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Ma ie-Claude L'Homme 6 Se e boas azões
pa a uma melho con a de doi de g ãos
Polysemy in Te minological Resou ces
inos.o g/10.35321/ e m31-01
Se e boas azões pa a uma melho
explicação da polisemia de g ãos
inos em ecu sos e minológicos
Sep ynios s a ios p iežas ys e minijos iš ekliuose
labiau a siž elg i į smulkiąją polisemiją
MARIE-CLAUDE L’HOMME
Obse a oi e de linguis ique Sens-Tex e, OLST
Uni e si é de Mon éal
A B S T R A C T
Um olha ápido pa a os ecu sos e minológicos pode da a imp essão e ada de
que a polisemia é algo que oco e apenas ocasionalmen e em domínios
especializados. Esses ipos de ecu sos a amen e explicam os di e en es
signi icados que uma unidade linguís ica ou exp essão pode e no mesmo domínio
e, mesmo quando o azem, a dis inção en e signi icados in imamen e elacionados
não é explicada de manei a que pe mi a que usuá ios desconhecidos as
comp eendam co e amen e. Isso pode se explicado em pa e pelo a o de que a
polisemia é conside ada eduzida ou inexis en e em campos de assun os
especializados. Também pode se explicado pela suposição eó ica ainda ansmi ida
em alguns li os didá icos de que o e mo "ideal" é ipicamen e monosêmico. No
en an o, múl iplos signi icados coexis em em de e minados domínios e co po a
especializados e mui as azões jus i ica iam um a amen o mais adequado da
polissemia em ecu sos. Examinamos se e azões nes e a igo: os limi es do campo
do assun o não são su icien es; de inições imp ecisas; os dicioná ios ge ais de
línguas não são su icien es; di e en es signi icados a e am a combina ó ia; as
KEYWORDS: polysemy, e minological esou ce, egula polysemy, al e na ion,
elações léxicas es ão ligadas a signi icados dis in os; di e en es pad ões go e namen ais; di e en es elações de equi alência. O mic osensí el.
ANOTACIJA (em inglês)
Paž elgus į e minijos iš eklius gali susida y i klaidingas įspūdis, kad polisemija ik
e ka čiais pasi aiko dalykinėse s i yse. Tokie iš ekliai e ai a spindi ski ingas
eikšmes, ku ias kalbinis iene as a posakis gali oje s i yje u ė i pačioje, i , ne
jei a spindi, a imų eikšmių ski umas nė a paaiškinamas aip, kad nežinan ys
7Te minologija | 2024 | 31 consumido es pode iam en ende a sua pe cepção. Tai iš
dalies galima paaiškin i uo, kad poliTai aip pa galima paaiškin i eo ine p ielaida,
semija specializuo ose dalykinėse s i yse laikoma su aldy a a ba neegzis uojančia.
ku ios is da laikomasi kai ku iuose ado ėliuose, kad idealus e minas pap as ai y a
iena eikšmis. Mas am ik ose campos i specializuo uose eks ynuose egzis uoja
kelios eikšmės, i y a daug p iežasčių, ku ios pa eisin ų inkamesnį polisemijos
ak a imą e minijos iš ekliuose. Šiame s aipsnyje nag inėjame sep ynias
p iežas ys: dalykinių s ičių ibų nepakankamumą; de inição do ne ikslumą; A
pala a-cha e do e igo é o elacionamen o.
neuž ek inumą; ski ingų eikšmių po eikį kombina o ikai; leksinių san ykių
sąsają su ski ingomis eikšmėmis; ski ingus aldymo modelius; ski ingus lygia-
ESMINIAI ŽODŽIAI: polisemija, e minijos iš eklius, egulia ioji polisemija, kai a, mik op asmė.
1. INTRODUÇÃO1
Um olha ápido pa a os ecu sos e minológicos pode da a imp essão de que a
polisemia é um enômeno a o em domínios especializados. Conside a unidades
linguís icas den o de campos emá icos especí icos mui as ezes impede que
os e minólogos abo dem a polisemia (Dela igne 2022), ainda mais quando os
domínios são delimi ados com mui a p ecisão. Em bancos de e mos e ou os
ecu sos especí icos de domínio, os concei os são associados a campos
emá icos e seus signi icados são ap eendidos sob e essa base.
