Do conhecimen o, da pa ilha e do
sen imen o de se p o esso : o
es emunho de um Es udan e-
Es agiá io
RELATÓRIO DE ESTÁGIO-PROFISSIONAL
Rela ó io de Es ágio P o issional ap esen ado à
Faculdade de Despo o da Uni e sidade do
Po o com is a à ob enção do 2º ciclo de
es udos conducen e ao g au de Mes e em
Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico
e Secundá io (Dec e o-lei nº 74/2006 de 24 de
ma ço e Dec e o-lei nº 43/2007 de 22 de
e e ei o).
O ien ado FADEUP: P o esso Dou o Rami o José Rolim Ma ques
José Ra ael Teixei a Fon es
Po o, se emb o de 2013
II
FICHA DE CATALOGAÇÃO
Fon es, J. R. T. (2013). Do conhecimen o, da pa ilha e do sen imen o de se
p o esso : o es emunho de um Es udan e-Es agiá io Po o: Rela ó io de Es ágio
P o issional. Po o: J. R. T. Fon es. Rela ó io de Es ágio P o issional pa a a
ob enção do g au de Mes e em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico
e Secundá io, ap esen ado à Faculdade de Despo o, Uni e sidade do Po o.
PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO-PROFISSIONAL, NARRATIVA,
PARTILHA, CONTEXTO.
III
“No p incípio e a a bola, o mundo a meus pés, p imei o amo , sem exage o.
Logo chega am os companhei os, os ad e sá ios, os espaços.”
Jo ge Valdano. (2008). P e ácio do li o: “Fu ebol de Rua, um Beco com Saída”
V
DEDICATÓRIA
A i Ví o ,
po udo o que passámos jun os, pela amizade e cumplicidade. És a minha
o ça odos os dias. Nunca deixa ei de e lemb a .
VII
AGRADECIMENTOS
Ao meu o ien ado , P o esso Dou o Rami o Rolim, po se um e e no
apaixonado pelo despo o e, p incipalmen e, po me e incen i ado semp e a
pensa o a da “caixa”.
À P o esso a Coope an e Luísa B andão pela o ma ele izan e com que i e o
despo o e a educação ísica e pela pessoalidade que semp e ez ques ão de
man e no núcleo.
Aos meus amigos do núcleo de es ágio Gil Sousa, Joana Lima e Luís Goios
po odos os momen os de pa ilha, pelas pala as de incen i o e po se em
pessoas únicas.
Ao “Dona”, p incipalmen e, à minha p imei a u ma, o “g ande” 10ºD. Nunca os
esquece ei.
Aos meus amigos po se es o ça em odos os dias po lida comigo. Sob e udo
a ocês, Mika, Pa ícia, Ana Lúcia e João Ne o, po e em es ado semp e
p esen es e po , eco en emen e, da em signi icado à pala a amizade.
Ao Nuno, ao Hélde e ao I o po me ajuda em a se mais compe en e a a és
de pala as since as e sen idas.
Aos de semp e, Tiago, Pali o, Vasco, Mica, Piuas, Césa e João.
Aos “Los Seis” po e em sido o meu equilíb io emocional e me mos a em que
é impo an e cul i a odos os alo es, mesmo nos momen os mais di íceis.
A oda a minha amília. Á minha Mãe, ao meu Pai, ao meu A ô e aos meus
I mãos. Tudo o que sou é g aças a ocês.
Po úl imo a i Isabel, po e es es ado semp e ao meu lado, po odo o apoio e
ca inho e po se es uma inspi ação pa a mim e um exemplo de pe se e ança.
Ob igado a odos po aze em pa e da minha ida.
IX
ÍNDICE GERAL
DEDICATÓRIA .................................................................................................. III
AGRADECIMENTOS ....................................................................................... VII
ÍNDICE DE FIGURAS ....................................................................................... XI
ÍNDICE DE GRÁFICOS .................................................................................. XIII
ÍNDICE DE QUADROS ................................................................................... XV
ÍNDICE DE ANEXOS .................................................................................... XVII
RESUMO........................................................................................................ XIX
ABSTRACT .................................................................................................... XXI
LISTA DE ABREVIATURAS ......................................................................... XXIII
Monólogo – Uma con e sa pessoal ................................................................... 1
Capí ulo I – P enúncio ........................................................................................ 7
Capí ulo II - P ólogo de um caminho: sen imen o e sensação ......................... 11
Capí ulo III – Con ex o Pedagógico .................................................................. 19
Capí ulo IV – Alquimia em Consciência ........................................................... 27
Capí ulo V – Di e gência iden i á ia ................................................................. 33
Capí ulo VI – Pa ilha: conceção educacional emocionada e e le ida. ............ 39
Capí ulo VII – Escola: Mul iplicidade de in e p e ações e Signi icados ............ 47
Capí ulo VIII – Se Pedagógico ........................................................................ 55
Capí ulo IX – Espaços ...................................................................................... 69
Capí ulo X – Classi ica : o juízo incon o ná el ................................................. 73
Capí ulo XI – Uma conceção pa alela – modalidades indi iduais e cole i as .. 79
Capí ulo XII – Sobe ana sensação de mim ...................................................... 85
Capí ulo XIII – Sen imen os, azões e nos algia ............................................... 91
Capí ulo XIV – Es udo In es igação - Ação ...................................................... 95
Capí ulo XV – Vi a de página – a (in)ce eza u u a ...................................... 121
XVII
ÍNDICE DE ANEXOS
Anexo I – G elha de Con eúdos do 2º Pe íodo
XXV
Anexo II – Plano de Aula de Fu sal
XXVI
Anexo III – Ficha de Obse ação
XXXI
Anexo IV – G elha de ex ensão e sequência dos con eúdos de
ginás ica ac obá ica
XXXIV
XIX
RESUMO
Es e é o es emunho emocionado da minha expe iência, da minha pa ilha e das
minhas emoções. O es ágio p o issional oi ealizado na Escola Secundá ia c/3º
ciclo D.Ma ia II, na cidade de B aga, com uma u ma do 10º ano. O núcleo de
es ágio con emplou cinco pessoas (en e elas a p o esso a coope an e) e o
p o esso o ien ado , esponsá el pela supe isão, o ien ação e ajuda. O
p esen e documen o es á di idido em quinze capí ulos, cada um ca egado com
ida p óp ia, his ó ias di e en es, pa ilhas, sen imen os e o caminho pe co ido
desde o aluno ao “se p o esso ”. As di e en es dimensões do p ocesso es ão
p esen es nes e ela ó io, desde o p imei o pisa da Escola a é ao desa io u u o.
O penúl imo capí ulo da jo nada do es ágio p o issional diz espei o ao es udo de
in es igação-ação elacionado com a mo i ação da u ma e e en e às
modalidades indi iduais em compa ação com as modalidades cole i as, com o
auxílio do Modelo de Ins ução Di e a e do Modelo de Educação Despo i a.
PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO PROFISSIONAL, NARRATIVA,
PARTILHA, CONTEXTO.
XXI
ABSTRACT
This is he emo ional es imony o my expe ience, o my sha ing and my
emo ions. The p o essional p ac icum was held in high school w/3 d cycle d.
Ma ia II, in he ci y o B aga, wi h a 10 h g ade class. The co e s age included i e
people (among hem he coope a ing eache ) and he guiding eache ,
esponsible o he supe ision, guidance and help. This documen is di ided in o
i een chap e s, each one loaded wi h a li e o i s own, di e en s o ies, sha es,
eelings and he pa h aken om he s uden o " being a eache ". The di e en
dimensions o he p ocess a e p esen in his epo , since he i s s ep in he
school o he u u e challenge. The penul ima e chap e o he p o essional s age
jou ney conce ns o he s udy o esea ch-ac ion ela ed o he mo i a ion o he
class conce ning indi idual spo s in compa ison wi h he collec i e ones, wi h he
aid o he Di ec Ins uc ion Model and Spo s Educa ion Model.
KEYWORDS: PROFESSIONAL PRACTICUM, NARRATIVE,
SHARING, CONTEXT.
XXIII
LISTA DE ABREVIATURAS
DE – Despo o Escola
EF – Educação Física
EP – Es ágio P o issional
ESDMII – Escola Secundá ia c/3º ciclo D. Ma ia II
FADEUP – Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o
MEC – Modelo de Es u u a do Conhecimen o
MED – Modelo de Educação Despo i a
MID – Modelo de Ins ução Di e a
PC – P o esso a Coope an e
PES – P á ica de Ensino Supe isionada
PO – P o esso O ien ado
RE – Rela ó io de Es ágio
Monólogo – Uma con e sa pessoal
9
Capí ulo I – P enúncio
“Nunca ui como odos
Nunca i e mui os amigos
Nunca ui a o i a
Nunca ui o que meus pais que iam
Nunca i e alguém que amasse
Mas i e somen e a mim
A minha absolu a e dade
Meu e dadei o pensamen o
O meu con o o nas ho as de so imen o
não i o sozinha po que gos o
e sim po que ap endi a se só...”
Flo bela Espanca. (s.d.) “Nunca ui como odos”
A minha solidão na e lexão não é p oposi ada. É somen e a única e
e dadei a o ma que enho de me encon a , de me e isi a e se ena à luz do
pensamen o. Sou eu a se conscien e das decisões do meu inconscien e, uma
análise das ânsias do u u o. A minha ponde ação do “se p o esso ” deu pelo
nome de es ágio p o issional (EP) e nele consegui pe co e esse empo ugaz
que é o p esen e.
O meu EP o am sob e udo, os meus sen imen os, o que cada desa io
despe ou em mim e o que cada linha signi icou no aça da minha iden idade
p o issional. Não enho a in enção de i e sem sen i , e le i ou sabo ea a
passagem de cada ins an e. O desígnio oi pe cebe a p o issão sem e i a a
essência, sem a di idi em agmen os sem signi icado. O obje i o oi
es emunha e obse a o mais pe o possí el, oda es a ans o mação.
Somos capazes de udo e de an o, os undamen os eó icos es ão odos
p esen es e a no idade e en usiasmo quase nos azem sen i que ealmen e
somos o que pa ecemos. O pon o de pa ida é impa á el. A ânsia de emodela
e de ino a é ele izan e. O EP é um ené ico pe cu so de con adições onde o
10
concei o de es udan e e de p o esso se con undem. No mesmo meio somos
desa iados a sen i e p o oca sen imen os, a comp eende e a demons a , e,
mais impo an e, a ap ende e a ensina . A demanda pela a iculação co e a
des es concei os é o ce ne da ques ão da ida de um p o esso -es agiá io.
Não bas a “ado mece ” es udan e e “aco da ” p o esso . É p eciso, no
en e an o, “sonha ” com o p ocesso. Fundamen al é pe cebe a ans o mação
que oco e e de que o ma nos a e a a mudança de papel.
A única o ma de con a a minha his ó ia, man endo in ac a a e acidade e
au en icidade do caminho, é a a és da na a i a. Eu ac edi o, al como enuncia
Cunha (1997, p. 1): “quando uma pessoa ela a os a os i idos po ela mesma,
pe cebe-se que econs ói a aje ó ia pe co ida dando-lhe no os signi icados.
Assim, a na a i a não é a e dade li e al dos a os mas, an es, é a ep esen ação
que deles az o sujei o e, dessa o ma, pode se ans o mado a da p óp ia
ealidade”
Es e é o meu ela o, a minha e dade e a essência do meu pe cu so. Pa o
da descons ução das minhas i ências pa a ol a a edi icá-las à luz da minha
e lexão. Cada ins an e em um signi icado e dadei amen e singula e e e
pa e de mim, o que ica á pa a semp e c a ado no empo. O obje i o des a
na a i a é, de ini i amen e, e a a o meu sen i .
A emoção enquan o meio pa a a ingi o a o de pensa , acili ado a de uma
a enção di igida pa a as in o mações mais ele an es, o que icou egis ado. A
capacidade de ge a sen imen os em si mesmo é uma compe ência ú il no
p ocesso de ensino, uncionando como uma en a i a, um ensaio, no qual as
emoções são sen idas e manipuladas an es de oma pa ido (Bueno & P imi,
2003).
A minha na a i a é um es emunho emocional e emocionan e da minha
azão. Não posso nem consigo ica indi e en e pe an e o que ou esc e endo.
Po ezes não me é ácil e isi a os momen os, as di iculdades, as i ó ias. São
agmen os de nos algias que, ago a, en o uni . Não da o ma mais exa a e
compa imen ada mas, isso sim, a a és de capí ulos asu ados, emexidos,
e i ados e meus. Essencialmen e meus.
