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M. Akelaitis leksikografas

J. Kruopas

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DA LEXICOLOGIA E LEXICOGRAFIA LITUANAS LITUÂNIA TSR ACADEMIA DE CIÊNCIAS M. AKELAITIS LEXICÓGRAFO J. KRUOPAS O ativista da imprensa, da cultura e da sociedade, literato e historiador M. Akelaitis (1829—1887) interessava-se muito pela língua lituana e estava decidido a escrever três dicionários da língua lituana (um comparativo e dois bilíngues) e uma gramática. É precisamente isso que pretendemos fazer ao analisar a sua atividade lexicográfica, na medida em que o permitem os manuscritos, os escritos publicados e as cartas de M. Akelaitis existentes na nossa república, a monografia de A. Janulaitis sobre M. Akelaitis publicada recentemente, as informações sobre os manuscritos de M. Akelaitis existentes na Polónia e outra literatura relativa à sua biografia. A maior parte do material sobre os trabalhos linguísticos de M. Akelaitis foi reunida no arquivo de manuscritos do Instituto da Língua e da Literatura Lituanas, onde o fundo de M. Akelaitis (F1) é composto por 49 pastas e contém cerca de 800 páginas de manuscritos de vários formatos, escritos em polonês (principalmente), lituano, russo (F1—12, 21, 23) e alemão (F1—24, 37). Após examinar estes manuscritos, constatou- -se que no fundo de M. Akelaitis também foram parar manuscritos que não eram dele. Este é, antes de mais nada, o manuscrito de um dicionário lituano-polonês (F1—1), que foi escrito em uma variedade oriental e, por isso, não pode ser atribuído a M. Akelaitis!. Seu caderninho de cânticos religiosos (F1—36), escrito em escrita oriental e com outra caligrafia. A ortografia (no uso de š, v etc.) e o estilo de escrita diferem do manuscrito de M. Akelaitis, a tradução de „Įpedinis ir Ubagas“ (F1—13), no qual está indicado que foi traduzido por M. Akelaitis a partir de B. Este também não é um manuscrito de M. Akelaitis. É duvidoso que lhe sejam atribuíveis também a breve descrição do incidente com as cegonhas (F1—4) e três páginas lexicográficas em rascunho (F1—32). Nos manuscritos há também cinco cópias datilografadas de cartas de M. Akelaitis publicadas na imprensa (F1—5, 6, 7, 8, 9). Os manuscritos restantes parecem ter sido escritos pelo próprio M. Akelaitis. Seu conteúdo é variado. Abordam principalmente questões da língua, literatura, folclore, mitologia e história lituanas; M. Akelaitis toca de passagem nos seguintes assuntos linguísticos: o lugar da língua lituana entre as línguas indo-europeias (F1—10, 22), as relações da língua lituana com as línguas eslavas (F1—10, 12, 22) e germânicas (F1—22), a proximidade da língua lituana com o sânscrito (F1—13, 22), as particularidades da fonética da língua lituana (F1—12, 38), vários sufixos da língua lituana (F1—12, 23, 25, 29), o uso dos tempos verbais (F1—41), exemplos do uso dos casos e das preposições (F1—37), a riqueza do léxico da língua lituana (F1—11, 22), uma lista de nomes de aldeias lituanas (F1—35), nomes de famílias lituanos1 Ver J. Kruopas, Dicionário manuscrito das línguas lituana e polonesa dos alto-lituanos orientais da segunda metade do século XIX, „Trabalhos da Academia de Ciências da RSS da Lituânia“, série A 2(30), Vilnius, 1969, dės (F1—22), várias etimologizações espalhadas por uma dúzia de manuscritos (F1—1, 10, 12, 13, 15, 17, 18, 19, 22, 29, 41), excertos da Postila de M. Daukša e de outros escritos (F1—41), trabalhos lexicográficos (F1—10, 155 11), pesquisadores da língua lituana (F —42) e“ etc. Entre as obras literárias de M. Akelaitis, devem ser mencionadas*: Klastorius (F1—47), Skajtymaj Szwentadieniniaj (tradução do polaco, F1—28), Moja chata (F1-—14), o início da biografia de K. Donelaitis (F1—46), Giesme Apej S. Stanistawa Kostka (F1—34), livros da língua lituana (duas listas de livros lituanos pertencentes a M. Akelaitis, F1—2,27) e outros. Dos manuscritos de folclore, os mais importantes são os seguintes: duas coletâneas de contos (52 contos, F1—43, 44), adivinhas e outros materiais folclóricos (F1—12, 21), o conteúdo da coletânea de canções de G. Neselman (F1—32) e outros. Vários manuscritos de M. Akelaitis dizem respeito à