinal plan s. J Med Plan Res.
2009;3(11):875-9.
Huang D, Ou B, P io RL. The chemis y behind an ioxidan capaci y assays. J Ag ic Food
Chem. [Re iews]. 2005;53:1841-56.
Hu chings A. A su ey and analysis o adi ional medicinal plan s as used by he Zulu,
Xhosa and So ho. Bo halia. 1989;19:111-23.
Hu chings A, Sco AH, Lewis G, Bal ou -Cunningham AB. Zulu Medicinal Plan s - An
In en o y. Uni e si y o Na al P ess: Pie e ma i zbu g; Sou h A ica. 1996:55-6.
ICH. In e na ional Con e ence on Ha minisa ion o Technical Requi emen s o
Regis a ion o Pha maceu icals o human Use (ICH).Valida ion o Analy ical P ocedu es:
Tex and Me hodology Q2(R1). 2005.
Ka e e e DR, Elo JN. An i-bac e ial and an i-oxidan ac i i y o Hypoxis heme ocallidea
(Hypoxidaceae): Can lea es be subs i u ed o co ms as a conse a ion s a egy? S A J
Bo . 2008;74(4):613-6.
Ke J. Ven icula achyca dia as an ad e se e ec o he A ican po a o (Hypoxis sp.).
Ca dio asc J S A . 2005 Jan-Feb;16(1):55.
Kim K-H, Tsao R, Yang R, Cui SW. Phenolic acid p o iles and an ioxidan ac i i ies o
whea b an ex ac s and he e ec o hyd olysis condi ions. Food Chem. 2006;95(3):466-
73.
K og M, Falcão MP, Olsen CS. Medicinal plan ma ke s and ade in Mapu o, Mozambique
Fo es & Landscape Wo king Pape s Danish Cen e o Fo es , Landscape and Planning,
KVL, Denma k. 2006;no. 16.
K uge PB, Alb ech CF, Van Jaa s eld PP. Use o guanidine hyd ochlo ide and
ammonium sul a e in comp ehensi e in-line so p ion en ichmen o xenobio ics in
Re e ências bibliog á icas
105
biological luids by high-pe o mance liquid ch oma og aphy. J Ch oma og B.
1993;612:191-8.
K uge PB, Alb ech CFD, Liebenbe g RW, Vanjaa s eld PP. S udies on Hypoxoside and
Roope ol Analogs om Hypoxis-Roope i and Hypoxis-La i olia and Thei
Bio ans o ma ion in Man by Using High-Pe o mance Liquid-Ch oma og aphy wi h in-Line
So p ion En ichmen and Diode-A ay De ec ion. J Ch oma og B. 1994 Dec 2;662(1):71-
8.
Lamp ech JH. A p ospec i e, con olled s udy o e alua e he e ec s o an essen ial s e ol
and s e olin o mula ion as a pu a i e immune modula o in eline immune de iciency i us
in ec ed labo a o y ca s. Gene a, Swi ze land, P oc12 h Wo ld AIDS Cong ess. 1998.
Lapo a O, Funes L, Ga zón MT, Villalaín J, Micol V. Role o memb anes on he
an ibac e ial and an i-in lamma o y ac i i ies o he bioac i e compounds om Hypoxis
oope i co m ex ac . A ch Biochem Biophys. 2007a;467(1):119-31.
Lapo a O, Pé ez-Fons L, Malla ia R, Ca u la N, Micol V. Isola ion, cha ac e iza ion and
an ioxidan capaci y assessmen o he bioac i e compounds de i ed om Hypoxis oope i
co m ex ac (A ican po a o). Food Chem. 2007b;101(4):1425-37.
Law M. Plan s e ol and s anol ma ga ines and heal h. B i Med J. 2000;320:861-4.
Liebenbe g RW, K uge PB, Alb ech CF, Bouic PJD. Me hod o ea ing i al in ec ions.
Vi os a (NA) NVQ (K alendijk, AN) Uni ed S a es Pa en . 1997(Pa en 398865 ;
5,609,874).
Linnaeus C. Sys ema Na u ae. S ockholm. 1759.
Louw I. A pilo s udy o he clinical e ec s o a mix u e o β-si os e ol and β-si os e ol
glucoside in ac i e heuma oid a h i is (RA). Am J Clin Nu 2002;75:79-86.
