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Efeitos da fertilização foliar com manganês em soja transgênica cultivada no inverno manejada com glifosato

Abstract

O uso de glifosato pode ocasionar deficiência nutricional na soja RR, sendo o fertilizante com Mn utilizado para corrigir potenciais danos provocados pelo herbicida. Este trabalho tem como objetivo avaliar a disponibilidade do micronutriente Mn, aplicado via foliar, na cultura da soja RR em safra de inverno, para seus teores foliares e componentes de produção e produtividade, em resposta a diferentes doses do nutriente e estádios fenológicos de aplicação, com manejo de glifosato. O delineamento experimental usado foi em blocos casualizados e esquema fatorial (2x5) com 3 repetições, sendo 2 estádios de aplicação do Mn (V3 e R2) e 5 doses do nutriente (0,00; 22,35; 44,70; 67,05 e 89,40 g ha-1 de Mn). Os resultados indicaram que a aplicação de fertilizante comercial com Mn, na dose de 89,40 g ha-1 no estádio V3, contribuiu para a elevação dos teores foliares de Mg, já a aplicação no estádio R2 favoreceu a elevação do teor foliar de Mn e não houve contribuição dos tratamentos para o aumento dos componentes de produção e produtividade da soja RR de inverno

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Efeitos da fertilização foliar com manganês em soja transgênica cultivada no inverno manejada com glifosato

Author: André Nava, Ivair; Gonçalves Jr., A.C.; Schwantes, Daniel; Strey, L.; Roweder, Fabio A.; Sousa, R.F.B. de
Publisher: Universidade de Santiago de Compostela. Servizo de Publicacións e Intercambio Científico
Year: 2012
Source: https://minerva.usc.es/bitstreams/54c38035-9f7f-4455-9261-7bfde41067fa/download
I ai And é Na a · A.C. Gonçal es J · D. Schwan es · L. S ey · F.A. Rowede
· R.F.B. de Sousa
Resumo O uso de gli osa o pode ocasiona de iciência
nu icional na soja RR, sendo o e ilizan e com Mn u ilizado
pa a co igi po enciais danos p o ocados pelo he bicida.
Es e abalho em como obje i o a alia a disponibilidade do
mic onu ien e Mn, aplicado ia olia , na cul u a da soja RR
em sa a de in e no, pa a seus eo es olia es e
componen es de p odução e p odu i idade, em espos a a
di e en es doses do nu ien e e es ádios enológicos de
aplicação, com manejo de gli osa o. O delineamen o
expe imen al usado oi em blocos casualizados e esquema
a o ial (2x5) com 3 epe ições, sendo 2 es ádios de
aplicação do Mn (V3 e R2) e 5 doses do nu ien e (0,00;
22,35; 44,70; 67,05 e 89,40 g ha-1 de Mn). Os esul ados
indica am que a aplicação de e ilizan e come cial com Mn,
na dose de 89,40 g ha-1 no es ádio V3, con ibuiu pa a a
ele ação dos eo es olia es de Mg, já a aplicação no
es ádio R2 a o eceu a ele ação do eo olia de Mn e não
hou e con ibuição dos a amen os pa a o aumen o dos
componen es de p odução e p odu i idade da soja RR de
in e no.
Pala as cha e soja RR, sa a de in e no, he bicida,
mic onu ien e.
Abs ac The use o glyphosa e can cause nu i ional
de iciency in RR soybean, being he e ilize wi h Mn used
o co ec po en ial damages caused by his he bicide. This
wo k aimed o e alua e he a ailabili y o he mic onu ien
Mn, by olia applica ion, in RR soybean cul u e in win e
c op, o he olia concen a ions and he yield componen s
and p oduc i i y, in esponse o di e en doses o he
nu ien and phenology s ages o applica ion, wi h
glyphosa e managemen . The expe imen al design used
was in andomized blocks in ac o ial scheme (2X5) wi h 3
eplica ions, being 2 applica ion s ages o Mn (V3 and R2)
and 5 doses o he mic onu ien (0.00; 22.35; 44.70; 67.05;
89.40 g ha-1 o Mn). The esul s indica e ha he applica ion
o he comme cial e ilize wi h Mn, in he dose o 89.40 g
ha-1 in V3 s age, con ibu ed o he ele a ion o he olia
concen a ions o Mg, while he applica ion in he R2 s age
p o ided he ele a ion o Mn olia concen a ion, bu he e
wasn’ con ibu ion o he ea men s o he inc ease o he
yield componen s and p oduc i i y o he RR soybean in
win e c op.