Capí ulo II - P ólogo de um caminho: sen imen o e sensação
13
Capí ulo II - P ólogo de um caminho: sen imen o e sensação
O lado in eligí el das emoções. O momen o em que o sen i e o pensa se
con undem e onde se e le em as pe u bações do inconscien e. O que é o
despo o se não isso? Um agi ado de emoções po excelência, uma “máquina
nos álgica” de possibilidades sublimes e in ini as que, em con ex o escola , nos
pe mi e oca e, undamen almen e, sen i .
Eu p ocu ei um e dadei o signi icado no EP. Não é meu apanágio
con en a -me com o ca esiano, não sepa o elicidade de is eza, ealização de
us ação ou desejo de ânsia. A e dadei a capacidade es á em c uza e apas,
a ingi obje i os, lida na u almen e com cada si uação, dis u a de cada b isa
de des ino e ab aça o impulso. Não me deixo con en a . Não supo o es a
pala a. Quem se limi a a con en a não pode aspi a a ica na memó ia.
Ac edi o que a pa ilha é a melho o ma de a ingi o conhecimen o.
Ap endo com os meus amigos, sen ado no ca é, elaxado e desp eocupado,
sob e ma é ias que ão desde a con e sa mais ulga a é ao mais e inado
diálogo sob e a ida e o des ino. Conheço-me a a és do que i i, das minhas
escolhas e eadap o-me consoan e a minha on ade.
A ansmissão de conhecimen os de e se uma p opos a. Uma a inidade.
Ac edi o que o pode da suges ão é mui o mais o e do que se pode imagina . A
minha mãe semp e me suge iu as a e as, nunca me impôs nada. Apon a a
semp e o des ino, mas não me ob iga a a segui um caminho. O quão
ag adecido es ou po isso.
O mo i o. Tudo se esume à mo i ação e de que o ma me sen ia em
elação às expe a i as em o no do EP. Em con e sa com amigos, numa de
mui as e úlias, su giu a ques ão do “se p o esso ”. Po quê escolhe es e
caminho ão íng eme e p ecá io de lida com es udan es em o mação? Não
consegui encon a uma espos a conc e a pa a es e desejo. Po ezes a
on ade é i acional, é ine en e à p óp ia necessidade de cump i um obje i o ou
a ingi de e minada me a.
O impo an e é a sensibilidade de p oduzi ques ões, ou seja, não se limi a
ao imedia o e obje i o e p ocu a semp e um pouco mais longe. Todas as
14
ques ões colocadas in luencia am, di e amen e, a minha pe ceção ela i amen e
ao es ágio.
As minhas expe a i as em elação ao EP passa am po i encia di e en es
con ex os em a iculação com o sabe eó ico do passado, na en a i a de
p o oca epe cussões na p á ica pedagógica, sen i o despo o e a educação
despo i a na ins i uição escola .
O a o de ensina , de ansmi i conhecimen os e alo es, ai mui o pa a
além da ação em si. Enquan o p o esso -es agiá io espe a a i e um
con assenso di ícil de assimila onde, po ezes, a linha en e ensina e ap ende
osse demasiado impe ce í el. É um desa io incomensu á el lida com odas
es as a iá eis em con ex o eal, o a do “labo a ó io” da aculdade, pela p imei a
ez.
O meu es ágio. As minhas c enças. Pensei semp e no EP como uma
a essia do “se es udan e” a é ao “se p o esso ”. É um p ocesso e uma
a iculação solidá ia onde oscilam di e en es in e enien es. Há um “ eboliço” de
ideias que ão su gindo. Umas associadas à u ma, ao p imei o con ac o com os
alunos, ou as com a p óp ia escola e a comunidade educa i a. A inquie ação
que es e “an es” p omo e é u o da au en icidade que o EP possibili a.
A p emissa e olu i a do concei o educa i o consolidam o p o esso como
agen e de um empo de e minado, in luenciado pelas con adições e indecisões
da sociedade e da comunidade onde se inse e. Es a a impacien e po obse a
a educação a a és dos meus p óp ios olhos e pe cebe os cons angimen os de
modi ica e conduzi de um es ado pa a o ou o. O p o esso de e se a “cha e”
pa a ha moniza o subsis ema social que é a ins i uição escola .
A EF de e unciona como agen e do enómeno despo i o. É a
con ex ualização das modalidades despo i as em ambien e escola e pa a
odos. Es a disciplina é a ealização de ini i a do co po pela educação. A pala a
disciplina, só po si, aca e a uma dico omia pedagógica pois, se po um lado as
no mas e eg as são essenciais, ambém o são os conhecimen os e as
ap endizagens. O meu papel enquan o p o esso passa ia, ambém, po en a
con e gi de o ma lógica e sensí el es as ques ões educa i as.
15
É á dua a a e a de sepa a o es udan e do p o esso . No início i e medo
que essa di e ença não osse pe ce í el. Es e eceio oi-se a enuando com o
empo, com a expe iência e, undamen almen e, com a pa ilha. A a essia do
es udan e a é ao docen e é auxiliada po dois men o es, a p o esso a coope an e
(PC) e o p o esso o ien ado (PO), que assumem um papel undamen al na
o mação. Sim, po que es e ainda é, essencialmen e, um ano de ap endizagem,
de e a e ol a a en a mas, po que se a a de um con ex o au ên ico, com
pessoas genuínas, é indispensá el e le i no e o de o ma p ó-a i a e
in e en i a. Não chega iden i ica as alhas, é p eciso abalha sob e elas,
es udá-las, “a acá-las” de início e i moldando-se ao que a u ma ealmen e
p ecisa . Não se acomoda .
O ensino não de e eduzi -se ao esul ado e ao p odu o acabado e de e
cen a -se no p ocesso. Segundo Kulcsa (2001, p. 71): “a men alidade ecnicis a
da nossa sociedade e a sua p eocupação em aze da educação uma simples
c iado a de mão-de-ob a pa a a p odução eduzi am o p o esso à máquina de
ensina , simples ansmisso «mecânico» de con eúdos cul u ais não-
eelabo ados c i icamen e.”
Pensei á ias ezes na e en e p á ica do EP. Ao con á io do que se
p oclama, o EP não é apenas um exe cício p á ico e a, a base eó ica, é um
ins umen o undamen al da p áxis docen e, sem a qual, se ia azia e signi icado.
O exe cício de qualque p o issão é baseado na écnica mas, po ou o lado, é
u o de uma con ibuição decisi a da ap endizagem que só a eo ia é capaz de
do a (Pimen a & Lima, 2005).
Na escola espe a a encon a um desa io. Uma cons an e inquie ação pa a
se mais e melho odos os dias, um no o p opósi o e um ala ga de ini i o de
ho izon es. Cons an emen e me pe gun a a como i ia se , que u ma i ia
encon a e a impo ância que essas ce ca de 25 pessoas e iam no meu
pe cu so de ida. Como se ia o núcleo de es ágio, o PO e a PC, a o ma como
i íamos a icula e de que modo pode ia enca a odas es as pe sonalidades a
en a em na minha ida. Não oi ácil.
O impo an e, mesmo com odas as dú idas que su gem, é man e in ac os
os obje i os e o p opósi o. O p incipal é semp e o po quê. O “quando”, o “como”
16
e o “onde” são c uciais pa a se pe cebe o enquad amen o mas, apenas o
“po quê”, é mo i o de umul o. Qual a me a que acei pa a mim mesmo e,
independen emen e das “ped as no caminho”, a i ia a ingi .
O meu es ágio o am, ambém, as minhas e lexões, os meus
pensamen os. A minha pe ceção icou egis ada no meu diá io de bo do:
“O p ocesso de es ágio, pa a além de se uma expe iência p o issional é,
sob e udo, um ensaio didá ico e pedagógico, com p opósi o essencialmen e de
conhecimen o con ínuo. É o momen o limi e do pe cu so académico de qualque
es udan e, o emba e decla ado do sabe eó ico com os desa ios do e eno.
Ninguém nasce p o esso . Somos p odu o inacabado de um p ocesso
bas an e p olongado, di ícil de ge a e supo ado em pequenas i ó ias do
quo idiano. Ac edi o que o es ágio, assim como o pe cu so académico, seja uma
cons an e a ualização de si mesmo”. (18 de se emb o de 2013, an es de se inicia o ano)
Nes a ase de inquie ações su giu o apoio undamen al do núcleo de
es ágio e da PC. Eles o am como pa e da minha amília, elo undamen al pa a
ul apassa an os obs áculos que se o am con igu ando. O empo ajudou-me a
pe cebe que os meus colegas es agiá ios i iam a se pa e essencial na minha
e olução como p o esso . P incipal meio de pa ilha, de suges ões e de
sensações. No undo odos es á amos a i e momen os e con ex os
semelhan es. Foi essencial e uma conjun u a a o á el e condições pa a e
sucesso. O EP é u o de uma a iculação g upal, de um ensaio conjun o e nunca
se á uma en a ização pessoal.
Vi i um mis o de sensações na an ecipação c iada pelo EP. Que p o esso
se ia, que ipo de alunos i ia encon a , como desen ol e ia o meu ensino.
Tan as pe gun as. Umas i e am espos a imedia a, sendo sup imidas pelo
simples passa do empo, pelo ine i á el con o o da pe ença. Ou as nunca
e ão espos a, pelo menos uma conc e a. Se exis isse uma solução pa a o
ensino não se ia necessá io e uma iden idade p o issional. Felizmen e oi-me
possí el se eu mesmo.
17
O es ágio não culmina em nós mesmos, não pode desagua somen e na
pessoalidade. Ve e, isso sim, em odas as pessoas que con ibuí am pa a que
osse possí el e se man i esse ca egado de signi icados. Eu i e a so e de e
o núcleo de es ágio semp e do meu lado e de e conc e izadas as minhas
expe a i as.
24
é o EP. As p imei as pala as o am de ânimo, de espe ança e, p incipalmen e,
de amo . Sen i semp e, indo da PC, uma ib ação apaixonada de exal ação da
escola, de empa ia pelos alunos que se iam c uzando connosco nos co edo es
a cada i a de esquina e, acima de udo, i e cla a noção que nós, os es agiá ios,
se iamos os qua o pila es de uma o ien ação baseada na con iança.
Iden i ico-me com o EP enquan o an o de da e ecebe , uma edi icação
do ou o em mim. Nes e p ocesso a PC e e um papel undamen al. Segundo
F ancisco & Pe ei a (2004) associado à ele ância do es ágio, conside ado como
um momen o de undamen al impo ância na p epa ação da p o issão u u a,
su ge o papel de supe isão, onde o p o esso coope an e assume um papel
impo an e no desen ol imen o de capacidades didá icas, ape eiçoamen o da
ação pedagógica e iden i icação da iden idade p o issional.
É impo an e e e i , de igual o ma que o EP, ealizado na Faculdade de
Despo o da Uni e sidade do Po o (FADEUP), em e mos legais, es á
dema cado pelas no mas o ien ado as da unidade cu icula de EP. Ma os
(2012, p.2) e e e no egulamen o: “a Iniciação à P á ica P o issional do Ciclo de
Es udos conducen e ao g au de Mes e em Ensino de Educação Física da
Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o (FADEUP) in eg a o Es ágio
P o issional – P á ica de Ensino Supe isionada (PES) e o co esponden e
Rela ó io (RE), ege-se pelas no mas da ins i uição uni e si á ia e pela legislação
especí ica ace ca da Habili ação P o issional pa a a Docência. A es u u a e
uncionamen o do Es ágio P o issional (EP) conside am os p incípios
deco en es das o ien ações legais nomeadamen e as cons an es do Dec e o-lei
nº 74/2006 de 24 de ma ço e o Dec e o-lei nº 43/2007 de 22 de e e ei o e êm
em con a o Regulamen o Ge al dos segundos Ciclos da UP, o Regulamen o
ge al dos segundos ciclos da FADEUP e o Regulamen o do Cu so de Mes ado
em Ensino de Educação Física”
O EP em como obje i o a i ência con ex ualizada e au ên ica da
docência. Segundo Ma os (2012, p.3): “O Es ágio P o issional isa a in eg ação
no exe cício da ida p o issional de o ma p og essi a e o ien ada, a a és da
p á ica de ensino supe isionada em con ex o eal, desen ol endo as
compe ências p o issionais que p omo am nos u u os docen es um
25
desempenho c í ico e e lexi o, capaz de esponde aos desa ios e exigências
da p o issão”
O EP edi ica uma pa e impo an e da sua conceção na p á ica pedagógica.
