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Relatórios de Estágio realizado na Farmácia Saúde do Porto e no Hospital de Santo António

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Relatórios de Estágio realizado na Farmácia Saúde do Porto e no Hospital de Santo António

Author: Ana Filipa Brandão da Silva
Year: 2016
DOI: 10.34626/wz5e-5h89
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/85050/2/139003.pdf
I
Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o
Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas
Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e
Fa mácia Saúde, Po o
no emb o de 2013 a e e ei o de 2014
Ana Filipa B andão da Sil a
O ien ado : Dou o a Alexand a Nob e Mo ei a
________________________________________________
Tu o FFUP: P o .ª Dou o a Gló ia Quei ós
_________________________________________________
ma ço de 2014

III
Decla ação de In eg idade
Eu, Ana Filipa B andão da Sil a, abaixo assinada, nº 200804411, aluna do Mes ado
In eg ado em Ciências Fa macêu icas da Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o,
decla o e a uado com absolu a in eg idade na elabo ação des e documen o.
Nesse sen ido, con i mo que NÃO inco i em plágio (a o pelo qual um indi íduo, mesmo
po omissão, assume a au o ia de um de e minado abalho in elec ual ou pa es dele). Mais
decla o que odas as ases que e i ei de abalhos an e io es pe encen es a ou os au o es
o am e e enciadas ou edigidas com no as pala as, endo nes e caso colocado a ci ação
da on e bibliog á ica.
Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, 24 de ma ço de 2014
Assina u a: ______________________________________
X
2.1.2. A campanha de sensibilização ........................................................................................ 28
2.1.2.1. Ca az in o ma i o ................................................................................................... 28
2.1.2.2. Pan le o .................................................................................................................... 30
2.1.2.3. Ques ioná ios ........................................................................................................... 30
2.2. Facebook da Fa mácia Saúde ................................................................................................ 31
2.3. Si e da Fa mácia Saúde ......................................................................................................... 34
Re e ências Bibliog á icas ............................................................................................................. 39
Anexos ............................................................................................................................................. 43
Anexo 1 – C onog ama das a i idades desen ol idas ................................................................. 45
Anexo 2 – Ca az e olhe o in o ma i o sob e a dep essão .......................................................... 47
Anexo 3 – Ques ioná io pa a a aliação da dep essão na população em ge al ............................. 50
Anexo 4 – Ques ioná io pa a a aliação da dep essão na população ge iá ica ............................ 52
Anexo 5 – Ques ioná io pa a a aliação da dep essão pós-na al ................................................... 54

XI
Lis a de Figu as
 Figu a 1 - En ada p incipal da Fa mácia Saúde. ............................................................................ 4
 Figu a 2 - Mon as la e ais da Fa mácia Saúde. ................................................................................ 4
 Figu a 3 - Á ea de a endimen o ao público da Fa mácia Saúde. .............................................. 5
 Figu a 4 - Gabine e de a endimen o pe sonalizado da Fa mácia Saúde. .............................. 5
 Figu a 5 - E olução da u ilização de psico á macos po sub-g upo e apêu ico, no
pe íodo de 2000 a 2012 ......................................................................................................................... 20
 Figu a 6 - Pe cen agem de doen es que p ocu am ajuda de um p o issional de ido a
p oblemas psicológicos ou emocionais ........................................................................................... 20
 Figu a 7 - P e alência anual (%) das pe u bações psiquiá icas, em Po ugal, no ano
de 2013 .......................................................................................................................................................... 21
 Figu a 8 - Compa ação da p e alência das pe u bações psiquiá icas, nos adul os, em
Po ugal, alguns países da Eu opa e nos EUA, em 2013 ........................................................... 22
 Figu a 9 - Possí eis mecanismos de ação dos an idep essi os ............................................. 25
 Figu a 10 - P esc ições no SNS de an idep essi os, em Po ugal Con inen al, de 2007 a
2012 ................................................................................................................................................................ 27
 Figu a 11 - Ca az da campanha de sensibilização pa a a dep essão a ixado num dos
balcões ........................................................................................................................................................... 29
 Figu a 12 - Publicação da campanha de sensibilização pa a a dep essão no Facebook
da ..................................................................................................................................................................... 29
 Figu a 13 - U ilização de edes sociais (%), po ipo de ede, 2013 .................................... 32
 Figu a 14 - Página de Facebook da Fa mácia Saúde .................................................................. 33
 Figu a 15 - Página inicial do si e da Fa mácia Saúde a ualmen e online ........................... 34
 Figu a 16 - P imei a e são (o line) do si e da Fa mácia Saúde com enda online. .... 35
 Figu a 17 - Ve são a ual (ainda o line) do si e da Fa mácia Saúde com enda online. 36
 Figu a 18 - Tí ulo, imagem e desc ição de um p odu o pa a enda online. ...................... 37
Lis a de Tabelas
 Tabela 1 - Tipos de dep essão ............................................................................................................. 22
 Tabela 2 - P incipais g upos de an idep essi os, espe i os mecanismos de ação e
p incipais indicações na e apêu ica ................................................................................................ 26
XIII
Lis a de Ab e ia u as
ANF – Associação Nacional de Fa mácias
ARS – Adminis ação Regional de Saúde
COFANOR - Coope a i a dos Fa macêu icos do No e
COOPROFAR - Coope a i a dos P op ie á ios da Fa mácia
DCI – Denominação Comum In e nacional
EUA – Es ados Unidos da Amé ica
FEFO – Fi s Expi e, Fi s Ou
PCHC – P odu os Cosmé icos e de Higiene Co po al
INE – Ins i u o Nacional de Es a ís ica
INFARMED – Au o idade Nacional do Medicamen o e P odu os de Saúde
ISRS – Inibido es Sele i os da Recap ação da Se o onina
ISRSN – Inibido es Sele i os da Recap ação da Se o onina e No ad enalina
MAO – Monoamina oxidase
MNSRM – Medicamen o Não Sujei o a Recei a Médica
MSRM – Medicamen o Sujei o a Recei a Médica
PRM – P oblema Relacionado com Medicamen o
PVP – P eço de Venda ao Público
RCM – Resumo das Ca ac e ís icas do Medicamen o
RNM – Resul ado Nega i o da Medicação
SNS – Se iço Nacional de Saúde
Capí ulo 1 - A Fa mácia
Saúde

A Fa mácia Saúde
3
A Fa mácia Saúde si ua-se no Po o, mais conc e amen e na A enida dos Comba en es da
G ande Gue a, nº 689. Possui uma localização p i ilegiada, pois encon a-se em en e a
um dos acessos à pa agem Comba en es, do Me o do Po o, azendo c uzamen o ainda
com a Rua Cos a Cab al e a Rua da Aleg ia, ambas mui o mo imen adas e com uma zona
come cial conside á el. Além disso, es á inse ida numa as a zona habi acional, o que az
com que a população-al o da a mácia seja mui o he e ogénea, mas, ao mesmo empo, com
um ca á e mui o amilia .
O ho á io de uncionamen o cump e o dispos o no Dec e o-Lei nº 172/2012, de 1 de
agos o1, e a Po a ia nº 277/2012, de 12 de se emb o2, encon ando-se abe a ao público de
segunda- ei a a sex a- ei a, das 9h às 19h15, e ao sábado das 9h às 13h. Além disso, ainda
cump e u nos de se iço pe manen e e u nos de se iço de e o ço pe iodicamen e.
1.1. Es u u a e o ganização
A Fa mácia Saúde in eg a uma equipa de qua o a macêu icos, na qual se inclui a Di e o a
Técnica e p op ie á ia, dois écnicos de a mácia e uma écnica auxilia de a mácia,
cump indo a legislação cons an e no Dec e o-Lei nº 307/2007, de 31 de agos o3, e as
subsequen es al e ações a es e, insc i as no Dec e o-Lei nº 171/2012, de 1 de agos o4, e na
Lei nº 16/2013, de 8 de e e ei o5.
O egime ju ídico das a mácias de o icina de ine ainda as in o mações ele an es que
de em se isí eis pa a o u en e, bem como as di isões que de em exis i nas ins alações
da a mácia3,4. Assim, na en ada p incipal é possí el isiona o nome da a mácia, o
símbolo “c uz e de”, o ho á io de uncionamen o e as escalas de u nos das a mácias do
município, bem como duas pequenas mon as la e ais, onde podem se publici ados
p odu os cosmé icos e de higiene co po al (PCHC) ou medicamen os não sujei os a ecei a
médica (MNSRM) (Figu a 1).
A Fa mácia Saúde
4
Figu a 1 - En ada p incipal da Fa mácia Saúde.
Exis em ainda duas mon as la e ais, de amanho supe io , igualmen e impo an es na
comunicação com o u en e numa pe spe i a de ma ke ing (Figu a 2), bem como
in o mação sob e os se iços p es ados insc i a na po a de acesso ex e io ese ada aos
uncioná ios da a mácia.
In e io men e, a a mácia encon a-se di idida em di e en es á eas ob iga ó ias, de inidas
pela Delibe ação nº 2473/2007, de 28 de no emb o6, nomeadamen e: uma zona de
a endimen o ao público (Figu a 3), onde se encon am ga an idas as condições de
acessibilidade, comodidade e p i acidade dos u en es; um a mazém, onde se p ocessam as
encomendas e onde se encon a a á ea de s ock a i o; um labo a ó io, onde se p oduzem
medicamen os manipulados median e uma p esc ição médica; um gabine e de a endimen o
Figu a 2 - Mon as la e ais da Fa mácia Saúde.
A Fa mácia Saúde
5
pe sonalizado (Figu a 4), u ilizado na p es ação de se iços a macêu icos e em si uações
de aconselhamen o que necessi em de um local mais p i ado; o gabine e da di eção
écnica, onde é ei a a ges ão da a mácia e onde se podem encon a di e sos documen os
ela i os à mesma; e ins alações sani á ias.
De aco do com as Boas P á icas Fa macêu icas pa a a Fa mácia Comuni á ia7, de e exis i
uma biblio eca na a mácia con inuamen e
a ualizada e o ganizada, que pe mi a ao
a macêu ico escla ece dú idas que possam
su gi du an e o p ocesso de cedência de
medicamen os. O P on uá io Te apêu ico, o Índice
Nacional Te apêu ico e o In omed (base de dados
online de medicamen os da Au o idade Nacional
do Medicamen o e P odu os de Saúde
(INFARMED), que con ém o Resumos das
Ca ac e ís icas dos Medicamen os (RCM)) o am
as p incipais on es de in o mação que consul ei
du an e o a endimen o ao público, e o Fo mulá io
Galénico Po uguês e a Fa macopeia Po uguesa
o am essenciais quando i e que p ocede à
manipulação de medicamen os.
O Si a ma® 2000, sis ema in o má ico que se encon a implemen ado na Fa mácia Saúde,
além de se necessá io no p ocessamen o e egis o de dados ao longo de odo o Ci cui o do
Figu a 3 - Á ea de a endimen o ao público da Fa mácia Saúde.
Figu a 4 - Gabine e de a endimen o pe sonalizado
da Fa mácia Saúde.
A Fa mácia Saúde
12
de “ en a i a-e o”, em que se mos am as di e en es embalagens secundá ias pa a que
sejam econhecidas pelo mesmo. Além disso, numa ase inicial, sen ia semp e a
necessidade de con i ma os planos de compa icipações com os colegas an es de conclui
uma dispensa de MSRM, o que p og essi amen e deixou de acon ece , com exceção
daqueles que su gem mais a amen e. Tomei semp e o cuidado de o nece as in o mações
mais ele an es sob e os medicamen os dispensados, nomeadamen e a posologia e eações
ad e sas mais equen es, incen i ando o cump imen o da e apêu ica ins i uída, mas
ambém ui capaz de escla ece algumas dú idas que podiam su gi . P ocedi, ainda, à
p epa ação ex empo ânea de suspensões o ais de an ibió icos, p incipalmen e de
amoxicilina ou da associação de amoxicilina e ácido cla ulânico, in o mando sob e as
condições especiais de conse ação aplicá eis a algumas delas, do p azo de alidade
eduzido e da necessidade de se em agi adas an es da adminis ação.
1.4.2. Medicamen os não sujei os a ecei a médica
Segundo o Es a u o do Medicamen o, p esen e no Dec e o-Lei nº 176/2006, de 30 de
agos o9, os medicamen os homeopá icos e os medicamen os adicionais à base de plan as
( i o e apêu icos) são classi icados como MNSRM. Um medicamen o homeopá ico é um
“medicamen o ob ido a pa i de subs âncias denominadas s ocks ou ma é ias-p imas
homeopá icas”, e que se baseia na p emissa de que semelhan e cu a semelhan e, ou seja,
no a amen o de doenças po in e médio de subs âncias com ele adas diluições, que
p o oca ão no Homem saudá el sin omas semelhan es aos da doença a a a . Apesa do
eduzido consenso en e os p o issionais de saúde sob e a e icácia des es medicamen os,
es es ap esen am uma ele ada ole ância e segu ança. Po sua ez, um medicamen o à base
de plan as é “qualque medicamen o que enha exclusi amen e como subs âncias a i as
uma ou mais subs âncias de i adas de plan as, uma ou mais p epa ações à base de
plan as ou uma ou mais subs âncias de i adas de plan as em associação com uma ou mais
p epa ações à base de plan as”. A p ocu a des es p odu os em indo a aumen a com a
e olução de uma sociedade com p eocupações c escen es ao ní el da saúde e bem-es a ,
endo o a macêu ico um papel p eponde an e no aconselhamen o, já que os medicamen os
i o e ápicos não são isen os de e ei os ad e sos ou in e ações medicamen osas. Na
Fa mácia Saúde, a p ocu a de medicamen os homeopá icos é eduzida, mo i o pelo qual o
s ock des es p odu os é limi ado. Em elação aos medicamen os à base de plan as, os mais
p ocu ados são aqueles que se des inam ao emag ecimen o, dis ú bios gas oin es inais ou
hepá icos, ansiedade e insónia. Du an e o meu pe íodo de a endimen o ao público, que

