Elena Veiga Rilo
Di e o a: M. Ca men Villa ino Pa do
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo
como espaço pa a a o mação de lei o es
em ambien e mul imidial
Faculdade de Filologia
Julho 2017
T abalho de Fim de G au ap esen ado na Faculdade de Filologia da Uni e sidade de San iago de
Compos ela pa a a ob enção do G au em línguas e li e a u as mode nas. Maio em língua po uguesa e
li e a u as lusó onas
T abalho de
im de g au
2016/2017
2
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
3
ÍNDICE
1. In odução ......................................................................................................... 5
2. P ocedimen o me odológico e es ado da ques ão .............................................. 6
2.1. P ocedimen o me odológico ........................................................................... 7
2.2. Análise das no ícias de imp ensa: A qui o digi al do Po al das Jo nadas
Li e á ias de Passo Fundo ............................................................................................. 8
2.3. As Jo nadas como ma e ial epe o ial da pesquisa acadêmica. B e e es ado
da ques ão ................................................................................................................... 17
3. As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo ............................................................. 21
3.1. His ó ia das Jo nadas: De 1981 a é aos nossos dias ............................................ 26
3.1.1. O espaço das Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo ........................................ 26
3.1.2. As Jo nadas Li e á ias passo a passo............................................................. 30
3.1.3. Fes e ê Li e á io, p êmios li e á ios, o Mundo da Lei u a e o Li o do Mês 39
3.1.4. Li e a u a e pa imônio em Passo Fundo....................................................... 45
3.1.5. Além do eixo Rio-São Paulo ........................................................................ 50
4. As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo: algumas p opos as de análise a pa i das
eo ias de campo, sis êmicas e de eceção .............................................................. 54
4.1. A no idade do espe áculo li e á io. Um olha eó ico: Bakh in, Lé y, I ama
E en-Zoha e Pie e Bou dieu .................................................................................... 54
4.2. O sujei o em Bakh in e os umos da in eligência cole i a de Lé y ..................... 55
4.3. A Teo ía dos polissis emas de I ama E en-Zoha .............................................. 56
4.4. O concei o de habi us, campo e capi al simbólico de Pie e Bou dieu ............... 58
4.5. A mudança do habi us em Passo Fundo .............................................................. 60
5. O ganismos de di usão da lei u a associados às Jo nadas no con ex o da
mul imidialidade .................................................................................................... 62
5.1. Lei u a e no as ecnologias: O caminho pa a a li e a u a na mul imidialidade
...............................................................................................................63
5.2. O Mundo da Lei u a: Lei u a na mul imidialidade ...................................... 68
5.2.1. P á icas lei o as em ambien e mul imidial: No as a i udes de lei u a ...... 73
5.2.1.1. P á icas Lei o as. Um es udo de caso............................................75
6. A modo de conclusões ..................................................................................... 78
Anexo I. Jo nadas e jo nais ..................................................................................... 81
Anexo II. Modelo de en e is a ............................................................................. 223
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
4
Anexo III. Ca azes das Jo nadas ........................................................................... 227
Anexo IV. Esquema das Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo .................................. 246
Anexo V. Plano do Mundo da Lei u a .................................................................... 252
Bibliog a ia...................................................................................................................254
5
O í ulo esc íbese aquí
1. In odução
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo, no Rio G ande do Sul (B asil), uncionam
como uma pla a o ma pa a a o mação de lei o es. Com ca á e bianual, oi o p imei o
e en o des e eo no B asil (a 1ª Jo nada de Li e a u a Sul-Rio-G andense ealizou-se em
1981), apos ando desde o início pela di usão da lei u a no país. Em 2006, a cidade de
Passo Fundo con e eu-se em Capi al Nacional da Li e a u a, a a és de Lei Fede al (Lei
nº 11.264).
No deco e des e abalho explica emos como, si uando-nos numa pe spe i a de
sociologia da li e a u a, undamen almen e a pa i das p opos as de Pie e Bou dieu e
I ama E en-Zoha , podemos analisa o e en o li e á io que ep esen am as Jo nadas
Li e á ias de Passo Fundo e algumas das suas implicações no campo li e á io como uma
pla a o ma, ambém, pa a a o mação de lei o es/as. Decidimos segui uma es u u a em
que, em p imei o luga , se a enda a uma pe spe i a his ó ica das Jo nadas pa a,
pos e io men e, explica as di e en es p opos as eó icas que nos pe mi em ealiza uma
análise mais uncional das Jo nadas, dos agen es, pa icipan es e dinámicas.
Assim, os nossos obje i os ocam analisa , em p imei o luga , a epe cussão das
Jo nadas a di e en es ní eis; nomeadamen e, na cidade de Passo Fundo e no Es ado do
Rio G ande do Sul, in eg ando pa e do seu Pa imônio His ó ico. Em segundo luga ,
analisa emos o papel das Jo nadas na o mação de lei o es/as -das á ias idades- a a és
de di e en es meios, sendo o Cen o de Re e ência de Li e a u a e Mul imeios (mais
conhecido como “Mundo da lei u a”), anexo à Biblio eca Cen al da Uni e sidade de
Passo Fundo, um exemplo de dinamização da lei u a e p ojeção em di e sas linguagens
pa a a ingi os seus obje i os.
Pa imos da hipó ese de que as Jo nadas implica am mudanças na p óp ia cidade que
as acolhe e em de e minados hábi os dos seus habi an es. Assim, en endemos que a cidade
de Passo Fundo ganhou uma isibilidade de que ca ecia an es das Jo nadas, com
implicações, po exemplo, no espaço; e que o hábi o lei o de Passo Fundo não oi
impe meá el à ealização des a inicia i a, endo sido c iados o ganismos inculados ao
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
6
e en o, com um abalho con inuado ao longo do ano em o no à o mação de lei o es.
Hipó eses que con i ma emos ou e u a emos no desen ol imen o do p esen e abalho.
À ho a de escolhe o ema pa a o p esen e abalho alo amos posi i amen e o a o
de pode liga a es adia de um semes e (en e Julho e Dezemb o de 2015) na
Uni e sidade de Passo Fundo (UFP) –a a és de um con énio de mobilidade en e es a
Uni e sidade e a de San iago de Compos ela- com a o mação e os con eúdos adqui idos
na G aduação em Línguas e Li e a u as Mode nas: Po uguês na USC. Nesse sen ido,
en endemos que se ia impo an e ado a algumas das pe spe i as eó icas que abo dámos
–no decu so do Maio em língua po uguesa e li e a u as lusó onas- ao analisa a p odução
li e á ia da Luso onia; nomeadamen e, as eo ias sis êmicas de I ama E en-Zoha e os
es udos de campo, de Pie e Bou dieu.
2. P ocedimen o me odológico e es ado da ques ão
Pa a a ealização do p esen e abalho conside amos pe inen e, inicialmen e,
elabo a um es ado da ques ão sob e o assun o que abo de, ainda que não possa se
comple o pelo p óp io eo de um T abalho de Fim de G aduação, algumas das di e en es
pe spe i as de que são analisadas as Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo (imagem
cons uída sob e o e en o e impac o local e no país, en e ou as).
Pa a isso, op amos po escolhe dois p ocedimen os. Em p imei o luga , uma
análise das no ícias de imp ensa disponibilizadas no a qui o digi al do Po al das Jo nadas
Li e á ias de Passo Fundo (˂h p://jo nadasli e a ias.up .b /˃)
1
. Pa a abo da a polémica
acon ecida com as úl imas Jo nadas (2015) a endimos à imp ensa local passo- undense e
nacional b asilei a. As on es de imp ensa consul adas são aquelas dos anos em que se
ealizou a Jo nada, localizadas nos a qui os do Po al das Jo nadas Li e á ias de Passo
Fundo (o c i é io das on es é aquelas que apa ecem no eposi o io de imp ensa do si e
das Jo nadas). Pa a os úl imos anos das Jo nadas não pudemos u iliza os a qui os po que
ainda não es ão disponí eis. Nesse caso acudimos aos jo nais O Globo, Es adão ou O
Nacional. Escolhimos es es jo nais po se em eles os incluídos no si e das Jo nadas pa a
1
As no ícias encon am-se no anexo I do p esen e abalho, na página 81.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
7
analisa as edições an e io es, pa a consegui que exis a con inuidade.
Em segundo luga , analisa emos quem e de que manei a se ap oximou às Jo nadas
de um pon o de is a mais eó ico. Po úl imo, e pa a comple a essas pe spe i as,
e e i emos b e emen e como obse amos, in si u, o ema concidindo com a polêmica da
não ealização da Jo nada ela i a ao ano de 2015.
2.1. P ocedimen o me odológico
Pa a en a comple a a pe spe i a que o e ece ão as no ícias de imp ensa e a
bibliog a ia que oca o ema das Jo nadas, oi plani icado um p ocedimen o de elabo a
en e is as a di e en es agen es in oluc ados na o ganização das Jo nadas. Os pe is
des as pessoas p e endiam ab ange a an e io o ganização (p é ia ao ano 2015) e a no a
(pos e io a essa da a); pessoas que em 2015 quando o am p e is as as en e is as –na
al u a da es adia como aluna na Uni e sidade de Passo Fundo- e am iden i icadas com
di e en es ní eis a o ganização das Jo nadas.
As en e is as (cujo modelo incluímos em anexo II, na página 223) p e endiam
conhece , em p imei a pessoa, as imp essões e pe spe i as que comple a iam es e es ado
da ques ão.
O a o de e coincidido com um momen o mui o delicado e com e iden es ensões -como
ecolheu a imp ensa do momen o (Le man, 2015)-, já que esul ou se o im de uma e apa
iniciada em 1981 com Tânia Rösing à en e, e o início de um pe íodo de ansição an es
de decidi qual se ia o u u o do e en o. As en e is as plani icadas (inicialmen e qua o)
o am en iadas a a és de co eio ele ônico e p é io con a o com as pessoas selecionadas
(em unção dos ca gos que ocupa am). In elizmen e, a si uaçao não pe mi iu essa
colabo ação a a és das en e is as.
Te ia sido um ma e ial p ecioso pa a es abelece con as es de opinião, mas
en a emos, na medida do possí el, abo da essas ques ões a pa i dos ma e iais e on es
disponí eis. Pa a isso, u iliza emos os jo nais disponibilizados no a qui o ele ônico do
Po al das Jo nadas (˂h p://jo nadasli e a ias.up .b / e Con eudo.php?cod=346˃) pa a
en a analisa a isibilidade das Jo nadas no Es ado do Rio G ande do Sul e o a des e.
Re e ência undamen ais pa a o nosso abalho se ão os dois olumes que compõem
a edição comemo a i a dos 30 anos de Jo nadas Li e á ias (Re enmaie e Rösing, 2011);
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
8
assim como os ex os publicados pela UPF Edi o a e a que i emos acesso na nossa es adia
na Uni e sidade de Passo Fundo.
2.2. Análise das no ícias de imp ensa: A qui o digi al do Po al das
Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo
Ao analisa o a qui o de jo nais disponí eis no Po al das Jo nadas Li e á ias (o
a ul ado núme o de no ícias sob e o ema e idencia o g ande impac o que a Jo nada e e,
e em, em Passo Fundo, no Rio G ande do Sul e no B asil in ei o) emos como desde a
P é-Jo nada
2
exis iu um o e comp omisso com a di usão da lei u a (o qual se e i ica
com a exis ência de pla a o mas como o "Mundo da Lei u a" -que impulsa, en e ou as
inicia i as, o "li o do mês" (alunos da g aduação de le as da UPF e alunos de ensino
médio de escolas da egião lêem um li o que é analisado pos e io men e com o/a
au o /a)-, a exis ência ambém de passeios guiados pa a alunos/as do ensino médio pelas
á eas da cidade dedicadas à li e a u a, e c.
É nessa P é-Jo nada de 1981 que se concede especial impo ância à c iação
li e á ia e quando o sucesso conseguido (segundo in o ma o jo nal de Passo Fundo O
Nacional,12/8/1981, acudi am ao e en o 790 pessoas) pode ia aze p e e o sucesso sem
p eceden es que implica iam as seguin es edições. Em pa e, esse bom começo de e-se
ambém ao apoio de mui os esc i o es e esc i o as que –como ez o eólogo, poe a, c í ico
de a e e ensaís a gaúcho A mindo T e isan (1933)- mesmo en ia am mani es ações
alando da sua ob a, es abelecendo uma so e de au o-p opaganda que se iu pa a aze
isí el a Jo nada.
O poe a minei o A onso Romano de San ´Anna, em 1985, compa a no Jo nal do
B asil a Jo nada com um show num es ádio cobe o; um show ao que chega am ês
ônibus que i e am de da ol a po não ha e espaço pa a an as pessoas (San ’Anna,
1985). A imp ensa equipa a, assim, a Jo nada com um Rock´in Rio da li e a u a (San '
Anna, 1985), sendo es a, já na sua e cei a edição, a maio es a pública da lei u a
2
T a a-se de um e en o em que g upos in e disciplina es azem a lei u a an ecipada das ob as dos au o es
con idados pa a a Jo nada Nacional de Li e a u a, a im de desen ol e análise e in e p e ação dos ex os,
e que se p oduz po p imei a ez em 1981, an es da I Jo nada de Li e a u a Sul-Rio-G andense.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
9
b asilei a, semelhan e, po exemplo, ao es i al de Campina G ande
3
, onde des aca a
igu a da esc i o a, c í ica li e á ia e p o esso a Elizabe h Ma inhei o, que ajudou a
isibiliza a li e a u a no Fes i al ao o ganiza as di e en es edições do Cong esso
B asilei o de Teo ia e C í ica Li e á ia. Po ém, a Jo nada de Passo Fundo em uma
ca a e ís ica pedagógica o iginal, que já se obse a nas no ícias publicadas pela imp ensa
em elação às p imei as Jo nadas e que se ex ende a é às mais ecen es que alam sob e
as úl imas edições: a a-se de um e en o em que os seminá ios p epa a ó ios, as lei u as
p é ias e as a i idades que gi am ao seu edo es ão ocalizadas pa a ansmi i à
população -de odas as aixas e á ias- o amo pela lei u a.
Naquele momen o (em 1985), es e abalho p é io se ia impensá el, como
comen a San ' Anna (1985), em um e en o do Rio de Janei o ou São Paulo, endo mais
o ça es e ipo de inicia i as no sul do B asil (po se a a , no caso de Passo Fundo, em
elação a uma cidade g ande como o Rio de Janei o ou São Paulo, de um espaço mais
pequeno e ab angí el pa a expe iências des e ipo) de modo que con ibuiu pa a
descen aliza , o a do eixo Rio-São Paulo, uma a i idade cul u al des acada, que si ua a
a cidade de Passo Fundo num luga mais cen al no mapa cul u al e li e á io do B asil.
A é o p óp io esc i o Ignácio de Loyola B andão –au o do conhecido omance Ze o,
publicado em 1975, que passou a se especialmen e conhecido após a p oibição pela
censu a- en iou, em 1985, uma ca a a Tânia Rösing – esponsá el e igu a undamen al
das Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo- ela ando a ma ca que Passo Fundo lhe deixou a
ní el pessoal e p o issional e des acando a ausência nas Jo nadas do academicismo
us an e e io que, em sua opinião, exis e habi ualmen e nos encon os li e á ios.
Finalizou a ca a comen ando que de e ia exis i no es o do país uma p o unda in eja
pelo elacionamen o gaúcho com a li e a u a (B andão, 1985).
A es ela de Loyola B andão con inuou e nos jo nais que analisámos de 1988, ano
no qual se celeb a a III Jo nada, Passo Fundo e a is o nou os es ados como o maio
cen o cul u al li e á io da época e assim se az e na imp ensa de odo o país, como se
apon a no jo nal Diá io da Manhã (29/5/1988). De a o, Loyola B andão alou, de no o,
3
O Fes i al de In e no de Campina G ande (Pa aíba) une di e sas disciplinas como ea o, música, dança
con empo ânea, além de ó uns e deba es sob e emas dos mais pe inen es ligados à cul u a no des ina. O
e en o é ealizado desde 1975.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
16
algumas inicia i as
13
; en e elas o 13° Seminá io In e nacional de Pesquisa em lei u a e
Pa imônio Cul u al, com Ignácio de Loyola B andão, Luciana Sa age , Roge Cha ie e
Lucia San aella; ou o "li o do mês".
