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Medicina e cirurgia de animais de companhia

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Medicina e cirurgia de animais de companhia

Author: Laura Martins Quarenta
Year: 2013
DOI: 10.34626/wreh-6849
Source: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/69019/2/30919.pdf
Rela ó io Final de Es ágio
Mes ado In eg ado em Medicina Ve e iná ia
MEDICINA E CIRURGIA DE ANIMAIS DE COMPANHIA
Lau a Ma ins Qua en a
O ien ado a:
Mes e Cláudia So ia Na ciso Fe nandes Bap is a
Co-O ien ado :
D . Luís Miguel Fon e Mon eneg o
Po o 2013
i
Rela ó io Final de Es ágio
Mes ado In eg ado em Medicina Ve e iná ia
MEDICINA E CIRURGIA DE ANIMAIS DE COMPANHIA
Lau a Ma ins Qua en a
O ien ado a
Mes e Cláudia So ia Na ciso Fe nandes Bap is a
Co-O ien ado
D . Luís Miguel Fon e Mon eneg o
Po o 2013
ii
Resumo
O meu es ágio inal de Mes ado In eg ado em Medicina Ve e iná ia no Ins i u o de
Ciências Biomédicas Abel Salaza oi ealizado na á ea de Medicina e Ci u gia de Animais de
Companhia. Te e luga no Hospi al de Re e ência Ve e iná io Mon eneg o com a du ação de 16
semanas. Des e es ágio esul ou o p esen e ela ó io que expõe cinco casos clínicos que
ab angem cinco á eas di e en es: gas oen e ologia, u ologia, o almologia, ci u gia de ecidos
moles e pneumologia.
Du an e o pe íodo de es ágio pude usa os conhecimen os eó icos-p á icos adqui idos
du an e cinco anos do Mes ado e adap á-los à ealidade clínica. O meu aciocínio clínico oi
melho ado com a p á ica clinica diá ia, assim como o elacionamen o com os p op ie á ios.
Ti e a opo unidade de, em sis ema o a i o, passa po odas as ac i idades ealizadas
num hospi al e e iná io. Pude acompanha de pe o os se iços de consul a ex e na,
anes esiologia, imagiologia, u gências, cuidados in ensi os e in e namen o, endo in ei a
esponsabilidade ou auxiliando á ios p ocedimen os nes as á eas.
Os casos a segui ap esen ados o am escolhidos de en e mui os ou os que acompanhei
de pe o na du ação do meu es ágio, endo em con a as á eas da clínica pelas quais enho um
gos o pa icula assim como a ele ada equência com que apa ecem na p á ica clínica de
animais de companhia.
O balanço é mui o posi i o. Nes e momen o sin o-me mais segu a e p epa ada pa a
en en a o me cado de abalho na á ea da Medicina de animais de companhia, pois p epa ei-me
num dos Hospi ais Ve e iná ios mais quali icados e expe ien es na o mação de u u os
Ve e iná ios. Tenho consciência que ainda me al a um longo caminho pa a me o na na
p o issional que ambiciono, mas os p imei os passos o am dados pa a cons ui umas undações
sólidas pa a a p á ica clínica.
iii
Ag adecimen os
À D a Cláudia Bap is a, minha o ien ado a, pela disponibilidade, comp eensão, paciência
e po oda a ajuda p es ada an es, du an e e após o es ágio.
Ao D . Luís Mon eneg o, meu co-o ien ado , pela opo unidade de es agia no seu
Hospi al, po odos os conselhos imp escindí eis e pela boa disposição.
A odos os elemen os, médicos e en e mei os e e iná ios, que azem pa e do Hospi al
Ve e iná io Mon eneg o, pela simpa ia, disponibilidade, amabilidade, paciência e pelos
ensinamen os p es ados.
A odos os es agiá ios que me acompanha am ao longo des as semanas, pelo
companhei ismo, amizade e cumplicidade que se c ia am.
Ao Nuno pelo apoio, simpa ia e amizade.
Ao Elísio, pela sua o ça se ena, semp e.
Ao meu pai, à minha mãe, aos meus i mãos e à minha a ó pelo a e o, o ça e apoio
incondicional.
A odos os meus amigos, em pa icula à Ana, po me e ou ido com oda a
disponibilidade e paciência, e ao A onso, pela amizade e apoio incondicional.
E, inalmen e, a odos as pessoas, p o esso es e colegas, que de alguma manei a me
ajuda am e ma ca am ao longo de odo o cu so.
Mui o ob igada a odos.
i
Ab e ia u as
%: Pe cen agem
ºC: G au cen íg ado
µg: Mic og ama
ALP: Fos a ase alcalina
ALT: Alanina amino ans e ase
BID: Duas ezes ao dia
bpm: Ba imen os po minu o
BUN: U eia ni ogenada sanguínea
CE: Co po es anho
CID: Coagulação in a ascula disseminada
CREA: C ea inina
DVG: Dila ação com o ção gás ica
DV: Do so en al
ECG: Ele oca diog ama
Fig.: Figu a
GB: Glóbulos b ancos
GV: Glóbulos e melhos
h: Ho a
HD: Hé nia dia agmá ica
HDT: Hé nia ia agmá ica aumá ica
IV: Via in a enosa
IM: Via in amuscula
Kg: Quilog ama
L: Li o
LL: La e o-la e al
LR: Lac a o de Ringe
ml: Milili o
mg: Milig ama
mEq: miliequi alen e
mmol: milimoles
NaCl: Clo e o de sódio
PO: Via o al (pe os)
pm: espi ações po minu o
Rx: Radiog a ia
SC: Subcu âneo
SID: Uma ez ao dia
TID: T ês ezes ao dia
TRC: Tempo de epleção capila
UI: Unidade in e nacionai
QID: Qua o ezes ao dia
VD: Ven odo sa
VPC´s: Complexos en icula es p ema u os
K+: Po ássio

ii
Índice
Con acapa………………..……………………………………………………………………....i
Resumo……………………………………………………………………………..………….....ii
Ag adecimen os………………………………………………………………………………....iii
Ab e ia u as……………………………………………………………………….………….....i
Índice ge al…………………………………………………………………………………….....