A g a ação de subs an i os de á ias pala as em ez de e mos de uma única
pala a é um a o adicional que con ibui pa a da a imp essão de que a
polisemia é incomum em domínios especializados (L[…]Homme 2024b). De a o, as
unidades polissêmicas são equen emen e desambiguadas quando conside adas
den o de exp essões mais longas. Conside e e de em ecnologia e de ou á ea
e de: e de é um adje i o polissêmico, mas em ecnologia e de, signi ica "que é
menos p ejudicial pa a o meio ambien e"; No espaço e de, pode se de inido da
seguin e o ma: "com ege ação". Os ecu sos e minológicos podem egis a
ecnologia e de e espaço e de, mas poucos egis am e de como um e mo
de uma única pala a e os dois signi icados acabados de menciona .
Um e cei o a o que pode explica a polisemia eduzida ou inexis en e em ecu sos especializados é a
al a de a enção dada aos e mos e bais e adje i os (po exemplo, o adje i o e de acabado de
menciona ), que exibem o mas de polisemia que não a e am os subs an i os que deno am en idades. 1 Es e
a igo oi adap ado de uma ap esen ação ei a na 5a Con e ência In e nacional de Te minologia, Dimensões
Cien í icas, Adminis a i as e Educacionais da Te minologia o ganizada pelo Ins i u o da Língua Li uana em
Vilnius, Li uânia, em ou ub o de 2023.
Ma ie-Claude L’Homme
8Se en Good Reasons o a Be e Accoun o Fine-g ained
Polysemy in Te minological Resou ces
We could go on and lis o he ac o s, bu hey canno hide he ac
que a polisemia oco e em domínios e co pos especializados, como es e
a igo mos a á. Conside amos que ambém de e se melho ep esen ada
em ecu sos e minológicos e explicada de o ma ú il pa a os u ilizado es.
Nes e a igo, ap esen amos se e azões álidas pa a con abiliza a
polisemia, e mais especi icamen e a polisemia de g ãos inos, e pa a aze
dis inções de signi icado explíci as em ecu sos especializados. Exemplos
são e i ados de dois ecu sos que são compilados na Uni e sidade de Mon eal, o DiCoEn i o
(2024) e o DiCoEn i o emoldu ado (2024).
2. Polisemia em
Domínios Especializados?
Em con as e com uma p á ica comum nos dicioná ios de linguagem ge al, em que os signi icados associados a
lexemas polissêmicos são ag upados e o ganizados hie a quicamen e, os ecu sos e minológicos, e
especialmen e os bancos de e mos, desc e em concei os em en adas sepa adas di e enciadas das ou as.2 As
di e enças en e es as duas abo dagens são equen emen e en a izadas na li e a u a e minológica. Alguns
au o es a é se e e em à monosemia como uma p op iedade ideal que di e encia o signi icado do e mo do
signi icado da pala a.4 No en an o, múl iplos signi icados coexis em em domínios e co po a especializados, e os
e minólogos ge almen e de em aze dis inções de signi icado que podem en ol e dois ou mais signi icados
especí icos de domínio ou signi icados especí icos de domínio e ou os. A li e a u a em e minologia em,
ocasionalmen e, abo dado 2 […]<...> na p á ica, po que a es u u a do campo de assun o dos dados sepa a
homônimos pe encen es a di e en es campos de assun o. Des a o ma, os dicioná ios e minológicos e i am o
p oblema de es abelece sen idos sepa ados de pala as e nume á-las e o dená-las em uma única en ada. (Sage ,
1990: 56). A Comissão conside a que a Comissão não em compe ência pa a de e mina a compa ibilidade de uma
medida de auxílio com o me cado in e no. 3 - A monosemia de concei os- e mos en ol e o p incípio de um único
concei o, de aco do com o qual o e minólogo de e lida com um concei o de cada ez, seja num egis o
e minológico monolingüe ou mul ilingüe ou numa en ada de ocabulá io especializado. Is o é exa amen e o opos o
do p incípio da polisemia que é aplicado nos dicioná ios de linguagem ge al, nos quais a en ada lexicog á ica
comp eende uma sé ie de sen idos, cada um e le indo um concei o di e en e […] (Pa el, Nole 2001: 22). […][…] os
dicioná ios lexicog á icos e ecu sos elacionados se concen am em pala as e suas de inições po encialmen e
múl iplas, ou seja, pala as e seu um ou mais signi icados. Em con as e, as en adas em ecu sos e minológicos
a am concei os indi iduais em en adas únicas, designadas po um ou mais e mos e po enciais equi alen es em
ou a língua <...>[…] (W igh 2022: 91).
