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Relatório de Estágio Profissional - "A caminho da concretização de um sonho"

Luís Pedro Carvalho Limas

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Faculdade de Despo o Uni e sidade do Po o A caminho da conc e ização de um sonho Rela ó io de Es ágio P o issional O ien ado a: P o esso a Dou o a Paula Ma ia Fazendei o Ba is a Luís Ped o Ca alho Limas Po o, Se emb o de 2015 Rela ó io de Es ágio P o issional ap esen ado com is a à ob enção do 2º ciclo de Es udos conducen e ao g au de Mes e em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io (Dec e o-lei nº 74/2006 de 24 de Ma ço e o Dec e o-lei nº43/2007 de 22 de Fe e ei o). ii Ficha de Ca alogação Limas, L. (2015). A caminho de um sonho – Rela ó io de Es ágio P o issional. Po o: L. Limas. Rela ó io de Es ágio P o issional pa a a ob enção do g au de Mes e em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io, ap esen ado à Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o. PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO PROFISSIONAL, EDUCAÇÃO FÍSICA, PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM, TREINO FUNCIONAL iii DEDICATÓRIA Aos meus pais, pelo apoio incondicional que semp e me de am em odos os momen os da minha ida. Sem ocês nada se ia possí el. i AGRADECIMENTOS Aos meus Pais, as duas pessoas mais impo an es da minha ida, azão da minha exis ência, pela o ma como me c ia am, pela educação que me ansmi i am, eple a de alo es, que ize am de mim o homem que sou hoje. À minha I mã, po odo o apoio, pela amizade e pela incansá el disponibilidade. Ao meu I mão, que apesa de já não es a p esen e “en e nós”, es a á ce amen e o gulhoso de mim es eja onde es i e , pois semp e me incen i ou a segui odos os meus sonhos. À Tânia, po me ajuda a nunca desis i des e sonho. Po es a semp e p esen e em odos os momen os des a caminhada e po se a pessoa que me comple a. À minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Paula Ba is a, po odo o acompanhamen o e disponibilidade que e e desde o início des e p ocesso. Se iu semp e de supo e pa a odo o abalho desen ol ido. À minha coope an e, Mes e Te esa Leand o, pela dedicação, amizade, p o issionalismo e disponibilidade o al. Pela pa ilha de conhecimen os e conselhos que con ibuí am pa a o meu en iquecimen o pessoal e p o issional. Aos meus alunos, pela colabo ação, ca inho, coope ação e espei o. Conquis a am um luga mui o especial no meu co ação e jamais se ão esquecidos. Aos meus companhei os de es ágio, Ped o e Rica do, po oda a amizade e en eajuda que demons a am ao longo de odo o ano le i o. Con osco ap endi e c esci como pessoa e p o issional. i Ao Rena o, pelo companhei ismo e amizade demons ada ao longo des a e apa. A odos os meus e dadei os amigos, que es i e am p esen es nos momen os cha e. ii ÍNDICE GERAL DEDICATÓRIA ................................................................................................. iii AGRADECIMENTOS ......................................................................................... ÍNDICE GERAL ................................................................................................ ii ÍNDICE DE QUADROS ..................................................................................... ix ÍNDICE DE FIGURAS ..................................................................................... xiii ÍNDICE DE ANEXOS ....................................................................................... x RESUMO........................................................................................................ x ii ABSTRACT ..................................................................................................... xix 1. In odução .................................................................................................. 2 2. ENQUADRAMENTO BIOGRÁFICO ........................................................... 5 2.1 Re lexão Au obiog á ica .................................................................................................. 7 2.2. Expe a i as Iniciais ......................................................................................................... 9 3. ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PROFISSIONAL .............................. 13 3.1 A Escola ......................................................................................................................... 15 3.2 O G upo de Educação Física .......................................................................................... 17 3.3 O Núcleo de Es ágio ................................................................................................ 18 3.4 A Minha Tu ma .............................................................................................................. 19 4. REALIZAÇÃO DA PRÁTICA PROFISSIONAL ........................................ 23 4.1 O ganização e Ges ão do Ensino e da Ap endizagem ................................................... 25 4.1.1 A Conceção ............................................................................................................. 26 4.1.2 O Planeamen o ....................................................................................................... 28 4.1.2.1 Plano Anual ..................................................................................................... 29 4.1.2.2 Unidade Didá ica ............................................................................................. 30 4.1.2.3 Plano de Aula ................................................................................................... 34 4.1.3 A Realização ....................................................................................................... 35 4.1.3.1 1ºPe iodo ........................................................................................................ 35 4.1.3.2 2º Pe íodo ....................................................................................................... 37 4.1.3.3 3º Pe íodo ....................................................................................................... 39 4.1.4 A A aliação do Ensino ............................................................................................ 42 4.3 A Tu ma Pa ilhada .................................................................................................... 52 iii 4.4 A Expe iência Inespe ada - 1º Ciclo ........................................................................... 54 4.5 O T eino Funcional nas aulas de Educação Física.......................................................... 57 4.5.2 In odução .............................................................................................................. 58 4.5.3 Me odologia ........................................................................................................... 60 4.5.3.1 Pa icipan es .................................................................................................... 60 4.5.3.2 Ins umen os ................................................................................................... 60 4.5.3.3 P ocedimen os de Análise ............................................................................... 64 4.5.4 Ap esen ação dos esul ados ................................................................................. 64 4.5.4.1 Mo i ação dos Alunos pa a o T eino Funcional .............................................. 64 4.5.4.2 Pad ão de Execução Mo o a ........................................................................... 70 4.5.4.3 Dados An opomé icos .................................................................................. 73 4.5.5 Discussão ................................................................................................................ 75 4.5.6 Conclusão ............................................................................................................... 76 4.5.7 P opos as pa a u u os es udos ............................................................................. 77 5. Pa icipação na Escola e Relação com a Comunidade ........................ 79 5. Pa icipação na Escola e Relação com a Comunidade .................................................... 81 5.1 A i idades ealizadas ................................................................................................. 82 5.1.1 Happy Day .......................................................................................................... 83 5.1.2 MEXE-TE ............................................................................................................. 85 5.1.3 Visi a de Es udo – Con en o de Ma a ............................................................... 86 5.1.4 Sa au ................................................................................................................... 87 5.2 Despo o escola ....................................................................................................... 88 6. CONCLUSÃO ............................................................................................ 91 6. Conclusão ............................................................................................................................ 93 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAs .......................................................... 95 8. ANEXOS .................................................................................................. 101 ix ÍNDICE DE QUADROS Quad o 1 - Dis ibuição de modalidades po Pe íodos e núme o de aulas p e is as e lecionadas ...................................................................................... 29 Quad o 2 - Ci cui o de eino uncional ............................................................ 60 Quad o 3 – Pad ão de execução mo o a na 1ª aula e na úl ima dos exe cícios do ci cui o de T eino Funcional ........................................................................ 70 Quad o 4 - Dados An opomé icos - Al u a..................................................... 73 Quad o 5 - Dados An opomé icos - Peso ...................................................... 73 Quad o 6 - Dados An opomé icos - IMC ....................................................... 74 Quad o 7 - Dados An opomé icos po sexo – 1º Regis o .............................. 74 Quad o 8 - Dados An opomé icos po sexo – 2º Regis o .............................. 75 x i x ii RESUMO Es e documen o oi elabo ado no âmbi o do segundo ciclo de es udos conducen e ao g au de Mes e em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io, da Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o. O Es ágio P o issional deco eu numa escola do g ande Po o, num Núcleo de Es ágio cons i uído po ês es udan es-es agiá ios, a p o esso a coope an e da escola e a p o esso a o ien ado a da aculdade. A elabo ação des e documen o isa ap esen a uma análise e lexi a das expe iências i idas em con ex o de Es ágio P o issional. Face a es e p opósi o, odas as expe iências e ap endizagens documen adas nes e ano le i o es ão espelhadas nes as páginas. O p imei o capí ulo engloba a in odução do Rela ó io de Es ágio. O segundo capí ulo é dedicado ao enquad amen o biog á ico, que espelha o aje o pessoal a ní el despo i o, p o issional e as expe a i as e e en es ao Es ágio P o issional. O e cei o capí ulo, epo a-se ao enquad amen o da p á ica p o issional, ca ac e izando a escola, o meio en ol en e, o Núcleo de Es ágio e a u ma que lecionei du an e odo o ano le i o. O qua o capí ulo, con ém a análise do abalho desen ol ido, endo como base as e lexões ealizadas ao longo des e p ocesso e olu i o. A ên ase é dada aos momen os mais signi ica i os i enciados. Nes e capí ulo é ambém ap esen ado o abalho de in es igação “O eino uncional nas aulas de Educação Física”. O quin o capí ulo, “Pa icipação na Escola e Relação com a Comunidade”, espelha as i ências pa a além do empo de aula, colocando em ele o a pa icipação nas a i idades e as elações es abelecidas com a comunidade escola . O sex o e úl imo capí ulo, é ese ado à conclusão des a longa caminhada, endo po base as expec a i as iniciais e os momen os i idos ao longo do Es ágio P o issional. PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO PROFISSIONAL, EDUCAÇÃO FÍSICA, PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM, TREINO FUNCIONAL x iii xix ABSTRACT The p esen epo was ca ied ou wi hin he second cycle s udies leading owa ds he Mas e ’s Deg ee in Physical Educa ion Teaching o Elemen a y and High School, o Facul y o Spo , Uni e si y o Po o. The p ac icum ook place in a school loca ed in Po o zone, wi hin a g oup composed by h ee in e ns, a coope a i e eache om he school and a supe iso om he Facul y. The pu pose o his documen is o p esen a e lec i e analysis