scieee Science in your language
[po] (orig)

Relatório de Estágio Profissional - "A caminho da concretização de um sonho"

Read accessible full text

Relatório de Estágio Profissional - "A caminho da concretização de um sonho"

Author: Luís Pedro Carvalho Limas
Year: 2015
DOI: 10.34626/bnq1-h592
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/80110/2/36346.pdf
Faculdade de Despo o
Uni e sidade do Po o
A caminho da conc e ização
de um sonho
Rela ó io de Es ágio P o issional
O ien ado a: P o esso a Dou o a Paula Ma ia Fazendei o Ba is a
Luís Ped o Ca alho Limas
Po o, Se emb o de 2015
Rela ó io de Es ágio P o issional
ap esen ado com is a à ob enção do
2º ciclo de Es udos conducen e ao
g au de Mes e em Ensino de
Educação Física nos Ensinos Básico e
Secundá io (Dec e o-lei nº 74/2006 de
24 de Ma ço e o Dec e o-lei nº43/2007
de 22 de Fe e ei o).
ii
Ficha de Ca alogação
Limas, L. (2015). A caminho de um sonho – Rela ó io de Es ágio P o issional.
Po o: L. Limas. Rela ó io de Es ágio P o issional pa a a ob enção do g au de
Mes e em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io,
ap esen ado à Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o.
PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO PROFISSIONAL, EDUCAÇÃO FÍSICA,
PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM, TREINO FUNCIONAL
iii
DEDICATÓRIA
Aos meus pais, pelo apoio incondicional que semp e me de am em odos os
momen os da minha ida. Sem ocês nada se ia possí el.
i
AGRADECIMENTOS
Aos meus Pais, as duas pessoas mais impo an es da minha ida, azão da
minha exis ência, pela o ma como me c ia am, pela educação que me
ansmi i am, eple a de alo es, que ize am de mim o homem que sou hoje.
À minha I mã, po odo o apoio, pela amizade e pela incansá el
disponibilidade.
Ao meu I mão, que apesa de já não es a p esen e “en e nós”, es a á
ce amen e o gulhoso de mim es eja onde es i e , pois semp e me incen i ou a
segui odos os meus sonhos.
À Tânia, po me ajuda a nunca desis i des e sonho. Po es a semp e
p esen e em odos os momen os des a caminhada e po se a pessoa que me
comple a.
À minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Paula Ba is a, po odo o
acompanhamen o e disponibilidade que e e desde o início des e p ocesso.
Se iu semp e de supo e pa a odo o abalho desen ol ido.
À minha coope an e, Mes e Te esa Leand o, pela dedicação, amizade,
p o issionalismo e disponibilidade o al. Pela pa ilha de conhecimen os e
conselhos que con ibuí am pa a o meu en iquecimen o pessoal e p o issional.
Aos meus alunos, pela colabo ação, ca inho, coope ação e espei o.
Conquis a am um luga mui o especial no meu co ação e jamais se ão
esquecidos.
Aos meus companhei os de es ágio, Ped o e Rica do, po oda a amizade e
en eajuda que demons a am ao longo de odo o ano le i o. Con osco ap endi
e c esci como pessoa e p o issional.

i
Ao Rena o, pelo companhei ismo e amizade demons ada ao longo des a
e apa.
A odos os meus e dadei os amigos, que es i e am p esen es nos
momen os cha e.
ii
ÍNDICE GERAL
DEDICATÓRIA ................................................................................................. iii
AGRADECIMENTOS .........................................................................................
ÍNDICE GERAL ................................................................................................ ii
ÍNDICE DE QUADROS ..................................................................................... ix
ÍNDICE DE FIGURAS ..................................................................................... xiii
ÍNDICE DE ANEXOS ....................................................................................... x
RESUMO........................................................................................................ x ii
ABSTRACT ..................................................................................................... xix
1. In odução .................................................................................................. 2
2. ENQUADRAMENTO BIOGRÁFICO ........................................................... 5
2.1 Re lexão Au obiog á ica .................................................................................................. 7
2.2. Expe a i as Iniciais ......................................................................................................... 9
3. ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PROFISSIONAL .............................. 13
3.1 A Escola ......................................................................................................................... 15
3.2 O G upo de Educação Física .......................................................................................... 17
3.3 O Núcleo de Es ágio ................................................................................................ 18
3.4 A Minha Tu ma .............................................................................................................. 19
4. REALIZAÇÃO DA PRÁTICA PROFISSIONAL ........................................ 23
4.1 O ganização e Ges ão do Ensino e da Ap endizagem ................................................... 25
4.1.1 A Conceção ............................................................................................................. 26
4.1.2 O Planeamen o ....................................................................................................... 28
4.1.2.1 Plano Anual ..................................................................................................... 29
4.1.2.2 Unidade Didá ica ............................................................................................. 30
4.1.2.3 Plano de Aula ................................................................................................... 34
4.1.3 A Realização ....................................................................................................... 35
4.1.3.1 1ºPe iodo ........................................................................................................ 35
4.1.3.2 2º Pe íodo ....................................................................................................... 37
4.1.3.3 3º Pe íodo ....................................................................................................... 39
4.1.4 A A aliação do Ensino ............................................................................................ 42
4.3 A Tu ma Pa ilhada .................................................................................................... 52
iii
4.4 A Expe iência Inespe ada - 1º Ciclo ........................................................................... 54
4.5 O T eino Funcional nas aulas de Educação Física.......................................................... 57
4.5.2 In odução .............................................................................................................. 58
4.5.3 Me odologia ........................................................................................................... 60
4.5.3.1 Pa icipan es .................................................................................................... 60
4.5.3.2 Ins umen os ................................................................................................... 60
4.5.3.3 P ocedimen os de Análise ............................................................................... 64
4.5.4 Ap esen ação dos esul ados ................................................................................. 64
4.5.4.1 Mo i ação dos Alunos pa a o T eino Funcional .............................................. 64
4.5.4.2 Pad ão de Execução Mo o a ........................................................................... 70
4.5.4.3 Dados An opomé icos .................................................................................. 73
4.5.5 Discussão ................................................................................................................ 75
4.5.6 Conclusão ............................................................................................................... 76
4.5.7 P opos as pa a u u os es udos ............................................................................. 77
5. Pa icipação na Escola e Relação com a Comunidade ........................ 79
5. Pa icipação na Escola e Relação com a Comunidade .................................................... 81
5.1 A i idades ealizadas ................................................................................................. 82
5.1.1 Happy Day .......................................................................................................... 83
5.1.2 MEXE-TE ............................................................................................................. 85
5.1.3 Visi a de Es udo – Con en o de Ma a ............................................................... 86
5.1.4 Sa au ................................................................................................................... 87
5.2 Despo o escola ....................................................................................................... 88
6. CONCLUSÃO ............................................................................................ 91
6. Conclusão ............................................................................................................................ 93
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAs .......................................................... 95
8. ANEXOS .................................................................................................. 101
ix
ÍNDICE DE QUADROS
Quad o 1 - Dis ibuição de modalidades po Pe íodos e núme o de aulas
p e is as e lecionadas ...................................................................................... 29
Quad o 2 - Ci cui o de eino uncional ............................................................ 60
Quad o 3 – Pad ão de execução mo o a na 1ª aula e na úl ima dos exe cícios
do ci cui o de T eino Funcional ........................................................................ 70
Quad o 4 - Dados An opomé icos - Al u a..................................................... 73
Quad o 5 - Dados An opomé icos - Peso ...................................................... 73
Quad o 6 - Dados An opomé icos - IMC ....................................................... 74
Quad o 7 - Dados An opomé icos po sexo – 1º Regis o .............................. 74
Quad o 8 - Dados An opomé icos po sexo – 2º Regis o .............................. 75
x i

x ii
RESUMO
Es e documen o oi elabo ado no âmbi o do segundo ciclo de es udos
conducen e ao g au de Mes e em Ensino de Educação Física nos Ensinos
Básico e Secundá io, da Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o. O
Es ágio P o issional deco eu numa escola do g ande Po o, num Núcleo de
Es ágio cons i uído po ês es udan es-es agiá ios, a p o esso a coope an e da
escola e a p o esso a o ien ado a da aculdade. A elabo ação des e documen o
isa ap esen a uma análise e lexi a das expe iências i idas em con ex o de
Es ágio P o issional. Face a es e p opósi o, odas as expe iências e
ap endizagens documen adas nes e ano le i o es ão espelhadas nes as
páginas. O p imei o capí ulo engloba a in odução do Rela ó io de Es ágio. O
segundo capí ulo é dedicado ao enquad amen o biog á ico, que espelha o
aje o pessoal a ní el despo i o, p o issional e as expe a i as e e en es ao
Es ágio P o issional. O e cei o capí ulo, epo a-se ao enquad amen o da
p á ica p o issional, ca ac e izando a escola, o meio en ol en e, o Núcleo de
Es ágio e a u ma que lecionei du an e odo o ano le i o. O qua o capí ulo,
con ém a análise do abalho desen ol ido, endo como base as e lexões
ealizadas ao longo des e p ocesso e olu i o. A ên ase é dada aos momen os
mais signi ica i os i enciados. Nes e capí ulo é ambém ap esen ado o
abalho de in es igação “O eino uncional nas aulas de Educação Física”. O
quin o capí ulo, “Pa icipação na Escola e Relação com a Comunidade”,
espelha as i ências pa a além do empo de aula, colocando em ele o a
pa icipação nas a i idades e as elações es abelecidas com a comunidade
escola . O sex o e úl imo capí ulo, é ese ado à conclusão des a longa
caminhada, endo po base as expec a i as iniciais e os momen os i idos ao
longo do Es ágio P o issional.
PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO PROFISSIONAL, EDUCAÇÃO FÍSICA,
PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM, TREINO FUNCIONAL
x iii
xix
ABSTRACT
The p esen epo was ca ied ou wi hin he second cycle s udies leading
owa ds he Mas e ’s Deg ee in Physical Educa ion Teaching o Elemen a y
and High School, o Facul y o Spo , Uni e si y o Po o. The p ac icum ook
place in a school loca ed in Po o zone, wi hin a g oup composed by h ee
in e ns, a coope a i e eache om he school and a supe iso om he
Facul y. The pu pose o his documen is o p esen a e lec i e analysis on he
e en s which occu ed du ing he a o emen ioned p ac icum. Rega ding his
pu pose, all he expe iences and lea ning’s acqui ed du ing his school yea a e
displayed h oughou his epo . The i s chap e conce ns he in oduc ion o
he p ac icum epo . As o he second chap e , i explo es he biog aphical
con ex which in luences he indi idual expe ience wi h spo s, he ca ee goals
and expec a ions owa ds he p ac icum i sel . The hi d chap e co e s he
p o essional backg ound, desc ibing he mos impo an ea u es o he school,
he su oundings, he p ac icum g oup and he class I augh . The ou h chap e
con ains he analysis o he de eloped wo k, based on he e lec ions made
along he whole p ocess, highligh ing he mos ema kable miles ones. In his
chap e , i is also p esen ed he s udy on “Func ional T aining on he Physical
Educa ion class”. The i h chap e , “Pa icipa ion in School and Rela ionship
wi h he Communi y” acknowledges he a e class expe iences, emphasizing
he pa icipa ion on he ac i i ies and he ela ionship es ablished wi h he
school communi y. The six h and inal chap e con ains he conclusion o his
jou ney based on he ini ial expec a ions and he di e en expe iences ha
occu ed h oughou i .
KEY-WORDS: PRACTICUM, PHYSICAL EDUCATION, TEACHING-
LEARNING PROCESS, FUNCTIONAL TRAINING
1. INTRODUÇÃO

3
1. INTRODUÇÃO
O p esen e ela ó io de es ágio oi elabo ado no âmbi o do Es ágio
P o issional, pa e in eg an e do 2º ciclo de es udos em Ensino da Educação
Física nos Ensinos Básico e Secundá io da Faculdade de Despo o da
Uni e sidade do Po o (FADEUP). A conceção e elabo ação des e documen o
é uma a e a ex emamen e exigen e e di ícil de ealiza .
Segundo Fo mosinho (2001), o Es ágio P o issional é a componen e
cu icula da o mação p o issional de p o esso es que obje i a in oduzi os
es udan es no mundo do ensino e desen ol e compe ências p á icas ine en es
a um desempenho docen e esponsá el e adequado à si uação. Como al, o
Es ágio P o issional assume-se como um pe cu so echeado de ca ac e ís icas
p óp ias, co espondendo, à úl ima ase da o mação académica que p epa a o
es udan e es agiá io pa a a ealidade u u a. P opo ciona momen os pa a a
aplicação de uma sé ie de compo amen os e conhecimen os sob e o ensino,
desen ol endo, assim, compe ências e um espí i o c í ico no que conce ne à
a i idade p o issional. Pois, al como es á plasmado nas no mas O ien ado as
do Es ágio P o issional da FADEUP “O Es ágio P o issional isa a in eg ação
no exe cício da ida p o issional de o ma p og essi a e o ien ada, a a és da
p á ica de ensino supe isionada em con ex o eal, desen ol endo as
compe ências p o issionais que p omo am nos u u os docen es um
desempenho c í ico e e lexi o, capaz de esponde aos desa ios e exigências
da p o issão.”1 (p.2).
O Es ágio o na-se uma e apa ainda mais ma can e, pois é o p imei o
con ac o eal com a a i idade p o issional no papel de p o esso e,
simul aneamen e, de aluno. É ambém um momen o em que o es udan e
es agiá io p ocu a anspo pa a a p á ica as compe ências adqui idas ao longo
da sua o mação inicial.
De o ma a e a a a minha i ência em con ex o de Es ágio
P o issional, e endo em conside ação as suas ca a e ís icas, o documen o,
¹ No mas O ien ado as do Es ágio P o issional do ciclo de es udos conducen e ao g au de
Mes e em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io. Em igo no ano
le i o 2014/2015. Po o: FADEUP. Ma os, Z .
4
além da in odução (p imei o capí ulo) es á o ganizado em mais qua o g andes
capí ulos.
O segundo capí ulo epo a-se ao enquad amen o biog á ico, onde é
e a ado o pe cu so pessoal, despo i o, p o issional, bem como uma b e e
e e ência às expec a i as iniciais e e en es ao Es ágio P o issional. No
e cei o capí ulo ca ac e izo a Escola, o G upo de Educação Física, o Núcleo
de Es ágio e a u ma que acompanhei ao longo do ano le i o. O qua o capí ulo
é ese ado à “Realização da P á ica P o issional”. Es e capí ulo es á
subdi idido em qua o subcapí ulos: 1- “O ganização e ges ão do ensino e da
ap endizagem”, 2- “Tu ma pa ilhada”; 3- “ A Expe iência inespe ada – 1º Ciclo”
e 4 - ”O T eino Funcional nas aulas de Educação Física”. O quin o capí ulo
“Pa icipação na Escola e elação com a Comunidade”, inco po a as a i idades
em que pa icipei e que ealizei ao longo do ano le i o.
Po úl imo, é ap esen ada uma e lexão inal - conclusão do ela ó io de
es ágio, elabo ada com base em odo o abalho desen ol ido e odas as
expe iências i enciadas ao longo do ano le i o.
A ealização des e ela ó io de es ágio o nou-se num e dadei o
desa io, is o que uma das minhas maio es di iculdades ao longo do ano
cen ou-se na ealização das e lexões indi iduais esc i as, nas quais p ocu a a
e a a as di e en es expe iências i idas, designadamen e os p oblemas
de e ados e es a égias u ilizadas pa a os supe a .
5
2. ENQUADRAMENTO BIOGRÁFICO
12

