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Relatório de Estágio Profissional - "ESTÁGIO PROFISSIONAL: UM IMPORTANTE CONTRÍBUTO PARA O DESENVOLVIMENTO DO PROFESSOR"

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Relatório de Estágio Profissional - "ESTÁGIO PROFISSIONAL: UM IMPORTANTE CONTRÍBUTO PARA O DESENVOLVIMENTO DO PROFESSOR"

Author: Tiago André Ramos Ramalho
Year: 2013
DOI: 10.34626/fxwr-0y13
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/71470/2/23411.pdf
ESTÁGIO PROFISSIONAL: UM IMPORTANTE CONTRIBUTO PARA
O DESENVOLVIMENTO DO PROFESSOR
- RELATÓRIO DE ESTÁGIO PROFISSIONAL -
Rela ó io de Es ágio P o issional
ap esen ado com is a à ob enção do 2º
Ciclo de Es udos conducen e ao g au de
Mes e em Ensino de Educação Física nos
Ensinos Básico e Secundá io ao ab igo do
Dec e o-lei nº 74/2006 de 24 de Ma ço e
do Dec e o-lei nº43/2007 de 22 de
Fe e ei o.
O ien ado : P o esso a Dou o a Paula Sil a
Tiago And é Ramos Ramalho
Po o, Se emb o de 2013
Ficha de Ca alogação
Ramalho, T. (2013). Es ágio P o issional: Um impo an e con ibu o pa a o
desen ol imen o do p o esso . Po o: T. Ramalho Rela ó io de Es ágio P o issional
pa a a ob enção do g au de Mes e em Ensino de Educação Física nos Ensinos
Básico e Secundá io, ap esen ado à Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o.
PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO PROFISSIONAL, AVALIAÇÃO, PROFISSÃO DOCENTE
"Que o, e ei;
Se não aqui;
Nou o luga que ainda não sei.
Nada pe di;
Tudo se ei"
Fe nando Pessoa
AGRADECIMENTOS
À minha o ien ado a, P o esso a Dou o a Paula Sil a, pela disponibilidade,
dedicação, p o issionalismo e acompanhamen o ao longo de odo es e
p ocesso.
Ao meu P o esso Coope an e, Edua do Rod igues, pela con iança,
conhecimen o e expe iência ansmi ida du an e es e ano.
À minha amília, em especial aos meus pais, po udo aquilo que eles
ep esen am, pelo apoio incondicional e pelo amo que sen em po aquilo que
eu aço.
À u ma do 11º B, po me ajuda em a c esce como P o esso de Educação
Física, pela pa ilha de sen imen os e po momen os inesquecí eis.
Ao G upo de Educação Física da Escola Secundá ia de E mesinde, pelo
acolhimen o azendo-me sen i como um elemen o do g upo.
À Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o, po e con ibuído pa a a
ealização de um sonho.
Aos meus amigos pela pa ilha, incen i o e bons momen os i enciados
du an e es e pe cu so.
E a odos aqueles que, di e a ou indi e amen e, in e e i am em odo es e
pe cu so.
A odos, o meu mui o ob igado!

Índice Ge al
Ag adecimen os
Índice ii
Resumo x
Abs ac x ii
1. In odução 1
2. Enquad amen o Biog á ico 7
2.1. Eu e o despo o 9
2.2. Expec a i as em elação ao es ágio p o issional 12
3. Enquad amen o da p á ica p o issional 15
3.1. Ca ac e ização do Con ex o do meu Es ágio P o issional 17
3.1.1 A minha escola 20
3.1.1.1 Recu sos Físicos 21
3.1.2 O Núcleo I de Es ágio de Educação Física ESE 22
3.1.3 A comunidade escola 23
3.1.4 A minha u ma - 11ºB 24
3.2 Se p o esso 26
4. Realização da p á ica p o issional 29
4.1. Á ea 1 - O ganização e Ges ão do Ensino e da Ap endizagem 31
4.1.1. A sua conceção 32
4.1.2. Planeamen o 34
4.1.3. Realização do ensino 37
4.1.4. A aliação 47
4.2 Á ea 2 e 3 - Pa icipação na escola e elação com a comunidade 49
4.3 Á ea 4 - Desen ol imen o P o issional 57
4.3.1. Es udo: A a i idade ísica e os es ilos pa en ais - Um es udo em
escolas do g ande Po o 60
Resumo
4.3.1.1. In odução 61
4.3.1.2. Ma e ial e mé odos 63
4.3.1.2.1 Amos a 63
4.3.1.2.2 Me odologia 63
4.3.1.3. P ocedimen os es a ís icos 64
4.3.1.4. Ap esen ação dos esul ados 65
4.3.1.5 Discussão dos esul ados 66
4.3.1.6 Conclusão 67
5. Conclusões e pe spe i as pa a o u u o 69
Bibliog a ia 73
Anexos
ii
Índice de Figu as
Figu a 1 - Tu ma 11º B 24
Figu a 2 - Reco dação do úl imo dia 25
Figu a 3 - O ciclo da e lexão–ação 45
ix

Abs ac
The documen p esen ed he e in ends o make an allusion o all expe ienced
momen s du ing he In e nship. So his s o y abou he Supe ised Teaching
P ac ice builds and os e s all my pe o mances du ing his p ocess ha I was
doing du ing his school yea .
The In e nship wo ked as a g ea es o my de elopmen and my skills as a
u u e eache o Physical Educa ion.
The T aineeship held a Escola Secundá ia de E mesinde, whe e he an a
nucleus o s age ou elemen s, unde he supe ision o a eache guiding he
Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o and a eache coope a i e
school.
This documen is di ided in o i e main chap e s: 1 - "In oduc ion", which is
pe o med on a amewo k In e nship, i s pu pose and how i is o ganized; 2 -
"Biog aphical F amewo k", which is wo ded my au obiog aphical e lec ion and
co esponding o he ini ial expec a ions his yea p oba ion; 3 - "F amewo k o
p ac ice", which desc ibe he legal amewo ks, ins i u ional and unc ional
in e nship, speci ically abou he school whe e I was placed and he class I was
assigned; 4 - "Realiza ion p o essional p ac ice ", his chap e bea s he ou
à eas pe o mance wi hin he o ganiza ion o he eaching-lea ning p ocess,
pa icipa ion in school and communi y ela ions, and p o essional de elopmen .
Along his chap e plus my ac ion esea ch s udy on he opic "Physical Ac i i y
and pa en ing s yles - A s udy in schools o G ea Opo o", 5 - "Conclusions and
p ospec s o he u u e."
KEY-WORDS: TRAINEESHIP, EVALUATION, TEACHING PROFESSION
x ii
Ab e ia u as
UD- Unidade Didá ica
QEEP – Ques ioná io Es ilos Educa i os Pa en ais
QAF – Ques ioná io da A i idade Física
IAF – Índice de A i idade Física
PFI -P oje o de Fo mação Indi idual
SASE - Se iço de Ação Social Escola
DVD - Digi al Ve sa ile Disc
ESE - Escola Secundá ia de E mesinde
xix
1. In odução
1

O p esen e ela ó io su ge no âmbi o da unidade cu icula - Es ágio
P o issional do ciclo de es udos conducen e ao g au de mes e em Ensino de
Educação Física nos Ensinos Básicos e Secundá io da Faculdade de Despo o
da Uni e sidade do Po o, que deco eu na Escola Secundá ia de E mesinde,
sob a o ien ação da P o esso a Dou o a Paula Sil a e coope ação do P o esso
Edua do Rod igues. O seu p incipal obje i o é aze uma análise c í ica e
e lexi a ao abalho desen ol ido ao longo do p esen e ano le i o nas qua o
á eas de desempenho p e is as no Regulamen o de Es ágio P o issional
elabo ado pela P o esso a Zélia Ma os: Á ea 1 – “O ganização e Ges ão do
Ensino e da Ap endizagem”; Á eas 2 e 3 – “Pa icipação na Escola e Relações
com a Comunidade”; Á ea 4 – “Desen ol imen o P o issional”. Es as á eas
con emplam o âmbi o, os obje i os ge ais, as compe ências ge ais a
desen ol e pelos es udan es-es agiá ios e as a e as ge ais a ealiza .
Re a ando oda a ase académica do es udan e es agiá io, é nes a
e apa, após qua o anos de o mação, p edominan emen e eó ica, que o aluno
em con ac o “...com os mais a iados aspe os das ciências ou sabe es
disciplina es...com as disciplinas que analisam e in e p e am os seus u u os
con ex os p o issionais...”. O es ágio su ge como opo unidade de “...“uni ica ”
as á ias disciplinas que cons i uem a componen e académica dos cu sos,
a a és da sua a iculação com si uações eais” (Ralha e al., 1996, pp.171-2).
Apesa de no 1º ano do Mes ado em Ensino de Educação Física nos Ensinos
Básicos e Secundá io e ha ido algum con ac o com escolas e alunos, es e
con ac o embo a supe icial, já co espondeu às exigências encon adas na
unidade cu icula - Es ágio P o issional. O Es ágio P o issional é o culmina de
odo es e p ocesso e uma opo unidade de desen ol e e ap o unda os
conhecimen os e as compe ências adqui idas ao longo dos anos de o mação.
Longo oi o caminho pe co ido nes e desa ian e ano eple o de abalho,
emoções, momen os di íceis, ecompensas, mas acima de udo com a ce eza
que o meu papel de p o esso só pode ia ganha sen ido com o abalho
ealizado du an e es e es ágio.
Es e Es ágio P o issional, p opo cionou-me uma expe iência única, oi
algo de indispensá el, pois pe mi iu-me expe iencia o papel de se p o esso
num es abelecimen o de ensino.
3
De aco do com (Knowles 1980), as ap endizagens que su gem com
mais du ação e signi icado, são aquelas que deco em de expe iências
conc e as e de expe imen ação a i a, implicando o en ol imen o di e o dos
o mandos nas a e as no seu con ex o eal de abalho. A a és des a
expe iência di e a em con ex o eal e de esolução de p oblemas conc e os,
com a in e ação de oda a comunidade en ol en e é que o es udan e es agiá io
pode i encia uma p á ica da comunidade. Um con ac o p olongado com a
ins i uição de ensino, pe mi i á a e i conhecimen os do seu papel; aquilo que
azem e como azem (La e & Wenge , 1991). Segundo es e pensamen o a
p á ica da docência e a in eg ação dos o mandos nas ins i uições de es ágio,
cons i ui-se essencial na o mação dos u u os p o issionais. Con o me
Glickman (1998), os p o esso es quando se encon am con on ados com uma
si uação no a, adqui em es a égias com espos as mais e icazes, quando
di e amen e ligados a si uações de p á ica eal. Nes e p essupos o, é no
con ex o do es ágio que oco e es a di e sidade de expe iências pedagógicas,
o abalho desen ol ido sob a supe isão de um p o issional mais expe ien e,
azem des e es ágio um momen o singula de o mação e ap endizagem.
