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Responsabilidade Social Corporativa nos Clubes de Futebol Profissional - Comparação entre Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e Portugal.

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Responsabilidade Social Corporativa nos Clubes de Futebol Profissional - Comparação entre Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália e Portugal.

Author: João Montes Passos Ribeiro
Year: 2016
DOI: 10.34626/f2h4-kq81
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/81882/2/37651.pdf
RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA NOS CLUBES DE
FUTEBOL PROFISSIONAL – COMPARAÇÃO ENTRE ESPANHA,
INGLATERRA, ALEMANHA, ITÁLIA E PORTUGAL
po
João Mon es Passos Ribei o
Disse ação de Mes ado em Economia e Ges ão do Ambien e
O ien ado po :
P o esso Dou o Manuel Emílio Mo a de Almeida Delgado Cas elo B anco
2015
ii
No a Biog á ica do Au o
João Mon es Passos Ribei o nasceu a 5 de Ma ço de 1991, na eguesia de San a
Ma ia Maio , em Viana do Cas elo.
Em 2009 acabou o ensino secundá io na Escola Secundá ia de Monse a e em
Viana do Cas elo.
Em 2009 ing essou na Licencia u a em Geog a ia – P é Especialização em
Geog a ia Física na Faculdade de Le as da Uni e sidade de Coimb a, endo concluído a
mesma no ano de 2013 com média de 12 alo es.
No ano de 2011, ealizou um es ágio cu icula no Ins i u o Po uguês do Ma e
da A mos e a, em Lisboa.
Nos anos le i os de 2013/2014 e 2014/2015 equen ou a pa e cu icula do
Mes ado em Economia e Ges ão do Ambien e na Faculdade de Economia da
Uni e sidade do Po o, endo ob ido uma média inal de 14 alo es.
iii
Ag adecimen os
Ag adeço, em p imei o luga , ao meu o ien ado P o esso Dou o Manuel Cas elo
B anco po oda a disponibilidade, odo o en usiasmo e odo o sabe que ez ques ão de
pa ilha na ealização des a disse ação e, ambém, po odo o conhecimen o que me
ansmi iu na pa e cu icula do mes ado.
"Os No enhos (…) de endem o No e em Po ugal como os po ugueses ha iam de
de ende Po ugal no mundo." Miguel Es e es Ca doso
Nes e sen ido, ag adeço o ac o de e nascido num “be ço de ou o”, numa cidade
e numa egião que me o ma am enquan o se humano e enquan o cidadão com os alo es
da simplicidade, do abalho, da hones idade, da lu a pelos nossos ideais, do espei o e do
o gulho pelas adições secula es que nos p ecedem. Ag adeço de uma o ma pa icula a
Viana do Cas elo e a Pon e de Lima po es e indesc i í el sen imen o de pe ença que me
acompanha e acompanha á.
Ag adeço aos meus pais e i mã po odos os sac i ícios e odos os sonhos que
colocam em mim.
Ag adeço a odos os meus amigos, àqueles que me acompanham dia iamen e mas
ambém àqueles que a dis ância não pe mi e al si uação. Uma pala a pa a os
companhei os des es úl imos dois anos na RUF, que o na am es a caminhada mais ácil
e mui o mais eliz. Uma menção especial ao Samuel Pinho, ao Edua do Ribei o, à Suzy
Paço, à Ma a Gonçal es e à Valé ie Viei a.
"Além das ap idões e das qualidades he dadas, é a adição que az de nós aquilo que
somos." Albe Eins ein
i
Lis a de Ab e ia u as
FIFA - Fede a ion In e na ional de Foo ball Associa ion
GEE – Gases de E ei o de Es u a
RSC – Responsabilidade Social Co po a i a
UEFA – Union o Eu opean Foo ball Associa ions
Faculdade de Economia da Uni e sidade do Po o
Mes ado em Economia e Ges ão do Ambien e
Responsabilidade Social Co po a i a nos Clubes de Fu ebol P o issional – Compa ação
en e Espanha, Ingla e a, Alemanha, I ália e Po ugal
João Mon es Passos Ribei o
Resumo: A esponsabilidade social co po a i a (RSC) é uma emá ica a ual que no
mundo emp esa ial, que no dia-a-dia das sociedades con empo âneas. Po ém, os es udos
ealizados no que diz espei o à RSC em o ganizações despo i as, especialmen e no
u ebol, são ela i amen e escassos e ecen es. A c escen e apos a em medidas sociais e
ambien ais em sido um dos p incipais ocos de clubes p o issionais de eli e, p e endendo
ap o ei a os mo imen os de massas ge ados pela paixão despo i a e clubís ica com a
apos a e p omoção de medidas ambien almen e sus en á eis e causado as de bem-es a
social. Os bene ícios que ad êm des as medidas são á ios e podem se a ibuídos às
á ias pa es en ol idas, o que o na a apos a em a i idades do géne o além de posi i as
pa a a sociedade, desejadas pelos clubes. A compa ação da comunicação de ais medidas
po pa e dos clubes de u ebol nos cinco países que ocupam a ualmen e os cinco
p imei os luga es no anking da UEFA é um dos p incipais obje i os que se p e ende
alcança , pe mi indo ob e uma ideia ab angen e das medidas exis en es bem como das
suas limi ações e das suas po encialidades.
Pala as-cha e: RSC, despo o, u ebol, ambien e, sus en abilidade.

i
Facul y o Economics, Uni e si y o Po o
Mas e in En i onmen al Economics and Managemen
Co po a e Social Responsibili y in P o essional Foo ball Club - Compa ison be ween
Spain, England, Ge many, I aly and Po ugal
João Mon es Passos Ribei o
Abs ac : Co po a e social esponsibili y (CSR) is a cu en heme bo h in he business
wo ld. Howe e , s udies on CSR in spo s o ganiza ions, especially in oo ball
o ganiza ions, a e ela i ely sca ce and ecen . The g owing in es men in social and
en i onmen al measu es has been a majo ocus o eli e p o essional clubs, in ending o
ake ad an age o he mass mo emen s gene a ed by he spo and club passion wi h
commi men and p omo ion o en i onmen ally iendly measu es and causing social
wel a e. The bene i s ha come om hese measu es a e a ious and can be assigned o
he a ious pa ies in ol ed, which makes he in es men in such ac i i ies no only
posi i e o socie y bu also desi ed by clubs. Compa ison o he epo ing o such
measu es by oo ball clubs in he i e coun ies ha cu en ly occupy he op i e places
in he anking o UEFA is one o he main objec i es o his wo k, allowing a
comp ehensi e iew o he exis ing measu es, as well as hei limi a ions po en ial.
Keywo ds: CSR, spo , oo ball, en i onmen , sus ainabili y.
ii
Índice
No a Biog á ica do Au o ................................................................................................. ii
Ag adecimen os ............................................................................................................... iii
Lis a de Ab e ia u as ....................................................................................................... i
Resumo .............................................................................................................................