Caso clínico 1- Ci u gia de Tecidos Moles
He nio a ia (Hé nia dia agmá ica)…………………………………………………..1
Discussão do caso clínico………………………………………………………………...3
Bibliog a ia……………………………………………………………………………….6
Caso clínico 2 - Pneumologia
Asma Felina……………………………………………………………………………...7
Discussão do caso clínico………………………………………………………………...8
Bibliog a ia……………………………………………………………………………...12
Caso clínico 3 - Gas oen e ologia
Dila ação gás ica com o ção (DGT) ………………………………………………..13
Discussão do caso clínico……………………………………………………………….15
Bibliog a ia……………………………………………………………………………...18
Caso clínico 4- O almologia
Úlce a Indolen e………………………………………………………………….….....19
Discussão do caso clínico…………………………………………………………….....20
Bibliog a ia……………………………………………………………………………...24
Caso clínico 5 - U ologia
U oli íase…………………………………………………………………………….….25
Discussão do caso clínico……………………………………………………………….26
Bibliog a ia……………………………………………………………………………...30
Anexo 1…………………………………………………………………………………31
Anexo 2…………………………………………………………………………………32
Anexo 3…………………………………………………………………………………33
Anexo 4…………………………………………………………………………………34
Anexo 5…………………………………………………………………………………35
1
CASO CLÍNICO 1 - Ci u gia de ecidos moles – He nio a ia (Hé nia dia agmá ica)
Iden i icação do animal: A Viole a é uma cadela com 5.9 kg, in ei a, de aça inde e minada,
com ap oximadamen e 2 anos de idade. Mo i o de consul a: A Viole a eio e e enciada de
ou a clínica pa a in es igação de de ame pleu al. Anamnese: A p op ie á ia e e iu que a
Viole a oi ecolhida há quinze dias da ua, e a é essa da a desconhecia odo o seu his o ial
clínico. Desde que oi ado ada, em sido seguida numa ou a clínica, com um quad o de dispneia
ligei a e elu ância ao exe cício. A clínica que e e enciou o caso ealizou um hemog ama, que
e elou uma leucoci ose com neu o ilia, eosino ilia ligei as e omboci ose se e a, e uma
bioquímica sé ica (p o eínas o ais, albumina, globulinas, glucose, c ea inina, u eia, alanina
amino ans e ase, os a ase alcalina e bili ubina o al) que e elou alo es no mais. Foi ei a
uma o acocen ese que pe mi iu a classi icação do de ame pleu al em ansudado modi icado e
uma ci ologia que e elou a p esença de neu ó ilos não degene ados e mac ó agos acuolizados,
não se endo e idenciado agen es in ecciosos. A Viole a oi medicada com u osemida (3 mg/kg
IV) e ampicilina (30 mg/kg IV), endo melho ado a sua sin oma ologia. A Viole a nunca iajou,
i e numa mo adia com acesso a quin al p i ado e e as, não em con ac o com ou os animais e
não em o hábi o de oe objec os es anhos. Es á despa asi ada ex e na e in e namen e e é
alimen ada com ação seca come cial 3 ezes po dia, endo semp e água à disposição. Na
anamnese di igida aos di e en es sis emas, a única al e ação e e ida oi a di iculdade
espi a ó ia. Exame do es ado ge al: A i ude em es ação, decúbi o e mo imen o no mal, com
um empe amen o lin á ico no consul ó io. G au de desid a ação in e io a 5% com uma
condição co po al no mal, mo imen os espi a ó ios i egula es, supe iciais, do ipo pendula ,
com uma elação inspi ação/expi ação no mal de 1:1,3, uso de p ensa abdominal e equência de
45 pm. Pulso o e, í mico, egula , bila e al, sinc ónico e simé ico de 112 bpm, empe a u a
de 37,6ºC, com ónus e e lexo anal adequados, sem p esença de sangue, muco ou o mas
pa asi á ias. Mucosas osadas, húmidas e b ilhan es, com um TRC meno que dois segundos. Os
gânglios encon a am-se den o dos pa âme os no mais à palpação. Palpação abdominal no mal
e auscul ação com os sons ca díacos e pulmona es diminuídos. Olhos, pele, ou idos e boca sem
al e ações. Exame di igido ao apa elho espi a ó io: Auscul ação ca diopulmona com
diminuição dos sons ca díacos e pulmona es pa icula men e do lado esque do e en almen e e
som maciço à pe cussão o ácica do lado esque do. Dispneia expi a ó ia. Res an es pa âme os
no mais. Lis a de p oblemas: Dispneia, aquipneia, espi ação do ipo pendula , uso de p ensa
abdominal, diminuição dos sons ca díacos e pulmona es à auscul ação e som maciço à pe cussão
do ó ax. Diagnós icos di e enciais: Hé nia dia agmá ica aumá ica ou congéni a,
2
pneumo ó ax, o ção do lobo pulmona , pneumonia, neoplasia (pulmona , pa ede o ácica e
medias ino c anial), de ame pe icá dico e insu iciência ca díaca di ei a. Exames
complemen a es: Fez-se colhei a de sangue pa a hemog ama comple o, ionog ama e bioquímica
sé ica (CREA, BUN e ALP) que e ela am pa âme os den o dos alo es no mais de e e ência,
com excepção da ALT que se encon a a ligei amen e aumen ada (88 UI/l). Realizou-se uma
adiog a ia o ácica simples com o animal em decúbi o la e al di ei o, que e elou uma pe da de
de inição da linha dia agmá ica, um aumen o da opacidade en e o co ação (densidade de
ecidos moles) e o dia agma, e de ame pleu al; ez-se ambém uma ecog a ia o ácica e
abdominal que pe mi iu a isualização do lobo hepá ico esque do he niado no ó ax, adjacen e à
silhue a ca díaca (Fig. I) e um ECG que não e elou anomalias. Diagnós ico: Hé nia
dia agmá ica aumá ica com deslocamen o do lobo hepá ico esque do e de ame pleu al.
T a amen o: Ci ú gico. He nio a ia in e na com colocação de um d eno o ácico. P o ocolo
Anes ésico: Foi p é-medicada com diazepam (0,2 mg/kg IV) e bup eno ina (0,01 mg/kg IV) e
induzida com p opo ol (4 mg/kg IV). A manu enção oi ei a com iso lu ano a uma axa
cons an e de 2%. P ocedimen o ci ú gico: P e iamen e à indução anes ésica oi ealizada
suplemen ação com oxigénio e oi adminis ada uma dose única de ce azolina (20 mg/kg IV) e
meloxicam (0,2 mg/kg SC). Du an e a ci u gia ealizou-se luido e apia com Lac a o de Ringe a
uma axa de 10 ml/kg/h. A Viole a oi en ubada, colocada em decúbi o do sal com a cabeça num
plano ele ado e o campo ci ú gico oi p epa ado com ico omia e assepsia desde os dois e ços
caudais da ca idade o ácica a é ao pe íneo. Foi ei a uma incisão en al na pele e ecido
subcu âneo na linha média abdominal desde o apêndice xi óide a é ao umbigo pa a expo a linha
alba. Realizou-se uma incisão sob e es a a é à ca idade abdominal. Fez-se uma inspeção do
con eúdo abdominal, isualizou-se a hé nia do lado esque do do dia agma e e i ou-se o lobo
hepá ico esque do he niado, ecolocando-o no amen e na ca idade abdominal (Fig. II). Não
o am obse adas ade ências, es angulamen o ou nec ose do con eúdo he niado. P e iamen e ao
ence amen o o al do de ei o dia agmá ico colocou-se um d eno o ácico com a po ção
enes ada localizada en almen e, a a és do de ei o passando pos e io men e pela su u a
abdominal. A he nio a ia oi ei a no sen ido do so en al, com uma su u a con ínua simples
com io abso í el mono ilamen a (polidioxanona 3/0) com agulha de secção edonda. Fez-se
uma úl ima explo ação à ca idade abdominal e p ocedeu-se ao ence amen o des a. Fez-se uma
su u a in e ompida com pad ão c uzado da áscia e linha alba e uma su u a simples con ínua do
ecido subcu âneo com io abso í el mono ilamen a (polidioxanona 2/0) com agulha de secção
edonda. A pele oi su u ada com uma su u a simples in e ompida com io não abso í el
3
mul i ilamen a (seda 2/0) com agulha de secção iangula . Du an e o p ocedimen o ci ú gico a
Viole a man e e uma equência espi a ó ia es á el, com ní eis de sa u ação de oxigénio e
dióxido de ca bono no mais. Pós-ci u gia: Realizou-se uma adiog a ia o ácica LL e DV que
e ela am o co e o posicionamen o do d eno e in eg idade do ó ax. A Viole a es e e in e nada
3 dias. Du an e es e pe íodo oi adminis ado meloxicam (0,1 mg/kg SID SC), ce azolina (20
mg/kg TID IV) e bup eno ina (0.01 mg/kg TID IV) e eduziu-se a axa de luido e apia pa a 2
ml/kg/h IV. Foi moni o izada a empe a u a, equência espi a ó ia, hemog ama e bioquímica
sé ica que se e ela am no mais. Fez-se d enagem o ácica TID, endo-se e i ado g adualmen e
menos líquido da ca idade o ácica (no úl imo dia e i ou-se 1 ml de líquido). No inal do 3ºdia
oi emo ido o d eno e a Viole a e e al a com p esc ição de ce ad oxil (22 mg/kg PO BID
du an e 10 dias) e ca p o eno (4 mg/kg PO SID du an e 4 dias). P ognós ico: Bom a excelen e.
Acompanhamen o: Dez dias após a ci u gia a Viole a oi no amen e examinada. O exame de
es ado ge al e o exame di igido ao apa elho espi a ó io não e ela am al e ações. Segundo os
p op ie á ios, a Viole a ecupe ou mui o bem, deixou de ap esen a di iculdades espi a ó ias e
es a a mais a i a. Fo am e i ados os pon os da su u a cu ânea. Discussão do caso clínico: Po
hé nia dia agmá ica en ende-se uma solução de con inuidade anómala en e a ca idade
abdominal e o ácica, com o deslocamen o de ó gãos abdominais a a és do de ei o
dia agmá ico. A hé nia dia agmá ica pode se adqui ida (secundá ia a auma) ou congéni a, e
ca ego izada em hé nia dia agmá ica pe ica diope i oneal (HDPP), pleu ope i oneal (HDPIP) ou
do hia o (HH).[2],[4] As HDPPs oco em semp e como consequência de uma mal o mação
congéni a que pe mi e a comunicação en e o saco pe icá dico e o abdómen, e as HDPIPs
congéni as oco em quando exis e uma comunicação en e a ca idade pleu al e o con eúdo
abdominal, sendo que es as úl imas, pelo a o dos animais a e ados mo e em logo após ou
pouco empo depois do pa o, são menos equen emen e epo adas em clínica.[4] Em cães e
ga os, a maio ia das hé nias dia agmá icas oco e secunda iamen e a um auma,
pa icula men e de ido a a opelamen o.[2],[3],[5] Um auma pode p o oca um aumen o súbi o da
p essão in a-abdominal, esul ando numa súbi a depleção pulmona quando a glo e es á abe a.