A Fa mácia Saúde
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du ou ce ca de ês meses e meio, apenas i e um ou dois pedidos de medicamen os
homeopá icos, nunca endo aconselhado nenhum. Em elação aos medicamen os
i o e ápicos, os meus aconselhamen os p incipais elaciona am-se com insónias e
ansiedade, bem como dis ú bios do a o espi a ó io supe io .
1.4.3. P odu os de cosmé ica e higiene co po al
O egime ju ídico dos PCHC, egulado pelo Dec e o-Lei nº 189/2008, de 24 de se emb o22,
com pos e io es al e ações pelo Dec e o-Lei nº 115/2009, de 18 de maio23, Dec e o-Lei nº
113/2010, de 21 de ou ub o24, e Dec e o-Lei nº 63/2012, de 15 de ma ço25, es abelece que
p odu o cosmé ico é “qualque subs ância ou p epa ação des inada a se pos a em
con ac o com as di e sas pa es do co po humano, (…) com a inalidade de, exclusi a ou
p incipalmen e, os limpa , pe uma , modi ica o seu aspe o, p o ege , man e em bom
es ado ou de co igi os odo es co po ais”.
O cuidado com a imagem e a p eocupação com o bem-es a êm le ado a uma c escen e
p ocu a des e ipo de p odu os, an o com indicação de de ma ologis as, como po
inicia i a dos u en es. Como al, o a macêu ico de e possui um ele ado conhecimen o
den o des a á ea, pa a que seja capaz de ealiza um aconselhamen o in o mado e co e o,
median e as si uações e necessidades de cada u en e.
Os PCHC são uma g ande apos a da Fa mácia Saúde, que possui gamas comple as de
di e sas ma cas em exposição nos linea es, ais como a Elgydium®, O al-B®, Klo ane®,
Duc ay®, René Fu e e ®, Phy o®, A ène®, Mus ela®, U iage®, La Roche-Posay®, Vichy®,
Lie ac®, Roge & Galle ®, Caudalie® e Filo ga®. Além des as, ainda exis em algumas
ma cas, das quais apenas se encon am em s ock local algumas das e e ências,
a mazenadas em ga e as, ais como a Biode ma®, a A eeno®, a Babé®, a Ba al®, a
Euce in® e a Isdin®, en e ou as. Du an e o meu es ágio obse ei e pedi mui os
aconselhamen os a colegas no momen o de dispensa um PCHC, pa a pode es a mais
in o mada e p epa ada sob e es a ma é ia, mas ambém ui capaz de os indica
indi idualmen e. Além disso, assis i a algumas o mações das ma cas, essenciais não só
pa a o meu c escimen o p o issional, mas ambém pa a a c iação do si e da a mácia, um
dos p oje os desen ol idos ao longo do es ágio, e que abo do na segunda pa e des e
ela ó io.
A Fa mácia Saúde
14
1.4.4. Medicamen os de uso e e iná io
De aco do com o Dec e o-Lei nº 148/2008, de 29 de julho26, medicamen o e e iná io é
“ oda a subs ância, ou associação de subs âncias, ap esen ada como possuindo
p op iedades cu a i as ou p e en i as de doenças em animais ou dos seus sin omas, ou
que possa se u ilizada ou adminis ada no animal com is a a es abelece um diagnós ico
médico- e e iná io ou, exe cendo uma ação a macológica, imunológica ou me abólica, a
es au a , co igi ou modi ica unções isiológicas”.
Es es medicamen os ap esen am os mesmos equisi os de e icácia, segu ança e qualidade
dos de uso humano, di e indo apenas nas subs âncias a i as, dosagens e o mas
a macêu icas. Po ém, alguns medicamen os de uso humano podem ambém se u ilizados
a ní el e e iná io, desde que haja um ajus e na dose em elação ao po e e à espécie do
animal em causa. No caso de MSRM, es es são p esc i os numa ecei a médico- e e iná ia,
egulada pela Po a ia nº 1138/2008, de 10 de ou ub o27, não sendo, no en an o,
compa icipados.
Na Fa mácia Saúde, apesa de os p odu os e e iná ios ocupa em apenas um linea , ainda
exis e uma p ocu a azoá el dos mesmos, sendo de salien a os despa asi an es, an o
in e nos como ex e nos. Como a minha o mação nes a á ea é mui o eduzida, nunca me
sen i p op iamen e con o á el a aze o aconselhamen o des es medicamen os, pelo que
apenas os dispensei median e um pedido di e o po pa e de um u en e, dando as indicações
necessá ias, ou com o auxílio de algum dos colegas, mais expe ien es nes e ema.
1.4.5. Disposi i os médicos
Segundo o Dec e o-Lei nº 145/2009, de 17 de junho28, um disposi i o médico é “qualque
ins umen o, apa elho, equipamen o, so wa e, ma e ial ou a igo u ilizado isoladamen e
ou em combinação, (…) cujo p incipal e ei o p e endido no co po humano não seja
alcançado po meios a macológicos, imunológicos ou me abólicos”. Es es disposi i os
são p incipalmen e des inados no diagnós ico, p e enção, con olo, a amen o ou
a enuação de uma doença, lesão ou de iciência, no es udo, subs i uição ou al e ação da
ana omia ou de um p ocesso isiológico, ou no con olo da conceção.
A Fa mácia Saúde ap esen a um ele ado olume de disposi i os médicos, como es es de
g a idez, p ese a i os, p odu os o opédicos, a igos pa a g á idas e pue icul u a, ma e ial
de penso, p odu os di igidos pa a a incon inência, en e ou os. O ma e ial de penso, como
gazes, ligadu as e pensos o am, sem dú ida alguma, os disposi i os médicos com que
mais con ac ei ao longo do empo em que ealizei a endimen o ao público, mas ambém
A Fa mácia Saúde
15
dispensei es es de g a idez, azendo o espe i o aconselhamen o, p ese a i os, meias de
comp essão e ma e ial elás ico como supo e a lesões, aldas e pensos pa a incon inência,
bem como chupe as, e inas ou aixas de supo e pa a g a idez e pós-pa o.
1.5. Se iços a macêu icos
O egime ju ídico das a mácias de o icina, p e is o no Dec e o-Lei nº 307/2007, de 31 de
agos o3, consag ou a possibilidade de as a mácias p es a em se iços a macêu icos na
p omoção da saúde e bem-es a dos u en es. A Po a ia nº 1429/2007, de 2 de no emb o29,
de ine en ão os se iços a macêu icos que podem se p es ados, sal agua dando semp e as
compe ências que são a ibuídas a ou os p o issionais de saúde.
Na Fa mácia Saúde, os se iços p es ados pelo quad o de a macêu icos e não
a macêu icos, no gabine e de a endimen o pe sonalizado, são a de e minação da p essão
a e ial, da hemoglobina e hemoglobina glicosilada, do coles e ol o al e coles e ol HDL,
dos iglice ídeos, da glicémia e do ácido ú ico. Além des es, ambém se ealizam es es de
g a idez, p es am-se p imei os soco os e adminis am-se acinas não incluídas no Plano
Nacional de Vacinação. Semanalmen e, deco em ainda aconselhamen os nu icionais com
uma p o issional de idamen e quali icada na á ea da nu ição.
Logo na minha p imei a semana de es ágio ui incumbida da de e minação diá ia da
p essão a e ial de uma das uncioná ias de limpeza da a mácia, ealizando-a igualmen e
nou os u en es que o eque iam. Na Fa mácia Saúde, a de e minação da p essão a e ial
pode ealiza -se na zona de a endimen o, com um apa elho ele ónico disponí el pa a esse
e ei o, ou no gabine e de a endimen o pe sonalizado, eco endo a um es ingmomanóme o
mecânico e es e oscópio.
Os pa âme os bioquímicos são de e minados no apa elho Callega i™ CR3000, um
o óme o de abso ção molecula que pe mi e ealiza a é ês de e minações em
simul âneo, ob endo-se o esul ado em poucos minu os30. Du an e o meu es ágio i e
opo unidade de ealiza as de e minações de coles e ol o al, glicémia e iglice ídeos, e
pude obse a a de e minação do coles e ol HDL. No inal, i e semp e o cuidado de
analisa os esul ados endo em con a o his o ial clínico e os hábi os quo idianos do u en e,
aconselhando medidas não a macológicas e incen i ando a adesão à e apêu ica ins i uída
pelo médico, quando aplicá el.
A Fa mácia Saúde
16
1.6. Fo mações
Ao longo dos qua o meses de es ágio na Fa mácia Saúde i e opo unidade de pa icipa
em á ias o mações que con ibuí am pa a o meu c escimen o enquan o p o issional de
saúde, e que o am essenciais pa a a minha capacidade de aconselhamen o ao u en e,
nomeadamen e:
 Fo mação “Q10 – Ene gia pa a o co ação & BioAc i o LipoExi X a®” p omo ida
pela Pha ma No d, no dia 14 de no emb o de 2013;
 Fo mação sob e a gama comple a de pe umes e cosmé ica co po al da Roge &
Galle ®, no dia 18 de no emb o de 2013;
 Fo mação sob e a gama comple a de cosmé ica e higiene co po al da Caudalie®, no
dia 23 de janei o de 2014;
 Fo mação “Qualidade e a Gama BioAc i o®” p omo ida pela Pha ma No d, no dia
30 de janei o de 2014;
 Fo mação “Es ados descama i os e cou o cabeludo sensí el” p omo ida pela
Duc ay®, no dia 6 de e e ei o de 2014;
 Fo mação sob e a gama comple a de cosmé ica e higiene co po al da Galénic®, no
dia 17 de e e ei o de 2014;
 Fo mação sob e a gama comple a de p odu os capila es da René Fu e e ®, no dia
24 de e e ei o de 2014;
 Visi a à Casa U iage, onde o am minis adas mini-pales as sob e as di e en es
gamas da U iage®, no dia 25 de e e ei o de 2014;
 Fo mação sob e a gama comple a de medicosmé ica da Filo ga®, no dia 27 de
e e ei o de 2014.
Capí ulo 2 - O
Fa macêu ico Comuni á io

