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Percursos Turísticos e mobilidade reduzida o exemplo do município de Santo Tirso

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Percursos Turísticos e mobilidade reduzida o exemplo do município de Santo Tirso

Author: Maria Inês Ferreira Vieira da Silva
Year: 2015
DOI: 10.34626/f2r3-vt38
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/79456/2/35617.pdf
Ma ia Inês Fe ei a Viei a da Sil a
Pe cu sos Tu ís icos e Mobilidade Reduzida – o exemplo do Município
de San o Ti so
Disse ação ealizada no âmbi o do Mes ado em Tu ismo, o ien ada pelo P o esso
Dou o Rui Manuel Nunes Co edei a
e coo ien ada pelo P o esso Dou o Luís Paulo Saldanha Ma ins
Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o
julho de 2015
Pe cu sos Tu ís icos e Mobilidade Reduzida – o exemplo
do Município de San o Ti so
Ma ia Inês Fe ei a Viei a da Sil a
Disse ação ealizada no âmbi o do Mes ado em Tu ismo, o ien ada pelo P o esso
Dou o Rui Manuel Nunes Co edei a
e coo ien ada pelo P o esso Dou o Luís Paulo Saldanha Ma ins
Memb os do Jú i
P o esso a Dou o a Ma ia Inês Fe ei a de Amo im B andão da Sil a
Faculdade de Le as - Uni e sidade do Po o
P o esso a Dou o a Tânia C is ina Lima Bas os
Faculdade de Despo o – Uni e sidade do Po o
P o esso Dou o Rui Manuel Nunes Co edei a
Faculdade de Despo o - Uni e sidade do Po o
Classi icação ob ida: 15 alo es
5
Sumá io
Ag adecimen os ............................................................................................................ 6
Resumo ......................................................................................................................... 7
Abs ac ........................................................................................................................ 8
Índice de Ilus ações ..................................................................................................... 9
I – In odução.............................................................................................................. 11
1.1 – Jus i icação e Obje i os .................................................................................... 11
1.2 - Opções me odológicas ...................................................................................... 12
II – Concei o e e olução do u ismo e a sua impo ância no desen ol imen o local ..... 14
2.1– E olução do u ismo em Po ugal ...................................................................... 14
2.2 – Tu ismo como a o de dinamização local, egional e nacional ......................... 15
III – Despo o, Tu ismo e Pe cu sos Pedes es............................................................. 17
3.1 – Concei os de Despo o Adap ado e Tu ismo ..................................................... 17
3.2 – Tu ismo Acessí el e Tu ismo Inclusi o ........................................................... 18
3.2.1 – Pe il e mo i ações dos u is as ............................................................... 19
3.2.2 – Impac os do u ismo ............................................................................... 21
3.3 – Pe cu sos Tu ís icos/Pe cu sos Pedes es e a sua a iculação com o u ismo ..... 22
3.3.1 – O papel das au a quias ............................................................................ 23
3.3.2 – Casos de sucesso em Po ugal................................................................. 25
IV – Es udo de caso: Pe cu sos Tu ís icos no Município de San o Ti so ...................... 30
4.1 - Ca ac e ização da á ea de es udo ....................................................................... 30
4.2 - O e a u ís ica de Pe cu sos Tu ís icos e de Pe cu sos Pedes es no Município. 37
V – Pe cu so p oje ado pa a u u a implemen ação...................................................... 57
5.1 – Ca ac e ização do pe cu so .............................................................................. 57
5.2 – No mas écnicas de acessibilidade uni e sal ..................................................... 59
5.3 - Iden i icação das lacunas exis en es na cidade ao longo do pe cu so e p opos a de
co eções a e e ua ...................................................................................................... 64
5.4 – O pe cu so como a o de animação u ís ica .................................................... 88
5.5 – Veículo a u iliza no pe cu so: Joële e ............................................................. 89
5.6 - Possí el in eg ação em a i idades despo i as e/ou ec ea i as exis en es no
Município de San o Ti so e á eas en ol en es ............................................................. 92
Re e ências Bibliog á icas .......................................................................................... 96

6
Ag adecimen os
Pa a a elabo ação da p esen e disse ação de Mes ado em Tu ismo o am á ias
as en idades e ins i uições que de am da melho o ma o seu con ibu o.
Em p imei o luga , ag adeço ao P o esso Dou o Rui Co edei a, meu
o ien ado e ao P o esso Dou o Luís Paulo Saldanha Ma ins, meu coo ien ado , po
oda a disponibilidade e abe u a demons adas ao longo de odo o p ocesso de
in es igação, bem como po odo o apoio e suges ões que me ansmi i am.
Em segundo luga , ag adeço ao Depa amen o de Despo o da Câma a
Municipal de San o Ti so, nomeadamen e ao D . Ví o Ma os e es an e equipa po me
e em ecebido e o necido in o mações e pis as impo an es pa a a elabo ação da
disse ação.
Um ou o ag adecimen o di ige-se à D .ª Ana Sis elo, A qui e a Paisagis a na
Câma a Municipal de San o Ti so e à D .ª Lúcia Rod igues, Che e da Di isão de
Planeamen o e P oje os da Câma a Municipal de San o Ti so po odo o apoio e a enção
concedidos, pelo bom a endimen o que me p es a am e pelos dados es a ís icos,
documen ais e ca og á icos o necidos sob e a á ea em es udo.
A odos os colegas e amigos da Licencia u a em Geog a ia e dos Mes ados em
Tu ismo, Sis emas de In o mação Geog á ica e O denamen o do Te i ó io e do
Mes ado em Riscos, Cidades e O denamen o do Te i ó io, exp esso o meu ap eço e
g a idão pelos “con ibu os ca og á icos” indispensá eis à ealização des a disse ação,
bem como pela mo i ação que me de am e pelas ho as de companhei ismo passadas na
Mapo eca da Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o.
Po úl imo, mas não menos impo an e, que o ag adece a oda a minha amília
po ac edi a em semp e no sucesso do meu p oje o e no meu pe cu so académico.
7
Resumo
A p esen e disse ação de Mes ado em Tu ismo cen ou-se no es udo e análise de
pe cu sos u ís icos pa a pessoas com mobilidade eduzida ou condicionada no
Município de San o Ti so.
A pe inência des e es udo p ende-se com a necessidade de di ulga as o e as que
o Município disponibiliza no que diz espei o a pe cu sos pedes es, adap ando-os a um
nicho de me cado mais especí ico, nes e caso, às pessoas com mobilidade eduzida ou
condicionada. Apesa de exis i em á ias hipó eses pa a a ealização dos pe cu sos, es e
es udo ap esen a o eículo adap ado Joële e.
As écnicas de ecolha de dados u ilizadas pa a a ealização des e es udo o am as
en e is as explo a ó ias, a ecolha de dados es a ís icos sob e a população com
mobilidade eduzida a a és do Ins i u o Nacional de Es a ís ica (INE), e po úl imo, o
le an amen o dos pe cu sos exis en es em San o Ti so.
Foi ainda ealizada ca og a ia com o in ui o de se em iden i icados as a iações
de ele o e os pe cu sos u ís icos des e Município.
Também oi e e uada uma ca ac e ização da e olução do u ismo em Po ugal, e o
modo como es e cons i ui um a o de dinamização local, egional e nacional.
Faz pa e des a disse ação igualmen e, uma abo dagem ela i amen e aos emas
Despo o Adap ado, Tu ismo Acessí el e Tu ismo Inclusi o. Com a in enção de acili a
uma melho pe ceção do ipo de u is as que p ocu am es a o ma de u ismo, o am
abo dados o pe il e mo i ação dos mesmos, endo-se conside ado ainda impo an e
es uda os di e en es impac os do u ismo.
A análise dos pe cu sos u ís icos e pedes es e a sua a iculação com o u ismo
o am ou os dos emas abo dados nes a disse ação, bem como o papel das au a quias e
os casos de sucesso em Po ugal.
Po úl imo, ealizou-se uma ca ac e ização da á ea de es udo, sendo ei o o
le an amen o dos pe cu sos exis en es na mesma, a iden i icação das lacunas neles
exis en es e as p opos as pa a a sua melho ia e/ou co eção.
Pala as-Cha e: Tu ismo, Pe cu sos Pedes es, Mobilidade Reduzida, Tu ismo
Inclusi o
8
Abs ac
This Mas e 's hesis on ou ism ocused on he s udy and analysis o ou is
ou es o people wi h educed o limi ed mobili y in San o Ti so municipali y.
The ele ance o his s udy is ela ed o he need o di ulging he o e s ha
he municipali y p o ides wi h ega d o walking ails, adap ing hem o a mo e speci ic
g oup, in his case, people wi h educed o limi ed mobili y. Al hough he e a e se e al
hypo heses o do he ou es, his s udy p esen s he adap ed ehicle Joële e.
The da a collec ion echniques used o his s udy we e he explo a o y
in e iews, he collec ion o s a is ical da a on he handicapped popula ion by he
Na ional S a is ics Ins i u e, and las ly, he in en o y o he exis ing ails in San o Ti so.
I was also done ca og aphy in o de o iden i y he a ia ions o slope and he
ou is ou es o his ci y.
A cha ac e iza ion o he e olu ion o ou ism in Po ugal, and how his is a
ac o o local, egional and na ional dynamics was also made.
I is also pa o his wo k an app oach o he issues Adap ed Spo s,
Accessible Tou ism and Inclusi e Tou ism. In o de o acili a e a be e pe cep ion o
he ype o ou is s seeking his o m o ou ism, i was analysed he p o ile and
mo i a ion o hese people. I was also conside ed impo an o s udy he di e en
impac s o ou ism.
The analysis o ou is and pedes ian ou es and hei a icula ion wi h ou ism
in gene al was ano he o he issues add essed in his wo k, as well as he ole o
municipali ies and he cases o success in Po ugal.
Finally, he s udy a ea was cha ac e ized, he ails on i we e in en o ied, he
p oblems on hese we e iden i ied and some p oposals o imp o emen and/o
co ec ion we e sugges ed.
