Educa io Siglo XXI, Vol. 35 nº 3 · 2017, pp. 105-128 105
h p://dx.doi.o g/10.6018/j/308921
© Copy igh 2017: Se icio de Publicaciones de la Uni e sidad de Mu cia. Mu cia (España)
ISSN edición imp esa: 1699-2105. ISSN edición web (h p:// e is as.um.es/educa io): 1989-466X
Dimensões ambien ais e
p odu os e ecnologias in luen es
na pa icipação e inclusão de
alunos com incapacidade
En i onmen al Dimensions and P oduc s
and Technology ha In luence Pa icipa ion
and Inclusion o S uden s wi h Disabili ies
Mónica sil eiRa-Maia*1
[email p o ec ed]
PedRo loPes-dos-san os**
[email p o ec ed]
Manuela sanches-FeRReiRa*
[email p o ec ed]
sil ia al es*
[email p o ec ed]
ana PaRada***
[email p o ec ed]
*Poli écnico do Po o, Po ugal
**Uni e sidade do Po o, Po ugal
***Uni e sidade de San iago de Compos ela, España
1 Di ección pa a co espondencia (co espondence add ess):
Mónica Sil ei a-Maia. Rua D . Robe o F ias, 602. 4200-465 Po o (Po ugal).
Resumo:
Es e a igo e e como obje i o iden i ica
aspe os ambien ais in luen es no p ocesso
de inclusão de alunos com incapacidade.
Fo am analisados P og amas Educa i os In-
di iduais (PEI) de 170 alunos com necessi-
dades adicionais de supo e, num p ocesso
de ecolha que cob iu di e en es egiões de
Po ugal Con inen al. Os con eúdos dos PEI
o am obje o de análise de con eúdo, p o-
cedendo-se à iden i icação de unidades de
signi icado e sua ca ego ização dedu i a
nas axonomias de: Whi eneck e al. (1997)
Abs ac :
The aim o his s udy was o iden i y en-
i onmen al condi ions ha in luence he
inclusion p ocess o s uden s wi h disabili-
ies. To his end, he Indi idualized Educa-
ion P og ams (IEP) o 170 s uden s wi h
addi ional suppo needs we e analyzed.
The sample ep esen ed all egions o con-
inen al Po ugal. The IEP we e subjec o
con en analysis wi h he iden i ica ion o
meaning uni s and i s deduc i e ca ego-
iza ion wi hin he axonomies p oposed
by Whi eneck e al. (1997) – accessibili y,
Dimensões ambien ais e p odu os e ecnologias in luen es na pa icipação e inclusão
de alunos com incapacidade
Mónica Sil ei a-Maia, Ped o loPeS-doS-San oS, Manuela SancheS-Fe ei a, Sil ia al eS y
ana Pa ada
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Resumé:
Ce a icle ise l’iden i ica ion de plusieu s a iables de na u e en i onnemen ale qui
in luencen le p ocessus d’inclusion des é udian s handicapés. On a analysé les p og am-
mes éduca i s indi iduels (PEI) de 170 élè es ayan des besoins d’assis ance supplémen-
ai es, en sui an une p océdu e d’échan illonnage qui cou ai di é en es égions du
Po ugal con inen al. Le con enu de chaque PEI a é é l’obje d’une analyse de con enu
où é aien iden i iées des uni és de signi ica ion qui é aien ap ès ca égo isées déduc i e-
men en u ilisan des ca égo ies incluses dans les axonomies de Whi eneck e al. (1997)
– accessibili é, disponibili é, adap abili é, sou ien social e équi é – e de la CIF-EA (OMS,
2007) - p odui s e sys èmes echniques, en i onnemen na u el, sou iens e ela ions, les
a i udes e se ices, sys èmes e poli iques. Les ésul a s suggè en que, dans l’ensemble
des cas, le sou ien social, la disponibili é e l’adap abili é son les dimensions plus consi-
dé ées dans le sou ien à la pa icipa ion des é udian s handicapés. Co éla i emen , les
domaines plus considé és de la CIF-EA on é é les sou iens e ela ions e les p odui s e
sys èmes echniques, en pa iculie les mé hodes / ma é iels pédagogiques spécialemen
conçus ou adap és. Ces ésul a s son discu és en e mes de ses implica ions p a iques
aux di é en s ni eaux d l’enseignemen .
Mo s clés:
Pa icipa ion dans l’éduca ion ; inclusion; besoins de assis ance supplémen ai es; ac-
eu s en i onnemen aux; p odui s e sys èmes echniques; CIF-EA; PEI.
