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Relatório de Estágio Profissional - Do conhecimento, da partilha e do sentimento de ser professor: o testemunho de um Estudante-Estagiário

José Rafael Teixeira Fontes

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Do conhecimen o, da pa ilha e do sen imen o de se p o esso : o es emunho de um Es udan e- Es agiá io RELATÓRIO DE ESTÁGIO-PROFISSIONAL Rela ó io de Es ágio P o issional ap esen ado à Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o com is a à ob enção do 2º ciclo de es udos conducen e ao g au de Mes e em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io (Dec e o-lei nº 74/2006 de 24 de ma ço e Dec e o-lei nº 43/2007 de 22 de e e ei o). O ien ado FADEUP: P o esso Dou o Rami o José Rolim Ma ques José Ra ael Teixei a Fon es Po o, se emb o de 2013 II FICHA DE CATALOGAÇÃO Fon es, J. R. T. (2013). Do conhecimen o, da pa ilha e do sen imen o de se p o esso : o es emunho de um Es udan e-Es agiá io Po o: Rela ó io de Es ágio P o issional. Po o: J. R. T. Fon es. Rela ó io de Es ágio P o issional pa a a ob enção do g au de Mes e em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io, ap esen ado à Faculdade de Despo o, Uni e sidade do Po o. PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO-PROFISSIONAL, NARRATIVA, PARTILHA, CONTEXTO. III “No p incípio e a a bola, o mundo a meus pés, p imei o amo , sem exage o. Logo chega am os companhei os, os ad e sá ios, os espaços.” Jo ge Valdano. (2008). P e ácio do li o: “Fu ebol de Rua, um Beco com Saída” V DEDICATÓRIA A i Ví o , po udo o que passámos jun os, pela amizade e cumplicidade. És a minha o ça odos os dias. Nunca deixa ei de e lemb a . VII AGRADECIMENTOS Ao meu o ien ado , P o esso Dou o Rami o Rolim, po se um e e no apaixonado pelo despo o e, p incipalmen e, po me e incen i ado semp e a pensa o a da “caixa”. À P o esso a Coope an e Luísa B andão pela o ma ele izan e com que i e o despo o e a educação ísica e pela pessoalidade que semp e ez ques ão de man e no núcleo. Aos meus amigos do núcleo de es ágio Gil Sousa, Joana Lima e Luís Goios po odos os momen os de pa ilha, pelas pala as de incen i o e po se em pessoas únicas. Ao “Dona”, p incipalmen e, à minha p imei a u ma, o “g ande” 10ºD. Nunca os esquece ei. Aos meus amigos po se es o ça em odos os dias po lida comigo. Sob e udo a ocês, Mika, Pa ícia, Ana Lúcia e João Ne o, po e em es ado semp e p esen es e po , eco en emen e, da em signi icado à pala a amizade. Ao Nuno, ao Hélde e ao I o po me ajuda em a se mais compe en e a a és de pala as since as e sen idas. Aos de semp e, Tiago, Pali o, Vasco, Mica, Piuas, Césa e João. Aos “Los Seis” po e em sido o meu equilíb io emocional e me mos a em que é impo an e cul i a odos os alo es, mesmo nos momen os mais di íceis. A oda a minha amília. Á minha Mãe, ao meu Pai, ao meu A ô e aos meus I mãos. Tudo o que sou é g aças a ocês. Po úl imo a i Isabel, po e es es ado semp e ao meu lado, po odo o apoio e ca inho e po se es uma inspi ação pa a mim e um exemplo de pe se e ança. Ob igado a odos po aze em pa e da minha ida. IX ÍNDICE GERAL DEDICATÓRIA .................................................................................................. III AGRADECIMENTOS ....................................................................................... VII ÍNDICE DE FIGURAS ....................................................................................... XI ÍNDICE DE GRÁFICOS .................................................................................. XIII ÍNDICE DE QUADROS ................................................................................... XV ÍNDICE DE ANEXOS .................................................................................... XVII RESUMO........................................................................................................ XIX ABSTRACT .................................................................................................... XXI LISTA DE ABREVIATURAS ......................................................................... XXIII Monólogo – Uma con e sa pessoal ................................................................... 1 Capí ulo I – P enúncio ........................................................................................ 7 Capí ulo II - P ólogo de um caminho: sen imen o e sensação ......................... 11 Capí ulo III – Con ex o Pedagógico .................................................................. 19 Capí ulo IV – Alquimia em Consciência ........................................................... 27 Capí ulo V – Di e gência iden i á ia ................................................................. 33 Capí ulo VI – Pa ilha: conceção educacional emocionada e e le ida. ............ 39 Capí ulo VII – Escola: Mul iplicidade de in e p e ações e Signi icados ............ 47 Capí ulo VIII – Se Pedagógico ........................................................................ 55 Capí ulo IX – Espaços ...................................................................................... 69 Capí ulo X – Classi ica : o juízo incon o ná el ................................................. 73 Capí ulo XI – Uma conceção pa alela – modalidades indi iduais e cole i as .. 79 Capí ulo XII – Sobe ana sensação de mim ...................................................... 85 Capí ulo XIII – Sen imen os, azões e nos algia ............................................... 91 Capí ulo XIV – Es udo In es igação - Ação ...................................................... 95 Capí ulo XV – Vi a de página – a (in)ce eza u u a ...................................... 121 XVII ÍNDICE DE ANEXOS Anexo I – G elha de Con eúdos do 2º Pe íodo XXV Anexo II – Plano de Aula de Fu sal XXVI Anexo III – Ficha de Obse ação XXXI Anexo IV – G elha de ex ensão e sequência dos con eúdos de ginás ica ac obá ica XXXIV XIX RESUMO Es e é o es emunho emocionado da minha expe iência, da minha pa ilha e das minhas emoções. O es ágio p o issional oi ealizado na Escola Secundá ia c/3º ciclo D.Ma ia II, na cidade de B aga, com uma u ma do 10º ano. O núcleo de es ágio con emplou cinco pessoas (en e elas a p o esso a coope an e) e o p o esso o ien ado , esponsá el pela supe isão, o ien ação e ajuda. O p esen e documen o es á di idido em quinze capí ulos, cada um ca egado com ida p óp ia, his ó ias di e en es, pa ilhas, sen imen os e o caminho pe co ido desde o aluno ao “se p o esso ”. As di e en es dimensões do p ocesso es ão p esen es nes e ela ó io, desde o p imei o pisa da Escola a é ao desa io u u o. O penúl imo capí ulo da jo nada do es ágio p o issional diz espei o ao es udo de in es igação-ação elacionado com a mo i ação da u ma e e en e às modalidades indi iduais em compa ação com as modalidades cole i as, com o auxílio do Modelo de Ins ução Di e a e do Modelo de Educação Despo i a. PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO PROFISSIONAL, NARRATIVA, PARTILHA, CONTEXTO. XXI ABSTRACT This is he emo ional es imony o my expe ience, o my sha ing and my emo ions. The p o essional p ac icum was held in high school w/3 d cycle d. Ma ia II, in he ci y o B aga, wi h a 10 h g ade class. The co e s age included i e people (among hem he coope a ing eache ) and he guiding eache , esponsible o he supe ision, guidance and help. This documen is di ided in o i een chap e s, each one loaded wi h a li e o i s own, di e en s o ies, sha es, eelings and he pa h aken om he s uden o " being a eache ". The di e en dimensions o he p ocess a e p esen in his epo , since he i s s ep in he school o he u u e challenge. The penul ima e chap e o he p o essional s age jou ney conce ns o he s udy o esea ch-ac ion ela ed o he mo i a ion o he class conce ning indi idual spo s in compa ison wi h he collec i e ones, wi h he aid o he Di ec Ins uc ion Model and Spo s Educa ion Model. KEYWORDS: PROFESSIONAL PRACTICUM, NARRATIVE, SHARING, CONTEXT. XXIII LISTA DE ABREVIATURAS DE – Despo o Escola EF – Educação Física EP – Es ágio P o issional ESDMII – Escola Secundá ia c/3º ciclo D. Ma ia II FADEUP – Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o MEC – Modelo de Es u u a do Conhecimen o MED – Modelo de Educação Despo i a MID – Modelo de Ins ução Di e a PC – P o esso a Coope an e PES – P á ica de Ensino Supe isionada PO – P o esso O ien ado RE – Rela ó io de Es ágio Monólogo – Uma con e sa pessoal 9 Capí ulo I – P enúncio “Nunca ui como odos Nunca i e mui os amigos Nunca ui a o i a Nunca ui o que meus pais que iam Nunca i e alguém que amasse Mas i e somen e a mim A minha absolu a e dade Meu e dadei o pensamen o O meu con o o nas ho as de so imen o não i o sozinha po que gos o e sim po que ap endi a se só...” Flo bela Espanca. (s.d.) “Nunca ui como odos” A minha solidão na e lexão não é p oposi ada. É somen e a única e e dadei a o ma que enho de me encon a , de me e isi a e se ena à luz do pensamen o. Sou eu a se conscien e das decisões do meu inconscien e, uma análise das ânsias do u u o. A minha ponde ação do “se p o esso ” deu pelo nome de es ágio p o issional (EP) e nele consegui pe co e esse empo ugaz que é o p esen e. O meu EP o am sob e udo, os meus sen imen os, o que cada desa io despe ou em mim e o que cada linha signi icou no aça da minha iden idade p o issional. Não enho a in enção de i e sem sen i , e le i ou sabo ea a passagem de cada ins an e. O desígnio oi pe cebe a p o issão sem e i a a essência, sem a di idi em agmen os sem signi icado. O obje i o oi es emunha e obse a o mais pe o possí el, oda es a ans o mação. Somos capazes de udo e de an o, os undamen os eó icos es ão odos p esen es e a no idade e en usiasmo quase nos azem sen i que ealmen e somos o que pa ecemos. O pon o de pa ida é impa á el. A ânsia de emodela e de ino a é ele izan e. O EP é um ené ico pe cu so de con adições onde o 10 concei o de es udan e e de p o esso se con undem. No mesmo meio somos desa iados a sen i e p o oca sen imen os, a comp eende e a demons a , e, mais impo an e, a ap ende e a ensina . A demanda pela a iculação co e a des es concei os é o ce ne da ques ão da ida de um p o esso -es agiá io. Não bas a “ado mece ” es udan e e “aco da ” p o esso . É p eciso, no en e an o, “sonha ” com o p ocesso. Fundamen al é pe cebe a ans o mação que oco e e de que o ma nos a e a a mudança de papel. A única o ma de con a a minha his ó ia, man endo in ac a a e acidade e au en icidade do caminho, é a a és da na a i a. Eu ac edi o, al como enuncia Cunha (1997, p. 1): “quando uma pessoa ela a os a os i idos po ela mesma, pe cebe-se que econs ói a aje ó ia pe co ida dando-lhe no os signi icados. Assim, a na a i a não é a e dade li e al dos a os mas, an es, é a ep esen ação que deles az o sujei o e, dessa o ma, pode se ans o mado a da p óp ia ealidade” Es e é o meu ela o, a minha e dade e a essência do meu pe cu so. Pa o da descons ução das minhas i ências pa a ol a a edi icá-las à luz da minha e lexão. Cada ins an e em um signi icado e dadei amen e singula e e e pa e de mim, o que ica á