Es e documen o, desc e e oda a a i idade desen ol ida ao longo de
odo o ano le i o de 2012/13, expe iências, ap endizagens e compe ências
adqui idas, bem como odas as a i idades em que es i e en ol ido e es á
comp eendido em cinco g andes capí ulos: 1 - "In odução" onde se encon a o
enquad amen o do es ágio p o issional e algumas linhas que supo am a sua
impo ância; 2 - "Enquad amen o Biog á ico" aqui é desc i a a minha elação
com o despo o e as expec a i as em elação ao es ágio p o issional; 3 -
"Enquad amen o da p á ica p o issional" - onde aço e e ência à escola que
p opo cionou o meu es ágio p o issional, o núcleo de es ágio onde es i e
inse ido, bem como a u ma que me oi a ibuída, bem como os ins umen os
pa a se p o esso ; 4 - "Realização da p á ica p o issional", nes e capí ulo
encon a-se odo o p ocesso de conceção, planeamen o, ealização, a aliação,
in e ação e desen ol imen o p o issional, ca ego izado nas Á ea 1 –
“O ganização e Ges ão do Ensino e da Ap endizagem”; Á eas 2 e 3 –
“Pa icipação na Escola e Relações com a Comunidade”; Á ea 4 –
“Desen ol imen o P o issional". Ainda na Á ea 4, se á ap esen ado o es udo de
in es igação-ação - " A A i idade Física e os es ilos pa en ais – Um es udo em
4
escolas do G ande Po o"; 5 - "Conclusões e pe spe i as" onde elabo o o
balanço de odo o pe cu so do Es ágio P o issional e as pe spe i as que
ambiciono pa a o u u o.
5
Ap o ei ei udo o que me oi ansmi ido, i endo momen os de sonho jun o dos
p o esso es e dos meus amigos. Ao longo des e pe cu so hou e mui o es o ço,
angús ias, ul apassadas semp e com as mais since as ga galhadas, no
con í io do g upo que chamo de " amília", ulc ais na minha o mação e
essenciais pa a a cons ução dos meus alice ces enquan o p o esso . Aquilo
que sou hoje de o em pa e, aqueles que me acompanha am nes a longa
jo nada, pois c ia am momen os únicos e inigualá eis.
Posso a i ma que a Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o,
oi a minha segunda casa, aquela que me auxiliou na conquis a do meu sonho.
2.2. Expec a i as em elação ao es ágio p o issional
"No inal des a longa caminhada encon o-me, no início do ão espe ado
Es ágio P o issional. É o momen o mais al o de um pe cu so acompanhado de
agi ações, abalho e empenho. É o momen o de pô em p á ica odo o conjun o
de compe ências em con ex o eal" (exce o do PFI). Es e p ocesso oi um
momen o bas an e agua dado e po an o, oi expe ienciado como um u bilhão
de emoções, com alguns eceios mas semp e com on ade de os ul apassa .
No início da P á ica de Ensino Supe isionada, e consequen emen e no
início do ano le i o 2012/2013, iniciei o meu abalho como es udan e es agiá io
na Escola Secundá ia de E mesinde.
Já lá diz a sabedo ia popula , "só emos uma opo unidade pa a causa
uma boa p imei a imp essão". Apesa do p imei o con ac o com es es alunos
e sido um choque, em que di e sos pensamen os iam sal ando à medida que
me ap oxima a len amen e da sala - "es a ei p epa ado pa a esponde a odos
es es desa ios?" - não deixei que a insegu ança que sen i, anspusesse pa a o
ex e io , pelo que agi na u almen e, de o ma calma e con ian e. A on ade de
que e expe iencia es e ano como uma opo unidade única de o mação, com
expe iências com a comunidade escola e acompanhado com o p o esso
coope an e, es e e semp e p esen e, pois sabia que se iam impo an es o meu
en iquecimen o a ní el pessoal e p o issional.
Desde o p imei o con ac o com aqueles que i ão se pa a semp e
apelidados de "os meus alunos", consegui, conquis a a elação que
12

pe spe i a a. O eceio de ala dian e de uma u ma, oi des anecendo ao
longo das aulas, bem como os obs áculos que encon ei no inicio des e es ágio.
Semp e i e consciência que a boa p epa ação das ma é ias i ia a enua as
di iculdades i idas du an e o es ágio, e acili a ia encon a os mecanismos
necessá ios pa a esponde às ad e sidades que su gi iam du an e as aulas.
Sen ia o desejo de pa icipa e colabo a com os p oje os educa i os
desen ol idos na escola, e a a és des a pa icipação consegui in eg a -me
mais acilmen e, elacionando-me com a comunidade escola (alunos,
p o esso es, uncioná ios). Ainda como es udan e es agiá io i e a opo unidade
de acompanha o Despo o Escola desen ol ido na escola.
Rela i amen e ao p ocesso de ensino-ap endizagem, man i e semp e
em oco a maximização das ap endizagens dos meus alunos, den o de um
clima de boa ap endizagem, espei o mú uo, coope ação e aleg ia, planeando
as aulas de o ma a que es es, jun amen e com as p og essões pa a o ensino,
e oluíssem man endo como e e ência a a aliação inicial. Is o só oi possí el
com ajuda assídua do p o esso coope an e, que me acompanhou, escu ou e
aconselhou, na di eção da minha p á ica pedagógica, semp e numa pe spe i a
cons u i a e de po encialização das ap endizagens dos meus/seus alunos.
A busca incessan e sob e o uncionamen o do con ex o escola , dos
papéis dos agen es escola es, da compe ência e esponsabilidade p o issional,
a aquisição de no os conhecimen os, a ap endizagem no momen o da p á ica
pedagógica, o espei o pelas di e enças, uma no a isão como docen e, sob e
o aluno e as p á icas in e disciplina es, e am en e ou os, os aspe os que
p e endia adqui i e melho a .
Encon ei nes e es ágio uma Escola i a e dinâmica, com um leque de
p o esso es bas an e ece i os no que oca a ajuda nas di e sas ma é ias,
bem como na cedência dos espaços essenciais pa a uma lecionação com
bas an e ap o ei amen o e e icácia.
13
3. Enquad amen o da p á ica p o issional
15
No p esen e capí ulo é edigido o enquad amen o do Es ágio
P o issional, no seu con ex o legal, ins i ucional e uncional. De seguida aço
uma ca ac e ização do local onde deco eu o Es ágio P o issional, a
cons i uição, o ma de abalho e a elação do Núcleo I de Es ágio de
Educação Física da Escola Secundá ia de E mesinde, o meu elacionamen o
com a es an e comunidade escola , a u ma na qual desen ol i odo o abalho
ao longo do ano le i o de 2012/2013 e as compe ências que conside o mais
impo an es pa a a p o issão de docen e com o ópico que desen ol i sob e
"Se P o esso ".
An es de inicia o enquad amen o em si, penso que é impo an e
essal a a impo ância do es ágio como con ex o de desen ol imen o
p o issional e a supe isão como um espaço de ap endizagem.
Os es ágios in eg am uma componen e de o mação co esponden e à
sua p á ica pedagógica. O es ágio su ge des a o ma como pa e da o mação
con ínua e especializada nos cu sos do Ensino Supe io (Fe nandes, 2003).
Reimão (2009) de ine a escola como o local onde "...melho do que
qualque ou a ins i uição social, ao c ia as condições de uma ensão en e a
eo ia e a p á ica, en e a e lexão e a ação, pe mi e a consolidação de uma
condu a mo al e a ealização de uma humanização cada ez mais
consequen e." (p.21)
Pa a que o desen ol imen o p o issional do u u o es udan e es agiá io
seja possí el, é necessá io que oco a simul aneamen e, apoio e desa io. O
p o esso coope an e, su ge aqui como um elemen o undamen al, na aquisição
de no os pa ama es de desen ol imen o. É en e o equilíb io des as duas
si uações que á ios au o es apon am o p o esso coope an e como um
elemen o capaz de assegu a alguma es u u a e o ien ação às ap endizagens
do o mando, acompanhando o seu desen ol imen o a ní el das plani icações
e implemen ações das di e en es a i idades do es ágio, o e o ço das suas
p og essões e inclusi e, o apoio emocional. Ta a es (2003) e e e que a p á ica
au ónoma, sucedida das e lexões sob e a mesma, a ibuem o cunho de
uncionamen o, bem como a capacidade de ge a condições de ca ac e
cogni i o, a e i o e compo amen al.
17

Nes e con ex o, podemos a i ma que o con on o, a discussão e a
e lexão sob e as p á icas do es udan e es agiá io, o iginam uma e lexão que
desen ol a o conhecimen o p á ico do es agiá io.
Podemos conclui que a p á ica da docência e sua supe isão em
con ex o eal de abalho, su e aqui como uma o e expe iência na o mação
dos u u os p o issionais, como a i ma Ta a es (2003).
3.1 Ca ac e ização do Con ex o do meu Es ágio P o issional
A úl ima e apa de o mação do es udan e do 2º ciclo de es udos em
Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io co esponde
ambém à o mação inicial do es udan e es agiá io, assumindo pela p imei a
ez o papel de p o esso , pela in eg ação em o ien ações legais, ins i ucionais
e uncionais.
Es e es ágio es á egulamen ado pelo modelo de es ágio implemen ado
pelos obje i os do p ocesso de Bolonha. O uncionamen o do es ágio encon a-
se assim es u u ado segundo as no mas o ien ado as p esen es do Dec e o-
Lei n° 74/2006 de 24 de Ma ço e o Dec e o-lei nº 43/2007 de 22 de Fe e ei o,
endo em con a o Regulamen o Ge al dos segundos ciclos da Uni e sidade do
Po o, o egulamen o ge al dos segundos ciclos da Faculdade de Despo o da
Uni e sidade do Po o e o egulamen o do cu so de Mes ado em Ensino de
Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io.
O es ágio p o issional é uma unidade cu icula inse ida no segundo ciclo
de es udo, que isa a a ibuição do g au de mes e, que habili a pa a a
docência da Educação Física e Despo o nos e e idos ní eis de ensino.
Fazem pa e dos obje i os des e ciclo de es udos:
1. Pugna pela quali icação do ensino da educação ísica;
2. Fo ma p o issionais compe en es e comp ome idos com os
desígnios da p o issão;
3. Con ibui pa a a eno ação do pensamen o pedagógico em
educação ísica e pa a a a ualização das bases de legi imação da
educação ísica e do despo o como meios e con eúdos de
educação.