O Fa macêu ico Comuni á io
19
São di e sos os desa ios que pau am dia iamen e a a i idade p o issional do a macêu ico
comuni á io, que se esponsabiliza, não só pela dispensa co e a e segu a de medicamen os
median e uma p esc ição médica, mas ambém pelo aconselhamen o que de e se capaz de
o nece , escla ecendo qualque dú ida que o u en e lhe coloque.
Além disso, o a macêu ico comuni á io é o p o issional de saúde que se encon a mais
p óximo da população, o que lhe pe mi e acompanha e moni o iza p oblemas
elacionados com os medicamen os (PRM) e esul ados nega i os da medicação (RNM),
mas ambém se con iden e e conselhei o de mui as si uações pessoais dos u en es que são
assíduos numa a mácia. Com base nes e p essupos o, e endo em con a o c escen e
núme o de pessoas que se di igem à a mácia com sinais e sin omas de uma possí el
dep essão ou com uma p esc ição médica pa a an idep essi os, desen ol i uma campanha
de sensibilização sob e o ema, que se ealizou du an e o mês de e e ei o na Fa mácia
Saúde.
No en an o, numa a mácia comuni á ia encon am-se mui os ou os p odu os pa a além de
medicamen os, como os suplemen os alimen a es e os PCHC, que cada ez são mais
p ocu ados pela população. Além disso, o desen ol imen o ecnológico em ele ado a
compe ição en e os di e sos locais de enda de p odu os a macêu icos e cosmé icos,
le ando à c iação de pla a o mas online que publici am es es mesmos p odu os, di ando,
assim, a necessidade de acompanha es a e olução. Tendo is o em con a, p opus a
elabo ação da página de Facebook da Fa mácia Saúde, bem como o desen ol imen o da
componen e de endas online do si e já exis en e da a mácia.
2.1. Campanha de sensibilização pa a a dep essão
Os dis ú bios psiquiá icos e os p oblemas de saúde men al o na am-se um dos p incipais
mo i os de mo bilidade e mo alidade em odo o mundo, sendo es es igualmen e
esponsá eis po cinco das dez maio es causas de incapacidade a longo p azo, das quais
ce ca de 11,8% são de i adas de pe u bações dep essi as31. Além disso, exis em
e idências de que os pe íodos de c ise económica acen uam os p oblemas de saúde men al
das populações32.
Em ou ub o de 2013, o INFARMED publicou, no seu bole im de no ícias, um es udo
ealizado pelo Gabine e de Es udos e P oje os, onde a alia a a u ilização de
psico á macos, ais como os an idep essi os, no con ex o da c ise económica e social que
Po ugal a a essa33. Du an e o pe íodo de 2000 a 2012, e i icou-se en ão um inc emen o
O Fa macêu ico Comuni á io
20
na u ilização de an idep essi os (Figu a 5)33, po ém, es a in o mação, isoladamen e, não é
su icien e pa a e i a quaisque ilações sob e o aumen o do núme o de p oblemas de saúde
men al ela i amen e à a ual si uação do país.
Figu a 5 - E olução da u ilização de psico á macos po sub-g upo e apêu ico, no pe íodo de 2000 a 2012 (adap ado).
DDD – Dose Diá ia De inida33.
Con udo, es e a igo o nou-se a base do caso de es udo que decidi desen ol e du an e o
pe íodo de es ágio, pois a dep essão é um dis ú bio men al cada ez mais eco en e, ac o
que pode se e i icado pelas inúme as p esc ições médicas de an idep essi os que,
dia iamen e, são dispensadas nas a mácias comuni á ias. Ou o mo i o que me le ou a
p omo e es a campanha de sensibilização sob e a dep essão oi que o a macêu ico,
apesa de se o p o issional de saúde mais p óximo da população, não é mui o p ocu ado
quando se a a de eque e ajuda em casos de p oblemas psicológicos ou emocionais
(Figu a 6).
Figu a 6 - Pe cen agem de doen es que p ocu am ajuda de um p o issional de ido a p oblemas psicológicos ou
emocionais (adap ado)34.
O Fa macêu ico Comuni á io
21
Assim, du an e o mês de e e ei o, encon ou-se a ixado um ca az na Fa mácia Saúde que
p omo ia o apoio do a macêu ico em casos de possí eis dep essões e o am
disponibilizados pan le os com as in o mações mais ele an es pa a o u en e sob e es e
dis ú bio.
2.1.1. A dep essão
A dep essão é uma condição psiquiá ica ex emamen e comum, es imando-se que ce ca de
350 milhões de pessoas em odo o mundo padeçam des e dis ú bio35. Em Po ugal, um em
cada cinco u en es dos cuidados de saúde p imá ios encon a-se dep imido no momen o da
consul a36, sendo que a p e alência anual des a pe u bação, es imada em 2013, si ua-se
nos 7,9% (Figu a 7).
Figu a 7 - P e alência anual (%) das pe u bações psiquiá icas, em Po ugal, no ano de 2013 (adap ado)34.
Compa a i amen e a alguns países da União Eu opeia e aos Es ados Unidos da Amé ica
(EUA), Po ugal ap esen a um dos alo es mais ele ados de p e alência de pe u bações
dep essi as (Figu a 8), o que pode se de ido aos ní eis de desigualdades sociais no acesso
aos sis emas de saúde, à escassa a iculação dos cuidados de saúde p imá ios com a saúde
men al comuni á ia, ou aos es igmas exis en es em elação a es a pa ologia, sendo
necessá io p omo e e p e eni as doenças men ais34.
O Fa macêu ico Comuni á io
28
Em elação à e apêu ica não a macológica, exis em di e sos a amen os que podem se
ealizados. Alguns dos mais comuns são41:
 a e apia ocupacional, que pode inclui a p á ica de exe cício ísico, a a e, o ea o,
a dança e a música, com o obje i o de p omo e em o desen ol imen o de no as
capacidades sociais do doen e e aumen a em a sua au ocon iança e au o-su iciência;
 a psico e apia de apoio, onde um e apeu a especializado escu a os p oblemas do
doen e, ajudando-o e aconselhando-o sob e a melho o ma de es e o ganiza os
seus pensamen os e emoções;
 a e apia amilia , que se baseia na melho ia da comunicação e desen ol imen o de
melho es elações en e o u en e e a amília, cons i uindo es a, igualmen e, um pila
de supo e ao a amen o do p imei o.
2.1.2. A campanha de sensibilização
Es e ema oi p opos o como caso de es udo desen ol ido no âmbi o do meu es ágio em
a mácia comuni á ia em dezemb o, pelo que a decisão de escolhe o pe íodo de e e ei o
como o ideal pa a a implemen ação da campanha de sensibilização assen ou
exclusi amen e na necessidade de uma p epa ação e desen ol imen o adequados dos
meios de di ulgação ao público, que de iam con e in o mação cien í ica, mas com
linguagem adap ada a odos os u en es.
2.1.2.1. Ca az in o ma i o
O p incipal supo e ísico necessá io pa a cap a a a enção dos u en es du an e es e mês
dedicado aos dis ú bios dep essi os e a o ca az, que de ia con e a in o mação
es i amen e essencial e se apela i o. A apos a ecaiu en ão em u iliza ques ões
di ecionadas ao público, baseadas nos sin omas mais comuns da dep essão, ais como a
pe da de ape i e ou de on ade de ealiza a i idades habi uais, a di iculdade de
concen ação ou em do mi , a is eza e o pessimismo. No inal do ca az, encon a a-se a
ase “Um em cada cinco po ugueses so e de uma pe u bação dep essi a”, demons ando
aos u en es que es e é um dis ú bio comum, que não de e se igno ado, e a indicação de
que a equipa da Fa mácia Saúde se encon a a disponí el pa a ajuda (Anexo 2). O ca az
oi a ixado num local cen al e isí el da a mácia, no início do mês de e e ei o (Figu a
11), sendo al o de mui os olha es e lei u as a en as, no en an o, o seu impac o eal não
pôde se a aliado, pois, apesa de o in e esse se isí el, as pessoas nunca abo da am
di e amen e o assun o com nenhum memb o da a mácia.

