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Conceptual Equivalence in Multilingual EU Terminology – Challenges and Possible Solutions

Orsolya Hedvig Kardos

Abstract

This article examines the implications of concept orientation for translation-oriented multilingual terminology work in the European Union context. Terms and concepts in EU texts can be divided into three groups based on their universality or specificity to a particular conceptual system: universal, EU-specific, and country-specific. These terms often appear together in EU texts, and translators must be aware of their nature to find the best equivalent in the target language. The paper outlines strategies for translators dealing with different types of terms. It also discusses the challenges of translating universal terms with country-specific dimensions. It highlights how a lack of equivalence information and confusion between universal and country-specific terms can compromise terminology entries. Due to the diversity of legal systems in the 27 Member States, the lack of an equivalent term in the target language requires translators to choose between inexact or partial equivalents. It is therefore crucial to indicate in a terminological database the absence of conceptually equivalent terms in the target language. To assist translators, IATE, the EU’s concept-oriented terminology database, provides information on the origin of terms and the degree of equivalence between concepts expressed by specific terms in different languages. However, this information is not always systematic. It can often only be obtained after thoroughly examining several data fields. It is argued that systematically indicating the EU-, or country-specific origin of the concept represented by the database entry, together with the introduction of a new optional transfer comment field to clarify the degree of equivalence between terms, as seen in other multilingual termbases, would greatly benefit translators by providing a clearer understanding of equivalence relationships and helping them to make informed choices when selecting target language terms.

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97Te minologia | 2024 | 31 doi.o g/10.35321/ e m31-05 Equi alência concei ual na e minologia mul ilíngue da UE […] Challenges and Possible Solu ions Koncep ualusis lygia e iškumas daugiakalbėje ES e minijoje: iššūkiai i galimi sp endimai ORSOLYA HEDVIG KARDOS Conselho da União Eu opeia1 Iden i icação ORCID: h ps://o cid.o g/0009-0003-8038-6715 Resumo das conclusões Es e a igo examina as implicações da o ien ação concei ual pa a o abalho e minológico mul ilingue o ien ado pa a a adução no con ex o da União Eu opeia. Os e mos e concei os nos ex os da UE podem se di ididos em ês g upos com base na sua uni e salidade ou especi icidade pa a um de e minado sis ema concei ual: uni e sal, especí ico pa a a UE e especí ico pa a o país. Es es e mos apa ecem equen emen e jun os nos ex os da UE e os adu o es de em es a cien es da sua na u eza pa a encon a o melho equi alen e na língua de des ino. O documen o desc e e es a égias pa a os adu o es que lidam com di e en es ipos de e mos. Também discu e os desa ios da adução de e mos uni e sais com dimensões especí icas de cada país. Des aca como a al a de in o mações de equi alência e a con usão en e e mos uni e sais e especí icos de um país podem comp ome e as en adas e minológicas. De ido à di e sidade de sis emas ju ídicos nos 27 Es ados-Memb os, a al a de um e mo equi alen e na língua de des ino exige que os adu o es escolham en e equi alen es inexac os ou pa ciais. É, po an o, c ucial indica numa base de dados e minológica a ausência de e mos concei ualmen e equi alen es na língua de des ino. Pa a ajuda os adu o es, o IATE, a base de dados e minológica o ien ada pa a concei os da UE, o nece in o mações sob e a o igem dos e mos e o g au de equi alência en e os concei os exp essos po e mos especí icos em di e en es línguas. No en an o, es a in o mação nem semp e é sis emá ica. Mui as ezes, só pode se ob ido após um exame minucioso de á ios campos de dados. A gumen a-se que a indicação sis emá ica da o igem especí ica da UE ou do país do concei o ep esen ado pela en ada da base de dados, jun amen