Is o esul a num aumen o signi ica i o do g adien e de p essão pleu ope i oneal, que p o oca
uma u u a no dia agma, usualmen e na sua po ção mais ágil, a muscula . Nes es casos, não
exis e p edisposição acial nem sexual, sendo que es a condição pode se de e ada momen os
após o auma ou mesmo anos mais a de, podendo ainda se um achado aciden al.[2],[4] Is o de e-
se à inespeci icidade e mui as ezes à ausência de sin omas nes a pa ologia. Após auma ecen e,
os animais com hé nia dia agmá ica (HD) podem ap esen a -se em choque, com mucosas
10
LBA pe mi e ainda a di e enciação en e asma elina e b onqui e c ónica, pois es a úl ima
ap esen a um núme o ele ado neu ó ilos não degene ados na imagem ci ológica. Con udo, a
c onicidade da eação alé gica e consequen e dano dos ecidos, pode p o oca uma in lamação
mis a, com eosinó ilos e neu ó ilos. [5] Po esse mo i o, apesa da LBA cons i ui um meio de
diagnós ico complemen a impo an e, não é um bom ma cado de asma elina. [2],[4] A amos a
b oncoal eola da Mimi não oi sujei a a cul u a, mas demons ou mode ada celula idade e
in lamação eosino ílica, com componen e alé gica-hipe é gica, sem e idências de agen es
e iológicos, compa í el com asma elina. A a és des e meio de diagnós ico e do Rx oi possí el
a exclusão de neoplasia me as á ica e neoplasia pulmona p imá ia, sendo que es a úl ima é a a
em ga os. Um dos diagnós icos di e enciais da Mimi mais p o á eis e a pneumonia pa asi á ia
po A. abs usus, de ido ao pad ão b onco-in e s icial que es e pode p o oca , associado à
sin oma ologia espi a ó ia semelhan e e à eosino ilia na LBA. [5] Con udo, o seu diagnós ico
de ini i o passa pela iden i icação de la as que podem es a p esen es em amos as ecais
a a és da u ilização da écnica de Bae mann ou amos as das ias aé eas ob idas po LBA, e
ainda pela espos a ao a amen o com um an i-helmín ico. [2],[4] No caso da Mimi as ezes não
o am examinadas, mas de ido à ausência de pa asi as e a e idência de uma componen e alé gica
na LBA, op ou-se pelo a amen o médico com co icos e óides e não com um an i-helmín ico,
sendo que a Mimi ap esen ou uma espos a mui o a o á el a es a e apia, pouco empo após o
seu início. Além dos meios de diagnós ico já e e idos, exis em ou os exames complemen a es
que são menos u ilizados mas que podem auxilia no diagnós ico, nomeadamen e, b oncoscopia,
TAC, ple ismog a ia, análise do a exalado condensado, iden i icação dos ale génios e o es e da
b oncop o ocação com agonis as coliné gicos. [2] A b oncoscopia es á indicada em si uações em
que o a amen o ag essi o com co icos e óides não é e icaz num pe íodo de dez dias. Es e
mé odo ap esen a um isco ele ado de pneumo ó ax e b oncospasmo, pelo que é pouco u ilizado.
[4] A análise do a exalado condensado em sido u ilizada de o ma expe imen al, e consis e na
medição de pe óxido de hid ogénio, conside ado um ma cado da baixa in lamação das ias
aé eas. A u ilização da ple ismog a ia na a aliação da unção pulmona , a a és da es ima i a da
limi ação do luxo de a (Pehn), em sido c i icada po a alia apenas a b oncocons ição das ias
aé eas e não e le i a esis ência pulmona . Em ga os, a iden i icação de ale génios é um meio de
diagnós ico em es udo, cujo obje i o é a ealização de imuno e apia após a iden i icação
especí ica dos alé genos, a a és do es e in adé mico e da se ologia de IgE. [2] O es e da
b oncop o ocação po me acolina ou ca bacol é u ilizado no diagnós ico e na quan i icação da
hipe - ea i idade b ônquica. Nes e es e, a u ilização da adenosina 5`-mono os a o (AMP)

11
ambém se em mos ado p omisso a na de eção de in lamação das ias aé eas. [5] O a amen o
médico da asma elina consis e na adminis ação de b oncodila ado es pa a eduzi a con ação
muscula b onquial e co icos e óides pa a diminui a in lamação. [2] Os b oncodila ado es são
adequados numa p imei a abo dagem, de ido à sua a uação ápida, mas não são indicados como
mono e apia. O uso de an i-in lama ó ios o na-se impe a i o, po que a in lamação das ias
aé eas é o a o de e minan e na exace bação da hipe - ea i idade. [5] Em casos de dispneia
se e a, a manipulação de e se mínima e de e se ins i uído um a amen o de eme gência que
inclui oxigeno e apia, adminis ação de b oncodila ado es ( e bu alina 0,01 mg/kg IM/IV ou
salbu amol–albu e ol) e co icos e óides ( os a o de dexame asona 0.2 a 1 mg/kg IV/IM). Se o
ga o es i e es á el, es á indicada a inalação com co icos e óides ( lu icasona 110/125 µg BID)
e a adminis ação de medicação o al de e bu alina (0,1 a 0,2 mg/kg BID/TID e de p ednisolona
(1 a 2 mg/kg BID du an e 5 a 10 dias). Se o animal esponde a o a elmen e à e apia, de e
diminui -se a dose de p ednisolona g adualmen e du an e pelo menos dois meses. Pode se
necessá ia a adminis ação de ace a o de me il-p ednisolona (10-20 mg/ga o IM a cada 4 a 8
semanas) em si uações pa icula es, em que não seja possí el aze a qualque ou o ipo de
medicação. [4] Nes es casos, podem su gi e ei os secundá ios como diabe es melli us, aumen o
de peso e diminuição da espos a imuni á ia. A adminis ação de e bu alina IV e a inalação
combinada de albu e ol com b ome o de ip a ópio e ela am se e icazes na edução da
obs ução das ias aé eas; con udo, a e bu alina de e se usada com cuidado em animais com
pa ologia ca díaca, hipe i oidismo, hipe ensão e con ulsões. [2] O uso de p open o ilina
(me ilxan ina) em ga os demons ou esul ados clínicos mais sa is a ó ios, quando compa ado
com o uso isolado de p ednisolona. [2] O consumo, na die a, de ácidos go dos ómega 3
polinsa u ados (ω3 PUFAS) demons ou uma diminuição na p odução de eicosanoídes bioa i os
que con ibuem pa a a in lamação nas ias aé eas. Po es e mo i o, a in odução dos ω3 PUFAS
pode se uma boa opção coadju an e na e apêu ica de ga os asmá icos. [2],[5] Um es udo ecen e
demons ou que em ga os asmá icos induzidos expe imen almen e, a nebulização com lidocaína
eduziu a hipe - esponsi idade no es e da b oncop o ocação com me acolina mas não diminuiu
a eosino ilia no LBA. Des e modo, apesa de se em necessá ios mais es es pa a comp o a a sua
e icácia, a lidocaína cons i ui uma possí el al e na i a à u ilização de b oncodila ado es de cu a
du ação mas não é indicada pa a mono e apia a longo p azo, de asma elina. [3] Todos os
a amen os sup aci ados são apenas palia i os, sendo que a imuno e apia ale génio-especí ica
(ITAE) é o único a amen o po encialmen e cu a i o da asma elina. Um p o ocolo simples da
ITAE, denominado imuno e apia Rush (IR) consis e na adminis ação de ale génios sensí eis em
12
doses g adualmen e maio es, ia subcu ânea ou in anasal, a é induzi uma ole ância
imunológica. O p o ocolo ia SC e o in anasal o am compa ados, quan o à sua segu ança e
e icácia, e concluiu-se que, apesa de ambos es a em associados a uma diminuição da in lamação
eosino ílica das ias aé eas, o p o ocolo da ia subcu ânea demons ou uma esolução mais
consis en e dos sinais clínicos de b oncoespasmo após con ac o com o ale génio. [5] Um ou o
es udo ealizado em ga os com asma induzida e elou que o a amen o inicial com
glucoco icóides inala ó ios associado com IR, du an e 9 meses, é uma melho opção no con olo
dos sinais clínicos a é a IR induzi uma ole ância imunológica ao ale génio, quando compa ado
com a adminis ação de glucoco icóides o ais. [1] A Mimi ap esen a a um quad o clinico-
pa ológico compa í el com asma elina e espondeu a o a elmen e à e apia médica com
co icos e óides, endo pe mi ido o diagnós ico de ini i o de asma elina. A a és da his ó ia
clínica p esumiu-se que a Mimi se ia alé gica a pólens, po e ap esen ado um quad o
espi a ó io semelhan e no início da P ima e a. O p ognós ico é bom e equen emen e a
espos a à e apia é excelen e, no en an o, a cu a comple a é imp o á el. O a amen o con ínuo
pode se necessá io, a não se que os ale génios esponsá eis pelo quad o possam se
iden i icados e eliminados. Apesa da asma da Mimi es a con olada, os p op ie á ios o am
sensibilizados quan o à c onicidade des a pa ologia e à e en ualidade de oco e em ecidi as
com exa cebação da sin oma ologia clínica.