13
3. ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PROFISSIONAL
14
15
3.1 A Escola
A Escola onde ealizei o Es ágio P o issional oi c iada em 1956 pelo
Dec e o nº40 725 do Minis é io da Educação Nacional (Di eção Ge al do
Ensino Técnico P o issional), como escola écnica p o issional, designada de
Escola Indus ial e Come cial. En ou em uncionamen o em Janei o de 1957
com ap oximadamen e 150 alunos e 17 p o esso es, numa casa alugada no
Ga e o das Ruas 21 e 33. O seu plano de es udos e e en e ao Ciclo
P epa a ó io engloba a:
- Fo mação Ge al de Comé cio;
- Fo mação do Se alhei o;
- Cu sos complemen a es de ap endizagem: Ca pin ei o – Ma cenei o.
No início de 1966 inicia am-se as ob as pa a um no o edi ício, si uado a
nascen e e sul da cidade de Espinho, com uma á ea de 21 500m2. O edi ício
inha 40 salas de aula e capacidade pa a ce ca de 1200 alunos dis ibuídos po
um núme o máximo de 49 u mas em ho á io diu no. O cus o da ob a ele ou-se
a 14 500 escudos, e as no as ins alações o mam inaugu adas em 19/06/1968.
Nessa da a, já com 1440 alunos, e am minis ados os cu sos de Fo mação
Ge al do Comé cio, Fo mação do Se alhei o, Fo mação Feminina e Fo mação
de Mon ado Ele icis a. Em egime de ape eiçoamen o, unciona am os
cu sos no u nos de Ge al de Comé cio, o de Se alhei o e de Mon ado
Ele icis a.
A 21 de No emb o de 1979, po publicação no Diá io da Republica, a
escola passou a denomina -se Escola Secundá ia. A designação a ual da a de
Ab il de 1987, al u a em que ado ou, como pa ono o D . Manuel Gomes de
Almeida.
De início ocacionada pa a o ensino écnico, a Escola acompanhou as
sucessi as e o mas do sis ema educa i o, o e ecendo hoje, aos alunos, uma
a iada gama de opções que se enquad am nos cu sos p edominan emen e
o ien ados pa a o p osseguimen o de es udos e pa a a Vida A i a.
De aco do com os dados pa en es no P oje o Educa i o do
Ag upamen o, no início do p esen e ano le i o, a população discen e da Escola
16
e a de ap oximadamen e 1400 alunos, sendo o iunda de di e sas eguesias e
de concelhos izinhos. No que conce ne ao núme o de docen es, o
Ag upamen o con abiliza 260 P o esso es. Rela i amen e ao pessoal não
docen e são con abilizados 41 uncioná ios, sendo es e núme o e e en e à
Escola Secundá ia onde nos encon amos.
A Escola oi ecen emen e emodelada pelo p oje o “Pa que Escola ”.
Es e p oje o de in e enção seguiu as no mas de de inidas pelo P og ama de
Mode nização das Escolas do Ensino Secundá io, bem como as exigências do
p oje o educa i o da escola. Es a emodelação o e ece boas condições pa a a
lecionação da Educação Física, con udo, e idenciou algumas anomalias em
si uações pon uais. O espaço ese ado pa a as aulas de Educação Física é
compos o po um pa ilhão, um ginásio, um campo de oleibol ex e io e dois
campos ex e io es de u ebol e de andebol e ou o de basque ebol. Além
des es campos disponí eis pa a a p á ica das á ias modalidades, a escola
dispõe de uma sala de condição ísica o e ecendo di e en es equipamen os
pa a o abalho de o ça.
Aliado a udo is o exis em balneá ios pa a 4 u mas em simul âneo.
Es as condições são impo an es na medida em que pe mi em uma ápida
oca de oupa aos alunos, e des a o ma, o planeamen o do p o esso pode se
ealizado endo isso em a enção, pois sabe de an emão que os alunos não êm
necessidade de chega em a asados.
No que conce ne às condições disponí eis pa a a p á ica, o pa ilhão, ao
longo do ano e e alguns p oblemas de in il ações de água deixando o piso
húmido em algumas zonas do campo. Rela i amen e aos espaços ex e io es, o
piso do espaço 2 ambém so e de algumas impe eições aglome ando
algumas poças de água nos dias em que cho e com equência.
Rela i amen e ao ma e ial disponí el, es e pe mi e abo da as seguin es
modalidades: basque ebol, u ebol, oleibol, andebol, a le ismo, ginás ica,
co ebol, pa inagem, énis, judo, badmin on, a i idades de a li e e de
o ien ação. Impo a ainda e e i que a escola em uma pa ce ia com a Piscina
Municipal de Espinho, possibili ando, des e modo, a lecionação da na ação no
con ex o das aulas de Educação Física e ambém do Despo o Escola .
17
Ao longo do ano le i o oi isí el a esponsabilidade que odos os
P o esso es êm na p ese ação do ma e ial disponí el, ansmi indo aos
alunos a impo ância de man e o ma e ial em ó ima condição.
Desde 2012 que a Escola é a escola sede do Ag upamen o. Des e
ambém azem pa e uma Escola EB 2/3 e se e EB1’s.
3.2 O G upo de Educação Física
Desde o início do ano le i o que o G upo de Educação Física ez com
que os es udan es-es agiá ios se sen issem pa e in eg an e do co po docen e.
Es e g upo e a cons i uído po 11 P o esso es, que mos a am, em odos os
momen os, o al disponibilidade pa a colabo a em udo o que osse
necessá io. Es a simpa ia ez-me ac edi a que não e a is o apenas como
“mais um es agiá io”.
A minha elação com o g upo oi bas an e posi i a, não hou e quaisque
desen endimen os en e nós e semp e que oi p eciso ajudei no que me oi
solici ado. Coope ei com os p o esso es e pa icipei nas di e sas a i idades
dinamizadas pelos mesmos (Co a-Ma o, Mexe- e e Sa au). Segundo Nó oa
(1992), o diálogo en e p o esso es é undamen al pa a consolida sabe es
eme gen es da p á ica p o issional. A dinâmica c iada pelo G upo e elou-se
de e minan e ao longo de odo o ano, inclusi amen e a pa ilha de ideias e de
conhecimen os o nou-se num hábi o saudá el. O espí i o de g upo e a
coope ação po pa e de odos os in e enien es em odas as a i idades
ealizadas oi algo que consegui abso e pa a o meu u u o p o issional.
A P o esso a Coope an e oi a p incipal esponsá el pela minha inclusão
e ápida in eg ação na Escola. Ap esen ou-me a odos os p o esso es e
uncioná ios, azendo-me sen i pa e in eg an e da escola desde o início do
ano le i o.

18
3.3 O Núcleo de Es ágio
O núcleo de es ágio, cons i uído pelos es udan es-es agiá ios, p o esso
coope an e e o ien ado da aculdade, de em segundo Ba is a e Quei ós
(2013), unciona como comunidades p á icas, le ando os es agiá ios a ge a
no o conhecimen o e no as compe ências.
De ac o, a minha opinião sob e es e g upo, não podia se melho . Eu e
os meus colegas de es ágio o mamos ealmen e um e dadei o g upo. Todos
abalhamos a incadamen e pa a alcança os obje i os delineados, endo
ha ido um es o ço eno me pa a aze o que oi solici ado. Fomos dedicados,
empenhados e penso que isso anspa eceu pa a quem nos odeou.
T abalhamos ao longo de odo o ano em conjun o e de uma o ma coesa.
O ac o de se mos os ês de á eas dis in as pe mi iu uma pa ilha de
ideias ao longo do ano le i o, median e os acon ecimen os que omos
i enciando. O Ped o com a sua expe iência no eino de Andebol o nou-se
undamen al pa a o planeamen o das aulas e na análise de con eúdos da
modalidade, bem como no desen ol imen o do T eino Funcional. Já o Rica do,
ligado á á ea da Dança e com alguns conhecimen os p o undos da Ginás ica,
ajudou na delineação de es a égias de ensino.
Desde cedo soube da impo ância que o núcleo de es ágio e ia, pois
se ia com es as pessoas que i ia abalha e con i e du an e odo o ano le i o.
O bom ambien e e a coope ação en e odos os elemen os oi undamen al
pa a o sucesso do g upo e pa a o sucesso indi idual. Nes e momen o, chegado
o im, sin o que as elações de amizade en e nós o am o i icadas. Ao longo
do pe cu so semp e me sen i apoiado pelos companhei os des a longa iagem,
o nando, bem complexo e exigen e, num p ocesso mais ácil.
19
3.4 A Minha Tu ma
A u ma que acompanhei du an e es e ano de Es ágio P o issional e a
o mada po um g upo de alunos que não se conhecia dos anos an e io es. E a
uma u ma maio i a iamen e compos a po alunos indos de ou as ins i uições,
algumas delas não pe encen es ao concelho de Espinho.
“Desde cedo pe cebi que a maio pa e dos alunos da u ma não se conhecia.
De ac o a maio ia deles e am o iundos de escolas di e en es”
(Re lexão aula nº1- 16/9/2014)
A u ma, inicialmen e e a compos a po 24 alunos, 12 apazes e 12
apa igas. Po ém, no início do segundo pe íodo dois alunos o am ans e idos
pa a ou as u mas e o am in eg ados qua o no os alunos, odos eles
apazes, aumen ando assim o núme o de alunos pa a 26.
Segundo os dados ecolhidos no início do ano le i o, a a és das ichas
de aluno, apenas 7 alunos esidiam na cidade de Espinho. Os es an es alunos
habi a am em Sil alde, Pa amos, Esmo iz, Co egaça, G ijó, An a, S. Paio de
Olei os e A goncilhe.
A axa de ep o ação da u ma si ua a-se em 22%, ou seja, cinco alunos
já inham ep o ado em anos an e io es. No que diz espei o à ambição
escola , apenas um aluno e elou não ambiciona p ossegui es udos no
ensino supe io . Rela i amen e à p e e ência disciplina , se e alunos
escolhe am a Educação Física como a sua disciplina p e e ida.
Ao ní el de doenças/ale gias, uma aluna so ia de epilepsia, algo que me
ez e um cuidado especial e pesquisa ace ca da doença. Dois alunos so iam
de escolioses e um de asma. Todas es as in o mações e ela am-se
undamen ais não só pa a um conhecimen o mais ap o undado dos alunos,
mas ambém pa a o p ocesso de planeamen o.
No início do ano os alunos o am subme idos à ealização dos es es de
i nessg am, endo como p incipal obje i o a a aliação da ap idão ísica em ês
e en es: a ap idão ae óbia e a ap idão muscula , em dois amos, o ça e
lexibilidade.
20
U ilizei 6 es es dis in os: A co ida Vai ém, pa a a alia ap idão ae óbia; o
es e das lexões de b aços, pa a es a a o ça supe io ; os abdominais, pa a
a alia a o ça abdominal; o sen a e alcança e ex ensão do onco, pa a a alia
a lexibilidade isquio ibial e do so-lomba .
Pa a comple a a a aliação inicial dos alunos ealizei igualmen e a co ida
de 40 me os pa a a aliação da elocidade e o sal o ho izon al pa a a alia a
impulsão ho izon al. Es es dois es es o am u ilizados median e os c i é ios
p opos os pelo G upo de Educação Física da Escola.
Pa a a alia a composição co po al calculei o IMC, a a és da elação do
peso pela al u a. Os esul ados o am exp essos e classi icados segundo uma
Zona Saudá el de Ap idão ísica (Boa ou Ó ima), ou Zona com Necessidade de
Inc emen o.
No que diz espei o à análise da composição co po al, a g ande maio ia
si ua a-se den o do limi e da Zona Saudá el (23), encon ando-se apenas um
aluno se encon a a numa zona com necessidade de inc emen o, nes e caso
com alo es baixos de IMC. Face a es e ac o, du an e o ano exe ci uma
igilância a es e aluno, com a enção edob ada aos seus compo amen os
alimen a es e ísicos.
No que diz espei o à esis ência ae óbia, no es e do ai ém, onze alunos
da u ma não cump i am os obje i os mínimos pa a se enquad a den o dos
alo es da Zona Saudá el de Ap idão Física. Apenas eze alunos consegui am
a ingi os ní eis de Ap idão Física saudá el. Des e modo, o abalho ae óbio oi
uma das e en es da condição ísica com maio en oque du an e odo o ano
le i o, no sen ido de p omo e uma maio adap ação ca dio espi a ó ia.
No que conce ne à o ça da ap idão muscula o am ealizados dois es es
com esul ados simila es. Em elação ao es e dos abdominais, apenas dois
alunos não consegui am a ingi os ní eis p e endidos. No que diz espei o ao
es e de ex ensão de b aços, o am cinco os alunos a não cump i com o
mínimo pa a se enquad a em na Zona Saudá el de Ap idão Física.
Rela i amen e à lexibilidade, os esul ados ob idos o am ancamen e
nega i os. Pa a a alia a lexibilidade u ilizei o es e do sen a e alcança e o
es e de ex ensão do onco. Em elação ao es e que a alia a lexibilidade
isquio ibial e i ica am-se mui os esul ados nega i os, apenas um aluno
conseguiu a ingi os ní eis mínimos de zona saudá el. Po ou o lado, no es e
21
de ex ensão do onco, o am dez os alunos que a ingi am o mínimo
p e endido. Es es esul ados não se e ela am nada animado es e e elam as
limi ações ísicas que os alunos hoje em dia êm, p incipalmen e ao ní el de
lexibilidade. A al a da p á ica egula de alongamen os pode á e uma elação
di e a com es es esul ados. Du an e o ano le i o decidi inco po a nas aulas a
ealização de alongamen os no inal da aula.
Quan o ao es e de elocidade, apenas ês alunos não se encon am
den o dos ní eis de zona saudá el, sendo es es ês alunos do sexo
masculino.
Pa a a alia o ní el mo o ge al em di e sas modalidades ealizei uma
a aliação inicial concen ada nas modalidades de oleibol, u ebol, andebol,
basque ebol e ginás ica. Rela i amen e aos esul ados ap esen ados pela
u ma nas á ias modalidades, cons a ei que se a a a de uma u ma com
ní eis bas an es sa is a ó ios. Tal ez o ac o de mais de 60% da u ma p a ica
despo o ede ado em empos ex aescola es in luenciasse es e a o . En e as
modalidades mais p a icadas pelos alunos da u ma, des aca am-se o oleibol
e o u ebol, com cinco e seis p a ican es espe i amen e.
No que conce ne às a i udes a u ma semp e se ele ou bas an e
empenhada, esponsá el e cump ido a na ap endizagem das á ias
modalidades ensinadas e na ealização das a e as p opos as.
Rela i amen e ao compo amen o e o ma de es a nas aulas, oi uma
u ma ácil de lide a . Con udo, a in eg ação dos qua os no os alunos no início
do segundo pe íodo modi icou, numa ase inicial, a o ma de es a da u ma,
oco endo um aumen o de compo amen os des ian es e de desa enção.
Con udo, acabou po se algo que consegui con ola e ge i , não causando
in e e ência no p ocesso de ensino-ap endizagem da u ma.
28
Es as in o mações o am, sem dú ida, essenciais pa a supo a a base
de odo o planeamen o e adequa o p ocesso de ensino/ap endizagem o
melho possí el à ealidade com o qual eu me con on ei.
4.1.2 O Planeamen o
Segundo Ben o (2003), o obje i o p imo dial do planeamen o consis e na
o ganização, con olo e acionalização do p ocesso de ensino a a és da o ma
como o p ocesso de ap endizagem é o ien ado, da aquisição de
conhecimen os e habilidades, da o mação e desen ol imen o de capacidades,
assim sendo pa a se plani ica , de e-se e em conside ação as inalidades,
obje i os e con eúdos dos p og amas cu icula es de Educação Física.
O planeamen o é, po an o, na minha opinião, ma e ializado num
documen o que auxilia o p o esso na ealização da sua a e a que, apesa de
con e as linhas o ien ado as que es e achou mais pe inen es no momen o da
sua ealização, não passa de um plano.
Um dos ins umen os iniciais que se e elou essencial pa a o
conhecimen o dos meus alunos, cen o de odo o meu abalho, oi o
ques ioná io de ca a e ização da u ma. Es e ins umen o pe mi iu-me si ua a
u ma em e mos sociais, cul u ais e despo i os. Foi sem dú ida um auxilia
essencial ao planeamen o de ensino ajus ado à ealidade da u ma.
A minha ação di idiu-se em ês dis in os ní eis de planeamen o:
planeamen o anual, planeamen o da unidade didá ica e planeamen o da aula.
Pos o is o, a cons ução do Modelo de Es u u a e Conhecimen o (MEC) de
Vicke s (1990), acompanhou-me ao longo de oda a caminhada. A sua
elabo ação e elou-se de e minan e em odo o p ocesso, pois e le e udo
aquilo que oi ealizado pa a de e minada modalidade. A sua cons ução oi
mui o bené ica, uma ez que ao longo da sua es u u ação pude aumen a o
meu conhecimen o em odas as modalidades. A sua es u u a di ide-se em ês
ases: ase da análise (módulos 1,2 e 3), ase da decisão (módulos 4,5,6 e 7) e
a ase da aplicação (módulo 8).

