Uni e sidade do Po o
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
INFLUÊNCIAS PARENTAIS NO CONSUMO DE SUBSTÂNCIAS EM
ADOLESCENTES
Ana So ia da Sil a Pin o
Junho 2016
Disse ação ap esen ada no Mes ado In eg ado de
Psicologia, Faculdade de Psicologia e de Ciências da
Educação da Uni e sidade do Po o, o ien ada pelo P o esso
Dou o Jo ge Neg ei os (FPCEUP).
ii
AVISOS LEGAIS
O con eúdo des a disse ação e le e as pe spe i as, o abalho e as in e p e ações do au o
no momen o da sua en ega. Es a disse ação pode con e inco eções, an o conce uais
como me odológicas, que podem e sido iden i icadas em momen o pos e io ao da sua
en ega. Po conseguin e, qualque u ilização dos seus con eúdos de e se exe cida com
cau ela.
Ao en ega es a disse ação o au o decla a que a mesma é esul an e do seu p óp io
abalho, con ém con ibu os o iginais e são econhecidas odas as on es u ilizadas,
encon ando-se ais on es de idamen e ci adas no co po do ex o e iden i icadas na seção
de e e ências. O au o decla a, ainda, que não di ulga na p esen e disse ação quaisque
con eúdos cuja ep odução es eja edada po di ei os de au o ou de p op iedade indus ial.
iii
Ag adecimen os
Chego ao im des a e apa com o sen imen o de imensa g a idão po aqueles que me
apoia am, ac edi a am em mim e me enche am de o ça pa a con inua no mo imen o
co e o, pa a a en e.
Ao meu o ien ado , P o esso D . Jo ge Neg ei os, o meu since o ob igado pela
disponibilidade ap esen ada, pelos con ibu os de ap endizagem e po odo o apoio,
dedicação e lexibilidade.
À P o esso a D .ª O landa C uz, pela disponibilidade e amabilidade demons ada
semp e que a solici ei pa a ins elacionados com o Ques ioná io de Es ilos Educa i os
Pa en ais.
À escola E.B. 2/3 de Vila d'Es e. Em p imei o luga , à Di e o a, M.ª Conceição
Pai a, e à Vice-Di e o a, Sand a la Fe ia, pela boa eceção e au o ização do es udo. Em
segundo luga , a odas as docen es e alunos que colabo am e iabiliza am es e p oje o.
A odas as minhas amigas e amigos, que es i e am p esen es nos momen os
c í icos, de maio ensão, pa a uma pala a de consolo, bem como pa a me p opo ciona em
momen os de descon ação, elaxamen o e di e são. Um especial ob igado a Ma a Rocha,
Gisela Oli ei a, Pa ícia Vasconcelos, Sa a Blasco, Ca a ina Lapa, Joana Pe y, Leand o
Bo ges, Tiago Ma ins e And é Ribei o.
À minha amília, sob e udo àquela igu a que in es iu em mim e p omo eu o
alcance des a minha ão desejada conquis a, uma conquis a que não é só minha, mas
ambém ua,
À minha mãe!
i
Resumo
O consumo de subs âncias psicoa i as pelos adolescen es em Po ugal é uma
ealidade con empo ânea que desa ia clínicos e in es igado es a uma maio comp eensão.
O es udo das in luências pa en ais no compo amen o é ele an e, pois pe mi e a análise de
um dos a o es que pode ão in luencia os consumos, o necendo pis as de p e enção
assen es numa base cien í ica a de e minados g upos de indi íduos, em con ex os
especí icos. Es e es udo p e endeu ca ac e iza as p e alências e os pad ões de consumo de
álcool, abaco e cannabis, assim como analisa os a o es p o e o es e de isco ine en es às
in luências pa en ais nos adolescen es es udan es num con ex o de baixo es a u o
socioeconómico, Bai o de Vila d´Es e, en ando iden i ica necessidades de p e enção. As
a iá eis abo dadas o am o géne o, a idade e os consumos em elação à amília,
colocando-se á ias hipó eses de in es igação. A amos a in eg ou 226 indi íduos, do 7º, 8º
e 9º ano de escola idade. Como me odologia de in es igação, eco eu-se a um ins umen o
quan i a i o de au o ela o, conside ando-se a ca ac e ização sociodemog á ica e os
seguin es ins umen os: Ques ioná io sob e o Consumo de Subs âncias (Neg ei os, 2001),
Ques ioná io de Es ilos Educa i os Pa en ais (Lambo n, Moun s, S einbe g, &
Do nbusch, 1991; Ducha ne, C uz, Ma inho, & G ande 2006) e a Escala da Pe ceção das
C ianças sob e os Con li os In e pa en ais (G ych, Seid, & Fincham, 1992; Mou a,
San os, & Ma os, 2006, 2010). Os esul ados indicam p e alências de consumo baixas, em
que a es u u a amilia não se e idenciou como a o de isco. Em elação às dinâmicas
amilia es – supe isão, acei ação pa en al e con li o in e pa en al – o am encon adas
algumas associações em unção do ipo de consumido .
Pala as-Cha e: Consumo de Subs âncias; Adolescen es; Es u u a amilia ; Supe isão e
Acei ação pa en al; Con li o In e pa en al.
Abs ac
The adolescen subs ance abuse in Po ugal is a con empo a y eali y ha
challenges esea che s and p o essionals o a g ea e unde s anding. The s udy o pa en al
in luences on beha io is impo an , because i allows he analysis o one o he ac o s ha
can in luence he d ug abuse, p o iding p e en ion clues based on a scien i ic basis o
ce ain g oups o indi iduals in scien i ic con ex s. This s udy aimed o cha ac e ize he
p e alence and pa e ns o alcohol, obacco and cannabis, as well as o analyze he
p o ec i e and isk ac o s inhe en o pa en al in luences on adolescen s uden s in a low
socioeconomic s a us con ex , Bai o Vila d’Es e, ying o iden i y p e en ion needs. The
a iables add essed we e gende , age and abuse in ela ion o he amily, placing se e al
esea ch hypo heses. The sample included 226 indi iduals, om he 7 h, 8 h and 9 h g ades.