O Fa macêu ico Comuni á io
29
Figu a 11 - Ca az da campanha de sensibilização pa a a dep essão a ixado num dos balcões
de a endimen o, acompanhado do espe i o olhe o.
Es e ca az oi igualmen e publicado, pe iodicamen e du an e o mês de e e ei o, no
Facebook da Fa mácia Saúde, de o ma a ala ga o público-al o a que e a di igida es a
campanha (Figu a 12), sendo que cada publicação sob e o ema oi is a po mais de 100
pessoas de cada ez.
Figu a 12 - Publicação da campanha de sensibilização pa a a dep essão no Facebook da
Fa mácia Saúde, no dia 5 de e e ei o.
O Fa macêu ico Comuni á io
30
2.1.2.2. Pan le o
O meio escolhido pa a a di ulgação de in o mações sob e a dep essão oi o pan le o, po
es e pode con e , de o ma concisa, esumida e a a i a, os escla ecimen os necessá ios
pa a uma melho comp eensão des a pe u bação men al, da qual se ala cada ez mais
a ualmen e, mas que ainda não é o almen e conhecida da população em ge al. A maio
p eocupação no desen ol imen o do pan le o oi a u ilização de linguagem acessí el a
odas as aixas e á ias e classes sociais que equen am a Fa mácia Saúde, nunca
descu ando a componen e cien í ica como base des e abalho. Nes e cons a a um pequeno
esumo sob e es a pa ologia, as suas p incipais causas, sin omas, o a amen o e alguns
con ac os ú eis de ins i uições di ecionadas pa a es e dis ú bio (Anexo 2). Inicialmen e, po
exis i em algumas dú idas em elação à adesão a es a campanha, op ou-se po apenas
imp imi cinquen a exempla es, mas es es esgo a am ao im de poucos dias, endo sido
necessá io imp imi mais cinquen a, que segui am o mesmo des ino dos an e io es. Is o só
demons a que es e é um ema ealmen e mui o a ual, mas sob e o qual as pessoas não se
sen em à on ade pa a con e sa com o a macêu ico, endo em con a que os pan le os
o am desapa ecendo, mas não hou e um único u en e que abo dasse o assun o di e amen e
comigo ou com qualque ou o colega da equipa da a mácia.
2.1.2.3. Ques ioná ios
O ac o de a população pouco eco e ao a macêu ico ela i amen e a ques ões do o o
psiquiá ico é comp eensí el, po dois mo i os p incipais: p imei o, não es amos ap os a
p esc e e MSRM, como são o caso dos an idep essi os e ansiolí icos, que são o
a amen o mais u ilizado nes es casos; e, apesa de e mos uma o mação comple a e as a
na á ea da saúde, não emos nenhuma unidade cu icula que nos p epa e pa a es e ema,
além do que é lecionado em e mos de a macologia. Assim, e como supo e a um possí el
aconselhamen o sob e o assun o, ui pesquisa alguns ques ioná ios de au o-a aliação, que
o am desen ol idos, não com o obje i o de diagnos ica uma dep essão, mas como uma
e amen a de moni o ização. Podem se encon ados inúme os ques ioná ios sob e es e
ema, mas op ei po eco e apenas a ês: o Wake ield Sel -Repo Ques ionnai e
(Ques ioná io de Au o-A aliação de Wake ield) (Anexo 3)49, mui o simples e ápido de
esponde , e que apenas dis ingue a exis ência ou a ausência de sin omas dep essi os; a
Ge ia ic Dep ession Ra ing-Scale (Escala de Dep essão Ge iá ica) (Anexo 4)50,
di ecionada pa a a população idosa, que em di e en es necessidades e emoções ao longo
de en elhecimen o; e a Edinbu gh Pos na al Dep ession Scale (Escala de Dep essão Pós-
O Fa macêu ico Comuni á io
31
Na al de Edinbu gh) (Anexo 5)51, indicada no despis e de uma dep essão pós-pa o, uma
das complicações mais comuns da g a idez, e que é mui as ezes subes imada ou igno ada.
Apesa de odos es es ques ioná ios e em sido desen ol idos na década de 70 e 80 do
século passado, ainda se encon am bas an e a uais, sendo u ilizados com equência po
psiquia as e psicólogos. O obje i o da sua in eg ação nes a campanha de sensibilização
e a auxilia na análise dos sin omas ap esen ados pelo u en e, encaminhando-o pa a um
especialis a na á ea, se o es e aplicado indicasse a p esença de sin omas dep essi os, ou
aconselhando algumas medidas não- a macológicas, como a p á ica de exe cício ísico ou
a u ilização de écnicas de elaxamen o, no caso de não exis i em indícios su icien es de
uma possí el dep essão. No en an o, a al a de adesão po pa e dos u en es de e minou que
apenas i esse ealizado dois Ques ioná ios de Au o-A aliação de Wake ield, a duas
mulhe es. Uma delas ap esen a a cla os sin omas de dep essão, ac o econhecido pela
u en e, que possuía no seu his o ial dis ú bios dep essi os, uma pa ologia c ónica a ní el
gas oin es inal, bem como alguns p oblemas amilia es, a o es que se conjuga am num
esul ado inal posi i o pa a a p esença de sin omas de dep essão, endo sido aconselhada a
p ocu a auxílio médico. A ou a u en e apenas e e iu que pe dia apidamen e o in e esse
em de e minadas a i idades e que se sen ia mais desanimada, com c ises de cho o
espo ádicas, sin omas que, po si só, não o am su icien es pa a de e mina uma possí el
p esença de dep essão a pa i do Ques ioná io de Au o-A aliação de Wake ield, endo
sido aconselhada a dedica algum empo a si p óp ia, na p á ica de a i idades elaxan es ou
de exe cício ísico, como caminhadas, e a man e -se a en a à e olução dos seus sin omas.
Es as a aliações só o am possí eis num con ex o de a endimen o p i ado no gabine e de
u en e, onde se encon a am expos os os ques ioná ios, sendo que es as duas u en es
demons a am in e esse e p eocupação no seu es ado de saúde.
2.2. Facebook da Fa mácia Saúde
A ualmen e, o Facebook é uma das edes sociais mais u ilizadas a ní el mundial, an o pa a
a c iação de páginas pessoais, como pa a a di ulgação de se iços, en e ou as
uncionalidades. Num inqué i o à u ilização de ecnologias da in o mação e comunicação
nas emp esas, ealizado pelo Ins i u o Nacional de Es a ís ica (INE) em no emb o de 2013,
e i icou-se que as edes sociais são u ilizadas po 36% das emp esas com dez ou mais
pessoas ao se iço, sendo que 93,9% dessas emp esas u ilizam edes sociais, como o
Facebook, pa a conec a , c ia e oca con eúdos online (Figu a 13)52.
O Fa macêu ico Comuni á io
32
Figu a 13 - U ilização de edes sociais (%), po ipo de ede, 201352.
Além disso, no Anuá io Es a ís ico de 2012 do INE podia cons a a -se que 66,1% dos
ag egados amilia es po ugueses possuíam compu ado , e que des es, 61,0% inham
acesso à In e ne 53. A conclusão p incipal a e i a des es dados é que as ecnologias de
in o mação e comunicação es ão cada ez mais disseminadas, e que são uma o ma ápida,
e icaz e com cus os eduzidos de a ingi uma de e minada população-al o.
Quando iniciei o es ágio na Fa mácia Saúde, já sabia que es a não possuía uma página de
Facebook, o que se o na a uma des an agem em elação a ou as a mácias, que já
u iliza am es a pla a o ma como o ma de di ulga em campanhas, se iços, conselhos ou
p odu os. Aquando da o mação da gama de pe umes da Roge & Galle , a que assis i em
no emb o, as a mácias o am desa iadas a c ia em uma mon a com os co e s e odo o
ma e ial p omocional da campanha de Na al, e a en ia em uma o og a ia da mesma pa a
se subme ida a uma o ação online. Assim, omei a inicia i a de c ia a página da
Fa mácia Saúde (Figu a 14)54, não só com a inalidade de coloca a mon a da a mácia a
concu so, mas ambém pa a da a conhece os se iços a macêu icos p a icados,
campanhas p omocionais, as eios g a ui os, bem como alguns PCHC e suplemen os
alimen a es exis en es. To nei-me, assim, a ges o a p incipal da página, onde en o coloca
in o mações dia iamen e, eco endo p incipalmen e a o og a ias i adas no espaço da
Fa mácia Saúde, com is a à alo ização do mesmo e à o iginalidade da página. O link
pa a acede à mesma é o h p://www. acebook.com/ a maciasaudepo o.
Tendo em con a que es a página do Facebook exis e apenas há ce ca de qua o meses,
ainda é di ícil a alia o impac o eal da mesma na comunidade e nas endas da a mácia.
Apesa de a In e ne e o ma ke ing online se em o u u o, há semp e um longo caminho a
pe co e a é se a ingi um econhecimen o signi ica i o, o que implica mui o abalho e
in es imen o, an o inancei o como empo al. No en an o, eco do-me de duas si uações,
O Fa macêu ico Comuni á io
33
em pa icula , em que os clien es ize am alusão à página de Facebook como on e de
in o mação. Uma delas oi na ma cação de um aconselhamen o nu icional, in eg ado num
as eio g a ui o, em que a u en e ele onou pa a a a mácia a ques iona se ainda exis iam
agas pa a o mesmo, pois inha is o uma publicação no Facebook a in o ma que es as se
encon a am a e mina . A ou a si uação deco eu du an e um a endimen o, em que uma
senho a equisi ou um p odu o que inha is o publici ado na página do Facebook da
a mácia, sendo que o colega que es a a a ealiza o a endimen o e e que i e comigo
pa a sabe o que inha publicado nesse dia, pa a pode aze o aconselhamen o
co e amen e.
Figu a 14 - Página de Facebook da Fa mácia Saúde54.

O Fa macêu ico Comuni á io
34
2.3. Si e da Fa mácia Saúde
A Fa mácia Saúde possui desde 2009 um si e online, onde o nece algumas in o mações,
como uma b e e his ó ia sob e a mesma, os se iços a macêu icos que disponibiliza, o
ho á io de uncionamen o, os con ac os e a localização isí el num mapa do Google Maps
(Figu a 15). O link pa a acede a es a página é o h p://www. a maciasaude.com.p /.
Figu a 15 - Página inicial do si e da Fa mácia Saúde a ualmen e online55.
Aquando do desen ol imen o da página de Facebook da a mácia, i e conhecimen o de
que o si e, que se encon a disponí el pa a o público há ce ca de 4 anos, oi c iado com o
in ui o de inicia a enda online de p odu os de cosmé ica, suplemen os alimen a es e
disposi i os médicos. A ualmen e, as pla a o mas pa a enda de p odu os na In e ne não
são uma no idade, mas naquela al u a se ia ce amen e uma ino ação. No en an o, es e
p oje o exigia mui a dedicação, empo e es o ço dispendidos, bem como alguém da á ea da
Saúde pa a o ge i , condições es as que não se encon a am eunidas. Além disso, os
labo a ó ios de en o es de algumas das ma cas dos p odu os que se p e endiam ende
impuse am alguns en a es à sua come cialização online, e o p oje o acabou po es agna ,
numa p imei a e são que se encon a o line (Figu a 16).
O Fa macêu ico Comuni á io
35
Figu a 16 - P imei a e são (o line) do si e da Fa mácia Saúde com enda online.
Assim, omei a inicia i a de a ança com es e p oje o, com o auxílio e consen imen o da
Dou o a Alexand a, bem como do engenhei o in o má ico esponsá el pela p imei a
e são do si e. Tendo em con a que a base de dados de p odu os que inha sido c iada e a
imagem do si e se encon a am desa ualizadas, op ou-se po e o mula e c ia o si e
no amen e.
A imagem do si e o nou-se mais geomé ica e limpa, p edominando a co e de, que az
pa e do logó ipo da Fa mácia Saúde. A pesquisa es á mais in ui i a, sendo possí el
p ocu a pela designação do p odu o, po ma ca ou en ão po ca ego ia (Figu a 17). O si e
encon a-se a se desen ol ido com o obje i o de se ajus a ambém aos disposi i os
mó eis, como os sma phones e able s.
O Fa macêu ico Comuni á io
36
Figu a 17 - Ve são a ual (ainda o line) do si e da Fa mácia Saúde com enda online.
Exis em ce ca de 12.000 p odu os na base de dados do Si a ma® 2000, endo sido
necessá io aze uma iagem daqueles que podem se endidos online. Assim, o am
e i ados odos os MSRM, MNSRM, p odu os com endas pouco en á eis ou PVP
eduzido, p odu os que o am descon inuados, en e ou os, o que o iginou um o al de
ce ca de 2.000 p odu os. O meu abalho p incipal nes e momen o é en ão co igi e
comple a os í ulos dos p odu os, euni as desc ições e imagens ela i as a cada um deles,
a sua composição e modo de aplicação, quando o adequado, e ca ego izá-los (Figu a 18).
Pos e io men e, e quando o si e se encon a concluído e o colocado online, ica ei
esponsá el po oda a ges ão das encomendas, pela ges ão de p odu os, nomeadamen e
ina i ando os que enham deixado de se come cializados ou c iando espaço pa a no os
p odu os que sejam lançados, pela a ualização de campanhas e p odu os que se encon em
em p omoção, pela c iação de con eúdo com in e esse pa a os u en es, e pela componen e
de aconselhamen o online, que pode se ei a em empo eal, a a és de um cha que es a á
disponí el no si e, ou po mensagem p i ada.
O Fa macêu ico Comuni á io
37
Figu a 18 - Tí ulo, imagem e desc ição de um p odu o pa a enda online.