on he e en s which occu ed du ing he a o emen ioned p ac icum. Rega ding his pu pose, all he expe iences and lea ning’s acqui ed du ing his school yea a e displayed h oughou his epo . The i s chap e conce ns he in oduc ion o he p ac icum epo . As o he second chap e , i explo es he biog aphical con ex which in luences he indi idual expe ience wi h spo s, he ca ee goals and expec a ions owa ds he p ac icum i sel . The hi d chap e co e s he p o essional backg ound, desc ibing he mos impo an ea u es o he school, he su oundings, he p ac icum g oup and he class I augh . The ou h chap e con ains he analysis o he de eloped wo k, based on he e lec ions made along he whole p ocess, highligh ing he mos ema kable miles ones. In his chap e , i is also p esen ed he s udy on “Func ional T aining on he Physical Educa ion class”. The i h chap e , “Pa icipa ion in School and Rela ionship wi h he Communi y” acknowledges he a e class expe iences, emphasizing he pa icipa ion on he ac i i ies and he ela ionship es ablished wi h he school communi y. The six h and inal chap e con ains he conclusion o his jou ney based on he ini ial expec a ions and he di e en expe iences ha occu ed h oughou i . KEY-WORDS: PRACTICUM, PHYSICAL EDUCATION, TEACHING- LEARNING PROCESS, FUNCTIONAL TRAINING 1. INTRODUÇÃO 3 1. INTRODUÇÃO O p esen e ela ó io de es ágio oi elabo ado no âmbi o do Es ágio P o issional, pa e in eg an e do 2º ciclo de es udos em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io da Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o (FADEUP). A conceção e elabo ação des e documen o é uma a e a ex emamen e exigen e e di ícil de ealiza . Segundo Fo mosinho (2001), o Es ágio P o issional é a componen e cu icula da o mação p o issional de p o esso es que obje i a in oduzi os es udan es no mundo do ensino e desen ol e compe ências p á icas ine en es a um desempenho docen e esponsá el e adequado à si uação. Como al, o Es ágio P o issional assume-se como um pe cu so echeado de ca ac e ís icas p óp ias, co espondendo, à úl ima ase da o mação académica que p epa a o es udan e es agiá io pa a a ealidade u u a. P opo ciona momen os pa a a aplicação de uma sé ie de compo amen os e conhecimen os sob e o ensino, desen ol endo, assim, compe ências e um espí i o c í ico no que conce ne à a i idade p o issional. Pois, al como es á plasmado nas no mas O ien ado as do Es ágio P o issional da FADEUP “O Es ágio P o issional isa a in eg ação no exe cício da ida p o issional de o ma p og essi a e o ien ada, a a és da p á ica de ensino supe isionada em con ex o eal, desen ol endo as compe ências p o issionais que p omo am nos u u os docen es um desempenho c í ico e e lexi o, capaz de esponde aos desa ios e exigências da p o issão.”1 (p.2). O Es ágio o na-se uma e apa ainda mais ma can e, pois é o p imei o con ac o eal com a a i idade p o issional no papel de p o esso e, simul aneamen e, de aluno. É ambém um momen o em que o es udan e es agiá io p ocu a anspo pa a a p á ica as compe ências adqui idas ao longo da sua o mação inicial. De o ma a e a a a minha i ência em con ex o de Es ágio P o issional, e endo em conside ação as suas ca a e ís icas, o documen o, ¹ No mas O ien ado as do Es ágio P o issional do ciclo de es udos conducen e ao g au de Mes e em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io. Em igo no ano le i o 2014/2015. Po o: FADEUP. Ma os, Z . 4 além da in odução (p imei o capí ulo) es á o ganizado em mais qua o g andes capí ulos. O segundo capí ulo epo a-se ao enquad amen o biog á ico, onde é e a ado o pe cu so pessoal, despo i o, p o issional, bem como uma b e e e e ência às expec a i as iniciais e e en es ao Es ágio P o issional. No e cei o capí ulo ca ac e izo a Escola, o G upo de Educação Física, o Núcleo de Es ágio e a u ma que acompanhei ao longo do ano le i o. O qua o capí ulo é ese ado à “Realização da P á ica P o issional”. Es e capí ulo es á subdi idido em qua o subcapí ulos: 1- “O ganização e ges ão do ensino e da ap endizagem”, 2- “Tu ma pa ilhada”; 3- “ A Expe iência inespe ada – 1º Ciclo” e 4 - ”O T eino Funcional nas aulas de Educação Física”. O quin o capí ulo “Pa icipação na Escola e elação com a Comunidade”, inco po a as a i idades em que pa icipei e que ealizei ao longo do ano le i o. Po úl imo, é ap esen ada uma e lexão inal - conclusão do ela ó io de es ágio, elabo ada com base em odo o abalho desen ol ido e odas as expe iências i enciadas ao longo do ano le i o. A ealização des e ela ó io de es ágio o nou-se num e dadei o desa io, is o que uma das minhas maio es di iculdades ao longo do ano cen ou-se na ealização das e lexões indi iduais esc i as, nas quais p ocu a a e a a as di e en es expe iências i idas, designadamen e os p oblemas de e ados e es a égias u ilizadas pa a os supe a . 5 2. ENQUADRAMENTO BIOGRÁFICO 12 13 3. ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PROFISSIONAL 14 15 3.1 A Escola A Escola onde ealizei o Es ágio P o issional oi c iada em 1956 pelo Dec e o nº40 725 do Minis é io da Educação Nacional (Di eção Ge al do Ensino Técnico P o issional), como escola écnica p o issional, designada de Escola Indus ial e Come cial. En ou em uncionamen o em Janei o de 1957 com ap oximadamen e 150 alunos e 17 p o esso es, numa casa alugada no Ga e o das Ruas 21 e 33. O seu plano de es udos e e en e ao Ciclo P epa a ó io engloba a: - Fo mação Ge al de Comé cio; - Fo mação do Se alhei o; - Cu sos complemen a es de ap endizagem: Ca pin ei o – Ma cenei o. No início de 1966 inicia am-se as ob as pa a um no o edi ício, si uado a nascen e e sul da cidade de Espinho, com uma á ea de 21 500m2. O edi ício inha 40 salas de aula e capacidade pa a ce ca de 1200 alunos dis ibuídos po um núme o máximo de 49 u mas em ho á io diu no. O cus o da ob a ele ou-se a 14 500 escudos, e as no as ins alações o mam inaugu adas em 19/06/1968. Nessa da a, já com 1440 alunos, e am minis ados os cu sos de Fo mação Ge al do Comé cio, Fo mação do Se alhei o, Fo mação Feminina e Fo mação de Mon ado Ele icis a. Em egime de ape eiçoamen o, unciona am os cu sos no u nos de Ge al de Comé cio, o de Se alhei o e de Mon ado Ele icis a. A 21 de No emb o de 1979, po publicação no Diá io da Republica, a escola passou a denomina -se Escola Secundá ia. A designação a ual da a de Ab il de 1987, al u a em que ado ou, como pa ono o D . Manuel Gomes de Almeida. De início ocacionada pa a o ensino écnico, a Escola acompanhou as sucessi as e o mas do sis ema educa i o, o e ecendo hoje, aos alunos, uma a iada gama de opções que se enquad am nos cu sos p edominan emen e o ien ados pa a o p osseguimen o de es udos e pa a a Vida A i a. De aco do com os dados pa en es no P oje o Educa i o do Ag upamen o, no início do p esen e ano le i o, a população discen e da Escola 16 e a de ap oximadamen e 1400 alunos, sendo o iunda de di e sas eguesias e de concelhos izinhos. No que conce ne ao núme o de docen es, o Ag upamen o con abiliza 260 P o esso es. Rela i amen e ao pessoal não docen e são con abilizados 41 uncioná ios, sendo es e núme o e e en e à Escola Secundá ia onde nos encon amos. A Escola oi ecen emen e emodelada pelo p oje o “Pa que Escola ”. Es e p oje o de in e enção seguiu as no mas de de inidas pelo P og ama de Mode nização das Escolas do Ensino Secundá io, bem como as exigências do p oje o educa i o da escola. Es a emodelação o e ece boas condições pa a a lecionação da Educação Física, con udo, e idenciou algumas anomalias em si uações pon uais. O espaço ese ado pa a as aulas de Educação Física é compos o po um pa ilhão, um ginásio, um campo de oleibol ex e io e dois campos ex e io es de u ebol e de andebol e ou o de basque ebol. Além des es campos disponí eis pa a a p á ica das á ias modalidades, a escola dispõe de uma sala de condição ísica o e ecendo di e en es equipamen os pa a o abalho de o ça. Aliado a udo is o exis em balneá ios pa a 4 u mas em simul âneo. Es as condições são impo an es na medida em que pe mi em uma ápida oca de oupa aos alunos, e des a o ma, o planeamen o do p o esso pode se ealizado endo isso em a enção, pois sabe de an emão que os alunos não êm necessidade de chega em a asados. No que conce ne às condições disponí eis pa a a p á ica, o pa ilhão, ao longo do ano e e alguns p oblemas de in il ações de água deixando o piso húmido em algumas zonas do campo. Rela i amen e aos espaços ex e io es, o piso do espaço 2 ambém so e de algumas impe eições aglome ando algumas poças de água nos dias em que cho e com equência. Rela i amen e ao ma e ial disponí el, es e pe mi e abo da as seguin es modalidades: basque ebol, u ebol, oleibol, andebol, a le ismo, ginás ica, co ebol, pa inagem, énis, judo, badmin on, a i idades de a li e e de o ien ação. Impo a ainda e e i que a escola em uma pa ce ia com a Piscina Municipal de Espinho, possibili ando, des e modo, a lecionação da na ação no con ex o das aulas de Educação Física e ambém do Despo o Escola . 17 Ao longo do ano le i o oi isí el a esponsabilidade que odos os P o esso es êm na p ese ação do ma e ial disponí el, ansmi indo aos alunos a impo ância de man e o ma e ial em ó ima condição. Desde 2012 que a Escola é a escola sede do Ag upamen o. Des e ambém azem pa e uma Escola EB 2/3 e se e EB1’s. 3.2 O G upo de Educação Física Desde o início do ano le i o que o G upo de Educação Física ez com que os es udan es-es agiá ios se sen issem pa e in eg an e do co po docen e. Es e g upo e a cons i uído po 11 P o esso es, que mos a am, em odos os momen os, o al disponibilidade pa a colabo a em udo o que osse necessá io. Es a simpa ia ez-me ac edi a que não e a is o apenas como “mais um es agiá io”. A minha elação com o g upo oi bas an e posi i a, não hou e quaisque desen endimen os en e nós e semp e que oi p eciso ajudei no que me oi solici ado. Coope ei com os p o esso es e pa icipei nas di e sas a i idades dinamizadas pelos mesmos (Co a-Ma o, Mexe- e e Sa au). Segundo Nó oa (1992), o diálogo en e p o esso es é undamen al pa a consolida sabe es eme gen es da p á ica p o issional. A dinâmica c iada pelo G upo e elou-se de e minan e ao longo de odo o ano, inclusi amen e a pa ilha de ideias e de conhecimen os o nou-se num hábi o saudá el. O espí i o de g upo e a coope ação po pa e de odos os in e enien es em odas as a i idades ealizadas oi algo que consegui abso e pa a o meu u u o p o issional. A P o esso a Coope an e oi a p incipal esponsá el pela minha inclusão e ápida in eg ação na Escola. Ap esen ou-me a odos os p o esso es e uncioná ios, azendo-me sen i pa e in eg an e da escola desde o início do ano le i o. 18 3.3 O Núcleo de Es ágio O núcleo de es ágio, cons i uído pelos es udan es-es agiá ios, p o esso coope an e e o ien ado da aculdade, de em segundo Ba is a e Quei ós (2013), unciona como comunidades p á icas, le ando os es agiá ios a ge a no o conhecimen o e no as compe ências. De ac o, a minha opinião sob e es e g upo, não podia se melho . Eu e os meus colegas de es ágio o mamos ealmen e um e dadei o g upo. Todos abalhamos a incadamen e pa a alcança os obje i os delineados, endo ha ido um es o ço eno me pa a aze o que oi solici ado. Fomos dedicados, empenhados e penso que isso anspa eceu pa a quem nos odeou. T abalhamos ao longo de odo o ano em conjun o e de uma o ma coesa. O ac o de se mos os ês de á eas dis in as pe mi iu uma pa ilha de ideias ao longo do ano le i o, median e os acon ecimen os que omos i enciando. O Ped o com a sua expe iência no eino de Andebol o nou-se undamen al pa a o planeamen o das aulas e na análise de con eúdos da modalidade, bem como no desen ol imen o do T eino Funcional. Já o Rica do, ligado á á ea da Dança e com alguns conhecimen os p o undos da Ginás ica, ajudou na delineação de es a égias de ensino. Desde cedo soube da impo ância que o núcleo de es ágio e ia, pois se ia com es as pessoas que i ia abalha e con i e du an e odo o ano le i o. O bom ambien e e a coope ação en e odos os elemen os oi undamen al pa a o sucesso do g upo e pa a o sucesso indi idual. Nes e momen o, chegado o im, sin o que as elações de amizade en e nós o am o i icadas. Ao longo do pe cu so semp e me sen i apoiado pelos companhei os des a longa iagem, o nando, bem complexo e exigen e, num p ocesso mais ácil. 19 3.4 A Minha Tu ma A u ma que acompanhei du an e es e ano de Es ágio P o issional e a o mada po um g upo de alunos que não se conhecia dos anos an e io es. E a uma u ma maio i a iamen e compos a po alunos indos de ou as ins i uições, algumas delas não pe encen es ao concelho de Espinho. “Desde cedo pe cebi que a maio pa e dos alunos da u ma não se conhecia. De ac o a maio ia deles e am o iundos de escolas di e en es” (Re lexão aula nº1- 16/9/2014) A u ma, inicialmen e e a compos a po 24 alunos, 12 apazes e 12 apa igas. Po ém, no início do segundo pe íodo dois alunos o am ans e idos pa a ou as u mas e o am in eg ados qua o no os alunos, odos eles apazes, aumen ando assim o núme o de alunos pa a 26. Segundo os dados ecolhidos no início do ano le i o, a a és das ichas de aluno, apenas 7 alunos esidiam na cidade de Espinho. Os es an es alunos habi a am em Sil alde, Pa amos, Esmo iz, Co egaça, G ijó, An a, S. Paio de Olei os e A goncilhe. A axa de ep o ação da u ma si ua a-se em 22%, ou seja, cinco alunos já inham ep o ado em anos an e io es. No que diz espei o à ambição escola , apenas um aluno e elou não ambiciona p ossegui es udos no ensino supe io . Rela i amen e à p e e ência disciplina , se e alunos escolhe am a Educação Física como a sua disciplina p e e ida. Ao ní el de doenças/ale gias, uma aluna so ia de epilepsia, algo que me ez e um cuidado especial e pesquisa ace ca da doença. Dois alunos so iam de escolioses e um de asma. Todas es as in o mações e ela am-se undamen ais não só pa a um conhecimen o mais ap o undado dos alunos, mas ambém pa a o p ocesso de planeamen o. No início do ano os alunos o am subme idos à ealização dos es es de i nessg am, endo como p incipal obje i o a a aliação da ap idão ísica em ês e en es: a ap idão ae óbia e a ap idão muscula , em dois amos, o ça e lexibilidade. 