Disse ação do Mes ado In eg ado em Medicina
Ano Lec i o 2012/2013
Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel Salaza
Uni e sidade do Po o
Ana So ia da Sil a Ca alho Pe ei a de Sousa
Po o, 2013
2
Disse ação do Mes ado In eg ado em Medicina
Ano Lec i o 2012/2013
A igo de Re isão Bibliog á ica
Ana So ia da Sil a Ca alho Pe ei a de Sousa1
ai [email protected]
O ien ado : D . An ónio Ped o Pin o Can is a2, 3
ped o.can is [email protected]
1 Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel Salaza , Uni e sidade do Po o,
Po ugal
2 Se iço de Fisia ia, Cen o Hospi ala do Po o – Hospi al de San o
An ónio, Po o, Po ugal
3 P o esso Auxilia Con idado do Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel
Salaza , Uni e sidade do Po o, Po ugal
Po o, Junho de 2013
3
Resumo
In odução
Sob uma pe spec i a médica, ap esen a-se uma e isão bibliog á ica ace ca dos e ei os
e apêu icos a ibuídos com base cien í ica à música, e e lec e-se ace ca do papel da música
em in e enções de saúde.
Objec i os
- Conhece e da a conhece o papel da Música em Medicina, se de e se
implemen ada, como e com que objec i os;
- Pe cebe as bases isiológicas pelas quais a música exe ce os seus e ei os e as
limi ações encon adas nes a á ea;
- Re e i e explo a os p incipais e ei os e apêu icos da música e as aplicações clínicas
mais ele an es pela maio p e alência na população e e idência cien í ica;
- Re lec i ace ca do papel da música em in e enções de saúde e sob e o papel do
p o issional com o mação em medicina e música em con ex os sociais e clínicos.
Me odologia
A p esen e e isão conside ou as bases de dados PUBMED, ScienceDi ec e Google
Académico. As seguin es pala as-cha e o am u ilizadas: “música”, “musico e apia”,
“cé eb o”, “ i mo”, “emoção”, “au ónomo”, “ eabili ação”, “plas icidade”, “cognição”,
“humo ”. Fo am incluídos na e isão 146 a igos em inglês e dois a igos em po uguês
publicados em e is as indexadas en e 1967 e 2013, 18 li os ou capí ulos de li os publicados
en e 1962 e 2011, bem como qua o si es consul ados du an e Maio de 2013.
Resul ados
A música pode se implemen ada como es imulação audi i a e/ou como p ocedimen o
p oposi ado e con olado conduzido po um musico e apeu a, e em um papel
pa icula men e impo an e na eabili ação biopsicossocial. A música es imula os sis emas de
ecompensa do cé eb o, o que de e á es a na génese das emoções posi i as que p o oca nas
pessoas, explicando á ios dos e ei os e apêu icos que lhe são a ibuídos.
Conclusões
A Música é uma a e ao se iço da Medicina. É ce o que a música a ec a o sis ema
ne oso cen al e au ónomo, mas os mecanismos subjacen es ainda não es ão bem
documen ados. Os objec i os e apêu icos com que é aplicada são á ios, globais mas
po encialmen e em g ande pa e desconhecidos.
4
Abs ac
In oduc ion
Unde a medical pe spec i e, a e iew is p esen ed conce ning he he apeu ic e ec s
scien i ically a ibu ed o music, and a e lec ion abou he pa played by i in heal h
in e en ions is b ough o wa d.
Objec i es
- To know and o di ulge he ole o Music in Medicine, and i i should be
implemen ed, how and wi h wha pu pose;
- To unde s and he physiological basis on which music exe s i s e ec s and he
limi a ions ound in his a ea;
- Re e ing o and explo ing he main he apeu ic e ec s o music and i s mos ele an
clinical applica ions due o hei ha ing g ea p e alence among he popula ion and also
scien i ic e idence;
- Thinking abou he pa played by music in heal h in e en ions and abou he
medical and musical ained p o essional’s job in social and clinical con ex s.
Me hods
The p esen e iew has conside ed he da abases PUBMED, ScienceDi ec and Google
Schola . The ollowing keywo ds we e used: “music”, “music he apy”, “b ain”, “ hy hm”,
“emo ion”, “au onomic”, “ ehabili a ion”, “plas ici y”, “cogni ion”, “humo ”. 146 english
a icles and wo po uguese a icles published in pee e iewed jou nals be ween 1967 and
2013, 18 books o book chap e s published be ween 1962 and 2011, as well as ou websi es
accessed du ing May 2013 ha e been included in he analysis.
Resul s
Music can be implemen ed as audi o y s imula ion and/o as con olled and pu posed
p ocedu e by a music he apis , and plays a pa icula ly impo an pa in biopsychosocial
ehabili a ion. Music ac i a es he b ain’s ewa d sys em, which should be he genesis o
people’s posi i e emo ions, explaining se e al o he he apeu ic e ec s which a e a ibu ed
o i .
