!
Oli ei a, T. (2008). Obesidade, Ac i idade Física e Pe cepção da Imagem
Co po al na Adolescência. Po o: T. Oli ei a. Disse ação de
Licencia u a ap esen ada à Faculdade de Despo o da Uni e sidade
do Po o.
Pala as-cha e: OBESIDADE, CORPO, PERCEPÇÃO DA IMAGEM CORPORAL,
ACTIVIDADE FÍSICA
!
III
AGRADECIMENTOS
À minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Ma ia Paula San os pela
ajuda, paciência e disponibilidade demons ada.
À P o esso a Dou o a Ma ia Olga Vasconcelos, que mesmo não sendo
minha o ien ado a, demons ou disponibilidade e auxílio, sendo essencial no
escla ecimen o de dú idas.
À Rosinha, que demons ou g ande disponibilidade, auxílio esse
imp escindí el pa a a ealização des e es udo.
Aos adolescen es inqui idos, pois sem eles es e es udo não e ia sido
possí el.
Às minhas amigas po es es 5 anos de p o undo companhei ismo,
amizade, comp eensão e boa disposição. Sob e udo po odos os bons
momen os passados nes e pe cu so académico, os quais nunca esquece ei e
eco da ei com imensa saudade.
Aos meus pais, com especial ca inho, pelo apoio ansmi ido ao longo
de oda a minha ida, pelo amo e a ec o, e po odos os alo es que me
ansmi i am, os quais me pe mi i am se quem sou.
À minha i mã, pelo acompanhamen o pe manen e e po es a p esen e
em odos os momen os da minha ida.
Ao meu a ô pelos bons momen os passados...
Ao Nuno po e es ado semp e ao meu lado, nos bons e maus
momen os, sem nunca me e deixado desis i . Po odo o seu amo ,
paciência e comp eensão,..., simplesmen e po exis i .
!
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V
ÍNDICE GERAL
AGRADECIMENTOS III
ÍNDICE DE GERAL V
ÍNDICE DE FIGURAS VII
ÍNDICE DE QUADROS IX
RESUMO XI
ABSTRACT XIII
LISTA DE ABREVIATURAS XV
1. INTRODUÇÃO 1
2. REVISÃO LITERATURA 7
2.1 Obesidade 9
2.1.1 De inição e ca ac e ização 9
2.1.2 P e alência da Obesidade 12
2.1.3 E iologia da Obesidade 13
2.1.4 Consequências da Obesidade 17
2.1.5 Es a égias de P e enção e T a amen o da Obesidade 18
2.2 Educação pa a a Saúde na Escola 22
2.3 O Co po 26
2.3.1 O Co po na sociedade ac ual 26
2.4 Imagem Co po al 28
2.4.1 Pe cepção da Imagem Co po al 28
2.5 Ac i idade Física 34
2.5.1 Relação en e Ac i idade e IMC 35
2.5.2 Bene ícios da Ac i idade Física 36
2.5.3 Recomendações pa a a p esc ição de Ac i idade Física 37
!
#"!
2.5.4 Recomendações pa a a p omoção de Ac i idade Física 42
3. OBJECTIVOS E HIPÓTESES 47
3.1 Objec i o Ge al 49
3.1.1 Objec i os Especí icos 49
3.2 Hipó eses 49
4. MATERIAL E MÉTODOS 51
4.1 Desc ição e Ca ac e ização da Amos a 53
4.2 P ocedimen os Me odológicos 53
4.2.1 A aliação po ques ioná io, das Modalidades P e e idas 53
4.2.2 A aliação do Índice de Massa Co po al 54
4.2.3 A aliação, po ques ioná io, da Pe cepção da Imagem
Co po al 54
4.3 P ocedimen os Es a ís icos 56
4.3.1 Es a ís ica Desc i i a 56
4.3.2 Es a ís ica In e encial 56
5. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 57
5.1 Modalidades Despo i as P e e idas 59
5.2 Pe cepção da Imagem Co po al 70
6. CONCLUSÕES 77
7. BIBLIOGRAFIA 81
8. ANEXOS 99
8.1 Anexo 1 101
8.2 Anexo 2 103
!
VII
ÍNDICE DE FIGURAS
Figu a 1. T íade epidemiológica aplicada à obesidade. T aduzido de
Swinbu n e Egge (2002). 15
Figu a 2 – F equências das Modalidades seleccionadas, po sexo. 59
Figu a 3 – F equências das Modalidades seleccionadas, segundo o IMC. 62
Figu a 4 – Opções dos adolescen es quan o à p e e ência po despo o
compe i i o ou não compe i i o, em unção do sexo. 65
Figu a 5 – Local de p á ica elei o pelos adolescen es, em unção do sexo.
67
!
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!
XV
LISTA DE ABREVIATURAS
OMS – O ganização Mundial de Saúde
ACSM – Ame ican College o Spo s Medicine
BIQ - Body-Image Ques ionnai e
INTRODUÇÃO
!
INTRODUÇÃO
!
3
1. INTRODUÇÃO
A obesidade em-se aduzido num p oblema de saúde pública e um
dos in o únios da nossa ci ilização, sendo de inida como uma condição
ano mal de excesso de go du a acumulada no ecido adiposo, que coloca em
pe igo a saúde (O ganização Mundial da Saúde [OMS], 2000).
A p e alência da obesidade em odas as aixas e á ias é en endida,
pela OMS, como um p oblema sé io, desc e endo-a como uma “epidemia
global” (B i ish Medical Associa ion, 2005).
A e iologia da obesidade é mul i ac o ial, pois en ol e agen es como o
compo amen o alimen a , mecanismos de a mazenamen o de go du a,
balanço de ene gia, assim como in luências gené icas, isiológicas,
ambien ais e medicamen osas (Ba anowski e al., 2000). O excesso de
massa go da es á associado a múl iplos ac o es, como a má nu ição,
ausência de ac i idade ísica, ac o es gené icos e me abólicos, e pelo
desequilíb io do balanço ene gé ico (Hill & Melanson, 1999).
A obesidade de e se po si só enca ada como uma doença, que
p edispõe ou as doenças (Ba a a, 1997). A obesidade é um ac o de isco
pa a doenças c ónicas como a hipe ensão, dislipidemia, diabe es ipo 2,
doenças ca dio ascula es, hipe coles e olemia, apneia de sono, cálculos
bilia es e deso dens musculo-esquelé icas (Rossne , 2002). Na obesidade
in an il e na adolescência, as p incipais sequelas são a hipe ensão, a
dislipidemia, do es nas cos as e p oblemas psicossociais (Kiess e al., 2001).
É necessá io iden i ica os ac o es de isco, pa a que se ac ue na
p e enção da obesidade (Die z, 1995), de endo pos e io men e subsis i uma
abo dagem in eg ada, que en ol a acções em odos os sec o es da
sociedade, uma ez que es e de e se enca ado como um p oblema da
população (OMS, 2000).
A adolescência ep esen a uma e apa impo an e pa a o con olo e
pa a a p e enção da acumulação excessi a de go du a co po al, impedindo o
su gimen o e desen ol imen o da obesidade a a és do con olo alimen a e
do compo amen o ísico ac i o (Die z, 1994). A p e enção da obesidade
de e inicia -se em idades jo ens, ocalizando-se no enco ajamen o pa a a
INTRODUÇÃO
!
4
adopção de die as saudá eis, e na p omoção de um es ilo de ida não
seden á io, enco ajando a ac i idade ísica nas escolas e em ambien es
ex a-escola es (Rossne , 2002). De em se o ganizados p og amas di igidos
aos jo ens, em locais como as salas de aula, que isem a educação sob e o
con olo de peso (Rees, 1991).
A escola é assim o local ideal pa a a Educação pa a a saúde, pelo
ambien e pedagógico que con empla e pelos p es ígios dos p o esso es.
Es es são un os impo an es nes a acção educa i a. Não podemos
esquece que é na in ância e na adolescência que se desen ol em com mais
acilidade odas as capacidades (San os, 1989).
Além de odos os p oblemas de saúde ísica associados à obesidade,
é ainda impo an e e e i os di e sos p oblemas sociais e psicológicos que
des a ad êm. De e ambém exis i uma p eocupação pela disc iminação e
i imização, a que es ão sujei as as c ianças obesas (Mus & S auss, 1999).
Os adolescen es são dos que mais so em com as p essões exe cidas
pela sociedade pa a a aquisição de um co po socialmen e acei á el.
Ao longo dos empos, o co po em indo a se en endido de o ma
di e enciada, sendo alo izado de aco do com os códigos cul u ais igen es.
Enquan o p odu o da biologia e da cul u a, o co po e a a com idelidade a
sociedade em que se inse e (Ga cia, 1997).
Pe encemos a uma sociedade onde a imagem e a apa ência, a
beleza, a ju en ude e pe eição ísica, são undamen ais. A obesidade é uma
condição que não em luga na ac ual época, podendo es a al e a a imagem
dos indi íduos (Ben o, 2004).
O concei o de imagem co po al oi de inido po Schilde (1935, ci . po
Vasconcelos, 1995), que o conside a como sendo a ep esen ação que
o mamos men almen e do nosso p óp io co po, a o ma como o emos,
podendo es a imagem se al e ada com o empo e segundo as si uações. É
equen e os obesos possuí em um imagem co po al dis o cida, uma
dep eciação da p óp ia imagem, que esul a do ac o de se sen i em
insegu os em elação aos ou os, imaginando que es es o êem com
hos ilidade e desp ezo (Co eia, 2003).
A ac i idade ísica de e aze pa e de um plano de p e enção e
a amen o da obesidade. Sallis e Pa ick (1994), suge i am que de e ia
INTRODUÇÃO
!
5
ha e um aumen o da p omoção da ac i idade ísica nas idades pediá icas
de o ma a p e eni os iscos de mo alidade, bem como con ibu o pa a um
es ilo de ida saudá el, aumen ando assim a p obabilidade de se o na em
adul os ac i os. Des e modo, com o desen ol imen o de um es ilo de ida
ac i o nas c ianças obesas, é possí el alcança múl iplos bene ícios,
ac uando nos p oblemas ísicos e psicológicos (Boucha d & Blai , 1999).
A escola e os clubes são undamen ais pa a p omoção da p á ica
despo i a em odos os jo ens (Mesqui a, 2004). Pa a o encaminhamen o
dos jo ens pa a a p á ica despo i a ex a-escola , de em se idos em
conside ação os gos os e mo i ações dos alunos (Telama & Yang, 2000).
Vá ios es udos demons a am que é o p aze , o bem-es a e o
di e imen o, mais que a melho ia da ap idão ísica, ou mesmo os ac o es
es é icos, que condicionam a p á ica e as escolhas de pa icipação nas
ac i idades ísicas despo i as (Mo a & Sallis, 2002).
A escola de e assim assumi um papel undamen al jun o dos
adolescen es, p opo cionando opo unidade pa a a p á ica despo i a. Com
es e abalho, p e ende-se conhece quais as modalidades p e e idas dum
g upo de adolescen es com excesso de peso e obesos, na Escola EB 2,3 de
Oli al.
Tendo em conside ação a ealidade da ac ual sociedade, se á
impo an e pe cebe quais as pe cepções, os sen imen os e as a i udes que
es es possuem do p óp io co po.
