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Dissipação de energia do escoamento deslizante sobre turbilhões em vertedouros em degraus de declividade 1V:1H

Abstract

[EN] The energy dissipation along the chute is the stepped spillway’s main function. With those structures the reduction of residual energy at the dam’s toe is sought, allowing lower cost with the construction of dissipation structures downstream the spillway. The study characterizes energy dissipation on sliding flow in skimming flow on stepped spillways with slope of 45° (1V:1H), through experimental analysis in 4 physical models, one with flat chute and three stepped chutes with steps of 30mm, 60mm and 90mm. Aspects related to flow’s energy dissipation were evaluated, especially those related to mean levels of water on aerated and non-aerated flow regions, allowing the establishment of representative dimensionless parameters of dissipated energy along the stepped chute.

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Dissipação de energia do escoamento deslizante sobre turbilhões em vertedouros em degraus de declividade 1V:1H

Author: Dai Prá, M.,Priebe, P.S.,Sanagiotto, D.G.,Marques, M.G.
Publisher: Universitat Politècnica de València
Year: 2016
DOI: 10.4995/ia.2016.3714
Source: https://riunet.upv.es/bitstream/10251/77100/1/3714-15815-1-PB.pdf
Dai P á e al. | Dissipação de ene gia do escoamen o deslizan e sob e u bilhões em e edou os em deg aus […] 1Ingenie ía del Agua | 20.1 | 2016
Dissipação de ene gia do escoamen o deslizan e sob e u bilhões em
e edou os em deg aus de decli idade 1V:1H
Ene gy dissipa ion in skimming low a s epped spillways wi h 1V:1H slope
Dai P á, M.a1, P iebe, P.S.a2, Sanagio o, D.G.b1, Ma ques, M.G.b2
aUni e sidade Fede al de Pelo as, Rua Gomes Ca nei o, 01, Sala 129, Pelo as/RS, CEP 96010-610, B asil. E-mail: a1 [email p o ec ed],
a2 [email p o ec ed]
bUni e sidade Fede al do Rio G ande do Sul, Ins i u o de Pesquisas Hid áulicas, A . Ben o Gonçal es, 9500, Po o Aleg e/RS CEP 91501-970.
E-mail: b1 [email p o ec ed], b2 [email p o ec ed]
Recibido: 08/04/2015 Acep ado: 18/12/2015 Publicado: 28/01/2016
RESUMO
A dissipação de ene gia ao longo da calha é a p incipal unção dos e edou os em deg aus. Com essas es u u as se busca a
edução da ene gia esidual no pé da ba agem, p opo cionando meno es cus os com a cons ução de es u u as de dissipação a
jusan e do e edou o. Es e es udo ca ac e iza a dissipação da ene gia do escoamen o deslizan e sob e u bilhões em e edou os
em deg aus com decli idade de 45° (1V:1H) a a és da análise expe imen al em qua o modelos ísicos, sendo um com calha lisa
e ês com calhas em deg aus de al u as cons an es iguais a 30 mm, 60 mm e 90 mm. Fo am a aliados os aspec os elacionados
a dissipação de ene gia do escoamen o, especialmen e aqueles elacionados aos ní eis médios da água nas egiões ae adas e
não ae adas do luxo, pe mi indo o es abelecimen o de pa âme os adimensionais ep esen a i os da ene gia dissipada ao longo
da calha em deg aus.
Pala as cha e | Ve edou os em deg aus; Dissipação de ene gia; Es u u as Hid áulicas; Escoamen o deslizan e sob e u bilhões.
ABSTRACT
The ene gy dissipa ion along he chu e is he s epped spillway’s main unc ion. Wi h hose s uc u es he educ ion o esidual
ene gy a he dam’s oe is sough , allowing lowe cos wi h he cons uc ion o dissipa ion s uc u es downs eam he spillway. The
s udy cha ac e izes ene gy dissipa ion on sliding low in skimming low on s epped spillways wi h slope o 45° (1V:1H), h ough
expe imen al analysis in 4 physical models, one wi h la chu e and h ee s epped chu es wi h s eps o 30 mm, 60 mm and 90 mm.