45
Anexo 1 – C onog ama das a i idades desen ol idas
No emb o 2013
Segunda
Te ça
Qua a
Quin a
Sex a
Sábado
Domingo
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
Dezemb o 2013
Segunda
Te ça
Qua a
Quin a
Sex a
Sábado
Domingo
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
Legenda: Receção e a mazenamen o de encomendas; se iços a macêu icos.
Receção e a mazenamen o de encomendas; se iços a macêu icos;
a endimen o ao público.
Campanha de sensibilização pa a a dep essão; eceção e a mazenamen o de
encomendas; se iços a macêu icos; a endimen o ao público.
Fo mações.
46
Janei o 2014
Segunda
Te ça
Qua a
Quin a
Sex a
Sábado
Domingo
30/dez
31/dez
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
Fe e ei o 2014
Segunda
Te ça
Qua a
Quin a
Sex a
Sábado
Domingo
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
Legenda: Receção e a mazenamen o de encomendas; se iços a macêu icos.
Receção e a mazenamen o de encomendas; se iços a macêu icos;
a endimen o ao público.
Campanha de sensibilização pa a a dep essão; eceção e a mazenamen o de
encomendas; se iços a macêu icos; a endimen o ao público.
Fo mações.
47
Anexo 2 – Ca az e olhe o in o ma i o sob e a dep essão
48
49

50
Anexo 3 – Ques ioná io pa a a aliação da dep essão na população em ge al
Ques ioná io de Au o-A aliação de Wake ield
Nome: _______________________________________________
Idade: ________ Da a: ______________
Medicamen os: ____________________________________________________
____________________________________________________
Assinale a espos a que mais se adequa à o ma como se em sen ido nos úl imos 7 dias.
1. Sin o-me mise á el e is e.
[ ] Não, nunca.
[ ] Não, não mui o.
[ ] Sim, às ezes.
[ ] Sim, sem dú ida.
2. É ácil aze as coisas que cos uma a
aze .
[ ] Sim, sem dú ida.
[ ] Sim, às ezes.
[ ] Não, não mui o.
[ ] Não, nunca.
3. Fico mui o assus ado(a) ou em pânico
sem azão apa en e.
[ ] Não, nunca.
[ ] Não, não mui o.
[ ] Sim, às ezes.
[ ] Sim, sem dú ida.
4. Eu enho a aques de cho o ou on ade de
cho a .
[ ] Não, nunca.
[ ] Não, não mui o.
[ ] Sim, às ezes.
[ ] Sim, sem dú ida.
5. Ainda gos o das coisas que gos a a an es.
[ ] Sim, sem dú ida.
[ ] Sim, às ezes.
[ ] Não, não mui o.
[ ] Não, nunca.
6. Sin o-me agi ado(a) e não consigo es a
pa ado(a).
[ ] Não, nunca.
[ ] Não, não mui o.
[ ] Sim, às ezes.
[ ] Sim, sem dú ida.
7. Eu ado meço acilmen e sem calman es.
[ ] Sim, sem dú ida.
[ ] Sim, às ezes.
[ ] Não, não mui o.
[ ] Não, nunca.
8. Sin o-me ansioso(a) quando saio de casa
sozinho(a).
[ ] Não, nunca.
[ ] Não, não mui o.
[ ] Sim, às ezes.
[ ] Sim, sem dú ida.
9. Pe di o in e esse nas coisas.
[ ] Não, nunca.
[ ] Não, não mui o.
[ ] Sim, às ezes.
[ ] Sim, sem dú ida.
10. Fico cansado(a) sem azão apa en e.
[ ] Não, nunca.
[ ] Não, não mui o.
[ ] Sim, às ezes.
[ ] Sim, sem dú ida.
11. Sin o-me mais i i ado(a) do que o
no mal.
[ ] Não, nunca.
[ ] Não, não mui o.
[ ] Sim, às ezes.
[ ] Sim, sem dú ida.
12. Aco do cedo e depois du mo mal o
es o da noi e.
[ ] Não, nunca.
[ ] Não, não mui o.
[ ] Sim, às ezes.
[ ] Sim, sem dú ida.
51
Es e es e p ocu a po sin omas de dep essão majo . É p eciso e em a enção que algumas
pon uações ele adas podem se explicadas po p oblemas emocionais ou doenças ísicas.
Pon uação:
Ques ões 2, 5 e 7:
- Sim, sem dú ida: 0 pon os
- Sim, às ezes: 1 pon o
- Não, não mui o: 2 pon os
- Não, nunca: 3 pon os
Res an es ques ões:
- Não, nunca: 0 pon os
- Não, não mui o: 1 pon o
- Sim, às ezes: 2 pon os
- Sim, sem dú ida: 3 pon os
Menos de 15 pon os – sem ní eis ele ados de sin omas dep essi os.
15 pon os ou mais – ní eis ele ados de sin omas dep essi os.
A maio pa e das pessoas dep imidas ob êm um esul ado de 15 pon os ou mais nes e es e,
enquan o as não dep imidas êm en e 0 e 14 pon os. É impo an e, no en an o, pe cebe que um
es e des es não diagnos ica uma dep essão clínica. O es e de Wake ield mede apenas a
equência e a in ensidade dos sin omas mui as ezes associados à dep essão. Alguns alo es
ele ados podem se ob idos po indi íduos com ou os p oblemas emocionais ou doenças
ísicas. Po isso, es e es e de e se usado como um guia, sendo que se de e conside a a
consul a com um especialis a se o esul ado o de 15 pon os ou mais.
Resul ados in e io es a 15 pon os podem ainda necessi a de uma consul a com um especialis a
se a angús ia e a debilidade o em subs anciais.
52
Anexo 4 – Ques ioná io pa a a aliação da dep essão na população ge iá ica
Escala de Dep essão Ge iá ica
Nome: _______________________________________________
Idade: ________ Da a: ______________
Medicamen os: ____________________________________________________
____________________________________________________
____________________________________________________
Responda Sim ou Não con o me se em sen ido nos úl imos 7 dias.
Sim
Não
1. Es á sa is ei o(a) com a sua ida?
2. Põe de lado mui as a i idades e in e esses?
3. Sen e a sua ida azia?
4. Fica mui as ezes abo ecido(a)?
5. Es á bem dispos o(a) a maio pa e do empo?
6. Tem medo que lhe á acon ece alguma coisa de mal?
7. Sen e-se eliz a maio pa e do empo?
8. Sen e-se mui as ezes desampa ado(a)?
9. P e e e ica em casa, em ez de sai e aze coisas no as?
10. Acha que em mais di iculdades de memó ia que as ou as pessoas?
11. Pensa que é mui o bom es a i o(a)?
12. Sen e-se inú il?
13. Sen e-se cheio(a) de ene gia?
14. Sen e que pa a si não há espe ança?
15. Pensa que a maio ia das pessoas passa melho que o(a) senho (a)?
Pon uação: _______________
53
Es e es e p e ende demons a a p esença de sin omas dep essi os em pessoas mais idosas.
Pon uação:
Ques ões 1, 5, 7, 11 e 13:
- Sim: 0 pon os
- Não: 1 pon o
Res an es ques ões:
- Sim: 1 pon o
- Não: 0 pon os
0-4 pon os: no mal. Apa en emen e não exis em sin omas dep essi os p esen es nes e momen o.
5-8 pon os: dep essão le e. Alguns sin omas le es de dep essão es ão p esen es, mui os dos
quais são comuns en e a população em ge al. Não é possí el en ende se es es p oblemas são
su icien emen e g a es pa a p ocu a ajuda psicológica.
9-11 pon os: dep essão mode ada. Alguns sin omas de dep essão mode ada es ão p esen es,
mui os dos quais são comuns en e a população em ge al, mas que es ão no limi e de uma
possí el dep essão. Não é possí el en ende se es es p oblemas são su icien emen e g a es pa a
p ocu a ajuda psicológica.
12-15 pon os: dep essão se e a. Es ão p esen es alguns sin omas de dep essão se e a,
associados a deso dens dep essi as sé ias como a dep essão majo , a deso dem bipola ou a
dis imia. Es es pa ecem es a a causa sé ios p oblemas de angús ia e debilidade no dia-a-dia.
De e p ocu a ajuda imedia a de um especialis a.

I
Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o
Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas
Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e
Hospi al de San o An ónio
se emb o a ou ub o de 2013
Ana Filipa B andão da Sil a
Lydia Ma ins Gomes
Ma ia João Mo ei a Sousa Fe ei a
Ma iana Bas os Dias A êde
O ien ado : Mes e Te esa Almeida
________________________________________________
Tu o FFUP: P o .ª Dou o a Gló ia Quei óz
_________________________________________________
ma ço de 2014

III
Decla ação de In eg idade
Eu, Ana Filipa B andão da Sil a, abaixo assinada, nº 200804411, aluna do Mes ado In eg ado em
Ciências Fa macêu icas da Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, decla o e a uado
com absolu a in eg idade na elabo ação des e documen o.
Nesse sen ido, con i mo que NÃO inco i em plágio (a o pelo qual um indi íduo, mesmo po
omissão, assume a au o ia de um de e minado abalho in elec ual ou pa es dele). Mais decla o que
odas as ases que e i ei de abalhos an e io es pe encen es a ou os au o es o am e e enciadas
ou edigidas com no as pala as, endo nes e caso colocado a ci ação da on e bibliog á ica.
Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, 24 de ma ço de 2014
Assina u a: ______________________________________
XI
Lis a de Figu as
 Figu a 1 – Kanban. ....................................................................................................................................... 4
 Figu a 2 - In e ação do GHAF com di e sos se iços ................................................................... 5
 Figu a 3 - Esquema espacial do APF. ................................................................................................... 5
 Figu a 4 - CFL na á ea de p odução de o mulações es é eis.................................................. 7
 Figu a 5 - Sis emas de eembalamen o. ........................................................................................... 10
 Figu a 6 – Pyxis® da Unidade de Cuidados In ensi os. ............................................................ 11
 Figu a 7 – Ca o com malas de dispensa pa a di e en es se iços. ..................................... 11
 Figu a 8 - P ocessos da cadeia e apêu ica nos quais oco em e os de medicação que
o iginam e en os ad e sos em doen es hospi alizados ........................................................... 18
 Figu a 9 – Exemplo de soluções concen adas de po ássio. .................................................... 21
 Figu a 10 – Ampola de Clo e o de po ássio 1M e suges ão de o ulagem ......................... 21
Lis a de Tabelas
 Tabela 1 - Recomendações de boas p á icas pa a medicamen os de al o isco .............. 19
 Tabela 2 – P opos a de sinalé ica pa a ou os medicamen os. .............................................. 22

XIII
Lis a de Ab e ia u as
AIM – Au o ização de In odução no Me cado
AO – Assis en e Ope acional
APCER - Associação Po uguesa de Ce i icação
APF – A mazém de P odu os Fa macêu icos
APINCH – An i-In eciosos, Po ássio, Insulina, Na có icos, Ci o óxicos, Hepa ina
AT – Assis en e Técnico
AUE – Au o ização de U ilização Excecional
CA – Conselho de Adminis ação
CdM – Ci cui o do Medicamen o
CE – Comissão de É ica
CEIC – Comissão de É ica pa a a In es igação Clínica
CFL – Câma a de Fluxo Lamina e ical
CFT – Comissão de Fa mácia e Te apêu ica
CHKS - Compa a i e Heal h Knowledge Sys ems
CHP – Cen o Hospi ala do Po o
CNPD – Comissão Nacional de P o eção de Dados
CTX - Ci o óxicos
DCI – Denominação Comum In e nacional
DIDDU – Dis ibuição Indi idual Diá ia e em Dose Uni á ia
EC – Ensaios Clínicos
EPE – En idade Pública Emp esa ial
FA – Fa mácia de Ambula ó io
FH – Fa macêu ico Hospi ala
FHNM – Fo mulá io Hospi ala Nacional de Medicamen os
GHAF – Ges ão Hospi ala de A mazém e Fa mácia
HD – Hospi al de Dia
HJU – Hospi al Joaquim U bano
HLS – Hospi al Logis ics Sys em
HMP – Hospi al Ma ia Pia
HSA – Hospi al de San o An ónio
INFARMED – Au o idade Nacional do Medicamen o e P odu os de Saúde
IVRS – In e ac i e Voice Responsi e Sys em
IWRS – In e ac i e Web Voice Sys em
ME – Medicamen o Expe imen al
XIV
MJD – Ma e nidade Júlio Dinis
PCA – Pa ien Con olled Analgesia - Analgesia Con olada pelo Doen e
PQ – P o ocolo de Quimio e apia
RCM – Resumo das Ca ac e ís icas do Medicamen o
SAM – Sis ema de Apoio Médico
SF – Se iços Fa macêu icos
SGQ – Sis ema de Ges ão de Qualidade
TDT – Técnico de Diagnós ico e Te apêu ica
TSS – Técnico Supe io de Saúde
UEC – Unidade de Ensaios Clínicos
UFO – Unidade de Fa mácia Oncológica
USP – Uni ed S a es Pha macopeial Con en ion – Fa macopeia Ame icana
Capí ulo 1 - O Hospi al de
San o An ónio