Abs ac ............................................................................................................................ i
Índice de Tabelas ............................................................................................................. ix
1. In odução .................................................................................................................. 1
1.1 Enquad amen o Ge al ......................................................................................... 1
1.2 Mo i ações e Obje i os ...................................................................................... 3
1.3 Es u u a da Disse ação ..................................................................................... 4
2. Li e a u a Rele an e .................................................................................................. 6
2.1 Responsabilidade Social Co po a i a ................................................................ 6
2.1.1 A E olução da Responsabilidade Social Co po a i a ................................ 6
2.1.2 O Concei o de Responsabilidade Social Co po a i a ................................. 7
2.1.3 O Papel da Comunicação na Responsabilidade Social Co po a i a ........... 9
2.2 A Aplicabilidade da Responsabilidade Social Co po a i a no Despo o ......... 11
2.2.1 O Con ex o do Despo o na Responsabilidade Social Co po a i a .......... 11
2.2.2 Relação en e a Responsabilidade Social, o Despo o e a Sociedade ....... 12
2.3 Responsabilidade Social Co po a i a no Fu ebol ............................................ 15
2.3.1 O Fu ebol como elo de ligação en e os clubes e a comunidade .............. 15
2.3.2 Responsabilidade Social Co po a i a no con ex o do Fu ebol Eu opeu ... 17
2.3.3 O ganizações Responsá eis pelo Fu ebol nos Países em Es udo ............. 18
3. Enquad amen o Teó ico e Desen ol imen o de Hipó eses ..................................... 22
4. Me odologia de Análise ........................................................................................... 28
4.1 De inição da Amos a ...................................................................................... 28
4.2 Recolha de Dados ............................................................................................. 28
5. Resul ados e Discussão ............................................................................................ 29
5.1 Análise Desc i i a ............................................................................................ 29
5.2 Análise Es a ís ica ............................................................................................ 34
6. Conclusões ............................................................................................................... 39
7. Re e ências Biblig á icas ......................................................................................... 42
iii
Anexos ............................................................................................................................ 52
Anexo 1 - Lis agem de oco ências de a i idades de esponsabilidade social:
desc iminação das alíneas ela i as às Polí icas Ambien ais e de Sus en abilidade ... 52
Anexo 2 - Lis agem de oco ências de a i idades de esponsabilidade social:
desc iminação das alíneas ela i as ao En ol imen o com a Comunidade ................ 53
Anexo 3 - Lis agem de oco ências de a i idades de esponsabilidade social:
desc iminação das alíneas ela i as às Polí icas Labo ais e de Comba e à Co upção 53
ix
Índice de Tabelas
Tabela 1 – De inição da Amos a ................................................................................... 28
Tabela 2 – P emissas ela i as às Polí icas Ambien ais e de Sus en abilidade .............. 30
Tabela 3 – P emissas ela i as ao En ol imen o com a Comunidade ........................... 31
Tabela 4 – P emissas ela i as às Polí icas Labo ais e de Comba e à Co upção .......... 32
Tabela 5 – Lis agem de oco ências de a i idades de esponsabilidade social po
ca ego ias ........................................................................................................................ 32
Tabela 6 – Valo es ela i os à abela de coe icien es ep esen a i os da eg essão linea
múl ipla ela i amen e às a iá eis dependen es: Polí icas Ambien ais e de
Sus en abilidade; En ol imen o com a Comunidade e Valo es To ais .......................... 35
7
Reco endo à análise de an Ma ewijk (2003), pode-se cons a a o aumen o da
p esença da sociedade na balança ela i a à impo ância en e o es ado, o negócio e a
e e ida sociedade. O aumen o des e peso social em acompanhado com o aumen o do
peso do negócio, con as ando com a diminuição do peso do es ado. Es a análise é ei a
endo como oposição a si uação e i icada no passado em que o negócio possuía uma
ele ância ligei amen e in e io quando compa ado com o es ado, es ando o peso da
sociedade bas an e eduzido quando compa ado com o es ado e com a p eocupação a ual
que se a ibui à mesma.
2.1.2 O Concei o de Responsabilidade Social Co po a i a
A complexidade que exis e na p ocu a de uma de inição consensual pa a a RSC
ad ém do ac o de es a não possui um signi icado exa o pa a odos os que analisam es e
ema (Okoye, 2009; F eeman e Hasnaoui, 2011). A g ande ques ão, segundo Okoye
(2009), p ende-se com a di e ença de opiniões ela i amen e ao ac o de a RSC se uma
esponsabilidade de inida e impos a pela lei, ou en ão es a es a sujei a ao sen ido é ico
de cada indi íduo ou sociedade em causa.
Exis em, no en an o, á ios es udos que isam encon a consensos nos concei os
e nos obje i os da RSC. Alguns, apesa de não en a em a undo na p ocu a de um
concei o, ap esen am indicações que isam acili a o en endimen o sob e es as ques ões.
O es udo dos au o es Ga iga e Melé (2004) p e ende demons a que as p incipais eo ias
ela i as à RSC es ão ine i a elmen e ca alogadas em qua o g upos: “económico;
polí ico; in eg ação social e é ico”. Já Roşca (2011) e e e que o desen ol imen o de
medidas de RSC se de e cen a em ês sec o es: “económico; ambien al e social”.
Tendo em con a as indicações an e io es, e ainda na p ocu a po uma de inição
aglu inado a sob e RSC, é ap esen ada uma a i mação que, segundo Akansel e al. (2010)
co esponde a uma ideia “ o mal e ab angen e”. A de inição em ques ão es á p esen e no
ela ó io pa a o Wo ld Business Council o Sus ainable De elopmen , e e e e que “a
esponsabilidade social co po a i a é um comp omisso con ínuo po pa e das emp esas
pa a e em um compo amen o é ico e con ibuí em pa a o desen ol imen o económico,
melho ando simul aneamen e a qualidade de ida dos seus abalhado es e das suas

8
amílias, bem como da comunidade local e da sociedade em ge al” (Holme e Wa s,
1999).
Exis em inúme as o mas de a ingi os obje i os p opos os po Holme e Wa s
(1999), sendo possí el assumi que os qua o g upos de aspe os abo dados an e io men e
po Ga iga e Melé (2004) ap esen am os pila es dessas medidas passí eis de se em
aplicadas.
A c iação de p og amas e medidas de RSC nas emp esas su ge, ambém, com o
in ui o de aze ace a ques ões do quo idiano emp esa ial, como o posicionamen o das
emp esas no me cado, a ele ância ins i ucional das mesmas, bem como esponde a
p essupos os é icos que, cada ez mais, são impo an es num me cado de conco ência
( an Ma ewijk, 2003; A hanasopoulou e al., 2011). A p essão ex e na é ambém um
a o impo an e na aplicação da RSC no mundo emp esa ial. A hanasopoulou e al.
(2011) e e e que, nes e ópico, os p incipais a o es es ão elacionados com as a iá eis
ins i ucionais, nomeadamen e o compo amen o da RSC na indús ia espe i a; a iá eis
económicas como o ní el de concen ação das emp esas e as espe i as co as de me cado
e, po im, a iá eis de ges ão como as ques ões da ino ação. Rela i amen e aos a o es
ex e nos, es es englobam ambém ques ões ligadas aos clien es e ao que os mesmos
p ocu am encon a , g upos a i is as e legislação sob e a ma é ia (A hanasopoulou e al.,
2011).
Os bene ícios des as medidas são, como já oi e e enciado, posi i os pa a ambas
as pa es (emp esas e sociedade), desde a melho ia da pe o mance inancei a das
emp esas a a és do aumen o da sua co a de me cado, a é aos bene ícios ela i amen e à
pe ceção do consumido sob e a ma é ia, nos casos das emp esas, a é às medidas de
compensação ambien al ou de apoio a causas socias no caso das sociedades ( an
Ma ewijk, 2003). A endência pa a o ala gamen o das medidas de RSC a á ios me cados
e indús ias é algo que se em indo a e i ica , sendo a RSC conside ada, cada ez mais,
como uma pa e in eg an e dos modelos de ges ão das emp esas (Ca oll, 1999;
A hanasopoulou e al., 2011).
O desen ol imen o da emá ica a a és exemplos de sucesso, bem como do
aumen o da in es igação sob e o assun o, le ou, mais ecen emen e, à expansão da
9
ques ão a á eas não ão expec á eis an e io men e, como é o caso do despo o num ní el
ge al, e do u ebol pa icula men e.
2.1.3 O Papel da Comunicação na Responsabilidade Social Co po a i a
É ambém impo an e salien a o papel da comunicação na ques ão da RSC, papel
esse que em so ido uma in luência impo an e de meios como a in e ne , undamen al
na comunicação en e as á ias pa es (K iemadis e al., 2010; Adams e F os , 2004). De
ac o, a in e ne eio aze a á ias indús ias um leque de opo unidades ao ní el da
publicidade, do ma ke ing, do me chandising e da comunicação en e as á ias pa es,
e olucionando os me cados e desen ol endo uma elação ino ado a en e as duas pa es,
nes e caso especí ico, os clubes e as comunidades (K iemadis e al., 2010).