Aspec s ela ed o low’s ene gy dissipa ion we e e alua ed, especially hose ela ed o mean le els o wa e on ae a ed and non-
ae a ed low egions, allowing he es ablishmen o ep esen a i e dimensionless pa ame e s o dissipa ed ene gy along he s epped
chu e.
Key wo ds | S epped Spillways; Ene gy Dissipa ion; Hid aulic S uc u es; Skimming Flow.
doi:10.4995/ia.2016.3714 EISSN: 1886-4996 ISSN: 1134-2196
2 Dai P á e al. | Dissipação de ene gia do escoamen o deslizan e sob e u bilhões em e edou os em deg aus […] Ingenie ía del Agua | 20.1 | 2016
2016, IWA Publishing, Edi o ial UPV, FFIA
INTRODUÇÃO
Os e edou os em deg aus são es u u as hid áulicas ca ac e izadas pela signi ica i a esis ência impos a ao escoamen o e
pela dissipação de ene gia associada à p esença de mac o ugosidades p opiciada pelos deg aus dispos os ao longo da calha.
A edução no amanho das es u u as de dissipação a jusan e de e edou os, ma cadamen e po mo i os econômicos, em
consequência di e a na dissipação de ene gia, jus i icando a necessidade da co e a ca ac e ização dos escoamen os nes e ipo de
es u u a.
A dissipação de ene gia ao longo da calha é a unção p incipal dos e edou os em deg aus, a pa i do qual se busca a
edução da ene gia esidual no pé da ba agem com o obje i o de diminui os iscos de e osão no maciço.
Es e es udo, desen ol ido a pa i do abalho de Dai P á (2004), isa p eenche uma lacuna exis en e no es udo da dissipação
de ene gia em e edou os em deg aus, endo em is a a ca ência de c i é ios de p oje o elacionados a es u u as com pa amen o
de jusan e com decli idade de 45°.
Aspec os his ó icos
Con o me Chanson (1995), a escolha po calhas em deg aus nas ba agens da an iguidade deu-se, mui o p o a elmen e, po
ques ões es u u ais de es abilidade do maciço. A u ilização de canais de i igação do ados de deg aus pa a eduzi as elocidades
dos escoamen os ez su gi o in e esse pelas ca ac e ís icas dissipa i as dos e edou os em deg aus. Seguindo es a ideia, o au o
ci a a ba agem de New C o on, cons uída nos Es ados Unidos em 1906, como sendo, p o a elmen e, a p imei a cuja unção
p incipal do e edou o em deg aus e a dissipa a ene gia do escoamen o. Assim, uma quan idade signi ica i a de e edou os
em deg aus oi cons uída a é o p incípio do século XX. Po ém com o desen ol imen o de dissipado es de ene gia po essal o
hid áulico no pé de ba agens, a u ilização de calhas com unção dissipa i a caiu em desuso.
Apenas a pa i da década de 70, com o su gimen o de no os ma e iais e écnicas cons u i as, como o conc e o compac ado
a olo e as es u u as em gabiões, é que o in e esse po calhas em deg aus ol ou a a ai pesquisado es e p o issionais da engenha ia
hid áulica.
A u ilização de gabiões ganhou espaço na cons ução de e edou os a pa i dos anos 80 com a sua u ilização em ba agens
de e a. Sua aplicação, po ém, se es inge a pequenas azões especí icas, is o que os gabiões não podem se subme idos a g andes
elocidades, sob pena de colapso dos blocos (Fael e Pinhei o, 2003).
Fa o de Resis ência
A elação en e a dissipação de ene gia nos e edou os em deg aus e o a o de esis ência de Da cy-Weisbach ( ) em sido
p opos a po alguns au o es, assumindo que o escoamen o seja uni o me ao longo da calha, na egião em que o luxo ap esen a-se
plenamen e ae ado.
Raja a nam (1990) de iniu eo icamen e o coe icien e de esis ência (c ) a pa i da conse ação da quan idade de mo imen o.