O Hospi al de San o An ónio
3
O Hospi al de San o An ónio (HSA) é um hospi al de e e ência, cen al e escola , que se em indo
a a i ma desde o momen o da sua cons ução, há mais de 230 anos1, como um dos melho es
hospi ais po ugueses na p es ação de cuidados de saúde2. Valo iza o ensino p é e pós-g aduado e
p omo e a in es igação, con ibuindo assim pa a a ino ação e desen ol imen o cien í icos2.
O HSA in eg a a ualmen e o Cen o Hospi ala do Po o (CHP), que nasceu em 2007 da
necessidade de con e e alguns hospi ais em En idades Públicas Emp esa iais (EPE). A p esen e
cons i uição do CHP compo a não só o HSA, mas ambém a Ma e nidade Júlio Dinis (MJD) e o
Hospi al Joaquim U bano (HJU), que eio, em 2011, subs i ui o Hospi al Ma ia Pia (HMP)3,4.
1.1. Os Se iços Fa macêu icos
Os Se iços Fa macêu icos (SF) cons i uem, segundo o a igo 2º do Capí ulo I do Dec e o-Lei nº
44204, de 2 de e e ei o de 1962, “depa amen os com au onomia écnica e cien í ica, sem p ejuízo
de es a em sujei os à o ien ação ge al dos ó gãos de adminis ação, pe an e os quais espondem
pelos esul ados do seu exe cício”5.
A dinâmica dos SF é assegu ada po uma equipa de p o issionais de saúde, que possuem di e en es
esponsabilidades nas di e sas e apas do Ci cui o do Medicamen o (CdM), con o me as suas
compe ências. Assim, de aco do com a legislação em igo , os SF do HSA são da esponsabilidade
de um a macêu ico hospi ala (FH), com a ca ego ia de di e o de se iço5. Es a unção é
a ualmen e desempenhada pela D .ª Pa ocínia Rocha, que coo dena uma as a equipa, compos a
po Fa macêu icos (designados Técnicos Supe io es de Saúde (TSS)), Técnicos de Diagnós ico e
T a amen o (TDT), Assis en es Ope acionais (AO) e Assis en es Técnicos (AT).
Pa a além das unções desempenhadas no âmbi o do CdM e da in es igação cien í ica, os FH do
HSA desempenham ainda um papel de ele o em di e sas comissões écnicas e cien í icas,
nomeadamen e na Comissão de É ica (CE) e na Comissão de Fa mácia e Te apêu ica (CFT)6. Es as
comissões, indispensá eis pa a o bom uncionamen o hospi ala , isam, espe i amen e, egula
ques ões é icas deco en es das a i idades assis encial, de ensino e in es igação p a icados no HSA
e a ua como in e mediá io en e os se iços clínicos e a macêu icos, ga an indo o con olo de
cus os, a moni o ização da e apêu ica e a implemen ação de o mulá ios e adendas7,8.
1.1.1. Es u u a e o ganização dos Se iços Fa macêu icos
Os SF do HSA ci cunsc e em-se essencialmen e ao piso 0 do edi ício Neoclássico, com exceção
do A mazém de Inje á eis de G ande Volume e da Unidade de Fa mácia Oncológica (UFO), que se
localizam, espe i amen e, nos pisos 0 e 1 do Edi ício D . Luís de Ca alho, jun o ao Hospi al de
Dia (HD). No decu so do nosso es ágio, i emos opo unidade de p esencia pa cialmen e a
ans e ência da UFO, em econs ução, pa a as no as ins alações, que se si ua ão no in e io do
O Hospi al de San o An ónio
4
HD, po o ma a p omo e a p oximidade empo al e espacial en e o momen o da manipulação e
da adminis ação das p epa ações ci o óxicas.
Os SF do HSA compo am di e sos se o es, que ão de encon o às exigências legais de
a mazenamen o, dis ibuição, p odução, e i icação e igilância da conse ação e consumo5.
Assim, A mazém de P odu os Fa macêu icos (APF), P odução, UFO, Dis ibuição (Clássica e
Uni á ia), Sala de Reembalamen o, Fa mácia de Ambula ó io (FA) e Ensaios Clínicos (EC) são as
p incipais á eas ísicas que cons i uem os SF.
1.1.2. Sis ema de Ges ão de Qualidade
O Sis ema de Ges ão de Qualidade (SGQ) implemen ado aquando do nascimen o do CHP, o
Hospi al Logis ics Sys em (HLS) com aplicação do modelo Kaizen, assen a na p emissa de
ino ação e melho ia con ínua dos p ocessos ins i uídos. Assim, os SF possuem p esen emen e
manuais de p ocedimen os a ualizados pa a a o alidade das unções desen ol idas, nos quais
cons am Ins uções de T abalho, e são egula men e sujei os a audi o ias in e nas e ex e nas9. O
SGQ do CHP encon a-se ce i icado pelo Compa a i e Heal h Knowledge Sys ems (CHKS) e pela
Associação Po uguesa de Ce i icação (APCER), cump indo os equisi os da no ma NP EN ISO
9001:2008.
No con ex o da iloso ia Kaizen, oi desen ol ido o sis ema Kanban,
que pe mi e uma ges ão mais e icaz e en á el de s ocks, e i ando
simul aneamen e a acumulação de exceden es e momen os de u u a.
O Kanban (Figu a 1) pode assumi o o ma o de ca ão, ga e a ou
con en o , e con ém odas as in o mações necessá ias pa a a ealização
de uma encomenda quando necessá io, nomeadamen e nome do
p odu o po Designação Comum In e nacional (DCI), pon o de
encomenda, quan idade a encomenda e código in e no associado10.
1.1.3. Sis ema In o má ico
Os SF do HSA u ilizam uma pla a o ma in o má ica denominada Ges ão Hospi ala de A mazém e
Fa mácia (GHAF), o que pe mi e uma comunicação e icaz en e os di e sos in e enien es no
CdM, aumen ando a apidez e e iciência de abalho e diminuindo os e os de dispensa. Es e
sis ema pe mi e ge i os s ocks, adqui i p odu os a macêu icos, p ocede à sua dis ibuição pelos
di e en es se o es dos SF e se iços hospi ala es, bem como acede ao his ó ico dos doen es,
pe mi indo uma alidação mais conscien e das p esc ições médicas (Figu a 2)11.
Figu a 1 – Kanban.
O Hospi al de San o An ónio
5
1.2. A mazém de P odu os Fa macêu icos
O a mazenamen o cons i ui uma e apa undamen al no CdM, is o se necessá io em odos os
momen os ga an i a manu enção da qualidade, segu ança e e icácia dos á macos. O APF
encon a-se assim di idido em di e en es se o es (Figu a 3), que espei am as exigências de luz,
humidade, empe a u a e segu ança eque idas pelas Boas P á icas de Fa mácia Hospi ala pa a as
di e sas ca ego ias de p odu os a macêu icos12.
Figu a 3 - Esquema espacial do APF.
Ve i icámos que odos os p odu os a macêu icos são ecebidos no se o da Receção de
Encomendas, no qual se p ocede a uma p imei a con e ência da sua con o midade e in eg idade,
sendo pos e io men e eencaminhados pa a os espe i os locais de a mazenamen o13.
Aquando da eceção das encomendas, o p azo de alidade de cada p odu o é e i icado e egis ado
no GHAF, sendo mensalmen e imp essas lis as dos p odu os em s ock cujos p azos de alidade
expi am no pe íodo de ês meses. Es e p ocesso pe mi e não só uma melho ges ão de s ocks,
Figu a 2 - In e ação do GHAF com di e sos se iços11.
O Hospi al de San o An ónio
6
possibili ando a compa ação de exis ências eais e in o má icas, mas ambém ga an e a e icácia e
segu ança dos p odu os dispensados a a és dos di e sos sis emas de dis ibuição14. Fomos
incumbidas des a a e a de e i icação dos p azos de alidade, o que nos p opo cionou uma melho
comp eensão do modo de uncionamen o do APF e nos pe mi iu e um p imei o con ac o com
alguns medicamen os de uso exclusi amen e hospi ala .
P ocedemos ainda à seleção e ecolha de oda a in o mação p esen e em Kanbans desa ualizados,
de modo a que pudessem se emi idos no os ca ões com pon os de encomenda e quan idades a
encomenda que co espondessem às a uais necessidades do HSA.
Acompanhámos ambém a ealização de encomendas despole adas pelo sis ema de ca ões Kanban
e a ges ão de emp és imos e pedidos de emp és imo en e o HSA e ou os hospi ais públicos e
p i ados, p ocessos da compe ência do a macêu ico esponsá el pelo APF.
Po im, i emos opo unidade de acompanha igualmen e o p ocesso de equisição de
medicamen os que não possuem uma Au o ização de In odução no Me cado (AIM) em Po ugal,
pa a os quais é necessá io e e ua uma equisição especí ica à Au o idade Nacional do
Medicamen o e P odu os de Saúde (INFARMED), que emi e uma Au o ização de U ilização
Excecional (AUE) com a alidade de um ano15,16.
1.3. P odução de medicamen os
A p odução de medicamen os manipulados no CHP cons i ui uma das a i idades ulc ais dos SF,
uma ez que possibili a a indi idualização da e apêu ica, impe a i a em doen es pediá icos,
idosos e oncológicos, e o nece uma espos a em caso de ausência de al e na i as indus ialmen e
p oduzidas.
A a i idade des e se o , que engloba a p odução de p epa ações es é eis, não es é eis e ci o óxicas,
bem como o acionamen o e/ou eembalamen o de doses uni á ias, ege-se pela Po a ia nº
594/2004, de 2 de junho17, e pelos Dec e os-Lei nº 90/2004, de 20 de ab il18, e nº 95/2004, de 22 de
ab il19, que no seu conjun o ap o am as “Boas P á icas a Obse a na P epa ação de
Medicamen os Manipulados em Fa mácia de O icina e Hospi ala ”.
É da compe ência do a macêu ico esponsá el po es e se o ga an i uma es u u a adequada e um
conjun o de p ocedimen os que assegu em um “Sis ema de Qualidade na P epa ação de
Fo mulações Fa macêu icas”, ga an indo assim a sua qualidade, segu ança e e icácia12.
1.3.1. P odução de não es é eis
Na á ea de p odução de o mulações não es é eis, cuja a i idade obedece às “Boas P á icas de
Fab ico de Medicamen os Manipulados” (Po a ia nº 594/2004)17, p ocedemos à p epa ação de
o mas a macêu icas sólidas (papéis medicamen osos de bosen ano; papéis medicamen osos de
O Hospi al de San o An ónio
13
es upe acien es51, an ído os, an i-in eciosos, nu ição a i icial e ma e ial de penso, a mazenados em
condições especí icas e dispensados median e imp esso p óp io51-55.
Cons a ámos ainda que de e minados á macos, como a epoe ina al a e be a, a da bopoe ina, a
soma opina e a alidomida, se encon am con emplados em diplomas legais que au o izam a sua
p esc ição apenas po de e minados se iços e especialidades médicas, median e jus i icação em
imp esso p óp io (“Jus i icação de ecei uá io de Medicamen os”).
1.5. Ensaios Clínicos
De aco do com a Lei nº 46/2004, de 19 de Agos o, que egula a p á ica de EC em Po ugal, es e
de ine-se como “qualque in es igação conduzida no se humano, des inada a descob i ou e i ica
os e ei os clínicos, a macológicos ou os ou os e ei os a macodinâmicos de um ou mais
medicamen os expe imen ais, ou iden i ica os e ei os indesejá eis de um ou mais medicamen os
expe imen ais, ou a analisa a abso ção, a dis ibuição, o me abolismo e a eliminação de um ou
mais medicamen os expe imen ais, a im de apu a a espe i a segu ança ou e icácia”56. Os EC
cons i uem, po isso, um meio indispensá el pa a a a aliação da segu ança e e icácia de no as
moléculas, bem como pa a o econhecimen o de no as aplicações e apêu icas de á macos já
come cializados.
O planeamen o e condução dos EC, nas qua o ases que os compõem, en ol em di e sos
in e enien es, desde p omo o es e moni o es do EC a é aos pa icipan es olun á ios, passando
pela equipa de p o issionais de saúde esponsá eis pela seleção e acompanhamen o dos
pa icipan es e pela dispensa do medicamen o expe imen al (ME)56,57.
No decu so do nosso es ágio, acompanhámos di e sas e apas des e complexo p ocesso,
nomeadamen e a eceção de ME na Unidade de Ensaios Clínicos (UEC), espe i a con e ência
quali-quan i a i a, a mazenamen o e comunicação da eceção ao p omo o ia In e ac i e Voice
Responsi e Sys em (IVRS) ou ia In e ac i e Web Responsi e Sys em (IWRS). P ocedemos ainda à
alidação de p esc ições médicas, e e uadas em imp esso p óp io p eenchido pelo in es igado
p incipal, e subsequen e dispensa de ME a pa icipan es de di e en es es udos (EC La i ude, Dual-2
e Ama an h)58, o que nos pe mi iu con ac a di e amen e com o necessá io p ocesso de alidação e
egis o des a e apa. Ve i icámos, po im, que oda a medicação de ol ida pelos pa icipan es é
con abilizada e egis ada em o mulá ios ap op iados, pa a pos e io de olução ao p omo o , de
aco do com um p ocedimen o p e iamen e de inido58.
Ti emos ainda opo unidade de pa icipa na p imei a eunião de um EC en ol endo o ocilizumab.
Es a eunião oco eu após ap o ação do EC pelas en idades egulado as (Comissão de É ica pa a a
In es igação Clínica (CEIC), INFARMED e Comissão Nacional de P o eção de Dados (CNPD)) e
do p o ocolo do es udo pelo CA e CE do CHP, bem como após celeb ação do con a o inancei o
en e as pa es. Nes a eunião, o p o ocolo expe imen al oi explicado a odos os in e enien es,

