scieee Science in your language
[pt] (orig)

Narrativas nacionais e competência histórica na formação inicial de professores primários espanhóis

Abstract

Neste trabalho, foram analisadas as competências de pensamento histórico e a presença de características de narrativa nacional entre 283 estudantes espanhóis do Grau de Licenciatura em Ensino Primário de Murcia e de Valência. Examinaram-se os seus relatos históricos sobre a expansão cristã na Península Ibérica em território muçulmano durante a Idade Média. Utilizaram-se métodos qualitativos para identificar os níveis de complexidade da exposição a partir de conhecimentos substantivos e conceitos metodológicos, e uma avaliação quantitativa para relacionar esses níveis de complexidade com os níveis cognitivos e narrativos, através da taxonomia SOLO. Também se avaliou em que medida se representam elementos discursivos próprios de uma narrativa nacional. Os resultados confirmam uma educação histórica deficiente dos futuros professores primários, tanto em conceitos históricos de segunda ordem quanto na reprodução de uma narrativa nacional já caduca pela historiografia. Também se confirmou que a presença e complexidade do pensamento histórico nas narrativas é maior quanto maior é o nível e pertinência dos conteúdos históricos substantivos

Read accessible full text

Narrativas nacionais e competência histórica na formação inicial de professores primários espanhóis

Author: Sáiz Serrano, Jorge; Gómez Carrasco, Cosme Jesús; López Facal, Ramón
Publisher: Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Year: 2017
DOI: 10.5965/2175180309222017174
Source: https://minerva.usc.es/bitstreams/89d78d6b-8f24-4c35-aaec-6fb29d435c5d/download
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.174
e-ISSN 2175-1803
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial
de p o esso es p imá ios espanhóis1
Resumo
Nes e abalho, o am analisadas as compe ências de
pensamen o his ó ico e a p esença de ca ac e ís icas de
na a i a nacional en e 283 es udan es espanhóis do G au
de Licencia u a em Ensino P imá io de Mu cia e de
Valência. Examina am-se os seus ela os his ó icos sob e a
expansão c is ã na Península Ibé ica em e i ó io
muçulmano du an e a Idade Média. U iliza am-se mé odos
quali a i os pa a iden i ica os ní eis de complexidade da
exposição a pa i de conhecimen os subs an i os e
concei os me odológicos, e uma a aliação quan i a i a
pa a elaciona esses ní eis de complexidade com os ní eis
cogni i os e na a i os, a a és da axonomia SOLO.
Também se a aliou em que medida se ep esen am
elemen os discu si os p óp ios de uma na a i a nacional.
Os esul ados con i mam uma educação his ó ica
de icien e dos u u os p o esso es p imá ios, an o em
concei os his ó icos de segunda o dem quan o na
ep odução de uma na a i a nacional já caduca pela
his o iog a ia. Também se con i mou que a p esença e
complexidade do pensamen o his ó ico nas na a i as é
maio quan o maio é o ní el e pe inência dos con eúdos
his ó icos subs an i os.
Pala as-cha e: Pensamen o His ó ico. Na a i a Nacional.
Fo mação Inicial do P o esso . Educação His ó ica.
Jo ge Sáiz Se ano
Dou o em Geog a ia e His ó ia pela
Uni e sidade de Valencia. P o esso associado
na mesma Uni e sidade.
Valencia - Espanha
[email p o ec ed]
Cosme Jesús Gómez Ca asco
Dou o em His o ia pela Uni e sidade de
Cas illa - La Mancha. P o eso da
Uni e sidade de Mu cia.
Mu cia - Espanha
[email p o ec ed]
Ramón López Facal
Dou o em His o ia pela Uni e sidade de
San iago de Compos ela. P o esso na
mesma Uni e sidade.
San iago de Compos ela - Espanha
[email p o ec ed]s
Pa a ci a es e a igo:
SÁIZ SERRANO, Jo ge; GÓMEZ CARRASCO, Cosme Jesús; LÓPEZ FACAL, Ramón. Na a i as
nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis. Tempo
e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
DOI: 10.5965/2175180309222017174
h p://dx.doi.o g/10.5965/2175180309222017174
1
Es e abalho con ou com inanciamen o dos p oje os de in es igação coo denados EDU2012-37909-C03-
01 e EDU2012-37909-C03-03 do Plano Nacional de I+D+i (MINECO, do Go e no de Espanha), de undos
FEDER da UE e das edes de excelência: Red14 e NEDAT.
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.175
Tempo & A gumen o
Na ional Na a i es and
His o ical Compe encies in
Spanish Ini ial Teache T aining
Abs ac
This pape analyzes his o ical hinking skills and he
p esence o elemen s o a na ional na a i e among 283
s uden s a G ade o P ima y Educa ion in Mu cia and
Valencia, u u e p ima y eache s in Spain. I 's analyzed
hei na a i es abou Ch is ian expansion in o Muslim
e i o y in Medie al Ibe ian Peninsula: i 's an his o ical
con en linked o he Spanish na ional na a i e.
Quali a i e me hods a e used o de e mine le els o
na a i e complexi y in subs an i e con en s and in
me hodological knowledge o second o de concep s.
I 's also used a quan i a i e assessmen o le els o
complexi y and i s ela ion o cogni i e le els o w i en
using he SOLO axonomy. I 's also assessed he
p esence o discu si e elemen s o a na ional na a i e.
The esul s con i m a poo his o ical educa ion o u u e
eache s o P ima y Educa ion in second o de concep s
and in he ep oduc ion o na ional na a i es. I is also
con i med ha he p esence and complexi y o
his o ical hinking in na a i es is highe he highe he
le el and ele ance o subs an i e his o ical con en .