As me hodology o esea ch we used a quan i a i e ool o sel - epo conside ing he socio
demog aphic cha ac e iza ion and he ollowing ins umen s: The Subs ance Use
Ques ionnai e (Neg ei os, 2001), The Pa en ing S yles Ques ionnai e (Lambo n, Moun s,
S einbe g, & Do nbusch, 1991; Ducha ne, C uz, Ma inho, & G ande 2006) and he
Child en’s Pe cep ion o In e pa en al Con lic Scale (G ych, Seid, & Fincham, 1992;
Mou a, San os, & Ma os, 2006, 2010). The esul s show low abuse p e alence, whe e he
amily s uc u e was no clea ly a isk ac o . Rega ding amily dynamics – supe ision,
pa en al accep ance and in e pa en al con lic – some associa ions we e ound, depending
on he ype o consume .
Key-Wo ds: Subs ance Abuse; Adolescen ; Family S uc u e; Pa en al Supe ision and
Accep ance; In e pa en al Con lic .
1
In odução
1. Consumo de subs âncias psicoa i as nos jo ens
A ualmen e, o uso e abuso de subs âncias psicoa i as pelos adolescen es é um
p oblema de saúde pública, endo em con a as suas consequências compo amen ais, ísicas
e men ais associadas (e.g. Chi as, 2012). Po es es mo i os, os dados sob e as p e alências
e as endências no uso de uma gama de subs âncias êm sido analisados em di e en es
países, cul u as e g upos. Apesa de Po ugal não apa ece como um dos países de maio
incidência de consumos, em-se assis ido a a iações de p e alências. O álcool e seguindo-
se o abaco apa ecem como as subs âncias p e e idas pelos adolescen es de ido ao seu
des acado consumo, e como d oga mais equen e iden i icou-se a ma ijuana e o haxixe
(e.g. Neg ei os, 2001).
O HBSC (Heal h Beha iou in School-aged Child en) é um es udo colabo a i o da
O ganização Mundial de Saúde que em desen ol ido es udos em Po ugal. De aco do com
a ecen e in es igação são e elados dados nacionais de 2014 (Ma os, Simões, Camacho,
& Reis, 2014), sendo que os úl imos esul ados pa a a população de Po ugal Con inen al
indicam que a idade média de expe imen ação é bas an e p ecoce (13 anos pa a o abaco e
álcool, e 14 anos pa a a emb iaguez e d ogas como sol en es e canabinóides). Fo am,
ambém, obse adas di e enças en e o géne o e a idade ela i amen e aos consumos des as
subs âncias. As apa igas ap esen a am maio equência de expe imen ação de abaco em
conjun o com os apazes mais elhos. Os apazes e ela am mais equência na
expe imen ação das es an es subs âncias e à medida que a idade aumen a e i icam-se
supe io es p e alências, onde, quan o ao álcool, a ce eja des aca-se. Es es esul ados
co obo am os esul ados ob idos po Chi as (2010, 2012), bem como o que se em
a e iguado, quan o à idade e géne o, em es udos in e nacionais (e.g. Choque , Hassle ,
Mo in, Falissa d, & Chau, 2008; Jime´nez-Iglesias, Mo eno, Ri e a, & Ga cía – Moya,
2013).
O es udo desen ol ido po Soellne , Göbel, Schei haue , e B äke (2014) p ocu ou
moni o iza a p e alência do uso de álcool pelos adolescen es a im de a alia os
p og amas de p e enção e compa a as es a égias polí icas dos di e en es países a a és de
es udos ansnacionais. Des a o ma, os esul ados do es udo Second In e na ional Sel -
2
Repo S udy on Delinquency (ISRD-2) o am compa ados com os da Eu opean School
Su ey P ojec on Alcohol and O he D ugs (ESPAD) e com os da HBSC, de modo a
desenha um quad o ab angen e do consumo ju enil de álcool em oda a Eu opa. O es udo
baseou-se numa amos a de 33.566 adolescen es, com idades en e 12-16 anos, de 25
países eu opeus. Os esul ados e ela am que os adolescen es da zona No e e Les e
mos am uma ligação com o álcool supe io aos adolescen es da zona Ociden al e do Sul
da Eu opa, concluindo-se que a abs inência é bas an e comum en e os adolescen es
po ugueses dos 12 aos 16 anos, p incipalmen e os de géne o eminino. Também, o anking
dos países, de aco do com a p e alência nos úl imos 30 dias, independen e do ipo de
bebida, coloca Po ugal no im na lis a. Con a iamen e, segundo o es udo da ESPAD, o
binge d inking - exp essão u ilizada pa a desc e e o consumo excessi o de álcool que
co esponde à inges ão de cinco ou mais bebidas alcoólicas num único dia/momen o,
habi ualmen e ao im-de-semana, no malmen e po consumido es jo ens que p ocu am o
e ei o de emb iaguez ou um e ei o ápido – é o mais usual ipo de consumo dos
adolescen es em Po ugal.
Ca apinha, Balsa, Vi al, e U bano (2014) en a izam o Obse a ó io Eu opeu da
D oga e da Toxicodependência (OEDT) pa a a iá el moni o ização do enómeno da d oga
na Eu opa, assim como pa a possibili a uma ce a iden i icação de necessidades e
espos as especí icas. A amos a de consumido es, ap esen ada no ela ó io de 2012,
assinala que os sujei os que usam cannabis, a pa de uma idade jo em, o am, po no ma,
do sexo masculino e exibi am, essencialmen e, consumos cumula i os de subs âncias
líci as.“Todos os indi íduos expe imen a am pela p imei a ez cannabis en e os 11 e 25
anos, pa icula men e en e os 15 e os 17 anos (52%)” (p.15). Já o consumo egula
iniciou-se sob e udo en e os 15 e os 24 anos (89%).
