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Projeto Ócio- Media Colaborativo e participativo

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Projeto Ócio- Media Colaborativo e participativo

Author: Cláudio Miguel de Abreu Rodrigues
Year: 2013
DOI: 10.34626/pfsw-dt07
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/67436/2/23792.pdf
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P oje o Ócio
Media colabo a i o
e pa icipa i o
—
Disse ação pa a a ob enção do
g au de Mes e em Design da Imagem
Cláudio Miguel de Ab eu Rod igues
O ien ação
P o esso Dou o Hei o Al elos
Co-o ien ação
Mes e Daniel B andão
Po o, se emb o de 2012
—
P oje o Ócio
Media colabo a i o
e pa icipa i o
www.ócio.oo .p
—
Disse ação pa a a ob enção do
g au de Mes e em Design da Imagem
Cláudio Miguel de Ab eu Rod igues
O ien ação
P o esso Dou o Hei o Al elos
Co-o ien ação
Mes e Daniel B andão
Po o, se emb o de 2012
O Ócio não exis i ia sem o apoio, pa icipação e colabo ação de
oda a sua comunidade. A es as pessoas, que o e ecem a es e p o-
je o os poucos momen os de empo li e que êm, dedico um p o-
undo ag adecimen o, assim como ea i mo e me comp ome o
a da con inuidade a odo es e abalho. A odas as pessoas que
esc e em, comen am, pa ilham e con i e am connosco nos En-
con os ociosos, um mui o ob igado, e a é já!
Ag adeço ao meu o ien ado , P o esso Dou o Hei o Al elos, po
oda a comp eensão e apoio p es ados ao longo des e pe cu so;
pelas suges ões, pela paciência, pela amizade. Mui o ob igado.
Ag adeço ao meu co-o ien ado , Mes e Daniel B andão, po me e
acompanhado em odo o p oje o, desde a sua concepção. Foi uma
so e aqueles minu os de con e sa no IPCA! Além do apoio incansá-
el, ganhei um amigo! Um o e ab aço, mui o ob igado.
Ag adeço ao Ped o Mo gado po pa ilha , com amizade, comp e-
ensão, mo i ação e aleg ia, os úl imos cinco anos da minha ida.
Es e p oje o ambém é eu!
Ag adeço à minha amília, em especial aos meus pais, Helena e
João, e à minha i mã, And eia. Ob igado po udo.
Ag adeço a odas as pessoas que, po á ios mo i os, apoia am
ou in luencia am es e p oje o: P o esso Dou o Ad iano Rangel,
Amílca Co eia, Ana Oli ei a, Ca a ina Sil a, Edua do Nunes, Fe -
nando Ma ins, Helena Ga cia, Jo ge Ma ques, João Rosmaninho,
João Vasconcelos, José Ma ins, I o Rainha, Leona do Pe ei a, Luís
Oc á io Cos a, Manuel Anas ácio, Ma a Madu ei a, Nuno Al es,
Nuno Ma ins, Nuno Mi anda, Paulo Cunha, Ped o Candeias, Pe-
d o Ribei o, Ri a Mo ei a, Samuel Sil a e Síl ia Gomes.
Ag adeço, em especial e com um ab aço o e, aos meus amigos
de semp e: os de Guima ães e os que iz em Ba celos, no Po o, em
Viana em B aga. A minha pe sonalidade em sido cons uída, de
o ma colabo a i a, po odos ós.
Aos meus p o esso es e colegas do Mes ado em Design da Ima-
gem, em especial à Ve a Ma ins, com quem pa ilhei dia iamen-
e o p oje o, mui o ob igado.
Po im, ag adeço aos meus colegas de abalho da OOF, do Reimagi-
na Guima ães, da VICE e do depa amen o de comunicação da Gui-
ma ães 2012, po comp eende em a impo ância que dediquei a es e
p oje o e que, po isso, acei a am o cansaço, os a asos e as ausências.
AGRADECIMENTOS

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7
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P oje o Ócio
Media colabo a i o e pa icipa i o
11 Resumo
13 Abs ac
15 Capí ulo I
O que é o Ócio?
17 In odução
19 A pla a o ma digi al
21 A página no Facebook
23 A comunidade
25 Capí ulo II
Po quê o Ócio?
27 Mo i ação
29 Ques ões de In es igação
31 Con ex ualização eó ica e concep ual
32 Pensamen o con empo âneo sob e media pa icipa i os
35 A ealidade de Guima ães
37 Es ado da a e
45 Capí ulo III
Como oi c iado o Ócio?
47 Me odologia
49 Obse ação in ui i a
49 Análise de imagens
50 Inqué i o
51 En e is as explo a ó ias
53 En e is as
53 Canal 180
54 Público P3
55 Po o 24, Dize Design e Vice
59 A comunidade do Ócio
59 Con i es
60 Encon os ociosos
63 A pla a o ma digi al
63 Wo dp ess
63 Escolha do ema
64 Design
64 O ganização dos con eúdos
65 Plugins
67 A página no Facebook
69 A di ulgação
69 Pecha Kucha Nigh Guima ães
69 Jo nal O Po o
70 Capi al Cul u al RUM
70 Encon os ociosos
SUMÁRIO
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8
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73 Capí ulo IV
Conside ações inais
75 Sín ese
79 Sumá io de esul ados
81 Limi ações encon adas
83 Desen ol imen os u u os
85 Capí ulo V
Bibliog a ia
87 Bibliog a ia selecionada
89 Anexo 1
Pecha Kucha
91 Tex o de candida u a
92 Ap esen ação Pecha Kucha
96 Imagens da ap esen ação
98 Vídeo da ap esen ação
99 Con ibu os ecolhidos
105 Anexo 2
En e is as
107 Canal 180
116 Público P3
123 Anexo 3
Análises bibliog á icas
125 A es ela-do-ma e a a anha
135 Comunicação Daniel B andão
137 Comunicação Clay Shi ky
141 Anexo 4
Análise isual, inqué i o
143 Análise isual
156 Inqué i o online
165 Anexo 5
En e is as concedidas
167 Jo nal O Po o n.º 1644
169 Capi al Cul u al RUM

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17
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O que é o Ócio?
Capí ulo I
Ócio é a denominação do p oje o de media pa icipa i o e colabo-
a i o que eúne ês ca ac e ís icas p incipais: uma pla a o ma
digi al, uma página no Facebook e uma comunidade o mada p o-
posi adamen e pa a o p oje o que, a a és dos seus con ibu os,
dinamiza as duas an e io es.
Desen ol ido no âmbi o do Mes ado em Design da Imagem es e
p oje o p e ende, po ia da p óp ia expe iência quo idiana da
sua comunidade, eequaciona a p óp ia o ma de pensa , i e e
de ini “cul u a”, no con ex o ima anense.
A pla a o ma digi al, acessí el a a és do ende eço www.ocio.oo .p ,
além dos con ibu os dos u ilizado es da p óp ia pla a o ma, pe -
mi e o acesso a odas as uncionalidades c iadas e desen ol idas
nes a in es igação, assim como é conside ada o pon o p i ilegia-
do de di ulgação das a i idades da comunidade e das ca ac e ís-
icas do p oje o.
Como sob e i e a a és dos con ibu os p oduzidos pelos u iliza-
do es, oi necessá ia a cons i uição de uma comunidade, endo
sido, pa a isso, essencial desen ol e um conjun o de es a égias
que pudesse o ma es e p imei o g upo.
Uma das soluções encon adas, que possibili a a, ambém, a di-
namização da p óp ia pla a o ma digi al e a di ulgação dos obje-
i os do p oje o, oi o desen ol imen o de uma página da comu-
nidade na pla a o ma Facebook, o nando-se, ambém es e, um
local de c iação, ag egação e disseminação de con eúdos sob e
cul u a, que pe mi am uma discussão e e lexão sob e o ema,
em conjun o com a o e a de um se iço público de di ulgação e
dinamização cul u al a ní el local.
Tendo como pon o de pa ida uma ealidade i ual, o p oje o
Ócio ans o ma-se dia iamen e de o ma a adequa -se às necessi-
dades da sua comunidade. Es a, a ualmen e, começa a o ganiza -
-se pa a além do espaço i ual, p omo endo inclusi e e en os
públicos com p og amação de a i idades cul u ais.
Além de um espaço de c iação, pa ilha e discussão de con eúdos
sob e cul u a, o Ócio es á a ans o ma -se num mo i o impulsio-
nado de uma no a isão da cul u a, mui o mais p oac i a, mui o
p óxima do quo idiano dos seus memb os.
INTRODUÇÃO
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18
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Es e p oje o oi desen ol ido endo em con a:
- a escassez, em Guima ães, de publicações pe iódicas sob e cul u a;
- as po encialidades dos media digi ais e dos baixos cus os associados;
- o sen imen o de “ ima anensidade” como mo e impulsionado pa a a
c iação de uma comunidade p oac i a;
- o impulso que Guima ães 2012 Capi al Eu opeia da Cul u a pode o e ece
num p oje o com es as ca ac e ís icas;
- o con ibu o que um p oje o académico pode e no desen ol imen o de
algo ú il pa a uma comunidade.
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19
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O que é o Ócio?
Capí ulo I
O Ócio ma e ializa-se numa pla a o ma digi al, acessí el online
a a és do ende eço www.ocio.oo .p , onde é possí el acede a odas
as o e as e ca ac e ís icas do p oje o: egis a -se no p oje o; p o-
duzi , ag ega e isualiza con eúdos; en a em con ac o com a
comunidade; acede à página do Facebook.
Sendo obje i o do p oje o a c iação de um espaço que pe mi a a
di ulgação e discussão de con eúdos sob e cul u a, o Ócio ma e-
ializa-se numa pla a o ma digi al onde é dado des aque aos con-
eúdos p oduzidos e ag egados pelos au o es ( ex o e hipe ex o,
ídeo, som e imagem).
Po não possui uma equipa edi o ial, o Ócio em poucas no mas
pa a as con ibuições: não publica comunicados de imp ensa,
p ocu a pe spec i as pessoais sob e os emas abo dados e es in-
ge-se, no que diz espei o aos con eúdos, ao espaço geog á ico de
Guima ães. A pla a o ma digi al é, assim como o es an e p oje o,
um luga p edispos o à mudança, ans o mando-se pe iodica-
men e – um obse a ó io sob e o nosso quo idiano cul u al.
Disponibilizou o seu p imei o con ibu o a 19 de e e ei o de 2012,
ce ca de um mês depois da abe u a o icial do p og ama “Guima-
ães 2012 Capi al Eu opeia da Cul u a”, que se iu de con ex o e
pe mi iu ci cunsc e e o e i ó io de ação do es udo à egião de
Guima ães. A é ao momen o em que es á a se edigida es a dis-
se ação, a pla a o ma digi al encon a-se em ase be a e, de o ma
a con ola o obje o de es udo, o egis o é condicionado a au o es
con idados. Numa ase pos e io , a possibilidade de egis o li e
na pla a o ma digi al se á abe o a qualque u ilizado .
Numa ase inicial, os emas publicados pelos au o es cen am-se
em suges ões de e en os u u os e ex os de opinião c í ica sob e
espe áculos que enham já acon ecido em Guima ães – dis ibuídos
pelas ca ego ias Cinema, Conce os, Espe áculos, Exposições e Espa-
ços –, assim como con eúdos sob e assun os que não enham espaço
nas ca ego ias an e io es, ca ego izados como Opções Especiais.
Os au o es são li es de publica em aquilo que en ende em, pelo
que as ca ego ias ão-se ans o mando e adap ando p og essi a-
men e, em in e alos de empo imes ais.
A pla a o ma digi al con ém, ainda, um o mulá io de con ac o
pa a o en io de suges ões ou con eúdos, pa a além da possibilida-
de de con ac o a a és do ende eço de co eio elec ónico heyocio@
gmail.com. Possibili a, ainda, a discussão dos con eúdos publicados
pelos au o es a a és da e amen a de comen á ios do Facebook.
A PLATAFORMA
DIGITAL
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20
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A pla a o ma digi al Ócio em, a 10 de se emb o de 2012, 123 a -
igos publicados, e 24 u ilizado es egis ados. Na página do Face-
book, na mesma da a, o Ócio em 513 seguido es.
Figu a 1
Imagem da página
p incipal da pla a o ma
digi al Ócio, disponí el
em www.ocio.oo .p
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21
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O que é o Ócio?
Capí ulo I
O p oje o p á ico desdob a-se, a ualmen e, em duas pa es que se
complemen am en e si: a pla a o ma digi al e a página no Face-
book. Sendo ce o que pla a o ma digi al eúne, em si, odas as
uncionalidades do p oje o, conside ou-se essencial a p esença na
ede social Facebook, de o ma a dissemina os con eúdos p oduzi-
dos pelos u ilizado es, a pa da di ulgação dos obje i os do p oje o.
O Facebook eúne, na a ualidade, uma comunidade de ce ca de
910 milhões de u ilizado es a i os (a é ma ço de 2012)1, que pa i-
lham en e si con eúdos o iginais e, sob e udo, hipe ligações de
ou os con eúdos ex e nos à pla a o ma. Es e p oje o não pode ia
ica indi e en e à ede social com mais u ilizado es da a uali-
dade, pelo que oi c iada uma página do Ócio no Facebook, de
o ma ap o ei a as po encialidades des a ede: incen i a a co-
munidade à pa icipação, aumen a o in e esse dos lei o es pelos
con eúdos disponibilizados, anga ia no os au o es, dissemina
con eúdos e comunica di e amen e com a comunidade, no local
de eunião p i ilegiado des a.
A ualmen e, a maio ia dos p oje os desen ol idos na á ea dos
media digi ais dispõe de uma página no Facebook, ge almen e
homónima. Es e canal de comunicação é mui as ezes a i ado em
conjun o com ou os o ma os e supo es, como, po exemplo, a
disponibilização dos con eúdos em aplicações pa a able s e sma -
phones. No inal, é possí el acede ao mesmo con eúdo a a és de
meios dis in os, não ha endo di e enças signi ica i as nos con e-
údos ap esen ados em cada um deles.
Ao con á io do que iden i icámos no nosso es udo como habi u-
al, o Ócio não se p opõe, apenas, a disponibiliza os con eúdos
da sua p incipal pla a o ma digi al nas es an es pla a o mas e
supo es, como as aplicações de able s, sma phones e edes sociais.
O Ócio en a iden i ica as ca ac e ís icas p incipais dos u iliza-
do es das di e en es pla a o mas de comunicação, como as edes
sociais online, de o ma a disponibiliza e a c ia con eúdos que
in e essam às comunidades u ilizado as dessas pla a o mas.
Nesse sen ido, a página do Ócio no Facebook é a ualizada de o -
ma ligei amen e di e en e da pla a o ma digi al do p oje o. Em-
bo a sejam pa ilhadas hipe ligações pa a os a igos publicados
na pla a o ma, é ambém nes e local que os obje i os do p oje o
ão sendo e elados, con idando cons an emen e os lei o es ao
en io de con eúdos pa a a pla a o ma.
1—Disponí el em www.news oom. b.com/con en /de aul .aspx?NewsA eaId=22
A PÁGINA
NO FACEBOOK

