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Efeitos da fertilização foliar com manganês em soja transgênica cultivada no inverno manejada com glifosato

André Nava, Ivair; Gonçalves Jr., A.C.; Schwantes, Daniel; Strey, L.; Roweder, Fabio A.; Sousa, R.F.B. de

Abstract

O uso de glifosato pode ocasionar deficiência nutricional na soja RR, sendo o fertilizante com Mn utilizado para corrigir potenciais danos provocados pelo herbicida. Este trabalho tem como objetivo avaliar a disponibilidade do micronutriente Mn, aplicado via foliar, na cultura da soja RR em safra de inverno, para seus teores foliares e componentes de produção e produtividade, em resposta a diferentes doses do nutriente e estádios fenológicos de aplicação, com manejo de glifosato. O delineamento experimental usado foi em blocos casualizados e esquema fatorial (2x5) com 3 repetições, sendo 2 estádios de aplicação do Mn (V3 e R2) e 5 doses do nutriente (0,00; 22,35; 44,70; 67,05 e 89,40 g ha-1 de Mn). Os resultados indicaram que a aplicação de fertilizante comercial com Mn, na dose de 89,40 g ha-1 no estádio V3, contribuiu para a elevação dos teores foliares de Mg, já a aplicação no estádio R2 favoreceu a elevação do teor foliar de Mn e não houve contribuição dos tratamentos para o aumento dos componentes de produção e produtividade da soja RR de inverno

Full text

I ai And é Na a · A.C. Gonçal es J · D. Schwan es · L. S ey · F.A. Rowede · R.F.B. de Sousa Resumo O uso de gli osa o pode ocasiona de iciência nu icional na soja RR, sendo o e ilizan e com Mn u ilizado pa a co igi po enciais danos p o ocados pelo he bicida. Es e abalho em como obje i o a alia a disponibilidade do mic onu ien e Mn, aplicado ia olia , na cul u a da soja RR em sa a de in e no, pa a seus eo es olia es e componen es de p odução e p odu i idade, em espos a a di e en es doses do nu ien e e es ádios enológicos de aplicação, com manejo de gli osa o. O delineamen o expe imen al usado oi em blocos casualizados e esquema a o ial (2x5) com 3 epe ições, sendo 2 es ádios de aplicação do Mn (V3 e R2) e 5 doses do nu ien e (0,00; 22,35; 44,70; 67,05 e 89,40 g ha-1 de Mn). Os esul ados indica am que a aplicação de e ilizan e come cial com Mn, na dose de 89,40 g ha-1 no es ádio V3, con ibuiu pa a a ele ação dos eo es olia es de Mg, já a aplicação no es ádio R2 a o eceu a ele ação do eo olia de Mn e não hou e con ibuição dos a amen os pa a o aumen o dos componen es de p odução e p odu i idade da soja RR de in e no. Pala as cha e soja RR, sa a de in e no, he bicida, mic onu ien e. Abs ac The use o glyphosa e can cause nu i ional de iciency in RR soybean, being he e ilize wi h Mn used o co ec po en ial damages caused by his he bicide. This wo k aimed o e alua e he a ailabili y o he mic onu ien Mn, by olia applica ion, in RR soybean cul u e in win e c op, o he olia concen a ions and he yield componen s and p oduc i i y, in esponse o di e en doses o he nu ien and phenology s ages o applica ion, wi h glyphosa e managemen . The expe imen al design used was in andomized blocks in ac o ial scheme (2X5) wi h 3 eplica ions, being 2 applica ion s ages o Mn (V3 and R2) and 5 doses o he mic onu ien (0.00; 22.35; 44.70; 67.05; 89.40 g ha-1 o Mn). The esul s indica e ha he applica ion o he comme cial e ilize wi h Mn, in he dose o 89.40 g ha-1 in V3 s age, con ibu ed o he ele a ion o he olia