Lowe FC, Ku J. Phy o he apy in T ea men o Benign P os a ic Hype plasia: A C i ical
Re iew. U ology. 1996;48:12-20.
Mahomed I, Ojewole J. Hypoglycemic e ec o Hypoxis heme ocallidea co m (A ican
po a o) aqueous ex ac in a s. Me hods Find Exp Clin Pha macol. 2003;25:617 - 23.
Ma andola P, Jallous H, Bomba delli E, Mo azzoni P. Main Phy ode i a i es in he
Managemen o Benign P os a ic Hype plasia. Fi o e apia. 1997;68:195-204.
Ma ini-Be olo GB, Gale i C, Mul a i G, Palazzino G, Messana I. Resea ch on A ican
Medicinal-Plan s .27. In e jec in, a De i a i e o Nyasicoside om Hypoxis-In e jec a and
Hypoxis-Mul iceps. Te ahed on. 1991 Aug 12;47(33):6717-24.
Ma ini-Be olo GB, Pa amia M, Nicole i M, Gale i C, Messana I. Resea ch on A ican
medicinal plan s--II : Hypoxoside, a new glycoside o uncommon s uc u e om hypoxis
ob usa busch. Te ahed on. 1982;38(11):1683-7.
Re e ências bibliog á icas
106
Mills E, Coope C, Seely D, Kan e I. A ican he bal medicines in he ea men o HIV:
Hypoxis and Su he landia. An o e iew o e idence and pha macology. Nu J.
2005;4(1):19.
Mokhobo KP. He b use and nec odegene a i e hepa i is. S A Med J. 1976;50:1096-9.
Mo sei ML, Lindsey KL, an S aden J, Jäge AK. Sc eening o adi ionally used Sou h
A ican plan s o an i ungal ac i i y agains Candida albicans. J E hnopha macol.
2003;86(2-3):235-41.
Muwanga C. An assessmen o Hypoxis Heme ocallidea ex ac , and ac i es as na u al
an ibio ic, and immune modula ion phy o he apies Cape Town: Sou h A ican He bal
Science and Medicine Ins i u e, Facul y o Na u al Sciences, a he Uni e si y o he
Wes e n Cape. [disse ação]. 2006.
Mye s L. Flow cy ome e ic analysis o he TH1-TH2 shi in alle gic indi iduals using
Moduca e
TM
(s e ols/s e olins). 26 h Annu Cong Physiol Soc S A . 1998.
Nai VD, Kan e I. High-pe o mance liquid ch oma og aphic me hod o he quan i a i e
de e mina ion o Hypoxoside in A ican po a o (Hypoxis heme ocallidea) and in
comme cial p oduc s con aining he plan ma e ial and/o i s ex ac s. J Ag ic Food Chem.
2006 Ap 19;54(8):2816-21.
Nai VDP. Pha maceu ical analysis and d ug in e ac ion s udies : A ican po a o (Hypoxis
heme ocallidea). PhD hesis, Rhodes Uni e si y. 2006.
Nai VDP, Dai am A, Agbonon A, A nason JT, Fos e BC, Kan e I. In es iga ion o he
an ioxidan ac i i y o A ican po a o (Hypoxis heme ocallidea). J Ag ic Food Chem. 2007a
Ma 7;55(5):1707-11.
Nai VDP, Fos e BC, Tho A nason J, Mills EJ, Kan e I. In i o e alua ion o human
cy och ome P450 and P-glycop o ein-media ed me abolism o some phy ochemicals in
ex ac s and o mula ions o A ican po a o. Phy omedicine. 2007b;14(7-8):498-507.
Nai VDP, Kan e I, Hoogma ens J. De e mina ion o s igmas e ol, [be a]-si os e ol and
s igmas anol in o al dosage o ms using high pe o mance liquid ch oma og aphy wi h
e apo a i e ligh sca e ing de ec ion. J Pha m Biomed Anal. 2006;41(3):731-7.
Ndong YA, Wadouachi A, Sangwan-No eel BS, Sangwan RS. E icien in i o
egene a ion o e ile plan s om co m explan s o Hypoxis heme ocallidea land ace
Gaza - The "A ican Po a o". Plan Cell Repo s. 2006 Ap ;25(4):265-73.
Nicole i M, Gale i C, Messana L, Ma ini-Be olo GB. Hypoxidaceae. Medicinal uses and
he no lignan cons i uen s. J E hnopha macol. 1992;36(2):95-101.