pa a semp e c a ado no empo. O obje i o des a na a i a é, de ini i amen e, e a a o meu sen i . A emoção enquan o meio pa a a ingi o a o de pensa , acili ado a de uma a enção di igida pa a as in o mações mais ele an es, o que icou egis ado. A capacidade de ge a sen imen os em si mesmo é uma compe ência ú il no p ocesso de ensino, uncionando como uma en a i a, um ensaio, no qual as emoções são sen idas e manipuladas an es de oma pa ido (Bueno & P imi, 2003). A minha na a i a é um es emunho emocional e emocionan e da minha azão. Não posso nem consigo ica indi e en e pe an e o que ou esc e endo. Po ezes não me é ácil e isi a os momen os, as di iculdades, as i ó ias. São agmen os de nos algias que, ago a, en o uni . Não da o ma mais exa a e compa imen ada mas, isso sim, a a és de capí ulos asu ados, emexidos, e i ados e meus. Essencialmen e meus. Capí ulo II - P ólogo de um caminho: sen imen o e sensação 13 Capí ulo II - P ólogo de um caminho: sen imen o e sensação O lado in eligí el das emoções. O momen o em que o sen i e o pensa se con undem e onde se e le em as pe u bações do inconscien e. O que é o despo o se não isso? Um agi ado de emoções po excelência, uma “máquina nos álgica” de possibilidades sublimes e in ini as que, em con ex o escola , nos pe mi e oca e, undamen almen e, sen i . Eu p ocu ei um e dadei o signi icado no EP. Não é meu apanágio con en a -me com o ca esiano, não sepa o elicidade de is eza, ealização de us ação ou desejo de ânsia. A e dadei a capacidade es á em c uza e apas, a ingi obje i os, lida na u almen e com cada si uação, dis u a de cada b isa de des ino e ab aça o impulso. Não me deixo con en a . Não supo o es a pala a. Quem se limi a a con en a não pode aspi a a ica na memó ia. Ac edi o que a pa ilha é a melho o ma de a ingi o conhecimen o. Ap endo com os meus amigos, sen ado no ca é, elaxado e desp eocupado, sob e ma é ias que ão desde a con e sa mais ulga a é ao mais e inado diálogo sob e a ida e o des ino. Conheço-me a a és do que i i, das minhas escolhas e eadap o-me consoan e a minha on ade. A ansmissão de conhecimen os de e se uma p opos a. Uma a inidade. Ac edi o que o pode da suges ão é mui o mais o e do que se pode imagina . A minha mãe semp e me suge iu as a e as, nunca me impôs nada. Apon a a semp e o des ino, mas não me ob iga a a segui um caminho. O quão ag adecido es ou po isso. O mo i o. Tudo se esume à mo i ação e de que o ma me sen ia em elação às expe a i as em o no do EP. Em con e sa com amigos, numa de mui as e úlias, su giu a ques ão do “se p o esso ”. Po quê escolhe es e caminho ão íng eme e p ecá io de lida com es udan es em o mação? Não consegui encon a uma espos a conc e a pa a es e desejo. Po ezes a on ade é i acional, é ine en e à p óp ia necessidade de cump i um obje i o ou a ingi de e minada me a. O impo an e é a sensibilidade de p oduzi ques ões, ou seja, não se limi a ao imedia o e obje i o e p ocu a semp e um pouco mais longe. Todas as 14 ques ões colocadas in luencia am, di e amen e, a minha pe ceção ela i amen e ao es ágio. As minhas expe a i as em elação ao EP passa am po i encia di e en es con ex os em a iculação com o sabe eó ico do passado, na en a i a de p o oca epe cussões na p á ica pedagógica, sen i o despo o e a educação despo i a na ins i uição escola . O a o de ensina , de ansmi i conhecimen os e alo es, ai mui o pa a além da ação em si. Enquan o p o esso -es agiá io espe a a i e um con assenso di ícil de assimila onde, po ezes, a linha en e ensina e ap ende osse demasiado impe ce í el. É um desa io incomensu á el lida com odas es as a iá eis em con ex o eal, o a do “labo a ó io” da aculdade, pela p imei a ez. O meu es ágio. As minhas c enças. Pensei semp e no EP como uma a essia do “se es udan e” a é ao “se p o esso ”. É um p ocesso e uma a iculação solidá ia onde oscilam di e en es in e enien es. Há um “ eboliço” de ideias que ão su gindo. Umas associadas à u ma, ao p imei o con ac o com os alunos, ou as com a p óp ia escola e a comunidade educa i a. A inquie ação que es e “an es” p omo e é u o da au en icidade que o EP possibili a. A p emissa e olu i a do concei o educa i o consolidam o p o esso como agen e de um empo de e minado, in luenciado pelas con adições e indecisões da sociedade e da comunidade onde se inse e. Es a a impacien e po obse a a educação a a és dos meus p óp ios olhos e pe cebe os cons angimen os de modi ica e conduzi de um es ado pa a o ou o. O p o esso de e se a “cha e” pa a ha moniza o subsis ema social que é a ins i uição escola . A EF de e unciona como agen e do enómeno despo i o. É a con ex ualização das modalidades despo i as em ambien e escola e pa a odos. Es a disciplina é a ealização de ini i a do co po pela educação. A pala a disciplina, só po si, aca e a uma dico omia pedagógica pois, se po um lado as no mas e eg as são essenciais, ambém o são os conhecimen os e as ap endizagens. O meu papel enquan o p o esso passa ia, ambém, po en a con e gi de o ma lógica e sensí el es as ques ões educa i as. 15 É á dua a a e a de sepa a o es udan e do p o esso . No início i e medo que essa di e ença não osse pe ce í el. Es e eceio oi-se a enuando com o empo, com a expe iência e, undamen almen e, com a pa ilha. A a essia do es udan e a é ao docen e é auxiliada po dois men o es, a p o esso a coope an e (PC) e o p o esso o ien ado (PO), que assumem um papel undamen al na o mação. Sim, po que es e ainda é, essencialmen e, um ano de ap endizagem, de e a e ol a a en a mas, po que se a a de um con ex o au ên ico, com pessoas genuínas, é indispensá el e le i no e o de o ma p ó-a i a e in e en i a. Não chega iden i ica as alhas, é p eciso abalha sob e elas, es udá-las, “a acá-las” de início e i moldando-se ao que a u ma ealmen e p ecisa . Não se acomoda . O ensino não de e eduzi -se ao esul ado e ao p odu o acabado e de e cen a -se no p ocesso. Segundo Kulcsa (2001, p. 71): “a men alidade ecnicis a da nossa sociedade e a sua p eocupação em aze da educação uma simples c iado a de mão-de-ob a pa a a p odução eduzi am o p o esso à máquina de ensina , simples ansmisso «mecânico» de con eúdos cul u ais não- eelabo ados c i icamen e.” Pensei á ias ezes na e en e p á ica do EP. Ao con á io do que se p oclama, o EP não é apenas um exe cício p á ico e a, a base eó ica, é um ins umen o undamen al da p áxis docen e, sem a qual, se ia azia e signi icado. O exe cício de qualque p o issão é baseado na écnica mas, po ou o lado, é u o de uma con ibuição decisi a da ap endizagem que só a eo ia é capaz de do a (Pimen a & Lima, 2005). Na escola espe a a encon a um desa io. Uma cons an e inquie ação pa a se mais e melho odos os dias, um no o p opósi o e um ala ga de ini i o de ho izon es. Cons an emen e me pe gun a a como i ia se , que u ma i ia encon a e a impo ância que essas ce ca de 25 pessoas e iam no meu pe cu so de ida. Como se ia o núcleo de es ágio, o PO e a PC, a o ma como i íamos a icula e de que modo pode ia enca a odas es as pe sonalidades a en a em na minha ida. Não oi ácil. O impo an e, mesmo com odas as dú idas que su gem, é man e in ac os os obje i os e o p opósi o. O p incipal é semp e o po quê. O “quando”, o “como” 16 e o “onde” são c uciais pa a se pe cebe o enquad amen o mas, apenas o “po quê”, é mo i o de umul o. Qual a me a que acei pa a mim mesmo e, independen emen e das “ped as no caminho”, a i ia a ingi . O meu es ágio o am, ambém, as minhas e lexões, os meus pensamen os. A minha pe ceção icou egis ada no meu diá io de bo do: “O p ocesso de es ágio, pa a além de se uma expe iência p o issional é, sob e udo, um ensaio didá ico e pedagógico, com p opósi o essencialmen e de conhecimen o con ínuo. É o momen o limi e do pe cu so académico de qualque es udan e, o emba e decla ado do sabe eó ico com os desa ios do e eno. Ninguém nasce p o esso . Somos p odu o inacabado de um p ocesso bas an e p olongado, di ícil de ge a e supo ado em pequenas i ó ias do quo idiano. Ac edi o que o es ágio, assim como o pe cu so académico, seja uma cons an e a ualização de si mesmo”. (18 de se emb o de 2013, an es de se inicia o ano) Nes a ase de inquie ações su giu o apoio undamen al do núcleo de es ágio e da PC. Eles o am como pa e da minha amília, elo undamen al pa a ul apassa an os obs áculos que se o am con igu ando. O empo ajudou-me a pe cebe que os meus colegas es agiá ios i iam a se pa e essencial na minha e olução como p o esso . P incipal meio de pa ilha, de suges ões e de sensações. No undo odos es á amos a i e momen os e con ex os semelhan es. Foi essencial e uma conjun u a a o á el e condições pa a e sucesso. O EP é u o de uma a iculação g upal, de um ensaio conjun o e nunca se á uma en a ização pessoal. Vi i um mis o de sensações na an ecipação c iada pelo EP. Que p o esso se ia, que ipo de alunos i ia encon a , como desen ol e ia o meu ensino. Tan as pe gun as. Umas i e am espos a imedia a, sendo sup imidas pelo simples passa do empo, pelo ine i á el con o o da pe ença. Ou as nunca e ão espos a, pelo menos uma conc e a. Se exis isse uma solução pa a o ensino não se ia necessá io e uma iden idade p o issional. Felizmen e oi-me possí el se eu mesmo. 17 O es ágio não culmina em nós mesmos, não pode desagua somen e na pessoalidade. Ve e, isso sim, em odas as pessoas que con ibuí am pa a que osse possí el e se man i esse ca egado de signi icados. Eu i e a so e de e o núcleo de es ágio semp e do meu lado e de e conc e izadas as minhas expe a i as. 24 é o EP. As p imei as pala as o am de ânimo, de espe ança e, p incipalmen e, de amo . Sen i semp e, indo da PC, uma ib ação apaixonada de exal ação da escola, de empa ia pelos alunos que se iam c uzando connosco nos co edo es a cada i a de esquina e, acima de udo, i e cla a noção que nós, os es agiá ios, se iamos os qua o pila es de uma o ien ação baseada na con iança. Iden i ico-me com o EP enquan o an o de da e ecebe , uma edi icação do ou o em mim. Nes e p ocesso a PC e e um papel undamen al. Segundo F ancisco & Pe ei a (2004) associado à ele ância do es ágio, conside ado como um momen o de undamen al impo ância na p epa ação da p o issão u u a, su ge o papel de supe isão, onde o p o esso coope an e assume um papel impo an e no desen ol imen o de capacidades didá icas, ape eiçoamen o da ação pedagógica e iden i icação da iden idade p o issional. É impo an e e e i , de igual o ma que o EP, ealizado na Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o (FADEUP), em e mos legais, es á dema cado pelas no mas o ien ado as da unidade cu icula de EP. Ma os (2012, p.2) e e e no egulamen o: “a Iniciação à P á ica P o issional do Ciclo de Es udos conducen e ao g au de Mes e em Ensino de Educação Física da Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o (FADEUP) in eg a o Es ágio P o issional – P á ica de Ensino Supe isionada (PES) e o co esponden e Rela ó io (RE), ege-se pelas no mas da ins i uição uni e si á ia e pela legislação especí ica ace ca da Habili ação P o issional pa a a Docência. A es u u a e uncionamen o do Es ágio P o issional (EP) conside am os p incípios deco en es das