Na ESDMII encon ei condições es u u ais de excelência, espaços
di e si icados de p á ica com dois pa ilhões gimnodespo i os, um ginásio e
campos ex e io es de oleibol o almen e equipados e p epa ados pa a ecebe
a u ma nas melho es condições possí eis. Rapidamen e me ui deixando le a
pelo “pe ume” dos espaços da escola e pelos seus alunos.
O p imei o passo no caminho umo ao “se p o esso ” es a a dado e
consolidado. Começa a a se cons uída a base pa a uma p á ica pedagógica
com o sen ido da o mação de uma iden idade p o issional.
Capí ulo IV – Alquimia em Consciência
29
Capí ulo IV – Alquimia em Consciência
Há algo de belo e quimé ico no p imei o con ac o com os alunos da u ma.
Exis e uma endência na u al pa a a emoção do momen o, pa a a e lexão do
alo simbólico que se a ibui a es a ocasião e, sob e udo, uma acionalização
inquie a de odo o p ocesso. Naquele ins an e nem nos ape cebemos que
es amos dian e de pessoas que i ão ica nas nossas idas, em que en a emos
deixa a nossa ma ca. Pessoas de e dade com as suas i ências e
pe sonalidades. É ascinan e pensa na au en icidade des e i e .
A conceção sob e a EF es á ambém associada ao desen ol imen o das
p óp ias pessoas. Os p ocessos cogni i os, sociais e a e i os con ibuem de
o ma decisi a pa a a e olução dos es udan es em con ex o escola . Nes e
sen ido, as pala as de Medina (2007, p. 30) ão de encon o a es a ideia:
“qualque que seja a especialidade do homem que abalha, a sua a e a de e
se pe cebida den o da o alidade em que unciona. Caso con á io, o na-se
a i idade alienan e, azendo com que aquele que a desempenha se ca ac e ize
mais como obje o do que como sujei o, dono do seu p óp io p ocesso exis encial.
Em algumas p o issões, al ez mais do que em ou as, essa pe ceção do odo,
esse des ela do mundo conside ado pelo meio da in e ação do sujei o com os
ou os sujei os, o na-se ainda mais undamen al. É es e o caso do p o esso , em
especial, do p o esso de EF.”
Cada e apa em a sua impo ância e, o início, de e se se eno pa a que a
adap ação seja ei a da o ma mais anquila possí el, sem umul os. A u ma
que iquei enca egue de lide a e a de 10º ano, u ma D, cons i uída po 26
elemen os, sendo 11 deles apazes e 15 apa igas, do cu so de ciências e
ecnologias. A média de idades si ua a-se nos 15 anos, sendo que pa e da
u ma inha um passado em comum, o que agilizou um pouco o p ocesso de
ambien ação en e eles.
A di e ença de idades, en e nós, pode ia di a uma de duas coisas. Po um
lado, con ibui pa a uma a eição imedia a, uma iden i icação com um p o esso
jo em e ainda es udan e, eme ido a um papel semelhan e ao deles e que, pela
p oximidade de ge ações, pode ia pe cebe mais acilmen e os
30
cons angimen os da adolescência. Po ou o, pode iam en e eda po um
caminho de acili ismo e des espei o, conside ando-me como um “semelhan e”.
No undo, alguém que não iden i icassem como um líde capaz.
Es a ase é bas an e complicada. É p imo dial disce ni e analisa a u ma
desde o início, não p ocu a “ ó mulas” mas sim conhece o con ex o da p á ica.
O ensino é, como na ida, um conjun o de i ências comuns e, cabe ao
educado , se i -se do conhecimen o ci cuns ancial, pa a encon a o melho
conjun o de es a égias.
O desa io de ab aça a p o issão docen e é, ambém, um es ei a de
elações com o desconhecido e da opo unidade a no os conhecimen os de nos
in adi em. Se não p ocu a mos a p o ocação do incógni o e o es ímulo do
complexo cai emos na acomodação e, com a “no ma do ensina ”, su gi á a
di iculdade de ins iga os p óp ios alunos a i em mais além.
O p ocesso de pa ilha é an ás ico. Edi ica -me nos ou os e ac edi a que
é possí el modi ica sem a e a a essência. Dei po mim a pensa se o que lhes
inha pa a o e ece se ia ealmen e su icien e e adequado, com es e p ocesso
equi alen e de da e ecebe . Ce amen e não o oi. Recebi 26 ezes mais, mas
en ei deixa um pouco de mim em cada um deles.
Cos uma a dize , no início, que o meu obje i o e a chega ao inal do EP e
pode dize que ”consegui e uma u ma à minha imagem”. Mas dessa e lexão
inicial, desse impulso p imá io, e i ei uma pe gun a, à qual dediquei bas an e
empo: qual a minha imagem enquan o p o esso ?
O p o esso é, acima de udo, humano. Ca ac e iza-se pela dupla
de e minação a que es á sujei o, onde a azão se con unde com a p óp ia
in inidade de possibilidades do sabe . No ideal de F ei e (2001, p. 12): “a
educação é pe manen e não po que ce a linha ideológica ou ce a posição
polí ica ou ce o in e esse económico o exijam. A educação é pe manen e na
azão, de um lado, da ini ude do se humano, de ou o, da consciência que ele
em de ini ude. Mas ainda, pelo a o de, ao longo da his ó ia, e inco po ado à
sua na u eza não apenas sabe que i ia mas sabe que sabia e, assim, sabe
que podia sabe mais. A educação e a o mação pe manen e se undam aí.”
31
O p o esso não é o im da pessoa nem o início de uma ou a iden idade.
Não alia a pena lu a po muda a essência, pe de as ca ac e ís icas que me
ize am chega a é aqui. Ten ei se eu mesmo e ui-me “cons uindo” enquan o
p o esso . Mui o di e en e de o pa ece em ep esen ação de mim mesmo.
Valo izei semp e a au en icidade.
Eu ac edi o nas pessoas, na o mação e no abalho. C eio em quem es á
dispos o a coloca udo de si nos ou os. Em quem es á cien e que em de se o
seu auge pessoal pa a e e nos ou os a supe ação, a e olução e, sob e udo,
a ap endizagem.
O p ocesso eque en a i as. É uma dádi a cons an e e uma assimilação
de ci cuns âncias que pe mi em, em consciência, ealiza uma oca equi alen e
de sabe es. É uma e dadei a alquimia em consciência onde o p o esso e o
aluno en am c ia , jun os, algo mais alioso.
Capí ulo V – Di e gência Iden i á ia
41
Capí ulo VI – Pa ilha: conceção educacional emocionada, pensada e
e le ida.
“Tenho an o sen imen o
Que é equen e pe suadi -me
De que sou sen imen al,
Mas econheço, ao medi -me,
Que udo isso é pensamen o,
Que não sen i a inal.
Temos, odos que i emos,
Uma ida que é i ida
E ou a ida que é pensada,
E a única ida que emos
É essa que é di idida
En e a e dadei a e a e ada.
Qual po ém é a e dadei a
E qual e ada, ninguém
Nos sabe á explica ;
E i emos de manei a
Que a ida que a gen e em
É a que em que pensa ”
Fe nando Pessoa. (1933). “Tenho an o sen imen o”.
O EP oi um local de sen i e e le i . Uma junção de en endimen o do
mesmo Mundo e es ido de emoção e azão. Regis ei no meu diá io de bo do a
2 de e e ei o de 2013:
“O EP é uma opo unidade singula . É a ans o mação de uma in enção
ocacional, numa ealidade ené gica e de e dadei a expe iência docen e. A
educação unciona como o eículo da cul u a e o p o esso como o p omo o
des es concei os dissociá eis e uníssonos. No EP embo a a ap endizagem seja
inco po ada indi idualmen e, a pa ilha de e se enca ada como peça
undamen al, concebida como expe iência p á ica e lexi a.”
42
Um dos ideais do es ágio assen a, sem dú ida, na a inidade que se
es abelece com o núcleo de es ágio e com a comunidade educa i a. Com eles
sen i o con o o do eg esso após cada aula lecionada, i i as us ações dos
momen os menos conseguidos e ejubilei pelas pequenas i ó ias conquis adas.
O signi icado de cada ins an e é ão g ande quan o quise mos que seja. É como
quando es amos a joga en e amigos. Ganha ou pe de não em impo ância
mas em signi icado. Po que, a inal de con as, “signi ica ” é um e bo de
a ibuição pessoal.
Eu não consigo pe cebe uma didá ica concebida à luz da impessoalidade.
A mo i ação é uma p o ocação, uma p ocu a de ação em de imen o da eação,
um an ecipa dos obje i os em p ol de um pe cu so com alo . Acima de udo,
um caminho cons an e de a ualização pessoal onde as di e enças se ão
sen indo na pe sonalidade, no ca á e , nas decisões e, em úl ima ins ância, no
docen e.
Sim, o p o esso é uma mani es ação pessoal de um en edo p o issional
bas an e as o. Em mim assim oi. Os meus colegas de es ágio, os uncioná ios
da escola, os meus alunos. Toda a comunidade educa i a deixou algo em mim.
Es a conjugação de pode es ez-me c esce e cada indi idualidade con ibuiu
com algo de si.
Não posso nem de o sepa a o duplo sen ido da escola. A sua con igu ação
epa ida. Se po um lado se ca ac e iza como luga de dádi a, “de da ao ou o”,
não deixa de se , ambém, um local de ap endizagem das eg as de ida em
sociedade (Nó oa, 2003).
Tal ez a a és des a ideia possa explica de que o ma o núcleo de es ágio
unciona a e a incessan e pa ilha ealizada em cada sessão. Reuníamos mui as
ezes. Não apenas po necessidade de auxílio na docência, nem somen e pa a
i a dú idas das aulas mas, sob e udo, pa a ensaia es a égias, analisa
modelos de ensino, e ina ideias e a i ma ideais. Foi semp e um espaço de
deba e mode ado pela PC. Conside o, ancamen e, que encon ei na
impulsi idade des a pessoa, uma e e ência de sen imen o e de emoção. Pa e
da minha sensibilidade emocional na p á ica docen e é uma ans e ência di e a
43
da con i ência com a PC. Uma elação p óxima de a e i idade e de eal
coope ação.
Todos os dias es á amos na escola, à exceção da segunda- ei a que
dedicá amos à FADEUP. Es as pessoas passa am a se , li e almen e, a minha
amília. Discu íamos udo! Desde as aulas, passando pelas obse ações o mais
e in o mais que izemos das aulas uns dos ou os, a é às ques ões mais
pessoais, que de o ma indi e a, in luencia am o desempenho no EP. Es a
elação o nou-se um e dadei o ciclo expe imen al, uma “ oda- i a” de
con iança e coope ação.
É sobe bo pode se o p o esso cole i o que não con a somen e consigo
mesmo. Uma abo dagem múl ipla à ques ão docen e e uma desmis i icação da
solidão de odo o p ocesso. Es a conjugação de pode es icou egis ada no meu
diá io de bo do a 12 de no emb o de 2013:
“O sucesso do meu pe cu so enquan o p o esso es agiá io de EF, bem
como dos meus colegas, é um pe cu so comum de uma ia a iculada. Apesa
de se mos au ónomos, no que ao abalho diz espei o, dependemos do
empenho do g upo. O núcleo de es ágio é undamen al pa a o sucesso das
pa es en ol idas e, mais que a soma das mesmas, é p imo dial i e o
e dadei o conjun o e unciona como um odo. Cada um de nós em
ca ac e ís icas dis in as e, como al, di e en es iden idades p o issionais. A o ma
como concebemos a educação é um e lexo da nossa pe sonalidade e ca á e .
Isso aca e a an agens e des an agens. A e e escência do pensamen o e a
dispa idade de opinião le am, po ezes, a oposições de ideias e,
consequen emen e, con li o.”
O p ocesso de ensino é consubs anciado po uma comunidade escola que
in e age em unção de um bem comum: os alunos. A iden i icação com a
ins i uição é undamen al pa a uma consumação da p á ica em con ex o
a o á el. Como e e e Cunha, M.I. (2008, pp. 124-125): “a indi idualidade do
p o esso é e o çada pela es u u a social e académica e a al a de pe ceção do
cole i o o na di ícil qualque delineamen o de um p oje o pedagógico mais
amplo.”