Os mé odos mais u ilizados pelas emp esas na di ulgação de in o mação sob e as
suas a i idades de esponsabilidade social semp e o am, p e e encialmen e, os seus
ela ó ios anuais. No en an o, es e mé odo semp e oi es i i o no que diz espei o ao
acesso da in o mação po pa e da sociedade, is o es es ela ó ios se em
p e e encialmen e di igidos aos acionis as (Adams e F os , 2006). Es a debilidade
ap esen ada pelo meio de comunicação u ilizado aliado ao c escimen o e i icado pela
in e ne nas úl imas décadas, que começou a pe mi i a di usão da in o mação com menos
cus os, e com um acesso mais ápido pe mi iu que es a úl ima osse cada ez mais
u ilizada na di ulgação das a i idades de esponsabilidade social ealizadas po pa e das
emp esas, pois o núme o de pessoas que conseguia alcança e a mui o mais ele ado, endo
como a o impo an e a independência ela i amen e à localização geog á ica
(Felisbe o, 2011).
Segundo Co mie e al. (2005) a comunicação da esponsabilidade social po pa e
das emp esas é undamen al pa a que es as consigam alcança o máximo endimen o das
a i idades que ealizam e/ou que p e endam ealiza , sendo a u ilização dos websi es um
meio p i ilegiado pa a demons a o comp ome imen o das en idades com as e e idas
a i idades. As unções e os obje i os que a in e ne pe mi iu a ingi o am de e minan es
pa a a di usão e pa a o sucesso que a esponsabilidade social a ingiu nas décadas mais
ecen es. Es a a i mação em como base o es udo de Es ock e Leich y (2000) onde é
e e ida a p eponde ância que a in e ne egis ou na di usão das mensagens pa a os á ios
ipos de público, es ei ando as elações com os seus clien es e com a sociedade em ge al.
10
Es a in o mação, quase exclusi amen e olun á ia, ela i a à esponsabilidade social
di ulgada po pa e das emp esas é uma elação en e cus o e bene ício associado às
mesmas (Belkaoui e Ka pik, 1989; Hacks on e Milne, 1996; Co mie e al., 2005),
des acando-se o ac o de, segundo a análise de Felisbe o (2011), pode mos classi ica
po ca ego ias a in o mação olun á ia di ulgada pelas emp esas em “ambien e, ene gia,
ecu sos humanos, p odu os e clien es e en ol imen o com a comunidade”.
No caso do despo o, e do u ebol em pa icula pelas suas ca ac e ís icas
especí icas e di e enciado as, a di ulgação de in o mação ela i a à esponsabilidade
social é ecen e e em su gido de uma o ma mais acen uada nos úl imos anos, com um
g ande núme o de clubes a di ulga em a a és de meios como a in e ne de uma o ma
p e e encial, as suas p incipais a i idades (Slack e Sh i es, 2008).
11
2.2 A Aplicabilidade da Responsabilidade Social Co po a i a no Despo o
2.2.1 O Con ex o do Despo o na Responsabilidade Social Co po a i a
A RSC a a essa, como oi possí el e i ica a é en ão, á ias ex ensões da
sociedade. A expansão da aplicabilidade das suas ações le ou a que, nos dias de hoje,
medidas de RSC sejam aplicadas nos mais di e sos meios emp esa iais (B ei ba h e al.,
2011).
A p eponde ância do despo o na sociedade con empo ânea em me ecido
des aque em á ias á eas, desde a e e ência aos alo es mone á ios das ans e ências de
jogado es, ao c escen e aumen o dos alo es despendidos em ma ke ing e publicidade. A
pa des a si uação, o despo o em indo a adqui i uma in luência c escen e na população,
no seu modo de ida e no quo idiano de mui os adep os (B own e al., 2008; Wal e s e
Tacon, 2011). Des e modo, as p eocupações com a anspa ência e a esponsabilidade
social aumen am, sendo necessá io c ia meios o ganizados e equi a i os de o ma a aze
ace a es as ques ões e às necessidades que delas ad êm (Kolype as, 2012).
A RSC em, no con ex o despo i o, a opo unidade de ap o ei a um meio com
uma popula idade no á el e um pode de dis ibuição de in o mação imenso de o ma a
p omo e e comunica os seus p og amas pa a g andes audiências, acili ando a elação
en e o clube e a comunidade (Smi h e Wes e beek, 2007; Wal e s e Tacon, 2011; Pan on,
2012). Den o des a g ande popula idade do despo o em ge al, des aca-se uma anja da
população ainda mais sensí el a odo o enómeno despo i o do que a es an e, a camada
jo em. A conexão en e es a anja da população e os p og amas de RSC pode ão se
acili ados pela ajuda do despo o e das pe sonalidades a ele ligados (Babiak e Wol e,
2006; Wal e s e Tacon, 2011).
No caso, en ão, do despo o, que é a a ian e que se p e ende analisa , é possí el
a i ma que ainda exis e mui a ma é ia que necessi a de se es udada e comp eendida
sob e “a ques ão das a i idades sociais o ganizadas pelos clubes, e dos bene ícios
a ibuídos a essas mesmas o ganizações despo i as” (Walke e Pa en , 2010). No
en an o, e segundo T enda ilo a e al. (2013), nos úl imos anos oi possí el egis a um
“aumen o da adoção e implemen ação de medidas de RSC nas ligas p o issionais de
despo o nos Es ados Unidos da Amé ica”. Es e p incípio, e es a “ins i ucionalização da
12
RSC no despo o p o issional” (T enda ilo a e al., 2013) o na am a “implemen ação da
RSC in eg ada na ges ão das equipas despo i as a a és de um depa amen o p óp io ou
de uma espe i a undação” (T enda ilo a e al., 2013). A c ença na possibilidade de
bene ícios pa a os clubes despo i os na adoção de medidas de RSC pe mi iu que o
in e esse e a a enção dos clubes pa a com es a p oblemá ica egis asse um aumen o
signi ica i o (Kolype as, 2012). Dessa o ma, a conciliação des as medidas com a ges ão
p óp ia de um clube despo i o pe mi iu aos clubes e i a p o ei os em á ias á eas
a a és des as ações (Adc o e al., 2009). Ainda segundo T enda ilo a e al. (2013), as
mais ele an es es ão elacionadas com a “melho ia da imagem do clube em causa; o
aumen o da lealdade dos adep os; o desen ol imen o despo i o e a enda de ing essos”.
2.2.2 Relação en e a Responsabilidade Social, o Despo o e a Sociedade
De o ma a a ingi os esul ados enunciados an e io men e, o am desen ol idos
es udos como o de Smi h e Wes e beek (2007), que apon am pa a um conjun o de
di e izes que isam, a a és de uma a iculação p a icada pelo clube, p i ilegia a elação
en e o mesmo e a sociedade, ou o de Walke e Pa en (2010) que se e de exemplo
ela i amen e às p incipais medidas aplicadas po en idades di e sas no mundo
despo i o.
Desse modo, Smi h e Wes e beek (2007) abo dam á ias ques ões pe inen es
como a ques ão do “ ai -play, da igualdade, do li e acesso e da di e sidade”, is o
signi ica, de um modo ge al, uma libe dade de opo unidades pa a odos ela i amen e à
p á ica despo i a, assim como a impo ância da igualdade e do espei o en e odos os
p a ican es. A “segu ança dos pa icipan es e dos espec ado es” unciona como uma
esponsabilidade ísica que o clube de e ge i , de o ma a pe mi i que a p o eção do
público e dos espec ado es seja uma p io idade. A “independência do a o es ex e nos” é
abo dada como uma ges ão que o clube de e e em con a de o ma a a as a -se de
in e esses ex e nos ao jogo em si, como os jogos de apos as. A p esença de uma “Ges ão
de T anspa ência” engloba á ios a o es in e nos como a di ulgação de in o mação, que
de em se idos em con a pelas di eções dos clubes. As ques ões de emp ego e os
p ocessos que daí ad ém le am, em mui os casos, à con ação de ex-jogado es pa a
posições de di eção. Es as con a ações le an am, em mui os casos, suspeições de

13
p omiscuidade. É impo an e que es as si uações obedeçam a eg as de anspa ência, de
o ma a omen a a con iança na ges ão do clube e no cump imen o de no mas é icas e de
anspa ência.