S ephenson (1991) p opõe o cálculo do a o ( ) a pa i da equação ge al pa a escoamen os u bulen os ugosos.
Chanson (1993) p opõe a u ilização da equação uni e sal da pe da de ca ga pa a o cálculo do a o de esis ência ( )
o nando-a unção do diâme o hid áulico do escoamen o (DH).
De aco do com Ma os e al. (1999), os ó ices o mados en e os deg aus são idimensionais e os mo imen os u bulen os
abaixo do pseudo undo induzem à dissipação iscosa du an e a oca i egula do luido com a co en e li e, man endo o p ocesso
de eci culação e de dissipação de ene gia.
Sanagio o (2003) p opõe a es ima i a do a o de esis ência pa a calhas em deg aus ( k) a pa i do a o de esis ência da
calha lisa ( L), da posição longi udinal ao longo da calha (LP) e da posição de início de ae ação (LA).
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A Tabela 1 ap esen a de o ma esumida as p incipais p oposições eó icas e expe imen ais ace ca do a o de esis ência ( ).
Tabela 1 | Resumo das p oposições eó icas e expe imen ais ace ca do a o de esis ência.
Au o Ca ac e ís icas Equação
Raja a nam (1990) Teó ica c
hgsen
q
4
2
n
3
2
a
==
S ephenson (1991) Teó ica ,log
k
h
1142
42–
=+
aa
kk
Chanson (1993) Teó ica
q
gh senD
8
4
nH
2
2
a
=
Tozzi (1992)
53,13°
K en e 5 e 60 mm
,,log
k
h1
216124=+
a
k
h/k>1,8
53,13°
=0,163 h/k≤1,8
53,13°
8,5°
K de 19,8 e 39,6 mm ,,log
k
h1
368028=+
a
k
1,0<h/k≤10,0
8,5°
Chamani e
Raja a nam (1999)
51,34° e 59°
31,2 mm<H<125 mm
,,
log
k
h1
38
53
53
=+
a
k
Sanagio o (2003) 53,13°
K de 30 mm, 60 mm e 90 mm ,
e1 8162 ,
k
LL
L
1 7692– A
p
=,,
h
h
h
L
1 647 053
,
c
L
c
p
0 7055–
=+
bl
Na Tabela 1, K é a al u a de ugosidade do deg au (K=H·cosα), H é a al u a do deg au, α é a decli idade da calha, hn é a
p o undidade do escoamen o conside ado uni o me, hL é a p o undidade do escoamen o ao longo da calha lisa.
Dissipação de ene gia
So ensen (1985) a aliou a dissipação de ene gia no pé do e edou o a pa i das elocidades do escoamen o, ob idas
indi e amen e a a és de medições de ní eis e de e minadas pela aplicação da equação da con inuidade, cons a ando que a ene gia
ciné ica da calha em deg aus co espondia a alo es en e 6 e 12% daqueles ob idos pa a uma calha lisa.
Raja a nam (1990) p opôs a a aliação da dissipação de ene gia a a és da compa ação en e o escoamen o sob e calhas em
deg aus e sob e calhas lisas, a pa i do núme o de F oude na base do e edou o de calha lisa (F ’).
S ephenson (1991) a i mou que a dissipação de ene gia aumen a a é o pon o em que a al u a do escoamen o sob e a calha é
em o no de 1/3 da al u a c í ica do escoamen o. A pa i daí, os inc emen os na dissipação se iam pouco signi ica i os.
A elação en e a ene gia esidual da calha em deg aus e da calha lisa, a pa i dos expe imen os de Tozzi (1992), si uou-se
en e 40 e 66% pa a a decli idade 53,13°, e en e 42 e 62% pa a a decli idade 8,5°. O au o ambém ap esen a a elação en e al u a
de ugosidade (K) e azão especí ica (q) que conduz à máxima dissipação de ene gia pa a calhas em deg aus com pa amen o de
jusan e 1V:0,75H (53,13°), con o me Equação 1.