29
4.1.2.1 Plano Anual
Segundo Ben o (2003), o planeamen o anual é um plano de pe spe i a
global que p ocu a si ua e conc e iza o p og ama de ensino no local e nas
pessoas en ol idas.
A escolha das modalidades lecionadas oi seguida median e as linhas
o ien ado as do P og ama Nacional de Educação Física pa a o 10ºano. Assim
sendo as modalidades abo dadas o am: Ginás ica de Solo e de Apa elhos,
Basque ebol, Fu ebol, Na ação, Voleibol, A le ismo, Badmin on, Dança e
Andebol. As modalidades dis ibuí am-se ao longo do ano con o me ilus a o
Quad o 1.
Quad o 1 - Dis ibuição de modalidades po Pe íodos e núme o de aulas p e is as e lecionadas
Pe íodo
Modalidades
Nº de aulas
p e is as
Nº de aulas
lecionadas
1º Pe íodo
Ginás ica de Solo e Apa elhos
12
11
Basque ebol
6
6
Fu ebol
5
5
2º Pe íodo
Voleibol
5
5
Na ação
10
10
A le ismo
6
6
3º Pe íodo
Badmin on
6
5
Dança
6
4
Andebol
8
8
A dis ibuição das modalidades pelos ês Pe íodos oi ealizada em
unção do oulemen ap esen ado no início do ano pelo G upo de Educação
Física. O ac o de o oulemen “ oda ” 6 ezes, pe mi iu a abo dagem de á ias
modalidades, endo cada modalidade o seu espaço de inido. Des a o ma, em
nenhum momen o necessi ei de adap a as aulas em i ude dos espaços, pois
a modalidade a abo da em unção do espaço es a a de inida.
Ao longo do ano le i o u ilizei o pa ilhão pa a a lecionação das
modalidades de Voleibol e Badmin on. No ginásio lecionei Ginás ica e Dança.
30
No campo ex e io lecionei Fu ebol e o Andebol e no campo ex e io 2
Basque ebol e A le ismo.
Ao longo do ano, i e a an agem do oulemen pe mi i a pe manência
nos mesmos espaços du an e pelo menos meio pe íodo. A lecionação das
modalidades oi, ao longo do ano, ealizada de o ma al e nada, à e ça- ei a
leciona a uma modalidade e à quin a- ei a ou a dis in a.
Na p imei a me ade do p imei o pe íodo, i e à minha disposição o
campo ex e io de basque ebol e o ginásio, as modalidades abo dadas o am o
Basque ebol e a Ginás ica. Na segunda me ade do mesmo pe íodo a
lecionação da Ginás ica man e e-se em i ude do espaço se man e e abo dei
a modalidade de Fu ebol no campo ex e io g ande.
Na p imei a me ade do segundo Pe íodo as modalidades abo dadas
o am o Voleibol no Pa ilhão e a Na ação na Piscina Municipal. Na segunda
me ade do pe íodo a Na ação man e e-se, jun ando-se o A le ismo.
No que diz espei o ao e cei o Pe íodo, as modalidades abo dadas na
p imei a me ade o am o Badmin on e a Dança, no pa ilhão e no ginásio
espe i amen e, sendo a segunda me ade ese ada pa a a lecionação do
Andebol no campo ex e io .
4.1.2.2 Unidade Didá ica
Ao longo do ano, o meu núcleo de es ágio, op ou po ealiza o
planeamen o das Unidades Didá icas comuns às ês u mas. Con udo, alguns
dos módulos e am dis in os consoan e as especi icidades de cada u ma. Os
ní eis dis in os das u mas nas di e en es modalidades abo dadas, exigiu, po
ezes, ex ensões de con eúdos dis in as.
Com a ealização dos MEC comecei a ape cebe -me da impo ância do
planeamen o pa a cada uma das modalidades. Cada modalidade em a sua
especi icidade e embo a algumas possam se ans e sais, nem semp e as
es a égias de ensino-ap endizagem são iguais.
A ealização do módulo 4 oi aquele que mais me ca i ou du an e odo o
ano no planeamen o das á ias modalidades, assumindo-se como o módulo
31
mais impo an e do planeamen o, na medida em que ga an ia a sequência
lógica-especí ica e me odológica da ma é ia e o ganiza a as a i idades do
p o esso e dos alunos po meio de egulação e o ien ação da ação pedagógica
“ende eçando às di e en es aulas um con ibu o isí el e sensí el pa a o
desen ol imen o dos alunos” (Ben o, 2003, p. 60). O pode de planea aquilo
que emos de abo da semp e c iou em mim uma mo i ação ex a. Nem
semp e oi ácil ge i e concilia a abo dagem de an os con eúdos, con udo e
o pode de decidi o que abo da e quando abo da uncionou como um
es ímulo ex a. A ealização das unidades didá icas (UD), i e am como pon o
de pa ida essencialmen e, o ní el de desempenho dos alunos nas a aliações
iniciais. A p es ação des es oi a azão de escolha dos di e sos con eúdos a
leciona em cada modalidade, endo semp e em con a o p ognós ico dos
obje i os que conside a a que os alunos consegui iam a ingi no inal da
unidade didá ica. As UD, algumas ezes, o am sujei as a al e ações ou a
pequenos ajus es em unção da espos a dos alunos. A elabo ação des e ní el
do planeamen o oi exigen e mas mui o en iquecedo , melho ando as minhas
compe ências de obse ação e decisão ace ca do que e a melho pa a os
alunos.
Coloca em p á ica aquilo que inha planeado inicialmen e nem semp e
oi uma a e a ácil, mui o pelo con á io. Em ce as modalidades, como po
exemplo Voleibol, a u ma e e uma p og essão mais ápida do que a
espe ada, con udo, nou as oco eu o opos o, como oi o caso da Na ação.
Com o empo ui-me adap ando a es as al e ações, p ocu ando em odos os
momen os p i ilegia o p ocesso de ap endizagem dos meus alunos.
Na modalidade de Voleibol a maio ia dos alunos co espondeu de o ma
mui o posi i a aos obje i os inicialmen e p opos os, sendo “ob igado” a c ia
no os desa ios aos alunos, an ecipando, assim, a abo dagem de alguns
con eúdos.
“Os alunos de ní el 2 e 3 êm indo a e ela uma g ande e olução no
jogo 2x2, po an o, já na p óxima aula i ei abo da o jogo 3x3”
(Re lexão da aula nº34 – 29/01/2015 - Voleibol)
32
Na unidade didá ica de Na ação necessi ei de con a ia es a es a égia,
ou seja, a abo dagem de alguns con eúdos necessi a am de um maio núme o
de aulas do que inicialmen e p e i.
“Vis o os alunos de ní el 3 ainda não e em conseguido consolida os
es ilos de cos as e b uços, na p óxima aula i ei man e a abo dagem dos
mesmos.”
(Re lexão da aula nº40 - 24/02/2015 - Na ação)
“Não consegui abo da o es ilo de ma iposa, pois os alunos de ní el 3
necessi a am de mais empo de exe ci ação no es ilo de b uços”
(Re lexão da aula nº44 – 10/03/2015 - Na ação)
Na Dança, ela i amen e ao que inicialmen e es a a p e is o, ambém
i e de e e ua alguns ajus es. A UD inicialmen e es a a p og amada pa a 6
aulas e em i ude de algumas a i idades ex as da u ma, oi eduzida pa a 4
aulas. Consequen emen e, alguns passos e e en es ao Cha-cha-cha não
o am lecionados.
Os eajus es, al e ações, azem pa e da p á ica docen e. Se no início do
ano me sen ia um pouco descon o á el a sal a e apas ou a man e os
mesmos con eúdos de uma aula pa a ou a, no inal do ano udo is o se o nou
na u al no dia-a-dia da minha p á ica.
Es as modi icações que o planeamen o oi sujei o ao longo do ano, são a
p o a de que um planeamen o não pode, em nenhum momen o, o na -se num
documen o in lexí el e inal e ado, mui o pelo con á io, é um guia undamen al
que de e se moldado às necessidades con ex uais. O p o esso de e se
capaz de ajus a a abo dagem dos con eúdos consoan e a e olução da u ma.
Po exemplo, na modalidade de Fu ebol, se a maio ia dos alunos ainda não
assimilou a abo dagem de uma si uação de 2x1+GR, a á sen ido na p óxima
aula abo da uma si uação mais complexa de 3x2+GR? Na minha opinião não,
se á, assim, necessá io encon a es a égias mais complexas pa a os alunos
mais e oluídos e con inua de o ma mais cuidada a abo dagem dos con eúdos
menos complexos com os alunos com mais di iculdades. Na minha ó ica es e é
o caminho que o ensino de e á segui , ou seja, ajus á el ao ní el dos alunos.
33
“Alguns alunos, em i ude de não e em uma p oximidade ão g ande
com a modalidade e idencia am di iculdades na ealização do exe cício
(3x2+GR). A al a de mobilidade e noções espaciais o na am o exe cício
pouco luido em alguns g upos de abalho”
(Re lexão aula nº24 – 4/12/2014 - Fu ebol)
Po ezes a dependência de segui o que es á no plano pode á o na o
ensino desajus ado e inadequado à espos a da u ma. Isso causa á
ce amen e desmo i ação nos alunos com menos compe ência. Que na minha
opinião são aqueles que de em se mais mo i ados pa a a p á ica. A es e
p opósi o, eco do-me de um pequeno diálogo que i e no início do ano com
uma aluna:
(...)
Eu: Po quê que ainda só pa icipas e em 2 jogadas, quando há colegas
eus que já ealiza am 7?
Aluna: Po que não gos o de basque ebol.
Eu: E isso é impedimen o pa a en a es ealiza mais ezes?
Aluna: Sim, não gos o de basque ebol e es e exe cício é mui o di ícil
pa a mim.
(...)
(7/10/2014)
Es e diálogo deci a bem aquilo que penso e onde que o chega . O
p o esso em de se capaz de pe cebe e al e a o seu planeamen o quando o
seu ensino não es á a da espos a às necessidades dos seus alunos. Tal
como e e e Ben o (2003), o planeamen o a es e ní el (UD) p ocu a ga an i ,
sob e udo, a sequência lógico-especí ica e me odológica da ma é ia, e
o ganiza as a i idades do p o esso e dos alunos po meio de egulação e
o ien ação da ação pedagógica, ende eçando às di e en es aulas um con ibu o
isí el e sensí el pa a o desen ol imen o dos alunos.