Keywo ds: His o ical Thinking; Na ional Na a i es;
Ini ial Teache T aining; His o y Educa ion.
In odução
As na a i as his ó icas são uma impo an e on e de in o mação pa a in es iga o
conhecimen o his ó ico e a capacidade de lhe da signi icado, al como o demons am
nume osos es udos, ais como os de Ba ca (2015), Hen íquez e Ruíz (2014), K opman, Van
Box el e Van D ie (2015), Lé esque, C o eau e Gani (2015), Sáiz e López Facal (2015 e 2016)
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.176
Tempo & A gumen o
e San , González, San ies eban, Pagès e Olle (2015). Os ela os his ó icos dão uma
imagem dos ní eis de comp eensão e ap endizagem dos sujei os in es igados:
con ibuem com um e a o subs an i o do passado e in o mam sob e o conhecimen o e
o uso das compe ências do conhecimen o his ó ico. Es e es udo assume ambas as
pe spec i as pa a analisa ela os de p o esso es p imá ios em o mação sob e a
expansão c is ã na Península Ibé ica du an e a Idade Média com p ejuízo pa a os
muçulmanos. Examina am-se ex os de 283 es udan es do G au de Licencia u a em
Ensino P imá io de duas uni e sidades espanholas (Valência e Mu cia), aplicando uma
pe spe i a quan i a i a e quali a i a. O obje i o é duplo: em p imei o luga , o de es uda a
o ganização discu si a dos abalhos esc i os des es u u os p o esso es p imá ios pa a
conhece os seus ní eis de compe ência his ó ica como ap idão me odológica p óp ia da
disciplina de His ó ia (DOMÍNGUEZ, 2015). Em segundo luga , o de analisa o con eúdo
dos e e idos ela os sob e o pe íodo medie al peninsula pa a comp o a o g au de
mediação do que se conside a como na a i a nacional espanhola, com a p esença de
es e eó ipos e ma cos do ela o da “Reconquis a” c is ã sob e os muçulmanos e o uso de
ma cado es discu si os de iden i icação nacional (SÁIZ, 2015).
Es e abalho insc e e-se no pa adigma de didá ica da his ó ia conhecido como
pensamen o his ó ico (his o ical hinking), assumido no Canadá e nos Es ados Unidos po
au o es como Cla k (2011), Lé esque (2008), Seixas (2011), VanSled igh (2011 e 2014) e
Winebu g (2001), embo a a sua o igem se si ue na ino ação e in es igação em didá ica da
his ó ia a pa i dos anos 70-80 no Reino Unido (LEE, 2005). A pe spec i a do pensamen o
his ó ico oi sin e izada na Espanha po Domínguez (2015), Gómez e Mi alles (2015),
Gómez, O uño e Molina (2014) Sáiz (2015) e Sáiz e López Facal (2015). De aco do com
es e modelo, há dois ipos de con eúdos his ó icos. Po um lado, os con eúdos
subs an i os ou de p imei a o dem, con eúdos de his ó ia, ou seja, o que sabemos do
passado sob a o ma de dados, da as, pe sonagens, concei os e a os. Po ou o lado, os
con eúdos es a égicos de segunda o dem, ou concei os me odológicos, con eúdos
sob e his ó ia, que dize , como se ep esen a o passado e que signi icado lhe a ibuímos;
são ap idões elacionadas com as compe ências do his o iado que conside amos
compe ências his ó icas. Um dos ins umen os pa a as in es iga , bem como pa a as
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.177
Tempo & A gumen o
ensina , é eco e às na a i as his ó icas. Es e es udo analisa, nos 283 ela os, qua o
ca ego ias das e e idas compe ências his ó icas con o me a p opos a ealizada po
Seixas e Mo on (2013) e inco po ando ou as (LÉVESQUE, 2008; VANSLEDRIGHT, 2014;
DOMÍNGUEZ, 2015). Em p imei o luga , a compe ência de ele ância his ó ica en endida
como o g au de anscendência e alo que se concede ao enômeno ela ado na sua
ligação com ou os. Em segundo luga , a de causalidade, como a ap idão pa a expo o
enômeno in eg ando as múl iplas causas que o explicam. Em e cei o luga , a de empo
his ó ico, como a ap idão pa a desc e e as al e ações do enômeno usando o empo de
o ma lexí el. E, inalmen e, a ca ego ia de dimensão é ica ou consciência his ó ica, como
a aculdade pa a alo iza o enômeno elacionando-o an o com o seu con ex o quan o
com o p esen e. Como complemen o analí ico pa a a o ganização das na a i as, ambém
eco emos à axonomia elabo ada po J. Biggs e C. Tang (2007) conhecida po SOLO
(S uc u e o he Lea ning Ou come), uma e amen a c iada pa a o ensino supe io que
ca ego iza os ní eis de complexidade do pensamen o aplicado a abalhos esc i os
ela i amen e a um ema, pa indo de ní eis básicos ou de econhecimen o, a é ní eis de
abs ação p o unda.
O es udo de ela os his ó icos ambém pe mi e que nos ap oximemos ao g au de
mediação cul u al de esquemas na a i os p eexis en es. De a o, a pa i da psicologia
social podemos comp eende as ep esen ações sociais do passado median e a noção de
“ação mediada” (WERSTCH, 2002): es a pe spec i a baseia-se em que as e e idas
ep esen ações deco em do consumo e uso que as pessoas açam de na a i as já
exis en es, en endidas como e amen as cul u ais a modo de eo ia implíci as. We s ch
(2002 e 2004) dis ingue dois g andes ipos de na a i as: po um lado, os esquemas
na a i os mes es ou na a i as mes as que ope am como modelos cons uídos num
con ex o social e pa ilhados no seio de um cole i o que condicionam as ep esen ações
sociais do passado; po ou o lado, as na a i as especí icas, en endidas como discu sos,
usos ou consumos dessas na a i as mes as ge adas pelas pessoas ou pelos cole i os,
podendo se de na u eza mui o di e sa. Es e modelo eó ico pode, de ce a o ma,
aplica -se às na a i as nacionais e aos di e en es discu sos, usos e ep esen ações do
passado ge ados po pessoas e g upos. As na a i as nacionais, bem como a his ó ia
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.178
Tempo & A gumen o
o icial di undida po um Es ado-nação, uncionam como na a i as mes as que medeiam
ou condicionam as ep esen ações sociais sob a o ma de na a i as especí icas (com as
suas pe sonagens, e en os, e c.) c iadas po indi íduos e po g upos.