Key wo ds RR soybean, win e c op, he bicide,
mic onu ien .
In odução
O cul i o da soja (Glycine max L.), especi icamen e a
ansgênica, soja RR (Randup Ready®), é ainda ecen e no
B asil (Lei 10.688 de 2003), mas seu cul i o em indo a
aumen a em odo o e i ó io nacional. O B asil é
a ualmen e o segundo maio p odu o mundial de semen es
A igo
Recu sos Ru ais (2012) nº 8 : 5-11
IBADER: Ins i u o de Biodi e sidade Ag a ia e Desen ol emen o Ru al ISSN 1885-5547
Recibido: 10 ma zo 2012 / Acep ado: 3 maio 2012
© IBADER- Uni e sidade de San iago de Compos ela 2012
E ei os da e ilização olia com manganês em soja
ansgênica cul i ada no in e no manejada com gli osa o
I ai And é Na a
Dou o ando em Ag onomia. Labo a ó io de química ambien al e
ins umen al da Uni e sidade Es adual do Oes e do Pa aná,
UNIOESTE. End.: Rua Pe nambuco, 1777, Ma echal Cândido
Rondon – Pa aná, B asil.Tel: (55) (45) 3284-7924.
E-mail: [email p o ec ed]
A.C. Gonçal es J
P o esso Pós-dou o em ciências ambien ais da UNIOESTE.
Ma echal Cândido Rondon – Pa aná - B asil.
E-mail: [email p o ec ed]
D.Schwan es
Mes ando em Ag onomia. UNIOESTE.
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L. S ey
Mes ando em Ag onomia. UNIOESTE.
E-mail: [email p o ec ed]
F.A. Rowede
G aduando em Ag onomia. UNIOESTE.
E-mail: [email p o ec ed]
R.F.B. de Sousa – G aduando em Ag onomia. UNIOESTE.
E-mail: [email p o ec ed]
de soja gene icamen e modi icadas, sendo o país que
egis ou o maio c escimen o absolu o na u ilização de
bio ecnologia ag ícola (Mala ol a, 2008).
O p eço baixo do milho (Zea mays L.), az com que
mui os p odu o es equen emen e elejam a soja como
opção de sa a de in e no (2ª sa a). De aco do com
Gomes (2010), a semeadu a de 106,8 mil hec a es de e
ende ao Es ado do Pa aná 182,1 mil oneladas do
g ão, olume a que se somam as 13,9 milhões de
oneladas p oduzidas na sa a de e ão.
O inc emen o da á ea de cul i o de soja ansgênica
o iginou um g ande aumen o da u ilização do he bicida
gli osa o, de ido ao seu baixo cus o, ope acionalidade e
e icácia biológica. Nesse pe íodo, p o issionais e
ag icul o es em obse ando que após a u ilização do
gli osa o, em pós-eme gência da soja RR, oco e um
ama elecimen o das olhas, indicando possí el
de iciência do mic onu ien e manganês (Mn) (F anchini
e al. 2008).
O Mn é um mic onu ien e essencial que desempenha
unções impo an es na ida da plan a, como a a i ação
de enzimas, o mação de clo o ila, uncionamen o dos
clo oplas os e me abolismo do ni ogênio (N) (Mela a o
e al. 2002; Mala ol a, 2008).
A aplicação do Mn na cul u a da soja,
independen emen e da cul i a e da o ma de aplicação,
aumen a a p odu i idade de g ãos, a ge minação, a
condu i idade elé ica, o índice de elocidade de
eme gência e os eo es de p o eína e óleo da soja
(Mann e al. 2002). A disponibilidade de Mn no solo
como nu ien e de plan as e de ou os o ganismos
depende de seu es ado de oxidação e a o ma
disponí el é a eduzida Mn2+, enquan o a o ma oxidada
Mn4+, esul a em óxidos insolú eis (Ma schne , 1995).