34
4.1.2.3 Plano de Aula
A elabo ação dos planos de aula no início do ano e a demo ada e po
ezes com si uações de ap endizagens desadequadas em unção daquilo que
e a p e endido. Es a o nou-se numa das g andes di iculdades com que me
depa ei nes e ano de es ágio.
A es u u a do Plano de Aula oi elabo ada pelo núcleo de es ágio, sendo
es a uma das p imei as a e as cole i a do ano le i o. Assim sendo, op amos
po inco po a no plano de aula as seguin es ca ego ias didá icas: Função
didá ica; obje i os da aula; obje i o compo amen al; Si uações de
Ap endizagem; Componen es C i icas e O ganização dos Alunos/P o esso
(Anexo 5). O excesso de in o mação no p eenchimen o das ca ego ias cen ais
do plano de aula o nou-se num obs áculo, que só com a ajuda da P o esso a
Coope an e, ao longo de á ias semanas, ui ul apassando. Po ezes,
coloca a componen es c í icas nos planos de aula que não conco iam pa a os
obje i os da aula, acabando po não as u iliza na p á ica.
Com e e e Ben o (1987), um p o esso pa a pode leciona uma boa
aula é undamen al que es e se p epa e de idamen e pa a ela. Não é uma
a e a ácil, aliás é mesmo uma a e a bas an e du a pois signi ica ce ca de uma
ho a de a enção concen ada e de es o ço in enso.
Segundo Ben o (2003), o ensino é c iado em dois momen os
di e enciados: p imei o na conceção e pos e io men e na ealidade, ou seja,
nem semp e aquilo que eu pensa a se o adequado pa a aos obje i os da aula
oco e ealmen e na p á ica. A ealidade associada ao imp e is o, aos
condicionalismos inespe ados, eque em uma ápida eação e adequação do
p o esso , is o é, capacidade de oma decisões que lhe pe mi am adequa o
p esen e ao que a ealidade eclama. No início do ano le i o inha di iculdade
em lida com alguns imp e is os, como po exemplo, ge i os alunos
dispensados em i ude da o ganização dos g upos de abalho que es a a
de idamen e planeado.
35
“Na pa e inicial da aula, a minha in e enção oi mais demo ada, is o
e que epensa nos g upos de abalho que já es a am pensados, em i ude
de 5 alunos e em solici ado a dispensa po a es ado médico.”
(Re lexão aula nº 7 – 7/10/2014 - Basque ebol)
Con udo, com o passa do empo, es e ipo de acon ecimen os acaba am
po se ul apassados de uma o ma na u al. Os ní eis de ansiedade que
e idencia a no início da aula pa a que o núme o de alunos es i esse de aco do
com aquilo que es a a planeado deixou de exis i , pois sabia an emão o que
aze se e en ualmen e algum aluno al asse ou solici asse dispensa da p á ica,
solucionando o p oblema. Ac edi o que es a melho ia ao ní el da ges ão de
imp e is os e e um g ande c escimen o com a ealização das e lexões
ealizadas após as aulas, pois conseguia pe cebe que ipo de
cons angimen os a al a de um ou de ou o aluno e e na aula e ez-me pensa
em soluções u u as.
4.1.3 A Realização
4.1.3.1 1ºPe íodo
No início do ano le i o sen ia-me eceoso pelo ac o de e de leciona
Ginás ica. Is o po es a modalidade usualmen e se des alo izada pela maio ia
dos alunos e ambém pelo ac o de não me sen i p epa ado pa a a leciona . Ao
longo do pe íodo e com a ajuda da P o esso a Coope an e ui eco endo a
algumas es a égias que, g adualmen e, me o na am mais segu o, passando a
enca a a modalidade com na u alidade. Mencione-se a í ulo de exemplo o
ecu so ao abalho po ci cui o na modalidade de Ginás ica de Solo e de
Apa elhos. Os alunos passa am po cada es ação e ealiza am as a e as
solici adas, com o auxílio de ca ões que con inham in o mação das a e as a
ealiza . Isso ob igou a uma maio esponsabilização dos alunos, algo que no
início do ano me deixa a algo e icen e, mas que com o passa do empo se oi
e idenciando como sendo a es a égia mais adequada.
36
“O abalho po ci cui o nes as aulas, pe mi e aos alunos es a mais
empo em a i idade. Inclusi e possibili a uma o ganização de aula ha moniosa,
com a ealização das di e sas si uações de ap endizagem luida sem
in e upções.
A colocação dos ca ões auxilia es com as pala as-cha e dos
exe cícios nas di e en es es ações pe mi e-me ci cula pelo espaço da aula
com maio libe dade.”
(Re lexão aula nº6 – 1/10/2014 - Ginás ica)
No que conce ne à lecionação do Basque ebol, as minhas di iculdades
iniciais p ende am-se com as p opos as das si uações de ap endizagem.
Apesa de e es ado pe an e uma u ma p edispos a pa a a modalidade, após
as aulas ica a semp e com a sensação de que pode ia e pensado “mais à
en e”.
“Du an e a aula de hoje sen i que ealmen e pode ia e sido mais
ambicioso no planeamen o da aula, pois a maio ia dos alunos já e idenciou e
assimilado o passe e ai em si uação 2x1.”
(Re lexão aula nº7 – 7/10/2014 – Basque ebol)
Nes a ase do Es ágio as e lexões ainda e am mui o ima u as e limi a a-
me a desc e e o que se inha passado na aula, não u iliza a as e lexões
como esolução de p oblemas e de aquisição de no as es a égias, algo que na
minha opinião acabou po e in luência di e a nes as di iculdades iniciais.
Rela i amen e à modalidade de Fu ebol, oi aquela em que sen i menos
di iculdades a leciona .
“Compa a i amen e às 2 modalidades lecionadas a é en ão, hoje sen i-
me na minha p aia. O ac o de es a pe ei amen e ambien ado à modalidade
aumen ou a minha con iança no comando da aula. Sen i-me segu o na
emissão de eedbacks e na o ganização da aula.”
(Re lexão aula nº18 – 13/11/2014 – Fu ebol)
Embo a, como já e e i an e io men e, ensina Fu ebol na escola é
di e en e de ensina no clube, o ac o de e um conhecimen o p o undo da
37
modalidade, pe mi iu-me eco e a algumas das es a égias u ilizadas no eino
pa a da espos a às necessidades pe cecionadas. O ac o de e um
conhecimen o mais p o undo dos con eúdos a leciona , pe mi iu-me es a mais
à on ade na aplicação de no as es a égias de ensino. Conseguia com maio
acilidade de e a as di iculdades que os alunos inham na ealização das
si uações de ap endizagem, encon ando mais acilmen e al e na i as pa a
melho a o p ocesso de ensino. Nes a modalidade consegui mo i a os alunos
menos capazes e esponsabiliza os alunos com maio p edisposição pa a
ajuda os colegas com mais acilidade.
4.1.3.2 2º Pe íodo
No segundo pe íodo, e e início a abo dagem da na ação. Es a
modalidade man e e-se du an e odo o pe íodo, icando es abelecido que à
e ça- ei a a aula deco e ia na piscina municipal. Em simul âneo com a
na ação, o oleibol oi abo dado na p imei a me ade do pe íodo (pa ilhão) e o
a le ismo na segunda me ade (campo ex e io de basque ebol).
No que conce ne à modalidade de na ação con esso que no início do
pe íodo i e algumas e icências ela i a à minha capacidade de leciona a
modalidade. Tal ez po se a a de uma modalidade em que o meu
conhecimen o e a pouco ap o undado e, simul aneamen e, uma modalidade
com a qual inha pouco con ac o. Con udo, es es eceios inicias o am-se
des anecendo com a ajuda da P o esso a Coope an e e dos meus colegas de
núcleo de es ágio. Fui ganhando con iança na minha in e enção, u o da
pa ilha de conhecimen os no núcleo de es ágio e do in es imen o no es udo
dos á ios es ilos abo dados. Não obs an e a melho ia, em e mos de
eedbacks enho consciência de que a qualidade pode ia e chegado a ou o
pa ama , con udo, compa ando com o meu ní el inicial, sin o-me sa is ei o e
com sen imen o de de e cump ido. A expe iência adqui ida no Despo o
Escola , desde o início do ano, o nou-se num elemen o de e minan e pa a a
minha adap ação a es a modalidade.
Rela i amen e à modalidade de oleibol, es a oi a modalidade em que
i e mais acilidade de leciona no 2º Pe íodo, is o se a a de um despo o
com o qual semp e i e uma p oximidade mui o g ande. A mo i ação da u ma
44
cada aluno pela ealização de uma p á ica de qualidade. Es a au oa aliação
apesa de se ealizada pelos alunos oi semp e a e ida po mim, e i ando
des a o ma a aliações desadequadas da pos u a e compo amen o do aluno
na aula.
Pa a a ealização de uma A aliação Fo ma i a de qualidade e ajus ada
ao desempenho eal de cada aluno, oi necessá io in es i empo no es udo de
algumas modalidades em que não me sen ia “ o almen e à on ade”. Os
exemplos mais e iden es, o am as modalidades de Na ação, A le ismo e
Dança. A lei u a de alguns li os de apoio e as con e sas com a P o esso a
Coope an e e com os meus colegas de Núcleo de Es ágio pe mi iu-me i
ape eiçoando a capacidade de obse ação e de in e enção nas ma é ias em
que não me sen ia o almen e con o á el. Com e ei o, al como a i mam Ribei o
e Ribei o (1990), a a aliação o ma i a, ealizada em odas as aulas, de e se
dominada pelos p o esso es, pois é es a que de e acompanha odo o
p ocesso ensino-ap endizagem.
No que diz espei o à A aliação Suma i a, u ilizei quase odos os
pa âme os u ilizados na A aliação Diagnós ica. Des a o ma, consegui
compa a os esul ados ob idos e pe cebe a e olução de cada aluno. A
impo ância que dei ao p ocesso e olu i o do aluno nas á ias modalidades
o nou-se p eponde an e na a ibuição das no as inais. De e e i que na
a aliação dos alunos que inham ní eis de desempenho supe io es, is o é, já
domina am as ma é ias de ensino o am a aliados de o ma mais acen uada
ao ní el dos concei os psicossociais. Ou seja, oi impo an e ao longo do ano
o e ece es ímulos di e en es aos alunos com ní eis de desempenho
supe io es, designadamen e ao ní el da esponsabilização de ajuda um colega
com ní el de desempenho in e io , a e olui na modalidade.
“An es do início da aula, i e a p eocupação de jun a o g upo de alunos
que é p a ican e da modalidade a ní el ede ado e desa iá-los a ajuda em os
seus g upos de abalho a e olui e a e um endimen o supe io ao longo da
aula. Nenhum dos alunos se opôs ao desa io e a é se mos a am mo i ados
com o ac o de e em opo unidade de comanda as suas equipas.”
(Re lexão aula nº18 – 13/11/2014 - Fu ebol)