Conclusion
Music is an a se ing Medicine. While i is ce ain ha music a ec s he ne ous
cen al and au onomic sys ems, i s unde lying mechanisms a e s ill no well documen ed. The
he apeu ic goals wi h which music is applied a e nume ous, global bu in he mos pa
po en ially unknown.
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Lis a de Ab e ia u as
AF Al a F equência
AVC Aciden e Vascula Ce eb al
AVD Ac i idades de Vida Diá ia
BF Baixa F equência
DA Doença de Alzheime
DP Doença de Pa kinson
FC F equência Ca díaca
FR F equência Respi a ó ia
PEA Pe u bações do Espec o do Au ismo
PET Tomog a ia de Emissão de Posi ões
QI Quocien e de In eligência
RM Ressonância Magné ica
SNA Sis ema Ne oso Au ónomo
SNP Sis ema Ne oso Pa assimpá ico
SNS Sis ema Ne oso Simpá ico
TA Tensão A e ial
VFC Va iabilidade da F equência Ca díaca
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Índice
1. In odução ......................................................................................................................... 8
2. Objec i os .......................................................................................................................... 9
3. A impo ância da Música e a sua elação com o Homem ............................................... 10
3.1. Música: in empo al, uni e sal, emocional .................................................................. 10
3.2. Música e sob e i ência ............................................................................................... 10
3.3. Música e Medicina ...................................................................................................... 11
4. Música e isiologia ........................................................................................................... 12
4.1. Música e Sis ema Ne oso Cen al .............................................................................. 12
4.1.1. Di e enças en e músicos e não músicos ............................................................ 12
4.1.2. P ocessamen o musical ....................................................................................... 13
4.1.3. Neu ogénese e neu oplas icidade ...................................................................... 13
4.2. Música e Sis ema Ne oso Au ónomo ........................................................................ 13
4.2.1. Modulação ca dio ascula .................................................................................. 13
4.2.2. E ei os simpá icos e pa assimpá icos .................................................................. 14
4.2.3. Bases neu o isiológicas ....................................................................................... 15
4.3. O caso pa icula do Ri mo .......................................................................................... 15
4.3.1. P ocessamen o cen al ........................................................................................ 15
4.3.2. E ei os ca dio ascula es e emocionais do Ri mo ................................................ 16
4.4. Música e Emoção ........................................................................................................ 16
4.4.1. Psico isiologia ...................................................................................................... 16
4.4.2. Sis ema de ecompensa mesolimbico-dopaminé gico ....................................... 17
4.4.3. P ocessamen o cen al ........................................................................................ 17
5. Musico e apia ................................................................................................................. 18
5.1. Música e Musico e apia .............................................................................................. 18
5.2. Som e Se -humano ...................................................................................................... 18
5.3. Modelos de in e enção ............................................................................................. 19
5.4. Á eas de ac uação ....................................................................................................... 19
6. Os e ei os e apêu icos da Música .................................................................................. 20
6.1. Música e mo imen o ................................................................................................... 20
6.1.1. Doença de Pa kinson ........................................................................................... 20
6.2. Música e unções cogni i as ........................................................................................ 21
6.2.1. Música e memó ia ............................................................................................... 21
6.2.2. Música e linguagem ............................................................................................. 23
7
6.3. Música e desen ol imen o ......................................................................................... 23
6.3.1. Musico e apia e Pe u bações do Desen ol imen o .......................................... 23
6.4. Música e pe u bações a ec i as................................................................................. 24
7. A Música na Reabili ação Biopsicossocial: po enciais á eas de in e enção .................. 25
7.1. Pós-AVC ....................................................................................................................... 25
7.2. Dep essão .................................................................................................................... 25
7.3. Do ............................................................................................................................... 26
8. Re lexão sob e Música e Saúde....................................................................................... 27
8.1. P omoção da Saúde .................................................................................................... 27
8.2. Em con ex os clínicos .................................................................................................. 28
8.2.1. Cuidados P imá ios e Hospi ais ........................................................................... 28
8.2.2. Cen os de Reabili ação ...................................................................................... 29
9. Conclusões....................................................................................................................... 30
10. Re e ências bibliog á icas ............................................................................................... 32
11. Anexos ............................................................................................................................. 41
11.1. Anexo 1 .................................................................................................................... 41
11.2. Anexo 2 .................................................................................................................... 42
12. Ag adecimen os .............................................................................................................. 43
8
1. In odução
A música a ec a as pessoas e as pessoas deixam-se a ec a pela música, man endo-se
ligada à Humanidade em odos os empos da His ó ia e sendo impo an e em odas as
cul u as. Mas po que azão semp e exis iu música se não lhe conhecemos uma unção
biológica que con ibua pa a a nossa sob e i ência?