mitologia lituana, pela qual ele se interessava muito e cujos nomes de seres, especialmente Perkūnas, gostava de etimologizar com frequência: Ustęp z mitologii litewskiej (F1—15), Nazwiska bogėw litewskich (F1—17), etimologias dos nomes das divindades (F1—15, 17, 18, 19, 21, 40 e outros) e outros. Da história, os manuscritos mais importantes são os seguintes: Trumpas pasakojimas apej Lietuwos wejkalus (F1—30), Z Dziejéw Litwy (F1—48), Geschichte Preussens (F1—49), excertos de diversas fontes históricas relativos à história da Prússia (em alemão, F1— 37), sobre o início da Rússia (F1—29) e outros. Além disso, no fundo de M. Akelaitis há manuscritos de várias outras áreas: Przygląd systematyczny wszystkich nauk (F1—45), Apej garus (F1—31), de economia política (F1—3), de religião (F1—39) e outros. A maioria dos manuscritos de M. Akelaitis são rascunhos, breves; alguns não têm início nem fim. São notas dispersas, coletâneas de materiais, excertos e coisas semelhantes. Apenas uma parte foi passada a limpo, aparentemente para ser preparada para publicação: leituras dominicais, duas pequenas coletâneas de contos, um breve relato sobre as obras da Lituânia (inacabado- ), o artigo „Apej garus““ e as orações,,Téve mūsų“ (foram publicados- ). Excluindo do legado manuscrito de M. Akelaitis o dicionário lituano-polaco (F1—1) como não sendo seu manuscrito, resta pouco material relacionado com o trabalho lexicográfico de M. Akelaitis. No entanto, juntamente com os dados de todo o fundo e de outras fontes, ela permite começar a analisar a atividade lexicográfica de M. Akelaitis, que se manifestara com ambições bastante amplas. M. Akelaitį foi incentivado a pesquisar a língua lituana pelo interesse científico, pelo desejo de valorizar a língua lituana e por considerações práticas — a redação de livretos em lituano para o povo. Tendo aprendido por conta própria algumas línguas (polonês, russo, alemão, francês, latim, grego), tendo-se familiarizado um pouco com os fundamentos da linguística histórico-- comparativa e com algumas pesquisas sobre a língua lituana (de A. Schleicher e S. Mikuckis), M. Akelaitis desejou ele próprio manifestar-se na linguística lituana. Sobre isso, ele escreve de Varsóvia em 25.11.1856. na carta a M. Valančius: „Darei alguns passos adiante, quero expor a minha língua; Pretendo escrever um dicionário lituano comparado com as línguas indo-europeias““ (TŽ, III, 293). A partir dos trabalhos de linguistas estrangeiros, M. Akelaitis sabia da importância científica da língua lituana para a linguística comparativa, especialmente para a eslavística, e frequentemente enfatizava isso em suas cartas e artigos. O desejo de conhecer a língua lituana, descrever a estrutura gramatical da língua lituana e explicar a origem das palavras e dos nomes não deu descanso a M. Akelaitis durante toda a vida. Ele não se contentava com as pesquisas de estrangeiros sobre a língua lituana, considerava-se capaz de conhecer a língua lituana melhor do que eles e de enriquecer a linguística com novos trabalhos. Ele procurava e dizia ter encontrado novas leis para conhecer e aprender línguas aparentadas. Assim, os amplos interesses científicos + a língua e a ortografia 156 de M. Akelaitis e iš de outros autores não são corrigidos, foram um dos principais motivos que levaram M. Akelaitis a į empreender o ir trabalho de elaboração de uma gramática ir do dicionário comparativo na linguística lituana. Be do interesse científico, investigar a língua lituana M. Akelaitis foi ir incentivado pelo amor à língua materna. Ele nasceu e cresceu no ir seio do povo iš lituano, que naquele período se encontrava sob uma difícil opressão econômica, social e nacional. ir Embora M. Akelaitis não incitasse o no povo oprimido e ir explorado a revoltar-se contra os exploradores, embora fosse um defensor das relações patriarcais entre a nų propriedade senhorial e a ir aldeia, ele sempre esteve do lado do povo, preocupando-- se constantemente com a sua educação, cultura e língua. ir M. Akelaitis estava convencido de que o povo é a base da sociedade: „Assim como os alicerces estão para um edifício, o povo está para a sociedade. Será fraco o edifício cujos alicerces