e com a in odução de um no o campo de comen á io de ans e ência opcional pa a escla ece o g au de equi alência en e os e mos, como is o em ou as bases de e mos mul ilíngues, 1 Disclaime : As opiniões exp essas são exclusi amen e as do au o e não podem se conside adas como uma posição o icial do Conselho da UE. O solya Hed ig Ka dos98 A equi alência concei ual na e minologia mul ilingue da UE Challenges and Possible Solu ions bene icia ia eno memen e os adu o es, o necendo uma comp eensão mais alence ela ionships and helping hem o make in o med choices when selec ing cla a dos e mos da língua de des ino equi alen es. Pala as-cha e: e minologia da UE, e minologia o ien ada pa a a adução, e minologia mul ilingue, o ien ação concei ual, equi alência concei ual, g au de equi alência, campo de equi alência. ANOTACIJA (em inglês) S aipsnyje nag inėjama o ien a imosi į są okas eikšmė į e imą o ien uo am daugiakalbiam e minologijos da bui Eu opos Sąjungos kon eks e. ES eks ų e minai i są okos gali bū i suski s y i į is g upes, a siž elgian į jų uni e salumą a speci iškumą am ik oje są okų sis emoje: 1) uni e salūs, 2) būdingi ES i 3) būdingi konk ečiai šaliai. e minai ES ex oose mui as igū uoja ka u, o e ėjai u i su ok i hei pobūdį, kad as ų ge iausią e imo kalbos a i ikmenį. S aipsnyje pa eikiamos s a egijos e ėjams, di ban iems su di e en es ipų e minais. Taip pa ap a iami iššūkiai, kylan ys e čian uni e salius e minus, u inčius konk ečiai šaliai būdingų aspek ų, pa odoma, kaip in o macijos apie lygia e iškumą ūkumas i uni e salių bei konk ečiai šaliai būdingų e minų painiojimas gali susilpnin i e minų į ašus. Nag inėjami speci inių ES e minų e imo į nacionalinės eisės kalbą iššūkiai konk ečiai 27 als ybėse na ėse, ku ių eisės sis emos ski iasi. De ido aos sis emas ju ídicos dos Es ados-Memb os, não é adequado o e mo e imo kalboje, e ėjai u i ink is ne ikslius a dalinius a i ikmenis. Po an o, mui o impo an e indica os e mos na base, kad e imo kalboje nė a koncep ualiai lygia e čių e minų. Siekian e ėjams, IATE, į są okas o ien uo oje ES e minologijos duomenų bazėje, pa eikiama in o macija apie e minų kilmę i są okų, į a dy ų konk ečiais ski ingų kalbų e minais, lygia e iškumo laipsnį. Mas es a in o mação nunca é sis eminga. Pode-se ob e um núme o de dados. S aipsnyje eigiama, kad są okos kilmės nu odymas duomenų bazės į aše kaip ES a konk ečios šalies i naujo nep i alomo lauko PERKLIMO KOMENTARAS į edimas, siekian paaiškin i e minų lygia e iškumo laipsnį, kaip da oma ki ose daugiakalbėse e minų bazėse, bū ų labai naudingas e ėjams, nes jie ge iau sup as ų san ykius i gia e i basisdami pa ink imo sp endimų kalbos p iim i e minus. ESMINIAI ŽODŽIAI: ES e minija, į e imą o ien uo a e minija, daugiakalbė e minija, o ien a imasis į są okas, koncep ualusis lygia e iškumas, lygia e iškumo laipsnis, lygiaškumo laukas. 99Te minologia | 2024 | 31 1. O PRINCIPIO DE O ien ação Concei ual E equi alência e minológica A análise de concei os é c ucial na e minologia mul ilíngue, uma ez que a e minologia se concen a em concei os (abo dagem onomiológica)2 em ez de em análise concei ual. wo ds (semasiological o lexicog aphic app oach). Indeed, a compa a i e A análise concei ual de e se ealizada p imei o pa a encon a um equi alen e na língua-al o (TL) semp e que o abalho e minológico en ol e mais de uma língua, como é o caso no con ex o da UE. P ecisamen e de ido à na u eza o ien ada pa a concei os da e minologia, os e mos não são es i amen e aduzidos de uma língua pa a ou a. Em ez disso, o e mo TL equi alen e é selecionado ou c iado com base em análise concei ual. Como cada cul u a concei ualiza o mundo a pa i de seu pon o de is a, os concei os mui as ezes não são idên icos em odas as línguas. A ISO 860:2007 (cláusula 3.5) de ine a "equi alência" como uma " elação en e designações em di e en es línguas que ep esen am o mesmo concei o". A ISO 25964-2:2013 econhece que os e mos mui as ezes não são o almen e equi alen es e classi ica os g aus de equi alência como exa os, inexa os ou quase equi alen es, pa ciais e não equi alen es. Também econhece que as si uações de equi alência ge almen e não podem se desc i as em e mos de ca ego ias cla as, mas sim em e mos de "pon os ao longo do espec o de possibilidades que se encon am en e os ex emos da equi alência exa a e da ausência de equi alência" (ISO 25964-2:2013, 51). Na e dade, os casos ao longo des e con inuum são os mais di íceis. Na secção 5, examina emos di e en es cená ios de equi alência com e e ência às ca ego ias de equi alência acima mencionadas. 