44
Enquan o p o esso en ei man e -me semp e ocado no obje i o da
ap endizagem pa ilhada com a minha u ma. No ano de es ágio há uma
necessidade la en e de a i mação e de ino ação. Tudo é ques ioná el e acei e
com elu ância. Holly (1992) a i ma exis i em inúme as a iá eis que são
p eponde an es e in luenciam a o ma como o p o esso pensa e sen e as suas
decisões, ao longo do p ocesso de ensino. Quem são como pessoas, o con ex o
social em que c esce am, ap ende am e ensina am.
Não me e ejo no ensino como uma desa iculada ansmissão de
con eúdos, como um acumula de ma é ias a leciona . A a i idade de um
p o esso inicia-se onde começa o p óp io aluno, ou seja, na essência do seu
Se e não na ap endizagem azia e sem signi icado. Foi pa indo des as
p emissas que en ei media a minha a uação e a encenação do meu c e .
Es a mediação, es a en a i a de a ingi o núcleo e não apenas a supe ície,
le ou-me a um caminho bas an e alician e de au oconhecimen o. Só assim
pode ia p eenche os azios que se iam o mando a cada e apa, cimen ando as
ap endizagens com alo es, sen imen os e azões.
No início sen i-me ne oso. Eu es a a dispos o a da udo pela minha
u ma. De e ia op a po se mais ígido ou en a ap oxima -me mais deles? A
meu e a minha p imei a g ande decisão, oi não e decidido. Deixei-me le a
pelo con ex o que se oi c iando e pela ligação que omos es abelecendo. A a és
deles pude chega à eal es a égia que que ia desen ol e . Não oi uma
delibe ação “à p io i” mas sim uma cons ução conjun a. Regis ei no meu diá io
de bo do a 21 de e e ei o de 2013:
“O p ocesso de aquisição de compe ências na ginás ica a a és de um
modelo mais p óximo das ca ac e ís icas dos alunos e e, nes a aula, o seu
úl imo capí ulo. É um pon o que não de e se is o como um des ino mas como
um pe cu so e uma ase emb ioná ia da conceção de ensino in eg ado. Vejo o
ensino enquan o modo de a iculação de sabe es e conhecimen os onde a
mediação é ei a pelo p o esso e a aquisição oco e de aco do com o aluno. Um
ensino pensado e idealizado escu ando os es udan es, indo de encon o às suas
di iculdades e necessidades, é uma p á ica didá ica com a o pedagógico.”
45
À medida que ia conhecendo melho os alunos, conseguia in ei a -me
sob e os cons angimen os que es a am a sen i e, a a és de con e sas
descon aídas, ui-me ape cebendo de es a égias que pode ia u iliza pa a
melho a a p á ica pedagógica. To na as aulas menos minhas e mais nossas.
A pa ilha ez-me ponde a , do pon o de is a deles, o que ealmen e
pode ia se ei o pa a c ia na p á ica pedagógica um sen ido mais comum. A inal
de con as, o ensino não de e se azio de signi icado e sim apon a pa a pessoas
eais com as suas ambições e necessidades. Deixei e idenciado no meu diá io
de bo do a 13 de no emb o de 2012:
“Exis e uma di e ença mo i acional nos alunos na abo dagem das
modalidades indi iduais e cole i as. A ginás ica po se ão especí ica, po exigi
concen ação, igo e p ecisão es á cono ada como sendo uma modalidade di ícil
de execu a e que exige ‘demasiado’ empenho. O p o esso de e en a
descons ui es e (p é)concei o, ac escen ando mo i os de in e esse, como
desa ios, compe ições, g upos de abalho e a iá eis con ex uais”
“A aula de e ça- ei a (em que ui obse ado pela PC e pelos meus colegas)
não co eu de aco do com o p e is o. Apesa de sen i que os alunos ap endem,
e oluem e gos am da o ma como eu lide o as aulas de ginás ica, ac edi o que
pode iam oco e em ambien e mais eal.” (18 de no emb o de 2012).
“A expe iência nes a no a ase do ensino da modalidade de ginás ica
ac obá ica em sido uma ‘lu ada de a esco’ na mono onia quase ob iga ó ia
des e despo o. A minha i ência nes a aula oi, sem dú ida, um ac escen o de
qualidade ao meu pe cu so, uma no a ase da minha ap endizagem e uma
conc e ização de uma isão pessoal pa a um con ex o especí ico. A cole i idade
no indi idual, a solida iedade na compe i i idade e a a iculação de alo es e
alências são a o es decisi os pa a que momen os di e en es possam se
conc e izados.” (19 de janei o de 2012)
Eu enca ei pa e das minhas decisões como uma isão pessoal, com
e ei os cola e ais da i ência en iesada com os meus alunos. Es a oi a minha
manei a de se du an e o ano le i o. A expe iência em EF de e se única e cada
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momen o e po encial pa a es imula no as ap endizagens. Não de o ma azia,
mas com a in enção de signi ica .
“Um p o esso é aquele que se az p og essi amen e desnecessá io."
Thomas Ca u he s (s.d.)
Capí ulo VII – Escola: Mul iplicidade de in e p e ações e signi icados
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Capí ulo VII – Escola: Mul iplicidade de in e p e ações e signi icados
A escola é u o de uma essência educa i a, cons uída, des uída e
eedi icada à luz de no os en endimen os, mu á el e p o ida de plas icidade. Um
an o de con igu ação de ca á e e de desen ol imen o inequí oco de
compe ências. É, po excelência, um espaço p omo o de au onomia e
in e ações, que le am a uma au oma ização e le ida das ações. Local p óp io
de e lexão, dedicação e, sob e udo, paixão e a e o pelos alunos.
A educação escola é um p oje o o ma i o que mos a o “mapa”, cede as
pis as mas nunca, em ci cuns ância alguma, as de e e ela . No undo, de e se
a descobe a guiada da iden idade pessoal.
A escola são as pessoas e as suas in e - elações. Segundo Ala cão
(2001a, p. 20): “uma escola sem pessoas se ia um edi ício sem ida. Quem a
o na i a são as pessoas: os alunos, os p o esso es, os uncioná ios e os pais
que, não es ando lá pe manen emen e, com ela in e agem. As pessoas são o
sen ido da sua exis ência. Pa a elas exis em os espaços, pa a elas se i e o
empo. As pessoas socializam-se no con ex o que elas p óp ias c iam ou
ec iam.”
O concei o escola es á cons uído em o no de edi icações pessoais, de
p oje os de pessoalidade in luenciados po ques ões cul u ais e sociais. O
en endimen o in e p e a i o pa icula é conjugado com uma comunidade que
unciona como impulsionado pa a o u u o. A escola é uma p ojeção da
sociedade e dos seus alo es. Na linha de pensamen o de Cae ano & Sil a
(2009, p. 54): “pa a além des a simila idade de expe iências e posições ace à
necessidade de uma o mação na á ea da é ica, que inicial, que con ínua,
su gem mui as ou as simila idades no modo como se concebe a o mação
desejá el. Assim, ao ní el dos con eúdos, os alo es, as a i udes e
compo amen os são e e ências equen es, que pa a a o mação inicial, que
pa a a o mação con ínua. Também o abalha sob e si uações p o issionais
conc e as e deb uça
‑
se sob e ques ões da sociedade são assun os e e idos
pa a a o mação inicial e con ínua”.
57
Capí ulo VIII – Se Pedagógico
A p á ica pedagógica ai mui o pa a além da ação do p o esso no
con ac o di e o que es abelece com a u ma. Re ejo-me no ensino enquan o
p ocesso pedagógico mediado da in e disciplina idade e, não somen e, da
plu idisciplina idade azia de dinâmicas. Sem a pa ilha de conhecimen os nunca
se á possí el ul apassa a agmen ação dos con eúdos.
É undamen al ensina a pensa . Eu ac edi o no ensino enquan o
a ualização do Se e não somen e como p á ica didá ica. Foi uma en a i a do
meu “Se Pedagógico”.
A pedagogia coloca-se en e a “ciência da educação” e a “a e de ensina ”.
Vai pa a além do que es á p esen e nos li os, é uma e dadei a a e que se
ege pelo p edomínio do co ação e é um apelo la en e à e dadei a inspi ação
da in eligência. Apesa de udo, é ambém sis emá ica, conc e a e p ocu a a
educação plena dos alunos (Pin assilgo, 2006).
Ao longo da p epa ação do ano le i o oi necessá io e em con a inúme as
a iá eis. Os espaços que e ia disponí eis pa a a ealização da p á ica, as
modalidades que cada pe íodo con empla ia, os egulamen os de cada uma, as
especi icações do espaço da EF e o p óp io cu ículo nacional e e en e à
disciplina.
Na ESDMII exis e um “ oulemen ” de ins alações que di ide cada p o esso
pelos di e en es espaços. Es a es a égia condiciona a abo dagem a cada
modalidade mas, po ou o lado, an ecipa odo e qualque cená io pa a o ano
le i o, sendo possí el ealiza pe mu as ocasionais com ou os p o esso es,
minimizando os imp e is os que semp e oco em.
A PC op ou po nos guia a a és de es a égias de an ecipação e
p epa ação. Todo o abalho começou a “ e ilha ” no p eciso ins an e em que
chegamos à escola. Coloca as disciplinas a leciona , em cada e ça e quin a-
ei a, na g elha de con eúdos, as da as pa a as ichas de a aliação, os momen os
de a aliação p á ica, possí eis isi as de es udo e udo o que pudesse se
p epa ado p e iamen e. É essencial an ecipa con ex os pa a eduzi a
imp e isibilidade.
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Seguindo o ideal de Ben o (1995) con i ma-se que exis e uma “p epa ação
da a e a a és da ciência, uma p epa ação do en endimen o e do co ação an es
da en ada no o ício que nos escla ece á em udo, qualque que seja a
expe iência que apenas pode emos ap ende na p á ica do o ício. Na ação
apenas ap endemos a a e, adqui imos a o, des eza, habilidade; mas mesmo
na ação ap ende a a e apenas aquele que an es ap endeu a ciência no
pensamen o, que a ap op iou e se a inou a ela, p é-de e minado assim as
imp essões u u as que a expe iência lhe causa á.”
Desde cedo icou cla o pa a mim que o planeamen o se ia um aliado
essencial du an e o ano le i o. A plani icação de e e em con a as linhas
o ien ado as nacionais mas, po que o ensino se a a de uma con ex ualização,
a en a às es ições e possibilidades locais.
Um pon o essencial na plani icação do ensino eside na cons ução dos
Modelos de Es u u a do Conhecimen o (MEC) (Vicke s, 1990) de cada
modalidade. É p eciso comp eendê-los, a ualizá-los e emexê-los. Es es são
uma e e ência mui o impo an e e não um dogma inal e á el.
O MEC é um meio acili ado do planeamen o das di e en es modalidades.
Es á di idido em ca ego ias que su gem da análise p o unda de uma
de e minada modalidade, quan o às suas ca ac e ís icas. A di isão é ei a em 8
módulos di e en es e em 3 ases (análise, decisão e aplicação), acili ando a
consul a e a cons an e a ualização dos mesmos.
No MEC, a o ganização do ensino é ei a de aco do com as alências e
ap idões dos alunos em e e ência aos con eúdos de ensino. O modelo i e da
au en icidade e con ex ualização da p á ica, pa indo de um concei o especí ico
e não de uma conceção abs a o (Vicke s, 1990).
O plano nunca é imu á el e de e e em con a a análise p o unda da ma é ia
a leciona , os con eúdos a abo da , a ex ensão e sequência a se dada, a o ma
como se i á p ocessa a a aliação e as di e en es p og essões pedagógicas. É
um p ocesso de e as complexo. Um desa io.
A u ma é o de adei o emba e com a ealidade. Deixam de se olhas em
b anco pa a p eenche com g elhas e da as, passando a se pessoas. São
inúme as as a e as que i e pa a cump i com os alunos. Es as en ol e am
59
odos os conhecimen os e es a égias que es á amos despe os a pe segui .
Sim. O impo an e é es a “aco dado” pa a odas as a iá eis e conjugá-las de
aco do com o en endimen o do con eúdo a leciona .
A pala a é uma ep esen ação das ideias, uma e lexão do es ado de alma
e a e balização do en endimen o pessoal. É a e amen a po excelência de
comunicação com os alunos e de e se usada como oz de e udição. Na EF
de e e iqueza in eligí el, jus i icada na e idência e e le ida na p á ica.