são frágeis“ (Jan MA, p. 32). Especialmente M. Akelaitis preocupava-se com a preservir ação da língua lituana por meio da educação. Ele via que a língua materna era jo desprezada, restringida e perseguida, que não havia ir lugar para ela nas escolas, nas instituições, na imprensa e na vida pública. ir Por isso, to aflige-se e convoca os ir compatriotas a lutar pelos direitos e pela existência da língua materna: ir ,,Porventura nós, lituanos, renunciaremos à nossa língua e, ir desse modo, por nossa própria vontade, mataremos a nossa nação, už ka será preciso responder no dia do Juízo? Ar em nós, que amamos tão ardentemente aquilo que é nosso, terá deixado de bater o coração lituano?... É preciso elevar a língua lituana, retirar do desprezo a língua que possui a grandeza do iš sânscrito, o tą poder do latim, a beleza do grego e a musicalidade do italiano. ir Façamos iš isso aos poucos, fundemos escolas nas paróquias, nas quais tudo seja ensinado em língua lituana; escrevamos ir e imprimamos livros lituanos para o povo““ (JanMA, p. 18). Fiel às suas convicções M. Akelaitis permaneceu fiel até ao fim da vida. Iš durante a 1871 m. emigração, escreveu a um dos seus parentes: „Zostalem po częšci literatem nie i to dla jakiej§ stawy, nie dla czezych kadzidel tego šwiata, ale dla dobra moich braci, dla pozytka tych poczciwych chiopakéw Litwinéw, posrod ktorych zrodzilem sie i wzroslem® (AKG, p. VIII). [Tornei-me, em parte, literato, não por alguma w honra, nem pelos vãos louvores deste mundo, mas em benefício dos honrados camponeses lituanos, entre os quais nasci e cresci.] Ao escrever pequenos livros e apelos ao povo em ne lituano, ao criar poemas e ao traduzir de outras línguas para a língua lituana, M. Akelaitis teve de familiarizar-- se com a língua literária lituana, com ir as suas normas gramaticais e lexicais. No ir seu tempo, esta era uma tarefa difícil, pois a língua literária ainda não estava estabilizada e variava. Nela manifestavam-se características de vários dialetos (zemaitiano, aukštaitiano oriental e aukštaitiano ocidental), e faltavam-lhe normas gramaticais e lexicais unificadas. Por isso, os que escreviam tinham de aprofundar por si próprios as questões linguísticas e resolver questões de ortografia, gramática, vocabulário e outras. Assim, é perfeitamente natural que muitos intelectuais e literatos da cultura do século XIX se interessassem muito por questões linguísticas, elaborassem eles próprios dicionários bilíngues e escrevessem gramáticas. Nesse aspecto, M. Akelaitis não foi uma exceção. Ele também procurava gramáticas e dicionários da língua lituana, para poder familiarizar-- se melhor com a língua literária e contribuir para a sua investigação e desenvolvimento. Os primeiros manuscritos lituanos de M. Akelaitis mostram que lhe era difícil escrever em lituano, que ele, um alto-lituano ocidental meridional, era influenciado pelas formas dialetais dos textos que lia, especialmente pelas samogíticas. Algumas delas penetraram na língua dos escritos de M. Akelaitis, embora fossem estranhas ao seu dialeto natal, por exemplo : Vokyczus, in, kan, susirinken, užejen, atsiduren, dideliaj etc. (F1-—30). Ao ler os escritos dos antigos escritores M. Daukša, K. Širvydas, bem como dos seus contemporâneos S. Daukantas, M. Valančius e outros, M. Akelaitis seguia a sua língua, fazia transcrições e reunia material para gramáticas e dicionários. Embora se interessasse sobretudo pela comparação das línguas, pela linguística comparativa, também dedicou grande atenção à normatização da língua. 157 Ele mesmo observa: ,,Najprzéd napiszę ją [a do gramática] de uso prático, o pėzniej obrobię umiejętne“ (F1—11, p. 3). [Primeiro escreverei uma gramática para uso prático e, mais tarde, elaborá-la- -ei de modo mais erudito]. M. Akelaitis prestava atenção também ao caráter lituano e à pureza do léxico, procurando evitar empréstimos desnecessários. Na lista dos livros que possuía, junto ao elementário „„Mokstas skajtima raszta lietuwiszka““ (1856), ele anota: „nie ma žadnej wartošči —pelno makaronizmow“ (F1—2). [Não tem valor algum — está cheio de macaronismos]. Os empréstimos eram muito difundidos, e até para o próprio