De aluno a p o esso : Uma in luência do
passado e do p esen e
Rela ó io de Es ágio P o issional
Rela ó io de Es ágio P o issional
ap esen ado à Faculdade de Despo o da
Uni e sidade do Po o com is a à
ob enção do 2º Ciclo de Es udos
conducen e ao G au de Mes e em
Ensino da Educação Física nos Ensinos
Básico e Secundá io (Dec e o-lei nº
74/2006 de 24 de ma ço e o Dec e o-lei
nº74/2006 de 22 de e e ei o).
O ien ado a: Mes e Ma iana de Sena Ama al da Cunha
Diogo Mon ei o Cos a
Po o, Julho de 2016
II
Ficha de Ca alogação
Cos a, D. (2016). De aluno a p o esso : Uma in luência do passado e do p esen e.
Po o: D. Cos a. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e pa a a ob enção do g au
de Mes e em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io,
ap esen ado à Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o
PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO PROFISSIONAL, EDUCAÇÃO FÍSICA,
ENSINO-APRENDIZAGEM, APTIDÃO FÍSICA, TREINO FUNCIONAL
III
Ag adecimen os
À Síl ia, po odo o apoio, ca inho, amo e dedicação. Po se a o ça que me
guia e o sol do meu dia. Sem ela nunca e ia chegado onde es ou.
Aos meus pais, po me e em apoiado semp e em udo o que p ecisa a e po
me e em p opo cionado os meios pa a alcança os meus sonhos.
Ao meu i mão, po me a u a e me pe mi i con inua o abalho quando ha ia
coisas pa a a a em casa.
Ao And é Cab al, pelo seu apoio, companhei ismo e b incadei as semp e
p esen es pa a le an a o espí i o e ajuda .
Ao meu P o esso Coope an e, Mes e Ped o Ma ques, po odas as c í icas e
ale as, po oda a ajuda, dedicação e companhei ismo e po me guia nes e
caminho a ibulado.
À minha P o esso a O ien ado a, Mes e Ma iana Cunha, po oda a ajuda,
dedicação e disponibilidade demons ada du an e o ano le i o.
Aos meus alunos, po me ajuda em nes e caminho, po que sem eles não se ia
possí el passa po es a expe iência.
Ao B anco Lima, po me guia no mundo do despo o e po me mo i a a se
semp e melho .
Ao Luís Ne es, po e sido a ocha ao meu lado du an e mui os anos.
À minha amília e amigos, que me ajuda am a ul apassa es e ano de es ágio.
A odos os que in luencia am o meu pe cu so ao longo da ida.
Ob igado a odos po udo! Sem ocês não es a a aqui.
IV
V
Índice Ge al
Ag adecimen os……………………………………………………………………..III
Índice Ge al………………………………………………………………………...…V
Índice de Quad os…...…………………………………………………………...…IX
Índice de Figu as…..………..………………………………………………………XI
Índice de Anexos.………………………………………………………………….XIII
Resumo……………………………………………………………………....…..….XV
Abs ac ..........................................................................................................XVII
Lis a de Ab e ia u as.....................................................................................XIX
1. In odução......................................................................................................1
2. Dimensão Pessoal.........................................................................................5
2.1. Família, Amigos e Men o es............................................................5
2.2. O “bichinho” do despo o...............................................................8
2.3. A escola e o p o esso como inimigo............................................9
2.4. Ou a escola?.................................................................................10
2.5. No a escola!?.................................................................................11
2.6. O secundá io..................................................................................12
2.7. A aculdade.....................................................................................13
2.8. O es ágio.........................................................................................14
3. Enquad amen o da P á ica P o issional....................................................21
3.1. Enquad amen o Legal e Ins i ucional..........................................21
3.2. Enquad amen o Funcional............................................................23
3.2.1. Escola Coope an e...........................................................23
3.2.2. G upo de Educação Física...............................................25
3.2.3. Núcleo de Es ágio.............................................................26
3.3.3. As Tu mas.........................................................................27
3.3.3.1. 10º AQB................................................................27
3.3.3.2. 11º DP-AE.............................................................28
3.3.3.3. 6º B.......................................................................30
4. Realização da P á ica P o issional.............................................................33
4.1. O ganização e ges ão do p ocesso de ensino e ap endizagem33
4.1.1. O ensino............................................................................33
VI
4.1.2. O P imei o Con ac o.........................................................34
4.2. Planeamen o...................................................................................35
4.2.1. O Planeamen o Anual.......................................................35
4.2.2. MEC....................................................................................39
4.2.3. Unidade Didá ica...............................................................40
4.2.4. Plano de Aula....................................................................43
4.3. Dimensão de In e enção Pedagógica.........................................46
4.3.1. A T ansição: O Es udan e passa a P o esso ................46
4.3.2. O Clima de Aula................................................................48
4.3.3. Reg as e Ro inas..............................................................50
4.3.4. T abalha com u mas com a iabilidade in e pessoal52
4.3.5. Ins ução............................................................................54
4.3.6. A u ilização de di e en es modelos de ensino...............61
4.3.7. A aliação...........................................................................64
4.3.7.1. A aliação Diagnós ica.............................66
4.3.7.2. A aliação Fo ma i a.................................69
4.3.7.3. A aliação Suma i a..................................70
4.4 Pa icipação na Escola e na Comunidade....................................72
4.4.1. Di eção de Tu ma.............................................................72
4.4.2. As Reuniões......................................................................73
4.4.3. Co a-Ma o dos Mil...........................................................75
4.4.4. Co a-Ma o Dis i al..........................................................77
4.4.5. ExpoColgaia......................................................................78
4.4.6. Belém po um dia..............................................................80
4.4.7. Visi a de Es udo................................................................81
4.5. Desen ol imen o P o issional......................................................82
4.5.1. Re lexão e Obse ação....................................................82
4.6. Ci cui o de T eino Funcional: As di e enças na ap idão ísica de
alunos de Ensino Secundá io..............................................................85
4.6.1. Resumo.............................................................................85
4.6.2. In odução.........................................................................86
4.6.2.1. A Ap idão Física na Educação Física................87
4.6.2.2. T eino Funcional.................................................88
4.6.3. Me odologia.......................................................................89
VII
4.6.3.1. Ca ac e ização da Amos a................................89
4.6.3.2. Ins umen os.......................................................90
4.6.3.3. Ca ac e ização do Ins umen o.........................91
4.6.4. P ocedimen os de Recolha de Dados............................93
4.6.4.1. P ocedimen os Es a ís icos...............................94
4.6.5. Ap esen ação e Discussão dos Resul ados..................94
4.6.6. Conclusão.........................................................................98
4.6.7. Re e ências Bibliog á icas...............................................98
5. Conclusão...................................................................................................101
6. Re e ências Bibliog á ica..........................................................................103
7. Anexos........................................................................................................XXI
VIII
IX
Índice de Quad os
Quad o I – G elha de A aliação Diagnós ica de Basque ebol..........................67
Quad o II – Calenda ização dos einos do 11º ano.........................................91
Quad o III – Calenda ização dos einos do 10º ano........................................91
Quad o IV – Exe cícios da ba e ia de es es de Fi school Po ugal (Ga gan a,
2015)..................................................................................................................92
Quad o V – Ap esen ação das es a ís icas desc i i as dos dois g upos, nos
di e en es momen os de a aliação....................................................................94
Quad o VI – Ap esen ação dos esul ados dos es es Fi School Po ugal
(Ga gan a, 2015) em unção do momen o de obse ação (inicial, in e média e
inal) pa a os g upos GC e GE...........................................................................96
Quad o VII – Múl ipla compa ação à pos e io i pa a os ês momen os de
a aliação do GC................................................................................................97
Quad o VIII - Múl ipla compa ação à pos e io i pa a os ês momen os de
a aliação do GE.................................................................................................97
XVI
XVII
Abs ac
This epo is de eloped as pa o he p ac icum ield expe ience, which ook
place in he hi d and ou h semes e s o he s udy plan o he 2nd cycle,
leading o he Mas e Deg ee in eaching o physical educa ion in he Basic and
Seconda y Educa ion, a he Facul y o Spo Uni e si y o Po o. The aim o
his epo is o e lec abou he ac i i ies de eloped du ing he cu en yea ,
con on ing my expe iences wi h he li e a u e, he p oblems ha I aced du ing
he school yea and he solu ions ha I ound. The epo is di ided in i e main
chap e s: (1) In oduc ion – gene al syn hesis o he en i e documen ; (2)
Pe sonal F amewo k – cha ac e iza ion abou my li e jou ney and why I wan o
become a eache ; (3) P ac icum F amewo k – p esen a ion o he amewo k,
o ganiza ion and he p ocedu e o he P ac icum T aining as well as he
cha ac e iza ion o he con ex whe e i was de eloped; (4) Implemen a ion o
he P o essional P ac ice – desc ip ion o my pedagogical p ac ice acco ding o
h ee a eas o pe o mance: a ea 1-o ganisa ion and managemen o eaching
and lea ning, A ea 2-pa icipa ion in school and communi y ela ions and A ea
3-P o essional De elopmen . In his chap e he e is also he heme o e lec i e
eache and my esea ch s udy, en i led as “The di e ences in physical ap i ude
p o ided by a Func ional T aining ci cui in school”; (5) Conclusion – esume
abou he school yea and wha i p o ided o me, a compa ison be ween he
ini ial expec a i e and wha was aced du ing he school yea , as well as an
a emp o ace he p o ile o he Physical Educa ion eache , ha ing I lea n o
concei e, plan, accomplish, pu in p ac ice and assess he eaching-lea ning
p ocess. I also lea ned how o manage a class and some ac i i ies I planned.
KEYWORDS: PRATICUM TRAINNIG, PHYSICAL EDUCATION,
TEACHING/LEARNING, PHYSICAL APTITUDE, FUNCTIONAL TRAINING.
XVIII
XIX
Lis a de Ab e ia u as
EP – Es ágio P o issional
RE – Rela ó io de Es ágio
PES – P á ica de Ensino Supe isionada
MEEFEBS – Mes ado em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e
Secundá io
FADEUP – Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o
UP – Uni e sidade do Po o
EE – Es udan e-Es agiá io/a
EC – Escola Coope an e
NE – Núcleo de Es ágio
PO – P o esso O ien ado
PC – P o esso Coope an e
DT – Di e o de Tu ma
EF – Educação Física
DE – Despo o Escola
PEF – P og ama de Educação Física
MEC – Modelo de Es u u a do Conhecimen o
UD – Unidade Didá ica
TF – T eino Funcional
MID – Modelo de Ins ução Di e a
GC – G upo de Con olo
GE – G upo Expe imen al
XX
1
1. In odução
O p esen e ela ó io oi ealizado no âmbi o do Es ágio P o issional (EP).
Es a unidade cu icula é compos a pela ealização do Rela ó io de Es ágio
(RE), em pa ce ia com a P á ica de Ensino Supe isionada (PES) e encon a-
se inse ida no e cei o e qua o semes es do Mes ado em Ensino de
Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io (MEEFEBS) da Faculdade
de Despo o da Uni e sidade do Po o (FADEUP). A sua es u u a e
uncionamen o são eguladas pelas o ien ações legais p esen es no Dec e o-
Lei n.º 74/2006 de 24 de ma ço e no Dec e o-lei nº43/2007, de 22 de e e ei o,
assim como no Regulamen o Ge al dos Segundos Ciclos da Uni e sidade do
Po o (UP), Regulamen o Ge al dos Segundos Ciclos da FADEUP e
Regulamen o do Cu so de Mes ado em EEFEBS, Regulamen o da Unidade
Cu icula de Es ágio P o issional e No mas O ien ado as do Es ágio
P o issional.
O EP co esponde à e apa inal da o mação inicial do Es udan e-Es agiá io
(EE) e em como obje i o “a in eg ação no exe cício da ida p o issional de
o ma p og essi a e o ien ada, a a és da PES em con ex o eal,
desen ol endo as compe ências p o issionais que p omo am nos no os
docen es um desempenho c í ico e e lexi o, capaz de esponde aos desa ios
e exigências da p o issão” (p.2)
1
.
De aco do com Quei ós (2014) o EP pode se enca ado como um local onde
é cons uída uma p o issão. Assim, cabe ao EE u iliza as alências associadas
ao EP pa a cons ui a sua iden idade p o issional, baseada no
desen ol imen o de uma ação compe en e. É a a és do EP que o EE passa
de uma ação mais ma ginal pa a uma pa icipação mais cen al e au ónoma, no
seio da comunidade docen e, pa indo de uma ação e le ida, com o in ui o de
con igu a e econ igu a a sua iden idade p o issional (Ba is a & Quei ós,
2013).
1
No mas O ien ado as da Unidade Cu icula Es ágio P o issional do Ciclo de Es udos
conducen e ao G au de Mes e em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básicos e
Secundá io da FADEUP: 2015/016. Po o: Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o.
Ma os, Z.
2
Enquan o EE, inha como expec a i as iniciais desen ol e as minhas
capacidades enquan o p o esso , já que o EP me da ia a opo unidade de es a
num meio con olado e com o apoio de um p o esso expe ien e. P e endia
ambém, desen ol e as capacidades dos meus alunos nas qua o ca ego ias
ansdisciplina es de Vicke s (1990): habilidades mo o as; cul u a despo i a;
condição ísica e concei os psicossociais. Também inha como obje i o
desen ol e nos alunos o gos o pela p á ica despo i a, con ibuindo, assim,
pa a a p ocu a do exe cício ísico o a do con ex o escola . Po im,
ambiciona a começa a se a ado como pa e in eg an e da comunidade
escola , desen ol endo a minha elação com p o esso es, alunos e
uncioná ios.
A PES deco eu numa Escola Coope an e (EC), si uada no concelho de Vila
No a de Gaia, com um Núcleo de Es ágio (NE) compos o po mais dois
elemen os (um do sexo masculino e ou o eminino), endo sido o
acompanhamen o ealizado po dois p o esso es: a P o esso a O ien ado a
(PO), da aculdade, e o P o esso Coope an e (PC), da escola. Nes a escola
o am-me a ibuídas ês u mas, uma 10º, uma 11º e uma de 6º ano, es a
úl ima pa ilhada com o NE. Ao longo do ano apoiei o PC e a minha colega
es agiá ia na di eção de u ma (DT) do PC e i e a opo unidade de es a
p esen e em odas as euniões dessa DT e das minhas u mas.
O RE encon a-se di idido em cinco capí ulos: in odução; dimensão
pessoal; enquad amen o da p á ica p o issional; ealização da p á ica
p o issional; conclusão. Segue-se uma b e e explicação dos con eúdos
abo dados em cada capí ulo.
No p imei o capí ulo ealizo uma b e e ca ac e ização ace ca do EP e do
RE.
De seguida, pa ilho a minha es ó ia, onde e i o o meu pe cu so académico
e despo i o, e ambém a azão de me que e o na P o esso de Educação
Física (EF). Ainda nes e capí ulo aço e e ência às minhas expec a i as iniciais
em elação ao EP e seus in e enien es: alunos, NE, PO e PC.
No e cei o capí ulo aço uma ca ac e ização da p á ica p o issional, sob o
pon o de is a legal e ins i ucional. É ambém nes e capí ulo que se de ine
uncionalmen e o EP, a a és da análise do con ex o onde se ealiza.
3
No qua o capí ulo, p ocedo a um con on o en e a p á ica e a eo ia. Es e
capí ulo encon a-se subdi idido em ês á eas dis in as: Á ea 1- O ganização e
ges ão do p ocesso de ensino e ap endizagem; Á ea 2 – Pa icipação na
escola e elações com a comunidade; Á ea 3 – Desen ol imen o p o issional.
Na Á ea 1 encon am-se ela os sob e o planeamen o ealizado ao longo do
ano: plano anual, unidade didá ica e plano de aula. Após o planeamen o
disco o sob e as dimensões de in e enção pedagógica, os modelos de ensino
que u ilizei e a a aliação. Disco o ainda sob e a minha elação com a
comunidade, as euniões, a di eção de u ma, a i idades em que pa icipei e
isi as de es udo, e da impo ância da e lexão e da obse ação enquan o
componen es ma can es da es u u a do EP. É ambém aqui nes e capí ulo que
se encon a o es udo de in es igação desen ol ido, in i ulado “Ci cui o de
T eino Funcional: As di e enças na ap idão ísica de alunos de Ensino
Secundá io” onde ui pe cebe se a aplicação de um p og ama de T eino
Funcional na aula de Educação Física melho a a ap idão ísica dos alunos.
Es e ema su giu pela cons a ação que mui os alunos não e am p a ican es
egula es de exe cício ísico.
Po im, no úl imo capí ulo, concluo com um esumo ace ca do deco e do
ano le i o, das ap endizagens e di iculdades, e uma compa ação en e as
expec a i as iniciais e aquilo com que me depa ei, bem como a ca ac e ização
o pe il do P o esso de Educação Física po con on o às expe iências que i i
em con ex o eal de ensino.
4
5
2. Dimensão Pessoal
2.1. Família, Amigos e Men o es
Inicio es e capí ulo com a in enção de mos a ao lei o as pessoas que me
in luencia am ao longo dos anos a escolhe o caminho que es ou a segui e as
decisões que omei. Começo com es as igu as po que sem elas nunca e ia
chegado onde es ou nem, p o a elmen e, seguido es a ia académica, pois, o
compo amen o humano é adqui ido e modi icado a pa i da obse ação do
compo amen o e de expe iências de ap endizagem com pessoas socialmen e
impo an es (Cheng, 2013).
Nasci no seio de uma amília de despo is as e aman es do despo o. A
minha mãe, uma p o esso a de educação ísica, e o meu pai, um es udioso do
despo o e p o esso des a á ea. Com pais des es já e a de espe a que o
despo o i esse uma g ande in luência na minha ida. Apesa dis o, nunca
cheguei a conhece o meu pai, pelo que nunca in luenciou di e amen e o
pe cu so da minha ida, no en an o, es á semp e p esen e no can o do meu
pensamen o e é uma e e ência pa a mim, po aquilo que ez e pelo que me é
con ado po quem o conheceu. Po isso, não é de admi a que enha en ado
mui as ezes se como ele e aze o que ele ez, pois semp e me oi di o que o
meu pai oi um g ande homem. Não enho manei a de p o a es a a i mação,
mas decidi ac edi a no que as pessoas me dizem.
Já a minha mãe, apesa de nunca oma decisões po mim, nem me o ça a
nada, oi quem mais in luenciou as minhas decisões a é hoje. Desde cedo me
in eg ou no despo o e pa ilhou as suas i ências enquan o p o esso a
comigo, ma a ilhando-me com as es ó ias de dispa a es dos alunos, dos seus
momen os de supe ação, da o ma como desa mam a minha mãe e a deixam
sem sabe o que dize , da elação en e ela e os alunos e da ida na escola.