Nyinawumun u A, Awe EO, Ojewole JA. U e oly ic e ec o Hypoxis heme ocallidea Fisch.
& C.A. Mey. (Hypoxidaceae) co m [;A ican Po a o'] aqueous ex ac . J Smoo h Muscle
Res. 2008 Oc ;44(5):167-76.
Re e ências bibliog á icas
107
Ojewole JA. An iin lamma o y p ope ies o Hypoxis heme ocallidea co m (A ican po a o)
ex ac s in a s. Me hods Find Exp Clin Pha macol. 2002 Dec;24(10):685-7.
Ojewole JA. An inocicep i e, an i-in lamma o y and an idiabe ic p ope ies o Hypoxis
heme ocallidea Fisch. & C.A. Mey. (Hypoxidaceae) co m ['A ican Po a o'] aqueous
ex ac in mice and a s. J E hnopha macol. 2006 Jan 3;103(1):126-34.
Ojewole JA, Kamadyaapa DR, Musabayane CT. Some in i o and in i o ca dio ascula
e ec s o Hypoxis heme ocallidea Fisch & CA Mey (Hypoxidaceae) co m (A ican po a o)
aqueous ex ac in expe imen al animal models. Ca dio asc J S A . 2006 Jul-
Aug;17(4):166-71.
Ojewole JA, Olayiwola G, Nyinawumun u A. B oncho elaxan p ope y o 'A ican po a o'
(Hypoxis heme ocallidea co m) aqueous ex ac in i o. J Smoo h Muscle Res. 2009a
Oc ;45(5):241-8.
Ojewole JAO. An icon ulsan ac i i y o Hypoxis heme ocallidea isch & C. A. Mey.
(Hypoxidaceae) co m ('A ican po a o') aqueous ex ac in mice. Phy o he Res. 2008
Jan;22(1):91-6.
Ojewole JAO, Awe EO, Nyinawumun u A. An idia hoeal Ac i i y o Hypoxis
heme ocallidea Fisch & C. A. Mey. (Hypoxidaceae) Co m ('A ican po a o') Aqueous
Ex ac in Roden s. Phy o he Res. 2009b Jul;23(7):965-71.
Owi a PMO, Ojewole JAO. 'A ican Po a o' (Hypoxis heme ocallidea co m): A Plan -
Medicine o Mode n and 21s Cen u y Diseases o Mankind? - A Re iew. Phy o he Res.
2009 Feb;23(2):147-52.
Pa ejo I, Viladoma F, Bas ida J, Rosas-Rome o A, Fle lage N, Bu illo J, e al. Compa ison
be ween he Radical Sca enging Ac i i y and An ioxidan Ac i i y o Six Dis illed and
Nondis illed Medi e anean He bs and A oma ic Plan s. J Ag ic Food Chem.
2002;50(23):6882-90.
Pegel KH. Ac i e plan ex ac s o Hypoxidaceae and hei use. Uni ed S a es Pa en .
1980a(Pa en 016387 ; 4,198,401).
Pegel KH. S e olins and hei use. Uni ed S a es Pa en . 1980b(Pa en 843496;
4,188,379).
Pegel KH, Colin BR. S e olins p oduc s 1981(Pa en 053735 ; 4,254,111).
Pegel KH, Liebenbe g RW. Ex ac ion o s e olins om plan ma e ial. Uni ed S a es
Pa en . 1976(Pa en 3,933,789).
Pegel KH, Liebenbe g RW. Ac i e plan ex ac s o Hypoxidaceae and hei use. Uni ed
S a es Pa en . 1979(Pa en 4,160,860 ).

Re e ências bibliog á icas
108
Pegel KH, Walke H. S e ol glycoside wi h ac i i y as p os aglandin syn he ase inhibi o .
Uni ed S a es Pa en . 1981(Pa en 000599 ; 4,260,603).
Phillipson JD. Phy ochemis y and pha macognosy. Phy ochemis y. 2007;68(22-
24):2960-72.
Pooley E. A ield guide o wild lowe s KwaZulu-Na al and eas e n egion. Na al Flo a
Publica ions T us , Du ban. 1998.
P oença da Cunha A. Fa macognosia e Fi oquímica. Fundação Calous e Gulbenkia,
Lisboa. 2005.
Pujol J. Na u a ica: The he balis handbook. Jean Pujol Na u al Heale s' Founda ion:
Du ban, Sou h A ica. 1990.