Os hábi os egula es de consumo(s) são p eocupan es, na medida que podem
conduzi a compo amen os de dependência em idades p ecoces, bem como numa
endência pa a o cumulo de subs âncias (e.g. Camacho & Ma os, 2008; Camacho, Ma os,
Simões, Tomé, & Dinis, 2010).
2.Concei o de Família
Ao longo dos empos, em-se e i icado al e ações no que conce ne à adicional
es u u a amilia . Segundo o Ins i u o Nacional de Es a ís ica (2002), amília é o conjun o
3
de indi íduos que esidem no mesmo alojamen o e que êm elações de pa en esco (de
di ei o ou de ac o) en e si, mas ambém odos aqueles que ocupam pa e ou o alidade de
uma habi ação.
A es u u a amilia , conside ando a exis ência de meno es, pode se con igu ada
po a) amílias in ac as, cons i uídas pelos pais biológicos/ado i os e os seus espe i os
ilhos, b) amílias monopa en ais, em que apenas uma das igu as pa en ais es á p esen e e
é esponsá el pelo(s) ilho(s), c) amílias ecompos as, o ganizadas po uma igu a pa en al
e pad as o/mad as a, podendo exis i i mãos biológicos/a e os, d) “ou os a anjos
amilia es”, onde o meno i e com a ós, ios ou ou as igu as esponsá eis e ) amílias
dissociadas, em que ace à sepa ação/di ó cio das duas igu as pa en ais o meno pode á
di idi pa es do seu empo en e os dois.
As amílias pode -se-ão di e encia , ambém, pelas suas p á icas pa en ais e pelos
seus es ilos educa i os. As p á icas pa en ais e e em-se ao modo como os pais eagem em
elação ao compo amen o da c iança. Já os es ilos pa en ais são, sucin amen e, o clima
emocional onde ais p á icas se exp essam, a a és da au o idade e a e i idade que os pais
mani es am de modo adequado ou não, o que de ine a qualidade da in e ação pais-c iança.
Após á ias eo ganizações concep uais dos es ilos educa i os pa en ais, Baum ind (1971,
1989, 1991) iden i icou os conhecidos qua o p incipais es ilos – au o izado, au o i á io,
pe missi o e negligen e; podendo es es su gui na li e a u a a a és de nomeações um an o
di e en es.
3. In luências do con ex o amilia no consumo
A amília pode á “ unciona ” simul aneamen e como a o de isco e de p o eção.
C uz (2005) de ine pa en alidade como o “conjun o de ações ence adas pelas igu as
pa en ais (pais ou subs i u os) jun o dos seus ilhos no sen ido de p omo e o seu
desen ol imen o da o ma mais plena possí el, u ilizando pa a al os ecu sos de que
dispõe den o da amília e, o a dela, na comunidade” (p.13). Toda ia, quando a
pa en alidade não é esponsi a pode á es a associada a e ei os de as ado es.
4
3.1. Es u u a Familia
Tem sido demons ado que as amílias in ac as mos am-se, maio i a iamen e,
como as mais p o e o as no que diz espei o ao consumo e iniciação do uso de subs âncias,
apesa de alguma inconsis ência nos esul ados. Pax on, Valois, e D ane (2007), no seu
es udo, indicam que as apa igas e os apazes que i em com ambos os pais e elam
in e io expe imen ação no uso de álcool, abaco e cannabis em compa ação com as
es an es con igu ações amilia es e que, no caso das apa igas, i e em amílias
monopa en ais em um e ei o de isco signi ica i o pa a o uso das ês subs âncias.
Concluem, ainda, que as apa igas que c esce am em amílias ecompos as o am as que
consumi am mais subs âncias. Po ém, aquelas que i iam com ou as igu as pa en ais
ap esen a am inexis ência de consumo de subs âncias líci as; con udo, exis em es udos que
não co obo am es es esul ados. Small, Suzuki, e Maleku (2014) iden i ica am que i e
com ou as igu as pa en ais aumen a a a p obabilidade de consumi as ês subs âncias,
quando compa adas com as amílias in ac as.
Po conseguin e, ou os dados e elam que a es u u a monopa en al ap esen a-se
como um possí el a o de isco pa a o consumo de subs âncias dos adolescen es (e.g.
Ga cia, Pillon, & San os, 2011), mas Hemo ich, Lac, e C ano (2011), ainda, di ulgam que
al isco acen ua-se nas amílias em que os adolescen es esidem apenas como o pai. Já
B own e Rinelli (2010), com a sua in es igação, e idencia am que as amílias dissociadas
suge em elações mais o es com o uso de subs âncias líci as pelos adolescen es
compa a i amen e com as amílias in ac as. Con a iamen e, Ba ield-Co ledge (2015),
apesa de e cons a ado que a es u u a amilia é um p edi o , em ambos os géne os, do
consumo de cannabis na adolescência, não apu ou no seu es udo es e e ei o no uso de
álcool.
3.2. Dinâmicas Familia es
“Um dos p oblemas que pa ece se pa icula men e ulne á el na in luência dos
es ilos pa en ais é o consumo de subs âncias” (Camacho & Ma os, 2008, p.196). O es ilo
educa i o pa en al au o izado é aquele que em ap esen ando melho es esul ados
(Baum ind, 1971, 1989, 1991). Es e ca ac e iza-se po aquele que p es a maio
en ol imen o, acei ação, assim com o g au de se e idade e de con olo adequado;
ap esen ando ní eis in e io es de consumo os adolescen es que pe cecionam es e es ilo
compa a i amen e aos que pe cecionam ou os (e.g. Ma ínez, Fuen es, Ga cía, & Mad id,
2013). Po sua ez, Ma ínez e colabo ado es (2013) e elam que o es ilo educa i o
11
c) Ameaça (12 i ens) – a alia a pe ceção de ameaça e do medo
desencadeado pelo con li o en e os pais associado a um sen imen o de
baixa au oe icácia, compos a pelas escalas Pe ceção de Ameaça e
E icácia.
