I. Qua esma, J. L. Zêze e
RISKam - A aliação e Ges ão de Pe igosidades e Risco Ambien al, Cen o de Es udos Geog á icos
da Uni e sidade de Lisboa
CHEIAS E MOVIMENTOS DE MASSA COM CARÁCTER DANOSO EM PORTUGAL
CONTINENTAL
1. INTRODUÇÃO
O e i ó io con inen al Po uguês é suscep í el à oco ência de enómenos na u ais de
na u eza hid o-geomo ológica (e.g. cheias e mo imen os de massa) com po encial pa a se
ans o ma em em desas es na u ais. A sua equência empo al é ela i amen e baixa,
condicionando o des anecimen o des es enómenos na memó ia colec i a das populações
expos as ao seu impac o po encial. Po ém, as cheias e os mo imen os de massa êm, em
eg a, uma eco ência espacial assinalá el. Po es a azão, admi e-se como p o á el a oco -
ência de e en os hid o-geomo ológicos com ca ác e danoso nas á eas que an e io men e
enham so ido os seus e ei os, assumindo que os ac o es condicionan es e desencadean es
dos enómenos pe igosos pe manecem inal e ados. Nes e con ex o, é absolu amen e de e -
minan e a cons ução de in en á ios dos e en os hid o-geomo ológicos com ca ác e dano-
so de na u eza his ó ica (Ba nolas & Llasa , 2007). A cons i uição des e in en á io pa a o
e i ó io po uguês in eg a-se numa abo dagem mais as a e em cu so, dedicada ao es udo
das cheias e mo imen os de massa com cá ac e danoso oco idos em Po ugal con inen al
no século XX e início do século XXI. Nes e abalho ap esen am-se os esul ados ob idos a
pa i da análise de um pe íodo e e en e a 109 anos, comp eendido en e 1900 e 2008.
2. APONTAMENTOS METODOLÓGICOS
Nes e abalho o am conside adas odas as cheias e mo imen os de massa oco idos
em Po ugal Con inen al que enham esul ado em mo es, e idos, desapa ecidos, e acua-
dos ou desalojados, independen emen e do núme o de a ec ados. Es e c i é io a iculou-se
com a me odologia de abalho adop ada, que consis iu na pesquisa na imp ensa esc i a
nacional diá ia, de ca ác e gene alis a. Assume-se que os e en os hid ológicos e geomo o-
lógicos que eúnem as condições a ás mencionadas se ão su icien emen e ele an es pa a
se em ela ados pelos e e idos ó gãos de comunicação social. Sendo de ácil acesso como
on e de in o mação, os jo nais o e ecem uma imagem ab agen e dos acon ecimen os e
ajudam a es abelece uma c onologia sequencial da oco ência dos e en os (Qua esma,
2008).
800
O abalho desen ol ido consis iu na pesquisa sis emá ica do Diá io de No ícias, que
cons i ui um jo nal de e e ência nacional com uma edição empo almen e con ínua. Adi-
cionalmen e, o am consul adas edições de ou os jo nais (e.g. Século e Público) pa a
colma a alhas na in o mação ecolhida. No o al o am consul ados ce ca de 39.000
jo nais diá ios.
Pa a cada e en o oi ecolhida a seguin e in o mação: í ulo e da a da on e da no ícia; da a
da oco ência (dia, mês, ano); ipo de e en o; localização; núme o de mo es, e idos, desapa e-
cidos, e acuados e desalojados; p ejuízos ma e iais e en idades en ol idas. Como o in en á io
se encon a ocalizado nas consequências dos e en os, um mesmo enómeno na u al (e.g. uma
cheia) pode o igina á ios egis os (de inidos como e en os), co espondendo cada uma a
e ei os especí icos em en idades e i o iais pa icula es. Cada e en o egis ado oi codi icado e
geo e e enciado, u ilizando pa a o e ei o coo denadas oponímicas. A in o mação oi pos e io -
men e in eg ada numa base de dados em ambien e SIG.
O p ocesso de le an amen o his ó ico de e en os hid o-geomo ológicos com ca ác e
danoso depa ou-se com alguns p oblemas. Po ezes, os ela os dos e en os con abilizam
apenas quali a i amen e o núme o de pessoas a ec adas, com a u ilização de e mos como
«mui os», «alguns» e « á ios», p oblema ambém epo ado po Guzze i e al. (2005) num
abalho simila desen ol ido na I ália. Pa a colma a es as al as p ocedeu-se à consul a de
ou as publicações diá ias de ca ác e gene alis a mas nem semp e oi possí el ob ia es as
al as (Qua esma, 2008). Nou os casos, as pessoas a ec adas são con abilizadas com e-
e ência ao núme o de amílias. Quando a consul a de ou as publicações não pe mi iu
comple a a in o mação, oi conside ada a dimensão média das amílias clássicas (núme o
de elemen os) em Po ugal Con inen al co esponden e à decáda da oco ência do e en o,
de aco do com os alo es epo ados nos censos.