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22
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Assim, os con eúdos publicados na página do Facebook não são
apenas esul ado da pa ilha dos con eúdos c iados na pla a o -
ma, sendo ambém p oduzidos con eúdos p oposi adamen e pa a
es a página, o nando-se no local de acesso mais di e o ao lei o .
Des a o ma, a comunicação acon ece de uma o ma mais dinâ-
mica, espon ânea e a ualizada.
Numa ase pos e io do p oje o, em que o egis o na pla a o ma
se á de acesso li e, a página do Ócio no Facebook se á o pon o de
con ac o p i ilegiado en e a comunidade de au o es e lei o es. De-
e á se conside ada a p esença nou as edes sociais, como, po
exemplo, o Tumbl , o Twi e e Google Plus, de o ma a se possí el
cap a u ilizado es que não enham p esença no Facebook.
A opção de inicia a p esença nas edes sociais a a és do Face-
book oi omada endo em con a que, a ualmen e, es a é a p in-
cipal po a de en ada na In e ne da maio ia dos u ilizado es,
enómeno que se de e, quan o a nós, à g ande popula idade da
pla a o ma, às suas o es ca ac e ís icas de sociabilização e à sua
capacidade de ag egação de con eúdos ex e nos à p óp ia pla a-
o ma, p o enien es de oda a ede em ge al.
Sendo es e um p oje o em cons an e ans o mação, caso os seus
seguido es no Facebook mig em pa a ou a pla a o ma social, o
Ócio de e á expandi -se pa a essa mesma ede.
Figu a 2
Imagem da página p incipal
da página do Ócio no
Facebook, disponí el em
www. acebook.com/heyocio
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23
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O que é o Ócio?
Capí ulo I
A c iação da comunidade é um aspec o undamen al des e p o-
je o, endo sido, inclusi e, o seu pon o de pa ida. Embo a passe
quase despe cebida, a comunidade do Ócio é, e e i amen e, aqui-
lo que man ém o p oje o a unciona , endo sido o p ocesso mais
complexo de odo o p oje o.
A c iação da comunidade começou meses an es da abe u a da
pla a o ma digi al, a a és dos con i es e e uados a pessoas que
conside amos ideais pa a se o na em nos p imei os au o es do
p oje o. O egis o na pla a o ma apenas a a és do con i e oi
uma opção omada delibe adamen e, po que se en endeu que
não ha ia, ainda, uma comunidade o mada disponí el pa a ini-
cia o p oje o. Assim, em p imei a es ância, a pla a o ma digi al
oi iniciada em conjun o com a c iação da comunidade, num p o-
cesso de c escimen o con ínuo.
No p oje o Ócio o ema de pa ida é a “Cul u a em Guima ães”,
mo e que, quan o a nós, é ainda mui o ab angen e, o nando di í-
cil que as pessoas encon em um in e esse em comum. No en an-
o ac edi amos que, se op ássemos po ci cunsc e e ainda mais
o ema de pa ida — po exemplo “Conce os no Cen o Cul u al
Vila Flo ” —, o público al o o na -se-ia demasiado eduzido, a-
zendo com que o p oje o não conseguisse u ilizado es nem con-
eúdos su icien es pa a sob e i e num espaço empo al ala ga-
do. De o ma a ul apassa es a limi ação – e como conside amos
essencial, pa a os memb os de uma comunidade, a iden i icação
de in e esses em comum –, o am c iadas ca ego ias que conden-
sassem em si es es in e esses, como “Cinema”, “Conce os” e “Ex-
posições”, po exemplo. Nes e caso, es ando o Ócio condicionado
geog a icamen e à á ea de Guima ães, acilmen e se comp eende
que as ca ego ias p e endem, nesse sen ido, ala sob e “Cinema
em Guima ães”, “Conce os em Guima ães”, “Exposições em Gui-
ma ães” e assim sucessi amen e.
No Capí ulo III des a disse ação desc e emos com mais de alhe a
c iação des a comunidade, sin e izada nes es pon os:
- con i es indi iduais, en iados po e-mail;
- euniões indi iduais com os au o es;
- dinamização e con i es pa a a página no Facebook;
- eunião en e au o es e lei o es, no “Encon o Ocioso #1 — Fim
de a de ocioso”;
- apoio ao desen ol imen o do e en o p omo ido po au o es da
pla a o ma digi al;
- eunião en e au o es e lei o es, no “Encon o Ocioso #2 — Fes a
e picnic com b asas”;
- c iação de uma página de discussão na pla a o ma Facebook.
A COMUNIDADE
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Po quê o Ócio?
Capí ulo II
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Po quê o Ócio?
Capí ulo II
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32
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Nesse sen ido, ambicionou-se desen ol e uma pla a o ma de
in e ação social com uma o ganização descen alizada, em que
odos os pa icipan es i essem acesso às mesmas e amen as e,
à pa ida, aos mesmos pode es. Tomou-se como pon o de pa ida
os modelos que i emos expo de seguida, de o ma a se possí el
es a , de o ma p á ica, quais as po encialidades das suges ões
ap esen adas, e a é que pon o é que es as suges ões pode iam se
implemen adas endo em con a o con ex o em que nos p opuse-
mos abalha .
Conside ando o espaço empo al disponí el pa a a ealização des-
e p oje o o nou-se in iá el analisa , de o ma exaus i a, odas
as ob as iden i icadas como ele an es pa a a sua sus en ação eó-
ica. Realiza am-se, ainda assim, análises da ob a “A es ela-do-ma
e a a anha” de O i B a man e Rod A. Becks om, e das comunica-
ções “The Museum o All – Ins i u ional Communica ion P a ices in a
Pa icipa o y Ne wo ked Wo ld”, po Daniel B andão, e “Clay Shi ky
e as in i uições s colabo ação”, po Clay Shi ky, análises essas que
disponibilizamos em anexo. Dedicou-se, ainda, a enção às ob as
“Cogni i e su plus” e “Eles êm aí”, de Clay Shi ky; “F ee”, de Ch is
Ande son; “E e y hing is miscellaneous”, de Da id Weinbe ge ; “Você
não é um gadge ”, de Ja on Lanie ; e “O cul o do amado ismo”, de
And ew Keen.
Pensamen o con empo âneo sob e media pa icipa i os
O su gimen o de p oje os ele an es de media pa icipa i os es á
in insecamen e elacionado com as po encialidades o e ecidas,
hoje, pelas pla a o mas e e amen as de comunicação exis en es
online. Compa a i amen e, os modelos de dis ibuição mais an-
igos, como po exemplo, a imp essão, ap esen a am poucas ou
nenhumas ca ac e ís icas pa icipa i as.
Reduzindo conside a elmen e os cus os de p odução e publicação,
es as no as ecnologias pe mi i am uma elação mais compe i i-
a de cus o-bene ício. Como conclui Shi ky (2010), com o su gi-
men o das no as ecnologias “o cus o de publica algo à escala global
caiu acen uadamen e”.
Es e ac o, no en an o, não é causa única pa a o aumen o de p oje-
os de media pa icipa i os e colabo a i os. Es es espaços digi ais
são mais que uma simples ecnologia. Eles alimen am-se a a és
de uma comunidade de u ilizado es, que ope am segundo uma
o ganização essencialmen e coope a i a, que é apoiada pela p ó-
p ia pla a o ma e onde “os seus elemen os podem ec u a -se en e si”
(Shi ky, 2010). A coope ação na in aes u u a é, aliás, essencial
na manu enção dos baixos cus os des a solução.

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33
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Po quê o Ócio?
Capí ulo II
Es e ipo de coo denação, dis an e dos adicionais modelos em-
p esa iais – que se cons i uíam ipicamen e po um local ísico, pa-
ões, ges o es, ope á ios, en e ou os –, pe mi e o encon o e a co-
municação di e a en e os memb os da comunidade, assim como
a o ganização au omá ica dos con ibu os ecebidos po pa e de
cada memb o – eco endo ao agging –, o nando odos os con i-
bu os acilmen e acessí eis a a és de mecanismos de pesquisa.
“Quando se cons ói coope ação den o da in aes u u a, que é a espos-
a Flick , podemos deixa as pessoas onde elas es ão e le a o p oblema
aos indi íduos em ez de le a os indi íduos ao p oblema. O ganiza-se a
coo denação no g upo, e ao azê-lo ob emos os mesmos esul ados sem as
di iculdades ins i ucionais.”
—“Clay Shi ky e as in i uições s colabo ação”, con e ência disponi-
bilizada online na página do TED (análise em anexo)
Es a o ma de ges ão dos con eúdos pe mi e a o ganização de
g andes quan idades de in o mação, mas só esul a e e i amen-
e caso seja p oduzida, ambém, “in o mação sob e in o mação”, ou
“me ada a” (Weinbe ge , 2007). Es e ac o é explo ado na ob a de
Da id Weinbe ge “E e y hing is miscellaneous”, ao desen ol e o
apa en e pa adoxo de que a solução pa a o excesso de in o mação
é, p ecisamen e, a c iação de mais in o mação (“(...) he solu ion o
he o e abundance o in o ma ion is mo e in o ma ion.”) (Weinbe ge ,
2007).
“Uma das ca ac e ís icas undamen ais pa a a exis ência de pa icipações,
num p oje o colabo a i o, é a pa ilha de uma ideologia como pon o ag e-
gado da comunidade.” Es a ideia é de endida po B a man e Becks-
om (2008), ao conside a em a ideologia como “o cimen o que une
as o ganizações descen alizadas”.
Con udo, al como assinala Lanie (2011), apesa da ideologia se
cons i ui como elemen o ag egado , é undamen al que se es a-
beleça um equilíb io en e o pensamen o do g upo e a p óp ia
indi idualidade dos u ilizado es. Nes e con ex o, o au o de ende
que, em ez de es imula em a e iciência da men alidade de g upo,
os p oje os colabo a i os de em “inspi a o enómeno de in eligência
indi idual”, con ibuindo pa a o mais e icien e e g a i ican e ap o-
ei amen o das po encialidades de cada elemen o.
Conside ando que “num sis ema abe o o mais impo an e não é a lide-
ança, mas o ac o de o líde con ia nos seus memb os o su icien e pa a
deixa agi em libe dade” (B a man e Becks om, 2008), conclui-se
que é essencial o e ece e amen as aos memb os coope an es
de o ma a que es es adqui am maio au onomia, aumen ando
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34
—
assim, ambém, o sen imen o de pe ença ao p oje o e a g a i i-
cação subje i a pela sua pa icipação. Como concluem B a man
e Becks om (2008), “desde que lhe seja concedida libe dade, desde que
possam aze o que en ende em, [as pessoas que con ibuem] sen em-se
sa is ei as”.
No en an o, como exempli ica And ew Keen (2007) a libe dade
o al pode á aca e a iscos, pois “a democ a ização da in o mação
pode degene a mui o dep essa num iguali a ismo adical in elec ual-
men e co osi o”.
Ou a das es a égias discu idas pelos au o es é a da e elação de
um incen i o de o ma a omen a a pa icipação na pla a o ma:
“se lhes de mos um mo i o mais do que plausí el pa a aze algo ão azê-
-lo mais equen emen e” (Shi ky, 2010). Es a o ma de pa icipação
colabo a i a, em que odos os memb os possuem um obje i o co-
mum é uma das mais di ícil de alcança do que a pa icipação
esul an e da simples pa ilha. No en an o, como de ende Shi ky,
quando os p oblemas de coo denação são ul apassados pode se
alcançado es e ní el de pa icipação mais p o undo, a o ecendo
odo o p oje o (Shi ky, 2010).
Po o ma a minimiza os p oblemas de coo denação, de em am-
bém se o e ecidos à comunidade plenos pode es de au o egula-
ção, en ando não in e e i com as suas decisões. A es e p opósi-
o, B a man e Becks om (2008) assinalam que “as no mas, de ac o,
o nam-se a espinha do sal do cí culo. Ao comp eende em que, se não
o em eles a espei á-las, mais ninguém o a á, os memb os ob igam-se
mu uamen e à obse ância dessas no mas. Ao azê-lo, eles mesmos come-
çam a conhecê-las e a acei á-las. Como esul ado dessa au o-imposição, as
no mas podem o na -se mais pode osas a é do que as eg as”.
Es as no mas decididas e au o-impos as pela comunidade esul-
am, ambém, em ecompensas. Po exemplo, os u ilizado es,
que ul apassam um de e minado núme o de con ibuições po-
si i as, aumen am os seus p i ilégios na adminis ação da pla-
a o ma. Shi ky (2010) conside a, aliás, que as ecompensas são
essenciais: “As ecompensas e as es ições podem se ex emamen e
simples e pequenas, mas em g upos g andes com in e enien es ela i a-
men e anónimos, êm de es a p esen es; caso con á io, o compo amen-
o i á de e io a -se com o empo”.
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35
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Po quê o Ócio?
Capí ulo II
A ealidade de Guima ães
“A ede não se p oje a a si p óp ia. Nós é que a concebemos.”
(Lanie , 2011)
A ecnologia em po ob igação adap a -se à on ade da comuni-
dade que a u iliza (Lanie , 2011). Dessa o ma, é essencial comp e-
ende a ealidade social e cul u al dos habi an es ima anenses;
a inal, a maio ia dos p imei os u ilizado es da pla a o ma desen-
ol ida, assim como os po enciais lei o es, são ima anenses.
A a és de en e is as explo a ó ias ealizadas, no início do p oje-
o, a po enciais colabo ado es, comp eendeu-se que ha ia, po pa -
e dos en e is ados, pa a além de uma cla a mo i ação, o comp o-
misso em colabo a no p oje o, caso exis isse essa possibilidade,
ma e ializada numa pla a o ma digi al. No en an o obse ou-se
que, al como acon ece com ou as ealidades, exis e uma eno me
dis ância en e a in enção decla ada e o comp omisso eal.
Ap esen amos de seguida um exemplo obse ado. Apesa de ha-
e , em Guima ães, uma p o usão de mo imen os associa i os, o
núme o de associados des as comunidades é eduzido, endo em
con a o núme o de habi an es do concelho, excep uando as asso-
ciações que o e ecem an agens com pe iodicidade egula , em
o ma de e en os, al como o Cineclube de Guima ães.
Assim, e pe an e o que oi obse ado an e io men e, conside a-
mos que a di iculdade em consegui con ibu os de e á se p o-
g essi amen e colma ada a a és da o e a de incen i os eais. De
modo a omen a as colabo ações, a es a égia ambém pode á e-
cai sob e a c iação de uma ideologia, mas a uma escala edimen-
sionada à ealidade local, e nunca como é usual nas pla a o mas
colabo a i as online, que es ão assen es num modelo acilmen e
in e nacionalizá el, ípico da ealidade no e-ame icana.
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37
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Po quê o Ócio?
Capí ulo II
Guima ães des aca-se no pano ama nacional pela p o usão de es-
paços e e en os de eo cul u al e pela in ensa pa icipação dos
seus habi an es em associações cul u ais e ou as cole i idades.
Tal como e elamos de seguida, pa adoxalmen e, os meios de
comunicação social locais não êm conseguido acompanha essa
dinâmica, limi ando-se, na maio pa e das ezes, a ansc e e
as no as de imp ensa das en idades p omo o as. Po ou o lado,
es es ó gãos de comunicação êm in es ido pouco em pla a o -
mas digi ais que pe mi am uma a ualização diá ia, elemen o
undamen al quando se e i ica, a ní el local, a inexis ência de
qualque publicação imp essa de pe iodicidade diá ia.
Num ano em que a cidade de Guima ães ecebe o í ulo de “Ca-
pi al Eu opeia da Cul u a”, mul iplicando de o ma exponencial
a quan idade de e en os de âmbi o cul u al, as necessidades de-
ec adas an e io men e o nam-se ainda mais e iden es, pelo que
se conside a impe a i o o desen ol imen o de um p oje o digi al
que possa esponde as es as necessidades.
A pesquisa de exemplos semelhan es ao p oje o que nos p opú-
nhamos desen ol e oi p og essi a, endo-se iniciado an es da
cons ução da pla a o ma digi al e p olongando a é à a ualida-
de. Es ando em cons an e ans o mação, o Ócio, ma e ializado,
en e ou os, na pla a o ma digi al, em lançado no os desa ios
ao longo da sua exis ência, pelo que a pesquisa não pode á se
in e ompida, sob o isco de o na obsole as as uncionalidades
e ca ac e ís icas desen ol idas.
Assim, o am iden i icados e analisados p oje os de media digi ais
ima anenses que, embo a se ap oximem daquilo a que o Ócio se
p opõe a aze , ap esen am odos eles á ias limi ações. Po ou-
o lado, analisamos ambém p oje os de media pa icipa i os de
âmbi o nacional, de o ma a comp eende as suas ca ac e ís icas,
e dois p oje os com dimensão in e nacional, po exis i em di e-
en es pla a o mas com uma ma ca comum dedicadas a egiões
di e en es, algo que pode á, no u u o, se adop ado pelo p oje o
que nos p opomos desen ol e . Es a pesquisa oi complemen ada,
nos casos que conside amos ele an es, com en e is as ealiza-
das com os p omo o es dos p oje os em ques ão, que analisamos
no Capí ulo III des a disse ação.
ESTADO DA ARTE