Bibliog a ia:
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CASO CLÍNICO 3 – Gas oen e ologia (Dila ação gás ica com o ção)
Iden i icação do animal: A Nig am Pe a é uma cadela cas ada de aça Dogue Alemão com
se e anos e meio de idade e 53 kg de peso. Mo i o da consul a: Dila ação abdominal acen uada
e p os ação. Anamnese: Os p op ie á ios e e i am que ap oximadamen e duas ho as após a
e eição, inge ida com um ape i e o az, a Nig am icou p os ada e demons ou descon o o e
dila ação abdominal. A Nig am não em con ac o com ou os animais, i e numa mo adia com
acesso a ex e io p i ado e público, em o hábi o de oe objec os es anhos e é alimen ada com
ação seca de ele ada qualidade, duas ezes po dia. Es á acinada e despa asi ada in e na e
ex e namen e. Nunca ealizou iagens, não em an eceden es médicos nem ci ú gicos e não oma
nenhuma medicação. Anamnese di igida aos ou os sis emas sem al e ações. Exame de es ado
ge al: A Nig am Pe a ap esen a a uma a i ude em es ação, decúbi o e mo imen os no mal,
p os ação e empe amen o lin á ico. G au de desid a ação in e io a 5%, condição co po al
no mal, empe a u a de 38,7ºC, com ónus e e lexo anal adequados, sem p esença de sangue,
muco ou o mas pa asi á ias. Os mo imen os espi a ó ios e am egula es, de p o undidade
no mal, do ipo cos o-abdominal, com uma elação inspi ação/expi ação de 1:1,3 e equência de
32 pm, pulso o e, í mico, egula , bila e al, sinc ónico e simé ico de 112 bpm e mucosas
pálidas, húmidas e b ihan es, com TRC meno que dois segundos. Os gânglios lin á icos es a am
no mais e à palpação abdominal ap esen a a descon o o e uma dis ensão acen uada da egião
abdominal c anial. Na auscul ação ca diopulmona não o am de e adas al e ações. Olhos, pele,
ou idos e boca no mais. Exame di igido ao apa elho diges i o: A palpação supe icial e elou
uma dila ação abdominal e descon o o à manipulação, e a pe cussão e elou um som impânico
ao ní el do abdómen c anial esque do. A es an e explo ação ao apa elho diges i o não
ap esen ou mais al e ações. Lis a de p oblemas: Dila ação e descon o o abdominal, som
impânico à pe cussão, mucosas pálidas e p os ação. Diagnós icos di e enciais: Dila ação
gás ica com ou sem o ção, ól ulo in es inal, o ção esplénica p imá ia, hé nia dia agmá ica
(se o es ômago es i e he niado ou obs uído) e asci e. Exames complemen a es: Fez-se uma
adiog a ia abdominal simples la e o-la e al que e idenciou a dis ensão do es ômago e do pilo o
com gás e en e es es, uma banda com densidade de ecido mole (Fig. V). Fez-se uma colhei a de
sangue pa a hemog ama comple o, ionog ama (K+ den o dos alo es conside ados no mais mas
no limi e in e io ) e bioquímica sé ica (glicose, p o eínas o ais, BUN, CREA, ALP, ALT) que
e ela am alo es den o dos pa âme os no mais. Realizou-se um ECG que não ap esen ou
al e ações. Diagnós ico de ini i o: Dila ação e ól ulo gás ico. T a amen o e e olução do
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caso: O a amen o da dila ação e ól ulo gás ico consis e na descomp essão e la agem gás ica
po in odução de um ubo o ogás ico e lapa a omia explo a ó ia com edução da o ção e
gas opexia. A Nig am oi ca e e izada e iniciou a e apia de choque a a és da colocação de dois
sis emas de so o de Lac a o de Ringe a uma axa de 90 ml/kg/h (nas duas eias ce álicas). Foi
sedada com diazepam (0,2 mg/kg IV) e bu o anol (0,2 mg/kg IV) e en ou-se a descomp essão
gás ica po in odução de um ubo o ogás ico lub i icado, mas es a e elou-se di ícil. P ocedeu-
se en ão à descomp essão po gas ocen ese com ca e e es in a enosos de 16G, que pe mi iu a
descomp essão com ubo o ogás ico, com emoção e la agem com água mo na do con eúdo
gás ico. A indução da anes esia oi ei a com p opo ol (4 mg/kg IV) e a manu enção oi ei a
com iso lu ano a uma axa cons an e de 2%. P e iamen e à in e enção ci ú gica oi e ec uada a
medicação com ce azolina (20 mg/kg IV) e meloxicam (0.2mg/kg SC) e p epa ação do campo
ci ú gico desde o meio do ó ax a é ao pe íneo. O p ocedimen o ci ú gico consis iu na abe u a
da ca idade abdominal e explo ação des a, endo-se e i icado a o ção do es ômago no sen ido
dos pon ei os do elógio, sem nec ose dos ecidos. Foi necessá ia a ealização de uma
gas o omia pa a emoção do con eúdo gás ico, is o que a descomp essão a a és do ubo
o ogás ico não oi su icien e. Re i a am-se á ios co pos es anhos e p ocedeu-se ao
ence amen o do es ômago, e ecolocação des e e do pilo o na sua posição ana ómica no mal
(Fig. VI). Ce i icou-se que o baço e o ligamen o gas o-esplénico não es a am es angulados.