Fecha de ecepción: 16-5-2017
Fecha de acep ación: 14-9-2017
– acessibilidade, disponibilidade, adap abi-
lidade, supo e social e equidade; e da CIF-
CJ (OMS, 2007) – p odu os e ecnologias,
ambien e na u al, apoio e elacionamen os,
a i udes e se iços, sis emas e poli icas. Os
esul ados suge em que o supo e social
(e.g., a i udes, compo amen os de apoio),
a disponibilidade (e.g., se iços, ecu sos,
ma e iais) e a adap abilidade (e.g., ajus a-
men o de mé odos/ a e as/ ma e iais) são,
na globalidade dos casos, as dimensões
mais conside adas no apoio à pa icipação
dos alunos com incapacidade. De modo
co esponden e, os domínios da CIF-CJ
mais abo dados o am o apoio e elaciona-
men os (i.e., apoio p á ico ísico ou emo-
cional) e os p odu os e ecnologias, espe-
ci icamen e mé odos/ ma e iais educa i os
especialmen e concebidos ou adap ados. A
pa i des es esul ados são discu idas im-
plicações p á icas em di e en es ní eis do
sis ema educa i o.
Pala as cha e:
Pa icipação educacional; inclusão; ne-
cessidades adicionais de supo e; a o es
ambien ais; p odu os e ecnologias; CIF-
CJ; PEI.
a ailabili y, adap abili y, social suppo
and equi y – and he ICF-CY (WHO, 2007)
– p oduc s and echnology, na u al en i-
onmen , suppo and ela ionships, a i-
udes, and se ices, sys ems and policies.
The esul s sugges ed ha social suppo
(e.g., a i udes, suppo i e beha io s) and
a ailabili y (e.g., se ices, esou ces, ma-
e ials) and adap abili y (e.g., adjus men
o me hods/ asks/ma e ials) we e he mos
e e enced dimensions in he suppo p o-
ided o enhance s uden s’ pa icipa ion.
In a cong uen way, he mos men ioned
domains o he ICF-CY we e suppo and
ela ionships (i.e., physical and emo ional
p ac ical suppo ) and p oduc s and ech-
nology, speci ically educa ional me hods/
ma e ials adap ed o especially designed.
Based on hese esul s p ac ical implica-
ions on di e en educa ional sys em le-
els we e ou lined.
Key-wo ds:
Educa ional pa icipa ion; inclusion; addi-
ional suppo needs; en i onmen al ac-
o s; p oduc s and echnology; ICF-CY; IEP.
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In odução
Insc i a nos alo es de uma sociedade democ á ica, a inclusão in eg a
na sua de inição uma educação de qualidade pa a odos os alunos - in-
cluindo aqueles que expe ienciam algum ipo de incapacidade -, isan-
do a sua au onomia e acesso pleno à cidadania (e.g., No wich, 2014;
Te zi, 2014). Sublinhando o espei o e celeb ação da di e sidade hu-
mana, a educação inclusi a é hoje comp eendida como um p ocesso
que isa uma igualdade que não se cinge ao acesso e pa ilha de es-
paços comuns de ap endizagem, mas comp eende o desen ol imen o
e ap op iação de opo unidades pa a uma pa icipação e en ol imen o
bem-sucedido po pa e de odos (e.g., Flo ian, 2014; EADSNE, 2011;
Sanches-Fe ei a e al., 2013). Tal desígnio implica conc e izações á ias
que de em e le i , con o me enunciado pela Agência Eu opeia EADSNE,
em De elopmen o a se o indica o s – o inclusi e educa ion in Eu ope
(Ky iazopoulou & Webe , 2009), a mobilização de di e en es ní eis do
sis ema educa i o, desde aspe os mac o como são quad os legais, polí i-
cos e adminis a i os, a é os ní eis meso e mic o, que incluem, espe i a-
men e, os se iços da escola e comunidade, e o con ex o de sala de aula.
A no ea a a uação des es ês ní eis do sis ema, em es ado um a-
cional de inclusão onde, segundo Reindal (2010), se pode dis ingui uma
e en e é ica e sociopolí ica e ou a de ca iz on ológica e epis emológi-
ca. Os a gumen os cons uídos no plano é ico e sociopolí ico en a izam
os concei os de democ acia, equidade e di ei os, global e consensual-
men e plasmados nos a iculados legais de inido es do mac o sis ema
em educação. Já a ansladação desses concei os pa a o domínio das
p á icas – sob e udo, a ní el meso e mic o sis émico – em sido al o
de maio discussão, e le indo inquie ações nos planos on ológico e
epis emológico sob e ques ões como o en endimen o de de iciência e
incapacidade e sob e a exis ência (ou não) de eais di e enças en e alu-
nos com e sem incapacidade. De ac o, ao p e alece um en endimen o
da di e ença e da incapacidade como cons uc os sociais, ealçando a
inexis ência – on ologicamen e eal - de uma di e enciação cla a en e
aqueles com e sem incapacidade, o desen ol imen o de espos as di e-
en es pa a esses dois, supos amen e dis in os, g upos é ques ionada e
al o de a ual descons ução (Reindal, 2010).