Quando se p e ende uma co eção da de iciência de Mn
na soja, a aplicação olia é conside ada mais e icien e
do que a aplicação no solo (Mann e al. 2002).
Resul ados de pesquisas ob idas pela EMBRAPA
(Emp esa B asilei a de Pesquisa Ag opecuá ia) êm
demons ado espos as signi ica i as apenas pa a
manganês (Mn), cobal o (Co) e molibdênio (Mo), azão
pela qual não exis e a ecomendação pa a adubação
olia com ou os mic onu ien es (S au , 2009).
A soja RR signi ica uma e olução écnica, mas pa a que
o máximo p o ei o possa se ob ido é p eciso sabe
u ilizá-la (Gazzie o e al. 2008). De aco do com
P ocópio e al. (2006), a aplicação de he bicidas,
o nou-se p á ica ob iga ó ia em cul i os ealizados no
sis ema plan io di e o. E o p incipal he bicida u ilizado
nessa ope ação é o gli osa o, que age inibindo a enzima
5-enol-pi u il-shiquima o-3- os a osin ase (EPSPS),
a uan e na o a de sín ese dos aminoácidos a omá icos
(Cou inho & Mazo, 2005).
Pa a os au o es F anchini e al. (2008), em seu abalho
de a aliação das al e ações na nu ição mine al da soja
induzidas po ansgenia e manejo com he bicidas, seus
esul ados indica am e ei os causados pela modi icação
gené ica com a in odução do gene de ole ância ao
gli osa o na nu ição mine al, quan o aos eo es olia es
de cálcio (Ca), manganês (Mn), ni ogênio (N), ós o o
(P) e magnésio (Mg), sendo essas al e ações mais
exp essi as obse adas pa a Ca e Mn, indicando que
pa a esses nu ien es a modi icação gené ica
p opo cionou diminuição de seus eo es olia es em
elação ao ma e ial não modi icado.
O sin oma ípico obse ado no campo após a aplicação
do gli osa o é conhecido como “yellow lashing” ou
ama elecimen o das olhas supe io es. Algumas
cul i a es de soja RR não ap esen am ama elecimen o.
Toda ia, ou as cul i a es podem ap esen a al a
i oin oxicação causada pelo he bicida e, nesse caso,
mui os ag icul o es e écnicos ecomendam a u ilização
do elemen o Mn, em aplicação concomi an e ou
subsequen e ao uso do he bicida (Zobiole & Oli ei a J .,
2009).
Go don (2006) comen a que, apesa da acei ação
gene alizada da cul u a ansgênica nos Es ados
Unidos (EUA), os ag icul o es es ão pe cebendo que a
soja RR não es á p oduzindo an o quan o espe a am
mesmo nas melho es condições de solo e clima, e que
exis em e idências apon ando pa a in e e ências do
gli osa o no me abolismo da plan a e ambém na
população de mic o ganismos do solo, esponsá eis
pela edução do Mn na o ma disponí el às plan as
(Mn2+).
No B asil, ou os abalhos e e em que a aplicação do
gli osa o e do e ilizan e com Mn, não in e e em nos
componen es de p odução e p odu i idade da soja RR,
podendo a é nem modi ica seu es ado nu icional com
a aplicação de ambos os p odu os come ciais
(Agos ine o e al. 2009; Basso e al. 2011; Co eia &
Du igan, 2009; Daniel & Co eia, 2010; S e anello e al.
2011).
A ualmen e é di ícil conhece o que le ou ealmen e a
es a endência de uso do mic onu ien e Mn, em
aplicações olia es na soja RR manejada com gli osa o.
O que mui as ezes não segue c i é io cien í ico, sendo
que as doses e épocas de aplicação ecomendadas,
não são eme idas po ó gãos de pesquisas e sim po
emp esas do amo da a i idade ag ícola.