Conhecidos os gos os e mo i ações dos alunos, bem como os
sen imen os em elação ao p óp io co po, al ez seja mais acessí el
consciencializa os adolescen es, ace ca da impo ância da adopção de um
es ilo de ida ac i o.
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!
!
!
REVISÃO DA LITERATURA
REVISÃO DA LITERATURA
!
14
compo amen o alimen a , mecanismos de a mazenamen o de go du a,
in luências gené icas, isiológicas, ambien ais e medicamen osas, sendo
ainda e o çada a impo ância dos ac o es sociais po Rossne (2002).
De aco do com Hill e Melanson (1999), a explicação p o á el pa a a
al a p e alência de obesidade é um en ol imen o que p oduz uma p essão
cons an e sob e o balanço ene gé ico e que desenco aja a ac i idade ísica,
e e indo ambém que os ac o es ambien ais se ão os p incipais
esponsá eis pela doença.
A obesidade é uma condição que em complexos ac o es que ac uam
em á ios ní eis. Pa a comp eende o impac o desses ac o es, é impo an e
iden i ica ní eis p óximos a cada cidadão, sendo eles: ac o es indi iduais
(po exemplo, consumo alimen a ), in e pessoal (c enças pa en ais e/ou
conhecimen os), de o ganização (menus escola/almoço), e do
go e no/polí ica ( o ulagem dos alimen os o ien ações). Embo a nem odos
os ac o es possam es a elacionados com os ní eis mencionados, es e é
um ins umen o ú il pa a o en endimen o des e complexo sínd ome. Es e
modelo implica que as in e enções de e ão esul a da in e acção de pelo
menos dois ní eis (B i ish Medical Associa ion, 2005).
Pode se e ado a ibui como única causa da obesidade a inac i idade
ísica, uma ez que es a pode se esul ado da inap op iada ene gia inge ida.
Assim, a obesidade esul a não apenas da inac i idade ísica, mas ambém
da al a de co espondência en e a ene gia inge ida e a dispendida
(Boucha d, Shepha d & S ephens, 1993).
Sabe-se que o acúmulo de go du a se dá pelo balanço ene gé ico
posi i o, ou seja, mais ene gia inge ida do que gas a. Con udo exis e um
conjun o de azões indi iduais – isiológicas, psicológicos, ho monais, sociais
e ambien ais (Nahas, 1999).
O balanço ene gé ico que explica a obesidade em sido incluído no
“Modelo Ecológico”, explicado po Swinbu n e Egge (2002). Es e modelo
pe mi e iden i ica o papel das in luências do en ol imen o no balanço
ene gé ico. Nes e modelo o agen e simboliza a ia inal, de inida como
equilíb io de ene gia posi i a, que le a ao ganho de peso. Os elemen os
des e modelo ecológico podem se con e idos na íada epidemiológica
clássica – hospedei o, ec o e en ol imen o. Es a íada epidemiológica
REVISÃO DA LITERATURA
!
15
(con o me demons a a igu a 1) é conside ada como no eado a no con olo
des a epidemia e nas es a égias con a o aumen o do peso. Nes a íada
podemos obse a (i) os ec o es, que ep esen am o gas o de ene gia,
apa ecendo como mediado a a inac i idade ísica e odas as máquinas que
diminuem o abalho ísico, bem como os alimen os e bebidas de ele ado eo
caló ico; (ii) o hospedei o, que inclui odos os ac o es elacionados com os
indi íduos, incluindo os ac o es biológicos e me abólicos, conhecimen os,
compo amen os e a i udes; po úl imo (iii) o en ol imen o que inco po a os
aspec os económicos, polí icos e sociocul u ais. Embo a es a íada englobe
di e en es es a égias de in e enção, odas elas es ão in e ligadas, sendo
necessá io a a de odas em conjun o pa a que seja alcançado o sucesso
(Swinbu n & Egge , 2002).
Figu a 1. T íade epidemiológica aplicada à obesidade. T aduzido de Swinbu n e
Egge (2002)
Alguns es udos êm demons ado que os ac o es gené icos
desempenham um papel impo an e no desen ol imen o da obesidade. No
en an o, a in e acção da gené ica com ac o es ambien ais é igualmen e
impo an e, ou seja, a suscep ibilidade à obesidade é em pa e de e minada
pelos ac o es gené icos, mas é necessá io um ambien e obesogénico pa a a
sua exp essão eno ípica (Loos & Boucha d, 2003).
Egge e Swinbu n (1997), salien am a impo ância das in luências
ambien ais pa a o desen ol imen o da obesidade. Os au o es classi icam o
Hospedei o
Vec o es
En ol imen o
Educação, In e enção
médica e compo amen al
Tecnologia
!
Mudanças ao ní el
polí ico e social
REVISÃO DA LITERATURA
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16
ambien e em mac o, que de e mina a p e alência da obesidade numa
população, e em mic o, que aliado ao compo amen o biológico e às
in luências compo amen ais, i á de e mina se um indi íduo é ou não obeso.
Es e ambien e in luencia na quan idade e no ipo de alimen os inge idos e na
quan idade e ipo de ac i idade ísica adop ados. As in luências ambien ais
ep esen am o b aço da saúde pública do p oblema da obesidade, is o é, se o
mac o ambien e o obsogénico en ão a obesidade o na-se mais p e alen e
e os p og amas, com objec i o de in luencia o compo amen o indi idual,
podem i a e um e ei o limi ado. Tem-se e i icado que o p oblema da
obesidade apenas é con olado apôs e em sido modi icados os ac o es
ambien ais.
O aumen o da obesidade em sido demasiado ápido pa a indica os
ac o es gené icos como causa p imá ia. Assim, a epidemia de e e lec i
sob e udo nas mudanças dos pad ões alimen a es e nos ní eis de ac i idade
ísica. Vi emos num ambien e que incen i a e p omo e a al a inges ão
caló ica (Egge & Swinbu n, 1997), o que mui as ezes pode condiciona os
pais de da em aos seus ilhos uma alimen ação equilib ada e um es ilo de
ida saudá el (B i ish Medical Associa ion, 2005).
Die z (1998), a i ma que a ma u ação na pube dade, po si só, pode
ep esen a uma de e minan e biológica adicional.
O es ilo de ida ac ual, seden á io, pa ece se ão impo an e como a
die a no desen ol imen o da obesidade (Rossne , 2002), sendo es a
condição um ac o de isco pa a o ganho de peso com a idade (Boucha d,
2000).
O aumen o do excesso de peso e da obesidade en e os jo ens pode
es a associado à diminuição da ac i idade ísica (Hill e Melanson, 1999). Um
es udo de Eps ein e al. (1991), e elou que c ianças obesas escolhe am
ac i idades seden á ias independen emen e do cus o. C ianças mag as e
mode adamen e obesas subs i uí am a ac i idade igo osa, aumen ando o
seden a ismo.
São á ios os au o es que e e em a in luência dos meios de
comunicação social, mais conc e amen e da ele isão, como causa da
obesidade. Exis e uma o e elação en e e ele isão e o índice de massa
co po al, con idando es a a um es ilo de ida seden á io. O aumen o da
REVISÃO DA LITERATURA
!
17
adiposidade em sido em g ande pa e a ibuído ao ele ado núme o de ho as
a e ele isão e a um es ilo de ida seden á io. A exposição à publicidade
com comida, em especial sob e as - ood, pode in luencia as escolhas dos
espec ado es pa a comidas icas em ene gia e go du a (Rossne , 2003;
T eu h e al., 2001).
A ele isão es á di ec amen e elacionada com a obesidade in an il,
não só pela inac i idade ísica mas ambém pela ene gia consumida
(Lumeng, Appugliese e al. 2006, ci . Malecka-Tende a & Mazu , 2006). Es a
a i mação é e o çada pelos núme os que nos são ap esen ados em alguns
es udos, que demons am que a p e e ência po de e minadas comidas é
in luenciada em 30% pela exposição aos anúncios da ele isão (Wilson;
Quigley; Mansoo , 1999, ci . Malecka-Tende a & Mazu , 2006). A as - ood é
expos a às c ianças a a és dos b inquedos e e en os sociais. É impo an e
es imula hábi os alimen a es saudá eis e a p á ica de ac i idade ísica, bem
como limi a a exposição à ele isão (Malecka-Tende a & Mazu , 2006).
2.1.4 Consequências da Obesidade
A obesidade in an il e a apenas con emplada como um p oblema
cosmé ico, uma ez que os p oblemas de saúde apenas su giam se es a
pe manece-se na idade adul a (Die z, 2002). Con udo, en ende-se que a
obesidade e o es ilo de ida seden á io, são dois ac o es de maio isco de
doenças no mundo ociden al, supo ando eno mes cus os económicos e de
saúde. Ambos são econhecidos como impo an es ac o es de isco pa a
doenças ca dio ascula es, hipe ensão e ou as condições debili ado as
(Boucha d, 2000).
A obesidade é um ac o de isco a iá el das doenças
ca dio ascula es (Ba -O & Ba nowski, 1994), sendo que mui as das
consequências ca dio ascula es que ca ac e izam a obesidade adul a, são
p ecedidas de ano malidades que começam na in ância, como hipe lipidemia,
hipe ensão e ole ância ano mal à glicose, que oco e com maio equência
em c ianças e adolescen es obesos (Die z, 1998).
Die z (1995), enume a algumas das sequelas p o enien es da
obesidade: mudanças no c escimen o, consequências psicossociais,
REVISÃO DA LITERATURA
!
18
p oblemas o opédicos, di iculdades espi a ó ias, me abolismo de glicose
ano mal, hipe ensão, hipe lipidemia e pe sis ência da obesidade em adul o.
Ou os iscos pa a a saúde p o enien es da obesidade são, a
hipe ensão, hipe coles e olemia, diabe es ipo 2, doenças ca dio ascula es,
os eoa i es, canc o (ú e o, p ós a a, mama, cólon) e doenças da esícula
(Dishman, Washbu n & Hea h, 2004).
Segundo Ba a a (1997), é possí el classi ica os incon enien es
associados à obesidade, em ês g upos: male ícios clínicos, diminuição da
capacidade despo i a e p oblemas es é icos e psíquicos. Nas
consequências clínicas, são desc i as a iadas pa ologias ag egadas à
obesidade, en e as quais podemos des aca o maio isco à hipe ensão
a e ial, hipe insulinismo, insulino- esis ência, diabe es ipo 2, pe u bações
o opédicas, en e ou as. As doenças me abólicas e as ca dio ascula es
es ão no malmen e associadas à obesidade and óide, enquan o que as
o opédicas e euma ismais são causadas pelo excesso de massa co po al
o al (Ba a a, 1997).
O mesmo au o e e e ainda consequências em e mos es é icos e
psíquicos, endo em conside ação que os ideais de beleza são sinónimo de
mag eza, es ando associados a o mas de sucesso, de inidos po endências
que não se enquad am com a na u eza e com os genes da g ande pa e dos
indi íduos. Es e concei o e con ex o “es é ico”, p opo ciona nos jo ens
saudá eis um sen imen o de in elicidade em elação à sua au o-imagem,
conduzindo à adopção de p á icas p ejudiciais, sejam elas alimen a es ou
medicamen osas (Ba a a, 1997).
A disc iminação pa a com as c ianças obesas começa na in ância.
Es as po se em mais al as que os seus pa es endem a se is as como mais
madu as, le ando à c iação de expec a i as inadequadas que podem e um
e ei o ad e so sob e a socialização (Die z, 1998).