o ien ações legais nomeadamen e as cons an es do Dec e o-lei nº 74/2006 de 24 de ma ço e o Dec e o-lei nº 43/2007 de 22 de e e ei o e êm em con a o Regulamen o Ge al dos segundos Ciclos da UP, o Regulamen o ge al dos segundos ciclos da FADEUP e o Regulamen o do Cu so de Mes ado em Ensino de Educação Física” O EP em como obje i o a i ência con ex ualizada e au ên ica da docência. Segundo Ma os (2012, p.3): “O Es ágio P o issional isa a in eg ação no exe cício da ida p o issional de o ma p og essi a e o ien ada, a a és da p á ica de ensino supe isionada em con ex o eal, desen ol endo as compe ências p o issionais que p omo am nos u u os docen es um 25 desempenho c í ico e e lexi o, capaz de esponde aos desa ios e exigências da p o issão” O EP edi ica uma pa e impo an e da sua conceção na p á ica pedagógica. Na ESDMII encon ei condições es u u ais de excelência, espaços di e si icados de p á ica com dois pa ilhões gimnodespo i os, um ginásio e campos ex e io es de oleibol o almen e equipados e p epa ados pa a ecebe a u ma nas melho es condições possí eis. Rapidamen e me ui deixando le a pelo “pe ume” dos espaços da escola e pelos seus alunos. O p imei o passo no caminho umo ao “se p o esso ” es a a dado e consolidado. Começa a a se cons uída a base pa a uma p á ica pedagógica com o sen ido da o mação de uma iden idade p o issional. Capí ulo IV – Alquimia em Consciência 29 Capí ulo IV – Alquimia em Consciência Há algo de belo e quimé ico no p imei o con ac o com os alunos da u ma. Exis e uma endência na u al pa a a emoção do momen o, pa a a e lexão do alo simbólico que se a ibui a es a ocasião e, sob e udo, uma acionalização inquie a de odo o p ocesso. Naquele ins an e nem nos ape cebemos que es amos dian e de pessoas que i ão ica nas nossas idas, em que en a emos deixa a nossa ma ca. Pessoas de e dade com as suas i ências e pe sonalidades. É ascinan e pensa na au en icidade des e i e . A conceção sob e a EF es á ambém associada ao desen ol imen o das p óp ias pessoas. Os p ocessos cogni i os, sociais e a e i os con ibuem de o ma decisi a pa a a e olução dos es udan es em con ex o escola . Nes e sen ido, as pala as de Medina (2007, p. 30) ão de encon o a es a ideia: “qualque que seja a especialidade do homem que abalha, a sua a e a de e se pe cebida den o da o alidade em que unciona. Caso con á io, o na-se a i idade alienan e, azendo com que aquele que a desempenha se ca ac e ize mais como obje o do que como sujei o, dono do seu p óp io p ocesso exis encial. Em algumas p o issões, al ez mais do que em ou as, essa pe ceção do odo, esse des ela do mundo conside ado pelo meio da in e ação do sujei o com os ou os sujei os, o na-se ainda mais undamen al. É es e o caso do p o esso , em especial, do p o esso de EF.” Cada e apa em a sua impo ância e, o início, de e se se eno pa a que a adap ação seja ei a da o ma mais anquila possí el, sem umul os. A u ma que iquei enca egue de lide a e a de 10º ano, u ma D, cons i uída po 26 elemen os, sendo 11 deles apazes e 15 apa igas, do cu so de ciências e ecnologias. A média de idades si ua a-se nos 15 anos, sendo que pa e da u ma inha um passado em comum, o que agilizou um pouco o p ocesso de ambien ação en e eles. A di e ença de idades, en e nós, pode ia di a uma de duas coisas. Po um lado, con ibui pa a uma a eição imedia a, uma iden i icação com um p o esso jo em e ainda es udan e, eme ido a um papel semelhan e ao deles e que, pela p oximidade de ge ações, pode ia pe cebe mais acilmen e os 30 cons angimen os da adolescência. Po ou o, pode iam en e eda po um caminho de acili ismo e des espei o, conside ando-me como um “semelhan e”. No undo, alguém que não iden i icassem como um líde capaz. Es a ase é bas an e complicada. É p imo dial disce ni e analisa a u ma desde o início, não p ocu a “ ó mulas” mas sim conhece o con ex o da p á ica. O ensino é, como na ida, um conjun o de i ências comuns e, cabe ao educado , se i -se do conhecimen o ci cuns ancial, pa a encon a o melho conjun o de es a égias. O desa io de ab aça a p o issão docen e é, ambém, um es ei a de elações com o desconhecido e da opo unidade a no os conhecimen os de nos in adi em. Se não p ocu a mos a p o ocação do incógni o e o es ímulo do complexo cai emos na acomodação e, com a “no ma do ensina ”, su gi á a di iculdade de ins iga os p óp ios alunos a i em mais além. O p ocesso de pa ilha é an ás ico. Edi ica -me nos ou os e ac edi a que é possí el modi ica sem a e a a essência. Dei po mim a pensa se o que lhes inha pa a o e ece se ia ealmen e su icien e e adequado, com es e p ocesso equi alen e de da e ecebe . Ce amen e não o oi. Recebi 26 ezes mais, mas en ei deixa um pouco de mim em cada um deles. Cos uma a dize , no início, que o meu obje i o e a chega ao inal do EP e pode dize que ”consegui e uma u ma à minha imagem”. Mas dessa e lexão inicial, desse impulso p imá io, e i ei uma pe gun a, à qual dediquei bas an e empo: qual a minha imagem enquan o p o esso ? O p o esso é, acima de udo, humano. Ca ac e iza-se pela dupla de e minação a que es á sujei o, onde a azão se con unde com a p óp ia in inidade de possibilidades do sabe . No ideal de F ei e (2001, p. 12): “a educação é pe manen e não po que ce a linha ideológica ou ce a posição polí ica ou ce o in e esse económico o exijam. A educação é pe manen e na azão, de um lado, da ini ude do se humano, de ou o, da consciência que ele em de ini ude. Mas ainda, pelo a o de, ao longo da his ó ia, e inco po ado à sua na u eza não apenas sabe que i ia mas sabe que sabia e, assim, sabe que podia sabe mais. A educação e a o mação pe manen e se undam aí.” 31 O p o esso não é o im da pessoa nem o início de uma ou a iden idade. Não alia a pena lu a po muda a essência, pe de as ca ac e ís icas que me ize am chega a é aqui. Ten ei se eu mesmo e ui-me “cons uindo” enquan o p o esso . Mui o di e en e de o pa ece em ep esen ação de mim mesmo. Valo izei semp e a au en icidade. Eu ac edi o nas pessoas, na o mação e no abalho. C eio em quem es á dispos o a coloca udo de si nos ou os. Em quem es á cien e que em de se o seu auge pessoal pa a e e nos ou os a supe ação, a e olução e, sob e udo, a ap endizagem. O p ocesso eque en a i as. É uma dádi a cons an e e uma assimilação de ci cuns âncias que pe mi em, em consciência, ealiza uma oca equi alen e de sabe es. É uma e dadei a alquimia em consciência onde o p o esso e o aluno en am c ia , jun os, algo mais alioso. Capí ulo V – Di e gência Iden i á ia 41 Capí ulo VI – Pa ilha: conceção educacional emocionada, pensada e e le ida. “Tenho an o sen imen o Que é equen e pe suadi -me De que sou sen imen al, Mas econheço, ao medi -me, Que udo isso é pensamen o, Que não sen i a inal. Temos, odos que i emos, Uma ida que é i ida E ou a ida que é pensada, E a única ida que emos É essa que é di idida En e a e dadei a e a e ada. Qual po ém é a e dadei a E qual e ada, ninguém Nos sabe á explica ; E i emos de manei a Que a ida que a gen e em É a que em que pensa ” Fe nando Pessoa. (1933). “Tenho an o sen imen o”. O EP oi um local de sen i e e le i . Uma junção de en endimen o do mesmo Mundo e es ido de emoção e azão. Regis ei no meu diá io de bo do a 2 de e e ei o de 2013: “O EP é uma opo unidade singula . É a ans o mação de uma in enção ocacional, numa ealidade ené gica e de e dadei a expe iência docen e. A educação unciona como o eículo da cul u a e o p o esso como o p omo o des es concei os dissociá eis e uníssonos. No EP embo a a ap endizagem seja inco po ada indi idualmen e, a pa ilha de e se enca ada como peça undamen al, concebida como expe iência p á ica e lexi a.” 42 Um dos ideais do es ágio assen a, sem dú ida, na a inidade que se es abelece com o núcleo de es ágio e com a comunidade educa i a. Com eles sen i o con o o do eg esso após cada aula lecionada, i i as us ações dos momen os menos conseguidos e ejubilei pelas pequenas i ó ias conquis adas. O signi icado de cada ins an e é ão g ande quan o quise mos que seja. É como quando es amos a joga en e amigos. Ganha ou pe de não em impo ância mas em signi icado. Po que, a inal de con as, “signi ica ” é um e bo de a ibuição pessoal. Eu não consigo pe cebe uma didá ica concebida à luz da impessoalidade. A mo i ação é uma p o ocação, uma p ocu a de ação em de imen o da eação, um an ecipa dos obje i os em p ol de um pe cu so com alo . Acima de udo, um caminho cons an e de a ualização pessoal onde as di e enças se ão sen indo na pe sonalidade, no ca á e , nas decisões e, em úl ima ins ância, no docen e. Sim, o p o esso é uma mani es ação pessoal de um en edo p o issional bas an e as o. Em mim assim oi. Os meus colegas de es ágio, os uncioná ios da escola, os meus alunos. Toda a comunidade educa i a deixou algo em mim. Es a conjugação de pode es ez-me c esce e cada indi idualidade con ibuiu com algo de si. Não posso nem de o sepa a o duplo sen ido da escola. A sua con igu ação epa ida. Se po um lado se ca ac e iza como luga de dádi a, “de da ao ou o”, não deixa de se , ambém, um local de ap endizagem das eg as de ida em sociedade (Nó oa, 2003). Tal ez a a és des a ideia possa explica de que o ma o núcleo de es ágio unciona a e a incessan e pa ilha ealizada em cada sessão. Reuníamos mui as ezes. Não apenas po necessidade de auxílio na docência, nem somen e pa a i a dú idas das aulas mas, sob e udo, pa a ensaia es a égias, analisa modelos de ensino, e ina ideias e a i ma ideais. Foi semp e um espaço de deba e mode ado pela PC. Conside o, ancamen e, que encon ei na impulsi idade des a pessoa, uma e e ência de sen imen o e de emoção. Pa e da minha sensibilidade emocional na p á ica docen e é uma ans e ência di e a 43 da con i ência com a PC. Uma elação p óxima de a e i idade e de eal coope ação. Todos os dias es á amos na escola, à exceção da segunda- ei a que dedicá amos à FADEUP. Es as pessoas passa am a se , li e almen e, a minha amília. Discu íamos udo! Desde as aulas, passando pelas obse ações o mais e in o mais que izemos das aulas uns dos ou os, a é às ques ões mais pessoais, que de o ma indi e a, in luencia am o desempenho no EP. Es a elação o nou-se um e dadei o ciclo expe imen al, uma “ oda- i a” de con iança e coope ação. É sobe bo pode se o p o esso cole i o que não con a somen e consigo mesmo. Uma abo dagem múl ipla à ques ão docen e e uma desmis i icação da solidão de odo o p ocesso. Es a conjugação de pode es icou egis ada no meu diá io de bo do a 12 de no emb o de 2013: “O sucesso do meu pe cu so enquan o p o esso es agiá io de EF, bem como dos meus colegas, é um pe cu so comum de uma ia a iculada. Apesa de se mos au ónomos, no que ao abalho diz espei o, dependemos do empenho do g upo. O núcleo de es ágio é undamen al pa a o sucesso das pa es en ol idas e, mais que a soma das mesmas, é p imo dial i e o e dadei o conjun o e unciona como um odo. Cada um de nós em ca ac e ís icas dis in as e, como al, di e en es iden idades p o issionais. A o ma como concebemos a educação é um e lexo da nossa pe sonalidade e ca á e . Isso aca e a an agens e des an agens. A e e escência do pensamen o e a dispa idade de opinião le am, po ezes, a oposições de ideias e, consequen emen e, con li o.” O p ocesso de ensino é consubs anciado po uma comunidade escola que in e age em unção de um bem comum: os alunos. A iden i icação com a ins i uição é undamen al pa a uma consumação da p á ica em con ex o a o á el. Como e e e Cunha, M.I. (2008, pp. 124-125): “a indi idualidade do p o esso é e o çada pela es u u a social e académica e a al a de pe ceção do cole i o o na di ícil qualque delineamen o de um p oje o pedagógico mais amplo.” 