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Uma abordagem indutiva da gramática na aula de língua estrangeira

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Uma abordagem indutiva da gramática na aula de língua estrangeira

Author: Adriana João Fonseca da Costa
Year: 2015
DOI: 10.34626/0gqp-dc84
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/77722/2/33784.pdf
FACULDADE DE LETRAS
UNIVERSIDADE DO PORTO
Ad iana João Fonseca da Cos a
2.º Ciclo de Es udos em Ensino do Inglês e do Alemão no 3.º Ciclo do Ensino Básico e
Ensino Secundá io
Uma abo dagem indu i a da g amá ica na aula de língua es angei a
2014
O ien ado : P o . Dou o a Te esa Ma ins de Oli ei a
Coo ien ado : D a. Simone Tomé e D . Nicolas Robe Hu s
Ve são p o isó ia
ii
FACULDADE DE LETRAS
UNIVERSIDADE DO PORTO
Depa amen o de Es udos Ge manís icos e Anglo-Ame icanos da Faculdade de Le as da
Uni e sidade do Po o
Ad iana João Fonseca da Cos a
Licenciada em Línguas e Li e a u as Eu opeias, a ian e de Inglês e Alemão
Mes e em Mediação Cul u al e Li e á ia, Ramo de Especialização em T adução Li e á ia
Rela ó io ap esen ado pa a a ob enção do G au de Mes e em Ensino do Inglês e do
Alemão no 3.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundá io
Uma abo dagem indu i a da g amá ica na aula de língua es angei a
Uma abo dagem indu i a pode á ajuda os alunos com mais di iculdades a desen ol e em
uma melho comp eensão da g amá ica na ap endizagem de línguas es angei as?
2014
O ien ado a: P o . Dou o aTe esa Ma ins de Oli ei a (DEG)
Coo ien ado es: D a. Simone Tomé (DEG) e D . Nicolas Robe Hu s (DEAA)
O ien ado as de Es ágio: D a. Ma ia Emília Gonçal es (Inglês) e D a. Júlia Mi anda
(Alemão)
iii
Ao Gab iel com mui o amo e ca inho
i
Ag adecimen os
Começo po ag adece ao Hélde , meu ma ido, po oda a paciência, ca inho, amizade e
o ça que me deu, sob e udo du an e es es dois anos.
Ao meu ilho, Gab iel, que, apesa dos poucos mesinhos, o nou inesquecí el es a ase da
minha ida. Nele encon ei mui as ezes a o ça pa a não desis i do meu sonho.
À minha mãe que me em ajudado com a sua expe iência e empo a cuida do meu ilho,
enquan o pe sigo es e meu sonho. Ao meu pai que, embo a longe, nunca deixou de me da
o ça e apoia incondicionalmen e.
À minha a ó e ao meu a ô, que in elizmen e pa iu ainda du an e es e meu p ocesso de
es udo, que semp e me apoia am incondicionalmen e e nunca me julga am pelo empo que
não passei com eles pa a me dedica a es e sonho.
À minha ia Ma ilde, à minha i mã e à minha sob inha linda que ambém me êm apoiado e
ajudado incondicionalmen e.
À minha companhei a de gue a e, ago a, g ande amiga Ângela Ribei o pelas inúme as
ezes que me pediu pa a não desis i .
Às minhas O ien ado as de es ágio, D a. Ma ia Emília Gonçal es e D a. Júlia Mi anda,
pela sabedo ia e expe iência ansmi idas.
Aos meus Supe iso es da Faculdade, P o . Dou o Nuno Ribei o e D a. Simone Tomé
pelas c í icas apon adas, que ajuda am à minha ( e)cons ução como p o esso a.
À P o esso a Dou o a. Te esa Ma ins de Oli ei a pela o ien ação e disponibilidade em
pa ilha o seu conhecimen o e em escla ece as dú idas que su gi am du an e a edação des e
ela ó io.
Ao Coo ien ado de ela ó io, D . Nicolas Robe Hu s , po me e guiado e aconselhado
du an e es e p ocesso.
Finalmen e, um especial “ob igada” a odos os meus amigos que semp e me apoia am e
ac edi a am em mim.
Resumo
É indiscu í el que a ap endizagem de uma LE passa pelo desen ol imen o de qua o
mac ocapacidades, comummen e designadas como compe ências (le , ou i , esc e e e ala )
e de que a g amá ica es á no cen o de uma língua, pois al como e e e Tanya Co e “Sem
g amá ica, as pala as são um aglome ado sem qualque signi icado ou sen ido eal. Pa a se
se capaz de ala uma língua com uma ce a mes ia e dize o que ealmen e se que
ansmi i , p ecisamos de algum conhecimen o g ama ical.”1 (2005: pa a. 1). Na ealidade,
apesa de a compe ência g ama ical se bas an e explo ada nas escolas, a o ma de a
desen ol e e ansmi i não em so ido g andes e o mas nos úl imos anos. Tem-se indo,
ambém, a cons a a que po se em mui as ezes elegadas pa a segundo plano, as
compe ências ligadas à o alidade e à esc i a êm sido al o da p e e ência dos p o esso es-
es agiá ios e, po an o, al o de conside á eis desen ol imen os a a és dos seus p oje os de
in es igação-ação. U ge, po an o, que an o p o esso es, como alunos econheçam a
impo ância da g amá ica, e que es es úl imos a possam ap ende a a és de um p ocesso de
“ en a i a-e o” que os le a á a abalha e a chega às eg as de o ma mais signi ica i a,
o nando a g amá ica mais ap azí el e memo á el.
O que me p oponho aze nes e es udo, cujo ema su giu de um p ocesso de obse ação e
e lexão das aulas das O ien ado as, é esponde à ques ão Uma abo dagem indu i a pode á
ajuda os alunos com mais di iculdades a desen ol e em uma melho comp eensão da
g amá ica na ap endizagem de línguas es angei as? Como al, p oponho-me analisa
p imei o á ios aspe os ligados ao ensino da g amá ica, pa a depois ap esen a os esul ados
ob idos com a aplicação de uma abo dagem indu i a e conclui se, de ac o, es a abo dagem é
ou não signi ica i a, sob e udo, pa a os alunos que e elam mais di iculdades na
ap endizagem da g amá ica de uma língua es angei a (LE).
Pala as-cha e: compe ências; g amá ica, abo dagem dedu i a, abo dagem indu i a;
p ocesso de en a i a-e o; signi icado, uso; ensino; língua es angei a.
1 T adução minha.

i
Abs ac
The e’s no denying ha lea ning a o eign language implies he de elopmen o ou majo
language skills, commonly known as he ou skills: eading, lis ening, w i ing and speaking.
Howe e , g amma is also a he co e cen e o a language, since, as e e ed by Co e :
“Wi hou g amma , wo ds hang oge he wi hou any eal meaning o sense. In o de o be
able o speak a language o some deg ee o p o iciency and o be able o say wha we eally
wan o say, we need o ha e some g amma ical knowledge” (2005: pa a. 1). In ac , hough
he g amma ical skill is highly explo ed a school, he way o de elop and ca y i has no
unde gone signi ican changes in he las decades. I is also no iceable ha , due o he ac ha
hey a e usually elega ed o he backg ound, o al and w i ing skills ha e been cons an ly
chosen by ainee- eache s as he majo opics o hei ac ion esea ches and, consequen ly,
hey ha e expe ienced g ea changes. I is he e o e u gen ha hese eache s and s uden s
ecognise he impo ance o g amma , and ha he la e ha e he chance o lea n i h ough a
“ ial and e o ” p ocess ha will lead hem o wo k ou he ules hemsel es, hus making
g amma mo e pleasan and i s use memo able.
The e o e, h ough his s udy, whose subjec came up a e some obse a ion and e lec ion
ime on he Tu o s’ lessons, I aim a answe ing o he ques ion: Does an induc i e app oach
help weake s uden s o ge a be e unde s anding o g amma in o eign languages
lea ning? Thus, in o de o do i , I i s analyse se e al aspec s ela ed o he g amma
eaching; hen I p esen he esul s I ob ained when applying an induc i e app oach and y o
unde s and whe he his app oach is o is no signi ican , especially o hose s uden s who
ha e mo e di icul ies in lea ning he g amma o a o eign language (FL).
Keywo ds: skills; g amma , deduc i e app oach, induc i e app oach; ial and e o
p ocess; meaning, use; eaching; o eign language.
7
Índice
Ag adecimen os ....................................................................................................................................... i
Resumo .....................................................................................................................................................
Abs ac ................................................................................................................................................... i
In odução ................................................................................................................................................ 9
Capí ulo I .............................................................................................................................................. 11
1. Con ex ualização da in es igação-ação .............................................................................................. 11
1.1. A Escola ...................................................................................................................................... 12
1.2. As Tu mas ................................................................................................................................... 14
1.2.1. Inglês: 9.º B .......................................................................................................................... 15
1.2.2. Alemão: 10.º G ..................................................................................................................... 16
2. Iden i icação e jus i icação da pe inência do ema ............................................................................ 18
Capí ulo II ............................................................................................................................................. 21
1. Enquad amen o eó ico ...................................................................................................................... 21
1.1. Pe spe i a his ó ica do ensino da g amá ica ................................................................................ 21
1.1.1. Mé odo Clássico ................................................................................................................... 23
1.1.2. Mé odo Di e o ...................................................................................................................... 25
1.1.3. Mé odo Audiolingual ........................................................................................................... 27
1.1.4. Abo dagem Cogni i a .......................................................................................................... 29
1.1.5. Mé odo Comunica i o .......................................................................................................... 31
1.2. O QECR e o desen ol imen o da compe ência g ama ical............................................................. 33
1.3. Noções de abo dagem dedu i a e indu i a ...................................................................................... 36
Capí ulo III ........................................................................................................................................... 42
1. Implemen ação do p oje o de in es igação-ação ............................................................................... 42
1.1. Mé odos de ecolha de dados ...................................................................................................... 43
2. Ciclo 0 ................................................................................................................................................ 46
2.1. Obse ação simples e ecolha de dados secundá ios .................................................................. 46
2.2. Tes e ............................................................................................................................................ 47
2.2.1. Inglês .................................................................................................................................... 48
2.2.2. Alemão ................................................................................................................................. 50
2.3. Ques ioná io ................................................................................................................................ 54
2.3.1. Inglês .................................................................................................................................... 55
2.3.2. Alemão ................................................................................................................................. 60
3. Ciclo 1 ................................................................................................................................................ 65
3.1. Inglês ........................................................................................................................................... 66
3.2. Alemão ........................................................................................................................................ 74
4. Ciclo 2 ................................................................................................................................................ 81
8
4.1. Inglês ........................................................................................................................................... 82
4.2. Alemão ........................................................................................................................................ 91
Conclusão ............................................................................................................................................. 100
Re e ências bibliog á icas .................................................................................................................... 104
Anexo 1 – Quad o de co eção g ama ical do QECR ......................................................................... 108
Anexo 2 – Espi al de ciclos da in es igação-ação .............................................................................. 109
Anexo 3 – G elha de obse ação .......................................................................................................... 110
Anexo 4 – G amma Tes 1 .................................................................................................................. 111
Anexo 5 – Tabela de esul ados G amma Tes 1 ................................................................................ 114
Anexo 6 – G amma ik es 1 ................................................................................................................. 115
Anexo 7 – Tabela de esul ados G amma ik es 1 ................................................................................ 118
Anexo 8 – Ques ioná io de Inglês 1 ..................................................................................................... 119
Anexo 9 – Ques ioná io de Alemão 1 .................................................................................................. 122
Anexo 10 – Ficha de abalho Rela i e P onouns ............................................................................... 125
Anexo 11 – Ficha de abalho De ining Rela i e Clauses ................................................................... 127
Anexo 12 – Ficha de abalho P esen Pe ec Con inuous ................................................................ 129
Anexo 13 – Ficha de abalho Pas Pe ec Con inuous ..................................................................... 131
Anexo 14 – G amma Tes 2 ................................................................................................................ 133
Anexo 15 – Tabela de esul ados G amma Tes 2 .............................................................................. 136
Anexo 16 – Ficha de abalho e bo modal können ............................................................................ 137
Anexo 17 – Ficha de abalho mögen + ge n 1 .................................................................................... 141
Anexo 18 – Ficha de abalho mögen + ge n 2 .................................................................................... 145
Anexo 19 – Jogo de ligação Das We e .............................................................................................. 147
Anexo 20 – Ficha de abalho unpe sönliche Ve ben ......................................................................... 148
Anexo 21 – G amma ik es 2 ............................................................................................................... 151
Anexo 22 – Tabela de esul ados G amma ik es 2 ............................................................................. 154
Anexo 23 – Ficha de abalho Passi e Voice ...................................................................................... 155
Anexo 24 – Ficha de abalho Idioma ic Passi e ............................................................................... 159
Anexo 25 – Ficha de abalho Con as Clauses ................................................................................. 163
Anexo 26 – G amma Tes 3 ................................................................................................................ 167
Anexo 27 – Tabela de esul ados G amma Tes 3 .............................................................................. 170
Anexo 28 – Ques ioná io de Inglês 2 .................................................................................................. 171
Anexo 29 – Ficha de abalho Pe ek 1 ............................................................................................... 175
Anexo 30 – Ficha de abalho Pe ek 2 ............................................................................................... 180
Anexo 31 – G amma ik es 3 ............................................................................................................... 183
Anexo 32 – Tabela de esul ados G amma ik es 3 .............................................................................. 186
Anexo 33 – Ques ioná io de Alemão 2 ................................................................................................ 187
9
In odução
Se não osse impe ado , deseja ia se p o esso . Não conheço missão maio e mais nob e
que a de di igi as in eligências jo ens e p epa a os homens do u u o. (D. Ped o II)
Se p o esso é como aze pa e de um puzzle em que odas as peças se jun am pa a
o ma um odo. Como se es humanos do ados de azão e necessi ados de elações
in e pessoais azemos pa e de uma sociedade em que ap endemos com os ou os e os
ensinamos. O mais pequeno dos se es humanos é ambém um p o esso : ensinamos os ilhos a
se em ilhos e pessoas ap as a i e em comunidade e os ilhos ensinam-nos a se mos pais e
mães e a e o mundo com ou os olhos, acolhendo a sociedade de ou a o ma.
Se p o esso a oi uma escolha in luenciada po alguém que se o nou uma peça do meu
puzzle. Tal como esse alguém, que ma cou de modo di e en e e posi i o uma ase do meu
pe cu so académico, ambém eu que o aze a di e ença em mui as idas ainda po molda ;
que o se peça de mui os puzzles po comple a . Es e sonho ap esen a-se ao mesmo empo
como uma missão: se uma p o esso a que, apesa de amiga dos seus alunos, sabe man e uma
dis ância saudá el ela i amen e a es es, pa a que es a seja uma elação de mú uo espei o;
uma p o esso a capaz de le a pa a a escola oda a paixão que ansmi e em casa aos seus;
uma p o esso a capaz de ensina a sua ma é ia, mas ambém de p epa a os alunos pa a uma
ida que, a ualmen e, se anuncia cada ez mais complicada na sua ápida al e ação de alo es;
e, inalmen e, uma p o esso a que, pa a além de ensina , é capaz de econhece que ambém é
um se inacabado, ainda po molda e com mui o pa a ap ende . É nes a linha de pensamen o
que com o p esen e ela ó io/es udo me p oponho ap esen a uma pequena pa e do que que o
i a se e a aze com os meus u u os alunos.
A escolha do ema des e abalho baseou-se não só na discussão sob e a impo ância da
g amá ica e do melho mé odo pa a a ansmi i , le ada a cabo du an e as aulas das unidades
cu icula es de “Didá ica do Inglês”, de “P odução de Ma e iais Didá icos em Inglês” e de
“P odução de Ma e iais Didá icos em Alemão” du an e o p imei o ano des e mes ado, mas
ambém na cons a ação de que, apesa de se um ema um an o ou quan o con o e so, a
g amá ica não em sido com equência obje o de es udo pelos p o esso es-es agiá ios quando
escolhem os seus emas pa a a in es igação-ação, con a iamen e ao que acon ece com a
o alidade, a esc i a e a u ilização de mé odos audio isuais e ecnológicos a ançados.
Consequen emen e, a g amá ica em sido ensinada de o ma adicional (mé odo dedu i o),
no ando-se no seu ensino uma e olução mui o pob e. Como al, decidi implemen a um
p oje o den o des e âmbi o de es udo, de o ma a ajuda sob e udo os alunos com mais
16
É capaz de comp eende ases isoladas e exp essões equen es elacionadas com á eas de p io idade
imedia a (p. ex.: in o mações pessoais e amilia es simples, comp as, meio ci cundan e). É capaz de
comunica em a e as simples e em o inas que exigem apenas uma oca de in o mação simples e di ec a
sob e assun os que lhe são amilia es e habi uais. Pode desc e e de modo simples a sua o mação, o meio
ci cundan e e, ainda, e e i assun os elacionados com necessidades imedia as. (Conselho da Eu opa,
2001: 49)
Con udo, segundo obse ei, es a não é a ealidade pa a es a u ma, já que mui os dos seus
elemen os demons a am di iculdades em lida com á ios aspe os básicos da língua, como a
conjugação do p esen e e de ou os empos e bais e o domínio de léxico ine en e a emas que
são cons an emen e e is os. Es as di iculdades e ela am-se a á ios ní eis das compe ências
da língua, mas sob e udo na compe ência esc i a e o al, sendo que mui os des es alunos
eco iam equen emen e à língua ma e na (LM) pa a exp essa as suas ideias, enquan o os
alunos com menos di iculdades endiam a e olui num sen ido mais posi i o. Os esul ados
dos es es, po sua ez, e le iam es a ealidade díspa , e elando po pa e dos alunos a al a
de uma comp eensão mais p o unda e signi ica i a dos i ens lecionados, mui as ezes aliada à
al a de mo i ação em en ende algo que apa en emen e é inú il.
O quad o o na-se ainda mais g a e pe an e o ac o de a ualmen e o 9.º ano se um ano
decisi o quan o à língua inglesa, pois a pa i do ano le i o de 2013/2014 as di e izes do
GAVE o na am ob iga ó ia a ealização de um exame de Inglês (Key Fo Schools
PORTUGAL2) que con e e aos alunos um ní el den o da a aliação de CAMBRIDGE.
Concluindo, es a u ma e a, na ealidade, cons i uída po alunos desmo i ados, sem
empenho pa a a ap endizagem da língua inglesa. Des e modo, embo a es eja conscien e de
que um p oje o com uma du ação ão cu a e á di iculdade em colma a essa al a de
mo i ação, sou o imis a ao pon o de pensa que es e pode á se um pon o de i agem e uma
o ma de ale a as consciências pa a a necessidade de e olui , mos ando aos alunos como o
Inglês pode se di e ido e ú il.
1.2.2. Alemão: 10.º G
A u ma de Alemão (10.º G) e elou-se uma u ma peculia sob e udo quan o ao núme o
de alunos, que no início do ano le i o e am 28 (17 apa ias e 11 apazes) e depois diminuí am
g adualmen e a é aos 22. Tendo em con a, no amen e, as di e izes do Minis é io da
Educação e Ciência no que oca à composição das u mas do Ensino Secundá io (26 no
2 Pa a mais in o mação, consul a : h p://www.ga e.min-edu.p /np3/515.h ml.

17
mínimo e 30 no máximo), a u ma quase a ingia o limi e máximo p e is o. Pa a além disso,
pode ei ao mesmo empo a i ma , endo em conside ação in o mações ela i as a anos
an e io es, que é in ulga uma u ma de Alemão e an os alunos (no ano an e io , ha iam
sido ce ca de 15, e na u ma do 11.º do p esen e ano le i o e am apenas 11 alunos). De aco do
com a opinião de alguns dos docen es da escola, o ac o de ha e um ão g ande núme o de
alunos in e essados nes a língua es angei a es a ia elacionado com uma campanha
“p omocional” e de sensibilização pa a a impo ância do Alemão nos dias de hoje jun o dos
alunos do 9.º ano, campanha essa lide ada pela O ien ado a de es ágio de Alemão no ano
le i o de 2012/2013, que se epe iu em 2013/2014.
Ao longo do empo, e com as in o mações que o am sendo ansmi idas pela O ien ado a,
começou a e idencia -se o con ex o social e amilia deses u u ado de que mui os des es
alunos p o inham. To na a-se isí el a exis ência de g a es p oblemas psicossociais, que
chega am a en a i as de suicídio, e que, em alguns casos, le a am à desis ência de alguns
alunos. Pa a a diminuição do núme o de alunos na u ma de Alemão con ibuiu ambém a
desis ência de alunos que, po não se e em adap ado à disciplina ou ao cu so em ge al,
pedi am pa a se em ans e idos, e de alunos que, po excesso de al as es a iam ep o ados e,
como al, deixa am de equen a as aulas.
Du an e o meu p ocesso inicial de obse ação simples, pude conclui que, em ge al, a
u ma ap esen a a um compo amen o azoá el e no as medianas, embo a me pa ecesse que
se cons i uía de alunos pouco dedicados. Os es es e le iam essa ealidade e oi no ó ia, em
mui os casos, uma descida p og essi a das no as à medida que a ma é ia se o na a mais
complexa, exigindo mais concen ação e empo de es udo. No e-se que es a é uma u ma de
ní el inicial de Alemão e que, po e começado da base (cump imen os, dados pessoais, e c.),
é na u al que os alunos enham conseguido no as mais azoá eis no início, sem se e em
empenhado mui o. Inicialmen e, no a a-se, ambém, uma maio mo i ação pa a a
ap endizagem da língua, que p ome ia a descobe a de uma no a ealidade, de uma no a
cul u a, de um no o mundo. No en an o, essa mo i ação oi-se des anecendo, man endo-se
apenas a cu iosidade naqueles alunos que desde início ha iam demons ado g andes
capacidades e in e esse na ap endizagem da língua alemã. Es a desmo i ação le ou a uma
di iculdade gene alizada de e enção/memo ização de conhecimen os, que, mui as ezes, de
um dia pa a o ou o e am esquecidos, o nando necessá ia uma e isão cons an e dos
con eúdos. Pa a além disso, em ge al, os alunos deno a am al a de ma u idade e de obje i os
pessoais, al a essa que os le a a a despe diça e a não comp eende os conhecimen os que
lhes e am eiculados. Apesa disso, em algumas si uações, os alunos mos a am-se
pa icipa i os e coope an es, sob e udo se as a e as exigidas ap esen assem um ca á e mais
18
lúdico. Pelo que ui obse ando, al ez pela dinâmica es abelecida pela docen e da disciplina
e pelo uso equen e de linguagem co po al e de exp essões eco en es, os alunos en endiam,
em ge al, as ins uções dadas, embo a le assem bas an e empo pa a execu a e conclui as
a e as. Pa a além disso, pode á a i ma -se que dos ês blocos de 90 minu os semanais,
apenas o de sex a e a ealmen e p o ei oso, uma ez que a u ma se encon a a di idida em
dois g upos, pe mi indo à P o esso a-o ien ado a e às P o esso as-es agiá ias pe cebe quais
os alunos que necessi a am de ajuda e a melho o ma de a po encia e di eciona .
Po ou o lado, du an e as minhas obse ações ui pe cebendo que a u ma e idencia a
di e en es i mos de ap endizagem, apesa de se espe ado de odos o ní el A1 do Quad o
Eu opeu Comum de Re e ência pa a as Línguas no inal do 10.º ano. Leia-se a es e p opósi o:
É capaz de comp eende e usa exp essões amilia es e quo idianas, assim como enunciados mui o
simples, que isam sa is aze necessidades conc e as. Pode ap esen a -se e ap esen a ou os e é capaz de
aze pe gun as e da espos as sob e aspec os pessoais como, po exemplo, o local onde i e, as pessoas
que conhece e as coisas que em. Pode comunica de modo simples, se o in e locu o ala len a e
dis in amen e e se mos a coope an e. (Conselho da Eu opa, 2001: 49)
Na e dade, ui no ando que os bons alunos se iam capazes de e olui apidamen e e de se
adap a às ins uções e a i idades p opos as, enquan o os alunos com mais di iculdades e iam
g a es p oblemas em adap a -se e e olui . Apesa de se encon a em, ainda, num ní el inicial
em que há pouco uso de es u u as complexas, alguns alunos e ela am uma maio endência
pa a usa a LM em ez da língua-al o.
Concluindo, apesa de no início e demons ado alguma mo i ação, g adualmen e oi-se
ins alando nes a u ma um ce o desin e esse pela língua, à semelhança da u ma de Inglês.
Po isso, pode a i ma -se que ambém es es alunos necessi a am de si uações ealis as pa a
ap ende a língua alemã, ou seja, si uações que se ap oximassem das suas necessidades eais,
comp o ando-lhes a impo ância do Alemão como língua do passado, do p esen e e do u u o.
2. Iden i icação e jus i icação da pe inência do ema
Nos úl imos anos, em-se e i icado uma c escen e p eocupação com o es udo e a melho ia
das compe ências o ais e esc i as no ensino das LE. Mui os êm sido os es udos que, de uma
o ma mais ou menos ap o undada, se deb uçam sob e ques ões da o alidade e da esc i a, que
nas escolas po uguesas se conside am equen emen e elegadas pa a segundo plano. P o a
des a p eocupação a ual é, po exemplo, a longa lis a de disse ações sob e o ensino de uma
19
segunda língua, di e a ou indi e amen e, elacionadas com essas compe ências. Ou o ema
eco en e em sido o uso das no as ecnologias no ensino-ap endizagem de uma LE que
de ende que o p o esso de e man e -se ecnologicamen e a ualizado, ajudando os alunos a
e em um papel mais a i o na sua p óp ia educação.
Po ou o lado, assis e-se a uma desa enção a emas como a g amá ica e a lei u a, que êm
pe dido e eno na á ea da in es igação educacional e que, po isso, não êm sido al o de
melho ias. O exaus i o a amen o de emas como os acima e e idos oi uma das minhas
p imei as mo i ações pa a a escolha do meu ema. Que ia, na ealidade, dis ancia -me de udo
o que em indo a se ei o na á ea educacional e, como al, escolhe e a ua em á eas que
nes e momen o es ão a se elegadas pa a segundo plano. No en an o, es e p ocesso de escolha
oi um an o ou quan o con u bado, pois inicialmen e não es a a a consegui seque delimi a
uma á ea ge al de in e enção. Com ainda pouca obse ação e, como al, pouco conhecimen o
das u mas, o p imei o p oblema que se o na a e iden e e a a al a de mo i ação, ques ão,
que po se mui o ab angen e, não se e ela a de ácil a amen o. T a a a al a de mo i ação
como ema do meu abalho a igu a a-se-me demasiadamen e gene alis a e não aplicá el à
u ma de Alemão que demons a a inicialmen e mo i ação pa a ap endizagem des a LE. Na
ealidade, num es ágio bidisciplina , encon a um ema que seja comum e pe inen e pa a
ambas as u mas de cada uma das disciplinas o na-se o p imei o dilema de mui os
p o esso es-es agiá ios, sob e udo se o pe il dos alunos o bas an e díspa , deixando
e idencia necessidades mui o di e en es.
Des e modo, con inuei com o meu p ocesso de obse ação (simples) em sala de aula,
con encida de que, como no a Ru h Wajn yb (1992: 1), es e pe mi e que o p o esso -
in es igado conheça melho as suas u mas e possa iden i ica possí eis á eas de a uação,
bem como e conhecimen o das p á icas, écnicas, mé odos e p ocedimen os pedagógicos
comuns naquela sala de aula. Assim, não só a obse ação das aulas das O ien ado as, mas
ambém a obse ação du an e as minhas p imei as aulas com es as u mas le a am-me a
e le i sob e as p á icas pedagógicas e sob e as compe ências linguís icas mais
equen emen e abalhadas e desen ol idas na sala de aula. Cheguei à conclusão de que,
embo a a compe ência g ama ical seja uma das mais abalhadas, a o ma como é ei a não
di e e mui o ou a é nada da o ma como eu mesma ap endi, o que me le ou a conclui , numa
segunda pe spe i a, que a g amá ica não em sido al o de g andes es udos de in es igação,
es udos de e eno que possam comp o a os p oblemas e aze melho ias ealis as pa a as
escolas po uguesas. Es a a, en ão, escolhido o ema ge al da minha in es igação-ação.
Reco endo a conhecimen os an e io es das unidades cu icula es de “Didá ica do Inglês” e
“Didá ica do Alemão”, do p imei o ano do mes ado, e consul ando bibliog a ia ecen e,
20
consegui delinea e delimi a um ema mais p eciso que mos asse uma no a ace a e uma
no a abo dagem da g amá ica. Pa a es a delimi ação con ibuiu ambém a oca de ideias com
ou os p o esso es-es agiá ios que, em con e sas in o mais, o am dando a en ende que
no a am nos seus alunos sé ias di iculdades em comp eende a g amá ica e que, em mui os
casos, es e e a um dos g upos com pio co ação nos es es. Semp e ui de opinião de que a
oca de ideias az inúme as an agens em odas as á eas, e a docência não é exceção.
A a és de odos es es p ocessos, concluí que os alunos êm uma c escen e necessidade de
sen i que aquilo que ap endem é ú il e aplicá el no seu dia-a-dia e que, po isso, p ecisam de
se expos os a uma abo dagem da g amá ica que deposi e neles uma maio esponsabilidade
pela sua p óp ia ap endizagem, ob igando-os a cen a em-se, sob e udo, no signi icado e na
u ilidade de um de e minado i em g ama ical, de o ma a o ná-lo mais signi ica i o e,
consequen emen e, memo á el. Na ealidade, o modo como, equen emen e, mui os
p o esso es ainda insis em em ensina a g amá ica, ou seja, como um conjun o es i o e
isolado do es o das compe ências, não é o mais co e o, pois, se a in e p e a mos como um
compa imen o es anque na aula, desp o ido de sen ido, os alunos, mui o p o a elmen e, não
se ão le ados a expe imen a uma p og essão linguís ica. Pa a além disso, e o ce-se, ainda, a
ideia de que, se o p o esso op a somen e po uma abo dagem adicional do ensino da
g amá ica, is o pode á le a mui os alunos a um es ado ag a ado de desmo i ação e
insegu ança na ho a de se exp essa em na LE. Ac edi o, pois, que a ên ase na g amá ica não
de e se dada a a és do ensino descon ex ualizado, mas sim a a és do signi icado que o
conhecimen o ligado ao uncionamen o da língua pode cons i ui ao ní el comunica i o. Ou
seja, ap esen a os con eúdos g ama icais den o de um con ex o possibili a e es imula o
desen ol imen o das compe ências in e p e a i as e das compe ências p odu i as. Com es a
ideia, delimi a a, en ão, o meu p oje o à abo dagem indu i a da g amá ica nas aulas de LE,
nomeadamen e de Inglês e de Alemão.
As O ien ado as da escola e os Coo ien ado es da Faculdade acolhe am posi i amen e o
meu p oje o, ainda que com alguma su p esa, pois, segundo eles, a amen e a g amá ica é al o
de escolha dos p o esso es-es agiá ios, o que só inha comp o a aquilo que a ás e e i.
De ido à possí el na u eza ex ensi a dos dados a analisa ui aconselhada a delimi a , ainda
mais, o es udo, cen ando-me naqueles alunos que demons assem mais di iculdades na
ap endizagem da g amá ica, o que me conduziu inalmen e à ques ão de pa ida a que es e
es udo p e ende esponde : Uma abo dagem indu i a pode á ajuda os alunos com mais
di iculdades a desen ol e em uma melho comp eensão da g amá ica na ap endizagem de
línguas es angei as?
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Após conclui que, de ac o, es e es udo se e ela a pe inen e e ele an e, e a necessá io
a e i sob e a compe ência g ama ical dos alunos, p ocu ando, assim, isola aqueles com
maio es di iculdades, pa a pode analisa mais conc e amen e os dados e inicia a minha
in e enção. Es e p ocesso de delimi ação oi denominado Ciclo 0 e se á desc i o no Capí ulo
III des e ela ó io.
Capí ulo II
1. Enquad amen o eó ico
O enquad amen o eó ico e e e-se, segundo Ma ie-Fabienne Fo in a “um p ocesso, a uma
o ma o denada de o mula ideias, de as documen a em o no de um assun o p eciso, com
is a a chega a uma conceção cla a e o ganizada do objec o em es udo” (2003: 39). Essas
ideias podem esul a de uma obse ação, de uma inquie ação pessoal ou, a é, de um concei o,
mas de e ão se semp e undamen adas com uma pesquisa e ap esen ação de li e a u a que
apoiem a in es igação.
Como al, es e capí ulo em po obje i o a in odução gené ica das p incipais bases eó icas
e concep uais ele an es pa a a conc e ização do(s) obje i o(s) des e abalho e pa a escla ece
e da um con ex o eó ico sob e o ema abo dado. P e ende-se, p imei o, ap esen a uma
pe spe i a his ó ica dos mé odos de ensino-ap endizagem da g amá ica comuns às LE,
p ocu ando-se mos a como o ensino da g amá ica em sido al o de cons an es e con o e sas
discussões. De seguida, enquad a-se a ques ão da g amá ica e da compe ência g ama ical
numa b e e desc ição do Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as Línguas, já que es e
é um documen o de impo ância cen al pa a a egula ização do ensino das LE na Eu opa da
a ualidade. Pa a conclui es e ciclo eó ico, ap esen a-se uma de inição de g amá ica dedu i a
e indu i a, bem como a dis inção en e elas.
1.1. Pe spe i a his ó ica do ensino da g amá ica
Seja qual o a mo i ação – económica, diplomá ica, social, come cial ou mili a –, a
necessidade de comunica com alan es de ou a língua é mui o an iga. Des e modo, ap ende
uma LE é desde há mui os séculos conside ado como c ucial pa a a o mação do indi íduo,
p incipalmen e pa a aqueles que se eem ob igados a lida dia iamen e com ou as cul u as.