O obje i o des e abalho é a alia a disponibilidade do
mic onu ien e Mn aplicado ia olia , na cul u a da soja
RR em sa a de in e no, pa a seus eo es olia es e
componen es de p odução e p odu i idade, em espos a
a di e en es doses do nu ien e, en e a di e en es
es ádios enológicos de aplicação, com o manejo do
he bicida gli osa o em pós-eme gência.
Ma e ial e mé odos
O expe imen o oi ealizado a campo, no município de
Palo ina – PR (La i ude 24°16’04”S, Longi ude 53°46’49”W
e Al i ude de 338 m). O clima é sub- opical úmido (C a)
segundo classi icação de Köppen. O local de implan ação
oi em á ea de la ou a come cial, com sis ema plan io di e o
na palha (SPDP). As in o mações sob e o clima da egião
6
(Tabela 1), du an e a condução do expe imen o o am
o necidas pelo IAPAR (Ins i u o Ag onômico do Pa aná).
Cole ou-se uma amos a de solo na á ea do expe imen o (0-
20 cm), e sua análise química e ísica (Tabela 2) oi
ealizada emp egando a me odologia p opos a pelo IAPAR
(1992). O solo é classi icado como La ossolo Ve melho
Dis o é ico (LVd ), Tipo 3, possuindo ex u a a gilosa
(EMBRAPA, 2006).
O delineamen o expe imen al oi em blocos casualizados
(DBC), esquema a o ial (2x5) com 3 epe ições. Sendo 2
es ádios enológicos (V3 e R2) de aplicação do e ilizan e
olia com Mn e 5 doses di e en es, o alizando 10
a amen os. As pa celas o am cons i uídas de 5 linhas de
soja com 4 m de comp imen o e espaçamen o en elinha de
0,45 m. A pa cela ú il oi cons i uída pelas 3 linhas cen ais,
desp ezando-se ainda como bo dadu a 1 m do início e 1 m
do inal de cada pa cela em di eção ao cen o, com uma
bo dadu a la e al de 0,90 m, o alizando á ea ú il de 2,7 m2.
A semeadu a oi ealizada em e e ei o de 2010, com
semeado a de p ecisão, deposi ando 20 semen es po
me o linea da soja RR cul i a SYN 3358®. As semen es
o am a adas com ungicida Fluquinconazole (3 mL kg-1 de
semen e), inse icida Fip onil (1 mL kg-1 de semen e) e
inoculan e com es i pes do gêne o Rizobium. A cul u a
ecebeu adubação de base com 207 kg ha-1 do o mulado
00:20:20 (N2:P2O5:K2O), segundo ecomendações pa a
e ilidade do solo (EMBRAPA, 2008). O e ilizan e olia oi
cons i uído de 5 doses: 0,00; 22,35; 44,70; 67,05 e 89,40 g
ha-1 de Mn do p odu o come cial (p.c.) (Quela izado à base
de sul a o de Mn2+ com EDTA), sendo uma de i ação (0, 25,
50, 75 e 100%) da dose p esc i a pelo ab ican e (1,03 L ha-
1p.c.), pa a uma co eção de de iciência de Mn.
Pa a o con ole das plan as daninhas em pós-eme gência,
oi u ilizado o he bicida Randup Ready®com dose de 1,24 L
ha-1 de Sal de Isop opilamina de Gli osa o (648 g L-1) em um
manejo com duas aplicações, as quais o am concomi an es
com o e ilizan e olia de Mn nos es ádios V3 (qua o nós
cujas olhas ap esen am olíolos desdob ados) e R2 ( lo es
abe as em um dos dois nós supe io es da has e p incipal)
(IPNI, 2011).
O olume de calda u ilizado oi egulado pa a 200 L ha-1, e
pa a sua aplicação, u ilizou-se um pul e izado cos al
p essu izado com CO2, isando uma p essão cons an e ao
longo da aplicação. Hou e o con ole de p agas e doenças
na á ea expe imen al, a qual se man e e isen a de plan as
daninhas a é o momen o da colhei a.