Essa mediação e i ica-se an o no con eúdo quan o na o ma. Na o ma, segundo
o sujei o na a i o a ue e a p imei a pessoa do plu al seja u ilizada e elando di e en es
o mas de iden i icação, ais como gêne o ou g upo, sendo uma delas, a nacional
(BARTON e LEVSTIK, 2004; PLÁ, 2005). Pa a es e es udo, é impo an e obse a o g au e a
o ma em que se usa a p imei a pessoa do plu al; que o p onome “nós” que o
possessi o “nosso”, bem como o ecu so essencial a e e ências explíci as à Espanha ou
aos espanhóis na Idade Média. Is o cons i ui uma ca ac e ís ica especí ica das na a i as
nacionais (CARRETERO e BERMÚDEZ, 2012; LÓPEZ, CARRETERO e RODRÍGUEZ-MONEO,
2015).
No que diz espei o ao con eúdo, a mediação na a i a ambém se cons a a na
p esença de a os, pe sonagens e e mos p óp ios de uma na a i a nacional espanhola
do pe íodo medie al. Conside amos aqui a exis ência de uma na a i a nacional sob e a
his ó ia da Espanha, cons uída ao longo do século XIX, du an e a consolidação do
Es ado-nação e do nacionalismo espanhol, embo a di undida em g ande escala ao longo
do século XX. Um ela o com con eúdos essencialis as que emon a ia à unidade da
“Espanha” (com on ei as es á eis ou com uma unidade e i o ial) ou à o igem de um
cole i o de “espanhóis” a pe íodos p é-con empo âneos (LÓPEZ FACAL e SÁIZ, 2016).
En e eles, êm peso os do pe íodo medie al, pois conside am a expansão c is ã em
e i ó io muçulmano como um p ocesso de ges ação da Espanha, p ocesso pa a o qual,
no inal do século XIX, se cons uiu o concei o de “Reconquis a”, uma c iação
his o iog á ica que con e iu alo pa ió ico a um ocábulo já exis en e (RÍOS, 2011).
Desde en ão, in eg ou-se no ela o undacional da iden idade espanhola a expansão
c is ã como “Reconquis a”. Pa alelamen e, conside a-se o e i ó io e o pe íodo
muçulmano, o Al-Andalus, a pa i de um plano secundá io e como uma al e idade, mais
em e mos cul u ais, como ase de con i ência mul icul u al e/ou de esplendo cul u al.
A ualmen e, os manuais escola es de his ó ia p i ilegiam o conhecimen o decla a i o da
mudança polí ica, como uma sucessão de e apas e espaços de Al-Andalus aos einos

Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.179
Tempo & A gumen o
c is ãos e u ilizam o e mo “Reconquis a”, um concei o que conse a o seu con eúdo
iden i á io (SÁIZ, 2015). Na a ual his o iog a ia medie al ambém pe du a o e e ido
e mo já que se de ende a sua u ilidade pa a ca ac e iza o enômeno e pe íodo de
expansão c is ã medie al sob e o Islão peninsula : embo a se econheça a sua na u eza
de jus i icação ideológica a pos e io i, não se c iou uma denominação al e na i a.
Mé odo
Obje i os
P e endeu-se iden i ica nos ela os de u u os docen es do Ensino P imá io os
ní eis de compe ência his ó ica e o g au de mediação da na a i a nacional espanhola.
Es a inalidade oi abo dada com qua o obje i os:
Comp o a o uso de concei os his ó icos me odológicos nos seus ela os, que
indicam como o ganizam his o icamen e os con eúdos.
Classi ica a complexidade e a coe ência do seu discu so com a axonomia SOLO.
De e mina quais con eúdos subs an i os ap esen am os ela os sob e a conquis a
c is ã do e i ó io muçulmano e, den o des es, a p esença de es e eó ipos p óp ios da
na a i a nacional espanhola.
Reconhece ma cado es discu si os de iden i icação nacional; que o uso da
p imei a pessoa do plu al, que a e e ência à Espanha ou aos espanhóis no pe íodo
ela ado.
População e amos a
Pa icipa am da pesquisa es udan es do G au de Licencia u a em Ensino P imá io
que equen a am a úl ima disciplina ob iga ó ia da á ea de Didá ica das Ciências Sociais
nas Uni e sidades de Valência e Mu cia, no ano le i o 2014/2015. T a ou-se de uma
amos a p obabilís ica: odos os g upos que equen a am as disciplinas i e am as
mesmas possibilidades de se escolhidos. Realizou-se uma amos agem não
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.180
Tempo & A gumen o
es a i icada, pois o am escolhidos seis dos ca o ze g upos (num o al de 283 alunos), o
que signi ica 42% da população o al.
Tabela 1.