Con o me é de endido na abo dagem de capaci ação, desen ol ida
po Ama ya Sen (1992), a di e ença cons i ui uma “ a iá el especi ica
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numa ealidade obje i a que de e se a aliada endo po e e ência as
uncionalidades e capacidades do indi iduo” (Te zi 2004, p. 155). Es a
abo dagem anspa ece uma pe spe i a biopsicossocial onde a incapaci-
dade é en endida como esul ado de uma in e ação nega i a “en e um
indi íduo e seus a o es con ex uais” (OMS, 2001, p. 186). Ideia ambém
e ida pela pe spe i a de ajus amen o indi iduo-meio p opos a po Sha-
lock e al. (2010), que de ine a incapacidade como um desalinhamen o
en e as necessidades, capacidades e aspi ações do indi íduo e os ecu -
sos, exigências e opo unidades p omo idos pelo meio (Shog en e al.,
2016). Subjacen e a es e en endimen o es á a p emissa de que se o am-
bien e o desenhado pa a acolhe um la go espec o de di e sidade un-
cional, encon ando-se munido de supo es adequados, os indi íduos
pode ão pa icipa a i amen e na sociedade. À incapacidade e uncio-
nalidade oi, des e modo, a ibuído um ca ac e si uacional de e minado
po a iá eis ambien ais.
O signi icado ope acional de inclusão em sido, po isso, insc i o no
po encial do meio pa a esponde à di e sidade de necessidades dos
alunos, iden i icando e emo endo ba ei as à sua e e i a e con inua pa -
icipação (e.g., Maxwell & G anlund, 2011).
Não obs an e a a iedade de es udos que mos am a in luencia de-
e minan e do meio sob e a uncionalidade, a pa icipação social e a
qualidade de ida dos indi íduos com incapacidade (e.g., Rosenbe g,
Ra zon, Ja us & Ba , 2011), o ambien e ep esen a um concei o ainda
di ícil de de ini e a alia . De ac o, con o me a gumen a No eau e Bos-
chen (2010), o modo ão complexo e indi idualizado como o ambien e
in e sec a a pa icipação de cada sujei o em in iabilizado a sua des-
c ição cla a e obje i a, epe cu indo-se na u almen e na iden i icação
e sis ema ização de a iá eis in luen es no p ocesso de inclusão. Es a
apa en e indissociabilidade en e os concei os ambien e e a pa icipação,
e a já suge ida na década de 40 do século XX po Lewin, quando p opôs
a equação B= (P,E), pa a explica que o compo amen o humano (B)
é unção da pessoa (P) e do meio (E). Na sua eo ia de campo, Lewin
(1935) lança ês p emissas que colocam em e idência a complexidade
ine en e à análise da in luencia ambien al sob e o compo amen o hu-
mano: (i) as si uações de em se ap eendidas de modo holís ico e não
dissecadas em pa es; (ii) o mesmo ambien e pode desencadea compo -
amen os di e en es em duas pessoas; e (iii) ambien es di e en es podem
ob e espos as simila es de ou as duas. A pa do modelo ecológico do
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desen ol imen o (P ocess-Pe son-Con ex -Time Model) p opos o, pos e-
io men e, po B on enb enne (1979), Lewin (1935) oi um pe cu so
cha e de subsequen es concep ualizações e axonomias sob e o meio,
deixando cla o que o ambien e é bem mais do que os seus aspe os ísi-
cos. Assim, obje o de á ios exe cícios de ca ego ização, é hoje global e
g ossei amen e consensual que o ambien e e e e-se a a o es ex ínsecos
capazes de in luencia o compo amen o e que engloba os con ex os: í-
sico, social/a i udinal, poli ico e na u al (e.g., OMS, 2001; Fougey ollas
& Beau ega d, 2001).
Um dos mais ci ados ensaios de classi icação da in luencia do meio
sob e o compo amen o humano, é a p opos a po Whi eneck, Fouge-
y olles e Ge ha (1997), onde as ca ac e ís icas ambien ais su gem ag u-
padas em cinco dimensões: acessibilidade, adap abilidade, disponibili-
dade, supo e social e equidade ( abela 1).
Tabela 1. Dimensões de impac e ambien al p opos as po Whi eneck e al.
(1997).
Dimensão Ques ão cha e Explicação
É a ado igualmen e
com os ou os?
/a e you ea ed
equally wi h o he s?/
Aspe os polí icos/
ins i ucionais que ga-
an em a igualdade
de opo unidades.
É acei e e apoiado
pelos ou os?
/a e you accep ed by
hose a ound you?/
Aspe os a i udinais
que desenco ajam ou
acili am a in eg ação
na comunidade.
As suas necessidades
são a endidas/co es-
pondidas?
/a e you special ne-
eds me ?/
Aspe os ela i os à
exis ência de se -
iços e ecu sos ne-
cessá ios ao indi i-
duo.
Consegue aze aqui-
lo que que ?
/can you do wha
you wan o do?/
Aspe os à adequação
dos equipamen os/
a e as às necessida-
des do indi iduo
Consegue i onde
que ?