De e e i que, nes a eo ganização, as subescalas T iangulação e Es abilidade
o am eliminadas de ido à sa u ação em di e en es a o es nas amos as es udadas (Mou a
e al., 2006). Po ou o lado, salien a-se que a escolha des e ins umen o e e em con a a
p esença de adequadas p op iedades psicomé icas no que diz espei o à consis ência
in e na: P op iedades do Con li o .92, Ameaça .79, Culpa .76 (Mou a e al., 2010), ais que
ao se em eplicadas, ap esen a am um alo de coe icien e de al a de C onbach mui o
azoá el pa a es a amos a (P op iedades do Con li o .92, Ameaça .77, Culpa .76).
3. P ocedimen os
Em p imei a ins ância, desen ol eu-se o Pedido Fo mal (c . Anexo 2) à di eção da
escola, em se emb o de 2015, endo-se pos e io men e e e i ado uma eunião com a
Di e o a e a Vice-Di e o a do Conselho Execu i o. A inalidade da eunião oi discu i
odas as ques ões ela i as à aplicação do ins umen o e da seguimen o à ealização do
es udo.
A aplicação do ques ioná io ealizou-se en e os dias 19 a 23 de ou ub o de 2015,
em con ex o de sala de aula, du an e o empo le i o da aula O ien ações Cí icas, em odas
as u mas do 7º, 8º e 9º ano do ensino egula . No an ecede da adminis ação do
ins umen o, os alunos o am in o mados sob e o obje i o do es udo p esen e, solici ando-
se a pa icipação dos que ap esen a am, p e iamen e, o consen imen o in o mado: Pedido
de Au o ização assinado pelos Enca egados de Educação (c . Anexo 3), endo-se
en a izado o ac o de que a ecolha de dados é anónima e con idencial, a não exis ência de
espos as ce as ou e adas e a ex ema impo ância pela since idade das espos as.
Os dados o am examinados usando o SPSS, e são 23.0 pa a Windows.
De modo a esponde às hipó eses em es udo, os p ocedimen os es a ís icos
u ilizados incluem di e sas análises de es a ís ica, ais como desc i i as e equências, es e
de S uden pa a amos as independen es, análises de co elação eco endo-se ao de
12
Pea son e es es não-pa amé icos como o es e de associação/independência Qui-quad ado
e o Mann-Whi ney pa a subs i ui o es e quando não se e i icou o p essupos o da
No malidade (Shapi o-Wilk: p>0.05). A consis ência in e na das escalas oi a e ida
eco endo ao al a de C onbach.
Resul ados
1. Análise desc i i a
Tabaco
Os dados ob idos e elam que a maio ia dos sujei os nunca expe imen ou abaco
(84.9%, N=191), sendo que apenas 15.1% (N=34) indica e consumido abaco pelo menos
uma ez ao longo da ida (PLV). Rela i amen e às p e alências nos úl imos 30 dias
(P30D), 93.8% dos sujei os (N=221) não e e e consumos e, apenas, 6.2% (N=14) a i ma
um consumo ecen e de abaco. Apesa dos dados indicados, a idade de iniciação de
consumo ap esen a-se já aos 13 anos (M=12.94; DP=1.474). Dos que indicam consumo,
11.1% (N=27) expõe que umou na p esença de amigos e 3.1% (N=7) sozinho. As
es an es ca ego ias e ela am-se esiduais.
Ao analisa a di e ença de consumos en e géne o, a a és do Qui-quad ado, não se
e i ica am di e enças es a is icamen e signi ica i as nas PLV (sexo masculino: 16%; sexo
eminino: 14.3%) χ2 (1) =.134, p=.714, al como não se e i ica am nas P30D (sexo
masculino: 6.6%; sexo eminino: 5.9%) χ2 (1) =.05, p=.823.
Ao u iliza igualmen e o Qui-quad ado, ainda, oi possí el pe cebe que as PLV
ap esen a am di e enças es a is icamen e signi ica i as (χ2 (2) = 13.47, p=.001) en e os
di e en es anos de escola idade, concen ando-se uma p e alência de consumo supe io no
9º ano (21.1%) e seguindo-se imedia amen e o 8º ano (20.5%). Ve i ica-se in e io
expe imen ação no 7º ano (1.5%). No en an o, nas P30D, as di e enças não são
signi ican es (7º ano (1.5%); 8º ano (8%); 9º ano (8.5%), χ2 (2) = 3.563, p=.156).
Álcool
13
O consumo de bebidas alcoólicas ap esen a a maio p e alência po pa e des es
adolescen es. Embo a 51.6% (N=115) indique que nunca consumiu álcool, 48.4% (N=108)
e e e consumos nas PLV. Nas P e alências dos úl imos 12 meses (P12M), 34.3% (N=72)
dos sujei os decla am e consumido bebidas alcoólicas, mas 65.7% (N=138) não apon a
consumos. Já nas P30D, a pe cen agem de abs inência é a mais al a das 3 medidas (85.4%,
N=181). Os egis os de consumos são de apenas 14.6% (N=31). Dos adolescen es que
indicam consumos, a idade média de iniciação do uso de álcool é de 12.63 anos (DP
=1.298).
Ao analisa a di e ença de consumo de álcool en e géne o, a a és do Qui-
quad ado, ao con á io do espe ado, os esul ados indicam que a axa de p e alências de
con ac o com a subs ância em maio incidência nas apa igas, apesa de ais di e enças não
se ap esen a am es a is icamen e signi ica i as (c . Quad o 2).
Quad o 2. Di e enças en e géne o em unção do consumo de álcool
N
%
χ2
d = 1
p
PLV
.404
ns
Feminino
60
50.4
Masculino
48
46.2
P12M
.007
ns
Feminino
38
34.5
Masculino
34
34
P30D
.331
ns
Feminino
18
15.9
Masculino
13
13.1
No a: Não Signi ica i o (ns).