44 Enquan o p o esso en ei man e -me semp e ocado no obje i o da ap endizagem pa ilhada com a minha u ma. No ano de es ágio há uma necessidade la en e de a i mação e de ino ação. Tudo é ques ioná el e acei e com elu ância. Holly (1992) a i ma exis i em inúme as a iá eis que são p eponde an es e in luenciam a o ma como o p o esso pensa e sen e as suas decisões, ao longo do p ocesso de ensino. Quem são como pessoas, o con ex o social em que c esce am, ap ende am e ensina am. Não me e ejo no ensino como uma desa iculada ansmissão de con eúdos, como um acumula de ma é ias a leciona . A a i idade de um p o esso inicia-se onde começa o p óp io aluno, ou seja, na essência do seu Se e não na ap endizagem azia e sem signi icado. Foi pa indo des as p emissas que en ei media a minha a uação e a encenação do meu c e . Es a mediação, es a en a i a de a ingi o núcleo e não apenas a supe ície, le ou-me a um caminho bas an e alician e de au oconhecimen o. Só assim pode ia p eenche os azios que se iam o mando a cada e apa, cimen ando as ap endizagens com alo es, sen imen os e azões. No início sen i-me ne oso. Eu es a a dispos o a da udo pela minha u ma. De e ia op a po se mais ígido ou en a ap oxima -me mais deles? A meu e a minha p imei a g ande decisão, oi não e decidido. Deixei-me le a pelo con ex o que se oi c iando e pela ligação que omos es abelecendo. A a és deles pude chega à eal es a égia que que ia desen ol e . Não oi uma delibe ação “à p io i” mas sim uma cons ução conjun a. Regis ei no meu diá io de bo do a 21 de e e ei o de 2013: “O p ocesso de aquisição de compe ências na ginás ica a a és de um modelo mais p óximo das ca ac e ís icas dos alunos e e, nes a aula, o seu úl imo capí ulo. É um pon o que não de e se is o como um des ino mas como um pe cu so e uma ase emb ioná ia da conceção de ensino in eg ado. Vejo o ensino enquan o modo de a iculação de sabe es e conhecimen os onde a mediação é ei a pelo p o esso e a aquisição oco e de aco do com o aluno. Um ensino pensado e idealizado escu ando os es udan es, indo de encon o às suas di iculdades e necessidades, é uma p á ica didá ica com a o pedagógico.” 45 À medida que ia conhecendo melho os alunos, conseguia in ei a -me sob e os cons angimen os que es a am a sen i e, a a és de con e sas descon aídas, ui-me ape cebendo de es a égias que pode ia u iliza pa a melho a a p á ica pedagógica. To na as aulas menos minhas e mais nossas. A pa ilha ez-me ponde a , do pon o de is a deles, o que ealmen e pode ia se ei o pa a c ia na p á ica pedagógica um sen ido mais comum. A inal de con as, o ensino não de e se azio de signi icado e sim apon a pa a pessoas eais com as suas ambições e necessidades. Deixei e idenciado no meu diá io de bo do a 13 de no emb o de 2012: “Exis e uma di e ença mo i acional nos alunos na abo dagem das modalidades indi iduais e cole i as. A ginás ica po se ão especí ica, po exigi concen ação, igo e p ecisão es á cono ada como sendo uma modalidade di ícil de execu a e que exige ‘demasiado’ empenho. O p o esso de e en a descons ui es e (p é)concei o, ac escen ando mo i os de in e esse, como desa ios, compe ições, g upos de abalho e a iá eis con ex uais” “A aula de e ça- ei a (em que ui obse ado pela PC e pelos meus colegas) não co eu de aco do com o p e is o. Apesa de sen i que os alunos ap endem, e oluem e gos am da o ma como eu lide o as aulas de ginás ica, ac edi o que pode iam oco e em ambien e mais eal.” (18 de no emb o de 2012). “A expe iência nes a no a ase do ensino da modalidade de ginás ica ac obá ica em sido uma ‘lu ada de a esco’ na mono onia quase ob iga ó ia des e despo o. A minha i ência nes a aula oi, sem dú ida, um ac escen o de qualidade ao meu pe cu so, uma no a ase da minha ap endizagem e uma conc e ização de uma isão pessoal pa a um con ex o especí ico. A cole i idade no indi idual, a solida iedade na compe i i idade e a a iculação de alo es e alências são a o es decisi os pa a que momen os di e en es possam se conc e izados.” (19 de janei o de 2012) Eu enca ei pa e das minhas decisões como uma isão pessoal, com e ei os cola e ais da i ência en iesada com os meus alunos. Es a oi a minha manei a de se du an e o ano le i o. A expe iência em EF de e se única e cada 46 momen o e po encial pa a es imula no as ap endizagens. Não de o ma azia, mas com a in enção de signi ica . “Um p o esso é aquele que se az p og essi amen e desnecessá io." Thomas Ca u he s (s.d.) Capí ulo VII – Escola: Mul iplicidade de in e p e ações e signi icados 49 Capí ulo VII – Escola: Mul iplicidade de in e p e ações e signi icados A escola é u o de uma essência educa i a, cons uída, des uída e eedi icada à luz de no os en endimen os, mu á el e p o ida de plas icidade. Um an o de con igu ação de ca á e e de desen ol imen o inequí oco de compe ências. É, po excelência, um espaço p omo o de au onomia e in e ações, que le am a uma au oma ização e le ida das ações. Local p óp io de e lexão, dedicação e, sob e udo, paixão e a e o pelos alunos. A educação escola é um p oje o o ma i o que mos a o “mapa”, cede as pis as mas nunca, em ci cuns ância alguma, as de e e ela . No undo, de e se a descobe a guiada da iden idade pessoal. A escola são as pessoas e as suas in e - elações. Segundo Ala cão (2001a, p. 20): “uma escola sem pessoas se ia um edi ício sem ida. Quem a o na i a são as pessoas: os alunos, os p o esso es, os uncioná ios e os pais que, não es ando lá pe manen emen e, com ela in e agem. As pessoas são o sen ido da sua exis ência. Pa a elas exis em os espaços, pa a elas se i e o empo. As pessoas socializam-se no con ex o que elas p óp ias c iam ou ec iam.” O concei o escola es á cons uído em o no de edi icações pessoais, de p oje os de pessoalidade in luenciados po ques ões cul u ais e sociais. O en endimen o in e p e a i o pa icula é conjugado com uma comunidade que unciona como impulsionado pa a o u u o. A escola é uma p ojeção da sociedade e dos seus alo es. Na linha de pensamen o de Cae ano & Sil a (2009, p. 54): “pa a além des a simila idade de expe iências e posições ace à necessidade de uma o mação na á ea da é ica, que inicial, que con ínua, su gem mui as ou as simila idades no modo como se concebe a o mação desejá el. Assim, ao ní el dos con eúdos, os alo es, as a i udes e compo amen os são e e ências equen es, que pa a a o mação inicial, que pa a a o mação con ínua. Também o abalha sob e si uações p o issionais conc e as e deb uça ‑ se sob e ques ões da sociedade são assun os e e idos pa a a o mação inicial e con ínua”. 57 Capí ulo VIII – Se Pedagógico A p á ica pedagógica ai mui o pa a além da ação do p o esso no con ac o di e o que es abelece com a u ma. Re ejo-me no ensino enquan o p ocesso pedagógico mediado da in e disciplina idade e, não somen e, da plu idisciplina idade azia de dinâmicas. Sem a pa ilha de conhecimen os nunca se á possí el ul apassa a agmen ação dos con eúdos. É undamen al ensina a pensa . Eu ac edi o no ensino enquan o a ualização do Se e não somen e como p á ica didá ica. Foi uma en a i a do meu “Se Pedagógico”. A pedagogia coloca-se en e a “ciência da educação” e a “a e de ensina ”. Vai pa a além do que es á p esen e nos li os, é uma e dadei a a e que se ege pelo p edomínio do co ação e é um apelo la en e à e dadei a inspi ação da in eligência. Apesa de udo, é ambém sis emá ica, conc e a e p ocu a a educação plena dos alunos (Pin assilgo, 2006). Ao longo da p epa ação do ano le i o oi necessá io e em con a inúme as a iá eis. Os espaços que e ia disponí eis pa a a ealização da p á ica, as modalidades que cada pe íodo con empla ia, os egulamen os de cada uma, as especi icações do espaço da EF e o p óp io cu ículo nacional e e en e à disciplina. Na ESDMII exis e um “ oulemen ” de ins alações que di ide cada p o esso pelos di e en es espaços. Es a es a égia condiciona a abo dagem a cada modalidade mas, po ou o lado, an ecipa odo e qualque cená io pa a o ano le i o, sendo possí el ealiza pe mu as ocasionais com ou os p o esso es, minimizando os imp e is os que semp e oco em. A PC op ou po nos guia a a és de es a égias de an ecipação e p epa ação. Todo o abalho começou a “ e ilha ” no p eciso ins an e em que chegamos à escola. Coloca as disciplinas a leciona , em cada e ça e quin a- ei a, na g elha de con eúdos, as da as pa a as ichas de a aliação, os momen os de a aliação p á ica, possí eis isi as de es udo e udo o que pudesse se p epa ado p e iamen e. É essencial an ecipa con ex os pa a eduzi a imp e isibilidade. 58 Seguindo o ideal de Ben o (1995) con i ma-se que exis e uma “p epa ação da a e a a és da ciência, uma p epa ação do en endimen o e do co ação an es da en ada no o ício que nos escla ece á em udo, qualque que seja a expe iência que apenas pode emos ap ende na p á ica do o ício. Na ação apenas ap endemos a a e, adqui imos a o, des eza, habilidade; mas mesmo na ação ap ende a a e apenas aquele que an es ap endeu a ciência no pensamen o, que a ap op iou e se a inou a ela, p é-de e minado assim as imp essões u u as que a expe iência lhe causa á.” Desde cedo icou cla o pa a mim que o planeamen o se ia um aliado essencial du an e o ano le i o. A plani icação de e e em con a as linhas o ien ado as nacionais mas, po que o ensino se a a de uma con ex ualização, a en a às es ições e possibilidades locais. Um pon o essencial na plani icação do ensino eside na cons ução dos Modelos de Es u u a do Conhecimen o (MEC) (Vicke s, 1990) de cada modalidade. É p eciso comp eendê-los, a ualizá-los e emexê-los. Es es são uma e e ência mui o impo an e e não um dogma inal e á el. O MEC é um meio acili ado do planeamen o das di e en es modalidades. Es á di idido em ca ego ias que su gem da análise p o unda de uma de e minada modalidade, quan o às suas ca ac e ís icas. A di isão é ei a em 8 módulos di e en es e em 3 ases (análise, decisão e aplicação), acili ando a consul a e a cons an e a ualização dos mesmos. No MEC, a o ganização do ensino é ei a de aco do com as alências e ap idões dos alunos em e e ência aos con eúdos de ensino. O modelo i e da au en icidade e con ex ualização da p á ica, pa indo de um concei o especí ico e não de uma conceção abs a o (Vicke s, 1990). O plano nunca é imu á el e de e e em con a a análise p o unda da ma é ia a leciona , os con eúdos a abo da , a ex ensão e sequência a se dada, a o ma como se i á p ocessa a a aliação e as di e en es p og essões pedagógicas. É um p ocesso de e as complexo. Um desa io. A u ma é o de adei o emba e com a ealidade. Deixam de se olhas em b anco pa a p eenche com g elhas e da as, passando a se pessoas. São inúme as as a e as que i e pa a cump i com os alunos. Es as en ol e am 59 odos os conhecimen os e es a égias que es á amos despe os a pe segui . Sim. O impo an e é es a “aco dado” pa a odas as a iá eis e conjugá-las de aco do com o en endimen o do con eúdo a leciona . A pala a é uma ep esen ação das ideias, uma e lexão do es ado de alma e a e balização do en endimen o pessoal. É a e amen a po excelência de comunicação com os alunos e de e se usada como oz de e udição. Na EF de e e iqueza in eligí el, jus i icada na e idência e e le ida na p á ica. O pe il co e o do p o esso de e se , acima de udo, uma ponde ação. Ben o & Ben o (2010, p. 13) e e em que “ emos o p i ilégio de a ua no campo da pala a; é com ela que la amos o e eno do nosso mis e . Po se mos p o esso es e académicos, somos o ician es con ic os do pode da pala a e da linguagem. Es a unção p ende-nos ao de e de a cul i a e hon a , de p epa a e semea com ela o ag o da o mação e e lexão. Pa a que do chão du o e uim se le an em impossí eis, nasçam e lo esçam sóis e luas, as os e es elas.”