Keywo ds: Tou ism, Walking T ails, Reduced Mobili y, Inclusi e Tou ism
9
Índice de Ilus ações
Ilus ação 1 - Enquad amen o Geog á ico do Município de San o Ti so, em 2015 ....... 30
Ilus ação 2 - Enquad amen o Geog á ico do Município de San o Ti so em 2015, po
eguesia ..................................................................................................................... 31
Ilus ação 3 - Enquad amen o Hipsomé ico do Município de San o Ti so ................... 32
Ilus ação 4 – Rede Hid og á ica do Município de San o Ti so .................................... 33
Ilus ação 5 - Mapa de Decli es do Município de San o Ti so ..................................... 34
Ilus ação 6 - Mapa de Exposição de Ve en es no Município de San o Ti so .............. 35
Ilus ação 7 - Densidade populacional do Município de San o Ti so, po eguesia, em
2011 ............................................................................................................................ 36
Ilus ação 8 - Requali icação das Ma gens do A e ...................................................... 38
Ilus ação 9 – Pe cu sos Tu ís icos no Município de San o Ti so ................................. 39
Ilus ação 10 - Mapa do PR 1 ST - His ó ico P é-Indus ial ......................................... 41
Ilus ação 11 - Mapa do PR 2 ST - Pad ão ................................................................... 43
Ilus ação 12 - Mapa do PR 3 ST - Rio Leça ............................................................... 45
Ilus ação 13 - Mapa do PR 5 ST - Moinhos do Fojo ................................................... 49
Ilus ação 14 - Mapa do PR 6 ST - Vale do Leça ......................................................... 51
Ilus ação 15 - Mapa do PR 7 ST - En e Mos ei os ..................................................... 53
Ilus ação 16 - Mapa do PR 8 ST................................................................................. 56
Ilus ação 17 - Pe cu so p oje ado pa a u u a implemen ação ..................................... 57
Ilus ação 18 - Alameda da Pon e, ma gem di ei a do A e, Pa agens de au oca os ..... 65
Ilus ação 19 - Pa imen o do passeio pedonal da Alameda da Pon e, ma gem esque da
do A e ........................................................................................................................ 65
Ilus ação 20 - Ro unda Alameda da Pon e/A . Unisco Godiniz .................................. 66
Ilus ação 21 - Ro unda A . Soei o Mendes Maia/A . Sousa C uz .............................. 67
Ilus ação 22 - Caldei as das Á o es na A . Sousa C uz ............................................ 67
Ilus ação 23 - Passadei a na A . Sousa C uz .............................................................. 68
Ilus ação 24 - Passeio público na A . Sousa C uz ...................................................... 68
Ilus ação 25 - Rua D . F ancisco Sá Ca nei o ............................................................. 69
Ilus ação 26 - Pa imen o do Pa que D. Ma ia II ......................................................... 70
Ilus ação 27 - A a essamen o do Pa que D. Ma ia II Rua D . F ancisco Sá Ca nei o 70
Ilus ação 28 - Rua F ancisco Mo ei a ......................................................................... 71
Ilus ação 29 - Rua F ancisco Mo ei a ......................................................................... 72
16
ou en am c ia a sua ma ca p omocional, 96% con empla o u ismo nas suas es a égias
de desen ol imen o, 83% conside a e o es po encialidades u ís icas e 58% ê o
u ismo como eixo p io i á io de desen ol imen o. Mais de 60% conside a necessá io
c ia in a-es u u as, mas apenas 15% e e e a an agem de se in eg a numa es a égia
egional.”
Como e e e Sil a (2010), “o impac o do u ismo no desen ol imen o da
economia é um ac o, e mui as ezes uma ques ão de sob e i ência, com in luência em
di e sos sec o es de se iços. O peso do u ismo na economia nacional em indo a
c esce , sendo ac ualmen e conside ado uma “componen e es a égica de p imei a
impo ância pa a a e o mulação do modelo de desen ol imen o económico em
Po ugal” (CTP, 2005, ci . po Sil a, 2009, p.9).
Ainda o mesmo au o sublinha que “o c escimen o da ac i idade u ís ica es á
es i amen e associado à impo ância que o laze em indo a assumi , como o ma de
p eenchimen o do empo li e que as sociedades con empo âneas an o eclamam.”

17
III – Despo o, Tu ismo e Pe cu sos Pedes es
3.1 – Concei os de Despo o Adap ado e Tu ismo
En e os séculos XVIII e XIX começou a comp o a -se que a p á ica de despo o
e a undamen al pa a a eabili ação das pessoas com de iciência.
O maio boom do Despo o Adap ado su giu depois da 2ª Gue a Mundial pa a
auxilia odos os e idos e pessoas de alguma o ma incapaci adas a ní el ísico em
consequência da mesma.
Como é do conhecimen o ge al, a p á ica de despo o con ibui pa a o
desen ol imen o cogni i o, pa a o aumen o da comunicação, a in eg ação social e pa a
o aumen o da qualidade de ida. E se o despo o é bené ico pa a oda a sociedade
ambém se em e i icado um g ande in es imen o e in e esse no bem-es a e qualidade
de ida das pessoas com necessidades especiais, po isso, em-se incen i ado cada ez
mais es as pessoas pa a p a ica despo o e êm sido ealizadas cada ez mais
in es igações e es udos sob e es e ema ão pe inen e.
Lemb a-se que a Lei de Bases do Despo o, Lei n.º 30/2004, de 21 de julho,
abo da o despo o como “ a o cul u al indispensá el na o mação plena da pessoa
humana e no desen ol imen o da sociedade, e e indo ambém a p á ica despo i a pelo
cidadão po ado de de iciência”.
1
Segundo es a lei, compe e aos o ganismos do Es ado, pô em p á ica medidas e
ações que não comp ome am o acesso a a i idades despo i as po pa e de odos os
cidadãos com de iciência. Sendo assim, ambém é necessá io in es i no Tu ismo
Despo i o pa a es as pessoas.
Pa a pessoas com necessidades especiais, o despo o ou o laze não são somen e
uma o ma de “passa o empo” mas ambém uma o ma de inclusão na p óp ia
sociedade, an o que elas se eem equen emen e p i adas do acesso a alguns se iços
de laze , cul u a e en e enimen o.
A es e p opósi o, S ande en e Knop (1999) de endem que as pessoas com
necessidades especiais que sejam capazes de p a ica um despo o, seja ele qual o , são
po enciais consumido es do u ismo despo i o.
1
Ins i u o Po uguês do Despo o e Ju en ude, I. P. (s.d.). Lei n.º 30/2004, de 21 de Julho - Lei de Bases
do Despo o. Ob ido em no emb o de 2014, de Ins i u o Po uguês do Despo o e Ju en ude, I. P.:
h p://www.idespo o.p /DATA/DOCS/LEGISLACAO/Doc05_031.pd
18
Com e ei o, semp e que a le as das á ias modalidades despo i as se deslocam
jun amen e com os seus écnicos, amilia es e amigos, há, consequen emen e, uma
acen uada p ocu a de alojamen o, alimen ação e animação, p omo endo o u ismo
nessas localidades, que seja po um dia, que seja po pe íodos mais p olongados.
Ou a das an agens do despo o é alo iza as capacidades dos despo is as,
dando-lhes econhecimen o e isibilidade, o mesmo acon ecendo a despo is as com
necessidades especiais.
Nes e sen ido, lemb a-se que em elação às modalidades do Despo o Adap ado
que se p a icam em Po ugal, há dezano e que en am em compe ições pa aolímpicas:
a le ismo; basque ebol em cadei a de odas; boccia (lançamen o de bolas); ciclismo;
hipismo; esg ima em cadei a de odas; u ebol de 5 pa a cegos; u ebol de 7 pa a cegos;
goalball; hal e o ilismo; judo; na ação; ugby em cadei a de odas; énis de mesa; énis
em cadei a de odas; i o; i o com a co; ela ou ia ismo e oleibol.
3.2 – Tu ismo Acessí el e Tu ismo Inclusi o
O en elhecimen o da população, que se em acen uado nos úl imos anos, le ou
ao su gimen o dos e mos Tu ismo Acessí el e Tu ismo Inclusi o.
Segundo a En idade Regional de Tu ismo do Po o e No e de Po ugal (2013),
“o u ismo acessí el é um segmen o signi ica i o do me cado u ís ico, com eno me
po encial de c escimen o, dado o acen uado en elhecimen o da população.”
“O u ismo acessí el é uma ques ão undamen al pa a a ealização pessoal de
odos os cidadãos e pa a o desen ol imen o económico de Po ugal” (Gou eia e . Al.,
2010, p.7).
Segundo S ainback (1990), “inclusão é uma consciência de comunidade, uma
acei ação das di e enças e uma co- esponsabilização pa a ob ia às necessidades de
ou os”.
O u ismo inclusi o é um nicho do me cado u ís ico cada ez mais em
c escimen o, uma ez que a população eu opeia es á a en elhece e a sociedade a ual
es á a exigi mais e melho es condições pa a es es cidadãos, bem como pa a as pessoas
com mobilidade eduzida uma ez que a sua maio ia não az u ismo po al a de o e a
acessí el e/ou adap ada.
Segundo as es a ís icas mais ecen es, es ima-se que o u ismo inclusi o
mo imen e mais de 130 milhões de pessoas na Eu opa, o que co esponde
19
ap oximadamen e a 20% da população eu opeia, e que ce ca de 15% das ecei as
u ís icas anuais da Eu opa sejam equi alen es a um olume de negócios supe io a 80
mil milhões de eu os po ano.
A o e a u ís ica inclusi a de e se do ada de p o issionais de u ismo
quali icados e de equipamen os e ins alações bem adap ados.
Associado ao u ismo acessí el e u ismo inclusi o des aca-se ou o concei o de
ex ema impo ância - a acessibilidade inclusi a. Es a “é um di ei o undamen al
es abelecido na Cons i uição da República Po uguesa e como al de e se ga an ida a
odos em si uação de igualdade. Todas as ba ei as impos as à acessibilidade inclusi a
cons i uem um ac o disc imina ó io à luz da legislação nacional, sendo po ou o lado
causado as de p econcei os e de a i udes disc imina ó ias na população em ge al, em
especial a ju enil, con a as pessoas com de iciência, os mais idosos, os obesos, en e
ou os, p omo endo a exclusão social” (Babo e al., 2011, p.2).
Ainda os mesmos au o es sublinham que “a emá ica da acessibilidade inclusi a
em meio ísico em indo a impo -se azendo impo an es mudanças aos pa âme os
dimensionais de desenho do espaço público. São no os pa âme os que impo a
in oduzi e es abiliza , iniciando um p ocesso de e isão p o unda dos hábi os de
desenho, adop ando a ques ão da acessibilidade inclusi a como p emissa undamen al
no abalho de p ojec o” (Babo e al., 2011, p.2).
Ao longo da e isão de li e a u a sob e o ema, oi possí el cons a a , de ac o,
que “ao concei o de Tu ismo Acessí el podem se associadas ou as e minologias, são
elas: Tu ismo pa a pessoas com necessidades especiais, Tu ismo pa a Todos, Tu ismo
li e de ba ei as e Tu ismo Acessí el pa a Todos” (Nunes, 2011, p.15).
3.2.1 – Pe il e mo i ações dos u is as
Vá ios au o es apon am a impo ância de se conhece em as ca ac e ís icas e
necessidades dos u is as que equen am de e minado des ino. Es e é um a o essencial
pa a o seu sucesso ou insucesso ao ní el da melho ia da o e a de p odu os e se iços
u ís icos.
No ge al, a maio ia dos u is as iaja po mo i os inicialmen e apon ados e
es udados po K ap , en e os quais: “a busca de conhecimen os, o epouso, a cu a, a
eligião, e paisagens di e en es” (K ap , 1962, p. 111), pa a além de simplesmen e se
20
iaja po p aze ou po de e minado des ino u ís ico “es a na moda” ou po se
equen ado po pessoas conhecidas ou com impo ância na sociedade.
Ou os a o es são ainda apon ados: sen imen o de supe ação po pa e dos
u is as com algum ipo de de iciência e sensação de que o ac o de se consegui iaja
ansmi e libe dade e au onomia.
C omp on e McKay (1997) es abelecem se e mo i ações p incipais ( a o es
“Push” do modelo dos a o es “Push” e “Pull” de C omp on), jus i ica i as pa a se
iaja : a no idade, a socialização, o p es ígio/s a us, o epouso/ elaxamen o, o alo
educacional/en iquecimen o, o e o ço do pa en esco e das elações/ amília jun a e a
eg essão, sendo que es a úl ima se aduz no “desejo de encon a um compo amen o
eminiscen e da ju en ude” (C omp on e McKay, 1997, ci . po Cunha, 2006, p. 119).
Es e modelo dos a o es “Push” e “Pull” de C omp on pa ece se o mais
adequado pa a ep esen a e desc e e o pe il dos u is as com algum ipo de
de iciência.