Todas es as es ó ias me ap oxima am da educação ísica e da escola, le ando-
me a pensa que se p o esso se ia uma ida cheia de elicidades, aleg ias,
is ezas que se iam supe adas, isos e palhaçadas, coope ação, amizade e
companhei ismo.
12
Desde o início no amos uma a mos e a di e en e naquele colégio, um
colégio eligioso, onde eina a o en endimen o, a acei ação, a amizade e a
simpa ia. Nes e colégio i ia eu passa mui os anos elizes e que me de ini iam
como pessoa. Es udei lá desde o qua o ano a é acaba o nono ano. Mui os
anos passados a ou i , a le , a es uda , a b inca e a joga com os colegas e
inúme os p o esso es.
Foi nes e colégio que ealmen e expe ienciei e dadei amen e a disciplina
de educação ísica. Todas as semanas ínhamos aulas des a disciplina e odas
as aulas e am di e idas e di e en es. Ap endíamos mui as coisas sob e os
di e en es despo os, jogá amos, o ganizá amo-nos, b incá amos,
cha eá amo-nos, econciliá amo-nos e a é g i á amos. Expe iências
ma a ilhosas, a é um mo al com o mini ampolim ap endi a aze .
Mui as ezes pensei nis o e cheguei à mesma conclusão, odas es as boas
expe iências com a educação ísica não e iam sido possí eis sem o nosso
p o esso da al u a, um excelen e p o esso e judoca que nos le ou a
ul apassa ba ei as, a ap ende e a admi á-lo. Nunca lho disse, mas oi de ido
à sua aleg ia, paixão, boa disposição, incen i os, igidez, exigência e amizade
que segui es a ia académica. Foi g aças ao seu exemplo que eu passei a
dize : “Que o se p o esso de educação ísica!”.
2.6. O secundá io
Quando acabei o nono ano já inha a ideia de que que ia se p o esso de
educação ísica, mas ainda exis iam algumas dú idas quando a essa escolha
na minha men e, po isso decidi ing essa no cu so de ciências e ecnologias.
Decidi não escolhe um cu so de despo o, pois já se ia algo mui o especí ico e
que me di icul a ia o acesso a ou as á eas, caso osse necessá io.
Apesa das dú idas que le ei comigo pa a o ensino secundá io, oi logo no
décimo ano que iquei decidido em en e eda no cu so de ciências do despo o
na FADEUP. Es a ce eza su giu nas aulas da minha p o esso a de educação
ísica do ensino secundá io, uma p o esso a es agiá ia.
13
Foi a p imei a e única ez que en ei em con ac o com um p o esso
es agiá io no meu pe cu so escola a é à aculdade e oi es a p o esso a que
me le ou a e ce ezas do que que ia aze com a minha ida p o issional. A
sua ene gia, en usiasmo e gos o pelo despo o sob epunham-se,
apa en emen e, às di iculdades que en en a a e às us ações causadas
pelos alunos, como po exemplo não que e em aze as aulas, nem se
es o ça em nelas. Além disso, a sua a i ude nas aulas e pa a connosco azia
pa ece que ha ia poucas coisas melho es que ensina despo o aos jo ens, o
que ele ou a minha de e minação em segui o que já inha decidido.
Es a pe sonalidade da p o esso a aliada ao ca isma, boa disposição,
simpa ia e conhecimen o do p o esso coope an e que a acompanha a,
con ence am-me o almen e a segui o que o meu co ação dizia, se p o esso
de educação ísica. Como diz Timme man (2009), os p o esso es do ensino
secundá io se em de modelo pa a a ca ei a de u u os docen es e na sua
o ma de ensina .
2.7. A aculdade
No inal do ensino secundá io su giu a al u a de escolhe o cu so de ensino
supe io a segui . Como já inha decidido o que que ia, não hesi ei, se ia o
despo o. Po isso, numa a i ude ela i amen e co ajosa ( ela i amen e, po que
a minha média e a mui o supe io à de en ada do ano an e io ), coloquei como
única opção de candida u a o cu so de ciências do despo o na FADEUP, a
aculdade que desde cedo es e e p esen e na minha ida.
Como a licencia u a em ciências do despo o não es á mui o di ecionada
pa a a á ea do ensino, decidi enca á-la como uma o ma de conhece melho o
despo o em ge al e de pe cebe como pode ia se um melho a le a e einado
na minha modalidade, o a le ismo. Além disso, oquei-me em ap ende o
máximo possí el nas cadei as de es udos p á icos, pois esse conhecimen o
se ia mui o impo an e pa a o meu u u o como p o esso .
En e an o, no úl imo ano de licencia u a, comecei a pe gun a -me se i pa a
ensino se ia a escolha ce a em e mos p o issionais; se me ajuda ia a e uma
boa ida. Com os p oblemas que os p o esso es en en a am ecen emen e
14
al ez não osse a melho opção. Con udo, a única á ea que me in e essa a
pa a além do ensino se ia o despo o de al o endimen o, mas em con e sa
com os meus colegas de aculdade e do a le ismo que equen a am esse
mes ado e conscien e do ac o de que a ca ei a como einado de a le ismo
ambém não dá segu ança inancei a, conclui que inha de segui o meu
co ação e i pa a o MEEFEBS.
Foi no p imei o ano des e mes ado que con ac ei, pela p imei a ez, com
alunos das escolas, sendo es e p imei o con ac o na unidade cu icula de
Didá ica Especí ica do Despo o – Na ação. Apesa des e con ac o inicial e
c iado algum ne osismo e ap eensão, oi essencialmen e o medo de e algum
aluno a a oga -se na piscina que dominou o meu pensamen o. Felizmen e, es e
eceio nunca se conc e izou. À medida que as aulas o am passando ape cebi-
me que da aulas no espaço da aculdade de e ia se o almen e di e en e de
da aulas na escola. Mas se ia assim ão di e en e? Os alunos compo a -se-
iam de o ma di e en e? Os espaços despo i os são maus? Es as pe gun as
o am pa cialmen e espondidas nas Didá icas Especí icas do Despo o de
Basque ebol, Andebol, Dança e Ginás ica, quando omos da aulas às escolas.
Quando demos aulas nessas escolas os alunos o am educados, a maio ia
empenhados e in e essados, mi igando ligei amen e as minhas dú idas. No
en an o, uma oz no can o da minha men e pe sis ia em dize , “No es ágio se á
di e en e. Lá ais es a sozinho a da aulas, não em g upo”. Assim, as minhas
dú idas em elação ao es ágio pe sis iam e pa eciam só desapa ece quando
expe ienciasse a ealidade po mim p óp io.
2.8. O es ágio
Depois de mui os anos a p epa a -me pa a o momen o de início do EP, eis
que su ge o momen o de escolhe qual a escola em que que o ealizá-lo.
No início su gi am dú idas, pois “os es udan es es agiá ios econhecem
g ande iqueza o ma i a ao es ágio” (Ba is a, 2014, pp. 34-35), algo que eu já
pensa a, e, po isso, que ia escolhe a escola que me p opo cionasse as
melho es opo unidades pa a ap ende , desen ol e a minha capacidade de
in e enção e mobiliza o meu conhecimen o e ideias, dado que inha a
15
expec a i a de “encon a no es ágio con ex os po enciado es de
ap endizagens signi ica i as” (Ba is a, 2014, pp. 35). Vis o que “o início da
ap endizagem p o issional da docência é uma ase ão impo an e quan o di ícil
na ca ei a de um p o esso ” (Quei ós, 2014, p. 69). Além disso ainda ui
ale ado pa a a necessidade de e um bom g upo de es ágio, de es a com
pessoas com que me desse bem e que abalhassem bem.
Face a es as o ien ações, en ei aze uma pesquisa sob e quais as escolas
mais aconselhadas pa a aze o EP. Falei com p o esso es, colegas e amigos
de amília de modo a a e igua qual o local em que melho me in eg a ia. Após
es a pesquisa, eduzi as minhas opções p io i á ias a ês, sendo uma delas a
escola onde concluí o ensino secundá io, o que impunha uma o e in luência
sob e mim, pois já conhece ia mui os dos p o esso es, uncioná ios e espaços.
Du an e mui o empo icou a ideia de i pa a a minha escola an iga ealiza o
es ágio. No en an o, um dia a minha mãe disse-me: “Fizes e odos es es anos
de aculdade ao lado da mesma pessoa e no de adei o momen o ais
abalha com ou os? Não me pa ece a opção mais ace ada”. Depois des a
a i mação econside ei imedia amen e aquilo que ia aze , a inal a minha mãe
inha azão, inha-me esquecido de um dos pon os mais impo an es na
escolha da escola, o núcleo de es ágio. Se á semp e melho ica com alguém
que enho a ce eza que me dou bem e que sei que abalha bem, mesmo
sendo uma escola menos apela i a, do que i pa a a minha escola de eleição e
a isca a e um g upo de colegas que não gos asse.
Es a úl ima p eocupação, aliada às boas ins alações, um bom ambien e
escola , uma boa adição despo i a e o ele ado g au de exigência, le ou-me
a coloca como minha p imei a opção a escola onde me encon o a es agia .
A no ícia de que inha sido colocado onde que ia encheu-me de aleg ia.
Sal os, ab aços, beijos, con e sas animadas e b incadei as ca ac e iza am o
ambien e dos dias seguin es. Mesmo assim uma somb a ap oxima a-se. Uma
somb a de dú idas e in e ogações, insegu anças e ou os pensamen os:
“Se ei capaz de enca a a u ma?”; “Como se ão os alunos?”; “Como se á a
escola?”; “Espe o que gos em de mim”; “Não posso acila ”. No en an o, o
empo pa a pensa não oi mui o, quando dei con a, e a al u a da p imei a
eunião com o PC.
16
Nes a eunião, alguns dos meus medos o am ligei amen e mi igados, o
p o esso e a amigá el e simpá ico, ole an e e ígido ao mesmo empo,
comp eensi o, mas sem eceio de nos chama à a enção e co igi . Mas ou os
medos o am exace bados, “As aulas começam já na p óxima semana? Não
es ou p epa ado!”, medos que me segui am a é à aula de ap esen ação.
Nes e p imei o momen o na escola o am-me a ibuídas as u mas a que ia
da aulas. Quando soubemos que ínhamos seis u mas à escolha e que
podíamos escolhe duas pensei: “Duas? Pensa a que só ínhamos uma. Bem,
quando mais expe iências melho . Mais ap endo.” Além disso, ambém me
lemb o de pensa , depois de já e escolhido as u mas, “Alea jac a es ”, a so e
es á lançada, pois os a o es de e minan es pa a o compo amen o e a i ude da
u ma já inham sido ealizados, só al a a sabe o esul ado. Te duas u mas
pa a da aulas su giu de o ma inespe ada, mas c ia am em mim um desa io
que mal podia espe a pa a ul apassa , da am-me mais o mas de ap ende ,
mais empo pa a expe imen a e di e en es ealidades pa a expe iencia .
Também oi nes a eunião que icou decidida a modalidade a ensina em
p imei o luga . “Quem que en a o oleibol?”, pe gun ou o p o esso . “Eu
posso azê-lo”, acei ei eu o desa io. Na al u a pensei que não ia se ácil
ensina es a modalidade, pois semp e me oi di o que o oleibol e a aquele
despo o em que os alunos inham mais di iculdades e que e a mais di ícil de
ensina , po isso es a a à espe a de uma aula de a aliação onde le a ia as
mãos à cabeça em desespe o e di ia: “E ago a? Po onde começa ?”. Mas
an es ainda inha a aula de ap esen ação pa a en en a .
Es a p imei a aula oi aquela que mais ne oso e du idoso me deixou, a inal
e ia de ala pa a oda a u ma enquan o odos me obse a am, alunos,
colegas e p o esso coope an e. “E se a oz alha?”, “E se gaguejo?”, “Não
posso es a a olha pa a o chão, enho de olha na di eção dos alunos”, “Tenho
de me mos a con ian e” e “Não posso epe i mui as ezes a mesma
exp essão”, o am alguns dos meus pensamen os nos dias an e io es a es a
p imei a aula.
Já na aula, nem udo co eu da melho o ma, mas conside o que não es i e
nada mal pa a uma pessoa que nunca gos ou de ala em público, que pouco
pa icipa a o almen e nas aulas e que semp e alou num om baixo:
17
“… endo em con a o que me ape cebi e as con e sas com os meus
colegas es agiá ios, conside o que deixei anspa ece algum
ne osismo, a a és de alguma epe ição de de e minados ges os,
além disso, ambém epe i demasiadas ezes a mesma exp essão,
nomeadamen e “okay”. Apesa disso, conside o que não es i e mal e
que os alunos o am capazes de e em mim o seu p o esso .”
(1ª e lexão, UD Voleibol, 9 de Se emb o de 2015)
Daquilo que obse ei, o compo amen o dos alunos es a a den o do que eu
es a a à espe a, mas se ia necessá ia mui a a enção e con olo pa a as aulas
deco e em sem qualque p oblema.
“… a a és da ap esen ação, das in e ações com os alunos e das
ichas de ca ac e ização que p eenche am, pe cebi que os alunos êm
uma boa elação en e si e que gos am de educação ísica, apesa de
ha e algumas exceções. Além disso e i iquei que há alguns alunos
que podem des abiliza as aulas, sendo necessá io uma mão i me
sob e eles.”
(1ª e lexão, 1º Pe íodo, 9 de Se emb o de 2015)
A minha ou a u ma demons ou uma a i ude di e en e e uma p edisposição
e en usiasmo pa a o despo o mais baixos.
“… no ei uma di e ença conside á el en e os alunos des a u ma e
os da ou a u ma, sendo es es alunos, à p imei a is a, mais aplicados
e bem compo ados. Apesa disso, em e mos despo i os, pa ece am-
me menos ap os do que a minha ou a u ma.”
(2ª e lexão, UD Voleibol, 10 de Se emb o de 2015)
Passada a p imei a aula e as p imei as p eocupações, su giu o momen o de
c ia o plano de aula e a g elha de a aliação diagnós ica pa a a modalidade de
oleibol.
De e minado a mos a o que inha ap endido no ano an e io , c iei uma
g elha de a aliação “à manei a”, na minha opinião, adequadíssima àquilo que
ia a alia .
18
Cheguei ao pa ilhão mais cedo, de ini os campos, pedi as bolas e a i a que
subs i ui a ede de oleibol e pus-me à espe a, con ian e que os alunos
chega iam odos ao pa ilhão den o dos cinco minu os que inha de inido como
ole ância. Os cinco minu os passa am e começa am a chega os alunos.
Passados dez minu os inha pouco mais de me ade da u ma. “Ma co al as
p o esso ?”, “Não, dá só um a iso po ago a”, ajuizou. Só passados quinze
minu os é que chegou o de adei o aluno. “En ão como é?”, pe gun ei eu. “Pa a
a p óxima êm al a, não ol em a a asa -se.” Foi en ão que o momen o po
que espe a a se conc e izou, “Sim p o esso , pedimos desculpa, não ol a a
acon ece ”. O econhecimen o que p ocu a a há anos, “Finalmen e sou
p o esso !”, não consegui e i a um so iso, pois semp e quis “… se acei e e
econhecido pela comunidade de p o esso es, pelos alunos, pelos uncioná ios,
pelos di igen es da escola, pelos pais dos alunos como p o esso …” (G aça,
2014, p. 58).
Chegou o momen o de a alia e, passado pouco empo, conclui “Is o é
impossí el de p eenche …”, as ca ego ias e am demasiadas e os c i é ios
ambém, p ecisa ia de pelo menos duas aulas pa a comple a udo. A inal a
g elha que eu iz não e a adequada. A cons ução das ichas de obse ação oi
uma das maio es di iculdades que encon ei, ou e am demasiado complexas e
di íceis de p eenche ou demasiado básicas e não pe mi iam a e igua
ealmen e o ní el dos alunos. Is o e a algo que não espe a a, pois já inha
p oduzido á ias g elhas de a aliação no ano an e io .
O desempenho dos alunos, pelo con á io, oi bas an e supe io ao que
es a a à espe a. Es a a à espe a de encon a uma g ande maio ia de alunos
com mui as di iculdades a ní el mo o e com di iculdades em ealiza um passe
de oleibol, mas depa ei-me com uma ealidade di e en e. Os alunos e am
bons, aziam passes, manche es, se iços, blocos e a é ema es. Fiquei
espan ado.
Nes a aula ainda i e alguns p oblemas em ala com os alunos. A oz
emia às ezes e não a ele a a o su icien e. Felizmen e não inha mui o a
dize , pois es a a mais p eocupado em obse a os compo amen os e
decisões do que em aze co eções. Na minha opinião is o acon eceu po al a
de à on ade com a u ma e de ido ao ne osismo que sen ia. Apesa disso, a
pa i des a aula deixei de e es as p eocupações, passei a ala de o ma mais
19
con ian e e asse i a e comecei a c ia uma boa elação com a u ma. Nes e
momen o as minhas p eocupações com as aulas são em da eedback co e os
e em quan idade adequada e, p incipalmen e, pa a com a e olução dos alunos,
pois “são eles que dão signi icado– e dadei o – à sua ação” (Ba is a, 2014, p.
35).
Algo que ainda não e e i, mas que é impo an e pa a qualque es agiá io, é
as elações com a comunidade escola , dado que “as escolas coope an es,
enquan o espaços socializan es pa a a p o issão, eme gem como elemen os
impo an es nos p ocessos de cons ução iden i á ia dos es udan es
es agiá ios.” (Ba is a, 2014, p. 24). An es de começa o es ágio pensa a mui as
ezes em como ia in e agi com pessoas comple amen e es anhas pa a mim e
que não sabem nada sob e a minha pessoa nem eu sob e elas. Sendo eu
alguém que mal ala com os ios ou p imos quando es á sem os e há algum
empo, semp e pensei que se ia complicado in eg a -me na escola. No en an o,
es e p ocesso não deco eu como espe a a, as pessoas o am simpá icas,
a a am-nos quase como iguais, ala am connosco e en a am deixa -nos à
on ade. Po isso, o p ocesso de in eg ação oi mais ácil do que eu pensa a, o
que oi impo an e, pois o obje i o semp e oi “(…) aze pa e de uma
comunidade de p á ica; de in e io iza os alo es comuns, a mo al cole i a, as
expec a i as da comunidade; de es i e sen i -se con o á el na pele do
p o esso ” (G aça, 2014, p. 58).
A minha úl ima g ande expec a i a em elação ao EP e a in eg a a equipa
écnica de uma equipa de despo o escola (DE) da Escola Coope an e (EC).