Realizou-se a gas opexia po lap muscula (incisional), unindo de o ma pe manen e o
es ômago à pa ede abdominal en al. P ocedeu-se à su u a da ca idade abdominal. Du an e a
ci u gia não oco e am complicações, a Nig am es e e semp e es á el, e a moni o ização do
ECG não e elou nenhum complexo en icula p ema u o (VPC). Es e e in e nada du an e ês
dias. No p imei o dia ez luido e apia com LR a uma axa de 8 ml/kg/h suplemen ado com 20
mEq de KCl, e no segundo dia eduziu-se pa a uma axa de 4ml/kg/h e oi in oduzida água e
die a in es inal em po ções eduzidas dis ibuídas em seis e eições po dia. Nos dois úl imos
dias, oi medicada com ce azolina (20 mg/kg IV TID), meloxicam (0.1 mg/kg SC SID),
ani idina (2 mg/kg SC BID) e me oclop amida (2 mg/kg SC TID). Du an e es e pe íodo,
ealiza am-se dois ECGs, ez-se colhei a de sangue pa a hema óc i o, p o eínas o ais e
ionog ama. No inal do 3º dia e e al a com p esc ição de ce ad oxil (22 mg/kg PO BID du an e
dez dias), ani idina (2 mg/kg PO BID du an e dez dias) e ca p o eno (4 mg/kg PO SID du an e 5
dias). Foi ecomendado aos p op ie á ios que a Nig am con inuasse a die a in es inal dis ibuída
em pequenas po ções ao longo do dia, não izesse exe cício in enso após a inges ão e que a
quan idade de água inge ida osse acionada. P ognós ico: Rese ado. Acompanhamen o:
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Passados dez dias após a al a, a Nig am oi a aliada, não endo ap esen ado nenhuma al e ação
ao exame de es ado ge al nem ao exame di igido ao apa elho diges i o, endo-se p ocedido à
emoção dos pon os da su u a abdominal. Os p op ie á ios e e i am que o animal es a a bem,
a i o, a come com ape i e e não ap esen ou ómi os. As ecomendações dadas no
acompanhamen o o am as mesmas aquando da al a, sendo que a única al e ação oi a mudança
g adual da die a in es inal pa a a ação seca habi ual. Discussão do caso clínico: A dila ação
gás ica com ou sem o ção é ca ac e izada po uma ma cada dis ensão do es ômago com gás. A
dila ação e ól ulo gás ico (DVG) oco e quando es e so e adicionalmen e uma o ação sob e o
seu eixo mesen é ico, usualmen e de 220 a 270º. O es ômago ica dis endido com gás e luído
(sec eção gás ica e es ase enosa), de ido à obs ução mecânica e enómenos isiológicos
(comp ome imen o da e uc ação e ómi o). [3] Pode causa comp essão da eia ca a caudal e
diminuição do e o no enoso ao co ação, esul ando em choque hipo olémico que pode se
exace bado po conges ão das ísce as abdominais, o ção esplénica e isquémia gás ica. Apesa
da comp eensão em elação aos mecanismos ísicos en ol idos e a amen o, a e iologia des a
pa ologia é ainda desconhecida. [2] T a a-se de uma eme gência que oco e mais equen emen e
em cães de g ande po e ou gigan es de ó ax p o undo (Ro weille , Se e Inglês e I landês, São
Be na do, Collie, G ande Danois), sendo a p edisposição acial e a con o mação do ó ax um dos
p incipais a o es de isco, especialmen e quando associada a ou os ac o es p edisponen es,
como a ápida inges ão de alimen o, alimen ação num plano ele ado (po encia a ae o agia), a
inges ão de ele ada quan idade de água e alimen o, especialmen e numa única e eição diá ia, a
p edisposição gené ica (descenden es di e os de cães que o am a e ados po es a pa ologia) e a
idade a ançada. [1],[3] Exis em ainda ou os a o es que podem con ibui pa a o aumen o da
incidência, en e eles, o empe amen o do animal (se es e o mui o ne oso ou exci ado),
animais do sexo masculino, animais mag os e a qualidade do alimen o ( ação seca com óleo ou
go du a). [1],[3] Vómi os, s ess, auma, his ó ia de íleo, ans o nos p imá ios da mo ilidade
gás ica e a inges ão de co pos es anhos que se alojam no es ômago (CEg) cons i uem de igual
o ma, a o es de isco, sendo que cães de g ande po e ou gigan es êm cinco ezes maio
p obabilidade de i em a so e de DVG quando êm CEg. [1] A Nig am po e ap esen ado CEg
e po se uma cadela de aça gigan e, ap esen a a um isco ac escido. Animais com DVG podem
ap esen a his ó ia de ómi o imp odu i o, do e dis ensão abdominal, abdómen impanizado,
sali ação, inquie ação e dep essão. No exame ísico, é comum o es ômago es a dila ado e
impanizado e o animal es a aquipneico com mucosas pálidas. Pode se possí el a palpação do
baço em caso de esplenomegália e se animal es i e em choque pode ap esen a aquica dia,

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mucosas cianó icas, pulso aco, TRC aumen ado e dispneia. [2],[3] No espaço de 72 ho as, podem
se de e ados VPC`s ou aquica dia en icula no ECG. [2] A in o mação ob ida da anamnese e
do exame ísico da Nig am pe mi i am o diagnós ico p esun i o de DGV. O diagnós ico
de ini i o é conseguido a a és do exame adiog á ico e de e se ei o após es abilização do
animal com luido e apia e descomp essão gás ica. Na dia ação gás ica a p ojeção la e al di ei a
é a mais u ilizada e e ela o undo gás ico dis endido com gás. Na dila ação e o ção gás ica
isualiza-se o pilo o, ambém dis endido com gás, numa posição do sal ao es ômago e sepa ado
des e po uma banda de ecido mole (imagem de C in e ido). [2],[3] Nes es casos, a p ojeção DV
ambém pode se u ilizada, demons ando o pilo o dis endido com gás à esque da da linha média
e o undo gás ico do lado di ei o. No caso da Nig am, oi ealizada uma Rx la e al di ei a que
pe mi iu o diagnós ico de ini i o de DGV e exclusão de possí el ól ulo in es inal e hé nia
dia agmá ica. [3] A asci e e a o ção esplénica p imá ia cons i uíam os diagnós icos di e enciais
menos p o á eis. A p imei a po que à pe cussão, o som e a impânico e a p o a da lu uação oi
nega i a e a o ção esplénica, apesa de o igina do abdominal, não p o oca uma dis ensão ão
acen uada como a ap esen ada pela Nig am. Na Rx abdominal, a pe da de con as e é suges i a
de hemo agia po a ulsão dos asos esplénicos, e um aumen o do con as e é suges i o de
pneumope i oneu de ido a u u a gás ica. Nes e caso clínico não se obse ou al e ação no
con as e abdominal. Os achados labo a o iais mais equen es são um hema óc i o ele ado,
hipocalémia e acidose me abólica po acumulação de ácido lá ico e hipope usão dos ecidos.
Pode ainda oco e alcalose me abólica po seques o de iões de hid ogénio do lúmen gás ico e
alcalose ou acidose espi a ó ia, de ido a hipe en ilação ou hipo en ilação, espe i amen e. [2]
Rela i amen e à Nig am, não o am de e ados alo es ano mais no hemog ama e na bioquímica
sé ica. Como o ionog ama ap esen ou um alo de K+ no limi e in e io , decidiu-se suplemen a
o so o com 20 mEq KCl/L, de o ma a e i a uma hipocalémia, que é equen e oco e após
luido e apia. O a amen o da DVG consis e p imei o na es abilização do animal e depois na
edução da o ção e gas opexia. [2],[3],[5] A es abilização engloba uma luido e apia ag essi a e
descomp essão gás ica. A luido e apia pode se ei a com Lac a o de Ringe (60 a 90 ml/kg/h)
ou uma solução salina hipe ónica, a a és da colocação de um ou mais ca é e es endo enosos
(na eia jugula ou nas eias ce álicas). Es udos comp o am que, em animais com DGV em
choque, as soluções salinas hipe ónicas (7% NaCl com 6%Dex ano seguido de 20 ml/kg/h 09%
NaCl) quando compa adas com soluções c is alóides (60 ml/kg/h LR seguido de 20 ml/kg/h 09%
NaCl) p o ocam uma meno esis ência ascula sis émica, aumen am a equência ca díaca e
man êm o desempenho do miocá dio. Du an e a luido e apia de e moni o iza -se a equência
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ca díaca, p essão sanguínea, débi o u iná io, o ionog ama e a gasime ia sanguínea. [2] Se o
animal es i e dispneico, de e se ei a oxigeno e apia a a és de insu lação nasal ou másca a. [3]
A descomp essão gás ica pode se ei a com um ubo o ogás ico bem lub i icado ou com um
ca e e de 16G na zona impanizada do es ômago po ia pe cu ânea. [2] Se a passagem do ubo
es i e di icul ada, es a pode se ealizada após gas ocen ese e após sedação do animal com
bu o anol e diazepam, al como acon eceu com a Nig am. Ten a i as iolen as na in odução do
ubo podem esul a um u u as do esó ago. Se a descomp essão com o ubo alha e se não o
possí el p ocede logo à ci u gia, pode aze -se uma gas os omia empo á ia com a colocação
de um ca é e de Foley. Es a solução empo á ia não é ecomendada, po que implica o
ence amen o do lúmen gás ico aquando a gas opexia, aumen ando o isco de con aminação
pe i oneal. [3] Depois de in oduzido o ubo o ogás ico de e ealiza -se a emoção do con eúdo e
p ocede a la agens sucessi as do es ômago com água mo na. De em se adminis ados
an ibió icos de la go espe o como as ce alospo inas (a Nig am oi medicada com ce azolina) ou
ampicilina combinada com en o loxacina, pa a comba e endo oxémia, e p ednisolona ou
dexame asona em caso de choque. [2],[3] Em cães com DVG, a adminis ação de agen es pa a
diminui a pe oxidação lipídica (U70046F) e de quela o de e o (des e oxamina) mos ou-se
bené ica na diminuição da mo alidade a ibuída a lesão po epe usão. [2] Ap oximadamen e
40% dos animais com DGV desen ol em VPC`s e aquica dia en icula de ido a dis ú bios
elec olí icos, ácido-base e da hemos ase. Se as a i mias o em pe sis en es e es i e em
associadas a aqueza e sincope de em se a adas a a és da co eção dos dis ú bios ácido-base
e elec olí icos (pa icula men e do K+) e da adminis ação de lidocaína em bólus ou in usão
con ínua ou p ocaínamida. [2],[5] Em animais es abilizados, ne osos e que não ap esen em
a i mias ca díacas (como oi o caso da Nig am) a p é-medicação pode se ei a com diazepam.