22
O conhecimen o de línguas es angei as possibili a a comunicação em di e sos con ex os,
o nando mais ácil o acesso a: no as opo unidades p o issionais den o e o a do país de
o igem (em a i idades ligadas ao u ismo e comé cio, e emp esas com negócios a ní el
in e nacional e ob enção de emp ego den o da á ea de o mação); melho es opo unidades
académicas, desde a lei u a de li e a u a impo an e/ob iga ó ia numa LE a é ao ing esso numa
uni e sidade es angei a; e ainda opo unidades do quo idiano como a capacidade de
comunica nou a língua semp e que al seja necessá io. Hoje em dia pode, ainda, a i ma -se
que, com a eme gência da e a digi al, é (quase) impossí el não se e conhecimen o de, pelo
menos, algumas exp essões ou pala as comuns numa ou a língua, nomeadamen e o Inglês.
Nes e sen ido, no ensino das línguas, a g amá ica oi ocupando um luga de des aque ao
longo dos séculos, sendo que a dinâmica de ensino e e ob iga o iamen e que se adap a à
e olução dos empos e do pensamen o cien í ico. Os mé odos o am, en ão, acompanhando
essas exigências, o que le ou a uma e olução das co en es me odológicas e das abo dagens à
g amá ica que, apesa de se e ela em impo an es, es i e am semp e en ol as em
con o é sia, o a assumindo um papel ulc al e p imá io, o a sendo elegadas pa a segundo
plano. Segundo Hen y Douglas B own:
A glance h ough he pas cen u y o so o language eaching will gi e an in e es ing pic u e o how
a ied he in e p e a ions ha e been o he bes way o each a o eign language. As disciplina y schools o
hough –psychology, linguis ics, and educa ion, o example – ha e come and gone, so ha e language-
eaching me hods waxed and waned in popula i y. (2001: 16)
Po sua ez, e a e o ça a con o é sia sob e qual o melho mé odo pa a ensina uma
LE, nomeadamen e pa a ensina g amá ica, N.S. P abhu a i ma que:
I hose who decla e ha he e is no bes me hod a e asked why, he mos immedia e and equen
answe is likely o be ‘Because i all depends,’ meaning ha wha is bes depends on whom he me hod is o ,
in wha ci cums ances, o wha pu pose, and so on. Tha he e is no bes me hod he e o e means ha no
single me hod is bes o e e yone, as he e a e impo an a ia ions in he eaching con ex ha in luence
wha is bes . (1990: 162)
Assim, de aco do com es e au o , a adoção de um mé odo depende do con ex o em que
se ensina uma de e minada LE, podendo esse con ex o elaciona -se com ques ões sociais,
educacionais, com o p óp io docen e (c enças, o mação, compe ências) e ainda com os
alunos (idade, aspi ações, conhecimen os e a i udes pe an e a ap endizagem). Na ealidade,
oda es a con o é sia esul a do ac o de, segundo Je emy Ha me (1991: 37), não se sabe ao
ce o como se desen ola o p ocesso de ap endizagem das línguas es angei as, não obs an e os
23
in ensos es o ços de pesquisa dedicados à descobe a de como as pessoas as ap endem. To na-
se, pois, impo an e deb uça mo-nos sob e a o ma como o ensino da g amá ica é e oi sendo
pe spe i ado pelas di e en es co en es me odológicas, p ocu ando analisa o g au de
ele ância a ibuído po cada uma delas à g amá ica no ensino-ap endizagem das LE.
Au o es como A. P. R. Howa (1991) e Ge ha d Neune e Hans Hun eld (1993)
iden i icam como p incipais co en es me odológicas o Mé odo Clássico ou Mé odo
G amá ica-T adução, o Mé odo Di e o, o Mé odo Audiolingual, a Abo dagem Cogni i a e o
Mé odo Comunica i o, que ap esen a ei em seguida de o ma sumá ia.
1.1.1. Mé odo Clássico
Sob o pon o de is a c onológico, a é ao inal do século XVII, a al a de mé odos
ap op iados pa a o ensino de uma LE e a al a de in e esse público ela i amen e a línguas que
não ossem as clássicas, ou seja, o La im e o G ego, le ou à al a de p eocupação em
pe spe i a es a e en e do ensino (Howa , 1991: 32). Con udo, a pa i des a al u a, com os
p imei os passos da Re olução Indus ial e Come cial, que le ou a uma maio necessidade de
con a a com ou os po os, as chamadas línguas mode nas (Inglês, F ancês, Alemão…) o am
ganhando e eno e imidamen e começa am a se incluídas em alguns dos cu ículos
académicos, le ando a uma ce a p eocupação com os mé odos de ensino das mesmas
enquan o línguas es angei as.
Apesa de o La im e o G ego es a em a cai em desuso e de, aos poucos, começa em a se
designados de “línguas mo as”, achou-se po bem, e po al a de conhecimen o de um ou o
mé odo de ensino, anspo o mé odo de ensino des as línguas pa a o ensino das chamadas
“línguas i as” ou mode nas, al como a i mam Neune e Hun eld: «Vo bild wa dabei de
Un e ich de 'al en Sp achen“ (G iechisch; La ein), die den Sp achun e ich in den
Gymnasien behe sch en» (1993: 19). Su gia, assim, a p imei a abo dagem que, no inal do
século XVII e du an e os séculos XVIII e XIX, ca ac e izou o ensino das LE no ociden e, ou
seja, o Mé odo Clássico.
Es e mé odo cen a a-se não no uso da língua como ins umen o de comunicação, mas sim
na comp eensão das eg as g ama icais e nas es u u as sin á icas de um de e minado idioma.
A língua e a enca ada como um conjun o de eg as e de exceções g ama icais, sendo a sua
base a esc i a. Pa a além disso, conside a a-se que o domínio o al de uma língua só e a
possí el quando o aluno de inha odos os conhecimen os g ama icais e que a língua ma e na
e a o sis ema de e e ência pa a compa ação na ap endizagem da língua es angei a ( adução
24
da LM pa a a LE). Des e modo, na sala de aula abalha a-se e alo iza a-se a memo ização
epe i i a de lis as de ocabulá io e ases descon ex ualizadas, a adução e memo ização de
ex os li e á ios na e sob e a LE e os exe cícios esc i os, não ha endo, po an o, espaço pa a a
p á ica o al. Na ealidade, se i e mos em con a que o obje i o p imo dial da ap endizagem de
uma LE na e a das línguas clássicas (La im e G ego) e a o exe cício in elec ual e, po ezes, a
aquisição de compe ências de lei u a, não é de odo es anha es a al a de p eocupação com a
o alidade. Conclui-se, po an o, e de aco do com La sen-F eeman (2001: 18), que a
ap endizagem da g amá ica seguia um p ocesso dedu i o, ou seja, ap esen a a-se a eg a e
alguns exemplos que os alunos de iam memo iza pa a depois aplica em ases sol as. Des e
modo, a língua ap endia-se a a és de uma sequência de eg as isoladas que se analisa am e
memo iza am e o léxico su gia descon ex ualizado, passando a p á ica pela adução e
compa ação com a LM. O aluno assumia uma a i ude passi a, enquan o o papel do p o esso ,
igu a cen al des e p ocesso de ensino-ap endizagem, passa a apenas po coloca aos
ap enden es ques ões pa a es a os seus conhecimen os da língua e, ao mesmo empo, puni-
los, mui as ezes isicamen e, caso esse conhecimen o se e elasse insu icien e ou e ado. O
e o e a is o como nega i o e de ia se co igido no momen o em que se come ia.
Po se cen a exclusi amen e nas es u u as g ama icais da língua, não dando espaço pa a
a p á ica de ou as compe ências, nomeadamen e as comunica i as, es e mé odo (mais a de
enomeado de G amá ica-T adução), já c i icado po Coménio e John Locke aquando da sua
aplicação no ensino das línguas clássicas, oi conside ado ine icaz e demasiado ígido pa a o
ensino das línguas mode nas. Is o po que, segundo Neune e Hun eld (1993: 31), não azia
sen ido ensina uma língua com a qual as pessoas se comunica am com meios e eg as de
uma língua mo a, em que as pala as e ases sol as e descon ex ualizadas não in e essa am
aos alunos, pa a além de não os p epa a em pa a as compe ências p odu i as, como a esc i a e
a ala. Apesa de es e mé odo não e sido o almen e pos o de pa e, já que, segundo B own
(2001: 19), é de ácil aplicação, não exigindo mui as compe ências po pa e dos p o esso es,
nes a al u a as c í icas ab i am as po as a no os es udos que pe mi i am o apa ecimen o de
um no o mé odo.
25
1.1.2. Mé odo Di e o
No inal do século XIX, p incípios do século XX, assim que a legi imidade do Mé odo
Clássico começou a se ques ionada, sob e udo pelas lacunas da sua aplicação no sis ema
educa i o público, um no o mé odo começou a desen ol e -se. Começa a, aqui, a e a do
Mé odo Di e o, cujas aízes es ão no Mé odo de Sé ies a ibuído po B own (idem) ao
p o esso de La im F ançois Gouin, que, descon en e com a sua ap endizagem pessoal da
língua alemã a a és do Mé odo Clássico, decidiu explo a e delinea uma no a o ma de
ensina e ap ende línguas es angei as. Gouin p opunha uma no a isão do ensino que desde
logo elimina a a adução e o ensino explíci o da g amá ica, passando po um ensino di e o e
concep ual a a és de uma sé ie de ases conec adas en e si e de ácil comp eensão. Gouin
ad oga a que o ensino-ap endizagem de uma LE se p ocessa a de o ma semelhan e ao da
LM. Con udo, as suas ideias pa eciam se demasiado a ançadas pa a a sua época e apenas
uma ge ação depois se o na am ealmen e popula es, com o alemão Cha les Be li z e o seu
Mé odo Di e o. As p emissas e am semelhan es, senão iguais, às de Gouin e, como al,
en endia-se o ensino-ap endizagem das LE como sendo semelhan e à ap endizagem da
p imei a língua. As aulas es a am eple as de in e ação o al e espon ânea, usando-se
unicamen e a língua de chegada, e a análise de eg as g ama icais ou es u u as sin á icas não
es a a con emplada, sendo, po an o, um dos aspe os signi ica i os des e mé odo a
ap endizagem indu i a da g amá ica. La sen-F eeman esc e e a es e p opósi o: “s uden s a e
p esen ed wi h examples and hey igu e ou he ule o gene aliza ion om he examples”
(2001: 29). A ideia passa a pela con icção de que a explicação g ama ical se ia dispensá el,
uma ez que, a a és da p á ica da o alidade em con ex os eais, a comp eensão su gi ia
na u almen e.
Resumindo, a ideia p incipal des e mé odo e a a ap endizagem das línguas a pa i de
ex os, em que a g amá ica ica a pa a segundo plano e, ambém, a ap endizagem po
imi ação, que le a ia não à adução, mas a uma e lexão sob e as línguas. Tendo, en ão,
como p essupos o e olucioná io a ideia de que se de ia ap ende uma LE do mesmo modo
que as c ianças ap endem a ala desde que nascem, is o é, de uma o ma “na u al”, Jack C.
Richa ds e Theodo e S. Rodge s (1986: 9-10) econhecem como p incípios base des e mé odo
as seguin es ca ac e ís icas:
- o ensino da língua az-se exclusi amen e a a és da língua de chegada;
- só se ensinam o ocabulá io e as es u u as quo idianas;
32
a i idade p opos a pode a ia , no momen o, de aco do com as eações e espos as dos alunos.
Es es usam, assim, a linguagem em con ex os não ensaiados e, consequen emen e, sen em-se
mais mo i ados pa a um uso p agmá ico mais signi ica i o. Nes e sen ido, a ap endizagem de
uma língua deixou de se in e p e ada como uma me a ap endizagem de hábi os esul an e de
a e as epe i i as, pa a se o na num p ocesso c ia i o, no qual a ap endizagem de línguas
passa a pelo seu uso e pelo esul ado dele. Os alunos já não es a am à me cê do ambien e
en ol en e, uma ez que inham a opo unidade de oma a inicia i a e de expe imen a a
língua. Assim, os e os e am is os como um p ocesso na u al de ap endizagem,
especialmen e em a i idades baseadas na luência, podendo mesmo ap ende -se com eles. O
p o esso podia obse a e ole a os e os du an e uma a i idade de luência ( luency) e ol a
a eles mais a de du an e uma a i idade ligada à p ecisão (accu acy). Fluência e p ecisão
es a am, en ão, lado a lado, pois ambas e am is as como signi ica i as pa a a comunicação
na ida eal.
Os p o esso es de e iam, ambém, eduzi o seu empo de ala (Teache Talking Time),
p opo cionando aos alunos opo unidades pa a desen ol e sis emas de comunicação p óp ios
(uso de linguagem co po al e de e o mulações dos enunciados, po exemplo). Os p o esso es
de e iam, ambém, ga an i que as a e as ossem pedagógica e socialmen e e icazes, indo ao
encon o dos in e esses e necessidades dos alunos; de e iam mo imen a -se na sala de aula,
al e nando en e o papel de p o esso adicional e o de memb o in eg an e do g upo,
alo izando e a ando odos os alunos de o ma igual e jus a. Na época, a impo ância dada à
comunicação con ex ual e à comunicação como um im em si jus i ica a g ande a iedade de
a i idades (in o ma ion gap, o denação de ases, jogos linguís icos, comple a bandas
desenhadas, pesquisas, en e is as, d ama izações e deba es) que pe mi iam o
desen ol imen o das á ias compe ências associadas a uma língua: ou i , le , ala e esc e e
e, mais ecen emen e, a compe ência ligada à cul u a. Apesa de já e em, en e an o, su gido
ou as eo ias, como a eo ia das In eligências Múl iplas 10 de Howa d Ga dne , e não obs an e
o ac o de o Mé odo Comunica i o ap esen a des an agens (a enção ao amanho da u ma,
ní el de p o iciência do p o esso e do aluno, empo de p epa ação…), es e con inua a se um
dos mé odos de eleição de mui os p o esso es em odo o mundo, embo a essa não seja bem a
ealidade pa a Po ugal, em ge al.
10 Ga dne de ende que os alunos se ão melho se idos po uma isão mais ab angen e da educação, em que
os p o esso es usam di e en es me odologias e a i idades pa a chega a odo o ipo de alunos e mo i á-los, e não
apenas àqueles que es ão “iden i icados” como sendo bons den o das designações adicionais de in eligência,
is o é, a in eligência lógico-ma emá ica e a in eligência linguís ica. Ele p opõe mais seis ipos de in eligência
pa a além des as duas: a in eligência isual/espacial; in eligência musical; in eligência na u alis a; in eligência
co po al/cines ésica; in eligência in apessoal; e in eligência in e pessoal. (Le ícia S ehl, 2007)