45
“Nes a aula decidi coloca um desa io às alunas que p a icam oleibol
em clubes. Como já em sido habi ual nas aulas de Voleibol, no exe cício de
subi a mon anha, dis ibui os alunos pelos campos, en ando jun a um aluno
mais capaz e um menos capaz no p imei o jogo. Pos o is o, decidi al e a as
eg as, ou seja, o p imei o jogo oi de coope ação, o empo de jogo oi ala gado
de 2 pa a 5 minu os e os alunos com mais i ências na modalidade de e iam
in e i jun o dos colegas, de o ma a es es melho a em a sua écnica.”
(Re lexão aula nº34 – 29/01/2015 - Voleibol)
A A aliação Suma i a não se esume à a ibuição de uma classi icação
inal. De aco do com Ribei o (1993), a a aliação suma i a pe mi e ajuiza o
p og esso do aluno, após uma unidade de ap endizagens, pe mi indo,
simul aneamen e, “con e i ” os dados ecolhidos no p ocesso de a aliação
o ma i a (ainda que in o mal).
A a aliação do conhecimen o dos alunos nas di e sas modalidades oi
ealizada po ecu so a ques ões de aula e a ealização de es es esc i os, pa a
cada uma das modalidades abo dadas. Em e mos de es u u a os es es
con inham ques ões de e dadei o e also, de escolha múl ipla e de espos a
ápida. Pa a cada um dos es es esc i os oi ealizado um documen o de
supo e eó ico, pelo Núcleo de Es ágio, com o obje i o de o ien a o es udo
dos alunos.
4.1.4.1 O A o de Classi ica
Con esso que no inal do 1º Pe íodo sen i g andes di iculdades na
a ibuição das classi icações inais. A p incipal di iculdade cen ou-se na
ans o mação dos dados das a aliações das di e sas modalidades numa
classi icação inal.
A a aliação dos á ios con eúdos das modalidades oi e e uada po
ecu so a uma escola de 1 a 5 alo es. A pa i da soma de odos os
pa âme os, ans o ma a o esul ado inal na escala de 1 a 20 alo es. Po ém,
na minha opinião a classi icação inal de um aluno não se pode apenas basea
em somas e sub ações de alo es. Como P o esso es emos de e
46
consciência do p ocesso e olu i o que os alunos ap esen am ao longo do
pe íodo e do ano le i o e baliza es a ans o mação aquando do p ocesso de
a ibuição da classi icação.
Pa a classi ica oi necessá io anspo a pa a uma escala de alo es a
in o mação ad inda da a aliação suma i a. Des a o ma, o g upo de Educação
Física, de aco do com os c i é ios ge ais de inidos pelo Depa amen o de
Exp essões, es ipulou pa a cada domínio de ap endizagem os seguin es
alo es pe cen uais: Habilidades mo o as e Condição Física (70%); Concei os
Psicossociais (20%) e Cul u a Despo i a (10%).
A endendo ao e e ido, a classi icação inal dos alunos não se esumiu
apenas ao sabe - aze , mas ambém ao sabe -se e ao sabe . Tendo em
conside ação es a pe spe i a da a aliação, p ocu ei, ao longo de odo o ano
le i o, sublinha jun o dos alunos a necessidade de ha e um in es imen o em
odas os domínios.
O ac o de e de a alia 26 alunos e e em conside ação os á ios
domínios, ez com que es e p ocesso osse dos p ocessos mais di íceis de
ealiza ao longo des e ano de Es ágio P o issional. Com o empo ui-me
sen indo melho p epa ado pa a o a o de a alia , designadamen e pelo ecu so
ao egis o sis emá ico de elemen os que conside a a undamen ais pa a a
a ibuição das classi icações. Tal ez enha come ido alguns e os, con udo, i e
semp e a p eocupação de a alia da o ma mais jus a possí el.
Ao longo do ano es i e pe an e duas si uações comple amen e opos as
no que diz espei o à classi icação. A p imei a acon eceu no inal do 2º Pe íodo,
em que a ibui uma no a nega i a de 9 alo es. T a a a-se de uma aluna pouco
empenhada e pa icipa i a, que des alo izou, de o ma cla a, a disciplina de
Educação Física. Após análise e em conjun o com a P o esso a Coope an e,
conside amos que a a ibuição des a classi icação i ia esponsabilizá-la pa a
um 3º Pe íodo di e en e. Felizmen e a a i ude da aluna melho ou e conseguiu
chega ao inal do ano com uma classi icação posi i a. A segunda si uação
oco eu no 3º Pe íodo, em que a ibui uma no a de 20 alo es. O aluno em
ques ão, ao longo de odo o ano, mos ou um desempenho mo o acima da
média em odas as modalidades abo dadas, bem como um in e esse e
pa icipação exempla .
47
Po im, é ele an e salien a que du an e o ano le i o, pa a além de
a alia os alunos, p ocu ei desen ol e a capacidade de es es se
au oa alia em, e le indo c i icamen e ace ca do seu compo amen o e da
minha a uação jun o dos alunos. Es a pe spe i a é con i mada po Ben o (2003,
p. 176) quando e e e que “o sucesso do ensino depende an o da a i idade do
docen e como das a i idades de ap endizagem dos alunos”.
4.2 Ges ão da Aula e Con olo da Tu ma
A minha p eocupação cen al nas ques ões ela i as à ges ão e con olo
da aula, oi p imei amen e p ocu a pe cebe como de ia lida com uma u ma
que não e a minha de o ma in eg al. Na minha cu a expe iência p o issional,
semp e lidei com g upos que es a am sob a minha o al esponsabilidade, pelo
que me olha am como líde . Des a ez, inha algo di e en e, es a a pe an e um
g upo de alunos que pode ia olha pa a mim de o ma dis in a, is o é, como um
me o es agiá io que ainda es a a no seu pe cu so de o mação. Alheio a isso,
desde a p imei a aula, p ocu ei impo -me pe an e a u ma como “o p o esso ”.
Na aula de ap esen ação a P o esso a Coope an e assumiu pe an e os alunos
que se ia a P o esso a i ula da u ma e o al esponsá el do p ocesso,
con udo, ambém mencionou que desde o p imei o momen o eu se ia “O
P o esso ”.
Es e aspe o o nou-se undamen al no meu pe cu so ao longo do ano
le i o, is o que os alunos da minha u ma olha am pa a mim como “o líde ”.
To nou-se ealmen e impo an e, pois em nenhum momen o i e di iculdades
em ge i o g upo a ní el compo amen al e de indisciplina. Pa a al, oi
impo an e, desde a p imei a aula, assumi a esponsabilidade que inha,
mos ando aos alunos que es a am pe an e uma pessoa compe en e,
p o issional e esponsá el.
A u ma mos ou-se desde o início do ano de ácil elação. Ul apassado
o momen o de ap esen ação, cheguei ao momen o de a i mação enquan o
P o esso . Sabia da impo ância das p imei as aulas pa a que isso osse
possí el acon ece . Assim, i e a p eocupação de p epa a á ias ezes o
48
discu so, de p epa a espos as às possí eis dú idas dos alunos e memo iza
os nomes num cu o espaço de empo, pa a a comunicação se mais p óxima e
e icaz. Também inha consciência de que e a impo an e não e a . Es e e a o
meu pensamen o, sabia que se e asse nas p imei as aulas di icilmen e
consegui ia “segu a ” os meus alunos du an e o es o do ano le i o. Conscien e
des es po meno es, pa i pa a as p imei as aulas com um ne osismo ex a,
com um eno me o miguei o na ba iga, po ém quando começa a a aula udo
passa a e en a a num “mundo” di e en e, no meu mundo, naquele em que me
sin o ealmen e à on ade.
Felizmen e, nas p imei as aulas consegui impo -me como p o esso ,
man endo uma pos u a po ezes ígida, que não e a de odo a minha o ma de
a ua , mas que sabia da sua impo ância naquele momen o. Nas p imei as
aulas consegui implemen a as o inas impos as pelo egulamen o in e no da
escola, al como algumas o inas que a li e a u a e e e e que conside ei
impo an es. Tal como suge e Rink (2014), podem se implemen adas o inas
de balneá io, o inas p é-aula, o inas ine en es à p óp ia aula, o inas de im de
aula e, ainda, ou o ipo de o inas, al como o empo disponí el pa a equipa , a
eg a do api o (um api o- pa a o exe cício; dois api os- pa a o exe cício e
jun a à minha bei a), bem como a o ganização do início da aula e do
aquecimen o. Como al, os alunos en a am num momen o de adap ação às
o inas impos as pela escola e o inas que iam de encon o à minha
pessoalidade. No en an o, pa a além des as, ao longo do ano, ui ins i uindo
ou as, consoan e as especi icidades de cada modalidade, a í ulo de exemplo
e i a-se a Na ação, em que não exis i am momen os o mais des inados à
ap esen ação das a e as, es es o am subs i uídos pelos planos a ixados numa
das ex emidades da piscina. Nes e con ex o, Rosado e Fe ei a (2011, p. 189)
a i mam que “as o inas pe mi em aos alunos conhece os p ocedimen os a
ado a na di e sidade de si uações de ensino, aumen ando o dinamismo da
sessão e eduzindo signi ica i amen e os episódios e os empos de ges ão.”
Após es e pe íodo de adap ação às o inas de aula po pa e dos alunos,
consegui-me libe a e oca -me no p ocesso de ensino-ap endizagem. Ao
mesmo empo, e após um conhecimen o mais ap o undando de cada aluno, ui
deixando a pos u a ígida e passei a ado a uma pos u a mais na u al, aquela
com que me sin o mais iden i icado.
49
O passo seguin e e a o de encon a uma pos u a equilib ada, is o é,
ap oxima -me mais dos alunos sem nunca pe de o espei o adqui ido no início
do ano. To nou-se um p ocesso na u al. Os alunos começa am a pe cebe que
podiam con a com a minha p esença como ou in e e conselhei o. Es a
p oximidade não me e i ou au o idade enquan o P o esso , mui o pelo
con á io, consegui ca i a os alunos pa a a p á ica de o ma mais e icaz e
aze com que eles es i essem mo i ados pa a as a e as p opos as nas aulas.
Es a ligação com os alunos o nou-se igualmen e impo an e na
abo dagem de modalidades em que inha um meno domínio do con eúdo,
como po exemplo na Na ação e na Dança. Pa ia pa a as aulas menos
ne oso po que sabia que se e asse os alunos não olha iam pa a mim de
o ma “descon iada”.
Po ém, não consegui mo i a odos os alunos pa a a p á ica. Uma aluna
ao longo de odo o ano le i o man e e semp e uma pos u a desinse ida do
con ex o dos es an es colegas. Não pa icipou de o ma consis en e nas
a i idades p opos as e poucas o am as ezes em que e elou on ade em
melho a a sua pos u a e as suas capacidades. Apesa das á ias con e sas
que i e com a aluna, es a nunca desejou que eu a ajudasse. Es e oi um dos
pon os nega i os do meu Es ágio P o issional. De ac o, não ui capaz de
mo i a a aluna pa a as aulas de Educação Física, in eg ando-a na u ma e
melho ando a elação dela com os es an es colegas.
4.2.1 Relação Pedagógica
Ao longo do ano, como é na u al, ui o alecendo a elação pessoal com
os alunos.
No início do ano encon ei um g upo de alunos que não se conhecia,
onde a imidez domina a g ande pa e dos alunos. A elação en e os alunos
e a pouca ou nula, is o que mesmo os alunos que equen a am es a escola
nos anos an e io es não inham quaisque elações.
Como al, depa ei-me com uma di iculdade inicial, não que ia da mui a
con iança aos alunos, pois o í ulo de P o esso Es agiá io es a a p esen e e os
alunos êm semp e endência em “abusa ” da au o idade. Ao mesmo empo

50
p ocu a a ap oxima -me dos alunos pa a os conhece melho e assim pode
in e agi de o ma mais adequada com cada um deles.
Ao longo do ano le i o, as con e sas no inal de cada aula com os
alunos o na am-se um hábi o. Ap o ei a a aqueles momen os pa a ala com
eles sob e p oblemas, gos os, despo o ou a é mesmo sob e ou as disciplinas.
A minha elação com os alunos oi c escendo, es es pe cebe am que es a am
pe an e uma pessoa com mais i ências e em quem podiam con ia . Es e
es a u o e a p oximidade que adqui i com p a icamen e odos os alunos ez
com que a minha in e enção na p á ica icasse acili ada. Pa a além dos
alunos es a em pe an e um P o esso jo em, que ep esen a uma mo i ação
ac escida, econhece am-me compe ência. Es e es a u o que conquis ei oi
undamen al pa a que a minha p oximidade com eles não ul apassasse limi es
que pode iam e ela -se p ejudiciais à minha a uação como p o esso . Ao
longo de odo o ano le i o consegui ge i e man e uma elação de espei o
en e P o esso e aluno.
No meu pe cu so ao ní el de eino, i e semp e uma pos u a mui o
p óxima dos meus a le as, po que en endo que a unção do einado não se
esume apenas a eina . A í ulo de exemplo, passo a ci a uma exp essão
u ilizada po José Mou inho: “Quem só pe cebe de u ebol, nem mesmo de
u ebol pe cebe”. O meu pensamen o enquan o u u o P o esso ai de
encon o a es a ideia, o P o esso não pode se apenas um sujei o que se
desloca à escola pa a leciona modalidades, em que se mais que um me o
ansmisso de in o mação. Des a o ma, segui a minha linha de pensamen o e
is o es a a lida com c ianças/jo ens, en endi que es a pos u a ganha a ainda
mais impo ância. Aos olhos dos alunos é di e en e e um P o esso que se
p eocupa com es es e com o que os odeia, do que um P o esso que apenas
se p eocupa com o espaço da aula. A elação c iada com g ande pa e dos
alunos pe mi iu-me mo i á-los e ocá-los nos obje i os p e endidos.
A ligação c iada com os alunos o nou-se undamen al e se iu de
supo e pa a odo o p ocesso in e a i o c iado ao longo do ano le i o. De o ma
a pode con i ma a minha pe ceção, no inal do ano, mais especi icamen e na
úl ima aula, solici ei aos alunos que esc e essem algo sob e mim enquan o
P o esso e sob e as aulas de Educação Física. Os es emunhos ob idos
podem se obse ados de seguida:
51
“Ado ei a expe iência de abalha com o P o esso . Acho que oi um dos anos
onde me es o cei mais, pois o P o esso soube-me mo i a mais do que os
meus an igos P o esso es. Te e semp e a p eocupação de melho a a minha
condição ísica”. (Rena o3)
“O P o esso oi excelen e ao longo des e ano, es e e semp e a en o à nossa
e olução e p eocupou-se com o nosso bem-es a , não só ísico mas ambém
psicológico”. (Ca los)
“Ca i a e ensina mui o bem as ma é ias. Tem mé odos de ensino que
conseguem mo i a os alunos mui o acilmen e”. (Ca olina)
“Gos ei mui o do P o esso , pois é exigen e mas ao mesmo empo
comp eensi o”. (And eia)
“Apesa de se jo em demons ou capacidades pa a se um excelen e
P o esso . É exigen e mas a anja semp e o ma de mo i a os alunos”. (Telmo)
“O P o esso conseguiu-nos mo i a a melho a a nossa condição ísica.
To nou as aulas de Educação ísica mais in e essan es e mais icas”. (Filipe)
“Ao longo do ano o P o esso mos ou se um bom p o issional, e e semp e a
sua pos u a au o i á ia mas ambém soube e momen os de b incadei a.
Gos ei da manei a como o ganizou as aulas e ambém do ac o de em pouco
empo nos conhece o su icien e pa a sabe daquilo que somos
capazes”.(Joaquim)
“Foi o melho P o esso que alguma ez i e. Foi o único que me conseguiu
comp eende e ajuda nos momen os que p ecisa a”. (Daniela)
3 Nome ic ício. O mesmo se aplica aos es an es nomes iden i ica i os nos exce os seguin es.
52
“O P o esso oi capaz de c ia uma ligação mui o p óp ia e singula , inexis en e
na maio ia dos es an es P o esso es”. (Ca la)
4.3 A Tu ma Pa ilhada
Ao longo des e ano de Es ágio P o issional, pa ilhei com os meus
colegas de núcleo de es ágio uma u ma do 5º ano de escola idade. T a ou-se
de uma expe iência excecional. A u ma e a de sonho, echeada de alunos
que idos, educados, bem compo ados, mo i ados e com g ande qualidade,
an o a ní el mo o como cogni i o.
“Hoje i e o p imei o con ac o com a u ma que se á a pa ilhada pelos
ês es agiá ios.
A p imei a imp essão oi excelen e, a a-se de uma u ma de 5º ano e é
compos a po 29 alunos, 16 apa igas e 13 apazes.
A a és das ichas de ca ac e ização é possí el e i ica que se a a de
uma u ma a i a a ní el do despo o ede ado. O u ebol, o oleibol, o andebol,
a na ação e a ginás ica são os despo os p a icados pelos alunos. A g ande
maio ia dos alunos já se conhece, is o e em equen ado o 1º ciclo na mesma
escola.”
(Re lexão aula nº 1 – 5º ano)
Tal como mencionei na e lexão da p imei a aula, desde o p imei o
momen o que a u ma me ca i ou, não só pela sua g ande p edisposição pa a
a p á ica de despo o, como ambém pelo ambien e de p oximidade que os
alunos e ela am en e eles. As indicações dos es an es P o esso es,
e idencia am que es á amos pe an e uma u ma com excelen es alunos,
deixando an e e um ano le i o bas an e posi i o.
A escolha da lecionação das á ias modalidades en e os es agiá ios oi
alea ó ia, endo eu icado esponsá el pelas unidades didá icas de oleibol (1º
Pe íodo) e u ebol (2º e 3º Pe íodo). A unidade didá ica de Ginás ica (2º
Pe íodo) oi lecionada pelos ês em simul âneo, dada a especi icidade e
complexidade que es a modalidade en ol e.
53
Rela i amen e à lecionação de cada uma das modalidades, aquela em
que sen i maio descon o o oi a Ginás ica. Apesa de es a mos os ês
es agiá ios p esen es nas aulas, os medos associados ao isco de lesões
o nou-se numa di iculdade ac escida. A g ande maio ia dos alunos já inha
i ências da ginás ica de solo dos anos an e io es, con udo, o mesmo não
acon ecia na ginás ica de apa elhos. T a ou-se de uma no idade pa a a
maio ia, endo alguns alunos e idenciado eceio em expe imen a e conclui
com êxi o algumas das a e as solici adas. Foi nes a e en e da ginás ica, que
i e de in es i um pouco mais, não só a ní el das ajudas, mas ambém na
emissão de eedbacks. Como se a a a de uma aixa e á ia mais baixa
daquela que inha na u ma de 10º ano, i e de al e a um pouco a minha
pos u a. Assim, em á ios momen os eco i à es a égia de ensina a “b inca ”.
Ou seja, po ezes desa ia a os alunos a ealiza em os elemen os gímnicos
p e endidos a a és de uma linguagem mais p óxima.
“A a és de uma linguagem a b inca consegui que os alunos que
e ela am mais di iculdades a é en ão en assem sem medos e sem eceios a
ealização dos olamen os à en e e à e agua da. A í ulo de exemplo usei as
exp essões: “Imagina que és um mili a , ens de aze a cambalho a! Vamos lá
en a !”; “Cabeça ai pa a den o e pa a ás pa a se es ainda mais ápido.”
(Re lexão 5º ano - aula nº41 – Ginás ica)
Po ecu so a es e ipo de es a égia consegui c que os alunos com
menos p edisposição ul apassassem os medos e ealizassem os á ios
elemen os ac obá icos.
No que conce ne às modalidades de Voleibol e Fu ebol não sen i
qualque ipo de di iculdade. A minha p oximidade despo i a com as
modalidades pe mi iu-me ensina de uma o ma e icaz o jogo.
Te minado o ano le i o, posso assegu a que di icilmen e pode íamos e
uma u ma melho pa a pa ilha . Os alunos adap a am-se pe ei amen e aos 3
p o esso es, não lhes causando nenhuma es anheza a mudança de p o esso
nas di e sas modalidades.
Foi sem dú ida uma expe iência en iquecedo a, em i ude de se a a
de uma u ma compos a po alunos que i encia am uma g ande mudança nas
60
 Compa a as medidas an opomé icas an e io es e pos e io es à
aplicação do p og ama de eino
 Analisa as medidas an opomé icas an e io es e pos e io es à
aplicação do p og ama de eino em unção do sexo
4.5.3 Me odologia
4.5.3.1 Pa icipan es
Pa icipa am no p esen e es udo 26 alunos, 12 apa igas e 14 apazes,
com idades comp eendidas en e os 15 e 17 anos (G á ico 1). Todos os
pa icipan es pe encem a uma u ma de 10º ano de escola idade de uma
Escola si uada em Espinho. Dos 26 alunos, 17 alunos p a icam uma
modalidade a ní el ede ado e 9 alunos não p a icam qualque modalidade o a
do con ex o das aulas de Educação Física.
G á ico 1 - Dis ibuição po idades
4.5.3.2 Ins umen os
Ci cui o de T eino Funcional
O ci cui o de eino uncional oi elabo ado pelos Es udan es Es agiá ios
do Núcleo de Es ágio pa a um o al de 8 aulas, endo sido aplicado na pa e
inal de cada uma delas. Em e mos es u u ais, o ci cui o oi compos o po 10
es ações, con o me ilus a Quad o 2.
15
16
17
0
5
10
15
20
Idades
Nº de alunos