O pe il co e o do p o esso de e se , acima de udo, uma ponde ação.
Ben o & Ben o (2010, p. 13) e e em que “ emos o p i ilégio de a ua no campo
da pala a; é com ela que la amos o e eno do nosso mis e . Po se mos
p o esso es e académicos, somos o ician es con ic os do pode da pala a e da
linguagem. Es a unção p ende-nos ao de e de a cul i a e hon a , de p epa a
e semea com ela o ag o da o mação e e lexão. Pa a que do chão du o e uim
se le an em impossí eis, nasçam e lo esçam sóis e luas, as os e es elas.”.
Impo a, ambém, es abelece e apas e i ul apassando os obs áculos
p opos os. O p imei o g ande desa io oi seleciona a in e enção na u ma e o
pe il de lide ança mais adequado. Segundo Lou enço & Ilha co (2009, p. 237):
“a lide ança é um enómeno o al, que em odos os momen os se mani es a no
líde e nos seus seguido es. As suas á ias mani es ações, en endidas como
aspe os ou elemen os do enómeno em causa, em igo , são o esul ado da
análise a pos e io i de um odo que p imei o se es abeleceu como al, in ei o.
Assim, os á ios aspe os ou elemen os da ação de um líde de em se
con ex ualizados na globalidade da si uação em ques ão.”
O líde necessi a de iden i ica a di eção a segui e le o con ex o que se
pe ila dian e de si. O p imei o desa io oi esse. Só a a és da p epa ação
adequada, oi possí el man e o con olo da u ma. A classe em de sen i
a iliação com o p ocesso de lide ança do p o esso e iden i icação com as suas
ca ac e ís icas. Nunca po imposição e hie a quia, mas sim a a és do diálogo e
a i mação de uma pe sonalidade docen e incada. Se impulsionado de alo es
como a solida iedade, a educação e a p ocu a de conhecimen os e emancipação
da azão.
60
As pessoas não nascem indadas, necessi am de modelos de o mação, de
ep esen ações, no undo, de se acul u a em. Pa a que al seja possí el é
undamen al c ia uma escola inclusi a. Já dizia Ben o (2004a, p. 106): “a escola
ca ece de iso, de en usiasmo, de dinamismo, de palmas, de aleg ia e animação;
p ecisa que se gos e dela (…) T a a-se de undi a escola e a ida, de in eg a
mais uma na ou a e de consuma o deside a o de despo i iza a escola e
escola iza o despo o”
“Quando eu alo escu am e quando quise em aze ale uma opinião eu
ambém os ou ou i ”. Foi a pa i des a eg a que cons uí os p imei os passos
da minha in e enção pedagógica. Da signi icado a cada in e enção e se
pe inen e, são “peças-cha e” pa a a comunicação com a u ma. O clima de e
p ima pela solida iedade e pela in enção in ínseca e e dadei a de ajuda .
O aluno de e se o p incipal in e essado pela p óp ia ap endizagem e, cabe
ao p o esso , p omo e es a égias que p i ilegiem a au onomia e a
esponsabilização, negando a aquiescência i acional das ma é ias. A inicia i a
é undamen al.
O p imei o passo. Segundo Ala cão (2001b, p.2): “exige-se hoje ao
p o esso que seja ele a ins i ui o cu ículo, i i icando-o e co-cons uindo-o com
os seus colegas e os seus alunos, no espei o, é ce o, pelos p incípios e
obje i os nacionais e ansnacionais. Exige-se, mas ao mesmo empo, con ia-se-
lhe essa a e a, ac edi ando que em capacidade de a execu a ”. Es e alo , ão
impo an e, su ge aliado à ele ância da mes ia e ao sen ido dado às p á icas.
A mo i ação ad ém dos desejos e da pessoalidade. É possí el ac escen a
odo o ipo de acessó ios, impo a é nunca elega o essencial pa a segundo
plano. Es a é uma ase de umos, de cu iosidades e de sen idos. Sob e udo é
uma ase de ince ezas e escolhas. Segundo Pink (2009) ala de mo i ação é
en en a um abismo de dú idas e ince ezas. A ualmen e o sis ema que ope a
assen a em mo i ações ex ínsecas de “cenou a e chico e”, o que pode e ela -
se ine icaz e, pio , p ejudicial pa a a mo i ação do indi íduo, nes e caso, dos
alunos.
Após conquis a a c edibilidade e espei o dos alunos, o passo seguin e oi
a en a às ca ac e ís icas indi iduais e p ocu a incen i a a pe sonalidade
61
p óp ia de cada um. Todos eles são cu iosos, independen es e c ia i os mas, ao
longo do seu pe cu so académico, endem a ans o ma -se em se es amo os,
apá icos e indi e en es. Impo a, po an o, es imula a he e ogeneidade e nunca
insis i em espos as pad onizadas e epe i i as. Não há “ ecei as” na escola,
mui o menos numa disciplina ão ab angen e como a EF.
Ao longo da o mação na FADEUP são e e idas algumas ideias que ão
deixando a sua ma ca e que se e elam decisi as na ho a de es a pe an e a
u ma. “Não i a as cos as aos alunos”, “ci cula po o a dos exe cícios”,
“man e semp e os g upos homogéneos”, en e ou as dicas. O con olo da u ma
e a ges ão da aula são assegu ados espei ando as pa icula idades da mesma
e os obje i os do p o esso .
É impe ioso conhece as es a égias mas, mais impo an e, é sabe il a
de aco do com o sen ido que que emos da à p á ica. A excessi a quan idade
de mo imen os e de e balizações é um sinal cla o de descon iança, po
exemplo, apesa de, no malmen e, a mo imen ação pelos g upos de abalho,
se aconselhada. A p á ica de i a do con ex o de a uação.
A minha u ma oi excecional em elação às opo unidades que me
possibili ou. A a és deles e po eles consegui implemen a a p á ica pedagógica
que p e endia e de ini caminhos a pe co e u u amen e. Pude pe cebe que a
isão pe i é ica é c ucial pa a man e o con olo à dis ância e que, nes e con ex o,
e uma elação de maio p oximidade se ia bené ico pa a o cimen a da
con iança.
Cada ase da unidade didá ica a o ecia di e en es ipos de pos u a.
Quando me encon a a numa e apa inicial en a a se mais p óximo, mais
disponí el e cen al. Com o adian a do pe íodo le i o exis ia uma endência de
deslocalização e de a as amen o pa a p omo e au onomia, esponsabilidade e
plena aquisição de compe ências.
Numa das minhas e lexões apon ei o que oi balua e da minha a uação,
em elação à au onomia e esponsabilização:
“Na ginás ica op a pela descobe a guiada é um isco? Cla o que sim. Se ia
mui o mais ácil e os alunos en e a en e, em g upos es anda dizados, a
ealiza os elemen os gímnicos. Ganha ia em e mos de exe ci ação, da
62
o ganização da aula e da p óp ia dinâmica que é imp essa. Es es ‘ganhos’ a
cu o p azo aduzem-se como nada, ou seja, não exis e uma soma ização das
ap endizagens, um ac escen o inconscien e ao conscien e da p á ica e, po an o,
a minha conceção me odológica, apesa de i con a o adicional, p o oca
desequilíb ios iniciais e “medos”, a longo p azo ac edi o que possibili a á uma
a iliação com a modalidade e noções mais cla as do sen ido de supe ação” (10
de ma ço de 2013).
No en an o, são mui as as di iculdades. É elemen a conhece bem a u ma
pa a lida com o ad i e de ini es a égias. Não bas a eo iza é p eciso ambém
in e i .
Cedo me ape cebi que, apesa de a u ma se mui o disponí el ísica e
emocionalmen e, inha alguns p oblemas de compo amen o. Nunca a a és do
des espei o ou al a de empenho, mas sim pelo excesso de en usiasmo ou
compe i i idade. Conjuga a agi ação com o clima ó imo de aula e alia a
compe ição aos alo es p omo idos pelo despo o oi, sem dú ida, uma “lu a”.
Pa a que osse possí el p omo e um ambien e p opício à ap endizagem,
oi essencial iden i ica os pon os mais c í icos onde in e i . Reconhece os
alunos mais p oblemá icos e os “líde es” da u ma oi um ó imo meio de
in luencia e con ola a mesma. Es es elemen os deses abilizado es de em se
is os como po enciais agi ado es do luxo na u al da aula e, po an o, idos em
con a na equação da mesma. Mas odos eles são di e en es. Se num dia en a a
coloca de e minado aluno como cen o das a enções, pa a sen i a p essão de
es a a se obse ado, nou o já o si ua a na pe i e ia e a as ado de qualque
decisão. A minha a enção ambém a ia a, bem como a impo ância que da a a
cada compo amen o. Não pad onizei.
O p o esso de e se o mais jus o possí el e, pa a al, de e se conhecedo
do que em pela en e. Como e e e Oli ei a (2002, p. 57):“a aula é um espaço
público com uma sequência de acon ecimen os es emunhados e julgados po
uma la ga po ção de alunos. Quando o p o esso não no a que um aluno es á a
des espei a qualque eg a, quando ep eende um aluno que es á inocen e, a
classe i a ilações da a uação do p o esso , da sua compe ência, consis ência,
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jus iça, e isso pode ge a um mau compo amen o ge al da u ma ou de
de e minados alunos”.
Cabe ao p o esso encon a es a égias pa a que o aluno enha sucesso.
Não de e desis i de as p ocu a po mui o diminu as que pa eçam. O p o esso
em de se o p incipal impulsionado da mo i ação e do sucesso do aluno
(Sampaio, 1998).
Após iden i ica o pe il de lide ança, a o ma mais a o á el de es a em
aula e as a iá eis mais ins á eis, oi p eciso i de encon o à ges ão do ensino.
É nes e ins an e que de em su gi as o inas e as no mas que en abilizem o
empo da aula, em coope ação com os alunos.
Desde cedo de ini que a ho a de começa se ia o p imei o oque e não o
segundo, que mui os alunos inham como e e ência de ou as disciplinas. Não
da a nem um segundo depois de ole ância. Quando se lide a não pode ha e
luga a acili ismos e não se pe mi e o “deixa anda ”. O encon o es a a ma cado
e eles sabiam disso. Vá ios alunos chega am a asados no início, acili a am.
Mais uma ez apoiei-me no pode da suges ão pa a pe suadi-los a se em
solidá ios comigo e com eles p óp ios. A inal de con as a mo i ação não in lui na
ecompensa/punição, mas sim no p opósi o da elação de sen ido que se
es abelece. Esc e i no meu diá io de bo do:
“Não p e endo se a espos a a odas as pe gun as dos meus alunos, longe
disso! P e endo, isso sim, se um ac escen o à sua ap endizagem, um ins igado
de cu iosidade, uma pequena go a de en usiasmo e, se in luencia um só que
seja, já aleu a pena.” (18 de e e ei o de 2012).
No que diz espei o à ges ão dos ma e iais op ei semp e po uma es a égia
de an ecipação de cená ios. No in e alo, an es de cada aula, azia ques ão de
mapea o pa ilhão, endo em con a os exe cícios a abo da e de o ma a
en abiliza o empo de ansição e ins ução à u ma. Esse mapeamen o e a ei o
de aco do com a ase da unidade didá ica. Se que ia p i ilegia uma
ap endizagem mais obje i a e um caminho com mais “pis as”, coloca a mais
sinalizado es, com co es semelhan es a indica o umo. Há medida que os
alunos iam adqui indo compe ência, o mapa o na a-se cada ez mais ausen e
64
a é se uma imagem men al a guia o es udan e a a és do exe cício. An es de
ha e es e es ado inconscien e de p á ica é p eciso epe i e o iniza .
Na o mação de g upos op ei po es anda diza as equipas ainda no 1º
pe íodo, com a ajuda dos alunos, de inidos po mim enquan o capi ães. O
obje i o passa a po coloca os alunos em equipas in e namen e he e ógenas e
homogéneas en e si, possibili ando a exis ência de uma compe i i idade
en edada com a in e ação posi i a da p óp ia equipa. Es a es a égia e elou-se
decisi a pa a man e a u ma coesa e maximiza o empo de empenhamen o
mo o , o nando a o ganização mais e icien e e ápida. Es e caminho con a ia a
endência na u al dos alunos em ica em com as pessoas mais p óximas,
possibili ando no as ias comunica i as.
É undamen al es abelece no mas o ien ado as do p ocesso pedagógico.
C ia o inas e alia o egulamen o in e no da escola às es a égias pessoais.