/can you ge o whe-
e you wan o go?/
Aspe os ísicos que
es ingem ou acili-
am a possibilidade
do indi iduo mo e -
se li emen e na co-
munidade
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Es a classi icação oma como unidade de análise o meio e o ipo de
in e ação que es abelece com o indi iduo, e e indo-se à libe dade pa a
en a , ap oxima -se, comunica e aze pa e de uma si uação, is o é, a
libe dade pa a pa icipa .
Mais ecen emen e, o c escen e in e esse no esc u ínio de aspe os
ambien ais in luen es na uncionalidade e inclusão ê-se e le ido na
Classi icação In e nacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde
(CIF) p opos a pela O ganização Mundial de Saúde (OMS, 2001). Re-
p esen ando um e e encial eó ico que pe mi e pensa a incapacidade
e uncionalidade sob uma pe spe i a biopsicossocial, a CIF o e ece uma
axonomia o ganizado a das a iá eis in luen es na uncionalidade hu-
mana que são globalmen e ag upadas em ês componen es: Funções
e Es u u as do Co po, A i idades e Pa icipação e Fa o es Ambien ais.
Na sis ema ização dos a o es ambien ais podem-se dis ingui nes a clas-
si icação dois ní eis concep uais: um indi idual e e indo-se a aspe os
ísicos/ ma e iais e elacionais do ambien e p óximo; e ou o social que
inclui se iços e sis emas o mais e in o mais na comunidade. Em e mos
es u u ais, os a o es ambien ais são lis ados em o no de cinco domí-
nios ( abela 2), compos os po um conjun o mais de alhado de ca ego-
ias ambien ais que, em in e ação com as ca ac e ís icas especi icas de
cada sujei o (i.e., Funções e Es u u as do Co po), se podem e ela aci-
li ado es ou ba ei as ao seu en ol imen o nas A i idades e Pa icipação.
Tabela 2. Fa o es Ambien ais ep esen ados na CIF (OMS, 2001, 154-170).
Domínios Desc ição
P odu os e
Tecnologias
“P odu os na u ais ou ab icados pelo homem ou sis emas de
p odu os, equipamen os e ecnologias exis en es no ambien e
imedia o do indi íduo” (e.g., alimen os, medicamen os, aspe os
a qui e ónicos, b inquedos educa i os, so wa es adap ados,
sis emas aumen a i os e al e na i os de comunicação, domó ica,
disposi i os pa a a mobilidade)
Ambien e
Na u al
“Elemen os animados e inanimados do ambien e na u al ou ísi-
co, e dos componen es des e ambien e que o am modi icados
pelas pessoas” (e.g., empe a u a, luz, som, ib ação)
Apoio e
Relaciona-
men os
“Pessoas ou animais que dão apoio p á ico ísico ou emocional,
assim como na educação, p o eção e assis ência, e nos elacio-
namen os com ou as pessoas” (e.g., apoio da amília p óxima e
ala gada, dos pa es, amigos, p o issionais)
Dimensões ambien ais e p odu os e ecnologias in luen es na pa icipação e inclusão
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A i udes “A i udes indi iduais ou da sociedade sob e a con iança, me e-
cimen o e alo de um se humano que podem mo i a p á i-
cas posi i as e hon osas ou nega i as e disc imina ó ias” (e.g.,
a i udes indi iduais da amília p óxima, da amília ala gada, de
amigos, de pa es, de conhecidos)
Se iços,
Sis emas e
Poli icas
“P og amas es u u ados e ope ações (...) mecanismos de con o-
lo adminis a i o e de supe isão o ganiza i a (...) eg as, egula-
men os, con enções e no mas (...) o ganizados pa a sa is aze as
necessidades dos indi íduos” (e.g., se iços, sis emas e poli icas
de u ilidade publica, de anspo es, de p o eção ci il, de segu-
ança social, de educação)
A CIF, especi icamen e a sua e são adap ada a c ianças e jo ens (CIF-
CJ –OMS, 2007), em sido apon ada como um modelo ú il ao desen ol-
imen o de espos as inclusi as em con ex o educa i o, po se econhe-
ce na sua u ilização a possibilidade de (i) a ní el indi idual, p omo e
uma ca ac e ização holís ica e dinâmica do uncionamen o do aluno
in o mando; (ii) a ní el mic ossis émico, o delineamen o de supo es a
implemen a na sala de aula (Simeonsson, Simeonsson & Hollenwege ,
2008); e po , (iii) a ní el global, pode -se an e e a possibilidade de sis-
ema iza / in en a ia a iá eis in luen es no p ocesso de inclusão que
me eçam se conside adas a ní el meso e mac ossis émico na o gani-
zação das espos as educa i as - desde o desenho dos p oje os educa-
i os (ao ní el da escola), a é a aspe os polí icos e adminis a i os que
isem a mobilização de sis emas de supo e (e.g., Hollenwege , 2011).