Núme o de es udan es que pa icipa am na in es igação po uni e sidade
F equência
Pe cen agem
Uni e sidade de Mu cia
151
53,4
Uni e sidade de Valência
132
46,6
To al
283
100
Ins umen o
Os uni e si á ios edigi am um ex o de sín ese do p ocesso de conquis a c is ã do
e i ó io muçulmano na Península Ibé ica medie al, na aula da disciplina de Didá ica das
Ciências Sociais e no início do ano le i o (se emb o-ou ub o de 2013). Pa a minimiza as
in e e ências, não se deu qualque indicação de ex ensão, con eúdo ou o ma. Apenas
lhes oi di o que imaginassem como des ina á io ou o docen e es angei o em o mação
que desconhecesse o ema po comple o. Os ela os des e ipo são um ins umen o
habi ual pa a a alia concei os me odológicos his ó icos e analisa a ep esen ação social
do passado e a sua elação com a memó ia cole i a. O con eúdo pedido, a expansão
c is ã medie al na península ibé ica muçulmana, leciona-se no ensino básico (P imá io e
Secundá io) e no P é-Uni e si á io, e es á p esen e nos âmbi os de socialização
quo idiana, que no olclo e e adições popula es – es as de “mou os e c is ãos ” – que
nos meios de comunicação de massas a a és de sé ies de inspi ação his ó ica ( al como a
ecen e “Isabel”).
A alidade do ins umen o de ecolha de in o mação (um ex o de sín ese
his ó ica) pa a os obje i os p opos os, undamen ou-se em es udos como os de Bage
(1999), Ba on e Le s ik (2004), Coope (2014), Ca e e o e Be múdez (2012), Ca e e o e
Van Alphen (2014), López, Ca e e o e Rod íguez-Moneo (2015), Hen íquez e Ruiz (2014),
Mon e-Sano (2010) e VanSled igh (2008). O ins umen o oi alidado po pe i os em
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.181
Tempo & A gumen o
Didá ica das Ciências Sociais de ês uni e sidades espanholas, seguindo alguns dos
passos p opos os po Al ageme, Mi alles e Mon eagudo (2010).
2
Es abelece am-se di e en es ca ego ias de in o mação, po sua ez di ididas em
ní eis. A análise empí ica pilo o pe mi iu codi ica qua o ní eis de complexidade de
ma cado es de compe ências his ó icas. O ní el 0 ou nulo, como ausência des as,
co esponden e a pouca in o mação subs an i a e/ou a e os his ó icos no ó ios. O ní el 1
ou básico, pa a os ela os que desc e em uma in o mação his ó ica mínima, ap esen ada
linea men e, ou que con ibuem com pelo menos um ma cado de compe ências de
pensamen o his ó ico, embo a com um ní el baixo. O ní el 2 ou médio, pa a abalhos
esc i os com, pelo menos, dois ma cado es de compe ências his ó icas, um deles de ní el
médio e ou o de ní el médio ou baixo. Finalmen e, es abeleceu-se o ní el 3 pa a
abalhos esc i os com ní eis de pensamen o his ó ico al o po in eg a em na sua
explicação um ou mais ma cado es de ní el consolidado.
Quan o aos con eúdos subs an i os, ixa am-se ou os qua o ní eis. O ní el 0
co esponde a ela os com azios his ó icos no ó ios ou e os de in o mação g a es, que
po não ap esen a em dados, que po ap esen a em dados não pe inen es. O ní el 1
a ibuiu-se aos abalhos esc i os com me a in o mação desc i i a com um o denamen o
linea : con ibuem com alguns ma cos o denados de o ma co e a. T a a-se de a os
polí ico- e i o iais, desde a in asão muçulmana da Península Ibé ica, em 711, a é a
conquis a c is ã do eino de G anada em 1492. O ní el 2 pe ence a abalhos esc i os que
combinam esse mesmo ela o básico de acon ecimen os polí icos com enômenos
socioeconômicos, cul u ais e inclusi amen e com a aliações sob e a he ança muçulmana
ou desse pe íodo. O ní el 3 co esponde aos ela os de maio iqueza in o ma i a que
in eg am adequadamen e explicações de con eúdo polí ico com explicações
socioeconômicas e cul u ais.
2
U ilizou-se um ques ioná io pa a classi ica de 1 a 4 a alidade das ca ego ias de análise e a adequação aos
ní eis de complexidade es abelecidos. Todos os i ens ecebe am uma pon uação média que ul apassou
os 3 pon os. Também se pediu uma a aliação quali a i a do ins umen o, que aplicasse as
ecomendações ecebidas na ase de análise de esul ados. A in o mação quali a i a ecolheu-se e
ap esen ou-se na base de dados Filemake P o, o que pe mi iu melho a a o mulação das ca ego ias e
os seus limi es. A in o mação quan i a i a oi pos e io men e codi icada no paco e es a ís ico SPSS
.17.0.
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.182
Tempo & A gumen o
Também se codi icou a denominação sob e o con eúdo do ela o, mais
conc e amen e, se oi u ilizada ou não a ca ego ia his o iog á ica “Reconquis a” ou se
o am u ilizadas ou as (conquis a, expansão, expulsão). Finalmen e, a análise oi
comple ada com o es udo do ní el de complexidade das na a i as con o me a
axonomia SOLO (BIGGS; TANGS, 2007), u ilizando as ca ego ias des e modelo: p é-
es u u al (ní el 0), uni-es u u al (ní el 1), mul i-es u u al (ní el 2), elacional e abs a o
ala gado (ní el 3).