Es a pa e é mui o pa icula . É aqui que as “so skills” do p o esso êm ao de
cima, o a o pedagógico (Nó oa, 2008) pa a desen ol e es a égias de aula.
Segundo Rink & Hall (2008, pp. 212-213): “one key o e ec i e o ganiza ion o
he physical educa ion eache is he use o es ablished ou ines o s uden s
en e ing and lea ing class, o selec ing and pu ing away equipmen , o s a ing
and s opping a ask, o handling equipmen when he eache is alking, and o
coming oge he o ins uc ion and ask p esen a ion. An e ec i e eache has
es ablished ou ines o all basic manage ial asks and uses clea signals o
s opping and s a ing ac i i y”.
As o inas de em se i como no mas o ien ado as e nunca como eg as
ausen es de lexibilidade e in e p e ação. I de encon o ao con ex o que se
ap esen a. Na minha u ma se i am, undamen almen e, como o ma de
en endimen o. A pe ceção dos alunos em elação às linhas o ien ado as da sala
de aula não oi imedia a e, po isso, oi essencial ansmi i de o ma cla a,
e o ça e man e -me iel às decisões p e iamen e omadas. O aluno em de se
sen i coagido a cump i , uma ob igação in ínseca pa a que a aula deco a sem
umul os e nunca uma ob igação. Te o gos o po aze bem.
No início de cada aula azia ques ão de espe a os alunos, sen ado, de
cane a na mão, espe ando o oque pa a aze a chamada. Es a medida conduziu-
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me a alguns cons angimen os, a asos e al as, alunos que inicia am a aula
após alguns minu os, en e ou as a ibulações que, com o empo, o am sendo
debeladas.
Du an e o im de semana os alunos e am in o mados das modalidades a
ealiza du an e as duas aulas da semana, a a és do g upo da u ma e, a pa i
daí, e am colocadas ques ões, suges ões e ou idos os p óp ios alunos. A
dinâmica que se es abelece o a da aula é undamen al pa a da uma maio
ab angência à p á ica pedagógica.
O p ocesso de comunicação é undamen al na elação es abelecida en e
aluno e p o esso . A ins ução ca ac e iza-se como uma das o mas de acede
aos alunos, uma das ações das inúme as possibilidades do p o esso . O meu
p ocesso ins ucional oi al o de e lexão e i e em con a inúme as a iá eis.
Segundo Mesqui a (2010, p. 161): “ (…) comp omisso en e ex ensão do
con eúdo al o, expe iências do aluno, mo i ação e au o-pe ceção da
compe ência cons i uem ques ões que o p o esso de e coloca an es de ealiza
o delineamen o do p ocesso de ins ução, sendo elas que con e em alidade
ecológica aos modelos de abo dagem selecionados pa a o ensino de
de e minado con eúdo”.
Ao longo do ano le i o ui en ando melho a a minha comunicação,
p es ando a enção ao empo despendido na ins ução, à a enção p es ada pelos
alunos e de que o ma pode ia o meu discu so se mais apela i o, endo em
con a que a comunicação é um p ocesso que ai mui o pa a além da
e balização. Exis em di e enças ela i amen e ao que o p o esso pensa
ansmi i e à mensagem que ealmen e é ecebida pelos alunos (Rosado &
Mesqui a, 2009).
A ins ução e a semp e ealizada com os alunos de en e pa a mim,
sabendo eles que nunca pode iam es a ao meu lado ou nas minhas cos as.
Es es pequenos “ uques” possibili a am a eliminação p ecoce de dú idas
desnecessá ias du an e a aula, ela i amen e ao deco e dos p óp ios
exe cícios.
Regis ei algumas es a égias, no meu diá io de bo do, bem como a
e olução ao ní el da ges ão da aula:
72
É mui o di e en e se p o esso de EF em elação às es an es disciplinas
do cu ículo. Na ginás ica é p eciso se -se de uma manei a, no andebol de ou a
o almen e di e en e, po ezes quase opos a. A p óp ia conceção da aula e a
pos u a ela i amen e à ins ução e eedback são dis in as. Um p o esso de
ma emá ica man ém uma pos u a semelhan e ao abo da unções ou es a ís ica
e, na língua po uguesa, Luís de Camões não é mais ácil de in e p e a se o
p o esso ala mais al o ou mais baixo. A EF é uma in e seção do se e do sabe
em elação com a p á ica pedagógica onde, a simples lu uação do om de oz,
pode e epe cussões no deco e da aula.
O con olo da u ma, a ges ão da aula e os p ocessos de ins ução mudam
comple amen e de um local pa a o ou o. No ginásio, com as condições acús icas
bas an e melho es, podia aze uma in e enção mais asse i a, menos
equen e, com um om mais se eno e que apelasse, sob e udo, à calma e
anquilidade. No pa ilhão, com a azá ama das ou as aulas e o ba ulho do
“ espi a ” da p óp ia escola, o eedback exigia-se mais cons an e, indi idualizado
e o con olo mais a en o ao en usiasmo eminen e dos alunos.
Não há nenhuma disciplina que seja ão in luenciada pelas condições
ex ínsecas como a EF. As condições clima é icas e o deco e das aulas
adjacen es, o ma e ial necessá io, os alunos p esen es a p edisposição dos
mesmos pa a a ação, p o ocam uma eação na dinâmica da aula. Passa pelos
di e en es espaços da escola pe mi iu-me e olui , diminui a esis ência à
mudança e, acima de udo, p opo ciona di e sos desa ios a mim mesmo e aos
meus alunos.
Assim é a educação, não somen e a EF. Toda a o mação assen a no
ajus e, mudança e consequen e eajus e. Uma dinâmica desp o ida de mu ação
é um equilíb io es á ico, eduzido à acomodação. Consegui p o oca sensações
posi i as nos meus alunos em pa ilhão e no ginásio. Com uma pos u a di e en e,
mas com a mesma pe sonalidade, obje i os e umos comuns. Esses man êm-se
inabalá eis.
As “ped as no caminho” começa am a ans o ma -se em e apas
conquis adas.
Capí ulo X – Classi ica : o juízo incon o ná el
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Capí ulo X – Classi ica : o juízo incon o ná el
“Es ima o ní el de compe ência de um aluno.
Si ua o aluno em elação às suas possibilidades, em elação aos ou os;
Si ua a p odução do aluno em elação ao ní el ge al.
Rep esen a , po um núme o, o g au de sucesso de uma p odução
escola em unção de c i é ios que a iam segundo os exe cícios e o ní el da
u ma.”
Hadji. (1993, p. 28). “A a aliação, eg as do jogo: das in enções aos
ins umen os”
A a aliação é um p ocesso comum en e p o esso e aluno. Es á
dependen e da ação do docen e em a iculação com as ap endizagens dos
alunos. É um elo mediado e um meio de econhecimen o que esul a do
p ocedimen o na u al de egulação da p á ica pedagógica. O obje i o é melho a
as condições a a és das quais o ensino oco e, numa lógica cen ada no
p ocesso e que desagua no p odu o.
Es amos semp e a se a aliados, du an e oda a ida. Segundo B a i ische
(2003, p. 21): “no deco e da nossa exis ência, a aliamos e somos a aliados
dian e da ida e das ci cuns âncias do mundo à nossa ol a. Subme emos
pessoas e somos subme idos a cons an es a e iguações que, na maio ia das
ezes, no eiam nossas decisões, nossos desejos e sonhos.”
A cons ução da a aliação oi o mais cla a e anspa en e possí el,
cen ada no p ocesso e endo em con a as aulas an e io es. É impo an e que
es a seja bas an e cla a. O p ocesso a alia i o de e o nece aos alunos a ma iz
compo amen al, as eg as a espei a e p omo e um ambien e o mal, ípico de
um diagnós ico suma i o, di undindo uma “sepa ação” en e o a aliado e os
a aliados.
No p incípio do ano ealizei uma a aliação inicial, com ca á e diagnós ico,
em odas as modalidades. O obje i o passa a po explo a e iden i ica as
ca ac e ís icas dos alunos nas di e sas a i idades. Des a o ma, pude p epa a
odos os pe íodos e não somen e o p imei o.
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Es e diagnós ico pe mi iu-me, com o auxílio do MEC, c ia equipas
equi a i as nas p á icas conjun as, di idi po ní eis algumas modalidades (como
o u sal) e aça os pe is de pa ida, undamen ais pa a o nece o con as e com
a a aliação suma i a.
A a aliação oi ei a seguindo um c i é io o ma i o, u ilizando-se as ichas
p esen es no módulo 6 de cada MEC. O mé odo a alia i o consis ia em obje i a ,
pa a cada aluno, uma no a inal, ponde ando odo o seu pe cu so a é en ão e
pe spe i ando o seu empenhamen o e “sabe aze ” na a aliação suma i a. É
um e dadei o “incómodo necessá io”, como e e e Ben o (2003, p.178).
O obje i o é, acima de udo, pedagógico e o ma i o. In eg ado na ação de
“ o mação”, ou seja, azendo pa e do p óp io ensino (Hadji, 1993).
A a aliação suma i a, úl imo elemen o da cadeia a alia i a uncionou, no
undo, como um balanço. Um inda de ciclo que esul ou num p ocesso
cumula i o, dissipado de dú idas e p omo o de um con ex o o mal. É
impo an e na medida em que se e pa a si ua o aluno, na u ma, em elação à
sua ap endizagem, in e esse e dinâmica ap esen ada.
Regis ei no meu diá io de bo do:
“O p ocesso con ínuo de a aliação é decisi o e se e de base pa a
a aliação suma i a. Es a ase inal se i á apenas como aula de con i mação,
um balanço mais a as ado do p ocesso, o momen o em que a compa ação e a
ponde ação no ma i a são u ilizadas” (11 de no emb o de 2012)
É ine i á el classi ica na educação. Apesa dos cons angimen os
associados oi uma das ocasiões que me ez sen i mais p o esso . É du an e
es e p ocesso que nos ape cebemos que es e juízo alo a i o acompanha á o
aluno du an e o seu pe cu so de ida.
É exigida obse ação, análise e e lexão. Na a aliação de e pesa a
subje i idade e a obje i idade. Se o um ins umen o quan i a i o, logo se pode á
pe cebe que a a i idade humana é imensu á el e que só pode á o nece alguns
dados que ajudem numa a aliação ambém quali a i a. Se o um ins umen o
quali a i o, al a -lhe-á a obje i idade, o que exigi á, de quem o aplica , um
conhecimen o mais amplo do sujei o a aliado (F ei e J. B., 1994).
77
Foi bas an e complexo a ibui um núme o. Um sen imen o de deslealdade
e de descon o o. Um abalho exaus i o de desa ios diá ios que ica e a ado
em dois alga ismos que a i mam, com ieza e apa en e desin e esse, oda a
po encialidade do aluno. É du o, mas az pa e.
A ine i á el necessidade humana de es anda diza e aciona . O esumo
“c uel” de meses de es o ço.
Ten ei se o mais jus o possí el com quem an o ez po mim. Penso que
consegui.
Capí ulo XI – Uma conceção pa alela – modalidades indi iduais e
cole i as
81
Capí ulo XI – Uma conceção pa alela – modalidades indi iduais e cole i as
“O ensino dos Jogos Despo i os (JD) em es ado adicionalmen e
associado a duas conceções didá icas pola men e posicionadas na o ma de os
abo da : o ensino das habilidades écnicas descon ex ualizadas e o ensino do
jogo o mal”
Mesqui a. (2006). “Ensina bem pa a ap ende melho o jogo de oleibol”
Não ac edi o que haja uma “ ó mula mágica” no ensino. Pa a mim não
exis em modelos melho es ou pio es e odos eles são, elizmen e, incomple os e
ca egados de possí eis in e p e ações. Qualque que seja, ap esen a
impe eições se, de o ma es anda dizada, p e enda da uma espos a comum à
p á ica pedagógica.
Não há a me odologia de ensino ce a e a pe sonalidade docen e ideal.
Exis em, isso sim, modelos educa i os e abo dagens mais ap op iados pa a o
con ex o educacional em ques ão. Rea i mo, “ninguém conhece melho a sua
u ma que o p óp io p o esso .”
O a o educa i o de e p opo ciona opo unidades de supe ação, de desa io
e co esponde na sua di e sidade às expe a i as dos alunos. O p o esso de e
p ocu a se um modelado didá ico pacien e, endo em con a os i mos da u ma
e o empo necessá io pa a a soma ização das ap endizagens. O pensamen o
p óp io do p o esso e as al e ações que es e p o oca são a e dadei a conceção
didá ica.