Segundo dados da O ganização Mundial de Saúde (2011), 15% da população
mundial possui alguma incapacidade que seja ísica, men al ou senso ial.
O núme o de u is as de u ismo acessí el e inclusi o em indo a aumen a ,
pelo que a p ocu a de um “ambien e acessí el” ao ní el das in aes u u as, dos
anspo es e dos se iços nes e segmen o segue a mesma endência de c escimen o.
Os consumido es des e ipo de u ismo no malmen e êm es adias longas nos
locais que isi am e ao con á io de ou os ipos de u is as p e e em iaja numa “época
baixa”.
Os p a ican es de u ismo acessí el e inclusi o, po no ma, iajam
acompanhados po amilia es, amigos ou po p o issionais especializados em
acompanhamen o de pessoas com de iciência, pelo que os núme os e e en es a es e ipo
de u ismo endem a se conside a elmen e ele ados. Es e g upo especí ico da
população pode ambém inclui odas as pessoas que po algum mo i o enham uma
incapacidade empo á ia, bem como amílias com c ianças e a população idosa. Es a
úl ima em ido bas an e in luência nos alo es ela i os ao u ismo inclusi o, uma ez
que a ualmen e se es á a egis a em mui os países um acen uado en elhecimen o da
população.
Segundo o INR (2007, ci . po Nunes, 2011, p.15), “os u is as com de iciência
êm semp e, e em odas as ci cuns âncias, a necessidade de in o mação ela i a aos
21
se iços em o e a e às condições de acessibilidade, is o que es as, aba cam um
conjun o mui o di e so que ai desde as ajudas écnicas ao acesso dos edi ícios.”
3.2.2 – Impac os do u ismo
Os des inos de u ismo acessí el podem a ualmen e assumi uma g ande
an agem compe i i a ao ní el da economia ligada à indús ia do u ismo, uma ez que
o público que ade e é cada ez maio e os se iços elacionados com es e ipo de
u ismo são cada ez melho es e mais adequados às necessidades e desejos dos clien es.
A endência, ao ní el da p ocu a, p ende-se com a imagem do des ino que es á
elacionada com a pe ceção que o u is a em sob e as suas condições de acessibilidade.
O aumen o da p ocu a pode aze impac os económicos mui o posi i os pa a o
des ino, como po exemplo: aumen o de bene ícios económicos nas á eas de des ino e
desen ol imen o de bens e se iços u ís icos.
Um impac o económico mui o impo an e é o das despesas do u is a (San ana,
1997), que se dis ibuem ge almen e en e alimen ação, alojamen o, anspo e, comp as
e ou as (Pé ez, 2009).
Os impac os da a i idade u ís ica sob e o meio ambien e podem se di ididos
em impac os posi i os endo-se, como exemplo, a es au ação de monumen os e a
conse ação de es os a queológicos e de ecu sos na u ais, e nega i os, ais como, a
aglome ação de população, massi icação e uído.
A ualmen e, e i ica-se uma maio sensibilização pa a os impac os ambien ais,
uma ez que a maio ia da população mundial i e em cidades e a p essão sob e o
e i ó io é, po esse mo i o, cada ez maio .
No que se e e e aos impac os sociocul u ais, San ana (1997), a i ma que “O
u ismo pe mi e iaja e pa icipa em cul u as alheias à do u is a, c iando assim
impac os sociocul u ais” (San ana, 1997, p. 90).

22
3.3 – Pe cu sos Tu ís icos/Pe cu sos Pedes es e a sua a iculação com o u ismo
Podem iden i ica -se na li e a u a elacionada com o ema, essencialmen e, duas
o mas de mo imen os pedonais: as deslocações pendula es e as deslocações de laze ou
de u ismo, den o das quais encon amos, en e ou os, os pe cu sos pedes es.
O pedes ianismo é uma a i idade de despo o de na u eza que alo iza a
p ese ação ambien al e paisagís ica do e i ó io pelo que a maio concen ação de
pe cu sos pedonais se localiza em á eas na u ais e espaços u ais.
“Nos úl imos anos, as a i idades ao a li e êm indo a ganha cada ez mais
adep os, que e i am g ande sa is ação em pe co e a pé ou de bicicle a aje os
sinalizados, em con ac o com a na u eza e usu uindo de uma di e sidade en iquecedo a
a ní el u ís ico, cul u al, ambien al e a é despo i o.”
2
Segundo Fe ei a (2011), “os pe cu sos pedes es ap esen am-se como uma
o ma de ac i idade ao a li e, apa ecendo associado ao mon anhismo de idamen e
ma cado e sinalizado, desen ol endo-se an o em co as al as como em co as baixas,
jun o de ales lu iais e zonas cos ei as. A ma cação e sinalização dos pe cu sos
pedes es a ancou em F ança na década de 50, endo cons i uído um exemplo pa a as
es an es comunidades eu opeias, incluindo Po ugal, que adop ou sinalização
semelhan e” (Fe ei a 2011, p. 19).
Ainda o mesmo au o e e e que “os mo imen os pedonais cons i uem uma
o ma de anda a pé, sendo conside ada uma ac i idade ances al, ou seja, desde semp e
se ealiza am es as ac i idades. Exis em ac ualmen e algumas o mas de laze que êm
po base aze caminhadas. As caminhadas an o se podem desen ol e ao ní el dos
mo imen os pendula es, deslocando-nos du an e a nossa ida quo idiana, como ambém
se podem desen ol e como o ma de laze e de u ismo” (Fe ei a 2011, p. 18). Os
mo imen os pedonais podem se deslocações pendula es ou de laze . Nes es úl imos,
podem inclui -se os pe cu sos pedes es aos quais se da á maio des aque nes a
in es igação.
No que diz espei o a legislação po uguesa sob e o ema em in es igação, es a
abo da-o e e indo que es á o emen e ligado ao con ac o com a na u eza e ap oxima a
população do meio ambien e. É exemplo a Po a ia nº 1465 de 17 de dezemb o de 2004,
que inclui a seguin e de inição de pedes ianismo: “ac i idade de pe co e dis âncias a
2
Câma a Municipal de San o Ti so. (s.d.). Pe cu sos. Ob ido em maio de 2015, de Câma a Municipal de
San o Ti so - Visi a San o Ti so: h p://www.cm-s i so.p /pages/57
23
pé, na na u eza, em que in e êm aspec os u ís icos, cul u ais e ambien ais,
desen ol endo-se no malmen e po caminhos bem de inidos, sinalizados com ma cas e
códigos in e nacionalmen e acei es” (Fe ei a, 2011, p.30).
Segundo a Fédé a ion Eu opéene de la Randonée Pédes e (2009, ci . po
Fe ei a 2011, p. 30), “o concei o de pedes ianismo associa-se ao desen ol imen o do
ac o de anda a pé e p opo ciona o con ac o com o meio ambien e, endo em con a a
p ese ação e/ou a p o ecção do ambien e. É uma o ma de pa icipação na p o ecção e
alo ização do pa imónio cul u al, que em á eas u ais, que em á eas u banas. O seu
p incipal papel passa pela p o ecção, manu enção dos caminhos e sal agua da do
pa imónio na u al.”
Como o ma de alo iza o pa imónio his ó ico, cul u al, eligioso, na u al e
paisagís ico de que Po ugal dispõe, é de uma ex ema impo ância p omo e o
desen ol imen o de i ine á ios/ci cui os u ís icos, bem como a quali icação das
a ações u ís icas e a melho ia do acesso à in o mação ace ca dos se iços e p odu os
u ís icos de cada egião.
3.3.1 – O papel das au a quias
As au a quias locais, na sua maio ia, conside am o u ismo como a i idade de
desen ol imen o do e i ó io, e endem a desen ol e es a égias conce adas com is a
à c iação de equipamen os e in a-es u u as, conside ando-as undamen ais pa a a
cons ução de mo i ações u ís icas (Fe ei a, 2011, p.2) pa a além de e em a
esponsabilidade de iscalização e egulação das a i idades de pedes ianismo.
A população com necessidades especiais de e ia se in eg ada em odos os
es udos e planos ealizados pelas au a quias, mas pa a isso se ia necessá io ha e uma
“mudança de men alidades e de a i udes (…) de odos os que “ azem” a cidade”
(Cons an ino, J. M., 2000, p. 99), uma ez que a maio ia das au a quias não mos a
sensibilidade nem in e esse pa a se o na des ino u ís ico mais acessí el e inclusi o.
Um dos maio es p oblemas discu idos en e as au a quias e os o ganismos que
ep esen am odos os cidadãos com algum ipo de de iciência é a ques ão das
acessibilidades.
As au a quias êm um papel undamen al no que diz espei o à in eg ação da
população com mobilidade eduzida em a i idades ligadas à cul u a, ao laze e à p á ica
despo i a, de endo pa a isso espei a alguns equisi os, en e os quais:
24
 Conhece a ealidade social especi icamen e dos cidadãos com de iciência.
 Fomen a aco dos com as o ganizações locais com o obje i o de aumen a “a sua
capacidade de p es ação de abalho social” (Cons an ino, J. M., 2000, p. 98).
 Disponibiliza equipamen os de ec eação e laze adequados a um público
especí ico, acili ando a sua u ilização e acessibilidade.
 P omo e a coesão social a a és da “ edução das desigualdades no plano
económico, cul u al, social, mas ambém ísico” (Cons an ino, J. M., 2000, p. 98).
Pa a que es as medidas enham algum e ei o posi i o, de em es a en ol idas na sua
implemen ação os ó gãos dos domínios social, cul u al e despo i o da au a quia em
causa.
“As polí icas de cada Es ado nes as ma é ias e a po uguesa ambém, êm de se
concebidas pa a que o u ismo seja uma ealidade acessí el em cus os, em acilidades de
alojamen o e anspo e, mas undamen almen e acessí el em e mos ísicos (sem
ba ei as) e em e mos de in o mação e de comunicação” (INR, 2007, ci . po Nunes,
2011, p.28).
Pa a T indade (2009, ci . po Nunes, 2011), Sec e á io de Es ado do Tu ismo em
2009-2011, “o Go e no conside a o Tu ismo uma ac i idade p io i á ia e es a égica
pa a a dinamização da economia po uguesa. P esen emen e o Tu ismo ep esen a 11%
do PIB e emp ega mais de 500.000 pessoas, cons i uindo inques iona elmen e um
sec o undamen al no comba e às assime ias egionais, pela capacidade de que
demons a pa a ge a iqueza e c ia emp ego” (T indade, 2009, ci . po Nunes, 2011,
p.28).
“O Es ado de ia se um exemplo pa a a sociedade. As acessibilidades são uma
ma é ia de cul u a cí ica, não bas a agi mos passi amen e a es e p oblema, emos que
“lu a ” pa a um mundo melho e acessí el a Todos” (Nunes, 2011, p.33).
25
3.3.2 – Casos de sucesso em Po ugal
Nes e pon o achou-se opo uno e e i alguns exemplos de au a quias que êm
implemen ado p oje os associados a Tu ismo Acessí el. São os casos dos Municípios da
Lousã, de Pena iel, da Pó oa de Va zim, de San a Ma ia da Fei a, de Al aiáze e e das
Aldeias do Xis o do Gond amaz em Mi anda do Co o.