Es as expec a i as ge adas em o no da u ilização da CIF-CJ – usada
de o ma pionei a em alguns Países como é o caso de Po ugal (Dec e o-
Lei n.º 3/2008) -, não encon am, po o a, co espondência no plano
ins umen al e p á ico, onde escasseiam e amen as de a aliação oca-
das na mensu ação / egis o de a o es do ambien e. Essa é uma das
azões apon adas na li e a u a pa a p a icas educacionais ainda pouco
ocadas na habili ação ambien al (e.g., Sil ei a-Maia, Lopes-dos-San os
& Sanches-Fe ei a, 2016; Sanches-Fe ei a e al., 2015), onde a manipu-
lação de a iá eis ambien ais (e.g., es a égias, ma e iais) é ainda ei a de
modo in ui i o, pouco sis ema izado / moni o izado e, po an o, pouco
ac edi ado.
Es as e ou as explicações (como é o caso da o ien ação dos con eú-
dos isados na o mação dos p o esso es) ecaem, na sua o igem, sob e
o desconhecimen o da in luencia ambien al no p ocesso de incapaci-
Dimensões ambien ais e p odu os e ecnologias in luen es na pa icipação e inclusão
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dade e uncionalidade, onde al como e e e Al man (s/d) a pouca in-
o mação exis en e consis e na sua maio ia em expe iências pessoais
mais do que em dados o ganizados que pe mi am iden i ica pad ões
de ca ac e ís icas ambien ais ba ei as ou acili ado as. É, pois, hoje uma
necessidade iminen e a expansão de e idências que supo em a con-
cep ualização dos a o es ambien ais e que acili em a iden i icação de
a o es in luen es no p ocesso de pa icipação e inclusão de indi íduos
com incapacidade pa a o desen ol imen o de es a égias que o nam os
con ex os de ap endizagem e e i amen e capazes de esponde e cele-
b a a di e sidade humana e uncional.
Assim, nes e es udo p e endemos mapea aspe os ambien ais in luen-
es no p ocesso de inclusão de c ianças/ jo ens com incapacidade em
con ex o educa i o. Especi icamen e, endo po e e ência a sis ema i-
zação de Whi eneck e al. (1997) e a CIF-CJ (OMS, 2007), é p ocu ada
espos a às seguin es ques ões:
- Quais as ca ac e ís icas ambien ais e, especi icamen e, os p odu-
os e ecnologias que, segundo as equipas educa i as, são in luen-
es no uncionamen o/ pa icipação de c ianças com necessidades
adicionais de supo e?
- Em que medida as dimensões ambien ais e dos p odu os e ecno-
logias ocados pelas equipas a iam em unção da na u eza das
incapacidades conside adas?
A escolha das axonomias de Whi eneck e al. (1997) e da CIF-CJ
(OMS, 2007) pa a enquad a es a análise, undamen a-se na ampla e
ans e sal u ilização des es dois modelos em di e en es á eas discipli-
na es e na sua o e p esença, especi icamen e da CIF-CJ, nos discu sos
ela i os aos di ei os das pessoas com incapacidade (Hu s , 2003).
Mé odo
Ma e iais
A iden i icação de dimensões ambien ais e p odu os e ecnologias consi-
de ados in luen es no p ocesso de inclusão de c ianças com necessida-
des adicionais de supo e oi ealizada a a és da analise de P og amas
Educa i os Indi iduais (PEI) desenhados pa a 170 c ianças sinalizadas
Dimensões ambien ais e p odu os e ecnologias in luen es na pa icipação e inclusão
de alunos com incapacidade
Mónica Sil ei a-Maia, Ped o loPeS-doS-San oS, Manuela SancheS-Fe ei a, Sil ia al eS y
ana Pa ada
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pa a os se iços de educação especial. Nos PEI es i e am, especi ica-
men e, sob esc u ínio: as desc ições do uncionamen o/ desempenho
dos alunos; os obje i os e es a égias insc i os nas espos as educa i as
acionadas.
Após au o ização exp essa da Di eção Ge al de Ino ação e Desen-
ol imen o Cu icula pa a o desen ol imen o des e es udo, o am con-
ac ados, inicialmen e, 316 ag upamen os escola es, de Po ugal Con i-
nen al, ab angidos pelas Di eções Regionais de Educação de Lisboa e
Vale do Tejo, do No e, do Cen o, do Alen ejo e do Alga e. A seleção
des es ag upamen os obedeceu a p ocesso de escolha alea ó ia em cada
uma das Di eções, p ocu ando que osse espei ada a p opo cionalida-
de numé ica en e a quan idade o al dos ag upamen os exis en es nas
á ias es u u as egionais. Den e os con a os ealizados, 73 ag upa-
men os dispuse am-se a p opo ciona a ecolha da documen ação so-
lici ada – cada um disponibilizando pa a análise os PEI de 2 a 3 alunos,
com de ido consen imen o in o mado dos enca egados de educação.
Fo am ob idos um o al de 302 PEI, dos quais apenas 170 o am consi-
de ados pa a análise po in eg a em que o p ocesso a alia i o (i.e., a
desc ição do uncionamen o do aluno) que in e en i o (i.e., com espe-
ci icação das medidas a implemen a ). Os es an es p ocessos (n=132)
encon a am-se incomple os. A im de assegu a a con idencialidade das
in o mações, o am eliminados quaisque dados pessoais do aluno ou
que pe mi issem iden i ica a escola. A cada p ocesso, oi a ibuído um
código numé ico.