Na maio pa e dos casos, a desc ição dos enómenos de na u eza geomo ológica não
é cla a o su icien e pa a de e mina com p ecisão qual o ipo de mo imen o de massa.
Adicionalmen e, a u ilização de e mos pouco p ecisos pa a desc e e os enómenos, como
«de ocada», «aba imen o», «desmo onamen o», «aluimen o» e «enxu ada», não acili a a
sua classi icação inequí oca. O e mo «enxu ada» possui um signi icado ambi alen e po -
que ambém é u ilizado, po ezes, pa a desc ição de cheias. Nes e con ex o, decidiu-se
não subdi idi as mani es ações de ins abilidade geomo ológica, que ica am ag upadas sob
a designação gené ica de «mo imen os de massa».
Apesa do p oblema da censu a jo nalís ica, que ab ange g ande pa e do século XX, os
esul ados apu ados pe mi em a i ma que não pa ecem exis i omissões na publici ação
da oco ência de e en os hid o-geomo ológicos com cá ac e danoso; no en an o, admi e-
se que os núme os das consequências possam ido sido al e ados de modo a o nece uma
imagem menos d amá ica das si uações (e.g. nos e en os de No emb o de 1967).
3. VALIDAÇÃO DO INVENTÁRIO
O p ocesso de alidação do in en á io de e en os hid o-geomo ológicos com conse-
quências danosas e e po objec i o a alia a consis ência dos dados e a e i a c edibilidade
da in o mação, endo p esen e o mé odo de ecolha u ilizado. Nes e sen ido, o in en á io oi
c uzado com uma base de dados exclusi amen e dedicada a mo imen os de massa pa a a
egião no e do país, e ec uada com ecu so a on es de in o mação mais di e si icadas (S.
801
Pe ei a e al., 2008). Foi aplicada a análise compa a i a ao núme o de oco ências e à quan-
i icação das consequências (núme o de mo os, e idos e desalojados), seleccionando do
nosso in en á io os mo imen os de massa oco idos na egião no e. O g au de con iança
apu ado oi de 73%, com espei o ao núme o de e en os geomo ológicos na egião no e.
Pa a o núme o de mo es o ní el de sob eposição dos dois in en á ios é de 76%, enquan o
pa a o núme o de e idos se obse a um alo semelhan e (78%). De en e o conjun o de
consequências conside adas, o núme o de desalojados oi o que egis ou um g au de con ian-
ça mais ele ado, na o dem dos 80%. Admi indo que a amos a u ilizada na compa ação é
ep esen a i a da o alidade do in en á io, e endo em conside ação que os mo imen os de
massa, ao con á io das cheias, são um enómeno pouco conhecido do público em ge al e
mui as ezes con undido com e en os hid ológicos, conclui-se que o g au de con iança da
base de dados é ele ado. Em qualque ci cuns ância, êm-se p esen es as limi ações mé odo-
lógicas da cons ução de um in en á io com as ca ac e ís icas ap esen adas, cujos egis os
êm semp e endência pa a peca po de ei o.
4. DISTRIBUIÇÃO TEMPORAL DOS EVENTOS HIDRO-GEOMORFOLÓGICOS
O le an amen o documen al pe mi iu o egis o de 1030 e en os de na u eza hid o-
geomo ológica com ca ác e danoso pa a o pe íodo 1900-2008, o que equi ale a uma
média de 10 oco ências po ano. O ipo de e en o mais equen e oi a cheia, com 846
oco ências (82% do o al), enquan o os mo imen os de massa pe azem somen e 18%
dos casos (184 e en os).
A dis ibuição anual dos e en os egis ados denuncia a exis ência de di e sas concen-
ações de anos ca ac e izadas pelo ele ado núme o de oco ências ( ig. 1). A p imei a
concen ação e i icou-se en e 1908 e 1916, incluindo o máximo absolu o anual de oco -
ências (47 em 1909). A segunda concen ação de e en os e i ica-se en e meados dos
anos 30 e o inal da década de 60, co espondendo ao pe íodo com maio núme o de
oco ências no conjun o dos 109 anos conside ados. A e cei a concen ação em início
em meados dos anos 90 e p olonga-se a é 2008.
No que espei a aos picos das oco ências, obse a-se que es es se e i icam, equen e-
men e, em dois anos consecu i os (e.g., 1936/37, 1940/41, 1947/48, 1959/60, 1963/63,
1966/67, 1978/79, 1996/97, 2000/01). Es e ac o não denuncia qualque pad ão empo al,
apenas esul a da o ganização dos dados em anos ci is, o que de e mina a sepa ação de egis-
os co esponden es a um mesmo In e no chu oso em dois anos consecu i os.