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Guima ães Digi al / Guima ães 2012 3
Ag egado de no ícias do “Guima ães Digi al” (pla a o ma digi-
al do G upo San iago), a secção “Guima ães 2012” unciona de
o ma au omá ica, a a és da eunião de odos os con eúdos do
websi e p incipal, dis inguindo-se apenas pelo layou .
Po ou o lado, os con eúdos p esen es nes e websi e são sin é icos,
ap esen ando poucas in o mações de ele o sob e o assun o em
ques ão. Não exis e nenhuma o ma dos u ilizado es do websi e
comen a em as no ícias nele publicadas.
Casualmen e, es e websi e disponibiliza ídeo- epo agens sob e
alguns dos assun os a ados, que pela sua isualidade, pe inên-
cia e dinâmica se o nam numa mais- alia pa a o lei o , endo
a possibilidade, po exemplo, de e exce os de e en os inse i-
dos no p og ama o icial de Guima ães 2012 Capi al Eu opeia da
Cul u a. No en an o, e endo em con a a dinâmica cul u al do
concelho, bas an es e en os acabam po não e e e ência, pelo
ac o de não es a em incluídos nes e e en o que oco e, apenas,
du an e o ano de 2012.
Top Guima ães 4
O “Top Guima ães” é um websi e que unciona como um di e ó io
de luga es com a i idades come ciais, como é pe cep í el , inclu-
si e, a a és das suas ca ego ias: “Pas ela ias & Ca e a ias”, “Res-
au an es & Snacks”, “Ba es & Disco ecas”, “Ho éis & Alojamen-
os”, “Lojas” e “Expe iências”.
Pon ualmen e publica no as de imp ensa de e en os incluídos no
p og ama de Guima ães 2012 Capi al Eu opeia da Cul u a, assim
como az e e ência a ou os e en os que acon eçam na cidade.
O ganiza campanhas de p omoções em conjun o com os anun-
cian es da pla a o ma, assim como man ém um di e ó io de es-
paços museológicos e u ís icos, com pequenas sinopses sob e os
locais e os espe i os con ac os. Em alguns des es ex os exis e a
possibilidade de comen a .
Guima ães Hip 5
O “Guima ães Hip” é um websi e com suges ões de locais pa a
isi a : um guia que conjuga o og a ias, ex o e ídeo sob e os
3—Disponí el em www.guima aesdigi al.com/guima aes2012
4—Disponí el em www. opguima aes.com
5—Disponí el em www.guima aes-hip.com
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39
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Po quê o Ócio?
Capí ulo II
espaços e aquilo que es es êm pa a o e ece , dis ibuído pelas
ca ego ias “Come ”, “Lojas”, “Ba es & Clubes”, “A e & Cul u a” e
“Fes as & Fes i ais”. O websi e é a ualizado pon ualmen e, sendo
desen ol ido po uma equipa ixa.
Con a com uma pequena agenda com uma seleção de e en os,
a ualizada egula men e. A secção de no ícias, denominada po
“Hip! Ap esen a”, é a ualizada pon ualmen e, com con eúdos o i-
ginais ou p oduzidos a a és de con i e.
F eepass Guima ães 6
O “F eepass Guima ães” é uma página no Facebook que se dedica
à di ulgação suges ões diá ias dos e en os que ão acon ece em
Guima ães. Os con eúdos são publicados de o ma simples e des-
c i i a: nome do e en o, da a e ho a, local e p eço.
Pon ualmen e publica imagens dos e en os, com uma g ande
pe inência empo al, habi ualmen e du an e ou imedia amen e
após os e en os ou os seus momen os de maio des aque, como
inaugu ações de exposições, po exemplo.
Canal 180 7
O “Canal 180” em sede no Po o, no Polo de Indús ias C ia i as
do Pa que de Ciência e Tecnologia da Uni e sidade do Po o, e ini-
ciou as suas emissões a 25 de ab il de 2011. João Vasconcelos, di-
e o execu i o da OSTV (Open Sou ce TV), p op ie á ia do canal,
de ine o Canal 180 como “o p imei o canal po uguês open sou ce
e o p imei o canal especializado em cul u a e c ia i idade”.8
Pensado numa lógica de minimização de cus os, o Canal 180 não
em qualque es údio, câma a de ilma e ap esen ado , con ando
com uma equipa de 10 pessoas e assen ando a sua a i idade numa
lógica de colabo ação com uma ede de ins i uições cul u ais e
pequenos pa cei os que p oduzem e en iam os seus con eúdos
pa a depois se em ansmi idos naquele canal.9 Os con eúdos do
canal cen am-se, acima de udo, em emá icas elacionadas com
a e e cul u a.
6—Disponí el em www. acebook.com/ eepassgui
7—Disponí el em www.canal180.p
8—Canal 180 é “boa ideia” mas “uma omele a sem alguns o os” [em linha] 2011, [Consul-
ado a 3 de julho de 2012]. Disponí el em WWW: <h p://www.jn.p /PaginaInicial/Cul u a/
In e io .aspx?con en _id=1837274&page=%E2%80%9111/6>
9—180: um canal “colabo a i o, pe meá el, ho izon al” e ei o a pa i do Po o [em
linha] 2011, [Consul ado a 3 de julho de 2012]. Disponí el em h p://www.po o24.p /
ciencia-e- ecnologia/10062011/canal-180/
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40
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Apesa de se de ini ins i ucionalmen e como um canal open sou ce,
o Canal 180 é, na e dade, um ag egado de con eúdos com licen-
ças de domínio público, c ea i e commons e ou as semelhan es. In-
cen i a, ambém, à pa icipação dos espec ado es na p odução de
con eúdos, que a a és da ealização de concu sos, al como oi
e elado na en e is a10, que a a és de pedidos e e uados di e a-
men e ao público, como acon eceu em e en os como o “Op imus
Clubbing”, no Po o e o “Mi casa es u casa”, em Guima ães.
Público P311
O P3 é um p oje o ma e ializado essencialmen e numa pla a o ma
digi al con ida no websi e p incipal do jo nal Público. Lançado a
22 de se emb o de 201112 e com sede na Faculdade de Jo nalismo
da Uni e sidade do Po o, oi c iado com o objec i o de alcança
um público jo em.13 O p oje o ag ega a igos de alunos, docen es
uni e si á ios e jo nalis as p o issionais. Segundo Amílca Co -
eia, pa e dos a igos são p o enien es das edações do Público,
do Jo nalismo Po o Ne e do Jo nalismo Po o Rádio, assim como
publica con eúdos en iados pelos p óp ios u ilizado es do websi e.
A homepage do websi e do P3 em uma eno me p esença a ní el
isual, num layou desenhado “em blocos” e ca ac e izado pela
quase inexis ência da possibilidade de sc oll. Como explica Amíl-
ca Co eia, di e o do P3, es a opção oi delibe ada, após e sido
ealizado um es udo de eye acking, que possibili ou iden i ica o
pe cu so do olha do u ilizado quando isiona o websi e no ec ã
do compu ado .14
Tal como já acon ecia no p oje o Jo nalismo Po o Ne , os a igos do
P3 são compos os não só po ex o e imagem, mas ambém com a
inco po ação de á ios elemen os mul imédia, ais como sons e í-
deos, assim como com a in e ligação com ou as e amen as, como
o acompanhamen o de uma hash ag do Twi e , po exemplo.
Na página “Pquê?–Pa ilha”15 do websi e con idam à pa icipação
dos lei o es a a és do en io de con eúdos a a és do e-mail. Na
10—Disponí el nos Anexos.
11—Disponí el em www.p3.publico.p —Disponí el em www.p3.publico.p
12——Vídeos do P3 na p og amação do Canal 180 [em linha] 2012, [Consul ado a 3 de julho
de 2012]. Disponí el em WWW: <h p://blogues.publico.p /publicolab/2012/04/23/ ideos-
do-p3-na-p og amacao-do-canal-180/)>
13——O P3 a anca hoje à conquis a de um público jo em [em linha] 2011, [Consul ado a 3 de
julho de 2012]. Disponí el em WWW: <h p://www.des ak.p /a igo/106750>
14——P3: “Vamos a a o lei o po u” [em linha] 2011, [Consul ado a 3 de julho
de 2012]. Disponí el em WWW: <h p://www.po o24.p / ida/20092011/p3- a-
mos- a a -o-lei o -po - u/>
15—Disponí el em www.p3.publico.p /s a ic/pa ilha
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Po quê o Ócio?
Capí ulo II
pla a o ma digi al o u ilizado em a possibilidade de ag ega os
con eúdos con o me as suas p e e ências, endo no en an o de
p ocede ao egis o.
Po o 2416
O p oje o “Po o24”, uma ede de in o mação online sob e o G an-
de Po o, nasceu a 10 de Dezemb o de 2011, com o objec i o de
pa icipa num “deba e con ínuo sob e a cidade”.17
É um p oje o pensado de aiz pa a a In e ne e que que i a
pa ido de odas as suas po encialidades: ex o, áudio, ídeo e li-
gações a ou os websi es e edes sociais.
O concei o “Po o24” pode á se mesmo eplicado nou as cidades.
“A pla a o ma, baseada em so wa e de código abe o, e os concei-
os “Po o24” são possí eis de anspo a pa a ou as cidades”,
en ende Ped o Rios. O p óp io “plano de expansão da Rede Po -
o24” p e ê que, “após a solidi icação do p oje o a ual”, se “e olua
pa a ou as edes nou as á eas u banas, “a a és de pa ce ias
com agen es locais”.18
O Po o24 “nasceu da on ade de dois jo nalis as, Ana Isabel Pe-
ei a e Ped o Rios, e de um p odu o mul imédia, Ped o Candeias,
de c ia uma pla a o ma que ag egasse a in o mação sob e es a
á ea geog á ica”.19
A ede social “OmeuP24”20 é o local onde a comunidade de u i-
lizado es se encon a á pa a discu i os emas que mais lhes in-
e essam. Aqui, cada u ilizado e á uma página de pe il, onde
encon a á, en e ou as coisas, as no ícias e epo agens que
gua dou pa a le mais a de e os locais que que isi a . O u iliza-
do pode á ambém ecomenda con eúdos a ou os u ilizado es,
c ia g upos de in e esse e segui a a i idade de ou os memb os
da comunidade.21
16—Disponí el em www.po o24.p Disponí el em www.po o24.p
17——Po o 24: A ede de in o mação que que deba e a cidade [em linha] 2012, [Consul-
ado a 3 de julho de 2012]. Disponí el em WWW: <h p://www.jpn.c2com.up.p /2010/12/09/
po o_24_a_ ede_de_in o macao_que_que _deba e _a_cidade.h ml>
18—Idem
19——Rede de in o mação Po o24 online dia 10 [em linha] 2010, [Consul ado a 3 de julho
de 2012]. Disponí el em WWW: <h p://www.des ak.p /a igo/81946- ede-de-in o ma-
cao-po o24-online-dia-10>
20—Disponí el em —Disponí el em www.comunidade.po o24lab.com
21——De: Ped o Rios - “Po o24 - Rede de in o mação local ab e a 10 de Dezemb o” [em
linha] 2010, [Consul ado a 3 de julho de 2012]. Disponí el em WWW: <h p://www.po o. a .
ne /dp/node/7411>
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48
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da a p io i. Além des es p ocessos que, em si, compo am inúme-
os pon os dis in os (con i es, euniões com au o es e ealizações
de encon os en e a comunidade; ecnologia, layou , e amen as
e uncionalidades da pla a o ma), oi ainda desen ol ida uma es-
a égia de di ulgação p og essi a do p oje o, a pa de uma ex-
pansão da comunidade pa a a pla a o ma Facebook.
Assim sendo, de o ma sin e izada, emos:
Fase de auscul ação
- obse ação in ui i a;
- pesquisa;
- en e is as;
- con e sas com memb os da comunidade.
Fase de p oposição
- desen ol imen o da comunidade;
- desen ol imen o da pla a o ma digi al;
- desen ol imen o da página no Facebook;
- di ulgação do p oje o.

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49
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Como oi c iado o Ócio?
Capí ulo III
O p oje o Ócio oi desen ol ido num p ocesso de abalho de
campo cons an e, a pa da in es igação bibliog á ica e da eco-
lha e análise de dados que pudessem condiciona as suas ca ac-
e ís icas e supo es. Es e mé odo de in es igação oi adap ado às
ci cuns âncias de ec adas du an e o es udo, de o ma a pe mi i
ul apassa as limi ações que ossem encon adas ao longo do
pe cu so desc i o.
A obse ação in ui i a iniciou a in es igação e man e e-se a é à
a ualidade, de ido às ca ac e ís icas de ans o mação cons an e
que o p oje o compo a. É impe a i o o con a o di e o e egula
com os memb os da comunidade en ol ida no p oje o, de o ma a
comp eende as suas opiniões e ealiza as ans o mações neces-
sá ias pa a que o p oje o esponda às solici ações da maio ia dos
u ilizado es. Nesse sen ido, é ealizada uma moni o ização cons-
an e da p og essão das a i idades da comunidade, dos seus anseios
e dú idas, das suas suges ões, das suas discussões, assim como de
comen á ios na pla a o ma digi al e na página do Facebook.
Análise de imagens
Es e p ocesso iniciou-se a a és de um p oje o de pesquisa e aná-
lise de o og a ias de Guima ães, de o ma a comp eende as
ans o mações u banas e sociais oco idas ao longo das úl imas
décadas, cen ado no cen o cí ico da cidade. Tendo como pon o
de pa ida uma o og a ia do Tou al e Alameda de São Dâmaso,
em Guima ães, es e es udo pe mi iu c ia um documen o com e-
gis o de imagens an e io es e pos e io es a es a, endo sido ainda
comp eendidas que possí eis al e ações pode iam oco e após
as ob as u banís icas que es a am a se p oje adas pa a o mesmo
local, iniciadas meses após es a análise.
A a és da compa ação e in e p e ação de dezenas de egis os o-
og á icos do mesmo local oi possí el comp eende , em pa e, a
o ma de como as pessoas i em o espaço público, além de e
sido possí el e i ica al e ações oco idas ao longo de décadas
na o ma de como os es abelecimen os come ciais da zona di ul-
ga am a sua a i idade, dando pis as de uma possí el iden idade
g á ica local. Nas imagens analisadas e a comum a exis ência de
eclamos publici á ios a p odu os e a es abelecimen os come -
ciais, inclusi e em supo es a ualmen e conside ados com g an-
de alo his ó ico, simbólico e iden i á io pa a a comunidade de
Guima ães, como a o e da mu alha onde se encon a a insc ição
“Aqui Nasceu Po ugal”.
OBSERVAÇÃO
INTUITIVA
—
50
—
Na pesquisa de imagens pa a es e es udo ambém se comp een-
deu a inexis ência de um elemen o ag egado de es e ipo de con-
eúdos, pois a maio ia das imagens encon adas sob e o mesmo
local es a am a qui ados em locais e páginas web dis in as. Além
des e ac o, e a quase inexis en e qualque ipo de in o mação
sob e as imagens e os seus con eúdos, endo sido necessá io eco -
e ao apoio de um his o iado pa a ob e mais in o mações. Es-
as limi ações jus i ica am ainda mais a necessidade que já ha ia
sido de ec ada e a possibilidade de que es as limi ações pode iam
se supe adas com ecu so a uma pla a o ma pa icipa i a desen-
ol ida po uma comunidade.
Inqué i o
Es e es udo de análise de imagens oi complemen ado com um
inqué i o online sob e con eúdos digi ais dedicados à cul u a e ao
laze , endo sido ob idas 110 espos as álidas. No inqué i o, pa a
além de se em ecolhidos dados passí eis de compa ação, oi in-
oduzido um espaço que possibili a a uma espos a mais alonga-
da, assim como um comen á io ela i o ao ema em análise. Es a
opção possibili ou uma auscul ação ab angen e e di e enciada
sendo possí el, a a és da sua análise, pe cebe a opinião de de-
e minado público em elação à sal agua da dos di ei os de p o-
p iedade in elec ual e às ca ac e ís icas que conside am essen-
ciais num meio de comunicação sob e emas de cul u a e laze .
Em e mos globais a maio ia dos esponden es que se in i ula am
como “p odu o es de con eúdos disponibilizados online”, e e em
a u ilização de licenças “C ea i e Commons” como p o eção pa a
as suas ob as. Re e em ainda que não se sen em p ejudicados
quando os con eúdos dos quais são au o es é ep oduzido po ou-
as pessoas e en idades, desde que lhe seja di igido um ag ade-
cimen o e/ou seja e e ida a sua au o ia. Mui os de endem que o
ganho em e mos de conhecimen o po os seus con eúdos se em
disponibilizados g a ui amen e é supe io ao alo mone á io que
pode iam adqui i , pelo que de endem, ambém, a possibilidade
do Domínio Público logo após a publicação online das suas ob as.
Rela i amen e a suges ões de ca ac e ís icas que conside am im-
po an es pa a um websi e com con eúdos sob e cul u a e laze , a
maio ia das pessoas indica am que o aspec o apela i o e um bom
in e ace, boa in e ação e apidez no ca egamen o do websi e e a
undamen al pa a um p oje o de qualidade. Foi ambém e e ido,
pela maio ia, que os con eúdos de e iam se sin é icos mas com-
ple os, que de e iam inclui bas an e hipe ex o e que de e iam
se complemen ados com imagens, sons e ídeos ela i os aos as-
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51
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Como oi c iado o Ócio?
Capí ulo III
sun os a ados, assim como e ele ância empo al. Nos a igos
de e iam se adicionadas in o mações mais p á icas, como hipe -
ligações pa a as espec i as bilhe ei as online e mo adas, assim
como de e ia ha e luga pa a opiniões de ou os lei o es e possi-
bilidade de pesquisa de con eúdos a a és de ca ego ias.
Além de se mencionada a possibilidade dos con eúdos se em
p oduzidos de o ma colabo a i a, hou e quem en endesse que
de e iam exis i pessoas especializadas pa a cada ema, como se
de edi o es se a assem. Foi ainda e e ido que odos os con eú-
dos de e iam se ansponí eis pa a ou os websi es e pla a o mas,
como sma phones e able s.
En e is as explo a ó ias
O p ocesso de obse ação in ui i a con ou ainda com a ealização
de en e is as explo a ó ias, ealizadas de o ma in o mal e sem
ecu so ao egis o de áudio, de o ma a comp eende possí eis
mo i ações que pudessem le a a que pessoas pudessem pa i-
cipa num p oje o de media pa icipa i o. Aos en e is ados oi
ques ionado se e iam on ade de pa icipa num p oje o des e
géne o, quan as ho as diá ias pode iam despende e qual o mo-
i o que os le a a a dedica empo a es e p oje o e não a ou os,
endo sido ob idas espos as bas an e idên icas e coe en es em
odos os esponden es: à pa ida, após explicado esumidamen e
o p oje o, odos conside a am uma boa ideia, incen i ando a ini-
cia i a e dizendo-se dispos o a pa icipa .
Es es esul ados o am cons an es ao longo de odo o p oje o, en-
do sido ob idas mui as mais eações semelhan es, em ocasiões
dis in as. No en an o, apesa de a maio ia das pessoas incen i a
o p oje o e a i ma -se dispos a a pa icipa , o que acon ece na e-
alidade é que uma pequena mino ia é que pa icipa e e i amen e,
e de o ma i egula . Es e esul ado não causa g ande su p esa
nem é conside ado uma limi ação, já ha endo sido p e is o a a-
és da pesquisa e obse ação de ou os casos eais, pa a além de
enunciada em ob as de au o es que se dedicam ao es udo dos me-
dia digi ais pa icipa i os e sociais.
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53
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Como oi c iado o Ócio?
Capí ulo III
No deco e do p oje o, a pa da ase p oposi i a, o am sendo
ealizadas en e is as com e sem ecu so ao egis o áudio. Du-
an e a ealização das en e is as com os p omo o es do Canal
180 e Público P3 comp eendeu-se que, após e minada a g a ação,
ha ia uma maio sensação de con o o nos en e is ados, dando
o igem a comen á ios mais in e essan es. Po se en ende que a
consciência de que não ha ia um egis o da en e is a po encia a
uma e elação não expec a i a das espos as, as en e is as aos
p omo o es dos p oje os Po o 24, Dize Design e Vice Po ugal
o am ealizadas des a o ma, o nando-se numa mais- alia pa a
o p oje o de in es igação.
Os en e is ados o am selecionados pelos pon os em comum que
pode iam e com o Ócio, assim como de o ma a p e eni e esol-
e limi ações concep uais e écnicas de ec adas ao longo da exe-
cução do p oje o. Es a ecolha de in o mações jun o de pessoas
com expe iência adqui ida em p oje os semelhan es, assim como
a discussão de ideias ela i as ao p oje o Ócio, pe mi iu simpli i-
ca p ocessos e a ança signi ica i amen e no desen ol imen o
não só da pla a o ma digi al, mas ambém em aspec os elaciona-
dos com a c iação da comunidade e mesmo ela i os à manu en-
ção e dinamização da página do Ócio no Facebook.
Canal 180
A en e is a com ecu so a g a ação de áudio aos p omo o es do Ca-
nal 180 – João Vasconcelos (di e o execu i o), Nuno Al es (di e o
de p og amação) e Ri a Mo ei a (coo denado a edi o ial) – ealizou-
-se na a de de 7 de e e ei o de 2012, nas ins alações do p oje o.
Ques ionados sob e a necessidade da exis ência de um canal de e-
le isão com aqueles moldes, João Vasconcelos conside ou que a c es-
cen e o e a de e en os cul u ais não pe mi e que a sua di ulgação
chegue, com a ab angência desejada, a meios adicionais como a
ele isão, po se a a de um meio com “ou o i mo, ou os assun-
os”. Enume a ambém as possibilidades que os a anços ecnológi-
cos pe mi em – “os so wa es são ba a os” – sem esquece a mais- alia
que a “pa e colabo a i a” p opo ciona, po não se em ob igados a
e uma g ande equipa e meios écnicos na ob enção de con eúdos.
João Vasconcelos e e e ainda a comunidade como ecei a pa a a
ob enção das colabo ações – “Tu pa a e es colabo ação p ecisas de á-
ias coisas: ens de e uma comunidade iden i icada, p ecisas de e uma
mo i ação, p ecisas de e alguma coo denação, p ecisas de e uma ma -
ca...”. Cu iosamen e, es a ó mula é pe ei amen e iden i icá el
nos modelos abo dados po B a man e Becks om (2008) na ob a
“A es ela-do-ma e a a anha – O enómeno das o ganizações sem líde ”.
ENTREVISTAS