K=0,0764·q⅔ (1)
Rice e Kada y (1996) es uda am a dissipação de ene gia a pa i de um modelo com decli idade 1V:2,5H e com deg aus
de 0,61m, odos alo es de p o ó ipo. A dissipação de ene gia oi es imada em 2,4 a 2,9 ezes maio na calha em deg aus do que
na calha lisa.
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Chamani e Raja a nam (1999) de e mina am alo es de dissipação de ene gia en e 48 e 63% pa a calhas em deg aus
subme idas ao escoamen o deslizan e sob e u bilhões.
Po h (2000) de e minou a dissipação de ene gia de duas o mas: compa ando as ene gias esiduais em calhas lisas e em
calhas em deg aus, e compa ando a ene gia a mon an e do e edou o com a ene gia esidual ao inal da calha, calculada a pa i das
p o undidades conjugadas do essal o hid áulico.
Sanagio o (2003) p opôs a de e minação da dissipação de ene gia em e edou os em deg aus compa ando a pe da de
ene gia em elação à ene gia de mon an e disponí el. Os esul ados e idenciam a maio e iciência da calha em deg aus como
es u u a dissipado a pa a escoamen os ae ados do que pa a escoamen os não ae ados. A in luência do amanho dos deg aus ambém
se o na e iden e, p incipalmen e nos casos em que o luxo se ap esen a ae ado. A dissipação de ene gia em elação a um e edou o
com calha lisa ambém oi analisada po Sanagio o (2003).
A Tabela 2 ap esen a de o ma esumida as p incipais p oposições eó icas e expe imen ais ace ca da dissipação de ene gia.
Tabela 2 | Resumo das p oposições eó icas e expe imen ais ace ca da dissipação de ene gia.
Au o Ca ac e ís icas Equação
Raja a nam (1990) Al u a de 1,464 m
1V:0,78H
Deg aus de 24,4 mm
EEE
D=-
ll
E
E
F
A
F
A
A
1
2
12
1
2
2
2
2
D=
+
-+
-
l
l
l
l
^^
hh
S ephenson (1991) Teó ica
H
E
H
HE
S
S
H
h
1
4
1
8
V
V
V
V
V
c
12
D=
-
=- +
bbb
lll
Pey as e al. (1992) Calhas de gabiões
Al u a de 5 m
Deg aus de 1000 mm
1V:1H, 1V:2H e 1V:3H
,
H
E
H
EE
gH
q
14195
,
VV
m
V
3
20 526
D=-=-
dn
Chanson (1993) Teó ica
cos
H
E
h
H
sen
sen
1
2
3
82
1
8
m
c
V
13
23
–
aaa
D=-
+
+
bbll
Peg am e al. (1999) 1V:0,6
Deg aus de 250, 500,
1000 e 2000mm
,Eh442,
2
0 685
=
pa a H = 500 mm
,Eh535,
2
0 692
=
pa a H = 2000 mm
Po h (2000) ,
E
Eh
H
10039
mc
V
1=- HV /hc ≤ 13,25
,
E
E
e0 719 ,
m
h
H
1003– c
V
=13,25 < HV /hc ≤ 34,05
Sanagio o (2003) 1V:0,75H
30mm, 60mm e 90mm
E
EE
EE
mm
mp
D=
-
E
EEE
E
p
D=
-
l
l
l
l
,EY h15
mc
=+
cosEzh
g
V
2
p1
2
aa=+ +
Na Tabela 2, F ’ é o núme o de F oude na base do e edou o de calha lisa, E ’ é a ene gia esidual na base do e edou o de
calha lisa, E é a ene gia esidual na base do e edou o com calha em deg aus, h0 é o ní el da água na base do e edou o, A é um
pa âme o adimensional unção dos coe icien es de esis ência das calhas lisa (c ’) e em deg aus (c ), hn é a p o undidade uni o me
na calha, ΔEV é a di e ença en e a al u a do e edou o (HV) e a ene gia especí ica esidual na base da calha em deg aus (E ), hc
é a p o undidade c í ica do escoamen o, S é a decli idade da linha de ene gia, é o a o de esis ência, ΔE é a di e ença en e a
ene gia disponí el na c is a do e edou o e a ene gia esidual na base da calha em deg aus, E é a ene gia esidual em unção da
p o undidade conjugada len a do essal o hid áulico (h2), Em é a ene gia a mon an e do e edou o com elação ao pon o em análise,
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E 1 é a ene gia esidual ao inal da calha, Ep é a ene gia num pon o qualque ao longo da calha do e edou o em deg aus, Y é a
di e ença de con as en e es e pon o e a c is a do e edou o, h e V são a p o undidade e a elocidade média do escoamen o, α1 é
o coe icien e de Co iolis, z é a co a do piso do deg au na seção conside ada em elação ao plano de e e ência, E’ é a ene gia em
qualque pon o no e edou o de calha lisa.
