VIOLÊNCIA
no Mundo An igo
e Medie al
Ma ia C is ina Pimen el e Nuno Simões Rod igues
(coo denado es)
VIOLÊNCIA no Mundo An igo e Medie al
Pimen el - Rod igues (coo ds.)
VIOLÊNCIA NO MUNDO ANTIGO E MEDIEVAL
Ma ia C is ina PiMen el e nuno siMões od igues
(coo denado es)
gab iel sil a, i an Figuei as, Ma iM Ho a,
Ma ia luísa esende, iCa do dua e
(colabo ado es)
Colecção: eClassica 2 (2017)
Tí ulo: Violência no Mundo An igo e Medie al
Coo denado es cien í icos: Ma ia C is ina Pimen el, Nuno Simões Rod igues
Colabo ado es: Gab iel Sil a, I an Figuei as, Ma im Ho a, Ma ia Luísa Resende,
Rica do Dua e
Re isão: Gab iel Sil a, I an Figuei as, Ma im Ho a, Ma ia Luísa Resende,
Rica do Dua e
(c) Cen o de Es udos Clássicos, 2017
[email p o ec ed]
(c) eClassica
eISSN 2183‑6485
ISBN 978‑972‑9376‑47‑4
Dep. Legal 438943/18
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Es e li o é inanciado po Fundos Nacionais a a és da FCT – Fundação pa a a Ciência
e a Tecnologia, I.P., no âmbi o do p ojec o UID/ELT/00019/2013
INDEX
ABREVIATURAS
INTRODUÇÃO
Ma ia C is ina de Sousa PiMen el e Nuno Simões od igues
Auidissima caedis e uiolen a ui : sci es e sanguine na os.
In oduzindo e lexões sob e a p oblemá ica da iolência na
An iguidade e no Medie o
I. VIOLÊNCIA NO MUNDO ANTIGO
Mi iam aldés guia
Rap o y iolencia en los luga es liminales del Á ica: en e el mi o,
el i o y la his o ia
Ca men Mo enilla alens
Amo y gue a en la agedia de Só ocles
P iscilla gon ijo lei e
Ul aje, inimizade e gue a: o caso de Demós enes e Ésquines
Filipe soa es
Violence and Family Bounds in Phaed a’s Theme
Joaquim J. S. PinHei o
A ep esen ação da mo e de As íanax na Li e a u a Clássica
Miguel Ángel aMí ez ba alla
La iolencia en Roma. Un ace camien o a sus o mas públicas po
pa e del Es ado omano
Ma ía Ángeles alonso alonso
El uso de la iolencia en con ex o sani a io du an e la An igüedad
omana
Yasmina benFe Ha
Les mo s iolen es dans les His oi es de Taci e
Anna aMbie ‑Kwaśniewska
Did Paul he Apos le call Ch is ians o use iolence?
A heological meaning o agon in pauline epis les
III
V
V II‑XVIII
3‑20
21‑49
51‑65
67‑83
85‑98
99‑113
115‑130
131‑144
145‑155
IVIV
159‑174
175‑186
187‑200
201‑217
219‑234
II. VIOLÊNCIA NO MUNDO MEDIEVAL
Ne i de Ba os alMeida
His o ical gen e and wa io iolence in he ea ly Middle Ages
Lyn blanCHField
The P oblem o he U ban Pig: Violence and Ci ic O de in he La e
Medie al I alian Ci y ‑S a e
Manuela San os sil a
Violência ou exibição de i ilidade? Compo amen os masculinos
nos Li os de Linhagens po ugueses da Idade Média
Ad ian And ei usu
Mo i a ions de la iolence dans l’abbaye bénédic ine de Bize e
Sil ia ACe bi
La iolencia como a ma de polí ica eclesiás ica en los concilios
o ien ales del siglo : É eso I (431) y É eso II (449)
VV
ABREVIATURAS
As ab e ia u as dos au o es g egos e la inos seguem as eg as do OCD.
AE L’Année Épig aphique, 1888 ‑2008.