33
1.2. O QECR e o desen ol imen o da compe ência g ama ical
O Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as Línguas (QECR) oi ap esen ado em
2001 pelo Conselho da Eu opa, endo como p incipal obje i o “melho a a qualidade da
comunicação en e eu opeus de di e en es con ex os linguís icos e cul u ais, uma ez que a
comunicação conduz a uma maio mobilidade e a um maio in e câmbio, a o ece a
comp eensão ecíp oca e e o ça a colabo ação” (Conselho da Eu opa, 2001: 12). P e ende-se
p epa a as populações eu opeias pa a os desa ios que a sociedade mode na exige, como po
exemplo a g ande mobilidade in e nacional e a colabo ação nos di e en es domínios da ida
social, ou seja, a educação, a cul u a, a ciência, a indús ia e o comé cio, e a comp eensão,
ole ância e espei o po uma di e sidade cul u al unida pela pe ença a um mesmo
con inen e.
Des e modo, no QECR é es abelecida uma base comum pa a a ealização de p og amas de
línguas, desde mé odos cu icula es, a exames e manuais, em odo o espaço eu opeu. Nele se
de ine o que os ap enden es de uma língua de em ap ende pa a se o na em capazes de nela
comunica em e quais os conhecimen os e capacidades que de em desen ol e pa a uma
melho a uação em con ex o eal. A g ande no idade ins i uída oi a da exigência do
conhecimen o do con ex o cul u al da língua a ap ende . O ap enden e é en endido como um
u u o u ilizado que de e á demons a as compe ências adqui idas du an e o empo de
ap endizagem num con ex o cul u al e social eal, ou seja, no con ex o cul u al da língua
ap endida. Já não se pode, po an o, enca a a ap endizagem de uma língua, num sen ido
adicional, como mais uma disciplina académica que az pa e somen e do cu ículo, mas sim
como uma ap endizagem num sen ido p á ico em que a língua se á i ida e elemb ada em
con ex os de a uação eais, de aco do com o Mé odo Comunica i o an e io men e e e ido.
O QECR econhece como domínios pa a a ap endizagem e ensino das línguas na Eu opa:
• o domínio p i ado, no qual o indi íduo i e como pessoa p i ada, cen ado na ida amilia , na casa
e nos amigos, empenhado em ac i idades indi iduais como a lei u a po p aze , a esc i a de um diá io, o
exe cício de ac i idades lúdicas (passa empos, po exemplo), a dedicação a ou os in e esses pessoais;
• o domínio público, no qual o indi íduo ac ua como cidadão ou memb o de uma o ganização e es á
empenhado em di e en es ansacções com á ias inalidades;
• o domínio p o issional, no qual o indi íduo es á empenhado no seu abalho ou p o issão;
• o domínio educa i o, no qual o indi íduo es á empenhado numa ap endizagem o ganizada,
especialmen e (mas não necessa iamen e) numa ins i uição de ensino. (Conselho da Eu opa, 2001: 76)
34
A pa des es domínios, o QECR iden i icou, ambém, ês ipos de u ilizado es e seis ní eis
de p o iciência, iden i icados na abela 1:
Tabela 1 – Ní eis de p o iciência segundo o QECR
Segundo o QECR, os ipos de u ilizado es e os ní eis de p o iciência são a aliados den o
de ês compe ências ge ais (Comp eende , Fala e Esc e e ), que se subdi idem em
compe ências especí icas (Comp eensão o al e Lei u a; In e ação o al e P odução o al;
Esc i a). Face a es as exigências designadas pelo QECR, pode es abelece -se uma ipologia de
exe cícios a desen ol e na aula de língua es angei a, sendo que es a passa po exe cícios de
comp eensão o al (audição e in e p e ação de músicas, de diálogos na língua de chegada),
comp eensão esc i a ou lei u a (in e p e ação de ex os esc i os elacionados com emas
ele an es do quo idiano), de in e ação e p odução o al (deba es na língua de ap endizagem
sob e emas a ados na aula) e de esc i a (p odução de ex os elacionados com assun os
abo dados na aula).
Na ealidade, uma cuidada lei u a e análise des e documen o pe mi e-nos pe cebe que as
e e ências à g amá ica, sob e udo à compe ência g ama ical, são escassas, o que em
con i ma a endência das úl imas décadas em des alo iza uma ap endizagem mais o mal da
g amá ica, cen ando-se o in e esse nas qua o mac ocapacidades acima e e idas. Pode á
a ibui -se al si uação ao ac o de, segundo es e documen o, a g amá ica de qualque língua
se “mui íssimo complexa e, a é ago a, em sido mui o di ícil o seu a amen o de ini i o e
exaus i o” (Conselho da Eu opa, 2001: 19). Ou seja, nem mesmo es e documen o é capaz de
se ap esen a como um abalho de ini i o dada essa complexidade e, po isso, deixa ambém
ao c i é io do p o esso a escolha de uma me odologia de ensino da g amá ica, pois:
Tipo de U ilizado
Ní el de P o iciência
U ilizado p o icien e
C2
Domínio pleno
C1
P o iciência ope a i a e icaz
U ilizado independen e
B2
Independen e
B1
In e mediá io
U ilizado elemen a
A2
Básico
A1
Inician e
35
Exis e um ce o núme o de eo ias e de modelos conco en es sob e a o ganização de pala as em
ases. Não é unção do QECR julgá-los e p omo e o uso de um deles em pa icula . Compe e-lhe, sim,
enco aja os u ilizado es a jus i ica a sua escolha e as consequências que daí ad êm pa a a sua p á ica.
(idem: 161)
Ainda assim, es e documen o p ocu a de ini a compe ência g ama ical, inse indo-a numa
e en e comunica i a, al como nos é suge ido na seguin e passagem: “A compe ência
g ama ical, ou a capacidade pa a o ganiza ases pa a ansmi i sen ido, es á ni idamen e no
cen o da compe ência comunica i a…” (idem: 210). Como al:
Fo malmen e, a g amá ica de uma língua pode se en endida como o conjun o de p incípios que egem
a combinação de elemen os em sequências signi ica i as ma cadas e de inidas (as ases). A compe ência
g ama ical é a capacidade pa a comp eende e exp essa signi icado, a a és da p odução e do
econhecimen o de ases e exp essões bem cons uídas segundo es es p incípios (ao con á io da sua
memo ização e ep odução). (idem:161)
Que is o dize que um ap enden e de uma de e minada língua de e se capaz de
domina odo um conjun o de pa âme os g ama icais, como elemen os (mo es,
mo emas, aízes, a ixos de odos os ipos, pala as), ca ego ias (núme o, caso,
géne o, empo, aspe o, oz), classes (conjugações, declinações, classes abe as e
echadas de pala as), es u u as (pala as complexas e compos as, sin agmas, ases,
o ações), p ocessos (nominalização, a ixação, g adação, en e ou os) e elações
( egência, conco dância, alência) [idem: 162].
Suge e-se, ainda, uma escala de co eção g ama ical pa a cada ní el de
p o iciência11, apesa de os au o es se sal agua da em quan o ao ac o de a mesma
pode não se aplicá el a odas as línguas (idem).
Em suma, apesa do eduzido a amen o da compe ência g ama ical, quando
compa ado com as ou as compe ências (ou i , ala , le e esc e e ), é inegá el, de
aco do com o QECR, que a g amá ica con inua a desempenha um papel impo an e
no ensino das línguas e que o p o esso de e es a comp ome ido com o seu ensino.
Ou seja, pe an e a complexidade de mé odos de ensino e a incapacidade de se op a
po um que seja comum a odos os con ex os, es e documen o es abelece que o
p o esso de e comp ome e -se a escolhe o mé odo mais adequado ao seu ensino e
aos seus alunos (idem: 157).
11 Consul a Anexo 1.
36
1.3. Noções de abo dagem dedu i a e indu i a
Como imos an e io men e, mui o se em discu ido e especulado sob e a impo ância do
papel da g amá ica no ensino-ap endizagem de uma LE. A ques ão pa ece nunca e sido
consensual e a exis ência de di e en es mé odos de a amen o da g amá ica em comp o a
isso. Se no Mé odo Clássico se da a mui a impo ância à g amá ica, a sua impo ância pa ece
diminui com o Mé odo Di e o e o Mé odo Audiolingual, e desde o Mé odo Comunica i o,
segundo Ramani Pe u Naga a nam e Abdo Al-Mekhla i, “a en ion has shi ed om ways o
eaching g amma o ways o ge ing lea ne s o communica e, and g amma has been seen o
be a powe ul unde mining and demo i a ing o ce among L2 lea ne s” (2012: 81).
A ques ão da não consensualidade quan o à impo ância a a ibui à g amá ica é
indissociá el da discussão sob e a sua de inição. As di e en es o mas de a de ini não pa em
apenas de eó icos e p o esso es, mas ambém dos p óp ios ap enden es de uma LE, que,
segundo Naga a nam e Al-Mekhla i (idem: 78), a i mam que ap ende g amá ica signi ica,
sob e udo, ap ende e domina as suas eg as.
Con udo, es a é uma isão mui o educionis a e há que e em con a que a g amá ica não é
um sis ema simples, sendo que pa a de ini-la é necessá io, p imei o, sabe como se cons i ui.
Assim, a g amá ica é conside ada um dos ní eis de desc ição e explicação do sis ema das
línguas, esponsá el pelos seus componen es mo ológicos e sin á icos12. Rela i amen e a
es es dois cons i uin es, podemos a i ma que a Sin axe diz espei o ao sis ema das eg as que
usamos pa a combina pala as com o in ui o de o ma ases e que a Mo ologia inclui a
modi icação sis emá ica dessas mesmas pala as a a és da sua al e ação ou da adição pa a
lhe se a ibuído um signi icado (Ba s one, 1996: 1), como po exemplo, “liked”, “likes”e
“liking” são a iações da pala a “like” ou “ha ”, “ha e” e “gehab ” da pala a “haben”. Is o
em ao encon o das ideias de Hen y Widdowson exp essas na ansc ição abaixo:
Wi hou any g amma , he lea ne is o ced o ely exclusi ely on lexis and he immedia e con ex ,
combined wi h ges u es, in ona ion and o he p osodic and non- e bal ea u es, o communica e his/he
in ended meanings. I is g amma ha allows us o make hese ine dis inc ions in meaning—in he abo e
examples, h ough he use o he a icle sys em, numbe , ense, and aspec . I he eby ees us om a
dependency on lexis and con ex ual clues… (1990: 86)
A ques ão que aqui se impõe é a de que a g amá ica não pode se dissociada do
ocabulá io, nem ice- e sa e que, embo a as pala as isoladas enham em p imei o luga na
12 Os ou os ês ní eis são: a semân ica, que se ocupa do léxico e do seu signi icado; a oné ica, que se ocupa
dos sons de uma língua; e a p agmá ica, que é esponsá el pelo uso da língua.
37
ap endizagem de uma língua, que seja ma e na, que seja es angei a, não signi ica que elas
sejam mais impo an es do que a o ma de as jun a pa a o ma sen ido. Vol amos, pois, à
elha ques ão sob e a impo ância da g amá ica, sob e udo na aula de LE, à qual nos esponde
Dana Lu onská com a seguin e a i mação:
Fü das F emdsp achele nen is meh G amma ik nö ig als ü das Mu e sp achele nen und meh
g amma ische Kenn nisse ü den E we b de ezep i en Kompe enz als ü die ak i e Kompe enz und dami
im Zusammenhang s eh die F age, wie iel G amma ik die F emdsp acheleh e /- innen b auchen. (2008:
15)
A g amá ica é, pois, impo an e e indispensá el pa a a ibui sen ido às pala as em uso e
pa a, des e modo, se se conside ado um u ilizado p o icien e de uma língua. A ques ão,
ago a, com au o es como Sco Tho nbu y (1999) e Penny U (1988), pa ece p ende -se com o
que ensinamos e a o ma como ensinamos, al como a i ma Nicolas Hu s ao dize :
The wha and he how o eaching g amma a e opics which s i many a po in (…) s a ooms ac oss
he wo ld: e e y (…) language eache has he own pe spec i e on wha hei p io i ies a e wi h espec o
his key elemen o he eaching/lea ning p ocess. (…) Knowing he ules is no enough (decla a i e
knowledge), i is i al ha lea ne s a e also able o use he knowledge o communica ion (p ocedu al
knowledge). Lea ning g amma means using i in communica i e con ex s, his is lea ning by doing … o
“expe ien ialism.” (2010: 1)
De aco do com Na aga nam e Al-Mekhla i (2012: 78), mui os p o esso es êem-se a
b aços com o ac o de os alunos domina em bem as eg as da g amá ica, mas depois não as
sabe em aplica du an e o uso da linguagem. Po an o, de ende-se que o ensino da g amá ica
pode e de e se mui o mais signi ica i o do que a memo ização e o uso de eg as
descon ex ualizadas. Pa a isso, de e da -se ên ase a um ensino que p i ilegie uma ligação
com a p odução de sen ido, pa a que a língua não ique somen e ao ní el da o ma. Daí a
impo ância de en ende mos que o ensino da língua não é linea no seu desen ol imen o, já
que es e não passa apenas po ac escen a eg a após eg a, mas, ambém, po p opo ciona
aos alunos a comp eensão pa a um uso con ex ualizado e signi ica i o dessas eg as.
Como al, em-se p ocu ado ea i a a abo dagem indu i a da g amá ica a qual em como
p incipal “ad e sá ia” a abo dagem dedu i a, que, apesa de se uma das p imei as
abo dagens g ama icais es abelecidas aquando do pe íodo de igência do Mé odo Clássico é,
ainda, equen e nas escolas. Uma ez que es e es udo p opõe uma abo dagem indu i a da
g amá ica, con ém deixa uma dis inção en e ambas as abo dagens, pois só se pode á
en ende a ele ância de cada uma delas a a és da sua compa ação.

38
Baseando-se no aciocínio dedu i o, a abo dagem dedu i a da g amá ica ( ule-d i en, op-
down) designa o ensino que ai das eg as aos exemplos. O p o esso ap esen a e explica as
eg as da g amá ica, o necendo alguns exemplos, e os alunos de em ap endê-las e/ou
memo izá-las pa a depois as aplica em em di e en es exe cícios, como epe ição, subs i uição
e p odução de ases. Apesa de se cen a apenas na o ma ( ocus on o m), em de imen o do
signi icado, es e p ocesso exige dos alunos uma obse ação cuidada das o mas linguís icas
ap esen adas pa a pode em aplicá-las co e amen e. Simpli icando: nes a abo dagem, o
p o esso , que se encon a no cen o do p ocesso de ensino-ap endizagem, o nece
di e amen e o sabe ao aluno, que o ecebe e depois o aplica. O aluno assume, po an o, um
papel passi o. É impo an e deixa cla o que, ao con á io do que mui a gen e possa pensa ,
es a abo dagem não signi ica necessa iamen e que as eg as sejam dadas na LM, como,
mui as ezes, acon ecia nas aulas onde e a aplicado o Mé odo Clássico, que, pela sua en a i a
de ap esen a os i ens g ama icais de o ma o ganizada e sis emá ica, é mui as ezes associado
a es e ipo de abo dagem, al como e e e A nis Sil ia (2014: 6).
Mas al como a i ma Lu onská (2008: 20), os alunos não de em cen a -se só na o ma,
mas ambém no con eúdo e signi icado, desen ol endo o que Da e Willis e Jane Willis
(1996) designam de consciousness- aising. Como a abo dagem dedu i a não dá espaço ao
desen ol imen o de uma consciência g ama ical, de e abalha -se nos alunos essa
consciência, o que pode á passa po implemen a a i idades in eg adas em con ex os
in e essan es e au ên icos.
Apesa de não se a ideia p incipal da abo dagem indu i a, a e dade é que a ap esen ação
de con ex os signi ica i os em sido o emen e associada a es a abo dagem. Tal como Neune
e Hun eld deixam cla o, «De induk i e Weg des G amma ikle nens heiß – „ om Beispiel
zu Regel“, im Gegen eil zum deduk i en Ve ah en de G amma ik-Übe se zungsme hode,
das die Regeln o gib und sie an Beispielsä zen e deu lich » (1993: 34). Is o signi ica que o
aluno se o na mais a i o, po que a ele cabe elabo a as eg as da g amá ica a pa i dos
exemplos ap esen ados. O aluno é incen i ado a analisa cogni i amen e alguns exemplos da
es u u a-al o, de modo a descob i as suas eg as e gene alizações, o que en ol e, na
ealidade, uma exposição g adual à língua e a in e ência do pa icula (exemplos) pa a o ge al
( eg as). Po se cen a mais no uso e signi icado das es u u as g ama icais ( ocus on
meaning) do que na sua o ma, a abo dagem indu i a é conside ada mais ca ac e ís ica do
Mé odo Di e o e do Mé odo Audiolingual.
Resumindo, nes a abo dagem, o p o esso já não é o cen o do p ocesso de ensino-
ap endizagem, mas um elemen o acili ado e mediado , que não dá di e amen e o sabe : ele
ap esen a uma si uação de ap endizagem que pe mi e ao aluno encon a po ele p óp io esse
39
sabe . Daí que iden i ica os in e esses dos alunos seja ão impo an e nes a abo dagem, já que
ao con ex ualiza a ap endizagem den o do “seu” mundo, com exemplos signi ica i os
susce í eis de se em encon ados po eles no seu dia-a-dia, a á com que eles sin am e uma
azão álida pa a a ap endizagem de um de e minado i em g ama ical, ao con á io do que
acon ece com a abo dagem dedu i a, em que os alunos são di e amen e expos os a eg as sem
sabe em exa amen e o po quê e a u ilidade pa a eles daquelas mesmas eg as. Na ealidade, de
aco do com La sen-F eeman (2001: 255) é mui o impo an e abo da em-se as ês dimensões
do ensino da g amá ica – sen ido, uso e o ma – quando se p ocede ao seu ensino, uma ez
que a o ma sem con ex o não ansmi e nenhum sen ido e que o seu es udo e a sua
consolidação icam p ejudicados. De ac o, apesa de acilmen e in e io izadas e
memo izá eis, quando ausen es de con ex o, as o mas pe dem a sua e icácia, pois
pe manecem no azio, sem uma associação ao uso e sem uma u ilidade obse á el. Segundo
Jim Sc i ene :
They p obably need o ha e exposu e o he language; hey need o no ice and unde s and i ems being
used; hey need o y using language hemsel es in ‘sa e’ p ac ice ways and in mo e demanding con ex s;
hey need o emembe he hings hey ha e lea n . (2005: 253)
Daí que o au o e i a uma sé ie de es a égias que podem se associadas à abo dagem
indu i a: a descobe a g ama ical (g amma disco e y), em que os alunos e ão que descob i
as eg as po si mesmos, soco endo-se do p o esso apenas pa a aconselhamen o de
bibliog a ia ou a i idades que os possam ajuda nessa descobe a; a descobe a guiada (guided
disco e y), em que apesa de ap esen a exemplos, o p o esso ajuda os alunos a chega em à
eg a, colocando á ias ques ões, como po exemplo ques ões concep uais (concep
ques ions)13; ou no a a língua (no icing), em que a ên ase na o ma g ama ical é combinada
com a in e ência a a és dos exemplos.
De aco do com B own (2007) e Tho nbu y (1999), que a abo dagem dedu i a, que a
abo dagem indu i a ap esen am an agens e des an agens. Apesa de se “apon a o dedo” à
abo dagem dedu i a, es a é conside ada po mui os alunos e p o esso es como indo di e a ao
pon o, sem se pe de mui o empo com explicações e, po an o, os alunos dispõem de mais
empo pa a aplica em as eg as. Na mesma linha de pensamen o, pode á a i ma -se que é o
mé odo que mais an agens az àqueles alunos que, possuindo uma men e analí ica, desejam
que lhes sejam ap esen adas odas as eg as, pa a que, depois, as possam aplica em no os
con ex os. Na ealidade, os con eúdos são mais áceis de comp eende po aqueles alunos que
13 O concei o concep ques ions se á explicado no p óximo capí ulo, ao longo do qual se ão abo dadas as
es a égias usadas du an e o p oje o implemen ado.
40
necessi am da eg a g ama ical pa a pode em sen i -se mais segu os e con ian es no momen o
de p oduzi (especialmen e os adul os que podem elaciona e compa a as no as eg as com
as eg as que já conhecem da LM). Finalmen e, es e mé odo ambém az algumas an agens
pa a o p o esso , pois, eque endo pouco empo pa a a ap esen ação e explicação das eg as,
exige dele menos empo de p epa ação e pe mi e-lhe uma melho ges ão des e, pa a pode
cump i as suas plani icações e planos nacionais.
É nes e pon o que podemos apon a uma des an agem des a abo dagem, já que es a se
des ina à me a ap esen ação e p á ica dos con eúdos pa a pode em se es ados e dados como
concluídos no que à plani icação diz espei o. Is o a á, en ão, com que, na ealidade, os
alunos não ap endam e dadei amen e os con eúdos, mas apenas os memo izem du an e um
cu o pe íodo de empo. Ou a das des an agens apon ada é a desmo i ação dos alunos
pe an e uma simples ap esen ação de g amá ica, que po no ma é en adonha e eple a de
me alinguagem que eles p óp ios não dominam e que, como al, az com que não sejam
capazes de comp eende os concei os en ol idos. Pa a além disso, como já oi e e ido
an e io men e o cen o do p ocesso é o p o esso , o que deixa o aluno com um papel passi o e
desmo i an e, já que não ap ende a pensa po si mesmo e só aplica a eg a g ama ical quando
es a se lhe ap esen a. Finalmen e, o ocus on o m omen a a ideia de que ap ende uma língua
passa apenas po sabe as eg as g ama icais, o que não é bem e dade, de aco do com Be y
Aza que a i ma: «I has been my obse a ion ha s uden s lea n om unde s anding wha is
happening in examples o usage, no om knowing " ules"» (2007: 8). Mais, ainda, ao
p opo mos a um aluno o es udo sis emá ico da g amá ica na ase inicial da ap endizagem de
uma língua es angei a, co emos o isco de o mesmo bloquea com esquemas, eg as e
exceções e de, na sua busca pela pe eição, pô em causa a luidez que se p e ende, sob e udo
na o alidade.
Po sua ez, a abo dagem indu i a des aca-se pela sua uncionalidade, já que os alunos são
con idados a concen a -se na comunicação e in e ação, sem que seja dada uma explicação
inicial po meno izada da g amá ica. O aluno in e age com a língua em con ex os eais e
signi ica i os e en a em con ac o com a g amá ica de o ma in e essan e e dinâmica. Po um
lado, es a abo dagem mos a-se mui o apela i a, sob e udo pa a os alunos mais no os que
ainda se mos am pouco capazes de comp eende e desen ol e concei os abs a os usados na
e minologia g ama ical, pois nes a abo dagem ap ende-se a g amá ica de o ma
subconscien e, sem que seja necessá io sabe os e mos g ama icais. Po ou o lado, o ac o de
os alunos e em que pa i dos exemplos pa a chega em às eg as, a a és de um p ocesso de
en a i a-e o, az com que se o nem mais au ónomos e esponsá eis pela sua ap endizagem.
Pa a além disso, como as eg as dependem do seu abalho e os exemplos são
41
con ex ualizados, a ap endizagem o na-se mais signi ica i a e memo á el, pois al como diz
U “wha s uden s disco e hemsel es hey a e mo e likely o emembe ” (1988: 83).
O p o esso assume um luga mais ese ado, deixando o cen o do p ocesso de ensino-
ap endizagem pa a os alunos, que se o nam, ago a, mais a i os. Daí que se sin am mais
mo i ados, já que é um es ímulo pa a eles sabe em que são capazes de descob i as eg as
g ama icais. Mas é nes e pon o que a ap endizagem indu i a se o na a iscada, pois pa a além
de o aluno le a mais empo a comp eende uma de e minada eg a e, e en ualmen e,
demons a alguma di iculdade em en endê-la, ele pode o mula uma hipó ese ou eg a
inco e a. Pa a além disso, o longo pe íodo de empo que no malmen e se dispensa pa a
chega à eg a deixa pa a úl imo plano a p á ica/p odução, pa a a qual pode á não ha e
empo su icien e. Pa a o p o esso ambém se o na mais dispendioso em e mos de empo,
pois é impe ioso nes e mé odo seleciona e o ganiza cuidadosamen e os dados e ma e iais
necessá ios pa a le a os alunos a uma p ecisa o mulação das eg as, ga an indo que esses
dados e ma e iais sejam cla os. Finalmen e, uma abo dagem indu i a da g amá ica pode á
le a à us ação aqueles alunos que, po e em um es ilo de ap endizagem p óp io (analí ico,
po exemplo) ou uma má expe iência passada com es e ipo de mé odo, pode ão p e e i
simplesmen e que as eg as lhe sejam ansmi idas pa a depois as pode em aplica .
Não obs an e as an agens de cada uma das abo dagens, que pa ecem da p imazia à
abo dagem indu i a po en ol e mais os alunos no p ocesso de ensino-ap endizagem, a
e dade é que não podemos desac edi a uma abo dagem em elação à ou a. Na ealidade,
segundo alguns es udos consul ados (Naga a nam e Al-Mekhla i, 2012; Packe e Aissa,
2009), há mui os alunos que p e e em a abo dagem dedu i a po se e ela mais di e a e,
al ez, po se aquela a que mais es ão expos os. Po sua ez, os p o esso es que já es ão no
sis ema ambém êm p e e ência po essa abo dagem, já que exige menos p epa ação e
en ol e menos empo de ap esen ação. Apesa disso, com algum es o ço, alguns p ocu am
implemen a a abo dagem indu i a, po o ma a le a os seus alunos a desen ol e em uma
consciência mais c í ica. Po ou o lado, desses es udos conclui-se que os g andes de enso es
da abo dagem indu i a são, de ac o, os p o esso es-es agiá ios, ainda o emen e
in luenciados pelas ecen es eo ias ap esen adas nos cu sos de o mação de p o esso es.
48
escola . Foi ambém di o aos alunos que es e es e a ia pa e dos elemen os de a aliação inal.
Nes e pon o, o na-se impo an e e e i que desde o início do p oje o oi aco dado en e mim,
as O ien ado as e os Coo ien ado es que, uma ez que o p oje o não en ol ia a exposição de
elemen os pessoais dos alunos, es es não de iam e conhecimen o de que es a am a se al o
de um es udo. Tendo em con a as ca ac e ís icas de ambas as u mas, inclui os es es como
mé odo de a aliação pa a as aulas das O ien ado as e não comunica aos alunos que es a am a
pa icipa num es udo o nou-se uma o ma de ob e esul ados mais eais e idedignos, já que
o empenho dos alunos não se ia al e ado nega i amen e pelo ac o de es es pensa em a a -se
de um p oje o que, po an o, não me ecia oda a sua a enção e o seu es o ço.
2.2.1. Inglês
O es e de diagnós ico de Inglês (Anexo 4), ealizado no dia 10 de dezemb o de 2013, na
segunda pa e da minha aula de egência, e a compos o po seis g upos. Es es seis g upos
co espondiam aos seis i ens g ama icais que os alunos ha iam abalhado desde o início do
ano le i o: Pas Simple and Con inuous, Used o + in ini i e, Adjec i e Fo ma ion, P esen
Pe ec , Pas Simple and Pas Pe ec e Adjec i e Deg ee. De e e i que de en e es es i ens
g ama icais, dois deles o am já ensinados den o de uma pe spe i a indu i a, nomeadamen e
o Pas Pe ec e os g aus dos adje i os.
O g á ico 1 mos a os esul ados ge ais da u ma nes e p imei o es e de g amá ica.
Podemos obse a que 60% dos alunos consegui am uma no a posi i a e 40% uma no a
nega i a. Não obs an e a pe cen agem azoá el de posi i as, 40% de nega i as é um alo
signi ica i o e p eocupan e, p incipalmen e, po que me ade desse alo (20%) co esponde ao
pa ama mais baixo da nega i a, que é o “F aco” (0% – 19%). Po ou o lado, podemos
obse a que 15% dos alunos consegui am a ingi o ní el máximo (“Excelen e”) e 5%
(1aluno) um ní el bom (“Sa is az bas an e”). De en e as posi i as des aca-se o ní el
“Sa is az”, com 40%. Tendo em con a es es alo es, pode a i ma -se que, al como já o a
isí el du an e a a e a de obse ação e a ecolha de dados jun o da O ien ado a, es a u ma
e a compos a po um pequeno g upo de alunos ealmen e bons e um g upo signi ica i o de
alunos com média nega i a. Mais ainda, es e es e eio mos a que en e esses dois g upos
ha ia um ou o, ambém signi ica i amen e g ande, compos o po alunos medianos.