Sendo es a escola uma g ande e e ência ao ní el do despo o escola , eu
que ia ap ende no as coisas e aze pa e da sua ica his ó ia e adição.
In elizmen e, es as expec a i as o am o almen e anuladas quando soube que
a escola não ia e despo o escola onde eu e os meus colegas pudéssemos
se incluídos. Foi uma g ande desilusão.
Em o ma de conclusão, que ia dize que odas es as expe iências o am
impo an íssimas pa a o meu desen ol imen o como p o esso (es agiá io) e
pa a a de inição da minha iden idade p o issional, pois, como desc e e G aça
(2014, p. 44) “a cons ução da iden idade p o issional do p o esso es á longe,
pois, de se uma ob a soli á ia de uma on ade indi idual, (…) ela esul a de
um jogo complexo de p ocessos de o mação e socialização (…)”.
20
Os in e enien es em odas es as expe iências, pais, amília, namo ada,
amigos, einado es, p o esso es, colegas e alunos o am odos imp escindí eis
nes e meu pe cu so, independen emen e de e em in luenciado posi i a ou
nega i amen e, pois oi o conjun o de odas as minhas expe iências pessoais e
p o issionais que me le a am a se o que sou e a escolhe se p o esso de
educação ísica. Tal como menciona Cunha (2008), a o mação de p o esso es
em que se is a como um p ocesso con ínuo e coo denado, cons i uído po
sucessi as e apas, ape echando o docen e pa a as mudanças e iginosas da
sociedade.
21
3. Enquad amen o da P á ica P o issional
O EP da FADEUP es á es u u ado de aco do com os equisi os legais,
ins i ucionais e uncionais, endo se se odos cump idos de o ma a um bom
desen ola do mesmo.
3.1. Enquad amen o Legal e Ins i ucional
Como diz o Dec e o-Lei nº 43/2007 de 22 de Fe e ei o, “… a i ula idade da
habili ação p o issional pa a a docência gene alis a, na educação p é-escola e
nos 1º e 2º ciclos do ensino básico, é con e ida a quem ob i e al quali icação
a a és de uma licencia u a em Educação Básica, comum a qua o domínios
possí eis de habili ação nes es ní eis e ciclos de educação e ensino, e de um
subsequen e mes ado em Ensino, num des es domínios. (…) Po seu u no, a
habili ação p o issional pa a a docência de uma ou duas á eas disciplina es,
num dos es an es domínios de habili ação, é con e ida a quem ob i e es a
quali icação num domínio especí ico a a és de um mes ado em Ensino...”.
Des a o ma, Ba is a (2014, p. 11) e o ça es a no ma, “em e mos legais, a
publicação do Dec e o-Lei nº 43/2007 de 22 de Fe e ei o, eio coloca a
exigência de habili ação mínima pa a a docência no g au de mes e”.
O EP da FADEUP é “uma unidade cu icula do segundo ciclo de es udos
conducen e à ob enção de g au de Mes e” (Ba is a e Quei ós, 2013, p. 37),
assim compo a uma g ande impo ância pa a o MEEFEBS, e encon a-se
o almen e de aco do com os equisi os legais, pois, segundo Ba is a e Quei ós
(2014, p. 37) “em e mos legais, o EP ege-se pelos p incípios p esen es na
legislação cons an e do Dec e o-lei nº74/2006 de 24 de Ma ço e o Dec e o-lei
nº 43/2007 de 22 de Fe e ei o”.
Ins i ucionalmen e, o EP su ge como uma unidade cu icula do segundo ano
do MEEFEBS da FADEUP e deco e nos e cei o e qua o semes es des e
ciclo de es udos e em como obje i o a in eg ação no exe cício da ida
p o issional de o ma p og essi a e o ien ada, em con ex o eal, desen ol endo
as compe ências p o issionais que p omo am nos u u os docen es um
28
Assim, pude e i ica que apenas ês alunos do miam mais de oi o ho as,
icando mui o aquém do núme o de ho as ecomendadas pa a a sua idade. Em
elação às e eições, ha ia mui os alunos que não aziam odas as que
p ecisa am ao longo do dia, ha endo a é alguns que nem pequeno-almoço
oma am. Vis o is o, oi necessá io ala com os alunos e pe cebe quais as
azões que os le a am a não aze de e minadas e eições e sensibiliza-los
pa a a impo ância das mesmas, bem como pa a a impo ância de um bom
núme o de ho as de sono. Tudo is o ealizei logo nas p imei as aulas.
No que conce ne à p á ica despo i a, ca o ze dos meus alunos inham uma
p á ica despo i a egula , dis ibuindo-se po modalidades como a Dança,
Ginás ica, Na ação, Fu ebol, Taekwondo, A le ismo, Voleibol e Andebol. Os
es an es alunos não ealiza am qualque ipo de p á ica despo i a. Assim, oi
necessá io planea aulas es imulan es e que le assem os alunos a p ocu a o
exe cício ísico o a do empo le i o. Es a a i mação o na-se ainda mais
impo an e po ês alunos e em a i mado que a EF e a a disciplina que menos
gos a am. Me ade da u ma a i mou que es a disciplina e a a sua a o i a,
podendo eu deduzi que es a am in insecamen e mo i ados pa a ealiza as
aulas.
A a és do es udo das modalidades a o i as e que menos gos a am, pude
e i ica que as modalidades que mais alunos gos a am e am o Basque ebol, o
Voleibol e o Fu ebol e as que menos gos a am e am a Ginás ica, o Fu ebol e o
Andebol.
No que conce ne à saúde, só exis iam dois alunos com p oblemas mais
g a es, um com p oblemas de i oide e um com enxaquecas equen es. Em
p incípio es es p oblemas de saúde não a e a iam as minhas aulas, no en an o
es i e semp e a en o a es es alunos de o ma a p e eni si uações
desag adá eis e zela pelo seu bem-es a .
3.3.3.2. 11º DP-AE
O 11º DP-AE e a uma u ma do ensino secundá io do cu so de Desenhado
de P oje os – A qui e u a e Engenha ia. A mesma e a compos a po in e e seis
alunos, ca o ze do sexo eminino e doze do sexo masculino, com idades
comp eendidas en e os dezoi o e os quinze anos, sendo a média de idades de
29
dezasseis. Es a u ma oi ca ac e izada pelo PC como uma u ma complicada
em que se ia necessá io mui o con olo e a enção. Dos in e e seis alunos, ês
ica am e idos em anos an e io es, dois ep o a am um ano no ensino básico e
um decidiu muda de cu so.
A a és do es udo- u ma, pude e i ica que apenas ês alunos do miam
mais de oi o ho as, icando mui o aquém do núme o de ho as ecomendadas
pa a a sua idade. Em elação às e eições, ha ia mui os alunos que não aziam
odas as que p ecisa am ao longo do dia, ha endo a é alguns que nem
pequeno-almoço oma am e mui os que passa am a manhã in ei a sem come .
Do mesmo modo que na u ma do 10º AQB, oi necessá io ala com os alunos
e pe cebe quais as azões que os le a am a não aze de e minadas e eições
e sensibiliza-los pa a a impo ância das mesmas, bem como pa a a impo ância
de um bom núme o de ho as de sono. Tudo is o ealizei logo nas p imei as
aulas.
No que conce ne à p á ica despo i a, quinze dos meus alunos inham uma
p á ica despo i a egula , dis ibuindo-se po modalidades como a Dança,
Ginás ica, Na ação, Fu ebol, Taekwondo, Basque ebol e Voleibol. Os es an es
alunos não ealiza am qualque ipo de p á ica despo i a. Assim, o nou-se
necessá io planea aulas es imulan es e que le assem os alunos a p ocu a o
exe cício ísico o a do empo le i o. À semelhança da u ma an e io , es a
a i mação o na-se ainda mais impo an e pa a os dois alunos que a i ma am
que a EF e a a disciplina que menos gos a am. No e alunos da u ma
a i ma am que es a disciplina é a sua a o i a, podendo eu deduzi que
es a am in insecamen e mo i ados pa a ealiza as aulas.
Analisando as modalidades a o i as, pude e i ica que as modalidades que
mais alunos gos a am e am o Voleibol, Fu ebol e Basque ebol e as que menos
gos am e am o Fu ebol, Ginás ica e Râguebi.
No que conce ne à saúde, só exis ia um aluno com p oblemas mais g a es,
Sínd ome de Aspe ge . Es a pe u bação do espec o do au ismo pode ia e
um g ande impac o na capacidade mo o a e cogni i a do aluno e pode ia se
necessá io adap a as aulas às suas necessidades, no en an o o g au de
a e ação e a eduzido e não ouxe g andes consequências às aulas. Mesmo
assim, es i e semp e a zela pelo bem-es a do aluno e a qualque p oblema
que pudesse su gi .
30
3.3.3.3. 6º B
O 6º B e a a u ma pa ilha do meu núcleo de es ágio. A mesma e a
compos a po in e e ês alunos, se e do sexo eminino e dezasseis do sexo
masculino, com idades comp eendidas en e os dez e os doze anos, sendo a
média de idades de onze. Es a u ma oi ca ac e izada pelo PC como uma
u ma complicada e p oblemá ica em que se ia necessá io mui o con olo e
a enção da nossa pa e. Dos in e e ês alunos, dois ica am e idos em anos
an e io es, ep o ando os dois no segundo ano do ensino básico.
Como e a a u ma pa ilhada, dá amos os ês es agiá ios aulas. Pa a que
odos i éssemos as mesmas opo unidades, decidimos leciona , cada um,
uma aula po semana, cada um no seu dia. Cedo pe cebemos que às sex as-
ei as os alunos es a am semp e mais i equie os, sendo mais di ícil a
lecionação. Quando nos ape cebemos des e p oblema, implemen amos um
sis ema de o ação de dias, de o ma a não p ejudica ninguém. Logo de início
pe cebi que da aulas e planea com os meus colegas pa a a mesma u ma
inha as suas an agens e des an agens. Como an agens, e a mais ácil
planea , pois odos nos complemen á amos e e a mais ácil a ende aos
p oblemas da u ma. No en an o, e a mais di ícil c ia uma elação p óxima com
es a u ma do que com as ou as, a coo denação dos alunos e a mais di ícil,
pois, às ezes, cada um eco ia às suas o inas p óp ias, mesmo endo nós
es ipulados algumas pa a es a u ma no início do ano, e e a mais complicado
classi ica os alunos no inal do pe íodo, pois, mui as ezes, ínhamos opiniões
di e en es.
No es udo- u ma, pudemos e i ica que a maio pa e deles azia o núme o
de ho as necessá ias po dia, no en an o, ha ia ês alunos que do miam
menos de seis ho as po dia. Es a si uação, aliada ao ele ado núme o de ho as
despendidas no compu ado ou a e ele isão, podia se mui o p ejudicial aos
alunos. Em elação à alimen ação, ha ia bas an es alunos que não ealiza am
odas as e eições, um deles não oma a pequeno-almoço nem lancha a. Vis o
is o, oi necessá io sensibiliza a u ma pa a hábi os de ida mais saudá eis.
No que conce ne à p á ica despo i a, apenas ês dos alunos não
p a ica am exe cício ísico egula , dis ibuindo-se a p á ica dos ou os po um
31
leque ele ado de modalidades. Face a es a cons a ação, podemos dize que os
alunos des a u ma es a am mo i ados pa a a p á ica despo i a, podendo nós
planea aulas exigen es e es imulan es pa a eles. Pa a co obo a es a
a i mação nenhum dos alunos e e iu a disciplina de EF como a que gos a am
menos.
Pela análise das modalidades despo i as que mais gos a am e as que
menos gos a am, pudemos e i ica que a modalidade que mais alunos
gos a am e a o Fu ebol e a que menos gos a am e a a Ginás ica.
No que conce ne à saúde, não exis ia nenhum caso g a e, apenas algumas
oco ências de asma. Mesmo assim, es a doença podia e um g ande impac o
na capacidade mo o a dos alunos, le ando-os a e necessidade de não aze
aulas, po isso es i emos semp e a zela pelo bem-es a do aluno e a en os a
qualque p oblema que pudesse su gi .
32
33
4. Realização da P á ica P o issional
4.1. O ganização e ges ão do p ocesso de ensino e
ap endizagem
4.1.1. O ensino
An es de começa a da aulas como p o esso es agiá io, i e a necessidade
de pensa no que é ensina e como pode um p o esso de educação ísica se
bem-sucedido.
Ensina é uma a i idade complexa (Rink, 1993, p. 4), pois, como diz Ben o
(2003, p. 39) “não é simplesmen e a ansmissão e ap op iação simples da
ma é ia p og amá ica; é de e minan e pa a o desen ol imen o da
pe sonalidade dos alunos”. Po es e mo i o, é necessá io que o p o esso
es eja “à al u a da ciência da sua especialidade” (Ben o, 2003, p. 41), dado
que, como nos diz o mesmo au o , o ensino con ém as bases pa a o
compo amen o mo al dos alunos, o ja o seu pensamen o, in luencia a sua
on ade, sen imen os e a uação, e a sua disponibilidade pa a as a e as do dia-
a-dia.
Ben o (2003, p. 41) e e e que “O ensino em Educação Física em como
obje i o ga an i um ní el ele ado de o mação básica – co po al e despo i a
de odos os alunos”, o mesmo au o diz-nos que ensina é es imula , guia ,
desencadea e ealiza de o ma e icaz o p ocesso de ap endizagem dos
alunos. Po isso, é necessá io ap ende a se um p o esso e icaz. Mas como o
pode ia alcança ?
Siden op e Tannehill (2000) e e em que ap ende a se e icaz no ensino é
como ap ende a se bom num despo o. É necessá io e conhecimen o sob e
as compe ências e es a égias do despo o, eina equen emen e e e ajuda
sob a o ma de ins ução, supe isão e eedback daqueles que sabem mais.
Tudo o que é necessá io é que e azê-lo e p a ica . E isso oi o que eu iz,
es o cei-me o mais possí el po melho a a minha a uação e pedi ajuda ao PC
pa a melho a .
34
Não há nenhum mis é io a odea os bons e e icazes p o esso es. Siden op
e Tannehill (2000) co obo am es a a i mação dizendo que já sabemos quais
são as capacidades e es a égias usadas po es es p o esso es. No en an o,
pa a sabe usá-las e aplicá-las é necessá io em condições cada ez mais
p óximas da ealidade. Além disso, é undamen al e conhecimen o su icien e
sob e a ma é ia.
Foi necessá io ap ende a se um p o esso e icaz, de o ma a p opo ciona
aos alunos um bom ambien e de ap endizagem.
4.1.2. O P imei o Con ac o
Todo o meu p ocesso como p o esso de uma u ma começou com o
planeamen o das aulas de ap esen ação. É e dade, não começou com a
ealização do planeamen o anual, mas há uma jus i icação pa a es a si uação.
Tudo es a a mui o con uso na EC, pois, de ido à mudança dos ó gãos de
ges ão, nada e a ce o. As aulas começa am mui o an es do p e is o e nada
es a a decidido quando apenas al a a passa um im de semana pa a as aulas
começa em. Os ho á ios não inham saído, os espaços não es a am a ibuídos
e ninguém sabia o que se i ia sucede . De ido a es a si uação pode ia se
necessá io da aulas no dia em que os ho á ios se iam e elados. Além disso,
an es de planea quais as modalidades que i ia leciona , que ia sabe quais as
que os alunos mais gos a am e menos gos a am.
Vis o is o, o p imei o documen o que planeei oi da aula de ap esen ação da
minha u ma de 11º ano, a minha p imei a aula como p o esso es agiá io. Pa a
es a aula planeei um jogo onde os alunos e iam de se ap esen a uns aos
ou os em pa es. Es e jogo pode ia p omo e a in e ação, a coope ação e a
con iança en e os alunos e ajuda -me a pe cebe qual a elação en e eles.
“Na minha opinião, es e mé odo oi bem-sucedido, is o que consegui
sabe o que que ia sob e os meus alunos, enquan o eles ap endiam
algo sob e os seus colegas de u ma.”
(1ª e lexão 11º DP-AE, UD Voleibol, 9 de Se emb o de 2015)
35
Como a aula inha a du ação de uma ho a, planeei a ealização de um jogo
lúdico pa a o inal, após a ap esen ação e o p eenchimen o das ichas de
ca ac e ização da u ma que pedi aos alunos pa a p eenche em. No en an o,
não ui capaz de o coloca em p á ica, pois o empo não oi su icien e.
“Algo que não p e i e que me impediu de ealiza o jogo lúdico que
inha planeado, oi o demasiado empo que os alunos demo a am a
p eenche as ichas de ca ac e ização, o que conside o uma pena,
pois esse jogo pode ia e pe mi ido e a dinâmica da u ma.”
(1ª e lexão 11º DP-AE, UD Voleibol, 9 de Se emb o de 2015)
Pa a a u ma de 10º ano planeei uma aula ligei amen e di e en e. Como e a
uma u ma ecém-c iada, conside ei que não azia sen ido coloca os alunos
numa si uação cons angedo a ao p opo que se ap esen assem uns aos
ou os. No en an o, e le indo depois da aula:
“…conside o que pode ia e u ilizado a ap esen ação a pa es, de
modo a que os alunos se começassem a conhece melho , is o que é
o p imei o ano em que es ão jun os.”
(1ª e lexão 10º AQB, UD Voleibol, 10 de Se emb o de 2015)
Decidi ala mais po meno izadamen e des as aulas pois o am das aulas
mais ma can es do meu aje o como es udan e-es agiá io. Foi nes as aulas
que inalmen e passei a desempenha o papel que deseja a há mui os anos.
4.2. Planeamen o
4.2.1. O Planeamen o Anual
O planeamen o anual é o que o ien a a ação do p o esso ao ní el mac o, ou
seja, ao longo de odo o ano. Já Ben o (2003, p. 60) diz que o plano anual “é
um plano de pe spe i a global que p ocu a si ua e conc e iza o p og ama de
ensino no local e nas pessoas en ol idas”.
36
Pa a a ealização des e planeamen o, i e a necessidade de consul a e
e le i sob e di e sos documen os cen ais e locais que egulam a disciplina de
EF. Assim, ui consul a o P og ama de Educação Física (PEF), do ensino
secundá io e do segundo ciclo do ensino básico e os documen os egulado es
da p á ica da EC. De o ma a pe cebe as implicações que os p oblemas de
saúde dos alunos, os seus elacionamen os e modalidades que mais e menos
gos a am podiam e nas minhas aulas, ambém consul ei as ichas de
ca ac e ização dos alunos. Pa a além disso, ainda ui pe cebe quais as
condições ma e iais, espaciais e humanas disponí eis que pudessem
in luencia a minha p á ica.