2. Au onomia concei ual da e minologia da UE O Regulamen o n.o 1 de 1958 do Conselho da CEE3 es abelece as línguas o iciais e de abalho da União e exige a p odução de documen os em á ias línguas, esul ando em " e sões linguís icas" igualmen e au ên icas. Consequen emen e, o abalho e minológico colabo a i o, mul ilíngue e baseado em ex o é pa e in eg an e da adução. No en an o, a exis ência de um sis ema de concei os da UE independen e o na a adução ou a " edação mul ilingue" de ex os da UE e dadei amen e 2 A no ma ISO 1087:2019 de ine um " e mo" como "uma designação que ep esen a um concei o ge al po meios linguís icos". Um "concei o ge al" é ainda de inido como um "concei o que co esponde a um núme o po encialmen e ilimi ado de obje os (pe cep í eis ou concebí eis) que o mam um g upo em azão de p op iedades compa ilhadas". 3 Ve são consolidada do Regulamen o n.o 1 de 1958 do Conselho da CEE que de e mina o egime linguís ico da Comunidade Económica Eu opeia. Disponí el no ende eço: h p: da a.eu opa.eu/eli eg/1958 (1)/2013-07-01. O solya Hed ig Ka dos100 Equi alência concei ual na e minologia mul ilingue da UE […] único. O T ibunal de Challenges and Possible Solu ions Jus iça econheceu a au onomia dos concei os da UE no p ocesso 283-81, a i mando que "o di ei o comuni á io u iliza uma e minologia que lhe é peculia " e que "os concei os ju ídicos não êm necessa iamen e o mesmo signi icado no di ei o comuni á io e no di ei o dos á ios Es ados-Memb os". O Guia P á ico Conjun o do Pa lamen o Eu opeu, do Conselho e da Comissão pa a as pessoas en ol idas na elabo ação da legislação da União Eu opeia (JPG) sublinha es a au onomia na elabo ação da legislação da União Eu opeia, aconselhando que "os concei os ou a e minologia especí icos de qualque sis ema ju ídico nacional de em se u ilizados com cuidado" (secção 5) e que "de em se e i ados e mos demasiado es ei amen e ligados a um de e minado sis ema ju ídico nacional" (secção 5.3.2). O objec i o é e i a di e enças concei uais a a és da escolha de e mos anspa en es não ligados a um sis ema ju ídico especí ico. Es a neu alização cul u al (Biel, Doczekalska 2020: 187) pode se desa iado a, uma ez que a maio ia dos e mos se o igina nos sis emas ju ídicos dos Es ados-Memb os da UE (Fische 2010b: 26; S e aniak 2013: 64). Po ou o lado, os no os concei os da UE podem in luencia a linguagem ju ídica nacional, demons ando a in e ação en e as línguas ju ídicas da UE e as nacionais. Mui os au o es (Adab 2001; Somssich e alii 2010: 66; Be gomi 2023) en a izam a na u eza híb ida do di ei o da UE, mis u ando concei os e e mos uni e sais, especí icos da UE e especí icos de cada país. Com base em Fische (2010a: 165), a igu a 1 ilus a que as línguas o iciais desc e em os sis emas de concei os da UE e dos (Klaudy 2007: 260; Rádai-Ko ács 2009: 88; Fische 2010a: 160; Schä ne , Es ados-Memb os. O abalho de e minologia compa a i a in a-linguís ica é, po an o, undamen al pa a limi a a in e e ência en e os concei os nacionais e da UE. Is o é especialmen e impo an e pa a as línguas que são o iciais em á ios Es ados-Memb os. Figu a 1. A coexis ência de á ios sis emas de concei os em línguas selecionadas, com base em Fische (2010a: 165) 101Te minologia | 2024 | 31 Tendo em con a a au onomia dos concei os da UE, qualque e mo pode o na -se especí ico da UE quando de inido num ac o legisla i o da UE. Po exemplo, o ene gy consump ion’ is de ined in Di ec i e 2012/27/EU on ene gy e - e mo "e iciência p imá ia" como "consumo b u o de ene gia p imá ia pa a o o necimen o de ene gia secundá ia aos consumido es", o nando-se um concei o especí ico da UE com o igem na UE no IATE (en ada 3549696). Enquan o isso, um e mo uni e sal mais amplo que inclui a ene gia u ilizada pa a ins não ene gé icos é o "consumo p imá io de ene gia" (IATE 48366). Da mesma o ma, o e mo " abalhado on ei iço" em duas en adas no IATE: o e mo uni e sal " abalhado on ei iço" (IATE 3550291), ou seja, "uma pessoa