Os meses de No emb o, Dezemb o, Janei o e Fe e ei o o alizam, em conjun o, 72% dos
casos ( ig. 2). Es es meses são aqueles em que, no malmen e, se egis am os alo es máximos
da p ecipi ação anual, que desencadeiam os enómenos hid o-geomo ológicos es udados. As
cheias ap esen am o alo máximo de oco ência no mês de Janei o (167) secundado de pe o
po Dezemb o (159) e No emb o (158) ( ig. 2), ou seja, no inal do Ou ono e no início do
In e no, mui o p o a elmen e em associação com a oco ência de episódios de chu as in en-
sas que endem a se mais equen es nes e pe íodo do ano (Fe ei a,1985; Ven u a, 1987;
Ramos & Reis, 2001). Os mo imen os de massa ap esen am o pico de oco ência ambém no
mês de Janei o (46). No en an o, em oposição aos e en os hid ológicos, são os meses de
Ma ço (37) e Fe e ei o (35) que ap esen am alo es p óximos aos do mês de Janei o. Cons a-
a-se, assim, que os máximos de equência dos e en os geomo ológicos oco em dois meses
802
mais a de compa a i amen e aos e en os hid ológicos. Es a obse ação pode á indicia que,
apesa de associados a um mesmo ac o desencadean e (a p ecipi ação), os enómenos na u-
ais conside ados e elam empos de espos a di e enciados.
Figu a 1 – E en os hid o-geomo ológicos egis ados po ano de oco ência no pe íodo
1900-2008. As ba as cinzen as ep esen am o núme o anual de e en os (escala da
esque da); a ec a p e a ep esen a a média anual de oco ências (escala da esque da); a
cu a p e a e e e-se à equência acumulada das oco ências (escala da di ei a).
Figu a 2 – Dis ibuição mensal po ipologia de e en os (1900-2008)
5. DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS EVENTOS HIDRO-GEOMORFOLÓGICOS
Os e en os hid o-geomo ológicos que p oduzi am e ei os danosos no pe íodo 1900-
2008 dis ibuem-se po odo o e i ó io nacional ( ig. 3). No en an o, é possí el dis ingui 5
803
á eas que ap esen am uma maio concen ação de oco ências: (i) á ea me opoli ana do
Po o; (ii) ma gem no e da á ea me opoli ana de Lisboa; (iii) egião do ale in e io do
Tejo; (i ) egião do ale in e io do Dou o; ( ) á ea de Coimb a.
Os mo imen os de massa oco e am, p edominan emen e, a no e do ale do Tejo, o
que é comp eensí el a endendo aos condicionalismos de na u eza opog á ica e geológica.
As cheias e elam uma dis ibuição dispe sa po odo o e i ó io.
Figu a 3 – Dis ibuição espacial de e en os hid o-geomo ológicos com ca ác e danoso
em Po ugal Con inen al no pe íodo 1900-2008. Os iângulos p e os co espondem a
mo imen os de massa, os pon os cinzen os a cheias.
804
6. AS CONSEQUÊNCIAS DOS EVENTOS HIDRO-GEOMORFOLÓGICOS
Nos 109 anos ab angidos po es a in es igação, as cheias e mo imen os de massa
o am esponsá eis po 986 mo es (média de 9 mo es po ano), 696 e idos e 211 desa-
pa ecidos. O núme o de e acuados e desalojados epo ados ascendeu a 12.074 e 13.920,
espec i amen e.
Ve i ica am-se 242 e en os com í imas a ais, 24,2% do o al das oco ências. 85%
das i ímas mo ais (840 mo es) o am p o ocadas po 186 cheias, enquan o que os e en-
os geomo ológicos (63) co espondem somen e a 15% do o al de í imas mo ais (146)
no mesmo pe íodo. A exemplo do e i icado na e olução empo al do núme o de e en os,
oi en e os anos 30 e o im dos anos 60 do século XX que oco eu o maio núme o de
mo es ( ig. 4). Nes e pe íodo des aca-se cla amen e o ano de 1967, com 495 mo es no
e en o de cheia ápida na egião de Lisboa. Numa posição secundá ia encon a-se o ano
de 2001, ma cado po um núme o ele ado de e en os a ais no no e do país, de onde se
des aca o oco ido com a queda da pon e de En e-os-Rios.
Figu a 4 – Núme o o al de mo es p o ocadas po e en os hid o-geomo ológicos no
pe íodo 1900-2008. Ba as p e as: núme o de mo es (escala da esque da). Linha cinzen a:
núme o de i ímas mo ais acumuladas (escala da di ei a)
Pese embo a o desiquilíb io na equência de oco ência, com uma p opo ção de 4,6
cheias pa a 1 de mo imen os de massa, os dois ipos de enómenos possuem índices de
mo alidade p óximos: 0,79 pa a os mo imen os de massa e 0,99 pa a as cheias. Adicio-
nalmen e, se não conside a mos a si uação excepcional de No emb o de 1967, o índice de
mo alidade pa a as cheias dec esce pa a 0,41.