2.1.5 Es a égias de P e enção e T a amen o da Obesidade
A obesidade não é apenas um p oblema indi idual, a a-se de um
p oblema da população, de endo po isso se abo dada como al. E icazes
es a égias de p e enção e de ges ão da obesidade exigem uma abo dagem
REVISÃO DA LITERATURA
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19
in eg ada, en ol endo acções em odos os sec o es da sociedade (OMS,
2000). Assim, o p imei o passo pa a a p e enção da obesidade de e incidi
na iden i icação dos ac o es de al o isco (Die z, 1995).
Os casos de excesso de peso e de obesidade mode ada, de em se
a ados com e apias compo amen ais, ou seja, com a alimen ação e
ac i idade ísica. Em casos g a es, de e ha e um acompanhamen o médico,
de o ma a se em u ilizados ou os ecu sos, como medicamen os ou a é
ci u gias, sendo undamen al o acompanhamen o psicológico. A maio ia dos
casos de sob epeso e obesidade mode ada pode se a ada com e apias
compo amen ais, nomeadamen e, alimen ação e exe cício ísico (Nahas,
1999). Uma es a égia e icaz pa a a p e enção de excesso de peso, se á a
p omoção e inc emen o dos índices de ac i idade ísica diá ia, a a és de
p og amas es u u ados (Rego e al., 2004).
A ac i idade ísica con ibui pa a a pe da de peso e ajuda a minimiza
o ganho do mesmo, que oco e comummen e com o a anço da idade
(Dishman, Washbu n & Hea h, 2004). É impo an e a ac i idade ísica egula ,
uma ez que a obesidade in an il, em maio co elação com a pouca
ac i idade ísica, do que com a inges ão caló ica (Dubois, Hill & Bea on,
1979).
A abo dagem p e en i a e e apêu ica da obesidade, passa po
múl iplas in e enções, que ai desde a amília à escola, e pela acção de
múl iplos p o issionais, como o agen e de saúde e o p o esso de educação
ísica. É undamen al es imula mudanças de a i udes e p opo ciona
condições, sociais e ma e iais, pa a que as in e enções ao ní el dos hábi os
alimen a es e da ac i idade ísica en ol am mudanças de compo amen os,
sendo assim ealizadas ans o mações nos es ilos de ida (Sallis & Owen,
1999).
Die z (1995), salien a a impo ância das c ianças se em
acompanhadas pelos seus pedia as desde mui o cedo, pa a que man enham
o peso ce o. O aconselhamen o p e en i o de e incidi nos compo amen os
que eduzem o gas o ene gé ico, podendo a edução de ce ca de 1 a 2 ho as
diá ias, do empo a e a ele isão, se uma medida de p e enção. P e ende-
se com es a medida, amplia o empo disponí el em ac i idades que
aumen em o gas o ene gé ico.
REVISÃO DA LITERATURA
!
20
O exe cício po si só pode se ine icaz no a amen o da obesidade, da
mesma o ma que a pe da de peso conseguida a a és do exe cício não
p oduz um declínio do gas o ene gé ico, se não o acompanhado po uma
es ição alimen a (Boucha d, Shepha d & S ephens, 1993).
S einbeck (2001), p opõe um conjun o de es a égias que de em se
impos as pa a a p e enção da obesidade: (1) de e se p omo ida na in ância
uma edução de ac i idades seden á ias, com especial a enção pa a a
ele isão. Pa a a aplicação des a es a égia de em es a en ol idos os pais
assim como a escola; (2) as escolas de em p omo e ac i idades ísicas e a
ap endizagem de compe ências que pe mi am a sua manu enção ao longo da
ida, sendo no amen e c ucial o apoio na escola e dos pais pa a a
conse ação de qualque al e ação; (3) é necessá io oco e uma e isão e
mudança de odo o en ol imen o, de modo a pe mi i a que as c ianças e
amília sejam mais ac i as isicamen e o a do ho á io escola ; (4) de em se
implemen adas es a égias pa a aumen a a ac i idade ísica e diminui
compo amen os seden á ios, que em amílias com c ianças obesas como
pa a pais de c ianças obesas. Tal ap oximação eque um aumen o de
compe ências nos p o issionais de saúde; (5) as es a égias de e ão inclui
semp e uma a aliação das e amen as u ilizadas pa a a a aliação da
ac i idade ísica, e uma ap eciação de di e enças po enciais do géne o.
Qualque que seja a ac i idade ísica emp egue, de e e como alice ce o
di e imen o, a ap idão e o bem-es a . O di e imen o é um ac o essencial,
como ambien e, que necessi a de se al e ado pa a as c ianças, ambien e
esse que de e se di e ido, emocionan e e in e ac i o.
Sallis e Pa ick (1994), suge i am que de e ia ha e um aumen o da
p omoção da ac i idade ísica nas idades pediá icas de o ma a p e eni os
iscos de mo alidade, bem como con ibu o pa a um es ilo de ida saudá el,
aumen ando assim a p obabilidade de se o na em adul os ac i os.
Um dos locais mais p i ilegiados pa a a ingi es e objec i o são as
aulas de Educação Física, uma ez que são a única expe iência de
ac i idades ísica egula e o ganizada pa a mui as c ianças (Mckenzie e al.,
2004).
REVISÃO DA LITERATURA
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21
Ca mo (2001, ci . po Gonçal es, 2007), a i ma que a escola de e
assumi a esponsabilidade de le a a odos os jo ens i ências de laze . Em
odos os espaços disponí eis pela escola, de e ão acon ece ac i idades
dinamizadas com o in ui o de con ibui pa a o desen ol imen o humano.
As ca ac e ís icas dos espaços de laze , disponibilizados pelas
escolas, assumem-se como uma a iá el es u u an e no acesso ao laze
ac i o (Gonçal es, 2007).
Embo a se assis a à democ a ização da p á ica despo i a, que
pe mi e que um maio núme o de jo ens pa icipe no despo o, obse amos
ambém a in luência da ele isão e do compu ado , que êm ma cado
nega i amen e a pa icipação despo i a dos jo ens, de endo po isso se em
omadas medidas pa a que se p e ina a p oli e ação des a endência no
u u o (De Knop e al., 1999).
É undamen al que as ins i uições esponsá eis pelo desen ol imen o
despo i o, como a escola e os clubes, p omo am a p á ica despo i a, e
ac i idades que co espondam às necessidades e mo i ações de odos os
jo ens (Mesqui a, 2004).
Em mui as escolas es á implan ando o despo o escola , que possui
objec i os especí icos ela i os à o ganização, sendo um deles “P omo e o
comba e à inac i idade ísica e a lu a con a a obesidade” (Minis é io da
Educação, 2007). A educação ísica e o despo o escola não de em e
apenas como objec i os o desen ol imen o das compe ências mo o as, de
alo es e a i udes, de em ainda assumi a unção de omen a nas c ianças o
gos o e o en usiasmo pela p á ica despo i a, assumindo-a como ac i idade
in eg an e dum es ilo de ida ac i o (Jones & Chee ham, 2001).
Na opinião de Ma ques (1999), a escola de e se pa cei a do clube, no
sen ido de p opo ciona a o mação despo i a pedagógica e mo o a dos
jo ens, conseguida a a és da o mação pedagógica do p o esso de
educação ísica.
Assim sendo, segundo Mo a e Sallis (2002), a ac i idade ísica em
colabo ação com uma die a alimen a , são undamen ais pa a a manu enção
de um peso co po al equilib ado.
REVISÃO DA LITERATURA
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22
2.2 Educação pa a a Saúde na Escola
Segundo a OMS (1993), a saúde é um es ado comple o de bem es a
ísico, social e men al, e não apenas a ausência de doença ou a en e midade.
Es a de inição cons i ui uma decla ação de p incípios que apo a uma
concepção in eg al de saúde, sob e a qual se comp eendem a dimensão
psicológica e social. Assim, o concei o de saúde ex a asa os p ocessos de
en e midade e incula-se a p ocessos indi iduais, de g upo e cul u ais da
pessoa (Bañuelos, 1996).
A saúde concebe-se como uma dimensão ísica, social e psicológica,
cada uma delas si uada num con inuum com um pólo posi i o e ou o
nega i o (Sánchez, 2001).
Os compo amen os posi i os de saúde de em se p omo idos cada
ez mais cedo, de o ma a consolidá-los e o ná-los imunes às p essões do
con ex o social (Hambu g, 1999).
Ben o (1991a, p. 25), de ine saúde como “consequência de uma
elação, lexí el, si ua i amen e ajus ada e o denada, en e sujei o e
en ol imen o; aduz um equilíb io dinâmico en e as exigências do
en ol imen o e as possibilidades da pessoa”.
Guedes (2004), iden i ica o concei o de saúde com uma mul iplicidade
de aspec os do compo amen o humano ol ados pa a o bem-es a ísico,
men al, social e espi i ual, sendo undamen al ap esen a e idências ou
a i udes que p ocu em a as a ao máximo os compo amen os de isco. A
mesma au o a associa o concei o de saúde ao concei o de bem-es a ,
de inindo que bem-es a implica a capacidade indi idual em i e com aleg ia
e sa is ação e pode o e ece signi ica i os con ibu os à sociedade, logo
ep esen a ambém uma impo an e componen e associada à qualidade de
ida, sendo essencial pa a a manu enção da saúde posi i a.
A saúde posi i a de e se enquad ada que em e mos indi iduais
como in e pessoais e ambien ais, pois o signi icado de saúde/bem-es a a ia
aco do com o g upo e com a cul u a (Ma os e al., 2006).
Na educação pa a a saúde não de em es a implicados apenas os
c i é ios médicos, uma ez que não se á su icien e pa a a ob enção do
objec i o. A in e enção médica aumen a á o conhecimen o acional dos
REVISÃO DA LITERATURA
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des ina á ios (o conhecimen o dos ac o es de isco), no en an o, não
pe mi i á ob e uma mudança du adoi a do seu compo amen o. Pa a o na
possí el a al e ação dos compo amen os de em se u ilizadas es a égias de
acção, de compo amen o, que pe mi am mo i a as pessoas pa a uma
mudança da sua ida (Ben o, 1991a). O mesmo au o a i ma que a saúde
deixou de se um p oblema exclusi amen e médico, pa a se um p oblema
cul u al, mais do que um objec o da medicina é um aspec o de educação.
A p omoção da saúde não de e es a dependen e do sec o de saúde,
de endo e uma pa icipação ac i a de ou as es u u as da comunidade.
Es a é uma a e a pa a qual odos de emos con ibui , a a és da acção de
cada um de nós, nos di e en es con ex os ambien ais. Es e p ocesso que se
desen ol e com as pessoas, isa con ibui pa a a capaci ação e
desen ol imen o de ecu sos indi iduais e colec i os, no sen ido da ob enção
de melho es ní eis de bem-es a e qualidade de ida (Ma os e al., 2006).
Te saúde é um objec i o de cada comunidade, não só saúde ísica,
mas ambém men al e in e pessoal. Es a ca ac e ís ica não es á apenas
subo dinada à escolha indi idual de compo amen os de saúde ou de isco,
mas ambém do meio ambien e no qual es ão inse idos os in e enien es e
da capacidade des e possibili a escolhas saudá eis. Po es e mo i o, é
essencial que haja nes e p ocesso um papel pa icipa i o e capaci i o de
odos os in e enien es (Ma os e al., 2006). De e-se e em conside ação
que as ameaças à saúde dos adolescen es são consequência de ac o es
sociais, ambien ais e compo amen ais (DiClemen e, Hansen & Pon on,
1996).