O o çamen o inicial p e is o pa a a o ganização de 2015 e a de R$ 3,5 milhões, a
se cap ados pela Lei Rouane
14
e a es adual Lei de Incen i o à cul u a do Rio G ande do
Sul. Com di iculdades pa a consegui o dinhei o da pa e da o ganização, a demanda oi
eduzida pa a R$ 3 milhões e depois pa a R$ 2 milhões (Le man, 2015). Mesmo assim,
não oi possí el ga an i os pa ocinado es e, em consequência, anulada a celeb ação da
16ª edição do e en o.
Tânia Rösing, que con inua a sendo a máxima pessoa esponsá el pela
o ganização, esc e eu uma ca a pa a explica a decisão mo i ada po es a si uação e oi
amplamen e di ulgada pelos meios de comunicação, como e emos.
Nesse mesmo ano, a Fes a Li e á ia In e nacional de Pa a y (FLIP), conside ada
um dos maio es e en os li e á ios e cul u ais dos úl imos anos no mundo (Po al do
B asil, 30/7/2014) ambém e e iu di iculdades inancei as, mas inalmen e, "sem
g andes es elas, 13ª FLIP supe a ano de di iculdades com bons deba es" (Balloussie ,
2015). T a a-se de um con ex o de c ise econômica e inancei a no B asil, não
especialmen e pe cep í el nos anos an e io es.
Depois do acon ecido em 2015 (a não ealização da 16ª Jo nada Nacional de
Li e a u a), no mês de dezemb o de 2016 os jo nais ele ônicos di ulga am a no ícia de
que em 2017 a Jo nada es a á de ol a, en e 2 e 6 de Ou ub o. Como explicou o p o esso
da UPF e memb o da Comissão O ganizado a das Jo nadas de Li e a u a de Passo Fundo,
Miguel Re enmaie , pa a di e sos meios de comunicação, se á uma Jo nada que inclui á
mais o espaço da cidade no e en o, con e endo assim a cidade como um palco mais (O
Nacional, 15/12/2016). Há á ios p oje os já de inidos e ap o ados na úl ima eunião
anual da Comissão Nacional de Incen i o à Cul u a (CNIC), do Minis é io da Cul u a do
B asil, que se ealizou de 5 a 9 de Dezemb o de 2015, pa a cap ação de ecu sos a a és
13
Du an e o semes e no qual es i emos em Passo Fundo pudemos assis i a á ias dessas inicia i as.
14
A Lei Fede al de Incen i o à Cul u a (Lei nº 8.313 de 23 de dezemb o de 1991), sancionada pelo ex-
p esiden e Fe nando Collo de Mello é a lei que ins i ui polí icas públicas pa a a cul u a nacional, como o
PRONAC - P . Essa lei é conhecida ambém po Lei Rouane (em homenagem a Sé gio Paulo Rouane ,
sec e á io de cul u a de quando a lei oi c iada).
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
17
da Lei Rouane . En e eles, encon a-se o adicional Fes e ê Li e á io (de que ala emos),
o "P oje os ans e sais: o as lei o as", a a i idade "Li os na mesa: Lei u as boêmias"
(a celeb a em ba es da cidade e em espaços cul u ais, en e as 22h e as 24h) ou "Caminho
das a es" (num pon o conc e o da cidade, das 21h à 1 da mad ugada).
2.3. As Jo nadas como ma e ial epe o ial da pesquisa acadêmica.
B e e es ado da ques ão
Pa a a análise das Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo a imp ensa o e ece, como
imos, possibilidades pa a conhece mos di e en es aspe os do e en o e en a mos
econs ui a sua his ó ia a a és de in o mações, depoimen os e dados. No en an o,
en endemos que é necessá io, ambém, elabo a mos um es ado da ques ão ela i o aos
es udos e abalhos que, de uma pe spe i a acadêmica e eó ica, analisa am es e
acon ecimen o li e á io e cul u al.
Em p imei o luga des acam, pelo olume e a au o ia, os abalhos de Tânia
Kuchenbecke Rösing, igu a undamen al das Jo nadas, po que oi ela a idealizado a do
p oje o e quem se o nou a sua esponsá el ao longo de odas as edições a é 2015; oi a
sua ca a isí el e a mulhe que lu ou nos úl imos anos po que con inuassem exis indo
quando os ecu sos econômicos já e am escassos. É, como explica no seu cu iculum
15
,
dou o a em Teo ia Li e á ia e, a ualmen e, é a esponsá el pelo Cen o de Re e ência de
Li e a u a e Mul imeios (Mundo da Lei u a).
A epe cussão que o seu abalho com as Jo nadas e e na cidade e na o mação
lei o a e cul u al dos passo- undenses ez com que con e com uma biblio eca que le a o
seu nome, desde que oi inaugu ada em 2011 no Tea o No o de Passo Fundo.
Os seus es udos eó icos a am sob e a o mação de lei o es e a isualização das
suas p á icas nas Jo nadas e no Mundo da Lei u a. Também são de des aca os seus
abalhos de di usão das Jo nadas além das on ei as. Nos úl imos empos a endeu à
o mação de lei o es em um ambien e mul imidial, o nando-se uma e e ência, ambém,
nes e âmbi o.
Encon amos li os o ganizados po Tânia Rösing como Do li o ao CD-ROM,
15
Es á disponí el na pla a o ma La es do CNPq (Conselho Nacional de Desen ol imen o Cien í ico e
Tecnológico) do B asil. Vid. ˂h p://busca ex ual.cnpq.b /busca ex ual/ isualizac .do?id=K4783966Y0˃.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
18
publicado em 1999 pela UPF Edi o a e onde se ap esen a a ideia no idosa, na al u a, de
lei u a a a és de di e en es mídias. Nes e li o T. Rösing ap esen a um a igo in i ulado
"O desa io da ecnologia no ensino da li e a u a" (Pp. 163-169) em que mos a a sua ideia
da necessidade de não se em he mé icos (desde a Uni e sidade de Passo Fundo e desde
o ensino em ge al) às no as p opos as, apesa de man e um compo amen o semp e
c í ico ace às no idades. Apoia nes e a igo a necessidade de c ia uma lei u a plu al
a a és de pla a o mas que a a o ecem.
Nou o li o o ganizado po T. Rösing e Miguel Re enmaie , in i ulado
Biblio eca, lec u a y mul imedia (2010), a p o esso a da UPF esc e e o a igo "Fo mación
de lec o es: expe iencias lec o as em la amília, en la escuela y em di e en es pe spec i as
de biblio eca" (Pp. 209-228). Nele con inua ap oximando-nos à necessidade de encon a
um pon o de união en e as o mas de le mais adicionais e mais a uais. Incide na
o mação de lei o es, um assun o undamen al pa a a Uni e sidade de Passo Fundo e
obje i o undamen al das Jo nadas. De emos e em con a ambém que é es a uma
publicação pensada pa a di undi o a do âmbi o da UPF. Como imos, Tânia Rösing
semp e ealizou labo es de expansão das Jo nadas o a das on ei as do Rio G ande do
Sul e, em ocasiões, ambém do B asil.
No ano 2011 a UPF publicou 30 anos de Jo nadas Li e á ias, com o ganização
de T. Rösing e M. Re enmaie . É uma edição comemo a i a que con a com dois olumes,
um p imei o que eúne a igos que ocam a his ó ia e impo ância das Jo nadas e um
segundo mais isual, com o og a ias das dis in as edições das Jo nadas Li e á ias de
Passo Fundo.
Nes a publicação, Tânia Rösing in e em com dois a igos: "O início do sonho e
sonho em ação" (pp.32-52), onde az um pe cu so pela his ó ia das Jo nadas, e "Concu so
e p êmio li e á io: es ímulo a inician es e econhecimen o a consag ados" (pp.158-166),
em que p es a especial a enção às di e en es manei as que exis i am de celeb a a
li e a u a den o das Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo.
Po an o, o abalho de Tânia Rösing es e e mui o ligado às Jo nadas, sendo es as
um eículo pa a chega à o mação de lei o es; uma o mação que, en endia Tânia Rösing,
pa a se e e i a, de ia acompanha os a anços ecnológicos e as no as ealidades sociais.
Em nume osos abalhos o ganizados po Rösing apa ece ou o nome undamen al
pa a o es udo das Jo nadas e da o mação de lei o es: Miguel Re enmaie . Possui, como
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
19
explica no seu cu ículo La es
16
, Dou o ado ambém em Teo ia da Li e a u a (2002); é
p o esso na G aduação e no Mes ado em Le as da Uni e sidade de Passo Fundo,
desen ol e p oje os na linha de pesquisa de Lei u a e Fo mação de Lei o , ocalizando
seus abalhos na ques ão da lei u a elacionada às linguagens digi ais e pa icipa da
Comissão O ganizado a das Jo nadas de Li e a u a de Passo Fundo. É líde , com Tania
Rösing (UPF), do G upo de Pesquisa CNPq: Lei u a e ace o li e á io, como ele mesmo
explica no seu cu iculum La es. In e essa-nos especialmen e, pa a o assun o des e
abalho, a sua pesquisa em o no à lei u a elacionada às linguagens digi ais. De en e as
suas publicações podemos analisa , po exemplo, o seu a igo publicado em Biblio eca,
lec u a y mul imedia "Com uma dulzu a an igua, en un mundo más mode no y celula "
(pp. 152-170), onde, seguindo a pos u a que já inha ado ado Tânia Rösing de inclui
no os supo es de lei u a que ap oximem os ex os a po enciais no os lei o es sem
esquece a adição lei o a, consegue e le i sob e a impossibilidade de ugi a essa
conexão a uma complexa ede de in e dependência.
No li o 30 anos de Jo nadas Li e á ias, (UPF Edi o a, 2011), que o ganizou
jun o com Tânia Rösing, esc e eu o a igo "Quando a lei u a é pa imónio" (Pp. 92-106),
deixando de lado, nes e caso, as no as ecnologias pa a en ende como a lei u a é capaz
de incidi em uma cidade como é Passo Fundo.
Mas, de no o, quando o obje i o é ala da o mação de lei o es, Miguel
Re enmaie , assim como azia Tânia Rösing, con inua com o discu so que elaciona
supo es mul imidiais com a li e a u a. Assim, Rösing e Re enmaie o ganiza am em
2012 a publicação do li o Lec u a y o mación del lec o : Es udios en ed (UPF Edi o a)
e jun os esc e e am o a igo "La lec u a y lo digi al em las Jo nadas de Li e a u a"
(pp.191-208), em que incidem sob e o a o de o ec ã se um ambien e de comunicação e
lei u a. De no o, adqui iam um discu so que semp e de ende am, aquele que uni ia a
lei u a adicional com os no os mé odos lei o es com um único im: a o mação de
lei o es.
Tem bas an es casos de alunos e alunas da UPF que elabo a am abalhos
16
Es á disponí el na pla a o ma La es do CNPq (Conselho Nacional de Desen ol imen o Cien í ico e
Tecnológico) do B asil. Vid. ˂h p://busca ex ual.cnpq.b /busca ex ual/ isualizac .do?id=K4792197Y0˃.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
20
acadêmicos sob e as Jo nadas, como demons a o a o de a linha de pesquisa exis en e na
Faculdade de Le as pa a a Pós-g aduação se in i ula "Cons i uição e in e p e ação do
ex o e do discu so, Lei u a e o mação do lei o e P odução e eceção do ex o li e á io";
e es a di ecionada pa a ealiza abalhos a edo das Jo nadas ou de emas que se o nam
undamen ais pa a en ende es as úl imas. Também há ou os es udiosos p oceden es de
di e en es uni e sidades que ocam as Jo nadas, á ios deles inculados ao Rio G ande
do Sul. Es e é o caso de Regina Zilbe man, que, de aco do com o seu cu ículo La es
17
,
possui dou o ado em Romanis ica - Uni e sidade de Heidelbe g (Rup ech -Ka ls) (1976).
A ualmen e é p o esso a adjun a do Ins i u o de Le as, da UFRGS, com a uação no
P og ama de Pós-G aduação em Le as.
No li o 30 anos de Jo nadas Li e á ias (2011) pa icipou com o a igo
"Fo mação do lei o no ho izon e da cul u a" (pp.53-64), que unciona, em ce o modo,
como esumo da sua a ibuição aos es udos que gi am a edo das Jo nadas. É um a igo
em que e le e sob e o a o de que na cul u a pós-adolescen e p edominam as o mas que
u ilizam imagens igu a i as, "p opiciadas sob e udo pela ecnologia ele ônica"
(Zilbe man, 2011:55). Se ia a a és dessa ecnologia ele ônica que de e ia se
pe seguida a o mação de lei o es, uns lei o es que não êem que se unicamen e c ianças,
ambém o mundo adolescen e é susce í el de ecebe uma o mação lei o a.
Ve a Teixei a de Aguia ou Ma ia da Gló ia Bo dini ambém ep esen am o pe il
de p o esso as de uni e sidades gaúchas que analisa am o " enômeno das Jo nadas" de
Passo Fundo. Aguia é especialis a no luga da li e a u a na ida social e sua in e ação
com ou as linguagens. Esc e e em 2005 Lei u a e cul u a po uguesa na escola: como
o ma lei o es, onde in oduz o ema da o mação de lei o es.
A Jo nada Li e á ia de Passo Fundo, po an o, oi mui o obse ada po es udiosos
da p óp ia Uni e sidade de Passo Fundo, mas ambém de ou as uni e sidades, que
analisa am o ema de á ias pe spe i as.
17
Es á disponí el na pla a o ma La es do CNPq (Conselho Nacional de Desen ol imen o Cien í ico e
Tecnológico) do B asil. Vid. ˂h p://busca ex ual.cnpq.b /busca ex ual/ isualizac .do?id=K4783911U1˃.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
21
3. As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo implica am uma mudança impo an e nos
campos li e á io e cul u al pela p eocupação que os seus o ganizado es i e am com a
o mação de lei o es. Como consequência des as Jo nadas, a cidade gaúcha de Passo
Fundo (ap oximadamen e com 185000 habi an es) e e o maio índice de lei o es do país
(O Nacional, 4/5/2011), con ando com uma média de 5,5 li os po habi an e no ano 2005.
Po ém, em 2011 baixou a 4,2 e em 2015 ol ou subi a 4,41. Em 2015, o Rio G ande do
Sul con a a com 50% de lei o es. Chegamos a es es dados a a és de Re a os da Lei u a
no B asil
18
(2016).
Imagem 1 i ada de Re a os da Lei u a no B asil (2016). Pe cen agem de lei o es
No ano 2015 a pe cen agem de lei o es no B asil é do 56%.
18
Re a os da Lei u a no B asil. Ins i u o P ó-li o. Ma ço 2016. Disponí el em:
˂h p://p oli o.o g.b /home/images/2016/Pesquisa_Re a os_da_Lei u a_no_B asil_-_2015.pd ˃.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
22
Imagem 2 i ada de Re a os da Lei u a no B asil (2016). Es ima i a de lei o es no
B asil
Na al u a dos 30 anos do e en o, em 2011, e no p ólogo ao li o que o
homenagea a (30 anos de Jo nadas Li e á ias), alguns dos seus esponsá eis –com Tânia
Rösing à en e- explica am o pequeno milag e que as Jo nadas implica am numa cidade
como Passo Fundo:
Ve pa a c e , essa máxima es á associada a es e li o. Pois quem ac edi a ia que,
numa cidade de 300 quilôme os de um cen o egional não necessa iamen e
nuclea nas dinâmicas sociais e polí icas do país, osse oco e uma das maio es
mo imen ações do plane a em o no da lei u a? Os in a anos de Jo nada são
pa e de um his ó ico de p omoção da lei u a do empo de quando o li o e a
a igo pa a iniciados ou de p i ilegiados. A demanda assumida, em 1981, de
o ma lei o es nasceu em anos pós-di adu a, quando mesmo a pala a cul u a
e a mui o pe igosa. E, ac edi e, o que es a a em in e di o se ez ou oi ei o, em
p imei o em um âmbi o eginal, depois nacional, depois in e nacional, sem
deixa de se b asilei o. A Jo nada Nacional de Li e a u a de Passo Fundo
inac edi a elmen e enceu on ei as e ez cabe em si impo an es
pe sonalidades da in elec ualidade e da a e do B asil e do ex e io . (Rösing,
Re enmaie , Langa o, B ezolin; 2011:35).