Nes a medida, o p imei o documen o a consul a oi o PEF. Pa a o 10º ano,
p e ende-se consolida e, e en ualmen e, comple a a o mação di e si icada
do ensino básico. Assim, de e-se da seguimen o ao que oi lecionado no 9º
ano do ensino básico, sendo necessá io duas ma é ias dos Jogos Despo i os
Cole i os, uma da Ginás ica, uma da Dança e duas dos es an es domínios,
com 5 ní eis de in odução e 1 elemen a pa a os alunos ob e em ap o ação.
Pa a o 11º ano muda ligei amen e, p e endendo-se que os alunos se
ape eiçoem nas ma é ias da sua p e e ência, mas ambém que, no seu
conjun o, essas a i idades ap esen em, globalmen e, um e ei o de ele ação da
ap idão ísica ge al e desen ol imen o mul ila e al do aluno. Assim, se ia
necessá io inclui duas ma é ias dos Jogos Despo i os Cole i os, uma da
Ginás ica ou A le ismo, uma da Dança e duas dos es an es domínios, onde os
alunos êm de a ingi 4 ní eis de in odução e 2 elemen a es. Po im, no 6º
ano, p e ende-se con inua o abalho ealizado no ano an e io , melho ando,
p og essi amen e, as ma é ias que ap ende am. Pa a es e ano se ia
necessá io inclui , pelo menos, uma modalidade dos jogos despo i os
cole i os, uma da ginás ica e duas dos ou os domínios. Pa a es e ní el de
ensino, os alunos êm de a ingi , no mínimo, qua o ní eis de in odução.
Como não exis ia um planeamen o anual de EF da EC, i e libe dade pa a
escolhe as modalidades que que ia ensina , endo escolhido as que p e e ia.
Com e ei o, oi sob e mim e os meus colegas es agiá ios que ecaiu a a e a de
ealiza o planeamen o anual de EF pa a o nosso g upo disciplina dos anos a
que lecioná amos. No en an o, não pudemos descu a os PEF, endo
compos o os planeamen os de aco do com es es documen os.
37
Rela i amen e aos ecu sos ma e iais e espaciais, não podia e expec ado
melho , pois a EC em ó imas ins alações e ma e ial pa a a p á ica despo i a.
Com dois pa ilhões polidespo i os, um campo ex e io de u ebol de 7, um
campo ex e io pa a di e sas modalidades e uma ede de oleibol ex e io , as
possí eis escolhas são inúme as.
Analisados os documen os e ins alações, oi al u a de e i ica as ichas de
ca ac e ização dos alunos, de o ma a pe cebe quais as suas modalidades
a o i as e as que menos gos am. Es a análise oi de g ande impo ância, pois
podia de e mina a mo i ação que os alunos êm pa a as aulas e pa a a p á ica
despo i a no ge al.
Após a análise de udo is o, ealizei o planeamen o anual. Os planeamen os
das minhas duas u mas de secundá io acaba am po ica mui o semelhan es,
pois as p e e ências das u mas e am mui o pa ecidas e o espaço e ma e ial
disponí eis e am os mesmos.
A p imei a modalidade que abo dei oi o Voleibol. Is o su ge de um desa io
p opos o pelo PC. Como e ia semp e pelo menos me ade do pa ilhão pa a
abalha , bom ma e ial e ins alações e um ela i o à on ade com a
modalidade, deco en e das aulas de Didá ica Especí ica do Despo o –
Voleibol, decidi acei a o desa io e começa com es a disciplina. Pa a além
disso, o oleibol omen a o espi i o de equipa e a en eajuda, pois é necessá io
abalha em equipa pa a ha e jogo, o que p epa a ia bem os alunos pa a
u u as modalidades cole i as.
O A le ismo su ge como segunda modalidade do planeamen o, de o ma a
p epa a os alunos pa a a p o a de co a-ma o escola que se ealiza ia no dia
18 de No emb o de 2015, em simul âneo com o Co ebol, uma modalidade
al e na i a que eque uma boa esis ência ae óbia. O Co ebol é uma
modalidade despo i a com que poucos alunos e iam en ado em con ac o,
sendo semp e um no o e mo i an e desa io. Além disso, é um despo o com
o e en âse no abalho em equipa, coope ação e mo imen ações sem bola,
endo assim uma g ande ans e ência pa a os ou os despo os cole i os.
Como úl ima modalidade do p imei o pe íodo su ge o Badmin on. Tendo em
con a os ecu sos ma e iais da EC, es a pa eceu-me a escolha ób ia pa a o
despo o de aque es que em de se abo dado nas aulas de EF. Além disso,
44
e, no inal, um g adual a e ecimen o do co po e p epa ação da aula seguin e.
A ase inicial e a ca ac e izada, no malmen e, po e em con a os con eúdos
p incipais da aula, p epa ando os alunos pa a o que i iam exe ci a . No en an o,
em algumas aulas a ase inicial abalha a ou os con eúdos, como oi o caso
da UD de A le ismo/Co ebol, onde os alunos ealiza am no início exe cícios
elacionados com a esis ência ae óbia. Na ase undamen al abalha am-se
os con eúdos a ensina . Na ase inal, na maio ia das aulas, os alunos
ealiza am um ci cui o de T eino Funcional, de o ma a p omo e hábi os de
ida mais saudá eis e a melho ia da ap idão ísica, que p ecedia a e lexão
sob e o que se inha sucedido naquela sessão e sob e os obje i os da aula
seguin e.
Inicialmen e, a ase inicial da aula e a mui o demo ada, o que e i a a mui o
empo à pa e undamen al da aula, sendo uma das minhas maio es
di iculdades. Es e p oblema sucedia-se de ido à minha al a de expe iência na
comunicação com os alunos, o que me azia pe de mui o empo em e isões e
explicações, e em ad e ências ace a a asos dos alunos.
“Como es a já e a a e cei a aula de oleibol da u ma, qua a aula no
o al, decidi que es a a na al u a de ma ca al a de a aso aos alunos
que chegam sis ema icamen e a asados, de modo a en a que nas
p óximas aulas cheguem a empo. Além disso, decidi implemen a um
sis ema de descon o de pon os às equipas cujos elemen os chegam
a asados ou êm al a de ma e ial. Es a é ou a es a égia que
implemen ei pa a en a que odos os alunos ealizem as aulas e não
se a asem”
(4ª e lexão 11º DP-AE, UD Voleibol, 18 de Se emb o de 2015)
Es a di iculdade oi esol ida com o p og edi do ano le i o e ao a isa os
alunos que e iam de chega a ho as da aula, de o ma a não pe de empo de
o ma desnecessá ia. Quando me o nei mais e icaz a o ganiza es a ase
inicial da aula, e a capaz de ealiza a chamada, e isão dos con eúdos,
explicação dos obje i os da aula e um exe cício de aquecimen o (que, na
maio ia das ezes, es a a semp e elacionado com a aula que i ia da ) num
pe íodo ela i amen e cu o.
45
A ase undamen al da aula e a, no malmen e, a mais ex ensa. Is o e a
necessá io po que é nes a ase em que se desen ol e o obje i o da aula e os
con eúdos escolhidos e se desen olam a maio ia dos exe cícios da aula.
A pa e inal da aula es a a ese ada pa a o ci cui o de T eino Funcional e
pa a uma e lexão sob e aquilo que se ealizou na aula. A aplicação des e
ci cui o oi decidida em NE, de o ma a p omo e a melho ia dos hábi os dos
alunos e da sua ap idão ísica. Pa a não o na mui o epe i i a es a pa e da
aula, o am planeados di e en es ci cui os e u ilizadas á ias músicas. A
e lexão inal ajuda a os alunos a comp eende o que ealiza am e como
melho a e p og edi . Um des e ipo de e lexão oi na modalidade de
Basque ebol, onde en ei que os alunos pe cebessem um dos con eúdos que
não es a am a execu a co e amen e, o bloqueio. Aqui en ei mos a -lhes
como o usa de o ma mais e icaz, endo eles dado as suas opiniões e admi ido
os seus e os.
Pa a além do p olongamen o excessi o da pa e inicial da aula, as
di iculdades que eu sen i na elabo ação dos planos de aula o am o
planeamen o de um núme o adequado de exe cícios e a ap op iada
dis ibuição de empo po eles. Tal como demons o no seguin e exce o de
e lexão:
“Um dos g andes p oblemas des a aula oi e planeado um núme o
demasiado g ande de exe cícios, os que me ob igou a co a alguns
deles de ido à al a de empo”
(4ª e lexão 6º B, UD Voleibol, 8 de Ou ub o de 2015)
Es a si uação sucedia-se essencialmen e no início do es ágio, pois ainda
não conhecia bem as u mas, a sua dinâmica e i mo de ap endizagem. Além
disso, a minha expe iência como docen e é limi ada. Ten ei esol e es es
p oblemas p ocu ando aconselhamen o jun o do PC e de ou os p o esso es
expe ien es, que me e i a am as dú idas e me aconselha am pa a as aulas
seguin es, além disso pesquisei a li e a u a especí ica das di e en es
modalidades. Es as es a égias de am u os e comecei a se mais e icaz e
e icien e nes as a e as.
46
“Nes a aula já ui capaz de ealiza odos os exe cícios sem lhes e i a
empo, o que, na minha opinião e ela que melho ei em elação à
úl ima aula.”
(8ª e lexão 6º B, A le ismo, 5 de No emb o de 2015)
Apesa disso, semp e que in oduzia uma no a modalidade pa e das
dú idas ol a am, pois cada modalidade em as suas ca ac e ís icas p óp ias e
pode in luencia os alunos de o ma di e en e.
Tendo em con a udo o que se sucedeu, os planos de aula o am uma
g ande ajuda pa a o bom desen ola das minhas aulas e pa a a minha a uação
como p o esso , is o é co obo ado po Sieden op (1991), que nos diz que pa a
alguns p o esso es expe ien es e pa a quase odos os p o esso es inician es,
um plano de aula é uma boa ajuda, p incipalmen e a man e em-se den o do
empo p e is o e pa a ganha em con iança.
Com o passa do empo e com o acumula de expe iência, ui sendo capaz
de leciona as aulas sem eco e aos planos de aula, sendo su icien e o seu
planeamen o e es udo an ecipado pa a que hou esse um bom desen ola da
aula. Es a oi uma g ande melho ia, pois pe mi iu que não me cingisse
exclusi amen e ao que inha planeado e que es i esse mais à on ade nas
aulas, ajudando-me a adap a as a i idades e o empo dedicado a elas em
unção da eação dos alunos e da sua dinâmica.
4.3. Dimensão de In e enção Pedagógica
4.3.1. A T ansição: O Es udan e ans o ma-se num P o esso
Foi nes e ano le i o que ealmen e sen i a mudança do meu papel, de aluno
pa a p o esso . Apesa de no ano an e io já e dado aulas em con ex o eal,
na p á ica pedagógica do p imei o ano do MEEFEBS, es a a semp e em g upo,
nunca endo dado aulas sozinho. Po es a azão, no início do ano le i o, ainda
me sen ia con uso quan o ao meu papel.
Nessa al u a mui as dú idas me su gi am. Não sabia se se ia capaz de
enca a os alunos. Não sabia quem iam se o PC e o PO. Não conhecia o
ambien e na EC, nem sabia como me i iam ecebe . No en an o não en ei em
47
pânico, pois são p oblemas comuns no início do es ágio, al como dizem
Ca doso, e al. (2014, p. 191) “os momen os que an ecedem o con ac o dos
es agiá ios com o con ex o eal são imbuídos de dú idas e ince ezas. As
ince ezas ace ca dos alunos que ão e , dos p o esso es que os ão
acompanha (PC e PO) e da ece i idade po pa e da comunidade escola em
que ão ealiza o es ágio p o issional p o ocam inúme os sen imen os de
insegu ança”. E a assim mesmo que me sen ia, insegu o.
De ido a es a insegu ança, inha mui o eceio de e a e de da uma má
imagem de mim p óp io, ques ionando mui o pouco o PC: “o medo de pode
passa uma imagem nega i a coloca o es agiá io pe an e a di iculdade de
enca a o e o. Mui as ezes, du an e a ase inicial do p ocesso de es ágio, o
medo de e ela desconhecimen o sob e algo que no seu en ende já de e ia
sabe le a-o o a a não ques iona quando não sabe, o a a não suge i esse
mesmo ques ionamen o nos momen os de e lexão conjun a” (Ca doso, e al.
2014, p. 192).
À medida que o empo oi passando es as insegu anças o am
desapa ecendo, o nando-me eu mais con ian e e com mais à on ade pa a
ques iona e e le i . No en an o, algumas insegu anças ainda se man inham,
passando eu pa a uma ase em que necessi a a da ajuda do PC pa a a maio ia
das a e as. “pa a aze ace a es e ipo de sen imen os, os es agiá ios endem
a apoia -se na o ien ação e na supe isão deco en es do es ágio” (Ca doso, e
al. 2014, p. 191).
Só no inal do p imei o pe íodo é que eu comecei a ganha uma maio
au onomia no planeamen o, aplicação e a uação como p o esso . Nes a al u a
já es a a con ian e nas minhas capacidades enquan o p o esso . Is o
acon eceu de ido à oca de expe iências e insegu anças com os meus
colegas es agiá ios, o que me deixou mais con o á el com a minha si uação,
“os núcleos de es ágio que uncionam como comunidades de p á ica -
comunidades de ap endizagem -, com o apoio (não con olo) dos p o esso es
coope an es e elam se e eno é il à econ igu ação da iden idade
p o issional dos es udan es es agiá ios” (Ba is a, 2014, p. 36).
A pa i des e momen o o aumen o da minha au onomia e au o idade oi
no ó io, deixando de eco e ao PC pa a ealiza o planeamen o das UD e dos
planos de aula.
48
Apesa de udo is o, nunca deixei o almen e de se aluno, pois, mesmo
nes e ano, es ou num p ocesso de ap endizagem. Assim, sou um es udan e
com o papel de p o esso .
4.3.2. O Clima de Aula
Uma das minhas p imei as dú idas em elação ao es ágio oi “se á que ou
se capaz de con ola os alunos?” Tinha bas an e eceio que os alunos não
izessem o que dissesse, que apenas izessem o que lhes ape ecesse. De ido
a is o en ei, desde cedo c ia um clima posi i o de aula, “a lesson wi h an
e ec i e lea ning en i onmen has a posi i e clima e” (B eckon e al., 2010, p.
103), pois é o p o esso que cons ói a a mos e a da sua aula (G aham, 1992).
Segundo B eckon e al. (2010), a aula de e e um clima elaxado, mas com um
p opósi o bem de inido, onde os alunos comp eendem cla amen e aquilo que
êm de ap ende . Assim, en ei semp e c ia um ambien e de aula onde os
alunos pudessem ap ende e soubessem o que e a espe ado deles.
De o ma a c ia es e clima de aula posi i o, en ei c ia desde início uma boa
imp essão nos alunos, e endo a minha a uação nos ês aspe os enunciados
po B eckon e al. (2010) pa a consegui es a boa imp essão: 1 - se con ian e,
au o i á io e es a em con olo da si uação; 2 - se ene gé ico e en usiás ico,
pois é necessá io mo i a os alunos a aze um g ande es o ço pa a i a
pa ido da aula, pa a isso é necessá io es a ale a, a i o e enco ajado em udo
o que se az; 3 - mos a aos alunos que um dos aspe os cen ais das aulas é a
p eocupação com eles e com os seus es o ços.
O p imei o pon o demo ei algum empo a a ingi , pois oi necessá io ganha
à on ade nas aulas e com os alunos pa a começa a ganha con iança.
“(...) não ui capaz de mos a o al con iança em mim e no que dizia,
algo que os alunos podem pe cebe e in e p e a de o ma e ada,
endo eu de abalha esse aspe o”
(2ª e lexão 10º AQB, UD Voleibol, 14 de No emb o de 2015)
Só depois de ganha essa con iança é que ui capaz de se mais au o i á io e
mos a que es a a semp e em con olo da si uação.
49
Alcançado o p imei o aspe o, o segundo oi mais ácil de consegui , en ei
a ia o om de oz, os ges os e exp essões de o ma a mos a en usiasmo,
a é joguei algumas ezes com os alunos pa a en a mos a o meu in e esse e
gos o pelo que es a a a ensina . O úl imo pon o desen ol eu-se em simul âneo
com os ou os dois. Pa a o consegui en ei se comp eensi o, sensí el,
simpá ico e ca inhoso. Um exemplo dis o oi en a ap ende o nome de odos
os alunos o mais apidamen e possí el.
“Hoje já sabia o nome de quase odos, oi uma ba alha di ícil, pois é
algo em que nunca ui mui o bom e ol amos ago a de é ias”
(32ª e lexão 10º AQB, UD Andebol, 11 de Janei o de 2016)
Além disso en ei se semp e espei ado , pois se os alunos se sen i em
espei ados e acei es pelo p o esso e pelos seus pa es, e ão mais dispos os a
empenha em-se nas aulas (B eckon e al., 2010, p. 106).
Pa a a ingi um bom clima de aula, ambém en ei c ia aulas com signi icado
pa a os alunos, pa a que eles pudessem ap ende e gos assem de o aze .
Pa a isso en ei c ia o máximo de empo possí el de aula, eduzindo os
empos mo os, pois, como B eckon e al (2010, p. 108) e e em, pa a c ia uma
sensação de p opósi o, o p o esso em de c ia o máximo de empo possí el
pa a a ap endizagem e não deixa que o empo seja despe diçado. Ten ei
a ingi is o a a és de uma boa o ganização e i mo de aula (B eckon e al.,
2010, p. 106).
Nes e ipo de aulas, com um bom clima de aula, os alunos são apoiados na
ap endizagem po um p o esso que se impo a com eles e com a sua
ap endizagem (B eckon e al., 2010, p.109). Assim, en ei conhece odos os
alunos indi idualmen e, enco ajando-os a pa ilha as suas expe iências
comigo e a da oz aos seus p oblemas, que es i essem elacionado com as
aulas de EF ou não. Com is o ui capaz de a ingi um maio ní el de
comp eensão e espei o mú uo.
O uso do humo oi ou a es a égia que en ei u iliza pa a o na o ambien e
da aula mais elaxado. No en an o, o humo não é ácil de usa numa aula, pois
em de se usado de o ma ap op iada (B eckon e al., 2010, p. 111). Como
inha pouca expe iência, inicialmen e não sabia quando usa o humo de o ma
50
ap op iada. Mas, à medida que ui ganhando expe iência, ui adqui indo,
ambém mais con iança. Mesmo assim, inha de e cuidado quando usa a es a
es a égia, pois não podia usa o humo em qualque si uação. Segundo
B eckon e al. (2010, p. 111), o p o esso pode usa o humo pa a se i de si
p óp io quando diz algo sem sen ido, pa a elaxa um aluno ansioso, pa a
acalma uma si uação onde há a possibilidade de con li o ou pa a se i com os
alunos sob e alguma coisa di e ida.