18
A du ação no mal des a unidade cu icula são de dois semes es
co esponden es à ealização do es ágio p o issional, numa escola que se
encon a em pa ce ia com a Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o,
onde o a o da média se sob epõe à p e e ência da escolha da ins i uição ei a
pelo es udan e es agiá io, que pos e io men e é lhe a ibuída uma u ma onde
se á desen ol ido o seu abalho. Es a pa ce ia de escolas o e ece ao
es udan e es agiá io um local onde exis e uma ealidade educa i a a i a, pondo
em p á ica as suas compe ências com im ao seu desen ol imen o p o issional.
No meu caso iquei inse ido na Escola Secundá ia de E mesinde, onde
me oi a ibuída a u ma do 11ºB.
De aco do com as compe ências p o issionais inculadas no página da
nossa aculdade, compe e ao es udan e es agiá io e : "um ní el ap o undado
de conhecimen os nos domínios das ciências do despo o que supo am o
ensino da Educação Física e Despo o; capacidade pa a aplica conhecimen o
e esol e p oblemas complexos ine en es ao exe cício da a i idade
p o issional especializada de p o esso de Educação Física e Despo o;
Conhecimen o e capacidade pa a ado a uma a i ude in es iga i a no
desempenho p o issional baseada na comp eensão e análise c í ica da
in es igação educacional ele an e; capacidade pa a e le i e in e i com
sen ido de esponsabilidade sob e os p oblemas é icos e cí icos colocados à
a i idade docen e; Sensibilidade e abe u a de espí i o pa a es a a en o e
comp eende os g andes p oblemas do mundo con empo âneo e as suas
epe cussões no sis ema educa i o e no quo idiano da comunidade educa i a;
Capacidade pa a a alia , undamen a e jus i ica a sua in e enção de uma
o ma cla a e sem ambiguidades; Compe ências que pe mi am, de um modo
au ónomo, p ocu a ecu sos de ap endizagem e con inua a ap ende ao longo
da ida."
Du an e es e p ocesso, icou enca egue da minha o ien ação a
P o esso a Dou o a Paula Sil a e oi meu P o esso Coope an e o P o esso
Edua do Rod igues, p o esso com um cu ículo as o e, ico a ní el escola , o
meu men o e a pessoa cha e pa a o desen ola do meu c escimen o
p o issional e pessoal.
19
3.1.1 A minha escola
A Escola Secundá ia de E mesinde ica si uada na P ace a D. An ónio
Fe ei a Gomes da eguesia de E mesinde. Te e a sua o igem na Escola
Técnica de E mesinde que ab iu no ano le i o de 1969/1970 com o Cu so Ge al
de Comé cio, diu no e no u no, e o Cu so de Fo mação Feminina. A sua
p imei a sede oi um “Ba acão” si uado na zona da Fo miga. As condições
p ecá ias des e elho edi ício, conjugadas en e ou as, com os maus acessos
e o aumen o da população escola , de am o igem ao mo imen o que lu ou pela
cons ução da a ual escola que oi inaugu ada em 1989.
T a a-se de uma EB3/Secundá ia a unciona em egime diu no e
no u no.
Acolhe alunos da eguesia sede, de ou as eguesias do Concelho de
Valongo, nomeadamen e de Al ena, e ainda dos Concelhos da Maia, San o
Ti so, Gondoma e, em meno núme o, de Pena iel e Pa edes.
A escolha da escola onde ealiza o es ágio p o issional é um dos
p imei os passos pa a es a impo an e e apa, po isso, essa escolha de e se
obje o de c i e iosa ponde ação.
No en an o, o p incipal mo i o da escolha des a escola p endeu-se com
ac o de me encon a bas an e amilia izado com ela, uma ez que a equen ei
enquan o aluno, e exe ce unções de p o esso i ia e um sabo especial.
3.1.1.1 Recu sos Físicos
A Escola Secundá ia de E mesinde é cons i uída po se e edi ícios:
Bloco Adminis a i o, Blocos A, B e C, Ginásio, Bloco de Mecânica e conjun o
p é- ab icado (qua o salas) que se implan am num ampla á ea com espaços
de ec eio, ja dins e zonas e des.
20
Comp eende os seguin es espaços:
O Audi ó io em capacidade pa a 98 pessoas.
Possui ainda, salão poli alen e, can ina, papela ia, ba , espaços
des inados ao uncionamen o de se iços como, Sec e a ia, SASE, salas
des inadas às Associações de Pais e de Es udan es, ao uncionamen o de
p oje os, di e o es de u ma e p o esso es, gabine es como o do Di e o ,
Psicóloga Escola , Educação Especial e Cen o de No as Opo unidades. Uma
Biblio eca in eg ada na Rede de Biblio ecas Escola es que assegu a a consul a
documen al em á ios supo es, a u ilização de compu ado es, se iço de
o ocópias e imp essão, emp és imo escola e domiciliá io. Desen ol e
a i idades de animação cul u al em a iculação com os Depa amen os
Cu icula es.
De aco do com as necessidades pedagógico-didá icas sen idas pelas
á ias disciplinas e p ocu ando acompanha a e olução ecnológica,
nomeadamen e na á ea das ecnologias da in o mação e comunicação, a
Escola em adap ado e equipado di e sos espaços com is a à sa is ação das
suas necessidades.
As salas especí icas es ão equipadas de aco do com os con eúdos a
leciona .
Há ainda equipamen o que ci cula en e as salas no mais, como
ele iso , lei o es de ídeo e DVD, e op oje o es, p oje o es mul imédia e
compu ado es
po á eis.
21

4. Realização da p á ica p o issional
29
A ealização da p á ica p o issional compõe a necessidade de elaciona
as á ias á eas de desempenho, a a és de expe iências signi ica i as de
ap endizagem, com a inalidade de desen ol imen o do es udan e es agiá io.
Nes a ideologia, o es ágio p o issional p opo cionou-me um con ac o
di e o com uma ealidade educa i a, con on ando-me com di e sos
obs áculos, onde as capacidades de eação e decisão o am decisi as pa a
es e p ocesso.
Os capí ulos abo dados a segui , en am espelha o abalho p oduzido
e e en e às qua o á eas de desempenho. Se á ap esen ado o abalho
desen ol ido, conc e amen e, pa a cada á ea de desempenho, onde ela o as
minhas ações e o seu con ibu o pa a o meu desen ol imen o p o issional.
4.1. Á ea 1 - O ganização e Ges ão do Ensino e da Ap endizagem
Es a p imei a á ea de desempenho, esume as á ias a e as do
p o esso - a conceção e a análise, o planeamen o, a ealização e a a aliação
do ensino.
O p incipal obje i o baseia-se em a qui e a uma es a égia in e en i a,
o ien ada po obje i os pedagógicos, com in ui o de ansmi i , da o ma mais
exequí el, os di e sos con eúdos p og amá icos elacionados com à á ea da
Educação Física, se indo des a o ma a condução, com p o iciência, do
p ocesso de ensino-ap endizagem. Nes a ideologia, oi basila inicia -se pela
conceção e de seguida pela plani icação, endo semp e em conside ação que
os modelos de o ganização e ges ão das aulas êm um g ande impac o na
plani icação e consequen e ealização nas di e en es a i idades, bem como a
sua qualidade e di e enciação dos pe cu sos de ap endizagem espei ando a
sua indi idualidade.
A comp eensão des e p ocesso e do papel desempenhado pelas
a i idades ou a e as, en a izam que, pa a além de con igu a em a in e ação
p o esso -aluno, essas a i idades ou a e as idealizadas, ap esen adas e
conduzidas pelo p o esso , cons i uem o ensejo de ap ende num ambien e e
num p ocesso de ap endizagem pedagógica, es es dois p ocessos balizam a
31
o ma de o ganização e ges ão da u ma, a ibuindo a in encionalidade que é
dada ao cu ículo.
Pos o is o, es e oi, sem du ida, um p ocesso bas an e desa ian e,
exigen e e, ago a que chega ao seu inal, o mais ecompensado , uma ez que
passa á po es a á ea o meu êxi o no exe cício do ca go de P o esso de
Educação Física.
4.1.1. A sua conceção
Ben o (2003) e e e que odo o p ocesso de planeamen o de e se
concebido à p io i, de inindo um pon o de pa ida na sua conceção com base
nos con eúdos p og amá icos e sob e udo na sua conceção.
Na consequen e elabo ação do p ocesso de ensino-ap endizagem,
depa ei-me com a necessidade de e em conside ação as seguin es a iá eis:
a ca ac e ização do en ol imen o escola , as ca ac e ís icas dos alunos, as
condições de ensino, os ecu sos ma e iais e humanos, o oulemen , o empo,
o ho á io, e c.
As ca ac e izações con idas no P oje o Educa i o da Escola Secundá ia
de E mesinde pe mi i am-me e um conhecimen o dos ecu sos exis en es na
mesma, bem como a população escola e a o e a que a escola dispunha. O
P oje o Educa i o da Escola Secundá ia de E mesinde ap esen a a um plano
es a égico bas an e obje i ado, ope acionalizado, com me as bem de inidas
pa a a p omoção da o mação in eg al do aluno, apos ando no
desen ol imen o de compe ências p óp ias do se social que assegu am uma
ida de qualidade. A a és dos quad os e e enciais de Escola do Sucesso
Educa i o, os esul ados de sucesso na disciplina de Educação Física onda a
a média de 99% e os casos de compo amen o inadequado pa a o 11%
passa a pelos 3%, à pa ida sabe ia que i ia e uma u ma com bas an e
ap o ei amen o.
Após a ecolha de algumas in o mações sob e os espaços des inados à
disciplina de Educação Física, p ocedi à análise dos espe i os p og amas de
Educação Física nos di e en es ní eis de escola idade. Mais a de, deb ucei-
me naquele que se ia o meu p og ama, ou seja, o P og ama de Educação
Física do Secundá io. Nes a pesquisa p ocu ei sabe , quais as inalidades, os
32
di e en es obje i os, os ní eis de especi icação e consequen e a aliação des e
p og ama. No en an o, a a és do g upo de Educação Física da Escola
Secundá ia de E mesinde, oi-me en egue o P oje o Cu icula da Disciplina de
Educação Física, documen o concebido in e namen e e elabo ado pelo
Depa amen o das Exp essões, con endo odo o p og ama e es abelecendo
uma elação com as di e en es á eas. Es e documen o ope acionalizou
bas an e as decisões que omei ao longo des e es ágio p o issional, auxiliando-
me a de ini os obje i os especí icos pa a as compe ências essenciais da
Educação Física (aspe os isiológicos e de condição ísica, cul u a despo i a,
habilidades mo o as, concei os psicossociais), o modo como ob i e a
in o mação no p ocesso da a aliação, que e e e que a e icácia do ensino,
encon a-se dependen e das mudanças ope adas nos compo amen os dos
alunos nos di e sos domínios, a a és da análise sis emá ica do ensino-
ap endizagem, ou seja, a inalidade da a aliação é de e mina essas
modi icações. Sem dú ida que oi no pa âme o da a aliação que mais
di iculdades sen i "O que obse a ?", "Quais as si uações mais adequadas pa a
a aliação?", e c. Pa a isso ui bas an e cla o no que i ia a alia , es a
p eocupação de es abelece c i é ios uni o miza a obse ação numa
di e sidade de si uações, e nesse aspe o en ei se minucioso nas minhas
ichas de egis o pa a consegui a ança com coe ência, alidade, obje i idade
e idelidade nas decisões inais. O P oje o Cu icula da Disciplina de Educação
Física, oi um e dadei o guia que acabei po segui pe manen emen e.