20 U ilizei 6 es es dis in os: A co ida Vai ém, pa a a alia ap idão ae óbia; o es e das lexões de b aços, pa a es a a o ça supe io ; os abdominais, pa a a alia a o ça abdominal; o sen a e alcança e ex ensão do onco, pa a a alia a lexibilidade isquio ibial e do so-lomba . Pa a comple a a a aliação inicial dos alunos ealizei igualmen e a co ida de 40 me os pa a a aliação da elocidade e o sal o ho izon al pa a a alia a impulsão ho izon al. Es es dois es es o am u ilizados median e os c i é ios p opos os pelo G upo de Educação Física da Escola. Pa a a alia a composição co po al calculei o IMC, a a és da elação do peso pela al u a. Os esul ados o am exp essos e classi icados segundo uma Zona Saudá el de Ap idão ísica (Boa ou Ó ima), ou Zona com Necessidade de Inc emen o. No que diz espei o à análise da composição co po al, a g ande maio ia si ua a-se den o do limi e da Zona Saudá el (23), encon ando-se apenas um aluno se encon a a numa zona com necessidade de inc emen o, nes e caso com alo es baixos de IMC. Face a es e ac o, du an e o ano exe ci uma igilância a es e aluno, com a enção edob ada aos seus compo amen os alimen a es e ísicos. No que diz espei o à esis ência ae óbia, no es e do ai ém, onze alunos da u ma não cump i am os obje i os mínimos pa a se enquad a den o dos alo es da Zona Saudá el de Ap idão Física. Apenas eze alunos consegui am a ingi os ní eis de Ap idão Física saudá el. Des e modo, o abalho ae óbio oi uma das e en es da condição ísica com maio en oque du an e odo o ano le i o, no sen ido de p omo e uma maio adap ação ca dio espi a ó ia. No que conce ne à o ça da ap idão muscula o am ealizados dois es es com esul ados simila es. Em elação ao es e dos abdominais, apenas dois alunos não consegui am a ingi os ní eis p e endidos. No que diz espei o ao es e de ex ensão de b aços, o am cinco os alunos a não cump i com o mínimo pa a se enquad a em na Zona Saudá el de Ap idão Física. Rela i amen e à lexibilidade, os esul ados ob idos o am ancamen e nega i os. Pa a a alia a lexibilidade u ilizei o es e do sen a e alcança e o es e de ex ensão do onco. Em elação ao es e que a alia a lexibilidade isquio ibial e i ica am-se mui os esul ados nega i os, apenas um aluno conseguiu a ingi os ní eis mínimos de zona saudá el. Po ou o lado, no es e 21 de ex ensão do onco, o am dez os alunos que a ingi am o mínimo p e endido. Es es esul ados não se e ela am nada animado es e e elam as limi ações ísicas que os alunos hoje em dia êm, p incipalmen e ao ní el de lexibilidade. A al a da p á ica egula de alongamen os pode á e uma elação di e a com es es esul ados. Du an e o ano le i o decidi inco po a nas aulas a ealização de alongamen os no inal da aula. Quan o ao es e de elocidade, apenas ês alunos não se encon am den o dos ní eis de zona saudá el, sendo es es ês alunos do sexo masculino. Pa a a alia o ní el mo o ge al em di e sas modalidades ealizei uma a aliação inicial concen ada nas modalidades de oleibol, u ebol, andebol, basque ebol e ginás ica. Rela i amen e aos esul ados ap esen ados pela u ma nas á ias modalidades, cons a ei que se a a a de uma u ma com ní eis bas an es sa is a ó ios. Tal ez o ac o de mais de 60% da u ma p a ica despo o ede ado em empos ex aescola es in luenciasse es e a o . En e as modalidades mais p a icadas pelos alunos da u ma, des aca am-se o oleibol e o u ebol, com cinco e seis p a ican es espe i amen e. No que conce ne às a i udes a u ma semp e se ele ou bas an e empenhada, esponsá el e cump ido a na ap endizagem das á ias modalidades ensinadas e na ealização das a e as p opos as. Rela i amen e ao compo amen o e o ma de es a nas aulas, oi uma u ma ácil de lide a . Con udo, a in eg ação dos qua os no os alunos no início do segundo pe íodo modi icou, numa ase inicial, a o ma de es a da u ma, oco endo um aumen o de compo amen os des ian es e de desa enção. Con udo, acabou po se algo que consegui con ola e ge i , não causando in e e ência no p ocesso de ensino-ap endizagem da u ma. 28 Es as in o mações o am, sem dú ida, essenciais pa a supo a a base de odo o planeamen o e adequa o p ocesso de ensino/ap endizagem o melho possí el à ealidade com o qual eu me con on ei. 4.1.2 O Planeamen o Segundo Ben o (2003), o obje i o p imo dial do planeamen o consis e na o ganização, con olo e acionalização do p ocesso de ensino a a és da o ma como o p ocesso de ap endizagem é o ien ado, da aquisição de conhecimen os e habilidades, da o mação e desen ol imen o de capacidades, assim sendo pa a se plani ica , de e-se e em conside ação as inalidades, obje i os e con eúdos dos p og amas cu icula es de Educação Física. O planeamen o é, po an o, na minha opinião, ma e ializado num documen o que auxilia o p o esso na ealização da sua a e a que, apesa de con e as linhas o ien ado as que es e achou mais pe inen es no momen o da sua ealização, não passa de um plano. Um dos ins umen os iniciais que se e elou essencial pa a o conhecimen o dos meus alunos, cen o de odo o meu abalho, oi o ques ioná io de ca a e ização da u ma. Es e ins umen o pe mi iu-me si ua a u ma em e mos sociais, cul u ais e despo i os. Foi sem dú ida um auxilia essencial ao planeamen o de ensino ajus ado à ealidade da u ma. A minha ação di idiu-se em ês dis in os ní eis de planeamen o: planeamen o anual, planeamen o da unidade didá ica e planeamen o da aula. Pos o is o, a cons ução do Modelo de Es u u a e Conhecimen o (MEC) de Vicke s (1990), acompanhou-me ao longo de oda a caminhada. A sua elabo ação e elou-se de e minan e em odo o p ocesso, pois e le e udo aquilo que oi ealizado pa a de e minada modalidade. A sua cons ução oi mui o bené ica, uma ez que ao longo da sua es u u ação pude aumen a o meu conhecimen o em odas as modalidades. A sua es u u a di ide-se em ês ases: ase da análise (módulos 1,2 e 3), ase da decisão (módulos 4,5,6 e 7) e a ase da aplicação (módulo 8). 29 4.1.2.1 Plano Anual Segundo Ben o (2003), o planeamen o anual é um plano de pe spe i a global que p ocu a si ua e conc e iza o p og ama de ensino no local e nas pessoas en ol idas. A escolha das modalidades lecionadas oi seguida median e as linhas o ien ado as do P og ama Nacional de Educação Física pa a o 10ºano. Assim sendo as modalidades abo dadas o am: Ginás ica de Solo e de Apa elhos, Basque ebol, Fu ebol, Na ação, Voleibol, A le ismo, Badmin on, Dança e Andebol. As modalidades dis ibuí am-se ao longo do ano con o me ilus a o Quad o 1. Quad o 1 - Dis ibuição de modalidades po Pe íodos e núme o de aulas p e is as e lecionadas Pe íodo Modalidades Nº de aulas p e is as Nº de aulas lecionadas 1º Pe íodo Ginás ica de Solo e Apa elhos 12 11 Basque ebol 6 6 Fu ebol 5 5 2º Pe íodo Voleibol 5 5 Na ação 10 10 A le ismo 6 6 3º Pe íodo Badmin on 6 5 Dança 6 4 Andebol 8 8 A dis ibuição das modalidades pelos ês Pe íodos oi ealizada em unção do oulemen ap esen ado no início do ano pelo G upo de Educação Física. O ac o de o oulemen “ oda ” 6 ezes, pe mi iu a abo dagem de á ias modalidades, endo cada modalidade o seu espaço de inido. Des a o ma, em nenhum momen o necessi ei de adap a as aulas em i ude dos espaços, pois a modalidade a abo da em unção do espaço es a a de inida. Ao longo do ano le i o u ilizei o pa ilhão pa a a lecionação das modalidades de Voleibol e Badmin on. No ginásio lecionei Ginás ica e Dança. 30 No campo ex e io lecionei Fu ebol e o Andebol e no campo ex e io 2 Basque ebol e A le ismo. Ao longo do ano, i e a an agem do oulemen pe mi i a pe manência nos mesmos espaços du an e pelo menos meio pe íodo. A lecionação das modalidades oi, ao longo do ano, ealizada de o ma al e nada, à e ça- ei a leciona a uma modalidade e à quin a- ei a ou a dis in a. Na p imei a me ade do p imei o pe íodo, i e à minha disposição o campo ex e io de basque ebol e o ginásio, as modalidades abo dadas o am o Basque ebol e a Ginás ica. Na segunda me ade do mesmo pe íodo a lecionação da Ginás ica man e e-se em i ude do espaço se man e e abo dei a modalidade de Fu ebol no campo ex e io g ande. Na p imei a me ade do segundo Pe íodo as modalidades abo dadas o am o Voleibol no Pa ilhão e a Na ação na Piscina Municipal. Na segunda me ade do pe íodo a Na ação man e e-se, jun ando-se o A le ismo. No que diz espei o ao e cei o Pe íodo, as modalidades abo dadas na p imei a me ade o am o Badmin on e a Dança, no pa ilhão e no ginásio espe i amen e, sendo a segunda me ade ese ada pa a a lecionação do Andebol no campo ex e io . 4.1.2.2 Unidade Didá ica Ao longo do ano, o meu núcleo de es ágio, op ou po ealiza o planeamen o das Unidades Didá icas comuns às ês u mas. Con udo, alguns dos módulos e am dis in os consoan e as especi icidades de cada u ma. Os ní eis dis in os das u mas nas di e en es modalidades abo dadas, exigiu, po ezes, ex ensões de con eúdos dis in as. Com a ealização dos MEC comecei a ape cebe -me da impo ância do planeamen o pa a cada uma das modalidades. Cada modalidade em a sua especi icidade e embo a algumas possam se ans e sais, nem semp e as es a égias de ensino-ap endizagem são iguais. A ealização do módulo 4 oi aquele que mais me ca i ou du an e odo o ano no planeamen o das á ias modalidades, assumindo-se como o módulo 31 mais impo an e do planeamen o, na medida em que ga an ia a sequência lógica-especí ica e me odológica da ma é ia e o ganiza a as a i idades do p o esso e dos alunos po meio de egulação e o ien ação da ação pedagógica “ende eçando às di e en es aulas um con ibu o isí el e sensí el pa a o desen ol imen o dos alunos” (Ben o, 2003, p. 60). O pode de planea aquilo que emos de abo da semp e c iou em mim uma mo i ação ex a. Nem semp e oi ácil ge i e concilia a abo dagem de an os con eúdos, con udo e o pode de decidi o que abo da e quando abo da uncionou como um es ímulo ex a. A ealização das unidades didá icas (UD), i e am como pon o de pa ida essencialmen e, o ní el de desempenho dos alunos nas a aliações iniciais. A p es ação des es oi a azão de escolha dos di e sos con eúdos a leciona em cada modalidade, endo semp e em con a o p ognós ico dos obje i os que conside a a que os alunos consegui iam a ingi no inal da unidade didá ica. As UD, algumas ezes, o am sujei as a al e ações ou a pequenos ajus es em unção da espos a dos alunos. A elabo ação des e ní el do planeamen o oi exigen e mas mui o en iquecedo , melho ando as minhas compe ências de obse ação e decisão ace ca do que e a melho pa a os alunos. Coloca em p á ica aquilo que inha planeado inicialmen e nem semp e oi uma a e a ácil, mui o pelo con á io. Em ce as modalidades, como po exemplo Voleibol, a u ma e e uma p og essão mais ápida do que a espe ada, con udo, nou as oco eu o opos o, como oi o caso da Na ação. Com o empo ui-me adap ando a es as al e ações, p ocu ando em odos os momen os p i ilegia o p ocesso de ap endizagem dos meus alunos. Na modalidade de Voleibol a maio ia dos alunos co espondeu de o ma mui o posi i a aos obje i os inicialmen e p opos os, sendo “ob igado” a c ia no os desa ios aos alunos, an ecipando, assim, a abo dagem de alguns con eúdos. “Os alunos de ní el 2 e 3 êm indo a e ela uma g ande e olução no jogo 2x2, po an o, já na p óxima aula i ei abo da o jogo 3x3” (Re lexão da aula nº34 – 29/01/2015 - Voleibol) 32 Na unidade didá ica de Na ação necessi ei de con a ia es a es a égia, ou seja, a abo dagem de alguns con eúdos necessi a am de um maio núme o de aulas do que inicialmen e p e i. “Vis o os alunos de ní el 3 ainda não e em conseguido consolida os es ilos de cos as e b uços, na p óxima aula i ei man e a abo dagem dos mesmos.” (Re lexão da aula nº40 - 24/02/2015 - Na ação) “Não consegui abo da o es ilo de ma iposa, pois os alunos de ní el 3 necessi a am de mais empo de exe ci ação no es ilo de b uços” (Re lexão da aula nº44 – 10/03/2015 - Na ação) Na Dança, ela i amen e ao que inicialmen e es a a p e is o, ambém i e de e e ua alguns ajus es. A UD inicialmen e es a a p og amada pa a 6 aulas e em i ude de algumas a i idades ex as da u ma, oi eduzida pa a 4 aulas. Consequen emen e, alguns passos e e en es ao Cha-cha-cha não o am lecionados. Os eajus es, al e ações, azem pa e da p á ica docen e. Se no início do ano me sen ia um pouco descon o á el a sal a e apas ou a man e os mesmos con eúdos de uma aula pa a ou a, no inal do ano udo is o se o nou na u al no dia-a-dia da minha p á ica. Es as modi icações que o planeamen o oi sujei o ao longo do ano, são a p o a de que um planeamen o não pode, em nenhum momen o, o na -se num documen o in lexí el e inal e ado, mui o pelo con á io, é um guia undamen al que de e se moldado às necessidades con ex uais. O p o esso de e se capaz de ajus a a abo dagem dos con eúdos consoan e a e olução da u ma. Po exemplo, na modalidade de Fu ebol, se a maio ia dos alunos ainda não assimilou a abo dagem de uma si uação de 2x1+GR, a á sen ido na p óxima aula abo da uma si uação mais complexa de 3x2+GR? Na minha opinião não, se á, assim, necessá io encon a es a égias mais complexas pa a os alunos mais e oluídos e con inua de o ma mais cuidada a abo dagem dos con eúdos menos complexos com os alunos com mais di iculdades. Na minha ó ica es e é o caminho que o ensino de e á segui , ou seja, ajus á el ao ní el dos alunos. 