Os “caminhos pa a a p á ica despo i a”, são abo dados como o ma de de e que
o clube em pa a com a sociedade, de e esse que consis e em o nece meios pa a o
desen ol imen o da p á ica despo i a, an o no que conce ne a indi íduos com idade
sénio como ambém a c ianças e jo ens. O sen ido de comunidade en a nes a análise de
Smi h e Wes e beek (2007) na o ma de “polí icas de elação com a comunidade”. Es e
pon o é impo an e no sen ido em que p e ende es imula a coope ação en e os clubes, as
en idades go e na i as e as comunidades locais, com is a a descob i as suas ca ências,
necessidades e p e ensões. Es a análise é signi ica i a pois pe mi e do a o clube de
conhecimen o de causa sob e a si uação da comunidade bem como dos p incipais pon os
de in e enção. A “saúde e a a i idade ísica” é um pon o impo an e pa a a sociedade e
é um dos p incipais pon os que de e es a no âmbi o de ação dos clubes, não só a a és
da p á ica despo i a p o issional como ambém nou as á eas com ele an e in e esse
pa a a comunidade como as equipas de o mação. Es es êm, ambém, o impo an e de e
de omen a a p á ica de exe cício ísico pela comunidade, assim como desen ol e
polí icas que p omo am a saúde e o bem-es a . A “p o eção ambien al e a
sus en abilidade” abo dada po Smi h e Wes e beek (2007) de e se , ambém ele, um dos
p incipais ocos dos clubes.
Num âmbi o mais ge al, “o desen ol imen o de odos os pa icipan es” suge e que
os clubes de em en a ao máximo po encia as qualidades dos indi íduos an o a ní el
ísico como psicológico, omen ando á ias a i idades que pe mi am a in eg ação dos
mais des a o ecidos não só na a i idade ísica mas ambém em a i idades cul u ais,
ambien ais e sociais. Po im, a impo ância de e “ einado es e líde es ac edi ados” é
uma ideia impe ial pa a Smi h e Wes e beek (2007) pois conside a essa ques ão essencial
pa a o sucesso da implemen ação de odas as medidas an e io es.
Desde os inícios dos anos 1990, as o ganizações despo i as aumen a am as suas
inicia i as de esponsabilidade social (Pan on, 2012). O po encial do despo o e a ligação
que o mesmo possui com a sociedade mo i ou es e aumen o da p eocupação social po
pa e das o ganizações, bem como a acilidade que os in e enien es despo i os em em
14
chega às comunidades locais em pa icula , e às sociedades em ge al (Wal e s e Tacon,
2011; Pan on, 2012). Segundo Smi h e Wes e beek (2007), o despo o possui o mas
únicas de ligação pa a com a sociedade, desde logo o “pode de comunicação único”,
causado em g ande pa e pela paixão que em inúme os casos une os adep os aos clubes;
“apelo jo em” ou seja, acilidade comunica i a com as camadas mais jo ens da
sociedade; “consciência de sus en abilidade” e a “ acilidade em ob e esul ados ápidos”
o nam o despo o numa á ea única da sociedade. No es udo de A hanasopoulou e al.
(2011), é e e enciada uma p opos a ela i a a p oje os de RSC pa a clubes p o issionais,
onde se de ende que es es de em assen a os seus p og amas em qua o ca ego ias:
“ ilan opia; en ol imen o da comunidade e inicia i as pa a a educação e pa a a saúde
dos jo ens”.
Es es meios são passi eis de ecolhe esul ados posi i os a á ios ní eis e a uma
escala que é di ícil de se compa ada com ou o meio emp esa ial. “A educação e a saúde
dos jo ens”, assim como o omen o da “p á ica despo i a” e ainda a “consciencialização
ambien al” e o “en iquecimen o cul u al e social” são obje i os onde o despo o pode
o e ece esul ados posi i os e ela i amen e imedia os (Pan on, 2012).
A ideia de RSC suben ende, como já oi abo dado an e io men e, uma exis ência
de elações o es en e as comunidades e as en idades p omo o as das mesmas. O
o alecimen o des as elações, não só a á bene ícios pa a a comunidade, como ambém
pe mi i á aos clubes ob e uma maio ligação com a sociedade em que se inse e, ligação
essa a que pode ac esce o aumen o de adep os e sócios dos mesmos (Pan on, 2012), assim
como o aumen o dos pa ocínios (A hanasopoulou e al., 2011). Es a ligação pode á
aumen a o apa ecimen o de ou as alências como o aumen o da legi imidade e da
con iança nos clubes, assim como aumen a as an agens compe i i as e a melho ia da
pe o mance inancei a (Pan on, 2012). Es es obje i os assen am numa ideia de a i mação
in e nacional a a és da possí el p ojeção que os clubes podem ob e com es as medidas,
como abo dou Hamil e al. (2010) no seu es udo ela i o ao caso do FC Ba celona.
15
2.3 Responsabilidade Social Co po a i a no Fu ebol
2.3.1 O Fu ebol como elo de ligação en e os clubes e a comunidade
Nos dias de hoje, os clubes de u ebol, de ido à sua popula idade e à exposição a
que es ão sujei os, podem se conside ados embaixado es das comunidades onde se
encon am inse idos. Es a ep esen ação pode se a ibuída aos esul ados ob idos den o
de campo, bem como a odo um conjun o de ações que são p es adas o a do mesmo, pa a
com a espe i a comunidade e meio en ol en e. Todas es as a i idades ep esen am uma
o ma de iden i icação da população pa a com o clube (Roşca, 2011; Pan on, 2012).
As p essões ex e nas e e uadas po algumas en idades do pano ama despo i o
como as ligas (en idades o ganizado as das compe ições nacionais), dos pa ocinado es e
das p óp ias comunidades locais, é ele an e na o ganização dos p og amas de
esponsabilidade social nos clubes de u ebol (B ei ba h e al., 2011). Es a p essão
posi i a é impo an e pa a encon a as p incipais necessidades de uma comunidade,
assim como i de encon o a um melho ap o ei amen o dos ecu sos exis en es
(A hanasopoulou e al., 2011).
Es a ligação dos clubes com as suas comunidades pode acon ece , como já oi
e i icado, em á ias e en es. Os clubes, em mui os casos, adqui em o espí i o, os ideais
e as adições das espe i as comunidades locais, egionais ou nacionais em que se
inse em, dependendo do con ex o da comunidade (Wynn, 2007). O exemplo do FC
Ba celona, es udado po Hamil e al. (2010), ilus a de uma o ma cla a es es
p essupos os. O clube adqui e as adições da sua egião (Ca alunha), sendo um dos
p incipais meios de a i mação da mesma no con ex o nacional (Espanha) e in e nacional.
Uma o ma de mos a como a união exis en e en e a comunidade, o clube e os
seus adep os, le a, em casos pa icula es, a excessos c iados pela paixão ex ema
p oduzida pelo u ebol, pelos clubes e pelas en idades que o ge em, é ela ado na ob a de
Foe (2011), onde são e e idos momen os impo an es da his ó ia mundial, em que os
adep os e, na maio ia dos casos, as claques o ganizadas, possuí am papeis impo an es no
umo das nações e na lu a pelos ideais das egiões em causa. Casos como o
desmemb amen o da an iga Jugoslá ia, onde as claques dos clubes da Sé ia e da Bósnia
desempenha am papéis de au ên icos exé ci os ao se iço dos ideais dos clubes,
16
demons a o pode e a in luência que es es podem e sob e um núme o conside á el da
população e o papel impo an e que esse pode pode p o oca .
A ques ão da ligação en e as comunidades e os clubes de u ebol, pode se is a
como uma elação en e duas pa es onde, como já oi e e ido, ambas ob ém p i ilégios
impo an es (B ei ba h e al., 2011). Roşca (2011) e e e ainda que, quando os clubes
omam inicia i as em p ol da comunidade, os laços en e ambas ica logicamen e mais
o e, icando a comunidade mais pe meá el no apoio ao clube e às inicia i as do mesmo.