O p oje o de “Des ino de Tu ismo Acessí el” da Lousã e e o seu a anque em
2007 no Cong esso Nacional de Tu ismo Acessí el que se ealizou no mesmo
Município. Os seus p omo o es o am: a Câma a Municipal da Lousã, a P o edo ia
Municipal, o INR (Ins i u o Nacional de Reabili ação), a ESEC (Escola Supe io de
Educação de Coimb a), a DRE – Cen o (Di eção Regional de Economia do Cen o), a
ARCIL (Associação de Recupe ação dos Cidadãos Inadap ados da Lousã) e a
DUECEIRA (Associação de Desen ol imen o do Cei a e Dueça). “Após es e
cong esso, o Município da Lousã apos ou em se o na no p imei o des ino de Tu ismo
Acessí el de Po ugal, assumindo assim, a p imei a candida u a ao POPH P og ama
Ope acional de Po encial Humano, que endo sido ap o ada, oi apoiada
economicamen e com undos comuni á ios en e 2008 e 2011” (Nunes, 2011, p.6).
Pa a a implemen ação do p oje o o am c iados á ios p o ocolos e pa ce ias,
nomeadamen e en e a Câma a Municipal da Lousã e a ARCIL, com a P oasolu ions
(especialis a da Acessibilidade pa a Todos), que, segundo a Câma a Municipal da Lousã
(2011 ci . po Nunes, 2011, p.91), “elabo ou um es udo o ien ado e es a égico
denominado PSIAT – Plano de Soluções In eg adas de Acessibilidade pa a Todos, que
em como undamen o a abo dagem da acessibilidade no espaço público, edi ícios
municipais, anspo es, comunicação e in o-acessibilidade. Es e documen o (PSIAT),
pe mi iu ao Município da Lousã ealiza di e sos es udos e execu a á ios p ojec os
po di e en es écnicos, (…) como guia de boas p á icas no desen ol imen o de
soluções in eg adas de A qui ec u a e U banismo, com o Design o All como
e amen a de abalho ans e sal ao desenho das Cidades e dos edi ícios”, com a
Essen ia, que desen ol eu a ges ão do p oje o e com a Accessible Po ugal (Agência de
Viagens especializada em u ismo acessí el). Es a úl ima e e como obje i o p incipal
omen a a “in eg ação da o e a no me cado do u ismo acessí el” (Nunes, 2011, p.91).
O mesmo au o salien a ainda que pa a analisa o p oje o em igo na Lousã oi
“pe inen e ap o ei a o e en o “Descida da Se a da Lousã em Cadei a de Rodas” pa a
32
No que conce ne à ca ac e ização do Município de San o Ti so oi ei a
p imei amen e uma abo dagem aos aspe os ísicos e seguidamen e aos aspe os
humanos.
Em elação a aspe os o og á icos no Município, es e ap esen a g andes
di e enças na dis ibuição das co as, sendo que en e o pon o mais baixo e o pon o mais
al o se egis a a disc epância de 502 me os. O alo mais baixo localiza-se no ale do
io A e, na eguesia de San o Ti so (30 me os) e o pon o mais al o si ua-se no luga do
Pila , em Mon e Có do a (532 me os).
As p incipais o mações mon anhosas do Município são o planal o de Mon e
Có do a, a Se a da Ag ela e o Mon e Pisão.
Algumas das oscilações de al i ude que se podem isualiza a a és da
ca og a ia nas eguesias a nascen e, de em-se ao “desenho” da ede hid og á ica.
Ilus ação 3 - Enquad amen o Hipsomé ico do Município de San o Ti so

33
O Município de San o Ti so é di idido po duas bacias hid og á icas, a Bacia
Hid og á ica do A e e a Bacia Hid og á ica do Leça.
“O io A e, com uma di ecção p edominan e Es e-Oes e, em como p incipal
a luen e, no concelho de San o Ti so, o io Vizela. O io Leça, com uma di ecção
p edominan e No des e-Sudoes e, nasce em Mon e Có do a, a ce ca de 420 m de
al i ude. No e i ó io concelhio o seu p incipal ibu á io é a Ribei a do Pisão.”
5
Ilus ação 4 – Rede Hid og á ica do Município de San o Ti so
5
Disponí el em Ca ac e ização: Física: Hid og a ia. (s.d.). (Câma a Municipal de San o Ti so) Ob ido
em ab il de 2015, de Câma a Municipal de San o Ti so: h p://www.cm-s i so.p /pages/104
34
Rela i amen e aos decli es, pode e e i -se que no Município de San o Ti so há
egis o de si uações opos as, is o é, decli es mui o acen uados assim como decli es
mui o sua es.
As eguesias onde se egis am em simul âneo as si uações e e idas
an e io men e são as que delimi am o concelho a sudes e: Água Longa, Ag ela,
Reguenga, Re ojos e Mon e Có do a.
No limi e sul das eguesias de Vila inho, S. Mamede de Neg elos, Ro iz, São
Tomé de Neg elos, São Sal ado do Campo e São Ma inho do Campo, bem como em
oda a e en e do planal o do Mon e Có do a e nas e en es da Se a da Ag ela e da
Se a de Co elas podemos encon a os decli es maio es do Município, que
co espondem no malmen e a á eas planas com espaços ag ícolas e espaços lo es ais.
Podemos encon a os decli es mais baixos nas eguesias de Lama, Sequei ô,
A eias e Palmei a e ainda no ale do io Leça.
Ilus ação 5 - Mapa de Decli es do Município de San o Ti so
Fon e: Câma a Municipal de San o Ti so. (s.d.). Ca ac e ização: Física: Decli es. Ob ido em
ab il de 2015, de Câma a Municipal de San o Ti so: h p://www.cm-s i so.p /pages/105
35
Ainda, no que diz espei o à ca ac e ização ísica do Município de San o Ti so,
des aca-se a exposição de e en es.
As e en es i adas a no e que na sua maio ia se localizam na pa e nascen e
do concelho, são as mais húmidas po que só ecebem luz sola di e a quando a al u a do
sol é supe io ao decli e da e en e.
As e en es i adas a sul, mais soalhei as, localizam-se na á ea oes e do
concelho endo-se como exemplos o planal o de Mon e Có do a, as eguesias além- io
e Vila das A es.
Po im, as e en es i adas a oes e, localizam-se na Se a da Ag ela (si uada no
limi e sudes e do concelho) e no Mon e de Nossa Senho a da Assunção.
Ilus ação 6 - Mapa de Exposição de Ve en es no Município de San o Ti so
36
A ca ac e ização humana do Município em es udo oi ei a a a és de duas
e e ências essenciais: o po oamen o e a população esiden e.
Rela i amen e ao po oamen o, pode dize -se que es e ma ca i amen e a
paisagem, uma ez que se dis ibui de o ma dispe sa no e i ó io e po isso pode
cons a a -se que em uma o ma o iginal e que a população i e “en e cidades”.
6
No Município de San o Ti so, o po oamen o epa e-se em duas g andes á eas: o
Vale do Rio A e e o Vale do Rio Leça. A p imei a acolhe ce ca de 75% da população
esiden e e é ma cada pelo ac o de se em as ias de comunicação que de inem a o ma
e a dis ibuição do po oamen o exis en e e a segunda é abundan emen e u al, possui
um po oamen o dispe so e pouco denso sendo o io Leça e a Es ada Nacional 105 que
de inem a o ma e dis ibuição da po oação.
Ilus ação 7 - Densidade populacional do Município de San o Ti so, po eguesia,
em 2011
Fon e: Conselho Local de Ação Social de San o Ti so. (maio de 2014). Diagnós ico Social de
San o Ti so - Cade nos emá icos. Reco es sociodemog á icos. (D. d. Ti so, Ed.) Ob ido em
junho de 2015, de h p://www.cm-
s i so.p /uploads/w i e _ ile/documen /1375/cade no_demog a ia.pd
6
Disponí el em Ca ac e ização: Humana: Po oamen o. (s.d.). (Câma a Municipal de San o Ti so)
Ob ido em ab il de 2015, de Câma a Municipal de San o Ti so: h p://www.cm-s i so.p /pages/108
37
Em e mos e olu i os, a população esiden e do Município em es udo so eu um
c escimen o mais acen uado en e 1940 e 1960, de ido ao c escimen o na u al (ele ada
axa de na alidade e baixa axa de mo alidade). O mesmo não acon eceu na década de
60, pe íodo em que se e i icou uma queda no c escimen o populacional p o ocada pela
ele ada emig ação que se egis ou. Após a e olução do 25 de ab il de 1974, e i icou-
se o e o no dos mili a es das ex-colónias po uguesas e dos po ugueses que inham
emig ado de ido à conjun u a polí ica que se i ia em Po ugal no Es ado No o. Es es
o am a o es essenciais pa a que na década de 70 se ol asse a egis a um c escimen o
demog á ico acen uado.
Como se em e i icado em odo o e i ó io nacional, o Município de San o
Ti so não oge à eg a no que oca ao ab andamen o no c escimen o populacional que se
em e i icado desde 1981, sob e udo de ido à diminuição da axa de na alidade, sendo
que o c escimen o egis ado nos censos de 2001 oi de apenas 3,8%. Segundo os
úl imos censos, ealizados em 2011, a população esiden e e a de 71530 habi an es.
4.2 - O e a u ís ica de Pe cu sos Tu ís icos e de Pe cu sos Pedes es no
Município
Com o obje i o de se conhece a o e a u ís ica ao ní el dos pe cu sos exis en es
no Município de San o Ti so, p ocedeu-se ao seu le an amen o e análise com o apoio do
websi e da Câma a Municipal.
Com a ealização ecen e da Requali icação das Ma gens do A e, o am c iadas
uma ciclo ia e á eas de epouso, en e o Pa que U bano da Rabada e a cidade de San o
Ti so.
“O Passeio das Ma gens do A e é uma no a zona de laze na cidade de San o
Ti so que pode se u ilizada pa a caminhadas a pé ou pa a passeios de bicicle a. O
Passeio une o Pa que U bano da Rabada ao co ação da cidade e es ende-se po 1,4 km.
É possí el passea , co e ou anda de bicicle a e acede às ma gens em di e sos
pon os ao longo do Passeio, onde exis em pesquei os. E e uou-se uma econs i uição da
gale ia ipícola pa a manu enção da biodi e sidade da en e ibei inha. A c iação do

38
Passeio e e como obje i os omen a as p á icas despo i as in o mais e con ibui pa a
a p ese ação e alo ização da his ó ia e da memó ia cole i a local.”
7
Segundo in o mações ecolhidas jun o das en idades esponsá eis pelo p oje o
da Câma a Municipal, “os objec i os des a in e enção são o na as en es ibei inhas
do Rio A e um espaço de sociabilidade e uição pa a odos os habi an es, u is as e
isi an es de San o Ti so, in oduzindo pa a al signi ica i as melho ias ao ní el dos
espaços na u ais e das in a-es u u as cul u ais e sociais exis en es no local e c iando
um cen o de ac i idades económicas u banas ino ado as e compe i i as.”
Fon e: Visi a San o Ti so: Pe cu sos Pedes es. (s.d.). (Câma a Municipal de San o
Ti so) Ob ido em no emb o de 2014, de Câma a Municipal de San o Ti so: h p://www.cm-
s i so.p /pages/71
Pa a além des e, os habi an es do Município de San o Ti so e odos os isi an es
êm ainda ao seu dispo ou os oi o pe cu sos pedes es, nume ados e classi icados pelo
Município, onde podem ap ecia a di e sidade de pa imónio e de biodi e sidade
exis en es ao longo dos pe cu sos.
“Em San o Ti so es es pe cu sos, cada ez mais alo izados, a aem pessoas de
odas as idades, pequenos aglome ados amilia es e a é u is as que p ocu am conhece
o espaço u al, as suas gen es, cos umes e adições, ao mesmo empo que obse am o
meio na u al.”