49
G á ico 1 – Resul ados
do 1.º Tes e de
g amá ica de Inglês
Pa a além disso, ao consul a mos os Anexos 4 e 5, podemos conclui que os ês g upos
g ama icais que mais di iculdades o e ece am o am Adjec i e Fo ma ion (∑ 6.6), P esen
Pe ec (∑ 6.2) e Pas Simple and Pas Pe ec (∑ 5.7). Na minha opinião, es es esul ados
podem e le i a complexidade des es i ens g ama icais, sob e udo os dois p imei os, uma ez
que es es não êm equi alen es em Po uguês. Ou seja, ela i amen e ao p imei o i em, a
maio ia das ezes o Po uguês usa di e en es su ixos pa a dis ingui en e adje i os que
exp essam o que sen imos em elação a alguém ou a algo (-ed) e aqueles que exp essam um
sen imen o causado (-ing):
1. The ilm is e y in e es ing.  O ilme é mui o in e essan e.
2. I’m in e es ed in he ilm.  Es ou in e essado/a no ilme.
Mas, po exemplo:
2. He is bo ing.  Ele é abo ecido.
2. He is bo ed.  Ele es á abo ecido. (nes e caso, em Po uguês o adje i o man ém-se
igual, mudando apenas a sua cono ação).
Po sua ez, o P esen Pe ec não encon a co esponden e di e o na língua po uguesa,
causando, assim, di iculdades de ap endizagem, já que há semp e uma endência na u al pa a
eco e às es u u as da LM. Es e empo e bal pode se aduzido com uma in enção
p esen e (1) ou passada (2):
20%
20%
40%
5%
15%
GRAMMAR TEST 1
F aco
Não sa is az
Sa is az
Sa is az bas an e
Excelen e
50
3. I ha e li ed he e since 1990.  Vi o lá desde 1990. (con inuo a i e no p esen e)
4. I ha e li ed he e o many yea s.  Vi i lá du an e mui os anos. (já não i o, só i i
no passado)
No que diz espei o ao i em g ama ical Pas Simple and Pas Pe ec , que ob e e a média
mais baixa, após uma análise mais ap o undada aos es es e uma b e e e lexão, cheguei a
duas conclusões essenciais: p imei o, a di iculdade em dis ingui os e bos egula es e
i egula es no passado; e segundo, a di iculdade em aze a dis inção en e os dois empos
e bais, ou seja, a al a de comp eensão ela i amen e à sequência dos acon ecimen os.
Após es es esul ados, conclusões e a con i mação de que os mesmos e le iam a ealidade,
ui capaz de iden i ica os 6 alunos que se iam o meu obje o de obse ação nos dois ciclos de
in e enção. Ao consul a o Anexo 5, esses alunos são acilmen e iden i icados, pois a sua
designação e esul ados encon am-se a neg i o. Po ou o lado, apesa de um dos i ens
g ama icais ensinado a a és de uma abo dagem indu i a e ob ido esul ados acos (Pas
Simple and Pas Pe ec ), o ou o g upo ensinado na mesma pe spe i a (Adjec i e Deg ees),
ob e e bons esul ados. Assim, con i mou-se a p e ensão de a ança com es a abo dagem
du an e o p oje o, pa a que se pudesse comp o a mais idedignamen e se es a se ia e icaz ou
não.
2.2.2. Alemão
O es e diagnós ico de Alemão (Anexo 6), ealizado no dia 8 de janei o de 2014 na
segunda pa e da minha aula de egência, e a compos o, ambém, po seis g upos,
co esponden es aos seis i ens g ama icais que os alunos ha iam es udado a é en ão: P äsens,
W-F agen, P äposi ionen, declinações do Akkusa i , Possessi p onomen e Nega ion. Tal
como no Inglês, dois dos i ens g ama icais ha iam sido abo dados numa pe spe i a indu i a
(Possessi p onomen e Nega ion), enquan o os es an es o am sendo abo dados
maio i a iamen e a a és de uma isão dedu i a.
O g á ico 2 mos a os esul ados ge ais da u ma nes e p imei o es e de g amá ica. Ao
analisa es e g á ico, chega-se à conclusão de que 89% dos alunos a ingi am uma no a
posi i a, con a 11% dos alunos que ob i e am uma no a nega i a. Tal como na u ma de
Inglês, o núme o de posi i as man e e-se mais ele ado. Mas, ao con á io dos esul ados
nessa disciplina, em Alemão a pe cen agem de alunos com “F aco” oi nula, o que deixa
an e e um pano ama ge al mais posi i o. Ao mesmo empo, não hou e alunos que i essem
51
a ingido o pa ama de excelência. No en an o, den o do pa ama posi i o pode obse a -se
uma pe cen agem conside á el de “Sa is az bas an e” (31%) e de “Sa is az” (58%), o que le a
a c e que es a é uma u ma compos a essencialmen e po alunos medianos.
A g ande di e ença de esul ados en e o Inglês e o Alemão le ou-me a ques iona os
mo i os de al dispa idade, uma ez que, quando compa ado com o Inglês, o Alemão se
e ela uma língua mais complexa. Após e le i e discu i os esul ados com a O ien ado a,
cheguei à conclusão, ainda que um pouco gene alizada, de que al esul ado es a ia associado
ao ac o de o Alemão se uma no a língua de ap endizagem, sendo que o início de e á se
compos o po léxico e g amá ica simples e o seu ensino mais simpli icado. Ac esce ainda que
pode ia se uma ques ão de mo i ação, pois a no idade ela i amen e à ap endizagem de uma
no a LE pode á aze com que os alunos se sin am mais in e essados e empenhados no seu
es udo. Con udo, is o são apenas hipó eses baseadas em alguma expe iência pessoal como
aluna e, ambém, na expe iência da O ien ado a como p o esso a, não cons i uindo, po an o,
dados cien i icamen e comp o ados.
G á ico 2 – Resul ados
do 1.º Tes e de
g amá ica de Alemão
Pa a além disso, ao consul a mos os Anexos 6 e 7, podemos pe cebe que os ês g upos
g ama icais que mais di iculdades o e ece am o am P äposi ionen (∑ 11.2), declinações
ligadas ao Akkusa i (∑ 10.2) e Possessi p onomen (∑ 4.54), sendo que es e úl imo oi o que
mais se dis anciou em e mos de média inal. Tal como em Inglês, es es esul ados podem
e le i a complexidade des es i ens g ama icais, que, mui as ezes, não encon am
equi alen e em Po uguês. Apesa de as p eposições se em o caso menos p oblemá ico nes e
g upo de ês, e i icou-se, a a és de uma análise mais po meno izada, que es as cons i uí am
um p oblema, pelo ac o de os alunos ainda não consegui em aze de e minadas associações
11%
58%
31%
GRAMMATIKTEST 1
F aco
Não sa is az
Sa is az
Sa is az bas an e
Excelen e
52
que exigem p eposições especí icas, como po exemplo, em da as com indicação de dia e mês
usa-se semp e am e com meios de anspo e mi . T a a-se de um pon o em ge al di ícil.
1. Ich ah e mi dem Au o.  Eu ou de ca o.
Nes e caso especí ico, pode a i ma -se que a associação de mi ao Po uguês com pode á
le a os alunos a pensa que o uso dessa p eposição es á e ado quando aplicada com meios
de anspo e. Po ou o lado, nos seguin es exemplos, os alunos podem se in luenciados que
pela LM, que pelo Inglês, cuja ap endizagem já é pa a eles longa.
2. Ich wohne in Hambu g.  Eu mo o em Hambu go.  I li e in Hambu g.
3. Ich a bei e im K ankenhaus.  Eu abalho no hospi al.  I wo k in he hospi al.
Ou seja, nes e caso os alunos podem assumi que pa a es es luga es em conc e o de e ão
usa a p eposição in, esquecendo-se de que em Alemão de e minadas si uações exigem uma
ligei a al e ação.15. A in luência do Inglês o na-se mais isí el do que a do Po uguês, língua
em que a p eposição ambém so e uma al e ação, embo a es a seja au oma icamen e aplicada
po eles, já que se a a da sua LM.
Po sua ez, o Akkusa i , apesa de se associado ao complemen o di e o em Po uguês,
o na-se uma ba ei a pa a os alunos de ido às declinações a que os a igos es ão sujei os.
Es a di iculdade ag a a-se se i e mos em con a que o géne o Neu o não exis e em Po uguês
e que pala as como Mädchen ( apa iga) não são em Alemão emininas, mas neu as.
Po an o, os alunos de e ão e conhecimen o do géne o de cada subs an i o e associá-lo à sua
declinação no acusa i o. Ao analisa cuidadosamen e os es es, cheguei à conclusão de que,
de ac o, a maio pa e dos e os es e e associada à al a de conhecimen o do géne o das
pala as e não p op iamen e ao conhecimen o da declinação, não obs an e o ac o de as
pala as ap esen adas já e em sido ensinadas aos alunos16.
No que diz espei o aos Possessi p onomen, os alunos depa a am-se, a meu e , com
di iculdades não só elacionadas com a declinação e o géne o, mas ambém com ques ões
15 Nes a ase, os alunos ainda não ha iam con a ado com o Da i o que, na e dade, ege es e caso (in + dem =
im) 16 Daqui, esul a a necessidade de ap ende os a igos jun amen e com os subs an i os, como o ma de en a
minimiza os e os.
53
como o ac o de exis i uma maio di e sidade de possessi os em Alemão, como mos a a
abela seguin e (F ancisco Edua do Viei a da Sil a, 2003: 3)17.
Tabela 2 – P onomes possessi os em Alemão e em Po uguês
Analisando a abela em e mos quan i a i os e es u u ais, podemos desde logo pe cebe
uma pa e da complexidade dos possessi os na língua alemã, na qual exis em se e o mas
di e en es (mein, dein, sein, ih , Ih , unse e eue ) pa a cinco do Po uguês (meu, eu, seu,
nosso, osso, seu). A complexidade acen ua-se quando o aluno em que sabe qual o géne o
da pala a que em depois do possessi o, bem como a declinação co esponden e ao caso.
4. Mein Va e is A z .  O meu pai é médico.
5. Meine Mu e is Ä z in.  A minha mãe é médica.
6. Ih B ude is ne .  O seu i mão é simpá ico.
7. Ih e Schwes e is ne .  A sua i mã é simpá ica.
Em 4. e 6., o possessi o não ecebe qualque e minação já que a pala a que se lhe segue
é masculina (Va e e B ude , espe i amen e), enquan o em 5. e 7., a pala a que em depois
do possessi o é eminina, daí ecebe a e minação –e. No e-se ainda a complexidade e
consequen e di iculdade de comp eensão do possessi o ih /Ih nos dois úl imos exemplos: em
ambos, o p onome pode e e i -se ao singula ou ao plu al, bem como à o ma o mal. Assim,
17 A abela p esen e e algumas das conclusões aqui ap esen adas o am adap adas do es udo e e ido, uma ez
que o mesmo diz espei o à ealidade do Po uguês b asilei o, que nem semp e co esponde à ealidade do
Po uguês eu opeu.
Núme o
Pessoa
P onome possessi o alemão
P onome possessi o po uguês
Singula
1.ª
Mein
meu
2.ª
Dein
eu
3.ª
Sein
seu
Ih
Ih ( o mal)
Plu al
1.ª
unse
nosso
2.ª
Eue
osso
3.ª
ih /Ih ( o mal plu al)
seu

54
em 6., pode in e p e a -se o i mão dela, o i mão deles ou o i mão delas, enquan o em 7.,
e íamos a i mã dela, a i mã deles ou a i mã delas. Não é de admi a , po an o, que pe an e
an a in o mação complexa e semelhan e, os alunos endam a con undi e a, pelo menos
inicialmen e, alha na execução de exe cícios que en ol am al i em g ama ical.
Tal como em Inglês, depois de analisa e o mula algumas conclusões, discu i com a
O ien ado a sob e a possibilidade de es es esul ados e le i em o eal conhecimen o dos
alunos. Embo a a u ma i esse sido ecen emen e o mada e i esse ealizado apenas dois
es es com a p o esso a du an e o p imei o pe íodo, chegou-se à conclusão de que es es dados
se iam idedignos e que pode ia a ança com a iden i icação dos 6 alunos que se iam obje o
de obse ação nos ciclos de in e enção (Anexo 7) 18. Po ou o lado, al como na u ma de
Inglês, apesa de um dos i ens g ama icais ensinado a a és de uma abo dagem indu i a e
ob ido esul ados nega i os (Possessi p onomen), o ou o g upo ensinado na mesma
pe spe i a (Nega ion), ob e e bons esul ados. Des e modo, con inuou a se minha in enção,
ambém nes a u ma, es a a abo dagem indu i a, pa a a e i sob e a sua e icácia ou não.
2.3. Ques ioná io
Após a análise dos esul ados ob idos com o es e de diagnós ico, e elou-se necessá ia a
aplicação de um ques ioná io que o necesse dados mais especí icos sob e as opiniões dos
alunos, não só ela i amen e aos esul ados do es e, mas ambém, e sob e udo, ela i amen e
à g amá ica e à sua ap endizagem. Os ques ioná ios dis ibuídos (Anexos 8 e 9) inham a
mesma es u u a e ques ões pa a ambas as u mas, sendo que apenas o am ligei amen e
modi icadas aquelas que se e e iam à disciplina em ques ão. E am cons i uídos
undamen almen e po oi o ques ões de espos a echada, sendo a maio ia de escolha múl ipla.
Ao mesmo empo, como já oi e e ido an e io men e, p ocu ou-se inclui algumas ques ões
abe as como o ma de solici a jus i icações pa a opções escolhidas e a indicação de aspe os
de melho ia pessoal no que à compe ência g ama ical de cada um diz espei o.
Ao obse a mos a en amen e os ques ioná ios, imedia amen e nos ape cebemos de que a
p imei a pe gun a oi dedicada à opinião dos alunos ela i amen e ao es e. P ocu a a-se com
is o pe cebe qual a pe ceção dos alunos em elação às suas capacidades aquando da
ealização do es e. As pe gun as seguin es (2. e 3.), que en ol iam á ias opções de escolha
múl ipla, abo da am os aspe os que os alunos já conside a am domina bem e aqueles que
18 De e e i que dois dos alunos iden i icados es a am num pa ama posi i o, embo a mui o baixo. Como ha ia
apenas qua o alunos com nega i a, oi necessá io eco e a es es com posi i a mais baixa pa a pode e uma
amos a de 6, al como em Inglês.
55
ainda lhes causa am di iculdades. Reco eu-se não só aos ópicos que ha iam sido
ap esen ados no es e, mas ambém a ou as ques ões como a o og a ia e a ipologia de
exe cícios. Apesa de já e uma ideia mais ou menos o mada sob e os ópicos que ainda
causa am di iculdades, no amen e enciona a le a os alunos a e le i sob e a sua p óp ia
ap endizagem, p ocu ando en ende se a sua pe ceção ia ao encon o dos esul ados ob idos
nos es es. Ao mesmo empo, a inclusão de ou os aspe os de ca á e mais ge al, como os
acima e e idos, ajuda -me-ia a plani ica os ciclos de in e enção, e a pe cebe se se ia
necessá io al e a a ipologia de exe cícios mais comum den o da sala de aula de uma LE
(p eenchimen o de espaços) e/ou inclui a i idades mais ol adas pa a a p á ica esc i a19.
As es an es ques ões es a am di e amen e associadas ao es udo da g amá ica, ou seja,
p e endia-se pe cebe qual a opinião dos alunos sob e ela, sob e udo qual a impo ância que
a ibuíam a es e aspe o da LE (5.) e os mo i os pa a as di iculdades do seu es udo (6.). Com a
ques ão 7. en a a-se de ini mais cla amen e quais os sen imen os p o ocados pelo es udo da
g amá ica nos alunos. Foi-lhes o necida uma lis a de emoções que se assumiu se em as mais
comuns em elação ao es udo da g amá ica, mas ambém uma opção em que os alunos
pode iam e e i ou a(s). Finalmen e, a ques ão 8. exigia uma suges ão de melho ia pessoal
po pa e dos alunos ela i amen e à sua compe ência g ama ical. A base des a ques ão
passa a, igualmen e, pela e lexão po pa e dos alunos quan o às suas capacidades a uais e
àquelas que ainda gos a iam de desen ol e . Como al, p e endia-se sabe qual a melho
o ma de a ua nos ciclos de in e enção, pa a i ao encon o das suges ões de melho ia
pessoal de cada um. De seguida se ão ap esen ados os esul ados mais ele an es dos
ques ioná ios de aco do com cada u ma.
2.3.1. Inglês
No 9.º B os 20 alunos da u ma esponde am a es e p imei o ques ioná io sob e a isão
ge al da ap endizagem da g amá ica na língua inglesa. À p imei a ques ão, sob e se os alunos
ha iam gos ado da no a do es e, 7 alunos esponde am que “Sim”, 11 esponde am que
“Não” e 2 “Mais ou menos”, al como podemos obse a no g á ico 3. Tendo em con a que
hou e um maio núme o de posi i as do que de nega i as, o nou-se impo an e a e igua o
mo i o pelo qual uma g ande pe cen agem de alunos (55%) esponde a “Não”, pelo que
19 De e e i que não e a minha in enção abalha a p odução esc i a na sua o alidade, mas, caso se e elasse
necessá io, p ocu a ia inclui nas plani icações das aulas mais a i idades de esc i a, nas quais os alunos e iam a
opo unidade de aplica o ópico g ama ical es udado.
56
o am analisadas as espos as à ques ão abe a que lhes pe mi ia jus i ica a sua opção. A
maio ia dos alunos que esponde a que não ha ia gos ado do esul ado do es e, deu como
jus i icação o ac o de não e gos ado de i a nega i a, embo a alguns i essem, ao mesmo
empo, admi ido que não ha iam es udado mui o. Poucos alunos jus i ica am com o ac o de
não e em gos ado da no a po se mais baixa do que o habi ual, o que em comp o a o que
já ha ia sido discu ido com a O ien ado a aquando da ecolha de dados secundá ios
ela i amen e ao ní el ge al da u ma.
No mesmo g á ico incluí a análise da pe gun a “De uma manei a ge al gos as de ap ende
g amá ica?”, ao que 9 alunos esponde am “Sim”, 3 “Não” e 8 “Mais ou menos”. O pano ama
pa ece se posi i o, uma ez que apenas uma pequena pe cen agem dos alunos espondeu não
gos a de ap ende g amá ica (15%). Apesa disso, impo a a sabe o po quê, e mais uma ez
eco eu-se à jus i icação, endo-se concluído que esses alunos conside a am a g amá ica
complicada ou inú il. Quan o aos alunos que esponde am “Sim”, as jus i icações passa am
pela impo ância des e pon o pa a uma u ilização co e a da língua e ambém pela acilidade
de ap endizagem quando compa ada com as ou as compe ências. No que diz espei o aos
alunos que esponde am “Mais ou menos”, a dú ida esidia no ac o de, apesa de
conside a em que a g amá ica é ú il, es a se lhes a igu a abo ecida. Alguns alunos
admi i am, ainda, que gos a am de ap ende g amá ica quando o ópico e a ácil, mas não
gos a am de ap ende quando os ópicos se o na am mais complexos.
G á ico 3 – Opinião sob e os
esul ados do es e e a ap endizagem da
g amá ica (Inglês)
Embo a alguns alunos enham espondido nega i amen e ou com alguma dú ida à ques ão
an e io , os esul ados à ques ão seguin e “Qual a impo ância que a ibuis ao es udo da
g amá ica na ap endizagem da língua inglesa?” e elou espos as bem mais posi i as, al
como podemos obse a no g á ico 4. Na ealidade, nenhum aluno espondeu que a g amá ica
0
2
4
6
8
10
12
Con en e
com o
esul ado
Gos a de
ap ende
g amá ica
Sim
Não
Mais ou
menos
57
não inha qualque impo ância e uma g ande pa e (12) admi iu e bas an e impo ância,
sob e udo po que é essencial pa a se pode u iliza a língua co e amen e, al como ambém
jus i ica am os alunos que a ibuí am ao es udo da g amá ica uma impo ância “Ex ema”.
Apenas 3 alunos esponde am que a ap endizagem da g amá ica inha “Alguma” impo ância,
sendo que 1 jus i icou que “sem alguma g amá ica não se ia possí el es u u a algumas
ases” e 2 a i ma am que, po da em mais impo ância a ou as disciplinas, não podiam
concen a -se no es udo da g amá ica da língua inglesa.
G á ico 4 – Impo ância a ibuída ao es udo
da g amá ica da língua inglesa
No que diz espei o às duas ques ões sob e os aspe os que os alunos já domina am bem e
aqueles em que ainda sen iam di iculdades, podemos obse a a abela 3, que expõe os
esul ados lado a lado:
Tabela 3 – Aspe os g ama icais dominados e aspe os g ama icais que causam di iculdades
(Ques ioná io de Inglês 1)
Domina bem
Tem di iculdades
Tipo de exe cício (p eenchimen o de espaços)
15
5
Conhecimen o o al das eg as g ama icais
9
10
Aplicação das eg as
10
9
Pas Simple e Pas Con inuous
17
4
Used o + In ini i e
18
4
Adjec i e Fo ma ion
7
13
G aus dos Adje i os
9
11
P esen Pe ec
12
6
Pas Pe ec
9
10
O og a ia
15
5
Ou os:
2
1
0
2
4
6
8
10
12
14
Nenhuma
Alguma
Bas an e
Ex ema
64
G á ico 8 – Sen imen os em elação à ap endizagem da g amá ica da língua alemã (Ques ioná io 1)
Pa a inaliza es a análise e e lexão dos dados ob idos com o ques ioná io, ap esen a-se a
abela 6 que mos a as suges ões dos alunos quan o à sua p óp ia compe ência g ama ical.
Tabela 6 – Aspe os a melho a ela i amen e à compe ência g ama ical (Ques ioná io de Alemão 1)
Aspe o a melho a
Núme o de alunos
Pe cen agem
Reg as em ge al
2
9%
P äposi ionen
2
9%
Akkusa i
1
4,5%
Es u u a sin á ica
2
9%
Tudo
1
4,5%
O og a ia
1
4,5
Nada
4
18,2%
Ou os
7
32%
Sem espos a
2
9%
0
2
4
6
8
10
12
14