concen a ions o Mg, while he applica ion in he R2 s age p o ided he ele a ion o Mn olia concen a ion, bu he e wasn’ con ibu ion o he ea men s o he inc ease o he yield componen s and p oduc i i y o he RR soybean in win e c op. Key wo ds RR soybean, win e c op, he bicide, mic onu ien . In odução O cul i o da soja (Glycine max L.), especi icamen e a ansgênica, soja RR (Randup Ready®), é ainda ecen e no B asil (Lei 10.688 de 2003), mas seu cul i o em indo a aumen a em odo o e i ó io nacional. O B asil é a ualmen e o segundo maio p odu o mundial de semen es A igo Recu sos Ru ais (2012) nº 8 : 5-11 IBADER: Ins i u o de Biodi e sidade Ag a ia e Desen ol emen o Ru al ISSN 1885-5547 Recibido: 10 ma zo 2012 / Acep ado: 3 maio 2012 © IBADER- Uni e sidade de San iago de Compos ela 2012 E ei os da e ilização olia com manganês em soja ansgênica cul i ada no in e no manejada com gli osa o I ai And é Na a Dou o ando em Ag onomia. Labo a ó io de química ambien al e ins umen al da Uni e sidade Es adual do Oes e do Pa aná, UNIOESTE. End.: Rua Pe nambuco, 1777, Ma echal Cândido Rondon – Pa aná, B asil.Tel: (55) (45) 3284-7924. E-mail: [email p o ec ed] A.C. Gonçal es J P o esso Pós-dou o em ciências ambien ais da UNIOESTE. Ma echal Cândido Rondon – Pa aná - B asil. E-mail: [email p o ec ed] D.Schwan es Mes ando em Ag onomia. UNIOESTE. E-mail: [email p o ec ed] L. S ey Mes ando em Ag onomia. UNIOESTE. E-mail: [email p o ec ed] F.A. Rowede G aduando em Ag onomia. UNIOESTE. E-mail: [email p o ec ed] R.F.B. de Sousa – G aduando em Ag onomia. UNIOESTE. E-mail: [email p o ec ed] de soja gene icamen e modi icadas, sendo o país que egis ou o maio c escimen o absolu o na u ilização de bio ecnologia ag ícola (Mala ol a, 2008). O p eço baixo do milho (Zea mays L.), az com que mui os p odu o es equen emen e elejam a soja como opção de sa a de in e no (2ª sa a). De aco do com Gomes (2010), a semeadu a de 106,8 mil hec a es de e ende ao Es ado do Pa aná 182,1 mil oneladas do g ão, olume a que se somam as 13,9 milhões de oneladas p oduzidas na sa a de e ão. O inc emen o da á ea de cul i o de soja ansgênica o iginou um g ande aumen o da u ilização do he bicida gli osa o, de ido ao seu baixo cus o, ope acionalidade e e icácia biológica. Nesse pe íodo, p o issionais e ag icul o es em obse ando que após a u ilização do gli osa o, em pós-eme gência da soja RR, oco e um ama elecimen o das olhas, indicando possí el de iciência do mic onu ien e manganês (Mn) (F anchini e al. 2008). O Mn é um mic onu ien e essencial que desempenha unções impo an es na ida da plan a, como a a i ação de enzimas, o mação de clo o ila, uncionamen o dos clo oplas os e me abolismo do ni ogênio (N) (Mela a o e al. 2002; Mala ol a, 2008). A aplicação do Mn na cul u a da soja, independen emen e da cul i a e da o ma de aplicação, aumen a a p odu i idade de g ãos, a ge minação, a condu i idade elé ica, o índice de elocidade de eme gência e os eo es de p o eína e óleo da soja (Mann e al. 2002). A disponibilidade de Mn no solo como nu ien e de plan as e de ou os o ganismos depende de seu es ado de oxidação e a o ma disponí el é a eduzida Mn2+, enquan o a o ma oxidada Mn4+, esul a em óxidos insolú eis (Ma schne , 1995). Quando se p e ende uma co eção da de iciência de Mn na soja, a aplicação olia é conside ada mais e icien e do que a aplicação no solo (Mann e al. 2002). Resul ados