Mé odos e écnicas de análise
Ado ou-se um desenho me odológico p óp io dos mé odos não expe imen ais
baseados na busca empí ica e sis emá ica de um enômeno cujas a iá eis independen es
já oco e am ou não são manipulá eis (KERLINGER, 2002). P e ende-se conhece uma
ealidade pa a depois ob e modelos explica i os sob e as ca ac e ís icas do discu so
his ó ico dos u u os p o esso es do Ensino P imá io compa ando os dados ob idos em
duas uni e sidades. A análise dos dados combina uma pe spe i a quan i a i a e
quali a i a. Di e en es in es igações sob e a educação his ó ica incidem na
complemen a idade de ambas as pe spec i as (ASHBY, 2004; BARCA, 2005; BARTON,
2012). A in es igação oi iniciada a pa i de uma concepção ans e sal explo a ó ia,
a a és de um g upo pilo o (15% dos dados ecolhidos), passando-se depois pa a uma
concepção ans e sal desc i i a.
As écnicas de análise quan i a i a o am aplicadas com a codi icação das
ca ego ias que o pe mi i am a a és do paco e es a ís ico SPSS: análise de equências,
médias, pe cen agens, qui-quad ado, abelas de con ingência e análise da dependência
en e as a iá eis. O obje i o des a análise oi descob i a es u u a subjacen e aos
ela os dos sujei os e e i ica co elações en e as ca ego ias conside adas.
O a amen o de dados quali a i os analisa a complexidade discu si a e concei ual
das na a i as. A análise quali a i a pe mi iu da sen ido à in o mação ex ual. A alidade
da in es igação quali a i a depende da ep esen a i idade dos dados, da undamen ação
eó ica e da sua análise e in e p e ação (ANGUERA, 1998). Usou-se uma codi icação
abe a na análise discu si a pa a de e mina os ní eis do seu con eúdo e das ca ego ias
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.189
Tempo & A gumen o
Tabela 7.
Medidas simé icas das a iá eis “con eúdos his ó icos” e “complexidade do pensamen o
his ó ico”
Valo
E o íp. assin .a
T
ap oximadab
Seg.
Ap oximado
O dinal po
o dinal
Tau-b de Kendall
0,906
0,020
40,051
0,000
N de casos
álidos
283
a. Assumindo a hipó ese al e na i a;
b. U ilizando o e o ípico assimp ó ico baseado na hipó ese nula.
Finalmen e, examinemos a p esença de ma cado es discu si os p óp ios de
na a i as nacionais, no nosso caso do ela o nacional espanhol. Nes e âmbi o, o p imei o
ma cado a analisa se ia a u ilização do concei o “Reconquis a” ace a ou as
denominações do p ocesso (Tabela 8).
Tabela 8.
Denominação do p ocesso
F equência
Pe cen agem
Pe cen agem álida
Reconquis a
182
64,3
64,3
Conquis a
58
20,5
20,5
Expulsão
14
4,9
4,9
Con i ência
6
2,1
2,1
Nulo
23
8,1
8,1
To al
283
100,0
100,0
Ce ca de 65% dos es udan es u iliza am o e mo “Reconquis a”. Es a ele ada
pe cen agem explica-se pela u ilização des e concei o pela his ó ia acadêmica e escola
no cu ículo e nos manuais do ensino secundá io. Mas ambém pela sua as a di usão em
ecen es p odu os cul u ais de massas, ais como sé ies de ele isão (Isabel). Não é uma
su p esa que es a pe du e no imaginá io dos uni e si á ios como se p e ia, al como
ambém se cons a ou nou os abalhos (LÓPEZ; CARRETERO;RODRÍGUEZ-MONEO,
2015).

Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.190
Tempo & A gumen o
A análise de ou os ma cado es nas na a i as alencianas p opo ciona dados
complemen a es como a ipologia do sujei o na a i o dos abalhos esc i os. Embo a
p edomine o ecu so a um na ado implíci o, em 25% dos ela os cons a a p imei a
pessoa do plu al. São e e ências de pe ença a um espaço p óp io (o nosso país,
e i ó io, as nossas e as, a nossa península) ou exp essões de iden i icação com
pessoas e a sua cul u a passada e o seu impac o no p esen e, especialmen e com os
c is ãos ou com a in luência dos “ou os”, os muçulmanos, na “nossa” cul u a, his ó ia,
iden idade, cos umes e ci ilização iden i icada como a c is ã do passado. Po ou o lado,
o apa ecimen o do e mo Espanha ou espanhóis, do po o espanhol como ínculo do
p esen e e do passado medie al, oi um ma cado encon ado em 23% dos ela os. Além
disso, combina-se com um p o agonismo dos Reis Ca ólicos no p ocesso, embo a
ambém se des aque a igu a de Jaime I:
Em suma, o que inalmen e c iou a Espanha que a ualmen e conhecemos
oi a união da ainha Isabel de Cas ela com Fe nando de A agão, que
o nou possí el a união dos e i ó ios e a conquis a inal da península
ibé ica po pa e dos c is ãos. (Re . 75 UV)
Pa a assegu a a unidade nacional do país, os Reis Ca ólicos u iliza am a
eligião ca ólica como ca ac e ís ica p óp ia de odos os cidadãos
espanhóis. (Re . 82 UV)
A Reconquis a oi um longo p ocesso que du ou quase seis séculos e no
qual, pouco a pouco, as opas espanholas o am a ançando do no e
pa a baixo, conquis ando os e i ó ios e expulsando os muçulmanos
(…). Lide adas po Jaime I no ano 1238, as opas espanholas chega am a
Valência e no dia 9 de ou ub o conquis a am o e i ó io alenciano. (Re .
128 UV)
Os c is ãos começa am a econquis a os e i ó ios de no e a sul da
península e izemos com que os muçulmanos se ossem e i ando (…).