61
Quad o 2 - Ci cui o de eino uncional
Es ação
Desc ição
Imagem
Es ação 1
Cadei a isomé ica
O aluno ado a uma posição es á ica, com a
coluna e cabeça encos adas a uma pa ede. Os
memb os in e io es de e ão es a le idos
ealizando um ângulo de 90 g aus.
Es ação 2
Sal o à co da
O aluno ealiza o maio núme o possí el de
sal os à co da. O sal o pode á se e e uado a dois
ou a um pé.
Es ação 3
A undo es á ico
Ado ando uma posição de a undo, o aluno ealiza
uma descida do seu co po de o ma con olada,
le indo os memb os in e io es. O joelho não de e
a ança o calcanha .
Es ação 4
Escalado
O aluno ado a posição de p ancha e de e á ealiza
de o ma al e nada a lexão dos memb os in e io es à
en e.
Es ação 5
Bu pees
O aluno al e na de o ma equen e a posição de
p ancha e sal o a pés jun os.
62
Es ação 6
Ex ensão de
b aços
Ado ando uma posição de p ancha, o aluno
ealiza lexão dos memb os supe io es (a é 90
g aus), man endo uma pos u a co po al
con olada.
Es ação 7
Flexão do onco
O aluno ealiza lexão do onco ado ando uma
posição co po al com os memb os in e io es
le idos e a coluna no solo. As mãos de em
ul apassa a zona da anca no momen o da
con ação abdominal.
Es ação 8
Agachamen o
O aluno ado a posição de agachamen o com os
pés pa alelos e à la gu a dos omb os. A descida
da bacia de e se con olada, sem a ança os
joelhos além da linha do calcanha .
Es ação 9
T iceps com bola
medicinal
O aluno ealiza lexão dos memb os supe io es
com os co o elos jun os à cabeça. A bola
medicinal não de e ul apassa a linha da cabeça
na ase concên ica.
Es ação 10
Es ação
mó el
Es ação ese ada à isualização de imagens das aulas an e io es.
O empo de exe ci ação das á ias es ações si uou-se nos 30 segundos,
bem como o empo de epouso. Em odas as sessões apenas se ealizou uma
sé ie.
63
Os p essupos os que es i e am na base da cons ução des e ci cui o
o am a a iedade de exe cícios dinâmicos e apela i os pa a os alunos, bem
como o abalho equilib ado no que diz espei o aos memb os in e io es, co e
abdominal e memb os supe io es.
A es ação 10, in i ulada “mó el”, se iu, essencialmen e, pa a os alunos
isualiza em a sua p es ação na ealização dos exe cícios das aulas an e io es.
A aliação An opomé ica
A a aliação an opomé ica oi ealizada em dois momen os. O p imei o
momen o na semana an eceden e ao início do es udo e o segundo momen o
na semana seguin e ao é mino do es udo.
A al u a oi medida com uma i a mé ica colocada num pos e de uma
baliza do ginásio. Os alo es o am egis ados em me os a é ao milíme o mais
p óximo.
O peso co po al oi egis ado a a és de uma balança digi al da escola
da ma ca TANITA. Os alo es o am egis ados em quilog amas a é a
decig ama mais p óxima.
Ques ioná io de Mo i ação
O ques ioná io mo i acional, e são adap ada de Gonzaga (2013), é
compos o po 10 ques ões de espos a abe a. Foi aplicado en e a 5ª e a 6ª
sessão.
A a és do p eenchimen o do ques ioná io pelos alunos, a e imos a
mo i ação que es es e elam pa a a ealização do eino uncional nas aulas de
Educação Física.
64
Filmagem de Execução Mo o a
A ilmagem da execução mo o a dos exe cícios p opos os pa a cada
es ação do ci cui o oi e e uada a a és de um Table , u ilizando o p og ama
audio isual Da ish exp ess®, que pe mi e a g a ação de ídeo e egis o de
imagens. Es e pe mi e ainda ealiza a manipulação das imagens cap u adas,
acili ando a sua isualização em slow mo ion. Reco endo a es e ins umen o
oi possí el egis a a qualidade da p es ação mo o a dos alunos nos á ios
exe cícios e pos e io men e pa ilha e analisa a execução de cada um.
4.5.3.3 P ocedimen os de Análise
Pa a ealiza a análise dos ques ioná ios de ques ões de espos a abe a
oi ei a uma análise de con eúdo, coadju ada com es a ís ica desc i i a,
especi icamen e as equências ela i as e absolu as.
Rela i amen e à compa ação dos dados an opomé icos iniciais e inais
oi ealizado o es e não pa amé ico Mann Whi ney pa a amos as
independen es e os es es não pa amé icos pa a dados não empa elhados
com o es e Wilcoxon. O P og ama u ilizado oi o SPSS. O ní el de signi icância
oi man ido a p≤0,05.
No que conce ne à análise de execução mo o a oi u ilizado o p og ama
Da ish exp ess®. A cap u a de imagens e ídeo oi ealizada ao longo de
odas as sessões e analisadas com os alunos em slow mo ion nas aulas
seguin es.
4.5.4 Ap esen ação dos esul ados
4.5.4.1 Mo i ação dos Alunos pa a o T eino Funcional
No G á ico 2, podemos obse a as p e e ências dos alunos ao ní el das
p á icas em Educação Física. Dos 26 alunos da u ma, 53% apon am pa a as
modalidades cole i as como as p e e idas, seguindo-se as modalidades
indi iduais e ou as a i idades com 20% cada uma. Já o eino uncional é
conside ado a a i idade p e e ida de 7% dos alunos.
65
Como podemos obse a no G á ico 3, as a i idades que os alunos
menos gos am de ealiza nas aulas de Educação Física são as modalidades
indi iduais (69%), seguem-se as modalidades cole i as (27%) e o eino
uncional (4%).
G á ico 2 – A i idades com maio p e e ência G á ico 3 - A i idades com meno p e e ência
Os alunos quando ques ionados di e amen e ace ca do eino Funcional,
77% e e e que gos a do eino uncional nas aulas de Educação Física, 15%
e e e que não gos a e 8% e e e que depende da ca ga ísica impos a du an e
a aula (G á ico 4).
G á ico 4 - Mo i ação pa a a p á ica do eino uncional
O G á ico 5 e idencia que o exe cício de abalho de abdominal é o
p e e ido dos alunos da u ma (35%). Os sal os à co da são os p e e idos pa a
23% dos alunos e a cadei a isomé ica pa a 15%.
7%
53%
20%
20%
TF
Modalidade
s cole i as
Modalidade
s indi iduais
Ou os
4%
27%
69%
TF
Modalidad
es cole i as
Modalidad
es
indi iduais
77%
15%
8%
Sim
Não
Depende da
ca ga ísica da
aula

66
31%
38%
4%
8%
4%
15%
Bu pees
Flexões
Cadei a
isóme ica
Abdominais
Já no que conce ne aos que menos gos am (G á ico 6), e i ica-se que a
ealização das lexões é o exe cício que os alunos êm menos p e e ência, com
38% de espos as. Já a ealização dos bu pees é pa a 31% dos alunos o
exe cício que menos gos am.
G á ico 6 - Exe cícios com meno p e e ência
No G á ico 7 podemos obse a que 58% dos alunos conside a mui o
impo an e o abalho de o ça nas aulas de Educação Física. Já 27%
conside a que é mui o impo an e e 7% pouco impo an e. De egis a que 8%
dos alunos não em uma opinião o mada sob e a ques ão.
G á ico 7 - Impo ância dada à melho ia da condição ísica
8%
15%
35%
23%
11%
8%
Biceps com
ba a
Cadei a
isóme ica
Abdominais
Sal o à
co da
27%
58%
7%
8%
Mui o
Impo an e
Impo an e
Pouco
Impo an e
Sem opinião
G á ico 5 – Exe cícios com maio p e e ência
67
No G á ico 8, e i icamos que 62% dos alunos conside a que a
modalidade abo dada na aula in luência a sua mo i ação pa a a mesma. Já
15% conside a que a mo i ação es imulada pelo P o esso ao longo da aula
in luência a sua p edisposição pa a a mesma.
G á ico 8 - Mo i ação pa a a aula
Me ade dos alunos quando ques ionados ace ca da in luência do T eino
Funcional pa a a mo i ação pa a a aula de Educação Física e elou que a
ealização do eino uncional os mo i a. Já 31% a i ma que a ealização do
eino uncional não in luência a sua mo i ação pa a a aula e 11% conside a
que a ealização os deixa menos mo i ado pa a a p á ica (G á ico 9).
G á ico 9 - In luência do T eino Funcional na mo i ação pa a a aula
62%
15%
8%
15%
Modalidade
abo dada
Mo i ação ex e na
A aliação
50%
11%
31%
8%
Mais mo i ado
Menos Mo i ado
Não in luência
Depende do
cansaço
68
No que conce ne ao cump imen o dos exe cícios p esc i os pelo
P o esso , como podemos obse a no G á ico 10, 85% dos alunos a i ma que
cump e semp e o solici ado na ealização do ci cui o de eino uncional e 15%
a i ma que, po ezes, en a escapa ao solici ado.
G á ico 10 - Cump imen o do p esc i o
Rela i amen e ao desempenho nos ci cui os de eino uncional, como se
pode obse a no G á ico 11, 46% dos alunos conside a que em um bom
desempenho, 23% a aliam as suas p es ações como mui o boas e 8% coloca-
se no medíoc e.
G á ico 11 - A aliação do desempenho
85%
15%
Cump o semp e
Ten o escapa po
ezes
23%
46%
23%
8%
Mui o bom
Bom
Su icien e
Medioc e
69
Os alunos quando ques ionados ace ca da impo ância do T eino
Funcional pa a a ida ex aescola , como se pode obse a no G á ico 12, 54%
conside a que a ealização de eino uncional é mui o impo an e na melho ia
da condição ísica e 23% des aca a impo ância do eino uncional na
p epa ação pa a as modalidades cole i as e indi iduais.
G á ico 12 - Impo ância do T eino Funcional na ida ex aescola
No que conce ne à manu enção do T eino Funcional nas aulas de
Educação Física, e i icou-se, como espelha o G á ico 13, que 92% dos alunos
man inha a ealização de um ci cui o de eino uncional e apenas 8% dos
alunos e i a a es e ipo de abalho, que pa a eles é complemen a .
G á ico 13 - Manu enção do T eino Funcional nas aulas de EF
54%
11%
23%
12%
Mui a impo ância
(melho ia da condição
ísica)
Nenhuma
P epa ação pa a ou as
modalidades
Pouca impo ância
92%
8%
Man inha
Re i a a
76
se gos a da a e a, acha a a e a desa ian e e en ende que se a a de algo
impo an e”.
Ve i icou-se ainda, que os exe cícios menos exigen es são os p e e idos
pelos alunos, ao in és dos exe cícios com um g au de complexidade supe io
que são os mais p e e idos.
No que conce ne à impo ância do abalho de o ça nas aulas de
Educação Física, 85% dos alunos conside a impo an e ou mui o impo an e
es e abalho es a p esen e nas aulas. Nes e âmbi o, Wilmo e e Cos ill (2001)
e e em que o eino de o ça pode e mui os bene ícios pa a o
desen ol imen o dos adolescen es. Os ganhos de o ça são deco en es,
sob e udo, das adap ações neu ais e do aumen o do amanho co po al.
Rela i amen e à e olução de execução mo o a icou e iden e a e olução
de alguns alunos. Con udo, es a e olução não se e i icou em odos os alunos
da u ma, nem em odas as es ações. Os alunos que não i e am uma p á ica
egula do ci cui o ao longo das 8 semanas o am aqueles que menos
melho ias ap esen a am. Já os alunos que i e am uma p esença assídua ao
longo do es udo e ela am uma sensibilidade di e en e pa a as suas co eções,
con ibuindo de o ma e iden e pa a os esul ados ap esen ados na úl ima
sessão. A esponsabilidade e a disponibilidade demons ada pela g ande
maio ia dos alunos o na am-se undamen ais pa a a e olução da execução
mo o a dos exe cícios p esc i os.
No que compo a à compa ação dos dados an opomé icos egis ados
no início do ano le i o e no inal, a al u a e o peso e idencia am di e enças com
signi icado es a ís ico. Es es esul ados já se iam expec á eis, em i ude dos
alunos es a em num p ocesso de c escimen o.
4.5.6 Conclusão
Os dados des e es udo e elam que os alunos es ão “abe os” a no os
desa ios. O T eino Funcional assume-se como uma al e na i a pe ei amen e
iá el pa a o abalho de condição ísica nas aulas de Educação Física. Não
necessi a de ma e ial dispendioso, não ocupa empo excessi o nas aulas e