33 “Alguns alunos, em i ude de não e em uma p oximidade ão g ande com a modalidade e idencia am di iculdades na ealização do exe cício (3x2+GR). A al a de mobilidade e noções espaciais o na am o exe cício pouco luido em alguns g upos de abalho” (Re lexão aula nº24 – 4/12/2014 - Fu ebol) Po ezes a dependência de segui o que es á no plano pode á o na o ensino desajus ado e inadequado à espos a da u ma. Isso causa á ce amen e desmo i ação nos alunos com menos compe ência. Que na minha opinião são aqueles que de em se mais mo i ados pa a a p á ica. A es e p opósi o, eco do-me de um pequeno diálogo que i e no início do ano com uma aluna: (...) Eu: Po quê que ainda só pa icipas e em 2 jogadas, quando há colegas eus que já ealiza am 7? Aluna: Po que não gos o de basque ebol. Eu: E isso é impedimen o pa a en a es ealiza mais ezes? Aluna: Sim, não gos o de basque ebol e es e exe cício é mui o di ícil pa a mim. (...) (7/10/2014) Es e diálogo deci a bem aquilo que penso e onde que o chega . O p o esso em de se capaz de pe cebe e al e a o seu planeamen o quando o seu ensino não es á a da espos a às necessidades dos seus alunos. Tal como e e e Ben o (2003), o planeamen o a es e ní el (UD) p ocu a ga an i , sob e udo, a sequência lógico-especí ica e me odológica da ma é ia, e o ganiza as a i idades do p o esso e dos alunos po meio de egulação e o ien ação da ação pedagógica, ende eçando às di e en es aulas um con ibu o isí el e sensí el pa a o desen ol imen o dos alunos. 34 4.1.2.3 Plano de Aula A elabo ação dos planos de aula no início do ano e a demo ada e po ezes com si uações de ap endizagens desadequadas em unção daquilo que e a p e endido. Es a o nou-se numa das g andes di iculdades com que me depa ei nes e ano de es ágio. A es u u a do Plano de Aula oi elabo ada pelo núcleo de es ágio, sendo es a uma das p imei as a e as cole i a do ano le i o. Assim sendo, op amos po inco po a no plano de aula as seguin es ca ego ias didá icas: Função didá ica; obje i os da aula; obje i o compo amen al; Si uações de Ap endizagem; Componen es C i icas e O ganização dos Alunos/P o esso (Anexo 5). O excesso de in o mação no p eenchimen o das ca ego ias cen ais do plano de aula o nou-se num obs áculo, que só com a ajuda da P o esso a Coope an e, ao longo de á ias semanas, ui ul apassando. Po ezes, coloca a componen es c í icas nos planos de aula que não conco iam pa a os obje i os da aula, acabando po não as u iliza na p á ica. Com e e e Ben o (1987), um p o esso pa a pode leciona uma boa aula é undamen al que es e se p epa e de idamen e pa a ela. Não é uma a e a ácil, aliás é mesmo uma a e a bas an e du a pois signi ica ce ca de uma ho a de a enção concen ada e de es o ço in enso. Segundo Ben o (2003), o ensino é c iado em dois momen os di e enciados: p imei o na conceção e pos e io men e na ealidade, ou seja, nem semp e aquilo que eu pensa a se o adequado pa a aos obje i os da aula oco e ealmen e na p á ica. A ealidade associada ao imp e is o, aos condicionalismos inespe ados, eque em uma ápida eação e adequação do p o esso , is o é, capacidade de oma decisões que lhe pe mi am adequa o p esen e ao que a ealidade eclama. No início do ano le i o inha di iculdade em lida com alguns imp e is os, como po exemplo, ge i os alunos dispensados em i ude da o ganização dos g upos de abalho que es a a de idamen e planeado. 35 “Na pa e inicial da aula, a minha in e enção oi mais demo ada, is o e que epensa nos g upos de abalho que já es a am pensados, em i ude de 5 alunos e em solici ado a dispensa po a es ado médico.” (Re lexão aula nº 7 – 7/10/2014 - Basque ebol) Con udo, com o passa do empo, es e ipo de acon ecimen os acaba am po se ul apassados de uma o ma na u al. Os ní eis de ansiedade que e idencia a no início da aula pa a que o núme o de alunos es i esse de aco do com aquilo que es a a planeado deixou de exis i , pois sabia an emão o que aze se e en ualmen e algum aluno al asse ou solici asse dispensa da p á ica, solucionando o p oblema. Ac edi o que es a melho ia ao ní el da ges ão de imp e is os e e um g ande c escimen o com a ealização das e lexões ealizadas após as aulas, pois conseguia pe cebe que ipo de cons angimen os a al a de um ou de ou o aluno e e na aula e ez-me pensa em soluções u u as. 4.1.3 A Realização 4.1.3.1 1ºPe íodo No início do ano le i o sen ia-me eceoso pelo ac o de e de leciona Ginás ica. Is o po es a modalidade usualmen e se des alo izada pela maio ia dos alunos e ambém pelo ac o de não me sen i p epa ado pa a a leciona . Ao longo do pe íodo e com a ajuda da P o esso a Coope an e ui eco endo a algumas es a égias que, g adualmen e, me o na am mais segu o, passando a enca a a modalidade com na u alidade. Mencione-se a í ulo de exemplo o ecu so ao abalho po ci cui o na modalidade de Ginás ica de Solo e de Apa elhos. Os alunos passa am po cada es ação e ealiza am as a e as solici adas, com o auxílio de ca ões que con inham in o mação das a e as a ealiza . Isso ob igou a uma maio esponsabilização dos alunos, algo que no início do ano me deixa a algo e icen e, mas que com o passa do empo se oi e idenciando como sendo a es a égia mais adequada. 36 “O abalho po ci cui o nes as aulas, pe mi e aos alunos es a mais empo em a i idade. Inclusi e possibili a uma o ganização de aula ha moniosa, com a ealização das di e sas si uações de ap endizagem luida sem in e upções. A colocação dos ca ões auxilia es com as pala as-cha e dos exe cícios nas di e en es es ações pe mi e-me ci cula pelo espaço da aula com maio libe dade.” (Re lexão aula nº6 – 1/10/2014 - Ginás ica) No que conce ne à lecionação do Basque ebol, as minhas di iculdades iniciais p ende am-se com as p opos as das si uações de ap endizagem. Apesa de e es ado pe an e uma u ma p edispos a pa a a modalidade, após as aulas ica a semp e com a sensação de que pode ia e pensado “mais à en e”. “Du an e a aula de hoje sen i que ealmen e pode ia e sido mais ambicioso no planeamen o da aula, pois a maio ia dos alunos já e idenciou e assimilado o passe e ai em si uação 2x1.” (Re lexão aula nº7 – 7/10/2014 – Basque ebol) Nes a ase do Es ágio as e lexões ainda e am mui o ima u as e limi a a- me a desc e e o que se inha passado na aula, não u iliza a as e lexões como esolução de p oblemas e de aquisição de no as es a égias, algo que na minha opinião acabou po e in luência di e a nes as di iculdades iniciais. Rela i amen e à modalidade de Fu ebol, oi aquela em que sen i menos di iculdades a leciona . “Compa a i amen e às 2 modalidades lecionadas a é en ão, hoje sen i- me na minha p aia. O ac o de es a pe ei amen e ambien ado à modalidade aumen ou a minha con iança no comando da aula. Sen i-me segu o na emissão de eedbacks e na o ganização da aula.” (Re lexão aula nº18 – 13/11/2014 – Fu ebol) Embo a, como já e e i an e io men e, ensina Fu ebol na escola é di e en e de ensina no clube, o ac o de e um conhecimen o p o undo da 37 modalidade, pe mi iu-me eco e a algumas das es a égias u ilizadas no eino pa a da espos a às necessidades pe cecionadas. O ac o de e um conhecimen o mais p o undo dos con eúdos a leciona , pe mi iu-me es a mais à on ade na aplicação de no as es a égias de ensino. Conseguia com maio acilidade de e a as di iculdades que os alunos inham na ealização das si uações de ap endizagem, encon ando mais acilmen e al e na i as pa a melho a o p ocesso de ensino. Nes a modalidade consegui mo i a os alunos menos capazes e esponsabiliza os alunos com maio p edisposição pa a ajuda os colegas com mais acilidade. 4.1.3.2 2º Pe íodo No segundo pe íodo, e e início a abo dagem da na ação. Es a modalidade man e e-se du an e odo o pe íodo, icando es abelecido que à e ça- ei a a aula deco e ia na piscina municipal. Em simul âneo com a na ação, o oleibol oi abo dado na p imei a me ade do pe íodo (pa ilhão) e o a le ismo na segunda me ade (campo ex e io de basque ebol). No que conce ne à modalidade de na ação con esso que no início do pe íodo i e algumas e icências ela i a à minha capacidade de leciona a modalidade. Tal ez po se a a de uma modalidade em que o meu conhecimen o e a pouco ap o undado e, simul aneamen e, uma modalidade com a qual inha pouco con ac o. Con udo, es es eceios inicias o am-se des anecendo com a ajuda da P o esso a Coope an e e dos meus colegas de núcleo de es ágio. Fui ganhando con iança na minha in e enção, u o da pa ilha de conhecimen os no núcleo de es ágio e do in es imen o no es udo dos á ios es ilos abo dados. Não obs an e a melho ia, em e mos de eedbacks enho consciência de que a qualidade pode ia e chegado a ou o pa ama , con udo, compa ando com o meu ní el inicial, sin o-me sa is ei o e com sen imen o de de e cump ido. A expe iência adqui ida no Despo o Escola , desde o início do ano, o nou-se num elemen o de e minan e pa a a minha adap ação a es a modalidade. Rela i amen e à modalidade de oleibol, es a oi a modalidade em que i e mais acilidade de leciona no 2º Pe íodo, is o se a a de um despo o com o qual semp e i e uma p oximidade mui o g ande. A mo i ação da u ma 44 cada aluno pela ealização de uma p á ica de qualidade. Es a au oa aliação apesa de se ealizada pelos alunos oi semp e a e ida po mim, e i ando des a o ma a aliações desadequadas da pos u a e compo amen o do aluno na aula. Pa a a ealização de uma A aliação Fo ma i a de qualidade e ajus ada ao desempenho eal de cada aluno, oi necessá io in es i empo no es udo de algumas modalidades em que não me sen ia “ o almen e à on ade”. Os exemplos mais e iden es, o am as modalidades de Na ação, A le ismo e Dança. A lei u a de alguns li os de apoio e as con e sas com a P o esso a Coope an e e com os meus colegas de Núcleo de Es ágio pe mi iu-me i ape eiçoando a capacidade de obse ação e de in e enção nas ma é ias em que não me sen ia o almen e con o á el. Com e ei o, al como a i mam Ribei o e Ribei o (1990), a a aliação o ma i a, ealizada em odas as aulas, de e se dominada pelos p o esso es, pois é es a que de e acompanha odo o p ocesso ensino-ap endizagem. No que diz espei o à A aliação Suma i a, u ilizei quase odos os pa âme os u ilizados na A aliação Diagnós ica. Des a o ma, consegui compa a os esul ados ob idos e pe cebe a e olução de cada aluno. A impo ância que dei ao p ocesso e olu i o do aluno nas á ias modalidades o nou-se p eponde an e na a ibuição das no as inais. De e e i que na a aliação dos alunos que inham ní eis de desempenho supe io es, is o é, já domina am as ma é ias de ensino o am a aliados de o ma mais acen uada ao ní el dos concei os psicossociais. Ou seja, oi impo an e ao longo do ano o e ece es ímulos di e en es aos alunos com ní eis de desempenho supe io es, designadamen e ao ní el da esponsabilização de ajuda um colega com ní el de desempenho in e io , a e olui na modalidade. “An es do início da aula, i e a p eocupação de jun a o g upo de alunos que é p a ican e da modalidade a ní el ede ado e desa iá-los a ajuda em os seus g upos de abalho a e olui e a e um endimen o supe io ao longo da aula. Nenhum dos alunos se opôs ao desa io e a é se mos a am mo i ados com o ac o de e em opo unidade de comanda as suas equipas.” (Re lexão aula nº18 – 13/11/2014 - Fu ebol) 45 “Nes a aula decidi coloca um desa io às alunas que p a icam oleibol em clubes. Como já em sido habi ual nas aulas de Voleibol, no exe cício de subi a mon anha, dis ibui os alunos pelos campos, en ando jun a um aluno mais capaz e um menos capaz no p imei o jogo. Pos o is o, decidi al e a as eg as, ou seja, o p imei o jogo oi de coope ação, o empo de jogo oi ala gado de 2 pa a 5 minu os e os alunos com mais i ências na modalidade de e iam in e i jun o dos colegas, de o ma a es es melho a em a sua écnica.” (Re lexão aula nº34 – 29/01/2015 - Voleibol) A A aliação Suma i a não se esume à a ibuição de uma classi icação inal. De aco do com Ribei o (1993), a a aliação suma i a pe mi e ajuiza o p og esso do aluno, após uma unidade de ap endizagens, pe mi indo, simul aneamen e, “con e i ” os dados ecolhidos no p ocesso de a aliação o ma i a (ainda que in o mal). A a aliação do conhecimen o dos alunos nas di e sas modalidades oi ealizada po ecu so a ques ões de aula e a ealização de es es esc i os, pa a cada uma das modalidades abo dadas. Em e mos de es u u a os es es con inham ques ões de e dadei o e also, de escolha múl ipla e de espos a ápida. Pa a cada um dos es es esc i os oi ealizado um documen o de supo e eó ico, pelo Núcleo de Es ágio, com o obje i o de o ien a o es udo dos alunos. 