ANRW J. Vog – H. Tempo ini – W. Haase (edd.), Au s ieg und
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CIL Co pus Insc ip ionum La ina um, Be olini, 1863‑
EGF M. Da ies, Epico um G aeco um F agmen a, Vandenhoeck
& Rup ech , 1988
PIR P osopog aphia Impe ii Romani Saeculi I, II, III, 1s edn. by
E. Klebs and H. Dessau (1897–8); 2nd edn. by E. G oag, A.
S ein, and o he s (1933– )
PMG Poe a um Melico um G aeco um F agmen a, Ox o d, 1991
RE A. Pauly – G. Wissowa – W. K oll, Real ‑Encyclopädie d.
klassischen Al e umswissenscha , 1893‑
RE A. Pauly – G. Wissowa – W. K oll, Real ‑Encyclopädie d.
klassischen Al e umswissenscha , 1893‑
SHA Sc ip o es His o iae Augus ae
M. C. de Sousa Pimen el – N. Simões Rod igues, “Auidissima caedis e uiolen a ui : sci es e sanguine na os.
In oduzindo e lexões sob e a p oblemá ica da iolência na An iguidade e no Medie o. Ap esen ação”, eClassica
2: Violência no mundo an igo e medie al, 2016, VII‑XVIII.
AVIDISSIMA CAEDIS ET VIOLENTA FVIT: SCIRES E SANGVINE NATOS.
INTRODUZINDO REFLEXÕES SOBRE A PROBLEMÁTICA DA
VIOLÊNCIA NA ANTIGUIDADE E NO MEDIEVO
Ma ia C is ina de sousa PiMen el
[email p o ec ed]
Cen o de Es udos Clássicos,
Faculdade de Le as da Uni e sidade de Lisboa
nuno siMões od igues
[email p o ec ed]
Cen o de His ó ia,
Faculdade de Le as da Uni e sidade de Lisboa /
Cen o de Es udos Clássicos e Humanís icos,
Faculdade de Le as da Uni e sidade de Coimb a
Não é di ícil encon a , no âmbi o dos ex os legados pela An iguidade
e pela Idade Média, e e ências, passos ou episódios que se des aquem pela
sua na u eza iolen a. A í ulo de exemplo, ci amos apenas ês casos, que
conside amos su icien emen e ab angen es e demons a i os do enunciado
que acabamos de o mula .
Assim, começamos po eco e ao g ande co pus ex ual que é
a Bíblia, basila pa a o es udo das ci ilizações da chamada An iguidade
P é ‑Clássica, mas igualmen e undamen al pa a o es udo do pensamen o
e da sociedade medie ais, aos quais se iu de ma iz na e são la ina que,
sob e udo, São Je ónimo ez dos an igos ex os a amaicos, heb aicos e
g egos. No Li o de Josué, en endido po mui os como um complemen o
do Pen a euco e cuja o mulação de ini i a de e á emon a ao pe íodo do
INTRODUÇÃO
VIII Ma ia C is ina de sousa PiMen el | nuno siMões od igues
M. C. de Sousa Pimen el – N. Simões Rod igues, “Auidissima caedis e uiolen a ui : sci es e sanguine na os.
In oduzindo e lexões sob e a p oblemá ica da iolência na An iguidade e no Medie o. Ap esen ação”, eClassica
2: Violência no mundo an igo e medie al, 2016, VII-XVIII.
Exílio (séc. VI a.C.), lemos a seguin e desc ição, ela i a ao cas igo de um
lad ão apanhado en e a comunidade de Is aeli as:
Josué mandou que alguns homens inspeccionassem a enda, e encon a am
os objec os que es a am lá escondidos, e a p a a po baixo. Ti a am ‑nos dali
e ouxe am ‑nos a Josué e a odos os ilhos de Is ael, colocando ‑os dian e do
Senho . En ão Josué, em p esença de odo o Is ael, aga ando Acan, ilho de
Ze a, com a p a a, o man o, a ba a de ou o, os seus ilhos e ilhas, os seus
bois, os seus jumen os, as suas o elhas, a sua enda e udo o que lhe pe en‑
cia, le ou ‑os ao ale de Aco . Chegado ali, Josué disse: “Já que os e a nossa
pe dição, que o Senho aça com que e pe cas hoje.” E odos os ilhos de
Is ael os aped eja am; depois de os aped eja em, o am queimados no ogo.