Se o animal es i e dep imido, a p é-medicação pode não se necessá ia. A indução pode se
ei a com ke amina e diazepam, ou p opo ol e manu enção com iso lu ano. [3],[5] Em animais
pouco es á eis, o e omida o é uma boa solução pa a a indução anes ésica, is o que man ém o
débi o ca díaco e não é a i mogénico. [3] Depois da es abilização do animal de e p ocede -se à
ci u gia. Es a consis e no eposicionamen o do es ômago e adesão pe manen e des e à pa ede
abdominal. A gas opexia pode se ealizada po lap muscula (incisional), lap ci cuncos al ou
po Bel -loop. Na Nig am oi u ilizada a p imei a écnica, po se ácil e ápida de execu a e po
não ap esen a um isco ão ele ado de pneumo ó ax ou a u a de cos ela como a écnica de lap
ci cumcos al. Du an e o p ocedimen o ci ú gico é essencial a inspeção dos ó gãos abdominais,
nomeadamen e do es ômago, baço e ligamen o gas o-esplénico. Se hou e nec ose do es ômago
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e/ou a ulsão e o ção do baço, é necessá io ealiza uma gas ec omia pa cial e esplenec omia
pa cial ou o al, espe i amen e. Tal não oi necessá io no caso da Nig am. No pós-ci ú gico é
impo an e con inua a uido e apia e moni o iza o equilíb io ácido-base, elec olí ico
(especialmen e do K+) e ECG. Água e alimen o com pouca go du a e em pequenas quan idades
de em se in oduzidos 12h a 24h após a ci u gia. As p incipais complicações no pós-ci ú gico
incluem anemia, hipona émia, CID (oco e em 16% dos casos), a i mias e pe i oni e
(especialmen e em caso de nec ose e pe u ação gás ica). Se oco e CID, de e se iniciado um
a amen o com plasma e hepa ina. Se oco e m al e ações gas oin es inais como úlce as
gás icas e ómi os, é necessá io o a amen o com p o e o es da mucosa gás ica ( ani idina) e
an i-emé icos (me oclop amida). [3] A axa de mo alidade após ci u gia pode i dos 10% aos
45%, sendo que o p ognós ico é mais a o á el em DG do que em DGV. P e iamen e à ci u gia,
uma concen ação plasmá ica de lac a o in e io a 6 mmol/L é indicado a de melho p ognós ico.
[3],[4] Um es udo ealizado em cães com DVG demons ou um aumen o da concen ação sé ica de
pepsinogénio A. Es e aumen o associado a nec ose gás ica, indica que es e pode se conside ado
um bom indicado p é-ci ú gico do p ognós ico. Regis ou-se ainda um aumen o da p o eína C
ea i a (em 75% dos casos) e da lipase panc eá ica imuno ea i a (58%), o que demosn a que o
p imei o pode se conside ado um ma cado sensí el da in lamação e lesão ecidual, e que o
pânc eas é uma sequela mais comum do que o espe ado em DGV. [5] O p ognós ico é pio
quando oco e pe u ação e nec ose gás ica e esplénica. [2],[5] A Nig am não ap esen ou
complicações ci ú gicas nem pós-ci ú gicas, endo sido p on amen e assis ida o que se aduziu
num p ognós ico mais a o á el, mas ap esen a a ac o es de isco à oco ência de DGV, pelo
que a ci u gia p e en i a e ia sido uma boa ecomendação. [5]
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CASO CLÍNICO 4 - O almologia - Úlce a indolen e
Iden i icação do animal: A Viole a é uma cadela cas ada, de aça Shih Tzu, com 7 anos e 4,8
Kg. Mo i o da consul a: A Viole a eio e e ida de ou a clínica de ido a uma úlce a indolen e
no olho esque do. Anamnese: Segundo o p op ie á io, a Viole a já ap esen a a a úlce a co neal
há ap oximadamen e dois meses e em sido acompanhada numa ou a clínica. Fez desb idamen o
com za aga oa e que a o omia em g elha no olho esque do, como não ap esen ou melho as ez
pos e io men e um lap da memb ana nic i an e. Es e p ocedimen o ambém não esol eu a
úlce a, pelo que médico e e iná io e e iu o caso pa a uma consul a de o almologia. A Viole a
oi medicada com ob amicina 0,3% colí io (1 go a OE QID), sul a o de a opina 1% (1 go a OE
SID), Lac y isc ® (Alcon) (gel o álmico OE QID) e Vi amino almina A (1 go a OE SID). A
Viole a i e num apa amen o jun amen e com um ga o, não em acesso ao ex e io e nunca
iajou. Es á acinada e despa asi ada in e na e ex e namen e, al como o ga o com que coabi a, e
não em an eceden es médicos. A sua alimen ação é ei a com die a come cial de ele ada
qualidade, ês ezes po dia, com água semp e à disposição. Na anamnese di igida aos es an es
sis emas não ap esen ou al e ações. Exame de es ado ge al: A Viole a ap esen a a uma a i ude
em es ação, decúbi o e mo imen o no mal, e empe amen o equilib ado. G au de desid a ação
in e io a 5%, uma condição co po al no mal, empe a u a de 38,2ºC, com ónus e e lexo anal
adequados, sem p esença de sangue, muco ou o mas pa asi á ias. Ap esen a a mo imen os
espi a ó ios egula es, de p o undidade no mal, do ipo cos o-abdominal, com uma elação
inspi ação/expi ação de 1:1,3 e uma equência de 30 pm, um pulso o e, í mico, egula ,
bila e al, sinc ónico e simé ico de 80 bpm e mucosas osadas, húmidas e b ilhan es, com um
TRC meno que dois segundos. Os gânglios lin á icos, a palpação abdominal e a auscul ação
ca diopulmona não e ela am al e ações. Pele, ou idos e boca no mais. Exame di igido
o almológico: Re lexos de ameaça, palpeb al e pupila di ec o e consensual, no mais nos dois
olhos. Tes e de Shi me no mal (16 mm no olho esque do e 18 mm no di ei o). Gânglios
lin á icos, músculos mas igado es, inspeção com luz ambien e, a aliação dos eixos isuais e dos
mo imen os ocula es não e ela am al e ações. A memb ana nic i an e, a conjun i a e os cílios
não ap esen a am al e ações. O olho esque do ap esen a a uma úlce a cen al, epí o a,
ble a ospasmo, edema e ascula ização da có nea. A có nea do olho di ei o es a a con exa, lisa,
anspa en e, húmida, com e lexo co neal p esen e. O es e da luo esceína oi nega i o no olho
di ei o e posi i o no olho esque do, com passagem do co an e sob os limi es da úlce a e saída
des e pelas duas na inas. Câma a an e io , í is, c is alino e p essão in a-ocula , no mais nos dois
olhos. Lis a de p oblemas: Úlce a da có nea do olho esque do, epí o a, ble a ospasmo, edema e
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Diagnós icos di e enciais: U oli íase, in eção do a o u iná io (ITU), cis i e, neoplasia (bexiga,
u e a, pénis, p epúcio, p ós a a), auma ismo u iná io ou p epucial, hid one ose, hid ou e é ,
pielone i e e dissene gia e lexa.
Exames complemen a es: Fez colhei a de sangue pa a hemog ama, ionog ama e bioquímica
sé ica (CREA, BUN, ALP e ALT) que e ela am pa âme os den o dos alo es no mais de
e e ência. Fez uma adiog a ia abdominal la e o-la e al que e idenciou múl iplas es u u as
adiopacas, de di e en es dimensões, na bexiga e u e a peniana.
Diagnós ico de ini i o: U oli íase esical e u e al com obs ução u e al.