que abalha num Es ado-Memb o, mas eside num Es ado izinho, ao qual e o na egula men e", e o e mo " abalhado on ei iço" (IATE 865809), como e mo especí ico da UE, de inido no Regulamen o (CE) n.o 883-2004 como "qualque pessoa que exe ce uma ac i idade po con a p óp ia ou po con a p óp ia num Es ado-Memb o e que eside nou o Es ado-Memb o ao qual e o na ge almen e dia iamen e ou pelo menos uma ez po semana". Em mui os casos, exis e não apenas uma di e ença concei ual, mas ambém linguís ica en e os e mos co esponden es ( e o e mo espanhol " abajado ans on e izo" na en ada 3550291 e sus " abajado on e izo" na en ada 865809). É, po an o, o abalho do adu o iden i ica co e amen e a en ada e minológica ele an e, o que eque uma comp eensão do quad o concei ual e da o igem do e mo. Os ela ó ios e ecomendações especí icos po país são exemplos ípicos de ex os híb idos da UE em que o Hung ia ap esen a um desempenho ela i amen e bom em alguns indicado es do quad o de indicado es sociais que apoiam o Pila Eu opeu dos Di ei os Sociais, mas pe manecem desa ios signi ica i os. A axa de emp ego es á ligei amen e acima da média da UE e o desemp ego mui o abaixo. A cial Righ s’) and coun y-speci ic e ms (‘Public Wo ks Scheme’) co-occu : desigualdade é meno do que em mui os ou os Es ados-Memb os, embo a es eja a aumen a . As dispa idades de emp ego e de emune ação en e os sexos e os g upos de compe ências con inuam a se g andes em compa ação com o es o da UE. Os esul ados no me cado de abalho pa a as mulhe es e os g upos ulne á eis, incluindo os ciganos e as pessoas com de iciência, são acos. O egime de ob as públicas diminuiu acen uadamen e, mas con inua a se excessi o e não é e icaz pa a le a os pa icipan es a emp egos no me cado de abalho p imá io. Fon e: Documen o de T abalho do Pessoal da Comissão: Rela ó io de País da Hung ia 2020, SWD-2020/516 inal. O solya Hed ig Ka dos102 Equi alência concei ual na e minologia mul ilingue da UE […] Challenges and Possible Solu ions Ca ego izamos es es e mos de aco do com a sua especi icidade ou uni e salidade concei ual da seguin e o ma:4 en idade ou o ganização a) Uni e sal e ms a e domain-speci ic bu no bound o any commu- (Fische 2010a: 67). Exemplos incluem e mos que ab angem amplas ealidades locais, como "p o esso ", " ibunal" ou "p incípio de salidade au ho i y’. Some de i e om in e na ional law, such as he ‘uni e - local", enquan o ou os, como o concei o de "desen ol imen o sus en á el", não êm de inições in e nacionalmen e acei as (Somssich e alii 2010: 112). b) No que diz espei o aos concei os especí icos da UE, exis em duas abo dagens (Rádai-Ko ács 2009: 85 […] 90; Fische 2010a: 155 […] 160; Fische 2010b: 28). No sen ido mais es i o, apenas os e mos que se o iginam no quad o ju ídico e ins i ucional básico da União Eu opeia podem se conside ados e mos da UE. A abo dagem mais ampla inclui odos os e mos que apa ecem nos ex os da UE. Uma abo dagem equilib ada (Biel, Doczekalska 2020: 185-189) conside a os " e mos sup anacionais da UE" uma ca ego ia especial de e minologia ju ídica com ca ac e ís icas como a au onomia, o mul ilinguismo e a con inuidade. Incluem e mos c iados pela UE, como o "p og ama de comp a de eme gência pa a pandemias" (IATE 3589188) e e mos uni e sais exis en es ede inidos pela UE pa a os seus ins, como " emo imen o" (IATE 778629) al como de inido na Di e i a n.o 2008/115/CE s. " emo imen o" como e mo uni e sal (IATE 3584070). Os e mos especí icos da UE no IATE são iden i icados pelo domínio e/ou o igem da "União Eu opeia" e incluem e mos ju ídicos e adminis a i os e e mos pe encen es a di e en es domínios de polí ica da compe ência da UE. c) Os e mos especí icos de um país êm o igem em países especí icos e es ão ligados às suas es u u as sociais, cul u a ou adições. Es es e mos não êm equi alen e na TL e ep esen am a maio di iculdade pa a os adu o es, como salien a am, po exemplo, P ie o Ramos e Ce u i (2021: 166). A Comissão conside a que a Comissão não cump iu as ob igações que lhe incumbem po o ça do a igo 107.o, n.o 1, do T a ado. Nas seções seguin es, e emos po que a comp eensão da na u eza do e mo (uni e sal, especí ico da UE ou especí ico do país) é c ucial pa a o adu o encon a o e mo co e o na TL. 4 Fo a simila ca ego isa ion o e ms based on hei ‘discou se ea u es’, see P ie o Ramos, Ce u i (2021: 160). 