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
23
No echo an e io são qua o os au o es que condensam nele aquilo que
supuse am as Jo nadas pa a Passo Fundo, mas ambém pa a o B asil. As Jo nadas
Li e á ias começa am em 1981, num momen o ainda de di adu a e no inal de um pe íodo
em que os campos li e á io e cul u al inham uma o e dependência (he e onomia, em
e mos de Bou dieu –1996) em elação ao campo do pode polí ico (Villa ino Pa do,
2000), que inha ado ado di e sas es a égias de elacionamen o com aqueles ou os
du an e os in e e um anos de di adu a (Süssekind, 1985).
A Jo nada de Li e a u a de Passo Fundo nasce no in e io do es ado do Rio G ande
do Sul como um pon o de ab icação e expansão de ideias na base de um ideal maio :
o ma lei o es pa a ans o ma , a a és do seu en o no, o país.
Desde 1981 a Jo nada de Li e a u a de Passo Fundo ap esen a-se (no Po al das
Jo nadas Li e á ias)
19
como o maio e en o cul u al da Amé ica La ina que, com ca á e
bianual, eúne du an e cinco dias a esc i o es/as e lei o es/as que ocam in o mações e
que deba em sob e a impo ância da li e a u a e do li o. Como explicam na página web
das Jo nadas
20
("T ês décadas ma cadas pela o mação de lei o es", 2011), semp e se
p ocu ou:
A o mação de um lei o que p io ize o ex o li e á io, mas que ambém
possa se cons i ui em um in é p e e das linguagens eiculadas em di e en es
supo es e das ca ac e ís icas peculia es das á ias mani es ações cul u ais. O
om es i o e in o mal, associado a uma p og amação cul u al di e si icada e
eple a de au o es enomados da li e a u a b asilei a e es angei a, ez da Jo nada
um dos maio es e en os li e á ios da Amé ica La ina.
Como já indicado, as Jo nadas o am coo denadas pela p o esso a Tânia Rösing a é o ano
2015. Foi a sua c iado a e, nesse empo, acompanhou as di e en es mudanças e ino ações
que e e o o ma o inicial, incluindo no p og ama o Concu so Nacional de con os Josué
Guima ães em 1988, o Fes e ê Li e á io em 1995, o 1° P êmio Passo Fundo Za a i &
19
Po al das Jo nadas Li e á ias. Disponí el em: ˂h p://www.jo nadasli e a ias.up .b ˃.
20
Po al das Jo nadas Li e á ias. Op. Ci .
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
24
Bou bon de Li e a u a em 1999, a Jo nadinha em 2001 ou a Jo Nigh em 2011. Nesse
pe cu so, ambém p esenciou o inc emen o e o in e esse do público; en e as 750 pessoas
que assis i am à p imei a edição e "as 130000 das úl imas décadas" (como apon a Rösing,
2011:49) e as mudanças es u u ais que isso ambém implicou. De a o, pa a albe ga esse
g ande núme o de pessoas escolhe am cinco lonas que c ia am uma imagem de “ci co
cul u al”.
Imagem 3. Ci co da Cul u a. (Re enmaie e Rösing, 2011: 50-51, ol. 2)
Su gi am, ambém, "espaços-sa éli e" das Jo nadas –como e emos-: o Cen o de
Re e ência de Li e a u a e Mul imeios - que ab iga p og amas como o Mundo da lei u a
na TV-, o Mundo da Lei u a em Comunidades (que le a a li e a u a a comunidades que
não êm po que es a elacionadas com a UPF) ou o p oje o a qui e ônico dos La gos da
Li e a u a (monumen os u banos com alusões li e á ias que se si uam em di e sas pa es
da cidade pa a aze p esen e a li e a u a na ida dos passo- undenses), que consolida am
Passo Fundo como Capi al Nacional da Li e a u a a pa i do ano 2006.
Essa es u u a passou a aze pa e daquilo que denominamos "ma ca Jo nada
Li e á ia de Passo Fundo" e que se oi consolidando nas sucessi as edições. Em 2015,
essa e apa com Tânia Rösing à en e concluiu e oi cancelada a Jo nada desse ano
p e is a pa a 28 de se emb o a 2 de ou ub o (no en an o, hou e algumas a i idades como
o 13° Seminá io In e nacional de Pesquisa em Lei u a e Pa imônio Cul u al) po al a de
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
25
inanciamen o; ainda que, p e iamen e, se inha iniciado uma campanha de cap ação de
apoios a a és da in e ne na página "Jun o com ocê". E a es a uma inicia i a do esc i o
gaúcho Fab ício Ca pineja que en a a consegui R$ 405 mil.
Foi um momen o mui o enso, com in e enções da Rei o ia da UPF pa a explica
que "a conjun u a econômica nacional impõe um cená io de con enção e exige es ições de
in es imen os em a i idades dos mais di e en es gêne os" (O Globo, 28/09/2016) e de T.
Rösing, que abandona a coo denação e publica um comunicado de imp ensa pa a o e ece
a sua pe spe i a. Re le e nesse comunicado (O Globo, 1/6/2015) Tânia Rösing sob e a
impo ância das Jo nadas pa a Passo Fundo, apon ando pa a um ce o ca á e a empo al
das Jo nadas, como um elemen o já indissociá el da cidade de Passo Fundo e dos passo-
undenses. Não é po on ade dela que as Jo nadas não são ealizadas em 2015 e deixa
e a sua disponibilidade pa a as u u as Jo nadas, mos ando ce a modés ia quando alude
ao a o de não se ela a igu a undamen al das Jo nadas senão odas as pessoas que
pa icipa am e pa icipa ão delas.
P e isi elmen e, e depois do cancelamen o da edição da Jo nada do ano 2015,
se ia ei a uma ‘ ees u u ação do seu o ma o’ -como suge iu o comunicado da Rei o ia
da UFP naquele momen o
21
- e plani icada a seguin e edição -em 2017- pa a con inua
desen ol endo polí icas de angua da na á ea li e á ia, a endendo à o mação de
comunidades lei o as e de cidadãos c í icos, num ambien e de democ a ização li e á ia.
De a o, pa a es e ano e a é ao momen o em que es e abalho es á sendo ei o, é possí el
conhece já pa e da p og amação da 16ª edição que e á luga en e 2 e 6 de ou ub o de
2017
22
. Nes e caso, a es u u a da Jo nada con a com a i idades semelhan es às das
Jo nadas an e io es (inclui a P é-Jo nada e a P é-Jo nadinha, a Jo nadinha; o Seminá io
In e nacional de Pesquisa em Lei u a, Li e a u a e Linguagens; a Fei a do Li o,
con e ências, wo kshops...) u ilizando como io condu o a cidade de Passo Fundo, que
conec a á as dis in as a i idades li e á ias com o espaço ísico. As pessoas enca egadas
21
Vid. ˂h p://g1.globo.com/ s/ io-g ande-do-sul/no icia/2015/06/ ania- osing-deixa-coo denacao-da-
jo nada-li e a ia-de-passo- undo.h ml˃.
22
Po al da 16ª Jo nada de Li e a u a. Vid.: ˂h p://www.up .b /16jo nada˃.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
32
Imagem 4. Compilação de imagens das Jo nadas (Re enmaie e Rösing, 2011: 37,
ol. 2).
A segui , analisamos algumas das edições das Jo nadas que implica am no idades ou
de e minadas apos as no o ma o habi ual, pa a en a conhece melho as mudanças que
se p oduzi am em o no ao modelo que se oi cons uindo ao longo de ês décadas:
• 1ª Jo nada de Li e a u a Sul-Rio-G andense.
Podemos designá-la de P é-Jo nada, nome que ecebe desde a sua c iação. Acon eceu
em 1981 na Escola Es adual P o ásio Al es (num espaço bem mais disc e o em elação
àquele que ca a e iza ia pos e io men e as Jo nadas) e causou uma imp essão mui o boa
en e os au o es con idados (en e eles, des aca am o p óp io Josué Guima ães, An onio
Ca los Rezende, Moacy Sclia , Má io Quin ana ou Ca los Neja – odos eles gaúchos-)
po que alunos/as e p o esso es/as da escola es adual onde se ealiza a o e en o inham
ido o cuidado de conhece em de alhe as ob as dos au o es con idados, chegando a
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
33
p oduzi esumos e a publica agmen os nos jo nais locais an es do e en o (Rösing,
2011:31). Os au o es con idados essal a am especialmen e o con a o com os alunos-
lei o es po se is o uma no idade no ambien e de pessimismo exis en e no B asil em
início da década de 1980 (ainda em pe íodo de di adu a) em elação ao pouco in e esse
cul u al dos adolescen es. Po ém, um dos p imei os e ei os obse ados oi de eo mais
econômico, como apon a a o Co eio do Po o em 15 de agos o de 1981:
Nas li a ias de Passo Fundo, o p imei o e ei o da Jo nada já se az sen i com
uma g ande enda de ob as de esc i o es gaúchos, p incipalmen e daqueles que
pa icipa am do encon o. Segundo os li ei os, a Jo nada já p opiciou um
aumen o de endas em o no de 57%, de endo aze um g ande incen i o à
lei u a, como esc i o es ganhando me cado num momen o em que ão poucos
êm o hábi o da lei u a. (Re enmaie e Rösing, 2011: 36).
Em de ini i o, cons a ou-se o e ei o posi i o, em odos os sen idos, da c iação
dessa 1ª Jo nada. Po esse mo i o, Josué Guima ães decidiu amplia o e en o (de es adual
pa a nacional) e modi ica a pe iodicidade da sua ealização (de anual pa a bienal)
(Rösing, 2011:35).
Imagem 5. P é-Jo nada (Re enmaie e Rösing, 2011:45, ol.2).
• 1ª Jo nada Nacional de Li e a u a e 2ª Jo nada de Li e a u a Sul-Rio-G andense.
1983.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
34
Acon ece am em 1983 (de 9 a 12 de agos o) no Play Cen e do Clube Rec ea i o
Ju enil e se i am pa a da a conhece a cidade de Passo Fundo como um luga p opício
pa a o encon o de esc i o es/as com os/as lei o es/as de uma manei a inusi ada: sendo
os/as p imei os/as aclamados como pode ia acon ece com uma es ela do pop ou do ock
(Jo nal do B asil, 18/08/1985).
• 2ª Jo nada Nacional de Li e a u a. 1985.
Acon eceu em 1985 (de 13 a 16 de agos o) e es e e ma cada po aze um núme o
mui o maio de esc i o es que coloca am Passo Fundo no mapa cul u al do B asil (e não
apenas). En e eles es a am, po exemplo, Ignácio de Loyola B andão
31
(au o p es igiado
já na al u a, com ob as como Ze o) ou a esc i o a ca ioca Nélida Piñon. Também oi es e
o momen o em que á ios pesquisado es de o a de Passo Fundo ie am pa a pa icipa
da Jo nada. En e elas, as p o esso as gaúchas Ve a Teixei a de Aguia , Ma ia da Gló ia
Bo dini e Regina Zilbe man, cujos abalhos sob e o e en o são conhecidos.
• 3ª Jo nada Nacional de Li e a u a. 1988.
Des aca a homenagem ei a a Josué Guima ães ( alecido em 1986) no ano de 1988
(de 9 a 12 de agos o). Fo am á ias as ino ações que su gi am nes a edição das Jo nadas.
Em p imei o luga , c iou-se o o éu Vasco P ado, des inado especialmen e pa a se
en egue a cada um dos pa icipan es (Rösing , 2011:39). Em segundo luga , inaugu ou-
se o Concu so Nacional de Con os Josué Guima ães. O Concu so ealizou-se em pa ce ia
com o Ins i u o Es adual do Li o
32
(Rösing, 2011: 39).
31
Loyola ol ou a a i idades li e á ias em Passo Fundo nume osas ezes; uma das úl imas, pa a pa icipa
no 13° Seminá io In e nacional de Pesquisa em lei u a e Pa imônio Cul u al, no dia 1 de Ou ub o de 2015
–em plena essaca da cancelação da Jo nada desse ano.
32
O Ins i u o Es adual do Li o (IEL), si iado em Po o Aleg e, oi c iado em 29 de janei o de 1954, com
o obje i o de di undi a li e a u a p oduzida no Rio G ande do Sul, apoiando o su gimen o de no os
esc i o es e abalhando pa a a p ese ação da memó ia li e á ia e cul u al do es ado.
(˂h p://www.cul u a. s.go .b / 2/ins i uicoes-sedac/ins i u o-14˃).
O IEL é um ó gão inculado à Sec e a ia de Es ado da Cul u a e em como unção p incipal ealiza
a i idades associadas ao li o, ais como edições de ex os o iginais de au o es es ean es ou ob as clássicas,
p omoção de encon os de esc i o es com a comunidade, o ganização de seminá ios, iabilização de uma
polí ica do li o e da lei u a, coope ação com en idades públicas e edi o as locais.
(˂h p://iel s.blogspo .com.es/p/sob e-o-iel.h ml˃).
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
35
• 4ª Jo nada Nacional de Li e a u a. 1991.
A 4ª Jo nada ma cou um an es e um depois de ido ao c escimen o que expe imen ou
o e en o. Os obje i os con inua am sendo os mesmos mas es a edição de 1991, que se
celeb ou de 11 a 14 de junho (quando no malmen e são ealizadas po ol a do mês de
se emb o-ou ub o), deixou mais espaço pa a con e encis as de pe il mais académico
(José Luis Fio in, Ma ia da Gló ia Bo dini, Ma isa Lajolo, en e eles). In e essa-nos
especialmen e a impo ância que e e nes a Jo nada a p esença –como já indicámos ao
a a da epe cussão na imp ensa- do conhecido esc i o de no elas pa a Tele isão,
Wal he Neg ão, que de endeu a o mação de um lei o eclé ico e mul imidial.
• 5ª Jo nada Nacional de Li e a u a. 1993.
Nes a edição de 1993 (en e 8 e 11 de junho) o am con idados au o es e in elec uais
de o a das on ei as b asilei as. Assim, es i e am em Passo Fundo José Ca doso Pi es e
Ca los Reis, de Po ugal, ou Edua do Galeano e Julian Mu ghia, do U uguai.
Foi ambém impo an e es a Jo nada pelo des aque dado à li e a u a ju enil, com um
núme o mais ele ado do habi ual de esc i o es de li e a u a ju enil, como Lygia Bogunja
Nunes ou Mi na Pinsky. O ea o o nou-se undamen al, como mos ou a inclusão de
monólogos dos au o es. A p es igiada au o a gaúcha de ea o e in an o-ju enil Lygia
Bojunga
33
ap esen ou o monólogo Li o.
• 6ª Jo nada Nacional de Li e a u a. 1995.
Vai se nes a Jo nada, no ano 1995 (de 15 a 18 de agos o), quando o espaço des inado
aos encon os deixe de se o ginásio espo i o e passe a se o Ci co da Cul u a, luga que
ma ca ia a imagem das Jo nadas além on ei as. Como explica Rösing (2011:40) a
Jo nada ai assumindo ainda mais o clima de celeb ação das le as, das a es, da cul u a
como um odo em espaço ci cense. A é "o início dos abalhos passa a se anunciado de
o ma peculia : Respei á el público! O espe áculo das le as e das a es ai começa !"
33
Em 1982 ecebeu uma das maio es dis inções a ní el mundial pa a au o es/as de in an il e ju enil, o
P émio Hans C is ian Ande sen, sendo a p imei a au o a de o a da Eu opa e dos Es ados Unidos em
consegui-lo.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
36
(Rösing, 2011:40).