de pesquisas ob idas pela EMBRAPA (Emp esa B asilei a de Pesquisa Ag opecuá ia) êm demons ado espos as signi ica i as apenas pa a manganês (Mn), cobal o (Co) e molibdênio (Mo), azão pela qual não exis e a ecomendação pa a adubação olia com ou os mic onu ien es (S au , 2009). A soja RR signi ica uma e olução écnica, mas pa a que o máximo p o ei o possa se ob ido é p eciso sabe u ilizá-la (Gazzie o e al. 2008). De aco do com P ocópio e al. (2006), a aplicação de he bicidas, o nou-se p á ica ob iga ó ia em cul i os ealizados no sis ema plan io di e o. E o p incipal he bicida u ilizado nessa ope ação é o gli osa o, que age inibindo a enzima 5-enol-pi u il-shiquima o-3- os a osin ase (EPSPS), a uan e na o a de sín ese dos aminoácidos a omá icos (Cou inho & Mazo, 2005). Pa a os au o es F anchini e al. (2008), em seu abalho de a aliação das al e ações na nu ição mine al da soja induzidas po ansgenia e manejo com he bicidas, seus esul ados indica am e ei os causados pela modi icação gené ica com a in odução do gene de ole ância ao gli osa o na nu ição mine al, quan o aos eo es olia es de cálcio (Ca), manganês (Mn), ni ogênio (N), ós o o (P) e magnésio (Mg), sendo essas al e ações mais exp essi as obse adas pa a Ca e Mn, indicando que pa a esses nu ien es a modi icação gené ica p opo cionou diminuição de seus eo es olia es em elação ao ma e ial não modi icado. O sin oma ípico obse ado no campo após a aplicação do gli osa o é conhecido como “yellow lashing” ou ama elecimen o das olhas supe io es. Algumas cul i a es de soja RR não ap esen am ama elecimen o. Toda ia, ou as cul i a es podem ap esen a al a i oin oxicação causada pelo he bicida e, nesse caso, mui os ag icul o es e écnicos ecomendam a u ilização do elemen o Mn, em aplicação concomi an e ou subsequen e ao uso do he bicida (Zobiole & Oli ei a J ., 2009). Go don (2006) comen a que, apesa da acei ação gene alizada da cul u a ansgênica nos Es ados Unidos (EUA), os ag icul o es es ão pe cebendo que a soja RR não es á p oduzindo an o quan o espe a am mesmo nas melho es condições de solo e clima, e que exis em e idências apon ando pa a in e e ências do gli osa o no me abolismo da plan a e ambém na população de mic o ganismos do solo, esponsá eis pela edução do Mn na o ma disponí el às plan as (Mn2+). No B asil, ou os abalhos e e em que a aplicação do gli osa o e do e ilizan e com Mn, não in e e em nos componen es de p odução e p odu i idade da soja RR, podendo a é nem modi ica seu es ado nu icional com a aplicação de ambos os p odu os come ciais (Agos ine o e al. 2009; Basso e al. 2011; Co eia & Du igan, 2009; Daniel & Co eia, 2010; S e anello e al. 2011). A ualmen e é di ícil conhece o que le ou ealmen e a es a endência de uso do mic onu ien e Mn, em aplicações olia es na soja RR manejada com gli osa o. O que mui as ezes não segue c i é io cien í ico, sendo que as doses e épocas de aplicação ecomendadas, não são eme idas po ó gãos de pesquisas e sim po emp esas do amo da a i idade ag ícola. O obje i o des e abalho é a alia a disponibilidade do mic onu ien e Mn aplicado ia olia , na cul u a da soja RR em sa a de in e no, pa a seus eo es olia es e componen es de p odução e p odu i idade, em espos a a di e en es doses do nu ien e, en e a di e en es es ádios enológicos de aplicação, com o manejo do he bicida gli osa o em pós-eme gência. Ma e ial e mé odos O expe imen