. Impo a, ambém, es abelece e apas e i ul apassando os obs áculos p opos os. O p imei o g ande desa io oi seleciona a in e enção na u ma e o pe il de lide ança mais adequado. Segundo Lou enço & Ilha co (2009, p. 237): “a lide ança é um enómeno o al, que em odos os momen os se mani es a no líde e nos seus seguido es. As suas á ias mani es ações, en endidas como aspe os ou elemen os do enómeno em causa, em igo , são o esul ado da análise a pos e io i de um odo que p imei o se es abeleceu como al, in ei o. Assim, os á ios aspe os ou elemen os da ação de um líde de em se con ex ualizados na globalidade da si uação em ques ão.” O líde necessi a de iden i ica a di eção a segui e le o con ex o que se pe ila dian e de si. O p imei o desa io oi esse. Só a a és da p epa ação adequada, oi possí el man e o con olo da u ma. A classe em de sen i a iliação com o p ocesso de lide ança do p o esso e iden i icação com as suas ca ac e ís icas. Nunca po imposição e hie a quia, mas sim a a és do diálogo e a i mação de uma pe sonalidade docen e incada. Se impulsionado de alo es como a solida iedade, a educação e a p ocu a de conhecimen os e emancipação da azão. 60 As pessoas não nascem indadas, necessi am de modelos de o mação, de ep esen ações, no undo, de se acul u a em. Pa a que al seja possí el é undamen al c ia uma escola inclusi a. Já dizia Ben o (2004a, p. 106): “a escola ca ece de iso, de en usiasmo, de dinamismo, de palmas, de aleg ia e animação; p ecisa que se gos e dela (…) T a a-se de undi a escola e a ida, de in eg a mais uma na ou a e de consuma o deside a o de despo i iza a escola e escola iza o despo o” “Quando eu alo escu am e quando quise em aze ale uma opinião eu ambém os ou ou i ”. Foi a pa i des a eg a que cons uí os p imei os passos da minha in e enção pedagógica. Da signi icado a cada in e enção e se pe inen e, são “peças-cha e” pa a a comunicação com a u ma. O clima de e p ima pela solida iedade e pela in enção in ínseca e e dadei a de ajuda . O aluno de e se o p incipal in e essado pela p óp ia ap endizagem e, cabe ao p o esso , p omo e es a égias que p i ilegiem a au onomia e a esponsabilização, negando a aquiescência i acional das ma é ias. A inicia i a é undamen al. O p imei o passo. Segundo Ala cão (2001b, p.2): “exige-se hoje ao p o esso que seja ele a ins i ui o cu ículo, i i icando-o e co-cons uindo-o com os seus colegas e os seus alunos, no espei o, é ce o, pelos p incípios e obje i os nacionais e ansnacionais. Exige-se, mas ao mesmo empo, con ia-se- lhe essa a e a, ac edi ando que em capacidade de a execu a ”. Es e alo , ão impo an e, su ge aliado à ele ância da mes ia e ao sen ido dado às p á icas. A mo i ação ad ém dos desejos e da pessoalidade. É possí el ac escen a odo o ipo de acessó ios, impo a é nunca elega o essencial pa a segundo plano. Es a é uma ase de umos, de cu iosidades e de sen idos. Sob e udo é uma ase de ince ezas e escolhas. Segundo Pink (2009) ala de mo i ação é en en a um abismo de dú idas e ince ezas. A ualmen e o sis ema que ope a assen a em mo i ações ex ínsecas de “cenou a e chico e”, o que pode e ela - se ine icaz e, pio , p ejudicial pa a a mo i ação do indi íduo, nes e caso, dos alunos. Após conquis a a c edibilidade e espei o dos alunos, o passo seguin e oi a en a às ca ac e ís icas indi iduais e p ocu a incen i a a pe sonalidade 61 p óp ia de cada um. Todos eles são cu iosos, independen es e c ia i os mas, ao longo do seu pe cu so académico, endem a ans o ma -se em se es amo os, apá icos e indi e en es. Impo a, po an o, es imula a he e ogeneidade e nunca insis i em espos as pad onizadas e epe i i as. Não há “ ecei as” na escola, mui o menos numa disciplina ão ab angen e como a EF. Ao longo da o mação na FADEUP são e e idas algumas ideias que ão deixando a sua ma ca e que se e elam decisi as na ho a de es a pe an e a u ma. “Não i a as cos as aos alunos”, “ci cula po o a dos exe cícios”, “man e semp e os g upos homogéneos”, en e ou as dicas. O con olo da u ma e a ges ão da aula são assegu ados espei ando as pa icula idades da mesma e os obje i os do p o esso . É impe ioso conhece as es a égias mas, mais impo an e, é sabe il a de aco do com o sen ido que que emos da à p á ica. A excessi a quan idade de mo imen os e de e balizações é um sinal cla o de descon iança, po exemplo, apesa de, no malmen e, a mo imen ação pelos g upos de abalho, se aconselhada. A p á ica de i a do con ex o de a uação. A minha u ma oi excecional em elação às opo unidades que me possibili ou. A a és deles e po eles consegui implemen a a p á ica pedagógica que p e endia e de ini caminhos a pe co e u u amen e. Pude pe cebe que a isão pe i é ica é c ucial pa a man e o con olo à dis ância e que, nes e con ex o, e uma elação de maio p oximidade se ia bené ico pa a o cimen a da con iança. Cada ase da unidade didá ica a o ecia di e en es ipos de pos u a. Quando me encon a a numa e apa inicial en a a se mais p óximo, mais disponí el e cen al. Com o adian a do pe íodo le i o exis ia uma endência de deslocalização e de a as amen o pa a p omo e au onomia, esponsabilidade e plena aquisição de compe ências. Numa das minhas e lexões apon ei o que oi balua e da minha a uação, em elação à au onomia e esponsabilização: “Na ginás ica op a pela descobe a guiada é um isco? Cla o que sim. Se ia mui o mais ácil e os alunos en e a en e, em g upos es anda dizados, a ealiza os elemen os gímnicos. Ganha ia em e mos de exe ci ação, da 62 o ganização da aula e da p óp ia dinâmica que é imp essa. Es es ‘ganhos’ a cu o p azo aduzem-se como nada, ou seja, não exis e uma soma ização das ap endizagens, um ac escen o inconscien e ao conscien e da p á ica e, po an o, a minha conceção me odológica, apesa de i con a o adicional, p o oca desequilíb ios iniciais e “medos”, a longo p azo ac edi o que possibili a á uma a iliação com a modalidade e noções mais cla as do sen ido de supe ação” (10 de ma ço de 2013). No en an o, são mui as as di iculdades. É elemen a conhece bem a u ma pa a lida com o ad i e de ini es a égias. Não bas a eo iza é p eciso ambém in e i . Cedo me ape cebi que, apesa de a u ma se mui o disponí el ísica e emocionalmen e, inha alguns p oblemas de compo amen o. Nunca a a és do des espei o ou al a de empenho, mas sim pelo excesso de en usiasmo ou compe i i idade. Conjuga a agi ação com o clima ó imo de aula e alia a compe ição aos alo es p omo idos pelo despo o oi, sem dú ida, uma “lu a”. Pa a que osse possí el p omo e um ambien e p opício à ap endizagem, oi essencial iden i ica os pon os mais c í icos onde in e i . Reconhece os alunos mais p oblemá icos e os “líde es” da u ma oi um ó imo meio de in luencia e con ola a mesma. Es es elemen os deses abilizado es de em se is os como po enciais agi ado es do luxo na u al da aula e, po an o, idos em con a na equação da mesma. Mas odos eles são di e en es. Se num dia en a a coloca de e minado aluno como cen o das a enções, pa a sen i a p essão de es a a se obse ado, nou o já o si ua a na pe i e ia e a as ado de qualque decisão. A minha a enção ambém a ia a, bem como a impo ância que da a a cada compo amen o. Não pad onizei. O p o esso de e se o mais jus o possí el e, pa a al, de e se conhecedo do que em pela en e. Como e e e Oli ei a (2002, p. 57):“a aula é um espaço público com uma sequência de acon ecimen os es emunhados e julgados po uma la ga po ção de alunos. Quando o p o esso não no a que um aluno es á a des espei a qualque eg a, quando ep eende um aluno que es á inocen e, a classe i a ilações da a uação do p o esso , da sua compe ência, consis ência, 63 jus iça, e isso pode ge a um mau compo amen o ge al da u ma ou de de e minados alunos”. Cabe ao p o esso encon a es a égias pa a que o aluno enha sucesso. Não de e desis i de as p ocu a po mui o diminu as que pa eçam. O p o esso em de se o p incipal impulsionado da mo i ação e do sucesso do aluno (Sampaio, 1998). Após iden i ica o pe il de lide ança, a o ma mais a o á el de es a em aula e as a iá eis mais ins á eis, oi p eciso i de encon o à ges ão do ensino. É nes e ins an e que de em su gi as o inas e as no mas que en abilizem o empo da aula, em coope ação com os alunos. Desde cedo de ini que a ho a de começa se ia o p imei o oque e não o segundo, que mui os alunos inham como e e ência de ou as disciplinas. Não da a nem um segundo depois de ole ância. Quando se lide a não pode ha e luga a acili ismos e não se pe mi e o “deixa anda ”. O encon o es a a ma cado e eles sabiam disso. Vá ios alunos chega am a asados no início, acili a am. Mais uma ez apoiei-me no pode da suges ão pa a pe suadi-los a se em solidá ios comigo e com eles p óp ios. A inal de con as a mo i ação não in lui na ecompensa/punição, mas sim no p opósi o da elação de sen ido que se es abelece. Esc e i no meu diá io de bo do: “Não p e endo se a espos a a odas as pe gun as dos meus alunos, longe disso! P e endo, isso sim, se um ac escen o à sua ap endizagem, um ins igado de cu iosidade, uma pequena go a de en usiasmo e, se in luencia um só que seja, já aleu a pena.” (18 de e e ei o de 2012). No que diz espei o à ges ão dos ma e iais op ei semp e po uma es a égia de an ecipação de cená ios. No in e alo, an es de cada aula, azia ques ão de mapea o pa ilhão, endo em con a os exe cícios a abo da e de o ma a en abiliza o empo de ansição e ins ução à u ma. Esse mapeamen o e a ei o de aco do com a ase da unidade didá ica. Se que ia p i ilegia uma ap endizagem mais obje i a e um caminho com mais “pis as”, coloca a mais sinalizado es, com co es semelhan es a indica o umo. Há medida que os alunos iam adqui indo compe ência, o mapa o na a-se cada ez mais ausen e 64 a é se uma imagem men al a guia o es udan e a a és do exe cício. An es de ha e es e es ado inconscien e de p á ica é p eciso epe i e o iniza . Na o mação de g upos op ei po es anda diza as equipas ainda no 1º pe íodo, com a ajuda dos alunos, de inidos po mim enquan o capi ães. O obje i o passa a po