Com a chegada dos Reis Ca ólicos assis imos à uni icação e i o ial e ao
e o ço da Co oa e en ão os Reis Ca ólicos em 1492 acaba am a
Reconquis a de Espanha. (Re . 124, UV)
No ano de 722 deu-se a conquis a da Península ibé ica po pa e dos
muçulmanos. Os c is ãos começa am a con i e com os muçulmanos a é
ao casamen o e daí a união dos einos de A agão e Cas ela (po pa e de
Fe nando e Isabel) que uni ica am Espanha. (Re . 107, UV)
Cons a am-se ma cado es discu si os de ligação com uma comunidade imaginada
nacional pe manen e ou o mada no passado medie al, uma das ca ac e ís icas mais
especí icas das na a i as nacionais. É de pa icula in e esse sabe qual é a complexidade
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.191
Tempo & A gumen o
cogni i a e a p esença de ma cado es de pensamen o his ó ico en e es es ela os
nacionais. Cons a a-se que 89% dos abalhos esc i os são, que de ní el nulo (19), que de
ní el básico (desc i i o e linea ). Es es dados pe mi em enuncia uma no a hipó ese: uma
educação his ó ica mais comple a, an o em con eúdos quan o em compe ências de
pensamen o his ó ico, pode eduzi a p esença de es e eó ipos p óp ios das na a i as
nacionais. Se ia con enien e ala ga es a ligação, já cons a ada nou as in es igações
(LÓPEZ, 2012; SÁIZ e LÓPEZ FACAL, 2016; SÁIZ, 2015), a u u os es udos: em que medida
um conhecimen o his ó ico disciplina mais sólido du an e a o mação inicial de
p o esso es de his ó ia e de p o esso es p imá ios, que inclua con eúdos subs an i os e
compe ências his ó icas, consegue eduzi as ep esen ações p óp ias das na a i as
nacionais. Conside amos que a e e ida educação his ó ica pode ia mi iga , embo a não
impedi , o impac o des a na a i a nacional, ao do a os u u os docen es de e amen as
in elec uais pa a comp eende em e da em signi icado ao passado e i ando iden i icações
omân icas e essencialis as.
Discussão e conclusões
Da análise dos esul ados concluímos não se possí el e i ica as hipó eses
a ançadas, especialmen e no pe il comum de ela os de u u os p o esso es p imá ios:
abalhos esc i os de complexidade o ganiza i a mul i-es u u al, com ma cado es de
compe ências de pensamen o his ó ico (ní el básico e médio) e que p opo cionem
con eúdos his ó icos básicos ou médios. Os esul ados mos am que os u u os
p o esso es p imá ios não êm educação his ó ica su icien e, an o em con eúdos
subs an i os quan o em compe ências his ó icas. Os u u os p o esso es p imá ios
e elam nos seus ela os que não con am com os ní eis básicos de conhecimen os
disciplina es e pedagógicos pa a ensina his ó ia a endendo aos pad ões acei os pelas
in es igações de didá ica das ciências sociais (WINEBURG, 2001; BARTON e LEVSTIK,
2004; VANSLEDRIGHT, 2014). Os mo i os des a de iciência são di e sos. Po um lado, o
p og ama do g au de Licencia u a em Ensino P imá io na Espanha em al a de con eúdos
disciplina es his ó icos. Po ou o lado, a pouca educação his ó ica ap endida no ensino
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.192
Tempo & A gumen o
básico. De a o, na P imá ia e Secundá ia p e alece um ensino his ó ico deco en e da
memo ização de con eúdos ac uais ou concei uais. Es e agmen o é e elado :
Os muçulmanos assen es desde há anos na península êm-se in adidos
po Jaime I e as suas opas. Já não me lemb o de mais nada po que me
ensina am de memó ia e naquela al u a i e de omi a is o numa olha.
Tudo is o é o que suponho po que ealmen e não me lemb o de o e
dado. ( e . 130 UV)
Nes e agmen o, econhece-se a memo ização de con eúdos que não se podem
eco da . Es a se ia a his ó ia escola ap endida, a lemb ança de ex os acadêmicos
deco en es do cu ículo, mui os como na a i a nacional e eu ocên ica. As al e ações
pa a um cu ículo po compe ências educa i as básicas em pouco ou nada e iam
modi icado es e modelo de ap endizagem his ó ica, uma o ina escola p óp ia do código
disciplina da his ó ia como disciplina e a sua igência em li os de ex o (GÓMEZ,
RODRÍGUEZ e MIRALLES, 2015; SÁIZ, 2015) e p á icas docen es como exames (FUSTER,
2016; GÓMEZ e MIRALLES, 2015).
Es á ac edi ada a po encialidade educa i a de compe ências de pensamen o
his ó ico na P imá ia. Os abalhos de Coope (2014), de Le s ik e Ba on (2008) ou de
VanSled igh (2011) mos am esse caminho no qual se p ima pelo uso de on es, mé odos
de indagação e aciocínio his ó ico. No en an o, a conceção epis emológica da his ó ia
como sabe echado e não como uma disciplina in elec ual de cons ução de
conhecimen os es á mui o a aigada em países como Espanha, onde o ensino se baseia
no ela o linea de a os do passado selecionados pelo cu ículo o icial, li os de ex o,
p og amação do es abelecimen o de ensino e docen e. É necessá ia uma in e enção
ans e sal que aumen e a p esença da educação his ó ica (em con eúdos subs an i os e
em compe ências his ó icas, ambos elacionados) nos ní eis educa i os básicos (P imá ia
e Secundá ia) e ambém na o mação de u u os docen es. As de iciências documen adas
nes e es udo na o ganização de uma na a i a his ó ica po es udan es do G au de Ensino
P imá io con i mam a necessidade de e le i sob e a o mação dos p o esso es p imá ios
pa a além dos aspe os pedagógicos e cogni i os gené icos, e o çando a sua educação
his ó ica.
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.193
Tempo & A gumen o
Re e ências
ALFAGEME, Begoña; MIRALLES, Ped o; MONTEAGUDO, José. Diseño y alidación de un
ins umen o sob e e aluación de la geog a ía y la his o ia en Educación Secunda ia.