o oi ealizado a campo, no município de Palo ina – PR (La i ude 24°16’04”S, Longi ude 53°46’49”W e Al i ude de 338 m). O clima é sub- opical úmido (C a) segundo classi icação de Köppen. O local de implan ação oi em á ea de la ou a come cial, com sis ema plan io di e o na palha (SPDP). As in o mações sob e o clima da egião 6 (Tabela 1), du an e a condução do expe imen o o am o necidas pelo IAPAR (Ins i u o Ag onômico do Pa aná). Cole ou-se uma amos a de solo na á ea do expe imen o (0- 20 cm), e sua análise química e ísica (Tabela 2) oi ealizada emp egando a me odologia p opos a pelo IAPAR (1992). O solo é classi icado como La ossolo Ve melho Dis o é ico (LVd ), Tipo 3, possuindo ex u a a gilosa (EMBRAPA, 2006). O delineamen o expe imen al oi em blocos casualizados (DBC), esquema a o ial (2x5) com 3 epe ições. Sendo 2 es ádios enológicos (V3 e R2) de aplicação do e ilizan e olia com Mn e 5 doses di e en es, o alizando 10 a amen os. As pa celas o am cons i uídas de 5 linhas de soja com 4 m de comp imen o e espaçamen o en elinha de 0,45 m. A pa cela ú il oi cons i uída pelas 3 linhas cen ais, desp ezando-se ainda como bo dadu a 1 m do início e 1 m do inal de cada pa cela em di eção ao cen o, com uma bo dadu a la e al de 0,90 m, o alizando á ea ú il de 2,7 m2. A semeadu a oi ealizada em e e ei o de 2010, com semeado a de p ecisão, deposi ando 20 semen es po me o linea da soja RR cul i a SYN 3358®. As semen es o am a adas com ungicida Fluquinconazole (3 mL kg-1 de semen e), inse icida Fip onil (1 mL kg-1 de semen e) e inoculan e com es i pes do gêne o Rizobium. A cul u a ecebeu adubação de base com 207 kg ha-1 do o mulado 00:20:20 (N2:P2O5:K2O), segundo ecomendações pa a e ilidade do solo (EMBRAPA, 2008). O e ilizan e olia oi cons i uído de 5 doses: 0,00; 22,35; 44,70; 67,05 e 89,40 g ha-1 de Mn do p odu o come cial (p.c.) (Quela izado à base de sul a o de Mn2+ com EDTA), sendo uma de i ação (0, 25, 50, 75 e 100%) da dose p esc i a pelo ab ican e (1,03 L ha- 1p.c.), pa a uma co eção de de iciência de Mn. Pa a o con ole das plan as daninhas em pós-eme gência, oi u ilizado o he bicida Randup Ready®com dose de 1,24 L ha-1 de Sal de Isop opilamina de Gli osa o (648 g L-1) em um manejo com duas aplicações, as quais o am concomi an es com o e ilizan e olia de Mn nos es ádios V3 (qua o nós cujas olhas ap esen am olíolos desdob ados) e R2 ( lo es abe as em um dos dois nós supe io es da has e p incipal) (IPNI, 2011). O olume de calda u ilizado oi egulado pa a 200 L ha-1, e pa a sua aplicação, u ilizou-se um pul e izado cos al p essu izado com CO2, isando uma p essão cons an e ao longo da aplicação. Hou e o con ole de p agas e doenças na á ea expe imen al, a qual se man e e isen a de plan as daninhas a é o momen o da colhei a. Pa a quan i ica os mac o e mic onu ien es do ecido olia da soja, ealizou-se uma cole a 4 dias após a 2ª aplicação dos a amen os, com e i ada de 20 i ólios mais pecíolo do e ço médio da plan a (Mala ol a e al. 1997). O ma e ial ege al oi seco em es u a de ci culação o çada de a , a uma empe a u a de 65 ºC du an e 48 h e pos e io men e moagem. Pa a de e minação dos nu ien es P ( ós o o), K (po ássio), Ca, Mg e Zn (zinco) no ecido olia da soja, u ilizou-se o mé odo de diges ão ni o-pe cló ica (AOAC, 2005) seguido de de e minação po meio de espec ome ia de abso ção a ômica (EAA-chama) (Welz & Spe ling, 