O Hospi al de San o An ónio
14
nomeadamen e o in es igado p incipal e o a macêu ico coo denado do ensaio, endo-lhes sido
en egue um dossie com odas as in o mações e e en es ao es udo.
1.5.1. A i idades complemen a es
A UEC é ambém esponsá el pela comunicação e o ganização de o mações cien í icas,
desen ol idas pelos p omo o es dos EC, sob e os es udos em desen ol imen o no CHP ou sob e
ou os emas de in e esse cien í ico, com o obje i o de o ma e in o ma a equipa dos SF. Nes e
con ex o, assis imos a di e sas ap esen ações, nomeadamen e sob e o uxoli inib (Jaka i ®,
No a is) e a sua aplicação na mielo ib ose e sob e no as aplicações e apêu icas do e e olimus
(A ini o ®, No a is) em ca cinomas panc eá icos e neu oendóc inos.
Pa icipámos ambém na o imização de uma base de dados em desen ol imen o na UEC. Es a base
de dados, c iada no p og ama Access, oi desen ol ida endo em con a o núme o c escen e de
es udos em cu so no CHP, com o in ui o de euni odos os dados ele an es de cada es udo num
documen o único, possibili ando assim o acesso ápido e ácil a es a in o mação.
Pudemos ainda pa icipa numa campanha de ecolha de medicamen os já não u ilizados pelos
doen es. A ges ão dos medicamen os doados (seleção, sepa ação e a mazenamen o), bem como o
seu eencaminhamen o pa a ins i uições de solida iedade social, é da compe ência da UEC e oi
nossa esponsabilidade no decu so do nosso es ágio.
Capí ulo 2 - O
Fa macêu ico Hospi ala
O Fa macêu ico Hospi ala
17
São di e sos os desa ios que pau am dia iamen e a a i idade p o issional do FH, que se
esponsabiliza pela manipulação e dispensa segu a de medicamen os e po da uma céle e espos a
a qualque equisição, dú ida ou angús ia da população que se e, mas sob e udo pelo con ac o
di e o com o doen e em egime de ambula ó io e pela p oximidade com p o issionais p esc i o es, o
que ge a uma opo unidade pa a a p es ação de cuidados a macêu icos, com is a à melho ia do
a amen o59.
O FH desempenha um papel ulc al na moni o ização da qualidade e segu ança na dispensa e
u ilização do medicamen o, que a a és do aconselhamen o ao doen e e demais p o issionais de
saúde sob e a sua co e a adminis ação, que a a és de uma ges ão acional e e icien e do isco
ine en e às complexas e apêu icas e e uadas pelos doen es, in e nos e ex e nos59. Com base nes e
p essupos o, e com is a à minimização de e en os ad e sos p e ení eis, desen ol emos um
p og ama de ges ão de isco a se aplicado de o ma aseada no CHP.
No en an o, não se limi ando as necessidades do doen e no que ao medicamen o diz espei o ao seu
acesso e u ilização segu a, mas englobando igualmen e qualque p eocupação, expe a i a ou al a
de comp eensão iden i icado pelo p óp io ou pelo FH60, p opusemo-nos a elabo a olhe os
in o ma i os sin é icos, des inados a acompanha em os medicamen os manipulados de uso
pediá ico que com maio equência são disponibilizados em egime de ambula ó io.
2.1. Ges ão de isco
Os a anços na medicina e e apêu ica obse ados no século XX ie am al e a po comple o o
p ognós ico e a amen o de mui as pa ologias. Con udo, es e a anço ez-se acompanha de um
aumen o de complexidade e do isco associado à e apêu ica, com inc emen o dos ní eis de
mo alidade nosocomiais61.
O dinâmico concei o de segu ança dos medicamen os iu-se, assim, eno ado na década de 1990,
econhecendo-se desde en ão que, além do isco in ínseco de oco ência de e ei os ad e sos
mesmo quando adminis ados em condições adequadas, á macos p o ocam igualmen e nume osos
e ei os noci os deco en es de alhas ou e os que se p oduzem du an e o complexo e mul i aseado
p ocesso da sua u ilização clínica62.
Es es e os na cadeia de cuidados aca e am consequências po encialmen e g a es pa a doen es e
espe i as amílias, bem como ele ados cus os económicos e pe da de con iança nos p o issionais e
sis ema de saúde63. Assim sendo, a ges ão de isco em ambien e hospi ala , que se compõe
nomeadamen e da iden i icação e p e enção de iscos associados à e apêu ica, e es e-se de um
ca á e essencial.
P og amas de ges ão de isco, que consis em no conjun o de p ocessos in e - elacionados que
omen am a u ilização segu a, e e i a, ap op iada e e icien e dos medicamen os, são desen ol idos
O Fa macêu ico Hospi ala
18
de o ma a aumen a a segu ança de doen es e p o issionais de saúde, melho a a qualidade da
e apêu ica e, assim, eduzi os cus os associados a e os de medicação p e ení eis64.
Uma es a égia undamen al de melho ia da segu ança do CdM consis e em econhece que
inciden es oco e em po alhas no sis ema (sys em app oach) e não no indi íduo (pe son
app oach). Es e ipo de es a égia p opõe al e ações nos p ocessos e p ocedimen os, e não só na
o mação e compe ência dos p o issionais, ao assumi que exis em alhas la en es subjacen es ao
sis ema ( elacionadas com a sua o ganização, p ocedimen os de abalho, meios écnicos, condições
labo ais) que a o ecem e os de medicação, en endidos como qualque inciden e p e ení el e não
in encional na p esc ição, dispensa ou adminis ação de um á maco, sob o cuidado de um
p o issional de saúde, doen e ou consumido , que pode ou não p o oca dano65,66.
Sendo os e os de medicação esponsá eis po um la go núme o de eações ad e sas à e apêu ica,
cons i uindo um p oblema de saúde pública, esponsá el po 18,7% a 56% de odas as eações
ad e sas obse adas em doen es hospi alizados66, a iden i icação dos p ocessos da cadeia
e apêu ica nos quais es es e os oco em com maio equência é de ex ema u ilidade pa a de ini
pon os especí icos nos quais in e essa es abelece es a égias de p e enção. Encon ando-se os
e os de p esc ição en e os mais equen es a ní el hospi ala (Figu a 8)67, oi ins i uído no CHP
um sis ema in o má ico de egis o de in e enções a macêu icas, que pe mi e iden i ica e co igi
e os de p esc ição, impedindo an ecipadamen e possí eis consequências no doen e. Es e egis o
in o má ico pe mi e ainda a sua pos e io análise e es udo, possibili ando assim a iden i icação das
causas e a o es na o igem do e o, bem como a in e enção do a macêu ico jun o dos
p o issionais en ol idos no CdM, no sen ido de p e eni que os e os egis ados ol em a oco e 68.
Figu a 8 - P ocessos da cadeia e apêu ica nos quais oco em e os de medicação que o iginam e en os ad e sos em
doen es hospi alizados (adap ado)67.