4Se compa a mos o ocabulá io da linguagem ge al e a e minologia a es e espei o, emos que os dois
sis emas di e em signi ica i amen e. A maio ia das pala as no léxico da linguagem ge al em múl iplos
signi icados. Cada o ma linguís ica es á associada a inúme os signi icados (alguns dos quais es ão
cla amen e elacionados en e si […]...>. Teo icamen e, os e mos de em se inequí ocos e e um signi icado e apenas uma designação
co esponding o one o m. <…> A e m in he sys em o a subjec ield should iden i y only one concep
[…]...>[…] (Cab é 1999: 40).
9Te minologija | 2024 | 31 a ques ão da polisemia di e amen e, ge almen e
pa a dis ingui signi icados especializados de não-especializados ou pa a
decla a que adiciona um signi icado a um i em léxico exis en e é um
mé odo comum de c iação de e mos (Aldes ein, Cab é 2002; Kocou ek 1991). A
polisemia ou o signi icado do e mo ambém é equen emen e conside ado
a pa i de ou as pe spec i as, como ambiguidade (S e ne 2022),
inde e minação (Ande sen 2007), a iação (especialmen e a iação
diac ônica, Temme man 2000), pon os de is a (Condamines, Rebey olles 1996),
di e enças de ca ego ização (Bowke 2022; Diki-Kidi i 2022; A aúz León,
Reime ink 2010). Poucos li os didá icos de e minologia abo dam a polisemia
di e amen e. Foi demons ado que a polisemia não é apenas um enômeno
eco en e em domínios como a compu ação e o ambien e, mas que pode
assumi di e en es o mas que o am es udadas na semân ica léxica
(L[…]Homme 2020a, 2024b), como:
Polisemia egula (Ap esjan 1974), al como a polisemia do esul ado
da ac i idade com a cap u a em (1) ou a polisemia do ins umen o da
ac i idade com o anspo e em (2).
(1) Plano de Acção In e nacional da FAO pa a a edução das cap u as aciden ais de a es
ma inhas na pesca com palang e (IPOA-Seabi ds da FAO). (b) A Comissão conclui que as
medidas em causa não cons i uem auxílios es a ais. Uma g ande pe cen agem das
cap u as pa a consumo humano é des inada aos me cados in e nacionais.
(2) a. Enco aja o uso de eículos elé icos pa a anspo e pessoal. (b) A
Comissão conclui que as medidas em causa não cons i uem auxílios es a ais. Mais
de 90 po cen o de odos os anspo es mo o izados são alimen ados po p odu os do pe óleo
[…] Fo mas de al e nância que podem conduzi à polisemia, como a al e nância do
ins umen o do agen e com o con aminado em (3). (3) a. Em algumas á eas, as águas
sub e âneas podem se con aminadas po enenos mine ais, como a mine ação
a senic - see A senic con amina ion o g oundwa e .
des egulada, que p o a elmen e es á lançando me cú io no a , no solo e na água,
con aminando a egião e colocando em pe igo sua população. […] Mic osenses (C use 1995;
C o , C use 2004), como a su il di e ença que se ê en e plan a em (4), uma a i idade
que diz espei o a á o es, e plan a em (5), uma a i idade ag ícola. (4) A coní e a oi
plan ada no sul das Mon anhas Apalaches po alguns memb os dos Gua diões To eya
po que o habi a no panhandle da Fló ida não mais supo a uma população iá el
(5) os ag icul o es locais no malmen e emo em odas as á o es de um pedaço de lo es a
an es de plan a em as suas cul u as alimen a es ou come ciais na pa cela ecém-desma ada <...>
Ma ie-Claude L'Homme 10 Se e boas azões
pa a uma melho con a de g ãos inos
Polysemy in Te minological Resou ces
Além dessas mani es ações de polisemia, ou as ambém podem se
encon adas em domínios especializados ( e , po exemplo, Du án-Muñoz,
Jiménez-Na a o 2023 sob e mo imen o e signi icados ic ícios de e bos no
domínio do u ismo). Nos ecu sos e minológicos, es es di e en es
signi icados são a amen e egis ados5 e, mesmo quando o são, as dis inções
en e eles não são desc i as de o ma a pe mi i que os u ilizado es os
comp eendam acilmen e. Nes e a igo, damos se e azões pelas quais ac edi amos que es a si uação de e muda .