Quan o ao ipo de bebidas alcoólicas consumidas nos úl imos 30 dias, 95.4%
(N=207) dos adolescen es ela a não e consumido inho, 92.7% (N=204) que não inge iu
ce eja e 89.9% (N=197) que não e e con ac o com bebidas des iladas. Is o indica que a
subs ância menos p e e ida po es es adolescen es é o inho, com 4.6% de consumo,
seguindo-se a ce eja com um consumo e e ido de 7.3%. Com 10.1% dos sujei os a
14
ela a consumos, as bebidas des iladas ap esen a am-se como a subs ância p e e ida po
es es adolescen es.
Em elação à equência de binge d inking no úl imo mês, a as a maio ia dos
sujei os (93.7%, N=209) ela a não e -se en ol ido nes a ação, e elando-se en ol idos
pelo menos uma ez, apenas, 6.3% (N=14). Em cong uência, a e iguou-se que só 7.1%
dos adolescen es e elam si uações de emb iaguez nas PLV, 4.5% nas P12M e 2.2% nas
P30D. Po conseguin e, as baixas p e alências ob idas em elação aos excessos não
o na am possí el e e ua as espe i as análises es a ís icas nas hipó eses de in es igação.
A a és da análise do Qui-quad ado, os ní eis de binge d inking, e i ica am-se
ligei amen e supe io es pa a os apazes (6.7%) compa a i amen e com as apa igas (5.9%),
mas não signi ica i amen e di e en es (χ2(1) = .068, p=.794). Já no que conce ne à
emb iaguez, o cená io an e io é simila nas 3 medidas, ou seja, os apazes endem a
ap esen a consumos supe io es em elação às apa igas, apesa de ais não se
di e encia em signi ica i amen e (c . Quad o 3).
Quad o 3. Di e enças en e géne o em unção da emb iaguez
N
%
χ2
d = 1
p
PLV
.066
ns
Feminino
8
6.7
Masculino
8
7.5
P12M
nsa)
Feminino
3
2.5
Masculino
7
6.6
P30D
nsa)
Feminino
1
0.9
Masculino
4
3.8
No a: Não Signi ica i o (ns), a) Exac sig. (2-sided).
Foi, ainda, possí el e i ica que nas PLV, bem como nas P12M ap esen a am-se
di e enças es a is icamen e signi ica i as en e os di e en es anos de escola idade,
cons a ando-se p edomínio de consumo no 9º ano (c . Quad o 4). Po ém, apesa do egis o
de consumos se supe io à medida que a escola idade aumen a, as di e enças não são
15
es a is icamen e signi ica i as nas P30D (p=.074). Mais, o 9º ano de escola idade, ambém,
e idenciou p edomínio, embo a com pequenas oscilações, nos episódios de emb iaguez e
de binge d inking, mas não se di e enciou signi ica i amen e (c . Quad o 5).
Quad o 4. Consumos de álcool em unção do ano de escola idade
N
%
χ2
d = 2
p
PLV
13.35
.001
7º ano
22
33.8
8º ano
40
46
9º ano
46
64.8
P12M
17.38
< .001
7º ano
9
15.8
8º ano
29
33.3
9º ano
34
51.5
P30D
5.21
ns
7º ano
4
6.8
8º ano
13
14.9
9º ano
14
21.2
No a: Não Signi ica i o (ns).
Quad o 5. Excessos de álcool em unção do ano de escola idade
N
%
p
Exac Sig (2 –sided)
Emb iaguez
PLV
ns
7º ano
2
4.7
8º ano
6
6.7
9º ano
8
11.3
P12M
ns
7º ano
2
2.9
8º ano
3
3.9
9º ano
5
3.1
16
P30D
ns
7º ano
1
1.5
8º ano
2
2
9ºano
2
2.9
Binge D inking (P30D)
ns
7º ano
4
6.3
8º ano
5
5.6
9º ano
5
7
No a: Não Signi ica i o (ns).
Consumo de cannabis e ou as subs âncias ilíci as
O consumo de canabinóides (ma ijuana/haxixe/ganza/cha os) oi a o en e es es
adolescen es, nas ês medidas analisadas. No que diz espei o às PLV, 95.1% (N=215)
indica nunca e consumido, ela ando um consumo de pelo menos uma ez, apenas, 4.9%
(N=11) dos sujei os. Nas P12M, 97.3% (N=222) e e iu nunca e consumido pa a 2.7%
(N=6) que ela a consumos. As P30D e elam que apenas 1.3% (N=3) e e e consumos e
98.7% (N=223) não. Con udo, a idade média de iniciação dos consumido es é de 13.4 anos
(DP =1.342).
Ao se em analisadas as di e enças en e géne o, a a és do Qui-quad ado, não se
e i ica am di e enças es a is icamen e signi ica i as pa a as PLV, P12M e P30D, apesa
do consumo se supe io nos apazes compa a i amen e às apa igas (c . Quad o 6).
Quad o 6. Di e enças en e géne o em unção do consumo de cannabis
N
%
χ2
d
p
PLV
1.30
1
ns
Feminino
4
3.3
Masculino
7
6.6
P12M
nsa)
Feminino
2
1.7
Masculino
4
3.8
P30D
nsa)
17
Feminino
1
0.8
Masculino
2
1.9
No a: Não Signi ica i o (ns), a) Exac sig. (2-sided).
Não se e i icam di e enças es a is icamen e signi ica i as nas P12M (χ2 (2) =
4.295, p=.133) e nas P30D (χ2 (2) =1.466, p=.780) no que diz espei o às di e enças en e
consumos e ano de escola idade. Po ém, os esul ados indicam di e enças es a is icamen e
signi ica i as nas PLV (χ2 (2) = 7.224, p=.020), sendo que os alunos do 9º ano ap esen am
consumos supe io es (9.9%) em compa ação com os alunos do 8ºano (4.5%) e do 7º (0%).