E lança am sob e Acan um g ande mon e de ped as que ainda hoje subsis e.
En ão, o Senho aplacou a sua cóle a. Po isso, es e luga se chama ainda hoje
Vale de Aco .
(Js 8.22 ‑26, ad. A. Fe ei a Rod igues)
Além de unciona como e iologia que pa a o nome do luga (Vale de
Aco ou Vale do “Po ado de Desg aça”), oda ia hoje desconhecido, que
pa a o alegado mon e de ped as que ali exis i ia no empo da composição
do ex o, o passo do Li o de Josué e e e ‑se ambém a uma an iga p á ica
puni i a que consis ia no aped ejamen o do culpado de um c ime, jun a‑
men e com oda a sua amília, a qual acaba ia po se sup imida em pe íodo
pos e io (c . D 24.16; J 31.30; Ez 18.4). Enquan o p á ica e en ualmen e
consue udiná ia a caica, po ém, es e ipo de sanção p ima a po uma iolên‑
cia pa icula men e isí el na o ma de puni o co po não só dos culpados,
como ambém da amília deles, no sen ido de aze da punição um exemplo
pa a a comunidade. A iolência assim exp essa e es ia ‑se de um ca ác e
socialmen e p o ilác ico, cujo objec i o inal se ia o do con olo social.
Nas His ó ias de He ódo o, o his o iado g ego con a a mo e de Ci o
I, o ei undado do Impé io Pe sa, na sequência da gue a con a os Massá‑
ge as. Cego po uma ambição ap esen ada po He ódo o como desmedida,
Ci o c ia um es a agema que passa pela p opos a de casamen o com a ainha
iú a dos Masságe as, Tómi is. Es a, no en an o, pe cebendo a in enção de
Ci o, ejei a a p opos a do ei da Pé sia, o qual decide a aca os Masságe as,
ap isionando o p íncipe Espa gápises que acaba á po se suicida . A mãe de
Espa gápises, a ainha Tómi is, sacia á en ão a sua sede de ingança. Eis
como He ódo o na a o episódio:
XV
M. C. de Sousa Pimen el – N. Simões Rod igues, “Auidissima caedis e uiolen a ui : sci es e sanguine na os.
In oduzindo e lexões sob e a p oblemá ica da iolência na An iguidade e no Medie o. Ap esen ação”, eClassica
2: Violência no mundo an igo e medie al, 2016, VII-XVIII.
AVIDISSIMA CAEDIS ET VIOLENTA FVIT: SCIRES E SANGVINE NATOS.
INTRODUZINDO REFLEXÕES SOBRE A PROBLEMÁTICA DA VIOLÊNCIA
NA ANTIGUIDADE E NO MEDIEVO
De igual modo, o enquad amen o social da iolência e as de inições
a ele associadas são emas pe inen es nes as análises. Com e ei o, não é
po acaso que, na Odisseia, e.g., as mo es que se sucedem em Í aca após
o eg esso de Ulisses são ap esen adas como cas igos, iolen os, que de i‑
nem cla amen e o es a u o social dos en ol idos nesse p ocesso. Assim,
enquan o os p e enden es de Penélope que são al o da mnes e ophonia
caem sob os golpes da espada e das lechas do ei da ilha, as se as suas
cúmplices se ão punidas a a és do en o camen o (Od. 22). Es as duas
acções iolen as, igualmen e mani es as sob e o co po, uncionam como
e iden e di e enciação social dos en ol idos, com epe cussões ao ní el
men al e mo al dos que a elas assis em20.