Com as linhas des e P oje o Cu icula , en ei que a minha in e enção
sob e os alunos osse a mais co e a e adequada. A análise da in o mação
ecolhida indi idualmen e de cada aluno, pe mi iu-me sabe as ca ac e ís icas
da u ma, o seu ap o ei amen o, alguns hábi os de saúde e de ocupação dos
empos li es, in o mação ela i a à disciplina de Educação Física, po
exemplo: o conhecimen o sob e os con eúdos p og amá icos e ou as
in o mações. Alice çadas a es as in o mações, chega am-me algumas
in o mações bas an e p eciosas mais pa icula es dos alunos, a a és do nosso
P o esso Coope an e que conhecia bem a u ma. Es e ipo de in o mação oi-
me bas an e ú il pa a comp eende de e minadas ações, in enções e
elacionamen os in a- u ma, p eca endo-me sob e os p ocedimen os na
o ganização du an e a aula. Só depois de ecolhe odas as a iá eis que
33

o am mencionadas, é que oi possí el planea o ano le i o de o ma e icaz,
pe sonalizado e sen indo-me p epa ado pa a esponde a alguma
imp e isibilidade.
Des a o ma, ui-me munindo com as mais di e sas e amen as e
es a égias de o ma a cump i com as ob igações em mim deposi adas, a im
de esponde às necessidades de odos os meus alunos, possibili ando um
ensino e icaz, num ambien e de ap endizagem, de qualidade e di e ido.
4.1.2. Planeamen o
A plani icação das a i idades pa e do p essupos o que o p o esso
es u u e o seu pensamen o e ação, que englobam como componen es as
noções sob e a ap endizagem do aluno, a in e ação p o esso -aluno e a
cobe u a do cu ículo (Sac is án, 2000).
Como oi e e ido an e io men e no i em de " A sua conceção", pa a
p epa a e planea o ano le i o, se i-me do P og ama Nacional de Educação
Física (10º, 11º e 12º), assim como da documen ação acul ada pelo nosso
p o esso coope an e nomeadamen e o P oje o Cu icula de Educação Física
e o Plano Anual de A i idades da Escola, com im de o ganiza as ma é ias de
aco do com a o e a das a i idades po pa e da escola, ou seja, i e o cuidado
de leciona as ma é ias com mais necessidade pa a os e en os (co a-ma o,
o neio de basque ebol 3x3, o neio de oleibol 2x2, o neio de u sal), de o ma
a p omo e a pa icipação dos meus alunos nesses mesmos e en os. A
di eção que es e p og ama em pa a o 11º e 12º anos, ez com que eu i esse
mais libe dade de seleção das modalidades a leciona , endo con a as
ca ac e ís icas, gos os e mo i ações dos alunos ecolhidas a a és da
in o mação indi idual. Assim sendo c iei as condições necessá ias pa a que
eles pudessem ap ende e exe ci a as compe ências que se encon am no
P oje o Cu icula em pa alelo com o Plano Anual de A i idades.
Após decidi quais as Unidades Didá icas que i ia leciona , bem como a
p e isão das aulas pa a cada um dos pe íodos, se ia necessá io dis ibui
essas aulas pelas di e en es modalidades. Ten ei dis ibui o núme o de aulas
de o ma análoga pa a as modalidades indi iduais e pa a as cole i as. Em
algum dos casos ui e i ando de um dos lados pa a ac escen a nou o, uma
34
ez que os alunos pode iam es a mais amilia izados ou não com essa
modalidade, endo semp e p esen e as necessidades de ap endizagem que a
u ma p ecisa a. Pa a ope acionaliza es a a e a, i e em con a, di e sos
a o es, como po exemplo o oulemen , conside ando a lecionação das
modalidades cole i as p e e encialmen e no ex e io , uma ez que dispunha
semp e de meio campo ao in és de um e ço de campo se ealizasse no
in e io do pa ilhão.
De inida en ão a ex ensão de cada UD, ado ei o modelo Vicke s (1990),
onde con inha a ex ensão e sequência da ma é ia, assim como os seus
con eúdos. No início de cada pe íodo escola , compus es e modelo designado
de Modelo de Es u u a de Conhecimen o (MEC) pa a cada modalidade. Os
MEC's são sem du ida imp escindí eis pa a a lecionação, uma ez que
simpli icam oda a in o mação, e le em um pensamen o ansdisciplina e
se em de guia pa a o nosso ensino. A o ma de como o MEC es á es u u ado,
pe mi e que se cons ua uma pon e en e a ins ução e o conhecimen o,
p oje ando o conhecimen o dessa modalidade em es a égias pa a o ensino.
A elabo ação do MEC, e elou-se bas an e u ili á ia na cons ução do
planeamen o de cada aula. Semp e que p ocedia a elabo ação de cada aula,
consul ei a UD espe i a, no conce ne aos conhecimen os dos con eúdos, os
obje i os ge ais e especí icos e espe i a unção didá ica.
Apesa de e mos abo dado mais a incadamen e es as ma é ias, du an e
as didá icas do 1º ano de Mes ado, essa abo dagem não oi su icien e pa a
consegui p oduzi no momen o do EP uma lecionação e icaz e segu a. O
empo que dispusemos nas e e idas didá icas oi bas an e cu o e a
abo dagem supe icial, e daí e a necessidade de " aze os abalhos de casa"
an es de abo da qualque con eúdo, de o ma a minimiza qualque ipo de
e o, imp e is o ou a é mesmo es a p epa ado pa a alguma dú ida do
momen o. A minha pesquisa e e semp e como e e ência a abo dagem com
alguns p o esso es da aculdade, ma e ial que ui adqui indo desde o início da
aculdade, alguns si es c edi ados na in e ne , manuais de Educação Física
escola . Semp e que oi possí el en ei ap o ei a o meu empo pa a abso e o
máximo de conhecimen o que o p o esso coope an e ansmi ia.
Na conceção das aulas i e semp e a necessidade de passa pa a o
lado de lá, is o é, i-me como aluno, a manei a de como pode ia eagi a
35
de e minado exe cício, a ag adabilidade do mesmo, as minhas expe iencias
enquan o aluno, endo semp e como linha de pensamen o pa a essa conceção
"da aquilo que eles p ecisam da manei a que eles mais gos am". E a ce o que
as plani icações e am semp e demo adas, elabo ando exe cícios de aco do
com as necessidades da u ma e endo em con a odos os aspe os de ges ão e
o ganização. Apesa da escola possui um espaço cobe o des inado às aulas
de Educação Física, e de e sido um ano bas an e chu oso, p i ilegiei a
si uação de não e necessidade de al e a o meu planeamen o de ido a es as
ques ões.
Yinge (1980) e e e a u ilidade que em pa a um p o esso a ealização
de um planeamen o, onde es e pode es u u a as suas a i idades,
selecionando e o ganizando o inas, de inindo os limi es e as o ien ações
ge ais da condu a, maximizando as p obabilidades de que essas mesmas
condu as ão ao encon o dos seus p opósi os.
36
4.1.3. Realização do ensino
O passo seguin e do p ocesso de planeamen o, passa po pô em
p á ica a ealização do p ocesso ensino-ap endizagem. As di e sas ince ezas
que le am a um ensino de qualidade são inúme as e eu não passei ao lado
delas. Dada a mul icul u alidade dos alunos e a di e enciação de aquisição de
ap endizagens, le ou-me a con empla es a égias pe sonalizadas de a uação,
pe mi indo-me c ia a minha p óp ia iden idade enquan o p o esso .
A p imei a aula, o p imei o momen o, o p imei o con ac o...
O dia 18 de Se emb o icou ma cado como aquele que i ia se o p imei o
con ac o p o esso -aluno. Es a aula icou ma cada po alguma inquie ação a
caminho da escola, pois es e e a o momen o de conhece a minha u ma. Sem
que e des aze da impo ância das es an es aulas, es a oi aula que i e mais
cuidados na sua ealização em di e sos ní eis. Edwa d L. Tho ndike (s.d.)
e e e a impo ância a ibuída quando se conhece uma pessoa no a, onde
oco e imedia amen e uma a aliação de como se á essa pessoa. Em poucos
segundos, o nosso co po, os nossos ges os, o nosso om de oz ou o a é modo
de es i c iam uma sé ie de ca ac e ís icas que pe mi em a alia a pessoa e
decidi se ele é amigá el, hos il, in eligen e ou idio a. Es e au o e e e que na
maio ia des es casos, esses julgamen os não são baseados nas nossas
expe iências, mas sim numa sé ie de p econcei os ins alados no nosso
inconscien e, na o ma como a sociedade julga os ou os. A es e p ocesso,
Tho ndike denominou-o de "halo e ec ".
Ainda nes a aula ealizei um exe cício de queb a-gelo com is a a
dinamização do g upo. A Pedagogia de G upo p i ilegia mé odos a i os pondo
em jogo, pa a além das mo i ações indi iduais, as mo i ações e in e esses
comuns. "À medida que um g upo se o ganiza e se desen ol e, ul apassando
um ce o núme o de e apas de c escimen o a é ao ní el de ma u idade g upal,
ão-se desen ol endo de e minadas o ças que a uam no sen ido de que os
memb os se man enham no g upo, se iden i iquem com ele, e o cem os laços
de pe ença, o sen ido do «nós», aumen em a consciência da união den o do
g upo, is o é, no sen ido da coesão do g upo" (Lou des & Baguinha 2005, pp
49). Es es au o es e e em ambém que um g upo que não desen ol e laços de
37
ealização do planeamen o des a a i idade os obje i os educa i os encon am-
se em sin onia com o P og ama Nacional de Educação Física pa a o Ensino
Secundá io.
"Es a aula con ou com a g ande ag adabilidade an o da pa e dos
alunos, como da minha. O ac o de hoje e sido abo dada uma no a
modalidade, ez com que hou esse mais ques ões, po exemplo: "P o esso !
podia chega aqui pa a e se es ou a aze bem?". Es a modalidade su iu um
g ande in e esse na pa e dos alunos, le ando a que es es i essem mais
a enção pelo ac o de se uma no a expe iência. Penso que es a aula oi uma
mais alia pa a "desenjoa " um pouco das ma é ias que es es abo dam ao
longo dos anos." - Re lexão 35 de 52
Podemos a i ma que judo ap esen a-se como uma necessidade do
desen ol imen o ísico em consonância com a o mação educacional, daí e
sido es a a minha escolha pa a abo da es a modalidade.