De aco do com o Minis é io da Educação (s.d.), Educa pa a a saúde,
no con ex o escola , “consis e em do a as c ianças e os jo ens de
conhecimen os, a i udes e alo es, que os ajudem a aze opções e a oma
decisões adequadas à sua saúde e ao al bem-es a ísico, social e men al”.
A abo dagem da Educação pa a a saúde em meio escola é de ex ema
impo ância, uma ez que a ausência de in o mação pode incapaci a e/ou
di icul a a omada de decisão.
A p omoção da educação pa a a saúde em meio escola , é um
p ocedimen o em cons an e desen ol imen o, es ando en ol idos os
sec o es da Educação e da Saúde. Es e p ocesso “con ibui pa a a aquisição
REVISÃO DA LITERATURA
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30
(pensamen os, sen imen os e a i udes sob e o co po - apa ência ge al, pa es
co po ais, peso, idade, o ça e sexualidade) (Cash, Wood, Phelps & Boyd,
1991), sendo es a úl ima a e e enciada no nosso es udo.
Tendo em conside ação as duas componen es, podem se es udados
dois aspec os da imagem co po al. O aspec o pe cep i o, a pe cepção do
amanho co po al, e o aspec o subjec i o, que inclui as a i udes ace ca do
amanho, peso, pa es co po ais e apa ência ísica ge al (Cash e B own,
1987, ci . po Cash & P uzinsky, 1990).
Podemos conside a que a imagem co po al possui uma componen e
subjec i a, pelo ac o se se cons uída a a és de cognições a ec i as,
baseadas na compa ação com os ou os (McPhe son & Tu nbull, 2005). Os
media êm um papel conside á el nes e sen ido, pela exal ação de co pos
a aen es (Came on & Fe a o, 2004). As imagens di undidas pelos media, do
co po mag o, como sendo o ideal, in luenciam os compo amen os
alimen a es e as a i udes dos jo ens, pa a com os seus co pos (Ha ison,
1997).
O esquema co po al, é o mado endo como base o modelo que é
ep oduzido na sociedade em que es amos inse idos, onde os homens e as
mulhe es, en am incessan emen e alcança co pos jo ens e a ac i os
(Becke , 1999).
B uchon-Schwei ze (1990), e e iu que aspec os e e en es às
a i udes, sen imen os e expe iências que o indi íduo acumulou a p opósi o do
seu co po, são in eg ados numa pe cepção global da imagem co po al. Pa a
a au o a, a imagem co po al desen ol e-se e al e a-se pela pe cepção que o
indi íduo em de si p óp io, e pelo “ eedback” que e ém do con ex o social.
Podemos conside a a pe cepção da imagem co po al, como a pin u a
men al que o sujei o em do seu co po, p odu o de pe cepções conscien es e
inconscien es, a i udes e sen imen os (Fowle , 1989, ci . po Ba is a, 1995).
Segundo a Sociedade Po uguesa pa a o Es udo da Obesidade
(2001), a obesidade pode causa p oblemas a ní el psicológico, nos quais
pode es a incluída a al e ação da imagem co po al. Alguns es udos ace ca
da pe cepção da dimensão co po al, demons am que as pessoas obesas
sob es imam o seu amanho co po al (Schwa z & B ownell, 2003).
REVISÃO DA LITERATURA
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31
É equen e os obesos possuí em um imagem co po al dis o cida, uma
dep eciação da p óp ia imagem, que esul a do ac o de se sen i em
insegu os em elação aos ou os, imaginando que es es o êem com
hos ilidade e desp ezo (Co eia, 2003). Na imagem co po al, o peso é, al ez,
o aspec o p edominan e (Hesse-Bibe , Clay on-Ma hews & Downey, 1988, ci .
po Vasconcelos, 1995).
As c ianças e os adolescen es obesos são subme idos a ejeição
social, desc iminação e es e eó ipos nega i os. Es as expe iências podem
conduzi a consequências nega i as em e mos de au o-imagem, au o-es ima
e do humo , exis indo um p essupos o gene alizado de que a obesidade em
cus os psicológicos p o undos (Wa dle & Cooke, 2005). Após a e isão de
es udos e ec uados nes a á ea, as au o as concluí am que os ní eis de
insa is ação co po al, são supe io es nas amos as de c ianças com excesso
de peso e obesas.
Galindo e colabo ado es (2002, ci . Ca aneo, Ca alho & Galindo,
2005) analisa am as espos as de um g upo de c ianças obesas e e i ica am
que nem semp e p edominou uma imagem nega i a dos seus co pos e nem
odos se acha am obesos, embo a a maio ia exp essasse sinais de
descon en amen o com a p óp ia apa ência ísica.
As c ianças e adolescen es obesos são no malmen e es e eo ipados
como p eguiçosos, não p o icien es, pouco asseados e com ele ado g au de
insucesso (S a ie i, 1967; Tiggemann & Anesbu y, 2000; Hill & Sil e , 1995).
Ou a consequência nega i a p óp ia da obesidade é a aca au o-imagem
(Da ison & Bi ch, 2001),e ní eis baixos de au o-es ima, os quais se associam
à is eza, solidão, ne osismo e ele ados compo amen os de isco (S auss,
2000).
Num es udo sob e o peso co po al e a imagem co po al, ealizado po
Cash e G een (1986), com adolescen es do sexo eminino (com excesso de
peso, obesas e com peso no mal), oi demons ado pelos esul ados que a
componen e pe cep ual, a ec i a e cogni i a da imagem co po al, di e e em
unção do peso co po al.
REVISÃO DA LITERATURA
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Pa a os jo ens, é o aspec o co po al que mais so e al e ações, a
á ios ní eis, du an e a adolescência, sendo ao mesmo empo um aspec o
undamen al pa a es e e pa a os que o odeiam (Jacob, 1994).
Es ão po ezes associadas às mudanças co po ais, p oblemas e
complexos, que al e am mui as ezes a imagem co po al do adolescen e
(Jacob, 1994). De aco do com Vasconcelos (1995), as al e ações co po ais
mais ele an es, du an e o p ocesso de ma u ação, en aízam numa imagem
di e en e do seu co po. Ou seja, a di iculdade de adap ação à mudança, a
incapacidade de p oduzi uma no a imagem de si, pode induzi um
sen imen o nega i o ou inadequado en e o co po imaginá io (ideal) e o co po
eal.
Segundo Williams (1983), a pe cepção da imagem do co po como uma
en idade pequena ou g ande, go da ou mag a, o e ou aca, calma ou
ne osa, é esul ado das in e acções sociais que a c iança expe imen a e
es abelece à medida que se desen ol e. Pa a conside a o seu co po como
“a ac i o” ou “não a ac i o”, “coisa que se olha”, ou “que não se olha”,
“socialmen e desejá el” ou “não desejá el”, a adolescen e em de se
compa a com os ou os ou com um de e minado pad ão de e e ência. As
adolescen es êm como e e ência pad ões mo ológicos e de beleza, de
g upos maio i á ios, e quando dessa compa ação esul a uma g ande
di e ença, su ge um sen imen o de desadap ação que se associa a uma
dis o ção na pe cepção da imagem co po al.
Foi ealizado um es udo po Vasconcelos (1995), com 1194
adolescen es do sexo eminino, com idades comp eendidas en e os 11 e os
17 anos, de g upos é nicos di e en es (caucasóides, neg óides po uguesas e
neg óides cabo- e dianas). A au o a, e i icou que as caucasóides
ap esen a am alo es supe io es na pe cepção do co po como algo que se
pode oca , do co po como eículo de e nu a, de exp essi idade e de on e
de ene gia; as neg óides po uguesas des aca am apenas a pe cepção do
co po como elemen o de co agem ou audácia e po úl imo en e as neg óides
cabo- e dianas os es an es i ens i e am maio des aque.
Podemos ambém e e i a sa is ação com a imagem co po al, como a
a aliação subjec i a p edominan e, espécie de “ges al ” pe cebido de um
co po globalmen e amado ou não, globalmen e con o mado ou não às
REVISÃO DA LITERATURA
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33
no mas ideais, de onde se i a maio ou meno p aze ou so imen o
(B uchon-Schwei ze , 1990).
A insa is ação co po al su ge aliada à compa ação social e às
expec a i as cul u ais de possui um co po segundo o que é idealizado (Shih
& Kubo, 2005). Ou os ac o es elacionados com a sa is ação com a imagem
co po al, são o índice de massa co po al e o sexo (Ma key & Ma key, 2005).
Em alguns es udos e ec uados oi e i icado que à medida que aumen a a o
IMC, diminuía o ní el de sa is ação com a imagem co po al, sendo os
homens os que ap esen a am maio sa is ação compa a i amen e com as
mulhe es (Ma key & Ma key, 2005; Killion, Rod iguez, Rawlins, Miguez &
Soledad, 2003). No en an o, Bea man, P esnell, Ma inez e S ice (2006)
obse a am que o IMC não p edizia insa is ação co po al pa a adolescen es
de ambos os sexos.
Smolak (2003), e e e que a imagem co po al é um enómeno
o emen e ligado ao géne o. Assim, a na u eza, os ac o es de isco, os
esul ados e os cu sos de desen ol imen o da insa is ação, di e em do
géne o.
Num es udo ealizado com 63 adolescen es do sexo eminino, com
idades comp eendidas en e os 11 e os 15 anos, e i icou-se que as
adolescen es inham como e e encial es é ico as mulhe es que es a am em
e idência nos meios de comunicação social. G ande pa e das adolescen es
sen ia on ade de al e a algo no seu co po, insa is ação essa que pode se
explicada pelos apelos exe cidos, pelos meios de comunicação social, pa a a
aquisição de um co po “pe ei o” (Sanches, Cos a & Gomes, 2006).
A insa is ação co po al pe an e o sexo eminino, e lec e as
p eocupações, inquie ações e as p essões dos pad ões de beleza eminino
da nossa cul u a (B uchon-Schwei ze , 1990).
B uchon-Schwei ze (1990), desen ol eu e aplicou o ques ioná io
“Body-Image Ques ionnai e”, em 619 indi íduos, com a inalidade de explo a
as dimensionalidades das pe cepções, sen imen os, e a i udes exp essas em
elação ao p óp io co po, ques ioná io esse que se á u ilizado no p esen e
es udo.
REVISÃO DA LITERATURA
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Num es udo ealizado em 2002, po Koleck, B uchon-Schwei ze ,
Cousson-Gélie, Gillia d e Quin a d, em 1222 indi íduos, oi e i icado que a
sa is ação co po al es a a di ec amen e elacionada com a a ec i idade
posi i a, e in e samen e com a a ec i idade nega i a. Uma a o á el imagem
do co po, es á associada à adap ação emocional do sujei o, es ando a
sa is ação co po al aliada à boa saúde.
Os nossos co pos são i imizados po polí icas de sabe es, que nos
iden i ica, classi icam, ecalcam, es igma izam, o mando e de o mando as
imagens que emos nós e dos ou os. O Homem es á cons an emen e a
expe iencia momen os de ap o ação social, o que le a a que i a o seu
co po não à sua manei a, mas sim con o me as eg as es abelecidas pela
sociedade, e pelo modelo es é ico pad onizado come cialmen e (Russo,
2005).