8
7
Disponí el em Visi a San o Ti so: Pe cu sos: Pedonal e Ciclá el. (s.d.). (Câma a Municipal de San o
Ti so) Ob ido em no emb o de 2014, de Câma a Municipal de San o Ti so: h p://www.cm-
s i so.p /pages/713
8
Disponí el em Visi a San o Ti so: Laze : Pe cu sos. (s.d.). (Câma a Municipal de San o Ti so) Ob ido
em maio de 2015, de Câma a Municipal de San o Ti so: h p://www.cm-s i so.p /pages/57
Ilus ação 8 - Requali icação das Ma gens do A e
39
Es es, no que diz espei o à sua ex ensão, são odos classi icados como sendo de
“pequena o a - PR”, po que “ap esen am o as com meno ex ensão, não ul apassando
os 30km” (Fe ei a, 2011, p.26). Seguem-se a iden i icação e a desc ição de cada um
dos oi o pe cu sos, ep esen ados no mapa que se segue, salien ando-se o ac o de
nenhum deles possibili a na a ualidade o usu u o po pessoas com mobilidade
eduzida. No en an o, com a suges ão da u ilização da Joële e, como mais à en e se
e á, es es pe cu sos o na -se-ão iá eis e acessí eis aos u is as com mobilidade
eduzida.
Ilus ação 9 – Pe cu sos Tu ís icos no Município de San o Ti so
40
“PR 1 ST - His ó ico P é-Indus ial
Tipo de pe cu so: Ci cula de pequena o a
Ex ensão e Du ação: 11,00 Km – 3 a 4 Ho as
G au de Di iculdade: Médio
Âmbi o do pe cu so: His ó ico, ambien al, paisagís ico, cul u al e despo i o
Época aconselhada: Todo o ano
Localização: Ca alhal de Valinhas; Pe ei as; Cas o do Mon e Pad ão.
Pon os de Pa ida / Chegada: Ca alhal de Valinhas; Pe ei as; Mon e Pad ão.
Pon os de In e esse: Se a Hid áulica de Pe ei as; Azenhas de Valinhas; Quedas de
Fe ença; Cas o do Mon e Pad ão; Rio Leça.
Acessos: EN 105 e A3
Desc ição ge al
Pe cu so ci cula com pa ida e chegada num dos seguin es pon os: Ca alhal de
Valinhas; Pe ei as; Capela do Mon e Pad ão. Es e pe cu so en onca com o “PR 2 ST –
Pad ão” jun o da Quin a de Linha es.”
9
9
Disponí el em Pe cu sos: Pe cu sos Pedes es: PR 1 ST - His ó ico P é-Indus ial. Ob ido em
no emb o de 2014, de Câma a Municipal de San o Ti so - Visi a San o Ti so: h p://www.cm-
s i so.p /pages/715
41
Ilus ação 10 - Mapa do PR 1 ST - His ó ico P é-Indus ial
Fon e: Pe cu sos: Pe cu sos Pedes es: PR 1 ST - His ó ico P é-Indus ial. Ob ido em
no emb o de 2014, de Câma a Municipal de San o Ti so - Visi a San o Ti so: h p://www.cm-
s i so.p /pages/715
48
“PR 5 ST - Moinhos do Fojo
Tipo de pe cu so: Ci cula de pequena o a
Ex ensão e Du ação: 10,00 Km – 3 a 4 Ho as
G au de Di iculdade: Médio
Âmbi o do pe cu so: Ambien al, paisagís ico, cul u al e despo i o
Época aconselhada: Ou ono; In e no; P ima e a
Localização: São Tomé de Neg elos, Ro iz
Pon os de Pa ida / Chegada: São Tomé de Neg elos (Ig eja)
Pon os de In e esse: São Tomé de Neg elos – Ig eja Pa oquial, Capela do San íssimo
Sac amen o, Casas Sola engas de Vilela, a do Paço e a de Lei as, Cou ada, Ribei a do
Fojo, Cas o de San a Ma ga ida, Ped ei as de Bus elo, Moinhos da Ribei a do Fojo.
Acessos: EN 105 e A3
Desc ição ge al
Es e ilho ca ac e iza-se pela in luência da Ribei a do Fojo, que já ez mo e
uma in ena de moinhos de água e um laga de azei e, na ag icul u a local, si uando-se,
em quase oda a sua ex ensão, na F eguesia de São Tomé de Neg elos.
O pe cu so inicia-se jun o ao In an á io, p óximo da Ig eja ma iz, e e mina
jun o à e e ida Ig eja. Passa e pe co e pa e do lei o da Ribei a do Fojo, a é às
Ped ei as de Bus elo, com uma subida um pouco acen uada, pe co endo, desde aí, a
c is a do mon e a é Cou ada, descendo sua emen e, pe mi indo uma sobe ba is a dos
Rios A e e Vizela, Vila das A es e São Tomé de Neg elos. Di ige-se depois pa a o
Cas o de San a Ma ga ida, po oado o i icado que se localiza em pequena ele ação a
No e de São Tomé de Neg elos, sob e o Rio Vizela e com uma al u a de 300 me os,
con inuando depois pa a a Ig eja Pa oquial de São Tomé de Neg elos, onde e mina. Daí
o g au de di iculdade se conside ado Médio.
A po oação de São Tomé de Neg elos chegou a se ila e Cou o, endo
pe encido ao Concelho de Neg elos, o qual, depois de ex in o, oi in eg ado no
Concelho de San o Ti so.
São dignos de isi a a Ig eja Pa oquial, a Capela do San íssimo Sac amen o com
abóbada de Nós, uma “loggia” quinhen is a, exempla único na egião. Quem ai a São

49
Tomé de Neg elos não pode deixa de isi a ambém as quin as onde se p oduz alguns
dos melho es inhos e des da egião.”
13
Ilus ação 13 - Mapa do PR 5 ST - Moinhos do Fojo
Fon e: Pe cu sos: Pe cu sos Pedes es: PR 5 ST - Moinhos do Fojo. Ob ido em no emb o de
2014, de Câma a Municipal de San o Ti so - Visi a San o Ti so: h p://www.cm-
s i so.p /pages/719
13
Disponí el em Pe cu sos: Pe cu sos Pedes es: PR 5 ST - Moinhos do Fojo. Ob ido em no emb o de
2014, de Câma a Municipal de San o Ti so - Visi a San o Ti so: h p://www.cm-s i so.p /pages/719
50
“PR 6 ST - Vale do Leça
Tipo de pe cu so: Linea com al e na i a de ci cula de pequena o a
Ex ensão e Du ação: 16,7 km – 5 a 6 Ho as
G au de Di iculdade: Mode ado / Médio
Âmbi o do pe cu so: Ambien al, paisagís ico, cul u al e despo i o
Época aconselhada: In e no; P ima e a; Ou ono
Localização: Guima ei, Lamelas, Água Longa, Ag ela, Reguenga, Re ojos
Pon os de Pa ida / Chegada: Guima ei e Re ojos
Pon os de In e esse: Guima ei – Campo de Jogos, Ig eja Ma iz e Quin a da Pica ia;
Lamelas – Casa de San a Eulália, Capela de San o An ónio e Al o da Vela; Água Longa
– A luen es e Bacia do Rio Leça, Quin a e Ribei a do Pisão, Ig eja Ma iz; Ag ela –
Al o do Co nadinho, Ig eja Ma iz, Quin a da Ag ela; Reguenga Capela da Senho a das
Do es, Vale Ag ícola do Rio Leça, Ig eja Ma iz; Re ojos – Quin a do Casal, Ig eja
Ma iz, Quedas de Fe ença do Rio Leça.
Acessos: EN 105 e A3
Desc ição ge al
O T ilho Vale do Leça pe mi e pe co e o espaço co esponden e às F eguesias
que ladeiam o espe i o Vale, acul ando a sua obse ação e o acompanhamen o do lei o
do Rio Leça desde as Quedas da Fe ença a é p óximo da sua saída do Concelho em
Água Longa.
O Pe cu so pode se iniciado jun o ao campo de Fu ebol de Guima ei e e mina
na Pon e das Cab as em Re ojos, ou ice- e sa. Exis e um pe cu so ci cula in e médio
en e o Campo de Fu ebol de Guima ei, passando pelo Luga de Sob adelo – Água
Longa, Lamelas e e mina na Ig eja de Guima ei.
Es e Pe cu so pe mi e a obse ação das á eas ag ícolas das F eguesias que
ci cundam o Vale do Leça, o Ou ei o Al o, nos limi es das F eguesias de Guima ei e
Lamelas, Quin as da Peneda e Pisão que o am aglu inadas pelo Campo de Gol e de
Água Longa, (emp eendimen o Tu ís ico e Laze ), Al o Ca o ze e Co nadinho (pon o
mais al o da á ea do Vale do Leça – desa iando os mais a oi os a epa ), as águas
c is alinas do Rio Leça e as Quedas de Fe ença em Re ojos.
51
Es e ilho ca ac e iza-se pelas adições ag ícolas ainda bem p esen es nes e
início de século XXI, sendo de pequena o a (PR), ap esen ando um açado linea ,
(exis e opção ci cula ), com um decli e pouco acen uado o nando-o de média
di iculdade, acul ando ao pedes ianis a a plena uição e con ac o ambien al.”
14
Ilus ação 14 - Mapa do PR 6 ST - Vale do Leça
Fon e: Pe cu sos: Pe cu sos Pedes es: PR 6 ST - Vale do Leça. Ob ido em no emb o de
2014, de Câma a Municipal de San o Ti so - Visi a San o Ti so: h p://www.cm-
s i so.p /pages/720
14
Disponí el em Pe cu sos: Pe cu sos Pedes es: PR 6 ST - Vale do Leça. Ob ido em no emb o de
2014, de Câma a Municipal de San o Ti so - Visi a San o Ti so: h p://www.cm-s i so.p /pages/720
52
“PR 7 ST - En e Mos ei os
Tipo de pe cu so: Linea de pequena o a
Ex ensão e Du ação: 12,7 km – 4 a 5 Ho as
G au de Di iculdade: Mode ado / Médio
Âmbi o do pe cu so: Ambien al, paisagís ico, cul u al e despo i o
Época aconselhada: In e no; P ima e a; Ve ão; Ou ono
Localização: Ro iz, S. Mamede de Neg elos, Vila inho
Pon os de Pa ida / Chegada: Ro iz e Vila inho
Pon os de In e esse: Ro iz – Ig eja de S. Ped o de Ro iz; Mos ei o de San a
Escolás ica; Mos ei o Benedi ino; S. Mamede de Neg elos – Ig eja Ma iz; Capela de S.
Roque; Casa dos Ba osos; Vila inho – Ig eja Ma iz; Ig eja de São Miguel de
Vila inho, an igo Mos ei o; Casa do Bu go;
Acessos: EN 105, 209-2, 644, 613 e A3
Desc ição ge al
“En e Mos ei os” é o ilho que pe co e as eguesias de Ro iz, S. Mamede de
Neg elos e Vila inho, es abelecendo a ligação en e os Mos ei os de Ro iz e Vila inho.
Em odo o seu pe cu so podemos obse a a o e ocação p edominan emen e
ag ícola das ês eguesias, embo a se egis em ambém pequenas unidades ab is do
sec o êx il.