Ainda nes e con ex o, é impo an e e e i o exemplo p esen e no es udo de Roşca
(2011) ela i amen e ao A senal FC, clube undado no sudes e de Lond es e que, em 1913
se mudou pa a o no e da cidade, após a cons ução do seu es ádio. A adap ação do clube
à comunidade local oi bas an e posi i a assim como a adap ação da população ao seu
no o símbolo. Os bai os do no e da cidade de Lond es “ado a am” o clube e,
ans o ma am-se em adep os do mesmo, pois i am no A senal FC uma o ma posi i a
de ep esen ação daquela á ea da cidade. Apesa do A senal FC, nos dias de hoje, se um
clube com adep os em odo o mundo, es a ligação com a comunidade do no e de Lond es
é anspo ada ainda pa a a a ualidade, sendo a mesma uma das p incipais á eas onde o
clube aplica os seus p og amas de esponsabilidade social, en ando usa a sua o ça com
is a a melho a a qualidade de ida dos seus habi an es.
A g ande maio ia dos adep os de qualque clube é c iada, p incipalmen e, pela sua
á ea de in luência. Es a a ia consoan e a localização do mesmo, o con ex o da egião e
do país e, ambém, pelos seus esul ados despo i os. Es a á ea de in luência pode se
local, egional, nacional e em mui os dos casos, in e nacional (Roşca, 2011).
Sendo a FIFA (Fédé a ion In e na ionale de Foo ball Associa ion), a en idade
esponsá el pelo u ebol mundial, a necessidade de c ia mecanismos que de endam e
p omo am o bem-es a social, o desen ol imen o do despo o em á eas mais
des a o ecidas, a di usão de campanhas com is a à p omoção do espei o e con a a
disc iminação e o acismo, o am is as pela o ganização como uma p io idade e como
um oco necessá io pa a o desen ol imen o da modalidade (Pallade e al., 2007; FIFA,
2007; Cleland e Cashmo e, 2014). Tendo como pila es o “desen ol imen o do jogo; oca
o mundo; cons ui um u u o melho ”, a FIFA demons a a impo ância que o u ebol
em na sociedade, assim como inco po a na modalidade o sen ido social que ela pode e
23
“polí ica, a sociedade e a economia são insepa á eis e que as demons ações económicas
não podem se analisadas de o ma signi ica i a sem conside a a es u u a social, polí ica
e ins i ucional, no âmbi o da qual a a i idade económica se desen ol e” (Eugénio, 2010).
De uma o ma mais sucin a, Felisbe o (2011) e e e que a Teo ia da Legi imidade de e
se analisada a a és da necessidade das emp esas em a ua “den o dos limi es e no mas
da sociedade”, p e endendo com is o que “as suas ope ações sejam conside adas legí imas
pela sociedade”.
Exis em á ias conside ações sob e a eo ia da legi imidade. Suchman (1995)
conside a a legi imidade uma pe ceção que con ex ualiza se “as acções de uma emp esa
são desejá eis, p óp ias e ap op iadas den o de um sis ema social de no mas, alo es,
c enças e de inições”. Es a ideia comp eende o p essupos o de que a o ganização em
causa se á a aliada consoan e as suas p á icas comuns (Felisbe o, 2011). Es a ques ão da
legi imação de uma o ganização pode se ealizada com is a a a ingi obje i os como
alcança , aumen a ou man e os ní eis de legi imidade ou, em casos especí icos
con a ia ameaças ou uma pe da de legi imidade po pa e da o ganização (O’Dono an,
2002).
Podemos en ão, denomina es a ques ão en e a sociedade e a legi imidade de uma
o ganização de “con a o social” (Wa son e al., 2002; Gu h ie e al., 2004; Felisbe o,
2011). Es e “con a o” p essupõe o cump imen o po pa e das o ganizações de á ias
p emissas necessá ias pa a o bem es a comum e pa a o cump imen o de ques ões
elemen a es pa a a sociedade. Quando se p essen e ou oco e um incump imen o des as
p emissas po pa e da o ganização a legi imidade da mesma ica pos a em causa pe an e
a sociedade e co e o isco de se sancionada pela mesma. É, nes es casos, em que a
sociedade se ape cebe que as des an agens pa a a p óp ia são maio es que os bene ícios
que pa a ela ad ém, que se e i ica um des asamen o da legi imidade (legi imacy gap)
(Mundlak, 2009). Nes es casos, as o ganizações podem po em causa a di a legi imidade
ela i amen e à u ilização de ecu sos (Deegan e al., 2002), sendo impo an e e e i que,
segundo a pe spe i a de Pimen el e al. (2004), as emp esas não possuem um di ei o
cla i iden e sob e es es mesmos ecu sos, es ando sujei as ao esc u ínio da sociedade
sob e a sua u ilização. Pimen el e al. (2004) ap o unda ainda mais a ques ão e e e e que
a p óp ia exis ência das o ganizações se de e à conside ação po pa e da sociedade da
sua legi imidade pa a a ua .

24
A legi imidade de uma o ganização não é algo que seja cons an e, exis em á ias
si uações que podem le a a que a si uação de uma o ganização so a al e ações
ela i amen e a essa mesma legi imidade. Des aca-se o ac o da isibilidade das emp esas
pa a com a sociedade a ia signi ica i amen e, bem como algumas o ganizações es a em
mais dependen es do apoio das sociedades do que ou as (Wa en, 2003).
Nes e âmbi o, egis a-se a impo ância da legi imidade das o ganizações como
a o essencial nas ações dos consumido es na ho a de adqui i em os espe i os p odu os
que a o ganização dispõe. É, no en an o, impo an e salien a o ac o de que as ambições
das sociedades podem al e a -se median e a o es polí icos, sociais e a é económicos. Es a
ola ilidade con e e as o ganizações a necessidade de possuí em a capacidade de al e a
o “con a o social” semp e que assim seja necessá io, com is a a não pe de em co a de
me cado e a consegui em man e a legi imidade da o ganização em ní eis acei á eis
(Deegan, 2002; Wa en, 2003).
A di ulgação das a i idades de esponsabilidade social o na-se impo an e como
meio de “ e o ça a epu ação e a legi imidade” da o ganização (Felisbe o, 2011). Es a
di ulgação i á pe mi i , em mui os casos, a pe ceção po pa e da sociedade das á ias
p eocupações da o ganização, que a ní el social e económico, bem como no que diz
espei o às espec a i as e aos obje i os que a emp esa se p opõe alcança . A di ulgação
ela i a às a i idades de esponsabilidade social possui uma ele ância impo an e não só
no que diz espei o à elação da o ganização com a sociedade, mas ambém é ele an e
en e as p óp ias o ganizações, pois o ac o de uma o ganização di ulga as suas
a i idades pode á o ça as suas conco en es a oma em a mesma a i ude com is a a não
pe de em me cado pa a as suas conco en es (Pe y e Cuganesan, 2005). Es as a i udes
po enciam a c iação de um ciclo que bene icia á an o as o ganizações como a sociedade.
Assim, e endo em conside ação o expos o an e io men e, o am o muladas ês
hipó eses de es udo que se e e em à exis ência de associações en e ce as a iá eis
elacionadas com a isibilidade social dos clubes de u ebol e a apos a dos clubes em
medidas socialmen e esponsá eis.
A p imei a hipó ese que se p e ende es a , p e ende elaciona a apos a dos clubes
em medidas socialmen e esponsá eis com a pa icipação dos mesmos em compe ições
eu opeias. É impo an es des aca que, nos cinco países em análise, na época de
25
2014/2015 exis i am um o al de 33 agas disponí eis pa a a pa icipação em compe ições
eu opeias (UEFA Champions League e UEFA Eu opa League), agas essas que o am
dis ibuídas pa a os p imei os classi icados dos campeona os na época 2013/2014 e pa a
os encedo es da aça nacional do espe i o país
1
.
Tendo em con a o expos o an e io men e, o mulou-se a seguin e hipó ese:
Hipó ese 1 (H1): Os clubes que pa icipam em compe ições eu opeias ap esen am um
maio núme o de a i idades de esponsabilidade social.
A segunda hipó ese que se ambiciona es a , p e ende elaciona a apos a dos
clubes em medidas socialmen e esponsá eis com a p esença dos mesmos em bolsas de
alo es. A co ização dos clubes de u ebol em bolsas de alo es su giu em Ingla e a no
ano de 1983 (Schol ens e Peens a, 2009), a a és da en ada de á ios clubes no me cado,
com a espec a i a de que se ia um ins umen o inancei amen e posi i o pa a os clubes.