M. Akelaitis era difícil evitá-los. Em seus manuscritos também podem ser encontrados: turmon, neprieteliu, pawietre, nebagelę, smerties, zlasties, wajna e outras palavras emprestadas, para as quais ele poderia ter encontrado equivalentes lituanos nos escritos de M. Daukša e K. Širvydas. Ainda assim, a língua de M. Akelaitis é melhor do que a língua dos escritos eclesiásticos. Ele escrevia de modo bastante simples, popular, empregando expressões vivas e figurativas da língua popular, por exemplo. : Bajme žmoniu ten susirinko; Batorius buwo in musu karalus pakeltas; nelajke ranku už anczio; bajsi isztiko kowa; apkalęs jin geležiniais pancziajs instume turmon; sukulti in patraszas ir kt. (F1—30). Assim, também considerações práticas levaram M. Akelaitis a estudar a língua lituana e a preocupar-se com a preparação de uma gramática e de dicionários da língua lituana. Ao iniciar o trabalho lexicográfico, M. Akelaitis esforçou-- se por familiarizar-se com as escassas obras dos seus predecessores, que constituíam uma das fontes mais importantes na preparação de um novo dicionário da língua lituana. Que dicionários da língua lituana eram conhecidos por M. Akelaitis e em que medida ele pôde utilizá-los? Da lista de livros mencionados por M. Akelaitis na carta a M. Valančius de 25 de setembro de 1856, vê-se que, naquela época, na sua escassa biblioteca havia apenas o dicionário de G. Nesselmann, „Wérterbuch der litauischen Sprache“ (TZ, III, 293). Nesse dicionário, as palavras lituanas são apresentadas não na ordem alfabética habitual, mas segundo determinadas secções de vogais e consoantes, enquanto os verbos prefixados são apresentados nos verbetes dos verbos sem prefixo. Isso dificulta muito a procura de palavras nesse dicionário; por isso, M. Akelaitis referiu-se negativamente à obra de G. Nesselmann na carta mencionada: „Kiekwienas, nesakisiu jau pažinusis kalbą žemajtiszką, pripažis jog Nesselmannas butu galejęs gieresni parasziti žodiną, turiedamas isz wisur didelę pagialba. Wokieczej papratusis kožng daiktą dariti iki trupucziuj: taritum tik wienas Nesselmannas į tą paprotį nenugimęs: jo Zodinas it tikra tamsi giria: klajdZiok be galo o nerasi ko jeszkaj“ (TŽ, III, 294). M. Akelaitis também sabia da existência do dicionário de K. Širvydas, pois, numa carta a M. Valančius datada de 15/27.10.1856, pede-lhe que lhe empreste o dicionário e a gramática de K. Širvydas (TŽ, III, 295). Vê-se que M. Valančius emprestou a M. Akelaitis o dicionário de K. Širvydas, pois ele é mencionado numa lista posterior dos livros que M. Akelaitis possuía (F1—2, p. 1). Numa carta a A. Kirkor, datada de 3.05.1858, ele menciona que em parte alguma conseguiu encontrar a palavra kauras, embora ela figure nos dicionários de Nesselman, Milkau e Širvydas (TŽ, III, 300). M. Akelaitis deve ter utilizado esses dicionários, pois neles a palavra kauras é de facto registada. M. Akelaitis interessava-se não só pelos dicionários impressos que conhecia, mas também pelos manuscritos. Tinha-lhe chegado às mãos um dicionário das línguas lituana-polaca, escrito num dialeto oriental por um autor desconhecido, que atualmente se encontra no material arquivístico de M. Akelaitis, conservado no arquivo de manuscritos do Instituto da Língua e Literatura Lituanas (F1-—1). Pelas características linguísticas do dicionário, vê-se que ele é oriental e, portanto, não foi compila158 do por M. Akelaitis. Este último o havia tomado emprestado de alguém e, ao fugir da Lituânia após a revolta de 1863, deixou-o com Andruškevičius, que entregou esse dicionário a J. Basanavičius, e este — à Sociedade Científica Lituana?. Na carta de 15/27.X.1856 a M. Valančius, M. Akelaitis menciona os dicionários manuscritos de S. Daukantas e, provavelmente, de to Sutkevičius: D. „Como seria feliz se aqueles fólios preparados pelo senhor Dowkont para o dicionário polaco-samogitiano chegassem às minhas mãos! ou um manuscrito de 6 páginas de um dicionário lituano-polaco, repousando em algum mosteiro, entregue à voracidade das traças! *“ w i na (TZ, III, [Como 296). seria feliz se aqueles dicionários em fólios, preparados por S. Daukantas, das línguas polaca-lituana chegassem às minhas mãos, ou o