O Mos ei o de Ro iz com a sua o e sinei a, ig eja e esidência con en ual são
elemen os a obse a e ap ecia odos os seus elemen os cons u i os e deco a i os. Ali
pe o podemos isi a o Mos ei o de San a Escolás ica onde as bolachas de Ro iz nos
p opo cionam delicados sabo es.
No Mos ei o Benedi ino emos à nossa espe a o Lico de Singe e ga, único em
Po ugal, de o igem monás ica, ab icado pelos monges. É ob iga ó ia uma isi a à
adega onde o chei o ino e adocicado se espi a logo à en ada.
A Ig eja Ma iz de São Mamede de Neg elos é um emplo mode no, de in ulga
aça, cons uído em g ani o. A Capela de S. Roque, que se e de C uzei o às p ocissões
da eguesia, é o mi ane e abe o, sob e es a linda bacia do Rio Vizela, a odos os que
desejem goza um o moso pano ama. A Casa dos Ba osos, embo a bas an e
deg adada, é um in e essan e exempla de casa senho ial.
53
Vila inho é a mais o ien al das eguesias de San o Ti so, si uando-se a Sul do
io Vizela. Ali se si ua o an igo Mos ei o de Vila inho com a sua an iga Ig eja pa oquial.
A No des e da e e ida Ig eja si ua-se o Mon e de São Ped o, de o ma o cónico
onde se encon a um ma co geodésico, de onde se pode ap ecia uma paisagem ag ícola
e indus ial com o io Vizela a pe co ê-la.
O pe cu so pode se iniciado jun o à Ig eja de Ro iz e e mina jun o ao Mos ei o
de Vila inho, ou ice- e sa, ap esen ando um açado linea , com um decli e acen uado
em alguns pon os, o nando-o de média di iculdade, acul ando ao caminhei o a plena
uição da paisagem e do pa imónio cons uído.”
15
Fon e: Pe cu sos: Pe cu sos Pedes es: PR 7 ST - En e Mos ei os. Ob ido em no emb o de
2014, de Câma a Municipal de San o Ti so - Visi a San o Ti so: h p://www.cm-
s i so.p /pages/721
15
Disponí el em Pe cu sos: Pe cu sos Pedes es: PR 7 ST - En e Mos ei os. Ob ido em no emb o de
2014, de Câma a Municipal de San o Ti so - Visi a San o Ti so: h p://www.cm-s i so.p /pages/721
Ilus ação 15 - Mapa do PR 7 ST - En e Mos ei os

54
“PR 8 ST
Tipo de pe cu so: Ci cula de pequena o a
Ex ensão e Du ação: 9 km – 3 Ho as
G au de Di iculdade: Mode ado
Âmbi o do pe cu so: Ambien al, paisagís ico, cul u al e despo i o
Época aconselhada: Todo o ano.
Localização: San o Ti so; Bu gães
Pon os de Pa ida / Chegada: Câma a Municipal; Pa que U bano da Rabada
Pon os de In e esse: San o Ti so – Ja dins e Pa ques da Cidade de San o Ti so; Museu
In e nacional de Escul u a Con empo ânea; Ig eja Ma iz; Escola P o issional Ag ícola
Conde de S. Ben o; Pa que Despo i o Municipal; Pa que do Ribei o do Ma adou o;
Bu gães – Pa que U bano da Rabada; Quin a da Ce dei a; Quin a da Ce queda;
Acessos: EN 105, A3, A41
Desc ição ge al
O PR 8 ST es abelece um ci cui o ci cula , unindo odos os pa ques u banos da
cidade de San o Ti so, endo como e e ência es u u an e o Rio A e”
16
.
Que nes es pa ques u banos, que em á ios ja dins da cidade, podem
encon a -se inúme as ob as de a e que in eg am o Museu In e nacional de Escul u a
Con empo ânea.
Em en e à já e e ida Quin a da Escola Conde S. Ben o, do lado opos o à
o unda mencionada an e io men e, encon a-se o Mos ei o de São Ben o, que sendo
uma das p incipais a ações u ís icas do Município de San o Ti so, es á classi icado
como Monumen o Nacional desde 1910 e é a ualmen e candida o a Pa imónio Mundial
da UNESCO
17
. A ualmen e, ao lado des e mos ei o, embo a seja já um pouco a as ado
do pe cu so que em indo a se desc i o, encon a-se o Museu Municipal Abade
16
Disponí el em Pe cu sos: Pe cu sos Pedes es: PR 8 ST. Ob ido em no emb o de 2014, de Câma a
Municipal de San o Ti so - Visi a San o Ti so: h p://www.cm-s i so.p /pages/722
17
(O ganização das Nações Unidas pa a a Educação, Ciência e Cul u a)
55
Ped osa que es á, a ualmen e, a se al o de equali icação jun amen e com a c iação da
sede do Museu In e nacional de Escul u a Con empo ânea.
18
“Elabo adas a pa i dos mais di e sos ma e iais – como o g ani o, ípico da
egião, ou aço, má mo e ou e o –, as escul u as inse em-se numa exposição
pe manen e ao a li e (…), p opo cionando a uição pública das ob as, que
ans o mam os e des espaços comuns de San o Ti so em e úlias de comunicação, nas
quais se es abelece uma elação p i ilegiada e ín ima en e a escul u a, o meio e o seu
público. Es e pode se o pon o de pa ida pa a um passeio pela a ualidade de San o
Ti so, p omo ido pela Câma a Municipal de San o Ti so, sob di eção a ís ica nacional
de Albe o Ca nei o e in e nacional de Gé a d Xu igue a.
O Pa que D. Ma ia II e os Ja dins Adjacen es – La go Abade Ped osa e Ja dins
Ribei o de Mi anda cons i uem, no seu conjun o, espaços e des públicos es u u an es
da cidade de San o Ti so.
A inalidade des e espaço – Pa que D. Ma ia II - se i ia pa a melho ia das
comunicações com os ó gãos cen ais do Município, as ocas come ciais da ei a de
San o Ti so, pa a além do ap o ei amen o das po encialidades paisagís icas.
De açado na u alis a e com uma ege ação a bó ea opulen a, o Pa que D.
Ma ia II cons i ui um espaço p i ilegiado de uição com um i mo de u ilização diá io.
O Pa que U bano da Rabada – inse e-se numa á ea de 96 274 m2. Es á assen e
numa ma a de ca alhos e sob ei os, sob ancei a ao Rio A e.
O obje i o p incipal é po encia as ca ac e ís icas na u ais exis en es, c iando
in aes u u as e equipamen os que pe mi am a uição dum espaço e de público
inse ido na Es u u a Ve de U bana da cidade de San o Ti so e no plano de Recupe ação
das Ma gens do Rio A e.
O p og ama assen a na e i alização do espaço a a és da c iação de pe cu sos
pedonais, á eas de es adia e laze .”
19
18
Disponí el em San o Ti so p opõe à UNESCO mos ei o que o ajudou a se concelho. Jo nal Público.
Ob ido em junho de 2015: h p://www.publico.p /local-po o/jo nal/san o- i so-p opoe-a-unesco-mos ei o-
que-o-ajudou-a-se -concelho-26997537
19
Disponí el em Pe cu sos: Pe cu sos Pedes es: PR 8 ST. Ob ido em no emb o de 2014, de Câma a
Municipal de San o Ti so - Visi a San o Ti so: h p://www.cm-s i so.p /pages/722
56
Ilus ação 16 - Mapa do PR 8 ST
Fon e: Pe cu sos: Pe cu sos Pedes es: PR 8 ST. Ob ido em no emb o de 2014, de
Câma a Municipal de San o Ti so - Visi a San o Ti so: h p://www.cm-s i so.p /pages/722
57
V – Pe cu so p oje ado pa a u u a implemen ação
5.1 – Ca ac e ização do pe cu so
O pe cu so que se á e e ido nes e capí ulo oi especialmen e p oje ado pa a
cidadãos com mobilidade eduzida bem como qualque ou o ipo de incapacidade.
T a a-se de um pe cu so ci adino. Tem início na ciclo ia lúdica das Ma gens do
A e p osseguindo a é à P aça Gene al Humbe o Delgado, passando pela Loja do
Cidadão, Pa que D. Ma ia, La go Co onel Bap is a Coelho e P aça Conde S. Ben o. A
ligação à P aça do Município, ao Complexo Despo i o, Cen o de A endimen o da
Po ugal Telecom e Pa que da Ribei a do Ma adou o é assegu ada po um segundo eixo
com início na Rua Sousa T epa.
Pa a melho ap esen ação e desc ição do pe cu so, eco eu-se ao documen o
cedido pela Câma a Municipal de San o Ti so, Plano Local de P omoção da
Acessibilidade - P og ama de Mobilidade Sus en á el pa a a cidade de San o Ti so
(Vols. Volume I - Es udo de Acessibilidade Inclusi a e Manual de Boas P á icas). O
pe cu so oi di idido em seis pa es como se pode e i ica pela ilus ação.
Ilus ação 17 - Pe cu so p oje ado pa a u u a implemen ação
Fon e: Babo e al. (2011, p.8)
64
5.3 - Iden i icação das lacunas exis en es na cidade ao longo do pe cu so e p opos a
de co eções a e e ua
Algumas das lacunas que o am possí eis de e a ao longo dos pe cu sos desc i os
no pon o 5.1 são: inexis ência de passeios; aixa li e do passeio com la gu a
inadequada (< 1,2 em ias locais e < 1,5 em ias dis ibuido as); pa imen o inadequado
(i egula ou desag egado); obs áculos em al u a (> 2,4m); obs áculos no pa imen o –
es u u as ixas; obs áculos no pa imen o – es u u as amo í eis, po ex: esplanadas;
inexis ência de passadei a; passadei a sem ampas de ligação aos pe cu sos pedonais;
passadei a sem sinalização isual e ác il; passadei a des iada do pe cu so pedonal
lógico (e de di ícil lei u a); penden e longi udinal inadequada (> 5%); penden e
ans e sal inadequada (> 2%); inexis ência de co imãos em ampas e de gua das em
desní eis; ampa sem sinalização isual e ác il; ampa de passadei a com penden e
supe io a 8%; caldei as de á o es sem p o eção de chão, ou com p o eção inadequada
e ege ação inap op iada.
Pode cons a a -se que uma das ques ões cen ais da acessibilidade inclusi a, a
penden e longi udinal dos pe cu sos, não pode se co igida em g ande pa e dos
espaços u banos, exis indo inúme as si uações em que es a não cump e com o desejá el
ou necessá io.
Assim, pe an e as no mas écnicas desc i as no pon o 5.2, se ão de seguida
e e idas as co eções que de em se e e uadas ao longo dos pe cu sos de San o Ti so
endo como sequência as seis pa es e e idas e endo semp e po como e e ência
bibliog á ica o documen o que em sido al o de análise nes e pon o V, in i ulado Plano
Local de P omoção da Acessibilidade - P og ama de Mobilidade Sus en á el pa a a
cidade de San o Ti so (Vols. Volume I - Es udo de Acessibilidade Inclusi a e Manual de
Boas P á icas).
Na pa e 1 egis ou-se que na Alameda da Pon e, ma gem di ei a do io A e
“não exis e pe cu so acessí el (com penden e in e io a 5%) en e a Alameda da Pon e
(ma gem esque da do A e) e a ciclo ia lúdica. Es a si uação pa ece, po obse ação, se
passí el de ácil co eção a a és da cons ução de uma ampa acessí el de ligação en e
es es dois pon os” (Babo e al., 2011, p.9).