A ualmen e, po á ias azões, a bolsa de alo es não se ap esen a ão a a i a pa a os
clubes, sendo á ios os que op am po não en a nes e me cado. No en an o, a bolsa de
alo es ap esen a-se como uma a iá el in e essan e, pois pe mi e a ob iga o iedade de
di ulgação de alguma in o mação (especi icidades de cada bolsa de alo es) e da in enção
do clube em se pa e a i a no me cado (Schol ens e Peens a, 2009).
Dessa o ma, endo em con a a in o mação an e io , p ocedeu-se à o mulação da
seguin e hipó ese:
Hipó ese 2 (H2): Os clubes com p esença na bolsa de alo es ap esen am um maio
núme o de a i idades de esponsabilidade social.
1
Quando o encedo da aça inaliza o campeona o nos luga es já des inados às compe ições eu opeias, a
aga que lhe oi des inada po ence a aça passa pa a o inalis a encido da mesma. No caso de o mesmo
sucede com esse clube, a aga passa á pa a o p imei o clube no campeona o que não conseguiu ob e a
classi icação necessá ia pa a a e e ida pa icipação eu opeia. Rela i amen e ao campeona o po uguês e
i aliano, os 3 clubes melho classi icados pa icipam inicialmen e na UEFA Champions League e os
es an es na UEFA Eu opa League. No campeona o espanhol, inglês e alemão, o núme o de clubes a
pa icipa na UEFA Champions League aumen a pa a 4, sendo os es an es des inados à UEFA Eu opa
League.
26
A e cei a hipó ese que se p e ende es a , encon a-se elacionada com a apos a
dos clubes em medidas socialmen e esponsá eis endo em con a o núme o de habi an es
da localidade onde se encon am sediados. Es a hipó ese p e ende analisa se exis e uma
elação en e uma apos a em g ande núme o de medidas de esponsabilidade social
quando o núme o de habi an es das localidades é ele ado, ou se, pelo con á io, o núme o
de habi an es das localidades não in luencia o núme o de medidas de esponsabilidade
social que os clubes ealizam. Ve i ica-se, ambém, que exis em mui os casos onde a
mesma localidade egis a a exis ência de mais do que um clube, como o caso de Lisboa,
Mad id, Lond es e Roma, en e ou as.
Tendo em conside ação a in o mação an e io , p ocedeu-se à o mulação da
seguin e hipó ese:
Hipó ese 3 (H3): Exis e uma elação en e o núme o de medidas de
esponsabilidade social p a icadas pelos clubes e o núme o de habi an es das
localidades onde es es se encon am
Pa a além das ês hipó eses de i adas da eo ia da legi imidade, p e ende-se es a
uma qua a hipó ese com basenuma eo ia p opos a em es udos como o de Maignan e
Fe el (2000), Chen e Bou ain (2009) e Jackson e Apos olakou (2010) ela i amen e à
aplicação de medidas de esponsabilidade social po pa e de o ganizações anglo-
saxônicas e o ganizações da Eu opa con inen al. A análise em causa, p ende-se com a
ideia de que as o ganizações da Eu opa con inen al es ão ao ab igo de uma legislação
mais coo denada, onde as a i idades ealizadas no âmbi o sup a mencionado se e e uam
undamen almen e pela elação en e as leis exis en es e a necessidade das o ganizações
em cump i-las (Jackson e Apos olakou, 2010).
Rela i amen e ao caso das o ganizações anglo-saxónicas, as a i idades de
esponsabilidade social desen ol em-se de uma o ma mais li e e a a és de uma
on ade p óp ia das o ganizações, não es ando implíci os equisi os legais p é-
es abelecidos em i ude de não se e i ica em os mesmos equisi os que se e i icam na
27
eu opa con inen al (Jackson e Apos olakou, 2010). É in e essan e, po isso, e i ica se
ela i amen e aos clubes de u ebol, a si uação é semelhan e à das o ganizações
adicionais, ou se, po en u a, a localização não in luencia de sob emanei a o núme o de
a i idades de esponsabilidade social desen ol idas.
Dessa o ma, endo em con a a in o mação an e io , p ocedeu-se à o mulação das
seguin es hipó eses:
Hípo ese 4 (H4): Os clubes p o enien es de países anglo-saxónicos egis am mais
a i idades de esponsabilidade social do que os clubes que se localizam nos países da
Eu opa con inen al.
28
4. Me odologia de Análise
4.1 De inição da Amos a
O es udo que se p e ende ealiza , em como base a análise de um as o leque de
medidas ambien ais e sociais ela i as à RSC aplicadas nos e pelos clubes de u ebol das
cinco p incipais ligas eu opeias segundo o anking global da UEFA em Janei o de 2015
e di ulgados a a és dos meios p óp ios dos clubes, como os websi es o iciais, dos
websi es das undações apoiadas ou pe encen es aos mesmos e, no caso de exis i em, de
ela ó ios de a i idades elabo ados po qualque uma das en idades an e io men e
e e enciadas.
P imei as Ligas
Núme o de clubes analisados
Po ugal
17
Espanha
20
Ingla e a
20
I ália
20
Alemanha
18
Tabela 1 – De inição da Amos a
Es a análise ap esen a um o al de 95 clubes, p esen es na di isão mais al a de
u ebol dos seus espe i os países. Nos casos de Espanha, Ingla e a e I ália (La Liga,
P emie League e Se ie A) es amos pe an e um campeona o com in e clubes cada, no
caso de Po ugal e Alemanha (Liga Po ugal e Bundesliga) os campeona os ap esen am
apenas dezoi o clubes, sendo que no caso po uguês, exclui-se des e es udo o Fu ebol
Clube de Pena iel de ido à inexis ência de websi e o icial da o ganização.
4.2 Recolha de Dados
De o ma a ealiza a análise compa a i a dos clubes em causa, p e ende-se que,
pa a uma análise co e a, coe en e e equi a i a, seja analisada apenas a in o mação
di ulgada nos websi es dos clubes e das undações apoiadas ou pe encen es aos mesmos,
bem como, nos casos em que se e i ique a exis ência, os seus ela ó ios de a i idades,
onde es ão e e idos os seus ocos de in e enção e as suas a i idades anuais, al como oi

29
execu ado nos es udos de Slack e Sh i es (2008) ela i amen e aos ela ó ios anuais,
Akansel e al. (2010), Kolype as e Spa ks (2011) e Luz e al. (2012) no que diz espei o
aos websi es o iciais dos clubes, e Hamil e Mo ow (2011) e Kolype as (2012)
ela i amen e a ambos, ela ó ios anuais e websi es o iciais dos clubes. Des a o ma,
p e ende-se que seja possí el ag upa o maio núme o de a i idades e ocos de
in e enção po pa e dos clubes, pa a que a compa ação seja mais iá el e conc e a.
Com is a a ealiza o es udo de uma o ma coe en e e o ganizada, a in o mação
a ecolhe pa a ealiza o e e ido es udo se á, na sua o alidade, de na u eza secundá ia.
Es a opção su ge pela di iculdade de, no caso do con ac o di e o, ob e as espos as
necessá ias, bem como no empo necessá io pa a iabiliza o es udo.
Mé odo es a ís ico
5. Resul ados e Discussão
Tendo em con a os esul ados da análise e e uada aos websi es dos no en a e cinco
clubes dos campeona os em ques ão, é possí el cons a a que a in o mação ela i a à RSC
p esen e nos mesmos é bas an e a iá el e incons an e. Is o signi ica que é possí el
encon a websi es onde a in o mação sob e a emá ica é bas an e de alhada, com uma
abo dagem po meno izada às a i idades do clube e da espe i a undação (quando
exis en e), como ambém é possí el encon a á ios onde a in o mação é escassa, e em
mui os dos casos inexis en e.
5.1 Análise Desc i i a
A análise le ada a cabo pa a a ealização des e es udo pe mi e ob e uma imagem
da in o mação disponibilizada po cada clube, indi idualmen e, no que a ações de
esponsabilidade social diz espei o. A ecolha da in o mação deco eu du an e o mês de
Maio do p esen e ano de 2015, p e endendo, nessa pesquisa, encon a espos a a ques ões
de á ias á eas condizen es com a esponsabilidade social em ge al, bem como num
con ex o mais ocalizado com a á ea despo i a e do u ebol em pa icula . As á eas
escolhidas pa a analisa o compo amen o dos clubes o am bas an e di e si icadas
es ando ca ego izadas em ês pon os p incipais: Polí icas ambien ais e de
sus en abilidade do clube; En ol imen o com a comunidade e Polí icas Labo ais e de
comba e à co upção.