manuscrito do dicionário das línguas lituana-polaca, que jaz algures num mosteiro e foi entregue às traças para ser guardado.) Mais tarde (1858) M. Akelaitis viveu junto com su S. Daukantas em Svirlaukis; portanto, é de supor que pudesse ter acesso às obras lexicográficas de S. Daukantas, sobretudo porque numa correspondência de Vilnius se escreve que, no espólio manuscrito de M. Akelaitis, se encontravam os dicionários das línguas lituana-polaca de L. Andruškevičius e, possivelmente, de S. Daukantas“. O dicionário lituano-polonês existente no mosteiro, mencionado por M. Akelaitis, provavelmente era o dicionário de D. Sutkevičius, que ele recorda em outra ocasião, no final da lista de livros destinada a M. Valančius: „Czyby Towarzystwo Archeologiczne Wilenske nie moglo w tym względzie czego wyjednač? Možeby trafnee się postąpilo przypisawszy Ministrowe Oswieczenia mający się wydač Stownik Sutkewicza?“ (FI—2, p. 3). [A Sociedade Arqueológica de Vilnius não poderia fazer algo a esse respeito? Talvez se procedesse acertadamente oferecendo ao Ministro da Educação o Zodyna de Sutkevičius, que se pretendia publicar.] “M. Akelaitis menciona também o dicionário manuscrito de J. Brodovski, no qual se encontrava a palavra Percunas, cuja etimologia ele explicava (F1—17, p. 2). É preciso supor que esse dicionário era conhecido por M. Akelaitis através dos trabalhos de G. Milkus, Nesselman e outros, pois ele próprio não podia ter acesso ao manuscrito de J. Brodovski. Mais tarde, vivendo em Paris e escrevendo uma gramática da língua lituana, M. Akelaitis utilizou também o dicionário de F. Kurszaitis (AkG, 24), que ainda não havia sido publicado quando M. Akelaitis preparava os dicionários na Lituânia (no exterior, não podia dedicar-se ao trabalho lexicográfico, pois estava ocupado com a gramática e a linguística comparada- ). Assim, ao iniciar o trabalho lexicográfico e durante sua realização, M. Akelaitis dispunha de vários dicionários bilíngues impressos (de Širvydas, Milkus e Nesselman) e de vários manuscritos da língua lituana. Estas eram as suas principais fontes, nas quais podia encontrar um número considerável (mais de vinte mil) de palavras lituanas e equivalentes em outras línguas e que o ajudaram a familiarizar-se com a estrutura dos dicionários, a técnica lexicográfica etc. Além disso, M. Akelaitis tinha diante de si dicionários de outras línguas. Numa carta a M. Valančius, ele menciona os irmãos Grimm, „Zodina wokiszka, kami ir det žiemajtiszkos kalbos daug naudos randasi“ (TŽ, III, 294). Da lista de livros elaborada pelo representante do governo czarista que perseguia M. Akelaitis, vê-se que, junto do proprietário rural Kudrevičius, ele tinha „CiioBaps poccHHCKO-I10JIbCKHĖ“ e „Dictionaire Francais-Polonais“ (Jan MA, 85, 87). Num dos manuscritos de M. Akelaitis, é mencionado o dicionário da língua letã de Stender (F1—21, p. 4). M. Akelaitis, em diversas explicações etimológicas e de outro tipo, baseia-se ainda nos seguintes dicionários de outras línguas ou menciona-os: 1) F. Nesselmann, „Die Sprache der alten Preussen“ -(1845) (F1—17, p. 3); 2) F. Bopp, „Glossarium sanseritum““ (1847) (F1—17, p. 3); 3) Chavée, Lexiologia Indo-Europeia (F1—22, p. 13, 15, 16); 4) „O poliglota Bonaparte: sendo a parábola do semeador, em 72 línguas e dialetos“ (F1—22, p. 20). 2? J. Kruopas, no mesmo lugar, p. 184. 3 „Kraj“, 1893 m. N.º 13, p. 12. 159 Provavelmente, sobretudo M. Akelaitis utilizou os K. dicionários de Širvydas ir G. e de Nesselmann; os o equivalentes de outras línguas indo-europeias, especialmente do sânscrito, foram retirados iš F. de Bopp ir das obras mencionadas por Chavée. Para o trabalho lexicográfico M. Akelaitis estava decidido a utilizar diversas fontes literárias, bem como jo os livros ir lituanos que possuía ou desejava adquirir. Iš inícios M. Na biblioteca 1856 m. de Akelaitis havia apenas onze livros lituanos. Elas são mencionadas M. de Akelaitis na carta d. de 25.IX.1856 M. a Valančius, a quem ele pedia que lhe enviasse o maior número possível de livros lituanos (TŽ, III, O tipógrafo-livrei293). ro Zavadskis ir também providenciava M. literatura lituana para Akelaitis. Dessa forma M. Na biblioteca de Akelaitis, ao