O p ocesso de ensino e ap endizagem que pa ilhei com a minha u ma
edi icou-se em o no de um pa alelismo ine i á el que se es abelece en e
modalidades cole i as e indi iduais. Se po um lado inha en usiasmo, e
comunicação po ou o con i mei silêncio, concen ação e epe ição. Ten ei que
o ensino uncionasse como p ocesso in eg ado, espei ando as pa icula idades
de cada despo o, ou seja, p ese ando o con ex o sem nunca esquece a
di e sidade.
O p o esso , não a as ezes, esquece que o aluno é um p odu o das suas
expe iências, mo i ações e humo es. A aula de EF é um espaço de in e ações
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de c ia i idade, lide ança, capacidade de o ganização e, undamen almen e,
abalho. E am inúme as as a iá eis p esen es que o am a adas com meses
de p epa ação e mui a dedicação.
Ficou egis ado no ela ó io do núcleo de es ágio:
“Os meses que an ecede am o DonaSpo o am de in ensa p epa ação,
desde a a qui e u a das p o as, ao o ma o «di e en e» que quisemos impo ao
pe cu so, a é à en ol ência com a comunidade escola . Os e en os escola es
de em se pau ados, sob e udo, pela pa ilha e con i ência. Com a ajuda da
associação de es udan es, p o esso es do gabine e de EF, uncioná ios da
escola e a PC, oi-nos possí el p omo e a in e ação e, mais impo an e, o bem-
comum, a escola.
O dia do DonaSpo oi bas an e di ícil e desgas an e. Apesa do auxílio
p es ado pela comunidade escola , a o ganização e dinamização do p oje o icou
a ca go de, undamen almen e, 5 pessoas. O núcleo de es ágio e e de se
desdob a , unciona como “guia” do e en o pa a que udo co esse de aco do
com a p epa ação ei a.
A manhã acabou po se um sucesso, com as equipas p esen es a
ealiza em as di e en es p o as, ao longo de ”pon os-cha e” da cidade,
a iculando sabe es e sabo es da u be, icando a conhece um pouco mais do
local onde i em. A pa e da a de oi ligei amen e di e en e, conc e izada
somen e na escola, ao longo dos pa ilhões despo i os de EF. As p o as inham
como obje i o a di e são, a in e ação e a p omoção do espí i o de g upo. A
o ganização des a ase oi bas an e anquila pois, como e a um espaço de inido
e delimi ado, não oi di ícil assegu a o con olo.
No inal do e en o e como o nosso mo e e a mesmo o de um «dia
di e en e», con idámos uma banda de hip-hop, os Reais 90, que de am um
pequeno espe áculo aquando da en ega de p émios.
O balanço inal que azemos do DonaSpo é mui o posi i o, oi uma
expe iência que con ibuiu pa a o nosso c escimen o enquan o p o esso es,
mas, undamen almen e, ez-nos c esce enquan o núcleo, pelo abalho de
equipa desen ol ido e pela pa icipação em p ol da escola que culminou num
e en o que pe du a á no empo”. (25 de ma ço de 2012)
89
As aulas de EF são o mo e, são o p opósi o. A base sem a qual é impossí el
desen ol e as es an es a i idades. Se p o esso é ambém sai da sala, do
pa ilhão e do ginásio, é p omo e cul u a e ex a asa o quo idiano no mal dos
alunos.
A isi a guiada ao es ádio AXA e 1º de Maio, casas do Spo ing Clube de
B aga, o am exemplos cla os da on ade que exis ia no núcleo de es ágio de
ugi do ób io e de p opo ciona momen os di e en es nos alunos. O obje i o
p incipal passou po da a conhece aos alunos os bas ido es do despo o, um
con ac o mais pessoal com um dos símbolos da cidade onde habi am.
Pequenas i ó ias ca egadas de simbolismos, como es a p esen e nas
euniões de conselho de u ma e depa amen o. Exis i , emi i uma opinião. Sen i
a escola den o do seu p óp io co ação e não apenas es a de o a.
A ponde ação do “se p o esso ” é um p ocesso complexo e pessoal. Mais
do que a soma de conquis as é o sen imen o que e es e cada ação, cada
so iso, cada ob igado.
Es ou-lhes e e namen e ag adecido.
Capí ulo XIII – Sen imen os, azões e nos algia
93
Capí ulo XIII – Sen imen os, azões e nos algia
“A noção de p o esso e lexi o baseia-se na consciência da capacidade
de pensamen o e e lexão que ca ac e iza o se humano como c ia i o e não
como me o ep odu o de ideias e p á icas que lhe são ex e io es.”
Ala cão. (2005). “P o esso es e lexi os em uma escola e lexi a”
O EP oi a azão de uma e lexão cons an e e ap o undada. Pelos meus
alunos. Fo am semp e eles o mo i o. G aças a eles ui-me in e ogando,
ques ionando as soluções e os caminhos.
Po ezes da a po mim a pensa : “se á que es ou a consegui ? Se á que
ui capaz de deixa um pouco de mim, neles?”. Fui po in ei o, p ocu ei, ano ei,
lemb ei e sen i. Os meus alunos o am udo o que lhes dei opo unidade de
se em. Aqui azão e sen imen o con undi am-se.
Sen i-me sozinho de no o, mas não soli á io. Apenas isolado na minha
necessidade de e lexão. Po ezes esc i a, uma ca ência de assen a ideias e
deixa um legado, ou as ezes, pensada. A minha men e começa a aguea ,
encon a sensações e deixa lui sen imen os. Uns is es, ou os adian es, odos
ca egados de nos algia.
Uma sensação de i e an ás ica. Um e isi a dos planos de aula ei os e
e ei os, dos sob essal os e da ansiedade em o no do p imei o con ac o com a
u ma... Pedaços da minha exis ência. Von ades e possibilidades. Uma in ensa
cons ução de iden idade p o issional.
Eu p e e i es emunha . Deixa no papel as minhas inquie ações oi a
melho o ma de me ajuda . Não e le i po ob igação, sin o o que esc e o e deixo
que o meu pensa seja o impulsionado da minha e lexão. Inc í el como
imagina uma si uação nos pode en usiasma e idealiza um cená io nos deixa
com o co ação acele ado. Con inuei sozinho.
Con ei seg edos a mim mesmo que no u u o se ão bas an e ú eis. Fica am
egis ados no papel, se i ão de guião e ajuda -me-ão a não cai nos mesmos
e os. Es ou ag adecido po e i ido as di iculdades e e podido es emunha
que as ul apassei.
Não esc e i po ob igação. Esc e i po que me encon ei.
Capí ulo XIV – Es udo In es igação - Ação
97
Capí ulo VIX – Es udo In es igação – Ação
Resumo
O p esen e es udo de in es igação-ação su giu enquan o espos a a um
p oblema pe cecionado na u ma, po pa e dos elemen os do núcleo de es ágio,
du an e as p imei as aulas, ela i amen e à apa en e desmo i ação dos alunos
nas modalidades indi iduais. Assim, no sen ido de e i ica a in luência dos
modelos de ensino na mo i ação e en ol imen o dos alunos nas aulas de
despo os indi iduais, implemen ámos dois modelos de ensino dis in os –
Modelo de Ins ução Di ei a em ginás ica a ís ica e Modelo de Educação
Despo i a em ginás ica ac obá ica e dança. O es udo en ol eu a aplicação,
após a implemen ação dos modelos, de uma en e is a semies u u ada aos
alunos, com o in ui o de apu a se a al e ação do modelo de ensino in luenciou
a sua mo i ação ela i amen e às modalidades indi iduais. A amos a oi
compos a po 26 alunos, com idade comp eendida en e os 15 e os 17 anos. Os
esul ados e idencia am um aumen o de alunos a sen i em-se mo i ados pa a
as modalidades indi iduais e uma p eocupação menos p onunciada com a
modalidade a se abo dada na aula. Concluiu-se que os alunos p e e i am as
aulas minis adas a a és do Modelo de Educação Despo i a em i ude da sua
au en icidade e ap oximação às ca ac e ís icas p esen es nas modalidades
cole i as de a iliação, compe ição e in e ação com uma equipa.
Pala as-cha e: Mo i ação; Educação Física; Modelo de Ins ução
Di e a; Modelo de Educação Despo i a
104
As idades dos alunos si ua am-se en e os 15 e os 17 anos, sendo que
apenas um aluno inha 17 anos. Mais de me ade (58%) inha 15 anos. Ce ca de
me ade p a ica a um despo o (44%) e a g ande maio ia dos alunos p a ican es,
op a a po uma modalidade cole i a (66%). Os es an es alunos que ealizam
uma a i idade despo i a p a icam na ação e uma aluna equi ação.
2.2 Ins umen os
An es de inicia o es udo oi ealizada uma en e is a-pilo o com a u ma
10ºH, endo como obje i o es a o ins umen o u ilizado.
A en e is a-pilo o oi de inida em conjun o com a PC e o núcleo de es ágio,
sendo as suas pe gun as de e minadas com o in ui o de pe cebe as di e enças
mo i acionais, de um modelo de ensino pa a o ou o e apu a a mo i ação dos
alunos pa a modalidades cole i as e indi iduais.
A en e is a e a compos a po uma ap esen ação inicial dos alunos, po
duas ques ões de espos a echada e duas de espos a abe a. Es a en e is a-
pilo o oi ealizada po mim, com um aluno de cada ez, com o auxílio de um
g a ado , de o ma a ans o ma a en e is a numa con e sa, en ando
minimiza qualque in luência possí el.
Es a en e is a-pilo o oi ealizada com 5 alunos do meu colega es agiá io,
Luís Filipe Goios, na u ma 10º H, po ap esen a um modelo pedagógico
semelhan e.
Segundo Fo in (1999, p. 373) o p é- es e assume-se como “ensaio de um
ins umen o de medida ou de um equipamen o an es da sua u ilização em maio
escala”.
O ipo de en e is a u ilizado oi a semies u u ada. A en e is a é, segundo
Hague e (1997) um p ocesso de in e ação social en e duas pessoas em que,
uma delas assume o papel de en e is ado . O obje i o passa po ob e
in o mações po pa e do ou o, ou seja, o en e is ado.
A en e is a semies u u ada pe mi e combina pe gun as abe as e
echadas, u ilizando um guião p e iamen e de inido, num con ex o mais in o mal
105
de con e sa e podendo ac escen a ques ões pa a elucida o ema (Boni &
Qua esma, 2005).
2.3 P ocedimen os
2.3.1 Ca ac e ização do MID – Ginás ica A ís ica
Du an e o es udo o am lecionadas 6 aulas de ginás ica a ís ica, segundo
o MID, incluindo a a aliação inal/e en o culminan e.
Os con eúdos abo dados nes a unidade didá ica o am o olamen o à en e
e à e agua da, eng upado e com memb os in e io es a as ados, o apoio acial
in e ido, a oda, a ião, ela, pon e e espa ga as. Fo am ambém abo dados
con eúdos ela i os à cul u a despo i a e concei os psicossociais da
modalidade.
A o ganização da aula es a a o almen e dependen e do p o esso e
assen a a, sob e udo, nas suas decisões e c enças. Os g upos e am
p e iamen e es abelecidos - 3 elemen os no máximo - p i ilegiando a
exe ci ação e o empo de empenhamen o mo o . A aula es a a o ganizada po
es ações de abalho e a o ação da a-se de o ma comum e cíclica.
Figu a 1 – Obje i os da ins ução di e a (adap ado de A ends, 2008)
106
2.3.2 Ca ac e ização do MED – Ginás ica Ac obá ica e Dança
A ginás ica ac obá ica e a dança o am lecionadas em pe íodos di e en es
– 2º e 3º espe i amen e – sendo ese ado pa a o MED, 6 aulas de cada
modalidade.
Os con eúdos abo dados na ginás ica ac obá ica o am as pegas, as
pos u as de base, os mon es e desmon es e os equilíb ios es á icos em pa es e
ios. Na dança o am abo dadas habilidades écnicas base (ma cha, balanços,
co ida, agachamen os, e c.), as sequências li es e em g upo e a co eog a ia
inal. Em ambas as disciplinas o am idos em con a os concei os psicossociais
e a cul u a despo i a demons ada.
A o ganização da u ma du an e a implemen ação do MED oi ei a com o
auxílio dos alunos, sendo as equipas o madas pelos p óp ios em consenso com
a minha opinião, p i ilegiando a homogeneidade en e es as e a
he e ogeneidade den o das equipas.