MATERIAL E MÉTODOS
O es udo abo dou es es em modelos ísicos bidimensionais de e edou os em deg aus com calha de decli idade de
45° (1V:1H). As es u u as de ensaio inham desní el de 2,44 m en e a c is a do e edou o e a base do canal de uga, la gu a de
0,4 m e calhas com deg aus de 30, 60 e 90 mm de al u a, além de uma calha lisa con encional. As azões especí icas p opos as
pa a os ensaios es a am comp eendidas en e 0,025 e 0,700 m³/s·m-1. Os ensaios o am conduzidos no Labo a ó io de Hid áulica
do Ins i u o de Pesquisas Hid áulicas da Uni e sidade Fede al do Rio G ande do Sul.
A ogi a do e edou o é do ipo C eage e oi p oje ada de aco do com as ecomendações de USBR (1974) pa a uma ca ga
de p oje o no modelo de 0,40 m. O pe il da ogi a se desen ol e a é que, no pon o de angência, sua decli idade seja igual à da
calha, o mada pelos can os ex e nos dos deg aus. Não o am execu ados deg aus meno es de ansição na po ção imedia amen e
an e io à calha.
Os modelos são es u u as me álicas compos as pela calha e en e e ogi a, execu adas com chapas de e o gal anizadas de
ap oximadamen e 2mm de espessu a. As pa edes la e ais do e edou o o am execu adas em ac ílico anspa en e.
A Figu a 1 ilus a a ins alação expe imen al ípica com deg aus de 60 mm e, nes e caso, azão especí ica de 0,15 m³/s·m-1.
Sob e as es u u as com e sem deg aus o am es abelecidas seções p incipais de ensaio ao longo da calha, sob e as quais o am
e e uadas medições de ní el médio d’água, pe il de elocidades médias, p essões médias e “ins an âneas”.
Figu a 1 | Ins alação Expe imen al: calha com deg aus de 60mm e azão especí ica de 0,15 m³/s·m-1.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Fa o de Resis ência
O a o de esis ência ( ) de Da cy-Weisbach oi a aliado a pa i da p opos a de Chanson (1993) (Tabela 1), que é unção
da decli idade da calha (α), da azão especí ica (q), da acele ação da g a idade (g) e da p o undidade média do escoamen o (hn)
e do diâme o hid áulico (DH). Pa a o cálculo do a o de esis ência o am u ilizadas as p o undidades médias e i icadas

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expe imen almen e, a pa i da conside ação de que o escoamen o assume ca ac e ís icas uni o mes pa a posições a jusan e da
posição de início de ae ação i me.
A p o undidade no mal (hn) oi de e minada pela média a i mé ica dos ní eis da água medidos nas seções onde o escoamen o
ap esen a a-se plenamen e ae ado. Na Figu a 2 es ão ap esen ados os alo es de e minados do a o de esis ência ( ) pa a as ês
al u as de deg aus a aliadas nes e es udo.
0.0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
012345678910
hn/k
k = 21mm (45°)
k = 42mm (45°)
k = 64mm (45°)
S ephenson (1991)
Tozzi (1992) (53,13°)
Chanson (1994) (<12°)
Chamani e Raja a nam (1999)
Figu a 2 | Compa ação en e os a o es de esis ência ob idos nes e es udo en e às p opos as ap esen adas po ou os au o es.