Pa a quan i ica os mac o e mic onu ien es do ecido olia
da soja, ealizou-se uma cole a 4 dias após a 2ª aplicação
dos a amen os, com e i ada de 20 i ólios mais pecíolo do
e ço médio da plan a (Mala ol a e al. 1997). O ma e ial
ege al oi seco em es u a de ci culação o çada de a , a
uma empe a u a de 65 ºC du an e 48 h e pos e io men e
moagem.
Pa a de e minação dos nu ien es P ( ós o o), K (po ássio),
Ca, Mg e Zn (zinco) no ecido olia da soja, u ilizou-se o
mé odo de diges ão ni o-pe cló ica (AOAC, 2005) seguido
de de e minação po meio de espec ome ia de abso ção
a ômica (EAA-chama) (Welz & Spe ling, 1999). O P oi
de e minado po meio de espec oscopia de ul a- iole a
isí el (UV-VIS) (IAPAR, 1992).
A colhei a oco eu no mês de maio, 92 dias após
semeadu a, ealizada de o ma manual ecolhendo-se odas
as plan as na pa cela ú il (2,7 m2). Fo am a aliados os
seguin es componen es de p odução: núme o de legumes
po plan a (NLP), núme o de g ãos po legume (NGL) e
massa de 100 g ãos (M100) a 13% de umidade. A a aliação
da p odu i idade (PROD) oi ealizada po meio da
pesagem dos g ãos p oduzidos e es imando-a em kg ha-1.
Todos os dados do expe imen o o am subme idos à análise
de a iância (ANOVA), po meio do es e F (Fishe ) a 5% de
p obabilidade e pa a as médias da in e ação o es e Tukey
a 5% de p obabilidade. As análises es a ís icas o am
ealizadas no p og ama es a ís ico SISVAR 5.0 (Fe ei a,
2003).
7
Tabela 2.- Análise química e
ísica do solo onde oi
conduzido o expe imen o
Tabela 1.- Dados me eo ológicos do
pe íodo de condução do expe imen o
no ano de 2010
Já hou e ela os da edução na al u a das plan as de soja
de in e no, de ido à meno du ação do pe íodo ege a i o
(Câma a, 1992). No expe imen o oi possí el obse a esse
ápido c escimen o, pois as plan as de soja i e am o V3
como úl imo es ádio ege a i o, passando apidamen e pa a
o es ádio R1 (início do lo escimen o).
Na análise das médias en e os es ádios e doses pa a o
elemen o Mn (Tabela 4), os dados demons a am e ei o
signi ica i o apenas pa a a dose 89,40 g ha-1, obse ando-
se que no es ádio R2 hou e uma média maio da
concen ação do elemen o Mn na olha da soja RR em
elação ao es ádio V3. Pa a as demais doses não hou e
di e ença es a ís ica.
Resul ados e discussão
Na análise do ecido olia da soja RR, o esul ado da
ANOVA (Tabela 3), mos ou que há di e ença es a ís ica
(p<0,05) na on e de a iação in e ação es ádio e sus
dose, pa a os elemen os Mg e Mn; pa a as demais a iá eis
não hou e di e ença signi ica i a (p>0,05).
Esse esul ado con i ma a elação es ei a en e o Mg e o
Mn que possuem alência e aio iônico semelhan e,
podendo esses compe i pelo mesmo local de abso ção
(Mass e al. 1969).
A análise do desdob amen o das médias, pa a o elemen o
Mg (Tabela 4), demons ou e ei o signi ica i o apenas pa a
a dose 89,40 g ha-1, onde se obse a que no es ádio V3
hou e uma média maio da concen ação de Mg olia em
elação ao es ádio R2 e pa a as demais doses não hou e
di e ença es a ís ica.
A dose 89,40 g ha-1 do e ilizan e olia , ap esen ou maio es
médias pa a o eo de Mg no ecido olia . Essa in e ação
pode se explicada pelo sine gismo p opo cional que há
en e os elemen os, pa a o me abolismo da o ossín ese e a
ans e ência de os a os (Taiz & Zeige , 2004). O abalho
de Lima e al. (2004), ambém demos ou que, pa a os
elemen os Mg e Mn, há uma endência c escen e de Mg
olia , em unção das doses de Mn aplicadas.