Os e ei os da música, p o undamen e humana, não se limi am ao p aze senso ial da
audição nem à sa is ação da ânsia c ia i a de nume osos composi o es. O ac o é que es amos
p o undamen e adap ados à música, lhe damos espos as isiológicas objec i á eis e, como
demons am á ios es udos em á eas de in e esse médico, a música em um amplo po encial
e apêu ico.
A música em sido al o de in es igação cien í ica e de e lexão médica. O
desen ol imen o ecnológico pe mi e que as neu ociências ão descob indo no as pis as
ace ca da in e acção en e música e sis ema ne oso cen al, nomeadamen e a a és de
es udos neu o isiológicos e imagiológicos. Con udo, cabe aos médicos e uma a i ude a en a
aos p oblemas e p eocupações que os doen es podem ap esen a e à in luência da música
sob e os mesmos, uma ez que a desc ição de casos clínicos é essencial na documen ação dos
múl iplos e ei os e apêu icos da música.
A música é uni e sal, acessí el, não in asi a e sem e ei os la e ais conhecidos; se
pude se usada no cuidado médico, a sua aplicação não em limi e (1).
Num p ocesso de eabili ação, po de inição global e dinâmico, a música pode aze
esul ados posi i os na ecupe ação ísica e psicológica? Pa a além disso, a música ambém
pode e um luga ao ní el da p omoção da saúde, con ibuindo pa a o bem-es a
biopsicossocial das pessoas em ge al?
Em á ios países da Amé ica e da Eu opa, é implemen ada a musico e apia, de inida
pelo econhecido especialis a Rolando Benenzon (2) como o campo da medicina que es uda o
complexo som-se humano-som, u ilizando o mo imen o, o som e a música, pa a ab i canais
de comunicação no se humano, com o objec i o de ob e e ei os e apêu icos,
psicop o ilác icos, assim como uma melho ia pa a o p óp io e o seu ambien e. Con udo, em
Po ugal há ainda pouca ep esen a i idade des a disciplina, o que é isí el pelo eduzido
núme o de p o issionais na á ea, e po não se abo da es e assun o du an e a o mação
académica dos es udan es de medicina. Pe an e es e cená io, é pe inen e conhece e da a
conhece o papel ac i o da Música em Medicina, como de e se implemen ada e com que
objec i os, p ocu ando assim con ibui pa a a sensibilização e in es imen o dos p o issionais
de saúde nes a á ea.
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2. Objec i os
- Conhece e da a conhece o papel da Música em Medicina, se de e se implemen ada, como
e com que objec i os;
- Pe cebe as bases isiológicas pelas quais a música exe ce os seus e ei os e as limi ações
encon adas nes a á ea, com implicações na in es igação u u a;
- Re e i e explo a os p incipais e ei os e apêu icos da música e as aplicações clínicas mais
ele an es pela maio p e alência na população e e idência cien í ica;
- Re lec i ace ca do papel da música em in e enções de saúde (p omoção da saúde,
p e enção da doença, a amen o, eabili ação) e sob e o papel do p o issional com o mação
em medicina e música em di e sos con ex os sociais e clínicos.
16
61), com o ce ebelo a desempenha ambém um papel impo an e no iming mo o (30, 62-
64).
4.3.2. E ei os ca dio ascula es e emocionais do Ri mo
O i mo é um de e minan e c í ico do humo associado à música: a pa do modo musical, é
a ca ac e ís ica que mais in luencia a exp essi idade emocional da música. As emoções
induzidas pela música acompanham-se po al e ações ca dio ascula es mensu á eis: os
andamen os mais ápidos associam-se a exp essões de aleg ia, su p esa, ai a e causam
aumen os da TA, FC e equência espi a ó ia (FR); os andamen os len os associam-se a
exp essões de calma, solenidade, is eza, e nu a, desgos o, édio, induzem elaxamen o,
a a és das pausas ou dos a asos no andamen o musical, e causam diminuição da TA, FC e FR
(65, 66).
4.4. Música e Emoção
A música em a capacidade de exp essa (67-69) e de in luencia as emoções (70-74). É ú il
na in es igação expe imen al da isiologia da pe cepção, econhecimen o e indução de
emoções básicas que oco em imedia amen e, e no es udo da emoção es é ica p o enien e da
a aliação mais demo ada das p op iedades acús icas e o mais da música, em que a
amilia idade do es ímulo pa ece se um ac o c ucial (75).