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54
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Em elação aos con eúdos, explica que o di e o de p og amação
Nuno Al es é que “ ai con ac ando au o es e ec u ando ob as pa a o
Canal” que enham a e com a linha edi o ial de inida, mas sen-
do semp e “con eúdos que exis iam”, ou seja, não são p oduzidos
p og amas de aiz. O p óp io Nuno Al es jus i ica: “ag egamos,
mas ac escen amos alo com a nossa edição, com a nossa locução, com
a linguagem que achamos ideal pa a ajuda a di undi esses e en os
cul u ais”.
Na en e is a oi ambém le an ada a ques ão do inanciamen-
o do Canal 180, sob e a o ma que e iam pa a a manu enção
das despesas. O modelo de negócio oi sin e icamen e explicado
po João Vasconcelos, e e indo as opções es a égicas omadas
na c iação do p oje o, elacionadas com o ganização emp esa ial,
de o ma a que possí eis clien es pudessem se ca i ados com os
se iços que o Canal 180 pode ia p es a . A ansmissão da ideia
de que o Canal 180 e a um p oje o “sem ins luc a i os” jus i ica a-
-se com a necessidade de incen i a a pa icipação g a ui a dos
espec ado es, po que “no me cado po uguês nunca da ia pa a segui
um modelo non p o i ”, ao con á io de ou os exemplos que am-
bém e e e, como a Wikipedia e o Flick .
No deco e da en e is a comp eendeu-se uma limi ação já
iden i icada no que diz espei o às di e enças en e a ealidade
no e-ame icana, comummen e desc i a em ob as sob e media
pa icipa i os; e a ealidade po uguesa, em que nos encon a-
mos a abalha ; os po ugueses, apesa de conco da em e incen-
i a em es e ipo de inicia i as, e elam-se pouco p oac i os e
colabo am de o ma diminu a na sua execução.
Público P3
A en e is a com ecu so ao egis o de áudio a Amílca Co eia
(di e o ) e Luís Oc á io Cos a (jo nalis a) deco eu na sede do P3
na Faculdade de Jo nalismo da Uni e sidade do Po o, na a de de
7 de e e ei o de 2012.
Amílca Co eia começa po explica em que consis e o p oje o
Público P3, con ex ualizando a necessidade des e no o supo e
do jo nal Público pela diminuição gene alizada das endas em
papel. Nesse sen ido, exempli ica com exemplos p á icos as ca ac-
e ís icas écnicas e concep uais em que o P3 é ino ado : “do pon-
o de is a isual nós somos ho izon ais quando oda a gen e é e ical;
es amos mui o mais p óximos de uma linguagem “sma phone”; usamos
hipe ligações; ecupe amos o som, que em e mos de si es das ádios é
mal a ado – nós emos o áudio –; e, depois, emos uma “agenda” que é
comple amen e di e en e”.
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55
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Como oi c iado o Ócio?
Capí ulo III
Faz uma e e ência, ainda, à ideia de comunidade pa icipa i a,
quando a i ma que uma das p incipais ca ac e ís icas do p oje o
“é o “c owdsou cing”: os lei o es pa a nós inalmen e não são apenas lei o-
es, são u ilizado es, e mais que u ilizado es eles são ambém p odu o es,
eles azem o jo nal connosco”. E e i amen e, o P3 incen i a os seus
lei o es pa a que ex os, imagens e ídeos pa a a Redação, de o -
ma a pode em se inco po ados na página web.
Além das con ibuições dos u ilizado es e dos con eúdos p oduzi-
dos pela equipa do P3, o p oje o ag ega, ambém, con eúdos dos
p oje os pa cei os – Público, JPN Jo nalismo Po o Ne e JPR Jo -
nalismo Po o Rádio. No undo, a a-se de uma ede complexa
coo denada pela Redação, al como a i ma Amílca Co eia: “no
undo c iamos uma comunidade de pa ilha, de colabo ação en e jo na-
lis as, edi o es, es udan es e docen es”.
Com a ealização des a con e sa, além das ques ões ela i as ao
concei o do p oje o e à sua o ma de uncionamen o, oi possí el
comp eende de que modo os lei o es são incen i ados à colabo-
ação, assim como a ele ância da exis ência de uma ma ca pa a
es e e ei o. É no ó ia, ambém, a impo ância que a conjugação de
di e en es o mas de comunicação em pa a ansmi i uma ideia
– combinando ex o, imagem, ídeo, som, hipe ligações e ou as
e amen as, como o “li e eed” do Twi e .
Po o 24, Dize Design e Vice
As en e is as a p omo o es dos p oje os Po o 24, Dize Design
e Vice Po ugal o am e e uadas de o ma in o mal, como se de
uma con e sa se a asse e, po esse mo i o, sem ecu so ao egis-
o a a és da g a ação de áudio. Oco e am em al u as dis in as
do p oje o, e o am undamen ais pa a a p e enção de e en uais
limi ações e esolução de p oblemas que su gi am du an e a ase
p oposi i a do p oje o. Ped o Candeias é subdi e o do Po o 24;
Edua do Nunes é o au o do p oje o Dize Design, desen ol ido
no âmbi o do Mes ado em Design e Mul imédia da Faculdade de
Ciências e Tecnologia da Uni e sidade de Coimb a; e Nuno Mi an-
da é di e o edi o ial da e is a Vice Po ugal.
Um dos pon os de pa ida pa a o a anque no desen ol imen o
da pla a o ma digi al e a a decisão sob e o ipo de ecnologia que
pode ia se u ilizada. Na a ualidade, com a p o usão de o e a
de so wa es opensou ce pa a ges ão de con eúdos digi ais (conheci-
dos como CMS – Con en Managemen Sys ems) – como o Wo dp ess,
Joomla e D upal, po exemplo –, e a essencial comp eende quais
as mais- alias de cada uma des as ecnologias de o ma a op a
pela que pode ia se mais an ajosa pa a o p oje o.
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56
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As discussões con ibuí am pa a a opção da decisão inal, que
ecaiu sob e a ecnologia Wo dp ess, po e um backo ice ex e-
mamen e ácil de comp eende e u iliza , mesmo pa a u ilizado-
es menos expe ien es. Es a e amen a é u ilizada po inúme os
p oje os de comunicação, sendo inclusi amen e a opção omada
pelos p oje os Po o 24 e Dize Design. Em comum, além da ecno-
logia Wo dp ess, es es p oje os o e ecem um conjun o de se iços
complemen a es na pla a o ma digi al, eco endo à ins alação
de plugins como é exemplo o BuddyP ess, que o e ece e amen as
pa a os u ilizado es discu i em con eúdos e oca em mensagens
en e si, como se de uma ede social se a asse.
A a és das con e sas in o mais com Ped o Candeias e Edua do
Nunes, a hipó ese de inco po ação des a e amen a na pla a-
o ma digi al do Ócio oi colocada de pa e, apesa de e sido
uma das mais- alias iden i icadas inicialmen e pa a o p oje o, no
sen ido de o alece os laços en e a comunidade. Nos casos dos
p oje os Po o 24 e Dize Design, es a uncionalidade encon a-se
p esen e mas não esul a, como iden i ica am os p omo o es des-
es p oje os, em nenhuma mais- alia e e i a, pois a maio ia dos
u ilizado es já se encon a p esen e em ou as edes sociais, e não
demons a g ande in e esse em oca .
Ou as das ques ões abo dadas ainda sob e a comunidade, e a os
con ibu os des a pa a a c iação de con eúdo, ou seja, de que o -
ma é que ela pa icipa a no p oje o. Nos casos discu idos, comp e-
endeu-se que, não ha endo um incen i o, os memb os da comuni-
dade a amen e oma am a inicia i a de en ia con ibu os. Po
ou o lado, concluiu-se que e a essencial explica aos u ilizado es
da pla a o ma que exis ia essa possibilidade, assim como os pas-
sos pa a pode em aze esse con ibu o.
Já em elação ao p óp io concei o do p oje o, sob e udo elaciona-
do com o seu con eúdo edi o ial, oi impo an e comp eende o
uncionamen o do p oje o Vice Po ugal no que diz espei o à sua
iloso ia. Dedicado a um público jo em, es e p oje o edi o ial p o-
duz os seus con eúdos de uma o ma não con encional a ou os
meios de comunicação. Não se p eocupando com eg as jo nalís-
icas, os con eúdos da Vice são desen ol idos de o ma a que o
au o do a igo quase comunique di e amen e com o lei o , sendo
mui as ezes edigido na p imei a pessoa do singula .
Es a opção é de ex ema impo ância pa a um p oje o como o
Ócio, po omen a o sen imen o de comunidade que se conside a
essencial pa a a sob e i ência, a longo p azo, do p oje o. Assim,
os au o es que p oduzem con eúdos pa a a pla a o ma digi al do
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Como oi c iado o Ócio?
Capí ulo III
Ócio são incen i ados a esc e e em li emen e como se es i es-
sem a con e sa com amigos.
Os pon os discu idos e as conclusões ob idas com es as en e is-
as o iginou a necessidade de um maio in es imen o do p oje o
em meios que pudessem o na mais amigá el a pa icipação da
comunidade, como é exemplo a página do Ócio no Facebook que,
de uma o ma mais descomp ome ida, incen i a os memb os da
comunidade ao comp omisso com o p oje o.
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64
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Design
O design do p oje o Ócio oi desen ol ido de o ma a se simples
e acilmen e adap ado às di e en es necessidades do p oje o. O lo-
gó ipo eco e apenas à u ilização de ipog a ia, esc i a com ca ac-
e es que pe mi em a ep odução a a és da écnica do s encil. O
obje i o des a opção e a a possibilidade de se pode ep oduzi o
logó ipo numa supe ície plana, eco a o in e io dos ca ac e es
e pode e o que es a a do ou o lado, como se o Ócio osse o meio
pa a pode isualiza possí eis enquad amen os de uma ealidade
que exis e e é acessí el a odos.
O ganização dos con eúdos
Todos os con eúdos publicados são o ganizados a a és da escolha
de uma ca ego ia e de á ias e ique as ( ags), selecionadas pelos
p óp ios au o es. As ca ego ias são de inidas e ede inidas pe io-
dicamen e, a a és dos p óp ios con eúdos da comunidade. O ob-
je i o é que a pla a o ma se adap e aos con eúdos à medida que
es es o em desen ol idos.
As ca ego ias c iadas possibili am, de o ma simples, que os e-
mas ans e sais a á ios con eúdos possam se acilmen e ag u-
pados. De o ma a que es as ca ego ias ans e sais uncionem
– “Cinema”, “Conce os”, “Espec áculos”, “Exposições”, “Opções
Especiais” e “Espaços” – os au o es de em seleciona apenas uma
ca ego ia, na al u a da publicação da en ada.
Po ou o lado é dada a possibilidade aos au o es que ca ego izem
a en ada com as ags que en ende em, o que possibili a que os
con eúdos iquem ag upados com ou os semelhan es. Po exem-
plo, um ex o sob e “Cinema” e ou o sob e “Exposições” podem
se ag upados na ag “Cineclube de Guima ães”, menos ans e sal.
A pla a o ma pe mi e, ainda, a ag egação dos p óp ios con eúdos
em páginas desen ol idas de o ma au omá ica, disponí eis de á-
ias o mas. Em p imei o luga , no menu p incipal da pla a o ma,
é possí el acede a es as páginas a a és das ca ego ias escolhidas
pelos au o es nas p óp ias en adas. Po ou o lado, caso o lei o se
encon e num a igo em especí ico, em a possibilidade de consul-
a en adas semelhan es à que es á a le , que a a és da escolha
de uma das e ique as de inidas pelo au o , que a a és da opção
“Pesquisa”, disponí el de o ma ans e sal em oda a pla a o ma,
no can o supe io di ei o e no undo da página. Exis e a possibilida-
de, ainda, de consul a odos os ex os o ganizados po au o e po
da a. Es as páginas au omá icas o ganizam os con eúdos de o ma
c onológica, colocando as en adas mais an igas em p imei o luga .

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Como oi c iado o Ócio?
Capí ulo III
Os a igos com con eúdos em ídeo são ag egados com um des a-
que especial na página p incipal.
Plugins
De o ma a complemen a as necessidades iniciais iden i icadas
o am adicionados plugins à pla a o ma digi al, de o ma a acili-
a o egis o dos u ilizado es e moni o iza os isi an es. Foi ain-
da adicionado o plugin “E en s”, que pe mi e que qualque lei o
aça a suges ão de um e en o e o eme a pa a ap o ação pelos
au o es da pla a o ma, que é publicado online no dia do p óp io
e en o. Es e plugin pe mi iu a c iação de uma “Agenda de E en os”
au omá ica de publicação diá ia.
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Como oi c iado o Ócio?
Capí ulo III
A página do Ócio no Facebook é undamen al que pa a a ma-
nu enção e o alecimen o da comunidade como ambém pa a a
pe cepção do uncionamen o do p oje o po pa e do público.
Iniciada a pa da abe u a da pla a o ma digi al, a página no Face-
book não se limi a a se um me o local onde são epublicados os
ex os p oduzidos na pla a o ma, mas onde ão sendo explicadas,
g adualmen e, as ca a e ís icas do p oje o.
Uma ez que a possibilidade de egis o na pla a o ma digi al es á
limi ada ao con i e di e o, a página no Facebook em sido o local
p i ilegiado pa a solici a con ibuições pon uais aos lei o es, as-
sim como explica que a pla a o ma é li e e pa icipa i a, onde
há luga pa a odos.
Numa ase pos e io , em que a comunidade já es eja o almen e o -
mada e onde já exis am no mas o ien ado as da acei ação de no os
memb os no p oje o, a página no Facebook pode á con inua a se -
i es e p opósi o, explicando g adualmen e as eg as da pla a o -
ma e con idando os lei o es ao egis o e à p odução de con eúdos.
Pensada de o ma au ónoma da pla a o ma digi al, pelas po encia-
lidades que em em pode acompanha a comunidade de lei o es e
au o es de o ma mais assídua, êm sido desen ol idos con eúdos
especí icos pa a es a página, em pa icula gale ias de imagens.
Os au o es com acesso a es a página podem, ainda, epublica
suges ões de ou as páginas ex e nas ao p oje o Ócio que con-
side em e in e esse pa a a comunidade. A página do Ócio no
Facebook unciona, assim, como a p incipal página de ag egação
de con eúdos dispe sos sob e cul u a na egião de Guima ães.
A PÁGINA
NO FACEBOOK
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Como oi c iado o Ócio?
Capí ulo III
A di ulgação do p oje o Ócio oi desen ol ida de o ma g adual,
num p ocesso con ínuo e, nes a p imei a ase, mode ado. Pelo
ac o da pla a o ma digi al ainda se encon a numa ase inicial,
onde as ans o mações são cons an es e en ol endo g andes mo-
di icações, é do nosso in e esse o que o público á começando a
pe cebe p og essi amen e a exis ência do Ócio e das suas ca ac-
e ís icas, amilia izando-se com o p oje o.
Nesse sen ido, o Ócio em indo a se explicado na pla a o ma
digi al e na página do Facebook, assim como em e en os como o
“Pecka Kucha Nigh Guima ães”, onde o am e eladas as ca ac e-
ís icas concep uais do p oje o e, ambém, onde oi indicado que a
pla a o ma se encon a em ase be a e que, po esse mo i o, o egis-
o li e de odos os u ilizado es só acon ece á numa ase pos e io .
Pecha Kucha Nigh Guima ães
A ap esen ação do p oje o Ócio no Pecha Kucha Nigh Guima ães
oco eu no dia 31 de ma ço de 2012, no Pa que de Es acionamen-
o da Mumadona. Nes a ap esen ação, que se encon a disponí el
em anexo, o am enunciadas as ca ac e ís icas p incipais do p o-
je o, endo sido dada ên ase à comunidade.
Com exemplos p á icos oi explicado o uncionamen o e as pos-
sibilidades que a pla a o ma digi al p opunha, assim como e e-
lada a disponibilidade pa a al e ações con o me as suges ões da
comunidade. De o ma a acen ua es a possibilidade, essencial
no desen ol imen o de odo o p oje o, p opôs-se à audiência do
Pecka Kucha, no inal da comunicação, que con ibuísse com su-
ges ões e c í icas ao p oje o, e idenciando assim as ca ac e ís i-
cas pa icipa i as do Ócio e a abe u a a no os pa icipan es. Os
con eúdos ecolhidos, disponibilizados em anexo, se ão u iliza-
dos, numa ase pos e io , pa a a di ulgação do p oje o nas suas
pla a o mas (pla a o ma digi al e página no Facebook), de o ma
a anuncia uma no idade no p oje o a a és da suges ão deixada
pelos p óp ios u ilizado es.
Jo nal O Po o
A en e is a concedida ao jo nal local “O Po o” cons i uiu um dos
momen os de explicação do p oje o, pa a além da ap esen ação
já ealizada du an e o “Pecha Kucha Nigh Guima ães”. Embo a
a explicação do p oje o ambém es eja e elada na pla a o ma di-
gi al e á sendo e elada, epe idamen e, na página do Facebook,
conside ou-se impo an e es a opo unidade, de o ma a expan-
di a di ulgação do p oje o. A en e is a oi publicada na edição
imp essa n.º 1644 do jo nal O Po o de 13 de ab il de 2012, e pode
se consul ada em anexo.
A DIVULGAÇÃO

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70
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Capi al Cul u al RUM
Foi concedida, igualmen e, uma en e is a ao p og ama “Capi al
Cul u al”, da Rádio Uni e si á ia do Minho, com José Reis. Na en-
e is a o am explicadas, de o ma sin é ica, as ca ac e ís icas do
p oje o sob e udo a ní el concep ual, de o ma a que os ou in es
i essem a possibilidade de comp eende o uncionamen o o Ócio.
Encon os ociosos
A ealização dos “Encon os ociosos” unciona am como um mo-
i o impulsionado pa a o conhecimen o do p oje o Ócio, p opo -
cionando, ambém, um aumen o dos acessos à pla a o ma digi al
e à página no Facebook. Os ca azes p epa ados pa a os dois e en-
os ealizados o am amplamen e pa ilhados pela comunidade
de au o es e lei o es, onde e a induzido o ca ác e comuni á io do
e en o, al como o é o p oje o Ócio, na sua globalidade. Du an e a
ealização dos encon os oi possí el escla ece , aos p esen es, as
dú idas ela i as ao p oje o, assim como ou i as suas suges ões.
—
73
—
Conside ações inais
Capí ulo IV
—
Conside ações inais
Capí ulo IV
—
80
—
• Conside ando que o p oje o desen ol ido se des ina a uma co-
munidade local especí ica, a cap ação de po enciais u ilizado es
da pla a o ma digi al encon a-se limi ada. Em consequência, o
c escimen o do p oje o oco e de o ma mais len a endo em con-
a a limi ação geog á ica dos seus po enciais memb os e des ina-
á ios. Es e i mo de c escimen o pe mi e um acompanhamen o
egula do p oje o, que culmina numa comunidade mais coesa,
ob endo pa icipações mais egula es e c escen es, equilib ando
assim os picos iniciais de con ibu os.
• O desen ol imen o de um p oje o des a na u eza, ainda que e-
nha uma dimensão iminen emen e local e, po isso, ela i amen e
pequena, necessi a de g ande disponibilidade po pa e do p o-
mo o . Adicionalmen e, as suges ões da comunidade de em se
ou idas e in e p e adas, o iginando espos as p á icas no p óp io
p oje o. Po es es mo i os, o p oje o man ém-se em cons an e a ua-
lização e desen ol imen o, não sendo possí el, em nenhum pon o,
conside a -se in ei amen e concluído.
• A pesquisa sob e p oje os idên icos e o conjun o de p opos as
cons an es da bibliog a ia sob e es a ma é ia não pude am se
colocados em p á ica de o ma di e a. Ve i icou-se a necessidade
de adap a as suges ões e p opos as es udadas à ealidade em que
nos p opusemos abalha , analisando e in e p e ando cons an-
emen e os esul ados ob idos e adop ando mé odos de espos a
às di iculdades encon adas ao longo do p ocesso. Conclui-se que,
essencialmen e, é impo an e es a , de o ma p á ica, as ideias
que ão su gindo de modo a se possí el obse a os esul ados.
• Tal como os mé odos pa a a c iação de ou as pla a o mas nem
semp e se adequa am ao p oje o Ócio, as soluções que ap esen-
amos ao longo des a disse ação não de e ão se i como um
modelo a segui passo-a-passo pa a a eplicação des a pla a o ma
digi al nou as ealidades geog á icas, emá icas ou concep uais.
Os exemplos aqui ap esen ados de e ão se conside ados como
um conjun o de possí eis soluções pa a que se ob enham esul-
ados posi i os mas, dependendo dos con ex os, es as soluções
pode ão se alí eis.
• Conclui-se ainda que é undamen al o conhecimen o e o ecu -
so à disciplina do Design de modo a comunica , de o ma mais
di e a e e icaz, os obje i os do p oje o, assim como na sua di ul-
gação. Conside amos que a exis ência de uma ma ca com a qual
os u ilizado es da pla a o ma digi al e es an e comunidade se
iden i icam é undamen al pa a o sucesso do p oje o.