30
A subca ego ização des as á eas oi pensada com o obje i o de consegui a ingi
as á eas de ação dos clubes com maio po meno . Dessa o ma, as ques ões analisadas na
p imei a ca ego ia ela i a às polí icas ambien ais e de sus en abilidade do clube assen am
nas seguin es p emissas:
Polí icas Ambien ais e de Sus en abilidade
Polí icas e
documen ação
Demons ações eais de polí icas ambien ais com
comp omissos e me as conc e os;
A i idades conduzidas com o obje i o de p omo e as boas
p á icas ambien ais nas á ias aixas e á ias;
Decla ações de con o midade das ope ações do clube
ela i amen e a boas p á icas ambien ais;
Apoio público a campanhas ambien ais;
Publicação de ela ó ios ambien ais e/ou de sus en abilidade;
Ob enção de p émios ambien ais;
Poluição e Recu sos
Desen ol imen o de a i idades com is a à diminuição da
poluição po pa e dos adep os/simpa izan es;
Re e ência a a i idades com is a à diminuição de poluição
ao ní el da emissão de gases, desca gas de água e esíduos
sólidos nas in aes u u as do clube;
Re e ência a uma diminuição a ual ou u u a dos alo es de
poluição;
Sus en abilidade
Conse ação de ecu sos e a i idades de eciclagem;
Re e ência à impo ância da sus en abilidade como meio de
assegu a o u u o do clube assim como das ge ações u u as;
Re e ência a p eocupações e/ou a i idades que isem
p omo e o desen ol imen o sus en á el;
P og amas de incen i o à u ilização do anspo e público;
Es é ica Ambien al
P eocupação com a ha monia na conceção das ins alações do
clube com o meio en ol en e;
Con ibuições do clube (em dinhei o ou em p oje os
especí icos) com is a a melho a as condições ambien ais,
nomeadamen e no que diz espei o às á eas en ol en es dos
edi ícios dos clubes;
Res au o de edi ícios e es u u as his ó icas;
Ene gia
Re e ência ao ap o ei amen o de esíduos pa a a p odução de
ene gia;
Re e ência ao es o ço do clube em eduzi os consumos de
ene gia;
Aplicação de ene gias eno á eis nas in a es u u as dos
clubes;
Tabela 2 – P emissas ela i as às Polí icas Ambien ais e de Sus en abilidade
No que diz espei o à ca ego ia ela i a ao en ol imen o com a comunidade, a
subca ego ização p ocedeu-se de o ma semelhan e, exce uando dois ópicos que pelas
31
suas especi icidades não o am subca ego izados. Esses ópicos e e em-se ao apoio ou
pa icipação do clube numa undação de ca iz social e à exis ência de pelo menos uma
e e ência a um plano ge al ou especi ico ela i amen e à aplicação da RSC pelo clube
em ques ão. As es an es p emissas desen ol e am-se da seguin e o ma:
En ol imen o com a Comunidade
Apoio ou pa icipação do clube numa undação de ca iz social;
Re e ência a um plano ge al ou especi ico ela i amen e à aplicação da RSC pelo clube
em ques ão;
Doações, ca idade e
cidadania
En ol imen o do clube em doações em o ma de dinhei o, bens
alimen a es ou ou os obje os pe inen es pa a causas sociais;
Apoio em a i idades de ca iz social a a és da ajuda de ecu sos
humanos acul ados pelo clube/ undação;
P og amas de pa icipação de olun á ios em a i idades sociais
dos clubes/ undações;
Apoio em si uações de desas es na u ais;
Apoio na in eg ação ou subsis ência de emig an es, sem ab igo ou
pessoas com de iciência nas cidades o iginá ias dos clubes;
Apoio a a és de p oje os sociais em países que não o de o igem
do clube;
Educação
Pa icipação, apoio ou o ganização de con e ências ou seminá ios
educa i os;
Apoio ou o ganização de a i idades cul u ais (exposições de a e,
conce os, museus);
Apoio na c iação/ es u u ação de escolas ou edi ícios educa i os;
C iação de esidências pa a jogado es, es udan es ou pa a os mais
necessi ados;
P og amas de apoio à educação e de esa do sexo eminino;
Re e ência a isi as a escolas ou a ou os locais de ele an e
in e esse social com is a a p omo e o despo o, hábi os de ida
saudá el e o sucesso escola ;
Á eas den o do clube que p omo am o sucesso escola
(explicações, u o es, en e ou os);
Saúde
P og amas de apoio à saúde pública (apoios à in es igação,
in es imen os em se iços de saúde);
Despo o
C iação de escolas de u ebol em países que não o o iundo do
clube;
Apoio ao desen ol imen o do despo o no sexo eminino;
Fomen o da p á ica despo i a em ex a os sociais des a o ecidos;
Tabela 3 – P emissas ela i as ao En ol imen o com a Comunidade
Rela i amen e à e cei a e úl ima ca ego ia que abo da as polí icas labo ais e de
comba e à co upção, a subca ego ização p ocedeu-se do seguin e modo:
32
Polí icas Labo ais e de Comba e à Co upção
Polí icas Labo ais
Re e ência a p ocessos de ec u amen o anspa en es;
Á eas de apoio ao abalhado (se iço médico, in an á io,
en e ou os);
Comba e à co upção
P omoção a a és dos meios do clube da ações anspa en es
e da lu a con a a co upção no ge al e no sec o despo i o
em pa icula ;
Tabela 4 – P emissas ela i as às Polí icas Labo ais e de Comba e à Co upção
É, en ão, com base nes as p emissas que a análise aos websi es dos clubes oi
conduzida endo como obje i o encon a ac os que comp o em o comp ome imen o dos
clubes com es as ques ões. Dessa o ma, e a a és da análise à di ulgação de in o mação
do uni e so de 95 clubes, os esul ados a ingidos ela i amen e aos ópicos p incipais
o am os seguin es:
Tabela 5 – Lis agem de oco ências de a i idades de esponsabilidade social po ca ego ias
Obse ando e analisando os esul ados ela i os ao p imei o ópico, espei an e às
polí icas ambien ais e de sus en abilidade, podemos a i ma que o país que ap esen a a
pe cen agem mais ele ada de oco ências é a Alemanha, com 17,84%, u o dos bons
22 6,81 9 2,37 53 13,95 9 2,37 61 17,84
5 4,90 1 0,83 15 12,50 3 2,50 10 9,26
3 5,88 1 1,67 13 21,67 2 3,33 9 17
5 7,35 3 3,75 15 18,75 2 2,50 23 31,94
1.4 - Es é ica Ambien al (3 i ens) 7 13,73 2 3,33 3 5 1 1,67 1 1,85
2 3,92 2 3,33 7 11,67 1 1,67 18 33,33
49 15,17 137 36,05 179 47,11 59 15,53 99 28,95
2 11,76 14 70 18 90 525 950
1 5,88 5 25 420 420 10 55,56
17 16,67 46 38,33 58 48,33 25 20,83 31 28,70
22 18,49 39 27,86 49 35 14 10 27 21,43
0 0 5 25 14 70 420 950
7 13,73 28 46,67 36 60 7 11,67 13 24,07
1 1,96 13 21,67 8 13,33 16 26,67 0 0
0 0 1 2,5 7 17,5 8 20 0 0
1 5,88 12 60 1 5 8 40 0 0
To al de
Oco ências
%
To al de
Oco ências
%
Ca ego ias de RSC
Po ugal
Espanha
Ingla e a
I ália
Alemanha
To al de
Oco ências
%
To al de
Oco ências
%
%
To al de
Oco ências
3.1 - Polí icas Labo ais (2 i ens)
3.2 - Comba e à Co upção (1 i en)
1 - Polí icas Ambien ais e de
Sus en abilidade (19 i ens)
3 - Polí icas Labo ais e de Comba e à
Co upção (3 i ens)
1.3 - Sus en abilidade (4 i ens)
1.2 - Poluição e Recu sos (3 i ens)
1.1 - Polí icas e Documen ação (6 i ens)
1.5 - Ene gia (3 i ens)
2 - En ol imen o com a Comunidade (19
i ens)
2.1 - Fundação (1 i en)
2.2 - Plano de RSC (1 i en)
2.3 - Doações, Ca idade e Cidadania (6 i ens)
2.4 - Educação (7 i ens)
2.5 - Saúde (1 i en)
2.6 - Despo o (3 i ens)
39
6. Conclusões
O c escimen o egis ado nas úl imas décadas ela i amen e às inicia i as de
esponsabilidade social po pa e das emp esas, abo dado nos es udos de B ei ba h e
Ha is (2008), B ei ba h e al. (2011) e F eeman e Hasnaoui (2011) inclui ambém um
c escimen o exponencial no que ao u ebol em ge al e aos clubes em pa icula diz
espei o.