65
De aco do com a abela, podemos conclui que as espos as não se encon am equilib adas.
Pa a além de algumas das suges ões se em di e en es das da u ma de Inglês, como a
“Es u u a sin á ica” e a “O og a ia”, ambém as suges ões com mais exp essão no Alemão
di e em das do Inglês. Se na u ma de Inglês ha ia uma g ande ên ase no conhecimen o e
aplicação das eg as g ama icais, no Alemão a opção “Ou os” oi a mais assinalada. Os
alunos a ibuí am-lhe ques ões como a capacidade de memo iza e, al como na u ma de
Inglês, a a enção e a quan idade de es udo em casa. Tais suges ões le am-me a conclui que,
mui as ezes, os alunos êm uma ideia e ada sob e o que é a g amá ica, a ibuindo ao seu
es udo um mé odo adicional (Mé odo Clássico), que se ca ac e iza única e exclusi amen e
pela memo ização das eg as pa a depois as aplica . Ao mesmo empo, apesa de se
necessá ia a a enção aquando da explicação dos ópicos, a ques ão do es udo ambém é
pe inen e e não deixa de se ambígua, pois os alunos es ão habi uados a es uda memo izando
e não a es uda comp eendendo, o que os le a apidamen e ao esquecimen o. Na ealidade, a
comp eensão não exclui ob iga o iamen e a memo ização, pois elas podem e de em
complemen a -se. Con udo, de e e -se em con a que, em ge al, p imei o de e comp eende -
se, pa a depois se memo iza . Es a úl ima conclusão le a-me, assim, de ol a à minha
pe gun a de pa ida: Uma abo dagem indu i a pode á ajuda os alunos com mais di iculdades
a desen ol e em uma melho comp eensão da g amá ica na ap endizagem de línguas
es angei as?, já que es a abo dagem se ca ac e iza pelo es o ço dos alunos em chega às
eg as, o que os le a a lemb a em-se das eg as com mais acilidade.
3. Ciclo 1
Os esul ados ob idos no Ciclo 0, sob e udo a cons a ação de que os alunos êm uma ideia
mui o aga sob e o que é a g amá ica e sob e os mé odos como a sua ap endizagem se pode
p ocessa , e o ça am a minha in enção de in oduzi a abo dagem indu i a nas aulas de
língua inglesa e de língua alemã, po o ma a apu a se es a abo dagem le a a uma melho
comp eensão da g amá ica po pa e dos alunos com mais di iculdades. Nes a p imei a ase,
e elou-se pe inen e in oduzi o p ocesso indu i o a a és do uso de ases isoladas. Embo a
o ensino da g amá ica a a és de ases isoladas seja al o de c í icas, impo a e e i que es as
se e e em ao ensino de ases isoladas e sem con ex o. Nes e p oje o, pa a melho se abalha
a g amá ica a a és des e ipo de ases, elas o am con ex ualizadas den o dos ópicos a
se em ap esen ados. To na-se impo an e assinala que os ópicos não o am abalhados
66
alea o iamen e, mas sim de aco do com os P og amas Nacionais e as plani icações anuais de
cada disciplina.
Ac esce ainda que, endo em con a que pa a se se p o icien e numa língua (na esc i a, na
o alidade e na lei u a) oda a g amá ica é essencial, de emos en endê-la como um odo, não
podendo esquece o que já oi ensinado e/ou ap endido. Des e modo, como os es es e os
ques ioná ios e ela am algumas á eas em que os alunos ainda sen iam di iculdades,
concluiu-se que não se ia lógico a ança na ma é ia sem es as se em abalhadas no amen e.
Con udo, como as aulas es ão dependen es dos planos sup aci ados, a solução encon ada oi a
e e ência a esses ópicos du an e a abo dagem dos no os, semp e que isso osse possí el e
pe inen e. De seguida, desc e e-se o que oi ei o nes e ciclo em cada u ma, ao mesmo
empo que se p ocede a uma análise e e lexão dos esul ados ob idos.
3.1. Inglês
A aplicação do p imei o ciclo na u ma de Inglês deco eu en e 21 de ma ço e 16 de maio
de 2014. Apenas 6 aulas o am ab angidas po es e ciclo: 2 aulas de 90 minu os e 4 de 45,
pe azendo um o al de 360 minu os. A escolha das da as icou condicionada pelo p og ama
in e no da escola, bem como pelo ac o de os alunos e em que ealiza o exame de Inglês Key
Fo Schools a 29 de ab il.
Seguindo as unidades do manual ado ado22 e a espe i a sequência, a unidade emá ica que
me oi a ibuída pa a as p imei as ês aulas des e ciclo oi Wo k Ou you Fu u e!, onde es á
p esen e o ema das p o issões e, en e ou os, o ópico g ama ical Rela i e Clauses.
Como in odução ao ema (21/03/2014), o am ealizadas a i idades de ecupe ação e
ala gamen o de ocabulá io, nomeadamen e ligado às p o issões. Em quase odas as aulas de
p oje o, que na u ma de Inglês, que na de Alemão, p ocu ei inclui a i idades de jogo ou
semelhan es que en ol essem mais in e a i idade (game-like ac i i ies). Em p imei o luga ,
es as a i idades p omo em o en ol imen o dos alunos na aula, pois es es sen em uma
mo i ação in ínseca pa a ence . Es a mo i ação di eciona a sua a enção pa a a aula, ao
mesmo empo que os man ém em sin onia com a ap endizagem du an e a a i idade. Po ou o
lado, as a i idades in e a i as pe mi em aos alunos in e agi com o ma e ial e/ou a ma é ia em
conc e o, em ez de apenas se limi a em a ou i-los, a e ê-los e a se em es ados a a és de
documen os ( ichas de abalho, es es). Pa a além disso, mui as des as a i idades eque em
abalho de equipa e, po isso, ao incluí-las nas minhas aulas, es a ia a da aos alunos a
22 New Ge ing On 9, das au o as Ma ia Emília Gonçal es e Angelina To es (A eal Edi o es).
67
opo unidade de abalha em coope a i amen e, desen ol endo assim compe ências ligadas à
ida em sociedade. O abalho em equipa ajuda ia ambém os alunos a desen ol e uma
empa ia e espei o pelos ou os e pelas suas opiniões. Des e modo, e sob e udo pelas suas
p op iedades mo i ado as, es as a i idades o am incluídas em á ios momen os da aula, de
o ma a chama de no o a a enção dos alunos pa a o que es a a a se ensinado. No en an o, o
obje i o p incipal das aulas não e a esquecido e i ei semp e p o ei o des as a i idades pa a
expo os alunos ao i em g ama ical a se abalhado.
Na p imei a aula (45 minu os), na qual o am ap esen ados os p onomes ela i os, os
alunos o am expos os ao i em a a és de uma a i idade em que ecebiam um ca ão com uma
p o issão, de endo escolhe um colega que achassem que a pode ia desempenha . A sua
opção de ia se jus i icada usando um p onome ela i o. Pa a se em bem sucedidos, oi dado
o seguin e exemplo: I hink she could be a nu se, because she is a pe son who likes o help
o he people. Após es a a i idade oi dis ibuída uma icha (Anexo 10), cujo p imei o
exe cício exigia a análise de ases pa a se chega a algumas conclusões sob e o uso e
signi icado de cada p onome ela i o (who, which, whose e ha ), seguindo-se a elabo ação de
exemplos p óp ios. As ichas de abalho o am incluídas em odas as aulas de p oje o das
duas u mas, pois independen emen e de as eg as pode em o na -se mais memo izá eis
quando abalhadas a a és de uma abo dagem indu i a, não deixa de se necessá io os alunos
e em um egis o des as pa a pode em consul a no caso de su gi alguma dú ida. Todas as
ichas de abalho de Inglês des e ciclo e am cons i uídas po : Uso (Use), Fo ma (Fo m) e
Exe cícios (P ac ice/Exe cises).
Após es a ase, e a necessá io que os alunos descansassem e, como al, oi in oduzido um
jogo, em que es es inham que pensa num colega da u ma e desc e ê-lo, usando os
di e en es p onomes ela i os. O p imei o a chega à espos a co e a ob inha um pon o e
desc e ia o colega em quem inha pensado, e assim sucessi amen e. No amen e, de am-se
exemplos pa a os alunos se sen i em mais con ian es ao ealiza em a a i idade (ex.: The
pe son whose glasses a e blue is nice.; The boy who has a whi e T-shi is handsome.) Depois
do p imei o es o ço men al, in e calado po es a a i idade in e a i a, seguiu-se um no o
momen o de concen ação em que os alunos de iam deduzi a eg a g ama ical. Uma ez que
os p onomes ela i os exigiam apenas uma e isão, já que ha iam sido ap endidos no 8.º ano,
nes e segundo g upo, os alunos pude am se con on ados com uma no a ques ão: a omissão
do p onome ela i o. Is o oi ei o a a és de uma sé ie de exemplos que incluíam os
di e en es usos de cada p onome que pe mi iam ou não a sua omissão. O úl imo g upo da
icha e a dedicado à p á ica, sendo que os alunos inham que p eenche os espaços com o
p onome mais adequado e demons a quando e a possí el a sua omissão. A icha oi
68
acompanhada pela isualização de uma ap esen ação em Powe Poin que incluía os mesmos
exemplos e exe cícios, pois conside o es e ipo de ap esen ação e icaz, al como suge e And é
Gil Teixei a e Sil a (2012: 19):
Mukhe jee e Edmonds a ançam com uma explicação que pode á es a elacionada com es e
sucesso. De aco do com os au o es, o design das ap esen ações Powe Poin ajuda os alunos a
cen a a sua a enção, a c ia e man e o in e esse, a p omo e o p ocessamen o de con eúdos e o
empenhamen o e a encon a e o ganiza a in o mação (apud B adshaw, 2003: 41-42).
Aquando da p ojeção dos exemplos o am colocadas pe gun as concep uais (concep
ques ions) sob e o i em ap esen ado, as quais, de ido às suas ca ac e ís icas, es ão
in insecamen e ligadas à abo dagem indu i a. De aco do com Sc i ene (2005: 12), as
pe gun as concep uais são colocadas aos alunos com o obje i o de escla ece o signi icado da
es u u a g ama ical. São cu as, di e as e cla as, exigindo, no malmen e, espos as simples
(sim ou não, e dadei o ou also). Apesa da sua cons ução simples, es e ipo de pe gun as é
ú il pa a in o ma o p o esso se os alunos es ão a comp eende o signi icado da es u u a,
sem o ecu so a pe gun as do géne o Es ão a pe cebe ?, que podem le a a espos as menos
since as e conc e as. Alguns exemplos de pe gun as concep uais usadas du an e a
ap esen ação dos Rela i e P onouns o am: Do we know who o wha we a e alking abou ?
(No.); Do we ha e addi ional in o ma ion abou hem? (No.). Como se pode e , as pe gun as
concep uais le am os alunos a concen a -se no signi icado cen al da es u u a, acili ando o
seu p ocesso de análise e ajudando à sua comp eensão, e i ando, po an o, as explicações
longas e o uso de me alinguagem.
Dado que nem odos os alunos ha iam ealizado a p imei a a i idade des a aula, apesa de
e em demons ado in e esse, decidi epe i-la na aula seguin e (25/03/2014) como o ma de
e e os p onomes ela i os e pa a da uma opo unidade a es es alunos de a aze em. A
di e ença nes a aula passou pelo ac o de a in odução das De ining Rela i e Clauses e
iniciado apenas com uma ap esen ação em Powe Poin , que me pe mi iu coloca pe gun as
concep uais. Pa a além de me pe mi i em e i ica se os alunos es a am a segui e a
comp eende o ópico, es as pe gun as o am o pon o de pa ida pa a in oduzi o concei o de
de ining ela i e clauses, le ando os alunos a e le i sob e o mo i o de es as ela i as se em
designadas de de ining. Após es a p imei a ase, oi dis ibuída uma icha de abalho (Anexo
11), a a és da qual os alunos pode iam desen ol e mais conhecimen os ela i os ao uso e
signi icado des as o ações. De o ma a acili a a a e a de chega às eg as, oi suge ido aos
alunos que abalhassem em pa es. Na ealidade, es a oi uma o ma social de abalho
69
eco en e du an e o p oje o, pois, endo em con a o que ap endi no p imei o ano des e
mes ado nas unidades cu icula es de “Didá ica do Inglês” e de “Didá ica do Alemão”,
abalha em pa es pe mi e: uma maio qualidade do abalho, pois es e é cons an emen e
e is o po duas pessoas; um melho luxo do abalho; o alí io da p essão pa a cada
indi íduo, uma ez que as a e as são di ididas; o desen ol imen o do espí i o de equipa e
consequen e desen ol imen o do espei o pelos ou os e pela sua opinião. Tal como na aula
an e io , o elemen o jogo es e e p esen e a a és de uma a i idade de adi inhação, em que um
aluno desc e ia alguém a pa i de uma imagem que ep esen a a á ias p o issões, pa a que
os es an es adi inhassem qual a p o issão desc i a. A aula e minou com a p odução conjun a
de um diálogo (en e is a de abalho), cujo guião oi elabo ado a pa i de ases ela i as.
Es e diálogo uncionou depois como modelo pa a a p odução de ou os diálogos pelos alunos
na aula que se seguiu (28/03/2014), a qual po se de 45 minu os oi o almen e dedicada à
elabo ação e encenação desses mesmos diálogos. Des e modo, es abeleceu-se um con ex o
signi ica i o pa a os alunos, apesa de es e con ex o não aze , ainda, pa e do seu quo idiano,
ou seja, a pa icipação no mundo do abalho. Pa a o na es e con ex o mais e osímil o am
p oje ados cená ios ep esen ando salas de eunião ou en e is a e o am usados ade eços
mais o mais, como a o e g a a a.
Embo a o P esen Pe ec Con inuous (02/05/2014), segundo o manual e a plani icação
anual, osse um ópico a se abalhado na segunda unidade (Be in Shape!), e o Pas Pe ec
Con inuous (06/05/2014) na qua a unidade (Wo k Ou You Fu u e!), de ido ao ní el da
u ma e a ques ões de cump imen o de a i idades p e is as no p og ama escola , es es ópicos
o am abalhados na unidade Go Hi-Tech!, onde se inclui o ema das no as ecnologias. Po
isso, o nou-se necessá io p ocu a o mas de con ex ualiza es es empos e bais no ópico
lexical a se abalhado. Apesa de as ichas de abalho segui em a mesma es u u a daquelas
ap esen adas du an e as aulas dedicadas aos p onomes ela i os, oi mais di ícil pa a mim
a anja exemplos, uma ez que nem no manual, nem em ichas já p é-concebidas ha ia uma
associação en e es e ema e o P esen Pe ec Con inuous e/ou o Pas Pe ec Con inuous.
Como al, oi necessá io c ia udo de aiz, o que me pode á e le ado a exemplos um pouco
menos ep esen a i os da ealidade, o que designa ia de exemplos mais “ o çados”.
A in odução do ema ela i o às no as ecnologias icou a ca go da P o esso a-
o ien ado a, pelo que iniciei a aula, em que es a a p e is o abo da o P esen Pe ec
Con inuous, com uma cu a e isão sob e os que os alunos já sabiam. Após es a ase, p ocedi
a uma ação inespe ada que cap ou a a enção dos alunos, ou seja, comecei a anda na sala sem
dize nada e ao im de alguns minu os pe gun ei-lhes How long ha e I been walking? Alguns
alunos esponde am-me de o ma cu a, dizendo, po exemplo, 2 minu es. P ocu ei chama a

70
a enção dos alunos pa a a es u u a da pe gun a e pedi-lhes pa a o mula uma espos a
comple a usando aquela mesma es u u a. Tendo em con a a espos a co e a de alguns alunos,
esc e i no quad o I ha e been walking o … minu es. Pa indo des es exemplos, coloquei
ou as ques ões aos alunos, p ocu ando le á-los a usa o i em g ama ical obje i ado, como po
exemplo How long ha e you been si ing? De seguida, a a és da análise da es u u a, en ei
aze com que eles dissessem que empo e bal e a aquele. Nes e pon o, ap o ei ei pa a e e
o P esen Pe ec Simple, i em g ama ical que no es e se ha ia e elado como um dos mais
p oblemá icos. Chamei, en ão, a a enção dos alunos pa a a es u u a, po o ma a que es es
no assem que pa e des a e a igual ao P esen Pe ec Simple, pedindo-lhes pa a lemb a em
quais as si uações em que es e e a usado. A pa i daqui, os alunos o am guiados de modo a
econhece em a es u u a do Con inuous, a é chega em à conclusão de que se a a a do
P esen Pe ec Con inuous. Es a ase oi concluída com um Powe Poin que pe mi iu
ap esen a es e empo e bal den o do con ex o das no as ecnologias e desen ol e uma
discussão sob e o seu uso e signi icado. Aquando des a discussão, à semelhança do que já
acon ece a nas ou as aulas de p oje o, o am colocadas pe gun as concep uais pa a a e igua
se os alunos es a am a en ende o uso: Is he playing compu e games now? (Yes.); Ha e hey
al eady s opped sending ex messages? (No.); Has he been sending e-mails o a long ime?
(Yes.).
Os alunos o am le ados a abalha o uso e o signi icado do P esen Pe ec Con inuous
numa icha de abalho (Anexo 12), onde lhes o am o necidas algumas ases-exemplo e
uma lis a de possí eis usos desse empo e bal, pa a que em pa es chegassem à unção que
co espondia a cada ase. Pa a os alunos descansa em, in oduziu-se uma a i idade em que
es es de iam esc e e numa i a de papel algo que es i essem a desen ol e a é àquele
momen o e que ainda não i essem e minado (du an e aquele dia, semana, mês), seguindo o
exemplo: This week I ha e been wo king on a p ojec . Após ecolhe as i as de papel, p ocedi
à lei u a de algumas ases, desa iando os alunos a adi inha quem se iam os seus au o es. A
adi inhação é ambém um elemen o com uma o e p esença no meu p oje o, já que ac edi o
que es a ajuda a desen ol e as capacidades e lexi as dos alunos, ajudando ao mesmo empo
a desen ol e a o alidade, a a és da desc ição e/ou de pe gun as pa a cla i ica possí eis
dú idas. Es a a i idade impulsionou igualmen e a ên ase na o ma des e empo e bal, pois,
como algumas ases con inham e os, oi pedido aos alunos que em conjun o os co igissem
apidamen e. Es es e os não o am pe sonalizados nem as pessoas que os come e am
c i icadas, o am sim ap o ei ados como algo com o qual se de e ap ende . As eg as da
o ma o am depois aplicadas e egis adas na icha acima e e ida. Pa a conclui es a icha, os
alunos o am le ados a dis ingui o P esen Pe ec Simple do P esen Pe ec Con inuous
71
num exe cício em que, após a iden i icação des es empos e bais em algumas ases, inham
que comple a as eg as sob e o uso de cada um deles.
A úl ima aula de in e enção des e ciclo (13/05/2014) oi dedicada ao Pas Pe ec
Con inuous, apesa de inicialmen e se e desen ol ido um jogo pa a e e o ópico da aula
an e io . O ópico oi con ex ualizado den o do assun o Black F iday, do qual os alunos já
inham algum conhecimen o. Po sua ez, es e ema pe mi iu es abelece uma pon e en e o
empo e bal e o ema das no as ecnologias. A pa i des a con ex ualização, ge a am-se
alguns exemplos con endo o Pas Pe ec Con inuous pa a que os alunos pudessem se
imedia amen e expos os a es e empo e bal. À medida que os exemplos iam su gindo, e am
ei as pe gun as concep uais: Had Jenni e been sa ing money o a long ime? (Yes.); Had
Pe e al eady ailed he exam when he me Jenni e ? (Yes.) Após a ên ase dada ao signi icado
e ao uso do empo e bal, os alunos o am le ados a explica as eg as da o ma, endo-se
p ocu ado igualmen e elemb a o Pas Pe ec Simple, i em em que os alunos ha iam
ap esen ado esul ados baixos no es e. A o ina de pensamen o oi queb ada pela aplicação de
um jogo designado de Sec e Cha ades, em que um aluno ia ao quad o e simula a uma
a i idade, enquan o os es an es memb os da u ma man inham os olhos echados. Ao ou i a
pala a F eeze o aluno no quad o de e ia pa a exa amen e como es a a e os ou os inham
que desc e e o que o aluno e ia es ado a aze a é en ão, po exemplo: He had been ha ing a
showe , when we opened ou eyes. Uma espos a co e a alia ao aluno que ace ou um pon o.
Sendo necessá io egis a o que ha iam ap endido, oi dis ibuída uma icha de abalho
(Anexo 13) na qual os alunos, abalhando em pa es, e iam que comple a as eg as des e
empo e bal e, ainda, p ocede à dis inção en e es e e o Pas Pe ec Simple. Pa a e mina a
aula, o am dis ibuídos papéis con endo di e en es exp essões empo ais (ex.: wo yea s, a
week), sendo que cada aluno de ia e e i o que ha ia es ado a aze du an e esse pe íodo e
an es de qualque ou o acon ecimen o no passado: I had been s udying English o wo yea s,
be o e I s a ed lea ning F ench. Os alunos es a iam, assim, a desen ol e a o alidade e,
a a és do uso dos dois empos e bais, espe a a-se uma maio comp eensão sob e os
mesmos.
Finda a ação, e a o momen o de ecolhe dados sob e a ap endizagem dos alunos. Tal
como oi e e ido na secção das me odologias, es a ecolha e e uou-se a pa i de um es e
(16/05/2014, Anexo 14), que seguiu a mesma es u u a do an e io . Apesa de du an e es e
ciclo não e sido possí el abo da no amen e o ópico de Adjec i e Fo ma ion, que o a um
dos g upos menos pon uados no p imei o es e, es e es e incluiu os ópicos an e io es do Pas
Pe ec Simple e do P esen Pe ec Simple. Pa a além des es, o am incluídos os ópicos
P esen Pe ec Con inuous, P esen Pe ec Simple and P esen Pe ec Con inuous, Pas
72
Pe ec Con inuous, Pas Pe ec Simple and Pas Pe ec Con inuous e Rela i e P onouns
and De ining Rela i e Clauses. Es es emas pe ize am 7 g upos, com um o al de 50 espaços
em b anco, alendo cada um 2 pon os. Os esul ados ge ais es ão ep esen ados no g á ico 9,
sendo depois ap esen ada a abela 7, que con ém uma compa ação en e as no as do p imei o
es e e as do segundo daqueles alunos que cons i uí am a amos a des e es udo.
G á ico 9 – Resul ados do 2.º Tes e de g amá ica de Inglês
Tabela 7 – No as do 1.º e 2.º Tes es dos alunos da amos a (Inglês)
Analisando o g á ico acima, podemos conclui p imei o que, dos 20 alunos da u ma, 5%
(1) não ealizou o es e, sendo que não se a ibuiu mui a impo ância ao ac o, uma ez que o
al oso não pe encia ao g upo dos alunos que e am obje o de es udo. Po ou o lado, apesa
de e ha ido uma diminuição de 5% da classi icação “F aco”, ao obse a mos a abela,
1.º Tes e
2.º Tes e
Aluno A
4% (F aco)
0% (F aco)
Aluno B
2% (F aco)
23% (Não sa is az)
Aluno C
10% (F aco)
32% (Não sa is az)
Aluno D
33% (Não sa is az)
74% (Sa is az bas an e)
Aluno E
20% (Não sa is az)
40% (Não sa is az)
Aluno F
6% (F aco)
28% (Não sa is az)
15%
30%
25%
10%
15%
5%
GRAMMAR TEST 2
F aco
Não sa is az
Sa is az
Sa is az bas an e
Excelen e
Não ealizou
73
podemos e i ica que apenas um aluno da amos a man e e esse ní el, o que nos pe mi e
conclui que os ou os dois “F aco” co espondem a alunos que não es a am no g upo dos 6.
Ao mesmo empo, g ande pa e dos 6 alunos da amos a conseguiu sai desse ní el, o que
co esponde a uma e olução a meu e conside á el, em mui os casos ep esen ando uma
subida de ce ca de 20%23.Des e g upo, des aca-se pela posi i a o Aluno D, que conseguiu
chega ao “Sa is az bas an e”, a ingindo uma subida de 41%. Impo a e e i que, não obs an e
o ac o de as g elhas de obse ação já demons a em que es e aluno pa icipa a mais
posi i amen e e com mais empenho nas a i idades p opos as, indicando uma mobilização e
uma aplicação dos conhecimen os azoá eis, nada azia p e e uma subida ão signi ica i a.
Po ou o lado, quando compa amos o esul ado ge al do p imei o es e e o des e, e i icamos
que nes e segundo es e, o ní el “Não sa is az” aumen ou 10%. Po sua ez, o ní el “Sa is az”
egis ou uma di e ença de 15% que esul ou não só da descida de alguns alunos pa a “Não
sa is az”, como ambém da subida de alguns “Não sa is az” pa a “Sa is az”. O ní el “Sa is az
bas an e” conseguiu uma subida de 5%, em pa e de ido à subida do Aluno D24.
Quan o aos g upos g ama icais mais c í icos, e i icou-se que o P esen Pe ec Simple
con inuou a se um g upo com pouca pon uação (∑ 7.8), mas, ainda assim, à en e da
dis inção en e o P esen Pe ec Simple e o P esen Pe ec Con inuous (∑ 5.3) e a dis inção
en e o Pas Pe ec Simple e o Pas Pe ec Con inuous (∑ 4.5). Es es esul ados le am-me a
c e que, apesa de os alunos se em capazes de aplica as eg as de cada um isoladamen e,
sen em di iculdades em aze as dis inções en e eles.
Tendo em con a es a análise pode a i ma -se que, em ge al, a média inal dos es es
aumen ou, embo a mui o ligei amen e, apenas ce ca de 6 décimas ( e i ica Anexos 5 e 15).
Po ou o lado, conside ando os dois alunos que desce am pa a “F aco”, pode e -se dado o
caso de o es e e sido in luenciado po a o es in e nos e/ou ex e nos. Lemb e-se ainda que
se es es alunos possuí em men es analí icas, es e mé odo não é o mais a o á el, como a ás
oi e e ido. No que diz espei o aos 6 alunos cons i uin es da amos a, pode e i ica -se que,
embo a a maio ia con inuasse num pa ama nega i o, a di e ença de pe cen agem oi
signi ica i a. Ao mesmo empo, pode a i ma -se que, conside ando os esul ados das g elhas
de obse ação da amos a isolada, es es e le em em alguns dos casos (alunos C, D, E e F) o
aumen o do in e esse, mo i ação e pa icipação dos alunos du an e as aulas do p imei o ciclo,
bem como uma melho mobilização e aplicação dos conhecimen os. Con udo, dada a cu a
du ação do ciclo, não se podia ainda i a conclusões sob e se es es esul ados se iam u o da
23 De e e i que o Aluno E é um dos dois alunos NEE.
24 Pa a melho se pe cebe es as descidas e subidas, se á necessá ia a consul a dos Anexos 5 e 15, uma ez
que não se ão especi icadas as si uações co esponden es a alunos que não aziam pa e da amos a.
80
“F aco”, um dos alunos pe encen es à amos a (Aluno F) es e e a 1% de a ingi o ní el
mínimo, sendo que pa a ele se e i icou uma descida de 28%. Es e esul ado es á, na e dade,
de aco do com os egis os das g elhas de obse ação que mos am que, em quase odos os
c i é ios, o aluno ap esen ou esul ados de 1 e 2, numa escala de 1 a 5. Pa a além disso, a
pe cen agem de “Não sa is az” oi signi ica i a ela i amen e ao p imei o es e, endo em
con a que a pe cen agem do p imei o oi 11% e a do segundo 25%.
Pa a o ac éscimo das nega i as con ibuí am as descidas de alguns alunos que
an e io men e ob i e am “Sa is az”, como po exemplo dois alunos que an e io men e
ob i e am 60%, e, ago a, apenas ob i e am 44%. Quando ques ionada sob e es e esul ado, a
O ien ado a comunicou-me que es es alunos ha iam baixado em odas as disciplinas po al a
de mo i ação e que já inham decidido muda de cu so. Não obs an e es a si uação, e apesa
de não aze em pa e da minha amos a, espe a a que num p óximo ciclo, es es alunos
ecupe assem um pouco da sua mo i ação. Pa a além des e, ou o caso que se e elou
p eocupan e oi o Aluno A da amos a, que baixou de 52% pa a 30%. Embo a os esul ados
das g elhas de obse ação demons assem que es e aluno e ela a pa icipação e mo i ação
baixas, baixo empenho e au onomia, a e dade é que quando ques ionado demons a a e
algum conhecimen o das eg as, bem como uma azoá el capacidade de mobilização e
aplicação das eg as. Em quase odos os alunos da amos a se e i icou uma descida da
pe cen agem, exce o nos alunos D e E. Ainda assim, apesa de e conseguido uma subida de
7%, o Aluno D man e e-se no pa ama nega i o. Po sua ez, o Aluno E e e uma subida
mui o ligei a (1%), pelo que não conside o que seja um esul ado signi ica i o ou conclusi o,
assim como o Aluno B, que desceu de 54% pa a 52%. Não obs an e o esul ado ainda baixo
des es ês alunos, e i icou-se, a a és das g elhas de obse ação, que os ês ap esen a am
ní eis mais posi i os em odos os c i é ios es abelecidos. De e e i que o Aluno B oi o que
mais melho ias ap esen ou. Ao con á io do que acon ece a na u ma de Inglês, não hou e
esul ados signi ica i os no que diz espei o a subidas de no as, e, embo a um aluno i esse
subido de “Sa is az” pa a “Sa is az bas an e” (Anexo 22), es e úl imo ní el desceu de 31%
pa a 25%. Finalmen e, um aluno (3%) conseguiu a ingi o ní el de excelência, algo que não
ha ia acon ecido no es e an e io .
No que oca aos g upos mais p oblemá icos, jun a am-se aos Possessi p onomen (∑ 6.8) e
ao Akkusa i (∑ 8), a aplicação do ge n (∑ 6.6) e os unpe sönliche Ve ben (∑ 4.2).
Rela i amen e ao ad é bio ge n, o p oblema su giu com o seu uso isolado, o que me le a a
c e que os alunos não o en ende am bem, al ez po que em Po uguês não há um equi alen e
di e o. Quan o aos unpe sönliche Ve ben, após analisa mais po meno izadamen e os es es,
ac edi o que a alha enha esul ado ambém da al a de equi alência em Po uguês de