Os PEI examinados diziam espei o a 100 alunos do sexo masculino
(58.8%) e a 70 do sexo eminino (41.2%). As suas idades es a am com-
p eendidas en e os 6 e os 22 anos, com média si uada nos 11.98 anos
(DP=3.04). Pa e subs ancial dos PEI (77.65%, n=132) epo am-se ao 1º
e 2º ciclos de escola idade.
Quan o à na u eza das incapacidades, 91 e e iam-se a al e ações de
na u eza p edominan emen e cogni i a, 28 compo amen ais ou sociais,
14 mo o as, 10 senso iais e 27 ap esen a am mul ide iciência. O diag-
nós ico médico e a p oeminência de de e minados domínios de uncio-
namen o nos pe is de desempenho dos alunos (especi icamen e unções
men ais, senso iais, da ala, e neu omusculoesquelé icas) o am omados
em conside ação pa a a ca ego ização dos casos em di e en es g upos/
ipos de incapacidade, especi icamen e, enquad a am-se nas ca ego ias:
- cogni i a, quando as desc ições ecaiam sob e as unções men-
Dimensões ambien ais e p odu os e ecnologias in luen es na pa icipação e inclusão
de alunos com incapacidade
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Tabela 5. Domínios ambien ais da CIF-CJ (2007) em unção do ipo de incapacidade: mediana de menções (e AIQ).
Domínios
ambien ais
Tipo de Incapacidade
Cogni i a Mo o a Mul ide iciên-
cia
Compo amen-
al/social
Senso ial To al Tes e de K uskal-
Wallis
P odu os e
Tecnologias
5 (2-10) 5 (3-9.5) 10 (6-14) 7.5 (4.25-11.75) 8 (3.75-12.75) 7 (3-11) X2
KW(4)=11.63;
p=.02; n= 170
Ambien e Na u al 0 (0-0) 0 (0-0) 0 (0-0) 0 (0-0) 0 (0-2.25) .00 X2
KW(4)=24.84;
p<.001; n= 170
Apoio e
Relacionamen os
4 (3-6) 5 (3.75-6) 6 (4-8) 4 (3-7) 3 (2-6) 4 (3-6) X2
KW(4)=11.62;
p=.02; n= 170
A i udes 0 (0-2) 0 (0-1) 1 (0-2) 0 (0-1) 0 (0-2.25) .00 (0-2) n.s.
Se iços, Sis emas e
Poli icas
1 (0-2) 1 (0-1.25) 2 (1-3) 1 (0-2) 1.5 (1-2) 1 (0-2) X2
KW(4)=14.70;
p=.005; n= 170
To al 14 (9-19) 16.5 (9.5-23) 19 (14-25) 14.5 (11.25-21) 13.5 (12.25-
25.25)
Tes e de F iedman X2
KW(4)=243.43;
p<.001; n= 91
X2
KW(4)=40.83;
p<.001; n= 14
X2
KW(4)=82.95;
p<.001; n= 27
X2
KW(4)=92.28;
p<.001; n= 28
X2
KW(4)=23.30;
p<.001; n= 10
Dimensões ambien ais e p odu os e ecnologias in luen es na pa icipação e inclusão
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En e os di e en es g upos de incapacidade, con o me e ela o es e
de K uskal-Wallis, exis em a iações no en oque concedido a odos os
domínios, à exceção dos aspe os a i udinais. A globalidade dos domí-
nios pa ecem assumi maio exp essão nos casos de mul ide iciência,
dema cando-se das incapacidades cogni i as (em elação aos p odu os e
ecnologias, U=759, W=4945, p=.003, ao ambien e na u al, U=1105.5,
W=5291.5, p=.01, ao apoio e elacionamen os U=772, W=4958, p=.003
e aos se iços, sis emas e poli icas, U=706.5, W=4892.5, p<.001), das
incapacidades compo amen ais/sociais (se iços, sis emas e poli icas,
U=240.5, W=646.5, p=.02) e das senso iais (apoio e elacionamen os,
U=68, W=123, p=.02). Já as ques ões ela i as ao ambien e na u al assu-
mem maio ele o nas incapacidades senso iais, compa a i amen e aos
g upos cogni i o (U=138, W=4324, p<.001), mo o (U=19.5, W=124.5,
p=.003) e de compo amen al/social (U=64, W=442, p=.01).
Den e os p odu os e ecnologias ( abela 6) des acam-se, em odos
os g upos de incapacidade, aqueles conce nen es à educação, especi i-
camen e ma e iais, mé odos e ecnologias adap ados ou especialmen e
concebidos (e.g., compu ado es e so wa es adap ados, uso de obje os
angí eis, mé odo global pa a ensino da lei u a).
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Tabela 6. P odu os e Tecnologias da CIF-CJ em unção do ipo de incapacidade: núme o absolu o (e pe cen agem de
menções).