—
81
—
Conside ações inais
Capí ulo IV
O Ócio é um p oje o essencialmen e p á ico, pelo que as limi-
ações ela i as ao desen ol imen o do abalho p á ico o am
sendo esol idas de o ma con ínua, adap ando p og essi amen-
e odos os meios às necessidades da comunidade. Ainda assim,
impo a salien a os pon os que, no espaço empo al ela i o ao
âmbi o des e mes ado, o am impossí eis de esol e a é ao mo-
men o de edação des a disse ação.
Todo o p oje o es á em cons an e mu ação, ans o mação, a u-
alização. Es e ac o incon o ná el é, inclusi amen e, um pon o
cha e pa a o sucesso da inicia i a, pois as a ualizações, além de
não pode em pa a , de em e , ambém, isibilidade, inclusi a-
men e a ní el g á ico. Nesse sen ido, es ão ainda po implemen a
inúme as a ualizações à pla a o ma digi al, que de e ão su gi
p og essi amen e ao longo dos p óximos meses.
Es e p ocesso g adual exige uma eno me dedicação po pa e da
pessoa esponsá el pela manu enção e a ualização da pla a o ma
digi al, pelo que ac edi amos que, uma solução pa a a minimiza-
ção des e p oblema pode ia se a c iação de uma equipa es á el
pa a a manu enção do p oje o. A exis ência des a equipa pe mi i-
ia um amadu ecimen o mais ápido da pla a o ma digi al possi-
bili ando, po exemplo, eduzi conside a elmen e a manu enção
da ob iga o iedade do con i e pa a o egis o de no os au o es.
O p oje o em como obje i o, a médio p azo, libe a a possibili-
dade de egis o a qualque u ilizado sem necessidade de in odu-
zi um código que lhe oi ansmi ido pa a o e ei o. Mas, pa a isso,
é necessá io inicia , acompanha e sis ema iza uma discussão
com oda a comunidade sob e o modelo de acei ação de no os
memb os, e quais as no mas que as con ibuições de e ão e , de
o ma a que seja man ido um ní el de coe ência en e odas as
con ibuições dos di e en es u ilizado es.
A c iação e manu enção da comunidade oi, de ac o, um dos p oces-
sos mais complexos, ob igando a inúme os cuidados. Ab i a possi-
bilidade de en ada indisc iminada de no os memb os, numa ase
inicial, pode ia e agilizado a comunidade já exis en e, e p ejudi-
cado odo o p oje o. Assim, es e p ocesso de e se desen ol ido de
uma o ma ponde ada e cuidada, com uma moni o ização cons an-
e. Uma das maio es limi ações encon adas no desen ol imen o
da comunidade p endeu-se com a ele ada a enção que e e de se
p es ada, indi idualmen e, a cada memb o. Es e ipo de acompa-
nhamen o só oi possí el aze de o ma g adual quando não exis ia
uma equipa que pudesse assumi as á ias en es do p oje o.
LIMITAÇÕES
ENCONTRADAS
—
82
—
Ou a das limi ações de ec adas oi a necessidade de desen ol e
o p oje o em di e sas en es simul âneas. No momen o em que
se desen ol eu a pla a o ma digi al oi necessá io c ia a comuni-
dade, de o ma a pode adequa as ca ac e ís icas da p imei a à
segunda, e ice- e sa. A pa dis o, oi necessá io da apoio écni-
co aos u ilizado es pa a o uso das uncionalidades da pla a o ma,
assim como i di ulgando esul ados posi i os que a p es ação
da comunidade oi conquis ando. Pa a que es e úl imo pon o pu-
desse acon ece , oi impe a i o o desen ol imen o de uma ma ca
coe en e e de es a égias de di ulgação do p oje o e do seu con-
eúdo pa a além da comunidade já exis en e, ais como a pa ici-
pação em con e ências e a o ganização ou apoio de e en os em
que se di ulgou o p oje o, de o ma a cap a no os u ilizado es. E,
no u u o, se á impo an e ol a a epe i de e minadas a e as,
po que nenhum des es p ocessos se pode da como concluído, sob
pena de o p oje o se o na apidamen e desa ualizado, colocan-
do em isco odo o abalho an e io men e desen ol ido.
Assim, após uma e lexão sob e odo o p oje o p á ico desen ol-
ido, inclusi e sob e os seus p oblemas, o mas encon adas pa a
os ul apassa e suas mais- alias, p opomo-nos a pe spec i a
necessidades u u as que pode ão ab i no os caminhos pa a o
c escimen o saudá el do p oje o.
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83
—
Conside ações inais
Capí ulo IV
Desde o início do p oje o e, em pa icula , du an e a ap esen ação e-
alizada no “Pecha Kucha Nigh Guima ães”, emos indo a e i ica
o in e esse dos lei o es em que a pla a o ma digi al pe mi a a abo -
dagem de con eúdos sob e á eas geog á icas pa a além de Guima-
ães. Es a possibilidade em sido conside ada, endo-se iniciado uma
e lexão sob e de que o ma es e p ocesso pode ia se conduzido.
Fo am iden i icados exemplos de p oje os de media digi ais ou
imp essos com ca ac e ís icas semelhan es ao p oje o que desen-
ol emos, ais como o “Canal 180” ou a “Vice”, onde ac escen a-
mos, nes e momen o, p oje os como o “LeCool”24, o “Use-i ”25, ou
o “Pecha Kucha”26 que, em comum, êm o ac o de e em e sões
dis in as em di e en es zonas geog á icas. Es es p oje os, inicia-
dos cada um num de e minado local, depois de egis ados em
e mos legais, possibili am a c iação de p oje os semelhan es
nou os locais, a a és de um p ocesso de disponibilização do uso
da ma ca. Algo semelhan e ao p ocesso de anchising.
Tendo em con a es es ac os, es ão a se con idados habi an es o a
da egião de Guima ães, a in eg a a comunidade Ócio, o e ecendo
a possibilidade do egis o na pla a o ma digi al, assim como o aces-
so a odo o p oje o. En endemos que es es u ilizado es pode ão se ,
no u u o, os impulsionado es de no as pla a o mas digi ais seme-
lhan es ao Ócio, nou os e i ó ios, c iando no as comunidades.
Não ha endo um modelo ígido de c iação des e p oje o, de e á
se desen ol ida, ambém, uma sé ie de conselhos écnicos, p á i-
cos e concep uais pa a a c iação de no as comunidades e pla a o -
mas digi ais. A possibilidade de exis ência de desdob amen os do
Ócio pode á da o igem a um conjun o ex enso de comunidades
com ca ac e ís icas comuns, mas com p opos as indi iduais, que
de e ão in luencia o desen ol imen o do p oje o Ócio.
O Ócio pode á ans o ma -se, assim, numa eno me ede de pla-
a o mas digi ais com con eúdos locais, a ualizadas pelas p óp ias
comunidades da egião que, em conjun o, i ão o e ece pa e do
seu empo pa a a ag egação, c iação e di ulgação de con eúdos so-
b e a sua p óp ia comunidade. Des a o ma, se á possí el, não só,
cons uí em p og essi amen e um a qui o das i ências da comu-
nidade, como ambém e ão uma impo ância undamen al pa a
o omen o e dinamização cul u al da egião em que se encon am.
24—Disponí el em www.lecool.comDisponí el em www.lecool.com
25—Disponí el em www.use-i . a el/homeDisponí el em www.use-i . a el/home
26—Disponí el em www.pecha-kucha.o gDisponí el em www.pecha-kucha.o g
DESENVOLVIMENTOS
FUTUROS
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85
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Bibliog a ia
Capí ulo V
—
Bibliog a ia
Capí ulo V

—
87
—
Bibliog a ia
Capí ulo V
B a man, O i; Becks om, Rod A.- A Es ela-do-Ma e a A anha:
O enómeno das o ganizações sem líde . Lisboa: Edi o ial P e-
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B andão, Daniel; Al elos, Hei o ; Ma ins, Nuno- The Museum o
All: Ins i u ional communica ion p ac ices in a pa icipa o y
ne wo ked wo ld.: The Endless End: The 9 h In e na ional Eu-
opean Academy o Design Con e ence. Po o: Uni e sidade do
Po o, 2011.
Keen, And ew- The Cul o he Ama eu . New Yo k: Doubleday/
Cu ency, 2007. ISBN 978-0-385-52080-5.
Lanie , Ja on- Você não é um gadge : Ges ão e Es a égia. Lis-
boa: A cádia, 2011. ISBN 9789892800486.
Ma ins, Nuno; Al elos, Hei o ; B andão, Daniel- OncologiaPe-
dia ica.o g e TalkingAbou Cance .o g: A impo ância dos
media pa icipa i os na mobilização pa a a cidadania na lu a
con a o canc o.: Li e acia, Media e Cidadania. B aga: Uni e si-
dade do Minho, 2011. ISBN/ISSN 978-989-97244-1-9.
Shi ky, Clay- Eles Vêm Aí: O pode de o ganiza sem o ganiza-
ções. Lisboa: Ac ual Edi o a, 2010. ISBN 9789898101655.
Shi ky, Clay- Cogni i e su plus: c ea i i y and gene osi-
y in a connec ed age. New Yo k: Penguin P ess, 2010. ISBN
9780141041605.
Sil a, Ca a ina; Madu ei a, Ma a- WEB + LOG + BOOK + PRINT
= BLOOK: Do media adicional ao no o media pa icipa i o e
o caminho in e so: II Cong eso In e nacional Comunicación
3.0. Salamanca: Uni e sidad de Slamanca, 2010.
TED- Clay Shi ky on ins i u ions s. collabo a ion: TEDTalks.
Uni ed S a es: TED Talks, 2005. Disponí el em WWW: <h p://
www. ed.com/ alks/lang/en/clay_shi ky_on_ins i u ions_ e sus_
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BIBLIOGRAFIA
SELECIONADA
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89
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Pecha Kucha
Anexo 1
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Pecha Kucha
Anexo 1
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IMAGENS DA
APRESENTAÇÃO

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Pecha Kucha
Anexo 1
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VÍDEO DA
APRESENTAÇÃO
O ídeo da ap esen ação do Ócio ealizada no Pecha Kucha Nigh Guima-
ães Vol. 2 encon a-se disponí el no CD em anexo.
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99
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Pecha Kucha
Anexo 1
CONTRIBUTOS
RECOLHIDOS
Du an e a ap esen ação do p oje o Ócio no Pecha Kucha Nigh
Guima ães Vol. 2 oi solici ado às pessoas p esen es na con e ên-
cia que p ocu assem, po baixo das cadei as em que es a am sen-
adas, um lápis e um papel, onde pode iam esc e e suges ões,
ideias ou eclamações sob e o p oje o Ócio, que inham acabado
de conhece . Todas as suges ões ecolhidas, no inal da con e ên-
cia, o am digi alizadas e podem se is as de seguida.
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100
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101
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Pecha Kucha
Anexo 1

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102
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Pecha Kucha
Anexo 1
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105
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En e is as
Anexo 2
—
En e is as
Anexo 2
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112
—
mus”, po exemplo, emp esa que es á habi uada a abalha con-
nosco – não [podíamos] se a mal a que ai aze abalho social.
Não nos iam con a a pa a aze p oje os à ol a dos “Op imus
Discos”. Exis em essas coisas o mais que, pa ecendo que não, são
mui o impo an es quando ens um negócio pa a ge i , clien es
pa a se i e que ens que en a nos p ocessos deles, ens de pe -
cebe como é que eles uncionam, po que se lhes poes um p oble-
ma da p óp ia na u eza ju ídica da emp esa podes es a lixado,
que não ai acon ece nada. Podes i la dize “ai, meu deus, não é
pa a ganha , não é pa a mim, mas açam connosco”... “E a con a-
bilidade? Nem sei como aço isso, como é o I.V.A....”, pe cebes? Há
mui as coisas que depois são a ealidade, po an o nós izemos a
emp esa e, na e dade, as coisas uncionam. É isso que eu e digo,
quando emos o Mike Mills; mal a nacional, com gos o, a colabo-
a connosco... É po que o modelo unciona. Mas, como em udo,
não unciona com odos.
CR: No meu caso, em que não exis e p op iamen e uma es u u-
a, exis o eu que es ou a mon a e a en a o ma uma comuni-
dade mas nem seque exis e um espaço pa a as pessoas pode em
euni odos os dias ou discu i em os con eúdos. A comunidade
em de se quase c iada po ela mesma, em de se uma coisa qua-
se em ede. Po que é impo an e exis i a es u u a, mesmo que
não enha ins luc a i os, que aça a ges ão da pla a o ma, que á
policiando e que es eja a en a ao que es a a acon ece , pa a depois
aquilo não descamba .
NA: Tens um modelo p e is o pa a inancia essa es u u a?
CR: A ideia do inanciamen o é não p ecisa de inanciamen o,
ou quase. E que as pessoas não es ejam com essa espec a i a, que
aquilo seja quase um “hobby”.
JV: E pode se mui as coisas, só ens é de pensa é: mais do que
en a na lógica do que é que as pessoas ganham ao colabo a co-
migo é, o que é que as pessoas ganham po is o exis i ?
Po que se as pessoas ganha em po isso exis i – que é o que nós
ainda es amos a en a aze , po que não há nenhum canal po -
uguês sob e cul u a e c ia i idade, po que os canais adicionais
não em a mesma capacidade de mobiliza e da opo unidades
a pessoas no as pa a ilma um de e minado e en o, po que não
em nenhuma o ma de c ia elações in e nacionais, po que não
es ão a olha pa a no os enómenos como no as bandas... Isso
é um a o logo inicial, e se u sen i es que o eu obje i o em
mui os sinais que es á ce o, ais ap endendo. É mais a iscado