77
pode mesmo se uma a i idade p opos a pelos alunos, a ní el de inco po ação
de exe cícios, com a supe isão do P o esso .
A escolha pa a o momen o da ealização do ci cui o na aula de
Educação Física ica ao c i é io do P o esso , con udo, ealiza na pa e inal da
aula pode á não aze uma en abilidade ão g ande, pois os alunos
ap esen am-se mais desgas ados isicamen e e psicologicamen e. En endo que
o ideal se á ealiza após o aquecimen o na pa e inicial da aula, pois os alunos
es ão mais p edispos os pa a a a i idade.
O T eino Funcional pode aze bene ícios da condição ísica dos alunos,
con udo, es a e á de se uma p á ica egula com exe cícios adequados e
mo i an es.
No que conce ne à execução mo o a, como e elou o p esen e es udo,
os alunos são capazes de em poucas sessões assimila em as noções
pos u ais adequadas de execução, con udo, é necessá io uma supe isão
cuidada e uma emissão de eedbacks ajus ada ao ní el dos alunos. A
demons ação ou a isualização de imagens/ ídeos, a a és da u ilização de
able , se á uma al e na i a bas an e iá el pa a a ansmissão de in o mação.
4.5.7 P opos as pa a u u os es udos
Es e es udo e e a du ação de 8 semanas, sendo ealizada uma sessão
de T eino Funcional po semana. En endo que se á pe inen e a ealização de
um es udo simila ao longo de á ios meses ou a é mesmo du an e um ano
le i o comple o, com um mínimo de duas sessões semanais.
A ealização de ou os ci cui os com exe cícios des in os, onde se
al e nasse ci cui os com e sem ma e ial e mais e menos es ações se ia
an ajoso pa a a alia a mo i ação dos alunos pa a a p á ica do T eino
Funcional nas aulas de Educação Física.
O ci cui o p opos o oi aplicado na pa e inal das aulas, con udo e
pensando que os alunos ap esen am uma p edisposição supe io no início da
aula, se ia in e essan e analisa a p es ação dos mesmos, a iando o momen o
da sua ealização (pa e inicial s pa e inal).
78
4.5.8 Re e encias Bibliog á icas
 Almeida, A. e Ribei o, D. (2009). Compa ação dos ní eis de a i idade
ísica nas aulas de educação ísica quan o à mo ologia e géne o dos
alunos, modelo es u u al das escolas, unidades emá icas e
ca ac e ís icas das aulas: es udo ealizado em es udan es a equen a o
2º ciclo do ensino básico da Escola EB 2-3 Fe nando Pessoa e do
colégio Nossa Senho a da Paz: Po o.
 Cos a, R. (1991). Fa o es de mo i ação dos jo ens p a ican es de
oleibol. Po o: Faculdade de Ciências do Despo o e de Educação
Física da Uni e sidade do Po o.
 Ga gan a, R., & San os, C. (2015). P opos a de um sis ema de
p omoção da a i idade ísica/exe cício ísico, com base nas “no as”
pe spe i as do eino uncional. In R. Rolim, P. Ba is a & P. Quei ós
(Eds.), Desa ios eno ados pa a a ap endizagem em educação ísica
(pp. 125-157). Po o: Edi o a FADEUP.
 Guila, J. (2003). E ei os de um p og ama de eino de o ça em con ex o
escola : Um es udo em c ianças e adolescen es dos 12 aos 14 anos da
cidade de Mapu o. In: A. P is a; A. Ma ques; S. Sa anda & A. Madei a.
A i idade ísica e despo o: Fundamen os e con ex os. Moçambique:
Faculdade de Ciências de Educação Física e Despo o.
 Lou enço, A. (2002). Mo i ação pa a a ade ência ao exe cício ísico
egula em populações especiais. Po o: Faculdade de Ciências do
Despo o e de Educação Física da Uni e sidade do Po o.
 Wilmo e, J. & Cos ill, D. (2001). Fisiologia do despo o e do exe cício.
B asil Mano.
79
5. PARTICIPAÇÃO NA ESCOLA E RELAÇÃO COM A COMUNIDADE
80
81
5. Pa icipação na Escola e Relação com a Comunidade
No início do ano le i o inha consciência de que a unção do p o esso
es agiá io inco po a a ou as unções que não só as esul an es das aulas.
Pa icipa a i amen e nas a i idades da escola e sen i -me pa e in eg an e da
mesma o am obje i os que es abeleci pa a es a á ea. Tal como e e em Sil a,
Pin o e Ba is a (2009, p.9), “além de ges o da aula, o P o esso em de se um
ges o de elações pessoais e de con li os, um ges o adminis a i o, um ges o
de a e as de in e ação com a comunidade.”
Ao longo do es ágio dediquei-me e empenhei-me pa icipando nas
a i idades ealizadas na escola, mais conc e amen e nas do g upo de
Educação Física.
Pa icipei nas euniões de depa amen o de exp essões, de g upo de
Educação Física e nos conselhos de u ma que me pe mi i am adqui i algumas
compe ências nes a á ea o ganizacional que o p o esso ambém em que
possui . Es es momen os e ela am-se de e minan es na elação com os
es an es p o esso es.
Desde o início do ano le i o que a P o esso a Coope an e p omo eu
mui o o con ac o do Núcleo de Es ágio com a es an e comunidade escola ,
ap esen ando-nos a odos os uncioná ios e p o esso es ligados à di eção da
escola. Fomos ecebidos de o ma mui o posi i a po odos os elemen os.
Acolhe am-nos da melho manei a possí el, mos ando-se disponí eis pa a
udo o que osse necessá io. Es a p oximidade pe mi iu-me uma ápida
adap ação ao meio escola e oi de e minan e na minha passagem pela Escola.
Rela i amen e à pa icipação nas a i idades da escola, es i e p esen e
na colabo ação de á ias, en e as quais o clube de na ação no Despo o
Escola , “Mega A le a”, “Happy Day”, “Mexe- e” e numa isi a de es udo a
Ma a. O en ol imen o na comunidade escola oi sendo cada ez mais e e i o
ambém u o des as a i idades. Nes as inicia i as i e opo unidade de pa ilha
ideias e de abalha em equipa isando um obje i o comum, o que me ez
sen i e dadei amen e in eg ado no G upo. A p oximidade cons uída com a
comunidade escola o nou-me pa e in eg an e da escola e e elou-se
undamen al na minha e olução enquan o u u o p o issional docen e.

82
5.1 A i idades ealizadas
Ao longo des e ano le i o o núcleo de es ágio oi solici ado a pa icipa
de o ma a i a nas a i idades ealizadas pela Escola. Em algumas das
a i idades pa icipamos de o ma di e a na sua o ganização.
O p imei o e en o em que i e uma pa icipação a i a oi no “Mega
a le a”, ealizado no 1º Pe íodo, o ganizado pelo G upo de Educação Física. O
e en o oi compos o po uma p o a de elocidade, sal o em comp imen o e
esis ência (co a-ma o). P imou po se uma a i idade que en ol eu um g ande
núme o de alunos, onde a qualidade da o ganização se e elou um elemen o
impo an e.
Ao longo da a i idade iquei esponsá el po o ien a os alunos na p o a
de co a-ma o. O abalho oi acili ado pela p esença de um p o esso do g upo
de Educação Física, que me oi ansmi indo a in o mação necessá ia pa a uma
maio luidez da a i idade.
A a i idade deco eu da o ma espe ada, o g upo de Educação Física
conseguiu sensibiliza os alunos pa a a p á ica da a i idade. Po ém, apesa de
udo e deco ido den o da no malidade o Núcleo de Es ágio conseguiu
de e a um aspe o nega i o na sua ealização. A aca adesão dos alunos do
ensino secundá io oi e iden e deixando a sensação de que pode íamos e
ei o algo mais pa a mobiliza os “mais elhos”.
A pa icipação nes e p imei o e en o dinamizado na Escola pe mi iu-me,
desde logo, an e e a capacidade que o G upo de Educação Física inha pa a
a o ganização de e en os. Em i ude de se a a de uma a i idade ealizada
no 1º Pe íodo, sen i alguma imidez na in e enção, assumindo, po ezes, uma
pos u a passi a. Po ém, sabia que em a i idades u u as inha de ado a uma
pos u a mais a i a e se mais in e en i o. Com o empo, ui ul apassando
es es cons angimen os iniciais e conquis ando o meu luga den o do G upo de
Educação Física.
83
5.1.1 Happy Day
O Happy Day oi o e en o o ganizado pelo núcleo de es ágio nes e ano le i o
(Figu a 1). Es e e en o oi di ecionado pa a os alunos dos 3º e 4º anos de
escola idade e isou p omo e a in e ação en e escolas do ag upamen o, bem
como uma saudá el ansição en e ciclos, aliada à p omoção de es ilos de ida
saudá eis e à p á ica egula de exe cício ísico.
Figu a 1 - Ca az alusi o ao e en o "Happy Day"
A anga iação de pa ocínios, a con ocação dos uncioná ios, a
ansmissão da in o mação à di eção da escola e a alguns p o esso es, bem
como a equisição dos espaços, euniões com as p o esso as da Escola nº2 e
com o núcleo de es ágio de Espanhol o am algumas das a e as ealizadas
nas semanas an eceden es ao e en o.
Após uma dedicação e um es o ço eno me po pa e de odos, núcleo de
es ágio e P o esso a Coope an e, chegamos ao g ande dia ansiosos mas
echeados de expec a i as ele adas pa a o que se a izinha a.
O e en o iniciou-se com ês pequenas in e enções po pa e do
P esiden e da Câma a Municipal de Espinho, da P esiden e do Conselho Ge al
e do Di e o da Escola.
P epa amos a ealização de um peddy pape com a iadíssimas
a i idades: pa alelas (es ação adical), co ida de sacos, jogo de la as,
es a e as com água, sal o em comp imen o, lançamen os ao ces o, jogos
84
didá icos de Espanhol e sensibilização pa a uma alimen ação saudá el. Pa a a
ealização des as a i idades con amos com a colabo ação de alguns
p o esso es da escola, de uma nu icionis a e de alguns dos nossos alunos,
que p on amen e se disponibiliza am pa a ajuda no que osse necessá io.
A a luência ao e en o não oi ão g ande como espe ado, ainda assim
con ou com 85% das insc ições. Apesa de não e em compa ecido odos os
insc i os conseguimos anga ia uma excelen e massa humana, ce ca de 150
pessoas, en e alunos e enca egados de educação.
A anga iação dos pa ocínios oi um p ocesso simples e pe mi iu que o
e en o osse au ossus en ado. Jun o dos pa ocinado es conseguimos anga ia
alimen ação (pães, bolos, iamb e, u a), água e sumos pa a o lanche con í io
e uma ela alusi a ao e en o.
Realizando uma a aliação ge al do e en o, posso a i ma que supe ou
as nossas expe a i as iniciais. O ac o de não e oco ido nenhum p oblema no
deco e do e en o deixou-nos ex emamen e elizes. O dinamismo que
conseguimos c ia ao longo de oda a p o a mo i ou bas an es eedbacks
posi i os po pa e dos pa icipan es. Os enca egados de educação que
pa icipa am ica am con en es com o que i am da escola e a capacidade que
es a em. Já nos alunos, e am isí eis os os os de elicidade, indica i os que
ado a am as a i idades ealizadas. Só posso es a con en e e o gulhoso do
abalho desen ol ido pelo Núcleo de Es ágio, que conseguiu demons a a
capacidade o ganiza i a e de ges ão em a i idades escola es. Após algumas
semanas de imenso abalho na p epa ação des e e en o, chegamos ao im
com o sen imen o de de e cump ido.
Pessoalmen e, não enho dú idas em a i ma que aleu a pena odo o
in es imen o que emp eendi. Pa a além das ap endizagens que es a a i idade
me acul ou ao ní el das a e as e exigências a cump i na o ganização de
a i idades des e géne o, dei ambém um passo impo an e pa a me assumi
como p o esso e sen i pa e in eg an e da escola.
85
5.1.2 MEXE-TE
O MEXE-TE oi uma a i idade inse ida no p og ama Rumos da escola e
isou a p omoção de á ias a i idades despo i as pa a os alunos da escola,
desde o 5º a é ao 12º ano de escola idade.
A o ganização do MEXE-TE icou a ca go do G upo de Educação Física
e con ou com a ealização de o neios de basque ebol, oleibol, hóquei em
campo, andebol e dança (Zumba). A unção do Núcleo de Es ágio oi o ganiza
e ge i o o neio da modalidade de basque ebol des inado aos alunos dos 5º e
6º anos de escola idade.
O p ocesso de insc ição não e a de ca ác e ob iga ó io, ou seja,
pa icipa am os alunos que que iam, con udo e e uma eno me a luência.
Du an e a a i idade assumi unções de a bi agem e de ges ão dos jogos
do 5º ano (basque ebol). Compa a i amen e à p imei a a i idade ealizada pelo
G upo de Educação Física (Co a-Ma o), consigo acilmen e pe cebe que a
minha in e enção oi mais impo an e nes a a i idade. Assumi uma unção de
esponsabilidade que oi conc e izada com êxi o. A pos u a ímida que e ela a
jun o dos es an es docen es do G upo de Educação Física des aneceu-se,
passando a sen i -me pe ei amen e in eg ado nas dinâmicas do G upo.
Tudo co eu con o me planeado, os jogos ealiza am-se no ho á io
p e is o e odas as equipas pa icipa am nos jogos que es a am agendados.
Es e e en o o nou-se em mais um momen o dedicado a a i idades despo i as
p omo idas pela escola e, mais uma ez, o G upo de Educação Física mos ou
a sua capacidade de o ganiza e en os pa a um ele ado núme o de
pa icipan es. A dinâmica e o espí i o de en eajuda que odos os P o esso es
do G upo de Educação Física ap esen am, pe mi e que es e ipo de e en os
possa se ealizado nes a escola.
92

93
6. CONCLUSÃO
Concluído o Es ágio P o issional, es a-me e e i que es e oi um ano
bas an e g a i ican e e en iquecedo , con ibuindo g andemen e pa a a minha
o mação pessoal e p o issional.
A possibilidade de pode leciona nes e es abelecimen o de ensino,
pe mi iu-me c esce , pois ap endi a lida com si uações que a é aqui não
aziam pa e do meu dia-a-dia.
Ti e opo unidade de leciona em ês ní eis de ensino des in os e com
condições ó imas de abalho. Além disso, i enciei ao longo de odo o ano,
expe iências únicas com os meus alunos, P o esso es e es an e comunidade
educa i a, que jamais se ão esquecidas. Ap endi mais do que aquilo que no
início imaginei, c escendo como pessoa e docen e.
O caminho não oi ácil, es e oi echeado de al os e baixos. O Es ágio
P o issional pe mi iu-me a isca , expe imen a , obse a , a alia e e le i
a a és de um ensino o ien ado. As di iculdades, os eceios e a insegu ança
o am ul apassadas com uma on ade pessoal eno me. Po udo is o, ainda
me sin o mais sa is ei o e ealizado, pois os obs áculos o na am-me num u u o
p o issional melho p epa ado.
Quan o aos meus alunos, mo i o de odo o meu abalho e dedicação, o
obje i o cen ou-se na po enciação das suas ap endizagens e nes e âmbi o
penso que o obje i o oi cump ido.
Face a es e quad o, posso a i ma que as minhas expe a i as iniciais o am
a ingidas. Assim, e mino com o sen imen o de de e cump ido e de que udo
iz pa a ealiza semp e o melho em p ol do Ag upamen o, do Núcleo de
Es ágio e dos alunos em especial.
Enca o, po isso, o meu u u o com o imismo e segu ança. Sin o que
oco eu uma g ande e olução em di e sos aspe os desde o início do ano a é
ago a, que odas as expe iências passadas p omo e am em mim um aumen o
de compe ência e de conhecimen os.
Te minou o Es ágio P o issional mas começa ago a uma no a caminhada.
Se á uma caminhada longa, que e á os seus al os e baixos como odas as
94
ou as mas que enca o com g ande on ade e en usiasmo. Se ei mais um a
lu a pelos meus obje i os e pelos meus sonhos.
“Somos do amanho dos nossos sonhos”.
(Fe nando Pessoa, s/d)
95
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
96
97
7. Re e ências Bibliog á icas
 Almeida, A. e Ribei o, D. (2009). Compa ação dos ní eis de a i idade
ísica nas aulas de educação ísica quan o à mo ologia e géne o dos
alunos, modelo es u u al das escolas, unidades emá icas e
ca ac e ís icas das aulas: es udo ealizado em es udan es a equen a o
2º ciclo do ensino básico da Escola EB 2-3 Fe nando Pessoa e do
colégio Nossa Senho a da Paz: Po o.
 Ba is a, P. & Quei ós, P. (2013). O es ágio p o issional enquan o espaço
de o mação p o issional. In P. Ba is a, P. Quei ós & R. Rolim (Eds),
Olha es sob e o es ágio p o issional em Educação Física (pp. 31-52).
Po o: Edi o a.
 Ba os, I. Ba is a, P. & Pe ei a, A. (2011). Con ibu o pa a a
comp eensão do p ocesso de ( e)cons ução da iden idade p o issional
no con ex o da o mação inicial: es udo em es udan es es agiá ios de
Educação Física, Po o.
 Ben o, J. (1987). Planeamen o e a aliação em educação ísica. Lisboa:
Li os Ho izon e.
 Ben o, J. (I2003). Planeamen o e a aliação em educação ísica (3ªEds).
Lisboa: Li os Ho izon e.
 Ben o, J. Ga cia, R. & G aça, A. (1999). Con ex os da pedagogia do
despo o: pe spe i as e p oblemá icas. Lisboa: Li os Ho izon e.