4.1.4.1 O A o de Classi ica Con esso que no inal do 1º Pe íodo sen i g andes di iculdades na a ibuição das classi icações inais. A p incipal di iculdade cen ou-se na ans o mação dos dados das a aliações das di e sas modalidades numa classi icação inal. A a aliação dos á ios con eúdos das modalidades oi e e uada po ecu so a uma escola de 1 a 5 alo es. A pa i da soma de odos os pa âme os, ans o ma a o esul ado inal na escala de 1 a 20 alo es. Po ém, na minha opinião a classi icação inal de um aluno não se pode apenas basea em somas e sub ações de alo es. Como P o esso es emos de e 46 consciência do p ocesso e olu i o que os alunos ap esen am ao longo do pe íodo e do ano le i o e baliza es a ans o mação aquando do p ocesso de a ibuição da classi icação. Pa a classi ica oi necessá io anspo a pa a uma escala de alo es a in o mação ad inda da a aliação suma i a. Des a o ma, o g upo de Educação Física, de aco do com os c i é ios ge ais de inidos pelo Depa amen o de Exp essões, es ipulou pa a cada domínio de ap endizagem os seguin es alo es pe cen uais: Habilidades mo o as e Condição Física (70%); Concei os Psicossociais (20%) e Cul u a Despo i a (10%). A endendo ao e e ido, a classi icação inal dos alunos não se esumiu apenas ao sabe - aze , mas ambém ao sabe -se e ao sabe . Tendo em conside ação es a pe spe i a da a aliação, p ocu ei, ao longo de odo o ano le i o, sublinha jun o dos alunos a necessidade de ha e um in es imen o em odas os domínios. O ac o de e de a alia 26 alunos e e em conside ação os á ios domínios, ez com que es e p ocesso osse dos p ocessos mais di íceis de ealiza ao longo des e ano de Es ágio P o issional. Com o empo ui-me sen indo melho p epa ado pa a o a o de a alia , designadamen e pelo ecu so ao egis o sis emá ico de elemen os que conside a a undamen ais pa a a a ibuição das classi icações. Tal ez enha come ido alguns e os, con udo, i e semp e a p eocupação de a alia da o ma mais jus a possí el. Ao longo do ano es i e pe an e duas si uações comple amen e opos as no que diz espei o à classi icação. A p imei a acon eceu no inal do 2º Pe íodo, em que a ibui uma no a nega i a de 9 alo es. T a a a-se de uma aluna pouco empenhada e pa icipa i a, que des alo izou, de o ma cla a, a disciplina de Educação Física. Após análise e em conjun o com a P o esso a Coope an e, conside amos que a a ibuição des a classi icação i ia esponsabilizá-la pa a um 3º Pe íodo di e en e. Felizmen e a a i ude da aluna melho ou e conseguiu chega ao inal do ano com uma classi icação posi i a. A segunda si uação oco eu no 3º Pe íodo, em que a ibui uma no a de 20 alo es. O aluno em ques ão, ao longo de odo o ano, mos ou um desempenho mo o acima da média em odas as modalidades abo dadas, bem como um in e esse e pa icipação exempla . 47 Po im, é ele an e salien a que du an e o ano le i o, pa a além de a alia os alunos, p ocu ei desen ol e a capacidade de es es se au oa alia em, e le indo c i icamen e ace ca do seu compo amen o e da minha a uação jun o dos alunos. Es a pe spe i a é con i mada po Ben o (2003, p. 176) quando e e e que “o sucesso do ensino depende an o da a i idade do docen e como das a i idades de ap endizagem dos alunos”. 4.2 Ges ão da Aula e Con olo da Tu ma A minha p eocupação cen al nas ques ões ela i as à ges ão e con olo da aula, oi p imei amen e p ocu a pe cebe como de ia lida com uma u ma que não e a minha de o ma in eg al. Na minha cu a expe iência p o issional, semp e lidei com g upos que es a am sob a minha o al esponsabilidade, pelo que me olha am como líde . Des a ez, inha algo di e en e, es a a pe an e um g upo de alunos que pode ia olha pa a mim de o ma dis in a, is o é, como um me o es agiá io que ainda es a a no seu pe cu so de o mação. Alheio a isso, desde a p imei a aula, p ocu ei impo -me pe an e a u ma como “o p o esso ”. Na aula de ap esen ação a P o esso a Coope an e assumiu pe an e os alunos que se ia a P o esso a i ula da u ma e o al esponsá el do p ocesso, con udo, ambém mencionou que desde o p imei o momen o eu se ia “O P o esso ”. Es e aspe o o nou-se undamen al no meu pe cu so ao longo do ano le i o, is o que os alunos da minha u ma olha am pa a mim como “o líde ”. To nou-se ealmen e impo an e, pois em nenhum momen o i e di iculdades em ge i o g upo a ní el compo amen al e de indisciplina. Pa a al, oi impo an e, desde a p imei a aula, assumi a esponsabilidade que inha, mos ando aos alunos que es a am pe an e uma pessoa compe en e, p o issional e esponsá el. A u ma mos ou-se desde o início do ano de ácil elação. Ul apassado o momen o de ap esen ação, cheguei ao momen o de a i mação enquan o P o esso . Sabia da impo ância das p imei as aulas pa a que isso osse possí el acon ece . Assim, i e a p eocupação de p epa a á ias ezes o 48 discu so, de p epa a espos as às possí eis dú idas dos alunos e memo iza os nomes num cu o espaço de empo, pa a a comunicação se mais p óxima e e icaz. Também inha consciência de que e a impo an e não e a . Es e e a o meu pensamen o, sabia que se e asse nas p imei as aulas di icilmen e consegui ia “segu a ” os meus alunos du an e o es o do ano le i o. Conscien e des es po meno es, pa i pa a as p imei as aulas com um ne osismo ex a, com um eno me o miguei o na ba iga, po ém quando começa a a aula udo passa a e en a a num “mundo” di e en e, no meu mundo, naquele em que me sin o ealmen e à on ade. Felizmen e, nas p imei as aulas consegui impo -me como p o esso , man endo uma pos u a po ezes ígida, que não e a de odo a minha o ma de a ua , mas que sabia da sua impo ância naquele momen o. Nas p imei as aulas consegui implemen a as o inas impos as pelo egulamen o in e no da escola, al como algumas o inas que a li e a u a e e e e que conside ei impo an es. Tal como suge e Rink (2014), podem se implemen adas o inas de balneá io, o inas p é-aula, o inas ine en es à p óp ia aula, o inas de im de aula e, ainda, ou o ipo de o inas, al como o empo disponí el pa a equipa , a eg a do api o (um api o- pa a o exe cício; dois api os- pa a o exe cício e jun a à minha bei a), bem como a o ganização do início da aula e do aquecimen o. Como al, os alunos en a am num momen o de adap ação às o inas impos as pela escola e o inas que iam de encon o à minha pessoalidade. No en an o, pa a além des as, ao longo do ano, ui ins i uindo ou as, consoan e as especi icidades de cada modalidade, a í ulo de exemplo e i a-se a Na ação, em que não exis i am momen os o mais des inados à ap esen ação das a e as, es es o am subs i uídos pelos planos a ixados numa das ex emidades da piscina. Nes e con ex o, Rosado e Fe ei a (2011, p. 189) a i mam que “as o inas pe mi em aos alunos conhece os p ocedimen os a ado a na di e sidade de si uações de ensino, aumen ando o dinamismo da sessão e eduzindo signi ica i amen e os episódios e os empos de ges ão.” Após es e pe íodo de adap ação às o inas de aula po pa e dos alunos, consegui-me libe a e oca -me no p ocesso de ensino-ap endizagem. Ao mesmo empo, e após um conhecimen o mais ap o undando de cada aluno, ui deixando a pos u a ígida e passei a ado a uma pos u a mais na u al, aquela com que me sin o mais iden i icado. 49 O passo seguin e e a o de encon a uma pos u a equilib ada, is o é, ap oxima -me mais dos alunos sem nunca pe de o espei o adqui ido no início do ano. To nou-se um p ocesso na u al. Os alunos começa am a pe cebe que podiam con a com a minha p esença como ou in e e conselhei o. Es a p oximidade não me e i ou au o idade enquan o P o esso , mui o pelo con á io, consegui ca i a os alunos pa a a p á ica de o ma mais e icaz e aze com que eles es i essem mo i ados pa a as a e as p opos as nas aulas. Es a ligação com os alunos o nou-se igualmen e impo an e na abo dagem de modalidades em que inha um meno domínio do con eúdo, como po exemplo na Na ação e na Dança. Pa ia pa a as aulas menos ne oso po que sabia que se e asse os alunos não olha iam pa a mim de o ma “descon iada”. Po ém, não consegui mo i a odos os alunos pa a a p á ica. Uma aluna ao longo de odo o ano le i o man e e semp e uma pos u a desinse ida do con ex o dos es an es colegas. Não pa icipou de o ma consis en e nas a i idades p opos as e poucas o am as ezes em que e elou on ade em melho a a sua pos u a e as suas capacidades. Apesa das á ias con e sas que i e com a aluna, es a nunca desejou que eu a ajudasse. Es e oi um dos pon os nega i os do meu Es ágio P o issional. De ac o, não ui capaz de mo i a a aluna pa a as aulas de Educação Física, in eg ando-a na u ma e melho ando a elação dela com os es an es colegas. 4.2.1 Relação Pedagógica Ao longo do ano, como é na u al, ui o alecendo a elação pessoal com os alunos. No início do ano encon ei um g upo de alunos que não se conhecia, onde a imidez domina a g ande pa e dos alunos. A elação en e os alunos e a pouca ou nula, is o que mesmo os alunos que equen a am es a escola nos anos an e io es não inham quaisque elações. Como al, depa ei-me com uma di iculdade inicial, não que ia da mui a con iança aos alunos, pois o í ulo de P o esso Es agiá io es a a p esen e e os alunos êm semp e endência em “abusa ” da au o idade. Ao mesmo empo 50 p ocu a a ap oxima -me dos alunos pa a os conhece melho e assim pode in e agi de o ma mais adequada com cada um deles. Ao longo do ano le i o, as con e sas no inal de cada aula com os alunos o na am-se um hábi o. Ap o ei a a aqueles momen os pa a ala com eles sob e p oblemas, gos os, despo o ou a é mesmo sob e ou as disciplinas. A minha elação com os alunos oi c escendo, es es pe cebe am que es a am pe an e uma pessoa com mais i ências e em quem podiam con ia . Es e es a u o e a p oximidade que adqui i com p a icamen e odos os alunos ez com que a minha in e enção na p á ica icasse acili ada. Pa a além dos alunos es a em pe an e um P o esso jo em, que ep esen a uma mo i ação ac escida, econhece am-me compe ência. Es e es a u o que conquis ei oi undamen al pa a que a minha p oximidade com eles não ul apassasse limi es que pode iam e ela -se p ejudiciais à minha a uação como p o esso . Ao longo de odo o ano le i o consegui ge i e man e uma elação de espei o en e P o esso e aluno. No meu pe cu so ao ní el de eino, i e semp e uma pos u a mui o p óxima dos meus a le as, po que en endo que a unção do einado não se esume apenas a eina . A í ulo de exemplo, passo a ci a uma exp essão u ilizada po José Mou inho: “Quem só pe cebe de u ebol, nem mesmo de u ebol pe cebe”. O meu pensamen o enquan o u u o P o esso ai de encon o a es a ideia, o P o esso não pode se apenas um sujei o que se desloca à escola pa a leciona modalidades, em que se mais que um me o ansmisso de in o mação. Des a o ma, segui a minha linha de pensamen o e is o es a a lida com c ianças/jo ens, en endi que es a pos u a ganha a ainda mais impo ância. Aos olhos dos alunos é di e en e e um P o esso que se p eocupa com es es e com o que os odeia, do que um P o esso que apenas se p eocupa com o espaço da aula. A elação c iada com g ande pa e dos alunos pe mi iu-me mo i á-los e ocá-los nos obje i os p e endidos. A ligação c iada com os alunos o nou-se undamen al e se iu de supo e pa a odo o p ocesso in e a i o c iado ao longo do ano le i o. De o ma a pode con i ma a minha pe ceção, no inal do ano, mais especi icamen e na úl ima aula, solici ei aos alunos que esc e essem algo sob e mim enquan o P o esso e sob e as aulas de Educação Física. Os es emunhos ob idos podem se obse ados de seguida: 51 “Ado ei a expe iência de abalha com o P o esso . Acho que oi um dos anos onde me es o cei mais, pois o P o esso soube-me mo i a mais do que os meus an igos P o esso es. Te e semp e a p eocupação de melho a a minha condição ísica”. (Rena o3) “O P o esso oi excelen e ao longo des e ano, es e e semp e a en o à nossa e olução e p eocupou-se com o nosso bem-es a , não só ísico mas ambém psicológico”. (Ca los) “Ca i a e ensina mui o bem as ma é ias. Tem mé odos de ensino que conseguem mo i a os alunos mui o acilmen e”. (Ca olina) “Gos ei mui o do P o esso , pois é exigen e mas ao mesmo empo comp eensi o”. (And eia) “Apesa de se jo em demons ou capacidades pa a se um excelen e P o esso . É exigen e mas a anja semp e o ma de mo i a os alunos”. (Telmo) “O P o esso conseguiu-nos mo i a a melho a a nossa condição ísica. To nou as aulas de Educação ísica mais in e essan es e mais icas”. (Filipe) “Ao longo do ano o P o esso mos ou se um bom p o issional, e e semp e a sua pos u a au o i á ia mas ambém soube e momen os de b incadei a. Gos ei da manei a como o ganizou as aulas e ambém do ac o de em pouco empo nos conhece o su icien e pa a sabe daquilo que somos capazes”.