81
de e minados e bos impessoais30. Pa a além disso, e i a-se o ac o de que em Po uguês
quando usamos um e bo impessoal não lhe a ibuímos sujei o (Cho e.), o que não acon ece
em Alemão, em que é semp e ob iga ó io o p onome pessoal es (Es egne .).
Tendo em con a es a análise pode a i ma -se que, con a iamen e ao que acon ece a na
u ma de Inglês, a média inal dos es es em Alemão desceu, ce ca de 2 décimas ( e i ica
Anexos 7 e 22). A e dade é que es a u ma e a nes a al u a cons i uída po alunos menos
empenhados pa a a ap endizagem, em ge al, e da língua alemã, em pa icula . No en an o, os
dados não pode iam se conside ados conclusi os sob e a e icácia ou não da abo dagem
indu i a. Os dados pode iam es a associados ao ac o de es es alunos p e e i em um mé odo
dedu i o, mas ambém ao ac o de a ap endizagem da língua se es a a o na mais complexa.
Face a es es esul ados e ince ezas, e a necessá io a ança pa a um segundo ciclo de
abo dagem indu i a, cuja aplicação se á desc i a na p óxima secção.
4. Ciclo 2
Con o me icou escla ecido nas conside ações sob e o p imei o ciclo, apesa de na u ma
de Inglês se e em e i icado ligei as melho ias e na u ma de Alemão esul ados menos
posi i os, es es dados não o am conside ados conclusi os. Como al, no segundo ciclo
man e e-se a abo dagem indu i a da g amá ica, p ocu ando-se abalhá-la a a és de ex os.
Es a ligação en e a g amá ica e o ex o p ocu a e o ça a impo ância da con ex ualização
das eg as. Po an o, com a in odução do elemen o ex ual espe a a-se e i ica se com uma
con ex ualização dos exemplos mais especí ica os alunos de Inglês con inua iam a p og edi e
se os de Alemão consegui iam melho a a sua p es ação. Po ou o lado, en endendo a
g amá ica como um odo e endo em con a que os alunos ainda demons a am di iculdades
em de e minados i ens, al como acon ece a no Ciclo 1, semp e que possí el e pe inen e,
esses i ens o am epe idos.
De seguida, desc e e-se o que oi ei o nes e ciclo em cada u ma, ao mesmo empo que se
p ocede a uma análise e e lexão dos esul ados ob idos.
30 Po exemplo, em Alemão pa a se e e i em ao empo na alício, os alemães u ilizam a pala a Weihnach en
(Na al) como um e bo impessoal (es weihnach e ); ou pa a se e e i em ao dia que es á a nasce , u ilizam a
pala a Tag (Dia) pa a o ma um e bo impessoal (es ag ).
82
4.1. Inglês
En e o p imei o e o segundo ciclo, p ocu ou-se aze um in e alo de ce ca de uma
semana pa a análise dos dados e desen ol imen o de um no o plano de ação a aplica nes a
segunda ase. Des e modo, o segundo ciclo na u ma de Inglês deco eu en e 20 de maio e 6
de junho, comp eendendo 3 aulas de 90 minu os e 1 de 45 (315 minu os).
Dando seguimen o ao manual, a unidade emá ica p e is a pa a as duas p imei as aulas
man e e-se Go Hi-Tech! e o i em g ama ical a se lecionado oi a Passi e Voice. De aco do
com o P og ama Nacional de Inglês do 3.º Ciclo do Ensino Básico (1997: 23), os alunos
ap endem a oz passi a no 8.º ano. Con udo, no 9.º ano o na-se necessá io e ê-la e
ap o undá-la, incluindo a passi a idiomá ica.
A p imei a aula (20/05/2014) des e ciclo inha como obje i o e e e ap o unda os
conhecimen os dos alunos ela i amen e a es e ópico den o do con ex o das no as
ecnologias. Assim, iniciou-se com uma a i idade em que os alunos em conjun o inham que
associa aos seus in en o es algumas in enções p oje adas no quad o. Os alunos o am
imedia amen e expos os ao i em g ama ical, já que após ecebe em alguns modelos da
es u u a, o am enco ajados a ala de ou as in enções usando essa mesma es u u a. De
seguida, o am le ados a adi inha o ópico lexical da aula ( elemó eis) e a mos a os seus
conhecimen os sob e ele. Após es a ase, oi en egue uma icha de abalho (Anexo 23), cuja
p imei a a i idade se cen a a no conhecimen o de cada aluno, ou seja, cada um sublinha a
de en e algumas pala as elacionadas com elemó eis aquelas que conhecia. Es a oi
conside ada uma a i idade de p é-lei u a, que, de aco do com o que oi ansmi ido nas
unidades cu icula es de “Didá ica do Inglês” e “Didá ica do Alemão”, se e pa a diminui a
ansiedade dos alunos na ho a da lei u a e in e p e ação de um ex o. Es e ipo de a i idades
inclui pala as-cha e que es a ão p esen es no ex o a se abalhado e, po no ma, abalha
essas pala as an es do ex o a á com que os alunos se sin am mais con ian es na
in e p e ação do mesmo. De o ma a es ende es a ase, oi elabo ado um exe cício de ligação
que mais uma ez pe mi iu expo os alunos à es u u a-al o, bem como a algum ocabulá io
p esen e no ex o.
Conside ando que uma pa e do ex o já es a a p e iamen e p epa ada, oi pedido aos
alunos que lessem um ex o sob e a in enção do elemó el. Es e ex o, e i ado de uma on e
online, oi al e ado pa a se adap a ao ní el dos alunos e inclui exemplos da es u u a-al o.
Apesa de es a aula não se dedicada à in e p e ação ex ual, e elou-se necessá io coloca
o almen e algumas pe gun as sob e o ex o, pa a pe cebe se os alunos e am capazes de
comp eende o con ex o ap esen ado. Daí, pa iu-se pa a a análise das es u u as ela i as à
83
oz passi a. Os alunos ecebe am uma ase-modelo e i ada do ex o e oi-lhes solici ado que
encon assem mais no e ases de es u u a semelhan e, di idindo-as de aco do com os
empos e bais. O es udo da oz passi a pe mi iu-me desde logo aze a e isão de odos os
empos e bais, incluindo aqueles em que os alunos ainda demons a am di iculdades.
A pa i da ap esen ação de uma ase a i a e da co esponden e ase passi a, os alunos
o am enco ajados a dize que unção desempenha a a passi a, ou seja, no a a ên ase pos a
na pessoa ou no obje o que so e os esul ados da ação. Após egis a em as eg as do uso na
icha de abalho, oi p oje ada no quad o ou a ase a i a que, a a és de animações, se
ans o mou em passi a. P e endia-se que os alunos analisassem as al e ações deco en es
des e p ocesso, de o ma a que ossem capazes de conclui qual a o ma da es u u a,
sob e udo em que si uações o agen e da passi a pode ia se omi ido. Discu idas as conclusões,
os alunos ealiza am alguns exe cícios in e a i os p oje ados no quad o, de o ma a
p a ica em a passi a com os di e en es empos e bais. Es es exe cícios e as eg as da passi a
o am inalmen e egis ados na icha de abalho e a aula inalizou com uma a i idade de
in o ma ion gap associada a in enções do século XX e XXI. De aco do com U (1988: 21) e
Tho nbu y (1999: 93), es as a i idades em que um aluno possui in o mação necessá ia a ou o
e ice- e sa, pe mi em a p á ica da o alidade, sob e udo po que os alunos êm que eco e a
écnicas de cla i icação e e o mulação, al como na comunicação eal.
A aula seguin e (27/05/2014) oi dedicada à e isão da passi a e à in odução da passi a
idiomá ica. O ópico lexical escolhido, pa a além de es a associado aos elemó eis, e a um
ópico de in e esse pa a os alunos, uma ez que diz espei o à a ualidade e a uma a i idade
que eles p a icam dia iamen e: en ia mensagens. Facilmen e se desen ol eu uma pequena
discussão em o no des e ema, o que pe mi iu aos alunos ansmi i a impo ância e u ilidade
das mensagens pa a eles. Es a discussão se iu igualmen e pa a o con a o com algum
ocabulá io com o qual os alunos se i iam depa a ao le em o ex o. Após es a a i idade
inicial e po o ma a diminui a ansiedade pe an e o ex o, oi en egue uma icha com dois
exe cícios iniciais o ien ados pa a o sucesso dos alunos (Anexo 24). No p imei o, inham que
coloca po o dem de impo ância algumas unções do elemó el e encon a um colega com a
mesma o dem. Com a pe missão da deslocação pela sala, os alunos sen i am-se mais
mo i ados e, ao mesmo empo, i e am a opo unidade de conhece melho os colegas,
desen ol endo, assim, compe ências sociais. No segundo exe cício, os alunos o am le ados a
expe iencia um pouco da cul u a ju enil a ual a a és de um exe cício em que de iam liga
as ab e ia u as p óp ias das mensagens à mensagem o iginal.
A pa i daqui, iniciou-se um p ocesso semelhan e ao da aula an e io , em que os alunos
le am um ex o adap ado do seu manual e esponde am o almen e a algumas ques ões, sendo-
84
lhes depois pedido, como o ma de e e a passi a, a iden i icação de odas as es u u as
passi as nesse mesmo ex o. A a és de uma abela expuse am-se alguns exemplos de
passi as idiomá icas pa a que os alunos pudessem iden i ica es u u as semelhan es no ex o
e depois chega à conclusão sob e o seu uso. Nes a al u a, o am colocadas algumas pe gun as
concep uais pa a e i ica o g au de comp eensão dos alunos: Who uses his se ice he mos ?
(Young people.); Who said o jou nalis s and academics ha ex messaging acili a es
communica ion? (D . Reid.).
Pa a melho comp eende em como se o ma es e ipo de passi a, oi p oje ada uma
ap esen ação em Powe Poin , onde se mos a am passo a passo as al e ações oco idas, que
nas ases que inicia am pelo complemen o di e o, que nas que inicia am pelo complemen o
indi e o. Ao mesmo empo, ques iona am-se os alunos sob e essas mesmas al e ações, de
modo a le á-los a e le i sob e a o ma da es u u a-al o, desen ol endo e es ando hipó eses.
Ap eendidas as eg as do uso e da o ma, oi dado empo aos alunos pa a aze em uma
a i idade de in o ma ion gap adap ada, a qual eque ia a in o mação de ases na a i a e na
passi a pa a depois se p ocede à sua ans o mação nas duas o mas possí eis. A aula
concluiu com um jogo in e a i o semelhan e ao Quem que se Milioná io?, em que os alunos
abalha am em equipas pa a escolhe a espos a ce a.
A p imei a pa e da úl ima aula de in e enção des e ciclo na u ma de Inglês (03/06/2014)
oi dedicada à e isão das Con as Clauses a a és de uma abo dagem indu i a. Es e ópico
g ama ical es a a incluído na úl ima unidade emá ica do manual Help he o he s! endo como
p imei o sub ema F iendship and F iends. Como al, iniciei a aula com um pos e
ep esen ando a amizade en e um coelho e um ga o. P e endia que os alunos, ao analisa em a
imagem, chegassem ao ópico lexical da aula e se desen ol esse uma pequena discussão
sob e a sua opinião ela i amen e à amizade. Ao mesmo empo, azendo acompanha a
imagem de uma ase esc i a no quad o, oi minha in enção expo os alunos ao ópico
g ama ical. Depois des a p imei a in odução, os alunos ecebe am uma icha de abalho
(Anexo 25) com dois exe cícios de p é-lei u a que, al como em aulas an e io es, se iam pa a
in oduzi algum ocabulá io p esen e no ex o. Nes e exe cício, os alunos inham que
escolhe a ase que mais se aplica a à sua opinião sob e o que é um amigo e depois encon a
alguém com a mesma opinião. Apesa de mui o semelhan e a a i idades an e io men e ei as,
conside o que es a a i idade oi mui o signi ica i a no sen ido em que a amizade é um ópico
mui o impo an e e sob e a qual há di e en es opiniões. Ao en a em encon a alguém com a
mesma opinião, os alunos, pa a além de desen ol e em ap idões sociais, inham a
opo unidade de conhece melho os colegas e de se iden i ica com alguém.
85
Na ase seguin e, os alunos le am um ex o de uma jo em que mani es a a a sua opinião
sob e a amizade e o am colocadas o almen e algumas ques ões de in e p e ação. Pa a que os
alunos isolassem no ex o o i em g ama ical e o comp eendessem em con ex o, odas as ases
que exp essa am con as e o am esc i as a neg i o, endo-se pedido aos alunos que as
analisassem e en assem explica qual o signi icado que elas ansmi iam. Dado que o empo
e a escasso31, os alunos o am guiados a a és de pe gun as mais di e as como: A e he
si ua ions in he clauses simila o di e en ? (Di e en .); Is he e a simila i y o a con as
be ween hem? (Con as .) Após analisa em o signi icado da es u u a-al o, os alunos
obse a am mais algumas ases e i adas do ex o pa a deduzi em as eg as dos di e en es
cone o es de con as e. Apesa de a ase seguin e se dedicada à p á ica de exe cícios de
p eenchimen o de espaços, decidiu-se ans o ma os mesmos numa a i idade ei a em equipa
pa a que os alunos se sen issem mo i ados na sua ealização. Como al, a p imei a equipa a
e mina odos os exe cícios co e amen e ganha a uma medalha. De e e i que em aula os
alunos se e elam no malmen e desmo i ados com es e ipo de exe cícios, mas jun a o
elemen o jogo/compe ição oi o su icien e pa a os mo i a e ob e bons esul ados.
O empo de aula es an e oi dedicado à ealização do úl imo es e des e p oje o (Anexo
26), pa a que me osse possí el a e i sob e os esul ados ob idos du an e es e ciclo e
compa á-los com os an e io es. Pa a além de inclui os ópicos que se ha iam e elado
p oblemá icos nos es es an e io es (P esen Pe ec Simple and P esen Pe ec Con inuous e
Pas Pe ec Simple and Pas Pe ec Con inuous), incluí am-se os no os ópicos abalhados
du an e o segundo ciclo: Passi e Voice e Con as Clauses. À semelhança dos es es
an e io es es e e a compos o po 50 espaços em b anco alendo cada um 2 pon os. Os
esul ados ge ais es ão ep esen ados no g á ico 11 e os esul ados e e en es aos 6 alunos
pe encen es à amos a na abela 9, que ap esen a a compa ação en e as no as de odos os
es es.
G á ico 11 –
Resul ados do 3.º Tes e
de g amá ica de Inglês
31 Toda es a p imei a pa e oi ca ac e izada po uma abo dagem indu i a bas an e guiada de ido à escassez
de empo.
60%
15%
25%
GRAMMAR TEST 3
F aco
Não sa is az
Sa is az
Sa is az bas an e
Excelen e

86
Tabela 9 – No as do 1.º , 2.º e 3.º Tes es dos alunos da amos a (Inglês)
Apesa de ap esen a uma subida de 5% das nega i as ela i amen e ao es e an e io , es e
oi o p imei o es e da u ma cuja média inal oi posi i a (Anexo 27). Pa a além disso, oi
no ó ia a ausência que do ní el mínimo (“F aco”), que do ní el máximo (“Excelen e”). Em
elação ao ní el “F aco”, podemos e i ica na abela que o Aluno A, que ainda não inha
ap esen ado uma pe cen agem supe io a 4%, conseguiu nes e es e um 23%. Apesa disso, as
g elhas de obse ação não egis a am qualque al e ação quan o à pa icipação/mo i ação,
empenho e mobilização e aplicação dos conhecimen os. Também o Aluno B ob e e um
aumen o pouco signi ica i o (1%), e le indo os egis os ob idos a a és das g elhas de
obse ação, cuja a aliação a iou en e o 1 e o 3. Po sua ez, o esul ado do Aluno D
con inuou a e le i os egis os das g elhas de obse ação, em que, quase semp e, ob e e 4 ou
5 em odos os c i é ios. Es e oi, sem dú ida, o aluno que mais p og ediu e a quem a
abo dagem indu i a mais pa ece e a o ecido. Os es an es alunos, embo a enham
conseguido subi no que diz espei o à pe cen agem, man i e am um ní el nega i o,
des acando-se o Aluno E, que e e uma descida de 7%. Apesa disso, an o esse aluno, como
o Aluno C, que egis ou uma descida menos signi ica i a (3%), con inua am a demons a
ní eis de pa icipação/mo i ação, empenho e aplicação dos conhecimen os azoá eis.
Também o Aluno F ap esen ou pa icipação/mo i ação, empenho e aplicação dos
conhecimen os azoá eis, o que acabou po se e le i na subida de 14%. Po úl imo, pode
a i ma -se que, em e mos ge ais, as descidas do ní el “Excelen e” e uma subida do ní el
“Não sa is az” ela i amen e ao segundo es e pe mi i am man e a pe cen agem do ní el
“Sa is az bas an e” (25%). Quan o aos g upos que se e ela am mais p oblemá icos,
man i e am-se os dois do es e an e io e, com uma média inal bas an e mais baixa (4.8), a
1.º Tes e
2.º Tes e
3.º Tes e
Aluno A
4% (F aco)
0% (F aco)
23% (Não sa is az)
Aluno B
2% (F aco)
23% (Não sa is az)
24% (Não sa is az)
Aluno C
10% (F aco)
32% (Não sa is az)
29% (Não sa is az)
Aluno D
33% (Não sa is az)
74% (Sa is az bas an e)
84% (Sa is az
bas an e)
Aluno E
20% (Não sa is az)
40% (Não sa is az)
33% (Não sa is az)
Aluno F
6% (F aco)
28% (Não sa is az)
42% (Não sa is az)
87
Passi e Voice. En ol endo a passi a á ios empos e bais, aos quais de emos e a enção
pa a que nos seja possí el aplicá-la co e amen e, e endo os alunos di iculdades em
de e minados empos e bais, es e esul ado não se á de es anha .
Pa a pe cebe melho es es esul ados oi aplicado um ques ioná io (Anexo 28) semelhan e
ao p imei o, em que, en e ou as espos as, os alunos pode iam assinala aquelas que me
pe mi issem con i ma algumas das hipó eses colocadas du an e os ciclos de ação.
Ap esen am-se esumidamen e alguns dos dados ob idos com es e úl imo ques ioná io.
G á ico 12 – Respos as à
ques ão Ficas e con en e com o
esul ado dos es es? (Inglês)
Nes a u ma, 18 dos 20 alunos esponde am ao ques ioná io inal (G á ico 12). À p imei a
ques ão, Ficas e con en e com o esul ado dos es es?, 5 alunos esponde am que “Sim” e 6
esponde am que “Não” pa a o p imei o es e, sendo que o maio núme o de alunos espondeu
“Mais ou menos” (7). Já em elação ao segundo es e, e i icou-se um ligei o aumen o das
espos as “Sim” (6) e “Mais ou menos” (8) e uma descida das espos as “Não” (4). Es es
esul ados es ão de aco do com as ligei as melho ias e i icadas de uns es es pa a os ou os.
De ac o, no Ciclo 0 o núme o de alunos que não gos a a do esul ado oi mais signi ica i o
(11). Po o ma a en ende melho as opiniões dos alunos sob e es e ópico, oi colocada a
segunda ques ão, em que es es inham que assinala de uma lis a de mo i os aqueles que
conside assem que inham in luenciado o esul ado ob ido. Ap esen am-se na abela 10 os
mo i os suge idos, bem como o núme o de alunos que assinalou os mesmos de aco do com
cada um dos es es.
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
1.º Tes e
2.º Tes e
Sim
Não
Mais ou
menos
88
Tabela 10 – Tabela de possí eis mo i os pa a jus i ica os esul ados dos es es (Inglês)
Embo a a maio pa e dos esul ados e li a uma ligei a melho ia de um es e pa a o ou o,
o que e ela se cu ioso é o a o cansaço. Tendo em con a que os esul ados do segundo es e
o am, em ge al, ligei amen e melho es do que os do p imei o, espe a a-se que hou esse
menos alunos a apon a o cansaço como um a o condicionan e. Con udo, como se pode
obse a na abela, enquan o no p imei o es e apenas 5 alunos assinala am es e a o , no
segundo, 8 alunos escolhe am es e como mo i o pa a os esul ados ob idos.
Po sua ez, in e essa a pe cebe quais os ópicos em que os alunos ainda sen iam
di iculdade e quais aqueles em que já se sen iam mais con ian es, de o ma a es abelece uma
compa ação com o que ha ia sido espondido no p imei o ques ioná io. Ao mesmo empo,
p ocu a a-se e i ica se a pe ceção dos alunos ia ao encon o dos esul ados ob idos no es e.
Os dados ecolhidos como espos a a es a ques ão, es ão ep esen ados na abela 11.
Tabela 11 – Aspe os g ama icais dominados e aspe os g ama icais que causam di iculdades
(Ques ioná io de Inglês 2)
pouco
empo
de
es udo
mui o
empo
de
es udo
o ma
de
leciona
es ado
de
espí i o
dis ação
a enção
cansaço
a o es
ex e nos
Ou os
1.º Tes e
10
3
4
10
6
9
5
0
2
2.º Tes e
9
5
4
8
4
10
8
1
1
Domina bem
Tem di iculdades
Tipo de exe cício (p eenchimen o de espaços)
15
0
Conhecimen o o al das eg as g ama icais
4
14
Aplicação das eg as
10
5
P esen Pe ec (Simple e Con inuous)
13
5
Pas Pe ec (Simple e Con inuous)
12
5
Rela i e P onouns
11
7
Passi e Voice
12
6
Con as Clauses
12
5
O og a ia
13
6
Ou os
1
1
89
Sendo que 18 alunos esponde am a es e ques ioná io, podemos imedia amen e e i ica
que em alguns dos aspe os hou e alunos que não assinala am qualque espos a. A ques ão da
aplicação e conhecimen o das eg as pa ece e le i no amen e os p essupos os da abo dagem
indu i a, em que os alunos são le ados p imei o a aplica as eg as e só depois a
in elec ualizá-las a a és da sua comp eensão. Po ou o lado, apesa de os esul ados do es e
mos a em algumas melho ias nos empos e bais P esen Pe ec e Pas Pe ec , não c eio
que a média ob ida nesses dois g upos equi alha ao núme o de alunos que admi em já
domina bem es es dois empos e bais. Menos ainda c eio que os esul ados ecolhidos
ela i amen e à Passi e Voice es ejam em consonância com a pe ceção dos alunos em elação
a es e ópico.
Com as ques ões seguin es (5., 6. e 7.) p e endia-se e i ica se os alunos se inham
ape cebido das mudanças de abo dagem e se inham sen ido mais mo i ação pa a pa icipa
nes as aulas. Apenas 2 alunos e e i am que não ha iam no ado qualque di e ença nas aulas.
A maio pa e (12) e e iu que as a i idades inham sido mais a iadas, con a os 2 que
a i ma am que as a i idades e am semelhan es às ealizadas com a docen e da disciplina. Po
ou o lado, apesa de 7 admi i em que as eg as o am ap endidas de o ma mais au ónoma
apenas 5 admi i am que inham e le ido sob e as mesmas, o que não deixa de se cu ioso,
uma ez que au onomia e e lexão andam lado a lado na abo dagem indu i a. Po sua ez,
apenas 5 alunos a i ma am que as eg as e am ap esen adas e 6 admi i am não e le i mui o
sob e as mesmas. Finalmen e, apenas 1 aluno assinalou a impo ância dada ao uso e ao
signi icado e nenhum ez e e ência ao des aque da o ma. Quan o à mo i ação nenhum aluno
disse que não se sen ia mais mo i ado, 10 assinala am que “Sim” e 8 “Mais ou menos”. De
en e as jus i icações ap esen adas, des acam-se pela posi i a o ac o de os alunos acha em
es as aulas mais di e idas e in e essan es e pela nega i a não e em in e esse na g amá ica e
não se em pa icipa i os. De e e i que 12 alunos a i ma am que nada muda iam nes as aulas.
No que oca à ques ão sob e o mo i o das di iculdades sen idas ela i amen e à g amá ica, 5
alunos esponde am que as di iculdades que inham elaciona am-se com as di iculdades na
g amá ica da língua ma e na; 1 e e iu que inha di iculdades quando os ópicos g ama icais
não encon a am equi alen es em Po uguês; 6 admi i am sen i di iculdades ao es uda em
sozinhos em casa, apesa de comp eende em as eg as du an e as aulas; e 4 e e i am
“Ou os”, jus i icando que não inham qualque ipo de di iculdades, que inham di iculdades
na oz passi a ou necessidade de es uda mais. De des aca a e olução que se e i icou
naqueles alunos que e e i am que não en endiam as eg as du an e as aulas e, po isso, não
conseguiam es uda sozinhos em casa. Enquan o no p imei o ques ioná io hou e 8 alunos que
escolhe am es a hipó ese, apenas 1 o ez nes e úl imo ques ioná io, o que me le a a c e que a
96
G á ico 15 – Respos as à
ques ão Ficas e con en e com o
esul ado dos es es?(Alemão)
Nes a u ma, 19 dos 22 alunos esponde am ao ques ioná io inal (G á ico 15). À p imei a
ques ão, sob e se ha iam gos ado dos esul ados de cada um dos es es dos ciclos de
in e enção, 7 alunos esponde am que “Sim” no p imei o es e e 9 esponde am que “Não”.
Apenas 3 alunos esponde am “Mais ou menos”. Já em elação ao segundo es e, ao con á io
do que acon ece a na u ma de Inglês, e i icou-se uma diminuição das espos as “Sim” (3) e
das espos as “Não”, apesa de a di e ença en e as duas se maio . Aumen ou, ambém, a
ca ego ia dos “Mais ou menos” (5) e ge ou-se uma no a ca ego ia pa a aqueles que não
inham ealizado o segundo es e (4). Tal como já oi e e ido an e io men e, a u ma de
Alemão desceu g adualmen e ao longo do p oje o, apesa de em alguns casos se no a em al os
e baixos. Pa a pe cebe melho as opiniões dos alunos, oi-lhes pedido pa a assinala em de
uma lis a de mo i os aqueles que conside assem como os maio es in luenciado es dos
esul ados ob idos. Os dados ecolhidos es ão ep esen ados na abela 14.
Tabela 14 – Tabela de possí eis mo i os pa a jus i ica os esul ados dos es es (Alemão)
pouco
empo
de
es udo
mui o
empo
de
es udo
o ma
de
leciona
es ado
de
espí i o
dis ação
A enção
cansaço
a o es
ex e nos
Ou os
1.º Tes e
10
3
6
5
0
4
9
0
0
2.º Tes e
10
1
3
4
2
2
8
1
1
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
1.º Tes e
2.º Tes e
Sim
Não
Mais ou menos
Não ealizou