O Fa macêu ico Hospi ala
19
Tendo sido igualmen e de e ada no CHP a necessidade de ge i o isco ine en e aos medicamen os
de al o isco ( á macos com ele ada p obabilidade de p o oca em danos g a es ou po encialmen e
a ais em caso de e o na sua adminis ação), e na ausência de no mas nacionais ou in e nacionais
que egulamen em a co e a iden i icação, dispensa e adminis ação des es á macos, p opusemo-
nos a c ia um modelo de ges ão de isco, a se ins i uído aseadamen e.
2.1.1. Lis agem de medicamen os de al o isco
Numa p imei a ase da elabo ação do modelo sup a e e ido, p ocedemos à elabo ação de uma lis a
de classes de medicamen os conside ados de al o isco, baseando-nos no modelo APINCH (Tabela
1).
Tabela 1 - Recomendações de boas p á icas pa a medicamen os de al o isco (adap ado)69.
Medicamen os de Al o
Risco
Exemplos
Recomendações de Boas P á icas
A: An i-in eciosos
An o e icina
Gen amicina
P: Po ássio e ou os
ele óli os
Clo e o de po ássio
in a enoso
Soluções o ais de
limpeza gas oin es inal
Os ascos com o mas concen adas de
ele óli os (p.e., clo e o de po ássio,
os a o de po ássio, sul a o de magnésio
ou clo e o de sódio com concen ação
supe io a 0.9%), que eque em diluição
an es da adminis ação IV, não de e ão
es a disponí eis no s ock de en e ma ia
e/ou em a má ios de dispensa au omá ica
nas unidades de a amen o de doen es
(incluindo s ock das salas de ope ações
ou anes esiologia).
I: Insulina
O p o ocolo pad ão usado pa a a a
ele ados ní eis de glucose nos doen es
diabé icos de e se adap ado às condições
especí icas do doen e, como o
diagnós ico, peso ou quan idade o al de
insulina diá ia.
N: Na có icos e ou os
seda i os
Opióides
Fen anileou os
emplas os analgésicos
Os an ído os pa a a sedação mode ada e
analgesia con olada pelo doen e (PCA) e
as espe i as guidelines de em es a
p on amen e disponí eis p óximo dos
O Fa macêu ico Hospi ala
20
Oxicodona
Midazolam
Hid omo ona
locais onde são usados.
Os bloqueado es neu omuscula es não se
de em encon a disponí eis no s ock de
en e ma ia e/ou em a má ios de dispensa
au omá ica (exce o no s ock das salas de
ope ações ou anes esiologia). No en an o,
se es i e em disponí eis nes es locais,
de em con e a isos que iden i iquem
cla amen e que são á macos que podem
p o oca pa alisia espi a ó ia e que
necessi am de en ilação mecânica
quando usados.
C: Ci o óxicos
Vinc is ina
Me o exa o
E opósido
As p esc ições dos CTX de em inclui a
dose em mg/m2. Os pa âme os de em se
e is os pe iodicamen e pa a
in e namen os p olongados, já que a á ea
co po al pode so e al e ações desde a
da a de admissão. O a macêu ico de e
e i ica que a dose p esc i aes á co e a
an es de p epa a e dispensa o ci o óxico.
H: Hepa ina e ou os
an icoagulan es
Va a ina
An icoagulan es
Apesa da ausência de no mas o iciais, algumas o ganizações e ins i uições ecomendam a
iden i icação de odos os medicamen os conside ados de al o isco, bem como o desen ol imen o
de no mas e p ocedimen os especí icos de manuseamen o des es á macos, que de em se
conhecidos po odos os p o issionais de saúde70.
2.1.2. P opos a de implemen ação de sinalé ica: soluções concen adas de po ássio
Numa segunda ase, selecionámos os á macos cujo isco ine en e sublinhasse a necessidade de
se em pionei os no p ocesso de implemen ação des e p oje o. Pelo seu uso equen e nos se iços
de in e namen o e de u gência, e endo em con a os g a es e ei os ad e sos que podem deco e da
sua sob edosagem, nomeadamen e hipe calemia, pa es esia das ex emidades, bloqueio na
ansmissão de impulsos ne osos, a i mias, con usão men al e aqueza, as soluções concen adas
de po ássio o am as p imei as selecionadas71,72.
O Fa macêu ico Hospi ala
21
Es as soluções, u ilizadas na eposição de ele óli os, no a amen o de hipocalemia e em ci u gias
ca díacas com o im de cessa empo a iamen e o ba imen o ca díaco71, são adminis adas na o ma
de sais de clo e o ou mono os a o em o mulações inje á eis concen adas, que de em se diluídas
an es da sua adminis ação. Nos SF do CHP, encon am-se disponí eis ampolas de 10mL a 1M
(1mEq) de ambos os sais, adminis ando-se usualmen e o clo e o de po ássio em concen ações de
40-80 mEq/L, endo po c i é io de decisão a concen ação sé ica de po ássio do doen e73.
A necessidade de diluição p é ia des as soluções aumen a a p obabilidade de oco ência de e os de
medicação na p epa ação e adminis ação, encon ando-se es es en e os e os mais comummen e
egis ados, jun amen e com pe mu as de ampolas com
embalagens semelhan es74. Assim, p opusemos a
implemen ação no CHP de um mé odo isual de
iden i icação desc i o na USP, que salien e de o ma
inexo á el o isco in ínseco a es as soluções. Es e
mé odo, que consis e na colocação de uma ampa de
co neg a no asco con endo a solução concen ada e
de um in óluc o p e o ou incolo , ambos con endo a
indicação “De e se diluído”, oi já ado ado po
alguns labo a ó ios, nomeadamen e a Hospi a® e a
F eseniusKabi® (Figu a 9)75.
Uma ez que as soluções disponí eis no CHP não êm o ipo de acondicionamen o p imá io
e e ido no mé odo desc i o na USP, suge imos uma adap ação do sup amencionado mé odo, que
consis e na colocação, na zona de abe u a da ampola, de um ó ulo de undo neg o, con endo as
indicações “Solução concen ada” e “De e se diluído”, bem como o símbolo indica i o de pe igo
(Figu a 10).
Apesa des e mé odo se encon a p opos o apenas pa a a solução concen ada de clo e o de
po ássio, desen ol emos es a sinalé ica com o in ui o de se aplicada igualmen e à solução
concen ada de mono os a o de po ássio, uma ez que ambas ap esen am o mesmo isco associado.
Espe a-se que a implemen ação des a sinalé ica, associada ao a mazenamen o des as soluções em
locais isicamen e sepa ados dos es an es á macos, minimize a oco ência de e os de medicação.
Figu a 10 – Ampola de Clo e o de po ássio 1M (A) e suges ão de o ulagem (B).
Figu a 9 – Exemplo de soluções concen adas de
po ássio.
O Fa macêu ico Hospi ala
22
2.1.3. P opos a de implemen ação de sinalé ica: ou os medicamen os
Os e os de medicação no a o da dispensa, não sendo os mais equen es, cons i uem igualmen e
uma á ea na qual é impo an e in e i . Po essa azão, suge imos ambém a implemen ação de um
sis ema de ale a, baseado no uso de sinais isuais de ácil comp eensão, a se colocado nos locais
de a mazenamen o dos medicamen os, an o nas ga e as do se o da DIDDU, como nas p a elei as
do APF.
Nes e sen ido, baseamo-nos num sis ema já implemen ado no Hospi al da Co a da Bei a (Co ilhã),
cujos p ocedimen os nos o am ama elmen e acul ados, pa a o desen ol imen o da sinalé ica
p opos a, abaixo desc i a.
Tabela 2 – P opos a de sinalé ica pa a ou os medicamen os.
Fa o de isco iden i icado
Sinalé ica p opos a
Medicamen os com di e en e
dosagem a mazenados no
mesmo espaço ísico
Medicamen os com embalagem
semelhan e a mazenados no
mesmo espaço ísico
Medicamen os po encialmen e
pe igosos
P e endemos que es a sinalé ica po encie a segu ança no a o da dispensa, pelo que de e á se do
conhecimen o de odos os p o issionais de saúde en ol idos no a mazenamen o e dis ibuição de
medicamen os e, pos e io men e, de e á se ex ensí el aos di e sos se iços do CHP que possuam
s ocks de medicamen os que se enquad em nas si uações sup a e e idas.
2.2. Cuidados Fa macêu icos: manipulados de uso pediá ico
A p es ação de cuidados a macêu icos, que engloba não só a seleção e moni o ização da
e apêu ica, mas ambém o aconselhamen o a macêu ico, assen a no p incípio undamen al da
dispensa esponsá el de á macos76,77. Tendo o exe cício da a i idade a macêu ica como p incipal
29
52. INFARMED: Medicamen os usados no a amen o de in oxicações. Acessí el em:
h p://www.in a med.p /p on ua io/na ega alo es.php?id=353. [acedido em 4 de ma ço de 2014].
53. INFARMED: Nu ição pa en é ica. Acessí el em:
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54. INFARMED: Ma e ial de penso, hemos á icos locais, gases medicinais e ou os p odu os.
Acessí el em: h p://www.in a med.p / o mula io/na egacao.php?paiid=310. [acedido em 4 de
ma ço de 2014].
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Anexos
35
Anexo 1 – C onog ama das a i idades desen ol idas
Se emb o 2013
Segunda
Te ça
Qua a
Quin a
Sex a
Sábado
Domingo
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
Lei u a de ma e ial de apoio sob e cada um dos se o es dos
se iços a macêu icos
16
17
18
19
20
21
22
Ensaios Clínicos
23
24
25
26
27
28
29
Dis ibuição de medicamen os em egime de ambula ó io
Ou ub o 2013
Segunda
Te ça
Qua a
Quin a
Sex a
Sábado
Domingo
30/se
1
2
3
4
5
6
P odução de não es é eis e es é eis
7
8
9
10
11
12
13
A mazém de P odu os Fa macêu icos (APF)
Dis ibuição adicional e clássica
14
15
16
17
18
19
20
Dis ibuição Indi idual Diá ia e em Dose Uni á ia (DIDDU)
F acionamen o e Reembalamen o
21
22
23
24
25
26
27
P odução de ci o óxicos (UFO)
28
29
30
31
Recolha de in o mação pa a elabo ação do
ela ó io
36
Suspensão o al de Cap op il a 1mg/mL
1. O que é a suspensão o al de Cap op il a 1 mg/ml e pa a que é u ilizada.
A suspensão con ém 1mg de cap op il po cada milili o. Con ém saca ose e pa abenos.
A suspensão o al de cap op il a 0,1% es á indicada no con olo da hipe ensão, da
insu iciência ca díaca conges i a e em si uações de u gência hipe ensi a.
2. Modo de adminis ação e posologia habi ual.
A suspensão é adminis ada po ia o al, 1 ho a an es ou 2 ho as após as e eições.
Recomenda-se que a medição dos olumes de suspensão seja e e uada com a ajuda
de uma se inga g aduada. A dose e a equência de cap op il a adminis a de e se a
indicada pelo seu médico.
3. E ei os secundá ios mais equen es.
E upções cu âneas, al e ações do palada , osse seca não p odu i a, ensão a e ial
baixa e al e ações gas oin es inais.
4. P ecauções e con a-indicações.
A oco ência de ómi os, dia eia, anspi ação excessi a e desid a ação pode o igina
uma exage ada diminuição da ensão a e ial.
A adminis ação da suspensão de e se in e ompida se su gi em sinais de
angioedema (edema da ace, dos olhos, dos lábios, da língua, da la inge e das
ex emidades) ou di iculdade em espi a ou engoli .
De ido à p esença de saca ose na sua composição, a suspensão o al de cap op il a
0,1% não de e se adminis ada a diabé icos.
5. In e ações.
O cap op il ap esen a á ias in e ações medicamen osas, nomeadamen e, com an i-
ácidos, aspi ina e an i-in lama ó ios não es e óides (AINE's).
6. Sin omas de in oxicação e espe i o a amen o.
Em caso de sob edosagem pode obse a -se um conjun o de sin omas que inclui
ensão a e ial baixa e al e ação do i mo ca díaco.
Em caso de in oxicação aguda de e p ocede -se de imedia o à co eção da ensão
a e ial baixa.
7. Condições de conse ação.
Man e o a do alcance e da is a das c ianças.
Conse a a suspensão no igo í ico, no asco bem echado ecobe o com uma olha
de alumínio.
Não u iliza a suspensão o al de cap op il após a da a de alidade indicada no ó ulo.
Con ac o dos Se iços Fa macêu icos:
222 077 500 (ex ensões 1338 e 1232)
Anexo 2 – Folhe o in o ma i o da Suspensão o al de Cap op il a 1mg/mL