coloca os alunos em equipas in e namen e he e ógenas e homogéneas en e si, possibili ando a exis ência de uma compe i i idade en edada com a in e ação posi i a da p óp ia equipa. Es a es a égia e elou-se decisi a pa a man e a u ma coesa e maximiza o empo de empenhamen o mo o , o nando a o ganização mais e icien e e ápida. Es e caminho con a ia a endência na u al dos alunos em ica em com as pessoas mais p óximas, possibili ando no as ias comunica i as. É undamen al es abelece no mas o ien ado as do p ocesso pedagógico. C ia o inas e alia o egulamen o in e no da escola às es a égias pessoais. Es a pa e é mui o pa icula . É aqui que as “so skills” do p o esso êm ao de cima, o a o pedagógico (Nó oa, 2008) pa a desen ol e es a égias de aula. Segundo Rink & Hall (2008, pp. 212-213): “one key o e ec i e o ganiza ion o he physical educa ion eache is he use o es ablished ou ines o s uden s en e ing and lea ing class, o selec ing and pu ing away equipmen , o s a ing and s opping a ask, o handling equipmen when he eache is alking, and o coming oge he o ins uc ion and ask p esen a ion. An e ec i e eache has es ablished ou ines o all basic manage ial asks and uses clea signals o s opping and s a ing ac i i y”. As o inas de em se i como no mas o ien ado as e nunca como eg as ausen es de lexibilidade e in e p e ação. I de encon o ao con ex o que se ap esen a. Na minha u ma se i am, undamen almen e, como o ma de en endimen o. A pe ceção dos alunos em elação às linhas o ien ado as da sala de aula não oi imedia a e, po isso, oi essencial ansmi i de o ma cla a, e o ça e man e -me iel às decisões p e iamen e omadas. O aluno em de se sen i coagido a cump i , uma ob igação in ínseca pa a que a aula deco a sem umul os e nunca uma ob igação. Te o gos o po aze bem. No início de cada aula azia ques ão de espe a os alunos, sen ado, de cane a na mão, espe ando o oque pa a aze a chamada. Es a medida conduziu- 65 me a alguns cons angimen os, a asos e al as, alunos que inicia am a aula após alguns minu os, en e ou as a ibulações que, com o empo, o am sendo debeladas. Du an e o im de semana os alunos e am in o mados das modalidades a ealiza du an e as duas aulas da semana, a a és do g upo da u ma e, a pa i daí, e am colocadas ques ões, suges ões e ou idos os p óp ios alunos. A dinâmica que se es abelece o a da aula é undamen al pa a da uma maio ab angência à p á ica pedagógica. O p ocesso de comunicação é undamen al na elação es abelecida en e aluno e p o esso . A ins ução ca ac e iza-se como uma das o mas de acede aos alunos, uma das ações das inúme as possibilidades do p o esso . O meu p ocesso ins ucional oi al o de e lexão e i e em con a inúme as a iá eis. Segundo Mesqui a (2010, p. 161): “ (…) comp omisso en e ex ensão do con eúdo al o, expe iências do aluno, mo i ação e au o-pe ceção da compe ência cons i uem ques ões que o p o esso de e coloca an es de ealiza o delineamen o do p ocesso de ins ução, sendo elas que con e em alidade ecológica aos modelos de abo dagem selecionados pa a o ensino de de e minado con eúdo”. Ao longo do ano le i o ui en ando melho a a minha comunicação, p es ando a enção ao empo despendido na ins ução, à a enção p es ada pelos alunos e de que o ma pode ia o meu discu so se mais apela i o, endo em con a que a comunicação é um p ocesso que ai mui o pa a além da e balização. Exis em di e enças ela i amen e ao que o p o esso pensa ansmi i e à mensagem que ealmen e é ecebida pelos alunos (Rosado & Mesqui a, 2009). A ins ução e a semp e ealizada com os alunos de en e pa a mim, sabendo eles que nunca pode iam es a ao meu lado ou nas minhas cos as. Es es pequenos “ uques” possibili a am a eliminação p ecoce de dú idas desnecessá ias du an e a aula, ela i amen e ao deco e dos p óp ios exe cícios. Regis ei algumas es a égias, no meu diá io de bo do, bem como a e olução ao ní el da ges ão da aula: 72 É mui o di e en e se p o esso de EF em elação às es an es disciplinas do cu ículo. Na ginás ica é p eciso se -se de uma manei a, no andebol de ou a o almen e di e en e, po ezes quase opos a. A p óp ia conceção da aula e a pos u a ela i amen e à ins ução e eedback são dis in as. Um p o esso de ma emá ica man ém uma pos u a semelhan e ao abo da unções ou es a ís ica e, na língua po uguesa, Luís de Camões não é mais ácil de in e p e a se o p o esso ala mais al o ou mais baixo. A EF é uma in e seção do se e do sabe em elação com a p á ica pedagógica onde, a simples lu uação do om de oz, pode e epe cussões no deco e da aula. O con olo da u ma, a ges ão da aula e os p ocessos de ins ução mudam comple amen e de um local pa a o ou o. No ginásio, com as condições acús icas bas an e melho es, podia aze uma in e enção mais asse i a, menos equen e, com um om mais se eno e que apelasse, sob e udo, à calma e anquilidade. No pa ilhão, com a azá ama das ou as aulas e o ba ulho do “ espi a ” da p óp ia escola, o eedback exigia-se mais cons an e, indi idualizado e o con olo mais a en o ao en usiasmo eminen e dos alunos. Não há nenhuma disciplina que seja ão in luenciada pelas condições ex ínsecas como a EF. As condições clima é icas e o deco e das aulas adjacen es, o ma e ial necessá io, os alunos p esen es a p edisposição dos mesmos pa a a ação, p o ocam uma eação na dinâmica da aula. Passa pelos di e en es espaços da escola pe mi iu-me e olui , diminui a esis ência à mudança e, acima de udo, p opo ciona di e sos desa ios a mim mesmo e aos meus alunos. Assim é a educação, não somen e a EF. Toda a o mação assen a no ajus e, mudança e consequen e eajus e. Uma dinâmica desp o ida de mu ação é um equilíb io es á ico, eduzido à acomodação. Consegui p o oca sensações posi i as nos meus alunos em pa ilhão e no ginásio. Com uma pos u a di e en e, mas com a mesma pe sonalidade, obje i os e umos comuns. Esses man êm-se inabalá eis. As “ped as no caminho” começa am a ans o ma -se em e apas conquis adas. Capí ulo X – Classi ica : o juízo incon o ná el 75 Capí ulo X – Classi ica : o juízo incon o ná el “Es ima o ní el de compe ência de um aluno. Si ua o aluno em elação às suas possibilidades, em elação aos ou os; Si ua a p odução do aluno em elação ao ní el ge al. Rep esen a , po um núme o, o g au de sucesso de uma p odução escola em unção de c i é ios que a iam segundo os exe cícios e o ní el da u ma.” Hadji. (1993, p. 28). “A a aliação, eg as do jogo: das in enções aos ins umen os” A a aliação é um p ocesso comum en e p o esso e aluno. Es á dependen e da ação do docen e em a iculação com as ap endizagens dos alunos. É um elo mediado e um meio de econhecimen o que esul a do p ocedimen o na u al de egulação da p á ica pedagógica. O obje i o é melho a as condições a a és das quais o ensino oco e, numa lógica cen ada no p ocesso e que desagua no p odu o. Es amos semp e a se a aliados, du an e oda a ida. Segundo B a i ische (2003, p. 21): “no deco e da nossa exis ência, a aliamos e somos a aliados dian e da ida e das ci cuns âncias do mundo à nossa ol a. Subme emos pessoas e somos subme idos a cons an es a e iguações que, na maio ia das ezes, no eiam nossas decisões, nossos desejos e sonhos.” A cons ução da a aliação oi o mais cla a e anspa en e possí el, cen ada no p ocesso e endo em con a as aulas an e io es. É impo an e que es a seja bas an e cla a. O p ocesso a alia i o de e o nece aos alunos a ma iz compo amen al, as eg as a espei a e p omo e um ambien e o mal, ípico de um diagnós ico suma i o, di undindo uma “sepa ação” en e o a aliado e os a aliados. No p incípio do ano ealizei uma a aliação inicial, com ca á e diagnós ico, em odas as modalidades. O obje i o passa a po explo a e iden i ica as ca ac e ís icas dos alunos nas di e sas a i idades. Des a o ma, pude p epa a odos os pe íodos e não somen e o p imei o. 76 Es e diagnós ico pe mi iu-me, com o auxílio do MEC, c ia equipas equi a i as nas p á icas conjun as, di idi po ní eis algumas modalidades (como o u sal) e aça os pe is de pa ida, undamen ais pa a o nece o con as e com a a aliação suma i a. A a aliação oi ei a seguindo um c i é io o ma i o, u ilizando-se as ichas p esen es no módulo 6 de cada MEC. O mé odo a alia i o consis ia em obje i a , pa a cada aluno, uma no a inal, ponde ando odo o seu pe cu so a é en ão e pe spe i ando o seu empenhamen o e “sabe aze ” na a aliação suma i a. É um e dadei o “incómodo necessá io”, como e e e Ben o (2003, p.178). O obje i o é, acima de udo, pedagógico e o ma i o. In eg ado na ação de “ o mação”, ou seja, azendo pa e do p óp io ensino (Hadji, 1993). A a aliação suma i a, úl imo elemen o da cadeia a alia i a uncionou, no undo, como um balanço. Um inda de ciclo que esul ou num p ocesso cumula i o, dissipado de dú idas e p omo o de um con ex o o mal. É impo an e na medida em que se e pa a si ua o aluno, na u ma, em elação à sua ap endizagem, in e esse e dinâmica ap esen ada. Regis ei no meu diá io de bo do: “O p ocesso con ínuo de a aliação é decisi o e se e de base pa a a aliação suma i a. Es a ase inal se i á apenas como aula de con i mação, um balanço mais a as ado do p ocesso, o momen o em que a compa ação e a ponde ação no ma i a são u ilizadas” (11 de no emb o de 2012) É ine i á el classi ica na educação. Apesa dos cons angimen os associados oi uma das ocasiões que me ez sen i mais p o esso . É du an e es e p ocesso que nos ape cebemos que es e juízo alo a i o acompanha á o aluno du an e o seu pe cu so de ida. É exigida obse ação, análise e e lexão. Na a aliação de e pesa a subje i idade e a obje i idade. Se o um ins umen o quan i a i o, logo se pode á pe cebe que a a i idade humana é imensu á el e que só pode á o nece alguns dados que ajudem numa a aliação ambém quali a i a. Se o um ins umen o quali a i o, al a -lhe-á a obje i idade, o que exigi á, de quem o aplica , um conhecimen o mais amplo do sujei o a aliado (F ei e J. B., 1994). 