O concei o de emoção é de inido como uma espos a a ec i a ela i amen e in ensa,
di igida a um objec o especí ico, que du a minu os a ho as, endo como sub-componen es:
sen imen o subjec i o, a ousal isiológico, exp essão, endência e egulação da acção (76). A
in es igação cien í ica demons ou que a música p oduz eacções em odos os sub-
componen es mencionados, o que cons i uiu uma e idência cien í ica combinada de que a
música é uma linguagem emocional.
Fo am p opos os seis mecanismos psicológicos que se pensa es a em en ol idos na
indução musical das emoções (76) (Anexo 2). Esses mecanismos ão desde e lexos p esen es
an es do nascimen o ao p ocessamen o sin ác ico da música desen ol ido após eino audi i o
p olongado, podendo se ac i ados simul aneamen e.
4.4.1. Psico isiologia
Os a epios, apesa de oco e em numa mino ia de pessoas, são simul aneamen e um
ma cado bem es abelecido de pico de a ousal isiológico da espos a emocional (77) e uma
espos a de p aze em elação à música expe imen ada du an e o pico de ac i idade simpá ica
(55).
17
Ve i ica-se uma elação signi ica i a en e aumen os do a ousal emocional e aumen os
subjec i os do p aze (55), pelo que há e idência de ligação di ec a en e emoções e aspec os
ecompensado es da audição de música.
4.4.2. Sis ema de ecompensa mesolimbico-dopaminé gico
Du an e o pico de a ousal emocional associado à música, oco e libe ação de dopamina
endógena no sis ema de ecompensa mesolímbico-dopaminé gico, o ci cui o que egula o
e o ço incen i o-mo i acional do compo amen o, e que es á associado ao p aze in enso
a ibuído à audição musical (55). A dopamina es á en ol ida na p odução de sensações de
p aze que aumen am as emoções posi i as e diminuem os es ados dep essi os (78), pa a
além de aumen a di ec amen e o es ado de ale a, o uncionamen o cogni i o global (79) e
con ibui pa a a sup essão da do (80). Po an o, a música pode se e ec i a em á ias
doenças que en ol em dis unção dopaminé gica, incluindo doença de Pa kinson, demência e
dep essão (81).
Mesmo enquan o es ímulo abs ac o, a música ec u a sis emas de ecompensa
semelhan es àqueles que espondem a es ímulos biológicos ele an es (alimen os e sexo) ou
que são ac i ados exogenamen e po d ogas (82).
4.4.3. P ocessamen o cen al
A audição musical esul a em ac i ações signi ica i as em es u u as límbicas e
pa alímbicas implicadas no p ocessamen o da emoção, como amígdala, hipocampo, gi o
pa ahipocampal, ínsula, polos empo ais, có ex cingulado an e io , có ex o bi o on al e
es iado en al (nucleus accumbens), como demons am es udos imagiológicos com RM
uncional (75, 83, 84) ou PET (31, 82, 85) e es udos clínicos de lesão (86).
18
5. Musico e apia
5.1. Música e Musico e apia
A musico e apia ul apassa a simples audição musical, cons i uindo-se como p ocedimen o
p oposi ado e con olado, com um p o ocolo sis emá ico e com e ei os o malmen e
a aliados. A musico e apia u iliza a música e os seus elemen os, em ambien es médicos e
educacionais, com pessoas, amílias, g upos ou comunidades que p ocu am op imiza a sua
qualidade de ida e melho a a sua saúde ísica, social, comunica i a, emocional, in elec ual e
espi i ual. A in es igação, o mação e p á ica clínica em musico e apia baseiam-se em no mas
p o issionais dependen es do con ex o cul u al, social e polí ico (87).
A musico e apia é uma disciplina de ca ác e in e disciplina que se si ua en e A e, Saúde
e Ciências Humanas (88). É uma psico e apia não- e bal (89) que se baseia num ínculo
desen ol ido com o musico e apeu a. A a és de sons, que podem se não musicais e
inaudí eis ( enómenos ib a ó ios), do i mo ou de ou o elemen o musical, a musico e apia
em um im e apêu ico - e não musical – que é adap ado ao indi íduo em ques ão (Fede ação
Mundial de Musico e apia, VIII Cong esso Mundial de Musico e apia, 1996; ci ado em 10).
É uma e apia undada na in e acção pessoal e num aco do e apêu ico en e
musico e apeu a e indi íduo e/ou g upo de indi íduos (10). A pessoa, ao expe imen a e
o ganiza o ma e ial sono o, em acesso a pensamen os, sen imen os, lemb anças e emoções
que são pa ilhados com o musico e apeu a.
5.2. Som e Se -humano
O p essupos o eó ico de pa ida em que se undamen a o desen ol imen o da
musico e apia é o “complexo som-se humano”, comp eendido como as in e - elações
exis en es en e enómeno sono o e Homem (2).