3. Limi es do campo do assun o
Não são su icien es.
Como mencionado acima, na e minologia, mas ambém em ou as á eas
elacionadas, o signi icado do e mo é ge almen e conside ado a pa i da
pe spec i a de domínios p e iamen e delimi ados. Em alguns ecu sos que
isam ep esen a a o ganização do conhecimen o ( esau os, on ologias e
bases de conhecimen o e minológico), o domínio ambém o nece a base
con a a qual os concei os (em ez de signi icados) são de inidos, si uados
den o da es u u a de conhecimen o do campo, ligados a ou os concei os e
cla amen e di e enciados desses ou os concei os. Mais conc e amen e, os
ecu sos especializados e, especialmen e, os bancos de p azos associam cada
egis o de p azos a um de e minado campo emá ico. Os domínios podem se
especí icos (po exemplo, economia ci cula ou p og amação) ou mui o mais
amplos (po exemplo, meio ambien e ou ciência da compu ação). Es a
abo dagem em a consequência ine i á el de co a as possí eis elações senso iais que pode iam se explicadas se se omasse uma pe spec i a mais ampla.
Di o is o, mesmo quando os campos de assun o são delimi ados pa a um
de e minado p oje o de e minologia, o ó ulo de domínio em si é mui as
ezes insu icien e pa a classi ica signi icados dis in os em ecu sos. Po
exemplo, a es a égia se ia ú il pa a dis ingui a plan a em (4) da plan a em (5)
associando a p imei a ao domínio do desma amen o e a segunda à
ag icul u a. No en an o, nenhum mé odo de delimi ação de domínio nos
pe mi i ia dis ingui a polisemia egula em (1) e (2) ou al e nâncias como a
ilus ada em (3), uma ez que esses signi icados são mais p opensos a oco e
no mesmo domínio ou co pus especí ico do assun o.
5 L[…]Homme (2024a) analisou uma amos a de 45 i ens polissêmicos no campo do ambien e. Es es 45 i ens
léxicos o am e i ados do DiCoEn i o (2024) e co esponde am a 96 signi icados di e en es (as dis inções
o am es abelecidas com base em c i é ios léxico-semân icos). Cada i em léxico da amos a oi pesquisado
em qua o ecu sos di e en es que se concen am no ambien e. A análise ambém le ou em conside ação
signi icados adicionais (sen idos que não o am egis ados no DiCoEn i o). A p opo ção de polisemia
nes es ecu sos a ia de 1,06 a 1,64 (con a o ácio de 2,23 do DiCoEn i o).
11Te minologia | 2024 | 31
Fu he mo e, domain labels can e en lead o some con usion o use s
de ecu sos e minológicos que aplicam es a es a égia de e ique a de
domínio. Signi icados idên icos podem se conside ados di e en es se
es i e em associados a domínios dis in os. Po exemplo, no banco de
e mos Te mium Plus, a ede é desc i a em 22 egis os. Pa e des es egis os de ine a ede como uma ep esen ação
esen a ion o a g aph o ela ions; o he s de ine ne wo k as an o ganized
con igu a ion o compu e s. E en i he domain label changes, we can
ha dly deduce om his high numbe o e m eco ds ha ne wo k has 22
di e en meanings o ha he domain alone igge s a need o c ea ing a
new en y.
4. De inições imp ecisas
Pa ece bas an e ób io que delimi ações inadequadas de signi icados ou
dis inções en e dois sen idos le a ão ine i a elmen e a de inições
imp ecisas. No en an o, isso ge almen e oco e em ecu sos e minológicos
que não conseguem dis ingui enômenos de polisemia egula es ou
signi icados di e en es que esul am de al e nâncias. Conside e a seguin e
de inição dada pa a con amina em Pa k e Allaby (2017), um dicioná io sob e o
meio ambien e e a conse ação:
Con amina : polui ou o na impu o ou impu o, seja po con a o ou
po mis u a.