Na soja, em condições de campo, a maio a i idade de
ixação de N em início p óximo dos es ádios V2 e V3 (IPNI,
2011) e segundo Ma schne (1995), o Mg é conside ado um
elemen o mó el na plan a. Essas a i mações podem
explica os melho es esul ados da aplicação no es ádio V3,
já que an o o N como o Mg são elemen os que azem pa e
da molécula de clo o ila, indispensá el à o ossín ese.
Sendo o Mg mó el no loema, g ande pa e dele na plan a
encon a-se na o ma solú el, po isso é acilmen e
edis ibuído, p incipalmen e no es ádio R2 onde oco e
o mação de bo ões lo ais e lo es abe as (IPNI, 2011). Nos
esul ados do expe imen o podemos pe cebe essa
edis ibuição, pois no es ádio V3 com 3,25 g kg-1,
conside ado médio segundo EMBRAPA (2008), hou e um
acúmulo 65,8% supe io ao R2, ou seja, nesse es ádio já se
eque uma maio demanda pa a o c escimen o da soja,
pelo que seus eo es diminuí am pa a 1,96 g kg-1.
Além disso, o es ádio R2 ma ca o início de um pe íodo de
ápido e cons an e acúmulo diá io das axas de ma é ia
seca e de nu ien es pela plan a, que se inicia nas pa es
ege a i as como: olhas, has es, pecíolos e aízes (IPNI,
2011). Po an o, no B asil, na soja de sa a de in e no seu
c escimen o é ápido, ou seja, o ciclo ege a i o da soja na
época de in e no é mais cu o do que o da época de e ão
(Ma chio i e al. 1999).
8
Tabela 3.- ANOVA pa a
as concen ações de
mac o e mic onu ien es
no ecido olia da soja
RR
Tabela 4.- Desdob amen o de es ádio
den o de cada ní el de dose na
in e ação E. x D., pa a os elemen os
Mg e Mn olia
9
Esses maio es eo es olia es de Mn na soja, quando a
adubação olia oi ealizada em R2, se de e possi elmen e,
à baixa solubilidade do Mn na plan a, e pela adubação e
sido ealizada em momen o p óximo a cole a das olhas em
que o am ealizadas as análises (R3), o que pode le a a
supo que es as olhas con inham quan idades de Mn ainda
não me abolizado pela plan a.
A Tabela 2, que ap esen a os esul ados da análise química
de solo do expe imen o. De aco do com EMBRAPA (2008),
o eo de Mn do solo (85,00 mg dm-3), é conside ado Al o em
sua classi icação. Po ou o lado, oi possí el obse a que
a cul i a de soja RR u ilizada, não e elou sin omas de
de iciência nu icional pa a o elemen o e a aplicação de
he bicida não ap esen ou pe calços pa a a nu ição das
plan as, nem oi cons a ado e ei o “yellow lashing”.
De aco do com Oli ei a J . e al. (2000), eo es de Mn nas
olhas de soja en e 10 e 20 mg kg-1 (ní el c í ico) causam o
apa ecimen o de sin omas de de iciência nas plan as de
soja. No expe imen o, os eo es médios de Mn
quan i icados nas olhas, com elação a dose 89,40 g ha-1,
o am de 73,33 à 96,33 mg kg-1. Esses alo es es ão acima
dos eo es conside ados como ní el c í ico, pa a que
oco am sin omas de de iciência. Com e sem a aplicação de
Mn, o seu eo nas olhas oi conside ado da classe Médio,
segundo EMBRAPA, (2008) o que é jus i icado pelos al os
eo es de Mn no solo.
Os pesquisado es Co eia & Du igan (2009), ambém
encon a am esul ados onde o eo olia de Mn, an o na
es emunha quan o nos demais a amen os, com aplicação
de gli osa o e Mn, pe manece am acima do ní el c í ico pa a
a soja, sendo que nesse expe imen o hou e a aplicação
concomi an e com o he bicida gli osa o.