98
 B och, M. & C os, F. (1992). Ils on oulu un p oje d’é ablissemen .
S a égies e mé hodes. Pa is: INRP.
 Ca men, L. & Zabala, A. (1991). Guia pa a la elabo ación seguimen o y
alo ación de p oyec os cu icula es de cen o. Mad id: CIDE.
 Ca ega, P. (2012). Di iculdades sen idas pelos P o esso es à en ada
da p o issão. Ins i u o Poli écnico de Lisboa: Escola Supe io de
Educação de Lisboa: Disse ação ap esen ada à Escola Supe io de
Educação pa a a ob enção de g au de Mes e em Ciências de
Educação.
 C um, B. (1993). Con en ional hough and p ac ice in Physical
Educa ion: P oblems o eaching and implica ions o change. Ques .
Vol.45, Iss. 3. (pp. 339 – 356).
 Ennis, C. (2006). Cu iculum: Fo ming and eshaping he isiono physical
educa ion in a high need, low demand wo ld o schools. Na ional
Associa ion o Kinesiology and Physical Educa ion in Highe Educa ion.
 Fo mosinho, J. (2001). A Fo mação p á ica dos p o esso es: da p á ica
docen e na ins i uição à p á ica pedagógica nas escolas. Uni e sidade
do Minho.
99
 Flo es, M. & Day, C. (2006). Con ex s which shape and eshape new
eache s iden i ies: A mul i-pe pec i e s udy. Teaching and Teache
Educa ion.
 Ga gan a, R., & San os, C. (2015). P opos a de um sis ema de
p omoção da a i idade ísica/exe cício ísico, com base nas “no as”
pe spe i as do eino uncional. In R. Rolim, P. Ba is a & P. Quei ós
(Eds.), Desa ios eno ados pa a a ap endizagem em educação ísica
(pp. 125-157). Po o: Edi o a FADEUP.
 Lei e, C. (2000). P oje o educa i o da escola, p oje o cu icula de
escola, p oje o cu icula de u ma, o que êm em comum? O que os
dis ingue?. Po o.
 Masu ie , G. & Co bin, C. (2006). Top 10 easons o Quali y Physical
Educa ion: JOPERD.
 Nó oa, A. (1992). Os p o esso es e a sua o mação. Lisboa : Dom
Quixo e.
 Pa a, S. (2012). Da o mação inicial à inse ção na p o issão. Lisboa:
Disse ação de Mes ada ap esen ado à Escola Supe io de Educação.
 Pimen a, S. (2002). O es ágio na o mação de p o esso es (5ªedição).
São Paulo: Co ez.
100
 Ribei o, A. & Ribei o, L. (1990). Plani icação e A aliação do ensino-
ap endizagem. Lisboa: Uni e sidade Abe a.
 Ribei o, L. (1993). A aliação de ap endizagem. Lisboa: Tex o Edi o a.
 Rink, J. (2014). Teaching physical educa ion o lea ning (7 ed.). New
Yo k: McG aw Hill.
 Rosado, A., & Fe ei a, V. (2011). P omoção de ambien es posi i os de
ap endizagem. In A. Rosado & I. Mesqui a (Eds.), Pedagogia do
Despo o (pp. 185-206). Lisboa: Faculdade de Mo icidade Humana
 Sieden op, D. (1987). The heo y and p ac ice o spo educa ion. In: G.
Ba e e, R. Feingold, R. Rees & M. Pié on, My hs, models and me hods
in spo pedagogy (pp. 79-86). Champaign, IL: Human Kine ics.
 Sieden op, D. (1994). Spo Educa ion: Quali y PE h ough posi i e spo
expe iences. Champaign, IL: Human Kine ics.
 Sieden op, D. (1996). Physical educa ion and educa ional e o m: The
case o spo educa ion. S uden lea nig in physical educa ion.
Champaign, Ill: Human Kine ics.
 Sil a, T. (2009). Elemen os pa a a comp eensão do p ocesso de
e lexão em si uação de es ágio pedagógico – Es udo de caso de um
es udan e-es agiá io de Educação Física. Po o: T. Sil a. Disse ação de
Mes ado ap esen ada à Faculdade de Despo o da Uni e sidade do
Po o
 Wilmo e, J. & Cos ill, D. (2001). Fisiologia do despo o e do exe cício.
B asil Manole
101
8. ANEXOS
iii
Anexo 5 - Exemplo de plano de aula
Plano de Aula Nº 61
P o esso Coope an e: Te esa Leand o
P o esso -Es agiá io: Luís Limas
Ano/Tu ma: 10º6
Nº alunos p e is os: 26
Local: Escola Secundá ia D . Manuel Gomes de
Almeida
Aula nº 6 de 9
Da a: 28/05/2015
Ho a: 11:50 h
Du ação: 70’
Espaço: Campo de Fu ebol
Ma e ial: 10 bolas de andebol, sinalizado es, 10 cones, i as, 4 a cos, 4 co das, 2 api os
Unidade Didá ica: Andebol
Função Didá ica: Exe ci ação
Obje i o ge al
Habilidades Mo o as: Desen ol e si uações de supe io idade numé ica (2x1 e 3x2). T abalha o décalage e o passe e ai. Desen ol e ansições de esa-a aque e a aque-de esa.
Cul u a Despo i a: Iden i ica as eg as do andebol, bem com as suas ca a e ís icas básicas. Iden i ica a e minologia da modalidade.
Condição Física e Fisiologia: Desen ol e a o ça explosi a a a és da ealização do ema e em suspensão e/ou mudanças de di eção ápidas, a elocidade de eação acompanhando as
mo imen ações do seu ad e sá io di e o e a coo denação óculo-manual manipulando a bola de o ma segu a e p ecisa.
Concei os Psicossociais: Respei a os colegas, p o esso e uncioná ios, coope a com os colegas e ajudá-los a ul apassa as suas di iculdades, en ol e -se a i amen e nas a i idades da
aula, p ocu ando melho a o seu desempenho.

Obje i o Compo amen al
Si uações de Ap endizagem
Componen es C í icas
O ganização
Alunos/P o esso
PARTE INICIAL
11:55
5’
O aluno:
- P epa a o o ganismo pa a a a i idade ísica
seguin e.
Mobilização a icula : O ganizados po equipas ealizam os
mo imen os de aquecimen o pedidos pelo seu capi ão
“Não diminui a in ensidade”
- Os alunos deslocam-se pelo espaço
de inido.
PARTE FUNDAMENTAL

ix
12:00
10’
O aluno:
- Ul apassa o de enso di e o a a és da
ealização de in as de co po e/ou ápidas
mudanças de di eção;
- Realiza o ema e em suspensão/apoio após a
chamada dos 3 apoios,
- Realiza o ema e em suspensão/apoio com
o ação do onco e com o b aço que em a
bola “a mado”.
- Desma ca-se, c iando linhas de passe que
a o eçam o a aque.
Si uação de 2x1:
Dois alunos que iniciam exe cício no meio campo, de em
ul apassa o seu oposi o , ecebendo a bola em posição
a o á el pa a inaliza . O exe cício de e se ealizado de ambos
os lados.
No a:
De esa a i a
P oibição do uso do d ible
5’ oca de lado
Pon uação:
A cos: 3 Pon os
Cones: 2 Pon os
- “Passa e u iliza a in a de
co po”;
- “A ança quando encon a es
espaço”;
- “Bola acima da cabeça”;
- “A ma o b aço de ema e”;
- “Co o elo apon a pa a a zona
de ema e”;
- “Não pode usa d ible”;
Tu ma di idida po equipas, cada uma
ocupa 1/4 de campo:
12:10
10’
O aluno:
- Ul apassa o de enso di e o a a és da
ealização de in as de co po e/ou ápidas
mudanças de di eção;
- Realiza o ema e em suspensão/apoio após a
chamada dos 3 apoios,
- Realiza o ema e em suspensão/apoio com
o ação do onco e com o b aço que em a
bola “a mado”.
- Desma ca-se, c iando linhas de passe que
a o eçam o a aque.
- A aca o espaço en e de enso es pa a c ia
espaço pa a colega pene a .
Si uação de 3x2:
T ês alunos que iniciam exe cício no meio campo, de em
ul apassa os 2 oposi o es, ecebendo a bola em posição
a o á el pa a inaliza . O exe cício de e se ealizado de ambos
os lados.
No as:
De esa a i a
5’ oca de lado
Pon uação:
A cos: 3 Pon os
Cones: 2 Pon os
- “Passa e u iliza a in a de
co po”;
- “A ança quando encon a es
espaço”;
- “Bola acima da cabeça”;
- “A ma o b aço de ema e”;
- “Co o elo apon a pa a a zona
de ema e”;
- “Não pode usa d ible”;
Tu ma di idida po equipas, cada uma
ocupa 1/4 de campo:
x
12:20
15’
Em si uação o ensi a:
- Ci cula a bola a a és da ealização de passes
pa a colegas desma cados;
- A aca o espaço en e de enso es, supe ando
si uações de 1x1 e/ou ixando o de enso do
colega, c iando espaço pa a inaliza ;
Em si uação de ensi a:
- Ma ca o seu ad e sá io di e o a a és da
ma cação em p oximidade (quando es e possui
a bola) e ma cação de igilância (quando es e
não possui a bola);
- Auxilia os companhei os quando es es são
ul apassados.
Si uação 5x4+GR
Os alunos ealizam a aque posicional em si uação de
supe io idade numé ica. Após ecupe a a bola, a equipa que se
encon a a em p ocesso de ensi o en a chega ao meio campo
com a bola con olada.
No a:
Alunos que es ão em espe a assumem papel de á bi o e
ma cado .
7’ odam as equipas.
Pon uação:
1 Golo = 1 Pon o
Golo a a és do décalage = 2 Pon os
Chegada ao meio campo = 1 Pon o
- Toma a inicia i a o ensi a;
- Simula ema es, passes e
mo imen ações pa a iludi / ixa
os ad e sá ios;
2 Equipas em cada meio campo
12:35
20’
Em si uação o ensi a:
- Ci cula a bola a a és da ealização de passes
pa a colegas desma cados;
- C ia linhas de passe;
- Ap o ei a espaço li e;
Em si uação de ensi a:
- Ma ca o seu ad e sá io di e o a a és da
ma cação em p oximidade (quando es e possui
a bola) e ma cação de igilância (quando es e
não possui a bola);
- Auxilia os companhei os quando es es são
ul apassados.
- Realiza ápida ansição pa a o a aque.
T eino holandês (T ansições) - 5x4+GR & T eino Funcional
(3 equipas): Os alunos ealizam a aque posicional em si uação de
supe io idade numé ica. Após ecupe a a bola, a equipa ealiza
ansição pa a o meio campo con á io (onde se encon a uma
equipa em espe a), ealizando no amen e a aque posicional.
No a:
A 4ª equipa ealiza du an e os 5’ de jogo um ci cui o de eino
uncional.
5’ odam as equipas.
Equipa que ob e melho sco e de golos ence o “ o neio”.
Pon uação:
10 Pon os - Equipa encedo a
- Toma a inicia i a o ensi a;
- Simula ema es, passes e
mo imen ações pa a iludi / ixa
os ad e sá ios;
- Reco e ao d ible apenas
quando es i amen e necessá io.
Campo in ei o – 2 equipas ocupam um
meio campo e a 3ª equipa encon a-se
em espe a no meio campo opos o:
xi
O aluno:
- Aumen a a sua o ça in e io , média e
supe io a a és de eino de o ça
Ci cui o de T eino Funcional (4 Es ações)
(30’’ de exe ci ação, 15’’ pa a oca de es ação)
Es ação 1: Flexões Es ação 2: Sal o com pés jun os -
Deg au
Es ação 3: Abdominais Es ação 4: Sal o à co da
“Respi a na con ação”
“T oca ápido de es ação”
“Co po con aído”
“Não diminui o i mo”
4ª Equipa ealiza o ci cui o de eino
uncional jun o à en ada do campo.
PARTE FINAL
13:05
5’
- O aluno man ém-se em silêncio enquan o os
colegas ealizam a sua au oa aliação.
Realiza a au oa aliação a e ida com os alunos.
- Re le i ace ca da sua
p es ação du an e a aula.
- Alunos dispos os em meia-lua, com o
p o esso no cen o, à sua en e.
xii
Anexo 6 - Exemplo de icha de a aliação diagnós ica da modalidade de Andebol
LEGENDA:
1 – Não az;
2 – Faz com di iculdade;
3 – Faz azoa elmen e;
4 – Faz bem;
5 – Faz sem e os
ALUNOS
ANDEBOL
APANHADA C/
PASSE
Passe
(di eção e al u a adequadas)
Receção
(apanha a bola sem deixa
cai )
Desma cação
(c ia linha de passe segu a)
ROUBA CONES
D ible
(p og edi no campo com
bola con olada)
Finalização
( inaliza quando em
opo unidade)
Ocupação espaço (O e.)
(“ab e”, jogando em
ampli ude)
Ocupação espaço (De .)
(“ echa”, p o egendo a
baliza)