97
Os dados ob idos demons am que alguns dos mo i os menos posi i os se encon am mais
ep esen ados no segundo es e, apesa de o pouco empo de es udo ap esen a dados iguais
nos dois es es (10) e o cansaço, al como acon ece a na u ma de Inglês, e menos um pouco
de peso no segundo es e (8). Pa a além disso, e a impo an e pe cebe quais os ópicos em
que os alunos ainda sen iam di iculdade e quais aqueles que já sen iam domina bem,
compa ando-os com os do p imei o ques ioná io. Ao mesmo empo, p ocu a a-se e i ica se
a pe ceção dos alunos ia ao encon o dos esul ados ob idos no es e. Os dados ecolhidos com
es a ques ão, es ão ep esen ados na abela 15.
Tabela 15 – Aspe os g ama icais dominados e aspe os g ama icais que causam di iculdades
(Ques ioná io de Alemão 2)
Sendo que 19 alunos esponde am a es e ques ioná io, podemos imedia amen e e i ica
que em alguns dos aspe os hou e alunos que não assinala am qualque espos a. Po ou o
lado, al como na u ma de Inglês, a ques ão da aplicação e conhecimen o das eg as pa ece
e le i os p essupos os da abo dagem indu i a, em que os alunos só in elec ualizam um
de e minado ópico depois de o p a ica em. Ao con á io do que acon ece a no p imei o
ques ioná io, os esul ados do es e pa ecem es a em sin onia com as opiniões dos alunos,
sob e udo no que diz espei o ao Pe ek que oi de ac o o g upo mais c í ico no úl imo es e.
Com as ques ões seguin es (5., 6. e 7.) p e endia-se e i ica se os alunos inham no ado
di e enças quan o à abo dagem e se se encon a am mais mo i ados pa a pa icipa nes as
aulas. Apenas 1 aluno assinalou que não inha no ado di e enças. Tal como na u ma de
Domina bem
Tem di iculdades
Tipo de exe cício (p eenchimen o de espaços)
5
2
Conhecimen o o al das eg as g ama icais
1
10
Aplicação das eg as
10
4
Akkusa i
6
8
Possessi p onomen
5
7
Mögen e ge n
14
2
Können
14
1
Unpe sönliche Ve ben
3
8
Pe ek
0
16
O og a ia
10
2
Ou os
0
0
98
Inglês, o pon o mais assinalado oi a i idades mais a iadas (13), imedia amen e seguido pela
ques ão da maio e lexão exigida (12). Apesa disso, apenas 5 alunos a i ma am que as
eg as inham sido ap endidas mais au onomamen e, con a 2 que disse am e em sido semp e
ap esen adas. Finalmen e, nenhum aluno assinalou a impo ância dada ao uso e signi icado e 4
a i ma am que ha ia sido dada mais impo ância à o ma. No que diz espei o à mo i ação, o
pano ama oi mais nega i o do que na u ma de Inglês, com 6 alunos a a i ma em que não se
sen i am mais mo i ados e apenas 5 a assinala em que “Sim”. Apesa disso, a opção mais
assinalada oi “Mais ou menos” (8). De en e as jus i icações ap esen adas, des acam-se pela
posi i a o ac o de os alunos acha em que es as aulas os en ol iam mais a i amen e, e pela
nega i a não gos a em dos exe cícios, se em pouco pa icipa i os e não pe cebe em a ma é ia.
De e e i que 6 alunos a i ma am que nada muda iam nes as aulas, 4 a i ma am que
muda iam a o ma de explica e 4 que inclui iam mais abalhos de g upo/pa es.
Quan o ao mo i o das di iculdades sen idas ela i amen e à g amá ica, 4 alunos
esponde am que as di iculdades que inham elaciona am-se com as di iculdades na
g amá ica da língua ma e na; 8 e e i am que inham di iculdades quando os ópicos
g ama icais não encon a am equi alen es em Po uguês; 9 admi i am sen i di iculdades ao
es uda em sozinhos em casa, apesa de comp eende em as eg as du an e as aulas; e 3
e e i am que não comp eendiam as eg as nas aulas e, po isso, inham di iculdades em
es uda sozinhos em casa33. De des aca que es es esul ados es ão de aco do com a minha
opinião sob e o ac o de a abo dagem indu i a não e sido e icaz nes a u ma.
Na sequência des a pe gun a os alunos o am no amen e ques ionados sob e os seus
sen imen os ela i amen e à g amá ica. Compa ando os esul ados do g á ico 16 com os do
g á ico 8 (p. 64), podemos e i ica que não hou e uma g ande mudança em elação aos
sen imen os exp essos, não obs an e os dados nega i os ob idos com o es e e com o es an e
ques ioná io. Ou seja, se ia de espe a que, com es as isões nega i as, o núme o de alunos
desmo i ados aumen asse e o dos mo i ados diminuísse, mas a e dade é que os núme os se
e elam mui o p óximos do p imei o ques ioná io, endo em con a que es e úl imo
ques ioná io oi espondido apenas po 19 alunos. Es a si uação, aliada ao ac o de alguns
alunos exp essa em sen imen os con adi ó ios, oi jus i icada po eles dizendo que apesa de
sen i em um pouco de eceio ou pessimismo, sen iam-se ambém mo i ados po se uma
língua no a com mui o pa a ap ende .
33 Exa amen e o mesmo núme o do p imei o ques ioná io.
99
G á ico 16 – Sen imen os
em elação à ap endizagem
da g amá ica da língua
alemã (Ques ioná io de
Alemão 2)
Tal como acon ece a no p imei o ques ioná io, oi pedido aos alunos que dessem algumas
suges ões sob e o que gos a iam de melho a na sua compe ência g ama ical. As ca ego ias
es abelecidas são ap esen adas na abela 16.
Tabela 16 – Aspe os a melho a ela i amen e à compe ência g ama ical (Ques ioná io de Alemão 2)
De aco do com a abela acima, podemos conclui que o núme o de alunos se encon a mais
ou menos equilib ado em cada suges ão, sendo que o conhecimen o e aplicação das eg as da
g amá ica duplicou o seu núme o ela i amen e ao p imei o ques ioná io. Po ou o lado,
embo a o Pe ek se ap esen e como uma ca ego ia à pa e, os alunos que o e e i am ize am-
no explicando que gos a iam de sabe melho as suas eg as, pa a depois o pode em aplica .
Aspe o a melho a
Núme o de alunos
Pe cen agem
Reg as em ge al
4
≈ 21%
Tudo
1
≈ 5,3%
Nada
2
≈ 10,5%
P onúncia
1
≈ 5,3%
Akkusa i
3
≈ 15,8%
Pe ek
8
≈ 42,1%
Sem espos a
3
≈ 15,8%
0
2
4
6
8
10
12
100
Is o na u almen e es á em consonância com o que já ha ia sido an e io men e analisado com
es e ques ioná io e com o úl imo es e. Finalmen e, é de comen a o ac o de e despa ecido a
ca ego ia “O og a ia” e de e su gido a da “P onúncia”, que é ex emamen e di ícil pa a os
alunos po ugueses que ap endem o Alemão como LE.
Em suma, os esul ados ob idos com es e ques ioná io coadunam-se com os esul ados
ob idos no es e e nas g elhas de obse ação, o que nos pe mi e conclui que, ao con á io da
u ma de Inglês, a abo dagem indu i a pa ece não e sido e icaz na u ma de Alemão e pa ece
e le ado os alunos a um c escen e desin e esse em elação à ap endizagem des a LE.
Conclusão
Chegado ao im o p oje o de in es igação-ação, impo a e le i não só sob e os obje i os
açados, mas ambém sob e as limi ações en en adas ao longo do pe cu so. A aliando os
esul ados do p oje o, não se pode a i ma que enha ha ido uma espos a conc e a e cla a à
pe gun a de in es igação es abelecida no início: Uma abo dagem indu i a pode á ajuda os
alunos com mais di iculdades a desen ol e em uma melho comp eensão da g amá ica na
ap endizagem de línguas es angei as?
Desde logo, de emos ealça os esul ados disc epan es ob idos nas duas u mas. À
e olução posi i a, ainda que ligei a, de alguns alunos da amos a do 9.º B ( u ma de Inglês) ao
longo de odos os ciclos, co espondeu a incapacidade de ecupe ação e e i a po pa e do
g upo de alunos obse ados no 10.º G ( u ma de Alemão). Seguindo uma abo dagem indu i a
ca ac e izada pela descobe a guiada (guided disco e y), pa e da ap endizagem da g amá ica
o nou-se esponsabilidade dos alunos, o que, a meu e , ez com que es es enca assem o
p ocesso de ap endizagem como um desa io posi i o.
Na u ma de Inglês, is o le ou a uma maio au onomia e empenho, não só dos alunos, em
ge al, mas ambém daqueles que aziam pa e da amos a. Aliás, oi nes e g upo que os
esul ados se e ela am mais su p eenden es, ha endo a é um aluno cujas no as o am subindo
g adualmen e a é a ingi em um pa ama mui o posi i o. Os es an es cinco o am subindo de
modo p og essi o e, apesa , de se man e em num ní el nega i o, consegui am em alguns
casos sai do ní el mínimo, com um aumen o pe cen ual conside ado azoá el. Tendo sido
eco en e a e isão dos i ens g ama icais que se e ela am como mais complicados, ambém
nes e sen ido pa ece e ha ido algum p og esso, já que es es g upos o am ap esen ando
melho ias, de aula pa a aula e de es e pa a es e.
101
Po ou o lado, oi ambém possí el obse a que alguns alunos não pe encen es à amos a
p opende am a baixa os seus esul ados, o que, em ce a medida, pode á e le i
ca ac e ís icas de ap endizagem p óp ias. Assim, como oi a en ado no capí ulo an e io , es es
alunos pode ão esponde melho a uma o ma de ap endizagem analí ica, a a és da qual,
pa a e em conhecimen o das eg as, que do uso, que da o ma, apenas p ecisam que es as
lhe sejam ap esen adas pa a depois as aplica em. No en an o, es a aplicação não signi ica
necessa iamen e que eles as sabe ão u iliza em con ex os eais. Na e dade, o uso de
con ex os eais pe mi e aos alunos desen ol e sob e udo a o alidade, ao mesmo empo que
e o çam o signi icado e o uso de um de e minado i em g ama ical.
Tendo em con a os esul ados ob idos na u ma de Inglês, pode ei a i ma que a abo dagem
indu i a pode le a os alunos com mais di iculdades a uma melho comp eensão da
g amá ica. No en an o, de o essal a que os esul ados não podem se conside ados como
o almen e conclusi os ou de ini i os, já que uma das limi ações ine en es a es e p oje o
p ende-se com o eduzido empo de aplicação, bem como com a amos a eduzida.
Tal como os esul ados não podem se conside ados de ini i os pa a a u ma de Inglês,
ambém não o pode ão se pa a a u ma de Alemão, cujos esul ados desanimado es me le am
mesmo a ques iona a alidade da abo dagem indu i a no con ex o dessa u ma. Aqui, que os
alunos da amos a, que os alunos em ge al, expe iencia am uma descida g adual dos
esul ados. Apesa disso, endo em con a os alunos da amos a, podemos a i ma que os
esul ados ob idos nos es es nem semp e es i e am de aco do com os dados ecolhidos
a a és das g elhas de obse ação. Is o po que, al como já oi e e ido, alguns alunos se
e ela am mais empenhados, mo i ados e capazes de aplica de modo azoá el os
conhecimen os adqui idos. A explicação que encon o pa a al esul ado não pode se mais do
que me a hipó ese. Sendo um ac o que os alunos demons a am um maio in e esse e
mo i ação du an e as aulas de in e enção em que o am le ados a abalha as es u u as-al o
a a és de um p ocesso de “ en a i a-e o”, no qual o e o e a conside ado como uma o ma
de ap endizagem, penso que a exis ência de es es pode á e le ado es es alunos a enca a em-
nos como algo que ica ia egis ado no seu pe cu so, azendo com que se sen issem
in imidados ao pensa em que ha ia, po isso, pouca ma gem pa a o e o. Pa a além disso,
de ido aos p azos ape ados do p oje o deco en es de á ios cons angimen os ao longo do
ano le i o, o úl imo es e oi ealizado já no inal desse mesmo ano, numa al u a em que
mui os alunos es a am p eocupados em ecupe a a disciplinas que conside a am mais
impo an es.
Ao mesmo empo, a complexidade p og essi a da língua pode á e le ado a uma ausência
de empenho po pa e dos alunos, ago a desmo i ados po uma língua que se lhes a igu a a

102
mais di ícil e exigen e. Ainda assim, e con a iando es a al a de mo i ação, alguns alunos
econhece am a impo ância da ap endizagem da g amá ica, e e indo que, apesa da sua
complexidade, o ac o de Alemão se pa a eles uma língua no a le a-os a sen i uma maio
mo i ação.
Tendo em con a os esul ados das duas u mas, cheguei à conclusão de que, apesa de
ha e au o es (p. 40) que de endem a abo dagem indu i a como sendo a que melho se aplica
a g upos que es ão a inicia uma língua, a e dade é que es e p oje o p o ou o con á io, pelo
menos no con ex o em que oi aplicado. Na ealidade, o que se e i icou oi que os alunos de
ní el V de Inglês consegui am ap esen a melho es esul ados do que os alunos a inicia o
Alemão. Des e modo, se po um lado os esul ados me le am a c e que a abo dagem indu i a
é capaz de ajuda os alunos com mais di iculdades a médio e longo p azo, po ou o, alguns
alunos medianos e bons pa ecem não se adap a ão bem a es a abo dagem. Os dados
esul an es do meu es udo mos am que nes es g upos hou e descidas mais signi ica i as,
sob e udo na u ma de Alemão.
Reconside ando o que a ás oi ap esen ado sob e a g amá ica indu i a e dedu i a,
e i icadas as eo ias que dão os mé odos indu i os como aqueles que são mais e icazes, na
medida em que o aluno é o cen o do p ocesso educa i o e cons ói o seu p óp io
conhecimen o, conside o que al e icácia pa ece depende do con ex o em que se aplica.
Assim, o en oque dedu i o pode á se igualmen e álido, apesa de conside ado adicional,
pois há alunos que êm p e e ência po es e mé odo que, após uma ap esen ação explíci a das
eg as, lhes dá mais segu ança du an e a p á ica.
Es as azões le am-me a ac edi a que o uso de um mé odo não in alida a aplicação do
ou o, assim como a in elec ualização das eg as, no malmen e associada ao mé odo indu i o,
não in alida o p ocesso de memo ização, associado ao mé odo dedu i o. Todos eles se
complemen am pa a uma melho comp eensão da g amá ica de uma LE e odos eles podem
coexis i den o da sala de aula, dando espos a às di e en es ca ac e ís icas de g upos de
alunos que a ualmen e se e elam cada ez mais he e ogéneos. Po an o, não se pode a i ma
com ce eza absolu a que o en oque indu i o é em odos os casos melho do que o dedu i o. É
necessá io pensa ambém na en abilidade, ou seja, no empo que um aluno pode demo a ou
o es o ço que pode e que aze a é “descob i ” o uncionamen o e as eg as de ce as
ca ego ias g ama icais. Aliás, o empo dispensado na aplicação do mé odo indu i o é ou o
dos en a es à sua aplicação, p incipalmen e endo em con a uma ealidade em que a ex ensão
dos p og amas nacionais não pe mi e a “pe da de empo” com abo dagens mais cen adas no
papel a i o do aluno. Des e modo, c ê-se que os p o esso es de e ão combina di e en es
abo dagens, e idenciando uma pos u a eclé ica, de o ma a cump i os obje i os de ensino. O
103
ideal se ia, en ão, op a po uma abo dagem indu i o-dedu i a, que se des aca ia po aze
pa a o ensino da LE as ca ac e ís icas das duas abo dagens, podendo, assim, “ag ada a g egos
e a oianos”. Aliás, usa uma a iedade de mé odos é o que Ha me de ende, a i mando:
“Some imes his in ol es eaching g amma ules; some imes i means allowing s uden s o
disco e he ules o hemsel es” (1991: 23).
Pa a além des es esul ados e des as conside ações que p e endem esponde à pe gun a de
pa ida, oi possí el ambém chega a ou as conclusões pa alelas. As mudanças que se
e i ica am do p imei o ciclo de in e enção pa a o segundo ie am comp o a a ideia de que
os alunos p e e em ap ende a g amá ica de o ma con ex ualizada e em si uações que
en ol em mais comunicação eal. De ac o, a passagem do p ocedimen o de análise de ases
isoladas pa a a análise de ases pe encen es a um ex o, ez com que os alunos, em ge al,
i essem demons ado uma maio comp eensão dos i ens, apesa de nos es es a aplicação dos
conhecimen os e so ido apenas melho ias ligei as na u ma de Inglês e nenhumas na u ma
de Alemão.
Ve i icou-se, ambém, que a mo i ação dos alunos despe a a du an e as aulas que
incluíam a ealização de a i idades in e a i as, sob e udo aquelas que lhes pe mi iam
mo imen a -se den o da sala. Toda ia, e apesa de se i em o p opósi o inicial de
con ex ualiza os ópicos, es as a i idades e ela am-se, em ce os momen os, causado as de
alguma deso dem na sala de aula. Is o le ou-me a conclui que nem semp e es as a i idades
se e elam p odu i as, especialmen e se aplicadas em al u as em que os alunos po si só já se
dis aem com acilidade. De um ciclo pa a o ou o, de aco do com aquilo que os alunos iam
e idenciando, es as a i idades o am adqui indo um ca á e mais complexo, passando-se dos
jogos à in e ação, o que ap oximou os alunos do uso da língua em si uações eais.
Apesa de as a e as ligadas à o alidade se em das mais emidas na ap endizagem de uma
LE, os alunos e idencia am um en ol imen o e empenho azoá eis, não mos ando mui as
hesi ações na ho a de cump i-las. Es e aumen o de empenho pode á e á ias explicações,
como po exemplo, o ac o de os alunos já conhece em melho a p o esso a. Na ealidade,
p eocupei-me em c ia na aula um clima p opício à ap endizagem, onde os alunos
pa icipassem a i amen e, comunicando e exp imindo as suas dú idas e di iculdades, de modo
a incen i a a sua au onomia e sen ido de esponsabilidade, bem como a es abelece uma
elação pedagógica semp e pau ada pelo igo , coope ação, espei o e sã con i ência.
Como já oi e e ido an e io men e, es e es udo encon ou alguns cons angimen os que
limi a am a in e p e ação dos dados de o ma de ini i a, pelo que, como suges ão pa a u u as
in es igações, penso que se ia pe inen e ap o unda o ema, p ocu ando aplica -se mais
homogeneamen e as duas abo dagens, pa a daí e i a esul ados mais idedignos. Pa a isso,
104
se ia necessá ia uma amos a mais as a, bem como um pe íodo de empo de aplicação mais
ex enso, en ol endo o es udo das ca ac e ís icas de cada indi íduo e os esul ados com a
aplicação de cada uma das abo dagens.
Em sín ese, apesa das limi ações e cons angimen os ine en es ao p oje o, a sua
implemen ação possibili ou da um con ibu o pa a um en endimen o mais cla o do ema,
e o çando a ideia de que a g amá ica é um elemen o essencial pa a a ap endizagem de uma
LE, independen emen e da abo dagem ado ada. Ce o é que es e ensino de e es a o mais
p óximo possí el da ealidade dos alunos, e es indo-se de u ilidade p á ica e cump indo
obje i os comunica i os que con emplem as á ias compe ências, de modo a que os alunos se
o nem p o icien es.
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112
III – PRESENT PERFECT SIMPLE OR PRESENT PERFECT CONTINUOUS
C. Fill in he gaps wi h he P esen Pe ec Simple o he P esen Pe ec Con inuous.
1. Ca l _________________________ (w i e) his no el. He w o e he inal page yes e day.
2. John _________________________ (a i e) la e o he class again.
3. He _________________________ (d i e) o hou s. He should es .
4. I ’s no ue! Philip _________________________ (no d ink) since midday.
5. M . Walsh _________________________ (win) he lo e y. He is ich now.
6. The s uden s should no be i ed. They _________________________ (no do) many ac i i ies
oday.
7. How much money _________________ you ________________? (lose)
IV – PAST PERFECT SIMPLE
D. Fill in he gaps wi h he Pas Pe ec Simple o he e bs in b acke s.
1. When we a i ed a he cinema, he ilm ____________ al eady _____________ (s a ).
2. ________________ he al eady ________________ (go) when his mo he wen o he hospi al?
3. When my pa en s a i ed home las nigh , hey ound someone ______________________
(b eak in o) he house.
4. Ma k ______________________ (no ha e) lunch. So he was e y hung y when I me him.
5. The la was qui e di y, because my oomma es ______________________ (no clean).
6. I was e i ied when he plane ook o , because I _____________ ne e ____________ ( ly).
7. By he ime I a i ed a he pa y, Tom ______________________ (no lea e) ye .
V – PAST PERFECT CONTINUOUS
E. Fill in he gaps wi h he Pas Pe ec Con inuous o he e bs in b acke s.
1. I was e y i ed when I a i ed home, because I _________________________ (wo k) ha d all
day.
2. We _________________________ (play) o an hou be o e i s a ed o ain.
3. I _________________________ (wai ) o he bus o hal an hou , when a las i came.
4. How long _______________ he baby __________________ (c y) be o e his a he picked
him up?
5. Jim _________________________ (no look) a he s a s be o e he wen o bed.
6. Tom said he _________________________ (no lis en) o ou con e sa ion.
7. Da lene _________________________ (wa ch) TV be o e she ell asleep.

113
VI – PAST PERFECT SIMPLE OR PAST PERFECT CONTINUOUS
F. Fill in he gaps wi h he Pas Pe ec Simple o he Pas Pe ec Con inuous o he e bs in
b acke s.
1. I _________________________ (wai ) in he o ice o mo e han wo hou s when he boss
inally a i ed.
2. They _________________________ ( alk) o o e an hou be o e he o he membe s a i ed.
3. Danny ____________________ (ca ch) he ball be o e he h ew i o he g anny.
4. Mike was longing o si down because he ____________________ (s and) all day a wo k.
5. ________________ he ilm al eady ________________ (s a ) when you a i ed he e?
6. When John a i ed home, his son __________ al eady __________ (do) his homewo k.
7. I ______________________ (no mee ) my husband o a long ime, when we go ma ied.
VII – RELATIVE PRONOUNS AND DEFINING RELATIVE CLAUSES
G. Fill in he gaps wi h he app op ia e ela i e p onoun. (You may use ha only wice)
1. This is he woman. He husband wo ks o Bill Ga es.
This is he woman _______________ husband wo ks o Bill Ga es.
2. The gi l wo ks in ha shop. She is Ma ia’s daugh e .
The gi l _______________ wo ks in ha shop.is Ma ia’s daugh e .
3. Do you know he boy? He is alking o you a he .
Do you know he boy _______________ is alking o you a he ?
4. The bag is on he able. I belongs o Pe e .
The bag _______________ is on he able belongs o Pe e .
5. Tha man has go a dog. I is e y dange ous.
Tha man has go a dog _______________ is e y dange ous.
6. My dad bough me a ca . I cos €5000.
My dad bough me a ca _______________ cos €5000.
7. Do you know he man? He is smoking ou side.
Do you know he man _______________ is smoking ou side?
Good Luck!
You eache : Ad iana Cos a 
A.
B.
C.
D.
E.
F.
G.
To al
8 x 2 = 16
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
100
114
Anexo 5 – Tabela de esul ados G amma Tes 1
115
FAC U LD AD E DE LE TR A S
UNIVERSIDAD E DO P ORTO
Anexo 6 – G amma ik es 1
10. Klasse G S u e 1 Schuljah 2013 / 2014
Name: _____________________________________________________ Numme : _____
Leh e in: Ad iana Cos a
GRAMMATIK TEST
I – PRÄSENS
A. Füllen Sie die Lücken mi de ich igen Ve b o m aus.
8. Robe ______________________ mi P iska nach Pa is. ( ah en)
9. Die Schüle ______________________ aus Po ugal. (kommen)
10. Ma ia und Thomas ______________________ seh ne . (sein)
11. Sie (Sg.) ______________________ in F eibu g. (wohnen)
12. Pe a ______________________ bei Siemens. (a bei en)
13. De Junge ______________________ Ma kus. (heiβen)
14. Klaus und Ma ion ______________________ die Schule. (besuchen)
15. Abends ______________________ e ein Buch. (lesen)
16. Sabine ______________________ zwei B üde . (haben)
17. ______________________ du meine Schwes e ? (sehen)
II – W-FRAGEN
B. Füllen Sie die Lücken mi de ich igen W-F age.
8. ______________________ is sie on Be u ? – Sie is Haus au.
9. ______________________ heiβen deine F eundinnen? – Sie heiβen Cla a und Silke.
10. ______________________ wohn deine G oβmu e ? – Sie wohn in F ank u .
11. ______________________ is e ? – E is mein B ude .
12. ______________________ Uh beginn die Schule? – Sie beginn um 8.00 Uh .
13. ______________________ komm F au Meie ? – Sie komm aus Köln.
14. ______________________ haben sie Gebu s ag? – Sie haben am 12. Mai Gebu s ag.
15. ______________________ bis du? – Ich bin 15 Jah e al .
116
III – PRÄPOSITIONEN
C. Füllen Sie die Lücken mi de ich igen P äposi ion aus.
8. Tobias geh ______________________ Hause.
9. Ma ia komm ______________________ Po ugal.
10. Sie wohnen ______________________ Hambu g.
11. Meine El e n ah en ______________________ dem Au o.
12. Wi gehen ______________________ Fuβ.
13. Mein Va e is A z . E a bei e ______________________ K ankenhaus.
14. Ka l und Pe a haben ______________________ 24. Dezembe Gebu s ag.
15. Ich habe Ma he ______________________ 9.00 Uh .
IV – AKKUSATIV
D. Füllen Sie die Lücken mi de ich igen Akkusa i o m aus.
1. Ich kenne m______ Tan e Ing id nich .
2. Ch is ine und Ch is oph haben ein______ Hund.
3. Ich kau e d______ Büche ü mein______ Va e .
4. Hans ha kein______ B ude .
5. Ohne mein______ El e n da ich nich liegen.
6. Elsa und Johann haben nu ein______ Kind.
7. Nina zeig ih e Mu e d______ Hausau gaben.
V – POSSESSIVPRONOMEN
E. Füllen Sie die Lücken mi dem ich igen Possessi p onomen (Nomina i ode Akkusa i )
aus.
1. Bis du gegen ___________ Va e ? (du)
2. Pe a is ___________ Schwes e . (sie, Sg.)
3. Ma a und Geo g haben eine Toch e . ___________ Toch e heiβ Malika. (sie, Pl.)
4. Das Mädchen besuch ___________ G oβmu e . (es)
5. Manuel komm aus Po ugal, abe ___________ F au komm aus Deu schland. (e )
6. Ich inke ___________ Ap elsa . (ich)
7. Sehen Sie ___________ B ude ? (Sie)
8. Ge da und ___________ F eunde wohnen in Be lin. (sie, Sg.)
117
VI – NEGATION
F. Füllen Sie die Lücken mi de ich igen Nega ions o m aus.
16. Flo ian ha ______________________ Geschwis e .
17. Heu e geh e ______________________ zu Schule.
18. Es gib ______________________ Hund im Ga en.
19. Ma kus und Ing id haben ______________________ Sohn.
20. Mein B ude heiβ ______________________ Udo.
21. Wi haben ______________________ Ka ze zu Hause.
22. Wa um geh e ______________________ ins Kino?
23. Ich kau e die Büche ______________________.
Die Leh e in: Ad iana Cos a 
A.
B.
C.
D.
E.
F.
To al
10 x 2 = 20
8 x 2 = 16
8 x 2 = 16
8 x 2 = 16
8 x 2 = 16
8 x 2 = 16
100

118
Anexo 7 – Tabela de esul ados G amma ik es 1
119
FACULDADE DE LETRAS
UNIVERSIDADE DO PORTO
Anexo 8 – Ques ioná io de Inglês 1
INGLÊS
Ques ioná io I
Como de em lemb a -se, izemos um es e de g amá ica em dezemb o e nes e ques ioná io
gos a ia de sabe mais sob e a ossa pe ceção do es e, em pa icula , e da g amá ica na língua
es angei a, em ge al.
1. Ficas e con en e com o esul ado do es e?
Explica po quê. ___________________________________________________________
_________________________________________________________________________
2. Quais dos seguin es aspe os já dominas bem?
Sim
Não
Mais ou menos
1. o ipo de exe cício ap esen ado (p eenchimen o de espaços)
2. o conhecimen o o al das eg as g ama icais
3. a aplicação das eg as na p á ica
4. a dis inção en e o Pas Simple e o Pas Con inuous
5. a aplicação da o ma used o + in ini i e
6. a aplicação de Adjec i e Fo ma ion
7. os g aus dos adje i os
8. o uso do P esen Pe ec
9. o uso do Pas Pe ec
10. a o og a ia (a o ma de esc e e as pala as na LE)
11. ou os:
120
3. Quais dos seguin es aspe os e causam di iculdade?
4. a) De uma manei a ge al gos as de ap ende g amá ica?
b) Jus i ica a ua espos a an e io . __________________________________________
_________________________________________________________________________
5. Qual a impo ância que a ibuis ao es udo da g amá ica na ap endizagem da
língua inglesa?
b) Jus i ica a ua opção. ____________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
1. o ipo de exe cício ap esen ado (p eenchimen o de espaços)
2. o conhecimen o o al das eg as g ama icais
3. a aplicação das eg as na p á ica
4. a dis inção en e o Pas Simple e o Pas Con inuous
5. a aplicação da o ma used o + in ini i e
6. a aplicação de Adjec i e Fo ma ion
7. os g aus dos adje i os
8. o uso do P esen Pe ec
9. o uso do Pas Pe ec
10. a o og a ia (a o ma de esc e e as pala as na LE)
11. ou os:
Sim
Não
Mais ou menos
Nenhuma
Alguma
Bas an e
Ex ema
121
6. Das seguin es opções quais as que se aplicam a i em e mos da ua opinião sob e a
g amá ica? (Podes assinala mais do que uma ques ão)
a)  As minhas di iculdades na g ama ica da língua ma e na di icul am o es udo da
g ama ica da LE.
b)  Tenho di iculdades em comp eende i ens g ama icais que não êm um equi alen e
em Po uguês (ex.: P esen Pe ec )
c)  Comp eendo as eg as du an e as aulas, mas enho di iculdade em es uda sozinho/a
em casa.
d)  Não comp eendo as eg as du an e as aulas e, po isso, sin o di iculdade em es uda
sozinho/a em casa.
e)  Ou os:
7. Como e sen es pe an e o es udo da g ama ica inglesa? (Podes assinala mais do que
uma ques ão)
a)  desmo i ado/a
b)  pessimis a
c)  eceoso/a
d)  mo i ado/a
e)  con ian e
)  o imis a
g)  ou o:
Explica a/s ua/s opção/opções. ______________________________________________
_________________________________________________________________________
8. O que gos a ias de melho a na ua compe ência g ama ical?
___________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
Ad iana
Cos a
128
B. The p e ious sen ences a e called de ining ela i e clauses. Comple e he sen ence wi h
he wo ds in he box in o de o know wha hei unc ion is.
A ______________ ______________ clause p o ides essen ial ______________ ha helps us o
______________ which pe son o ______________ is being alked abou .
II – FORM
A. REMEMBER: Read he sen ences in exe cise A. (I) again and say in which o hem i is
possible o omi he ela i e p onoun and why you can do ha .
In sen ences numbe _________________________ i is possible o lea e ou he ela i e
p onoun because i is he _________________________ o he ela i e clause.
III – PRACTICE
A. Make a lis o he 5 hings o people ha a e impo an o you. Then, w i e an explana o y
sen ence.
e.g.: This is he wa ch. My mo he has o e ed me.
1. __________________________________ . __________________________________.
2. __________________________________ . __________________________________.
3. __________________________________ . __________________________________.
4. __________________________________ . __________________________________.
5. __________________________________ . __________________________________.
B. Join he pa s in exe cise A. o o m de ining ela i e clauses.
e.g.: This is he wa ch which my mo he has o e ed me.
1. _____________________________________________________________________________
2. _____________________________________________________________________________
3. _____________________________________________________________________________
4. _____________________________________________________________________________
5. _____________________________________________________________________________
in o ma ion ela i e hing
de ining iden i y