De ido à p essão exe cida pela sociedade nos adolescen es, na
ob enção de co pos socialmen e acei á eis, p e endemos e i ica nes e
es udo, qual a in luência da pe cepção da imagem co po al, na escolha de
um despo o pa a p a ica .
2.5 Ac i idade Física
A ac i idade ísica é en endida como qualque mo imen o p oduzido
pelos músculos esquelé icos que esul a em dispêndio ene gé ico pa a além
do me abolismo de epouso (Caspe sen, Powell & Ch is enson, 1985;
Boucha d & Shepha d, 1993). Assim, qualque mo imen o ealizado em
ac i idades de abalho, laze e despo o con ibuem pa a gas o ene gé ico
diá io o al (Caspe sen, Powell & Ch is enson, 1985).
No en an o, os mesmos au o es dis inguem o concei o de ac i idade
ísica do concei o de exe cício ísico. Segundo Caspe son e al. (1985),
exe cício é en endido como uma subca ego ia de ac i idade ísica que é
planeada, es u u ada e epe i i a, endo como objec i o inal ou in e médio a
melho ia ou manu enção da ap idão ísica.
Ben o (2004), e e e ainda o concei o de p á ica despo i a, como
sendo o bas ião na o mação pedagógica e cul u al. É nela que se e êem
REVISÃO DA LITERATURA
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35
aspec os ele an es da o mação da pessoa, da cons ução de elações
in e pessoais g a i ican es da a i mação pessoal e conhecimen o social do
despo is a.
A Ac i idade Física é um compo amen o de na u eza complexa e, po
esse mo i o, di ícil de medi . É ca ac e izada po qua o dimensões básicas:
equência, in ensidade, du ação e ipo, (Boucha d, Shepha d & S ephens,
1993).
2.5.1 Relação en e Ac i idade Física e IMC
Não é ainda conhecida a elação de causalidade, en e ac i idade
ísica e obesidade, uma ez que ainda não oi de e minada se é a obesidade
que p o oca a al a de ac i idade ísica ou se é es a que conduz à obesidade
(Ba -O & Ba anowski, 1994). No en an o, alguns es udos demons am uma
elação de causalidade en e os dois agen es.
Um es ilo de ida seden á io é conside ado um ac o de isco pa a o
ganho de peso com a idade. Os indi íduos obesos são, na gene alidade,
mui o seden á ios, sendo o excesso de peso o maio obs áculo pa a a
adopção de um es ilo de ida ac i o (Cole, Bellizzi, Flegal & Die z, 2000).
Ac edi a-se que as pessoas com IMC ele ado, êm mais ba ei as na
ealização de exe cício ísico como consequência da obesidade (Ma inez-
Gonzalez e al., 2001), es ando mais pessoas obesas en ol idas em baixos
ní eis de ac i idade ísica habi ual, compa a i amen e às pessoas não
obesas (Boucha d, Shepha d & S ephens, 1993).
Segundo Dishman e seus colabo ado es (2004), uma das ba ei as
ísicas pa a a ealização de exe cício ísico é o p óp io excesso de peso.
Num es udo ealizado po G undy e al (1999), com 700 c ianças,
con i mou-se que baixos ní eis de ac i idade ísica es ão associados a
ele ados ní eis de go du a co po al.
Mo a e al. (2002), e ec ua am um es udo em 157 c ianças, com
idades comp eendidas en e os 8 e os 15 anos, no qual apenas e i ica am
di e enças signi ica i as na ac i idade ísica diá ia en e apa igas obesas e
não obesas.
REVISÃO DA LITERATURA
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36
2.5.2 Bene ícios da Ac i idade Física
O desen ol imen o de um es ilo de ida ac i o nas c ianças obesas
em po encial pa a múl iplos bene ícios na obesidade, como p oblemas
ísicos e psicológicos e na aquisição de um es ilo de ida ac i o que pode
p oduzi bene ícios pa a a saúde ao longo da ida (Boucha d & Blai , 1999)
Os jo ens de e iam ealiza pelo menos 60 minu os de ac i idade
ísica de in ensidade mode ada a igo osa, pa a que osse ga an ido um
desen ol imen o saudá el, ob endo bene ícios que a ní el ísico, men al
como social. Uma adequada p á ica de ac i idade ísica auxilia os jo ens a
um desen ol imen o saudá el dos ecidos, ossos e músculos, do sis ema
ca dio ascula , ajuda a desen ol e consciência neu omuscula e a man e
um peso saudá el. Ou os indícios demons am que a ac i idade ísica pode
con ibui pa a e ei os posi i os na saúde, po exemplo sob e a hipe ensão
a e ial, o peso e a composição co po al, na saúde men al, en e ou os
(OMS, 2008).
A ac i idade ísica ambém em sido associada a bene ícios
psicológicos nos jo ens. A pa icipação na ac i idade ísica pode ajuda no
desen ol imen o social dos jo ens, p opo cionando opo unidades pa a a
au o-exp essão, a busca da au o-con iança, in e acção social e de
in eg ação. Também oi suge ido que os jo ens isicamen e ac i os mais
acilmen e adop am ou os compo amen os saudá eis (OMS, 2008a).
O exe cício ísico é um agen e undamen al no p ocesso de edução
do peso, pelas azões ap esen adas no quad o a segui :
Quad o 4 – Ac uação da ac i idade Física na edução do peso (Ba a a, 1997,
p.274).
- Pelo dispêndio ene gé ico du an e a sua co ecção;
- Po que pode aumen a a e mogénese alimen a ;
- Po que aumen a o me abolismo de epouso após o inal do exe cício;
- Po que po encializa a acção da es ição caló ica;
- Po que pode aumen a a ade ência à co ecção alimen a , na medida que es a
pode á se menos es i i a;
- Po que az que uma dada pe da ponde al seja menos à cus a da massa mag a e
mais á cus a de massa go da;
- Po que pode se bené ico sob e si uações e comba e ac o es de isco
equen emen e associados à obesidade e que a modi icação alimen a isolada, só
po si, não consegue modi ica .
REVISÃO DA LITERATURA
!
37
O aumen o da ac i idade ísica p o oca e ei os bené icos e
impo an es na edução da go du a co po al. A ac i idade ísica combinada
com uma modi icação die é ica adequada, possui um papel e ec i o no
a amen o da obesidade nos jo ens (Ba -O & Ba anowski, 1994).
2.5.3 Recomendações pa a a p esc ição de Ac i idade Física
As ecomendações de em e em con a os pad ões de ac i idade
ísica e os es ilos de ida dos jo ens, de modo a que não ep esen em me as
ina ingí eis a se em alcançadas pelos mesmos (Ca ill, Biddle, & Sallis,
2001).
Os p o issionais do exe cício de em e em conside ação que os
indi íduos obesos são na gene alidade seden á ios, sendo que g ande pa e
dos mesmos já i e am expe iências desag adá eis com o exe cício. Des e
modo, an es de inicia qualque ac i idade de em conhece o indi íduo, de
o ma a pe cebe qual a sua elação com o exe cício, as suas di iculdades,
bem como os locais de p á ica elei os (p. ex. clube despo i o, casa, ua,
ginásio da escola ou pis a). Es a a i ude pode á aumen a a adesão e a
conco dância com o p og ama de exe cícios (ACSM, 2003).
O objec i o p imá io do exe cício no a amen o da obesidade, de e
se o gas o de calo ias, de endo a sua p esc ição op imiza o aumen o do
dispêndio ene gé ico e ainda minimiza as lesões. Con udo, o exe cício ísico
de e se ag adá el e p á ico, de endo encaixa -se acilmen e na ida do
indi íduo (Wallace, 1997).
Pa a que o objec i o, pe de peso, seja ob ido, de em se elei os
exe cícios lipolí icos, como a ma cha, a co ida, o ciclismo, a dança, en e
ou os. O impo an e, nes a população, é o abalho ealizado na sua
o alidade, e não a in ensidade do es o ço. Alguns indi íduos apenas
conseguem ealiza exe cícios de baixa in ensidade, como caminha , o que é
já um excelen e exe cício, desde que seja ealizado de o ma p olongada e
com egula idade (Ba a a, 1997).
As al e ações da composição co po al es ão um pouco dependen es
do g au de obesidade, assim como do modo do exe cício, o ipo, a
in ensidade, a equência e a du ação do exe cício, uma ez que odas es as
REVISÃO DA LITERATURA
!
38
a iá eis a ec am o pe da de peso. A diminuição da go du a co po al oco e
simul aneamen e com exe cício ae óbio e eino de esis ência (Boucha d,
Shepha d & S ephens, 1993).
A p esc ição de exe cício de e á p og edi de o ma g adual e com
base na espos a de cada pessoa. Assim, inicialmen e de e-se u iliza
exe cício de baixa in ensidade e longa du ação, podendo aumen a a
in ensidade, diminuindo a du ação das sessões ou o núme o de sessões po
semana. Pa a alguns indi íduos obesos pode não se jus i ica a adopção de
um p og ama in enso, podendo p e ende apenas ac i idades de in ensidade
mode ada (ACSM,2003).
(Ca ill, Biddle, & Sallis, 2001), ealçam duas ecomendações ela i as
à p á ica de ac i idade ísica pa a jo ens. A p imei a a i ma que as c ianças e
os jo ens de em pa icipa em ac i idades ísicas mode adas e in ensas pelo
menos uma ho a po dia. A segunda explica que as c ianças mais
seden á ias de em pa icipa em ac i idades ísicas mode adas a in ensas,
pelo menos 30 minu os po dia. Pa a além des as ecomendações é ainda
ap esen ada uma subsidiá ia, que e e e que em pelo menos duas ezes po
semana, algumas ac i idades de em se i pa a apoia o e o ço e/ou
manu enção da o ça muscula e da lexibilidade e p omo e o
desen ol imen o da densidade mine al óssea.
De seguida, se ão ap esen adas algumas ecomendações pa a a
p esc ição de exe cícios em indi íduos obesos (Quad o 4).
REVISÃO DA LITERATURA
!
39
Quad o 5 – Recomendações pa a a p esc ição de exe cício (ACSM, 2003, p.139;
Wallace, 1997, p. 111).
Modo
Objec i o
F equência/In ensidade e Du ação
F equência: 5 dia/sem. ou dia iamen e
Ae óbio
Ac i idades
com g andes
g upos
muscula es
- Reduzi o peso
- Aumen o da
pe o mance uncional
- Redução do isco de
doença a e ial co oná ia
Du ação: 40-60 min/sessão (ou 2
sessões/dia de 20-30 min)
In ensidade: 40/50-70% do VO2máx
Flexibilidade
S e ching
- Aumen a a ampli ude
do mo imen o
Dia iamen e ou 5 sessões po semana.
Funcional
Ac i idades,
exe cícios
especí icos
- Aumen a a acilidade
de ealiza ac i idade na
ida diá ia.
- Aumen o do po encial
p o issional
- Aumen o da au o-
con iança ísica
P ecauções pa a com o exe cício
Inicialmen e en a iza o aumen o de du ação e não de in ensidade com o objec i o
de op imiza o dispêndio caló ico
Uso de modalidades de ac i idades de baixo impac o
O eino de o ça pode unciona como um coadju an e alioso pa a o eino ae óbio
Maio isco de lesão o opédica, de doença ca dio ascula e de hipe e mia; adop a
as p ecauções ap op iadas.