1999). O P oi de e minado po meio de espec oscopia de ul a- iole a isí el (UV-VIS) (IAPAR, 1992). A colhei a oco eu no mês de maio, 92 dias após semeadu a, ealizada de o ma manual ecolhendo-se odas as plan as na pa cela ú il (2,7 m2). Fo am a aliados os seguin es componen es de p odução: núme o de legumes po plan a (NLP), núme o de g ãos po legume (NGL) e massa de 100 g ãos (M100) a 13% de umidade. A a aliação da p odu i idade (PROD) oi ealizada po meio da pesagem dos g ãos p oduzidos e es imando-a em kg ha-1. Todos os dados do expe imen o o am subme idos à análise de a iância (ANOVA), po meio do es e F (Fishe ) a 5% de p obabilidade e pa a as médias da in e ação o es e Tukey a 5% de p obabilidade. As análises es a ís icas o am ealizadas no p og ama es a ís ico SISVAR 5.0 (Fe ei a, 2003). 7 Tabela 2.- Análise química e ísica do solo onde oi conduzido o expe imen o Tabela 1.- Dados me eo ológicos do pe íodo de condução do expe imen o no ano de 2010 Já hou e ela os da edução na al u a das plan as de soja de in e no, de ido à meno du ação do pe íodo ege a i o (Câma a, 1992). No expe imen o oi possí el obse a esse ápido c escimen o, pois as plan as de soja i e am o V3 como úl imo es ádio ege a i o, passando apidamen e pa a o es ádio R1 (início do lo escimen o). Na análise das médias en e os es ádios e doses pa a o elemen o Mn (Tabela 4), os dados demons a am e ei o signi ica i o apenas pa a a dose 89,40 g ha-1, obse ando- se que no es ádio R2 hou e uma média maio da concen ação do elemen o Mn na olha da soja RR em elação ao es ádio V3. Pa a as demais doses não hou e di e ença es a ís ica. Resul ados e discussão Na análise do ecido olia da soja RR, o esul ado da ANOVA (Tabela 3), mos ou que há di e ença es a ís ica (p<0,05) na on e de a iação in e ação es ádio e sus dose, pa a os elemen os Mg e Mn; pa a as demais a iá eis não hou e di e ença signi ica i a (p>0,05). Esse esul ado con i ma a elação es ei a en e o Mg e o Mn que possuem alência e aio iônico semelhan e, podendo esses compe i pelo mesmo local de abso ção (Mass e al. 1969). A análise do desdob amen o das médias, pa a o elemen o Mg (Tabela 4), demons ou e ei o signi ica i o apenas pa a a dose 89,40 g ha-1, onde se obse a que no es ádio V3 hou e uma média maio da concen ação de Mg olia em elação ao es ádio R2 e pa a as demais doses não hou e di e ença es a ís ica. A dose 89,40 g ha-1 do e ilizan e olia , ap esen ou maio es médias pa a o eo de Mg no ecido olia . Essa in e ação pode se explicada pelo sine gismo p opo cional que há en e os elemen os, pa a o me abolismo da o ossín ese e a ans e ência de os a os (Taiz & Zeige , 2004). O abalho de Lima e al. (2004), ambém demos ou que, pa a os elemen os Mg e Mn, há uma endência c escen e de Mg olia , em unção das doses de Mn aplicadas. Na soja, em condições de campo, a maio a i idade de ixação de N em início p óximo dos es ádios V2 e V3 (IPNI, 2011) e segundo Ma schne (1995), o Mg é conside ado um elemen o mó el na plan a. Essas a i mações podem explica os melho es esul ados da aplicação no es ádio V3, já que an o o N como o Mg são elemen os que azem pa e da molécula de clo o ila, indispensá el à o ossín ese. Sendo o Mg mó el no loema, g ande pa e dele na plan a encon a-se na o ma solú el, po isso é acilmen e edis ibuído, p incipalmen e no es ádio R2 onde oco e o mação de bo ões lo ais e lo es abe as (IPNI, 