Em cada pe íodo que lecionei elabo ei um documen o de apoio à
disciplina de Educação Física sob e as modalidade abo dadas e que
disponibilizei à u ma, com o in ui o de se i de supo e pa a es uda em pa a a
a aliação eó ica. Esse apoio con inha odos os aspe os elacionados com a
his ó ia, con eúdos, egulamen os e componen es c í icas.
Após cada aula, a necessidade de ealiza a sua e lexão e a essencial.
A pe inência em pe cebe o que acon ecia à minha ol a só e a possí el
a a és dos momen os de edação das e lexões.
Pa a encon a o con ibu o das e lexões na nossa p á ica pedagógica
podemos i de encon a às ideais de Schon (2000), que a i ma que "(...) é
possí el a a és da obse ação e da e lexão sob e nossas ações, aze mos
uma desc ição do sabe áci o que es á implíci o nelas. Nossas desc ições
se ão de di e en es ipos, dependendo de nossos p opósi os e das linguagens
disponí eis pa a essas desc ições. Podemos aze e e ência, po exemplo, às
seqüências de ope ações e p ocedimen os que execu amos; aos indícios que
obse amos e às eg as que seguimos; ou os alo es, às es a égias e aos
p essupos os que o mam nossas " eo ias da ação". (Schon, 2000 p. 31)
44

Assim a impo ância das e lexões ealizadas na p á ica e sob e a
p á ica, desen ol em mudanças a ní el p o issional, do pensamen o c í ico,
assimilando se o p ocesso de ap endizagem es á a se cons uído de o ma
e icaz e legi ima.
Figu a 3 - O ciclo da e lexão–acção (Adap ado de A ich e e al. (1993, ci ado em Nunes,
2000)
De aco do com as ideias de The ien e Loiola (2001), a e lexão sob e a
p á ica, inc emen a o sen ido c í ico do p o esso sob e o abalho
desen ol ido, con ibuindo pa a que es e encon e alhas e p ocede à sua
co eção com base nos obje i os es ipulados. O papel da e lexão se iu-me
pa a pe cebe as mudanças ao longo de odo o meu p ocesso de
desen ol imen o, se o exe cício X ou Y co e am de o ma planeada e as
mudanças que i e que aze pa a melho a nessas si uações.
As minhas e lexões incidi am-se sob e as di iculdades que encon a a
nas aulas e sob e a o ma de as ul apassa , a o ma de como os alunos
eagi am aos exe cícios, as di iculdades sen idas e os aspe os a melho a nas
p óximas aulas.
"Na e lexão inal da aula, op o po se since o e dize que a aula não
co eu bem, assumindo a esponsabilidade e comp ome endo-me a c ia aulas
mais dinâmicas. Em odo o momen o sen i que e a a a i ude mais co e a e
e le indo sob e isso ago a, conside o que oi e ado, pois não oi ao encon o
daquilo que eu sou e conside o se , e como eles são alunos do secundá io
pe cebe am pe ei amen e que oco e am alhas.
De uma o ma ge al, sen i que demons ei ne osismo, insegu ança e
al a de p epa ação. Since amen e, não gos ei da minha p es ação nes a aula e
45
penso que ago a e ei de aze um es o ço e o çado, sendo que os e os que
come i, en a ei que não ol em a acon ece . Deixei-me le a demasiado pelas
emoções e sen imen os, e não ealizei uma p á ica e icaz, que não oi de
encon o ao obje i ado pa a es a aula. Sai da escola ex emamen e is e com a
aula que lecionei, com um sen imen o de de e não cump ido, de que oda a
minha p epa ação e dedicação inha sido impo en e pa a o ipo de aula que
inha p e is o, pa adoxalmen e, posso e i a des a aula e como o P o esso
Edua do e e e " êm que ba e com a cabeça na pa ede pa a ap ende ", es a
oi, sem du ida, uma g ande pancada, se iu-me de g ande exemplo pa a que
enhamos de con a com odas as ad e sidades a que es amos alheios e, com
ce eza, se nos p epa a -mos pa a o pio o melho acon ece semp e. Fazendo
uma e lexão, que oça o lado mais in imo, posso a i ma , com oda a
anqueza, que es e dia oi um dos dias mais is es que já i e.
...
"Expe iência é o nome que nós damos aos nossos p óp ios e os.",
Osca Wilde"." - Re lexão 3 de 52
Fo am es as in ospeções no momen o da esc i a que me ajuda am a e
mais e icácia e con olo da aula, con ibuindo pa a o c escimen o do meu papel
enquan o p o esso , e i ando assim a es agnação.
46
4.1.4. A aliação
A a aliação pode se de inida, de aco do com A anha (2005) como uma
ecolha de in o mação pa a egula odo o p ocesso de ensino-ap endizagem.
Pa a a unção da a aliação se c edi ada com sucesso, é p imei amen e
necessá io, c ia uma componen e mo i ado a à a aliação diagnós ica. Es e elo
que liga a mo i ação à on ade de anscendência, de e se c iado na p imei a
aula, le ado a cabo pelo p o esso , como o p incipal sujei o mo i ado dos
alunos.
O p ocesso de a aliação não é, po si só, um p ocesso sólido e sujei o a
al e ações, mui o pelo con á io, es e p ocesso es á dependen e da e olução
da ap endizagem dos alunos, pa a que se e i iquem os p og essos
alcançados.
Segundo Ben o (1998), o planeamen o de uma UD de e á e em con a
os obje i os que se p e ende alcança , a p epa ação e es u u ação didá ica
das ma é ias e a sua unção didá ica pa a as di e en es aulas.
Assim o p ocesso de a aliação comp eende ês momen os de
a aliação, no deco e de uma UD (Januá io, 1984)
As UD e am iniciadas a a és de uma a aliação diagnós ica, a aliação
essa que se ia pa a pe cebe em que ní el de desempenho a u ma se
encon a a, pa a pos e io men e concebe , de o ma mais e icaz, o
planeamen o e aze a dis ibuição das aulas. A a aliação diagnós ica, e e o
papel de p ognos ica quais os obje i os passi eis de se em a ingidos, es ando
semp e cien e das limi ações que a u ma sen ia, adap ando-se a um plano de
a i idades. Es e ipo de a aliação a ibuiu odo o signi icado ao meu
planeamen o, na medida que consegui con ola o p ocesso de ensino-
ap endizagem, ajudando-me a pe cebe sob e o endimen o dos alunos. Todas
as es a égias que inha pensado, o am sendo eajus adas, quando
necessá ias, pa a se adequa em às capacidades dos alunos, pe mi indo des a
o ma emp ega um ensino indi idualizado.
"A p epa ação pa a es a aula iniciou com a de inição dos con eúdos a
a alia e consequen es c i é ios de execução dos á ios con eúdos. Es a
47
de inição e e como base o p oje o cu icula da disciplina de Educação Física
pa a o 11º ano. Após es a a e a ealizei o plano de aula, sendo que os
exe cícios que escolhi i e am como p opósi o a alia odos os con eúdos an es
do jogo, assim quando chegasse ao jogo o mal não e ia an os con eúdos
pa a a alia e consegui ia aze uma a aliação dis ibuída ao longo de oda a
aula." - Re lexão 4 de 52
Du an e a a aliação o ma i a não i e o cuidado de ealiza nenhuma
icha que me pe mi isse aze a a aliação de cada aula dos pa âme os
ela i os à: pa icipação, mo i ação, coope ação, esponsabilidade, disciplina,
ap endizagem, bem como os sabe es. Como já e e i, es a u ma e a bas an e
disciplinada e empenhada, e em ce as si uações dos exe cícios ques iona a-
os sob e o po quê de aze em aquele ipo de mo imen ação, a sua
in encionalidade ou as componen es c i icas daquele ges o. Aquando da
a aliação inal pa a es es pa âme os, p e e i aze um juízo de alo mais
lógico sob e os pa âme os de cada um, es ando es a a aliação bas an e
sujei a a uma obse ação sis emá ica. Es e juízo de alo es mui as das ezes é
o mais sensa o e não se des ia de uma a aliação que é sujei a odos os dias.
Foi uma das si uações com que mais me depa ei nes e es ágio e com os
demais p o esso es de Educação Física, e no meu en ende a mais lógica, não
obs an e de a ibui um g ande signi icado a es e ipo de a aliação, apesa de
se um p ocesso numé ico e ealizado po obse ação sis emá ica, oi aqui que
consegui concebe uma e olução das sequências me odológicas, o nando-a
mais adequada às capacidades dos alunos. A a aliação o ma i a se e
undamen almen e pa a a e i o p ocesso de ensino-ap endizagem, ajus ando o
mesmo às necessidades dos alunos.
No inal de cada UD e a p ocedida a a aliação inal u ilizando os c i é ios
de inidos, pa a a minha u ma em pa icula , a a és do P oje o Cu icula da
disciplina de Educação Física pa a as di e en es modalidades. A a aliação inal
oi um espelho ela i amen e à a aliação diagnós ica, podendo des a o ma
e i ica odo o p ocesso de p og essão dos alunos. Na ul ima aula que azia o
é mino da UD, e a uma das minhas es a égias, assegu a que os alunos
e le issem sob e o modo como es es p og edi am desde o inicio da a aliação
diagnos ica, p i ilegiando des a o ma a pe spe i a de alo ização de cada um,
48
incu indo-lhes es ímulos de supe ação não só pa a a disciplina de Educação
Física, mas ambém pa a ida de cada um dos alunos.
Es a a aliação ica a penden e de 10% da no a da a aliação eó ica,
alusi a às modalidades abo dadas. Apesa de não se eu a a ibui a a aliação
de cada aluno, semp e i e o maio cuidado de nunca e uma g ande
dispa idade com as no as a ibuídas pelo p o esso coope an e. Semp e expus
a minha a aliação, jus i icando essas a ibuições com o maio cuidado e
sensa ez, endo em con a que essas no as podiam de ini , em mui o, os
obje i os de ida de cada um dos alunos e como ap endi nes e es ágio "as
no as dos alunos são aliosas e po isso não se pode b inca ".
4.2 Á ea 2 e 3 - Pa icipação na escola e elação com a
comunidade
Após o p imei o con ac o com os meus colegas na escola, nes e que
i ia a se o mado pelo Núcleo de Es ágio I da Escola Secundá ia de
E mesinde, jun amen e com a nossa p o esso a o ien ado a e p o esso
coope an e, o nou-se undamen al comp eende como a escola es a a
es u u ada, o seu uncionamen o e quais os obje i os. Nes e aspe o, i e o
cuidado de es uda com mais a inco o P oje o Educa i o da Escola Secundá ia
de E mesinde, o Regulamen o In e no, o Plano Anual de A i idades da
disciplina de Educação Física e o no o Es a u o do Aluno.