Enseñanza de las Ciencias Sociales, .10, p. 48-60, 2010.
ANGUERA, Ma ia Te esa e al. Mé odos de in es igación en psicología. Mad id: Sín esis,
1998.
ASHBY, Rosalyn. De eloping a concep o his o ical e idence: s uden s’ ideas abou
es ing singula ac ual claims. In e na ional Jou nal o His o ical Lea ning, Teaching and
Resea ch, . 4, n. 2, p. 44-55, 2004.
BAGE, G an . Na a i e ma e s: eaching and lea ning his o y h ough s o y. New Yo k:
Rou ledge, 1999.
BARCA, Isabel. “Till new ac s a e disco e ed’: S uden s’ideas abou objec i i y in his o y.
In: ASHBY, Rosalyn; GORDON, Pe e ; LEE, Pe e (O gs.). In e na ional e iew o his o y
educa ion: .4 - unde s anding his o y: Recen esea ch in his o y educa ion. New Yo k:
Rou ledge, 2005, p. 68-82
BARCA, Isabel; SCHMIDT, Ma ia Auxiliado a. La consciencia his ó ica de los jó enes
b asileños y po ugueses y su elación con la c eación de iden idades nacionales. Educa io
Siglo XXI, .31, n. 1, p. 25-45, 2013.
BARCA, Isabel . His o y and empo al o ien a ion: he iews o po uguese-speaking
s uden s. In: CHAPMAN, A hu ; WILSCHUT, A ie (O g.), Joined-up his o y: new di ec ions
in his o y educa ion esea ch. Cha lo e, NC: In o ma ion Age Publishing, 2015, p. 13-35.
BARTON, Kei h. Applied esea ch: educa ional esea ch as a way o seeing. In: MCCULLY,
Alan, MILLS, G.; VAN BOXTEL, Ca la (O gs.). The p o essional eaching o his o y: UK and
Du ch pe spec i es. Cole aine, No he n I eland: His o y Teache Educa ion Ne wo k,
2012, p. 1-15.
BARTON, Kei h; LEVSTIK, Linda. Teaching his o y o he common good. New Je sey:
Law ence E lbaum, 2004.
BIGGS, John; TANG, Ca he ine. Teaching o quali y lea ning a uni e si y: wha he
s uden s does. Be kshi e: McG aw-Hill, 2007.
CARRETERO, Ma io; BERMÚDEZ, Ángela. Cons uc ing his o ies. In VALSINER, Jaan
(O g.). Ox o d handbook o cul u e and psychology. Ox o d: Ox o d Uni e si y P ess,
2012, p. 625-646.
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.194
Tempo & A gumen o
CARRETERO, Ma io; VAN ALPHEN, Floo . Do mas e na a i es change among high school
s uden s? A Cha ac e iza ion o how na ional his o y is ep esen ed. Cogni ion and
Ins uc ion, . 32, n. 3, p. 290-312. 2014.
CLARK, Penney. (O g.). New possibili ies o he pas : shaping his o y educa ion in
Canada. Vancou e -To on o: UBC P ess, 2011.
COOPER, Hila y. (O g.). W i ing His o y, 7-11: his o ical w i ing in di e en gen es. New
Yo k: Rou ledge, 2014.
CORBIN, Julie e; STRAUSS. Anselm. Basics o quali a i e esea ch: echniques and
p ocedu es o de eloping g ounded heo y. Thousand Oaks, CA: Sage, 2008.
DOMÍNGUEZ, Jesús. Pensamien o his ó ico y e aluación de compe encias. Ba celona:
G aó, 2015.
FUSTER, Ca los. Pensa his ó icamen e: la e aluación en las PAU de His o ia de España.
2016. Tesis doc o al inédi a, Valencia: Uni e sidad de Valencia, 2016.
GÓMEZ, Cosme Jesús; MIRALLES, Ped o. ¿Pensa his ó icamen e o memo iza el pasado?
La e aluación de los con enidos his ó icos en la educación obliga o ia en España. Re is a
de Es udios Sociales, . 52, p. 52-68, 2015.
GÓMEZ, Cosme Jesús; ORTUÑO, Jo ge; MOLINA, Sebas ián. Ap ende a pensa
his ó icamen e. Re os pa a la his o ia en el siglo XXI. Tempo e A gumen o, .6, n. 11, p. 5-
27, 2014.
GÓMEZ, Cosme Jesús; RODRÍGUEZ, Raimundo; MIRALLES, Ped o. La enseñanza de la
his o ia en educación p ima ia y la cons ucción de una na a i a nacional: un es udio
sob e exámenes y lib os de ex o en España. Pe iles Educa i os, . XXXVII, n. 150, p. 20-
38. 2015.
HENRÍQUEZ, Rod igo; RUÍZ, Ma cela. Chilean s uden s lea n o hink his o ically:
cons uc ion o his o ical causa ion h ough he use o e idence in w i ing. Linguis ics
and Educa ion, . 25, p. 145-167, 2014.
KERLINGER, F ed. In es igación del compo amien o: mé odos de in es igación en
ciencias sociales. México: McG aw-Hill, 2002.
KROPMAN, Ma c; VAN BOXTEL, Ca la; VAN DRIE, Janne . Small coun y, g ea ambi ions:
P ospec i e eache s’ na a i es and knowledge abou Du ch his o y. In: CHAPMAN,
A hu ; WILSCHUT, A ie (O gs.), Joined-up his o y: new di ec ions in his o y educa ion
esea ch Cha lo e. NC: In o ma ion Age Publishing, 2015, p. 57-84.

Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.195
Tempo & A gumen o
LEE, Pe e . Pu ing p inciples in o p ac ice: unde s anding his o y. In: DONOVAN,
Suzanne; BRANSFORD, John (O gs.). How s uden s lea n: his o y in he class oom.
Whashing on: Na ional Academies P ess, 2005, p. 31-77.
LÉVESQUE, S éphane. Thinking his o ically: educa ing s uden s o he 21 h Cen u y.
To on o: Uni e si y o To on o P ess, 2008.
LÉVESQUE, S éphane; CROTEAU, Jean-Philippe; GANI, Raphael. Conscience his o iques
des jeunes ancophones d’O awa: sen imen d’appa enance anco-on a ienne e éci
du passe. Re ue du Nou el-On a io, . 40, p. 177-228, 2015.
LEVSTIK, Linda; BARTON, Kei h. Doing his o y, in es iga ing wi h child en in elemen a y
and middle schools. New Yo k: Rou ledge, 2008.
LÓPEZ, Césa . Concep os y na a i as sob e la nación en es udian es e his o iado es.
2012. Tesis doc o al inédi a, Mad id: Uni e sidad Au ónoma de Mad id, 2012
LÓPEZ, Césa ; CARRETERO, Ma io; RODRÍGUEZ-MONEO, Ma ía. Conques o econques ?
S uden s’ Concep ions o Na ion Embedded in a His o ical Na a i e. Jou nal o he
Lea ning Sciences, .24:2, p. 252-285, 2015.
LÓPEZ FACAL, Ramón; SÁIZ, Jo ge. Spain: His o y Educa ion and Na ionalism Con lic s. In:
GUYVER, Robe (O g.), Teaching His o y and he Changing Na ion S a e: ansna ional
and in ana ional pe spec i es. Lond es: Bloomsbu y, 2016, p. 201-215
MONTE-SANO, Chauncey. Disciplina y li e acy in his o y: An explo a ion o he his o ical
na u e o adolescen s’ w i ing. The Jou nal o he Lea ning Sciences, .19, n. 4, p. 539-
568, 2010.
PLÁ, Sebas ián. Ap ende a pensa his ó icamen e: la esc i u a de la his o ia en el
bachille a o. México: Plaza y Valdés, 2005.
RÍOS, Ma ín. La econquis a: una cons ucción his o iog á ica (siglos XVI-XIX). Mad id:
Ma cial Pons, 2011.
RÜSEN, Jö n. His o y: na a ion, in e p e a ion, o ien a ion. Nue a Yo k: Be ghahn, 2005.
SÁIZ, Jo ge. Educación his ó ica y na a i a nacional. 2015. Tesis Doc o al inédi a,
Valencia: Uni e sidad de Valencia, 2015.
SÁIZ, Jo ge; LÓPEZ FACAL, Ramón. Compe encias y na a i as his ó icas: el pensamien o
his ó ico de es udian es y u u os p o eso es españoles de Educación Secunda ia. Re is a
de Es udios Sociales, . 52, p. 87-101, 2015.
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.196
Tempo & A gumen o
SÁIZ, Jo ge; LÓPEZ FACAL, Ramón. Na a i as nacionales his ó icas de es udian es y
p o eso ado en o mación. Re is a de Educación, . 374, p. 118-141, 2016.
SANT, Edda; GONZÁLEZ, Neus; SANTIESTEBAN, An oni; PAGÈS, Joan; OLLER, Mon se a .
How do ca alan s uden s na a e he his o y o Ca alonia when hey inish P ima y
Educa ion. McGill Jou nall o Educa ion, .50, n. 2/3, p. 341-362, 2015.
SEIXAS, Pe e . Assesmen o his o ical hinking. In: CLARK, Penney (O g.). New
possibili ies o he pas : shaping his o y educa ion in Canada. Vancou e -To on o: UBC
P ess, 2011, p. 139-153.
SEIXAS, P.; MORTON, Tom. The big six his o ical hinking concep s. Nelson: To on o,
2013
VANSLEDRIGHT, B uce. Na a i es o Na ion-S a e, His o ical Knowledge and school
his o y educa ion. Re iew o Resea ch in Educa ion, .32, n. 1, p. 109-146, 2008.
VANSLEDRIGHT, B uce. The challenge o e hinking his o y educa ion: on p ac ice,
heo ies, and policy. New Yo k: Rou ledge, 2011.
VANSLEDRIGHT, B uce. Assessing his o ical hinking and unde s andin:. inno a ion
design o new s anda ds. New Yo k: Rou ledge, 2014
WERTSCH, James. Voices o collec i e emembe ing. Camb idge: Camb idge Uni e si y
P ess, 2002.
WERTSCH, James. Speci ic na a i es and schema ic na a i e empla es. In: Seixas, P.
(O g.). Theo izing his o ical consciousness. To on o: Uni e si y o To on o, 2004, p. 49-
62.
WINEBURG, Sam. His o ical hinking and o he unna u als ac s: cha ing he u u e o
eaching he pas . Philadelphia: Temple Uni e si y P ess, 2001.
Na a i as nacionais e compe ência his ó ica na o mação inicial de p o esso es p imá ios espanhóis
Jo ge Sáiz Se ano, Cosme Jesús Gómez Ca asco, Ramón López Facal
Re is a Tempo e A gumen o, Flo ianópolis, . 9, n. 22, p. 174 - 197, se ./dez. 2017.
p.197
Tempo & A gumen o
Recebido em 06/06/2017
Ap o ado em 04/12/2017
Uni e sidade do Es ado de San a Ca a ina – UDESC
P og ama de Pós-G aduação em His ó ia - PPGH
Re is a Tempo e A gumen o
Volume 09 - Núme o 22 - Ano 2017
[email p o ec ed]