Cabe salien a que em ou os abalhos ealizados a campo,
não o am cons a ados e ei os do gli osa o aplicado em pós-
eme gência da soja RR, em elação à concen ação de Mn
nos ecidos ege ais da soja (San os e al. 2007; Loecke ,
2008).
A ANOVA dos componen es de p odução e p odu i idade:
núme o de legumes po plan a (NLP), núme o de g ãos po
legumes (NGL), massa de 100 g ãos (M100) e
p odu i idade (PROD), são ap esen ados na Tabela 5, onde
se obse a que não oi encon ada di e ença es a ís ica
(p>0,05) pa a as on es de a iação a aliadas.
A p odu i idade média ob ida no expe imen o oi de 1,51
ha-1, não conseguindo a ingi a es ima i a desejada de 2,5
a 2,9 ha-1, segundo ecomendação de Masca enhas &
Tanaka (1997). A edução do ciclo e po e da cul u a, de ido
ao o ope íodo, le ou a cul i a a um lo escimen o p ecoce,
o que pode e es ingido a abso ção dos mine ais,
explicado pela baixa p odu i idade (Oli ei a J . e al. 2000).
A p odu i idade de g ãos da soja RR de in e no, não oi
in luenciada pela aplicação olia de Mn ou pela aplicação
de gli osa o em pós-eme gência da cul u a. Resul ados
semelhan es ob i e am Bailey e al. (2002), em que na
in e ação de gli osa o com Mn em mis u a na calda de
pul e ização, não obse a am in luência da aplicação do
he bicida ou de Mn, sob e a p odu i idade de g ãos.
A g ande limi ação da soja de in e no é o o ope íodo,
quando se e e ua a semeadu a a dia. Assim quando se
compa am di e en es épocas de semeadu a pa a a soja,
e i ica-se que, no e ão, são ob idos alo es supe io es no
núme o de legumes po plan a, em elação ao do in e no,
a o esse a ibuído, p incipalmen e, ao maio
desen ol imen o das plan as no cul i o de e ão (C usciol,
2002). Em condições ad e sas como es ição híd ica
(in e no), a plan a p e e encialmen e o ma á poucas
semen es nos legumes ixados, ao in és de á ias e mal
o madas semen es, pois seu obje i o biológico p incipal é a
pe pe uação da espécie (Medina, 1994).
É possí el que, mesmo que o he bicida possa in e e i na
abso ção de Mn, esse e ei o nega i o não enha se
mani es ado de ido ao al o eo desse mic onu ien e no
solo u ilizado e seu e e ido pH de 5,0 p opo cionando maio
quan idade de Mn disponí el (Mala ol a e al. 1997). Os
esul ados do expe imen o se assemelham com os de
ou os abalhos, os quais ambém a es a am que o
desen ol imen o das plan as a adas oi es a is icamen e
simila ao das não a adas com o he bicida em ques ão
(Co eia & Du igan, 2009).
Não ha endo ac éscimo na p odução e, po an o, nem luc o
inancei o deco en e da u ilização de e ilizan e olia com
Mn nesse expe imen o, pode-se salien a a impo ância da
u ilização de écnicas de p esc ição de e ilizan es, como é
e elado po Lopes & Guilhe me, (2000) onde a iloso ia de
p esc ição, é um sis ema ideal do pon o de is a econômico,
de segu ança pa a o ag icul o e de uso acional de
ecu sos na u ais.
Conclusões
A aplicação de e ilizan e come cial com Mn, na dose de
89,40 g ha-1 aplicado no es ádio V3, con ibuiu pa a a
ele ação dos eo es olia es de Mg, enquan o que a
aplicação no es ádio R2, a o eceu a ele ação do eo olia
de Mn na soja RR de in e no.
O e ilizan e olia com Mn, não con ibuiu pa a o aumen o
dos componen es de p odução e p odu i idade da soja RR
de in e no em odos os es ádios enológicos a aliados.
Tabela 5.- ANOVA dos componen es de p odução e da
p odu i idade

10
Ag adecimen os À Fundação A aucá ia de Apoio ao
Desen ol imen o Cien í ico e Tecnológico do Pa aná, B asil.
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