Pode á se necessá ia a modi icação do equipamen o, p. ex., assen os la gos nas
bicicle as e gomé icas e nas máquinas de emo.
Um p og ama des inado à pe da de peso de e e em conside ação o
equilíb io en e in ensidade e du ação do exe cício, de modo a que es e
p omo a um al o dispêndio ene gé ico. Con udo, pode se necessá io e
algumas p ecauções, como exigi que a in ensidade do exe cício seja
man ida ao ní el ou abaixo do que é ecomendada pa a consegui uma
melho ia na esis ência ca dio- espi a ó ia. De ido ao isco aumen ado de
lesões o opédicas, pode ão e que se es ingidas ac i idades com
sus en ação do peso co po al, al como al e ações na equência e du ação
das mesmas (ACSM, 2003), de endo pa a as úl imas ha e uma p og essão
g adual (Wallace, 1997). É semp e aconselhado conhece o his o ial das
lesões (Wallace, 1997).
REVISÃO DA LITERATURA
!
46
ac i idades) do que as apa igas (Janz, Wi & Mahoney, 1995; Raudsepp e
Pall, 2000, ci . po Mo a & Sallis, 2002), p a icando mais ac i idades de
g upo/equipa, enquan o que as apa igas p a icam ac i idades menos
in ensas e indi idualmen e ou em pa es (Fauce e, Sallis, McKenzie, Alca az,
Kolody & Nugen , 1995; ci . po Mo a & Sallis, 2002). A in ensidade da
ac i idade ísica, é uma ca ac e ís ica que su ge habi ualmen e elacionada
com o géne o e a idade dos jo ens. É comum su gi em li e a u a sob e a
ma é ia, a conclusão de que os apazes se en ol em mais signi ica i amen e
em ac i idades in ensas/ igo osas do que as apa igas (Janz e al., 1995 ci .
po Mo a & Sallis, 2002).
A pa i de uma pe spec i a de saúde, exis em ês p incipais azões
pa a incen i a os jo ens a pa icipa na ac i idade ísica egula . P imei o
po que op imiza a ap idão ísica, a saúde e o bem-es a , o c escimen o e
desen ol imen o; e po que pe mi e desen ol e um es ilo de ida ac i o, que
pode se man ido du an e oda a ida adul a. Segundo po que eduz o isco
de doenças c ónicas na ida adul a (Ca ill, Biddle, & Sallis, 2001).
Es á comp o ado que o mais p oblemá ico não é pe de peso, mas
sim man e essa pe da, p incipalmen e nas obesidades iniciadas na in ância.
Após ob ida a melho ia do peso e da composição co po al, o a gumen o
p incipal pa a uma ecaída, é a não ade ência, a longo p azo, ao no o es ilo
de ida, às mudanças alimen a es e ao exe cício. Logo, odo es e p ocesso
de e ep esen a uma mudança de compo amen os e de no os hábi os,
de endo pa a isso se dado empo pa a a aquisição de um no o es ilo de
ida (Ba a a, 1997).
!
OBJECTIVOS E HIPÓTESES
!
OBJECTIVOS E HIPÓTESES
!
49
3. OBJECTIVOS E HIPÓTESES
3.1 Objec i o Ge al:
O objec i o do abalho é es uda as modalidades despo i as
p e e idas, assim como a pe cepção da imagem co po al, num g upo de
adolescen es obesos.
3.1.1 Objec i os Especí icos
! Ve i ica se exis em di e enças nas opções dos adolescen es, em
unção do sexo;
! Ve i ica se exis em di e enças nas opções dos adolescen es, em
unção do IMC;
! Ve i ica a pe cepção da Imagem Co po al em unção do sexo;
! Ve i ica a pe cepção da Imagem Co po al em unção do IMC;
3.2 Hipó eses
As hipó eses le an adas pa a es e es udo são:
H1. Os adolescen es do sexo masculino seleccionam mais despo os
colec i os e de compe ição, enquan o as apa igas elegem ac i idades
indi iduais ou a pa es, menos in ensas.
H2. As apa igas êm uma pe cepção da imagem co po al mais nega i a,
quando compa ada à imagem co po al dos apazes.
H3. Quan o maio o alo de IMC, mais nega i a se á a pe cepção da sua
imagem co po al.
!
!
50
MATERIAL E MÉTODOS
MATERIAL E MÉTODOS
!
53
4. MATERIAL E MÉTODOS
4.1 Desc ição e Ca ac e ização da Amos a
O p esen e es udo ealizou-se com uma amos a de 45 adolescen es,
com excesso de peso e obesos, seden á ios. A amos a é cons i uída po
alunos da Escola EB 2,3 de Oli al, pe encen e ao conselho de Vila No a de
Gaia, dis i o do Po o.
Os adolescen es êm idades comp eendidas en e os 10 e os 15 anos,
sendo a média de idades de 11,89± 1,09 anos.
Quad o 6 – Ca ac e ização da amos a ela i amen e ao sexo, IMC e à idade.
n
Excesso de Peso
Obesos
Idade (M±SD)
Sexo Feminino
18
10
8
11,78 ± 1,10
Sexo Masculino
27
8
19
11,96 ± 1,10
To al
45
18
27
11,89 ± 1,09
4.2 P ocedimen os Me odológicos
4.2.1 A aliação, po ques ioná ios, das Modalidades
P e e idas
Foi elabo ado um ques ioná io (Anexo 1), pa a se conhece em as
modalidades que os adolescen es selecciona iam se iniciassem a p á ica
despo i a.
Pa a acili a uma pos e io análise, as modalidades o am di ididas
em di e en es ca ego ias (despo os colec i os, despo os indi iduais,
ac i idades de explo ação à na u eza, ac i idades í micas exp essi as, jogos
adicionais, ac i idades aquá icas e despo os de lu a / comba e).
As modalidades incluídas no ques ioná io, o am as seguin es:
andebol, u ebol, oleibol, basque ebol, hóquei em pa ins, âguebi, na ação,
hid oginás ica, dança mode na, despo os lu a / comba e, hipismo,
o ien ação, canoagem, escalada, ginás ica de solo, ginás ica de apa elhos,
ginás ica ac obá ica, ginás ica í mica, a le ismo, pa inagem, badmin on, énis,
MATERIAL E MÉTODOS
!
54
danças de salão, emo, su , jogos adicionais, mon anhismo e ela. Pa a
além des as modalidades, inham a possibilidade de e e i mais dois
despo os, nas opções ou os.
Cada indi íduo e ia que escolhe cinco modalidades nume ando-as de
1 a 5, ou seja, colocando as di e en es modalidades po o dem de
p e e ência. A modalidade p e e ida de e ia assim co esponde ao 1, e a
que escolhe ia como úl ima opção e ia que co esponde ao 5.
4.2.2 A aliação do Índice de Massa Co po al
Pa a a a aliação do índice de massa co po al, oi ealizada uma
elação en e o peso e o quad ado da al u a (peso-Kg/al u a!-m!).
Conhecido o IMC, oi es abelecida a classi icação de excesso de peso
ou obesidade, de aco do com os alo es ob idos. Es a classi icação seguiu
uma de inição s anda d, de e minada po Cole, Bellizzi, Flegal e Die z (2000),
que possui pon os de co e especí icos pa a idades comp eendidas en e os 2
e os 18 anos, baseada nos alo es de IMC de 25 e 30 kg/m2, pa a excesso de
peso e obesidade espec i amen e.
4.2.3 A aliação, po Ques ioná io, da Pe cepção da Imagem
Co po al (BIQ)
Body-Image Ques ionnai e – B uchon-Shwei ze (1987) (Adap ado e
aduzido po Vasconcelos, 1995) (Anexo 2)
B uchon-Schwei ze (1990), desen ol eu um ques ioná io, alidado
com indi íduos dos 10 aos 40 anos, que consis e em 19 pa es de i ens
an ónimos, e p e ende a alia as pe cepções, os sen imen os e as a i udes
induzidas pelo p óp io co po.
O indi íduo de e, pe an e a lis a que lhe é ap esen ada, si ua -se en e
duas a i mações, sendo es as con adi ó ias en e si. Ele de e á coloca uma
c uz na coluna escolhida, como demons a o exemplo:
MATERIAL E MÉTODOS
!
55
Quad o 7 – Exemplo se espos a no BIQ.
Conside as o eu co po como:
Mui o
F equen emen e
Com alguma
equência
Nem um, nem
ou o
Com alguma
equência
Mui o
F equen emen e
Em má saúde
x
Em boa saúde
Aleg e
x
T is e
Foi conside ada uma escala de Like a iando de 1 a 5 pon os,
a ibuindo-se o 1 ao elemen o "nega i o" do pa (em má saúde; isicamen e
não a ac i o; on e de desp aze ; is e;...) quando a escolha e a Mui o
equen emen e e o 5 ao elemen o "posi i o" do pa (em boa saúde;
isicamen e a ac i o; on e de p aze ; aleg e;...) quando a escolha e a Mui o
equen emen e.
Es e ques ioná io con ém 4 ac o es signi ica i os:
acessibilidade/isolamen o, sa is ação/insa is ação, ac i idade/inac i idade,
elaxação/ ensão (B uchon-Schwei ze , 1990).
Quad o 8 – I ens do BIQ.
Fac o
I ens
Mos a / Não mos a
Olha / Não p es a a enção
E ó ico / Não e ó ico
Toca / Não oca
A aen e / Não a aen e
P aze / Desag ado
Exp essi o / Não exp essi o
Acessibilidade
/
Isolamen o
Te no, calo oso / F io, indi e en e
Pu o, limpo / Impu o, sujo
Aleg e / T is e
Te no, calo oso / F io, indi e en e
Jo em / Velho
P aze / Desag ado
Exp essi o / Não exp essi o
Ené gico / Não ené gico
Feminino / Masculino
Sa is ação /
Insa is ação
A aen e / Não a aen e
Resis en e, o e / F ágil, aco
Ené gico / Não ené gico
Boa saúde / Má saúde
Audacioso / Med oso
Masculino / Feminino
Ac i idade /
Inac i idade
Aleg e / T is e
Exp imindo calma / Exp imindo cóle a
Relaxação /
Tensão
Calmo, se eno / Ne oso, inquie o
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
!
62
!
Figu a 3 – F equências das Modalidades seleccionadas, segundo o IMC.
Pela análise da igu a 3, podemos cons a a que os adolescen es com
excesso de peso seleccionam em maio núme o na ação (61,1%), seguido de
u ebol (55,6%), canoagem (50,0%) e basque ebol (33,3%). Rela i amen e às
escolhas dos adolescen es obesos, podemos e i ica que g ande pa e
escolheu u ebol (66,7%), canoagem (44,4%), basque ebol (44,4%) e na ação
(40,7%).
À semelhança do que sucedeu en e os g upos sexo eminino e sexo
masculino, as modalidades mais escolhidas po mais adolescen es o am
na ação e u ebol, pelos adolescen es com excesso de peso e obesos
espec i amen e.
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
!
63
Pa a e i ica mos se a escolha do despo o es á elacionado com o
g upo de IMC, p ocede-se à aplicação do es e qui-quad ado, alo es que são
ap esen ados nos quad os a segui .
Quad o 13 – F equências po IMC, de na ação.