P odu os e Tecnologias
Tipo de Incapacidade
Cogni i a Mo o a Mul ide i-
ciência
Compo amen al/
social
Senso ial To al
Consumo pessoal 17 (2.57%) 3 (3.13%) 10 (3.62%) 8 (2.93%) 0 38
Vida diá ia 11 (1.66%) 4 (4.17%) 14 (5.07%) 0 1 (1.09%) 30
Mobilidade e anspo e pessoal 1 (.15%) 5 (5.21%) 13 (4.71%) 0 0 19
Comunicação 24 (3.63%) 9 (9.38%) 20 (7.25%) 5 (1.83%) 12 (13.19%) 70
Educação 607 (91.83%) 72 (75%) 212 (76.81%) 260 (95.24%) 78 (85.71%) 1 229
Cul u a, a i idades ec ea i as e despo i as 1 (.15%) 0 2 (.72%) 0 0 3
A qui e u a, cons ução, ma e iais 0 3 (3.13%) 5 (1.81%) 0 0 8
To al 661 96 276 273 91 1 397
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Os p odu os e ecnologias pa a a comunicação ambém su gem com
alguma equência, incluindo desde placas de comunicação a é eng os-
sado es de cabo pa a esc i a manual.
Discussão
Es e a igo e e como obje i o iden i ica e desc e e aspe os ambien ais
in luen es no p ocesso de inclusão de alunos com incapacidade, insc e-
endo-se num quad o de alo es e de conhecimen os que a ibui à ma-
nipulação/ adequação de a iá eis do meio um papel cen al no cump i-
men o dos equisi os de equidade e jus iça social que de inem hoje uma
educação de qualidade (e.g., No eau & Boschen, 2010; Flo ian, 2014;
Sil ei a-Maia e al., 2016)
A pa i dos p ocessos de a aliação e in e enção con emplados nos
PEI, os esul ados suge em que o supo e social (e.g., expec a i as, a i-
udes, compo amen os de apoio), a disponibilidade (e.g., dis ibuição e
alocação de se iços, ecu sos, ma e iais) e a adap abilidade (e.g., ade-
quação/ ajus amen o de mé odos de ensino, a e as e ma e iais) são, na
globalidade dos casos, as dimensões mais conside adas/ e e enciadas
pelas equipas educa i as no apoio à uncionalidade e pa icipação dos
alunos com incapacidade. Es a endência é e i icada na abo dagem a
cada g upo de incapacidade, onde o supo e social e a disponibilidade
ep esen am as dimensões mais abo dadas nos casos de incapacidade
cogni i a e de mul ide iciência; e onde nos g upos de incapacidade mo-
o a, compo amen al/ social e senso ial, a adap abilidade ganha igual
p o agonismo.
Quando analisadas possí eis di e enças, en e g upos, na exp essão
das cinco dimensões ambien ais, obse ou-se maio saliência de ques-
ões de adap abilidade nas incapacidades senso iais (e.g., esquema i-
zação, uso de conc e ização, ajus amen o de manuais). Já os aspe os de
acessibilidade são equacionados, sob e udo, nos quad os de mul ide i-
ciência (e.g., exis ência de ampas, ele ado es, la gu a dos co edo es).
Não obs an e a sua apa en e p oeminência nos casos de mul ide iciên-
cia, a acessibilidade, acompanhada da equidade, são dimensões pouco
p esen es nos PEI. Tal pa ece coloca a acessibilidade e equidade num
plano de conc e izações elacionado com uma cul u a de escola e/ou
com es o ços de ca iz endencialmen e polí ico/ adminis a i o, que se
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eem e idos nos PEI a a és da mobilização de aspe os de disponibili-
dade, adap abilidade e supo e social.
Es e enquad amen o no e e encial Whi eneck e al. (1997) encon-
a co espondência na dis ibuição/ ligação de e e ências à axonomia
da CIF-CJ (OMS, 2007), onde se podem e e le idas as dimensões de
disponibilidade e adap abilidade na equen e abo dagem aos P odu os
e Tecnologias (i.e., mé odos/equipamen os/ ma e iais); e onde o supo e
social é anspa ecido no des aque concedido ao domínio do Apoio e
Relacionamen os (i.e., apoio p á ico ísico ou emocional).
Quando analisada a dis ibuição de e e ências pelos di e en es g u-
pos de incapacidades, os esul ados mos am que a globalidade dos do-
mínios ambien ais da CIF-CJ se ê mais mobilizado (i.e., e e enciado)
nos casos de mul ide iciência – incluindo os aspe os elacionados, não
só, com os ma e iais e se iços, mas ambém, com o apoio emocional e
ísico. Ou a a iação encon a-se na e e ência a aspe os do Ambien e
Na u al, assumindo des aque nas incapacidades senso iais (e.g., aspe os
de luminosidade, uido) compa a i amen e aos es an es g upos. Impo a
no a , con udo, que es e domínio a pa das A i udes, e Se iços, Sis emas
e Poli icas é pouco mencionado à semelhança do que acon ece, como
já discu imos, com as dimensões de equidade e acessibilidade. Quando
esc u inadas as menções aos p odu os e ecnologias, os mé odos/ equi-
pamen os/ ma e iais educa i os especialmen e concebidos ou adap ados
assumem cen alidade em odos os g upos de incapacidade.