Apesa da análise e e uada an e io men e não pe mi i o es abelecimen o de uma elação pa a o cálculo do a o de
esis ência ( ), pode-se es ima um alo médio em o no de 0,25, álido pa a es e es udo, independen e da al u a de ugosidade.
A a aliação do a o de esis ência oi conduzida, ambém, a pa i da conside ação das medições de ní el de água e e uadas
na calha lisa. Seguiu-se a me odologia p opos a po Sanagio o (2003), que compa ou os a o es de esis ência das calhas em
deg aus ( k) e da calha lisa ( L) em cada pon o de medição (Lp), jun amen e com a posição de início de ae ação do escoamen o (LA)
(Equação 2).
L
L
L
k
A
p
p=
bl
(2)
Pa a a de e minação do a o de esis ência da calha lisa u ilizou-se a p opos a po Chanson (1993) ap esen ada na Tabela 1.
Des a o ma az-se necessá ia a de e minação de uma unção que pe mi a a es ima i a do pe il da linha da água ao longo de oda
a calha e en e. Pa a isso co elaciona am-se as p o undidades medidas na calha lisa (hL) com a dis ância (LP), sendo es a omada
longi udinalmen e a pa i do início do desen ol imen o da camada limi e, na c is a do e edou o, pe mi indo o le an amen o
comple o das p o undidades em qualque posição da calha.
A Figu a 3 ap esen a a adimensionalização de hL e de LP pela p o undidade c í ica do escoamen o (hc), e a Equação 3,
ap esen a o ajus e a se u ilizado pa a o cálculo da linha da água ao longo da calha lisa, ob ido com coe icien e de de e minação
igual a 0,96.
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0,0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45
h
L
/h
C
L
p
/h
C
0,050 m³/s/m
0,100 m³/s/m
0,200 m³/s/m
0,325 m³/s/m
0,450 m³/s/m
0,575 m³/s/m
0,700 m³/s/m
Equação 3
Figu a 3 | Co elação en e as p o undidades do escoamen o na calha lisa (hL) em qualque pon o ao longo da calha (Lp), ambas adimensionaliza-
das pela p o undidade c í ica do escoamen o (hc).
h
hh
L
3
2,
L
cc
p
0 344–
=
bl
(3)
A Equação 3 oi es abelecida a pa i dos ensaios ealizados nes e es udo, ecomendando-se, po an o, sua u ilização apenas
pa a calhas com decli idade de 45°. Ela de e se usada com es ições pa a alo es de Lp/hc maio es do que 30, endo em is a a
quan idade insu icien e de pon os expe imen ais u ilizados a pa i des e pon o pa a o seu ajus e.
Uma ez que o am es abelecidas as elações pa a a de e minação de L, pode-se p ocede a sua compa ação com o a o de
esis ência da calha em deg aus ( k).
A Figu a 4 ap esen a a a aliação do a o de esis ência da calha em deg aus em compa ação com o a o de esis ência da
calha lisa pa a qualque posição (LP) adimensionalizada pela posição de início de ae ação (LA).
A Equação 4, de e minada a pa i dos pon os da Figu a 4, oi ajus ada com coe icien e de de e minação igual a 0,83. Salien a-
se que se a a de uma es ima i a, de endo seu uso se c i e ioso, endo semp e em is a a dispe são dos pon os expe imen ais
en ol ida na sua de e minação.
,,
exp
L
L
1090834–
L
kA
p
=
bl
(4)
Os esul ados ap esen ados na Figu a 4 pe mi em pe cebe que na egião onde se inicia a en ada de a no luxo, o
compo amen o do a o de esis ência não es á bem de inido, endo em is a a dispe são dos dados ali e i icada. De qualque
o ma, a u ilização da Equação 4 pode se ei a nes a egião de ansição, po ém de e-se a en a pa a e en uais alo es de k que
possam se con á ios à segu ança do p oje o da es u u a hid áulica.