Fu ebol
Excesso de peso
Obeso
To al
Sim
11
61,1%
11
40,7%
22
Não
7
38,9%
16
59,3%
23
To al
18
100%
27
100%
45
Quad o 14 – Valo do es e qui-quad ado, em unção do IMC, pa a a modalidade de
na ação.
alo do es e
p
Pea son Chi-Squa e
1,793
0,181
Na ação oi o despo o mais escolhido pelos adolescen es com
excesso de peso, con udo como podemos e i ica não exis em di e enças
signi ica i as ela i amen e à p e e ência pela na ação
De seguida são ap esen adas as equências, po IMC, pa a a
modalidade de u ebol, seguido do alo do es e do qui-quad ado e o alo
de p.
Quad o 15 – F equências po IMC, de u ebol.
Fu ebol
Excesso de peso
Obeso
To al
Sim
10
56,6%
18
66,7%
28
Não
8
44,4%
9
33,3%
17
To al
18
100%
27
100%
45
Quad o 16 – Valo do es e qui-quad ado, em unção do IMC, pa a a modalidade de
u ebol.
alo do es e
p
Pea son Chi-Squa e
0,567
0,451
Como podemos e i ica pelos esul ados, não exis em di e enças
signi ica i as quan o à p e e ência de u ebol em unção do IMC.
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
!
64
Alguns au o es e e em que os apazes es ão mais en ol idos em
ac i idades mode adas a igo osas (Janz, Wi & Mahoney, 1995; Raudsepp
e Pall, 2000, ci . po Mo a & Sallis, 2002), p a icando mais ac i idades de
g upo/equipa, enquan o que as apa igas pa icipam em ac i idades menos
in ensas e no malmen e, indi idualmen e ou em pa es.
Os nossos esul ados e lec em um pouco es a endência pa a a
p á ica despo i a, pois os apazes escolhem maio i a iamen e despo os
colec i os, enquan o que as opções das apa igas são mais a iadas. Es as
seleccionam que ac i idades ealizadas em g upo (dança), que ac i idades
que podem se ealizadas em pa es ou indi idualmen e.
Num es udo ealizado po Ma os, Simões, Ca alhosa e Canha (1998),
em elação às modalidades p a icadas de o ma egula du an e seis meses,
oi e i icado que as apa igas e e em mais equen emen e e p a icado
ginás ica, oleibol e pa inagem. Os apazes e e em e p a icado u ebol,
énis, âguebi, ka a é, judo, ela, ciclismo, B.T.T., canoagem, su , gol e,
emo, boxe, hóquei e cul u ismo.
Como podemos e i ica , os adolescen es da nossa amos a, seguem
uma endência habi ual dos congéne es da sua idade, pois na escolha das
modalidades p e e idas, endem a e e i os despo os que são habi ualmen e
mais p a icados.
Ob iamen e não é objec i o do abalho explica as escolhas dos
jo ens, con udo es as opções pa ecem i de encon o às modalidades de
maio des aque pa a os adolescen es. As o e as de ac i idades despo i a
disponibilizadas pelos clubes da egião, podem ambém se um ac o de
in luência na decisão dos adolescen es. Es a a i mação ganha e idência se
pensa mos na localização da Escola EB 2,3 de Oli al. Pa a a hegemonia da
escolha de canoagem, em ambos os sexos, podemos conside a que pode
se in luenciada pela adição des a p á ica despo i a, pois desde cedo
ica am amilia izados com es a modalidade na sua egião.
É impo an e iden i ica es a égias sob e como amplia a p á ica
despo i a na adolescência. Uma possibilidade se ia oca as inicia i as nas
ac i idades que, no momen o, despe am o in e esse e a cu iosidade do
público jo em (Júnio , A aújo & Pe ei a, 2006).
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
!
65
A escola de onde p o em a nossa amos a de e conhece os seus
alunos, as suas mo i ações e gos os, de modo a consegui uma maio
adesão à p á ica despo i a po pa e des es, ambicionando que es a seja
du adoi a.
De aco do com Sallis e Owen (1999), mui as c ianças e adolescen es
êm uma isão nega i a e pejo a i a da ac i idade ísica. Logo, de em-lhes
se p opo cionadas às c ianças ac i idades ag adá eis, coinciden es com os
seus gos os e mo i ações (Pa e, 1995a; Telama & Yang, 2000). É
undamen al conhece a população al o, pois a não ade ência pode se
explicada pelo ac o das ac i idades não co esponde am aos in e esses dos
indi íduos (Moope & Leoni, 1996).
Como menciona Mo a (2004), a ac i idade ísica de e se enca ada
pelos jo ens como uma expe iência posi i a e di e ida, pe mi indo que sejam
alo izadas as suas pe cepções. A c iança de e en ende a ac i idade como
uma o ma de p aze , sendo undamen al a adesão que es a p omo e (Al es,
2003).
Conhecidos os despo os, p e endemos sabe qual a escolha dos
adolescen es, quan o à possibilidade des es se em de compe ição ou não.
Figu a 4 – Opções dos adolescen es quan o à p e e ência po despo o compe i i o
ou não compe i i o, em unção do sexo.
Pela análise da igu a 4, podemos cons a a que g ande maio ia dos
adolescen es do sexo masculino (81,5%), p e e e que o despo o seja de
compe ição. Con a iamen e, das adolescen es do sexo eminino apenas 6
(33,3%) op am po despo o compe i i o.
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
!
66
Facilmen e dep eendemos que a compe ição pode se en endidas
pelos adolescen es de duas o mas di e en es. Se po um lado pode causa
us ação na de o a, po ou o pode signi ica sucesso na ac i idade.
De aco do com Pa e (1995a), num p og ama de ac i idade ísica de e
se o necido um ambien e segu o e a o á el, que ecompense a
pa icipação e o es o ço, sem en a iza demasiadamen e a compe ição e a
i ó ia. Con udo, Ma ques (2004) ad oga que a c iança en ende do
signi icado da p á ica, o jogo e a compe ição. Es a dá a possibilidade da
c iança a alia as suas p óp ias capacidades, pe mi e-lhe mos a aos ou os
do que é capaz e acul a a ob enção de sucesso. O au o a i ma mesmo que
quando assim é a c iança em a opo unidade de c ia uma boa imagem
social pe an e os ou os.
Tendo em conside ação es as a i mações, se ia de espe a que as
opções, quan o ao ac o de a modalidade se ou não de compe ição, ossem
epa idas em cada g upo, o que se eio a comp o a com os esul ados.
A maio ia dos jo ens, do sexo masculino, demons a que a compe ição
é um ac o impo an e na p á ica despo i a, de endo es a es a p esen e
nas ac i idades p opos as. No g upo das adolescen es do sexo eminino,
e i ica-se o opos o. Nes e g upo, es as escolhas podem es a elacionadas
com o eceio de sucesso, ou da al a de capacidades.
No momen o de c ia opo unidades de p á ica despo i a, se á
undamen al e lec i nos in e esses, expec a i as e necessidades da c iança,
de endo a compe ição se compa í el com as suas ap idões e compe ências
(Ma ques, 2004).
Ve i icamos que o local de p á ica elei o pelos adolescen es, a iou em
unção do sexo. A igu a 5 demons a essas di e enças nas opções, em
unção do sexo.
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
!
67
Figu a 5 – Local de p á ica elei o pelos adolescen es, em unção do sexo.
Após a análise dos dados, e i icamos que a maio pa e dos
adolescen es do sexo masculino elege am como local de p á ica o clube
despo i o (51,9%), seguido da escola (22,2%), da na u eza (22,2%) e po
úl imo o ginásio (3,5%). As apa igas elege am em maio núme o a na u eza
(44,4%), seguido de ginásio (22,2%), da escola (16,7%) e do clube despo i o
(16,7%).
Segundo a ACSM (2003), an es de inicia a ac i idade, é impo an e
conhece o indi íduo, a sua elação com o exe cício, quais os seus
obs áculos, assim como os locais de p á ica elei os. Es a p eocupação
de e á e semp e como inalidade a adesão ao p og ama de exe cícios.
São á ios os au o es que salien am a impo ância do papel da escola,
num plano de in e enção e p e enção da obesidade. Ma ques e Gaya
(1999), e o çam mesmo que a escola de e si ua -se no cen o das
p eocupações com a educação pa a a saúde.
O ac o de o indi íduo e ou não saúde, não é só um objec i o
indi idual mas um objec i o da comunidade, que saúde men al como
in e pessoal. A adopção de compo amen os de saúde ou de isco, es ão
dependen es não só da escolha indi idual, mas ambém do meio ambien e no
qual os indi íduos es ão en ol idos, assim como das capacidades desse
meio pe mi i escolhas saudá eis. Des a o ma, um p og ama de educação
pa a a saúde de e isa que as acções dos indi íduos, como as acções do
ambien e e do sis ema social e poli ico (Ma os, Simões, Ca alhosa & Canha,
1998).
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
!
68
Os au o es sup aci ados ealiza am um es udo, em adolescen es en e
os 11 e os 16 anos, sendo um dos objec i os conhece quais as pe cepções
des es em elação ao ambien e da escola. Nes e pa âme o, oi a aliado o
i em “sen imen o pela escola”, no qual se e i icou que ce ca de 84,9% da
amos a e e iu gos a da escola, sendo as apa igas e os mais no os os que
o e e em mais equen emen e. Num ou o i em, “a escola é um bom luga
pa a se es a ”, a e igua-se que apesa de $ dos jo ens acha que a escola
não é um bom luga pa a se es a , a maio ia acha o con á io. As apa igas
são as que mais equen emen e e e em que a escola é um bom luga pa a
se es a .
Es es dados e lec em a in luência que a escola pode e na educação
pa a a saúde dos adolescen es. É na escola que es es passam a maio pa e
do seu empo, sem esquece que es a ins i uição de e assumi
esponsabilidade na acção educa i a dos seus alunos. Es a de e, como
a i ma Mo a (1999), se uma on e de in o mação e possui bases de apoio
que conceba meios que supo em a manu enção da saúde no u u o.
Tendo em conside ação a ealidade da p e alência da obesidade,
de em se omadas medidas, que pela escola como po ou as en idades,
que possibili em aos jo ens a o mação de compe ências, que pe mi am a
aquisição de hábi os (nes e caso em pa icula , hábi os alimen a es e de
ac i idade ísica) desde a in ância, sus en ando na ida adul a.
Con udo, pela análise dos dados, obse amos que os adolescen es do
sexo masculino escolhem maio i a iamen e os clubes despo i os como local
de p á ica.
Não só a escola, mas ambém os clubes despo i os, de em assumi -
se como ins i uições esponsá eis pelo desen ol imen o despo i o. Es as
en idades de em p omo e a p á ica despo i a, de endo es a co esponde
às necessidades e mo i ações dos jo ens (Mesqui a, 2004).
Ma ques (1999), alude que a escola de e se pa cei a do clube, no
sen ido de p opo ciona a o mação despo i a pedagógica e mo o a dos
adolescen es.
Nes a amos a em pa icula , pode ia se bené ico a escola possui
ac i idades di eccionadas pa a es es adolescen es, sendo ambém
impo an e es abelece ligações com os clubes despo i os, ou ou as
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
!
69
en idades. Assim, a escola pode á encaminha os alunos pa a os clubes,
pa a es es p a ica em uma ac i idades despo i a, que se enquad e com a
sua p e e ência pessoal.