Rela i amen e ao consumo de ou as d ogas, a maio ia dos adolescen es ela a
nunca e expe imen ando as subs âncias ap esen adas, exis indo consumos baixos de
anquilizan es, “d un os” ou seda i os (0.9%, N=2), es imulan es, an e aminas ou speeds
(0.9%, N=2), LSD, ácidos ou ou os alucinogénios (0.95, N=2), c ack e ecs asy (0.4%,
N=1) e de inalan es (1.8%, N=4).
A endendo às baixas p e alências ob idas quan o ao consumo de cannabis não oi
possí el e e ua as espe i as análises es a ís icas nas hipó eses de in es igação que se
seguem.
Pe ceção dos amigos consumido es
A ques ão “Quan os amigos eus achas que umam ciga os/bebem bebidas
alcoólicas/usam d ogas?” oi colocada aos sujei os na en a i a de comp eende a pe ceção
do adolescen e ace ca da quan idade de pa es consumido es que o odeiam. Em coe ência
com os esul ados ob idos nas p e alências, 65% (N=147) dos adolescen es indicam que
êm a pe ceção de nenhum uso de cannabis po pa e dos seus amigos, seguidamen e
23.4% ela a que poucos ou alguns amigos consomem e, apenas, 2.2% acusa que a maio ia
ap esen a consumos, sendo que 9.3% a i ma não sabe . Seguidamen e, a pe ceção do não
consumo de álcool pelos amigos é de 42%, ap esen ando-se mais al a do que se ia de
espe a . Ainda assim, a maio ia (49%) a e e consumos pelo g upo de pa es, dos quais
40.2% expõe que são poucos ou alguns que inge em bebidas alcoólicas, 8.8% indica que a
maio ia dos seus amigos ap esen a consumos, e 8.8% decla a não sabe . Finalmen e, 56%
alega que a maio pe ceção de consumo de subs âncias pelo seu g upo de pa es incide na
subs ância abaco. 54.4% ela a que os amigos que umam são poucos ou alguns, 10.6%
18
que a maio ia dos seus amigos umam, 7.1% e e e não sabe e 27.9% ap esen a a pe ceção
que nenhum dos seus amigos uma.
2. Análise das hipó eses
Hipó ese 1.
Pa a comp eende se as amílias in ac as são p o e o as quan o ao uso de
subs âncias ( abaco, álcool e cannabis) dos adolescen es, supondo-se que ha e á meno
p opensão des es jo ens pa a o consumo em compa ação com aqueles que i em em
amílias monopa en ais, de aco do com a li e a u a (e.g. Small e al., 2014), oi u ilizado o
es e de associação/independência Qui-quad ado. Des a o ma, apesa dos adolescen es que
i em em amílias in ac as ap esen a em consumos in e io es de abaco (11.7%)
compa a i amen e com os adolescen es que i em em amílias monopa en ais (19.5%), os
esul ados indicam que es es dois ipos de amília não es ão elacionados com a oco ência
de consumo de abaco pelo menos 1 ez na ida (χ2 (1) = 1.715, p=.190). Po sua ez, o
mesmo é pe cecionado com o consumo a ual (P30D) da di a subs ância (χ2 (1) =.796,
p=.478).
Rela i amen e ao consumo de álcool, os esul ados e elam que os ipos de amília
indicados são independen es do uso da subs ância pelos adolescen es nas PLV, P12M e
P30D (c . Quad o 7). Con udo, embo a não signi ica i as, as di e enças ap esen adas
suge em que os adolescen es que i em em amílias in ac as se ão menos p opensos ao
consumo da subs ância po compa ação com aqueles que i em em amílias
monopa en ais, essencialmen e nas P12M e P30D.
Quad o 7. Consumos de álcool em unção da es u u a amilia
To al
(N)
N
%
χ2
d = 1
p
PLV
0.42
ns
JFM
42
19
45.2
JFI
151
71
47
19
P12M
2.19
ns
JFM
40
17
42.5
JFI
143
43
30.1
P30D
2.10
ns
JFM
40
9
22.5
JFI
144
19
13.2
No a: Jo ens de Famílias Monopa en ais (JFM), Jo ens de Famílias In ac as (JFI), Não Signi ica i o (ns).
Hipó ese 2.
A hipó ese 2, endo po base o uso de a iá eis da secção co esponden e aos
es ilos pa en ais, ap esen a uma amos a de 225 pa icipan es, dada a exclusão de 1 sujei o
de ido à ele ada quan idade de não espos as que o nou essa pa e do ques ioná io
inexplo á el.
Pa a es a se - a pe ceção de supe isão pa en al es á elacionada com ní eis mais
baixos de consumo de subs âncias -, oi u ilizado o es e de amos as independen es. No
en an o, num p imei o momen o, a e iguou-se di e enças es a is icamen e signi ica i as
en e os sexos na dimensão Supe isão ( (223) = -2.486, p=.014), sendo que as apa igas
(M=3.05, DP=.627) pe cecionam os pais como mais con olado es do que os apazes
(M=2.83, DP=.710). Po ou o lado, a pe ceção da Supe isão pa en al, ambém, a ia em
unção da idade c onológica, e i icando-se co elações nega i as acas com es a a iá el
( = -.137, p =.040). Assim, analisou-se que, apesa de pouca, exis e alguma endência pa a
que os adolescen es mais elhos pe cecionem os pais como menos con olado es.
No que espei a ao consumo de abaco (PLV), a e iguou-se que a dimensão
Supe isão é supe io en e os adolescen es que não ap esen am consumos (M=3.00;
DP=.674) do que en e os adolescen es que e e em uso da subs ância (M=2.64; DP=.614),
(222) =2.885, p=.002. Já na en a i a de analisa se supe io es ní eis de Supe isão,
ambém, in e e em com o consumo a ual de abaco en e os adolescen es, oi usado o es e
não-pa amé ico Mann-Whi ney, dado que um dos g upos não ap esen ou dis ibuição
no mal. Os esul ados ob idos e elam que as di e enças en e os g upos não são
es a is icamen e signi ica i as (z = - 1.97, p=.231).