O g ande con ac o com a comunidade escola , deu-se a a és de uma
eunião ge al dos p o esso es do Ag upamen o de Escolas de E mesinde,
ealizada dia 13 de Se emb o no ó um cul u al de E mesinde. Nes a eunião
compa ece am odos os p o esso es do ag upamen o e pelos dois núcleos de
es ágio da Faculdade, onde pudemos e o p imei o con ac o com os es an es
p o esso es de Educação Física. Nes a eunião, o am ap esen adas as o e as
o ma i as, os ecu sos humanos, os ó gãos que aziam pa e do Conselho
Ge al e alguns p oje os pa a o ano, en e ou os assun os. Es a eunião oi uma
mais alia pa a e e alguns con eúdos abo dados na disciplina de Ges ão e
Cul u a O ganizacional de Escola.
Na p imei a eunião com o Núcleo de Es ágio, oi ap esen ado o Plano
de A i idades e quais ica am enca egues de se em o ganizados pelos dois
49

núcleos de es ágio, pela ealização do To neio de Basque ebol 3x3 ( e anexo
I) e do Co a-Ma o ( e anexo III). Es as se iam as nossas a e as p incipais
como o ganizado es a i os. Pa a além des as duas a e as icamos ambém
incumbidos de auxilia no To neio de Mini-Volei e Mega-Sp in . Dias depois
pa icipei na eunião do Conselho de Tu ma do 11ºB, u ma essa que me oi
a ibuída. Nes a eunião de Conselho de Tu ma, lide ada pela di e o a de
u ma, e compos a pelos es an es p o esso es da u ma, i e a opo unidade
de i encia a i amen e como se p ocessa am es as euniões, pa a além de
ica a conhece um pouco mais a u ma. Fui apanhando algumas in o mações
p eciosas sob e ca ac e ís icas ge ais e indi iduais. De ac o, desconhecia
comple amen e como se p ocessa am es as euniões e as ma é ias que nelas
e am deba idas. Fiquei su p eso a á ios ní eis. An es de mais po que os
docen es p esen es conheciam os alunos há sensi elmen e 2 anos e o am
esmiuçando as es a égias pa a aquela u ma unciona , pe cebendo como
uncionam enquan o g upo. Apesa de es a naquela eunião apenas como
con idado, ui e i ando ilações sob e cada um dos meus alunos, pe mi indo-
me assimila o possí el compo amen o deles. Pe mi iu ambém conhece e
comp eende o papel do di e o de u ma sob o pon o de is a adminis a i o e
de ges ão das elações humanas. Foi ambém obse á el o en ol imen o no
dia-a-dia da u ma e nos alunos, onde es e é o p incipal elo de ligação en e a
escola/enca egado de educação, is o é, um sujei o que man ém um papel
a i o nas ealidades sociais de cada um, es ando a pa dos p oblemas,
necessidades e ida social an o dos alunos como das suas amílias. E a ainda
esponsá el po seleciona a in o mação e no icia a mais ele an e aos
es an es p o esso es de o ma a acili a as es a égias que pode iam ou não
ado a no p ocesso de ensino-ap endizagem.
No inal de cada pe íodo es e Conselho de Tu ma euniu pa a discu i e
a ibui as no as, e eu, pa icipei em odas es as ocasiões à exceção da ul ima
que icou ma cada com os di e sos adiamen os de ido à g e e dos
p o esso es.
Con ém e e i que odas as semanas, mais conc e amen e às 13:30
ho as de odas as sex as- ei as, o núcleo de es ágio jun amen e com o
p o esso coope an e, euniam com o in ui o de deba e as es a égias
50
u ilizadas nas aulas, discu i as opções omadas, iden i ica os p oblemas
elacionados com a lecionação e delinea es a égias pa a ul apassa essas
lacunas. Es as euniões o am bas an e e lexi as e undamen ais no nosso
c escimen o enquan o p o esso es. O ac o de e mos um excelen e p o esso
coope an e a es e ní el, acul ando-nos semp e exemplos p á icos a a és da
sua expe iência, não dando as soluções mas sim le ando a que nós
comp eendêssemos e cons uíssemos o nosso papel como p o esso es.
Na ealização dos MEC's, elabo ei uma ca ac e ização da u ma. Es a
ca ac e ização con e e di e sos aspe os que achei pe inen e pa a conhece
de o ma in eg al e comple a odos os meus alunos. Es es dados ize am-me
comp eende os compo amen os ado ados pela u ma, podendo assim
a qui e a as es a égias mais e icazes pa a esol e es es p oblemas. Um dos
g andes exemplos p ende-se ao ac o de apenas 2 dos alunos p a ica em uma
modalidade despo i a cole i a ede ada. Nes e seguimen o, comp eendi as
di iculdades que os es an es elemen os da u ma pode iam sen i ao longo
des e ano. Apesa da u ma se conhece bas an e bem, ha ia algumas
di iculdades da u ma em se di idi po g upos e se o ganiza em po ilas
au onomamen e. Acabei po desco ina es a si uação com a o mação dos
g upos p e iamen e elabo ados, assim pode ia c ia g upos mais homogéneos
e in encionais, sendo semp e di e en es de aula pa a aula. Es a es a égia oi
bas an e p odu i a, uma ez que le a ia menos empo em o ganizá-los onde
eles bas a am olha pa a a olha e ag upa em-se po g upos bem como oi
aca ada com g ande ag ado po odos abalhando semp e com pessoas
di e en es, p econizando g andes ní eis de en ega à p á ica das a e as. Sem
dú ida que o nou as aulas mais en á eis e po enciou na sua ampli ude o
pouco empo que dispunha pa a a aula.
Des a o ma, man i e-me bas an e pa icipa i o em odos os e en os que
se ealiza am na escola, mos ando-me semp e p on o pa a ajuda e
en ol endo-me a i amen e nas a e as.
No dia 2 de No emb o oi ealizado o To neio de Basque ebol 3x3 pa a
os alunos 3º ciclo e secundá io. Es e o neio icou da esponsabilidade de
alguns p o esso es de Educação Física e dos p o esso es es agiá ios. O
o neio oi di ulgando an ecipadamen e, a a és de ca azes elabo ados pelos
dois núcleos, endo bas an e adesão po pa e da comunidade de alunos. Es e
51
o neio se iu-me como uma g ande p epa ação pa a os imp e is os que es ão
semp e sujei os a acon ece , uma ez que es a am a apa ece insc ições no
dia da p o a e onde p ecisamos de ob e uma solução imedia a pa a esol e
as ques ões do quad o compe i i o. Se iu ambém pa a e mos con ac o com
alunos di e en es. Depois de da -mos início ao To neio o nosso papel oi
unicamen e de o ien a os alunos nas a e as de mesa, á bi os, a ixação de
esul ados e p émios, onde o espi i o do Modelo de Educação Despo i a
es e e bas an e p esen e.
O Co a-Ma o escola ealizado no dia 13 de Dezemb o pa a os alunos
do 3º Ciclo e Secundá io e oi da esponsabilidade dos p o esso es de
Educação Física e os dois núcleos de Es ágio. Ao con á io do planeamen o do
To neio de Basque ebol 3x3, es e e e ou o olha , ou a se iedade, ou a
impo ância, uma ez que se a a a da maio a i idade escola , onde ouxe
alunos de ou a escola e ob e e uma enchen e de pa icipan es da nossa
escola.
Um e en o como o Co a-Ma o Escola en ol e g andes
esponsabilidades, nomeadamen e na de inição das a e as, num planeamen o
cuidadoso e de alhado, na logís ica en ol en e, num egis o c i e ioso dos
dados e ápida a ixação dos mesmos.
Na ase de planeamen o, omos guiados pela expe iência do
esponsá el do Despo o Escola , que e e um abalho incansá el du an e
odo o e en o. Foi p opos o pelo esponsá el que nos o ien ássemos pelo
abalho ealizado nos anos ansa os pelos nossos colegas da Faculdade.
Pos o is o, penso que omos decididos na de inição e dis ibuição das
unções e a e as, bem como na dis ibuição dos ecu sos humanos e ma e iais
pa a cada unção. P ocedemos, com alguma an ecedência, à elabo ação e
a ixação dos ca azes sob e o e en o, bem como os de alhes sob e a p o a,
pa a os alunos oma em conhecimen o da mesma.
O pe cu so es a a p e iamen e mon ado e di idido em sec o es, cada
um deles inha como esponsá el pelo menos um p o esso de Educação
Física. No dia da p o a, ui con on ado com o ac o de e apenas uma u ma
pa a auxilia em como iscais da p o a, ao que se ia expec á el de e pelo
menos duas u mas a desempenha em essa unção. Apesa de e apenas
me ade dos alunos que se ia expec á el pa a a iscalização da p o a, es a
52
deco eu sem nenhuma in ação du an e os ci cui os, p esando des e modo a
excelen e a i ude despo i a po pa e dos a le as da p o a. Todas as p o as
deco e am den o da no malidade e sem qualque ipo de p oblema. Foi nosso
in ui o (núcleo de es ágio de Educação Física) desempenha com a máxima
esponsabilidade as a e as (e mais algumas) que nos incu ia e se mos ápidos
e e icazes na comunicação en e os pos os em que nos es abelecíamos, só
des a o ma conseguimos e odos os aspe os sob e con olo, aspe os esses
que se demons a am de g ande ele ância e e icácia no deco e des a p o a.
Ten ámos a ixa os esul ados o mais apidamen e possí el, de modo a que os
alunos após o é mino da p o a pudessem con i ma a sua classi icação. Pouco
empo depois do inal de cada uma das p o as, os esul ados já se
ap esen a am a ixados, e i ica-mos com es e ac o que não só os
pa icipan es, mas ambém os p o esso es p esen es ealça am e lou a am o
es o ço ealizado.
Ou o dos a o es ele an e pa a o sucesso des e Co a-Ma o oi a
u ilização do Mega one, não só pa a ansmi i in o mação ela i a às p o as,
mas ambém con ibuiu pa a a animação de odo o público en ol en e.