(Joaquim) “Foi o melho P o esso que alguma ez i e. Foi o único que me conseguiu comp eende e ajuda nos momen os que p ecisa a”. (Daniela) 3 Nome ic ício. O mesmo se aplica aos es an es nomes iden i ica i os nos exce os seguin es. 52 “O P o esso oi capaz de c ia uma ligação mui o p óp ia e singula , inexis en e na maio ia dos es an es P o esso es”. (Ca la) 4.3 A Tu ma Pa ilhada Ao longo des e ano de Es ágio P o issional, pa ilhei com os meus colegas de núcleo de es ágio uma u ma do 5º ano de escola idade. T a ou-se de uma expe iência excecional. A u ma e a de sonho, echeada de alunos que idos, educados, bem compo ados, mo i ados e com g ande qualidade, an o a ní el mo o como cogni i o. “Hoje i e o p imei o con ac o com a u ma que se á a pa ilhada pelos ês es agiá ios. A p imei a imp essão oi excelen e, a a-se de uma u ma de 5º ano e é compos a po 29 alunos, 16 apa igas e 13 apazes. A a és das ichas de ca ac e ização é possí el e i ica que se a a de uma u ma a i a a ní el do despo o ede ado. O u ebol, o oleibol, o andebol, a na ação e a ginás ica são os despo os p a icados pelos alunos. A g ande maio ia dos alunos já se conhece, is o e em equen ado o 1º ciclo na mesma escola.” (Re lexão aula nº 1 – 5º ano) Tal como mencionei na e lexão da p imei a aula, desde o p imei o momen o que a u ma me ca i ou, não só pela sua g ande p edisposição pa a a p á ica de despo o, como ambém pelo ambien e de p oximidade que os alunos e ela am en e eles. As indicações dos es an es P o esso es, e idencia am que es á amos pe an e uma u ma com excelen es alunos, deixando an e e um ano le i o bas an e posi i o. A escolha da lecionação das á ias modalidades en e os es agiá ios oi alea ó ia, endo eu icado esponsá el pelas unidades didá icas de oleibol (1º Pe íodo) e u ebol (2º e 3º Pe íodo). A unidade didá ica de Ginás ica (2º Pe íodo) oi lecionada pelos ês em simul âneo, dada a especi icidade e complexidade que es a modalidade en ol e. 53 Rela i amen e à lecionação de cada uma das modalidades, aquela em que sen i maio descon o o oi a Ginás ica. Apesa de es a mos os ês es agiá ios p esen es nas aulas, os medos associados ao isco de lesões o nou-se numa di iculdade ac escida. A g ande maio ia dos alunos já inha i ências da ginás ica de solo dos anos an e io es, con udo, o mesmo não acon ecia na ginás ica de apa elhos. T a ou-se de uma no idade pa a a maio ia, endo alguns alunos e idenciado eceio em expe imen a e conclui com êxi o algumas das a e as solici adas. Foi nes a e en e da ginás ica, que i e de in es i um pouco mais, não só a ní el das ajudas, mas ambém na emissão de eedbacks. Como se a a a de uma aixa e á ia mais baixa daquela que inha na u ma de 10º ano, i e de al e a um pouco a minha pos u a. Assim, em á ios momen os eco i à es a égia de ensina a “b inca ”. Ou seja, po ezes desa ia a os alunos a ealiza em os elemen os gímnicos p e endidos a a és de uma linguagem mais p óxima. “A a és de uma linguagem a b inca consegui que os alunos que e ela am mais di iculdades a é en ão en assem sem medos e sem eceios a ealização dos olamen os à en e e à e agua da. A í ulo de exemplo usei as exp essões: “Imagina que és um mili a , ens de aze a cambalho a! Vamos lá en a !”; “Cabeça ai pa a den o e pa a ás pa a se es ainda mais ápido.” (Re lexão 5º ano - aula nº41 – Ginás ica) Po ecu so a es e ipo de es a égia consegui c que os alunos com menos p edisposição ul apassassem os medos e ealizassem os á ios elemen os ac obá icos. No que conce ne às modalidades de Voleibol e Fu ebol não sen i qualque ipo de di iculdade. A minha p oximidade despo i a com as modalidades pe mi iu-me ensina de uma o ma e icaz o jogo. Te minado o ano le i o, posso assegu a que di icilmen e pode íamos e uma u ma melho pa a pa ilha . Os alunos adap a am-se pe ei amen e aos 3 p o esso es, não lhes causando nenhuma es anheza a mudança de p o esso nas di e sas modalidades. Foi sem dú ida uma expe iência en iquecedo a, em i ude de se a a de uma u ma compos a po alunos que i encia am uma g ande mudança nas 60  Compa a as medidas an opomé icas an e io es e pos e io es à aplicação do p og ama de eino  Analisa as medidas an opomé icas an e io es e pos e io es à aplicação do p og ama de eino em unção do sexo 4.5.3 Me odologia 4.5.3.1 Pa icipan es Pa icipa am no p esen e es udo 26 alunos, 12 apa igas e 14 apazes, com idades comp eendidas en e os 15 e 17 anos (G á ico 1). Todos os pa icipan es pe encem a uma u ma de 10º ano de escola idade de uma Escola si uada em Espinho. Dos 26 alunos, 17 alunos p a icam uma modalidade a ní el ede ado e 9 alunos não p a icam qualque modalidade o a do con ex o das aulas de Educação Física. G á ico 1 - Dis ibuição po idades 4.5.3.2 Ins umen os Ci cui o de T eino Funcional O ci cui o de eino uncional oi elabo ado pelos Es udan es Es agiá ios do Núcleo de Es ágio pa a um o al de 8 aulas, endo sido aplicado na pa e inal de cada uma delas. Em e mos es u u ais, o ci cui o oi compos o po 10 es ações, con o me ilus a Quad o 2. 15 16 17 0 5 10 15 20 Idades Nº de alunos 61 Quad o 2 - Ci cui o de eino uncional Es ação Desc ição Imagem Es ação 1 Cadei a isomé ica O aluno ado a uma posição es á ica, com a coluna e cabeça encos adas a uma pa ede. Os memb os in e io es de e ão es a le idos ealizando um ângulo de 90 g aus. Es ação 2 Sal o à co da O aluno ealiza o maio núme o possí el de sal os à co da. O sal o pode á se e e uado a dois ou a um pé. Es ação 3 A undo es á ico Ado ando uma posição de a undo, o aluno ealiza uma descida do seu co po de o ma con olada, le indo os memb os in e io es. O joelho não de e a ança o calcanha . Es ação 4 Escalado O aluno ado a posição de p ancha e de e á ealiza de o ma al e nada a lexão dos memb os in e io es à en e. Es ação 5 Bu pees O aluno al e na de o ma equen e a posição de p ancha e sal o a pés jun os. 62 Es ação 6 Ex ensão de b aços Ado ando uma posição de p ancha, o aluno ealiza lexão dos memb os supe io es (a é 90 g aus), man endo uma pos u a co po al con olada. Es ação 7 Flexão do onco O aluno ealiza lexão do onco ado ando uma posição co po al com os memb os in e io es le idos e a coluna no solo. As mãos de em ul apassa a zona da anca no momen o da con ação abdominal. Es ação 8 Agachamen o O aluno ado a posição de agachamen o com os pés pa alelos e à la gu a dos omb os. A descida da bacia de e se con olada, sem a ança os joelhos além da linha do calcanha . Es ação 9 T iceps com bola medicinal O aluno ealiza lexão dos memb os supe io es com os co o elos jun os à cabeça. A bola medicinal não de e ul apassa a linha da cabeça na ase concên ica. Es ação 10 Es ação mó el Es ação ese ada à isualização de imagens das aulas an e io es. O empo de exe ci ação das á ias es ações si uou-se nos 30 segundos, bem como o empo de epouso. Em odas as sessões apenas se ealizou uma sé ie. 63 Os p essupos os que es i e am na base da cons ução des e ci cui o o am a a iedade de exe cícios dinâmicos e apela i os pa a os alunos, bem como o abalho equilib ado no que diz espei o aos memb os in e io es, co e abdominal e memb os supe io es. A es ação 10, in i ulada “mó el”, se iu, essencialmen e, pa a os alunos isualiza em a sua p es ação na ealização dos exe cícios das aulas an e io es. A aliação An opomé ica A a aliação an opomé ica oi ealizada em dois momen os. O p imei o momen o na semana an eceden e ao início do es udo e o segundo momen o na semana seguin e ao é mino do es udo. A al u a oi medida com uma i a mé ica colocada num pos e de uma baliza do ginásio. Os alo es o am egis ados em me os a é ao milíme o mais p óximo. O peso co po al oi egis ado a a és de uma balança digi al da escola da ma ca TANITA. Os alo es o am egis ados em quilog amas a é a decig ama mais p óxima. Ques ioná io de Mo i ação O ques ioná io mo i acional, e são adap ada de Gonzaga (2013), é compos o po 10 ques ões de espos a abe a. Foi aplicado en e a 5ª e a 6ª sessão. A a és do p eenchimen o do ques ioná io pelos alunos, a e imos a mo i ação que es es e elam pa a a ealização do eino uncional nas aulas de Educação Física. 64 Filmagem de Execução Mo o a A ilmagem da execução mo o a dos exe cícios p opos os pa a cada es ação do ci cui o oi e e uada a a és de um Table , u ilizando o p og ama audio isual Da ish exp ess®, que pe mi e a g a ação de ídeo e egis o de imagens. Es e pe mi e ainda ealiza a manipulação das imagens cap u adas, acili ando a sua isualização em slow mo ion. Reco endo a es e ins umen o oi possí el egis a a qualidade da p es ação mo o a dos alunos nos á ios exe cícios e pos e io men e pa ilha e analisa a execução de cada um. 4.5.3.3 P ocedimen os de Análise Pa a ealiza a análise dos ques ioná ios de ques ões de espos a abe a oi ei a uma análise de con eúdo, coadju ada com es a ís ica desc i i a, especi icamen e as equências ela i as e absolu as. Rela i amen e à compa ação dos dados an opomé icos iniciais e inais oi ealizado o es e não pa amé ico Mann Whi ney pa a amos as independen es e os es es não pa amé icos pa a dados não empa elhados com o es e Wilcoxon. O P og ama u ilizado oi o SPSS. O ní el de signi icância oi man ido a p≤0,05. No que conce ne à análise de execução mo o a oi u ilizado o p og ama Da ish exp ess®. A cap u a de imagens e ídeo oi ealizada ao longo de odas as sessões e analisadas com os alunos em slow mo ion nas aulas seguin es. 4.5.4 Ap esen ação dos esul ados 4.5.4.1 Mo i ação dos Alunos pa a o T eino Funcional No G á ico 2, podemos obse a as p e e ências dos alunos ao ní el das p á icas em Educação Física. Dos 26 alunos da u ma, 53% apon am pa a as modalidades cole i as como as p e e idas, seguindo-se as modalidades indi iduais e ou as a i idades com 20% cada uma. Já o eino uncional é conside ado a a i idade p e e ida de 7% dos alunos. 65 Como podemos obse a no G á ico 3, as a i idades que os alunos menos gos am de ealiza nas aulas de Educação Física são as modalidades indi iduais (69%), seguem-se as modalidades cole i as (27%) e o eino uncional (4%). G á ico 2 – A i idades com maio p e e ência G á ico 3 - A i idades com meno p e e ência Os alunos quando ques ionados di e amen e ace ca do eino Funcional, 77% e e e que gos a do eino uncional nas aulas de Educação Física, 15% e e e que não gos a e 8% e e e que depende da ca ga ísica impos a du an e a aula (G á ico 4). G á ico 4 - Mo i ação pa a a p á ica do eino uncional O G á ico 5 e idencia que o exe cício de abalho de abdominal é o p e e ido dos alunos da u ma (35%). Os sal os à co da são os p e e idos pa a 23% dos alunos e a cadei a isomé ica pa a 15%. 