20
Rela i amen e às P30D de consumo de álcool, embo a se e i ique que a pe ceção
de Supe isão é maio no g upo de adolescen es que e e e abs inência (M=2.96, DP=.691)
em compa ação com o g upo que ela a inges ão de bebidas alcoólicas em pelo menos uma
ocasião (M=2.84, DP=.637), es as di e enças não se a e em signi ica i as ( (209) =.885,
p=.188). Con udo, cons a ou-se que a pe ceção de in e io es ní eis de Supe isão es ão
associados aos adolescen es que e e em uso de álcool (M=2.83, DP=.631) po
compa ação com os que não indicam consumos (M=3.01, DP=.695) nas P12M, (207)
=1.821, p=.035. Simila men e, as PLV mos am que os adolescen es que indicam
consumos ap esen am a pe ceção de ní eis in e io es de Supe isão (M=2.64; DP=.614)
po compa ação com aqueles que e elam abs inência (M=3.00; DP=.674), (222) =2.885,
p=.002.
Hipó ese 3.
Pa a es a a hipó ese 3 – a acei ação pa en al es á elacionada com ní eis mais
baixos de consumo de subs âncias – oi u ilizado o es e . Es e, ambém, pe mi iu apu a
que não exis em di e enças es a is icamen e signi ica i as en e os sexos na dimensão
Acei ação ( (223) = 1.909, p=.058) nes a amos a (225 pa icipan es). Po ou o lado, a
pe ceção da acei ação pa en al a ia em unção da idade c onológica, e i icando-se
co elações nega i as acas com es a a iá el ( = -.198, p =.003). Assim, a e iguou-se
que exis e alguma (pouca) endência pa a que os adolescen es mais elhos pe cecionem os
pais como menos esponsi os.
No consumo de abaco (PLV), os esul ados mos am que a pe ceção dos ní eis de
Acei ação pa en al são supe io es en e os adolescen es que não ap esen am consumos (M
= 3.36; DP =.507) po compa ação aos adolescen es que e e em con ac o com a subs ância
(M = 3.14; DP =.541), (222) = 2.316, p=.021. Nas P30D, o es e não pôde se u ilizado
po que um dos g upos não ap esen ou dis ibuição no mal, endo sido no amen e u ilizado
o es e não-pa amé ico Mann-Whi ney. Os esul ados indicam que a pe ceção de Acei ação
pa en al não suge e di e enças es a icamen e signi ica i as en e os sujei os que decla am
con ac o a ual com a subs ância abaco em compa ação com aqueles que não e e em
consumos (z = -.816, p=.415).
Quan o ao consumo de álcool nas P30D, cons a ou-se que não exis e e idência da
amos a pa a a i ma que, de aco do com os ní eis de Acei ação pa en al, há mais ou
27
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30
Anexos
Anexo 1
Ins umen o Quan i a i o
I - Ques ioná io Sociodemog á ico
A) DADOS DE IDENTIFICAÇÃO
1. Idade:_______
2. Sexo: Feminino Masculino
3. Ano e u ma que equen as: ____
4. Tipo de cu so:________________
5. Já epe is e de ano? _____________ 6. Se sim, quan as ezes. ____________
B) CARACTERIZAÇÃO DO AGREGADO FAMILIAR
1. Idade da mãe: _______ Idade do pai:_______
2. Diz-nos se os eus pais são… (assinala com uma c uz (X) ou desc e e a si uação)
Es e ques ioná io es á inse ido no âmbi o do p oje o do Mes ado In eg ado em
Psicologia da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade do
Po o, e des ina-se a comp eende ce os aspe os da ida dos jo ens.
O que e pedimos é que espondas com oda a consciência e since idade, pa a
que os esul ados sejam idedignos e o es udo possa cump i os seus obje i os.
Ga an imos, assim, o o al anonima o e a con idencialidade no a amen o dos dados.
Ag adecemos, desde já, a ua colabo ação!
31
Casados
Di o ciados
Sepa ados
Ou a si uação.
Qual?
3. Das seguin es pessoas, indica com quem i es (podes escolhe á ias espos as;
coloca uma c uz (X) no quad ado da espos a)
Pai e Mãe
Apenas a
mãe
Apenas o
pai
Mãe e
pad as o
Pai e
Mad as a
Ou as
pessoas
da
amília
Ou as
pessoas
não
amilia es
4. Qual é o g au de ins ução dos eus pais (coloca a ua espos a a a és de uma c uz
(X))
Pai
Mãe
Ensino P imá io
2º Ciclo
3º Ciclo
Ensino Secundá io
Cu so Técnico –
P o issional
Cu so Supe io
5. Os eus pais abalham (assinala com uma c uz (X) a ua espos a)
Pai
Mãe
O dia in ei o (8ho as)
A meio empo ou pa e do
dia
32
Es á desemp egado(a)
Não abalha de ido a
doença
É e o mado(a)
Não sei
6. Como é que e dás com os eus pais? (Assinala com um (X) a ua espos a)
Pai
Mui o Mal
Mal
Nem Bem Nem Mal
Bem
Mui o Bem
Mãe
Mui o Mal
Mal
Nem Bem Nem Mal
Bem
Mui o Bem
II Ca ac e ização do consumo de abaco
7. Quan as ezes, na ua ida, já umas e ciga os?
8. Com que equência umas e ciga os nos úl imos 30 dias?
9. Quando começas e a uma oi com alguma des as pessoas? (Assinala odas as
espos as que e in e essam)
Nunca umei ………………………….….
Com o (a) namo ado (a) ……………
0
1 ou 2
3 a 5
6 a 9
10 a 19
20 a 30
40 ou +
0
1 ou 2
3 a 5
6 a 9
10 a 19
20 a 30
40 ou +
33
Sozinho …………………………………….
Com amigos (as) ………………………..
Com um amilia …………………......