103Te minologija | 2024 | 31 2.2 T abalho de e minologia compa ada Os adu o es u ilizam es a égias di e en es, dependendo de um e mo indica um concei o uni e sal, especí ico da UE ou especí ico de um país. a) No que diz espei o aos e mos uni e sais, os adu o es de em es abelece a equi alência concei ual en e o e mo SL e o e mo TL. (2010 Fische a: 173) e e e-se a es a compa ação in e lingüís ica como um abalho de e minologia compa a i a ho izon al. Idealmen e, os e mos SL uni e sais êm seu equi alen e exa o no TL. No en an o, alguns e mos uni e sais não êm um equi alen e exa o no TL, mas apenas um equi alen e inexa o ou pa cial, ou nenhum equi alen e. Nes e caso, os adu o es podem: i) u iliza um equi alen e inexa o ou pa cial (um equi alen e " uncional", ou seja, um e mo TL que desc e e um concei o TL com a mesma unção que o concei o SL; ou ii) u iliza um equi alen e de adução, ou seja, um e mo TL c iado pa a desc e e o concei o SL (Fische 2010a: 8688). A escolha en e equi alen es uncionais e de adução na e minologia depende do g au de semelhança en e os concei os SL e TL e do con ex o. Um equi alen e uncional é selecionado, ou seja, uma es a égia de domes icação é emp egada, quando há uma sob eposição signi ica i a, enquan o um equi alen e de adução, ou seja, uma es a égia de alienação, é p e e ida quando a di e ença é signi ica i a. O con ex o ambém pode in luencia a escolha, com uma es a égia de domes icação às ezes sendo p e e ida pa a o na o e mo mais amilia . b) No que diz espei o aos e mos especí icos da UE, de ido à au onomia do sis ema de concei os da UE, desempenha um papel não apenas a equi alência in e lingüís ica, mas ambém a equi alência in a-linguís ica. Os adu o es e i icam a equi alência en e o concei o especí ico da UE e possí eis concei os TL exis en es. Es e p ocesso compa a i o in a-linguís ico é e e ido po Fische (2010a: 177) como abalho de e minologia compa a i a e ical. De ido à au onomia do sis ema de concei os da UE, os equi alen es de adução são egula men e escolhidos em ez dos equi alen es uncionais ( ambém e e idos como " e mos nacionais" em S e aniak 2013: 63), uma ez que a u ilização de e mos nacionais pode ia dis o ce a mensagem do ex o da UE e não se ia cla o se o e mo ab ange um concei o da UE. Es a necessidade implica que os ex os da UE êm equen emen e um ca á e desconhecido e não na i o, como mui os au o es êm salien ado (po exemplo, em Koskinen 2000: 90). c) Os e mos especí icos de um país ou o ganização não êm um equi alen e exa o em ou as línguas, a menos que o país ou o ganização O solya Hed ig Ka dos104 Equi alência concei ual na e minologia mul ilingue da UE Challenges and Possible Solu ions […] a o ganização em ques ão em á ias línguas o iciais. Mais uma ez, os adu o es podem i. ado a uma es a égia de domes icação escolhendo um equi alen e uncional, ou ii. op a pela es angei ização e c ia um equi alen e de adução. Os possí eis g aus de equi alência pa a cada ipo de e mo acima desc i o e as es a égias co esponden es que podem se u ilizadas pa a aduzi e mos pa a o TL são esumidos no quad o a segui : Tipos de e mos SL com g au de equi alência e possí eis es a égias pa a encon a /c ia o seu equi alen e TL Tipo de e mos indica i os TERMOS IN-TERM INDISL TERM CONCEPTS UNIVERSAIS DICATING CATING COUN- EU-SPECIFIC Concei os TRY-SPECIFIC Concei os G au de não exa a, não exa a, equi alência equi alen e equi alen e ou não exa a, equi alen e ou não exa a, equi alen e ou não exa a, equi alen e ou não exa a, equi alen e ou não exa a, equi alen e ou não exa a. quase ou não exa a, exa a, pa cial ou pa cial ou T anslau- s a is - e m TL se ing TL la ion exc ea e ansi i- equi ala- e mos len e use onal ion equi ale- uncc e- ans u- ional n es emp es - a e use nc ans- la ion equi aeq- ado c ea e uncegi- ional ui aequi- emp es - use ion es pa a aequi a- ado emp es ado 3. O ien ação concei ual no IATE A base de dados e minológica da UE, IATE (Te minologia In e a i a pa a a Eu opa: www.ia e.eu opa.eu), é o ien ada pa a concei os, como a maio ia dos ou os. Com mais de 650 000 en adas e quase 7 milhões de e mos em 24 línguas da UE e algumas ou as, é uma das maio es bases de dados mul ilíngues do mundo. Desde 2004 é u ilizado pa a a ges ão da e minologia especí ica da UE. Como o IATE é al amen e mul ilíngue, odos os e mos de uma en ada de em es a elacionados com o mesmo concei o. Is o é assegu ado, nomeadamen e, pela es u u a de uma en ada e pelos campos de dados-cha e que con ém, como e emos a segui . 