129
FA CUL DA DE DE LE TRAS
UNIVE RSIDA DE DO PORTO
Anexo 12 – Ficha de abalho P esen Pe ec Con inuous
I – USE
A. Pay a en ion o he ollowing sen ences.
1. The e you a e a las ! I’ e been wai ing o ages. I’m su e you’ e los you ime playing compu e
games.
2. We’ e been li ing in his sma house o 5 yea s.
3. His eyes a e in lamed because he’s been playing compu e games all nigh .
4. I can’ concen a e wi h his noise – hey’ e been playing loud music on hei compu e all nigh .
5. He’s been sending ex messages o so long ha his mobile phone has un ou o ba e y.
6. I ’s been aining since I woke up his mo ning. So I’ll ex Jen o ell he I won’ go ou wi h he .
Ma ch hem wi h hei co esponding language unc ion:
a. a con inuous o epea ed ac i i y ha s a ed in he pas and is s ill con inuing:
_______________________________________________________________________________
b. a con inuous o epea ed ac i i y ha s a ed in he pas and has jus inished:
_______________________________________________________________________________
c. a comple ed con inuous ac i i y ha has p esen esul s:
_______________________________________________________________________________
II – FORM
A. Look a he ollowing sen ences and ma ch hem o he co ec o m. Then comple e he
ule.
1. I ha e been cha ing wi h my iends o a long ime.
2. Ha e you been wa ching “S a Wa s” on you compu e ?
3. Ma y has no been su ing all mo ning.
4. How long ha e you been cha ing wi h you iends?
5. They ha e no been sending e-mails.
6. Ma ha has been s udying online o ge be e oppo uni ies.
PRESENT PERFECT CONTINUOUS
GRAMMAR
9 h B Le el V 2013 / 2014 Teache : Ad iana Cos a
Name: ___________________________ N .: ____ Da e: ________________________________
130
a. The P esen Pe ec Con inuous akes he ______________ e b “ o ______________” in he
P esen , he ______________ e b “ o ______________” in he Pas Pa iciple and he
______________ e b in he “-ing- o m”.
III – PRESENT PERFECT SIMPLE VS. PRESENT PERFECT
CONTINUOUS
A. Read he ollowing sen ences and w i e whe he hey a e PPS (P esen Pe ec Simple) o PPC
(P esen Pe ec Con inuous).
1. I’ e been ixing my compu e . _____________
2. She’s w i en 10 messages. _____________
3. I’ e wo ked wi h compu e s o hi y yea s. _____________
4. I’ e been eading ha e-book you’ e sen me. I’ e go ano he 50 pages o ead. _____________
5. She’s been w i ing e-mails o 3 hou s. _____________
6. I’ e ixed my compu e . _____________
7. I’ e ead ha e-book, you’ e sen me. _____________
8. I usually wo k wi h compu e s bu I’ e been wo king wi h mobile phones o he las 3 weeks. _____
B. Now comple e he ules and ma ch hem o he p e ious sen ences.
1. We use he __________________________ when he ocus is on an ac i i y ha is un inished. The
ocus o he __________________________ is he esul . Tha is, he ac i i y is inished, bu we can see
he esul now. 1 and ……
2. The __________________________ gi es he idea o comple ion while he
__________________________ sugges s ha some hing is un inished. …………….
3. The __________________________ alks abou how long some hing has
been happening. The __________________________ alks abou how
much/how many ha e been comple ed. …………….
4. We can use he __________________________ o alk abou how long
when we iew some hing as pe manen . Bu he _________________________
is o en used o show ha some hing is empo a y. …………….
P esen Pe ec Con inuous
A i ma i e
Nega i e
In e oga i e
131
FA CUL DA DE DE LE TRAS
UNIVE RSIDA DE DO PORTO
Anexo 13 – Ficha de abalho Pas Pe ec Con inuous
I – USE
A. Pay a en ion o he ollowing sen ences and choose he co ec op ion.
1. We had been playing compu e games o h ee hou s when we hea d a s ange noise.
a. a pas e en ha was in p og ess up o a ce ain poin in he pas . This e en could be empo a y
o un inished. 
b. o emphasise he du a ion o some hing, pe haps o make a poin o he ime, wo k, s ess,
commi men , incon enience e c in ol ed. 
c. a con inuous o epea ed ac i i y ha s a ed in he pas and is s ill con inuing. 
d. o explain a eason o some hing in he pas . 
2. She'd been wai ing a he cell phone s o e o an hou .
a. a pas e en ha was in p og ess up o a ce ain poin in he pas . This e en could be empo a y
o un inished. 
b. o emphasise he du a ion o some hing, pe haps o make a poin o he ime, wo k, s ess,
commi men , incon enience e c in ol ed. 
c. a con inuous o epea ed ac i i y ha s a ed in he pas and is s ill con inuing. 
d. o explain a eason o some hing in he pas . 
3. They'd been wo king a he compu e all day so hey we e e y i ed.
a. a pas e en ha was in p og ess up o a ce ain poin in he pas . This e en could be empo a y
o un inished. 
b. o emphasise he du a ion o some hing, pe haps o make a poin o he ime, wo k, s ess,
commi men , incon enience e c in ol ed. 
c. a con inuous o epea ed ac i i y ha s a ed in he pas and is s ill con inuing. 
d. o explain a eason o some hing in he pas . 
9 h B Le el V 2013 / 2014 Teache : Ad iana Cos a
Name: ___________________________ N .: ____ Da e: ________________________________
GRAMMAR
PAST PERFECT CONTINUOUS
132
II – FORM
A. Look a he ollowing sen ences and unde line all e bs. Then comple e he ule (a.) and
answe he ques ions (b.).
1. Philip had been looking o some job ads online.
2. They hadn’ been ex messaging.
3. Ca l had no been cha ing wi h Pe e all mo ning.
4. How long had you been playing be o e I go home?
5. Had hey been buying he la es echnological gadge s?
6. He’d been playing on my cell phone o a long ime.
7. Ka e had been aking a ba h when he phone ang.
8. I had no been playing he piano all nigh .
a. The Pas Pe ec Con inuous akes he _____________ e b “ o ha e” in he Pas , he ____________
e b “ o be” in he _______________ and he main _______________ in he “______________ o m”.
b. How many a i ma i e sen ences a e he e in he gi en examples? Wha a e hey?
_______________________________________________________________________________
How many nega i e sen ences a e he e in he gi en examples? Wha a e hey?
_______________________________________________________________________________
How many in e oga i e sen ences a e he e in he gi en examples? Wha a e hey?
_______________________________________________________________________________
III – PAST PERFECT SIMPLE VS. PAST PERFECT CONTINUOUS
A. Ma ch he hal es on he le o he hal es on he igh o make sen ences. Then w i e whe he
hey a e PPS (Pas Pe ec Simple) o PPC (Pas Pe ec Con inuous).
1. We hadn’ been wai ing long
2. The compu e had al eady eboo ed
3. I managed o ind my iPad yes e day, because
4. How long had Pe e been s udying
5. She had jus le
6. I had been s udying Ma hs
a. when we a i ed.
b. be o e he s a ed o play wi h his cell phone.
c. be o e we s a ed o play compu e games.
d. be o e I sen an e-mail o him.
e. because I had been looking o i since midday.
. when he husband a i ed wi h a new cell phone.
1.
2.
3.
4.
5.
6.
B. Now comple e he ule.
When we use he ______________________ he e is a ocus on he leng h o he ac ion o a sugges ion
ha he ac ion wasn’ inished whe eas, when we use he ______________________ he ocus is mo e on
he ac ion i sel o a sugges ion ha he ac ion is comple e.
133
GRAMMAR TEST
FA CUL DA DE DE LE TRAS
UNIVERSIDAD E DO P ORTO
Anexo 14 – G amma Tes 2
I – PRESENT PERFECT SIMPLE
A. Fill in he gaps wi h he P esen Pe ec Simple o he e bs in b acke s.
1. I ______________________ (see) ha mo ie ou imes.
2. ___________ you al eady ___________ (be) in Pa is? – No, I ___________.
3. Ca ol ______________________ (no inish) he homewo k ye .
4. I hink I ______________________ (no mee ) him be o e.
5. Nobody ___________ e e ___________ (climb) ha moun ain.
6. Doc o s ______________________ ( ind) he cu e o many deadly diseases.
7. Somebody ______________________ (cu ) my shoes!
II – PRESENT PERFECT CONTINUOUS
B. Fill in he gaps wi h he P esen Pe ec Con inuous o he e bs in b acke s.
1. Wha ________________ you ________________ (do) since 10 o´clock?
2. They __________________________ (no clean) hei bed oom.
3. Jack _________________________ (wa ch) ele ision o h ee hou s.
4. Pe e _________________________ (s udy) Spanish since July.
5. We _________________________ (lis en) o hem o en minu es.
6. Mike _________________________ (si ) on ha bench o a long ime.
7. And ew _________________________ (wo k) o he same company since 1978.
9 h B Le el V 2013 / 2014 Teache : Ad iana Cos a
Name: ___________________________ N .: ____ Da e: ________________________________
Ma k: _________________

134
III – PRESENT PERFECT SIMPLE OR PRESENT PERFECT CONTINUOUS
C. Fill in he gaps wi h he P esen Pe ec Simple o he P esen Pe ec Con inuous.
1. Ca l _________________________ (w i e) his no el. He w o e he inal page yes e day.
2. John _________________________ (a i e) la e o he class again.
3. He _________________________ (d i e) o hou s. He should es .
4. I ’s no ue! Philip _________________________ (no d ink) since midday.
5. M . Walsh _________________________ (win) he lo e y. He is ich now.
6. The s uden s should no be i ed. They _________________________ (no do) many ac i i ies
oday.
7. How much money _________________ you ________________? (lose)
IV – PAST PERFECT SIMPLE
D. Fill in he gaps wi h he Pas Pe ec Simple o he e bs in b acke s.
8. When we a i ed a he cinema, he ilm ____________ al eady _____________ (s a ).
9. ________________ he al eady ________________ (go) when his mo he wen o he hospi al?
10. When my pa en s a i ed home las nigh , hey ound someone ______________________
(b eak in o) he house.
11. Ma k ______________________ (no ha e) lunch. So he was e y hung y when I me him.
12. The la was qui e di y, because my oomma es ______________________ (no clean).
13. I was e i ied when he plane ook o , because I _____________ ne e ____________ ( ly).
14. By he ime I a i ed a he pa y, Tom ______________________ (no lea e) ye .
V – PAST PERFECT CONTINUOUS
E. Fill in he gaps wi h he Pas Pe ec Con inuous o he e bs in b acke s.
8. I was e y i ed when I a i ed home, because I _________________________ (wo k) ha d all
day.
9. We _________________________ (play) o an hou be o e i s a ed o ain.
10. I _________________________ (wai ) o he bus o hal an hou , when a las i came.
11. How long _______________ he baby __________________ (c y) be o e his a he picked
him up?
12. Jim _________________________ (no look) a he s a s be o e he wen o bed.
13. Tom said he _________________________ (no lis en) o ou con e sa ion.
14. Da lene _________________________ (wa ch) TV be o e she ell asleep.
135
VI – PAST PERFECT SIMPLE OR PAST PERFECT CONTINUOUS
F. Fill in he gaps wi h he Pas Pe ec Simple o he Pas Pe ec Con inuous o he e bs in
b acke s.
1. I _________________________ (wai ) in he o ice o mo e han wo hou s when he boss
inally a i ed.
2. They _________________________ ( alk) o o e an hou be o e he o he membe s a i ed.
3. Danny ____________________ (ca ch) he ball be o e he h ew i o he g anny.
4. Mike was longing o si down because he ____________________ (s and) all day a wo k.
5. ________________ he ilm al eady ________________ (s a ) when you a i ed he e?
6. When John a i ed home, his son __________ al eady __________ (do) his homewo k.
7. I ______________________ (no mee ) my husband o a long ime, when we go ma ied.
VII – RELATIVE PRONOUNS AND DEFINING RELATIVE CLAUSES
G. Fill in he gaps wi h he app op ia e ela i e p onoun. (You may use ha only wice)
1. This is he woman. He husband wo ks o Bill Ga es.
This is he woman _______________ husband wo ks o Bill Ga es.
2. The gi l wo ks in ha shop. She is Ma ia’s daugh e .
The gi l _______________ wo ks in ha shop.is Ma ia’s daugh e .
3. Do you know he boy? He is alking o you a he .
Do you know he boy _______________ is alking o you a he ?
4. The bag is on he able. I belongs o Pe e .
The bag _______________ is on he able belongs o Pe e .
5. Tha man has go a dog. I is e y dange ous.
Tha man has go a dog _______________ is e y dange ous.
6. My dad bough me a ca . I cos €5000.
My dad bough me a ca _______________ cos €5000.
7. Do you know he man? He is smoking ou side.
Do you know he man _______________ is smoking ou side?
Good Luck!
You eache : Ad iana Cos a 
A.
B.
C.
D.
E.
F.
G.
To al
8 x 2 = 16
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
100
136
Anexo 15 – Tabela de esul ados G amma Tes 2
137
FA CUL DA DE DE LE TRAS
UNIVE RSIDA DE DO PORTO
UNI V E R S I D ADE D O P OR TO
Anexo 16 – Ficha de abalho e bo modal können
10. Klasse G S u e 1 Schuljah 2013 / 2014
Name: _____________________________________________________ Numme : _____
Leh e in: Ad iana Cos a
ARBEITSBLATT 1 - KÖNNEN
I – ANWENDUNG
A. O dnen Sie die Zahlen den Buchs aben zu, wie Sie wollen. Dann sch eiben
Sie die ganzen Sä ze in die ich ige Spal e.
8. Ich kann... a. Fuβball spielen.
9. Ma ia kann... b. ins Kino gehen.
10. Wi können... c. Englisch.
11. Meine Schwes e kann… d. seh gu singen.
12. Pe a kann… e. Lebensmi el im Supe ma k kau en.
13. Leu e können… . im Zoo iele Tie e sehen.
14. Ma kus kann… g. Gi a e spielen.
15. Meine Mu e kann... h. in de Küche einen Kuchen backen.
16. Dein B ude und du könn ... i. bei Ka s ad im In e ne su en.
17. Diese Menschen können... j.schwimmen.
Möglichkei
Fähigkei
144
G. „Finden Sie jemanden, de ...“. Machen Sie No izen und dann be ich en Sie da übe in
de Klasse. Sie können einige diese Redemi el benu zen: „Mags du...?“; „Schwimms du
ge n?“; „T i s du ge n F eunde?“...
1. ... ge n schwimm : ________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
2. ... Musik mag: ____________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
3. ... ge n F eunde i : ______________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
4. ... ge n ins Kino geh : ______________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
5. ... ge n e nsieh : __________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
6. ... Compu e spiele mag: ____________________________________________________________
__________________________________________________________________________________

145
FA CUL DA DE DE LE TRAS
UNIVE RSIDA DE DO PORTO
Anexo 18 – Ficha de abalho mögen + ge n 2
10. Klasse G S u e 1 Schuljah 2013 / 2014
Name: _____________________________________________________ Numme : _____
Leh e in: Ad iana Cos a
ARBEITSBLATT 1
I – WIEDERHOLUNG
A. Sch eiben Sie die Hobbies.
4. ________________________
12.
_________________
_______
1.
2.
3.
_________________
_______
6.
_______________
_________
5.
7.
4.
__________________
______
8.
9.
_________________
_______
10.
_______________
_________
11.
146
II – HÖRVERSTEHEN
B. Hö en Sie Vanessa und bean wo en Sie die F agen.
1. Was sind ih e
Hobbys?___________,___________,____________
2.Was mach sie diens ags und mi wochs?____________________
3.Was mach Vanessa sons in ih e F eizei ?__________________
C. Hö en Sie Ma ion und üllen Sie die Tabelle aus.
D. Hö en Sie E a und e gänzen Sie den Tex .
E as Hobbys sind o allem:____________ Sei ___ Jah en
beschä ig sie sich mi Tu nen. Dann spiel e sie ____________ und
_______________. Kla ie spiel sie_________________. Je z spiel
sie________________. Sons ____________ sie _____________.
E. Hö en Sie Flo ian und en scheiden Sie, ob die Aussagen Rich ig (R) ode Falsch (F)
sind.
1. Flo ian mag die Filme.
2. E geh jede Woche ins Kino.
3. E sieh ge n lus ige Filme.
4. E kau imme Süßigkei en.
5. E kann sich nich konzen ie en, wenn e daneben Pop-co n nasch .
6. E si z am liebs en in de Mi e.
7. Sein Lieblings ilm handel on de
Fußballwel meis e scha .
8. E mag den Film „De kleine Nick „ nich .
Mi woch:
Donne s ag:
Sams ag:
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
147
Anexo 19 – Jogo de ligação Das We e
WIE IST DAS
WETTER?
WAS MACHEN
SIE GERN?
Es schnei !
Ich sehe ge n den
Schnee du ch das
Fens e .
Es egne !
Ich wande e ge n
in den Regen.
Die Sonne schein !
Ich sonne mich
ge n.
Es gewi e !
Ich schal e ge n
alles ab.
Es winde !
Ich spü e ge n
den Wind ins
Gesich .
148
FA CUL DA DE DE LE TRAS
UNIVERSIDAD E DO P ORTO
Anexo 20 – Ficha de abalho unpe sönliche Ve ben
10. Klasse G S u e 1 Schuljah 2013 / 2014
Name: _____________________________________________________ Numme : _____
Leh e in: Ad iana Cos a
ARBEITSBLATT 1 – UNPERSÖNLICHE VERBEN
I – ANWENDUNG
A. O dnen Sie die Zahlen den Buchs aben zu.
1. de Regen a. es dunkel
2. de Niesel egen b. es dämme
3. de Hagel c. es bli z
4. de Wind d. es hagel
5. de Schnee e. es schnei
6. de Bli z . es k isel
7. de Donne g. es ag
8. das Gewi e h. es niesel
9. die K ise i. es gewi e
10. das Dunkel. j. es winde
11. das Weihnach en k. es donne
12. de Dämme l. es weihnach e
13. de Tag m. es egne
´
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
12.
13.
149
B. E gänzen Sie die Regel mi den gegebenen Wö e n.
___________________ Ve ben sind Ve ben, die kein eigen liches ___________________, sonde n
nu ein ein g amma ikalisches Subjek haben. Das ___________________ is no male weise das
unpe sönliche ___________________. Die ___________________ gehö en o zu den sogenann en
Wi e ungs e ben.34
II – FORM
C. E gänzen Sie die Regel und dann üllen Sie die Bespiele aus.
1. Die unpe sönlichen Ve ben we den nu in de 3. _____________ Singula konjugie ,
denn das Subjek is imme ___________.
z.B.: 1. Ich spiele Fuβball nich , denn ________________________________________________.
2. Hans bleib zu Hause, denn __________________________________________________.
3. Ka ja is seh zu ieden, denn _________________________________________________.
4. Es is seh schwie ig, hie zu leben, denn _______________________________________.
III – DIE NEGATION
D. Sch eiben Sie nega i e Sä ze.
1. de Regen: Es egne ______________.
2. die K ise: _______________________.
3. das Dunkel: _____________________.
4. de Bli z: _______________________.
5. de Hagel: ______________________.
6. de Dämme : ____________________.
34 ACTHUNG: die Sonne: Die Sonne schein , und nich Es schein .
Subjek Ve ben Subjek
es unpe sönliche

150
D1. E gänzen Sie die Regel.
Die Nega ion on den unpe sönlichen Ve ben bilde man mi ____________ nach dem
konjugie en _____________.
IV – ÜBUNGEN
E „Was ziehen sie an, wenn...“ E gänzen Sie die Lücken mi eigenen Wö e n.
1. es egne ? _______________________________________________________.
2. es schnei ? ______________________________________________________.
3. es winde ? ______________________________________________________.
4. es niesel ? ______________________________________________________.
5. die Sonne schein ? ________________________________________________.
F. Wie is das We e in diesen Mona en? E gänzen Sie die Sä ze.
Im Janua ___________________________________________________________________.
Im Feb ua __________________________________________________________________.
Im Mä z ____________________________________________________________________
Im Ap il ____________________________________________________________________.
Im Mai _____________________________________________________________________
Im Juni _____________________________________________________________________.
Im Juli _____________________________________________________________________.
Im Augus __________________________________________________________________.
Im Sep embe ________________________________________________________________.
Im Ok obe __________________________________________________________________.
Im No embe ________________________________________________________________.
Im Dezembe ________________________________________________________________.
151
FA CUL DA DE DE LE TRAS
UNIVERSIDAD E DO P ORTO
Anexo 21 – G amma ik es 2
10. Klasse G S u e 1 Schuljah 2013 / 2014
Name: _____________________________________________________ Numme : _____
Leh e in: Ad iana Cos a
GRAMMATIKTEST 2
I – PRÄSENS
A. Füllen Sie die Lücken mi de ich igen Ve b o m aus.
1. E _________________ Jan und e _________________ mein B ude . (heiβ / sein)
2. Ka ha ina ______________________ ih e Mu e eine Tasche. (geben)
3. Meine Schwes e und ich ______________________ zu Hause. (bleiben)
4. Sie (Sg.) ______________________ seh gu Deu sch. (können)
5. He Schmid ______________________ jeden Mo gen in die S ad . ( ah en)
6. Das Kind ______________________ den Namen seine S aβe. (wissen)
7. Heu e ______________________ ich nich in die Schule gehen. (können)
8. ______________________ was ich an die Ta el sch eibe. (sehen)
9. Sie (Pl.) _________________ kein English. (können)
II – AKKUSATIV
B. Füllen Sie die Lücken mi de ich igen Akkusa i o m aus.
1. Ka ina ha e_________ seh schönen Hund.
2. Meine Schwes e ha e_________. Sie heiβ Mimi.
3. Das Au o is gegen d_________ -e Wand ge ah en.
4. Ma ia geh in d_________ Schwimmbad.
5. Die Leh e in kon ollie e d_________ Hausau gaben.
6. Ich habe k_________ B ude .
7. Ich kann d_________ g oβen Tisch sehen.
152
III – POSSESSIVPRONOMEN
C. Füllen Sie die Lücken mi dem ich igen Possessi p onomen (Nomina i ode Akkusa i )
aus.
1. _________________ Cousin und ich le nen Deu sch. (ich)
2. Klaus kenn _________________ G oβ a e nich . (e )
3. _________________ g oße Schwes e is schon e hei a e . (wi )
4. Ing id is gegen _________________ Mu e . (sie, Sg.)
5. Ohne _________________ Va e könn ih nich gehen. (ih )
6. _________________ Va e is A z . A bei e e im K ankenhaus? (du)
7. Ka l und Pe a können _________________ B ude nich inden. (sie, Pl.)
IV – MÖGEN
D. Füllen Sie die Lücken mi de ich igen Fo m on mögen.
1. Nina _________________ keinen Ap el.
2. Ch is ine und Hans _________________ Filme.
3. Ich glaube, dass du Obs _________________, ode ?
4. Pe e _________________ kleine Kinde .
5. _________________ ih Spo ?
6. Wi _________________ Deu sch.
7. Das Mädchen _________________ Ma he.
V – GERN
E. Füllen Sie die Lücken mi dem gegebenen Ve b und ge n.
1. Welche Musik ________ du ________? (hö en)
2. Pe a ________ ________ Kla ie . (spielen)
3. Ich ________ ________ am Abend ________. ( e nsehen)
4. Ma hias ________ nich ________. (lesen)
5. Manuel ________ ________ ins Kino. (gehen)
6. Wi ________ ________. ( eisen)
7. Was ________ Sie ________ in ih e F eizei ? (machen)
153
VI – MÖGEN UND GERN
F. Füllen Sie die Lücken mi mögen ode ge n.
1. He Becke _________________ keinen Fisch und keine Wü s e.
2. Ka in iss nich _________________ in de Kan ine.
3. Ma kus angel seh _________________.
4. Mein Sohn und ich _________________ Eisen.
5. Ih wande n _________________ in die Be ge.
6. Sie _________________ klassiche Musik.
7. Spiels du _________________ Compu e spiele?
VII – UNPERSÖNLICHE VERBEN
G. Füllen Sie die Lücken mi de ich igen Nega ions o m aus.
1. Eu opa is in de K ise. ____________________ in Eu opa.
2. Heu e schein die Sonne. ____________________ heu e.
3. Meine Lieblings es e is das Weihnach en. Ich liebe wenn ____________________.
4. De Schnee äll in Flocken. ____________________.
5. Ich mag kein Gewi e . Abe ____________________ je z .
6. Heu e haben wi Regen. ____________________ heu e.
7. Es gib keinen Mangel hie . ____________________ nich .
Die Leh e in: Ad iana Cos a 
A.
B.
C.
D.
E.
F.
G.
To al
8 x 2 = 16
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
7 x 2 = 14
100