Po im, en ei p omo e a au oes ima dos alunos. A au oes ima é a
a aliação pessoal da disc epância en e a sua au oimagem e um seu modelo
ideal. Segundo B eckon e al. (2010), o impo an e na au oes ima é a
impo ância que a pessoa dá à disc epância que encon a. Assim, como
p o esso en ei aumen a a au oes ima dos alunos, a a és de eedback sob e
o desempenho nas a e as; ins uções e o ien ações pa a se em melho
sucedidos; e se enco ajado .
“Ao longo de oda a aula en ei da bas an es eedbacks às equipas,
de p e e ência eedbacks p esc i i os e a alia i os”
(58ª e lexão 11º DP-AE, UD Fu ebol, 13 de Maio de 2016)
Além disso, en ei semp e compa a cada aluno consigo p óp io e não com
os ou os, pois a au oes ima é melho ada quando os alunos são bem-
sucedidos e esse sucesso é mais acilmen e alcançado quando o p og esso é
compa ado com a pe o mance an e io do aluno, em ez de compa ado com o
desempenho dos ou os (B eckon e al., 2010, pp. 115-116).
4.3.3. Reg as e Ro inas
Pa a en a se o mais e icaz e e icien e possí el nas minhas aulas e não
queb a em demasia o seu i mo, decidi desde início c ia algumas eg as e
o inas pa a os alunos. Como e e e Rink (1993, p. 131), os p o esso es de em
es abelece o inas com os es udan es, pa a que se possa dedica mais empo
às pa es undamen ais das aulas. Sieden op e Tannehill (2000, p. 64) explicam
que um conjun o de o inas p opo ciona a es u u a que pe mi e que as aulas
deco am sem p oblemas. Os mesmos au o es dizem-nos que as eg as
51
iden i icam compo amen os ap op iados e inap op iados e si uações em que
cada compo amen o é acei á el ou não. Já Rink (1993, p. 135) e e e que,
eg as e o inas básicas pe mi em que as aulas deco am anquilamen e e
ajudam a desen ol e uma expe iência de ap endizagem posi i a e p odu i a.
Pa a que es as eg as e o inas i essem e ei o em odas as aulas e pa a
que os alunos as iden i icassem, de ini-as, em conjun o com os alunos, no
início da p imei a aula p á ica e comecei logo a aplicá-las nessa mesma aula,
pois, como dizem Sieden op e Tannehill (2000, p. 64), que as eg as que as
o inas p ecisam de se ensinadas e os alunos p ecisam de opo unidades pa a
as p a ica . Assim, de ini logo, po exemplo, que quando eu dizia “Pa ou!” que
os alunos inham de cessa o que es a am a aze e ica nos sí ios onde
es a am e quando eu dissesse “Cheguem cá!” inham de i o mais
apidamen e possí el pa a a minha bei a com as bolas con oladas debaixo do
b aço e o es an e ma e ial na mão e pe manece em silêncio a é eu pa a de
ala . Quando en a am na aula os alunos já sabiam que se de iam di igi pa a
os bancos suecos, sen a -se neles e espe a que eu izesse a chamada. No
inal da aula, o alunos comp eende am desde cedo que inham de a uma o
ma e ial quando eu mandasse e só podiam sai do pa ilhão quando es i esse
udo a umado e eu desse au o ização.
Mesmo endo ensinado as eg as e o inas cedo, os alunos ainda
demo a am algum empo a se em capazes de as econhece e de se ege em
po elas, só passado mais de um mês é que os alunos eagiam co e amen e a
odas as o inas que c iei. No en an o, es a mo osa adap ação não me
p eocupou, pois es a a con ian e que os alunos ap ende iam a seu empo,
como diz Rink (1993, p. 131) alunos no os p ecisam de p a ica mui as o inas,
es e p ocesso pode du a á ias semanas an es de as o inas se
es abelece em o almen e.
Ficando es abelecidas e consolidadas as eg as, que especi icam os
compo amen os que os alunos êm de e i a pa a que a aula enha um clima
ap op iado à sua ap endizagem (Sieden op e Tannehill, 2000, p. 67), e o inas,
que especi icam os p ocedimen os pa a a execução de a e as na aula
(Sieden op e Tannehill, 2000, p. 64), que es abeleci, as aulas começa am a se
mais luídas e a e menos empo de espe a, deslocamen os e o ganização.
52
Hou e de e minadas modalidades, como po exemplo o Badmin on, em que
i e de c ia eg as e o inas especí icas, como Sieden op e Tannehill (2000, p.
67) dizem, o p o esso pode necessi a de ac escen a o inas pa a algumas
a i idades especí icas. Um exemplo des as o inas oi a o ação de campos,
onde os alunos que ganha am o jogo, a ança am um campo pa a no e e os
que pe diam a ança am um campo pa a sul, odos le a am a sua aque e
consigo e deixa am o olan e debaixo da ede do campo em que joga am.
O meu maio p oblema oi elaxa no e o ço das eg as e o inas quando
elas já es a am ap endidas pelos alunos. Es a si uação le ou, passado algum
empo, a que os alunos, no inal do p imei o pe íodo, começassem a não
espei a o que inha sido de inido no início do ano. Assim, i e necessidade de
eensina mui as eg as e o inas no início do segundo pe íodo. Depois des a
si uação, nunca elaxei no e o ço das o inas e eg as que inha c iado.
4.3.4. T abalha com u mas com a iabilidade in e pessoal
Todos dizemos que cada u ma é di e en e, mas mui as ezes não
pensamos que den o de cada u ma odos os alunos são di e en es e cada um
em as suas necessidades, pois odos p o êm de ambien es di e en es e
i e am expe iências di e en es ao longo da sua ida. Mui os podem e
di iculdades e capacidades semelhan es, mas mui os ou os são o almen e
di e en es, necessi ando de um planeamen o di e en e. Como diz Rink (1993, p.
157) “no ma e how much e o a eache has pu in o indi idualizing asks,
he e always seems o be a need o make asks mo e app op ia e o indi iduals
o small g oups wi hin a class”. Como p o esso que ia “maximize he lea ning
o all pupils” (Vicke man, 2010, p. 168). Assim, o abalho po ní eis oi
necessá io pa a que os alunos se man i essem in e essados na ma é ia de
ensino, “de al modo que as a e as não sejam mui o di íceis (o que p omo e
desde modi icações às a e as p opos as, po pa e dos p a ican es, a é ao seu
comple o abandono) ou mui o áceis (p omo endo que o desin e esse e a
socialização, que al e ações das a e as no sen ido de as o na mais
desa ian es) ” (Rosado e Fe ei a, 2011, p. 187).
A a és da a aliação diagnós ica podemos e i ica qual o ní el de cada
aluno, o que o na mais ácil a di isão da u ma po g upos de abalho. Es es
53
g upos são impo an es, pois algumas habilidades são impossí eis de p a ica
sem ajuda (Sieden op e Tannehill, 2000, p. 226). Numa ase inicial escolhi
o ma g upos com alunos de ní el semelhan e, pois como explica Rink (1993,
p. 71) ag upa alunos com di e en es ní eis de habilidade pode le a a que os
com maio es di iculdades não ap endam sob e o que se p e ende ensina .
Depois de o ma os g upos, planeei aulas di e en es pa a os di e en es
g upos. No en an o, comecei a no a que os alunos do g upo com maio es
di iculdades começa am a ica essen idos e desmo i ados po es a em a
aze a i idades di e en es dos seus colegas.
“Apesa de e usado es as es a égias, elas não su i am e ei o, pois
os alunos não as usa am p oposi adamen e, al ez po não que e em
aze algo di e en e dos ou os ou po se sen i em ebaixados. Na
p óxima aula e ei de os deixa mais à on ade de modo a que eles
usem es as es a égias.”
(5ª e lexão 10º AQB, UD Voleibol, 24 de Se emb o de 2016)
Depois de os ques iona ace ca disso pude a e igua que os alunos
p e e iam e menos sucesso, mas aze o mesmo que os colegas, pois
sen iam-se excluídos e que e am pio es alunos po es a em numa si uação
di e en e. Assim, en ei a anja uma solução pa a es e p oblema.
Pa a que os alunos não se sen issem excluídos da u ma, comecei a planea
aulas semelhan es, com exe cícios idên icos, mas com di e en es adap ações e
a iá eis pa a cada g upo. Com is o os alunos começa am a sen i -se mais
incluídos e mais mo i ados pa a a p á ica.
A c iação de a i idades semelhan es na aula ambém ajudou a minha
a uação, pois a minha a enção es a a ocada num único exe cício, apesa das
suas a iações, e não em duas ou ês si uações de ap endizagem di e en es.
Apesa da di isão em g upos de ní el homogéneo e esul ado bem,
comecei a u iliza cada ez mais a di isão po g upos he e ogéneos, onde
alunos de di e en es ní eis se jun a am e coope a am en e si pa a melho a a
sua pe o mance nas aulas, ao que se chama ap endizagem coope a i a (Rink,
1993). A mesma au o a (p. 176) e e e que a ap endizagem coope a i a em o
po encial pa a aumen a a ap endizagem dos alunos. Mui as ezes designa a
60
A minha di iculdade inicial pode se e i icada na seguin e e lexão:
“O meu desempenho como p o esso não oi o melho , pois não me
sen ia con ian e com a modalidade e não consegui explica da melho
o ma a dinâmica do jogo e as suas eg as, de ido a is o o p o esso
coope an e in e eio e explicou melho a modalidade”
(11ª e lexão 11º DP-AE, UD Co ebol, 14 de Ou ub o de 2015)
Numa aula seguin e já i e mais acilidade, como explico no exce o
seguin e:
“O meu desempenho nes a aula já oi melho , endo eu conseguido
explica sem p oblemas a execução do lançamen o aos alunos e dado
eedbacks.”
(13ª e lexão 10º AQB, UD Co ebol, 22 de Ou ub o de 2015)
Ul apassado o p oblema de da eedbacks aos alunos, su giu uma no a
di iculdade: emi i um núme o ele ado de eedback. Pa a que os alunos
ap endam, não podemos apenas co igi-los e da -lhes eedbacks a amen e, é
necessá io in e i egula men e. Ul apassei es a di iculdade ao o ça -me a
in e i semp e que de e minada ação não e a execu ada na pe eição, mas
passado pouco empo ape cebi-me que nesse caso quase não deixa a os
alunos conclui o exe cício, icando eles incomodados com a si uação, e a
necessá io da um núme o adequado de eedback e não o máximo que osse
capaz. Ao mesmo empo ape cebi-me que quando ol a a a obse a os
alunos, es es ol a am a não aze co e amen e, po es a azão comecei a
comp eende que depois de da o eedback e a necessá io e i ica se os
alunos os coloca am em p á ica, pa a, caso não o izessem, ol a a in e i .
Es a ideia é co obo ada po Zwozdiak-Mye s (2010, p.69), o eedback que
inclui conselhos sob e como melho a é mais e icaz se o p o esso o capaz de
ica a obse a o aluno e e i ica se ele consegue a ua consoan e o que lhe
oi di o
Ou o aspe o com que me p eocupei oi da eedback mo i acional, onde
da a eedback posi i o, de o ma a en a que os alunos se man i essem
61
mo i ados nas aulas e a en a ealiza as si uações de ap endizagem,
compo amen os e mo imen os da o ma co e a. Mesmo assim, en a a
semp e se especí ico nas in o mações, não me limi a a a dize “Boa!”, en a a
semp e e e encia algo mais, como po exemplo “Mui o boa ele ação do joelho
da pe na li e, con inua assim!”.
Concluindo, o am mui as as di iculdades que encon ei no início da minha
p á ica ela i as à ins ução. No en an o, a a és do eino, da aquisição de
expe iência e do supo e do PC, ui capaz de as ul apassa .
4.3.6. A u ilização de di e en es modelos de ensino
Um modelo ins ucional p econiza um plano comp eensi o e coe en e pa a o
ensino que inclui: uma undamen ação eó ica, demons ações do esul ado da
ap endizagem p e endida, a mes ia do conhecimen o do p o esso , o
desen ol imen o adequado e sequenciado das a i idades de ap endizagem,
expec a i as e e en es ao compo amen o do p o esso e do aluno, a e as
es u u adas e a a aliação das ap endizagens (Me zle , 2011).
Nas minhas aulas, eco i essencialmen e a dois modelos de ins ução nas
u mas que me o am a ibuídas: o Modelo de Ins ução Di e a (MID) e o
Modelo de Educação Despo i a (MED). No en an o, mesmo usando di e en es
modelos, nunca descu ei as eg as e o inas que es abeleci no início do ano, de
modo a ap o ei a ao máximo o empo da aula e po encia o empo de
empenhamen o mo o dos alunos.
O modelo que u ilizei mais equen emen e oi o MID, um modelo que,
segundo Mesqui a e G aça (2011), oi o p e alecen e no ensino da EF du an e
la gos anos. U ilizei essencialmen e es e modelo po que me p opo ciona a
uma maio con iança e segu ança, pois da a a sensação de se mais ácil
con ola a u ma, po “se cen a no p o esso a omada de p a icamen e odas
as decisões ace ca do p ocesso de ensino-ap endizagem” (Mesqui a e G aça,
2011, p. 48).
O ou o modelo que implemen ei oi o MED, que u ilizei nas modalidades de
Voleibol, Basque ebol e Fu ebol. Es e é um modelo que se ca ac e iza po
alo iza a dimensão humana, social e cul u al do despo o. O seu obje i o
passa po democ a iza o despo o e alo iza a compe ição, a ibuindo
62
especial impo ância à inclusão, à compe ição e à ap endizagem. Assim, o
obje i o do MED é “ o educa e s uden s o be playe s in he ulles sense and o
help hem de elop as compe en , li e a e, and en husias ic spo spe son”
(Sieden op e al, 2004, p. 7).
Nas modalidades em que u ilizei o MED, a u ma oi di idida em
g upo/equipas he e ogéneas, mas que ossem homogéneas en e si, o que
pe mi ia uma maio a iliação, pois uma pa e signi ica i a do c escimen o
pessoal que pode esul a de boas expe iências despo i as es á in imamen e
elacionada com a a iliação; ou seja, se um memb o de uma equipa que
abalha em conjun o em di eção a um obje i o comum (Sieden op e al, 2004,
p. 5).
Na e lexão seguin e dou um exemplo da c iação das equipas:
“(...) eco i à a aliação diagnós ica que inha ealizado na aula
an e io , de modo a de ini equipas equilib adas e jus as. Como es a
u ma é cons i uída po in e e no e alunos, dos quais qua o não
ealizam as aulas(…), decidi aze ês equipas de seis elemen os e
uma de se e. Sendo in e e cinco os alunos que ealizam a aula,
pode ia e de inido cinco equipas de cinco, no en an o, isso a ia com
que um dos elemen os das equipas es i esse semp e de o a nos
jogos de 2x2, algo que achei melho e i a .
(3ª e lexão 11º DP-AE, UD Voleibol,16 de Se emb o de 2015)
Pa a que hou esse lide ança den o de cada g upo, de ini um capi ão. Es e
aluno e a quem ala a comigo du an e as aulas e o ganiza a as si uações de
ap endizagem que eu p opunha. Além disso, e a ele que explica a aos colegas
de equipa o que inham de aze . Alguns dos meus obje i os com a a ibuição
des a a e a es ão desc i os na seguin e e lexão:
“Com es a es a égia espe a a que os alunos se o nassem mais
au ónomos e que sen issem a necessidade de se in o ma sob e
aquele ipo de a e a.”
(60ª e lexão 11º DP-AE, UD Fu ebol,6 de Ab il de 2016)
63
Com o p og edi das aulas no ou-se uma cla a e olução des esaspe os em
elação ao início do ano.
O úl imo aspe o do MED que coloquei em p á ica oi a u ilização de um
calendá io compe i i o. Assim, as aulas adqui iam maio signi icado po que são
uma o ma de p epa ação pa a a compe ição (Sieden op e al., 2004), al como
demons o na seguin e e lexão:
“es a am com on ade de ganha , mui o de ido, na minha opinião, ao
calendá io compe i i o que eu planeei e a o ganiza-los como numa
liga, o que lhes deu on ade de se em os melho es da u ma.”
(22ª e lexão 10º AQB, UD Badmin on, 23 de No emb o de 2015)
No inal do ano e das di e en es modalidades não pude deixa de aze uma
compa ação en e os modelos. Enquan o o MID me da a uma maio segu ança
no início do ano le i o e me pe mi ia con ola melho a u ma, com o MED inha
a u ma oda em a i idade du an e a oda a aula, pois só ala a com qua o ou
cinco alunos enquan o os ou os con inua am em p á ica, e desen ol iam uma
maio au onomia e esponsabilidade. Assim, acabei o ano a p e e i a u ilização
do MED, pois, além dos aspe os que e e i, sen ia que os alunos es a am mais
mo i ados e in e essados nas aulas e que ajuda am mais os colegas po
se em da mesma equipa. Es a o ma de abalha oi ão ma can e pa a mim
que comecei a u ilizá-la em quase odas as modalidades, al como e i o na
seguin e e lexão:
“Algo a no a é o c escen e empenhamen o dos alunos nas aulas.
A ibuo es a melho ia à di isão po equipas e ao abalho dos
einado es, que despe am nos einado es o in e esse em mos a
que são capazes de e esse papel e, nos ou os, a on ade de se em
melho es que as ou as equipas.”
(45ª e lexão 10º AQB, UD Basque ebol, 22 de Fe e ei o de 2016)
64
4.3.7.A aliação
Segundo Rink (1993), a a aliação é o p ocesso de ecolhe in o mação pa a
aze um julgamen o sob e o p ocesso de ensino. A mesma au o a diz-nos que
a a aliação em á ios p opósi os, nomeadamen e, p opo ciona ao p o esso
in o mação sob e o ní el dos alunos em elação aos obje i os de inidos;
coloca os alunos em g upos adequados; e p opo ciona ao p o esso
in o mação sob e o ní el dos alunos com o obje i o de os classi ica . Já
Sieden op e Tannehill (2000) de endem que a a aliação en ol e a ecolha,
desc ição e quan i icação da in o mação sob e a pe o mance. Assim,
dep eendo que a a aliação é o p ocesso de de e mina a ex ensão com que os
obje i os educacionais se conc e izam. A ac escen a a es a ideia, New on e
Bowle (2010, p. 120) e e em que a a aliação é uma pa e in eg al do ensino e
da ap endizagem. Po isso é mui o impo an e que o p o esso seja capaz de
a alia os seus alunos de o ma co e a, e icaz e p ecisa. Rink (1993, p. 227)
co obo a es a a i mação ao e e i que a a aliação é impo an e po que
p opo ciona ao p o esso e aos alunos e idências su icien es pa a oma uma
decisão.