Sendo o despo o de um modo ge al e o u ebol em pa icula uma mon a
p i ilegiada no que ao en ol imen o das massas diz espei o (B ei ba h e Ha is, 2008;
B ei ba h e al., 2011) e sendo um eiculo de comunicação desen ol ido e al amen e
a aen e pa a a população em ge al, as a i idades de esponsabilidade social assumem
uma p eponde ância in e essan e. A a és des e es udo, é possí el apu a que o papel da
comunicação dos clubes pa a com os seus sócios, adep os, simpa izan es e a comunidade
onde se inse e assen a, p e e encialmen e na in e ne (K iemadis e al., 2010). Os websi es
o iciais dos clubes são, nos dias de hoje, o meio p incipal de comunicação dos mesmos,
sendo a a és des e meio que se p ocessa a comunicação das á ias a i idades,
nomeadamen e as de esponsabilidade social. Es a comunicação p ocessa-se, sob e udo,
a a és de uma di isão p óp ia no websi e des inada pa a a esponsabilidade social ou
en ão a a és de uma di isão des inada às suas undações de ca iz social.
A ligação en e a comunidade e os clubes de u ebol é um meio ulc al com is a
a conhece as necessidades sociais, cul u ais e despo i as da p imei a, as suas ambições
e os seus anseios, bem como os meios que os clubes dispõem pa a co esponde as essas
necessidades. A pe ceção po pa e da comunidade da dimensão do clube é impo an e de
modo a comp eende as opo unidades que es e pode c ia pa a melho a o meio em que
se inse e, bem como se inse e de uma impo ância ac escida a ealização po pa e do
clube de uma análise à sua comunidade com is a a pe cebe as suas necessidades. A
elabo ação des e abalho po pa e do clube aduzi -se-á num aumen o da ligação
exis en e en e um e o ou o (Wynn, 2007; Roşca, 2011; A hanasopoulou e al., 2011;
Foe , 2011; Pan on, 2012). De um modo ge al, o clube assume o espí i o, os ideais e as
adições das espe i as comunidades locais, egionais ou nacionais em que se inse em
(Wynn, 2007), exis e, no en an o, clubes que ex a asa am as suas on ei as nacionais,
sendo hoje clubes com adep os em odo o mundo. Es a si uação az com que os clubes

40
necessi em de ajus a a sua o ma de apoio às comunidades, passando ambém a necessi a
de co esponde aos anseios da população além- on ei as.
As o ganizações que u elam o u ebol a ní el mundial e ao ní el eu opeu
desen ol em, como oi possí el obse a , á ias a i idades com is a a ob e esul ados
impo an es ao ní el social. Es as a i udes, além dos p o ei os ele an es que azem à
sociedade, demons am uma a i ude posi i a e impo an e pa a p omo e es e géne o de
a i idades nas o ganizações que u elam o u ebol nos espe i os países bem como pa a
se i de incen i o e de exemplo pa a os clubes.
Ao analisa a di ulgação das a i idades de esponsabilidade social dos clubes
pe encen es aos cinco países em discussão, é possí el cons a a que exis em di e enças
ela i amen e acen uadas en e eles. Numa p imei a ase, des aca-se a Ingla e a e a
Alemanha. No caso do p imei o é impo an e des aca que 90% dos clubes possui ou
apoia uma undação de ca iz social com o mesmo nome do clube (anexo 2) es a si uação
pode se conside ada um dos p incipais a o es pa a que a Ingla e a seja o país onde
exis em mais a i idades de esponsabilidade social ao ní el da ca ego ia “en ol imen o
com a comunidade” ( abela 5). Na á ea das polí icas ambien ais e de sus en abilidade o
des aque ai pa a a Alemanha onde lide a, incon es a elmen e, no núme o de medidas
ela i as à sus en abilidade e à ene gia (anexo 1), es a si uação em de encon o ao es udo
de Reiche (2014), onde as e e ências aos p og amas conjun os de apoio ao anspo e
público e à adap ação dos es ádios à poupança de ene gia são mencionados e o am
comp o ados a a és da pesquisa e e uada pa a a ealização des a disse ação.
Num ní el que se pode classi ica de in e médio, encon a-se a Espanha com bons
esul ados p incipalmen e ao ní el da ca ego ia en ol imen o da comunidade, com
alo es médios in e essan es em algumas das subca ego ias pe encen es ao en ol imen o
da comunidade (anexo 2). Nes e país, des aca-se o ac o de os clubes conside ados de
opo, oma em um g ande núme o de inicia i as socias que no âmbi o nacional, que no
âmbi o in e nacional, des acando-se, pela sua p eponde ância ao ní el mundial, o Real
Mad id e o FC Ba celona.
Rela i amen e ao caso de Po ugal e da I ália, egis am-se, de um modo ge al,
algumas oco ências espo ádicas. No caso de Po ugal, mais ocacionadas pa a o âmbi o
das polí icas ambien ais e de sus en abilidade, nomeadamen e no campo da
41
sus en abilidade e da es é ica ambien al (anexo 1). Em I ália, des acam-se as ações ligadas
às polí icas labo ais e de comba e à co upção onde, apesa de nenhum país egis a
alo es ele ados, es e se o país onde mais se e i ica es a p eocupação (anexo 3).
Podemos, à luz dos esul ados encon ados, e e i que sendo a amos a
ep esen a i a da eli e do u ebol eu opeu, pode -se-iam espe a esul ados mais ele ados
pois, analisando as ca ego ias em e idência, as pe cen agens encon am-se, em odos os
países e nas á ias ca ego ias, abaixo dos 50%. Es a si uação pode suge i que ainda
exis em melho ias que podem se in oduzidas pelos clubes nos seus planos ela i os à
esponsabilidade social com is a a aumen a es es alo es. Sendo, segundo B ei ba h e
Ha is (2008) e B ei ba h e al. (2011) a aplicação da esponsabilidade em clubes
despo i os uma emá ica ela i amen e ecen e, es a pode á se ou a das jus i icações
pa a os alo es encon ados.
Es e es udo con ibui pa a o ap o undamen o da pesquisa ela i a à di ulgação de
in o mação de esponsabilidade social, adicionando dados empí icos e e en es aos
clubes de u ebol dos cinco campeona os melho classi icados pela UEFA em Janei o de
2015.
É impo an e e e i que es e es udo em uma limi ação elacionada com a
dimensão da amos a, se ia in e essan e ealiza um es udo compa a i o semelhan e com
um núme o de clubes e países supe io . Uma segunda limi ação eside na me odologia de
ecolha dados, pois e idenciou-se, du an e a ecolha, a exis ência de websi es onde as
in o mações que se p e endiam ob e não se encon a am acilmen e disponí eis ou e am
mesmo inexis en es, podendo ob iamen e, e implicações na ecolha co e a das mesmas.
As limi ações e e idas an e io men e cons i uem es ímulos pa a possí eis
in es igações u u as. Es udos u u os pode ão u iliza um núme o maio de clubes e
países, bem como emp ega uma me odologia de ecolha de dados que possa ab ange
além dos websi es en e is as pessoais e ou os mé odos que pe mi am um melho
escla ecimen o das a i idades ealizadas. Se ia in e essan e ambém a ealização u u a
de uma abo dagem compa a i a empo al, u ilizando os dados des e es udo com dados
ob idos no u u o.
42
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