—
113
—
En e is as
Anexo 2
se i e es a pensa logo “po que é que as pessoas ão colabo a
comigo”. Isso, em si, pode se um es udo in e essan e, académico
– po que é que as pessoas ade em a mo imen os, a casas causas e
colabo am. Não é pa a mon a es um p oje o eal.
É e dade, há uma pa e de loucu a po que ac edi as em alguma
coisa que az al a. Temos de epensa odos os dias... Ainda ago a,
acabamos de o e ece uma me da de um bilhe e pa a o ATP – All
Tomo ow Pa ies. Um bem escaço, a o, uma me da especialís-
sima, e emos dois pa icipan es, dois c omos, ize am a me da
de dois ídeos. O e o oi nosso, es amos a da pé olas a po cos,
en e aspas. Es o ça am-se... Só que não podemos epe i isso. Nós
emos de ado a um il o mais adap ado à colabo ação. Se eu ace-
na com a coisa do All Tomo ow Pa ies e a é lhe pago a iagem
da Ryan Ai – se calha aço mais um es o ço de 50 eu os – e le o
um jo nalis a a sé io. E di eciono, digo: “ ealizado es do mundo,
quem é que que i a Ingla e a passa ês dias ao melho es i al
de música?” É colabo a i o is o, aí es ou a acena mas es ou a e-
sol e o p oblema á ico, é alimen o pa a a nossa mecânica, não
começa daqui o modelo. Nós ambém ap endemos...
CR: Pa a pe cebe , oi um concu so?
Ri a Mo ei a (RM): Sim, oi um passa empo. Podíamos e desa-
iado as pessoas a aze algo de di e en e, que implicasse mais
abalho, c ia i idade... Desa iámos a aze um ídeo, e inham
mui o que que e i .
NA: São ês, qua o dias em Ingla e a, po an o não é “ai, ou
conco e , pode se que á ali jan a depois ol o”... Não é isso.
Tinha de se mais, di icul ámos. Tinham de ilma com o ele-
mó el ou assim, qualque coisa que demons assem a on ade
de i . Ti emos dois candida os, que ecebemos 10 minu os an es
do echo do passa empo. Tecnicamen e não em nada de espe-
cial, c ia i amen e não em nada de especial, p on o. Mas eal-
men e es o ça am-se minimamen e. Imagino que mui a gen e
quisesse aquilo só que o a o de [ e em de] abalha , de aze
o ídeo... Ou a o ma como comunicamos, de não e chegado a
mui a gen e...
RM: A es a égia não oi a mais adequada...
CR: Te ia sido melho , al ez, di eciona quase o pedido… Pa a
e alguma ce eza que i ia co e bem.
JV: Temos de es a !
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114
—
NA: É ga an ido que ajuda a desen ol e a ede… Nós não pode-
mos e um si e de bilhe es que o e ece alguns de ez em quando,
po an o udo is o é uma lógica de desen ol e con eúdos cola-
bo a i amen e, e aí de emos desa ia a ede que que emos que
exis a a pa icipa .
JV: Há aqui mui os a o es... Uma das hipó eses que pusemos oi
e uma p óp ia ma ca, se não ens uma ma ca ens de e uma
ou uma comunidade, po exemplo a “Pi ch o k” cons ói-se como
uma comunidade de e e ência. A mal a de No a Io que sabe que
es á ao lado das bandas que ão e sucesso po que es ão num
cen o onde necessa iamen e há mui as bandas dali que ão se
amosas. Isso ge a uma sensação no público de que eles adi i-
nham, que são “oppinion make s”. E depois cons uí am a ma ca,
“Pi ch o k”, se o nome é bom ou mau não sei, mas a e dade é
que co eu udo bem, eles en a am no momen o em que ha ia a
música Indie, e c.. e e oluiu de al o ma que são gigan es, e con-
seguem aze udo. Eles são con idados e pagos pa a i a qualque
pa e do mundo a odo o ipo de e en os, pa a i em aze a co-
be u a. Mas o modelo de negócio eio a segui . Se c ias um bem
escasso e és uma e e ência, o modelo de negócio em a segui .
Pon o dois: se que es mobiliza pessoas, ou és já uma e e ência,
ou ens uma causa, ou ens uma ma ca com quem que es cola-
bo a . Po exemplo, o P3 em o Público. Cla o, az oda a di e en-
ça! Qualque ipo que enha a ambição de se jo nalis a clássico
pensa, ou abalha pa a o Público, es ou a da umas aulas, ou
esc e e es e a igo e a é digo que sou colabo ado do Público. É
comple amen e di e en e.
CR: Po an o, se eu consegui c ia a minha pla a o ma, p o a
que enho qualidade e consegui uma colabo ação com o P3 e
com o Canal 180, ou alo iza a minha pla a o ma po que enho
duas en idades de e e ência que, de ce a o ma, dão c édi o.
JV: Foi o que nós izemos, an es de começa o p oje o con ac amos
Se al es, Casa da Música, Gulbenkian, izemos ap esen ações...
Du an e um ano izemos odo esse abalho. P imei o não e co-
nhecem, depois conhecem- e, depois êm de pe cebe o p oje o,
depois ês o que azes com eles, se e pagam ou não e pagam, e só
depois é que começam a i as pa es boas.
CR: Há bibliog a ia sob e c iação de comunidades, mas é à escala
no e-ame icana, ou seja, quando se começa é logo com milha es
de pessoas, e socialmen e e cul u almen e são di e en es de nós...
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115
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En e is as
Anexo 2
JV: Um a o c í ico, pa a ganha es calo: o ipo que undou o Fli-
ck disse que os p imei os dez mil u ilizado es, é p eciso se es u,
pessoalmen e, a anga iá-los. Depois, a o ma como o g upo un-
ciona, ou, po exemplo se o es e com uma comunidade que já
es á in e ligada, acili a mui o esse abalho. Guima ães em esse
ipo de comunidade, o Po o em menos... O Po o pode se cinco
ezes maio , mas em menos essa comunidade, es á menos ligada,
pa ilha menos essas coisas.
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116
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T ansc ição da en e is a com Público P3
En e is a com P3
07 de Fe e ei o
Cláudio Rod igues (CR): Quais os obje i os da c iação des e p o-
je o, os obje i os iniciais?
Amílca Co eia (AC): Que es um p eâmbulo eó ico?
CR: Sim.
AC: Quando es ás a pensa lança o si e?
CR: 15 de Fe e ei o.
AC: O P3 nasce do cená io que é gene alizado no mundo ociden al
de diminuição de endas em papel e na en a i a de eno ação
de lei o . Os lei o es en elhece am; a o ma de le mudou adical-
men e, a o ma de comunica , ambém ela, mudou adicalmen e,
e essa e olução ecnológica deixou os jo nais um bocadinho à
de i a. Com o P3 nós que emos eju enesce os lei o es do Públi-
co, que emos ab i caminho pa a um ou o ipo de jo nalismo,
que é mui o mais mul imédia – po que há uma g ande di e ença
en e a p á ica e a eo ia: em eo ia oda a gen e acha que os si es
de em se mul imédia, e depois as elações de em se undidas;
na p á ica o Público ainda es á um bocadinho longe disso e nós,
com uma pequena equipa que somos, emos mais agilidade e ca-
pacidade em conc e iza .
Depois nascemos com esse obje i o de conquis a lei o es num
escalão e á io mais baixo, uma ez que o lei o ípico do Público
ainda é essencialmen e da minha idade, nos qua en a e qualque
coisa. Po que achamos que o público mais jo em es á dispos o a
le se os con eúdos o em ei os a pensa neles, que em e mos de
ap esen ação, que em e mos de ângulo de a amen o. Depois
do pon o de is a isual nós somos ho izon ais quando oda a gen-
e é e ical, es amos mui o mais p óximos de uma linguagem
“sma phone”, usamos hipe ligações, ecupe amos o som, que em
e mos de si es das ádios é mal a ada – nós emos o áudio; e de-
pois emos uma agenda que é comple amen e di e en e.
A nossa agenda não é uma agenda do Passos Coelho, não é a agen-
da do Fu ebol Clube do Po o, não é a agenda de odos os jo nais.
Todos os jo nais êm em si uma espécie de mime ismo e acabam
po se con undi uns com os ou os, al como as ele isões, com
as ele isões de in o mação con ínua acabam po epe i as mes-
PÚBLICO P3
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117
—
En e is as
Anexo 2
mas his ó ias. Nós que emos ala das coisas das quais ninguém
ala. Nós não emos uma in enção de “Úl ima Ho a”, e cenas “b e-
aking news”, nós que emos ala de his ó ias de sucesso, do jo em
designe que ganhou o p émio, do emp eendedo ismo de um a e-
lie de a qui e u a, e c. mas ambém dos p oblemas que a e am
es e “ a ge ”, como o abalho, a emig ação, e c.
Es a é a p imei a ez que um ó gão de in o mação gene alis a
sai da edação e az um p odu o edi o ial em colabo ação com a
Uni e sidade do Po o, com uma Uni e sidade. É a p imei a ez
que uma en idade p i ada e uma en idade pública o mam uma
aliança des e géne o. E é a p imei a ez ambém que há um si e
pensado pa a es e público especí ico.
É ób io que exis e o Bli z e ou as publicações, há a Ragazza e es-
sas coisas, mas não exis ia a é à da a nenhum si e de in o mação
gene alis a como es e é. Tan o ala de economia como ala de
design. Depois é ambém a p imei a ez que o si e é de inido pelo
público-al o, pa a o público-al o. Ti emos es udos de me cado ei-
os com en e is as, e com inqué i os na ne , aos quais ques iona-
mos sob e como de e ia se o si e e que no undo acaba am po
di a algumas mudanças no si e.
Depois emos ou a ca ac e ís ica que acho que é única que é o
“c owdsou cing”: os lei o es pa a nós inalmen e não são apenas
lei o es, são u ilizado es, e mais que u ilizado es eles são ambém
p odu o es, eles azem o jo nal connosco. E nós não emos uma e-
lação adicional, clássica, que é i à edação e “ u esc e es sob e
Economia, u esc e es sob e Depo o”. Nós nunca nos c uza emos
num es ádio de u ebol nem nos meand os de uma cimei a eu o-
peia; aqui oda a gen e az um pouco de udo e a é coisas digamos
mais pa a-jo nalís icas, po que hoje o a o de dis ibui aquilo que
nós publicamos é um a o essencial à di ulgação do nosso abalho.
O quiosque não mudou p op iamen e pa a o “ able ”, mudou pa a a
o ma como nós p óp ios di ulgamos a nossa in o mação, seja a a-
és das edes sociais, ou a a és das nossas p óp ias edes de amigos.
AC: Tá?
CR: Acabou?
AC: Que es mais?
CR: Es a a a gos a , acho que az sen ido com mui as das coisas
que li... Li, po exemplo, que com o início da imp ensa de ca ac e-
es mó eis, se esc iba deixou de aze sen ido, po que não azia

—
118
—
sen ido demo a cinco anos a eesc e e um li o quando se po-
dia imp imi numa semana. Se a ualmen e os jo nais em papel
es ão com g andes p oblemas, p o a elmen e daqui a cem ou du-
zen os anos já desapa ece am, po que, se calha , não az sen ido
es a a gas a dinhei o pa a se p oduzi uma coisa quando pode
exis i num supo e digi al.
AC: Es á oda a gen e a aze “na egação à is a” mas não é e -
dade que os jo nais es ejam comple amen e a desapa ece do pla-
ne a. Se u olha es pa a a Ásia, o consumo de jo nais em indo
a c esce bas an e. E na Amé ica do Sul ambém. Nas sociedades
di as ociden ais, com es e modelo de negócio, com es e modelo de
imp ensa sim, as coisas es ão a pio a , a publicidade oi-se embo-
a, há a iadíssimas azões.
A publicidade deslocou-se pa a ou os supo es, há uma no a ge-
ação de ma k ee s, os adminis ado es em ou a idade, p e e-
em publicidade di e a, p e e em aze uma á o e ali em baixo
nos Aliados a pô um anúncio no jo nal a dize que em uma
á o e de na al. Po an o aquilo dá- e pa a odo géne o, dá- e o o
gale ias, dá- e ídeos, po aí o a. Não di ia que os jo nais desapa-
eçam comple amen e po que há semp e uma eli e que i á...
CR: Que os comp a.
AC: Sim... A é po que depois há negócios que u ens negócios
em ascensão que en am em queda e que depois podem ol a
no amen e a se um negócio. Se não em ascensão, pelo menos a
sob e i e . Os discos de inil são um bom exemplo disso.
CR: São di ecionados pa a nichos, não é?
AC: Sim mas ol am a conquis a uma pequena pe cen agem do
me cado. Tu nes e caso no a ual me cado da música – exis em
algumas semelhanças com o me cado da imp ensa – u ens os
Tokio Ho el hoje lançam em CD, endem na ne , lançam em inil,
ens uma caixa com uma -shi , dois discos, ês discos, qua o
discos, ens uma caixa com udo, ens múl iplos supo es, dez po-
legadas, doze polegadas, se e polegadas, inil com duplo... Hoje o
que azes é um soma ó io de nichos. Ninguém pode e a eleida-
de de... Bem al ez a Madonna, mas a Madonna ai ce amen e
aze algo semelhan e, es a nos á ios supo es.
Com jo nais é um pouco a mesma coisa, nos andamos é à p ocu a
do e ei o iTunes. Anda oda a gen e à p ocu a... Desespe adamen-
e anda a aze uma “o de ”. O New Yo k Times: encon a uma
—
119
—
En e is as
Anexo 2
o ma de cob a po uma no ícia, po um ex o de opinião ou po
um jo nal in ei o, ou po um a qui o, nos á ios supo es que
exis em. Depois há ou o caminho que pode á e algum e ei o
in e essan e que é quando i e mos a usão en e o ec ã de ele i-
são e o compu ado e pude es e in e a i idade en e aquilo que
es ás a e na ele isão e o consumo de in o mação: es ás a e
um jogo e es ás a e uma janela com no ícias que es ejam a cai
sob e aquele jogo ou sob e o compo amen o de um de e minado
jogado . Mas isso é u u ologia...
CR: Em elação ao p oje o em si, en am cap a colabo ações ex-
e nas? Alguns alunos de jo nalismo azem algumas peças, isso é
pedido ou é p opos o?
AC: Quando lançamos o si e a indicação que demos oi “En ia-nos
os eus ex os, en ia-nos as uas o og a ias...” isso oi a bola de ne e
e ago a emos um lo e azoá el de pessoas que nos en iam ex os.
Podem se p o esso es da uni e sidade – do Po o e não só, mas
ge almen e em sido do Po o –, podem se alunos, da uni e sidade
e não só, ou podem se pessoas que es ão a es uda nes e momen o.
Qualque u ilizado , desde que o og a e, aça ídeo e esc e a
com a qualidade e a decência e espei e as eg as... Nós emos no
si e algumas explicações do ipo de ex os e de o ma os de ídeo
que p e endemos, e qual é a nossa linha edi o ial, pa a explica
isso aos lei o es. Publicamos aquilo udo o que nos pa ece in e-
essan e; “nós es amos odos em ede” – é um cha ão do século
in e e um. Nós ag upamos con eúdos do Público, ou con eúdos
do JPN/JPR (Jo nalismo Po o Ne /Jo nalismo Po o Rádio) que são
si es uni e si á ios, ou con eúdos dos lei o es que nos cedem pa a
publica . Somos um si e de pa ilha e somos um si e colabo a i o.
Luís Oc á io Cos a [LC]: Passa udo pelo nosso c i o, en amos...
– acho que espondemos a odos “sim” ou “não” – udo é edi ado
po nós e udo é selecionado po nós. Se nós i mos que não em
a qualidade pa a se publicado dizemos que não em qualidade
pa a se publicado. Di icilmen e passa endo qualidade só po que
é um u ilizado nosso. Não azemos o a o a ninguém.
AC: Isso ala ga o espaço de deba e do Público, c ia um espaço
no o que es as pessoas pode iam e e en ualmen e num blogue,
mas que nunca e ia a dignidade que em num si e com a chan-
cela do Público. E esc e e nos jo nais ao lado de José Ví o Maga-
lhães ou ao lado do Miguel Es e es Ca doso é algo que es á edado
e que ai es a edado du an e os p óximos in a anos. Po an o
a nossa o ma; a o ma como as pessoas em de in e i na es e a
—
120
—
pública dizendo aquilo que p e endem es á limi ada apenas aos
seus p óp ios blogues e aqui nós emos, no undo c iamos uma co-
munidade de pa ilha, de colabo ação en e jo nalis as, edi o es,
es udan es e docen es.
LC: Ou ens uma pessoa, po exemplo, como es e apaz que em
in e anos e que ez uma exposição no Bai o Al o ago a, e que
2890 pessoas já i am que ele em a exposição. Is o passa- e ao
lado. Em dois meses au onomizamos – nós só ínhamos o og a ia
e ídeo – e au onomizamos a ilus ação. Po que odas as semanas,
ou duas/ ês ezes po semana, ecebemos e-mails de pessoas que
que em e aqui os seus abalhos.
AC: A ilus ação e a mui o popula no século dezano e quando
ilus ado es aziam uma iagem com o ma e ial de desenho às
cos as, pa a desenha em ales, ios e ibos que iam encon ando.
A ilus ação hoje, connosco, ol ou a es a na moda, e emos u ili-
zado es que nos en iam duas ezes/ ês ezes po semana p opos-
as de publicação na gale ia. Nós i amos do passado aquilo que se
o nou chique e es amos a apon a caminhos pa a o u u o.
CR: O si e es á em cons an e mudança...
AC: Sim, o si e es á em cons an e mudança. Pa i do p incípio
que se az um p odu o edi o ial e que ele se ai man e es á ico
du an e “xis” empo num mundo que es á em pe manen e mu-
dança a uma elocidade supe io aquela que é a nossa capacidade
de o comp eende é de loucos, e po an o o que nos p e endemos
é a ualiza o si e de aco do com a agenda e o in e esse dos nossos
lei o es e de aquilo que nos achamos que é melho pa a o jo na-
lismo e pa a o mundo em ge al.
LC: Ago a emos uma “hash ag” do Egip o, e que podemos e
uma no ícia que além do ídeo e dos sons ens um eed do Twi e ;
ou a coisa, on em ou an eon em podia e is o, um .GIF animado.
Todos os dias há pequenas coisas que as pessoas não sabem, mas
no ge al, um mês depois, podes dize meia dúzia de coisas que
o am implemen adas a ní el écnico.
AC: O maio inimigo do jo nalismo e o maio inimigo do jo nalis a
é a sua, po ezes, on ade de acomodação e de di iculdade em ge-
i a mudança. E nós emos que sabe ge i a mudança e acho que
emos que sabe ge i a mudança nomeadamen e a pa de e mos
mudado de edação pa a uma an iga sala de aulas e sabe o que es-
amos a aze e ge i a mudança é undamen al pa a con inua mos
a aze o si e.
—
128
—
8.º Quando a acadas, as o ganizações cen alizadas endem a o na -se
mais cen alizadas ainda. —Página 114
Pouco a pouco, o lei o ai conseguindo comp eende quais as
di e enças en e os di e en es ipos de o ganização, quais as an-
agens e des an agens en e elas e, ambém, quais as implicações
que o impac o de uma em na ou a. A ançando na ob a, os au o-
es açam ês ipos de es a égia que se pode iam aplica de o -
ma a en a comba e o ganizações descen alizadas, quase que
a o e ece uma solução pa a quem eme es e ipo de es u u as.
A p imei a es a égia ap esen ada é a mudança de ideologia. No
caso das edi o as musicais, que após um século de indús ia do do-
mínio da ep odução musical, começa am a pe de uma pe cen a-
gem das endas supe io a 25%, a solução pode ia es a , à pa ida,
em con ence os consumido es que es es es a am a aze algo con-
dená el. Nesse sen ido, as edi o as musicais in es i am o emen e,
pa a além dos p ocessos em ibunal, em campanhas publici á ias
di igidas aos mais jo ens, que acassa am po que a ideologia que
en a am ansmi i e a mais aca que a ideologia de se pode e
acesso a música g á is. Os au o es explicam o sucedido:
“O p ocesso é mui o sub il e g adual. Po um lado, quem en a massac a -
-nos com uma qualque ideologia não consegui á mais que uma eacção
an agónica. Quando sen imos que alguém es á a en a manipula -nos
ou con ola -nos, o namo-nos de ensi os e echamo-nos.” — Página 122
Não negando as excelen es possibilidades de ans o mação de
uma ideologia-es ela-do-ma a a és da mudança de ideologia da
p óp ia o ganização, os au o es sublinham que é impo an e que
essa no a ideologia que se p e ende sob epo seja, pelo menos,
mais a ac i a que a an e io .
A segunda es a égia é a cen alização, ou seja, consegui com
que uma o ganização descen alizada adqui a uma hie a quia e,
des a o ma, pe ca a sua o ça ob ida pela descen alização e se
o ne, apenas, numa o ganização conco en e (mais ácil de com-
ba e ). Como exemplo os au o es ol am a e e i os Apache, que
o am con olados pelos ame icanos após uma solução simples: a
o e a de acas aos Nan ’ans (que unciona am como ca alisado-
es, e mo que se á explicado a segui ), que pe de am o seu pode
simbólico po ica em na posse de um pode ma e ial, podendo
assim “compensa e puni os es an es memb os da ibo a a és da o e -
a ou negação des e ecu so” — página 125.