T a amen o e e olução do caso: U ohid op opulsão e ógada e cis o omia. O Boss oi
ca e e izado e p é-medicado com acep omazina (0,02 mg/kg IV) e bup eno ina (0,02 mg/kg IV).
A indução anes ésica oi ei a com p opo ol (4 mg/kg IV). Colocou-se uma algália e ealizou-se
u ohid op opulsão e óg ada. Foi p é-medicado com ce azolina (20 mg/Kg IV) e en o loxacina
(5 mg/Kg IV) e du an e a ci u gia ez luido e apia com NaCl 0,9% a 10 ml/kg/h . Foi en ubado
e a anes esia oi man ida com iso lu ano a uma axa cons an e de 2%. Fo am ecolhidos ce ca de
35 cálculos da bexiga que o am pos e io men e en iados pa a análise e cujos esul ados
e ela am u óli os compos os po 100% de u a os de amónia (Tabela I, Fig. VIII). O Boss es e e
semp e es á el du an e o p ocedimen o ci ú gico e ecupe ou bem da anes esia. A algália oi
man ida du an e 10 ho as e abe a de 4 em 4h e diminuiu-se a luido e apia pa a uma axa de 2
ml/kg/h. No dia da ci u gia oi medicado com meloxicam (0,2 mg/kg SC SID) e ce azolina após
8h da p imei a adminis ação (20 mg/kg IV) e no dia seguin e ez ce alexina (22 mg/Kg PO
BID) e en o loxacina (5 mg/kg IV SID). O Boss comeu com ape i e e u inou 12 ho as após a
ci u gia. Ap esen ou hema ú ia que se man e e um dia. Es e e in e nado dois dias e e e al a
com p esc ição de ce alexina (22 mg/kg PO BID) e cip o loxacina (4 mg/kg PO SID) du an e 10
dias. Foi ecomendado aos p op ie á ios que o Boss con inuasse a die a U ina y® e i esse
semp e água à disposição.
Acompanhamen o: Dez dias depois ol ou pa a con olo e emoção dos pon os da su u a
abdominal. O Boss es a a bem e, segundo os p op ie á ios, es a a a u ina no malmen e, sem
ap esen a disú ia nem polaquiú ia. Foi ma cada uma no a consul a de con olo 2 meses depois.
P ognós ico: Rese ado. Discussão do caso clínico: A u ina dos cães é uma solução compos a
po sais com uma ele ada solubilidade, con udo quan o mais sa u ada es i e es a solução, mais
acilmen e os sais p ecipi am e o mam sólidos que ão causa a u oli íase. A c is alú ia é o
esul ado dessa p ecipi ação e os u óli os podem o ma -se se os c is ais se ag ega em e não
o em exc e ados. Uma ele ada concen ação de sais na u ina, a e enção de sais e c is ais no

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a o u iná io, um pH e um cen o de nucleação a o á eis à c is alização, e a diminuição das
concen ações de inibido es de c is alização na u ina, são as p incipais condições que con ibuem
pa a a o mação dos u óli os. A diminuição da inges ão de água e a inges ão de die as icas em
mine ais e p o eínas, associada à capacidade dos cães p oduzi em u ina mui o concen ada,
cons i uem ambém a o es p edisponen es à hipe sa u ação. Os u óli os podem dani ica o
epi élio do a o u iná io e p edispo a in lamação ou in eção bac e iana do a o u iná io in e io
(ITU). Se es es se aloja em nos u e e es ou na u e a, al como acon eceu no caso do Boss,
podem comp ome e o luxo u iná io. Os u óli os encon am-se maio i a iamen e na bexiga ou
na u e a, sendo que apenas 5% se encon am alojados nos ins ou u e e es, e são classi icados de
aco do com o mine al que con êm, sendo cons i uídos ap oximadamen e po 95% de ag egado
c is alino e 5% de p o eína e complexos mucop o eínaceos. [2],[4] Os u óli os de u a os
ap esen am uma axa de incidência baixa (en e os 5% e 10%), quando compa ados com u óli os
de es u i e ou oxala o de cálcio e são, na sua maio ia, compos os de u a os de amónia, sendo
a os u óli os 100% de ácido ú ico ou de u a o de sódio. O ácido ú ico esul a da deg adação
me abólica das pu inas e de ácidos nucleicos dos alimen os que, po sua ez, se con e e em
alan oína pela ação da enzima u icase. Es es u óli os es ão comummen e associados à o mação
de u ina ácida, consumo de die as icas em p o eína e dis unções hepá icas. [2] Os cães de aça
Dálma a (pa icula men e os machos) e Buldogue Inglês são mais p edispos os ao
desen ol imen o des es cálculos de ido a um de ei o no anspo e de ácido ú ico nos
hepa óci os, causado pela mu ação do gene SLC2A9. [3],[5] Apesa da enzima u icase es a
p esen e em quan idades adequadas no ígado des es animais, a con e são do ácido ú ico em
alan oína es á diminuída, o que esul a num aumen o da concen ação sé ica de ácido ú ico
(hipe u icémia). Os Dálma as ap esen am ainda um dec éscimo na eabso ção ubula p oximal
de ácido ú ico, o que con ibui pa a um aumen o da exc eção des e na u ina (hipe u icosú ia),
cons i uindo des a o ma a aça que mais equen emen e é acome ida po es e ipo de u óli os. [2]
[2],[4] A insu iciência hepá ica po ci ose ou shun po ossis émico (SPS) é um a o
p edisponen e à o mação de u óli os de u a os de amónia de ido a uma diminuição na
capacidade de con e e amónia em u eia e ácido ú ico em alan oína. [3],[5] Como o SPS é
comum em Shnauze Minia u a, Yo kshi e Te ie e Pequinês, es as aças êm igualmen e maio
p obabilidade de desen ol e es es u óli os. [2] A diminuição de glicosaminoglicanos na u ina e
aumen o da inges ão de p o eína na die a, aumen am o isco de c is alização. Uma die a com
baixos eo es de p o eína esul a num pH u iná io mais ele ado (>6,3) e consequen e
c is alização de u a os de amónia. Um pH mais baixo (<5,7) esul a na c is alização de ácido
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ú ico. Um pH comp eendido en e es es dois alo es p omo e a o mação dos dois ipos de
u óli os. [4] As ITU com bac é ias p odu o as de u ease ambém con ibuem pa a a u oli íase de
u a os po aumen o das concen ações de amónia na u ina, con udo, as ITU são na sua maio ia
um esul ado do auma causado pelos u óli os e não a sua causa p imá ia. [3] Os u óli os de
u a os ap esen am além da p edisposição acial e gené ica, uma p edisposição sexual, oco endo
p edominan emen e em machos (80 a 90%), e êm uma maio incidência em cães com menos de
7 anos de idade (maio i a iamen e en e 1 e 4 anos). [2],[4] Con udo, um es udo e e uado ao longo
de dez anos demons ou que a incidência de cães com u óli os oi maio em êmeas, o que
con adiz a li e a u a a ual ela i amen e à p edisposição sexual, pa icula men e no caso dos
Dálma as. Demons ou ainda que a incidência des es u óli os diminuiu ao longo dos anos,
possi elmen e de ido a uma maio consciência dos p op ie á ios e c iado es das aças mais
suscep í eis.[5],[7] Os sinais clínicos de u oli íase a iam de aco do com a localização, a
quan idade e o ipo de u óli o. [2] Os u a os de amónia localizam-se p edominan emen e na
bexiga (97%) p o ocando, des a o ma, sinais de cis i e como disú ia, es angú ia, polaquiú ia e
hema ú ia. [2], [4] Em cães machos é comum a deposição de u óli os na u e a. Es es podem es a
assin omá icos, ap esen a hema ú ia e do abdominal, ou em casos de obs ução pa cial ou
comple a da u e a, ap esen a sinais de dis ensão da bexiga, disú ia-es angú ia e azo émia pós-
enal (dep essão, ano exia e ómi o). Cães com u óli os do a o u iná io supe io são, na sua
maio ia assin omá icos, con udo, os ne óli os podem causa hema ú ia e pielone i e (se
unila e ais) e u émia (se bila e ais) e os u e e óli os podem causa hid one ose. [1],[2] O Boss
ap esen a a um quad o de cis i e com u óli os alojados na u e a mas não ap esen a a azo émia
pós- enal. O diagnós ico da u oli íase é ei o com base na his ó ia clínica, exame ísico e exame
adiog á ico ou ul assonog á ico.[2] A omog a ia compu o izada (TC) ambém pode se
u ilizada pa a es e e ei o.[3] A ealização do exame adiog á ico pe mi e de e mina a p esença de
u oli íase, p incipalmen e em u óli os adiopacos, sendo a sua localização, núme o, densidade,
amanho e o ma indicado es de qual o ipo de composição mine al do u óli o. Os u óli os de
u a os são adiolucen es ou pouco adiopacos, o que di icul a a sua isualização na adiog a ia.