longo de vários anos, surgiram 42 (não 37, como se afirma JanMA, p. 87) livros lituanos. Isso é demonstrado até mesmo por du jo as listas de livros existentes no arquivo do Instituto de Literatura ir da Língua Lituana (F1—2, p. 1—2; F1-27, p. 1-2). No primeiro, dedicado a M. Valančius, estão listados 41 livros, e no segundo —42 (foi acrescentado o livrinho „Žine kajp rejk atlikti spawiednę““, Como essas listas não 1852). foram publicadas em lugar algum e mostram quais livros lituanos M. Akelaitis utilizava, aqui se publica integralmente a segunda lista de livros: SPIS KSIĄŽEK LITEWSKICH Dowkont 1) Prasma Língua latina. 1837. > 2) Maneira dos Antigos Lituanos, 1845. F3) Vida Dos Grandes Fantasmas. 1846. 5 4) Contos de Fedro — 1846. i 5) Abecedário Lituano Calniano ir Língua samogícia. 1842. i, 6) Canções samogícias. —1846. 7) Livro das abelhas —1848. 8) Livrinho De madeira Medidos 1849. 9) Ensinamentos sobre os jardins. 1849, 10) Sobre as ervas forrageiras —1855. 11) Epitome Historiae Sacrae —1838. Wolonczewski Žemajtiū 12) Diocese. 1848. 13) Ensinamentos sobre o sacramento Confirmação. 1850. 14) Conhecimento de como é necessário realizar a confissão. 1852, 15) Tamoszius isz Kempis. 1852. 16) Ziwatas Jezaus Kristaus. 1853. 17) Istorije Szwenta senoje istatima. 1855. Proniewski 18) Iszguldimas Ewangeliju. 1855. Szyrwid 19) Punktai Sakimu —1845. 20) Fogo Livretos. 1801. 21) Lituanas Evangelhos. 1806. Juzumowicz 22) Szwentas Izidorius 1854. W 23) Grande Elementário. 1855. 24) Kalwaria —1855. Werejka 25) Griesznikas traduzido para o dialeto local 1854. Zieniewicz 26) Catecismo católico 1854. Kitkiewicz 27) Hinos lituanos. Mieleszka 28) Livrinho sobre os conhecimentos da amizade e da temperança. 1846. 29) Ato e oração. 1856. 30) Ensino da leitura da escrita lituana 1856 (não tem nenhum valor). 31) Szwetas Giesmes —1855. 32) Razanczius. 1855. 160 33) Ouro Altar. 1854. 34) Jesus Maria, 1854. 35) Glória de Deus — 1855, Iwinski 36) Calendários zr. 1846.47.50.51.55.57. Giedroj¢ 37) Novo Lei. 1816. 38) Dicionário Szyrwida 1713. 39) Dicionário de lituano língua v. Nesselmann. 1850. 40) Manual da lituana língua v. Agosto Schicicher Praga. 1856. 41) Gramática lituana do Pe. Kossakowski. 42) Rhesa — Canções. 1843. M. deixadas por AkelaiCio na lista de livros de Kudrevičius ainda são mencionadas: 1) Canções Zemaycziu, reunidas e yr publicadas por Simona Stanewicze, 2) para as crianças Zemaitiu yr Lietuwos (JanMA, p. 85). Visto que M. Akelaitis traduziu para o polaco de Donelaitis „Metus““, então ele deveria ter uma obra. šį Be a, iš M. pelos manuscritos de Akelaitis, vê-se que ele fazia excertos iš M. de Daukša Postilė (F1—41, p.), 1—39 1845 m. Koncyonolo (F1—41, p.), 43—48 1844 m. Novo Testamento (F1—41, p.). 49—52 A maior lista de livros da biblioteca de M. Akelaitis foi elaborada em 1891 pelo jornalista polaco L. Uziembla e enviada ao etnógrafo polaco Żegota Paulius. O nosso bibliógrafo V. Žukas encontrou esta lista na biblioteca da Universidade de Cracóvia e publicou-a na imprensa*. ir jį Nela estão registadas 77 publicações (cinco iš jų são livros letões) e um manuscrito do próprio M. Akelaitis. Ao comparar esta lista com a lista de 42 livros elaborada pelo próprio M. Akelaitis e publicada neste artigo, verifica-se que elas diferem não só quanto ao número de impressos apresentados, mas também quanto aos títulos. Em ambas as listas encontram-se apenas 21 livros iguais; os demais são diferentes. Na lista publicada por V. Žukas há um número considerável de livros religiosos protestantes e de outros tipos impressos em Königsberg, que não são mencionados na lista de M. Akelaitis, por exemplo. : Giwasties Medis (1846), Augsburgiszkasis wierds iszpazinimas (1855), Rojaus Darželis (1845), Ugnies knigeles (1801), Bybeles (1853) etc. Por outro lado, na lista de M. Akelaitis são mencionados dois dicionários, três gramáticas e 16 outros livros que não constam da lista de V. Žukas. Somando todos os livros lituanos da biblioteca de M. Akelaitis mencionados em ambas as listas e em outros lugares, eles totalizariam cerca de cem. Isso, considerando a perspectiva daquela época, constituía uma livraria considerável. Aqui não são indicados