Um dos emas a ados nes a Jo nada in e essa pa icula men e pa a es e abalho: “A
mídia e a li e a u a”, que p opiciou o deba e de ideias en e Jua ez Fonseca, Fábio Lucas
e A naldo Jabo , "mesclando posicionamen os jo nalís icos e li e á ios" (Re enmaie e
Rösing, 2011:41).
Imagem 6. In e io do Ci co da cul u a (Re enmaie e Rösing, 2011:226, ol. 2)
• 9ª Jo nada Nacional de Li e a u a e 1ª Jo nadinha Nacional de Li e a u a. 2001.
A ançamos a é à 9ª Jo nada po que ai se nessa edição de 2001 (de 28 a 31 de agos o)
quando se p es e especial a enção às no as ecnologias, elacionadas com a li e a u a. O
í ulo da Jo nada já oca di e amen e essa ideia: 2001: Uma Jo nada na Galáxia de
Gu enbe g –da p ensa ao e-book. Fo am á ias as mesas edondas que oca am o ema
da digi alidade; en e elas a chamada "A o mação de opinião: jo nalismo adicional
e sus jo nalismo ele ónico" ou "A o mação do lei o do u u o: pa a o li o ou pa a o
e-book?".
Foi impo an e nes a edição a pos a em uncionamen o de uma inicia i a que ouxe
mui o sucesso nas Jo nadas dos anos pos e io es. T a a-se da c iação da 1ª Jo nadinha
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
37
Nacional de Li e a u a: o espaço da Jo nada des inado à li e a u a in an il e ju enil.
É o momen o em que as c ianças en am em con a o com os/as au o es/as dos seus
li os a o i os e se es abelece um diálogo cons u i o ins au ado, como e emos, no
âmbi o da poli onia de Bakh in. A Jo nadinha ecebe alunos/as da escola undamen al e
ensino médio. Assim, como se explica nos Anais dessa 1ª Jo nadinha, es a "cons i uiu-se
numa demons ação mais que conc e a do comp omisso que os líde es dessa
mo imen ação cul u al êm com a o mação de lei o es desde os p imei os anos de ida
de uma c iança" (Weschen elde , 2003: 11).
Pa a que a Jo nadinha uncionasse o equisi o de indispensá el cump imen o e a a
lei u a dos li os que se iam ap esen ados, pa a que os alunos e alunas da escola
undamen al e ensino médio pudessem e um encon o mais p olí ico com os au o es e
au o as dos li os. Também, com o in ui o de que o encon o uncione do melho modo
possí el o ganiza-se uns dias an es a P é-Jo nadinha: uma eunião em que se abalham
as ob as que ão se a adas na Jo nadinha. (Rösing, 2011: 44).
• 10ª Jo nada Nacional de Li e a u a. 2003.
Con inuando a linha iniciada na Jo nada an e io , ai se en e 27 e 29 de agos o des e
ano 2003 (Vozes do e cei o milênio: a a e da inclusão é o í ulo des a edição) quando se
isibilize a necessidade de "acomoda " a li e a u a a no as o mas de en ende o mundo
no século XXI. No p og ama das Jo nadas is o explica-se da seguin e manei a:
O a o de le assume sua condição de iagem pela mul iplicidade de
linguagens e de ecu sos. [...] Se ão deba idas as no as o ien ações do e cei o
milénio e as ecen es eições que a sociedade, a cul u a, o conhecimen o e a
lei u a adqui em na o dem de um empo que se inaugu a con idando à e lexão
sob e a sua na u eza já em cons an e mu ação. (San os, 2003).
Dessa manei a, a igu a de Roge Cha ie
34
implica um apoio eó ico undamen al
pa a o con ex o académico- es i o p óp io das Jo nadas, ao abo da no as o mas de
lei u a do século XXI.
Nesse ano celeb ou-se o I Seminá io In e nacional de Pesquisa em Lei u a e
34
Que ambém es e e p esen e em Passo Fundo em 2015 no 13° Seminá io In e nacional de Pesquisa em
Lei u a e Pa imônio Cul u al jun o com Loyola B andão.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
38
Pa imônio, que ab e um no o espaço à e lexão a edo da lei u a e da o mação de
lei o es desde um pon o de is a mais adicional, longe da espec acula idade do Ci co da
Lei u a.
• 11ª Jo nada Nacional de Li e a u a. 2005.
No ano 2005 (en e 22 e 26 de agos o) celeb a-se a jo nada in i ulada Di e sidade
cul u al: o diálogo das di e enças. Fo am á ias as inicia i as que se sucede am e que
de am uma maio isibilidade às Jo nadas e a Passo Fundo; en e elas a ealização do
p émio li e á io Hans Ch is ian Ande sen ou do 1° Seminá io Nacional de Jo nalismo
Cul u al. Nessa al u a, oi concedido o 1° í ulo de Dou o Hono is Causa da UPF ao
omancis a, d ama u go e poe a pa aibano A iano Suassuna (1927-2014).
Desde a P é-Jo nada a é es a edição de 2005 p oduz-se um inc emen o de público
ealmen e no ó io, que ai dos 790 assis en es à P é-Jo nada aos 20000 na edição núme o
de 2005 (Rösing, 2011: 65), como mos a o g á ico que elabo amos:
G á ico 1. Assis en es às Jo nadas en e 1981 (P é-Jo nada) e 2005.
Elabo ação p óp ia
Não encon amos dados su icien es pa a ealiza um g á ico en e 2005 e a úl ima
edição mas conside amos que é pe cep í el o aumen o no núme o de assis en es às
Jo nadas, sob e udo no começo dos anos 2000.
Assis en es
0
10000
20000
1981 1985 1988 1991 1997 1999 2001 2003 2005
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
39
• 13ª Jo nada Nacional de Li e a u a. 2009.
Es a edição, celeb ada en e 26 e 30 de ou ub o, p opiciou um deba e amplo sob e o
ema A e e ecnologia: no as in e aces; de modo que pe mi iu amplia "o espec o dos
undamen os no eado es da o mação de lei o es e de mediado es de lei u a: do binômio
educação e cul u a pa a o inômio educação-cul u a- ecnologia" (Rösing, 2011:50).
• 14ª Jo nada Nacional de Li e a u a e a Jo Nigh . 2011.
No ano 2011 (de 22 a 26 de agos o), coincidindo com a 14ª Jo nada Nacional de
Li e a u a, c ia-se a Jo Nigh : encon os li e á ios à noi e des inados aos jo ens que
es udam em ho á io no u no.
Como acon ecia com a Jo nadinha, po exemplo, é p eciso que exis a uma lei u a
p é ia das ob as que se ão abo dadas na Jo Nigh . Também, como com a Jo nadinha,
exis e uma P é-Jo Nigh ; o momen o em que os/as alunos/as se eúnem pa a discu i as
ob as, p e iamen e ao encon o com os esc i o es. Os encon os da Jo Nigh êm um
ca á e es i o e os encon os li e á ios acabam com um show musical pa a a ai ou os
públicos com uma o e a mais ampla.
3.1.3. Fes e ê Li e á io, p êmios li e á ios, o Mundo da Lei u a e o Li o do Mês
Depois de uma ap oximação ge al às di e en es Jo nadas e àquilo que supuse am pa a
o conjun o his ó ico de odas elas analisamos as "es a égias" que odeiam as Jo nadas.
U ilizamos o e mo "es a égias" ado ando uma pe spe i a de ‘campo’ e ‘sis êmica’ (de
sociologia da li e a u a) em que es e ipo de ações azem pa e das dinâmicas de um
encon o/ es a/ es i al como as Jo nadas: são es a égias de mudanças no o ma o inicial
pa a en a da con a a demandas do público, a mudanças no espaço social, no campo
li e á io, no campo edi o ial...
O Fes e ê Li e á io, os p êmios li e á ios, o Mundo da Lei u a e o Li o do Mês
uncionam como elemen os que complemen am as Jo nadas, exis indo uma elação de
ecip ocidade en e eles.
O Fes e ê Li e á io, iniciado em Passo Fundo em 1995, unciona, como explica Loch
Sbeghen (2011:169), como um conjun o de p á icas cul u ais desen ol idas du an e o
mês que an ecede a ealização e e i a das Jo nadas. É a comissão o ganizado a
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
40
in e ins i ucional das Jo nadas que se enca ega dos dis in os e en os que sucedem nas
uas de Passo Fundo; e en os que podem e inculação com au o idades educacionais e
cul u ais, com emp esas es a ais e p i adas, com ins i uições capazes de concede apoio
cul u al. O Fes e ê Li e á io unciona, con inuando com Sbeghen (2011:171), como uma
so e de chamada de a enção pa a os passo- undenses e consis e num encon o en e
pessoas, num espaço público, num ambien e es i o, pa a ap ecia ap esen ações de
di e en e na u eza a ís ica e cul u al, endo especial impo ância o a o de da uma g ande
p esença a g upos a ís icos da cidade ao mesmo empo que se di ulgam as a i idades
que acon ece ão nas Jo nadas desse ano. Is o con ibui pa a que os habi an es de Passo
Fundo comp eendam o alo das Jo nadas na sua cidade e comp eendam ambém a
impo ância do pa imônio cul u al que en ol em as Jo nadas:
O Fes e ê Li e á io cons i ui-se [...] como um p ocesso de educação
pa imonial en endida como um conjun o de ações com me odologia p óp ia que
p omo e o conhecimen o sob e os bens cul u ais de Passo Fundo. [...] (Loch
Sbeghen, 2011: 169).
Em sua opinião as pessoas omam conhecimen o e se elacionam com esse pa imônio
cul u al, “pe mi indo que se iden i iquem aspe os cul u ais que os di e enciam de ou as
cidades, buscando elemen os que possam con ibui com a sua p ese ação”, po que,
ac escen a, “Faz-se necessá io e u gen e despe a en e os habi an es de Passo Fundo
uma consciência comuni á ia, a im de que seja en endido que esse pa imônio pe ence
a odos e que é comp omisso de odos p ese á-lo" (Loch Sbeghen, 2011:170).
O Fes e ê Li e á io ealiza-se em luga es de ácil acesso pa a a população, luga es em
que se encon am po casualidade com o espe áculo sem, em mui os casos, es a p e is o
assis i . Assim, en e os espaços em que se celeb a há shoppings, ei as popula es,
pa adas, ônibus da cidade, p aças ou uas.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
41
Imagem 7. Fes e ê Li e á io (Re enmaie e Rösing, 2011:89, ol.2)
O Fes e ê Li e á io uncionou como eclamo pa a o g ande público (como apon a
Loch Sbeghen, 2011:173), o que con ibuía pa a que as Jo nadas Li e á ias, que celeb a -
se-iam um mês depois, a ingissem ele adas ci as de assis en es, após uma apos a pelo
incen i o do u ismo cul u al, como indica Loch Sbeghen (2011: 169). Assim, segundo
Faccin (2016: 25),
O Tu ismo de E en os é mais do que o e en o em si. Mo e ecu sos de
a iados âmbi os, desde o ganizações capazes de p oduzi e en os,
pa ocinado es essencialmen e emp esas, e odos os ecu sos possí eis, desde os
inancei os, polí icos, humanos e a é na u ais (Faccin, 2016: 25).
De aco do com es e au o que analisa o u ismo cul u al em elação à Flip:
Apesa de não se a a de um e en o de cunho local, onde a cul u a popula
se ia exp essada, de e-se assumi sua impo ância pa a o município de Pa a y,
pois po meio des e e en o hou e uma sé ie de inicia i as de inclusão social com
o público jo em da cidade, p oje os que con inuam a se desen ol idos e
ans e em conhecimen o a ce ca do pa imônio local, além de ap oxima o
público com o mundo da li e a u a. (Faccin, 2016: 29).
Po ou o lado, os p êmios li e á ios ambém o am undamen ais pa a p omo e as
Jo nadas Li e á ias e, ao mesmo empo, da a conhece o abalho de no os/as au o es/as
de li e a u a. Di e amen e ligados às Jo nadas Li e á ias exis iam dois p êmios: o
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
48
Imagem 12. P aça An onino Xa ie de Oli ei a. (Po al das Jo nadas Li e á ias).
Ou a pe spe i a é a do Pa imônio cul u al in angí el
44
, aquele que, como explica
Ma os Núñez (2011:111), pe mi e in eg a num odo as mani es ações de uma
comunidade. Den o dessas mani es ações podem se incluídas as es as, a li e a u a o al,
símbolos ou a es ais como a música ou a dança. Ma os Núñez apon a pa a uma
classi icação p óp ia que dis ingue os símbolos (uma bandei a, escudo, másca a...) de
a uações e pe o mances (po exemplo, um jogo, um i ual ou uma e úlia) e de e no ex os
(os ex os da adição, em sua o igem o ais), aqueles ex os que con o mam o campo da
o alidade que " ienen como escena io de p oducción cul u as comuni a ias y que se
conside an gene almen e bajo el ó ulo de mi ologia" (Niño, 1998:109) como en a
explica es a igu a:
44
O Pa imônio Cul u al Ima e ial ou In angí el, segundo a UNESCO, comp eende as exp essões de ida
e adições que comunidades, g upos e indi íduos em odas as pa es do mundo ecebem de seus ances ais
e passam seus conhecimen os a seus descenden es. ˂h p://www.unesco.o g/new/p /b asilia/cul u e/wo ld-
he i age/in angible-he i age/˃.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
49
Imagem 13. (Ma os Núñez, 2011:111).
En endemos que essa eng enagem que nos p opõe Ma os Núñez unciona no caso
de Passo Fundo e, mais especi icamen e, em elação às Jo nadas inse idas no con ex o da
cidade po que, como explica emos a a és de á ios eó icos (Bakh in, en e eles) odos
esses elemen os mais adicionais ambém êm espaço em um con ex o plu al, de
in e câmbio de opiniões e encon o e desencon o de pa ece es que azem com que se
cons uam no os discu sos mas endo em con a os símbolos, as pe o mances e os
e no ex os gaúchos.
O p o esso da Uni e sidade Fede al do Rio G ande do Sul Luís Augus o Fische no
seu a igo "Encon o de esc i o es gaúchos: Sua his ó ia e seu sen ido" (Fische , 2011)
apon a pa a a p eocupação dos o ganizado es das Jo nadas com a exis ência de um espaço
des inado aos esc i o es gaúchos, assim como com a necessá ia pa icipação nas Jo nadas
das c ianças e adul os locais, passo- undenses que nem semp e êm con a o habi ual com
a li e a u a.
A Jo nada, des a manei a, ampliou-se ao espaço da cidade, numa en a i a de
con inua ap oximando a li e a u a aos passo- undenses, mas ambém -"ap o ei ando" o
í ulo de Capi al Nacional da Li e a u a- pa a cons ui uma no a ideia de u ismo pa a a
cidade: o u ismo cul u al. Passo Fundo, pensamos, aglu ina os dois ipos de pa imônio
cul u al ( angí el e in angí el), a é po que oi a pa i de 2006, com o nomeamen o da
cidade como Capi al Nacional da Li e a u a, quando se c ia am símbolos ísicos que hoje
são os maio es pon os u ís icos da cidade, ca egados de simbologia li e á ia que alude
às Jo nadas (símbolo do pa imônio cul u al in angí el em Passo Fundo).
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
50
3.1.5. Além do eixo Rio-São Paulo
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo não uncionam como uma ei a do li o –
cuja p oli e ação no B asil a ual é ampla, nas suas di e en es modalidades: es a/ es i al,
bienal, ei a
45
- po que não p ocu am a simples come cialização de li os. É habi ual
encon a mos ou os e en os que gi am em o no ao li o mas de uma manei a
me can ilis a, p ocu ando o maio dos endimen os e ocalizando o empenho na maio
di usão en e um público maciço. Um exemplo desse me can ilismo li e á io se ia a
Bienal do li o de São Paulo de 2017, ocada pa a o ampi ismo e os a o es da Rede
Globo como eclamo
46
.