Recupe ando os concei os mac o, meso e mic ossis émico sob e
os quais se equacionam os di e en es planos ope acionais da inclusão,
aça emos ês ní eis de e lexões/implicações p á icas a pa i dos e-
sul ados.
A ní el mic o - i.e., de sala de aula -, os esul ados suge em a in-
luencia de e minan e da disponibilidade e adap abilidade de p odu os e
ecnologias pa a a educação, onde se incluem exemplos como o uso de
manuais, compu ado es e so wa es adap ados. Os mé odos/ p odu os
elacionados com a comunicação su gem ambém mencionados com
alguma equência, suge indo a sua in luencia eme gen e nos p oces-
sos de inclusão, nomeadamen e nas incapacidades senso iais, mo o as e
na mul ide iciência. O desen ol imen o de ma e iais didá icos e ou os
p odu os que a endam às ca ac e ís icas de uncionamen o e necessida-
des adicionais deco en es dos di e en es ipos/g upos de incapacidade
ou que, sob a pe spe i a de um desenho uni e sal, con emplem lexibi-
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lidade no seu uso pa ece, des e modo, cons i ui um aspe o cen al nos
p ocessos de inclusão. De ac o, es es esul ados ão de encon o ao
a ual p o agonismo das ecnologias de comunicação e in o mação (TIC)
em educação, desempenhando um papel undamen al no desen ol i-
men o de cu ículos lexí eis e acili ando a implemen ação de um p o-
cesso de ensino-ap endizagem cen ado nos es ilos de ap endizagem/
uncionamen o de cada aluno (EADSNE, 2013).
A ní el meso - i.e., se iços da escola e comunidade -, é anspa ecida
a impo ância do desen ol imen o de uma cul u a de inclusão e ida
na dis ibuição / alocação de ecu sos ma e iais (i.e., disponibilidade) e
no desen ol imen o de edes de apoio e elacionamen os (i.e., supo e
social). Es a cul u a de escola inclusi a, onde se o na iminen e a u u a
com um modelo do cuidado – onde a capaci ação / en ol imen o dos
alunos com incapacidades é is o como um enca go de p o issionais es-
pecializados– pa a se es abelece um modelo de edes sociais de apoio,
onde a inclusão social é uma esponsabilidade de odos, em sido uma
pe spe i a aclamada que no domínio dos alo es e di ei os humanos -
e.g., Con enção sob e os Di ei os das Pessoas com Incapacidade (NU,
2006) – que na conceção dos modelos de supo e que hoje o ien am a
a aliação e a in e enção sob e indi íduos com incapacidade (e.g., Sha-
lock e al., 2010). Uma das linhas de in es igação e ação (e.g., Ta a es,
2011; Godeau e al., 2010) que mais no o iamen e esul a dessa pe spe-
i a, êm sido a abo dagem in e en i a sob e as a i udes dos alunos com
desen ol imen o ípico ace aos pa es com incapacidades, onde se con-
side am os p og amas de sensibilização pa a a incapacidade e amen as
ú eis na “c iação, den o das u mas, de condições de ece i idade e de
espei o pela di e ença” (Al es & Lopes-dos-San os, 2013, p. 515).
A ní el mac o – i.e., quad os legais, polí icos e adminis a i os - des-
aca-se a necessidade de mobiliza mecanismos de apoio pa a uma p á-
ica sus en ada de habili ação ambien al, ins igando o desen ol imen-
o de ecu sos, conhecimen os e compe ências pa a a alia , in e i e
moni o iza a manipulação/ adequação de a iá eis ambien ais. Nes e
domínio, as dimensões de disponibilidade e adap abilidade de p odu-
os e ecnologias, bem como o supo e social (apoio e elacionamen os)
são con eúdos ambien ais que me ecem se , não só, melho conhecidos
mas, sob e udo, comp eendidos no que conce ne às suas implicações
sob e a uncionalidade e pa icipação social. Tais desígnios implicam
necessa iamen e o domínio da in es igação - no desen ol imen o de
Dimensões ambien ais e p odu os e ecnologias in luen es na pa icipação e inclusão
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ins umen os de a aliação e de e idências empí icas capazes de e a a
a in luencia do ambien e nas idas das pessoas com incapacidade (Whi-
eneck e al., 2004); e a o mação das equipas educacionais pa a in eg a ,
de modo e e i o, a componen e ambien al nos p ocessos de a aliação e
in e enção de alunos com necessidades adicionais de supo e – aspe-
o ainda pouco ope acionalizado nos PEI, cujos con eúdos con inuam
ainda essencialmen e ol ados pa a a iá eis pessoais (Janney & Snell,
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