Rao AV, Janezic SA. The ole o die a y phy os e ols in colon ca cinogenesis. Nu Canc.
1992;18(43-52).
Ribani M, Bo oli CBG, Collins CH, Ja dim ICS, Melo LFC. Validação em Mé odos
C oma og a icos e Elec o o é icos. Quim No a. 2004;27(5):771-80.
Sco G, Sp ing ield EP. Pha maceu ical monog aphs o 60 indigenous plan species used
as adi ional medicines in Sou h A ica. Sou h A ican Na ional Biodi e si y Ins i u e
(SANBI) plan in o ma ion websi e a <h p://wwwplan za icacom/medmonog aphs>.
2004.
Sibanda S, N abeni O, Nicole i M, Gale i C. Nyasol and 1,3(5)-diphenyl-1-pen ene
ela ed glycosides om Hypoxis angus i olia. Biochem Sys em Ecol. 1990;18(7-8):481-3.
Singh Y. Hypoxis: yellow s a s o ho icul u e, olk emedies and con en ional medicine.
Veld & Flo a. 1999;85:123 - 5.
S eenkamp V, Gouws MC. Cy o oxici y o six Sou h A ican medicinal plan ex ac s used
in he ea men o cance . S A J Bo . 2006;72(4):630-3.
S eenkamp V, Gouws MC, Gulumian M, Elgo ashi EE, an S aden J. S udies on
an ibac e ial, an i-in lamma o y and an ioxidan ac i i y o he bal emedies used in he
ea men o benign p os a ic hype plasia and p os a i is. J E hnopha macol.
2006;103(1):71-5.
The on EJ, Alb ech CF, K uge PB, Jenkins K, Vande me we MJ. Be a-Glucosidase
Ac i i y in Fe al Bo ine Se um Rende s he Plan Glucoside, Hypoxoside, Cy o oxic
owa d B16-F10-Bl-6 Mouse Melanoma-Cells. In Vi o Cell De Biol Anim. 1994
Feb;30A(2):115-9.
Van De Me we MJ, Jenkins K, The on E, Van De Wal BJ. In e ac ion o he di-ca echols
oope ol and no dihyd oguaia e ic acid wi h oxida i e sys ems in he human blood: A
s uc u e-ac i i y ela ionship. Biochem Pha macol. 1993;45(2):303-11.
Re e ências bibliog á icas
109
Van S aden J. Cons i uen s o Hypoxis oope i, a aluable medicinal plan in Sou h A ica.
Si os e ins and cy okinins in he co ms. D sch Apo h Z g. 1981;33:460-4.
Van Wyk B-E, Van Oud shoo n B, Ge icke N. Medicinal Plan s o Sou h A ica. B iza
Publica ions: P e o ia, Sou h A ica. 1997:156-7.
Van Wyk B-E, Van Oud shoo n B, Ge icke N. Medicinal Plan s o Sou h A ica, 2nd ed.
B iza Publica ions: P e o ia, Sou h A ica. 2002:156-7.
Vinesi P, Se a ini M, Nicole i M, Spano L, Be o P. Plan -Regene a ion and Hypoxoside
Con en in Hypoxis-Ob usa. J Na P od. 1990 Jan-Feb;53(1):196-9.
Wa JM, B eye -B andwijk MG. The Medicinal and Poisonous Plan s o Sou h and
Eas e n A ica. In: Li ings on E A S (Ed): Edinbu gh. 1962:41.
Wes a e J, Meije G. Plan s e ol-en iched ma ga ines and educ ion o plasma o al and
LDL-choles e ol concen a ions in no mocholes e olaemic and mildly
hype choles e olaemic subjec s. Eu J Clin Nu . 1998;52:334-43.
WHO. WHO T adi ional Medicine S a egy 2002-2005. WHO/EDM/TRM/. 2002;Gene a.
Zibula SMX, Ojewole JAO. Hypoglycaemic e ec o Hypoxis Heme ocallidea co m
me hanolic ex ac in a s. Med J Islamic Acad Sci. 2000;13:75-8.
Ou as e e ências:
La es Unido de elopmen s in he implemen a ion o in eg al indus ial u iliza ion o
ma e ial plan esou ces. UNIDO. 2005. Disponí el em
h p://www.ics. ies e.i /media/135885/d 3540.pd . [acedido em 2008]