A de inição não dis ingue os dois signi icados de con amina ins anciados em
(3). Exemplo (3) a. con ém uma oco ência de con amina que em dois
a gumen os e (3) b. uma ins anciação de con amina com ês a gumen os.
Con aminado 1: X (uma subs ância noci a) ~ Y (uma á ea) (3) a. Em algumas á eas, as águas
sub e âneas podem se con aminadas po enenos mine ais, como Con aminado 2: X
a senic - see A senic con amina ion o g oundwa e .
(um agen e, uma a i idade) ~ Y (uma á ea) com Z (uma subs ância noci a)
(3) b. a mine ação não egulamen ada p o a elmen e es á lançando me cú io no a ,
no solo e na água, con aminando a egião e colocando em pe igo sua população.
Con aminado 1 e e e-se a uma si uação em que uma subs ância noci a se in il a
numa en idade na u al (um lago, um solo, um io), al e a a sua composição e con ibui
pa a a deg adação. Con amina 2 designa uma si uação em que um
Ma ie-Claude L'Homme 12 Se e boas azões pa a uma melho con abilização de
um agen e de g ãos inos ou uma a i idade ealizada po um agen e az com
Polysemy in Te minological Resou ces
que a subs ância noci a se o ne pa e da composição de uma en idade
na u al e a deg ade. A de inição egis ada no dicioná io de Pa k e Allaby
(2017) não pe mi e que os usuá ios dis inguam um signi icado que en ol e um
agen e ou uma causa (3) b. de ou o e en o que não en ol e uma causa
ex e na (3) a. Em ou os casos, os ecu sos e minológicos podem egis a
apenas um signi icado son[…]. A de inição ab ange o signi icado da en idade de
o a polysemous uni . Fo ins ance, he GEMET Thesau us (2024) de ines
ha es as ollows: “The amoun o measu e o he c op ga he ed in a sea-
colhei a no pon o 6.b, mas não o signi icado da a i idade no pon o 6.a.
(a) em 6. A p o eção de habi a s c í icos de ida sel agem no Á ico es á sendo econhecida
po aqueles que i em den o e o a do Á ico como essencial an o pa a a conse ação da
ida sel agem do Á ico quan o pa a sua colhei a sus en á el po mo ado es do Á ico. b) A
quan idade e o momen o da colhei a, incluindo o a inamen o p é-come cial e come cial, a
selecção e a colhei a cla a, a e a ão a qualidade e a quan idade de madei a p oduzida, com
implicações pa a o a mazenamen o de ca bono e a biodi e sidade.
5. Signi icado de dis inções em ge al
Se as unidades não o em egis adas em bancos de e mos ou dicioná ios
especializados ou se al a um signi icado especí ico, os u ilizado es dos
ecu sos podem p ocu á-los em dicioná ios de línguas ge ais. No en an o,
mesmo que esses úl imos eposi ó ios con abilizem mui os signi icados
especí icos de domínio, eles podem não cap u a dis inções que são
impo an es da pe spec i a de domínios especializados. Conside e o e bo
in oduzi em exemplos (7). (7) a. […] in oduzi al e ações di e amen e no ex o.
b. […] esis ência polí ica à in odução de uma espécie ameaçada de ex inção
num habi a desocupado.
Embo a em ambas as in oduções (7) a. e (7) b. possa se pa a aseado como
"alguém coloca algo em algum luga ", um e minólogo que abalha no ópico de
espécies ameaçadas de ex inção pode pe cebe uma modulação semân ica
en e as duas ins âncias do e bo. Isso pode se con i mado olhando pa a as
elações que cada oco ência de in odução compa ilha com ou as unidades:
em (7) a. ele compa ilha elações com inse i , exclui e edi a ; Enquan o o
in oduzi em (7) b. apa ece no mesmo pa adigma léxico que ein oduzi ,
in oduzi , coloniza e habi a .