Na úl ima década, é isí el o c escimen o des e ipo de encon os (nos di e en es
o ma os) no B asil e já oi apon ado e abo dado a á ios ní eis. Assim, na imp ensa
encon amos nume osos exemplos des a "explosão de e en os li e á ios no B asil" (Vid.
po ex. ˂h p://www.a edi o a.com.b /2015/11/a-explosao-de-e en os-li e a ios-no-
b asil/˃). Nessa página da A Edi o a apon am como mo i o pa a a "explosão" o
su gimen o na década de 1990 da Lei Rouane , que pe mi e emp esas e pessoas ísicas
que in es em em cul u a, deduzi em esses alo es nos seus impos os de enda. De a o,
em 2015, num a igo em O Globo M. Filguei as, e e ia mais de 300 e en os li e á ios ao
longo desse ano
47
e comen a a: “Au o es apos am que ei as de li os já subs i uem as
biblio ecas no papel do es ímulo à lei u a” (Filguei as, 2015).
Em boa medida, de e-se ao sucesso de um desses encon os, com um o ma o que
despe ou a a enção da mídia e do público, mas ambém de ou os agen es do campo
li e á io e do me cado edi o ial, incluídos/as os/as au o es/as. T a a-se da Fes a Li e á ia
de Pa a y (Flip), que nasce no ano 2003 na cidade de Pa a y (no es ado do Rio de Janei o),
45
O Sindica o Nacional dos Edi o es do Li o (SNEL) publica anualmen e o calendá io do “Ci cui o
Nacional de Fei as”. Pa a 2017 pode consul a -se em: ˂h p://www.snel.o g.b /calenda io-de-
e en os/ci cui o-nacional-de- ei as/˃.
46
Vid. ˂h p:// eja.ab il.com.b /blog/meus-li os/mais-come cial-que-a- lip-bienal-do-li o-de-sp- e a-
ampi ismo-e-a o es-da-globo/˃; a e is a Veja ap oxima-nos à p og amação da Bienal do li o de São
Paulo de 2017, inclinada pa a um iês mais pop, p ocu ando uma p og amação di e si icada pa a a ai o
público mais jo em.
47
T ês anos an es, a ci a di ulgada e a de 200: ˂h p://www.jb.com.b /cul u a/no icias/2012/08/08/b asil-
chega-a-200-e en os-li e a ios-em-2012/˃.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
51
22 anos depois de que se inicia am as Jo nadas de Passo Fundo. A endendo ao po al
i ual da Flip (˂h p:// lip.o g.b /˃) encon amos as seguin es in o mações:
Desde 2003, a Flip o e ece odos os anos em Pa a y uma expe iência única,
pe meada pela li e a u a. Semp e em conexão com a cidade que a ecebe, a es a
é mais do que um e en o, é uma mani es ação cul u al. Numa in e locução
pe manen e en e as a es, p opaga i ências ocadas sob e udo na di e sidade.
[...] Além disso, a Flip o e ece uma p og amação que man ém seus p incípios
undado es: o iginalidade, in imismo, in o malidade, o encon o singula en e
esc i o es e público e, acima de udo, ações de pe manência. Flipinha, FlipZona
e FlipMais compõem o p og ama da es a, com a i idades que combinam
li e a u a in an oju enil, pe o mance, deba es, a es cênicas e isuais.
Cada edição p es a homenagem a um au o b asilei o –uma manei a de
p ese a , pe pe ua , di undi e alo iza a língua po uguesa e a li e a u a do
B asil. Pensados pelo cu ado da es a, os eixos emá icos são ap esen ados a
pa i de um igo oso ime de esc i o es e esc i o as. Salman Rushdie, Don
DeLillo, A iano Suassuna, Isabel Allende, Neil Gailman, Angélica F ei as, Toni
Mo ison e Chico Bua que são alguns dos nomes que já ci cula am po Pa a y.
Como de cos ume, aze à ona au o es da no a ge ação ambém é pa e
undamen al da p og amação da Flip. (Po al da Flip).
Apesa da mul iplicidade de ei as li e á ias decidimos a ende o caso da Flip pa a
e em conside ação em elação às Jo nadas de Passo Fundo, com que em algumas
semelhanças. Em p imei o luga , em uma isibilidade a ní el nacional, como apon a
Be ol Domingues (2015:82), que o conside a o e en o de maio p ojeção no país. Na
Flip mon a-se uma enda especialmen e pa a a es a e nas Jo nadas uma g ande lona, mas
a dinâmica que sucede nesses espaços é semelhan e: ealizam-se pales as, discussões,
o icinas li e á ias, e en os pa alelos pa a c ianças (Jo nadinhas no caso de Passo Fundo
e Flipinha pa a o caso de Pa a y) ou pa a jo ens (Jo Nigh pa a Passo Fundo e Flipzona
pa a Pa a y). Também exis e, como em Passo Fundo, uma no á el en a i a de alo iza
a cidade a a és dos e en os li e á ios.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
52
Mas, se exis e uma di e ença undamen al en e as Jo nadas de Passo Fundo e a
Flip é a exclusi idade que pe seguem os o ganizado es des a. Como apon am Be ol e
Viei a (2015:85) a Flip p ese a uma ideia de exclusi idade em o no do li o, a aindo
um "público mais eli izado", apesa de que o núme o de assis en es semp e se ap esen a
como mais nume oso do espe ado. Acon eceu dessa o ma com a p imei a edição (em
2003) quando se espe a am cen enas de assis en es mas acaba am po se 6000. Liz
Calde , men o a da Flip, admi e (BBC, 17/5/2012) que a ei a a ingiu umas dimensões
ais que gos a a de que se man i esse e não aumen asse, a é po que, comen a na mesma
en e is a, "é como se a Flip decidisse desce a es ada e sai de Pa a y, não se ia a mesma
coisa. Acho que a es a não de e c esce além do amanho a que chegou hoje". Na
e dade, a Flip su ge na Ingla e a (O Globo, 2/1/2017), e esse modelo impo ado es ende-
se a é à Amé ica La ina, como se es i éssemos pe an e uma anquia que se es ende.
Na edição da Flip de 2016, –em alo es co igidos pela in lação anual-, o
o çamen o p e is o e a de ₨ 6,8 milhões e se ia o meno da es a li e á ia desde 2010
(Folha de São Paulo, 4/5/2016). A é ao momen o da publicação desse a igo (4/5/2016),
o e en o inha cap u ado Rs 5,8 milhões ia leis de incen i o.
Há um ci cui o mui o amplo de ei as/ es as li e á ias no B asil. As Jo nadas são
das p imei as nesse o ma o. O modelo das ei as de li os dis a bas an e do modelo
cons uído nas Jo nadas, dado que as p imei as es ão mais o ien adas pa a uma
me can ilização do li o. Também exis e o modelo das bienais do li o em São Paulo e
no Rio de Janei o. Se de ini mos de manei a assép ica o que é uma bienal simplesmen e
cons a amos que consis e em um e en o que se ealiza a cada dois anos. Po ém, uma
bienal implica mais aspe os. A p omessa e o po encial das bienais eside em sua
o ma expe imen al, que con inuamen e se al e a em um p ocesso de
ques ionamen o e ein enção (Dasa es, 10/6/2012). Po ém, o modelo das
bienais es á a a essando uma c ise acompanhada de c í icas que aludem à
epe ição dos mesmos a is as de bienal a bienal, "do dis anciamen o desses
e en os com o público local, des inação de ecu sos públicos a e en os que
es ão concen ados no empo e no espaço e a elação p óxima que as bienais
es abelecem com as ei as" (Dasa es, 10/06/2012). P ecisamen e, o
dis anciamen o desses e en os com o público local e o ça a ideia que
indica am Be ol e Viei a (2015), e já assinalada an e io men e: a eli ização
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
53
des e ipo de e en os. Em nossa opinião, esse p ocesso não acon ece nas
Jo nadas de Passo Fundo.
Vinicius de San os (2016:192) abo da o espe áculo das bienais e
con apõe a Flip às Jo nadas de Passo Fundo. Segundo ele, a Flip mos a a
p esença "de ilus es c í icos e esc i o es po que é isso que a ai g ande pa e do público
[...]. Na e dade, esse esc i o pode nunca e sido de a o lido, mas em um nome
econhecido po que já se cons uiu uma imagem sob e sua pessoa" (de San os, 2016:192).
Po ém, conside a que as Jo nadas de Passo Fundo se man êm alheias a essa excessi a
espe acula ização do esc i o , dos c í icos...
O e en o é menos exp essi o em núme os que a FLIP, mas p eocupa-se,
a meu e , mui o mais com aspec os li e á ios que p opo cionem mais e lexões
sob e nossa li e a u a e seus umos, pois seu oco não es á somen e na
espe acula ização de esc i o es e c í icos ali p esen es. (de San os, 2016:192).
Sem esquece que Passo Fundo oi nomeada Capi al Nacional de Li e a u a e o
í ulo epe cu e nas Jo nadas, p opo cionando uma isibilidade ex e na maio , mas
ambém na p óp ia cidade, que se con e e em eclamo li e á io nacional, como acon ece
com a Capi al Nacional da Li e a u a In an il (Tauba é).
No segmen o de li os pa a c ianças e jo ens, é signi ica i a a ação da Fundação
Nacional do Li o In an il e Ju enil (FNLIJ), que desde 1998 ealiza o Salão FNLIJ pa a
C ianças e Jo ens, no Rio, e se o nou um modelo pa a a c iação de e en os do mesmo
ipo em cidades do in e io , como apon am Be ol e Viei a (2015:85). Um caso pa icula
é, como a ançamos, o da cidade de Tauba é –no es ado de São Paulo- con e ida em
Capi al Nacional da Li e a u a In an il desde 2011. É o í ulo que os en a a cidade na al
do p es igiado esc i o de in an o-ju enil Mon ei o Loba o (1882-1948), desde que a
P esiden e da República, –na al u a Dilma Rousse -, sancionou a Lei nº 12.388. Pa a
en abiliza essa dis inção (em e mos de Bou dieu), a Sec e a ia de Tu ismo e Cul u a
p omo eu e o ganizou uma Fei a Li e á ia In an il de Tauba é (Fli ), cuja p imei a edição
e e luga já em 2011
48
.
48
Vid., en e ou os, ˂h p://www. edbcm.com.b /No idade.aspx?id=158˃;
˂h p://guia auba e.com.b /no icias/2011/01/ auba e-planeja- ei a-de-li e a u a-in an il˃.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
54
Uma ez comp eendemos o uncionamen o das Jo nadas Li e á ias de Passo
Fundo a a emos de es abelece uma sé ie de p opos as eó icas que analisem o enómeno
social e li e á io que nos ocupa.
4. As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo: algumas
p opos as de análise a pa i das eo ias de campo,
sis êmicas e de eceção
4.1. A no idade do espe áculo li e á io. Um olha eó ico: Bakh in,
Lé y, I ama E en-Zoha e Pie e Bou dieu
Desde 1981 e a é aos nossos dias (exce uando o ano 2015 em que se suspende am as
Jo nadas) a Jo nada Nacional de Li e a u a uncionou como um espe áculo li e á io,
chegando a acolhe a milha es de pessoas nas suas conhecidas lonas.
No seguin e g á ico que ealizamos com os dados de Re enmaie e Rösing podemos
obse a algumas ci as sob e a a luência de público às úl imas Jo nadas -a é ao momen o,
a edição do ano 2013-, (Re enmaie e Rösing, 2015:437).
G á ico 2. Fon e: Re enmaie e Rösing, 2015:437. Elabo ação p óp ia.
A a és de á ios es udiosos a a emos de en ende as Jo nadas como g ande
espe áculo, pa indo da ideia do sujei o cons uído na linguagem de Bakh in, passando
pelos umos da in eligência cole i a que es udou Lé y e a Teo ia dos Polissis emas de
I ama E en-Zoha , pa a chega às eo ias de campo de Pie e Bou dieu, ins alando-nos
numa co en e su gida a pa i da década de 1970 na linha do chamado gi o cul u al, ace
à p edominância de ou as eo ias an e io es linguís icas, o malís icas e he menêu icas,
6219
18000
2000
Pa icipan es na Jo nada de 2013
Público adul o
Jo nadinha
Jo Nigh
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
55
sob e udo da p imei a me ade do século XX.
4.2. O sujei o em Bakh in e os umos da in eligência cole i a de Lé y
Tânia Rösing (2011:36) comen a que, já desde o p imei o momen o, "a ideia das
Jo nadas p essupôs o uso da linguagem no seu po encial plu issigni ica i o". Com as
Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo começou-se, já no início, a c ia um sujei o: as
p óp ias Jo nadas, con igu adas no con ex o de uma complexidade que nos le a a ou os
sujei os cons uidos a pa i de di e sas ozes.
Bakh in na sua análise da ob a de Dos oié ski u ilizou a pala a "poli onia" de
manei a me a ó ica, en endendo que oda ob a é plu i ocal. Nes e abalho ap oximamo-
nos dessa me á o a da poli onia si uando-nos numa pe spe i a mais sociológica.
Roman (1992-93:210) explica que Bakh in pensou no a o de que as ozes dos
pe sonagens da ob a de Dos oié ski ap esen am uma independência excecional na
es u u a da ob a. As múl iplas consciências que apa ecem no omance man êm-se em pé
de absolu a igualdade, sem se subo dina em à consciência do au o . Po an o, seguindo a
B ai (2011:37) o gêne o omance pa a Bakh in ap esen a di e en es ozes que se
en echocam, mani es ando dis in os pon os de is a sociais sob e um dado obje o; e po
isso o gêne o é poli ónico po na u eza.
Assim, poli onia é, segundo Mikhail Bakh in (1995:90), a di e sidade, a
impossibilidade de que exis a um " os o au én ico, indiscu ible, de la lengua".
A endendo a isso, as Jo nadas uncionam como um espaço de c iação de sujei os
cole i os a a és da poli onia de que ala a Bakh in, mas, nes e caso, en endendo a
poli onia como o abalho plu al dos assis en es às Jo nadas após e lido as ob as. As
ob as e am, assim, ec iadas en e os assis en es ap o ei ando as ações ou os diálogos que
suge em -como explica Tânia Rösing (2011:38)- causas e consequências não explici adas
pelo au o .
Po ou o lado, Lé y (2004:51) explicou os umos da in eligência cole i a, que
con luem com a ideia da poli onia e a c iação do sujei o de Bakh in. Na con e ência
minis ada na P é-Jo nada da 13ª edição das Jo nadas Lé y incidiu (Clic Soledade,
29/9/2009) na ideia de uma in eligência cole i a, c iada pela cole i idade. Ele insis e na
ideia da necessidade das p á icas de acolhida, de ajuda, de abe u a, ecolhimen o e
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
56
cons ução po que só dessa manei a o se humano conseguiu subsis i a é hoje. En ende,
po an o, que a lei u a comum, en e odos e jun o com o au o das ob as, é posi i a pa a
a comp eensão múl ipla e comple a dos ex os.
Nes e caso, Tânia Rösing aplicou as ideias uni e salizan es de Lé y ao sis ema de
lei u a e diálogo cole i o ins au ado nas Jo nadas. Tan o as eo ias de Bakh in quan o as
p opos as de Lé y podem se aplicadas a e en os li e á ios que a endem à poli onia, às
ideias uni e salizan es e plu ais. Nesse caso exis e o diálogo en e ob a e lei o de que
ala o p incipal eó ico da es é ica da eceção, Hans Robe Jauss (1992). A p o esso a
gaúcha Regina Zilbe man ambém abalhou com a es é ica da eceção, a ando de
ap oxima eó icos como Jauss da ealidade b asilei a. Depois de aze um pe cu so pelas
dis in as escolas que abo da am a es é ica da eceção e le e sob e o a o de que "cada
lei o pode eagi indi idualmen e a um ex o, mas a eceção é um a o social" (1989:34).
Segundo Va gas Llosa (2012:15) é possí el cons a a que "en una ci ilización del
espec áculo los a e ac os li e a ios es án o uscados po la igu a del esc i o , colocado
em el cen o del in e és del público lec o ". De aco do ainda com o au o pe uano, esse
enômeno é "espelho de uma con empo aneidade bomba deada po imagens, pelo i ual
e pelo uni e so midiá ico, al e ando os pa âme os da eceção, que e e be a, em úl ima
ins ância, no p ocesso de ci culação da ob a" (Va gas Llosa, 2012:20).