os livros lituanos que se encontravam na biblioteca da sociedade lituana de Paris “Želmuo” e que M. Akelaitis poderia ter utilizado em Paris. Elas foram mencionadas na imprensa*, e a sua lista completa encontra-- se no Arquivo de Manuscritos da Biblioteca Central da Academia de Ciências da RSS da Lituânia (F64, unidade 110, I. 4—12). Contudo, essa literatura não pôde ser utilizada no trabalho lexicográfico que M. Akelaitis desenvolveu até fugir da Lituânia, no final de 1861; por isso, também não a enumeraremos aqui. Uma parte significativa dela é constituída por publicações periódicas e brochuras, publicadas sobretudo após a morte de M. Akelaitis, além de algumas obras de literatura de ficção lituana, gramáticas e dicionários. Ao todo, na biblioteca de „Želmens“ havia 74 publicações periódicas lituanas, livros e brochuras». ir © 4V. Žukas, Da história das bibliotecas e da bibliografia, „Anuário da Biblioteca Científica da Universidade Estatal de Vilnius V. Kapsukas (1958—1959- )“, Vilnius, 1961, p. 249—253, 5 V, Abramavičius, A sociedade lituana de Paris, „Zelmuo* e a sua biblioteca, „Trabalhos das instituições de ensino superior da RSS da Lituânia. Questões de biblioteconomia e bibliografia“, III, Vilnius, 1964, p. 153. 6 V. Abramavičius, no mesmo lugar, p. 154. 11. Da lexicologia e lexicografia lituanas 161 É evidente que M. Akelaitis dedicava grande atenção à leitura de livros lituanos, à elaboração de excertos e à recolha de material para a gramática e o dicionário. Ele próprio escreve a M. Valančius sobre como avalia os livros que recebeu dele e como se prepara para mergulhar neles, procurando material valioso, pérolas preciosas: «Não são ninharias, como Vossa Reverendíssima se exprime — é o golfo de Bengala, no fundo do qual repousam pérolas preciosas. Lanço-me como um mergulhador no abismo das águas profundas; apanho conchas de pérolas, esquecendo que, durante essa pesca, é fácil perder a vida, se os companheiros deste trabalho, que nadam livremente à superfície do mar, não se apressarem, ao sinal dado, a puxar o mergulhador para o ar fresco. Mas como não recolher estas pérolas, tantas e tão caras ao meu coração- ?” (T Z, III, 295). [Não são ninharias, como Vossa Santidade dizeis, é o golfo de Bengala, no fundo do qual jazem as pérolas mais preciosas. Desço como um mergulhador ao abismo das águas profundas; apanho conchas de pérolas, esquecido de que, pescando assim, é fácil morrer rapidamente, se os companheiros deste trabalho, que nadam livremente à superfície do mar, não se apressarem, ao sinal dado, a retirar o mergulhador para o ar fresco. Mas como não recolher essas pérolas, tão preciosas para o meu coração- ?) A terceira fonte de material em que M. Akelaitis podia apoiar-se em seu trabalho lexicográfico era a língua do povo. Era a sua língua materna, que aprendera na família, numa aldeia lituana, sobre a qual sempre se manifestou com grande amor e respeito e cujos direitos, expansão do uso e desenvolvimento promoveu durante toda a vida. As circunstâncias não permitiram que M. Akelaitis permanecesse constantemente entre o povo e recolhesse dele os tesouros da língua. Quando cresceu, viveu em propriedades rurais e raramente entrava em contato com o povo. Contudo, nos intervalos, viajando pelo país e em outras ocasiões, anotava o folclore e recolhia material linguístico. Isso se vê em suas anotações bastante numerosas de folclore e nas várias observações linguísticas presentes em seu legado manuscrito. Eis exemplos do uso de casos e preposições anotados para fins de sintaxe (parte deles pode também ter sido extraída de textos escritos- ): Per. Passar pela cidade. Isso passou pelo meu coração. —Eu estive doente durante o inverno. —Ele trabalhou durante a noite. —Subir por cima da cerca. —Atravessar a fronteira. —Por meio de um homem, o pecado veio ao mundo, e a morte, por meio do pecado. —Ele veio por Martynas. —Ele vive a três milhas de distância. —Eu considero isso verdadeiro. —Ele estava bêbado. —Que espécie de pássaro é esse? (F1— 37, p. 110). M. Akelaitis fala muitas vezes da riqueza do léxico da língua lituana e ilustra-a com exemplos, retirados principalmente da língua popular. Ele indica