8 Dai P á e al. | Dissipação de ene gia do escoamen o deslizan e sob e u bilhões em e edou os em deg aus […] Ingenie ía del Agua | 20.1 | 2016
2016, IWA Publishing, Edi o ial UPV, FFIA
0.0
0.2
0.4
0.6
0.8
1.0
1.2
1.4
1.6
0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0
L
/
k
L
p
/L
A
k = 21mm
k = 42mm
k = 64mm
Sanagio o (2003)
Equação 4
Escoamen o
Não Ae ado
Escoamen o
Ae ado
Figu a 4 | A aliação do a o de esis ência da calha em deg aus a pa i do a o de esis ência da calha lisa, em qualque pon o ao longo da calha
do e edou o.
Dissipação de ene gia
A a aliação da dissipação de ene gia se á conduzida a a és de duas p opos as di e enciadas: a p imei a, analisando a pe da
de ene gia com elação à ene gia o al disponí el a mon an e, e a segunda a aliando as di e enças en e a ene gia dissipada po um
e edou o de calha em deg aus en e a um e edou o de calha lisa.
O cálculo da dissipação de ene gia oi ei o a pa i dos dados de medições de ní el ao longo da calha e en e. As elocidades
médias do escoamen o o am de e minadas igualmen e a pa i das medições da p o undidade do escoamen o, u ilizando-se pa a
isso a equação da con inuidade.
Em cada seção de es es oi es abelecido um plano de e e ência ho izon al dis in o, si uado no é ice supe io do espelho do
deg au onde o am execu adas as medições. Isso pe mi iu que ossem conside ados ba amen os de di e en es al u as na a aliação
da dissipação de ene gia, limi ados, é cla o pela posição da úl ima seção de ensaios a 1,86m, no modelo, abaixo da c is a.
Dissipação de ene gia en e à ene gia o al disponí el a mon an e
Na análise da ene gia esidual da calha em deg aus en e à ene gia o al disponí el de mon an e oi u ilizada a Equação 5,
conside ando um no o plano de e e ência ho izon al pa a cada seção de es e.
E
EE
EE
mm
mp
D=
-
(5)
onde Em é a ene gia o al disponí el a mon an e e Ep é a ene gia esidual na seção onde es á sendo a aliada a dissipação.
A pa i da análise de alhada da dissipação de ene gia em odas as calhas a aliadas nes e es udo (Figu a 5), algumas
obse ações podem se ealizadas.
À medida que se conside am e edou os com al u as maio es, os alo es da dissipação de ene gia ambém aumen am,
quando subme idos a uma mesma azão. Pa a as meno es azões ensaiadas, e i icou-se pe da de ene gia da o dem de 90%,
ao passo que pa a maio es azões, de e mina am-se alo es po ol a de 27%. Pa a as calhas com deg aus de 90mm, os alo es
a ingi am 37% pa a as maio es azões, semp e conside ando es u u as de maio al u a, quando a azão en e o desní el en e a
c is a do e edou o e o pon o em análise (Y) e a ca ga de p oje o do e edou o (Hd) co espondeu a 4,64.
Dai P á e al. | Dissipação de ene gia do escoamen o deslizan e sob e u bilhões em e edou os em deg aus […] 9Ingenie ía del Agua | 20.1 | 2016
2016, IWA Publishing, Edi o ial UPV, FFIA
A p esença de a no luxo ambém de e se des acada como um a o in e enien e nes a a aliação. Obse ou-se que pa a
os deg aus de 90 mm, um máximo de 45% da ene gia disponí el a mon an e oi dissipada na egião não ae ada da calha. Já pa a os
deg aus de 60 mm e 30 mm os pe cen uais co espondem, em média, a 55% e 65% espec i amen e.