3.1 Ní el independen e da língua (LIL) Es e ní el con ém dados pa a oda a en ada, incluindo me adados adminis a i os e in o mações elacionadas com concei os, como domínio, e ences. IATE’s domains a e aligned wi h Eu oVoc, he EU’s mul ilingual o igem e e hesau us c uzado. O campo de o igem indica a o igem geog á ica ou ins i ucional de um concei o (po exemplo, UE ou ONU). Re e ências c uzadas ligam en adas elacionadas. 105Te minologia | 2024 | 31 Figu a 2. Ní el independen e da língua da en ada IATE 853538 Idealmen e, as de inições de em se independen es da língua com equi alen es em cada seção de língua. No en an o, de ido à ausência de um sis ema não linguís ico pa a de ini concei os, cada seção linguís ica de ine o concei o de o ma independen e. Isso le a a uma di isão de in o mações concei uais en e ní eis independen es da língua e ní eis especí icos da língua, causando possí eis disc epâncias nas de inições en e línguas (Ka dos, Rádai-Ko ács 2014: 168). 3.2 Ní el linguís ico (LL) Es e ní el e e e-se ao concei o e é esc i o numa língua especí ica e aplica-se a odos os e mos dessa língua. As de inições em di e en es línguas apa ecem aqui. O IATE u iliza uma linguagem de anco agem como e e ência pa a odas as ou as línguas pa a ga an i que as de inições se e e em ao mesmo concei o. ensu es ha “each en y co esponds o a single concep , which applies ‘ho i- Es e p incípio-cha e é aplicado zon almen e em odas as línguas e e icalmen e pa a odos os e mos em cada língua (IATE Handbook, 81). A língua de anco agem, ipicamen e inglês ou ancês, é ge almen e a língua de o igem do ex o em que o e mo apa ece pela p imei a ez. No en an o, no caso de concei os especí icos de um país, a língua de anco agem de e se a língua o icial do país ou das ins i uições em causa e o país ou ins i uição pe inen e de e se indicado no campo de o igem. In o mações adicionais elacionadas com o concei o são o necidas no campo das no as. Uma linguagem de ânco a ausen e ou concei os di e en es de inidos po línguas di e en es podem o na uma en ada po encialmen e co ompida. Po conseguin e, odas as secções linguís icas de em e e i -se ao mesmo concei o de inido pela língua de anco agem. O solya Hed ig Ka dos112 Equi alência concei ual na e minologia mul ilingue da UE […] Challenges and Possible Solu ions 4.3 Te mos especí icos do país Como explicado na secção 3.1 acima, a p incipal e amen a pa a iden i ica e mos especí icos de um país (ou de uma ins i uição) no IATE é o campo de o igem, que é azoa elmen e colocado no ní el independen e da língua (LIL) das en adas. O p eenchimen o sis emá ico des e campo e a sua e i icação pelos adu o es são c uciais pa a a selecção co e a de e mos. Ou a ca ac e ís ica impo an e é que, no caso de e mos especí icos de um país, a língua de anco agem é semp e a língua o icial do país ou da o ganização pa a a qual o e mo é especí ico. A equi alência exa a é, em p incípio, impossí el no caso de e mos especí icos de um país, que exis em apenas em ce os países e, po an o, não êm equi alen es exa os em ou as línguas. Podem se exp essos po equi alen es ( uncionais) inexa os ou pa ciais ou, na ausência de equi alência, po equi alen es de adução. Como acima indicado, não é incomum que os ex os ju ídicos da UE se e i am a concei os especí icos de cada país. Po conseguin e, é de ex ema impo ância dis ingui es es concei os de ou os concei os uni e sais ou especí icos da UE, ambém a ní el dos e mos. Po conseguin e, os adu o es são enco ajados a u iliza equi alen es de adução. En e os ex os da UE, os e mos especí icos de um país são al ez os mais comuns na ju isp udência do T ibunal de Jus iça. Po exemplo, o e mo "Co e di Cassazione" (IATE 3585131) é especí ico da I ália, de modo que a língua de anco agem é o i aliano. A na u eza especí ica do e mo pa a o país ambém é escla ecida pelo campo de o igem no LIL, e a de inição e as no as explicam o seu papel no escla ecido pela no a TL: […]O igem