A iolência pode assim e ambém uma unção didác ica. Com e ei o,
o passado é mui as ezes en endido como mes e no que diz espei o à
iolência21. Mas es a pode ambém se ap op iada pelas eli es polí icas
como o ma didác ica, de con olo social, e po isso ideologicamen e mani‑
pulá el. Nes e sen ido, ela é po ezes ap esen ada como e apa in ansponí‑
el de um ac o undado . De ce o modo, essa unção é já a que es á p esen e
na Teogonia de Hesíodo, quando o poe a ansmi e a ideia de que o pode
não passa pa a uma ge ação seguin e sem mani es ação de iolência ou sem
se a a és de um ac o iolen o. Na sua essência, odos os mi os de dilú io,
das e sões sume o‑bíblicas à o idiana, assen am nessa ideia: a eno a‑
ção do mundo e da humanidade não se az sem a des uição quase o al da
o dem an e io . Os exemplos pode iam mul iplica ‑se. Po ou o lado, es a
ideia é a que subjazia à palingénese es óica, segundo a qual o cosmos se ia
ec iado pa a ol a a se des uído.
Se, no campo ideológico e não a amen e, a iolência apa ece como
elemen o undado de uma no a o dem, ela pode desde logo se e ocada
como a iso cons uído à base de uma e ó ica, cujo objec i o é p ecisa‑
men e o de man e essa o dem ou de jus i ica a sua manu enção. Pa e
20 Sob e es a ques ão da elação pena/es a u o social, e e.g. N. Lo aux, Du châ imen dans
la ci é. Supplices co po eles e peine de mo dans le monde an ique, Rome, 1984; e , ainda
G. Ho mann, Le châ imen des Aman s dans la G èce Classique, Pa is, 1990; E. Can a ella,
I supplizi capi ali in G ecia e a Roma, Milano, 1991; T. Viljamaa – A. Timonen – C. K ö zl
(edd.), C udeli as. The Poli ics o C uel y in he Ancien and Medie al Wo ld, Tu ku, 1992;
R. A. Bauman, C ime and Punishmen in Ancien Rome, Ox o d, 1996.
21 Riche , “La iolence dans les mondes g ec e omain…”, 30.
XVI Ma ia C is ina de sousa PiMen el | nuno siMões od igues
M. C. de Sousa Pimen el – N. Simões Rod igues, “Auidissima caedis e uiolen a ui : sci es e sanguine na os.
In oduzindo e lexões sob e a p oblemá ica da iolência na An iguidade e no Medie o. Ap esen ação”, eClassica
2: Violência no mundo an igo e medie al, 2016, VII-XVIII.
dessa iolência mani es a ‑se em ambien e de gue a, que equen emen e
eco e a ac os iolen os, an o ísicos como psicológicos, como a ma,
ha endo que não esquece , como concluí am já á ios au o es an es de nós,
que a gue a em um papel cen al nessas sociedades22. A An iguidade e
o Medie o são épocas pa icula men e icas em exemplos demons a i os
dessa ealidade, p o enien es sob e udo da li e a u a. A poesia e a his o io‑
g a ia, em pa icula e com unções sociológica e cul u almen e dis in as,
mas ambém o omance e a hagiog a ia são on es p i ilegiadas pa a o es udo
das ep esen ações da iolência nesses con ex os. A Ilíada é um es i al
de sangue, es alando po ezes em apologia da iolência. E iden emen e,
essa opção pode se jus i icada, ao se enquad ada no con ex o cul u al que
a de e mina. Mas é igualmen e indicado a do que e e imos acima. Pa a
o es udo da agédia g ega, o ema da iolência é mesmo nuclea , sendo
um dos pon os de discussão, no âmbi o da poé ica ágica, p ecisamen e
a ques ão da exibição e da con emplação do ac o iolen o: se ia ele is o
ou não, mos ado ou não aos espec ado es an igos? Se não e a mos ado,
e a pelo menos ou ido e as desc ições de iolência não al am no co pus
ágico dos G egos. Em con apa ida, a agédia omana, designadamen e
a de Séneca, eco e á mesmo à iolência como ópico na a i o p óp io,
com objec i os bem de inidos no con ex o sócio ‑polí ico e cul u al em que
se o mulam.