A música de ine-se simul aneamen e como ene gia, po aze pa e do se humano desde
o pe íodo p é-na al; e como alimen o, po p oduzi espos as conscien es ou inconscien es
que ão con o mando um mundo sono o in e no peculia que pode conside a -se como
e lexo da p óp ia iden idade pessoal (90). Daí que a música seja simul aneamen e exp essão
(p. ex. música das ibos) e comunicação (p. ex. p ojecção do pianis a).
O discu so co po o-sono o-musical inclui sons e i mos co po ais, que cada indi íduo e/ou
g upo o ganiza, ao longo do empo e de aco do com a sua pe sonalidade, como espos a à
música (Espada, 1989 ci ado em 91). Po ou as pala as, imb e da oz, elocidade,
exp essi idade e a iações do con o no í mico-melódico da ala, o ma de g i a , i e cho a ,
exp essões onoma opeicas, sons co po ais de mo imen o, gos os e capacidades musicais são
19
ca ac e ís icas musicais que de inem um indi íduo e o ajudam a econhece -se e iden i ica -se
como pessoa (10). A a és desse discu so, o musico e apeu a pode dep eende in o mação
necessá ia pa a conhece quem o p oduz (Espada, 1989 ci ado em 91), e usu ui do po encial
das expe iências musicais como o ças dinâmicas de mudança g adual (92).
5.3. Modelos de in e enção
Os modelos de in e enção em musico e apia podem e en oque psicoanalí ico,
compo amen al, psicodinâmico, humanis a-exis encial e/ou comunicacional. No modelo
psicanalí ico, mais usado na Eu opa, a música é capaz de conec a com ideias p o undas e
ep imidas, mo e ou emo e associações e con li os inconscien es, es imula o pensamen o
e a e lexão sob e a ida e a o ece a exp essão de sen imen os como linguagem emocional
que é (93).
Es es mesmos modelos podem se implemen ados de o ma ac i a ou passi a. A
musico e apia ac i a baseia-se na execução da música pelo e apeu a e doen e que, a a és da
oz, co po ou ins umen os musicais, podem usa os componen es da música como es ímulos
pa a ob e espos as mo o as e emocionais. A musico e apia passi a apoia-se na audição ou
em ib ações e conduz o doen e em epouso, com o objec i o de p oduzi elaxamen o men al
(94).
5.4. Á eas de ac uação
O âmbi o de ac uação e apêu ica em musico e apia inclui á eas senso io-mo o as,
a ec i as e cogni i as. Como objec i os mais conc e os des acam-se: es abelece a
comunicação (p. ex. no au ismo), melho a elações in e pessoais (p. ex. na dis unção amilia ),
desen ol e o au o-conhecimen o e a au o-exp essão. De um modo ge al, p ocu a-se
desen ol e e/ou es au a unções no indi íduo pa a que es e ac ue sob e si e sob e o meio,
e, assim, p omo e a melho ia da sua qualidade de ida.
A musico e apia p omo e a socialização e o en ol imen o no ambien e, aumen ando a
capacidade de exp essão, de espos a e a mo i ação. O o e impac o emocional da
musico e apia elaciona-se com o ele ado g au de es imulação senso ial e de in e acção
pessoal (94).
Os musico e apeu as podem desen ol e a sua ac i idade p o issional em di e en es
ins i uições, nomeadamen e em á eas da saúde (cuidados p imá ios, hospi ais, cen os de
eabili ação, unidades de cuidados con inuados) e da educação (escolas com alunos com
educação especial).
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6. Os e ei os e apêu icos da Música
O sis ema ne oso au ónomo (SNA) desempenha um papel essencial na manu enção da
saúde: a diminuição da VFC é indicado de isco de e en os ad e sos em indi íduos saudá eis e
doen es (95). O desequilíb io au ónomo, com p edomínio simpá ico ou pa assimpá ico,
associa-se a á ias doenças como ansiedade gene alizada, dep essão, esquizo enia, pós-AVC,
en a e do miocá dio, neu opa ia diabé ica, hipe hid ose, sínd ome de aquica dia pos u al,
síncope aso agal, doença de Alzheime , doença de Pa kinson, pe u bações do espec o do
au ismo, escle ose múl ipla (45). Dado que o SNA se associa a saúde isiológica e é esponsi o
à es imulação audi i a musical, pode se i como ia pela qual a es imulação audi i a musical
exe ce o seu e ei o e apêu ico (51).
Po ou o lado, as emoções êm e ei os no SNA, que es á ligado, bidi eccionalmen e, ao
SNC, sis ema endóc ino e sis ema imune (45). O ac o de a música induzi emoções posi i as
pode causa e ei os bené icos pa a a saúde, nomeadamen e em doenças au ónomas, au o-
imunes, endóc inas.