7% 53% 20% 20% TF Modalidade s cole i as Modalidade s indi iduais Ou os 4% 27% 69% TF Modalidad es cole i as Modalidad es indi iduais 77% 15% 8% Sim Não Depende da ca ga ísica da aula 66 31% 38% 4% 8% 4% 15% Bu pees Flexões Cadei a isóme ica Abdominais Já no que conce ne aos que menos gos am (G á ico 6), e i ica-se que a ealização das lexões é o exe cício que os alunos êm menos p e e ência, com 38% de espos as. Já a ealização dos bu pees é pa a 31% dos alunos o exe cício que menos gos am. G á ico 6 - Exe cícios com meno p e e ência No G á ico 7 podemos obse a que 58% dos alunos conside a mui o impo an e o abalho de o ça nas aulas de Educação Física. Já 27% conside a que é mui o impo an e e 7% pouco impo an e. De egis a que 8% dos alunos não em uma opinião o mada sob e a ques ão. G á ico 7 - Impo ância dada à melho ia da condição ísica 8% 15% 35% 23% 11% 8% Biceps com ba a Cadei a isóme ica Abdominais Sal o à co da 27% 58% 7% 8% Mui o Impo an e Impo an e Pouco Impo an e Sem opinião G á ico 5 – Exe cícios com maio p e e ência 67 No G á ico 8, e i icamos que 62% dos alunos conside a que a modalidade abo dada na aula in luência a sua mo i ação pa a a mesma. Já 15% conside a que a mo i ação es imulada pelo P o esso ao longo da aula in luência a sua p edisposição pa a a mesma. G á ico 8 - Mo i ação pa a a aula Me ade dos alunos quando ques ionados ace ca da in luência do T eino Funcional pa a a mo i ação pa a a aula de Educação Física e elou que a ealização do eino uncional os mo i a. Já 31% a i ma que a ealização do eino uncional não in luência a sua mo i ação pa a a aula e 11% conside a que a ealização os deixa menos mo i ado pa a a p á ica (G á ico 9). G á ico 9 - In luência do T eino Funcional na mo i ação pa a a aula 62% 15% 8% 15% Modalidade abo dada Mo i ação ex e na A aliação 50% 11% 31% 8% Mais mo i ado Menos Mo i ado Não in luência Depende do cansaço 68 No que conce ne ao cump imen o dos exe cícios p esc i os pelo P o esso , como podemos obse a no G á ico 10, 85% dos alunos a i ma que cump e semp e o solici ado na ealização do ci cui o de eino uncional e 15% a i ma que, po ezes, en a escapa ao solici ado. G á ico 10 - Cump imen o do p esc i o Rela i amen e ao desempenho nos ci cui os de eino uncional, como se pode obse a no G á ico 11, 46% dos alunos conside a que em um bom desempenho, 23% a aliam as suas p es ações como mui o boas e 8% coloca- se no medíoc e. G á ico 11 - A aliação do desempenho 85% 15% Cump o semp e Ten o escapa po ezes 23% 46% 23% 8% Mui o bom Bom Su icien e Medioc e 69 Os alunos quando ques ionados ace ca da impo ância do T eino Funcional pa a a ida ex aescola , como se pode obse a no G á ico 12, 54% conside a que a ealização de eino uncional é mui o impo an e na melho ia da condição ísica e 23% des aca a impo ância do eino uncional na p epa ação pa a as modalidades cole i as e indi iduais. G á ico 12 - Impo ância do T eino Funcional na ida ex aescola No que conce ne à manu enção do T eino Funcional nas aulas de Educação Física, e i icou-se, como espelha o G á ico 13, que 92% dos alunos man inha a ealização de um ci cui o de eino uncional e apenas 8% dos alunos e i a a es e ipo de abalho, que pa a eles é complemen a . G á ico 13 - Manu enção do T eino Funcional nas aulas de EF 54% 11% 23% 12% Mui a impo ância (melho ia da condição ísica) Nenhuma P epa ação pa a ou as modalidades Pouca impo ância 92% 8% Man inha Re i a a 76 se gos a da a e a, acha a a e a desa ian e e en ende que se a a de algo impo an e”. Ve i icou-se ainda, que os exe cícios menos exigen es são os p e e idos pelos alunos, ao in és dos exe cícios com um g au de complexidade supe io que são os mais p e e idos. No que conce ne à impo ância do abalho de o ça nas aulas de Educação Física, 85% dos alunos conside a impo an e ou mui o impo an e es e abalho es a p esen e nas aulas. Nes e âmbi o, Wilmo e e Cos ill (2001) e e em que o eino de o ça pode e mui os bene ícios pa a o desen ol imen o dos adolescen es. Os ganhos de o ça são deco en es, sob e udo, das adap ações neu ais e do aumen o do amanho co po al. Rela i amen e à e olução de execução mo o a icou e iden e a e olução de alguns alunos. Con udo, es a e olução não se e i icou em odos os alunos da u ma, nem em odas as es ações. Os alunos que não i e am uma p á ica egula do ci cui o ao longo das 8 semanas o am aqueles que menos melho ias ap esen a am. Já os alunos que i e am uma p esença assídua ao longo do es udo e ela am uma sensibilidade di e en e pa a as suas co eções, con ibuindo de o ma e iden e pa a os esul ados ap esen ados na úl ima sessão. A esponsabilidade e a disponibilidade demons ada pela g ande maio ia dos alunos o na am-se undamen ais pa a a e olução da execução mo o a dos exe cícios p esc i os. No que compo a à compa ação dos dados an opomé icos egis ados no início do ano le i o e no inal, a al u a e o peso e idencia am di e enças com signi icado es a ís ico. Es es esul ados já se iam expec á eis, em i ude dos alunos es a em num p ocesso de c escimen o. 4.5.6 Conclusão Os dados des e es udo e elam que os alunos es ão “abe os” a no os desa ios. O T eino Funcional assume-se como uma al e na i a pe ei amen e iá el pa a o abalho de condição ísica nas aulas de Educação Física. Não necessi a de ma e ial dispendioso, não ocupa empo excessi o nas aulas e 77 pode mesmo se uma a i idade p opos a pelos alunos, a ní el de inco po ação de exe cícios, com a supe isão do P o esso . A escolha pa a o momen o da ealização do ci cui o na aula de Educação Física ica ao c i é io do P o esso , con udo, ealiza na pa e inal da aula pode á não aze uma en abilidade ão g ande, pois os alunos ap esen am-se mais desgas ados isicamen e e psicologicamen e. En endo que o ideal se á ealiza após o aquecimen o na pa e inicial da aula, pois os alunos es ão mais p edispos os pa a a a i idade. O T eino Funcional pode aze bene ícios da condição ísica dos alunos, con udo, es a e á de se uma p á ica egula com exe cícios adequados e mo i an es. No que conce ne à execução mo o a, como e elou o p esen e es udo, os alunos são capazes de em poucas sessões assimila em as noções pos u ais adequadas de execução, con udo, é necessá io uma supe isão cuidada e uma emissão de eedbacks ajus ada ao ní el dos alunos. A demons ação ou a isualização de imagens/ ídeos, a a és da u ilização de able , se á uma al e na i a bas an e iá el pa a a ansmissão de in o mação. 4.5.7 P opos as pa a u u os es udos Es e es udo e e a du ação de 8 semanas, sendo ealizada uma sessão de T eino Funcional po semana. En endo que se á pe inen e a ealização de um es udo simila ao longo de á ios meses ou a é mesmo du an e um ano le i o comple o, com um mínimo de duas sessões semanais. A ealização de ou os ci cui os com exe cícios des in os, onde se al e nasse ci cui os com e sem ma e ial e mais e menos es ações se ia an ajoso pa a a alia a mo i ação dos alunos pa a a p á ica do T eino Funcional nas aulas de Educação Física. O ci cui o p opos o oi aplicado na pa e inal das aulas, con udo e pensando que os alunos ap esen am uma p edisposição supe io no início da aula, se ia in e essan e analisa a p es ação dos mesmos, a iando o momen o da sua ealização (pa e inicial s pa e inal). 78 4.5.8 Re e encias Bibliog á icas  Almeida, A. e Ribei o, D. (2009). Compa ação dos ní eis de a i idade ísica nas aulas de educação ísica quan o à mo ologia e géne o dos alunos, modelo es u u al das escolas, unidades emá icas e ca ac e ís icas das aulas: es udo ealizado em es udan es a equen a o 2º ciclo do ensino básico da Escola EB 2-3 Fe nando Pessoa e do colégio Nossa Senho a da Paz: Po o.  Cos a, R. (1991). Fa o es de mo i ação dos jo ens p a ican es de oleibol. Po o: Faculdade de Ciências do Despo o e de Educação Física da Uni e sidade do Po o.  Ga gan a, R., & San os, C. (2015). P opos a de um sis ema de p omoção da a i idade ísica/exe cício ísico, com base nas “no as” pe spe i as do eino uncional. In R. Rolim, P. Ba is a & P. Quei ós (Eds.), Desa ios eno ados pa a a ap endizagem em educação ísica (pp. 125-157). Po o: Edi o a FADEUP.  Guila, J. (2003). E ei os de um p og ama de eino de o ça em con ex o escola : Um es udo em c ianças e adolescen es dos 12 aos 14 anos da cidade de Mapu o. In: A. P is a; A. Ma ques; S. Sa anda & A. Madei a. A i idade ísica e despo o: Fundamen os e con ex os. Moçambique: Faculdade de Ciências de Educação Física e Despo o.  Lou enço, A. (2002). Mo i ação pa a a ade ência ao exe cício ísico egula em populações especiais. Po o: Faculdade de Ciências do Despo o e de Educação Física da Uni e sidade do Po o.  Wilmo e, J. & Cos ill, D. (2001). Fisiologia do despo o e do exe cício. B asil Mano. 79 5. PARTICIPAÇÃO NA ESCOLA E RELAÇÃO COM A COMUNIDADE 80 81 5. Pa icipação na Escola e Relação com a Comunidade No início do ano le i o inha consciência de que a unção do p o esso es agiá io inco po a a ou as unções que não só as esul an es das aulas. Pa icipa a i amen e nas a i idades da escola e sen i -me pa e in eg an e da mesma o am obje i os que es abeleci pa a es a á ea. Tal como e e em Sil a, Pin o e Ba is a (2009, p.9), “além de ges o da aula, o P o esso em de se um ges o de elações pessoais e de con li os, um ges o adminis a i o, um ges o de a e as de in e ação com a comunidade.” Ao longo do es ágio dediquei-me e empenhei-me pa icipando nas a i idades ealizadas na escola, mais conc e amen e nas do g upo de Educação Física. Pa icipei nas euniões de depa amen o de exp essões, de g upo de Educação Física e nos conselhos de u ma que me pe mi i am adqui i algumas compe ências nes a á ea o ganizacional que o p o esso ambém em que possui . Es es momen os e ela am-se de e minan es na elação com os es an es p o esso es. Desde o início do ano le i o que a P o esso a Coope an e p omo eu mui o o con ac o do Núcleo de Es ágio com a es an e comunidade escola , ap esen ando-nos a odos os uncioná ios e p o esso es ligados à di eção da escola. Fomos ecebidos de o ma mui o posi i a po odos os elemen os. Acolhe am-nos da melho manei a possí el, mos ando-se disponí eis pa a udo o que osse necessá io. Es a p oximidade pe mi iu-me uma ápida adap ação ao meio escola e oi de e minan e na minha passagem pela Escola. Rela i amen e à pa icipação nas a i idades da escola, es i e p esen e na colabo ação de á ias, en e as quais o clube de na ação no Despo o Escola , “Mega A le a”, “Happy Day”, “Mexe- e” e numa isi a de es udo a Ma a. O en ol imen o na comunidade escola oi sendo cada ez mais e e i o ambém u o des as a i idades. Nes as inicia i as i e opo unidade de pa ilha ideias e de abalha em equipa isando um obje i o comum, o que me ez sen i e dadei amen e in eg ado no G upo. A p oximidade cons uída com a comunidade escola o nou-me pa e in eg an e da escola e e elou-se undamen al na minha e olução enquan o u u o p o issional docen e. 82 5.1 A i idades ealizadas Ao longo des e ano le i o o núcleo de es ágio oi solici ado a pa icipa de o ma a i a nas a i idades ealizadas pela Escola. Em algumas das a i idades pa icipamos de o ma di e a na sua o ganização. O p imei o e en o em que i e uma pa icipação a i a oi no “Mega a le a”, ealizado no 1º Pe íodo, o ganizado pelo G upo de Educação Física. O e en o oi compos o po uma p o a de elocidade, sal o em comp imen o e esis ência (co a-ma o). P imou po se uma a i idade que en ol eu um g ande núme o de alunos, onde a qualidade da o ganização se e elou um elemen o impo an e. Ao longo da a i idade iquei esponsá el po o ien a os alunos na p o a de co a-ma o. O abalho oi acili ado pela p esença de um p o esso do g upo de Educação Física, que me oi ansmi indo a in o mação necessá ia pa a uma maio luidez da a i idade. A a i idade deco eu da o ma espe ada, o g upo de Educação Física conseguiu sensibiliza os alunos pa a a p á ica da a i idade. Po ém, apesa de udo e deco ido den o da no malidade o Núcleo de Es ágio conseguiu de e a um aspe o nega i o na sua ealização. A aca adesão dos alunos do ensino secundá io oi e iden e deixando a sensação de que pode íamos e ei o algo mais pa a mobiliza os “mais elhos”. A pa icipação nes e p imei o e en o dinamizado na Escola pe mi iu-me, desde logo, an e e a capacidade que o G upo de Educação Física inha pa a a o ganização de e en os. Em i ude de se a a de uma a i idade ealizada no 1º Pe íodo, sen i alguma imidez na in e enção, assumindo, po ezes, uma pos u a passi a. Po ém, sabia que em a i idades u u as inha de ado a uma pos u a mais a i a e se mais in e en i o. Com o empo, ui ul apassando es es cons angimen os iniciais e conquis ando o meu luga den o do G upo de Educação Física. 83 5.1.1 Happy Day O Happy Day oi o e en o o ganizado pelo núcleo de es ágio nes e ano le i o (Figu a 1). Es e e en o oi di ecionado pa a os alunos dos 3º e 4º anos de escola idade e isou p omo e a in e ação en e escolas do ag upamen o, bem como uma saudá el ansição en e ciclos, aliada à p omoção de es ilos de ida saudá eis e à p á ica egula de exe cício ísico. Figu a 1 - Ca az alusi o ao e en o "Happy Day" A anga iação de pa ocínios, a con ocação dos uncioná ios, a ansmissão da in o mação à di eção da escola e a alguns p o esso es, bem como a equisição dos espaços, euniões com as p o esso as da Escola nº2 e com o núcleo de es ágio de Espanhol o am algumas das a e as ealizadas nas semanas an eceden es ao e en o. Após uma dedicação e um es o ço eno me po pa e de odos, núcleo de es ágio e P o esso a Coope an e, chegamos ao g ande dia ansiosos mas echeados de expec a i as ele adas pa a o que se a izinha a. O e en o iniciou-se com ês pequenas in e enções po pa e do P esiden e da Câma a Municipal de Espinho, da P esiden e do Conselho Ge al e do Di e o da Escola. P epa amos a ealização de um peddy pape com a iadíssimas a i idades: pa alelas (es ação adical), co ida de sacos, jogo de la as, es a e as com água, sal o em comp imen o, lançamen os ao ces o, jogos 84 didá icos de Espanhol e sensibilização pa a uma alimen ação saudá el. Pa a a ealização des as a i idades con amos com a colabo ação de alguns p o esso es da escola, de uma nu icionis a e de alguns dos nossos alunos, que p on amen e se disponibiliza am pa a ajuda no que osse necessá io. A a luência ao e en o não oi ão g ande como espe ado, ainda assim con ou com 85% das insc ições. Apesa de não e em compa ecido odos os insc i os conseguimos anga ia uma excelen e massa humana, ce ca de 150 pessoas, en e alunos e enca egados de educação. A anga iação dos pa ocínios oi um p ocesso simples e pe mi iu que o e en o osse au ossus en ado. Jun o dos pa ocinado es conseguimos anga ia alimen ação (pães, bolos, iamb e, u a), água e sumos pa a o lanche con í io e uma ela alusi a ao e en o. Realizando uma a aliação ge al do e en o, posso a i ma que supe ou as nossas expe a i as iniciais. O ac o de não e oco ido nenhum p oblema no deco e do e en o deixou-nos ex emamen e elizes. O dinamismo que conseguimos c ia ao longo de oda a p o a mo i ou bas an es eedbacks posi i os po pa e dos pa icipan es. Os enca egados de educação que pa icipa am ica am con en es com o que i am da escola e a capacidade que es a em. Já nos alunos, e am isí eis os os os de elicidade, indica i os que ado a am as a i idades ealizadas. Só posso es a con en e e o gulhoso do abalho desen ol ido pelo Núcleo de Es ágio, que conseguiu demons a a capacidade o ganiza i a e de ges ão em a i idades escola es. Após algumas semanas de imenso abalho na p epa ação des e e en o, chegamos ao im com o sen imen o de de e cump ido. Pessoalmen e, não enho dú idas em a i ma que aleu a pena odo o in es imen o que emp eendi. Pa a além das ap endizagens que es a a i idade me acul ou ao ní el das a e as e exigências a cump i na o ganização de a i idades des e géne o, dei ambém um passo impo an e pa a me assumi como p o esso e sen i pa e in eg an e da escola. 