da e e ência: documen o in e no da Unidade de Língua Inglesa, Di ecção-Ge al do I alian legal sys em. The English e m is a ansla ion equi alen , which is Mul ilinguismo, T ibunal de Jus iça da União Eu opeia, 2019 (Fo mulação IT > EN)[…] Es a in o mação sob e a "o igen do e mo" é u ilizada nas en adas do T ibunal de Jus iça sob e o IATE, quando o concei o não exis e no TL.8 Tendo em con a a di e sidade dos sis emas ju ídicos dos 27 Es ados-Memb os, a al a de equi alência concei ual é um desa io diá io pa a os adu o es do T ibunal de Jus iça. A indicação sis emá ica da ausência de e mos concei ualmen e equi alen es no TL é uma in o mação aliosa pa a os adu o es. No en an o, como imos, as en adas de ou as ins i uições podem se p epa adas com uma abo dagem di e en e e podem mos a equi alen es uncionais e de adução como equi alen es exa os do e mo da língua ânco a. 8 Tal como indicado no olhe o do T ibunal de Jus iça sob e a e minologia ju ídica no IATE (Vocabulá io ju ídico compa a i o mul ilíngue: uma coleção es u u ada de dados e minológicos, 2020). 113Te minologia | 2024 | 31 Fo example, he e m ‘Ams ge ich ’ (IATE 889426), he cou o i s de ju isdição o diná ia na Alemanha, é aduzido em ancês com um equi alen e uncional pe encen e à ju isdição suíça: "T ibunal onal (“Am sge ich ”)’ and a no e in he LL cla i ies ha he concep is canspeci ic ao con ex o alemão, enquan o em inglês um equi alen e de adução é p opos o: "Local Cou ", mesmo que a de inição inglesa não men ion ha his concep is speci ic o Ge many. 5. Como a base de dados de e minologia pode ajuda Como imos, o p imei o passo pa a escolhe o e mo ce o é iden i ica quão sis êmico é o e mo. Is o exige de e mina se o e mo é uni e sal, da UE ou especí ico de um país. A en ada IATE ap op iada pode en ão se selecionada. Ve i icou-se que a al a de equi alência exa a não é apenas um p oblema pa a os e mos especí icos de um país ou ins i uição, mas ambém pa a os e mos uni e sais que podem e dimensões especí icas de um país. Po ou o lado, na ausência de equi alência exa a, pa ece não ha e indicação sis emá ica de se um de e minado e mo é uma adução ou um equi alen e uncional (com excepção das en adas do IATE do T ibunal de Jus iça). Pa a esol e isso, os e minólogos mui as ezes inse em no as no ní el da língua ou do e mo da en ada. Em ou os casos, é apenas a a és de um es udo cuidadoso das e e ências ou de uma análise concei ual que podemos de e mina o ní el de equi alência e se o e mo p opos o é uma adução ou um equi alen e uncional. Às ezes, são u ilizados ó ulos de a aliação de e mos, ais como "p e e ido", "accep ado" ou "dep eciado", embo a, em p incípio, es e campo de a o nece uma indicação da adequação de um e mo no con ex o da UE e não de elações de equi alência. Pa a en en a os desa ios e p omo e a indicação sis emá ica das elações de equi alência, especialmen e na ausência de um equi alen e exa o, p opomos: a) Indica sis ema icamen e a na u eza especí ica da UE ou de um país de um e mo, incluindo o país ou o ganização pe inen e no campo de o igem pa a e mos especí icos de um país. Um campo de o igem azio indica ia que o concei o não es á ligado a nenhum país ou o ganização e, po an o, pode se conside ado uni e sal. As no as de ní el linguís ico pode iam ambém se u ilizadas pa a explica as especi icidades do concei o em ques ão. b) In oduzi um no o campo de dados acul a i o: o campo de comen á ios de ans e ência, i.e. a “no e in a e minological da a collec ion p o iding in o ma ion on O solya Hed ig Ka dos114 Equi alência concei ual na e minologia mul ilingue da UE Challenges and Possible Solu ions […] o g au de equi alência, di eccionalidade ou ou as ca ac e ís icas especiais que a e am a equi alência en e uma designação numa língua e ou a designação numa segunda língua[…] (ISO 12616-1:2021). Es e campo opcional indica se um e mo é uncional ou equi alen e em adução. O uso de um campo de equi alência é comum em bancos de dados e minológicos mul ilíngues. O WIPO Pea l, a base de dados da O ganização Mundial da P op iedade In elec ual, inclui um campo de comen á io de ans e ência que indica o g au de equi alência en e os e mos em di e en es línguas (Valen ini e al. 2016: 197; Guia de U ilização do WIPO Pea l). Da mesma o ma, o Te mium Plus, a base de dados e minológica do Go e no do Canadá, u iliza ó ulos especí icos (ou seja, "pa âme os semân icos", como "gené ico" e "especí ico") pa a indica que o e mo de en ada em um signi icado mais amplo ou mais es ei o do que o seu equi alen e nou a língua. Da mesma o ma, o IUSTe m, a base de dados do Se iço Húnga o de T adução e A es ação, inclui um campo de equi alência que classi ica os e mos como equi alen es pe ei os, uncionais ou de adução (Tamás e alii 2020: 126). 