Po conseguin e, seja na li e a u a em ge al, seja na me a ‑li e a u a, a
iolência é um ema cons an emen e p esen e nas cul u as an igas e medie‑
ais, sendo a sua unção e o mulação a iadas. Se um ac o iolen o pode
se sin oma de op essão, na pe spec i a das suas í imas, ele pode ambém
se sinal de pode e do seu exe cício e demons ação, na pe spec i a dos
seus pe pe ado es. A iolência e es e ‑se assim de unções de a ma polí‑
ica, de con olo social e de eacção a ensões sociais23.
Mas a iolência em ambém uma ace a de sensacionalismo que não
de emos igmo a ou desp eza , a é po que oi equen emen e u ilizada ao
longo dos empos com essa dimensão. Como no am R. H. Cle es, “ ales o
bloodshed and pain se e o a ac audiences”24; e P. L. Walke , “people
22 Ve e.g. H. an Wees, Wa and Violence in Ancien G eece, London/ Swansea, 2000.
23 R. H. Cle es, “On W i ing he His o y o Violence”, Jou nal o he Ea ly Republic 24.4,
2004, 644.
24 Cle es, “On W i ing he His o y o Violence”, 665.
XVII
M. C. de Sousa Pimen el – N. Simões Rod igues, “Auidissima caedis e uiolen a ui : sci es e sanguine na os.
In oduzindo e lexões sob e a p oblemá ica da iolência na An iguidade e no Medie o. Ap esen ação”, eClassica
2: Violência no mundo an igo e medie al, 2016, VII-XVIII.
AVIDISSIMA CAEDIS ET VIOLENTA FVIT: SCIRES E SANGVINE NATOS.
INTRODUZINDO REFLEXÕES SOBRE A PROBLEMÁTICA DA VIOLÊNCIA
NA ANTIGUIDADE E NO MEDIEVO
seem o ha e a deep ‑sea ed ascina ion wi h iolence, especially i he
ic im was a s ange ”25.
Pa ece ‑nos assim da maio pe inência a eunião de um conjun o
de es udos dedicados ao ema. É p ecisamen e o que p opomos com es a
edição, numa pe spec i a diac ónica, balizada en e a An iguidade e a Idade
Média. Ap esen amos um conjun o de abalhos que o e ecem os esul a‑
dos das in es igações dos seus au o es, sob o ema comum da iolência.
Neles são a ados emas como a mo e i ual das c ianças na An iguidade
g ega, o amo e a mo e na agédia de Só ocles, ou, ainda, a p esença de
ac os iolen os numa abadia benedi ina e a ques ão da a iculação en e
a iolência e a o dem nas cidades ‑es ado i alianas da Baixa Idade Média,
sem deixa de passa pela p oblemá ica da mo e iolen a nas His ó ias de
Táci o, pela gene alidade das o mas assumidas pela iolência na Roma
An iga ou pela sua p esença na epis olog a ia de Paulo de Ta so.
Impõe ‑se uma pala a de ag adecimen o aos nossos colabo ado es
nes a a e a: ao Rica do Dua e, à Luísa Resende, ao Gab iel Sil a, ao I an
Figuei as e ao Ma im Ho a. G ande pa e des e li o de e ‑se a eles. Aliás,
em nome da jus iça, há que e e i que oi deles a ideia o iginal que nos
desa iou pa a es a emp esa de es uda a iolência na An iguidade e na Idade
Média.
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E. Can a ella, Los Suplicios Capi ales en G ecia y Roma. O ígenes y unciones de
la pena de mue e en la an igüedad clásica, Mad id, 1996
25 Walke , “A Bioa chaeological Pe spec i e…”, 584.
XVIII Ma ia C is ina de sousa PiMen el | nuno siMões od igues
M. C. de Sousa Pimen el – N. Simões Rod igues, “Auidissima caedis e uiolen a ui : sci es e sanguine na os.
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