A dis ibuição mensal de í imas mo ais e dos e en os que p o oca am mo es, po
ipologia, indica uma concen ação nos meses de Ou ono e In e no. A impo ância do
mês de No emb o esul a sob e udo das cheias, de onde sob essai o episódio de No em-
b o de 1967. Dezemb o, Janei o, Fe e ei o e Ma ço são os meses que ap esen am os alo-
es mais ele ados, depois do máximo de No emb o, e lec indo, em pa e, a dis ibuição
mensal da o alidade dos e en os hid o-geomo ológicos.
805
Figu a 5 – Cu as F-N ( equência s. consequências) dos e en os hid o-geomo ológicos
no pe íodo 1900-2008 e C i é io de acei abilidade social do isco do go e no de Hong
Kong (Hong Kong Go e nmen Planning Depa men , 1993).
7. AVALIAÇÃO DA TOLERÂNCIA SOCIAL AO RISCO
O c i é io de ole ância social ao isco em um papel undamen al no p ocesso da
ges ão do isco po que o nece o ien ações pa a a decisão. Os c i é ios do isco adop ados
no e i ó io de Hong Kong e em países como o Reino Unido, Canadá e Aus ália in-
cluem ês ní eis undamen ais (HSE, 1992): isco acei á el, isco inacei á el (o isco pode
se jus i icado só em ci cuns âncias excepcionais) e zona ALARP (as low as easonably
p ac icable) em que o isco é ole ado desde que um bene ício líquido lhe es eja associado,
e quando a edução do isco não é p a icá el, ou é desp opo cionada em e mos de cus os
po compa ação com as an agens que p opo ciona.
806
A u ilização de cu as F-N ( equência s. Consequência), pa a a aliação quan i a i a
do isco de pe da de idas humanas, acili a a compa ação dos e ei os p o ocados po
di e en es desas es na u ais e o seu enquad amen o nos c i é ios de ole ância social ao
isco (Guzze i, 2000).
Fo am cons uídas cu as F-N pa a odos os e en os egis ados ( ec a p e a) en e 1900 e
2008 ( unção de p obabilidade y = 1,9207047x-1,05, R2 = 0,962), e sepa adamen e pa a as
cheias ( ec a cinzen a cla a) ( unção de p obabilidade y = 1,339x-0,96, R2 = 0,947) e mo i-
men os de massa ( ec a cinzen a) ( unção de p obabilidade y = 0,596-1,35, R2 = 0,977).
Da lei u a da Figu a 5 esul a e iden e que os iscos pa a a ida humana deco en es
dos enómenos hid ológicos e geomo ológicos em Po ugal são inacei á eis, de aco do
com os pad ões in e nacionais, jus i icando o desen ol imen o e implemen ação de medi-
das e icazes de p e enção e de mi igação, po pa e das en idades esponsá eis.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Segundo os c i é ios p econizados pela EM-DAT, nos 109 anos analisados e i ica am-se,
pelo menos, 17 ca ás o es na u ais no e i ó io Po uguês con inen al p o ocadas po e en os
hid o-geomo ológicos. No en an o, o núme o de cheias e mo imen os de massa com conse-
quências danosas e i icado no pe íodo em análise, segundo os c i é ios de inidos p e iamen e,
oi bas an e maio , como se p o a pelo apu amen o de 1030 oco ências, sendo que es e
núme o peca segu amen e po de ei o, de ido a de iciência das desc ições jo nalís icas. Os
e en os hid o-geomo ológicos com ca ác e danoso oco em po odo o e i ó io con inen al,
exis indo o p edomínio das cheias em elação aos mo imen os de massa. Ao con á io do que é
desc i o em di e sas bases de dados in e nacionais, os dados apu ados nes e abalho não
con i mam um inc emen o empo al no núme o de e en os egis ados.
A mo alidade apu ada é signi ica i a, com uma média de 9 mo es/ano. As cheias
o am esponsá eis po mais mo es mas são os mo imen os de massa que, em e mos
ela i os, p o ocam mais ezes i ímas mo ais.
Es a in es igação, po ab ange um pe íodo bas an e longo (109 anos), pe mi e lança os
undamen os pa a a cons ução de uma u u a base de dados, que con ibui á pa a a omada
de decisões na p e enção e icaz dos e ei os das cheias e dos mo imen os de massa em Po -
ugal Con inen al p e enindo, limi ando e mi igando as suas consequências ne as as.
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