Pe cebe-se a in luência da al u a do deg au na de e minação da dissipação de ene gia ao longo da calha. A aliando-se
di e en es deg aus, num mesmo plano de e e ência, subme idos às mesmas azões, na si uação de escoamen o sem ae ação, a
ene gia dissipada pelo e edou o de calha com deg aus de 30 mm mos ou-se, em média, 50% meno en e à dissipação no
e edou o com calha de 90 mm. Nas si uações com ae ação plena do luxo, essa di e ença máxima caiu pa a 15%.
Na Figu a 5 es ão ep esen adas di e sas p oposições ace ca da dissipação de ene gia, an o a ní el de equações p opos as
como a ní el de dados expe imen ais ob idos em Dai P á (2004).
Pe cebe-se que pa a os escoamen os não ae ados, o compo amen o de DE/Em segue uma endência bem de inida,
aumen ando apidamen e pa a pequenas a iações do pa âme o adimensional (Y/hc). A pa i do pon o onde o escoamen o o na-
se ae ado (pon os hachu ados), a dispe são aumen a e a endência que se e i ica pa a alo es de Y/hc maio es é de que a dissipação
de ene gia se o ne cons an e e igual a um máximo alo p óximo a 90%.
A compa ação imedia a en e dados o iundos de calhas com decli idade de 45° se á bas an e p ejudicada endo em is a
que apenas o abalho de Pey as e al. (1992) – desen ol ido a pa i de es u u a com gabiões – con empla a mesma decli idade
a aliada nes e abalho. A p opos a do e e ido au o , con udo, ap esen a esul ados menos conse ado es, o que pode se a ibuído
ao a o de que em es u u as em gabiões há in il ação de água e mesmo a ugosidade do deg au é bas an e di e en e da ugosidade
dos modelos aqui es udados, p opo cionando maio es pe das de ene gia ao escoamen o.
0.0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1.0
010 20 30 40 50 60
DE/Em
Y/hc
Chanson (1993) ( =0,2)
Chanson (1993) ( =0,8)
Pey as e al. (1992)
So ensen (1985) (52,0°)
Bindo e al. (1993) (51,3°)
Tozzi (1992) (53,1°)
Po h (2000) (53,1°)
Sanagio o (2003) (53,13°)
0.0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1.0
-40 60
k = 21mm Y/Hd = 1,49
k = 21mm Y/Hd = 1,94
k = 21mm Y/Hd = 2,39
k = 21mm Y/Hd = 2,84
k = 21mm Y/Hd = 3,29
k = 21mm Y/Hd = 3,74
k = 21mm Y/Hd = 4,19
k = 21mm Y/Hd = 4,64
k = 42mm Y/Hd = 1,49
k = 42mm Y/Hd = 1,94
k = 42mm Y/Hd = 2,39
k = 42mm Y/Hd = 2,84
k = 42mm Y/Hd = 3,29
k = 42mm Y/Hd = 3,74
k = 42mm Y/Hd = 4,19
k = 42mm Y/Hd = 4,64
k = 64mm Y/Hd = 1,49
k = 64mm Y/Hd = 1,94
k = 64mm Y/Hd = 2,39
k = 64mm Y/Hd = 2,84
k = 64mm Y/Hd = 3,29
k = 64mm Y/Hd = 3,74
k = 64mm Y/Hd = 4,19
k = 64mm Y/Hd = 4,64
Figu a 5 | A aliação da dissipação de ene gia com elação à ene gia disponí el a mon an e a a és da compa ação en e as p opos as de Chan-
son (1993), Pey as e al. (1992), os dados expe imen ais de alguns au o es e aqueles ob idos nes e es udo. Os pon os hachu ados co espondem
a egiões ae adas do escoamen o.
Dissipação de ene gia nas calhas em deg aus en e à ene gia dissipada po uma calha lisa
Es e segundo i em isa ap esen a ou a abo dagem pa a a de e minação da ene gia dissipada em e edou os em deg aus. Se á
e e uada uma a aliação da dissipação de ene gia da calha em deg aus en e à dissipação de ene gia em uma calha lisa con encional.
O cálculo da dissipação de ene gia se á ei o pela equação 6.
E
EEE
E
p
D=
-
ll
l
(6)