De uma o ma ge al, penso que conseguimos le a es e Co a-Ma o
Escola 2013 a bom po o e sendo que o a le ismo na escola oma um papel
impo an e no desen ol imen o dos alunos a ní el do conhecimen o (sabe ), de
a i ude (sabe se ) e de ação (sabe aze ), assim com a ealização do co a-
ma o escola con ibuímos de alguma o ma pa a uma encon o de odos es es
alo es sociais e despo i os. A única si uação menos boa des e co a-ma o,
p e ende-se com o ac o de não e sido deposi ada, pelo o esponsá el do
Despo o Escola , a con iança em nós, es agiá ios, na ealização des e e en o,
sendo semp e ele a assumi as unções e que endo, a incadamen e, se o
esponsá el máximo pela o ganização, que ao con á io do que es a a no
plano anual de a i idades se iamos nós. Es a si uação pôs em causa a nossa
se iedade enquan o sujei os esponsá eis, a qual ele a ibui a nós a culpa po
algumas alhas, que a meu e e em con e sa com os es an es p o esso es e
colegas de es ágio podiam se minimizadas se o abalho icasse ao enca go
dos dois núcleos, po que es á amos ce os que ínhamos as capacidades
necessá ias de o ganização pa a um e en o des a dimensão .
53
as e lexões das aulas, os MEC's das modalidades abo dadas, supo e eó ico
pa a as a aliações ( e anexo IV), as a aliações inais, documen os
o ien ado es, e c. Nes e sen ido, a ibui-se a impo ância do po e ólio no
desen ol imen o dos u u os p o esso es como "(...) um exe cício con inuado e
c í ico de cons ução de conhecimen o ace ca do p óp io conhecimen o, dos
sabe es especí icos da sua p o issionalidade e, sob e udo, sob e si p óp ios
enquan o pessoas em desen ol imen o" (Sá – Cha es, 2000 p.20).
Todos es es documen os comp o am o meu desen ol imen o
p o issional, bem como a se iedade e esponsabilidade enca adas du an e es e
es ágio.
4.3.1. Es udo: A a i idade ísica e os es ilos pa en ais - Um es udo
em escolas do g ande Po o
Resumo
O obje i o do es udo é elaciona os es ilos educa i os dos pais com o índice
de a i idade ísica dos ilhos, nomeadamen e se jo ens que pe cecionam um
de e minado es ilo pa en al ap esen a alguma elação com o índice de
a i idade ísica dos ilhos, em que os es ilos pa en ais es ão es abelecidos de
aco do com as dimensões de Moni o ização, Au onomia e A e o.
A amos a do es udo é compos a po 176 alunos da Escola Secundá ia de
E mesinde e Escola Secundá ia da Boa No a, com idades comp eendidas
en e os 13 e 19 anos.
A análise es a ís ica oi e e uada a a és do p og ama es a ís ico SPSS 20.0
(SPSS, 2011). O g au de signi icância es abelecido oi de p<0,05.
Não há associações signi ica i as en e as dimensões Ques ioná io de Es ilos
Educa i os Pa en ais e o índice da a i idade ísica.
Pala as cha e: Es ilos pa en ais, A i idade Física, Moni o ização
4.3.1.1 - In odução
As mani es ações despo i as que ap ecem nos adolescen es em idade
escola são a iadas, desde a pa icipação em a i idades despo i as
60

escola es, como a pa icipação despo i a em con ex o ins i ucionalizado
(Simões e al, 1999). Es es au o es e e em que nes e p ocesso es ão incluídos
a in e ação e o in e esse dos pais, p o esso es, einado es e sis emas
despo i os escola es.
Os mesmos au o es e e em que independen emen e da elação que os
país êm na ida despo i a dos ilhos, es a elação me ece se
cuidadosamen e obse ada, uma ez que a elação en e, amília, escola e
p á ica despo i a es ão o emen e elacionadas com o p ocesso de o mação
e desen ol imen o das c ianças.
Assim sendo, con ex o amilia desempenha um papel c ucial na
in luência sob e o desen ol imen o de compo amen os saudá eis na
adolescência, bem como os esul ados na ansição pa a a idade jo em adul a
(Baum ind 1991). As c ianças dependem dos pais pa a lhes p opo ciona os
ecu sos necessá ios pa a o seu desen ol imen o saudá el pa a a ida adul a
(Chao & Tseng, 2002). Além disso, os pais se em como impo an es agen es
socializado es do ambien e amilia . Os seus compo amen os, a i udes e
c enças a e am subs ancialmen e os seus ilhos pa a compo amen os
saudá eis (Gus a son e Rhodes 2006).
En e as classi icações que o am ca ego izando o compo amen o e
a i udes de mães e pais pa a os seus ilhos des aca-se, cla amen e, as
ca ego ias in oduzidas po Diana Baum ind na década de 60.
Es a classi icação, que di ide os pais, dependendo do seu es ilo
educa i o, a endendo ao con ole, ao ní el de exigências que exe ciam sob e a
condu a dos seus ilhos, ao ca inho e à sensibilidade que demons a am.
Baum ind e colabo ado es (1971; ci . Po Webe 2004) e i ica am
bas an es di e enças na elação educa i a, conside ando os es ilos pa en ais
como: au o i á io (exigindo obediência e con olo); pa icipa i o
(es abelecimen o de no mas, calo a e i o, comunicação posi i a, c iando uma
mo i ação conco dan e com os in e esses da c iança espei an e à sua idade) e
pe missi o ( ole an es e a e i os). Em 1983, es e es ilo oi di idido em dois
(Webe 2004): es ilo indulgen e (ca inhosos e não exigen es quan o a no mas
ou de e es); es ilo negligen e (des esponsabilização e não en ol en es nas
unções pa en ais).
61
A amília assume assim um papel essencial, uma ez que as c ianças
c escem num ambien e amilia , du an e mui os anos, o e ecendo uma
opo unidade aos pais pa a que es es in luenciem os compo amen os dos seus
ilhos (Kimiecik, Ho n, Shu in, 1996). Além do ambien e amilia , a á ea de
esidência in luencia a a i idade ísica (Soubhi, Po in, Pa adis, 2004).
Os compo amen os de a i idade ísica que são ap endidos em c iança
podem pe sis i a é à idade adul a (Gus a son Rhodes, 2006). As c ianças
ap endem po obse ação de indi íduos no ambien e em que eles es ão
ce cados. Pais e i mãos se em como exemplo de modelo compo amen al na
in ância (Sallis,2000).
Um es udo sob e a p á ica da a i idade ísica ealizado em c ianças e
jo ens Sallis e al. (2000) demons ou á ias a iá eis que in luenciam a p á ica
da a i idade ísica, en e as quais se cons a ou que o supo e que os pais
exe ciam sob e os ilhos inha uma eno me epe cussão nos ní eis de a i idade
ísica dos ilhos. Um ou o es udo ans e sal e longi udinal sob e associações
en e o es ilo pa en al e a a i idade ísica de apa igas (Saunde s J, Hume C,
Timpe io A, Salmon J, 2012) comp o ou que pais au o i á ios e am mais
p opensos a se en ol e no despo o o ganizado.
Nou o es udo, o am obse adas elações posi i as en e os pais e os
ní eis de a i idade ísica das c ianças, em que o apoio di e o de pessoas
signi ica i as (pais, i mãos e i mãs, amigos p óximos) exe ce am uma in luência
sob e o compo amen o da a i idade da c iança (Ande ssen & Wold, 1992).
Ou os au o es a gumen am que o incen i o, apoio e c enças, po pa e dos
pais, podem e in luências impo an es nas a i idades dos ilhos (B us ad,
1996; Kimiecik & Ho n, 1998)
Nes e es udo in e essa elaciona os es ilos educa i os dos pais com o
índice de a i idade ísica dos ilhos, nomeadamen e se jo ens que pe cecionam
um de e minado es ilo pa en al ap esen a alguma elação com o índice de
a i idade ísica dos ilhos, em que os es ilos pa en ais es ão es abelecidos de
aco do com as dimensões de Moni o ização, Au onomia e A e o.
Vis o ha e poucos es udos em Po ugal que elacionem os es ilos
educa i os dos pais com os ní eis de a i idade ísica dos ilhos, achamos
pe inen e pe cebe os es ilos pa en ais pa a comp eende os ní eis de
62
a i idade ísica dos adolescen es, a di eção que es as duas á eas se
elacionam suge em a necessidade de explo a ainda mais es as á eas.
4.3.1.2.Ma e ial e Mé odos
4.3.1.2.1 Amos a
A amos a em es udo ( abela 1) é compos a po 176 alunos, sendo 88
alunos do sexo eminino (50%) e 88 alunos do sexo masculino (50%) . Es es
alunos equen a am o 3º ciclo do ensino básico e o ensino secundá io da
Escola Secundá ia de E mesinde e Escola Secundá ia da Boa No a, com
idades comp eendidas en e os 13 e 19 anos. A ecolha de dados oi apenas
e e uada com base na en ol ência dos es udan es es agiá ios na escola, aos
alunos das espe i as u mas e alunos do despo o escola .
Tabela 2 – Es a ís ica Desc i i a da amos a. Média de idades e Índice de A i idade Física
4.3.1.2.2 Me odologia
A ecolha de dados oi ealizada a a és da aplicação de dois
ques ioná ios dis in os. O p imei o é e e en e ao 1“Ques ioná io de A i idade
Física” onde p e endia conhece os hábi os e e en es à a i idade ísica e o
segundo ques ioná io “Ques ioná io de Es ilos Educa i os Pa en ais2” p e endia
1 1 MOTA, J.; ESCULCAS, C. Leisu e- ime physical ac i i y beha io : s uc u ed and uns uc u ed choices
acco ding o sex, age, and le el o physical ac i i y. In J Beha Med, .9, n.2, p.111-21. 2002. SANTOS,
MP; ESCULCAS, C.; MOTA, J. (2004). The ela ionship be ween socioeconomic s a us and adolescen s’
o ganized and noo ganized physical ac i i ies. Pedia ic Exe cise Science, 16, p.210-218. MOTA, J e al.
(2012). In luence o Ac i i y Pa e ns in Fi ness Du ing You h. In J Spo s Med, 33, P.325–329. 2012
2 Adap ado po Ba bosa-Duchame, C uz, Ma inho e G ande (2006), a pa i das Pa en ing Scales de
Lambom, Moun s, S einbe g e Dombush (1991), e po C uz e Ba bosa-Duchame, a pa i da escala de
e aluacion de los es ilos educa i os pa en ales (Oli ia, Pa a, Sanchez-Queija e Lopez, 2007), com
au o ização dos au o es.
N
IDADE
IAF
Média
DS
Min
Max
Média
DS
To al
176
15,5852
0,91565
5
22
13,9318
4,44984
Rapa igas
88
15,6932
0,93904
5
20
11,6932
3,83078
Rapazes
88
15,4773
0,88379
7
22
16,1705
3,87512
63
ecolhe in o mações e e en es à ce ca de como os jo ens pe cecionam a
elação que os país possuem com eles.