Pela análise da igu a 5 podemos e i ica que as apa igas elegem,
maio i a iamen e, como local de p á ica a na u eza (44,4%). Es e g upo
apa en a p e e i espaços no ex e io , em de imen o dos espaços in e io es.
Assim, no momen o da escola p opo ciona ac i idades pa a es e g upo, se ia
mais adequado p opo modalidades que ossem p a icada na na u eza.
Após uma ap eciação das p imazias dos alunos, podemos conclui que
al ez osse ap op iado a escola possui ac i idades a iadas. Como a i ma
Pa e (1995a), um p og ama de ac i idade ísica de e se su icien emen e
a iado, sendo ansmi idas expe iências ag adá eis e ec ea i as.
Que sejam ac i idades ealizadas na escola como em ou as
ins i uições, o undamen al se á incidi na p omoção de um es ilo de ida
ac i o, que se man enha na ida adul a.
De e-se p omo e a ac i idade ísica em colabo ação com uma die a
alimen a , de modo a se se capaz de man e um peso co po al equilib ado
(Mo a & Sallis, 2002).
A ac i idade ísica pode á causa nos jo ens múl iplos bene ícios, que
a ní el ísico como psicológico. Es a assume um papel de e minan e no
a amen o e p e enção da obesidade, possibili ando a edução dos iscos a
ela associados, assim como pode á possibili a um inc emen o da au o-
con iança e consequen emen e uma melho in eg ação na sociedade.
A escola à qual pe ence a nossa amos a caminha no bom sen ido, na
medida em que assume a esponsabilidade de possibili a que es es
adolescen es ob enham acompanhamen o com um especialis a
(nu icionis a). Es a in e enção ep esen a o início de um ajec o longo a
pe co e , no sen ido de con ibui pa a um conjun o de modi icações de
compo amen os e a i udes.
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
!
70
5.2 Pe cepção da Imagem Co po al
Foi aplicado o es e Shapi o-Wilk pa a analisa se os dados inham ou
não uma dis ibuição no mal, e i icando-se que nenhuma das dis ibuições
ob idas, pa a cada i em, e a desc i a como no mal. De ido a es e ac o,
p ocedeu-se à aplicação do es e não pa amé ico Mann Whi ney, que
pe mi e compa a as dis ibuições ob idas pa a cada g upo es udado.
No quad o...., são ap esen adas as medidas desc i i as média e
des io pad ão, assim como a es a ís ica z do es e e o alo de p o a p,
ela i os à pe cepção da imagem co po al nas adolescen es do sexo eminino
e no g upo dos adolescen es do sexo masculino.
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
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71
Quad o 17 – Pe cepção da Imagem Co po al em unção do sexo. Média e des io
pad ão, alo es de z e de p.
Sexo Feminino
Sexo Masculino
I ens
Média ± SD
Média ± SD
z
p
Em má saúde / Em boa saúde
3,50 ± 1,38
3,63 ± 1,39
-0,413
0,680
Fisicamen e a ac i o /
Fisicamen e não a ac i o
2,67 ± 1,28
2,89 ± 1,19
-0,488
0,625
Fon e de p aze / Fon e de
desp aze
3,06 ± 1,21
3,33 ± 1,21
-0,679
0,497
Feminino / Masculino
4,78 ± 0,43
4,48 ± 1,01
-0,585
0,558
Pu o, limpo / Impu o, sujo
4,50 ± 0,86
4,48 ± 1,01
-0,199
0,842
Med oso / Audacioso
3,11 ± 1,08
3,70 ± 1,24
-1,669
0,095
Vazio / Cheio
2,22 ± 1,35
2,26 ± 0,98
-0,409
0,683
Coisa que se pode oca / Coisa
em que não se pode oca
3,44 ± 1,25
3,63 ± 1,12
-0,420
0,674
Indi e en e, io / Te no,
calo oso
3,67 ± 1,33
4,37 ± 0,97
-1,873
0,061
Exp imindo cóle a / Exp imindo
calma
3,50 ± 1,51
3,41 ± 1,31
-0,393
0,694
Exp essi o / Inexp essi o
3,78 ± 1,00
3,59 ± 1,31
-0,253
0,800
Coisa que se mos a / Coisa
que não se mos a
3,00 ± 1,41
3,04 ± 1,40
-0,071
0,943
Calmo, se eno / Ne oso,
inquie o
3,61 ± 1,34
3,26 ± 1,40
-0,798
0,425
Velho / Jo em
4,61 ± 0,70
4,59 ± 0,80
-0,216
0,829
E ó ico / Não e ó ico
2,22 ± 1,06
2,78 ± 1,37
-1,312
0,190
F ágil, aco / Resis en e, o e
3,22 ± 1,26
4,22 ± 1,09
-2,764
0,006
Aleg e / T is e
4,00 ± 1,41
4,11 ± 1,12
-0,077
0,939
Coisa pa a que se olha / Coisa
pa a que não se olha
3,06 ± 1,21
3,67 ± 0,92
-1,530
0,126
Ené gico / Não ené gico
3,83 ± 1,43
3,89 ± 1,28
-0,172
0,864
Socialmen e desejá el /
Socialmen e não desejá el
3,06 ± 1,31
3,85 ± 0,95
-2,041
0,041
Valo médio da pe cepção da
Imagem Co po al
3,44 ± 0,67
3,67 ± 0,53
Pela análise do quad o..., obse amos que apenas exis em di e enças
es a is icamen e signi ica i as pa a o i em “ ágil, aco / esis en e, o e”,
ha endo ambém no i em “socialmen e desejá el / socialmen e não
desejá el”. Pa a os es an es i ens não exis em di e enças es a is icamen e
!
!
60
CONCLUSÕES
!
79
6. CONCLUSÕES
Se ão ap esen adas as conclusões do abalho ela i as às
modalidades seleccionadas, assim como dos esul ados ob idos no BIQ
endo po base as hipó eses o muladas inicialmen e.
H1. Os adolescen es do sexo masculino seleccionam mais despo os
colec i os e de compe ição, enquan o as apa igas elegem ac i idades
indi iduais ou a pa es, menos in ensas.
A hipó ese oi con i mada.
A escolha das modalidades a iou de aco do com o sexo, uma ez
que os adolescen es do sexo masculino escolhe am maio i a iamen e
despo os colec i os, enquan o que as escolhas das adolescen es do sexo
eminino ap esen a am uma maio a iedade.
Con udo, pa a as modalidades mais escolhidas pelos adolescen es,
em unção do sexo, apenas exis em di e enças signi ica i as na escolha de
u ebol.
As p e e ências dos adolescen es do sexo masculino ecaem
maio i a iamen e em despo o de compe ição, enquan o que nas
adolescen es do sexo eminino são poucas as espos as posi i as nes a
opção.
H2. As apa igas êm uma pe cepção da imagem co po al mais nega i a,
quando compa ada à imagem co po al dos apazes.
A hipó ese oi e u ada.
En e as adolescen es do sexo eminino e os adolescen es dos sexo
masculino não se e i ica am di e enças signi ica i as na pe cepção da
imagem co po al, à excepção dos i ens “ ágil, aco / esis en e, o e” e
“socialmen e desejá el / socialmen e não desejá el”.
BIBLIOGRAFIA
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80
H3. Quan o maio o alo de IMC, mais nega i a se á a pe cepção da sua
imagem co po al.
A hipó ese oi e u ada.
A pe cepção da imagem co po al não a iou em unção do IMC, uma
ez que en e o g upo de adolescen es com excesso de peso e o g upo de
obesos, não exis i am di e enças signi ica i as.
Nes e g upo, apenas se e i ica am di e enças es a is icamen e
signi ica i as no i em “ azio / cheio”.
De uma o ma ge al, podemos conclui que embo a os adolescen es
ap esen em uma pe cepção da imagem co po al não mui o posi i a, não
exis em di e enças signi ica i as en e os g upo de inidos.
No seguimen o des e es udo, deixamos algumas suges ões pa a
u u os es udos:
- Es uda as mesmas a iá eis u ilizando uma amos a maio ;
- Es uda as mesmas a iá eis, ealizando compa ação en e
adolescen es com excesso de peso e obesos, com adolescen es
com o peso ideal pa a as suas idades.
- Realiza o es udo da elação das p e e ências das modalidades
despo i as com a pe cepção da imagem co po al.
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ANEXOS
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ANEXO 1
O p esen e ques ioná io p e ende conhece quais os despo os que selecciona ias, se iniciasses a
p á ica despo i a. Lê a en amen e as ques ões, p ocu ando se since o(a) nas uas espos as. Desde
já ag adeço a ua colabo ação.
1. Da a de nascimen o: ____/____/______
2. Sexo: Feminino! Masculino!
3. Na u alidade: _____________________
4. Peso:_______
Al u a:______
5. Coloca po o dem de p e e ência, de 1 (a que p e i o mais) a 5 os despo os que
p e e ias p a ica . Caso p e i as algum despo o que não es eja nes a lis a, e e e-a na
opção “Ou o”.
Andebol !"""""Ginás ica de solo !
Fu ebol !"""""Ginás ica de apa elhos !
Voleibol !"""""Ginás ica ac obá ica !
Basque ebol ! Ginás ica Rí mica !
Hóquei em pa ins !"""""A le ismo !
Râguebi !"""""Pa inagem !
Na ação !"""""Badmin on !"
Hid oginás ica !"""""Ténis !
Dança Mode na !"""""Danças de Salão !
Despo os de Lu a / Comba e !" " " Remo !"
Hipismo !"""""Su !
O ien ação ! Jogos T adicionais !
Canoagem ! Mon anhismo !
Escalada !""""""Vela !
Ou o__________! Ou o_________!
6. P e e ias que a modalidade osse de compe ição?
Sim ! Não !
7. Qual o local de p á ica que p e e ias?
Escola !
Clube Despo i o !
Ginásio !
Na u eza !
Ou o___________!
!
ANEXO 2
Ques ioná io: “A IMAGEM DO CORPO” de B uchon-Schwei ze
(Adap ado e aduzido po Vasconcelos, 1995)
Na lis a abaixo, seguem-se á ias a i mações opos as. Pa a cada pa de a i mações
opos as, coloca uma c uz na coluna que e con ém.
Ten a esponde de o ma a aduzi como sen es ealmen e o eu co po e não
segundo a imagem que gos a ias que os ou os i essem dele.
Conside as o eu co po como:
Mui o
F equen emen e
Com alguma
equência
Nem um, nem
ou o
Com alguma
equência
Mui o
F equen emen e
Em má saúde
Em boa saúde
Fisicamen e
a ac i o
Fisicamen e
não a ac i o
Fon e de
p aze
Fon e de
desp aze
Feminino
Masculino
Pu o, limpo
Impu o, sujo
Med oso
Audacioso
Vazio
Cheio
Coisa que se
pode oca
Coisa em que
não se pode
oca
Indi e en e, io
Te no, calo oso
Exp imindo
cóle a
Exp imindo
calma
Exp essi o
Inexp essi o
Coisa que se
mos a
Coisa que não
se mos a
Calmo, se eno
Ne oso,
inquie o
Velho
Jo em
E ó ico
Não e ó ico
F ágil, aco
Resis en e,
o e
Aleg e
T is e
Coisa pa a que
não se olha
Coisa pa a que
se olha
Ené gico
Não ené gico
Socialmen e
desejá el
Socialmen e
não desejá el
Ob igada pela colabo ação!