77 Foi bas an e complexo a ibui um núme o. Um sen imen o de deslealdade e de descon o o. Um abalho exaus i o de desa ios diá ios que ica e a ado em dois alga ismos que a i mam, com ieza e apa en e desin e esse, oda a po encialidade do aluno. É du o, mas az pa e. A ine i á el necessidade humana de es anda diza e aciona . O esumo “c uel” de meses de es o ço. Ten ei se o mais jus o possí el com quem an o ez po mim. Penso que consegui. Capí ulo XI – Uma conceção pa alela – modalidades indi iduais e cole i as 81 Capí ulo XI – Uma conceção pa alela – modalidades indi iduais e cole i as “O ensino dos Jogos Despo i os (JD) em es ado adicionalmen e associado a duas conceções didá icas pola men e posicionadas na o ma de os abo da : o ensino das habilidades écnicas descon ex ualizadas e o ensino do jogo o mal” Mesqui a. (2006). “Ensina bem pa a ap ende melho o jogo de oleibol” Não ac edi o que haja uma “ ó mula mágica” no ensino. Pa a mim não exis em modelos melho es ou pio es e odos eles são, elizmen e, incomple os e ca egados de possí eis in e p e ações. Qualque que seja, ap esen a impe eições se, de o ma es anda dizada, p e enda da uma espos a comum à p á ica pedagógica. Não há a me odologia de ensino ce a e a pe sonalidade docen e ideal. Exis em, isso sim, modelos educa i os e abo dagens mais ap op iados pa a o con ex o educacional em ques ão. Rea i mo, “ninguém conhece melho a sua u ma que o p óp io p o esso .” O a o educa i o de e p opo ciona opo unidades de supe ação, de desa io e co esponde na sua di e sidade às expe a i as dos alunos. O p o esso de e p ocu a se um modelado didá ico pacien e, endo em con a os i mos da u ma e o empo necessá io pa a a soma ização das ap endizagens. O pensamen o p óp io do p o esso e as al e ações que es e p o oca são a e dadei a conceção didá ica. O p ocesso de ensino e ap endizagem que pa ilhei com a minha u ma edi icou-se em o no de um pa alelismo ine i á el que se es abelece en e modalidades cole i as e indi iduais. Se po um lado inha en usiasmo, e comunicação po ou o con i mei silêncio, concen ação e epe ição. Ten ei que o ensino uncionasse como p ocesso in eg ado, espei ando as pa icula idades de cada despo o, ou seja, p ese ando o con ex o sem nunca esquece a di e sidade. O p o esso , não a as ezes, esquece que o aluno é um p odu o das suas expe iências, mo i ações e humo es. A aula de EF é um espaço de in e ações 88 de c ia i idade, lide ança, capacidade de o ganização e, undamen almen e, abalho. E am inúme as as a iá eis p esen es que o am a adas com meses de p epa ação e mui a dedicação. Ficou egis ado no ela ó io do núcleo de es ágio: “Os meses que an ecede am o DonaSpo o am de in ensa p epa ação, desde a a qui e u a das p o as, ao o ma o «di e en e» que quisemos impo ao pe cu so, a é à en ol ência com a comunidade escola . Os e en os escola es de em se pau ados, sob e udo, pela pa ilha e con i ência. Com a ajuda da associação de es udan es, p o esso es do gabine e de EF, uncioná ios da escola e a PC, oi-nos possí el p omo e a in e ação e, mais impo an e, o bem- comum, a escola. O dia do DonaSpo oi bas an e di ícil e desgas an e. Apesa do auxílio p es ado pela comunidade escola , a o ganização e dinamização do p oje o icou a ca go de, undamen almen e, 5 pessoas. O núcleo de es ágio e e de se desdob a , unciona como “guia” do e en o pa a que udo co esse de aco do com a p epa ação ei a. A manhã acabou po se um sucesso, com as equipas p esen es a ealiza em as di e en es p o as, ao longo de ”pon os-cha e” da cidade, a iculando sabe es e sabo es da u be, icando a conhece um pouco mais do local onde i em. A pa e da a de oi ligei amen e di e en e, conc e izada somen e na escola, ao longo dos pa ilhões despo i os de EF. As p o as inham como obje i o a di e são, a in e ação e a p omoção do espí i o de g upo. A o ganização des a ase oi bas an e anquila pois, como e a um espaço de inido e delimi ado, não oi di ícil assegu a o con olo. No inal do e en o e como o nosso mo e e a mesmo o de um «dia di e en e», con idámos uma banda de hip-hop, os Reais 90, que de am um pequeno espe áculo aquando da en ega de p émios. O balanço inal que azemos do DonaSpo é mui o posi i o, oi uma expe iência que con ibuiu pa a o nosso c escimen o enquan o p o esso es, mas, undamen almen e, ez-nos c esce enquan o núcleo, pelo abalho de equipa desen ol ido e pela pa icipação em p ol da escola que culminou num e en o que pe du a á no empo”. (25 de ma ço de 2012) 89 As aulas de EF são o mo e, são o p opósi o. A base sem a qual é impossí el desen ol e as es an es a i idades. Se p o esso é ambém sai da sala, do pa ilhão e do ginásio, é p omo e cul u a e ex a asa o quo idiano no mal dos alunos. A isi a guiada ao es ádio AXA e 1º de Maio, casas do Spo ing Clube de B aga, o am exemplos cla os da on ade que exis ia no núcleo de es ágio de ugi do ób io e de p opo ciona momen os di e en es nos alunos. O obje i o p incipal passou po da a conhece aos alunos os bas ido es do despo o, um con ac o mais pessoal com um dos símbolos da cidade onde habi am. Pequenas i ó ias ca egadas de simbolismos, como es a p esen e nas euniões de conselho de u ma e depa amen o. Exis i , emi i uma opinião. Sen i a escola den o do seu p óp io co ação e não apenas es a de o a. A ponde ação do “se p o esso ” é um p ocesso complexo e pessoal. Mais do que a soma de conquis as é o sen imen o que e es e cada ação, cada so iso, cada ob igado. Es ou-lhes e e namen e ag adecido. Capí ulo XIII – Sen imen os, azões e nos algia 93 Capí ulo XIII – Sen imen os, azões e nos algia “A noção de p o esso e lexi o baseia-se na consciência da capacidade de pensamen o e e lexão que ca ac e iza o se humano como c ia i o e não como me o ep odu o de ideias e p á icas que lhe são ex e io es.” Ala cão. (2005). “P o esso es e lexi os em uma escola e lexi a” O EP oi a azão de uma e lexão cons an e e ap o undada. Pelos meus alunos. Fo am semp e eles o mo i o. G aças a eles ui-me in e ogando, ques ionando as soluções e os caminhos. Po ezes da a po mim a pensa : “se á que es ou a consegui ? Se á que ui capaz de deixa um pouco de mim, neles?”. Fui po in ei o, p ocu ei, ano ei, lemb ei e sen i. Os meus alunos o am udo o que lhes dei opo unidade de se em. Aqui azão e sen imen o con undi am-se. Sen i-me sozinho de no o, mas não soli á io. Apenas isolado na minha necessidade de e lexão. Po ezes esc i a, uma ca ência de assen a ideias e deixa um legado, ou as ezes, pensada. A minha men e começa a aguea , encon a sensações e deixa lui sen imen os. Uns is es, ou os adian es, odos ca egados de nos algia. Uma sensação de i e an ás ica. Um e isi a dos planos de aula ei os e e ei os, dos sob essal os e da ansiedade em o no do p imei o con ac o com a u ma... Pedaços da minha exis ência. Von ades e possibilidades. Uma in ensa cons ução de iden idade p o issional. Eu p e e i es emunha . Deixa no papel as minhas inquie ações oi a melho o ma de me ajuda . Não e le i po ob igação, sin o o que esc e o e deixo que o meu pensa seja o impulsionado da minha e lexão. Inc í el como imagina uma si uação nos pode en usiasma e idealiza um cená io nos deixa com o co ação acele ado. Con inuei sozinho. Con ei seg edos a mim mesmo que no u u o se ão bas an e ú eis. Fica am egis ados no papel, se i ão de guião e ajuda -me-ão a não cai nos mesmos e os. Es ou ag adecido po e i ido as di iculdades e e podido es emunha que as ul apassei. Não esc e i po ob igação. Esc e i po que me encon ei. Capí ulo XIV – Es udo In es igação - Ação 97 Capí ulo VIX – Es udo In es igação – Ação Resumo O p esen e es udo de in es igação-ação su giu enquan o espos a a um p oblema pe cecionado na u ma, po pa e dos elemen os do núcleo de es ágio, du an e as p imei as aulas, ela i amen e à apa en e desmo i ação dos alunos nas modalidades indi iduais. Assim, no sen ido de e i ica a in luência dos modelos de ensino na mo i ação e en ol imen o dos alunos nas aulas de despo os indi iduais, implemen ámos dois modelos de ensino dis in os – Modelo de Ins ução Di ei a em ginás ica a ís ica e Modelo de Educação Despo i a em ginás ica ac obá ica e dança. O es udo en ol eu a aplicação, após a implemen ação dos modelos, de uma en e is a semies u u ada aos alunos, com o in ui o de apu a se a al e ação do modelo de ensino in luenciou a sua mo i ação ela i amen e às modalidades indi iduais. A amos a oi compos a po 26 alunos, com idade comp eendida en e os 15 e os 17 anos. Os esul ados e idencia am um aumen o de alunos a sen i em-se mo i ados pa a as modalidades indi iduais e uma p eocupação menos p onunciada com a modalidade a se abo dada na aula. Concluiu-se que os alunos p e e i am as aulas minis adas a a és do Modelo de Educação Despo i a em i ude da sua au en icidade e ap oximação às ca ac e ís icas p esen es nas modalidades cole i as de a iliação, compe ição e in e ação com uma equipa. Pala as-cha e: Mo i ação; Educação Física; Modelo de Ins ução Di e a; Modelo de Educação Despo i a 104 As idades dos alunos si ua am-se en e os 15 e os 17 anos, sendo que apenas um aluno inha 17 anos. Mais de me ade (58%) inha 15 anos. Ce ca de me ade p a ica a um despo o (44%) e a g ande maio ia dos alunos p a ican es, op a a po uma modalidade cole i a (66%). Os es an es alunos que ealizam uma a i idade despo i a p a icam na ação e uma aluna equi ação. 2.2 Ins umen os An es de inicia o es udo oi ealizada uma en e is a-pilo o com a u ma 10ºH, endo como obje i o es a o ins umen o u ilizado. A en e is a-pilo o oi de inida em conjun o com a PC e o núcleo de es ágio, sendo as suas pe gun as de e minadas com o in ui o de pe cebe as di e enças mo i acionais, de um modelo de ensino pa a o ou o e apu a a mo i ação dos alunos pa a modalidades cole i as e indi iduais. A en e is a e a compos a po uma ap esen ação inicial dos alunos, po duas ques ões de espos a echada e duas de espos a abe a. Es a en e is a- pilo o oi ealizada po mim, com um aluno de cada ez, com o auxílio de um g a ado , de o ma a ans o ma a en e is a numa con e sa, en ando minimiza qualque in luência possí el. Es a en e is a-pilo o oi ealizada com 5 alunos do meu colega es agiá io, Luís Filipe Goios, na u ma 10º H, po ap esen a um modelo pedagógico semelhan e. Segundo Fo in (1999, p. 373) o p é- es e assume-se como “ensaio de um ins umen o de medida ou de um equipamen o an es da sua u ilização em maio escala”. O ipo de en e is a u ilizado oi a semies u u ada. A en e is a é, segundo Hague e (1997) um p ocesso de in e ação social en e duas pessoas em que, uma delas assume o papel de en e is ado . O obje i o passa po ob e in o mações po pa e do ou o, ou seja, o en e is ado. A en e is a semies u u ada pe mi e combina pe gun as abe as e echadas, u ilizando um guião p e iamen e de inido, num con ex o mais in o mal 105 de con e sa e podendo ac escen a ques ões pa a elucida o ema (Boni & Qua esma, 2005). 