2011). Nos esul ados do expe imen o podemos pe cebe essa edis ibuição, pois no es ádio V3 com 3,25 g kg-1, conside ado médio segundo EMBRAPA (2008), hou e um acúmulo 65,8% supe io ao R2, ou seja, nesse es ádio já se eque uma maio demanda pa a o c escimen o da soja, pelo que seus eo es diminuí am pa a 1,96 g kg-1. Além disso, o es ádio R2 ma ca o início de um pe íodo de ápido e cons an e acúmulo diá io das axas de ma é ia seca e de nu ien es pela plan a, que se inicia nas pa es ege a i as como: olhas, has es, pecíolos e aízes (IPNI, 2011). Po an o, no B asil, na soja de sa a de in e no seu c escimen o é ápido, ou seja, o ciclo ege a i o da soja na época de in e no é mais cu o do que o da época de e ão (Ma chio i e al. 1999). 8 Tabela 3.- ANOVA pa a as concen ações de mac o e mic onu ien es no ecido olia da soja RR Tabela 4.- Desdob amen o de es ádio den o de cada ní el de dose na in e ação E. x D., pa a os elemen os Mg e Mn olia 9 Esses maio es eo es olia es de Mn na soja, quando a adubação olia oi ealizada em R2, se de e possi elmen e, à baixa solubilidade do Mn na plan a, e pela adubação e sido ealizada em momen o p óximo a cole a das olhas em que o am ealizadas as análises (R3), o que pode le a a supo que es as olhas con inham quan idades de Mn ainda não me abolizado pela plan a. A Tabela 2, que ap esen a os esul ados da análise química de solo do expe imen o. De aco do com EMBRAPA (2008), o eo de Mn do solo (85,00 mg dm-3), é conside ado Al o em sua classi icação. Po ou o lado, oi possí el obse a que a cul i a de soja RR u ilizada, não e elou sin omas de de iciência nu icional pa a o elemen o e a aplicação de he bicida não ap esen ou pe calços pa a a nu ição das plan as, nem oi cons a ado e ei o “yellow lashing”. De aco do com Oli ei a J . e al. (2000), eo es de Mn nas olhas de soja en e 10 e 20 mg kg-1 (ní el c í ico) causam o apa ecimen o de sin omas de de iciência nas plan as de soja. No expe imen o, os eo es médios de Mn quan i icados nas olhas, com elação a dose 89,40 g ha-1, o am de 73,33 à 96,33 mg kg-1. Esses alo es es ão acima dos eo es conside ados como ní el c í ico, pa a que oco am sin omas de de iciência. Com e sem a aplicação de Mn, o seu eo nas olhas oi conside ado da classe Médio, segundo EMBRAPA, (2008) o que é jus i icado pelos al os eo es de Mn no solo. Os pesquisado es Co eia & Du igan (2009), ambém encon a am esul ados onde o eo olia de Mn, an o na es emunha quan o nos demais a amen os, com aplicação de gli osa o e Mn, pe manece am acima do ní el c í ico pa a a soja, sendo que nesse expe imen o hou e a aplicação concomi an e com o he bicida gli osa o. Cabe salien a que em ou os abalhos ealizados a campo, não o am cons a ados e ei os do gli osa o aplicado em pós- eme gência da soja RR, em elação à concen ação de Mn nos ecidos ege ais da soja (San os e al. 2007; Loecke , 2008). A ANOVA dos componen es de p odução e p odu i idade: núme o de legumes po plan a (NLP), núme o de g ãos po legumes (NGL), massa de 100 g ãos (M100) e p odu i idade (PROD), são ap esen ados na Tabela 5, onde se obse a que não oi encon ada di e ença es a ís ica (p>0,05) pa a as on es de a iação a aliadas. A p odu i idade média ob ida no expe imen o oi de 1,51 ha-1, não conseguindo a ingi a es ima i a desejada de 2,5 a 2,9 ha-1, segundo ecomendação de Masca enhas & Tanaka (1997). A edução do ciclo e po e da cul u