Rink (1993) ala de á ios momen os de a aliação: inicial, in e médio e inal.
A es es momen os de a aliação pode se a ibuída uma ipologia,
nomeadamen e diagnós ica pa a a inicial, o ma i a pa a a in e média e
suma i a pa a a inal. Ao longo do meu pe cu so como EE es es ês ipos de
a aliação que a au o a e e e. Os ipos de a aliação que i e am mais impac o
pa a os alunos o am a diagnós ica, que de iniu o seu pon o de início, e a
suma i a, que lhes a ibuiu uma classi icação. A o ma i a ajuda a-me a
pe cebe se os alunos es a am a p og edi de aco do com o espe ado.
Todos es es ipos de a aliação podem se ealizados de modo o mal ou
in o mal. Como Rink (1993, p.228) explica, “e alua i e in o ma ion on
ins uc ional p oduc s and p ocesses can be collec ed using bo h o mal and
in o mal means o collec ing da a”. A mesma au o a diz-nos que a a aliação
o mal é, p incipalmen e, u ilizada quando é necessá ia in o mação mais
comple a e p ecisa sob e cada aluno. Além disso, nes e ipo de a aliação
eco e-se a ins umen os de a aliação pa a egis a o que se p e ende a alia .
Já a a aliação in o mal é mais usada pa a i a no as men ais sob e os
65
compo amen os, ações e a i udes dos alunos, não se usando, no malmen e,
ins umen os de a aliação.
A a aliação ambém pode se de inida em elação ao pad ão de e e ência.
Assim, podemos ealizá-la em elação à no ma ou em elação ao c i é io (Rink,
1993, p. 228). Na a aliação em elação à no ma compa amos os desempenhos
dos alunos en e si po elação a uma no ma, sendo a a aliação o ien ada po
um conjun o de eg as comuns. Além disso, conside a-se a exis ência de um
aluno médio e de ou os que ap endem mais ou menos, assim, de ine a
posição do aluno em elação ao g upo. Tal como explica Rink (1993, pp. 227-
228), quando os alunos são a aliados em compa ação com o que ou os
alunos são capazes de aze , designa-se a aliação e e en e à no ma. Na
a aliação em elação ao c i é io o pad ão de e e ência ou de compa ação é
um c i é io, ou seja, o conhecimen o do aluno é a aliado em elação a c i é ios
p é-es abelecidos, cons i uídos pelos obje i os de ensino, sem que sejam
compa ados os alunos (Rink 1993, p. 228).
Ao longo do meu pe cu so como EE i e de a alia inúme as ezes os
alunos, no en an o nada se compa a à p imei a ez que o i e de aze , a
a aliação diagnós ica de Voleibol. Es a a aliação oi ma cada pelas ince ezas.
Não sabia, ao ce o, como aze uma g elha de a aliação ap op iada à minha
u ma, não sabia quan os c i é ios de ini , nem se i ia consegui a alia odos os
que acabei po escolhe . Ac escidas a es as ince ezas, su gi am dú idas ainda
maio es, “se á que ou se capaz de a alia odos os alunos?” “Se á que essa
a aliação ai se co e a e de ini bem o ní el dos alunos?” Ace ca des e
assun o esc e i:
“Não sei se ou se capaz. Já e iz a g elha de a aliação imensas
ezes e de odas as ezes pa ece demasiado ex ensa e cu a ao
mesmo empo. Vou deixá-la assim e espe o que es eja bem. Espe o
que consiga a alia os alunos da melho o ma, se não o ize ai se
di ícil planea as aulas pa a eles.”
(Re lexão an e io ao início das aulas, 9 de Se emb o de 2015)
Pa a ul apassa es e es ado de espí i o e ince ezas, alei com o PC, que
me elaxou e ajudou a planea melho odos os aspe os da minha a aliação. No
66
en an o, semp e que su gia uma no a modalidade, su giam semp e no as
ince ezas, mas bas a a pensa no que inha de aze e elas iam-se dissipando.
Ago a no im do es ágio penso em quão olo eu ui. Não necessi a a de
sabe udo desde início, eu es a a na escola pa a ap ende . Quando chegou o
dia da úl ima a aliação, a de Fu ebol, lemb o-me de pensa “É a úl ima
a aliação? É uma sensação es anha”. Depois desse pensamen o olhei pa a a
minha g elha de a aliação e disse “Que di e ença. Nem pa ece e sido ei a
pela mesma pessoa que ez a de Voleibol. Espe o que es eja bem”.
Além des es p oblemas i e ou os, mais especí icos dos di e en es ipos de
a aliação e que explico nos subcapí ulos seguin es.
4.3.7.1. A aliação Diagnós ica
Com a a aliação diagnós ica p e ende-se analisa os conhecimen os e
ap idões que os alunos possuem pa a pode inicia no as ap endizagens. Rink
(1993, p. 223) diz que é ú il a alia p e iamen e os alunos nos obje i os a
a ingi na unidade de ensino. A a aliação diagnós ica ambém de e mina um
pon o de começo das capacidades dos alunos, pe mi indo a a aliação da sua
p og essão ao longo das aulas. Rink (1993, p. 223) co obo a es a a i mação
ao e e i que pa a a alia os alunos na sua e olução, a a aliação diagnós ica é
c ucial.
Na p imei a aula de cada modalidade iz uma a aliação diagnós ica, de
o ma a a e i o ní el de compe ência que cada aluno inha. À exceção da
modalidade de A le ismo, ealizei semp e uma a aliação o mal, dizendo aos
alunos o que i ia aze na aula e egis ando os seus compo amen os, ações e
a i udes. No A le ismo iz uma a aliação in o mal, omando no as men ais sob e
o que os alunos e am capazes de ealiza ou não. A a aliação o mal, a a és
das g elhas de a aliação que u ilizei, ajudou-me e um egis o da aula e uma
a aliação mais p ecisa do ní el dos alunos, como po exemplo, se espei a am
as posições de a aque na o ganização o ensi a do Basque ebol. No en an o, a
a aliação in o mal pe mi iu-me es a mais em con ac o com os alunos e
comunica mais com eles, ajudando-me a pe cebe as suas dú idas,
con icções e opiniões. Segundo Rink (1993, p. 223), as aulas de a aliação
podem se o mais ou in o mais, mas de em p opo ciona semp e ao p o esso
67
e aos alunos a opo unidade de de e mina a é que ex ensão o am cump idos
os obje i os.
Os ins umen os a que eco ia nes e ipo de a aliação, e am
essencialmen e, as escalas de ap eciação. As escalas de ap eciação são
sensí eis à qualidade do mo imen o, pois a alia a in ensidade do
compo amen o obse ado, is o que indicam o g au de qualidade de um
c i é io (Sieden op e Tannehill, 2000, p. 186). Apesa de es e ins umen o se ,
às ezes, di ícil de u iliza , ajuda a a e g elhas menos ex ensas e mais áceis
de analisa . Como demons o na seguin e e lexão:
“Es e (…) ajudou-me a a alia odos os alunos mais ápida e
acilmen e, o que me pe mi iu obse a a u ma como um g upo e não
só os alunos indi idualmen e.”
(1ª e lexão 10º AQB, UD Voleibol, 14 de Se emb o de 2015)
Quad o I – G elha de A aliação Diagnós ica de Basque ebol
Alunos
A aque com bola
A aque sem bola
De esa
Con eúdo
C i é ios
A aque com bola
Lança quando em o ces o ao alcance; Ten a passa a um colega em melho
posição; P og ide em d ible em di eção ao ces o; inaliza em lançamen o na
passada (1-5).
A aque sem bola
Co a após passe; c ia linha de passe; en a ugi ao de enso e co a em di eção
ao ces o; u iliza mudanças de di eção e de i mo pa a ugi ao ad e sá io (1-5)
De esa
Coloca-se en e a bola e o ces o; es inge as opções de passe; de ende a linha
de passe quando o ad e sá io di e o não em a bola; es inge o lançamen o (1-
5)
68
Em algumas si uações eco i a lis as de e i icação, no en an o, mesmo
sendo mais áceis de p eenche , não me a aí am an o como as escalas de
e i icação, pois, pa a a alia o mesmo mo imen o e a necessá ia uma g elha
mui o mais ex ensa e o na a-se di ícil de obse a odos os alunos em apenas
uma aula.
“O mé odo que usei, checklis , não oi a melho , pois inha de es a
a en o a demasiados c i é ios ao mesmo empo. Mesmo endo
conseguido p eenche-la, inha de es a com demasiada a enção ao
aluno que es a a a a alia , não conseguindo es a a en o ao que os
ou os es a am a aze .”
(1ª e lexão 11º DP-AE, UD Voleibol, 11 de Se emb o de 2015)
Nas minhas aulas de a aliação diagnós ica eco i semp e a pad ões de
e e ência em elação ao c i é io, de inindo di e sos c i é ios écnicos e á icos,
como se pode obse a no Quad o 1, que me pe mi i ia coloca os di e en es
alunos num g upo de ap endizagem adequado às suas capacidades e
compe ências.
Nes e ipo de a aliação a minha maio di iculdade e a não me deixa
in luencia pelo desempenho nou as modalidades. Ou seja, mui as ezes inha
endência a a alia os alunos mui o “po cima” ou “po baixo” po e em um
melho ou pio desempenho nou as modalidades. Ten ei supe a es a
di iculdade a a és da c iação de c i é ios bas an e especí icos e que não me
pe mi issem in luencia a classi icação que eu a ibuía aos alunos. Re a o es e
assun o na e lexão seguin e:
“Enquan o a alia a ape cebi-me que es a a a en a con o na os
c i é ios que inha de inido pa a es a a aliação, algo que não pode
acon ece , is o que as a aliações êm de se obje i as e não
in luenciadas po ou os aspe os. Assim, enho de se mais especí ico
nos c i é ios, de modo a não se possí el e i a-los.”
(30ª e lexão 10º AQB, UD Andebol, 4 de Janei o de 2016)
Ou o p oblema que encon ei oi a c iação de g elhas de a aliação com uma
ex ensão e especi icidade adequadas, pois, no início, c ia a g elhas demasiado
69
ex ensas e que não conseguia p eenche comple amen e, p ejudicando a
minha a aliação. Além disso, mui as ezes, os c i é ios que de inia e am
demasiado agos, não conseguindo, pos e io men e, e uma ideia conc e a do
ní el dos alunos. De o ma a ul apassa es e p oblema pedi aconselhamen o
ao PC, que me deu uma g ande ajuda, azendo-me comp eende quais os
aspe os mais impo an es a e em con a pa a c ia as g elhas. Além disso,
ambém alei com os meus colegas es agiá ios, a a és de ocas de ideias,
ambém me ajuda am a melho a as g elhas de a aliação.
4.3.7.2. A aliação Fo ma i a
Como Rink (1993) escla ece, a a aliação o ma i a é uma a aliação que
en a a e i o p og esso em di eção a um obje i o. A mesma au o a e e e es e
ipo de a aliação oco e, no malmen e, du an e uma unidade ou modalidade.
Is o oi exa amen e o que eu iz, du an e as di e en es modalidades es a a
cons an emen e a obse a o desempenho dos alunos e a a alia a sua
p og essão, de o ma a pode adap a as aulas e as UD à sua e olução e
capacidades. Tal como e e e Rink (1993, p. 227), os p ocessos de a aliação
o ma i a são usados pa a aze ajus amen os no p ocesso de ensino e
ap endizagem. Já pa a Sieden op e Tannehill (2000, p. 181), a a aliação
o ma i a é u ilizada pa a da in o mações e eedback aos alunos e ao
p o esso sob e o p og esso em di eção aos obje i os.
Na a aliação o ma i a ealizei semp e uma a aliação in o mal, nunca
dizendo aos alunos que o es a a a aze , mas omando cons an emen e no as
men ais ace ca das ações, compo amen os e a i udes de cada um, seguindo a
opinião de Rink (1993, p. 227) de que a a aliação con inua em a an agem de
p opo ciona o ien ação ao p o esso sob e como es ão os alunos em elação
aos obje i os, de o ma a pe cebe se é necessá io modi icá-los. Um exemplo
das no as que oma a podem se is as no seguin e exce o de e lexão:
“Na si uação de jogo no ou-se uma melho ia signi ica i a do
desempenho dos alunos, passando es es a coope a e a ealiza os
ês oques na maio ia das si uações.”
(5ª e lexão 11º DP-AE, UD Voleibol, 23 de Se emb o de 2015)
76
es agiá ios, ambém i emos a nossa con ibuição. Acabamos po ica
enca egues de deco a o pódio; o ganiza odos os cole es necessá ios à
compe ição; aze o ca az; aze os diplomas; e, ainda, as a e as que e íamos
no p óp io dia, como o ganiza os locais de p o a, a uma udo no inal,
jun amen e com ou os p o esso es e alunos, bem como con ola ol as, le a
os a le as ao pódio e ainda ajuda na o ganização.
Apesa des as a e as e em sido mo osas e abalhosas, ajuda am a
melho a a nossa união enquan o NE, algo mui o impo an e pa a as a e as
pedagógicas que e íamos de desen ol e nos meses seguin es e pa a a nossa
e olução como g upo.
O que mais me p eocupou o am as condições me eo ológicas. O que
a íamos se cho esse? Man ínhamos ou modi icá amos os pe cu sos? No
inal, es a p eocupação não oi ele an e, pois as condições me eo ológicas
o am boas e não i emos de nos p eocupa .
Es a a i idade oi de g ande impo ância pa a o g upo disciplina de EF, pois
p omo e o despo o e o gos o pela p á ica de a i idades despo i as, dando
con inuidade à legi imação da EF. Além disso, es a a i idade ambém
p omo eu a melho ia das elações en e os alunos e a comunidade escola em
ge al, ao possibili a a socialização en e eles. A elação en e mim e as minhas
u mas ambém melho ou, pois oi possí el es a com os alunos e ala com
eles num con ex o di e en e:
“(…) oi g a i ican e sen i que os meus alunos, pois a maio ia dos
es an es alunos da EC não me conheciam ainda, sen iam que eu os
podia ajuda a a ingi bons esul ados na co ida, pedindo-me
conselhos e dicas pa a se em melho es. Is o ambém me ajudou a
pe cebe quem e am os mais en usiasmados, os mais empenhados e
os mais abalhado es, e ainda me ajudou a conhece-los melho ”
(Re lexão Co a-Ma o dos Mil)
Concluindo, es a oi uma a i idade bené ica pa a mim, dado que me pe mi iu
melho a as minhas elações com os p o esso es e com os alunos e pe cebe
como o ganiza uma a i idade des e géne o e en e gadu a. Além disso
pe mi iu melho a a elação en e os á ios elemen os do nosso NE.
77
4.4.4. Co a-Ma o Dis i al
O co a-ma o dis i al ealizou-se a 22 de Janei o na Pó oa do Va zim e
le amos connosco 30 alunos da EC.
A minha pa icipação no Despo o Escola em con ex o de es ágio oi no
co a-ma o escola , po es a azão, o acompanhamen o des a p o a oi
impo an e pa a pe cebe como se az a o ganização e ges ão de uma equipa
de despo o escola . Es a compe ição ainda me pe mi iu en a em con ac o
com alunos o a das u mas a ibuídas ao meu PC.
Sendo a minha modalidade o A le ismo, en ei desde cedo en ol e -me ao
máximo e ajuda em udo o que podia. Apesa dis o, deixei a pa e es a égica
das co idas mais pa a a minha colega es agiá ia, pois ela em mais
expe iência nes e ipo de p o as. Com a nossa ajuda os alunos supe a am-se e
alcança am ó imos esul ados, conseguindo dois pódios cole i os e um
indi idual, pe mi indo que á ios alunos da EC conseguissem desse modo o
apu amen o pa a o Nacional de Co a-Ma o de Despo o Escola . O g upo de
alunos empenhou-se e mesmo com o mau empo di e i am-se, endo es ado
unidos a apoia em-se uns aos ou os.
A pa e em que es i e mais en ol ido oi na o ganização, endo dis ibuído e
ecolhido as in o mações e con oca ó ias aos alunos con ocados pa a a
seleção da EC. Ou a das a e as em que me en ol i oi em le a os alunos à
zona de pa ida e azê-los da zona de chegada. Po im ainda ajudei no
con olo dos alunos, man endo-os jun os e e i ando que se pe dessem, e na
colocação dos do sais.
A si uação que me deixou mais p eocupado oi le a os alunos pa a a
pa ida, pois ha ia uma g ande con usão e e a di ícil o ien á-los no meio de
oda a gen e, mas udo acabou po co e bem.
Apesa da p eocupação e do cansaço, es a oi uma expe iência que aleu a
pena, pois pe mi iu-me pe cebe como unciona o co a-ma o dis i al e as
equipas. Além disso, pe mi iu-me encon a os meus colegas da aculdade num
con ex o di e en e e oca expe iências e ideias com eles.
78
4.4.5. ExpoColgaia
A ExpoColgaia deco eu nos dias 13, 14 e 15 de Ab il, con udo, a sua
ealização en ol eu mui o mais empo do que esses ês dias. Os ne os,
ansiedade, euniões, o ganização, anga iação de ma e iais e mon agem
an eceden es i e am uma du ação de semanas.
Tudo começou com a eunião de g upo, onde se dis ibuí am a e as, se
deba e am ideias e se de iniu um plano p o isó io das a i idades. Po ém, es e
ano udo mudou, a ealização e espaços muda am do que já e a há anos a
adição na ExpoColgaia. Assim, ninguém sabia ao ce o o que espe a ,
ac edi ando odos que o s and de despo o es a a a se pos o de pa e. Mesmo
assim en amos na mesma aze o melho que podíamos. A di e ença é que
i emos de modi ica as ideias iniciais (a i idades adicais, como slide e
escalada, e o neios de a iados despo os menos adicionais, como ag-
âguebi e co ebol) que ínhamos pa a es es dias.
Des a o ma, o núcleo de es ágio icou enca egue de di e en es a i idades.
Em especí ico, a mon agem do s and – que incluiu aze mos a “animação”
des e, nes e caso ouxemos alguns ma e iais de a aliação da impulsão
e ical, elocidade e uma bicicle a de ciclismo; dois o neios de u ebol; e
pales as com a le as olímpicos e a equipa do FCPo o de ciclismo.
O ema do nosso s and e a o ano olímpico. Pa a e a a , demons a e da a
conhece o ema não ha ia melho do que pales as com a le as olímpicos.