Po ém, embo a isso já oi cons a ado no p esen e abalho, exis e uma g ande
en a i a po pa e da coo denação das Jo nadas po ugi da supe icialidade do simples
con ac o com o au o e isso consegue-se com o p o undo abalho p é io que exis e pa a
que os assis en es agam lidas as ob as no momen o da Jo nada.
4.3. A Teo ía dos polissis emas de I ama E en-Zoha
A izabalaga (2007) explica que a Teo ia dos Polissis emas cons i ui a p édica
undamen al do Eixo de Tel A i ( ace à co en e dos Es udos da adução do Eixo de
Lo aina), he dei a do o malismo usso e o es u u alismo ancês. De aco do com I ama
E en-Zoha (1999:9) os modelos de comunicação humana egidos po signos (a cul u a,
linguagem, li e a u a, sociedade...) podem comp eende -se e es uda -se de manei a mais
adequada se se conside am como sis emas mais do que como conglome ados de
elemen os díspa es. Os sis emas es ão em con a o e ap esen am um dinamismo con ínuo,
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
57
de modo que alamos de ope ações seman icamen e complexas. A ende a es es sis emas
pe mi e chega a explica enômenos desconhecidos -e não só aqueles conhecidos- pela
elação que ai exis i en e esses sis emas.
E en-Zoha (1999:16) explica na sua p opos a eó ica que os p odu os li e á ios
de que alamos podem se classi icados em “canonizados” ou “não canonizados”.
En ende po “canonizados” aqueles modelos ou ex os que, nos cí culos dominan es de
uma cul u a, se acei am como legí imos, p ese ados pela comunidade pa a que açam
pa e da sua he ança his ó ica. Po ou a pa e, os “não canonizados” são ejei ados como
ilegí imos e a sociedade ende a esquecê-los (is o pode muda se o sis ema muda). A
“canonicidade” ou “não canonicidade” não é, assim, um aço ine en e às a i idades
ex uais e, como indicámos, o seu s a us pode muda .
Se aplicamos isso aos sis emas cul u ais I. E en-Zoha (1999:17) explica que es es
p ecisam de um sis ema egulado pa a não desapa ece . Is o é, exis em uma sé ie de
ensões dinâmicas que ope am no seio da cul u a pa a a sua p ese ação. O p o esso
is aeli a en ende da seguin e manei a a elação den o de um sis ema cul u al en e a
"cul u a" e a "sub-cul u a":
Pa ece que cuando no hay ‘sub-cul u a’ (li e a u a popula , a e popula ,
‘cul u a in e io ’ en cualquie sen ido, e c.), o cuando no se pe mi e eje ce
p esión eal sob e la cul u a canonizada, hay pocas opo unidades pa a que exis a
una cul u a canonizada do ada de iabilidad. Sin la es imulación de una ue e
‘sub-cul u a’, cualquie ac i idad canonizada iende a osiliza se g adualmen e.
(E en-Zoha , 1999:18)
Is o é e iden e nas Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo no sen ido de que a
p esença da cul u a popula gaúcha é undamen al pa a que es as uncionem, em um
con ex o em que ambém exis e espaço pa a a li e a u a inse ida habi ualmen e den o do
cânone.
Al es da Cos a (2007:11) a pa i das ideias de E en-Zoha , a i ma que a e olução
do sis ema li e á io p ecisa se analisada em sua co elação com os ou os sis emas
semió icos com os quais in e age, po que a li e a u a é um sis ema abe o. Comen a ainda
que a li e a u a em uma ede de in e dependências en e os seus sis emas cen ais e seus
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
64
obsessão pa a au o idades e pessoas com esponsabilidade em polí icas de educação e
cul u a no B asil- de inc emen a os índices de lei u a no país com o a o eal de que o
con a o com o mundo digi al é cada ez maio .
Já em 2003, o c í ico Weschen elde (2003:31) opina a que os li os imp essos, a
escola ou o p o esso inham possibilidades de desapa ece (14 anos depois não pe de am
an a o ça como se chegou a p e e , num deba e de que essa opinião é um exemplo), de
se o na em obsole os se não ado a em p á icas lei o as que con emplem mudanças que
insi am os/as alunos/as na cibe cul u a (p á icas inculadas à cibe cul u a como as
p opos as po And é Lemos, 2015). Weschen elde dis ingue ês elemen os que
conco em no conjun o de mudanças que, em sua opinião, con igu a am na al u a o no o
pe il de sociedade: "a elocidade com a qual os dados ci culam e são p oduzidos; o
en endimen o das elações en e abalho, cidadania e ap endizagem e os disposi i os
ecnológicos" (2003:33). Es e úl imo, ligado à inco po ação das ecnologias
con empo âneas. Es as, como sabemos, so e am g andes mudanças nesses anos, isí eis
em p a icamen e odos os âmbi os, incluídos o cul u al e o li e á io (como apon a Cas ells,
–2000-, ao e e i -se às mudanças dos supo es de lei u a), como se e idencia a já nas
Jo nadas em inícios do a ual século: "ins au a-se na a ualidade um e cei o pólo de
emissão e eceção de conhecimen os: a comunicação in o ma izada, ou seja, a
cibe cul u a" (Weschen elde , 2003:35).
Em inícios de 2000, a pedagoga Ramal explica a o seguin e:
Os supo es digi ais, as edes, os hipe ex os são, a pa i de ago a, as
ecnologias in elec uais que a humanidade passa á a u iliza pa a ap ende , ge a
in o mação, le , in e p e a a ealidade e ans o má-la. A memó ia cole i a
o na-se ainda mais dinâmica: da subje i idade es i a de um único na ado e,
das biblio ecas de li os e documen os, passamos à ede de compu ado es, na
qual a his ó ia ai sendo esc i a dia a dia, bi e a bi e, não po um au o , mas po
uma in inidade de ozes e olha es. (Ramal 2002:23)
Nesse con ex o, a in e ação en e au o es e lei o es a ia, po que an es do acesso mais
amplo ao mundo digi al a elação au o - ex o-lei o e a dis an e. Segundo apon am Rösing
e Melo (2007:232), ha ia um ‘abismo’ en e os elemen os/agen es en ol idos no a o da
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
65
lei u a; e, du an e séculos, “o dis anciamen o c iado en e au o , ex o e lei o deixa a
cons an emen e um azio imenso en e eles, como se ossem a ias dis in as e que
de e iam, a odo cus o, se condenadas a pe manece a as adas” (Rösing e Melo,
2007:232).
Com o compu ado e a In e ne as ba ei as en e au o , ex o e lei o o am diluindo-
se; uma das consequências de uma ede que democ a iza e ap oxima os in eg an es de
uma elação " ensa" no p ocesso de lei u a, como apon a Magnabosco (2009). Nes e
sen ido, as Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo unciona am e uncionam ambém como
elemen o democ a izado , que ap oximam, como imos, au o es e lei o es a a és de um
diálogo em um ambien e es i o que lemb a, em boa medida, um ci co. Também oi
impo an e, ao longo des es anos, o a o de as pessoas o ganizado as e em abalhado
mui o pa a que nas Jo nadas exis isse uma isí el mul imidialidade. Pa a comp eende
melho o concei o de mul imidialidade eco emos à de inição de Scola i (2008:35):
La mul imedialidad supone la in eg ación en el hipe ex o de dis in os medios.
Los documen os hipe ex uales pueden se ex uales, g á icos, sono os,
animados, audio isuales o una combinación de pa e o de odas es as
mo ologías; po lo que el é mino hipe ex o puede ene ca ac e ís icas
mul imedia. Mul imedia signi ica la combinación o u ilización de dos o más
medios en o ma concu en e.
Esse abalho pa a que na Jo nada exis isse uma isí el mul imidialidade aduziu-se
na c iação do Mundo da Lei u a, onde a o mação de lei o es e lei o as se ealiza
digi almen e. Es a oi uma das mais alias das Jo nadas ao c ia em no as possibilidades
pa a a elação en e p odu o e consumido li e á ios.
Essas no as elações ambém a e am o p odu o li e á io, o ex o. Um ex o que, no
mundo digi al, passa a se modi icá el
51
(pensemos nos hipe ex os, po exemplo.
51
Vid., en e ou os, Guima ães Ta a es, O. "Um lu hie digi al". Dossiê Especial V. I: Li e a u as
Digi ais.2012. Pp. 151-160.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
66
Segundo Rösing,
A in angibilidade da ob a de a e desapa ece e os in e nau as hipe midiá icos
lei o es/esc i o es/c í icos passam a assumi uma espécie de coau o ia sob e os
mesmos, à medida que se ap op iam dessas iquezas em suas p óp ias p oduções
hipe midiais compa ilhadas, as mais di e si icadas. (2009:132).
Po an o, emos que es amos pe an e um pano ama comple amen e di e en e nos
úl imos anos em elação às p imei as edições das Jo nadas, que mos a uma p odução
li e á ia mais pa icipa i a na sua p óp ia conceção e no diálogo en e p odu o es e
consumido es. A pa i da 9ª Jo nada Li e á ia de Passo Fundo (2001) une-se a on ade
inicial dos o ganizado es de que se es abeleça esse diálogo en e os au o es e os lei o es
às no as opo unidades de um mundo digi al que p omo e acilmen e que exis a um
diálogo. Des a manei a, os modos de lei u a que pe mi em as mudanças ecnológicas são
di e en es àqueles da lei u a no supo e adicional, con i endo ambos nes es anos.
A con inuação mos amos uma g á ica que a ende à pa icipação digi al no núme o de
exempla es de li os de in e esse ge al endidos no B asil nos úl imos anos, onde se
obse a uma c escida exponencial:
Imagem 15. Re a os da Lei u a no B asil (2016).
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
67
Po ém, segundo Cunha (2016) o me cado de li os digi ais es á a se es agna nos
EUA e na Eu opa e não chega a decola no B asil. En e as causas des a si uação indica-
se que, em 2014, as edi o as consegui am a possibilidade de ixa os p eços de seus
p óp ios e-books mas nessa al u a mui as começa am a cob a mais, e isso deu
compe i i idade aos an igos li os imp essos. De aco do com Cunha (2016) já em 2016
o li o digi al pe de o b ilho e ica com só 3% do se o do li o.
Mas o li o acaba po ap o ei a -se dos ecu sos in oduzidos pela ecnologia da
in o má ica, " acili ando, g aças a p og amas de edi o ação de ex os, de digi alização de
imagens e de a amen o de igu as, o p ocesso de o mação, e isão, imp essão e
dis ibuição" (Re enmaie , 2007:144).
O his o iado da lei u a ancês Roge Cha ie indica ês e oluções que o mundo
digi al implica pa a a li e a u a, nomeadamen e em elação à ‘o dem dos discu sos’:
"p opõe uma no a écnica de insc ição e de di ulgação do esc i o; inci a a uma no a
elação com os ex os; impõe a es es uma no a o ma de o ganização" (Cha ie ,
2007:205).
O p o esso unesino Lé y na Jo nada Li e á ia de Passo Fundo em 2009 (Clic
Soledade, 29/9/2009), alou da "in eligência colec i a" num momen o em que se i ia
uma e olução cujo úl imo passo se ia o cibe espaço. Segundo Lé y, exis e uma
in eligência cole i a que se consegue com uma base comum global pa a a comunicação
e a in eligência cole i a aumen ada. Lé y (2004) en ende a in eligência cole i a como a
capacidade que emos os se es humanos de pensa cole i amen e, de manipula os
símbolos linguís icos e agi cole i amen e.
Mas is o não signi ica que a lei u a mude:
La li e a u a, como obje o es é ico, ha sido, ob iamen e, in luenciada po
In e ne y po la in o má ica globalizada. Eso no implica la idea de que la mane a
de lee la li e a u a ha cambiado. En ealidad, la li e a u a se con amina po los
medios sin deja de se li e a u a. De la misma o ma, es amos en la e a de las
máquinas sin que dejemos de se humanos. Ese es nues o des ino, len amen e
se a eces y p odundamen e lee siemp e lo que es a e, en la búsqueda de un
sen ido que se p ome e desde el o igen de las palab as (Re enmeie e Rösing,
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
68
2012:207).
Tal ez sem con adize a con undência de Re enmeie e Rösing de que a li e a u a
se con amina pelos meios sem deixa de se li e a u a apa eçam ou os au o es que
insis em no a o de que a manei a de le a li e a u a mudou. É o caso de Rod íguez Ruiz
(2000) quando, em inícios do século XXI, insis e na exis ência de no as o mas de lei u a
a a és de, po exemplo, os hipe ex os.
Pa a conclui es a, necessa iamen e b e e, ap oximação à ques ão da
mul imidialidade aplicada ao con ex o li e á io, conside amos de in e esse a e lexão do
p o esso de o igem húnga a Pe ö i, ecolhida em Albaladejo 2007, que condensa essa
elação ao indica que
La aplicación de la ecnología digi al pe mi e una discu si idad in e ac i a y
mul imedial que, con la esc i u a, lo isual no lingüís ico y lo acús ico, da como
esul ado la supe ación de algunas de las limi aciones que pa a la li e a u a se
han de i ado de la esc i u a y de la imp en a, al no pode accede aquella an es
a las posibilidades in e ac i as y mul imediales que las nue as ecnologías le
o ecen. (Albaladejo, 2007:5).
5.2. O Mundo da Lei u a: Lei u a na mul imidialidade
Um dos nossos p incipais obje i os é conhece qual é a impo ância da
mul imedialidade e como isso se conjuga com a li e a u a no ambien e das Jo nadas
Li e á ias de Passo Fundo de modo que p es a emos especial a enção ao Mundo da
Lei u a, ambém chamado Cen o de Re e ência de Li e a u a e Mul imeios. Foi c iado
em 1997.
O obje i o p incipal do cen o Mundo da Lei u a consis e em o ma lei o es e
lei o as de li e a u a em di e en es linguagens, po enciando, assim, a mul imidialidade,
adap ando-a den o do mundo da li e a u a e ins au ando-a no sis ema li e á io.
O cen o desen ol e á ias a i idades ligadas à pesquisa, ao se iço à comunidade
em ge al e o e ece, po exemplo, a possibilidade de isi as agendadas pa a p o esso es e
alunos em u mas, como se pode obse a no p óp io ende eço web do Mundo da
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
69
Lei u a
52
.
O p óp io espaço em que se encon a o Mundo da Lei u a é a aen e
53
, sob e udo pa a
os mais jo ens.
Imagem 16. Mundo da Lei u a no in e io .
(˂h p://www. ang m.com.b /p incipal.php?id=11586˃).
A localização é con ígua à Biblio eca Cen al do Campus I (dos dois que exis em) e
pa a en a é p eciso a a essa um labi in o eal, que exis e isicamen e, que le a a ou o
"labi in o": o labi in o da li e a u a, como apon a Rösing (2011:180), pa a quem
Pelo espaço passa um io imaginá io que conduz o lei o a di e en es supo es e
linguagens, possibili ando semp e uma no a lei u a. É uma e e ência ao mi o de
Teseu o Mino au o. Cons ói-se, assim, em cada isi a, uma a mos e a de mis é io,
de despe amen o da cu iosidade sob e o que encon a á nesse ambien e mul imidial
(Re enmeie e Rösing, 2011:180).
A expe iência pessoal in si u pe mi iu-nos abalha nes e Cen o de Re e ência de
52
Vid. ˂h p://www.mundodalei u a.up .b /˃.
53
Pode e -se um plano do local, da au o ia de Rösing e Sil a (1999:34) no anexo V. Pág. 252.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
70
Li e a u a e Mul imeios
54
e obse a que, no seu ace o, ha ia um olume impo an e de
li os, que de ca á e eó ico que de c iação li e á ia, e de en e es es, a maio ia é do
se o in an o-ju enil. Con a, ambém, com ou o ipo de ma e iais; en e os quais, CDs,
CDs-Rom, diaposi i os, ilmes em ídeo, his ó ias em quad inhos ou audioli os.