Como se pode e i ica pela ilus ação que de seguida se ap esen a, “as duas
pa agens de au oca os aqui exis en es es ão implan adas num amo do a uamen o com
penden e longi udinal supe io a 5%, o nando impossí el ou mui o di icul ada a sua

65
u ilização po pa e de pessoas com di iculdade de locomoção. Conside a-se necessá ia
uma in e enção de deslocação das pa agens pa a um local com meno es penden es e
in eg ado na ede de pe cu sos pedonais” (Babo e al., 2011, p.10).
Fon e: Babo e al. (2011, p.10)
Na Alameda da Pon e, Ma gem esque da do io A e, egis ou-se que “o
pa imen o do passeio pedonal da Alameda da Pon e, incluindo a á ea em en e ao
an igo po al de en ada na Quin a da Escola Conde S. Ben o, em lajeado de g ani o,
ap esen a di e sas i egula idades, ca ecendo de in e enção de manu enção” (Babo e
al., 2011, p.10).
Ilus ação 19 - Pa imen o do passeio pedonal da Alameda da Pon e, ma gem
esque da do A e
Fon e: Babo e al. (2011, p.10)
Ilus ação 18 - Alameda da Pon e, ma gem di ei a do A e, Pa agens de au oca os
66
Na passagem da Ro unda Alameda da Pon e pa a a A enida Unisco Godiniz, “o
passeio pedonal na á ea em en e ao an igo po al de en ada na Quin a da Escola
Conde S. Ben o em uma penden e longi udinal de 7,5%. Não sendo uma si uação
egulamen a , en ende-se no en an o que a ando-se de um pequeno oço do pe cu so
(ce ca de 15 m) e conside ando o alo pa imonial des a cons ução, não se jus i ica a
p opos a de qualque in e enção de co eção, p econiza-se, no en an o, que a Câma a
Municipal execu e um es udo de co as (com base em le an amen o opog á ico) no
sen ido de a e igua se exis e a possibilidade de diminuição des a penden e sem
in e e ências de maio com a a qui e u a do po al. Es a si uação de e á se obje o de
sinalização de descon o midade, assinalando-se que se a a de um local de epouso
(opo unidade po con eniência) ” (Babo e al., 2011, p.11).
Ilus ação 20 - Ro unda Alameda da Pon e/A . Unisco Godiniz
Fon e: Babo e al. (2011, p.11)
Na passagem da Ro unda A . Soei o Mendes Maia pa a a A enida Sousa C uz,
e i ica-se que “es a o unda ap esen a um desní el acen uado no sen ido SO-NE,
assinalando-se a necessidade de uma in e enção de ede inição dos pe cu sos de
a a essamen o pedonal no sen ido de ga an i a acessibilidade uni e sal,
67
nomeadamen e no que espei a às penden es já e e idas an e io men e. As no as
passadei as e ão de ap esen a sinalização isual e ác il nos seus limi es” (Babo e al.,
2011, p.12).
Ilus ação 21 - Ro unda A . Soei o Mendes Maia/A . Sousa C uz
Fon e: Babo e al. (2011, p.11)
Na pa e 2 do pe cu so, o egis o das lacunas iniciou-se na A enida Sousa C uz,
sendo que as caldei as das á o es aqui exis en es “não espei am o dispos o no n.º 4.7.4
do DL 163/2006, na medida em que possuem espaços que pe mi em a passagem de uma
es e a ígida com um diâme o supe io a 0,02 m, de endo assim se subs i uídas”
(Babo e al., 2011, p.12).
Ilus ação 22 - Caldei as das Á o es na A . Sousa C uz
Fon e: Babo e al. (2011, p.12)
68
Na mesma A enida, e i icou-se que “no a a essamen o da Rua do Oli al, a
passadei a es á des iada do pe cu so pedonal, não sendo isí el a pa i do mesmo,
de endo assim se cons uída uma no a passadei a acessí el” (Babo e al., 2011, p.12).
Ilus ação 23 - Passadei a na A . Sousa C uz
Fon e: Babo e al. (2011, p.12)
A ilus ação seguin e demons a que “exis e um pequeno oço da A . Sousa
C uz, en e à Loja do Cidadão, em que a penden e longi udinal é de 6,8%. Dado a a -
se de um passeio público que dá acesso a di e sos edi ícios não pa ece iá el a
al e ação de co as, pelo que se admi e uma solução de comp omisso com a colocação de
co imãos de apoio à ma cha, e de sinalização de a iso da si uação de descon o midade.
No início e/ ou im des e oço de penden e acen uada de e ão se p e is os locais de
epouso equipados com bancos (ni elados)” (Babo e al., 2011, p.13).
Ilus ação 24 - Passeio público na A . Sousa C uz
Fon e: Babo e al. (2011, p.13)
69
Na Rua do D . F ancisco Sá Ca nei o, egis ou-se que “a passadei a exis en e no
início da Rua D . Oli ei a Salaza es á localizada num local com penden e ans e sal
não egulamen a , não exis indo passadei a do lado opos o do c uzamen o, ou seja no
inal da Rua D . F ancisco Sá Ca nei o. Pa ece assim necessá io in e i execu ando
uma passadei a no inal da Rua D . F ancisco Sá Ca nei o, local de meno penden e
longi udinal” (Babo e al., 2011, p.13).
Fon e: Babo e al. (2011, p.13)
Ilus ação 25 - Rua D . F ancisco Sá Ca nei o

70
Na pa e 3 do pe cu so em análise cons a ou-se que endo o Pa que D. Ma ia II o
pa imen o compos o po solo compac ado, é “necessá ia uma in e enção de
manu enção ou de al e ação (po exemplo, aixa em solo ag egado) isando ga an i as
boas condições do piso du an e odo o ano (incluindo dias de chu a), dando assim
cump imen o às no mas écnicas da acessibilidade uni e sal. As penden es longi udinais
des e oço são en e 5,4% e 5,5%, alo es que já in eg am a classi icação de ampa, e
que de e ão se compensados aqui com a p e isão de locais de pa agem e descanso”
(Babo e al., 2011, p.14).
Fon e: Babo e al. (2011, p.14)
No im da a essia des e pa que, e i ica-se que “a passadei a exis en e no opo
Sul da Rua D . F ancisco Sá Ca nei o não ap esen a sinalização ác il e isual, nem as
suas ampas pa ecem espei a a penden e máxima admi ida de 8%, pelo que se jus i ica
uma in e enção de co eção” (Babo e al., 2011, p.15).
Fon e: Babo e al. (2011, p.15)
Ilus ação 26 - Pa imen o do Pa que D. Ma ia II
Ilus ação 27 - A a essamen o do Pa que D. Ma ia II Rua D . F ancisco Sá Ca nei o
71
A Rua F ancisco Mo ei a, “ap esen a uma penden e longi udinal de 6,5%.
T a ando-se de um passeio público que dá acesso a di e sos edi ícios não pa ece iá el
a al e ação de co as, pelo que se admi e uma solução de comp omisso com a colocação
de co imãos de apoio à ma cha, bem como sinalização de a iso da si uação de
descon o midade e p e isão de á eas de epouso” (Babo e al., 2011, p.15).
Ilus ação 28 - Rua F ancisco Mo ei a
Fon e: Babo e al. (2011, p.15)
Cons a a-se pela análise das ilus ações que de seguida se ap esen am que “A
passadei a que a a essa a Rua D . Ca nei o Pacheco, de ligação en e o La go Co onel
Bap is a Coelho e a Rua F ancisco Mo ei a, es á bas an e des iada em elação à
aje ó ia pe co ida pelos peões, não sendo isí el a pa i de nenhum dos dois
a uamen os e e idos. Não possui, po ou o lado, sinalização ác il e isual. Pa ece
assim necessá ia uma in e enção com obje i o de coloca a passadei a no alinhamen o
do passeio poen e da Rua F ancisco Mo ei a e execu ada de aco do com as no mas
écnicas de acessibilidade” (Babo e al., 2011, p.16).
72
Fon e: Babo e al. (2011, p.16)
Ou a das anomalias assinaladas pelos au o es “é a inexis ência de elemen os de
p o eção nas caldei as das á o es (g elha ou mu e e de 0,3m), si uação que se á
necessá io co igi . T a ando-se de uma á ea de desenho i egula na qual se encon am
di e sos obs áculos (can ei os, á o es, pos es, ma cos de co eio, esplanadas, e c.),
dispos os com alguma alea o iedade, conside a-se necessá io inse i no pa imen o
elemen os de co con as an e e com sinalização ác il o mando uma guia linea e
con ínua ao longo de odo o pe cu so acessí el. P econiza-se ambém a deslocação de
elemen os pon uais que se encon em o a dos alinhamen os exis en es, como po
exemplo a á o e mais p óxima da Rua D . Ca nei o Pacheco” (Babo e al., 2011, p.17).
Ilus ação 30 - La go Co onel Bap is a Coelho
Fon e: Babo e al. (2011, p.17)
Ilus ação 29 - Rua F ancisco Mo ei a
73
É de salien a que “na pa e supe io do La go Co onel Bap is a Coelho
e i icou-se a exis ência de uma penden e ans e sal de 2,5%, que jus i ica uma ação
de co eção, de modo a ga an i a exis ência de uma aixa li e de 1,2m de la gu a com
penden es egulamen a es” (Babo e al., 2011, p.17).
Ilus ação 31 - La go Co onel Bap is a Coelho
Fon e: Babo e al. (2011, p.17)
“Apesa de es a deslocado em elação ao pe cu so acessí el de inido, salien a-
se a exis ência no passeio opos o de uma Caixa Mul ibanco inacessí el, si uação que
de e á se co igida pelo p i ado, p econizando-se que pa a al o Município p oceda a
um a iso” (Babo e al., 2011, p.18).
Ilus ação 32 - Rua de Sousa T epa
Fon e: Babo e al. (2011, p.18)
80
Fon e: Babo e al. (2011, p.23)
Como pe cu so al e na i o a es e, p opõe-se ainda “a cons ução de uma ampa
de ligação en e a co a do início da Rua do Casal Velho e a co a da P aça 25 de Ab il,
pelo in e io do ja dim, com penden es e ca ac e ís icas de pe cu so acessí el” (Babo e
al., 2011, p.23).
Ou a das incon o midades assinaladas nes e le an amen o é o ac o de que “não
exis e passadei a en e a Rua Ângelo de And ade e a Rua do Casal Velho, sendo assim
necessá ia a cons ução de uma passadei a no alinhamen o do passeio nascen e da Rua
do Casal Velho, e da ampa p opos a acima” (Babo e al., 2011, p.24).
Ilus ação 43 - A a essamen o da Rua Ângelo de And ade/Rua do Casal
Velho
Fon e: Babo e al. (2011, p.24)
Ilus ação 42 – Rua de Ângelo de And ade/Ja dim do Município

81
“O passeio nascen e da Rua do Casal Velho possui ca ac e ís icas compa í eis
com o pe cu so acessí el – penden e de 5,5% no início, e 5% a chega ao Complexo
Despo i o Municipal, la gu a de 1,2m e 1,25 espe i amen e, pa cialmen e encobe a
em 0,09m pelo capeamen o do mu o – no en an o a p oximidade dos eículos
es acionados pode á causa a diminuição da la gu a ú il (os e o iso es são obs áculos),
pelo que se conside a aconselhá el o ala gamen o do passeio” (Babo e al., 2011, p.24).