Assim, conseguimos le a à EC alguns dos a le as mais impo an es ao ní el
do despo o nacional, e dois deles a é do ní el mundial. Po isso, como se
en ende, oi ex emamen e complicado consegui a anja da as em
consonância com odos, pa a um pe íodo ão limi ado quan o esses ês dias. A
minha colega es agiá ia oi quem es e e mais enca egue de ala com os
a le as, endo ido sucesso em le a Fe nando Pimen a – medalhado mundial e
olímpico de canoagem (en e mui os ou os í ulos) -; José Ga cia – che e da
missão Olímpica Po uguesa e ambém an igo a le a Olímpico de canoagem -;
Rui B agança – campeão eu opeu e ice-campeão do mundo de aewkondo -;
e Ca los Fló ido – jo nalis a do jo nal OJogo que pa icipou em á ios Jogos
Olímpicos, Campeona os do Mundo e Eu opeus de odas as modalidade – que
79
mode ou a con e sa. Além disso ainda oi capaz de ma ca uma pales a com a
equipa de ciclismo do Fu ebol Clube do Po o.
O meu colega es agiá io icou mais enca egue da o ganização dos o neios
de u ebol.
Eu iquei enca egue de a anja os ma e iais pa a o s and e mon á-lo. Pa a
isso, i emos a ideia de mos a um ou o lado do Despo o, a isiologia. Desse
modo, omos ao gabine e de isiologia da nossa aculdade pedi um
emp és imo de ma e iais, que na nossa opinião i iam ca i a o público da expo.
Assim, conseguimos le a as células o oelé icas, podendo aze es es de
elocidade; e o e gojump, onde medimos quem sal a a mais al o. Po im,
i emos ainda a ideia de aze uma ol a a Po ugal, dando ligação ao ema da
equipa de ciclismo do FCPo o.
No p imei o dia da expo oi o dia da pales a com a equipa de ciclismo do FC
do Po o, que ap esen ou a sua equipa, os seus ma e iais, ala am sob e os
seus obje i os e einos. Nes a equipa ínhamos p esen e um campeão
nacional em í ulo e um encedo de á ias e apas de di e en es co idas. Es a
pales a co eu bas an e bem, pois odos os elemen os da equipa de am o seu
es emunho, ala am das suas expe iências, acilidades e di iculdades, além
disso, o público ambém se en ol eu mui o, pois ez bas an es pe gun as.
O segundo dia oi o dia da pales a com os a le as olímpicos, no en an o,
de ido a assun os pessoais não pude es a p esen e, o que me deixa is e po
não e ajudado nem assis ido. Po ém i e conhecimen o que co eu mui o
bem, apesa de e começado um pouco a asado.
O úl imo dia oi o mais elaxado, os momen os al os o ganizados po nós já
inham passado e passamos a e mais a unção de manu enção do s and,
endo ido, inalmen e, a possibilidade de isi a o es o da expocolgaia.
Apesa de odos os con a empos, cansaço e ansiedade des a semana udo
aleu a pena, pois pe mi iu-me e no as expe iências, con i e mais com os
alunos e p o esso es da EC. Além disso ainda me ajudou a comp eende
melho a o ganização des e ipo de e en o e a di iculdade em o ganiza
pales as com a le as de g ande ní el.
80
4.4.6. Belém po um dia
Belém po um dia oi uma a i idade p opos a pela di eção da EC onde cada
u ma do ensino básico inha que ilus a uma passagem da bíblia na sua sala
de aula, mon ando assim um museu i o den o de um bloco de aulas in ei o.
A u ma que omos incumbidos de ajuda oi a u ma do 9ºA, a di eção de
u ma do PC e a passagem bíblica a ibuída oi a “ uga pa a o Egi o”.
De o ma a ec ia a passagem bíblica i emos a ideia de cons ui um
dese o a i icial em me ade da sala, colocando a eia no chão e papel de
cená io a cob i as cadei as e mesas da sala e uma se a com “Egi o” esc i o.
No dese o es a iam José, a puxa um bu o, e Ma ia. Na ou a me ade da sala
es a iam um anjo a apon a o caminho a José e Ma ia e um palácio, com o ei
He odes sen ado e dois gua das. Como a c iação des e museu i o implica
es a mui o empo pa ado na mesma posição, mui as ezes em pé, o am ei os
u nos, de modo a que os alunos pudessem descansa .
Apesa des a a i idade se e desen olado em apenas um dia, começamos a
p epa á-la mui o an es. Nos dias an e io es c iamos o bu o que José i ia puxa
e colunas pa a ep esen a o palácio de He odes. Pa a a c iação do bu o
i emos a ajuda de alguns alunos da u ma. P oje amos uma imagem numa
placa de es e o i e que co amos e pin amos, pa a que icasse o mais pa ecido
possí el e osse ácil de anspo a . Pa a c ia as colunas i emos a ajuda de
um p o esso de educação isual, que nos ensinou como aze .
No dia da mon agem quase oda a u ma ajudou, possibili ando a ápida
p og essão dos abalhos. No en an o, ainda oi um p ocesso demo ado e
cansa i o. No inal, a sala icou da o ma como ínhamos pensado e
ep esen a a bem a passagem bíblica que oi a ibuida à u ma.
Apesa do empo despendido e do cansaço acumulado, oda a a i idade
aleu a pena, pois pudemos con i e mais com os alunos e ica a conhecê-los
melho , bem como com os p o esso es de ou as disciplinas e u mas, endo
ha ido in e disciplina idade. Além disso, oi bom e o en ol imen o e
dedicação que es e ipo de e en os pode aze a uma escola, despole ando
uma compe ição saudá el en e p o esso es e u mas. As amílias dos alunos
ambém o am um impo an e elemen o nes a a i idade, pois podiam isi a
81
odas as salas e nenhum aluno que ia deixa a sua amília dececionada com o
seu desempenho e com a sua sala.
4.4.7. Visi a de Es udo
No dia 18 de Maio acompanhamos as duas u mas de 12º ano do cu so de
despo o na isi a de es udo que o ganizamos ao museu do Fu ebol Clube do
Po o e à FADEUP, com o obje i o de conhece a his ó ia e o uncionamen o,
ao ní el da ges ão, de uma ins i uição despo i a com dimensão ele an e e
conhece a FADEUP, as suas alências e pa icula idades, no que conce ne ao
p osseguimen o de es udos no ensino supe io e explo ação de ias
p o issionais.
Apesa des a isi a de es udo se ealiza numa a de de um dia especí ico, a
sua o ganização en ol eu mui o mais empo e p ocedimen os maio i a iamen e
bu oc á icos. Pa a que a isi a se pudesse ealiza i emos, em p imei o luga
de encon a uma da a que não en ol esse a pe da de aulas de disciplinas que
não es i essem en ol idas no obje i o da isi a. De seguida i emos de
con ac a as o ganizações que p e endíamos isi a , de o ma a sabe se
es a iam disponí eis pa a uma isi a nessa da a e qual o p eço dessas
mesmas isi as.
Sabido isso, oi necessá io con ac a uma emp esa de camionagem pa a
sabe qual o cus o do anspo e. Es e oi o passo mais complicado e mais
desespe an e, pois o abalho que o uncioná io da sec e a ia, que es á
esponsá el po con ac a as emp esas, em de ealiza impedia-o de ele ona
e sabe os po meno es apidamen e, endo-se passado á ios dias a é e mos
uma espos a.
Concluídos es es passos, oi necessá io p eenche as ichas pa a en ega
aos enca egados de educação e aos ó gãos de ges ão da EC. T a ados es es
assun os, es á amos p on os pa a a isi a, só e a necessá io ecolhe as
au o izações e o dinhei o.
A minha maio p eocupação nes a isi a e a o con olo dos alunos, man e-los
unidos e a en os ao que a guia dizia. Com a enção os alunos es i e am, pois
es a am á idos po sabe mais sob e o clube que a maio ia apoia, no en an o,
e a mui o di ícil man -los odos jun os, mui o de ido, na minha opinião, ao
82
pouco empo que a guia da a pa a obse a as exposições. Es e po meno à
pa e, a isi a ao museu e ao es ádio co eu bas an e bem, eple a de de alhes
e a i mações en usiasman es.
Finalizada a isi a ao Fu ebol Clube do Po o, di igimo-nos pa a a FADEUP.
Aqui oi quando a isi a se o nou pio . Alguns alunos que iam i embo a an es
de acaba a isi a, mesmo es ando à nossa esponsabilidade, algo a que não
acedemos, endo eu e a minha colega es agiá ia a necessidade de aze de
“polícia” pa a os impedi de i embo a. Eu a é i e a necessidade de i busca
uma aluna que es a a o a da aculdade já depois de a isi a e começado. À
medida que es a p og edia, o ambien e começou a pio a , os pedidos pa a i
embo a não cessa am e, a um dado momen o, passou o limi e da
azoabilidade e da má educação, endo alguns alunos se di igido
ag essi amen e pa a mim e a minha colega, conside ando-nos esponsá eis
pelo a aso que já ínhamos em elação à ho a p e is a. Com os p o esso es
esponsá eis oblí ios a es es p oblemas, i emos necessidade de ele a a oz
e a é igno a os p o es os.
Apesa de udo, es a isi a de es udo e e um balanço posi i o, pois
pe mi iu-me es a en ol ido no planeamen o, o ganização e o ien ação de uma
a i idade des e ipo. Além disso, pe mi iu-me ganha alguma expe iência na
ges ão de alunos o a do ambien e escola , ajudando-me a é a pe cebe as
di iculdades que podem su gi caso os alunos não es ejam mo i ados.
4.5. Desen ol imen o P o issional
4.5.1. Re lexão e Obse ação
Segundo as No mas O ien ado as do Es ágio P o issional
4
, é ob iga ó io
ealiza e lexões sob e as nossas aulas e obse ações sob e as aulas dos
nossos colegas de es ágio. Es as con ibuem pa a a nossa e olução enquan o
p o esso es, pois ajudam a e le i sob e a nossa p á ica e a sob e a p á ica dos
5 No mas O ien ado as da Unidade Cu icula Es ágio P o issional do Ciclo de Es udos
conducen e ao G au de Mes e em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básicos e
Secundá io da FADEUP: 2015/016. Po o: Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o.
Ma os, Z.
83
ou os. Is o acili a a consciencialização sob e como agimos e alamos e sob e
ou as o mas de ação. Como Rink (1993) e e e, a e olução con ínua como
p o esso depende, em g ande pa e, na habilidade de e le i sob e o que
azemos enquan o p o esso es e os e ei os disso nos alunos, bem como a sua
elação com os obje i os de ap endizagem e como é usada essa in o mação
pa a modi ica o nosso compo amen o.
Segundo Ba is a e Quei ós (2013, p.40) a nossa o mação enquan o
p o esso es passa pela expe imen ação, pela ino ação, pelo ensaio de no os
modelos de abalho pedagógico e po uma e lexão c í ica sob e a sua
u ilização. Is o signi ica que que ha e á um ciclo na a uação do p o esso , pois
p imei o planeia, depois ealiza e po im e le e sob e o que ez, usando essa
e lexão pa a modi ica a sua a uação e ol a a en a com no as es a égias,
caso seja necessá io. Assim, es amos a pe cebe se é necessá io ealiza
al e ações na nossa ação e planeamen o, pa a que os alunos a injam os
obje i os que de inimos. Po es e mo i o, a e lexão adqui e uma g ande
impo ância nes e ciclo de a uação do p o esso . Rink (1993) comple a es a
ideia ao dize que os p o esso es que são e lexi os e pensam no que ize am
aos alunos, em elação aos seus obje i os, con inuam a c esce e a melho a .
Além disso, es e ipo de p o esso es p ocu a melho es manei as de aze as
coisas.
Zwozdiak-Mye s (2010) de ine dois ipos de e lexão, a e lexão na ação e
e lexão sob e a ação. A e lexão na ação acon ece du an e as si uações de
ensino ou quando se obse a a u ma, is o pe mi e disce ni possí eis
espos as inespe adas po pa e dos alunos e agi sob e elas. A e lexão sob e
a ação acon ece depois das aulas, quando o p o esso pensa no que se
sucedeu du an e a aula. Es e ipo de e lexão demons a, p incipalmen e, os
esul ados do ensino e a capacidade pa a po encia a ap endizagem dos
alunos. Du an e o es ágio, u ilizei es es dois ipos de e lexão. O p imei o e a
mais inconscien e, mas semp e exis en e, pois es a a semp e a en o a
possí eis imp e is os e, caso su gissem, a adap a a aula, pa a que
con inuasse a se e icaz pa a a ap endizagem dos alunos. O segundo ajuda a-
me a de e mina o que inha co ido bem e mal, o que pode ia e ei o pa a
muda , a azão da necessidade de al e ação e se a minha a uação du an e a
84
aula oi boa ou má. Ambos os ipos de e lexão pe mi iam p opo ciona ,
cons an emen e, aos meus alunos ap endizagens com signi icado.
Ou a an agem da e lexão é pe mi i pensa sob e as minhas di iculdades,
le ando-me a p ocu a soluções pa a as ul apassa .
Pa a complemen a a e lexão, su ge a obse ação das aulas dos colegas
es agiá ios e de p o esso es expe ien es, bem como a obse ação que eles
azem das nossas aulas. Como e e e Rink (1993), os p o esso es ambém
necessi am da opo unidade de e ou os p o esso es a obse a as suas
aulas, de uma o ma obje i a e com uma men e abe a, e a da eedback sob e
elas. Es a obse ação e eedback de ou os p o esso es pe mi e e uma
pe spe i a ex e na da o ma como damos as aulas. Is o ajuda a pe cebe se
aquilo que pe cecionamos ao longo da nossa e lexão é ealmen e e dade ou
se nos deixamos in luencia mui o pela elação pelos alunos e pela
necessidade de se acei e como p o esso .
Como eu e os meus colegas es agiá ios econhecemos que a obse ação oi
uma pode osa e amen a pa a a nossa e olução, ealizamos di e sas
obse ações das aulas uns dos ou os, alando e e le indo semp e, em
conjun o, sob e o que se sucedia, nomeadamen e sob e o compo amen o do
p o esso , o compo amen o dos alunos, o empo de aula e os eedback. Es as
ocas de ideias pe mi i am-me pe cebe se es a a a ge i bem o empo, como
o ganiza a a u ma, se os alunos es a am em empo de p á ica ou nou o
compo amen o, como me desloca a, como me coloca a e como ala a. Com
is o, e a capaz de comp eende o que inha de melho a e o que inha de
man e . A obse ação que mais me ma cou oi de um EE do meu núcleo de
es ágio à minha aula. Ele disse-me “ u es ás a da mui os eedback. No
en an o, só diz boa ou con inua, a amen e dás eedback cons u i os. P ecisas
de muda isso se que es se melho ”. Es e oi um momen o de mudança e que
me ez e le i sob e o sucedido e chega à conclusão que o meu colega es a a
co e o. Todo es e p ocesso le ou-me a muda os meus compo amen os e, po
conseguin e, a se um melho p o esso .
A obse ação que ealizei dos meus colegas de es ágio e dos ou os
p o esso es colocou-me em con ac o com ou os modos de leciona . Assim,
obse ei di e en es es a égias e modelos que pode ia adap a pa a melho a a
minha p á ica, ais como o uso de ges os em ez da oz pa a o ien a os
85
alunos. Ou o aspe o que pude e i ica oi a g ande di e ença que exis e en e
as di e sas u mas e a necessidade de modi ica os compo amen os
consoan e a u ma a que se es á a leciona . Es a si uação oi no ó ia no meu
caso, pois a u ma pa ilhada exigia que eu osse mui o au o i á io, enquan o as
minhas ou as u mas pe mi iam que eu pudesse da mais au onomia aos
alunos.
Além des as obse ações o mais pon uais, em NE e amos assíduos
obse ado es das aulas uns dos ou os, ealizando semp e uma obse ação
mais in o mal e e le indo sob e as aulas no inal. Assim, mesmo quando não
a aliá amos os colegas eco endo a ins umen os de obse ação, es á amos
semp e p on os a da conselhos e eedback aos colegas.
4.6. Ci cui o de T eino Funcional: As di e enças na ap idão
ísica de alunos de Ensino Secundá io
Diogo Cos a1, Rui Ga gan a1, Ped o Ma ques2, Ma iana Ama al da Cunha1
1Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o
2Colégio de Gaia
4.6.1. Resumo
O p esen e es udo e e como p opósi o p incipal desen ol e a ap idão ísica
dos meus alunos do 10º e 11º anos do Ensino Secundá io, ace à de eção de
uma al a de p á ica de exe cício ísico egula gene alizada.
Complemen a men e, p ocu ou e i ica o e ei o da aplicação de um ci cui o de
T eino Funcional (TF) nas aulas de Educação Física, na sua ap idão ísica. A
amos a des e es udo oi compos a po dois g upos: um expe imen al (26), com
idades comp eendidas en e os 14 e os 16 anos, dos quais 20 são do sexo
eminino e 6 do sexo masculino; e um g upo de con olo (50), com idades
comp eendidas en e os 14 e os 16 anos, dos quais 26 são do sexo eminino e
24 do sexo masculino. Pa a a aliação da ap idão ísica oi u ilizada a ba e ia de
92
(45 s); ou sob a o ma de ci cui o em que o obje i o é aze o núme o de
epe ições es ipuladas pa a cada exe cício, no meno empo possí el.
Quad o IV – Exe cício da Ba e ia de Tes e Fi school Po ugal (Ga gan a, 2015)
1. Agachamen o com To ção
C i é io de Con agem: Núme o de ezes que
oca com a mão no chão, com os MI em
lexão e aga ado com uma mão no TRX.
E os comuns:
- Não le i comple amen e os MI;
- Não es ende comple amen e os MI
2. Passe de pei o com bola medicinal no plano sagi al
C i é io de Con agem: Con a o núme o de
ezes que a bola oca acima dos 2 m e é
aga ada ao ní el do pei o; Fle i as pe nas
pa a lança .
E os comuns:
- Não ace a na ma ca ou acima dela (2
me os);
- Deixa a bola cai ao chão.
3. Equilíb io em p ancha ocando os mecos de sí io
C i é io de Con agem: Posição de pé com
os dois pés em apoio na pla a o ma. T oca os
mecos de luga (um com o ou o) e ba e
palma, de seguida, acima da cabeça; Con a o
núme o de ezes que ba e palma acima da
cabeça após oca os mecos.
E os comuns:
- Toca no solo com a p ancha;
- Não es a em equilíb io;
- Ti a 1 pé da pla a o ma
4. Desen ol imen o com ke lebell
C i é io de Con agem: Con a o núme o de
ezes que o Ke lebell oca no chão.
E os Comuns:
- Não es ende os MS acima;
- Não ba e com o Ke lebell no chão
93
5. Sal a à co da
C i é io de Con agem: Con a o núme o de
ezes que sal a
Passagem simples da co da.