6.1. Música e mo imen o
6.1.1. Doença de Pa kinson (DP)
Os sin omas mo o es associados à DP ( emo , b adicinésia, igidez, ins abilidade pos u al)
esul am da depleção de dopamina no sis ema ex api amidal e de uma p og amação mo o a
insu icien e, po diminuição do inpu das á ea mo o a suplemen a e no có ex p é-mo o
medial, com p ejuízo nas a e as de inicia e con ola os mo imen os ge ados in e namen e
(96).
A es imulação í mica audi i a, ac uando como me ónomo ou pis a audi i a ex e na, po
se mediada a a és do có ex p é-mo o la e al (não a ec ado na DP), p oduz melho ias
signi ica i as na elocidade, na cadência da ma cha e no comp imen o do passo em doen es
com DP medicados ou não com le odopa (97, 98). A dança, nomeadamen e o ango a gen ino,
ambém se associa a melho ias na ma cha, mobilidade e equilíb io de doen es com DP não
g a e (99). Po an o, a música de e e um ca ác e í mico i me, mas não é necessá io que
lhes seja amilia ou e oca i a (100).
Con udo, pa a além do aspec o í mico da música/dança, ou o ac o possi elmen e
en ol ido na melho ia da unção mo o a des es doen es é o a ousal emocional da música, com
e ei os posi i os a ní el da ecompensa/mo i ação, a a és do sis ema mesoco icolímbico-
dopaminé gico (94). As a iá eis psicossociais, como es ado emocional ou s ess psicossocial,
in luenciam g andemen e as al e ações da ma cha, pos u a e ou as pe o mances mo o as
21
(Janko ic, 1990; Ellg ing, 1993, ci ados em 94), ha endo e idência compo amen al de exis i
in e ace uncional en e os sis emas límbico e mo o (Cado e al, 1989; Lynd-Bal a e Habe ,
1994, ci ados em 94).
A musico e apia com pa icipação ac i a do doen e (can o de co al, exe cícios de oz,
mo imen os í micos li es do co po e p odução de música em g upo) é mais e ec i a do que a
isio e apia na diminuição da b adicinésia, na melho ia do humo , da capacidade pa a ealiza
AVD e da qualidade de ida, pelo que de e se incluída nos p og amas de eabili ação da DP, e
con inuada c onicamen e pa a manu enção dos e ei os (94).
A musico e apia é is a pelo doen e com DP como uma e apia de esiliência que lhe
possibili a o ques a men e, co po e co ação, esga ando a sua iden idade sono o-musical e
colocando-o na posição de maes o da sua p óp ia ida (101).
6.2. Música e unções cogni i as
A in eligência musical oi classi icada como uma das no e in eligências que ca ac e izam a
cognição humana, sendo de inida como a capacidade pa a disce ni equência, i mo, imb e
e onalidade pa a econhece , c ia , ep oduzi e e lec i sob e a música (102).
A música pode aumen a á ias unções cogni i as, como a a enção, linguagem e memó ia,
em indi íduos saudá eis (103-105). A musico e apia melho a os sco es de sin omas em
doen es com esquizo enia (106) e as compe ências comunicacionais e bais e não- e bais em
c ianças com pe u bações do espec o do au ismo (PEA) (107). A música melho a ambém as
a e as de esc i a e onológicas em c ianças com dislexia (108).
O e ei o Moza e e e-se ao aumen o da pe o mance em a e as espácio- empo ais (sub-
es e espacial de QI S an o d-Bine ) nos 10-15 minu os seguin es à audição da Sona a K 448 de
Moza , quando compa ada com as condições con olo de es a em silêncio ou ou i música
elaxan e (109). Es es esul ados o am mui o con es ados (110) e uma me a-análise ecen e
concluiu que há um e ei o Moza signi ica i o mas pequeno e não subs ancialmen e di e en e
de ou os ipos de música (111). Qualque es ímulo ag adá el como a música, po conduzi a
um es ado a ec i o ge al posi i o e ao aumen o do a ousal e a enção, pode le a à melho ia
da pe o mance em a e as cogni i as (84, 103, 105, 112).
6.2.1. Música e memó ia
A música pa ece man e o seu pode emocional e cogni i o após lesão ce eb al e em
doenças neu odegene a i as (113). Mesmo numa ase a ançada de demência, com dé ices
cogni i os g a es, a pessoa é o emen e mo ida pela música, iden i icando canções amilia es,
22
can ando espon aneamen e le as de músicas que pensa a e esquecido, eco dando
memó ias de e en os passados após ou i músicas conhecidas (113).
A musico e apia ac i a melho a a cognição ge al e a luência e bal em doen es com
demência (114, 115). As pessoas com doença de Alzheime (DA) conseguem lemb a -se da
música do passado e ou i música acili a a ecupe ação de ou as memó ias, a a és da
econ igu ação de edes neu onais exis en es. A música unciona como mnemónica,
aumen ando a memó ia pa a a in o mação e bal que eicula a a és da le a, inclusi e
in o mação de con eúdo ge al, com po encial u ilidade pa a o dia-a-dia (116).