—
129
—
Análises bibliog á icas
Anexo 3
Ainda assim, es a segunda es a égia pode acassa . No caso da
indús ia discog á ica, es a já não ai a empo de adop a es a
medida, po que ac ualmen e já exis em pla a o mas ão descen-
alizadas ao pon o de não se possí el c ia qualque hie a quia.
Exemplo disso é o eMule, ambém abo dado pelos au o es, que
su giu após as edi o as e em, a a és dos ibunais, ence ado
o eDonkey. Tal como acon ece a uma es ela-do-ma , após o en-
ce amen o ob iga ó io do eDonkey oi c iado de o ma colabo-
a i a um no o so wa e de pa ilha de con eúdos digi ais, sem a
possibilidade de encon a o as o aos seus au o es e u ilizado es.
Assim, aquilo que e a uma o ganização descen alizada deu o i-
gem a uma o ganização ainda mais descen alizada, ao pon o de
es a apenas uma hipó ese de comba e às edi o as discog á icas,
descen aliza -se.
Es a é a e cei a hipó ese o e ecida pelos au o es, o iginando as-
sim um no o capí ulo na ob a: a possibilidade de c ia uma o -
ganização híb ida, que conjuga a pa icipação de g upo ob ida
a a és da o ganização descen alizada com os luc os que só são
possí eis de alcança a a és de uma es u u a hie á quica:
“Na e olução da descen alização, as elhas es a égias não uncionam.
Uma emp esa ou co po ação em de explo a no as opções, de o ma a se
bem-sucessida no apa a de um a aque de es elas-do-ma . Como i emos
e , po ezes o melho é i busca ecu sos aos dois mundos, o cen alizado
e o descen alizado – aquilo a que chamamos “combinado especial”.” —
Página 130.
Assim sendo, os au o es suge em que a es a égia passe po uma
de e minada o ganização hie á quica disponibilize aos u ilizado-
es e amen as e libe dade su icien e de o ma a que es es pa -
icipem de li e on ade. Como exemplo, pode á suge i -se que
uma de e minada o ganização com p esiden e e di ec o es escu e
e acei e as p opos as de odos os colabo ado es, desde a uncio-
ná ios a clien es. Es a medida implica uma g ande con iança em
odos os colabo ado es e mais libe dade de acção a es es, pois é
impossí el ge i de o ma ígida um núme o ão g ande de opi-
niões. Assim, segundo os au o es, a o ganização bene icia ia de
uma maio c ia i idade e empenho po pa e de odos os colabo-
ado es, pe mi indo assim maio compe i i idade:
“O pon o descen alizado de e icácia máxima é um pon o algu es no con-
inuum cen alização-descen alização que pe mi e a melho posição
compe i i a.” — Página 154
*
—
130
—
Na ob a são, ambém, enume adas as undações de uma o ganiza-
ção descen alizada. Nes es cinco ópicos, alinhados hie a quica-
men e en e si, são explicados os p incipais elemen os comuns a
qualque o ganização descen alizada, em e mos que depois são
adop ados no es o do li o de o ma a se comp eende o discu so
dos au o es.
Começando pelos Cí culos, es es são aquilo a que podemos de-
nomina comummen e po g upos, que nes e sen ido adqui em
ca ac e ís icas especí icas. Em p imei o luga e e e-se o aspec o
ans e sal a qualque o ganização descen alizada: a ausência
de hie a quia: “Tal é a ca ac e ís ica dos cí culos: uma ez admi ido,
é-se um en e os iguais. Cabe en ão a casa um con ibui com o melho das
suas capacidades.” — Página 75.
No en an o ou as ca ac e ís icas são comuns aos cí culos, en e
elas, a de inição e cump imen o das no mas. Ace ca des e pon o,
os au o es ac escen am que “(...) a maio ia das pessoas (...) deseja con-
ibui de o ma posi i a.” — Página 77, sendo es a a i mação esul-
ado da análise de exemplos de compo amen o dos u ilizado es
de pla a o mas colabo a i as. Os au o es explicam, ainda, o po -
quê da não adopção de eg as, como é cos ume se em adop adas
em qualque indús ia:
“As no mas, de ac o, o nam-se a espinha do sal do cí culo. Ao comp e-
ende em que, se não o em eles a espei á-las, mais ninguém o a á, os
memb os ob igam-se mu uamen e à obse ância dessas no mas. Ao azê-
-lo, eles mesmo começam a conhecê-las e a acei á-las. Como esul ado dessa
au o-imposição, as no mas podem o na -se mais pode osas a é do que as
eg as” — Página 76
Como Ca alisado (abo dado an e io men e nes e esumo), os au-
o es de inem como a pessoa que inicia um cí culo, ou seja, aquilo
que dá o igem à o ganização descen alizada:
“Nas o ganizações abe as, um ca alisado é uma pessoa que inicia um
cí culo, abandonando depois o p imei o plano. (...) Encon amos o mesmo
pad ão em odas as o ganizações descen alizadas: um ca alisado inicia
uma o ganização descen alizada e depois cede o comando da mesma aos
seus memb os.” — Página 78
No en an o, após a o mação do cí culo, o ca alisado de e sabe
e i a -se, a ando da c iação de no os cí culos e de o ma a po-
encia o que de melho exis e numa o ganização descen alizada.
—
131
—
Análises bibliog á icas
Anexo 3
“Ao deixa o pos o de lide ança, o ca alisado ans e e a esponsabilidade
e sen ido de posse pa a o p óp io cí culo. (...) Um ca alisado não espe a,
ge almen e, elogios e lou o es. Quando o seu abalho chega ao im, ele
sabe que é empo de segui em en e.” — Página 79
Quan o à Ideologia, ambém já abo dada nes e esumo, es a é
mais ácil de se pe cebe , embo a não de a se in e p e ada al
como uma ideologia adicional, po no ma mais echada e abs-
ac a. O e mo ideologia, numa o ganização descen alizada,
pe cebe-se como é aquilo que une as pessoas em de e minado ob-
jec i o, que pode se desde um objec i o solidá io (po exemplo,
de ende os animais) a é a um bene ício pessoal (po exemplo, ob-
e música g á is). Ou seja, não de e se con undido apenas como
a ob enção de de e minada coisa, po que mesmo no caso da pi-
a a ia, as pessoas não só desca egam músicas como pa ilham
aquilo que possuem à comunidade.
“Não se a a apenas de comunidade, ou de consegui algo g a ui amen e,
ou de libe dade e con iança. O cimen o que une as o ganizações descen a-
lizadas é a ideologia.” — Página 80
O qua o undamen o de uma o ganização descen alizada é aqui-
lo a que os au o es classi icam como Rede P eexis en e. É ido
como ede p eexis en e, pa a além de possí eis o ganizações des-
cen alizadas já exis en es, g upos unidos pela mesma ideologia
ou, ambém, alguma e amen a ecnológica. Os au o es ale am
ambém que ce as pla a o mas podem se p ejudiciais à o gani-
zação descen alizada, al como ins i uições coe ci as, pois es as
cai ão semp e no e o de en a con ola os acon ecimen os:
“Quase odas as o ganizações descen alizadas que iun a am o am lan-
çadas a pa i de uma pla a o ma p eexis en e. (...) Mas as o ganizações
cen alizadas não são boas pla a o mas. Em p imei o luga po que, se as
o dens êm de cima, os memb os pode ão segui-las mas não se sen i ão ins-
pi ados a da o máximo das suas capacidades. Em segundo, os líde es de
o ganizações cen alizadas que em con ola os acon ecimen os, limi ando
consequen emen e a c ia i idade. Em e cei o, e o que é mais impo an e, as
o ganizações cen alizadas não es ão p epa adas pa a lança mo imen os
descen alizados. Sem cí culos, não há uma in a-es u u a pa a as pessoas
se en ol e em e se ap op ia em de uma ideia.” — Página 82
Po úl imo, o P omo o . Assumindo um papel que, po ezes, po-
de ia se con undido com o de ca alisado , o p omo o em a e as
bas an e dis in as. Em p imei o luga não cabe a ele a c iação de
—
132
—
edes, ou seja, não es á ligado à c iação dos cí culos. O p omo o
é algo pa a além disso, um diploma a, uma pessoa que ansmi a
a ideologia do g upo:
“O p omo o é incansá el na de esa de uma no a ideia. Os ca alisado es
são ca ismá icos, mas os p omo o es le am o comba e ao ní el seguin e.
(...) Os ca alisado es inspi am e põem na u almen e as pessoas em con ac-
o, mas não há nada de sub il no p omo o .” — Página 84
Recensão c í ica
Sendo ulga men e associado a um li o de Ges ão, a ob a ana-
lisada é mais que isso. É, em p imei o luga , uma e lexão sob e
os nossos empos, sob e a e olução que os media digi ais ouxe-
am aos nossos dias. É, ambém, um glossá io que ajuda a expli-
ca aquilo que, po se ela i amen e ecen e, é ainda di ícil de
explica e comp eende . É, ainda, um exe cício de e lexão c í ica
sob e os emas mais discu idos na ac ualidade, sob e udo no que
diz espei o à g ande c ise na indús ia das edi o as musicais.
Começando po explica , a a és de algumas his ó ias e me á o-
as, aquilo que os au o es se p opõe a analisa , o início do li o
não az nada de mui o e elado pa a o lei o , podendo no en an-
o aze com que es e se ape ceba melho da ealidade. Embo a
não ha endo discussão, o início da ob a ab e caminho pa a o que
se abalha de seguida, ajudando os lei o es menos in o mados a
não se con undi em com o que se es á a a a .
Começando e dadei amen e a e lexão, os au o es começam po
p opo p incípios ge ais das o ganizações descen alizadas, assim
como de inem um guia de in e p e ação ápida pa a possí eis ca-
alisado es, p eca endo-os daquilo que pode ão encon a caso as-
sumam esse papel. Na ob a, pe cebe-se que B a man e Becks om
analisa am casos eais e e i a am, dessa análise, as conclusões
que discu em, incu indo assim no lei o a pe cepção de que es es
conselhos de e ão se , sem somb a de dú ida, idos em con a.
Além des e papel de apoio, ainda deixam conselhos a o ganiza-
ções cen alizadas, de o ma a consegui em adap a -se à no a
ealidade. No en an o, a o ma como abo dam a ques ão, dá a en-
ende em pa e que es as o ganizações em algo de menos é ico,
sob e udo se compa adas com o ganizações descen alizadas. Tal
ac o acon ece, em p imei o luga , pelos exemplos adop ados: do
lado das o ganizações cen alizadas, su gem sob e udo as edi o-
as musicais, quase apenas p eocupadas com um luc o cons an-
e; do lado das o ganizações descen alizadas, abo dam-se emas
como a abolição da esc a a u a, o di ei o ao su ágio pelas mu-
—
133
—
Análises bibliog á icas
Anexo 3
lhe es ou os g upos de Alcoólicos Anónimos. No en an o, no inal,
os au o es diminuem o con as e en e capi alismo e in e enção
social, p opondo um modelo mis o que c ia a elação en e o -
ganizações cen alizadas e o ganizações descen alizadas, pe mi-
indo assim a ob enção de luc os. Nes e caso são ci ados exemplos
como o Amazon ou o eBay, po que sendo locais que uncionam
sob e udo com a pa icipação colec i a e g a ui a – colabo ação
descen alizada –, não sob e i e iam sem uma es u u a hie á -
quica que ansmi e uma sensação de segu ança ao u ilizado : as
pessoas p ecisam de ga an ias ao oca dinhei o po p odu os.
Assim, conside amos o li o in e essan e e um excelen e pon o
de pa ida pa a uma discussão mais ala gada, in e ligando as con-
clusões, po exemplo, com mais pe spec i as his ó icas. A inal, a
possibilidade de, ac ualmen e, exis i em um ão g ande núme o
de o ganizações descen alizadas, de e-se sob e udo à adopção
em massa dos media digi ais, da acilidade do seu uso e do seu
baixo cus o. Ou as e oluções semelhan es acon ece am – como
a in enção da p ensa de ca ac e es mó eis po Johannes Gu en-
be g – sendo po isso in e essan e pode con inua es a análise.

—
135
—
Análises bibliog á icas
Anexo 3
Resumo da Comunicação
“The Museum o All – Ins i u ional Communica ion P a ices
in a Pa icipa o y Ne wo ked Wo ld” po Daniel B andão
“The Museum o All – Ins i u ional Communica ion P a ices in a Pa ici-
pa o y Ne wo ked Wo ld” é o í ulo da comunicação p o e ida po
Daniel B andão na con e ência in e nacional The Endless End (Po -
o, 4 a 7 de Maio de 2011), da au o ia de Daniel B andão, Hei o
Al elos e Nuno Ma ins.
Nes a comunicação o au o p e ende discu i o posicionamen o
das ins i uições cul u ais em elação à o ma de como de em co-
munica , numa al u a em que os meios de c iação e di usão de
con eúdos mul imédia é acessí el à maio ia dos público des as.
Assim, o objec o de es udo oi o Museu de A e Con empo ânea
de Se al es po , segundo Daniel B andão, “um dos au o es do a igo
e uma elação p o issional com a ins i uição”.
Nesse sen ido o am p oduzidos objec os de comunicação com o
in ui o de se em analisados pos e io men e, como um ídeo p o-
duzido a a és da ap op iação de ídeos com pessoas – jo nalis as
– a p onuncia em a pala a “Se al es” du an e os seus p og a-
mas de ele isão, po exemplo. Segundo o au o , “es es exe cícios
pe mi i am en ende a impo ância dos media pa icipa i os na cons-
ução de uma no a iden idade ins i ucional, a a és da ap op iação de
objec os mul imédia egis ados e disponibilizados pelo público”. Assim,
comp eendeu-se que a ins i uição de e ia emp eende uma mu-
dança de a i ude, deixando de insis i apenas em an a comunica-
ção e adop ando uma es a égia de comunicação in e ac i a mais
pessoal com os seus isi an es.
Daniel B andão e al analisam, ainda, a c escen e popula ização dos
media pa icipa i os e algumas das epe cussões que em ido na
ac ualidade. Ci ando au o es como Clay Shi ky ou And ew Kenn,
pe cebe-se que na ac ualidade exis e, a a és das pla a o mas digi-
ais, uma p opensão das pessoas pa a a p odução de conhecimen-
o colec i o, que olun á ia que in olun a iamen e. As pessoas,
ao publica em con eúdos em meios digi ais, c iam a “possibilidade
da c iação de no os con eúdos a a és da sua ap op iação, manipulação e
eo denação”, c iando assim no as possibilidades de comunicação
que, po se a as a em das mensagens adicionais mais ins i ucio-
nais, c iam uma “ligação a ec i a en e o público e as ins i uições”.
Ac ualmen e, as ins i uições como Se al es em a capacidade
de po encia es as no as possibilidades comunicacionais, mas
segundo os au o es a amen e o azem. Apesa do in e esse em
COMUNICAÇÃO
DANIEL BRANDÃO
—
136
—
adop a algumas e amen as de in e acção social como o YouTu-
be, o Facebook e o Twi e , Se al es con inua a descu a a in e-
acção com o seu público, não espondendo ao eedback ecebido.
Nos á ios supo es ansmi e semp e a mesma mensagem, al
como cos uma aze com meios de di ulgação onde é impossí el
a in e acção com o ecep o da mensagem, não conseguindo al-
cança odos os esul ados que es as e amen as pe mi e. Pode
en ende -se, assim, algum eceio em ins i uições com es a en e -
gadu a em deixa de con ola o almen e a sua comunicação; no
en an o, segundo os au o es da comunicação, “es e ambien e pode á
conduzi ao declínio da unção da ins i uição como in e mediá io único
en e aquilo que em pa a o e ece e a audiência”.
Se al es de e ia p epa a -se pa a ecebe odo o ipo de comen-
á ios do público, desde os bons aos menos bons, c iando assim
um ambien e de libe dade que esul a ia, no inal, em mais suges-
ões posi i as que nega i as. Assim, a ins i uição de e ia “adop a
o papel de ca alisado ”, de o ma a po encia a c iação de cí culos
que pe mi issem uma maio pa icipação do público.
Os au o es p e endem, a a és das e apas da in es igação, in en-
a ia o ma e ial ecolhido e, com a sua análise, de ini alguns
pad ões de comunicação ins i ucional que pe mi am às p óp ias
ins i uições o e ece maio isibilidade ao seu p ojec o cul u al.
No inal, p e endem o nece um es udo com um conjun o de e-
comendações passí eis de se em aplicadas no con ex o cul u al
nacional e in e nacional, de o ma a, po um lado, elemb a aos
seus ó gãos di ec i os a impo ância dos media pa icipa i os no
sucesso da sua missão; po ou o lado, acei a a con ibuição des a
audiência na de inição da iden idade ins i ucional, c iando assim
uma maio au en icidade na comunicação.
Daniel B andão e mina a sua comunicação comen ando o í u-
lo do a igo. Relemb a os p imó dios do p imei o museu abe o
ao público, o Lou e, em 1793, c iando assim uma compa ação
en e a céleb e ase “Um museu pa a odos”, e o í ulo da comuni-
cação, “Um museu de odos”. Na ac ualidade, em que a ecnologia já
pe mi e uma isi a i ual a um museu a a és de um qualque
compu ado , as ins i uições cul u ais de em e em con a o no o
pa adigma e e i a con a ia es a e olução na u al. “De isi an es,
o público das ins i uições cul u ais passou, ambém, a p odu o de con-
eúdos”; é al u a, en ão, de es as ins i uições ap o ei a em es as
c iações na de inição de um no o concei o, a ideia de um museu
ei o po odos.
* Todas as ci ações o am p o e idas po Daniel B andão.
—
137
—
Análises bibliog á icas
Anexo 3
COMUNICAÇÃO
CLAY SHIRKY
Resumo da Comunicação
“Clay Shi ky e as in i uições s colabo ação”
po Clay Shi ky
“Clay Shi ky e as in i uições s colabo ação” é o nome da comunica-
ção disponí el no websi e de con e ências Ted Talks, p o e ida po
Clay Shi ky em 2005. O ídeo encon a-se disponí el em h p://
www. ed.com/ alks/clay_shi ky_on_ins i u ions_
e sus_collabo a ion.h ml.
Shi ky começa po ques iona quais as mo i ações que possibi-
li am a con ibuição do g upo pe du a no empo, abo dando a
ques ão dos cus os de coo denação. Es e ac o o e ece, em ge al,
a espos a pa a a c iação de uma ins i uição; “usa-se a ins i uição
pa a coo dena as ac i idades do g upo”. No en an o, após o su gi-
men o das pla a o mas digi ais, es es cus os de coo denação o-
am sup imidos, pois passou a se possí el “inclui a coope ação na
i aes u u a” de o ma a coo dena os esul ados do g upo “sem e
em con a modelos ins i ucionais”.
Tal como az na ob a “Eles ê aí – O Pode de O ganiza Sem O ganiza-
ções”, Clay Shi ky eco e a alguns exemplos eais de o ma a ilus-
a as suas a i mações. Começa po e e i o exemplo do Flick , a
pla a o ma social de pa ilha de o og a ias (e, mais ecen emen-
e, ídeos). Es a pla a o ma adicionou uma uncionalidade deno-
minada po agging, que esumidamen e pe mi e a classi icação
indi idual dos con eúdos publicados. Com es a no a unção, mes-
mo que um u ilizado apenas disponibilize uma imagem sob e
de e minado e en o na sua con a, es a pode á se acilmen e en-
con ada a a és da página de con ibuições colec i as que eúne
con eúdos com a mesma ag.
Ou seja, es a no a possibilidade esol e um p oblema de coo de-
nação, possibili ando que um eno me núme o de pessoas possam
con ibui pa a um abalho conjun o. Tal p oblema pode ia en-
a se esol ido de o ma ins i ucional, a a és de uma equipa de
edi o es, po exemplo; no en an o, a a e a o na -se-ia impossí el
no pon o em que não se ia economicamen e compensa ó io pa-
ga um núme o su icien e de uncioná ios de o ma a coo dena
odos os con ibu os ecebidos.
“Quando se cons ói coope ação den o da in aes u u a, que é a espos-
a Flick , podemos deixa as pessoas onde elas es ão e le a o p oblema
aos indi íduos em ez de le a os indi íduos ao p oblema. O ganiza-se a
coo denação no g upo, e ao azê-lo ob emos os mesmos esul ados sem as
di iculdades ins i ucionais.”
—
144
—
anos de 1887 e 1911.1 O conhecimen o des e elemen o já ci cuns-
c e e, em pa e, a da a da o og a ia, mas decidiu-se con inua a
pesquisa de elemen os de o ma a de ini com maio exac idão a
da a do seu egis o.
Na imagem é pe cep í el a exis ência de es an es com objec os,
p o a elmen e com o in ui o da sua enda, pelo que se deduz que
a o og a ia oi egis ada num dia de Fei a. A a és do li o “Gui-
ma ães do passado e do p esen e” 2 oi encon ada uma imagem des e
mesmo dia, egis ada do mesmo local e com os mesmos objec os,
embo a a uma ho a di e en e. Nes a publicação, a o og a ia em
iden i icada como sendo egis ada num dia de Fei a de 1908 –
que, en e os anos em análise, acon ece ia ao sábado. Ou os ele-
men os como os chapéus de sol que as pessoas, à a anda, usam
e, ambém, o ac o das á o es não se encon a em despidas de
olhas le am a conclui que, p o a elmen e, a o og a ia oi egis-
ada du an e os meses de p ima e a e e ão.
Fo am ambém egis ados ou os elemen os na imagem que pu-
dessem, al ez, e alguma impo ância pa a a análise: as o es
das ig ejas (algumas já não exis em na ac ualidade); a exis ência de
1—�Em 1887, com a inaugu ação da es á ua a onsina, oi ebap izado como La go D. A on-—�Em 1887, com a inaugu ação da es á ua a onsina, oi ebap izado como La go D. A on-
so Hen iques. Com a saída do monumen o ao ei Fundado , em 1911, passou a designa -se
Passeio da Independência.” – An ónio Ama o das Ne es, in �Um la go com mui os nomes e
nenhum (1)”, Memó ias de A aduca, consul ado a 3 de Junho de 2011 e disponí el em h p://
a aduca.blogspo .com/2011/06/um-la go-com-mui os-nomes-e-nenhum-1.h ml
2—O ganização de Joaquim Fe nandes Guima ães, edi ado pela C�ma a Municipal de Gui-—O ganização de Joaquim Fe nandes Guima ães, edi ado pela C�ma a Municipal de Gui-
ma ães em 1985, pág. 186.
2.
Imagem em análise
1. Es á ua de D. A onso Hen iques
2. Es an es de ei an es
3. Chapéu de sol
4. To es de ig eja
5. To e de ig eja
6. Te ei o
7. To e da Al �ndega
8. Ca alo
1
2
8
3
4
6
7
5