6. Conclusão Como imos, em mui os casos, a di iculdade pa a o adu o é que o ex o- on e con ém uma combinação de concei os uni e sais, concei os especí icos da cul u a (pe encen es a uma cul u a ou sis ema ju ídico nacional) e concei os homogeneizados (pe encen es ao sis ema de concei os da UE). Po conseguin e, os adu o es de em se capazes de iden i ica a na u eza uni e sal, da UE ou do país especí ico de um concei o indicado po um de e minado e mo, a im de pode colocá-lo no sis ema de concei os adequado. Além disso, o IATE, a p incipal e amen a de ges ão e minológica das ins i uições da UE, não indica sis ema icamen e a na u eza uni e sal, especí ica da UE ou de um país, nem ap esen a elações de equi alência de o ma o malizada. A ualmen e, o campo de o igem, as no as de ní el de idioma e e mo, os ó ulos de a aliação, o e mo e as e e ências de con ex o ajudam os adu o es a oma decisões e minológicas in o madas. O campo dedicado à o igem é o campo mais adequado pa a o nece in o mações sob e a na u eza inculada ao sis ema dos e mos e, po conseguin e, o seu p eenchimen o sis emá ico é essencial pa a e mos especí icos de ins i uições ou países. Além disso, pa a escla ece as condições de equi alência, p opomos a inclusão de um no o campo de dados de comen á ios de ans e ência opcional, cujo p eenchimen o se ia ecomendado especialmen e no caso de e mos que não enham equi alen es exa os. Pode ia especi ica se o e mo indicado é pe ei o, uncional ou 115Te minologia | 2024 | 31 adução equi alen e. Fo nece es e ipo de in o mação sob e decisões nológicas concei uais de aco do com o equi alence ela ionships may help ansla o s in making in o med e mi- con ex o. REFERENCES Be gomi Ca e ina 2023: Explo ing Judicial In e p e a ion: Compa a i e Law Me hodology and he Hyb id- isa ion Pa adigm. – Global Ju is 23(3), 243–253. A ailable a : h ps://doi.o g/10.1515/gj-2023-0119. 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Šiame s aipsnyje nag inėjama o ien a imosi į są okas e ileikšmė é o ien ada pa a o e imą e minologijos da be Eu opos Sąjungoje. O T ibunal de Jus iça econhece o sis ema ju ídico de au onomia ES signi ica, kad eisės e minai ES eisėje i nacionalinėje eisėje gali u ė i ski ingas eikšmes. Te minų ipų į ai o ė ES eks uose eikalauja, kad e ėjai su ok ų uni e salų, speci inį ES a konk ečiai šaliai e minų pobūdį, kad pa ink ų ge iausią konk ečios kalbos a i ikmenį. S aipsnyje ap ašomos s a egijos, ku ias e ėjai gali naudo i di bdami su į ai ių ipų e minais (uni e saliais, būdingais ES a būdingais konk ečiai šaliai). Nag inėjami sunkumai e čian uni e salius e minus, u inčius konk ečiai šaliai būdingų aspek ų. S aipsnyje pa odoma, kaip in o macijos apie lygia e iškumą ūkumas i uni e salių bei konk ečiai šaliai būdingų e minų painiojimas gali susilpnin i e minų į ašus. Taip pa akcen uojami speci inių ES e minų pe kėlimo į nacionalinės eisės kalbą iššūkiai. Pab ėžiama, kad kalban apie konk ečiai šaliai būdingus e minus, nesan a i inkamo e mino e imo kalboje, gali ek i a o i ne ikslius a dalinius a i ikmenis. ES e minologijos duomenų bazėje IATE pa eikiama (no s ne isada sis emingai) am ik a in o macija apie e minų kilmę i lygia e iškumo san ykius. Pode-se ob e um núme o de dados. Kad bū ų išsp ęs os šios p oblemos, s aipsnyje ekomenduojama sis emingai nu ody i są okos kilmę i į es i naują nep i alomą duomenų lauką PERKLIMO KOMENTARAS, bū ų paaiškin i koncep ualiojo lygia e iškumo san ykiai. Teigiama, kad šis nep i alomas duomenų sp endimus laukas galė ų bū i naudingas e ėjams, nes padė ų jiems su ok i lygia e iškumo san ykius i p iim i pag įs us pa enkan e imo kalbos e minus. Gau a 2024-01-30 (em inglês) O solya Hed ig Ka dos Rue de la Loi e We s aa 175. B-1048 B uxelas. Bélgica E-mail ka doso [email protected]