2.3 P ocedimen os 2.3.1 Ca ac e ização do MID – Ginás ica A ís ica Du an e o es udo o am lecionadas 6 aulas de ginás ica a ís ica, segundo o MID, incluindo a a aliação inal/e en o culminan e. Os con eúdos abo dados nes a unidade didá ica o am o olamen o à en e e à e agua da, eng upado e com memb os in e io es a as ados, o apoio acial in e ido, a oda, a ião, ela, pon e e espa ga as. Fo am ambém abo dados con eúdos ela i os à cul u a despo i a e concei os psicossociais da modalidade. A o ganização da aula es a a o almen e dependen e do p o esso e assen a a, sob e udo, nas suas decisões e c enças. Os g upos e am p e iamen e es abelecidos - 3 elemen os no máximo - p i ilegiando a exe ci ação e o empo de empenhamen o mo o . A aula es a a o ganizada po es ações de abalho e a o ação da a-se de o ma comum e cíclica. Figu a 1 – Obje i os da ins ução di e a (adap ado de A ends, 2008) 106 2.3.2 Ca ac e ização do MED – Ginás ica Ac obá ica e Dança A ginás ica ac obá ica e a dança o am lecionadas em pe íodos di e en es – 2º e 3º espe i amen e – sendo ese ado pa a o MED, 6 aulas de cada modalidade. Os con eúdos abo dados na ginás ica ac obá ica o am as pegas, as pos u as de base, os mon es e desmon es e os equilíb ios es á icos em pa es e ios. Na dança o am abo dadas habilidades écnicas base (ma cha, balanços, co ida, agachamen os, e c.), as sequências li es e em g upo e a co eog a ia inal. Em ambas as disciplinas o am idos em con a os concei os psicossociais e a cul u a despo i a demons ada. A o ganização da u ma du an e a implemen ação do MED oi ei a com o auxílio dos alunos, sendo as equipas o madas pelos p óp ios em consenso com a minha opinião, p i ilegiando a homogeneidade en e es as e a he e ogeneidade den o das equipas. As equipas inham o seu p óp io nome, equipamen o, “g i o” e hino. A época não con ou com 20 aulas, como ecomendado, mas incluiu as di e en es ases des e modelo, desde a p é-compe i i a a é ao e en o culminan e, dis ibuídas em 12 empo le i os. Foi ado ado um quad o pa a egis o de pon uações, a ibuídos p émios aos encedo es e encidos e incen i ado o “ ai -play” a a és de boni icações no o al de pon os. Os alunos impossibili ados de ealiza aula p á ica e am suge idos pelo capi ão de equipa pa a ealiza em egis o o og á ico da aula ou pa a se em jú is. Na ginás ica ac obá ica e na dança, na ase p é-compe i i a, e am demons ados odos os elemen os e o necidos aos alunos os manuais de equipa pa a consul a e a ualização. Após es a ase, em cada aula, os alunos e iam de abalha os elemen os suge idos e, na pa e inal da mesma, ealiza am uma compe ição o mal. Os jú is e am selecionados pelos capi ães de equipa. A pon uação de cada aula e a con abilizada somando os pon os do jú i, da 107 aplicação na ase de a i ação ge al, a a és do compo amen o e empenho e pelo “ ai -play” demons ado na compe ição. A a aliação oi ealizada no e en o culminan e, com auxílio da PC, sob a o ma de obse ação e egis o, endo como pon o de pa ida as expe iências an e io es e pon uações ob idas a é ao momen o. 2.3.3 En e is a As en e is as o am ealizadas em dois momen os dis in os: após a implemen ação do MID ( inal do 1º pe íodo) e no inal da in e enção com o MED ( inal do 3º pe íodo), sendo denominadas de “en e is a MID” e “en e is a MED”. As en e is as o am ealizadas po mim, semp e na mesma sala e a odos os alunos, sendo o empo mínimo de 5 minu os e o máximo de 10 minu os. A en e is a MID e a en e is a MED o am compos as pelas mesmas ques ões, sendo que, na en e is a MED, oi ac escen ada uma pe gun a pa a pode compa a a mo i ação dos alunos, ela i amen e aos dois modelos abo dados. Figu a 2 - Con ex o Despo i o como cen o do Modelo de Educação Despo i a (Sieden op e al., 2004) 108 A en e is a oi compos a pelas seguin es pe gun as: 1. Es ás mo i ado pa a as modalidades indi iduais em Educação Física? E pa a as cole i as? 2. Sabe se a modalidade a abo da na aula é cole i a ou indi idual em in luência na ua mo i ação? 3. Rela i amen e ao eu conhecimen o ace ca das modalidades indi iduais, qual a que e mo i a mais? 4. Quais o am, na ua opinião, os p incipais aspe os posi i os e nega i os na abo dagem da ginás ica a ís ica? E na ginás ica ac obá ica e dança? 5. En e o modelo de ensino u ilizado na ginás ica a ís ica (Modelo de Ins ução Di e a) e o usado na ginás ica ac obá ica e na dança (Modelo de Educação Despo i a) qual o que e mo i ou mais? 2.4 P ocedimen os de análise de dados Depois de ou idas e egis adas as g a ações, as mesmas o am analisadas e dis ibuídas de aco do com as espos as dos alunos. A análise das g a ações sono as e consequen e a amen o dos dados ob idos oi ealizada com o auxílio do p og ama in o má ico Mic oso O ice Excel 2013®, p ocedendo-se a uma análise desc i i a dos mesmos. 109 3. Resul ados 1. Rela i amen e à 1ª pe gun a: Es ás mo i ado pa a as modalidades indi iduais em Educação Física? E pa a as cole i as? No g á ico 2 é possí el e i ica que os alunos da u ma, quase na sua o alidade, disse am, na en e is a MID, es a mo i ados pa a a abo dagem a modalidades cole i as em EF, sendo que, somen e 12 se sen iam mo i ados pa a modalidades indi iduais. Na en e is a MED e i icou-se um aumen o de 8 alunos mo i ados pa a as aulas de modalidades indi iduais em EF. Rela i amen e à 2ª pe gun a da en e is a: Sabe se a modalidade a abo da na aula é cole i a ou indi idual em in luência na ua mo i ação? 12 22 Modalidades Indi iduais Modalidades Cole i as 0 5 10 15 20 25 30 En e is a MID G á ico 2 – Dis ibuição da amos a segundo a ap eciação dos alunos das modalidades indi iduais e cole i as 20 24 Modalidades Indi iduais Modalidades Cole i as 0 5 10 15 20 25 30 En e is a MED 110 No g á ico 3 e i ica-se que os alunos da u ma, na en e is a MID, conside a am bas an e impo an e sabe se i iam abo da uma modalidade cole i a ou indi idual. Na en e is a MED oi possí el obse a que pa e da u ma deixou de julga como undamen al e esse conhecimen o p é io, apesa de con inua a se ele an e pa a mais de me ade da u ma. 19 7 Sim Não En e is a MID G á ico 3 – Dis ibuição da amos a segundo a in luência que a modalidade ep esen a na mo i ação pa a a aula 14 12 Sim Não En e is a MED 111 3ª pe gun a: Rela i amen e ao eu conhecimen o ace ca das modalidades indi iduais, qual a que e mo i a mais? É possí el e i ica no g á ico 4 que, pa e signi ica i a da u ma, sen e-se mais mo i ada, ela i amen e às modalidades indi iduais, no énis e na ação (18 alunos). Os es an es alunos op a am pelo énis de mesa e pela ginás ica. No p og ama do 10º ano da ESDMII, das modalidades e e idas, apenas ginás ica é uma das lecionadas. Na ação Ténis Ténis de Mesa Ginás ica Mo i ação 10 8 3 5 0 2 4 6 8 10 12 En e is a MID G á ico 4 – Dis ibuição da amos a da mo i ação dos alunos e e en e a modalidades indi iduais, após implemen ação do MID Na ação Ténis Ténis de Mesa Ginás ica Ac obá ica Dança Mo i ação 7 3 3 12 1 0 2 4 6 8 10 12 14 En e is a MED G á ico 5 – Dis ibuição da amos a da mo i ação dos alunos e e en e a modalidades indi iduais, após implemen ação do MED 112 No g á ico 5 é possí el cons a a que, a mo i ação dos alunos pa a as modalidades indi iduais, após a implemen ação do MED, oi modi icada, com pa e da u ma a op a pela ginás ica ac obá ica como a mais mo i ado a, e e indo apenas um aluno a dança, ambém abo dada a a és do MED. No que diz espei o à 4ª pe gun a: Quais o am, na ua opinião, os p incipais aspe os posi i os e nega i os na abo dagem da ginás ica a ís ica, com o MID e na ginás ica ac obá ica e dança, com o MED? Ginás ica A ís ica (MID) Ginás ica Ac obá ica/Dança (MED) Aspe os Posi i os Aspe os Nega i os Aspe os Posi i os Aspe os Nega i os - Núme o de exe cícios; - Desa io - Pouca en eajuda (mais sozinhos); - Concen ação; - In e ação en e o g upo; - En eajuda; - Compe ição; - Di e são. - Menos ai - play; Quad o 1 – Aspe os Posi i os e Nega i os da Ginás ica A ís ica (MID) e da Ginás ica Ac obá ica/Dança (MED) apon ados pelos alunos 113 Rela i amen e à ques ão nº4 e i ica-se, no quad o 1, que os alunos e e em como p incipal lacuna das aulas de ginás ica a ís ica, a pouca “en eajuda” e a ele ada “concen ação” exigida. No en an o, e e em o “núme o de exe cícios” p opos os e o “desa io”, que es es es abelecem, como a g ande mais- alia des a abo dagem à ginás ica a ís ica. Na ginás ica ac obá ica e na dança os alunos no a am uma di e ença na “in e ação”, “en eajuda”, no a o “compe ição“ e na “di e são” sen ida. A diminuição do “ ai -play” oi apon ada como aspe o nega i o. Em úl imo luga , e apenas na en e is a MED, oi ques ionado aos alunos: En e o modelo de ensino u ilizado na ginás ica a ís ica (MID) e o usado na ginás ica ac obá ica e dança (MED) qual o que e mo i ou mais? No g á ico 6 é possí el obse a que a o alidade dos alunos da u ma se sen iu mais mo i ada na abo dagem das modalidades indi iduais a a és do MED. 0 5 10 15 20 25 30 Mo i ação MID 0 MED 26 G á ico 6 – Dis ibuição da amos a pela p e e ência ela i amen e aos modelos 120 Ta a es G (1994). O papel das eg as na de inição das lógicas dos despo os colec i os. Ho izon e 60: 207-210. Capí ulo XIV – Vi a de página – a (in)ce eza u u a 123 Capí ulo XV – Vi a de página – a (in)ce eza u u a “Os p o esso es são os mais a o unados e bem-a en u ados, en e odos aqueles que abalham. É-lhes dado o p i ilégio de aze enasce a ida em cada dia, semeando no as pe gun as e espos as, no as me as e ho izon es.” Ben o (2008, p. 77) Es á na ho a de deixa esc i o o meu capí ulo inal. O culmina do meu pe cu so no EP e um pon o de i agem na minha ida após 5 anos de mui os sac i ícios, mas ambém de conquis as. Le o comigo a comunidade escola , as pessoas, cada momen o e, sob e udo, os meus alunos. É um sen imen o a eba ado que me pe co e ao elemb a o pe cu so. A u ma, cada um deles, ensinou-me alguma coisa, con ibui am decisi amen e pa a se mais Eu. Fo am de e minan es pa a encon a a minha iden idade p o issional e a pessoalidade que dela de i a. Dei udo de mim e ac edi ei que esse se ia o caminho. Não me limi ei, não me sa is iz. Esse oi o p opósi o. Ul apassámos limi es e queb ámos ba ei as. Fomos, exis imos, i emos jun os. Fize am de mim uma pessoa melho , um p o issional mais compe en e. Eles o am os e dadei os p o agonis as des a jo nada. Eu não os deixei limi a em-se a p esencia . Ins iguei-os a pe co e em a jo nada comigo. Descob i-me, e ei, ap endi, ol ei a e a e e oluí. Apesa de udo o caminho es á longe de es a ilhado. O EP é uma e apa impo an e, mas não é o obje i o inal. Es a é uma iagem demasiado ex ensa pa a e mina ago a. Foi uma lição de ida e se i á pa a a cons ução da minha conceção didá ica ao longo dos p óximos anos. Amadu eci na p á ica pedagógica. Foi um con ibu o pa ilhado. A ap esen ação no dia 19 de se emb o ma cou o início do aje o. Es a a ão ne oso. Tão segu o das minhas aculdades e, ao mesmo empo, in imidado po miúdos de 15 e 16 anos, ao pon o de es a con uso. A p á ica é inques ioná elmen e impo an e. A PC cos uma a dize que há “ uques” que ad êm dos anos de expe iência. An es, al ez, não desse an a impo ância. 124 Ago a ejo o quão essencial é já e passado pelas si uações e e a noção co e a de como esponde às solici ações. Ainda não me sin o p o esso . Ainda es ou demasiado deso ien adoo com a iagem, mas es ou eliz. A cada dia que passa ou, p og essi amen e, adqui indo uma iden idade p o issional mais incada. Não que seja a melho ou a pio . É minha. E eu ac edi o nela po que in es i udo de mim nes a o ma de Se . O u u o é ince o. O con ex o é cada ez mais di ícil de p e e e de an e e . Hoje posso dize que es ou p epa ado pa a en en a qualque si uação e que me ag ada a possibilidade de e de me des aca pa a iun a . En en ei as di iculdades da p á ica, não sucumbi à p essão da p o issão e es emunhei. Deixei o meu legado. Aqui es á ele. Ousei, não me con en ei e, no inal, supe ámos. Comecei sozinho e acabei a c uza a me a de mão dada com a comunidade escola e com cada elemen o da minha u ma. A e i-me. Findei o início do meu pe cu so. 125 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Ala cão, I. (2001a). Escola Re lexi a e No a Racionalidade. Po o Aleg e: A med Edi o a. Ala cão, I. (2001b). P o esso -in es igado : Que sen ido? Que o mação. Fo mação p o issional de p o esso es no ensino supe io , 1, 21-31. Ala cão, I. (2005). P o esso es e lexi os em uma escola e lexi a. Co ez. A ends, R. (2008). Ap ende a Ensina (7ª Edição ed.). Mad id: McG aw-Hill. 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