O objec i o da musico e apia no caso das pessoas que so em de demência é amplo: isa
di igi -se às emoções, à cognição, ao pensamen o, às memó ias passadas e ao sel
sob e i en e da pessoa, com o p opósi o de en iquece e ala ga a exis ência, p opo ciona
libe dade, es abilidade, o ganização e concen ação (100).
Os esul ados de á ios es udos são consis en es com a e icácia da musico e apia na
edução dos sin omas psicológicos e compo amen ais de ansiedade, agi ação, ag essi idade,
i i abilidade e inquie ação em pessoas com demência (113, 117).
Ou i música ag adá el e es imulan e pode ambém e e ei os posi i os a cu o-p azo no
humo e uncionamen o cogni i o em pessoas com demência, incluindo edução da ansiedade
e melho ia das eco dações au o-biog á icas (118), melho ia da luência e bal (104) e
aumen o do aciocínio espacial (119).
Os cuidado es desempenham um papel ulc al na ida das pessoas com demência. O ac o
de os cuidado es can a em aumen a a capacidade das pessoas com demência exp imi em
emoções e es ados de humo (120). Os cuidado es de pessoas ins i ucionalizadas com
demência que assis i am a ac uações musicais ao i o no a am melho ias na pa icipação
social (con ac o e elações in e -pessoais) e no bem-es a men al (exp essão de mais emoções
posi i as e menos emoções nega i as) dessas pessoas, com po encial pa a melho ia da
qualidade de ida a baixo-cus o e de o ma não in asi a (121). Os cuidado es, sob isco de
bu nou emocional, bene iciam ambém do aumen o da qualidade de ida das pessoas com
demência.
O p ojec o “Ali e Inside” (122) p ocu a a adopção de p og amas de música pe sonalizados
em la es e p e ê a u ilização de um lei o de mp3 po pessoa idosa, p e e encialmen e com
uma selecção das músicas mais ma can es du an e a ida dessa pessoa, ao mesmo empo que
in es iga o pode da música pa a despe a memó ias p o undamen e a mazenadas.
23
6.2.2. Música e linguagem
A música em desempenhado um papel impo an e na e olução da linguagem e es as
podem e e oluído de um p ecu so comunica i o comum (123). A imp o isação de ases
musicais ou linguís icas p o oca ac i ações em á eas ce eb ais semelhan es, o que cons i ui
e idência imagiológica uncional pa a a exis ência de um pa alelismo neu onal en e música e
linguagem, com a a e a da linguagem mais la e alizada no hemis é ico esque do (124).
O eino musical pode se bené ico nos p ocessos pe cep uais básicos pa a a comp eensão
da linguagem, já que os músicos iden i icam mais p ecisamen e o con o no de equências da
linguagem Chinesa do que os não-músicos (125). As c ianças com pe u bações da linguagem
êm equen emen e di iculdades a ní el da pe cepção (e não só p odução) do discu so, pelo
que a melho ia das capacidades pe cep uais a a és da música pode e um papel impo an e
no a amen o das pe u bações da linguagem.
A e apia de en oação melódica ajuda doen es com a asia de B oca (não luen e) a
ecupe a a p odução da linguagem (126, 127).
A musico e apia pode e um e ei o bené ico no desen ol imen o global da linguagem,
in eg ando aspec os como o elacionamen o in e pessoal, capacidades í mico-p osódicas e
pe cep uais, e assim p o idencia uma e apia undamen al, básica e de supo e pa a c ianças
(e adul os) com pe u bações da linguagem (128).
6.3. Música e desen ol imen o
6.3.1. Musico e apia e Pe u bações do Desen ol imen o
Numa en a i a de pe cebe as in enções do composi o , o p ocesso de audição musical
elaciona-se in imamen e com a a ibuição de signi icado. Ao con ibui pa a a ap endizagem
da cognição social, a musico e apia ac i a pode se usada pa a eina a e as de comunicação
não- e bal, nomeadamen e nas Pe u bações do Espec o do Au ismo (PEA) (129).
A musico e apia associou-se à melho ia das a e as comunicacionais e elacionais em
c ianças com PEA, com melho ias signi ica i as na memó ia onológica e de ases,
comp eensão, capacidade de ixa o olha no e apeu a e concen ação pa a oca um
ins umen o (130). Um diálogo musical mu uamen e c iado melho a a pe cepção da c iança de
si p óp ia e da pessoa com quem pa ilha a expe iência. Num con ex o de imp o isação
musical es u u ada, sem as exigências léxicas de linguagem, podem-se melho a o
desen ol imen o elacional, emocional, ges ual e cogni i o de uma c iança (131).