a, de ido ao o ope íodo, le ou a cul i a a um lo escimen o p ecoce, o que pode e es ingido a abso ção dos mine ais, explicado pela baixa p odu i idade (Oli ei a J . e al. 2000). A p odu i idade de g ãos da soja RR de in e no, não oi in luenciada pela aplicação olia de Mn ou pela aplicação de gli osa o em pós-eme gência da cul u a. Resul ados semelhan es ob i e am Bailey e al. (2002), em que na in e ação de gli osa o com Mn em mis u a na calda de pul e ização, não obse a am in luência da aplicação do he bicida ou de Mn, sob e a p odu i idade de g ãos. A g ande limi ação da soja de in e no é o o ope íodo, quando se e e ua a semeadu a a dia. Assim quando se compa am di e en es épocas de semeadu a pa a a soja, e i ica-se que, no e ão, são ob idos alo es supe io es no núme o de legumes po plan a, em elação ao do in e no, a o esse a ibuído, p incipalmen e, ao maio desen ol imen o das plan as no cul i o de e ão (C usciol, 2002). Em condições ad e sas como es ição híd ica (in e no), a plan a p e e encialmen e o ma á poucas semen es nos legumes ixados, ao in és de á ias e mal o madas semen es, pois seu obje i o biológico p incipal é a pe pe uação da espécie (Medina, 1994). É possí el que, mesmo que o he bicida possa in e e i na abso ção de Mn, esse e ei o nega i o não enha se mani es ado de ido ao al o eo desse mic onu ien e no solo u ilizado e seu e e ido pH de 5,0 p opo cionando maio quan idade de Mn disponí el (Mala ol a e al. 1997). Os esul ados do expe imen o se assemelham com os de ou os abalhos, os quais ambém a es a am que o desen ol imen o das plan as a adas oi es a is icamen e simila ao das não a adas com o he bicida em ques ão (Co eia & Du igan, 2009). Não ha endo ac éscimo na p odução e, po an o, nem luc o inancei o deco en e da u ilização de e ilizan e olia com Mn nesse expe imen o, pode-se salien a a impo ância da u ilização de écnicas de p esc ição de e ilizan es, como é e elado po Lopes & Guilhe me, (2000) onde a iloso ia de p esc ição, é um sis ema ideal do pon o de is a econômico, de segu ança pa a o ag icul o e de uso acional de ecu sos na u ais. Conclusões A aplicação de e ilizan e come cial com Mn, na dose de 89,40 g ha-1 aplicado no es ádio V3, con ibuiu pa a a ele ação dos eo es olia es de Mg, enquan o que a aplicação no es ádio R2, a o eceu a ele ação do eo olia de Mn na soja RR de in e no. O e ilizan e olia com Mn, não con ibuiu pa a o aumen o dos componen es de p odução e p odu i idade da soja RR de in e no em odos os es ádios enológicos a aliados. Tabela 5.- ANOVA dos componen es de p odução e da p odu i idade 10 Ag adecimen os À Fundação A aucá ia de Apoio ao Desen ol imen o Cien í ico e Tecnológico do Pa aná, B asil. Bibliog a ia Agos ine o, D., Ti oni, S.P., Galon, L. & Dal Mag o, T. (2009). Desempenho de o mulações e doses de gli osa o em soja ansgênica. Re is a T ópica – Ciências Ag á ias e Biológicas. 3, 2: 35-41. AOAC, O icial me hods o analysis. (2005). An Ma yland AOAC. 18 ed. 300pp. Bailey, W.A., Pos on, D.H., Wilson, H.P. & Hines. T.E. (2002). Gli osa o in e ac ions wi h manganese. Weed Technology. 16, 4: 792-799. Basso C.J., San i, A.L., Lamego, F.P. & Gi o o, E. (2011). Aplicação olia de manganês em soja ansgênica ole an e ao gli osa o. Ciência Ru al. 41, 10: 1726-1731. Câma a, G.M.S. (1992). Eco isiologia da cul u a da soja. 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