13Te minologija | 2024 | 31
As shown in Table 1, he Me iam-Webs e (online dic iona y) makes
i e meaning dis inc ions o he ansi i e e b, some o which a e b oken
pa a dois ou cinco sub-sen idos. O Dicioná io de Inglês de Ox o d az oi o dis inções de signi icado que
ambém são di ididas em sub-senses. Ambos os dicioná ios de inem o signi icado ge al de coloca algo
em algum luga (sen ido 5 no Me iam-Webs e e sen ido 1b no Ox o d English Dic iona y), mas nenhuma
dis inção ou exemplo pe mi i ia que um usuá io que lida com in odução em um co pus sob e espécies
ameaçadas de ex inção comp eenda as especi icidades do e bo quando ligado a es e ópico. Quad o 1.
In oduzi ( ansi i o) no Me iam-Webs e (2024) e no Ox o d English Dic iona y (2024)
Me iam-Webs e
1: le a a ou o na conhecido po um
a o, anúncio ou ecomendação: como b:
aze obse ações p elimina es
o mal a: aze com que se conheça um
explica i as ou elogiosas sob e c: aze
(alguém, como um a o ou can o ) pe an e
o público pela p imei a ez d: ap esen a
ou anuncia o malmen e ou o icialmen e
ou po uma lei u a o icial de legislação e:
ap esen a o malmen e na co e ou na
sociedade
2 pa a lide a ou aze
especialmen e pela p imei a ez
3a: in oduzi em jogo b:
in oduzi em p á ica ou u iliza
4 pa a aze a um conhecimen o de algo
5PLACE, INSERIR
Dicioná io Inglês de Ox o d
1a: Le a ou aze pa a um luga , ou
pa a o in e io ou meio de algo b:
Coloca ou coloca de o a, inse i .
c: In oduzi ou aze (uma pessoa)
pa a uma sociedade ou ó gão; ambém,
† em um es ado ou condição (obsole o).
Ma ie-Claude L'Homme 14 Se e Boas
Razões pa a uma Melho Con a de G ãos
Polysemy in Te minological Resou ces
Finos 2 Pa a aze (uma coisa) em alguma
es e a de ação ou pensamen o; in oduzi
no decu so de alguma acção ou numa
composição li e á ia ou a ís ica;
adiciona ou inse i como uma ca ac e ís ica ou elemen o.
3 Pa a pô em uso ou p á ica;
in oduzi na moda ou na moda;
ins i ui (uma lei, um cos ume, e c.).
4 […] Pa a aze , aze , da o igem a,
ocasião, induzi . É obsole o. 5 Pa a
in oduzi (um empo, ação, ma é ia,
e c.); ap esen a ma é ias p elimina es
ou p epa a ó ias; começa , ab i ,
começa .
6† Pa a aze (uma pessoa) ao
conhecimen o de algo; inicia ; ensina ,
ins ui . É obsole o.
7 Pa a se amilia iza pessoalmen e; a:
especialmen e em um da a conhece a
da a conhece pessoalmen e,
uma pessoa ou a um cí culo. o ma
o mal, com o anúncio do nome, í ulo ou
ou a iden i icação. b) Conduzi
o malmen e à p esença de uma pessoa;
ap esen a o malmen e, como na
co e, ou em uma assembléia, como a
Câma a dos Lo des ou dos Comuns, uma
sociedade, e c. c: T aze pa a a sociedade; especi icamen e, no uso mode no, pa a aze (uma jo em)
[…] o a.
d: Pa a aze ao conhecimen o de, ou
make acquain ed wi h, a hing, by ac u-
al con a o, po expe iência, desc ição,
ep esen ação, e c.
8† Pa a ap esen a (um ende eço ou
semelhan e) o malmen e. É obsole o.
Pa a aze ao conhecimen o ou
conhecimen o de uma pessoa, e c. ;
ap esen a um p ojec o de lei ou uma medida ao Pa lamen o, e c.
21Te minologia | 2024 | 31 é incompa í el com a análise baseada em co pus,
que ine i a elmen e le a à obse ação de que di e en es signi icados
especializados coexis em e in e agem em co po a.