24
6.4. Música e pe u bações a ec i as
Ou i música conside ada ag adá el associa-se à diminuição da i igação sanguínea da
amígdala e do hipocampo (77, 83, 132). A dep essão e ansiedade pa ológica es ão
pa icula men e elacionadas com dis unção da amígdala e doen es com pe u bação de s ess
pós- aumá ico êm hipocampos de meno olume, p esumi elmen e pelo bloqueio da
neu ogénese e pe da de neu ónios causada, po exemplo, po iolência ex ema. A diminuição
da i igação sanguínea na amígdala e hipocampo em espos a a es ímulos musicais ag adá eis
pode co esponde à ausência de ac i ação das ias neu onais inibi ó ias ac i adas aquando da
pe cepção de um es ímulo desag adá el pa a p e eni lesões (133).
Em doen es com pe u bação soma o o me, a indução expe imen al de do associa-se a
hipe ac i ação da amígdala e gi o pa ahipocampal (134). As soma izações, is as como a
con e são de pe u bações psíquicas em sin omas ísicos (nomeadamen e do , sin omas
gas o-in es inais, sexuais e neu ológicos), e os sínd omes somá icos uncionais ( ib omialgia,
sínd ome in es ino i i á el) êm subjacen es mecanismos au ónomos, neu oendóc inos e
neu oimunes (135). A música, ao e oca e modula emoções, em e ei os no SNA, sis ema
endóc ino e sis ema imune, pelo que pode á in e i nos mecanismos subjacen es às
pe u bações soma o o mes e i a se usada no a amen o de pe u bações a ec i as.
25
7. A Música na Reabili ação Biopsicossocial: po enciais á eas de in e enção
7.1. Pós-AVC
No pe íodo pós-AVC, os doen es gas am mais de 70% do seu dia em ac i idades não
e apêu icas, inac i os e sem in e acção (136), mesmo que es a seja a janela empo al p opícia
pa a ac ua a eabili ação (137). Um ambien e en iquecido du an e o pe íodo de ecupe ação
pós-AVC induz al e ações es u u ais plás icas ce eb ais a ní el celula e molecula ,
nomeadamen e: aumen o da ami icação dend í ica, p oli e ação celula e neu ogénese (138,
139).
Os doen es na ase subaguda de pós-AVC no e i ó io da a é ia ce eb al média que
ou i am egula men e música da sua p e e ência du an e dois meses i e am melho ias
signi ica i as na ecupe ação de memó ia e bal, manu enção da a enção e p e enção de
humo dep imido e con usão (112). É possí el que es e aumen o da ecupe ação cogni i a seja
de ido a al e ações plás icas es u u ais induzidas pela es imulação musical, nas egiões pe i-
en a e no hemis é io a ec ado e no hemis é io con alesional, nomeadamen e al e ações na
ansmissão de glu ama o e aumen o dos ní eis de ac o neu o ó ico (112).
7.2. Dep essão
A dep essão majo pa ece se , em pa e, causada pela diminuição da neu o ansmissão
dopaminé gica, com diminuição da libe ação de dopamina na enda sináp ica e al e ações no
núme o e unção dos ecep o es (140). A mo i ação, elocidade psicomo o a, concen ação e
capacidade pa a expe imen a p aze , que são egulados po ci cui os dopaminé gicos,
encon am-se dis uncionais na dep essão. A maio ia dos an idep essi os não aumen a
di ec amen e a neu o ansmissão de dopamina, o que pode con ibui pa a a manu enção de
sin omas esiduais, pelo menos num subg upo de doen es com dep essão associada a
dis unção dopaminé gica (140). Na dep essão majo , há edução do olume de subs ância
cinzen a na amígdala e nou as á eas en ol idas no p ocessamen o da emoção (141, 142).
A audição de música clássica e ba oca (sessões indi iduais 50 minu os/dia e sessão
semanal em g upo, du an e 8 semanas) diminui signi ica i amen e a equência dos sin omas
dep essi os, quando compa ada com psico e apia de ipo compo amen al-condu i o (sessões
semanais de 30 minu os), mesmo em doen es que à pa ida não que iam ou i música (143). A
música p omo e a p odução de dopamina e ac i a egiões ce eb ais en ol idas na ecompensa
e emoção, que podem se mecanismos pelos quais exe ce e ei os bené icos em doen es com
dep essão.
32
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11. Anexos
11.1. Anexo 1
Figu a 1: Exemplo de imagem de RM uncional ce eb al pela écnica BOLD com pa adigma de
ac i ação musical onde se iden i icam á eas de ac i ação em ambas as egiões empo ais.
(co esia D .ª Ana Ma alda Reis - Neu o adiologia/SMIC)