—
145
—
Análise isual, inqué i o
Anexo 4
um e ei o; a pa icula idade da mon anha da Penha es a pouco
a bo izada; o ac o da To e da Al andega se mais baixa que ac u-
almen e e de, na sua achada, e insc ições ipog á icas, ao in és
do seu ac ual aspec o de mu alha em g ani o com a insc ição “Aqui
Nasceu Po ugal”.
Ou o po meno impo an e, embo a menos no ó io, é a p esen-
ça de um ca alo, seguido po uma mul idão de pessoas, pelo que
indicia que nesse dia pode á e ha ido um des ile pa a além do
habi ual acon ecimen o da Fei a. No en an o, pelas limi ações na
ampliação da imagem em análise, é impossí el dis ingui com
cla eza o que exis e a ás do ca alo.
Na a i a in e na isí el
A análise à na a i a in e na isí el iniciou-se na desc ição dos
elemen os isí eis na imagem. Ao undo é no ó ia a impo ância
da mon anha da Penha no enquad amen o da o og a ia. São isí-
eis, ainda, edi ícios eligiosos, edi ícios de mo adia da população,
anúncios publici á ios, endas e es endais de comé cio de ua, ilu-
minação pública, calçada, passeios públicos, um e ei o e dezenas
de pessoas, sendo impossí el con abiliza um núme o conc e o de-
ido à aca qualidade da imagem. Os elemen os que dominam a
imagem são, sob e udo, os edi ícios de habi ação pessoal e a To e
da Al ândega, localizados à esque da, assim como as pessoas.
A imagem é a p e o-e-b anco, com iluminação na u al, pe cep-
í el a a és do e lexo da luz sola nos edi ícios. O om cla o do
céu con as a com o neg o da mon anha, e a onalidade da o o
e lec e o desgas e das co es pela passagem dos anos.
3.
Sob eposição da imagem p esen e no li o
�Guima ães do Passado e do P esen e”
4.
Po meno da imagem em análise,
onde é isí el um ca alo
5.
Enquad amen o
6.
Po meno es insc i os
na To e da Al �ndega
—
146
—
Quan o à na u eza da imagem, es a em o in ui o p incipal de
egis o de um de e minado acon ecimen o da ida ci il, sendo
po an o, à pa ida, in o ma i a. No en an o, pela sua an iguida-
de e pelas al e ações do local que a imagem e a a, pa a algumas
pessoas es a imagem pode adqui i um alo emocional supe io
ao seu ca ác e in o ma i o, de egis o.
Rela i amen e ao enquad amen o, os edi ícios ocupam ce ca de
dois e ços do o al da imagem, assim como pa e da To e da
Al ândega. O es an e um e ço da imagem é ocupado, p incipal-
men e, pela mon anha da Penha e pelo e ei o. A o og a ia oi
egis ada a pa i de um pon o al o, de o ma a egis a não só os
edi ícios e a mon anha como, ambém, as pessoas, alcançando
assim g ande ampli ude. Es es elemen os p eponde an es con-
e gem pa a um elemen o cen al – as o es da Ig eja de São
Dâmaso, assim como o ien am a isão do espec ado pa a o acon-
ecimen o que deco e na calçada que, po es a egis ado na dia-
gonal, p o oca alguma dinâmica ao egis o.
São dis inguí eis mulhe es, homens e c ianças, es idas sob e-
udo com co es escu as. Nas habi ações são pe cep í eis alguns
pad ões nas achadas, concluindo-se que e am u ilizados azulejos
em conjugação com o g ani o. A maio ia des es pad ões e azulejos
subsis i am a é à ac ualidade, podendo aze -se, num u u o es u-
do, uma análise aos espec i os azulejos e à sua dinâmica en e
as di e en es p op iedades.
Na imagem des acam-se ou os elemen os com algum signi icado
ao ní el da Comunicação, como a p esença de uma ca ola gigan-
e, anunciando uma chapela ia. Des aque ambém pela insc ição
na To e da Al ândega de pala as como “Cas anhei o” e “U gezes”,
indicando que pelo menos pa e dos anúncios pin ados nes a pa-
ede inham um alcance local. Ou os elemen os de des aque são
os le ei os de iden i icação dos di e en es negócios da ua, como
“Be na dino Jo dão” ou “Ho el A enida”, po exemplo.
Na a i a in e na in isí el
De o ma a comp eende -se a na a i a in e na in isí el, o am
pesquisados e analisados, embo a de o ma mais sumá ia, ou os
enquad amen os do mesmo luga . Es as imagens o am o gani-
zadas de o ma c onológica, de o ma a en ende as al e ações
u banís icas que oco e am nes e espaço.
Em p imei o luga , de o ma a enquad a um local, é ap esen ada
a Plan a de Guima ães, o egis o opog á ico mais an igo da cida-
—
147
—
Análise isual, inqué i o
Anexo 4
de, da ado de 1569.3 A a és des a imagem é possí el comp een-
de a pa i de que local oi egis ada a imagem, assim como qual
a zona que es a a a se e a ada.
Nou a imagem, egis ada a a és do La go do Tou al no ano de
1867, é isí el a exis ência de uma ig eja no local onde, na o og a-
ia em análise, se encon a o e ei o, assim como a exis ência de
um edi ício que, pela sua localização, es a ia encos ado à To e da
Al ândega.
3—�Plan a de Guima ães de 1569” consul ado a 5 de Junho de 2011 e disponí el em h p://
www.csa men o.uminho.p /
TOURAL
TORRE
TERREIRO
TORRE
TERREIRO
7.
Plan a de Guima ães
8.
La go do Tou al
—
148
—
A a és de ou a imagem, egis ada a a és da zona de Cou os, são
isí eis os cu umes es endidos na pa ede, a seca ; é isí el a Cape-
la-mo da ig eja; e é possí el obse a , ambém, que aquela p aça
é apenas, ainda, um eno me e ei o, não exis indo a es á ua a D.
A onso Hen iques. Es a imagem e a a com g ande pe spicácia
qua o impo an es elemen os da ida ci adina da época: as habi-
ações da cidade e espec i o comé cio; o cen o cí ico; a p edomi-
nância da ig eja; a p incipal indús ia local da época, os cu umes.
A e cei a e qua a o og a ias, em e mos de enquad amen o, são
bas an e semelhan es à imagem em análise, pese embo a não apa-
eça e a ada a To e da Al ândega. Nes as imagens são isí eis
ainda os es ígios da demolição da ig eja, pelo não a anjo en e
a calçada e o e ei o. São da adas de 1908, pelo que de e ão e
sido, po an o, o og a adas uns meses an es da imagem em aná-
lise. Analisando alguns elemen os des as o og a ias – o homem
com a capa, a longa exposição da imagem (que indica que não ha-
e ia mui a iluminação), o chão molhado e a ausência de olhas nas
á o es, pode á especula -se que imagem oi egis ada du an e o
in e no, pelo que alida mais uma ez a possibilidade da imagem
em análise e sido egis ada p o a elmen e du an e o e ão.
TOURAL
ESTÁTUA
TERREIRO
9.
Zona de Cou os
10. e 11.
Alameda de São D�maso
—
149
—
Análise isual, inqué i o
Anexo 4
Ou a imagem do mesmo ano, que pode á se an e io ou pos e-
io à o og a ia em análise po não e nenhum elemen o onde
seja possí el dis ingui uma e olução empo al, ap esen a o local
da ig eja demolida já a anjado, endo um enquad amen o bas-
an e semelhan e à o o analisada, embo a não e a e nenhum
acon ecimen o em pa icula . São isí eis ce ca de 15 pessoas na
p aça – homens, mulhe es e c ianças – es idas, igualmen e à
imagem em análise, em ons escu os.
Nas pesquisas e ec uadas o am encon ados, ainda, ou os e-
gis os do mesmo dia, pos e io es à imagem em análise. Es es e-
gis os de momen os pos e io es pe mi i am uma melho de ini-
ção do con ex o em análise, sob e udo na dú ida susci ada pela
p esença do ca alo e da mul idão que lhe seguia. Fazendo uma
ap oximação a es e elemen o, é cla amen e iden i icá el que es e
des ile se a a a de uma pa ada mili a , pois são isí eis mili-
a es a dados e a mados, que caminham alinhados e à mesma
dis ância en e si.
12.
Alameda de São D�maso
13.
Alameda de São D�maso

—
150
—
Na oi a a imagem analisada já é no ó ia uma conside á el dis ân-
cia empo al en e es a e a imagem em análise. O local onde, na
nossa análise, se encon a a um e ei o – o iginado pela demoli-
ção da ig eja – encon a-se ago a aja dinado e com plan as com já
algum po e, além de se pe cep í el um pos e de anspo e de
comunicações de elég a o. A a és des a imagem é isí el, com
g ande des aque, o La go do Tou al, assim como a sua ig eja e
pa e do casa io.
Nes a imagem em des aque, ambém, um conjun o de pessoas
mais-ou-menos alinhadas, em pose pa a a o og a ia. São possí-
eis iden i ica c ianças e um homem, não sendo possí el con i -
ma com exac idão de es a ia p esen e uma mulhe .
Na nona imagem, que se pode enquad a en e os anos 1908 e
1911, é isí el o mesmo local da imagem an e io , embo a o o-
g a ado do lado opos o. Pela boa qualidade da ep odução, é e i-
den e a ausência de á o es na Mon anha da Penha, al como na
imagem em análise.
TOURAL
ESTÁTUA
14.
Alameda de São D�maso e
La go do Tou al
15.
Alameda de São D�maso
—
151
—
Análise isual, inqué i o
Anexo 4
Na décima imagem analisada já é no ó ia uma ans o mação do
local em compa ação com a o og a ia em es udo. Além da al e-
ação no desenho do ja dim, é in oduzido um no o elemen o
na es ada – um candeei o público desenhado pelo pin o Abel
Ca doso 4 – assim como é isí el uma al e ação no anúncio da
To e da Al ândega. Pela p imei a ez são dis inguí eis au omó-
eis nas uas, algo que não acon ecia em nenhuma das an e io es
imagens.
Na análise de ou os enquad amen os do mesmo luga o am con-
side adas algumas imagens que, embo a não enham uma ampli-
ude semelhan e à imagem em análise, con ibuem posi i amen-
e pa a a sua comp eensão. Exemplo disso é a décima p imei a
imagem analisada, uma o og a ia i ada a pa i do início da
A enida D. A onso Hen iques na di ecção da To e da Al ândega,
onde é possí el e i ica na o alidade o anúncio que lá se en-
con a a colocado. Nes a imagem, além do anúncio na o e, são
pe cep í eis anúncios de ca az, colados num edi ício localizado
no lado esque do da o og a ia, assim como os eclamos de uma
loja, à di ei a.
4 An ónio Ama o das Ne es, in “Um la go com mui os nomes e
nenhum (2)”, Memó ias de A aduca, consul ado a 3 de Junho de 2011 e disponí el
em h p://a aduca.blogspo .com/2011/06/um-la go-com-mui os-nomes-e-nenhum-2.
h ml
16.
Alameda de São D�maso
17.
To e da Al �ndega, ao undo.
Regis o a a és do início da
A . D. A onso Hen iques
—
152
—
Fo am ecolhidas, ambém, imagens de po meno do mesmo La go,
como é ap esen ado na o og a ia à es á ua de D. A onso Hen iques.
Nes a imagem são isí eis ainda os edi ícios en e es e la go e o
Campo da Fei a, apenas demolidos em 1956. Na imagem ainda são
isí eis homens, mulhe es e c ianças, assim como ca os de bois.
Com uma dis ância empo al conside á el, a décima e cei a ima-
gem em análise mos a com de alhe o casa io e a Ig eja de São
Dâmaso an es da sua demolição. Nes a imagem já se e i ica a
exis ência de um eículo au omó el. Em 1956, aquando da demo-
lição do qua ei ão, é egis ada a o o que se segue, onde é isí el
ainda uma das o es da Ig eja do Campo da Fei a e a mon anha
da Penha, já a bo izada.
18.
Alameda de São D�maso e
es á ua de D. A onso Hen iques
19. e 20.
Ig eja de São D�maso an es e
aquando da demolição do
qua ei ão en ol en e
—
153
—
Análise isual, inqué i o
Anexo 4
Na décima quin a imagem, de 1970, embo a a o og a ia seja i ada
de um pon o semelhan e à imagem em análise, o espaço e a ado
já não é a Alameda de São Dâmaso, mas sim o La go do Tou al. Nes-
a o og a ia já é possí el obse a o es au o da To e da Al ândega,
assim como a insc ição “Aqui Nasceu Po ugal”, a a és de um ipo de
le a condensado e não se i ado. Obse a-se ambém a já exis ência
de au oca os, ha endo no en an o pouco ânsi o au omó el.
Mais ecen es são as décima quin a e décima sex a imagens anali-
sadas – 2009 e 2010, espec i amen e – já a co es e onde é possí el
e i ica a insc ição “Aqui Nasceu Po ugal”, al como se encon a
na ac ualidade. Na pesquisa e ec uada po imagens mais ac uais
idên icas à o og a ia em análise e i icou-se que es e local inha
pe dido, em compa ação com os egis os mais an igos, o in e esse
po pa e dos o óg a os.
21.
La go do Tou al e
To e da Al �ndega
22. e 23.
To e da Al �ndega