In ou opinion, he examples p esen ed in his a icle a e compelling
e idências pa a jus i ica um ela o p eciso de signi icados dis in os em
ecu sos especializados, ainda mais po que os ecu sos de linguagem ge al podem
não cap u a dis inções impo an es em de e minados campos emá icos. Os
usuá ios que p ocu am ecu sos pa a encon a in o mações sob e a
combina ó ia de e mos, elações pa adigmá icas e sin agmá icas e opções de
equi alência p ecisas p ecisam de desc ições que ão além de si ua concei os em
es u u as de conhecimen o. A omada em con a da polisemia nos ecu sos
e minológicos de o ma a o na as dis inções de signi icado explíci as pa a os
u ilizado es eque uma e isão comple a da sua es u u a e dos seus mé odos
de compilação a uais. Suge imos (L[…]Homme 2020a) es a égias al e na i as que
pode iam se desen ol idas pa a ep esen a a polisemia: lis a e ep esen a
elações e minológicas, si ua signi icados especí icos em quad os semân icos
maio es, e c. Essas es a égias (e ou as) o am implemen adas em ecu sos
que egis am e minologia de compu ação e ambien e. No en an o, o ecu so a
es es no os mé odos exige que os e minólogos se amilia izem com no os
p incípios e écnicas pa a ajudá-los a alida as dis inções de signi icado e a ep esen a signi icados em ecu sos.
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23Te minologia | 2024 | 31
SEPTYNIOS SVARIOS PRIEŽASTYS TERMINIJOS IŠTEKLIUOSE
LABIAU ATSIŽVELGTI Į SMULKIĄJĄ POLISEMIJĄ
San auka
Te minologia polisemija equen emen e nepas ebima a ba s a s oma iš ki ų
pe spek y ų (d ip asmiškumas, a ian iškumas, homonimija i k .). Apib ėžian są okas
konk ečiose dalykinėse s i yse e minologams ne eikia u ė i eikalų su daugybe
eikšmių i a spindė i eikšminių ski okiumos iš ekliuose kaip e minų bankai i
specializuo i žodynai. Iš ekliuose, ku iais siekiama pe eik i konk ečių dalykinių s ičių
žinių s uk ū ą ( ezau ai, on ologijos i e minologinės žinių bazės), s i is suda o
pag indą, ku iuo emian is išdės są okos (o ne eikšmės) apib ėžiamos,omos žinių
s uk ū oje, susiejamos su ki omis są okomis i aiškiai nuo jų a ski iamos. Šiame
s aipsnyje, naudodamiesi aplinkos s i ies pa yzdžiais, pa odome, kad polisemija y a
labiau papli usi specializuo ose dalykinėse s i yse nei pap as ai manoma. Na u almen e,
su elkus dėmesį į eikšmes anksčiau ap ibo ose s i yse, sumažėja polisemijos ikimybė.
No en an o, o código polisemija nedažna e minijos iš ekliuose, paaiškina okie eiksniai
kaip sudė inių e minų į aukimas, nepakankamas dėmesys eiksmažodžiams i
būd a džiams, ku iems būdingos ki okios polisemijos o mos nei daik a a džiams,
žymin iems iene us.
Pa eik i pa yzdžiai y a pag įs i pa i imi, įgy a ku ian du specializuo us aplinkos s i ies
e minų iš eklius, . y. DiCoEn i o i F amed DiCoEn i o, i naudojan is specializuo ais
eks ynais, suda y ais ku ian šiuos iš eklius. Dauguma nossos limi es eikšminių
ski umų nė a už iksuo i ki uose su aplinka susijusiuose iš ekliuose. Pasisakome už
adek a esnį polisemijos ak a imą e minijos iš ekliuose i pa eikiame sep ynias
p iežas is, kodėl eikšminiai ski umai u ė ų bū i aiškiai a spindė i i paaiškin i: 1)
dalykinių s ičių ibų nepakankamumas; 2) de inição dos ne ikslumas; 3) bend osios kalbos
žodynų neuž ek inumas; 4) e ei os di e en es de combinação; 5) leksinių san ykių sąsaja
su ski ingomis eikšmėmis; 6) modelos de con olo de ski ingi; 7) ski ingi
lygia e iškumo san ykiai.
Gau a em 2024-04-27
Ma ie-Claude L’Homme
Obse a oi e de linguis ique Sens-Tex e, OLST
Uni e si é de Mon éal
E-mail mc.lhomme@umon eal.ca