As equipas inham o seu p óp io nome, equipamen o, “g i o” e hino. A época
não con ou com 20 aulas, como ecomendado, mas incluiu as di e en es ases
des e modelo, desde a p é-compe i i a a é ao e en o culminan e, dis ibuídas em
12 empo le i os.
Foi ado ado um quad o pa a egis o de pon uações, a ibuídos p émios aos
encedo es e encidos e incen i ado o “ ai -play” a a és de boni icações no o al
de pon os. Os alunos impossibili ados de ealiza aula p á ica e am suge idos
pelo capi ão de equipa pa a ealiza em egis o o og á ico da aula ou pa a se em
jú is.
Na ginás ica ac obá ica e na dança, na ase p é-compe i i a, e am
demons ados odos os elemen os e o necidos aos alunos os manuais de equipa
pa a consul a e a ualização. Após es a ase, em cada aula, os alunos e iam de
abalha os elemen os suge idos e, na pa e inal da mesma, ealiza am uma
compe ição o mal. Os jú is e am selecionados pelos capi ães de equipa. A
pon uação de cada aula e a con abilizada somando os pon os do jú i, da
107
aplicação na ase de a i ação ge al, a a és do compo amen o e empenho e
pelo “ ai -play” demons ado na compe ição.
A a aliação oi ealizada no e en o culminan e, com auxílio da PC, sob a
o ma de obse ação e egis o, endo como pon o de pa ida as expe iências
an e io es e pon uações ob idas a é ao momen o.
2.3.3 En e is a
As en e is as o am ealizadas em dois momen os dis in os: após a
implemen ação do MID ( inal do 1º pe íodo) e no inal da in e enção com o MED
( inal do 3º pe íodo), sendo denominadas de “en e is a MID” e “en e is a MED”.
As en e is as o am ealizadas po mim, semp e na mesma sala e a odos os
alunos, sendo o empo mínimo de 5 minu os e o máximo de 10 minu os.
A en e is a MID e a en e is a MED o am compos as pelas mesmas
ques ões, sendo que, na en e is a MED, oi ac escen ada uma pe gun a pa a
pode compa a a mo i ação dos alunos, ela i amen e aos dois modelos
abo dados.
Figu a 2 - Con ex o Despo i o como cen o do Modelo de Educação
Despo i a (Sieden op e al., 2004)
108
A en e is a oi compos a pelas seguin es pe gun as:
1. Es ás mo i ado pa a as modalidades indi iduais em Educação
Física? E pa a as cole i as?
2. Sabe se a modalidade a abo da na aula é cole i a ou indi idual
em in luência na ua mo i ação?
3. Rela i amen e ao eu conhecimen o ace ca das modalidades
indi iduais, qual a que e mo i a mais?
4. Quais o am, na ua opinião, os p incipais aspe os posi i os e
nega i os na abo dagem da ginás ica a ís ica? E na ginás ica ac obá ica e
dança?
5. En e o modelo de ensino u ilizado na ginás ica a ís ica (Modelo de
Ins ução Di e a) e o usado na ginás ica ac obá ica e na dança (Modelo de
Educação Despo i a) qual o que e mo i ou mais?
2.4 P ocedimen os de análise de dados
Depois de ou idas e egis adas as g a ações, as mesmas o am analisadas
e dis ibuídas de aco do com as espos as dos alunos.
A análise das g a ações sono as e consequen e a amen o dos dados
ob idos oi ealizada com o auxílio do p og ama in o má ico Mic oso O ice Excel
2013®, p ocedendo-se a uma análise desc i i a dos mesmos.
109
3. Resul ados
1. Rela i amen e à 1ª pe gun a: Es ás mo i ado pa a as modalidades
indi iduais em Educação Física? E pa a as cole i as?
No g á ico 2 é possí el e i ica que os alunos da u ma, quase na sua
o alidade, disse am, na en e is a MID, es a mo i ados pa a a abo dagem a
modalidades cole i as em EF, sendo que, somen e 12 se sen iam mo i ados
pa a modalidades indi iduais. Na en e is a MED e i icou-se um aumen o de 8
alunos mo i ados pa a as aulas de modalidades indi iduais em EF.
Rela i amen e à 2ª pe gun a da en e is a: Sabe se a modalidade a
abo da na aula é cole i a ou indi idual em in luência na ua mo i ação?
12
22
Modalidades
Indi iduais Modalidades
Cole i as
0
5
10
15
20
25
30
En e is a MID
G á ico 2 – Dis ibuição da amos a segundo a ap eciação dos alunos
das modalidades indi iduais e cole i as
20
24
Modalidades
Indi iduais Modalidades
Cole i as
0
5
10
15
20
25
30
En e is a MED
110
No g á ico 3 e i ica-se que os alunos da u ma, na en e is a MID,
conside a am bas an e impo an e sabe se i iam abo da uma modalidade
cole i a ou indi idual. Na en e is a MED oi possí el obse a que pa e da
u ma deixou de julga como undamen al e esse conhecimen o p é io, apesa
de con inua a se ele an e pa a mais de me ade da u ma.
19 7
Sim Não
En e is a MID
G á ico 3 – Dis ibuição da amos a segundo a in luência que a
modalidade ep esen a na mo i ação pa a a aula
14
12
Sim Não
En e is a MED
111
3ª pe gun a: Rela i amen e ao eu conhecimen o ace ca das modalidades
indi iduais, qual a que e mo i a mais?
É possí el e i ica no g á ico 4 que, pa e signi ica i a da u ma, sen e-se
mais mo i ada, ela i amen e às modalidades indi iduais, no énis e na ação (18
alunos). Os es an es alunos op a am pelo énis de mesa e pela ginás ica. No
p og ama do 10º ano da ESDMII, das modalidades e e idas, apenas ginás ica é
uma das lecionadas.
Na ação Ténis Ténis de
Mesa Ginás ica
Mo i ação 10 8 3 5
0
2
4
6
8
10
12
En e is a MID
G á ico 4 – Dis ibuição da amos a da mo i ação dos alunos e e en e
a modalidades indi iduais, após implemen ação do MID
Na ação Ténis Ténis de
Mesa Ginás ica
Ac obá ica Dança
Mo i ação 7 3 3 12 1
0
2
4
6
8
10
12
14 En e is a MED
G á ico 5 – Dis ibuição da amos a da mo i ação dos alunos e e en e
a modalidades indi iduais, após implemen ação do MED
112
No g á ico 5 é possí el cons a a que, a mo i ação dos alunos pa a as
modalidades indi iduais, após a implemen ação do MED, oi modi icada, com
pa e da u ma a op a pela ginás ica ac obá ica como a mais mo i ado a,
e e indo apenas um aluno a dança, ambém abo dada a a és do MED.
No que diz espei o à 4ª pe gun a: Quais o am, na ua opinião, os p incipais
aspe os posi i os e nega i os na abo dagem da ginás ica a ís ica, com o MID e
na ginás ica ac obá ica e dança, com o MED?
Ginás ica A ís ica (MID)
Ginás ica Ac obá ica/Dança
(MED)
Aspe os
Posi i os
Aspe os Nega i os
Aspe os
Posi i os
Aspe os
Nega i os
- Núme o de
exe cícios;
- Desa io
- Pouca en eajuda
(mais sozinhos);
- Concen ação;
- In e ação en e
o g upo;
- En eajuda;
- Compe ição;
- Di e são.
- Menos ai -
play;
Quad o 1 – Aspe os Posi i os e Nega i os da Ginás ica A ís ica (MID)
e da Ginás ica Ac obá ica/Dança (MED) apon ados pelos alunos
113
Rela i amen e à ques ão nº4 e i ica-se, no quad o 1, que os alunos
e e em como p incipal lacuna das aulas de ginás ica a ís ica, a pouca
“en eajuda” e a ele ada “concen ação” exigida. No en an o, e e em o “núme o
de exe cícios” p opos os e o “desa io”, que es es es abelecem, como a g ande
mais- alia des a abo dagem à ginás ica a ís ica.
Na ginás ica ac obá ica e na dança os alunos no a am uma di e ença na
“in e ação”, “en eajuda”, no a o “compe ição“ e na “di e são” sen ida. A
diminuição do “ ai -play” oi apon ada como aspe o nega i o.
Em úl imo luga , e apenas na en e is a MED, oi ques ionado aos alunos:
En e o modelo de ensino u ilizado na ginás ica a ís ica (MID) e o usado na
ginás ica ac obá ica e dança (MED) qual o que e mo i ou mais?
No g á ico 6 é possí el obse a que a o alidade dos alunos da u ma se
sen iu mais mo i ada na abo dagem das modalidades indi iduais a a és do
MED.
0
5
10
15
20
25
30
Mo i ação
MID 0
MED 26
G á ico 6 – Dis ibuição da amos a pela p e e ência ela i amen e aos
modelos
120
Ta a es G (1994). O papel das eg as na de inição das lógicas dos despo os
colec i os. Ho izon e 60: 207-210.
Capí ulo XIV – Vi a de página – a (in)ce eza u u a
123
Capí ulo XV – Vi a de página – a (in)ce eza u u a
“Os p o esso es são os mais a o unados e bem-a en u ados, en e odos
aqueles que abalham. É-lhes dado o p i ilégio de aze enasce a ida em
cada dia, semeando no as pe gun as e espos as, no as me as e ho izon es.”
Ben o (2008, p. 77)
Es á na ho a de deixa esc i o o meu capí ulo inal. O culmina do meu
pe cu so no EP e um pon o de i agem na minha ida após 5 anos de mui os
sac i ícios, mas ambém de conquis as. Le o comigo a comunidade escola , as
pessoas, cada momen o e, sob e udo, os meus alunos. É um sen imen o
a eba ado que me pe co e ao elemb a o pe cu so.
A u ma, cada um deles, ensinou-me alguma coisa, con ibui am
decisi amen e pa a se mais Eu. Fo am de e minan es pa a encon a a minha
iden idade p o issional e a pessoalidade que dela de i a. Dei udo de mim e
ac edi ei que esse se ia o caminho. Não me limi ei, não me sa is iz. Esse oi o
p opósi o.
Ul apassámos limi es e queb ámos ba ei as. Fomos, exis imos, i emos
jun os. Fize am de mim uma pessoa melho , um p o issional mais compe en e.
Eles o am os e dadei os p o agonis as des a jo nada. Eu não os deixei
limi a em-se a p esencia . Ins iguei-os a pe co e em a jo nada comigo.
Descob i-me, e ei, ap endi, ol ei a e a e e oluí. Apesa de udo o
caminho es á longe de es a ilhado. O EP é uma e apa impo an e, mas não é
o obje i o inal. Es a é uma iagem demasiado ex ensa pa a e mina ago a. Foi
uma lição de ida e se i á pa a a cons ução da minha conceção didá ica ao
longo dos p óximos anos. Amadu eci na p á ica pedagógica. Foi um con ibu o
pa ilhado.
A ap esen ação no dia 19 de se emb o ma cou o início do aje o. Es a a
ão ne oso. Tão segu o das minhas aculdades e, ao mesmo empo, in imidado
po miúdos de 15 e 16 anos, ao pon o de es a con uso. A p á ica é
inques ioná elmen e impo an e. A PC cos uma a dize que há “ uques” que
ad êm dos anos de expe iência. An es, al ez, não desse an a impo ância.
124
Ago a ejo o quão essencial é já e passado pelas si uações e e a noção
co e a de como esponde às solici ações.
Ainda não me sin o p o esso . Ainda es ou demasiado deso ien adoo com
a iagem, mas es ou eliz. A cada dia que passa ou, p og essi amen e,
adqui indo uma iden idade p o issional mais incada. Não que seja a melho ou
a pio . É minha. E eu ac edi o nela po que in es i udo de mim nes a o ma de
Se .
O u u o é ince o. O con ex o é cada ez mais di ícil de p e e e de an e e .
Hoje posso dize que es ou p epa ado pa a en en a qualque si uação e que
me ag ada a possibilidade de e de me des aca pa a iun a .
En en ei as di iculdades da p á ica, não sucumbi à p essão da p o issão e
es emunhei. Deixei o meu legado. Aqui es á ele.
Ousei, não me con en ei e, no inal, supe ámos. Comecei sozinho e acabei
a c uza a me a de mão dada com a comunidade escola e com cada elemen o
da minha u ma.
A e i-me. Findei o início do meu pe cu so.
125
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