Têm uma supe ície lisa, ap esen am uma o ma edonda ou o al, um amanho comp eendido
en e 1 e 15 mm, e núme o a iá el. [1] A iden i icação dos c is ais na u ianálise pode auxilia na
de e minação da composição dos u óli os, mas não é um mé odo consis en e. Os c is ais de
u a os são na sua maio ia, e des ou cas anhos, pequenos, amo os ou es é icos (u a os de
amónia), o pH da u ina é ge almen e ácido a neu o (6 a 6,5), a densidade u iná ia é
equen emen e hipe es enú ica e a ITU com bac é ias p odu o as de u ease é a a ou secundá ia.
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[1],[2],[3] Os Dálma as e ou as aças com u a os de amónia não ap esen am, usualmen e, al e ações
na bioquímica sé ica, excep o em si uações em que há alha enal ou dis unção hepá ica, como o
SPS, em que podem exibi concen ações sé icas de u eia e albumina diminuídas, concen ações
ano mais p é e pós p andiais de ácidos bilia es e um aumen o do ós o o, ALP e cálcio. As
concen ações sé icas de po ássio e u eia de em se moni o izadas em animais com u oli íases
obs u i as. A de eção de cis ou óli os pode se possí el a a és da palpação abdominal em cães
com sinais de cis i e. Na micção, é comum a passagem de cis ou óli os de amanho eduzido pa a
a u e a. Se os u óli os ap esen a em um diâme o ligei amen e maio do que a u e a p oximal,
podem ica alojados nes a es u u a e p o oca disú ia e es angú ia, al como acon eceu no caso
do Boss. Nes es casos, pode se necessá ia a colocação de uma algália pa a desobs ui a u e a, o
que pe mi e a con i mação do diagnós ico a a és de uma u e og a ia e ógada. A cis og a ia
com duplo con as e cons i ui um meio de diagnós ico sensí el na de e minação de cis ou óli os,
e é uma boa al e na i a ao exame adiog á ico simples e ecog á ico. [2] A dissolução espon ânea
dos u óli os de amónia é a a. Po es e mo i o é necessá ia uma abo dagem médica e, mui as
ezes, ci ú gica. [4] O a amen o médico isa a diminuição da concen ação e o aumen o da
solubilidade dos sais na u ina, e o aumen o do olume u iná io. Des a o ma a u ina pouco
sa u ada não p omo e a o mação de u óli os. A in odução de uma die a especí ica, a
adminis ação de um inibido da xan ina oxidase (alopu inol) e o aumen o da diu ese cons i uem
as medidas e apêu icas mais comummen e u ilizadas. A die a U ina y® da Royal Canin,
ecomendada ao Boss, em um eo de p o eína mui o baixo e é compos a po ci a o de po ássio
e ca bona o de cálcio que alcalinizam a u ina a é alo es de pH de 7 a 7,5 p omo endo a
dissolução e a p e enção de u óli os de u a os. [1], [3] A adminis ação de alopu inol (15 mg/kg
BID PO) é e icaz na dissolução dos u óli os e na diminuição da p odução de ácido ú ico mas,
quando associado a uma die a baixa em pu inas, pode p o oca u óli os de xan ina nos cães. [3],
[4] As écnicas mais in asi as que pe mi em a emoção de u óli os são a algaliação ( écnica mais
comum), u ohid op opulsão e ógada, li o ipsia in aco pó ea, li o ipsia ex aco pó ea com
ondas de choque, cis o omia po lapa oscopia, cis o omia, u e o omia e u e os omia. [3] Um
es udo demons ou que a emoção de u óli os po u e oscopia ansabdominal se e elou e icaz
e sem a oco ência de complicações. Quando compa ado às écnicas sup aci adas, es a écnica é
ela i amen e ácil de ealiza e adequada em animais de aças mais pequenas. [6] A opção en e a
emoção ci ú gica e a dissolução com medicamen os nem semp e é e iden e. A ci u gia
ap esen a algumas an agens que consis em em pode de e mina o ipo de u óli o, co igi
qualque anomalia ana ómica p edisponen e e ob e amos as da mucosa da bexiga pa a cul u a
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bac e iana. Como des an agens inclui-se a necessidade de anes esia, complicações pós-
ci ú gicas, a pe sis ência das causas desencadean es e a possibilidade de emoção incomple a dos
u óli os. Quando a e apia pa a dissolução clínica dos u óli os es á a deco e , o animal de e se
examinado no mínimo mensalmen e. De e se ealizada uma u ianálise comple a, pa a a alia a
exis ência de uma ITU, e uma adiog a ia abdominal de modo a a alia a e olução do amanho
do u óli o. [2] A axa de eco ência é de ap oximadamen e 25% e é comum alguns cães e em
ês ou mais episódios de u oli íase du an e a ida. O Boss, mesmo não sendo de uma aça
p edispos a a desen ol e es a pa ologia e e um episódio an e io , em que oi u ilizada apenas
uma abo dagem médica com u ilização da ação U ina y®. Como oi demons ado no caso
clínico es a abo dagem não oi su icien e pois, no espaço de um ano, a u oli íase ecidi ou. Foi
necessá ia a ealização de uma cis o omia, e oi p esc i o alupo inol 300 mg (1 comp imido BID
du an e um mês). A dose de alopu inol oi man ida, mas eduziu-se a equência pa a 1 cp SID.
Bibliog a ia:
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p e en ion” Neph ology and U ology o Small Animals, Wiley-Blackwell, 1ª Ed, cap. 69, pag.
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[2] Cou o CG, Nelson, RW (2009) “Canine U oli hiases” Small Animal In e nal Medicine,
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Tex book o Ve e inay In e nal Medicine, Saunde s, 7ª Ed, cap. 318 1988-2005
[4] Hesse A, Neige R (2009) “U ina y S ones in Dogs” A Colou Handbook o U ina y
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[5] Hous on DM, Moo e AEP (2009) “Canine and eline u oli hiases: Examina ion o o e
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Ve J, Vol. 50, 1263-1268.
[6] Libe mann SV, Do an IC, Bille CR, Bomassi EG, Ra ez EP (2011) “Ex ac ion o u e h al
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P ac ice, Vol. 52, 190-194.
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Vol 236, Nº 2, pag. 193-200.
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Anexo 1
Caso de Ci u gia de ecidos moles – Gas opexia (DVG)
Figu a I: Ecog a ia o ácica, com isualização do lobo hepá ico esque do he niado adajacen e à
silhue a ca díaca.
Figu a II: Exposição da hé nia dia agmá ica du an e a ci u gia

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Anexo 2
Caso de Pneumologia – Asma Felina
Figu a III: Radiog a ia o ácica la e o-la e al di ei a ob ida no dia da consul a. Visualização do pad ão
b onquial e in e s icial es u u ado.
Figu a IV: Radiog a ia o ácica la e o-la e al ob ida um dia após o início do a amen o com
me ilp ednisolona. Visualização de um pad ão b onquial menos ma cado.
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Anexo 3
Caso de Gas oen e ologia – Dila ação com o ção gás ica
Figu a V: Radiog a ia abdominal la e o-la e al di ei a. Visualização do es ômago dis endido e p eenchido com gás.
Pilo o p eenchido com gás e sepa ado do es o do es ômago po uma banda com densidade de ecido mole.
Suges i o de dila ação e ól ulo gás ico.
Figu a VI: Co pos es anhos e i ados do in e io do es ômago da Nig am Pe a po gas o omia .
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Anexo 4
Caso de O almologia – Úlce a indolen e
Figu a VII: Olho esque do da Viole a após ealização do lap conjun i al.
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Anexo 5
Caso de U ologia- U oli íase
Tabela I: Resul ado da análise e iden i icação dos cons i uin es dos u óli os emo idos po cis o omia do Boss,
cedidos pelo Hospi al Re e ência Ve e iná ia Mon eneg o.