O Mundo da Lei u a dispõe de di e sos compu ado es pa a a u ilização em sala de
odos esses ma e iais, mas ambém podem se emp es ados po que es e Cen o unciona,
apa en emen e, como se de uma biblio eca se a a . De a o, inicialmen e oi c iado pa a
ecebe o ace o li e á io en iado pela Fundação de Assis ência ao Es udan e do
Minis é io da Educação, como apon a Tânia Rösing (2011:180); mas, depois, i am a
necessidade de aumen á-lo. No en an o, ai mui o além daquilo que no malmen e
en endemos como uma biblio eca con encional, po que con a com oda essa sé ie de
ma e iais que pe mi em uma lei u a mul imidial, acessí el e que não deixa de lado as
no as manei as de se ap oxima à li e a u a; uma o ma in e essan e de cone a com um
público mais jo em e que explica, em boa medida, o a o de mui as das ob as es a em
di igidas a um lei o in an il ou ju enil.
De en e o conjun o de ma e iais eó icos p esen es no Cen o, g ande pa e deles
a am das Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo; espe á el se emos em con a que o Mundo
da Lei u a é uma eliz consequência des as. Po an o, o CRLM unciona como um g ande
eposi ó io de odos os ex os que se c ia am an es, du an e ou depois das di e en es
Jo nadas. De a o, oi um luga undamen al pa a localiza e abalha de e minadas on es
bibliog á icas des e abalho, que, em de e minados casos, não es a am disponí eis no
Po al Vi ual das Jo nadas nem acessí eis na in e ne .
T a a-se de um luga onde se conjugam as "linguagens quad inizada, in o ma izada,
ea al, musical, ele isi a, alada e esc i a" (Rösing e Sil a, 1999:28) e onde con i em,
além das consul as bibliog á icas, p oje os de pesquisa e p oje os de ex ensão educa i a
e social.
Se bem o obje i o p incipal do Mundo da Lei u a é, como indicámos, a o mação de
lei o es, as pessoas esponsá eis são conscien es de que essa o mação de e se ei a
a a és do di e imen o dos assis en es indi iduais ou daqueles que chegam ao Cen o
54
A pa i de ago a, CRLM.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
71
a a és das isi as agendadas de p á icas lei o as (es as são ações de lei u a p omo idas
nas isi as agendadas), que conside am básicas pa a assen a uma pe ceção, en e o
público mais jo em, do dis u e da li e a u a. Jo ens que, em ge al, chegam ao Mundo da
Lei u a jun o com o/a seu/sua p o esso /a da escola e ali "c ia-se um ambien e ideal onde
udo se in e liga: o ace o, os sen imen os, as expec a i as, o empo" (Rösing e Sil a,
1999:28). O Cen o, des a manei a, unciona como um labo a ó io de o mação de lei o es
em ambien e mul imidial, que a ende a demanda de um no o lei o , "numa pe spe i a
c í ica e cidadã" (Rösing e Sil a, 1999:28).
Pa a além dessas p a icas lei o as, sob e as quais ol a emos, uma das inicia i as
ligadas ao Mundo da Lei u a é o p oje o do Li o do Mês. T a a-se de uma p opos a
iniciada em 2006 com o p opósi o de mos a um no o modo de se ap oxima de uma
ob a li e á ia. É, como explica Rösing, uma das inicia i as cul u ais p omo idas pela
Uni e sidade de Passo Fundo, com mo i o de a cidade “ e sido, po o ça de lei ede al
n° 11264, de 02/06/2006, ans o mada em Capi al Nacional da Li e a u a” (2011:181).
O Li o do Mês passa po á ias ases. A p imei a consis e na eleição de uma ob a,
habi ualmen e o ien ada pa a um público ju enil. A escolha é esponsabilidade dos/as
p o esso es/as de li e a u a b asilei a e li e a u a em língua es angei a e pelos moni o es
55
do Cen o. Pos e io men e, os/as alunos/as desses cu sos ealizam uma lei u a indi idual
da ob a selecionada pa a, mais a de pa icipa em da a i idade, jun o com os moni o es
do Cen o, numa sala c iada especi icamen e pa a e en os desse es ilo (a A ena). Nesse
espaço, em luga uma ap esen ação dinâmica do ex o e, ap o ei ando odos os meios de
dis in a na u eza que lá exis em e num cená io de mul imidialidade, os moni o es e alguns
alunos explicam quem é o au o ou au o a do li o e si uam os alunos no con ex o da ob a.
A segui , es abelece-se um deba e coo denado pelos moni o es e, algum empo depois
mas den o do mesmo mês, o conjun o da comunidade que pa icipou do encon o no
Mundo da Lei u a assis e a uma pales a do au o ou au o a da ob a abalhada, onde se
es abelece um diálogo en e lei o es/as e au o /a.
Vinculado com es e p oje o do Li o do Mês exis e ambém o de Li o do Mês em
Comunidades, numa pa ce ia en e a Uni e sidade de Passo Fundo e a Sec e a ia
55
Os moni o es são pessoas olun á ias ou que azem pa e do pessoal con a ado do Mundo da Lei u a.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
72
Municipal de Educação da P e ei u a da cidade. Es á di igido a c ianças e jo ens das
camadas mais popula es e a a de ap oxima a li e a u a a jo ens de di e en es
p ocedências da cidade (já não se a a de público uni e si á io), po ezes, em si uação
de ulne abilidade social e, ao mesmo empo, ambém em como obje i o que os jo ens
se eduquem no ‘le amen o digi al’
56
. Po esse mo i o o p oje o es á o ganizado pelo
Mundo da Lei u a e o Mu i ão pela Inclusão Digi al. O p oje o des e Mu i ão, segundo
in o mam na sua página web
57
, es á " inculado ao cu so de Ciência da Compu ação da
Uni e sidade de Passo Fundo, "ao empo em que se a icula p o undamen e com ensino,
pesquisa e com ou os p oje os de ex ensão do cu so, p opõe p ocessos de o mação que
buscam p opicia a g upos em si uação de ulne abilidade e isco social".
Ou a inicia i a inculada com o Mundo da Lei u a são as chamadas Sacolas
ci culan es: os p o esso es podem pedi emp es adas as sacolas aos abalhado es do
Mundo da Lei u a com 35 í ulos de ex os li e á ios. Como explica Rösing, "é possí el
que o p o esso o ganize a sua p óp ia sacola, po emá ica ou po gêne os ex uais, [...]
le á-las pa a sua escola, u ilizá-las po de e minado pe íodo e ocá-las po ou as du an e
o ano le i o". (2011:181).
Ou a das a i idades p og amadas no Cen o é o p oje o A e & Li e a u a aos
sábados, c iado pelo Mundo da Lei u a em 2009 cujo obje i o é o e ece a i idades
elacionadas com a a e e a li e a u a. Com es e p oje o ealizam-se o icinas que gi am
a eda de emas li e á ios, abe as a qualque pessoa mas o ien adas pa a as c ianças.
Como analisámos ao abalha com as no ícias de imp ensa sob e as Jo nadas, em
2003 inicia-se o p og ama de ele isão Mundo da Lei u a na TV (que passou a pa i de
2005 a emi i -se em ede nacional) como um exemplo mais da mul imidialidade pela qual
apos a am os esponsá eis pelo Mundo da Lei u a, a pa i do momen o em que se
inaugu ou. Mundo da Lei u a na TV é um p og ama di igido pa a c ianças, endo como
56
Como explica Bagno, 2002, es e é um ipo de le amen o aplicado ao domínio das ecnologias digi ais, à
ap op iação que um sujei o az das e amen as de comunicação disponibilizadas g azas aos ecu sos
ecnológicos.
57
Vid. ˂h p://cul u adigi al.o g.b /p ojec /mu i ao-pela-inclusao-digi al/˃.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
73
pe sonagem p incipal o Ga o Gali-Leu, um símbolo
58
do abalho de o mação de lei o es
a a és dos p og amas de ele isão pa a c ianças.
Em de ini i o, as pessoas com esponsabilidade no Mundo da Lei u a, os
abalhado es, p eocupa am-se po ap oxima à população passo- undense –mas
conseguindo a ingi o conjun o do es ado do Rio G ande do Sul e o B asil a a és do
Mundo da Lei u a na TV e da epe cussão das Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo pa a
além das on ei as da cidade- a uma p odução li e á ia que ai além do li o ísico.
É impo an e não esquece que es es obje i os são, undamen almen e, di igidos a
po encia a(s) p á ica(s) lei o a(s) especialmen e en e as c ianças e os adolescen es.
Assim, oi c iado ambém o p oje o Mundo da Lei u a no Con ex o da Escola, median e
o qual se dis ibuí am pelas escolas de Passo Fundo, em DVD, o conjun o de p og amas
do Mundo da Lei u a na TV. Po ém, embo a o oco p incipal da o mação de lei o es em
ambien e mul imidial ossem os/as alunos/as das escolas de ensino undamen al e
educação de jo ens, os ma e iais ambém chega am a p og amas des inados ao ensino de
adul os do município.
Tudo que acon ece no Cen o de Re e ência de Li e a u a e Mul imeios ica egis ado
no Jo nal Mundo da Lei u a, esc i o pelos moni o es do Mundo da Lei u a (podem-se
encon a alguns núme os na página web do Mundo da lei u a
59
. E idencia-se, mais uma
ez, o ca á e mul imidial de odo o sis ema que en ol e o Cen o e, po ex ensão, ambém
as Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo. Pa a o Mundo da Lei u a o exe cício da lei u a
ins au a uma ap op iação de dis in os signi icados em di e en es linguagens, en ando em
con a o com as no as ecnologias.
5.2.1. P á icas lei o as em ambien e mul imidial: No as a i udes de lei u a
Desde 1997 a é hoje p oduzem-se no Mundo da Lei u a p á icas lei o as em
58
Tem ele ância o a o de se o Ga o Gali-leu um ó imo lei o e se seu maio sonho se o na um esc i o
de sucesso e publica o seu li o. Já em 2005 a epe cusão do Ga o Gali-leu oi al que se u ilizou a sua
imagem o a da ele isão como bandei a do abalho pela o mação de lei o es.
59
Vid. ˂h p://mundodalei u a.up .b /cen o/index.php/publicacoes/2-con eudo/24-jo nal-mundo-da-
lei u a˃.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
80
au o es e au o as li e á ios/as em ídolos do g ande público, que pe mi i am a abe u a de
um diálogo ap oximando os lei o es dos au o es, e udo is o inse ido den o de um
ambien e es i o (baixo a g ande lona ci cense), mas nem po isso menos académico e
inspi ado .
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
81
Anexo I. Jo nadas e jo nais
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
82
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
83
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
84
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
85
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
86
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
87
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
88
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
89
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
96
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
97
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
98
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
99
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
100
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
101
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
102
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
103
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
104
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
105
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
112
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
113
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
114
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
115
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
116
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
117
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
118
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
119
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
120
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
121
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
128
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
129
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
130
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
131
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
132
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
133
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
134
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
135
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
136
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
137
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
144
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
145
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
146
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
147
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
148
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
149
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
150
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
151
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
152
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
153
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
256
˂h p://www.bbc.com/po uguese/no icias/2012/05/120517_ lip_calde _jc.sh ml
˃. Acesso em: 28/06/2017.
BECKER, P. e TEIXEIRA, E. "Jo nadinha Nacional de Li e a u a". Em RETTENMAIER
e RÖSING. 30 anos de Jo nadas Li e á ias. Edição comemo a i a. Passo Fundo:
Edi o a UPF. 2011.
BERTOL DOMINGUES, R. e VIEIRA, I.M. "O ci cui o do li o. Fo mas de acesso à
li e a u a na con empo aneidade (B asil anos 2000)". Em Re is a B asilei a de
His ó ia da Mídia, . 4, n. 2. 2015. Disponí el em:
˂h p://ojs.u pi.b /index.php/ bhm/a icle/ iew/4164/2475˃. Acesso em:
26/12/2016.
BOURDIEU, P. "Le ma ché des biens symboliques". Em L´Année sociologique
(1940/1948-). T oisième sé ie, ol. 22. Pp. 49-126. 1971. Disponí el em:
˂h ps://edisciplinas.usp.b /plugin ile.php/1130198/mod_ esou ce/con en /3/Bou
dieu-Le_ma ch%C3%A9_des_biens_symboliques.pd ˃. Acesso em:
30/06/2017.
BOURDIEU, P. "La p oduc ion de la c oyance. Con ibu ien à une économie des biens
symboliques". Em Ac es de la eche che en sciences sociales. n.1, ol. 13. Pp. 3-
43. 1977. Disponí el em: ˂h p://www.pe see. /doc/a ss_0335-
5322_1977_num_13_1_3493˃. Acesso em: 30/06/2017.
BOURDIEU, P. "Le ma ché linguis ique". Em Ques ions de sociologie. 1978. Pp. 133-
136.
BOURDIEU, P. ¨Habi us, code, codi ica ion¨. Em Ac es de la Reche che en Sciences
Sociales nº 64. 1987.
BOURDIEU, P. As eg as da a e: gênese e es u u a do campo li e á io. T adução
Ma ia Lucia Machado. São Paulo: Cia. das Le as. 1996.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
257
BOURDIEU, P. La dis inción: c i e ios y bases sociales del gus o. Mexico: Tau us. 2002.
Disponí el em:
˂h p://biblio eca.udg i ual.udg.mx/eu eka/pudg i ual/Bou dieu2.pd ˃. Acesso
em: 15/05/2017.
BOURDIEU, P. El baile de los sol e os. Ba celona: Anag ama. 2004.
BOURDIEU, P. Las eglas del a e. Génesis y es uc u a del campo li e a io. Ba celona:
Anag ama. T adução de Thomas Kau . 2006.
BRANDÃO. "Ignácio cump e a p omessa". O Nacional. 17/9/1985.
Ca a Maio . "Passo Fundo ago a é a Capi al Nacional da Li e a u a". 22/1/2006.
Disponí el em: ˂h p://www.ca amaio .com.b /?/Edi o ia/Midia/Passo-Fundo-
ago a-e-a-Capi al-Nacional-da-Li e a u a/12/8589˃. Acesso em: 26/06/2016.
Casa do B asil- Jo nal da casa. "Casa do B asil ememo ou O Qua ilho". 4/07/2011.
Disponí el em: ˂h p://www.casadob asil.com.uy/wp-
con en /uploads/2014/12/jo naldacasa_04_0712.pd .˃. Acesso em: 15/05/2017.
CASTELLS, M. A sociedade em ede: A e a da in o mação: economia, sociedade e
cul u a. T ad. Roneide Venâncio Maje , 3ª ed. São Paulo: Paz e Te a, 2000.
CHARTIER, R. "A esc i a na ela: o dem do discu so, o dem dos li os e manei as de
le ". Em RETTENMAIER, M. e RÖSING, T. Ques ões de lei u a no hipe ex o.
Edi o a UPF. Pp. 200-219. 2007.
Ci cui o Nacional de Fei as. Sindica o Nacional de Edi o es de Li os (SNEL). 2017.
Disponí el em: ˂h p://www.snel.o g.b /calenda io-de-e en os/ci cui o-nacional-
de- ei as/˃. Acesso em: 28/06/2017.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
258
Clic Soledade. "Con e ência com Pie e Lè y é des aque na P é-Jo nada de Li e a u a".
29/9/2009. Disponí el em:
˂h p://www.clicsoledade.com.b /clicnews/?pg=le &id=1232˃. Acesso em:
4/2/2017.
CORDÓN, J.A. e al. "La lec u a mul imedia en las biblio ecas públicas andaluzas". Em
MARTOS, E. e ROSSING, T. P ác icas de lec u a y esc i u a. Passo Fundo. Pp.
337-370. 2009. Disponí el em:
˂h ps://www. esea chga e.ne /publica ion/47746076_La_lec u a_mul imedia_e
n_las_biblio ecas_publicas_andaluzas˃. Acesso em: 18/07/2017.
CORREA, T. "P êmio Passo Fundo Za a i & Bou bon de Li e a u a". 9/09/2015.