O Ques ioná io de A i idade Física é compos o po 5 i ens, cada i em
con em 4 hipó eses de espos a co esponden e à equência com que os
alunos p a icam a i idade ísica (nunca; menos de uma ez po semana; pelo
menos uma ez po semana; quase odos os dias). Des e ques ioná io se á
ex aindo o índice de a i idade ísica, di ecionando pa a a p á ica em con ex o
o mal.
O Ques ioná io de Es ilos Educa i os Pa en ais é compos o po 33 i ens
e e en es às pe ceções que os ilhos êm dos país, cada i em con em 4
hipó eses de espos a (nunca ou quase nunca; ás ezes; equen emen e;
semp e ou quase semp e). Os 33 i ens es ão o ganizados em 3 dimensões
(moni o ização, p omoção da au onomia e a e o): onde 19 i ens analisam a
dimensão de a e o p omoção da au onomia e o es an e compos o po 14 i ens
que analisam a moni o ização. Es a dimensão es á subdi ida em 2 conjun os
de i ens, em que o p imei o es á ocado pa a a moni o ização pa en al
(es o ços e en a i as que os pais êm pa a conhece a in o mação ace ca dos
ilhos) e o segundo diz espei o ao conhecimen o que os pais sabem dos ilhos.
A aplicação dos ques ioná ios oi ealizado du an e as nossas aulas,
com a supe isão dos p o esso es, ga an indo um egis o idedigno e au ónomo
da pa e dos alunos. Todas as in o mações do ques ioná io são con idências e
de idamen e assinado com o “Te mo de Consen imen o In o mado, Li e e
Escla ecido” ga an indo a pa icipação do educando pa a o es udo.
4.3.1.3. P ocedimen os es a ís icos
Pa a a ca ac e ização da amos a e do índice de a i idade ísica oi
ealizada uma es a ís ica desc i i a pa a se encon a a espe i a média.
Foi ainda ealizada uma análise co elacional bi a iada en e as
dimensões do Ques ioná io de Es ilos Educa i os Pa en ais e o índice de
a i idade ísica
64
A análise es a ís ica oi e e uada a a és do p og ama es a ís ico SPSS
20.0 (SPSS, 2011). O g au de signi icância es abelecido oi de p<0,05.
4.3.1.4 Ap esen ação de esul ados
A abela 2 os en a a análise co elacional do índice de a i idade ísica
ela i amen e pa a as 3 dimensões (Moni o ização, A e o e P omoção da
Au onomia) do Ques ioná io de Es ilos Educa i os Pa en ais ela i amen e ao
pai e à mãe.
*co elação com signi icância com p< 0,05 ** co elação com signi icância com p< 0,01
n.s. não signi ica i o
Tabela 2 - Análise co elacional bi a iada en e as dimensões do QEEP (pai e mãe) e o IAF
A abela mos a-nos que não exis e qualque elação es a is icamen e
signi ica i a en e o índice de a i idade ísica com as 3 dimensões que de inem
o es ilo educa i o pa en al dos sujei os, ela i amen e ao pai e à mãe.
A abela 3 exibe a análise co elacional da pa icipação em compe ições
despo i as po pa e dos jo ens pa a as 3 (Moni o ização, A e o e P omoção
da Au onomia) do Ques ioná io de Es ilos Educa i os Pa en ais ela i amen e
ao pai e à mãe.
Pai
Mãe
Moni o ização
A e o
P omoção
Au onomia
Moni o ização
A e o
P omoção
Au onomia
IAF
R
0,028
0,028
-0,027
-0,102
-0,115
-0,132
p- alue
(2- ailed)
0,718 n.s
0,719 n.s
0,721 n.s
0,182 n.s
0,129 n.s
0,82n.s
Pai
Mãe
Mono o ização
A e o
P omoção
Au onomia
Mono o ização
A e o
P omoção
Au onomia
Pa icipaçã
o em
compe içõe
s
despo i as
R
0,036
0,031
-0,006
-0,138
-0,115
-0,196**
p- alue
(2- ailed)
0,642 n.s
0,686 n.s
0,941 n.s
0,071 n.s
0,128 n.s
0,009
65

Tabela 3 - Análise co elacional bi a iada en e as dimensões do QEEP e a pa icipação em compe ições
despo i as.
Rela i amen e à a iá el elacionada com a pa icipação em
compe ições despo i as os esul ados ap esen am pa a um ní el de
signi icância es a ís ica en e a a iá el da p omoção da au onomia da mãe
com a pa icipação em compe ições despo i as da pa e dos ilhos. Quan o às
es an es dimensões, não exis em co elações com esul ados es a is icamen e
signi ica i os.
4.3.1.5 Discussão dos esul ados
A moni o ização e e e-se aos es o ços dos pais pa a o na mais ácil as
c ianças a se em isicamen e a i as, po exemplo se os pais acili am a
a i idade ísica das c ianças p opo cionando o acesso às ins alações
despo i as (C aig, Goldbe g, & Die z , 1996; . T os e al, 1997). Apesa de
nes e es udo mos a que não exis e qualque elação es a is icamen e
signi ica i a en e o índice de a i idade ísica com as 3 dimensões que de inem
o es ilo educa i o pa en al dos sujei os, ela i amen e ao pai e à mãe, um
es udo de Simões, A. e al (1999) apon a que a moni o ização ela i amen e ao
pai e à mãe pa ece desempenha um papel impo an e na despo i a dos ilhos,
em que o pai oi desc i o como o g ande acili ado na pa icipação e
acompanhamen o despo i a do ilho, ao con á io da mãe onde não oi
obse ada nenhuma elação es a icamen e signi ica i a (p < 0,05). Es es
au o es ap esen am ainda que po algum mo i o os pais que em que os seus
ilhos pa icipem em alguma a i idade ísica, po que em alguma ocasião se á
le an ada a ques ão "se á que a c iança pode i a o na -se num a le a?". É
imp escindí el ainda ci a que o ní el de o ien ação despo i a da pa e dos
pais em um papel undamen al no compo amen o despo i o, uma ez que
pode de e mina o emen e o en ol imen o das c ianças nas a i idades,
le ando a que es as quando acompanhadas pe maneçam a i amen e nas
a i idades, caso não se e i ique essa si uação pode o igina o abandono.
Rela i amen e à pa icipação em compe ições despo i as associa-se
signi ica i amen e e nega i amen e com a p omoção da au onomia da mãe. O
66
es udo de Simões, A. e al (1999) a i ma que as c ianças econhecem que as
mães não exigem qualque ipo de esul ados despo i os.
4.3.1.6 Conclusão
Os esul ados do p esen e es udo pe mi e-nos conclui que:
Não há associações signi ica i as en e as dimensões Ques ioná io de
Es ilos Educa i os Pa en ais e o índice da a i idade ísica.
Relacionando as dimensões (Moni o ização, A e o e P omoção da
Au onomia) do Ques ioná io de Es ilos Educa i os Pa en ais ela i amen e ao
pai e à mãe com a pa icipação dos jo ens em compe ições despo i as
e i icamos que apenas exis e uma co elação es a is icamen e signi ica i a no
sen ido nega i o e e en e a essa p á ica e à p omoção da au onomia po pa e
da mãe.
O ac o de a amos a se ela i amen e pequena ez com que não
hou esse mui as co elações com signi icado es a ís ico limi ando a análise dos
esul ados.
67
5. Conclusões e pe spe i as pa a o u u o
69
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78
Anexos
79
Anexo I

Anexo II
Anexo III
Documen o de apoio à disciplina de
Educação Física
11ºB
Ano le i o
2012/2013
ESCOLA SECUNDÁRIA DE
ERMESINDE
Anexo IV
Basque ebol
HISTÓRIA DO BASQUETEBOL
O Basque ebol, como modalidade cole i a de g ande implan ação social, em
sido um jogo com uma a ualização e dinamização cons an e das suas eg as (são
e is as em cada ano Olímpico). Compo a uma a i idade ísica con ínua e in ensa,
exigindo-se pa a a sua p á ica um bom ní el ísico e um al o ní el compe i i o,
p opo cionado assim, emoção, ince eza e espe áculo, al como se exige a ualmen e.
O Basque ebol su giu há ce ca de 100 anos, em Dezemb o de 1891, numa
Uni e sidade dos E.U.A, u o do empenho, das p eocupações, da capacidade c ia i a e
da in eligência de um p o esso , o D . James Naismi h.
A ideia de c iação do Basque ebol, su giu a James Naismi h, da necessidade de
se encon a uma a i idade despo i a no a, que pudesse se p a icada num ginásio,
que osse a aen e, ácil de ap ende e despe asse o in e esse e a mo i ação dos
alunos, cada ez menos p esen es e mo i ados pa a as aulas de Educação Física.
O D . James Naismi h, iniciou en ão uma sé ie de es udos e de in es igações
sob e á ias modalidades despo i as da época, nomeadamen e o Fu ebol Ame icano,
do seu pa icula ag ado, endo ealizado algumas en a i as de adap ação desse
despo o às condições de um ginásio, que se e ela iam se in u í e as de ido à não
acei ação dos alunos pelas modi icações. Con udo, James Naismi h, i ia chega a
conclusões que se i iam de base de pa ida pa a a c iação do no o jogo.
O Jogo
O basque ebol é jogado po duas equipas de cinco jogado es cada. O obje i o
de cada equipa é in oduzi a bola no ces o do ad e sá io e e i a que a ou a equipa
se apode e da bola ou ma que pon os.
A equipa que enha ma cado um maio núme o de pon os no im do empo de
jogo, de e se a encedo a.
 D ible al o ou de p og essão: usa-se pa a p og edi sem ad e sá io p óximo. De e se ealizado
com a cabeça bem le an ada, olha pa a a en e, sendo a al u a do essal o da bola acima do
ní el da cin u a;
 D ible baixo ou de p o eção: usa-se quando há ad e sá ios na p oximidade, embo a seja de
aconselha nes es casos não d ibla , mas sim passa a bola a um companhei o. A al u a do
essal o da bola é abaixo do ní el da cin u a
Componen es c í icas
 Não olha a bola;
 O que oca na bola e a con ola são os dedos;
 Os dedos con ac am a bola po cima.
 Mão empu a a bola pa a o solo, acompanhando-a;
 Pe nas le idas;
 Bola impulsionada pa a um pon o do solo em en e, no sen ido do deslocamen o;
 D ibla com a mão mais a as ada do de enso com o b aço li e p o ege a bola;
 Deslocamen o po deslizamen o, sem c uza os pés, e u ilizando uma das pe nas pa a p o ege a
bola.
E os mais comuns
 Olha pa a a bola;
 "Ba e -lhe" (Não há lexão do pulso ou con ac o com a bola é ei o com a palma da mão)
 D ibla com os dedos echados;
 D ibla mui o al o;
 Não domina o d ible com ambas as mãos;
 D ibla po ício, po cos ume e não quando é ú il;
 Não al e na de i mo.