III Ca ac e ização do consumo de bebidas alcoólicas
10. Quan as ezes omas e bebidas alcoólicas (exemplos: ce eja, inho, champanhe,
agua den e, whisky, odka)? (Assinala com um X, apenas um quad ado em cada linha)
11. Pensa no que acon eceu nos úl imos 30 dias. Quan as ezes omas e as seguin es
bebidas? (Assinala com um X apenas um quad ado em cada linha)
12. Pensa no que acon eceu nos úl imos 30 dias. Quan as ezes omas e 5 (cinco) ou mais
bebidas seguidas? (Uma bebida é po exemplo um copo de inho, uma ga a a de
ce eja ou um cálice/sho de uma bebida des ilada)
Nenhuma …………………… 3 a 5 ezes ………………………
1 ez …………………………... 6 a 9 ezes …………………..….
2 ezes ……………………….. 10 ou mais ………………………
13. Quan as ezes icas e emb iagado? (Assinala com um X apenas um quad ado em cada
linha)
0
1 ou 2
3 a 5
6 a 9
10 a 19
20 a 30
40 ou +
Ao longo da ida…
Úl imos 12 meses…
Úl imos 30 dias…
0
1 ou 2
3 a 5
6 a 9
10 a 19
20 a 30
40 ou +
Ce eja
Vinho
Bebidas des iladas
(sho s, whisky, odka,
agua den e, b andy,
um, e c.)
0
1 ou 2
3 a 5
6 a 9
10 a 19
20 a 30
40 ou +
Ao longo da ida…
34
IV Ca ac e ização do consumo de ou as d ogas
14. Quan as ezes consumis e ma ijuana/haxixe/ganza/cha os? (Assinala com um X
apenas um quad ado em cada linha)
15. Quan as ezes usas e as seguin es d ogas? (Assinala com um X apenas um quad ado
em cada linha)
Úl imos 12
meses…
Úl imos 30 dias…
0
1 ou 2
3 a 5
6 a 9
10 a 19
20 a 30
40 ou +
Ao longo da ida…
Úl imos 12 meses…
Úl imos 30 dias…
0
1 ou 2
3 a 5
6 a 9
10 a 19
20 a 30
40 ou +
T anquilizan es,
“d un os” ou
seda i os (sem
indicação médica)
Es imulan es,
an e aminas ou
speeds (sem
indicação médica)
LSD, ácidos ou
ou os alucinogéneos
C ack
Cocaína
He oína
Rele im
Ecs asy ( odas)
Inalan es (colas,
sol en es)
35
16. Com que idade começas e a aze as seguin es coisas? (Assinala com um X apenas um
quad ado em cada linha)
Idade em anos
Nunca
11 ou
menos
12
13
14
15
16
17 ou +
Bebe ce eja (pelo menos
um copo)
Bebe inho (pelo menos
um copo)
Bebe bebida des ilada
(pelo menos um copo)
Fuma ciga os
dia iamen e
Expe imen a
es imulan es/an e aminas
Expe imen a
anquilizan es ou
seda i os
Expe imen a ma ijuana
ou haxixe
Expe imen a LSD ou
ou os alucinogéneos
Expe imen a c ack
Expe imen a cocaína
Expe imen a ele im
Expe imen a he oína
Expe imen a ecs asy
Chei a demo adamen e
inalan es (cola, sol en es,
e c.) pelos seus e ei os
36
17. Quan os amigos eus achas que… (Assinala uma c uz em cada linha)
Nenhum
Poucos
Alguns
A maio ia
Não sei
Fumam ciga os
Bebem bebidas
alcoólicas
Usam d ogas
V Ca ac e ização do es ilo educa i o pa en al
18. Pa a cada uma das a i mações que se seguem, assinala com uma c uz (X) a coluna que
melho aduz o que se passa con igo
Disco do
To almen e
Não
Conco do
Conco do
Conco do
em
absolu o
1a. Posso con a com o meu
Pai pa a me ajuda se eu i e
algum p oblema.
2a. O meu Pai inci a-me a da
o meu melho em qualque
coisa que eu aça.
3a. O meu Pai inci a-me a
pensa pela minha cabeça.
4a. O meu pai ajuda-me nos
meus abalhos escola es se
hou e alguma coisa que eu
não comp eenda.
5a. Quando o meu Pai
p e ende que eu aça alguma
coisa, explica-me po quê.
1b. Posso con a com a minha
Mãe pa a me ajuda se eu i e
algum p oblema.
2b. A minha Mãe inci a-me a
da o meu melho em
qualque coisa que eu aça.
3b. A minha Mãe inci a-me a
pensa pela minha cabeça.
4b. A minha Mãe ajuda-me nos
meus abalhos escola es se
hou e alguma coisa que eu
não comp eenda.
5b. Quando a minha Mãe
p e ende que eu aça alguma
coisa, explica-me po quê.
43
Anexo 3
Pedido de au o ização aos Enca egados de Educação
A Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade do Po o, no
âmbi o do p oje o de Mes ado In eg ado em Psicologia, e em colabo ação com a Escola
E.B. 2/3 de Vila d´Es e, i á ealiza um es udo que se des ina à análise de di e en es
aspe os elacionados com a ida dos jo ens, jun o de alunos do 7º, 8º e 9º ano de
escola idade, du an e o ano le i o de 2015/2016. Pa a al, imos po es e meio solici a a
V. Ex.a que au o ize o seu educando a pa icipa .
Os dados ecolhidos se ão igo osamen e anónimos e con idenciais.
Ag adecendo desde já pela sua colabo ação,
A di e o a do conselho execu i o, A esponsá el pelo es udo,
___________________________ ________________________
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Au o ização
Eu, ___________________________________________________________________,
Enca egado (a) de Educação do aluno (a) ____________________________________
_____________________, nº___, da u ma ___, do ano ___ decla o que au o izo o meu
educando a pa icipa no es udo a ealiza pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da
Educação da Uni e sidade do Po o.
O (A) Enca egado de Educação
Da a: ___/___/___ ________________________________