Disponí el em: ˂h p://www. aca ussa.com/p emio-passo- undo-za a i-
bou bon-de-li e a u a/˃. Acesso em: 27/06/2017.
CUNHA, J. "Me cado de li os digi ais não decola no B asil e es agna nos EUA e
Eu opa". Folha de São Paulo. 09/04/2016. Disponí el em:
˂h p://www1. olha.uol.com.b /me cado/2016/04/1759174-me cado-de-li os-
digi ais-nao-decola-no-b asil-e-es agna-nos-eua-e-eu opa.sh ml˃. Acesso em:
29/06/2017.
Dasa es. "Modelo das bienais". 10/06/2012. Disponí el em:
˂h p://dasa es.com.b /ma e ias/modelo-das-bienais/˃. Acesso em: 30/06/2017.
Diá io da Manhã. "Te cei a Jo nada de Li e a u a em Passo undo que loucu a Tchê".
29/5/1988.
Diá io da Manhã. "Jo nalismo e li e a u a oi deba ido na VI Jo nada". 21/8/1995.
Diá io da Manhã. "Luis Fe nando Ve issimo de ine seu abalho como li e a u a
jo nalís ica". 21/8/1995.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
259
Diá io da Manhã. "Jo nada é di ulgada na Bienal do Li o no Rio de Janei o". 28/5/2003.
Diá io da Manhã. "Passo Fundo não pode se a Capi al Nacional da Li e a u a?".
22/4/2014. Disponí el em:
˂h p://www.dia iodamanha.com/blog/ e ma e ia/134/Passo+Fundo+n%C3%A3
o+pode+se +a+Capi al+Nacional+da+Li e a u a%CB%83˃. Acesso em:
26/3/2017.
EVEN-ZOHAR, I. “La li e a u a como bienes y como he amien as”. Em:
VILLANUEVA, Da ío; MONEGAL, An onio; BOU, En ic (Coo d.). Sin
F on e as: Ensayos de Li e a u a Compa ada en Homenaje a Claudio Guillén.
Mad id: Edi o ial Cas alia. Pp. 27-36. 1999.
EVEN-ZOHAR, I. "Polysys em Theo y". Em Poe ics Today, n. 11, p. 9-26. T adução ao
espanhol de Rica do Be múdez O e o. 1999. Disponí el em:
˂h p://www. au.ac.il/~i ama ez/wo ks/pape s/ abajos/EZ- eo ia-
polisis emas.pd ˃. Acesso em: 29/12/2016.
EVEN-ZOHAR, I. Polisis emas de cul u a. Uni e sidad de Tel A i . 2017. Disponí el
em:
˂h p://www. au.ac.il/~i ama ez/wo ks/pape s/ abajos/polisis emas_de_cul u a2
007.pd ˃. Acesso em: 28/06/2017.
Ex a Classe. "O au o é maluquinho?". 4/9/1997.
FACCIN, A. "E en os e u ismo cul u al em Mo e es". Ma inhos, Uni e sidade Fede al
do Pa aná. 2016. Disponí el em:
˂h p://www.ace odigi al.u p .b /bi s eam/handle/1884/44558/Aniele%20Facc
in.pd ?sequence=1&isAllowed=y˃. Acesso em: 28/06/2017.
FIGUEIREDO, L. "Jo nada pensa o u u o da lei u a". Jo nal do B asil. 1/9/2001.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
260
FILGUEIRAS, M. “A explosão de e en os li e á ios no B asil: em 2015, se ão mais de
300”. O Globo, 30/01/2015. Disponí el em:
˂h p://oglobo.globo.com/cul u a/li os/a-explosao-de-e en os-li e a ios-no-
b asil-em-2015-se ao-mais-de-300-15192839˃. Úl imo acesso: 22/03/2017.
FISCHER, L.A. "Encon o de esc i o es gaúchos: Sua his ó ia e seu sen ido". Em
RETTENMAIER e RÖSING. 30 anos de Jo nadas Li e á ias. Edição
comemo a i a. Passo Fundo: Edi o a UPF. Pp. 127-135. 2011.
Folha de São Paulo. "O çamen o de R$ 6,8 mi em 2016 é o meno da Flip nos úl imos 6
anos". 04/05/2016. Disponí el em:
˂h p://www1. olha.uol.com.b /ilus ada/2016/05/1767494-o camen o-de- -68-
mi-em-2016-e-o-meno -da- lip-nos-ul imos-6-anos.sh ml˃. Acesso em:
28/06/2017.
Folha de São Paulo. "Li o de con os do médico Ola o Ama al e ela au o p omisso ".
20/06/2017. Disponí el em:
˂h p://m. olha.uol.com.b /ilus ada/2017/06/1894262-li o-de-con os-do-
medico-ola o-ama al- e ela-au o -p omisso .sh ml˃. Acesso em: 27/06/2017.
GALVANI, V. "Jo nada pensa o u u o da lei u a". Jo nal do B asil. 1/9/1991.
GETZ, D., / PAGE, S. J. E en s udies: Theo y, esea ch and policy o planned e en s.
Rou ledge. 2016.
GIMÉNEZ, Gilbe o. ¨In oducción a la sociología de Pie e Bou dieu¨. Em Colección
Pedagógica Uni e si a ia 37-38. Uni e sidad Ve ac uzana. 2002.
GIORGI, L. “Be ween adi ion, ision and imagina ion: he public sphe e o li e a u e
es i als”. Em DELANTY, G.; GIORGI e SASSATELLI, M. (eds.). Fes i als
and he cul u al public sphe e, Lond es: Rou ledge. 2013.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
261
GUIMARÃES TAVARES, O. "Um lu hie digi al". Dossiê Especial V. I: Li e a u as
Digi ais. Pp. 151-160. 2012.
HIGGINS, D. Ho izons. The Poe ics and Theo y o he In e media.
Ca bondale/Edwa s ille: Sou he n Illinois Uni e si y P ess. 1984.
Ins i u o Es adual do Li o (IEL). ˂h p://iel s.blogspo .com.es/p/sob e-o-iel.h ml˃.
Acesso em: 27/11/2016.
JAUSS, H. R. Expe iencia es é ica y he menéu ica li e a ia. Mad id: Tau os. 1992.
JeAcon ece. "Mundo da Lei u a: há 18 anos abalhando pela o mação de lei o es".
03/09/2015. Disponí el em: ˂h p://jeacon ece.com.b /?p=231730˃. Acesso em:
29/06/2017.
KNACK, E. R. "Pa imônio his ó io e egimes de his o icidade: pensando Passo Fundo".
Em Anais Comunicações do 13° Seminá io In enacional de Pesquisa em Lei u a
e Pa imônio Cul u al. RÖSING, T., RETTENMAIER, M. (o g.) Pp. 726-732.
I aú Cul u al. 2016.
"Lei Nº12.295, de 21 de Junho de 2005". 2005. Disponí el em:
"˂h p://gio aniche ini.com/si e/leis/12295.h ml˃". Acesso em: 07/11/2016.
"Lei ede al 11.264, de 2 de Janei o de 2006". 2006. Disponí el em:
˂h p://www.planal o.go .b /cci il_03/_A o2004-2006/2006/Lei/L11264.h m˃.
Acesso em: 04/11/2016.
LEMOS, A. Cibe cul u a. Tecnologia e ida social na cul u a con empo ânea. Po o
Aleg e: Sulina. 8ª Ed. 2015.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
262
LERMAN, T. "Jo nada de Li e a u a de Passo Fundo é cancelada po al a de pa ocínio".
O Globo. 20/05/2015. Disponí el em:
˂h ps://www.google.es/sea ch?q=Jo nada+de+Li e a u a+de+Passo+Fundo+%
C3%A9+cancelada+po + al a+de+pa oc%C3%ADnio&oq=Jo nada+de+Li e a
u a+de+Passo+Fundo+%C3%A9+cancelada+po + al a+de+pa oc%C3%ADnio
&aqs=ch ome..69i57.533j0j7&sou ceid=ch ome&ie=UTF-8˃. Acesso em:
2/2/2016.
LÈVY, P. In eligencia colec i a: po una an opología del cibe espacio. T adução de
Felino Ma ínez Ál a ez. Uni e sidad de La Habana. 2004. Disponí el em:
˂h p://in eligenciacolec i a.b salud.o g/public/documen s/pd /es/in eligenciaCo
lec i a.pd ˃. Acesso em: 14/3/2017.
LIMA, E.G. "O esc i o no picadei o: conside ações sob e a ecepção da li e a u a na e a
do espe áculo". Re is a B asilei a de Li e a u a Compa ada, n. 27, p. 47-61. 2015.
Disponí el em:
˂h p:// e is a.ab alic.o g.b /downloads/ e is as/1473445288.pd #page=48˃.
Acesso em: 26/12/2015.
LOCH SBEGHEN, M. "Fes e ê li e á io e exposições de a e: P á icas cul u ais na
comunidade". Em RETTENMAIER e RÖSING. 30 anos Jo nadas Li e á ias.
Edição Comemo a i a. Passo Fundo: Edi o a UPF. Pp. 167-175. 2011.
MAGNABOSCO, G. C. "Gêne os digi ais: modi icação e subsídio pa a a lei u a e a
esc i a na Cibe cul u a". Em Re is a p olíngua, n° 1, ol. 2. Pp. 90-101. 2009.
Disponí el em:
˂h p://pe iodicos.u pb.b /index.php/p olingua/a icle/ iewFile/13420/7619˃.
Acesso em: 29/06/2017.
MANGUEL, A. "Jo nada pensa o u u o da lei u a". Jo nal do B asil. 1/9/2001.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
263
MARTOS NÚÑEZ, E. "A lei u a no con ex o do pa imônio cul u al in angí el". Em
RETTENMAIER e RÖSING. 30 anos de Jo nadas Li e á ias. Edição
comemo a i a. Passo Fundo: Edi o a UPF. Pp. 107-117. 2011.
Minis é io de Cul u a. "Rede biblio eca i a". Disponí el em:
˂h p://www.cul u a.go .b /insc icoes-
abe as?p_p_id=101&p_p_li ecycle=0&p_p_s a e=maximized&_101_s u s_ac i
on=%2Fasse _publishe %2F iew_con en &_101_asse En yId=173984&_101_
ype=con en &_101_g oupId=10883&_101_u lTi le= ede-biblio eca- i a-
173980˃. Acesso em: 26/06/2017.
MORENO, A. In oducción elemen al a Pie e Bou dieu. Bogo á. Al a o Mo eno. 2003.
Mundo da Lei u a. Disponí el em: ˂h p://www.mundodalei u a.up .b /˃. Acesso em:
29/06/2017.
Mu i ão pela Inclusão Digi al. Disponí el em: ˂h p://mu i ao.up .b /˃. Acesso em:
30/12/2016.
NIÑO, H. "El e no ex o: oz y ac uación en la o alidad". Em Re is a de c í ica li e a ia
la inoame icana, n° 47. Lima-Be keley. Pp. 109-121. 1998.
O Globo, "Tânia Rösing deixa a coo denação da Jo nada Li e á ia de Passo Fundo". 1/6/2015.
Disponí el em: ˂h p://g1.globo.com/ s/ io-g ande-do-sul/no icia/2015/06/ ania-
osing-deixa-coo denacao-da-jo nada-li e a ia-de-passo- undo.h ml˃. Acesso em:
15/05/2017.
O Globo, "Jo nada Nacional de Li e a u a se á e omada em 2017", 28/09/2016. Disponí el
em: ˂h p://g1.globo.com/ s/ io-g ande-do-sul/no icia/2016/09/jo nada-nacional-de-
li e a u a-de-passo- undo-se a- e omada-em-2017.h ml˃. Acesso em: 15/05/2017.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
264
O Globo. "Li o digi al pe de o b ilho e ica com só 3% do se o ". 03/10/2016. Disponí el
em: ˂h ps://oglobo.globo.com/economia/negocios/li o-digi al-pe de-b ilho-
ica-com-so-3-do-se o -20220925˃. Acesso em: 29/06/2017.
O Globo. "Fes a mãe da Flip c ia ilho es na Amé ica La ina; p incipal se á em
Ca agena". 02/01/2017. Disponí el em:
˂h p://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/pos / es a-mae-da- lip-c ia- ilho es-na-
ame ica-la ina-p incipal-se a-em-ca agena.h ml˃. Acesso em: 30/06/2017.
O Nacional. "Jo nada Sul-Riog andense e e início dando-se des aque pa a impo ância da
c iação li e á ia". 12/8/1981.
O Nacional. "A ab angência da Jo nada Nacional de Li e a u a". 9/8/1988.
O Nacional. "Bem- indo à Capi al da Li e a u a". 9/8/1988.
O Nacional. "Jo nada ai se ansmi ida ao i o em canal abe o", 23 e 24/08/03.
O Nacional. "B asil, um imenso Passo Fundo". 27/8/2003.
O Nacional. "Sucesso na maio de odas as Jo nadas Li e á ias", 30/08/2005.
O Nacional. "Jo nada é homenageada pela Assembleia". 4/5/2011.
O Nacional, "Uma cidade jo nalizada", 15/12/2016. Disponí el em:
˂h p://www.onacional.com.b /ge al/cidade/74308/uma+cidade+jo nalizada˃.
Acesso em: 6/5/2017.
Po al das Jo nadas Li e á ias. Disponí el em:
˂h p://jo nadasli e a ias.up .b / e Con eudo.php?cod=342˃. Acesso em:
07/12/2016.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
265
Po al das Jo nadas de Passo Fundo. "T ês décadas ma cadas pela o mação de lei o es".
2011. Disponí el em:
˂h p://jo nadasli e a ias.up .b / e Con eudo.php?cod=346˃. Acesso em:
03/11/2016.
Po al das Jo nadas Li e á ias. "13° Seminá io In e nacional de Pesquisa em Lei u a e
Pa imônio Cul u al". Disponí el em: ˂ h p://jo nadasemina iolei u a.up .b /˃.
Acesso em: 24/12/2016.
Po al da 14ª Jo nada de Li e a u a. "4° Encon o Nacional da Academia B asilei a de
Le as". Disponí el em:
˂h p://www.jo nadadeli e a u a.up .b /2011/index.php/4o-encon o-abl.h ml˃.
Acesso em: 15/05/2017.
Po al da 16ª Jo nada de Li e a u a. Disponí el em: ˂h p://www.up .b /16jo nada˃.
Acesso em: 15/7/2017.
Po al do B asil, "12ª FLIP de e euni 25 mil isi an es em Pa a y (RS)", 30/07/2014.
Disponí el em: ˂h p://www.b asil.go .b /cul u a/2014/07/12a- lip-de e- euni -
25-mil- isi an es-em-pa a y- j˃. Acesso em: 15/05/2015.
Po al do Minis é io de Cul u a. "Plano Nacional do Li o e a Li e a u a (PNLL)". 2006.
Disponí el em: ˂h p://www.cul u a.go .b /˃. Acesso em: 26/06/2017.
Po al do Minis é io de Cul u a. "Rede biblio eca i a". Disponí el em:
˂h p://www.cul u a.go .b /insc icoes-
abe as?p_p_id=101&p_p_li ecycle=0&p_p_s a e=maximized&_101_s u s_ac i
on=%2Fasse _publishe %2F iew_con en &_101_asse En yId=173984&_101_
ype=con en &_101_g oupId=10883&_101_u lTi le= ede-biblio eca- i a-
173980˃. Acesso em: 26/06/2017.
Po al i ual da Flip. Disponí el em: (˂h p:// lip.o g.b /˃). Acesso em: 26/12/2016.
As Jo nadas Li e á ias de Passo Fundo como espaço pa a a o mação de lei o es em
ambien e mul imidial | Elena Veiga Rilo
272
ZILBERMAN, R. "O omance b asilei o con empo âneo con o me os p êmios li e á ios
(2010-2014)". Pp. 424-443. Em Es udos de li e a u a b asilei a con empo ânea,
n.50. 2017. Disponí el em: ˂h p://www.scielo.b /pd /elbc/n50/2316-4018-elbc-
50-00424.pd ˃. Acesso em: 27/06/2017.