E os Comuns:
- Con a sem a co da passa po baixo do
co po.
6. Bu pees
C i é io de Con agem: Con a o núme o de
sal os após a colocação das mãos no chão e
ex ensão dos MI em p ancha.
E os Comuns:
- Não coloca o onco em p ancha acial;
- Não sal a pa a e mina o mo imen o.
4.6.4. P ocedimen os de Recolha de Dados
Nes e es udo eco i à segunda o ma de a aliação des a ba e ia de es es,
em ci cui o. Nes e ci cui o, os alunos inham de ealiza dez epe ições em
odos os exe cícios, à exceção do sal o à co da que e am in e, no meno
empo possí el, seguindo o pe cu so, como demons a a igu a 1.
Figu a I – Ci cui o Fi school Po ugal (Ga gan a, 2015)
Pa a con olo do desempenho e da co e a ealização da a aliação, es a a
um aluno em cada es ação, a con ola as epe ições e a execução dos
colegas, e o p o esso a con a o empo que demo a am a comple a o es e.
94
Assim, o p o esso unciona a como um juiz, con ando o empo do ci cui o e
e i icando se o exe cício es a a a se bem execu ado.
4.6.4.1. P ocedimen os Es a ís icos
Pa a a desc ição e ca ac e ização das a iá eis o am u ilizadas medidas de
endência cen al (média a i mé ica) e de dispe são (des io pad ão). Com o
obje i o de e i ica se exis i am melho ias com a aplicação do ci cui o de TF oi
u ilizada uma análise de a iância de medidas epe idas. O ní el de
signi icância es abelecido oi de p≤0,05. Pa a a análise es a ís ica das
a iá eis, oi u ilizado o so wa e es a ís ico S a is ical Package o he Social
Sciences (SPSS®) e são 21.
4.6.5. Ap esen ação e Discussão dos Resul ados
Os esul ados são ap esen ados de o ma a pe mi i obse a os possí eis
e ei os da aplicação do p og ama de TF. Numa p imei a ase, são
ap esen ados os esul ados de na u eza desc i i a de cada momen o de
a aliação e g upo. De seguida, é ap esen ada a di e ença de médias en e
cada momen o e g upo e os espe i os ní eis de signi icância. Pos e io men e,
a a és de g á icos de ba as, é ep esen ada a e olução dos di e en es alunos.
Os seguin es esul ados e e em-se às medidas desc i i as básicas (média e
des io pad ão), en e os momen os de a aliação pa a cada g upo.
Quad o V - Ap esen ação das es a ís icas desc i i as dos dois g upos, nos di e en es
momen os de a aliação
A aliação
G upo
Média
Des io Pad ão
A aliação Inicial
GC
131,54s
25,264s
GE
175,07s
43,524s
A aliação In e média
GC
139,60s
38,913s
GE
121,13s
17,296s
A aliação Final
GC
136,40s
29,700s
GE
112,95s
16,722s
95
Como podemos obse a no Quad o 5, são á ias as di e enças que
encon amos en e os ês momen os de a aliação.
Podemos e i ica que, du an e a implemen ação do ci cui o de T eino
Funcional, os alo es médios o am diminuindo de a aliação pa a a aliação.
As igu as 2 e 3 mos am a p og essão dos alunos de a aliação em
a aliação de uma o ma di e en e.
É de ealça que o núme o da amos a di e e, uma ez que, apesa dos
alunos es a em p esen es num dos momen os de a aliação, se não
compa ecessem ao seguin e, os alo es dos mesmos não e am con abilizados,
o iginando uma possí el disc epância.
As igu as seguin es são as mais ep esen a i as das di e enças obse adas
nos dis in os momen os de a aliação.
Figu a II – Di e enças da p imei a pa a a úl ima a aliação do GC
Como podemos e i ica na igu a 2, a maio ia dos alunos do GC melho ou
desde o p imei o momen o de a aliação a é ao úl imo, endo apenas um
pio ado o seu desempenho.
96
Figu a III – Di e enças da p imei a pa a a úl ima a aliação no g upo expe imen al
Na igu a 3 podemos a e igua que no g upo expe imen al acon ece o
mesmo que no g upo de con olo, a maio ia dos alunos melho a o seu
desempenho. No caso des e g upo são ês os alunos que pio a am o seu
desempenho.
Numa segunda ase, p ocedi a uma análise mais de alhada dos dados de
o ma a e i ica se exis i am di e enças signi ica i as no desempenho en e os
alunos dos dois g upos, nos dis in os momen os de a aliação.
Quad o VI - Ap esen ação dos esul ados dos es es Fi School Po ugal (Ga gan a, 2015)
em unção do momen o de obse ação (inicial, in e média e inal) pa a os g upos GC e GE
GC
GE
A aliação
Inicial
A aliação
In e média
A aliação
Final
A aliação
Inicial
A aliação
In e média
A aliação
Final
m±DP
m±DP
m±DP
P
m±DP
m±DP
m±DP
p
Tempo
175,07±43,
524
131,54±25,
264
139,60±38,
913
0,000
121,13±17,
296
136,40±29,
700
112,95±16,
722
0,000
Ao analisa o quad o 6, e i ica-se que há di e enças signi ica i as pa a os
dois g upos em, pelo menos, um momen o, pois o ní el de signi icância é
in e io a 0,05. Es es dados pa ecem co obo a os esul ados ob idos po
Ba bosa (2014) na sua análise e discussão dos esul ados, onde ob e e
melho ias signi ica i as em odos os es es que ealizou.
97
Pa a e i ica em que momen os hou e di e enças signi ica i as, compa ou-
se os di e en es momen os um a um, endo chegado aos esul ados que se
ap esen a no quad o seguin e.
Quad o VII - Múl ipla compa ação à pos e io i pa a os ês momen os de a aliação do GC
GC
A aliação Inicial
A aliação In e média
A aliação Final
A aliação Inicial
-
0,000
0,000
A aliação In e média
0,000
-
1,000
A aliação Final
0,000
1,000
-
Como podemos e i ica no quad o 7, no g upo de con olo, há di e enças
signi ica i as en e o p imei o e o segundo momen o e o p imei o e úl imo
momen o (p≤0,05), no en an o não há en e o segundo e e cei o (p≥0,05).
Es es dados pa ecem con a ia os de Gomes (2015), na sua ap esen ação e
discussão dos esul ados, pois no es udo des a au o a, o GC quase não ob e e
di e enças signi ica i as nos es es que ealiza am, apesa de e ha ido
melho ia.
Quad o VIII - Múl ipla compa ação à pos e io i pa a os ês momen os de a aliação do GE
GE
A aliação Inicial
A aliação In e média
A aliação Final
A aliação Inicial
-
0,001
0,000
A aliação In e média
0,001
-
0,000
A aliação Final
0,000
0,000
-
No quad o 8 podemos a e igua que, no g upo expe imen al, há di e enças
signi ica i as nas compa ações en e odos os momen os.
Os dados ob idos pa ecem co obo a os esul ados ob idos po Cos a e al.
(2015), Gomes (2015) e Sá ia e al. (2015), nas suas ap esen ações e
discussões dos esul ados. Nos es udos de odos es es au o es, o g upo
expe imen al ap esen ou melho ias signi ica i as ao ní el da ap idão ísica em
á ios dos es es que ealiza am, sendo os esul ados semelhan es aos
egis ados no p esen e es udo.
98
4.6.6. Conclusão
Após a ealização des e es udo posso in e i que o obje i o inicialmen e
o mulado: melho a os ní eis de condição ísica ge al dos alunos, oi cump ido.
Pa a alcança es e p opósi o, ealizei um ci cui o de T eino Funcional na pa e
inal das aulas.
Rela i amen e ao GC, melho ou signi ica i amen e da a aliação inicial pa a
a in e média, no en an o, não melho ou da a aliação in e média pa a a inal.
Es e g upo pode e melho ado do p imei o pa a o segundo momen o de ido a
um melho manuseamen o e adap ação ao ma e ial e não po uma melho ia da
ap idão ísica, pois, se osse esse o caso, ambém e iam melho ado do
segundo pa a o e cei o momen o, is o e em con inuado a e aulas simila es.
O GE ap esen ou melho ias signi ica i as em odos os momen os. Es a
e olução pode se de ida a uma melho adap ação e manuseamen o do
ma e ial dos es es, no en an o, endo em con a os esul ados do GC, é
p o á el que a melho ia do segundo pa a o e cei o momen o de a aliação seja
esul ado de uma melho ia da ap idão ísica dos alunos.
Pa a conclui , p oponho, pa a um es udo u u o, o aumen o da amos a, que
no GC, que no GE. Além disso, p oponho a in odução de um momen o
o ma i o apenas, onde os alunos ealiza iam os es es sem se em a aliados.
Es a es a égia pode ia minimiza a melho ia dos esul ados pela melho
adap ação aos ma e iais, pela maio amilia ização que os alunos e iam com
os mesmos.
4.6.7. Re e ências Bibliog á icas
Ba bosa, A. (2014). Uma isão ge al do es ágio p o issional: Rela ó io de
es ágio p o issional. Po o: An ónio Ba bosa. Rela ó io de Es ágio ap esen ado
a Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o.
Boyle, M. (2004). Func ional aining o spo s. Champaign, IL: Human
Kine ics.
99
Co bin, C. B. (1994). The i ness cu iculum: Climbing he s ai way o li e ime
i ness. In R. R. Pa e & R. C. Hohn (Eds.), Heal h and i ness ough physical
educa ion (pp. 59 - 66). Champaign, IL: Human Kine ics.
Cos a, J., Mo a, F., Sá ia, D., Gomes, J., Ga gan a, R., Cunha, M. (2014)
Desen ol imen o de uma Unidade de T abalho de Condição Física na Escola.
In J. Cos a, A Imp e isibilidade na minha P á ica de Ensino Supe isionada.
Po o: J. Cos a. Rela ó io de Es ágio ap esen ado à Faculdade de Despo o da
Uni e sidade do Po o.
Gambe a, V. (2007). A unc ional condi ioning amewo k. In H. Healy, C.
Ho ge & J. Feeney (Eds.), A hle ic de elopmen : The a & science o
unc ional spo s condi ioning (pp. 3 - 19). Champaign, IL: Human Kine ics.
Ge aldes, A., & Soa es, R. (2008). Ap idão ísica e súde: T einabilidade das
a iá eis da ap idão ísica elacionadas à saúde em c ianças e adolescen es. In
A. Albuque que, C. Pinhei o, L. San iago & N. Fumes (Eds.) Educação ísica,
despo o e laze : Pe spec i as luso-b asilei as (pp. 230). Maia: Edições ISMAI.
Gomes, J., (2015). O T eino Funcional na Melho ia da Ap idão Física –
E ei os da sua aplicação egula nas aulas de Educação Física em alunos do 3º
ciclo do Ensino Básico. In J. Gomes, Labi in o pedagógico: A me á o a da
o mação inicial de uma es udan e es agiá ia. Po o: J. Gomes. Rela ó io de
es ágio p o issional ap esen ado à Faculdade de Despo o da Uni e sidade do
Po o.
Mo a, J. (1992). A escola, a educação ísica e a educação da saúde.
Ho izon e: Re is a de Educação Física e Despo o, 8(48), 208-212.
Nahas, M., Ba os, M., & Bem, M. (2004). P omoção da saúde nos
p og amas de educação ísica: Educação pa a um es ilo de ida a i o. In E.
Leb e & J. Ben o (Eds.), P o esso de educação ísica: O ícios da p o issão.
Po o: FCDEF-UP.
100
Nahas, M. V. (2010). A i idade ísica, saúde e qualidade de ida: Concei os
e suges ões pa a um es ilo de ida a i o (5ª ed.). Lond ina: Midiog a .
Pang azi, R. P. (1994). Teaching i ness in physical educa ion. In R. R. Pa e
& R. C. Hohn (Eds.), Hea h and i ness h ough physical educa ion (pp. 75 - 80).
Champaign, IL: Human Kine ics.
Sá ia, D., Mo a, F., Cos a, J., Gomes, J., Ga gan a, R., Cunha, M. (2015).
Desen ol imen o uma Unidade de T abalho de Condição Física na Escola. In
D. Sá ia, O es ágio p o issional: A passagem de aluno pa a p o esso . Po o:
D. Sá ia. Rela ó io de Es ágio ap esen ado à Faculdade de Despo o da
Uni e sidade do Po o.
Sil a-G igole o, M. E., B i o, C. J., & He edia, J. R. (2014). Func ional
aining: unc ional o wha and o whom? Re is a B asilei a de
Cinean opome ia e Desempenho Humano, 16(6), 714-719.
Wo ld Heal h O ganiza ion (2002). Global s a egy on die , physical ac i i y
and heal h. Consul . 22 Junho 2016, disponí el em h p://www.who.in /en/
101
5. Conclusão
Chego ao inal des a e apa da minha o mação. É com um mis o de
sensações que inalizo es a expe iência. Aliada à sa is ação, po alcança os
meus obje i os e chega a es a ase da minha ida, sin o nos algia, quando
obse o odo o meu pe cu so desde o início do MEEFEBS a é ao inal do EP.
Sin o-me nos álgico po que, a pa i de ago a, en a ei pa a o mundo do
abalho, deixando pa a ás os empos mais elaxados e en ando num mundo
mui o mais compe i i o e ince o.
Quando compa o as minhas expec a i as iniciais com o que i i nes e ano
de EP, posso dize que não es a am mui o longe da ealidade. Também é
e dade que a EC onde lecionei inha um ambien e con olado, onde não e am
ole adas desobediências e onde a maio ia dos alunos sabia es a e se . No
início do ano ambém pensei que o EP se ia como uma a aliação às minhas
capacidades e p epa ação pa a segui a ca ei a de p o esso , mas ago a
pe cebo que e a mais um passo no meu p ocesso de ap endizagem, onde
ha ia espaço pa a o e o e a pa ilha. Es e ano le i o oi, assim, cons i uído po
mui os obs áculos. Tendo ul apassado es as di iculdades, sin o que es ou
p epa ado pa a o que o u u o me ese a.
O EP p opo cionou-me g andes opo unidades de ap endizagem, endo eu
ap endido a concebe , planea , ealiza e a alia o p ocesso de ensino
ap endizagem. Também oi no EP que descob i e comp eendi como unciona a
di eção de u ma, como o ganiza e planea di e en es ipos de a i idades e
como agi quando con on ado com os mais di e sos imp e is os. Também oi
aqui que desen ol i as minhas compe ências comunica i as e o meu sen ido
de esponsabilidade. Tendo sido odas es as ap endizagens ma cadas pela
e lexão, que me ajudou a e olui em odos os aspe os da minha ação.
Es e ano de EP icou ambém ma cado pela exis ência de alguns desa ios. O
maio oi passa de um p esc i o de exe cício pa a um e dadei o p o esso e
da um núme o adequado de eedback(s) pa a que os alunos i essem a
opo unidade de ap ende e e olui . Pa a ul apassa es e p oblema i e de
consul a a li e a u a especí ica sob e o eedback, de o ma a sabe quando e
como o aplica . O PC e a PO ambém i e am um papel impo an e nes e
XXII
Anexo I – Ficha de Ca ac e ização do Aluno (con .)
Pai
Idade:_______ Nacionalidade:_________________________
Con ac o Tele ónico:_____________ E-mail:_________________________
P o issão:________________________
Habili ação: Ensino Básico Ensino Secundá io Licencia u a
Mes ado Dou o amen o
Com quem i e?
G au de Pa en esco
Idade
P o issão
Habili ações
académicas
Núme o de I mãos:__________ Idades:_____________________________________
Con ex o Social do Aluno
Como em pa a a escola:
A pé Ca o/Mo a Au oca o Me o
Comboio Ou os Quais?_______________________
Quan o empo demo a?_________
A i idades ex acu icula es:______________________________________________
Quan o empo TV po dia? 0 1 2 3 4 ou mais
Quan o empo PC/consolas? 0 1 2 3 4 ou mais
XXIII
Anexo I – Ficha de Ca ac e ização do Aluno (con .)
Alimen ação e Saúde
Re eições po dia? Pequeno-almoço Lanche ma inal Almoço
Lanche da a de Jan a Ceia
O que come de manhã?__________________________________________________
Conside a e hábi os alimen a es saudá eis? Sim Não
Onde cos uma almoça ?_______________________
Di iculdades: Nenhuma Visual Audi i a Mo o a
Respi a ó ia Comunica i a
Tem alguma doença/p oblemas? Sim Não Se sim, quais?________________
Toma medicamen os? Sim Não Se sim, quais?_____________________
Te e alguma a u a? Sim Não Se sim, onde?___________________________
Quan as ho as do me po dia? Menos de 5h En e 5h a 6h
En e 6h a 8h 8h ou mais
Si uação Escola
Es abelecimen o de ensino an e io :________________________________________
Ficou e ido algum ano? Sim Não Se sim, quais?______________________
Te e nega i as no ano an e io ? Sim Não
Se sim, em que disciplinas?________________________________
Disciplinas que i ou melho es no as no ano an e io :___________________________
Disciplinas que mais gos a:_______________________________________________
Po quê?______________________________________________________________
Disciplinas que menos gos a:______________________________________________
Po quê?______________________________________________________________
Com quem es uda? _____________________________
Onde es uda? _________________________________
XXIV
Anexo I – Ficha de Ca ac e ização do Aluno (con .)
Quan o empo es uda po dia?__________________
Tem apoio/explicações? Sim Não
Se sim, em que disciplinas?_______________________________________________
Gos a da escola? Sim Não
Po quê? ______________________________________________________________
Po que escolheu es e colégio?____________________________________________
A é quando pensa es uda ? 12º Licencia u a
Mes ado Dou o amen o
Qual a p o issão/á ea de abalho que gos a ia de segui ?______________________
Con ex o Despo i o
P a ica algum Despo o? Sim Não
Se sim, quais?_______________________
É Fede ado? Sim Não
Quan as ezes po semana p a ica?_____ Em que dias?__________
Quan as ho as po eino?________
Se não, já p a icou? Sim Não
Qual/quais?___________________________________________________
Du an e quan o empo?____________________
P a ica Despo o Escola ? Sim Não
Se sim, que modalidade?________________________________________
XXV
Anexo I – Ficha de Ca ac e ização do Aluno (con .)
Educação Física
Gos a de Educação Física? Sim Não
No a da disciplina no ano an e io :_______________________
O que espe a des a disciplina?
O que gos a ia de abo da ?______________________________________________
Como gos a ia que ossem as aulas de Educação Física?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
Modalidades que mais gos a:______________________________________________
Modalidades que menos gos a:____________________________________________
Anexo II – Diploma do Co a-Ma o Escola