85 5.1.2 MEXE-TE O MEXE-TE oi uma a i idade inse ida no p og ama Rumos da escola e isou a p omoção de á ias a i idades despo i as pa a os alunos da escola, desde o 5º a é ao 12º ano de escola idade. A o ganização do MEXE-TE icou a ca go do G upo de Educação Física e con ou com a ealização de o neios de basque ebol, oleibol, hóquei em campo, andebol e dança (Zumba). A unção do Núcleo de Es ágio oi o ganiza e ge i o o neio da modalidade de basque ebol des inado aos alunos dos 5º e 6º anos de escola idade. O p ocesso de insc ição não e a de ca ác e ob iga ó io, ou seja, pa icipa am os alunos que que iam, con udo e e uma eno me a luência. Du an e a a i idade assumi unções de a bi agem e de ges ão dos jogos do 5º ano (basque ebol). Compa a i amen e à p imei a a i idade ealizada pelo G upo de Educação Física (Co a-Ma o), consigo acilmen e pe cebe que a minha in e enção oi mais impo an e nes a a i idade. Assumi uma unção de esponsabilidade que oi conc e izada com êxi o. A pos u a ímida que e ela a jun o dos es an es docen es do G upo de Educação Física des aneceu-se, passando a sen i -me pe ei amen e in eg ado nas dinâmicas do G upo. Tudo co eu con o me planeado, os jogos ealiza am-se no ho á io p e is o e odas as equipas pa icipa am nos jogos que es a am agendados. Es e e en o o nou-se em mais um momen o dedicado a a i idades despo i as p omo idas pela escola e, mais uma ez, o G upo de Educação Física mos ou a sua capacidade de o ganiza e en os pa a um ele ado núme o de pa icipan es. A dinâmica e o espí i o de en eajuda que odos os P o esso es do G upo de Educação Física ap esen am, pe mi e que es e ipo de e en os possa se ealizado nes a escola. 92 93 6. CONCLUSÃO Concluído o Es ágio P o issional, es a-me e e i que es e oi um ano bas an e g a i ican e e en iquecedo , con ibuindo g andemen e pa a a minha o mação pessoal e p o issional. A possibilidade de pode leciona nes e es abelecimen o de ensino, pe mi iu-me c esce , pois ap endi a lida com si uações que a é aqui não aziam pa e do meu dia-a-dia. Ti e opo unidade de leciona em ês ní eis de ensino des in os e com condições ó imas de abalho. Além disso, i enciei ao longo de odo o ano, expe iências únicas com os meus alunos, P o esso es e es an e comunidade educa i a, que jamais se ão esquecidas. Ap endi mais do que aquilo que no início imaginei, c escendo como pessoa e docen e. O caminho não oi ácil, es e oi echeado de al os e baixos. O Es ágio P o issional pe mi iu-me a isca , expe imen a , obse a , a alia e e le i a a és de um ensino o ien ado. As di iculdades, os eceios e a insegu ança o am ul apassadas com uma on ade pessoal eno me. Po udo is o, ainda me sin o mais sa is ei o e ealizado, pois os obs áculos o na am-me num u u o p o issional melho p epa ado. Quan o aos meus alunos, mo i o de odo o meu abalho e dedicação, o obje i o cen ou-se na po enciação das suas ap endizagens e nes e âmbi o penso que o obje i o oi cump ido. Face a es e quad o, posso a i ma que as minhas expe a i as iniciais o am a ingidas. Assim, e mino com o sen imen o de de e cump ido e de que udo iz pa a ealiza semp e o melho em p ol do Ag upamen o, do Núcleo de Es ágio e dos alunos em especial. Enca o, po isso, o meu u u o com o imismo e segu ança. Sin o que oco eu uma g ande e olução em di e sos aspe os desde o início do ano a é ago a, que odas as expe iências passadas p omo e am em mim um aumen o de compe ência e de conhecimen os. Te minou o Es ágio P o issional mas começa ago a uma no a caminhada. Se á uma caminhada longa, que e á os seus al os e baixos como odas as 94 ou as mas que enca o com g ande on ade e en usiasmo. Se ei mais um a lu a pelos meus obje i os e pelos meus sonhos. “Somos do amanho dos nossos sonhos”. (Fe nando Pessoa, s/d) 95 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 96 97 7. Re e ências Bibliog á icas  Almeida, A. e Ribei o, D. (2009). Compa ação dos ní eis de a i idade ísica nas aulas de educação ísica quan o à mo ologia e géne o dos alunos, modelo es u u al das escolas, unidades emá icas e ca ac e ís icas das aulas: es udo ealizado em es udan es a equen a o 2º ciclo do ensino básico da Escola EB 2-3 Fe nando Pessoa e do colégio Nossa Senho a da Paz: Po o.  Ba is a, P. & Quei ós, P. (2013). 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Disse ação de Mes ado ap esen ada à Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o  Wilmo e, J. & Cos ill, D. (2001). Fisiologia do despo o e do exe cício. B asil Manole 101 8. ANEXOS iii Anexo 5 - Exemplo de plano de aula Plano de Aula Nº 61 P o esso Coope an e: Te esa Leand o P o esso -Es agiá io: Luís Limas Ano/Tu ma: 10º6 Nº alunos p e is os: 26 Local: Escola Secundá ia D . Manuel Gomes de Almeida Aula nº 6 de 9 Da a: 28/05/2015 Ho a: 11:50 h Du ação: 70’ Espaço: Campo de Fu ebol Ma e ial: 10 bolas de andebol, sinalizado es, 10 cones, i as, 4 a cos, 4 co das, 2 api os Unidade Didá ica: Andebol Função Didá ica: Exe ci ação Obje i o ge al Habilidades Mo o as: Desen ol e si uações de supe io idade numé ica (2x1 e 3x2). T abalha o décalage e o passe e ai. Desen ol e ansições de esa-a aque e a aque-de esa. Cul u a Despo i a: Iden i ica as eg as do andebol, bem com as suas ca a e ís icas básicas. Iden i ica a e minologia da modalidade. Condição Física e Fisiologia: Desen ol e a o ça explosi a a a és da ealização do ema e em suspensão e/ou mudanças de di eção ápidas, a elocidade de eação acompanhando as mo imen ações do seu ad e sá io di e o e a coo denação óculo-manual manipulando a bola de o ma segu a e p ecisa. Concei os Psicossociais: Respei a os colegas, p o esso e uncioná ios, coope a com os colegas e ajudá-los a ul apassa as suas di iculdades, en ol e -se a i amen e nas a i idades da aula, p ocu ando melho a o seu desempenho.  Obje i o Compo amen al Si uações de Ap endizagem Componen es C í icas O ganização Alunos/P o esso PARTE INICIAL 11:55 5’ O aluno: - P epa a o o ganismo pa a a a i idade ísica seguin e. Mobilização a icula : O ganizados po equipas ealizam os mo imen os de aquecimen o pedidos pelo seu capi ão “Não diminui a in ensidade” - Os alunos deslocam-se pelo espaço de inido. PARTE FUNDAMENTAL ix 12:00 10’ O aluno: - Ul apassa o de enso di e o a a és da ealização de in as de co po e/ou ápidas mudanças de di eção; - Realiza o ema e em suspensão/apoio após a chamada dos 3 apoios, - Realiza o ema e em suspensão/apoio com o ação do onco e com o b aço que em a bola “a mado”. - Desma ca-se, c iando linhas de passe que a o eçam o a aque. Si uação de 2x1: Dois alunos que iniciam exe cício no meio campo, de em ul apassa o seu oposi o , ecebendo a bola em posição a o á el pa a inaliza . O exe cício de e se ealizado de ambos os lados. No a: De esa a i a P oibição do uso do d ible 5’ oca de lado Pon uação: A cos: 3 Pon os Cones: 2 Pon os - “Passa e u iliza a in a de co po”; - “A ança quando encon a es espaço”; - “Bola acima da cabeça”; - “A ma o b aço de ema e”; - “Co o elo apon a pa a a zona de ema e”; - “Não pode usa d ible”; Tu ma di idida po equipas, cada uma ocupa 1/4 de campo: 12:10 10’ O aluno: - Ul apassa o de enso di e o a a és da ealização de in as de co po e/ou ápidas mudanças de di eção; - Realiza o ema e em suspensão/apoio após a chamada dos 3 apoios, - Realiza o ema e em suspensão/apoio com o ação do onco e com o b aço que em a bola “a mado”. - Desma ca-se, c iando linhas de passe que a o eçam o a aque. - A aca o espaço en e de enso es pa a c ia espaço pa a colega pene a . Si uação de 3x2: T ês alunos que iniciam exe cício no meio campo, de em ul apassa os 2 oposi o es, ecebendo a bola em posição a o á el pa a inaliza . O exe cício de e se ealizado de ambos os lados. No as: De esa a i a 5’ oca de lado Pon uação: A cos: 3 Pon os Cones: 2 Pon os - “Passa e u iliza a in a de co po”; - “A ança quando encon a es espaço”; - “Bola acima da cabeça”; - “A ma o b aço de ema e”; - “Co o elo apon a pa a a zona de ema e”; - “Não pode usa d ible”; Tu ma di idida po equipas, cada uma ocupa 1/4 de campo: x 12:20 15’ Em si uação o ensi a: - Ci cula a bola a a és da ealização de passes pa a colegas desma cados; - A aca o espaço en e de enso es, supe ando si uações de 1x1 e/ou ixando o de enso do colega, c iando espaço pa a inaliza ; Em si uação de ensi a: - Ma ca o seu ad e sá io di e o a a és da ma cação em p oximidade (quando es e possui a bola) e ma cação de igilância (quando es e não possui a bola); - Auxilia os companhei os quando es es são ul apassados. Si uação 5x4+GR Os alunos ealizam a aque posicional em si uação de supe io idade numé ica. Após ecupe a a bola, a equipa que se encon a a em p ocesso de ensi o en a chega ao meio campo com a bola con olada. No a: Alunos que es ão em espe a assumem papel de á bi o e ma cado . 7’ odam as equipas. Pon uação: 1 Golo = 1 Pon o Golo a a és do décalage = 2 Pon os Chegada ao meio campo = 1 Pon o - Toma a inicia i a o ensi a; - Simula ema es, passes e mo imen ações pa a iludi / ixa os ad e sá ios; 2 Equipas em cada meio campo 12:35 20’ Em si uação o ensi a: - Ci cula a bola a a és da ealização de passes pa a colegas desma cados; - C ia linhas de passe; - Ap o ei a espaço li e; Em si uação de ensi a: - Ma ca o seu ad e sá io di e o a a és da ma cação em p oximidade (quando es e possui a bola) e ma cação de igilância (quando es e não possui a bola); - Auxilia os companhei os quando es es são ul apassados. - Realiza ápida ansição pa a o a aque. T eino holandês (T ansições) - 5x4+GR & T eino Funcional (3 equipas): Os alunos ealizam a aque posicional em si uação de supe io idade numé ica. Após ecupe a a bola, a equipa ealiza ansição pa a o meio campo con á io (onde se encon a uma equipa em espe a), ealizando no amen e a aque posicional. No a: A 4ª equipa ealiza du an e os 5’ de jogo um ci cui o de eino uncional. 5’ odam as equipas. Equipa que ob e melho sco e de golos ence o “ o neio”. Pon uação: 10 Pon os - Equipa encedo a - Toma a inicia i a o ensi a; - Simula ema es, passes e mo imen ações pa a iludi / ixa os ad e sá ios; - Reco e ao d ible apenas quando es i amen e necessá io. Campo in ei o – 2 equipas ocupam um meio campo e a 3ª equipa encon a-se em espe a no meio campo opos o: xi O aluno: - Aumen a a sua o ça in e io , média e supe io a a és de eino de o ça Ci cui o de T eino Funcional (4 Es ações) (30’’ de exe ci ação, 15’’ pa a oca de es ação) Es ação 1: Flexões Es ação 2: Sal o com pés jun os - Deg au Es ação 3: Abdominais Es ação 4: Sal o à co da “Respi a na con ação” “T oca ápido de es ação” “Co po con aído” “Não diminui o i mo” 4ª Equipa ealiza o ci cui o de eino uncional jun o à en ada do campo. PARTE FINAL 13:05 5’ - O aluno man ém-se em silêncio enquan o os colegas ealizam a sua au oa aliação. Realiza a au oa aliação a e ida com os alunos. - Re le i ace ca da sua p es ação du an e a aula. - Alunos dispos os em meia-lua, com o p o esso no cen o, à sua en e. xii Anexo 6 - Exemplo de icha de a aliação diagnós ica da modalidade de Andebol LEGENDA: 1 – Não az; 2 – Faz com di iculdade; 3 – Faz azoa elmen e; 4 – Faz bem; 5 – Faz sem e os ALUNOS ANDEBOL APANHADA C/ PASSE Passe (di eção e al u a adequadas) Receção (apanha a bola sem deixa cai ) Desma cação (c ia linha de passe segu a) ROUBA CONES D ible (p og edi no campo com bola con olada) Finalização ( inaliza quando em opo unidade) Ocupação espaço (O e.) (“ab e”, jogando em ampli ude) Ocupação espaço (De .) (“ echa”, p o egendo a baliza)