Ilus ação 44 - Rua do Casal Velho
Fon e: Babo e al. (2011, p.24)
A ilus ação seguin e, demons a que “Chegando ao início da Rua do Tapado
exis e a necessidade de a a essa pa a o lado opos o da Rua do Casal Velho (seguindo,
o pe cu so, pelo in e io do Complexo Despo i o). Ve i ica-se no en an o que nes e
local não exis e passadei a, sendo assim necessá ia a cons ução de uma passadei a
acessí el, de endo p ocu a -se uma solução pa a a penden e longi udinal da Rua do
Casal Velho nes e pon o - a inge os 9% - alo que, como penden e ans e sal (da
passadei a), pa ece cla amen e excessi o” (Babo e al., 2011, p.25).
82
Ilus ação 45 - A a essamen o Rua do Casal Velho/Complexo Despo i o
Municipal
Fon e: Babo e al. (2011, p.25)
A pa e 5 do pe cu so acessí el inicia-se na Rua do Casal Velho que “ap esen a
aqui penden es longi udinais de 9%, 11,4% e 15%, alo es que impossibili am a sua
u ilização como co edo acessí el, o nando assim necessá ia a p opos a da al e na i a
já e e ida, ou seja o a a essamen o do Polidespo i o Municipal. O Polidespo i o
Municipal, inaugu ado em Fe e ei o de 2009, implan ado numa á ea de decli e
acen uado, é compos o po um conjun o de campos de jogos ligados en e si e aos
es an es equipamen os do Complexo Despo i o Municipal po meio de ampas” (Babo
e al., 2011, p.27).
Ilus ação 46 - Rua do Casal Velho
Fon e: Babo e al. (2011, p.26)
83
As e e idas ampas não dispõem dos co imãos exigidos nas no mas écnicas de
acessibilidade, pelo que se assinala a necessidade da colocação dos mesmos e ambém
não êm o seu início e im ma cados po sinalização ác il e isual, si uações que
necessi am de co eção. “O conjun o de ampas exis en e não az, no en an o, ligação ao
oço da Rua do Casal Velho de co a mais baixa, sendo assim necessá ia a cons ução de
uma ex ensão das ampas de modo a p ossegui com o co edo acessí el a é ao Pa que
da Ribei a do Ma adou o. A ex ensão p opos a consis e na cons ução de uma no a
ampa (sob e a á ea a ualmen e ocupada po um el ado) que aça a ligação ao ângulo
no oes e do cen o de A endimen o da PT, no qual se i á p opo a cons ução de um
ele ado ” (Babo e al., 2011, p.28).
Fon e: Babo e al. (2011, p.27)
“A passadei a exis en e na Rua do Casal Velho, en e o Polidespo i o
Municipal e o Cen o de A endimen o da PT, es á ligada ao passeio pedonal po meio de
uma ampa que diminui a aixa li e do passeio pa a uma la gu a in e io à
egulamen a (< 1,2m). Também não possui sinalização ác il ou isual” (Babo e al.,
2011, p.28), como se pode e i ica pela ilus ação que se segue.
Ilus ação 47 - Passagem a a és do Polidespo i o Municipal
84
Fon e: Babo e al. (2011, p.28)
Jun o à ampa e e ida an e io men e “p opõe-se a cons ução de uma passadei a
acessí el, ga an indo assim uma ligação di e a en e as pa es 5 e 6 do co edo
acessí el. (…) Es a no a passadei a cons i ui uma al e na i a acessí el à passadei a
a ualmen e exis en e mais abaixo, e que ap esen a as descon o midades já e e idas”
(Babo e al., 2011, p.29).
Ilus ação 49 - A a essamen o da Rua do Casal Velho
Fon e: Babo e al. (2011, p.29)
Ilus ação 48 - A a essamen o da Rua do Casal Velho
85
Po im, se ão e e idas as anomalias exis en es na pa e 6 do pe cu so acessí el.
Assim, e i ica-se que “a Rua do Casal Velho inclui dois oços com penden e
longi udinal de 10,5% e 16%. No pon o de i agem da ua exis e um es angulamen o
do passeio p o ocado po uma caixa de in aes u u as – que eduz o passeio a 0,95m –
e mais abaixo assinala-se a p esença de uma boca-de-incêndio desalinhada em elação
ao es an e mobiliá io u bano. Es es dois obs áculos de e ão se emo idos.
Na chegada à pla a o ma de en ada do edi ício da Po ugal Telecom, o passeio
da Rua Casal Velho não az ligação a nenhum pe cu so pedonal ma cado no pa imen o
(po qualque ipo de di e enciação), o que di icul a a o ien ação dos peões,
nomeadamen e no que espei a ao acesso ao u u o Pa que da Ribei a do Ma adou o”
(Babo e al., 2011, p.30).
Fon e: Babo e al. (2011, p.30)
O Pa que da Ribei a do Ma adou o em en ada a pa i da p aça de
es acionamen o do Cen o de A endimen o da Po ugal Telecom. Uma das en adas pa a
es a á ea é na Rua do Casal Velho e, como já oi e e ido, ainda não possui odas as
ca ac e ís icas necessá ias pa a se um local acessí el. “No local não exis em á eas
disponí eis que pe mi am a cons ução de ampas al e na i as a esse oço da Rua Casal
Velho, ambém não exis em ou as ias públicas de ligação ao local. Ap o ei ando a
Ilus ação 50 - Rua do Casal Velho - chegada à pla a o ma de en ada do Cen o de
A endimen o da Po ugal Telecom

86
passagem exis en e do lado poen e da pa cela do Cen o de A endimen o da PT, p opõe-
se aqui a cons ução de um ele ado que aça a ligação en e a co a da en ada do
Pa que (e do Cen o de A endimen o) e a Rua do Casal Velho. Pode á se iá el uma
negociação com a Po ugal Telecom no sen ido de es a emp esa cons ui o e e ido
ele ado e inancia a ob a do pe cu so acessí el en e o pa que da Ribei a do
Ma adou o e os Paços do Concelho” (Babo e al., 2011, p.31). A c iação des e pa que
e e como obje i os p incipais “ equali ica ambien almen e uma á ea com o es
ap idões paisagís icas, em e enos que in eg am a an iga “Quin a do Tapado”, uma
unidade ag ícola encaixada no ale da ibei a do Ma adou o. Es a á ea que se inse e na
p opos a de es u u a e de u bana da cidade e es u u a ecológica municipal, colma a a
zona cen al da cidade de San o Ti so, e cons i ui conjun amen e com os e enos
pe encen es ao Mos ei o de S. Ben o e do ale do Rio A e uma cin u a e de da á ea
cons uída. (…) c ia um espaço e de ol ado pa a a in e p e ação da Na u eza, abe o
à população e es imulando o mas a i as e passi as de ec eio. (…) a a iculação des e
espaço com o Museu In e nacional de Escul u a Con empo ânea.”
21
Fon e: Babo e al. (2011, p.31)
21
Disponí el em Início: Temas: G andes P oje os: Slow Fas Landscape: Pa que U bano da Ribei a do
Ma adou o. (s.d.). (Câma a Municipal de San o Ti so) Ob ido em maio de 2015, de Câma a Municipal de
San o Ti so: h p://www.cm-s i so.p /pages/128
Ilus ação 51 - Á ea de en ada do Pa que da Ribei a
do Ma adou o
87
“Face às di iculdades de es acionamen o au omó el na zona de en ada da PT, o
pe cu so acessí el em causa é ambém do in e esse da p óp ia emp esa, na medida em
que incen i a a acessibilidade a pé dos seus abalhado es, inc emen ando ambém a
u ilização de anspo es públicos” (Babo e al., 2011, p.31).
Ilus ação 52 - Cen o de A endimen o da Po ugal Telecom
Fon e: Babo e al. (2011, p.30)
“Es a á ea possui um pa imen o pa ilhado sob e o qual ci culam peões,
bicicle as e au omó eis, e no qual desemboca a Rua do Casal Velho.
No âmbi o da cons ução do co edo acessí el, conside a-se necessá ia a
di e enciação dos pe cu sos de peões po meio isual e ác il, de modo a cons i ui
o ien ação a pessoas com odo o ipo de necessidades especiais. Pa indo da en ada no
pa que, o co edo acessí el de e á desdob a -se em dois, di igindo-se pa a a Rua do
Casal Velho como ambém pa a o ele ado p opos o. De e á se colocada sinalização
in o mando das penden es longi udinais excessi as da Rua do Casal Velho” (Babo e
al., 2011, p.32).
88
Ilus ação 53 - Pla a o ma de en ada do Edi ício Cen o de A endimen o
da Po ugal Telecom
Fon e: Babo e al. (2011, p.32)
5.4 – O pe cu so como a o de animação u ís ica
Como o ma de en abiliza o pe cu so, achou-se po bem in eg á-lo na
di ulgação da animação u ís ica do Município.
“A animação u ís ica elacionada com a p á ica de ac i idades despo i as e de
despo o-a en u a de i a de um conjun o especí ico de ac o es ine en es às
necessidades da p ocu a, nomeadamen e, a necessidade de bem-es a e de boa o ma
ísica, ( endencialmen e escalões e á ios mais ele ados); a p ocu a de expe iências e
a en u a (escalões e á ios menos ele ados); o gos o pela p á ica de ac i idades
despo i as com in a-es u u as em pleno desen ol imen o como o caso do gol e, da
caça, da pesca despo i a, da equi ação... e a busca do con ac o com o a li e e a
na u eza como uga à c escen e p edominância de i ências u banas” (IQF, 2005, ci .
po Sil a, 2010, p.24).
Ainda o mesmo au o , ci ando Almeida (2004), e e e que “a animação u ís ica
eme ge no u ismo pelo despe a do no o u is a, mais exigen e e mais ac i o, que
impõe a p á ica de ac i idades de animação den o do espaço de laze , c iando um no o
concei o de u ismo ac i o” (Sil a, 2010, p.25).
89
5.5 – Veículo a u iliza no pe cu so: Joële e
A Joële e é um equipamen o de anspo e de pessoas com mobilidade eduzida
que pode se usado onde as cadei as de odas não conseguem ci cula .
T a a-se de “uma cadei a de odo-o- e eno, que pe mi e a p á ica do
pedes ianismo e o acesso a á eas mon anhosas ou com pisos mais i egula es, a odas as
pessoas com mobilidade eduzida, c ianças ou adul os ou a é mesmo aqueles que
ap esen am maio g au de dependência, podem des u a do con ac o com a na u eza,
com o auxílio de dois acompanhan es. Es a p á ica es ende-se ambém às pessoas de
idade que podem al e na pequenas caminhadas com o passeio na Joële e. Concebida
pa a passeios amilia es e u ilizações despo i as, o limi e da Joële e só depende das
capacidades dos acompanhan es” (Emp esa Floema®, 2009).
Es e equipamen o oi cons uído em 1980 po um guia de mon anha ancês, Joël
Claudel, daí o nome que lhe oi a ibuído se Joële e, e e e como obje i o le a a
passea pelos Alpes o seu sob inho, po ado de uma de iciência.
Segundo o que e e e uma das suas u ilizado as em Po ugal, “a joële e é uma
máquina in e nal, uma li ei a do séc. XXI a açada de iquexó, que se e pa a le a a
passea po mon es e ales, po cima de oda a olha, qualque pessoa que enha
di iculdade em pô um pé à en e do ou o”.
22
Es e equipamen o ambém em sido u ilizado em p o as despo i as, em
modalidades como O ien ação.
22
Disponí el em EXPERIENCE.NATURE – ECOTURISMO INCLUSIVO. Ob ido em ou ub o de 2014,
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