que, para nomear a mesma coisa, característica, ação e outras, os lituanos dispõem de muitas palavras, caracterizadas por diversas nuances, por exemplo: kalba, szneka, tarme, byla, žadas; amarelo, amarelado, amarelado-claro, amarelento, amarelento-claro, amarelinho, amarelinho-delicado, amarelinho; cantar, entoar, lamentar, cantar, ainda lamentar (pr. či6d60), cantarolar, gorjear, soar (F1—11, p. 4). Ao falar sobre o uso do sufixo -ėnas, ele apresenta também numerosos exemplos: Tylzenas, tetenas, brolenas, seserenas, Kuprenas, Wilkenas, Warnenas, Waszkenas, Rimkenas, Melenas, Masenas, Kredzdenas, Kiszkenas, Bylenas, Tylenas, Prastenas, Druktenas (F1—29, p. 12). Em seu artigo «Apej garus» (Fl—31), ao procurar termos para denominar as partes da caldeira a vapor e da locomotiva, M. Akelaitis toma palavras da língua popular e aplica-as ao campo técnico, ampliando a esfera de uso das palavras e atribuindo-lhes um significado especial. Assim, foram introduzidos no campo técnico: mastro, cabo, batedor, Zirgis, abertura, fornalha, lanterna, rolha, impulso, rolo, gancho, apito e outros. Por fim, a linguagem dos próprios escritos de M. Akelaitis apresenta traços marcantes da língua popular, que mostram que ele sempre se apoiou na língua materna aprendida na juventude, e que ela era para ele uma enorme fonte de riquezas linguísticas. 162 M. Akelaitis havia planejado preparar três dicionários: 1) um comparativo da língua lituana; 2) lituano-polonir 3) ês e polonês-lituano. Isso pode ser visto iš jo cartas M. a A. Valančiuir s, Kirkor e outros (TZ, III, IV, 292—321, 433—443), o bem como nas iš opiniões de outras pessoas sobre M. os trabalhos de Akelaitis. 1856.VI.27 na carta (VII.9) J. A Zavadzkiui ele faz: „Trabalho sobre a língua lituana, comparo go z línguas Indo-Europeias —elaboro um dicionário da língua Lituano, dicionário no w pleno sentido desta palavra. Será um to opus dignum laude et laurea, — superará os dicionários até agora conhecidos, e... queria dizer algo quando o meu aluno, naquele momento, ao repetir para w si a lição de latim, pronunciou: ,,Propria laus sordet“ — pintar o mi rosto; devo, portanto, deixar de falar e o trabalhar em silêncio i w no meu dicionário; chegará o tempo em az que talvez a tipografia z Senhor do Benfeitor escapará ao na mundo“?. [Estudo a língua lituana, comparo-a com as línguas ją su indo-europeias — elaboro um dicionário da língua lituana no verdadeiro sentido desta palavra. Será uma obra digna de uma ir coroa de louros de elogio, superior a — todos os už dicionários conhecidos até agora, e... queria dizer alguma coisa, quando o meu aluno, naquele momento repetindo a lição de latim, disse: ,,Uma obra louvada é detestável“. Isso me calou, por isso não posso falar mais sobre o meu dicionário; devo prepará-lo em silêncio, até chegar o momento em que, talvez, seja impresso ir na tipografia do senhor jį benfeitor.] Iš início M. Akelaitis tinha o propósito de elaborar um dicionário comparativo da língua lituana, no qual as palavras da língua lituana deveriam ser su comparadas com as de outras línguas indo-europeias (em palavras eslavas, gregas, góticas, latinas e sânscritad. s). na carta de 25 de X de 1856 M. a Valančius M. Akelaitis ilustra com exemplos como pretende escrever o dicionário, precisamente*: Aszwinis, = sânscr. aszwa, franc. cheval, kon. Nagas, = sânscr. nagah, ross. xozomo (nogieč, antigamente) paznogieč. Preto; = greck. ioeidės, preto. Telhado, = greck. stégé, teto; daí, cobertor de telhado stegius. Pastor, = grego. poimén, pastor. Sonho, = grego. Ypnos [hypnos] sono. Dizer, = alemão. sagen, dizer; Por isso, pasakos lembra a palavra normanda sagos, lendas, contos populares, tanto pelo som quanto pelo significado. i Szniaketi, = dmisk. [dunsk] snaken, conversar. Žardis, = francês. jardin, campo, pastagem; w em algumas regiões chamam-no cieletnik, porque ali geralmente že se alimentam apenas bezerros. Szuo, = francês. chien, cão. Duris, = inglês. portas, portas. Seda, = inglês. seda, russo. weaxs seda’. Âmbar, = russo. s¥maps, âmbar, bernstein, elétron; Portanto, a eletricidade poderia ser traduzida por gintarumas. Homem, = latim. Vir, Wiraj puxe a canga — Viri trahite jugum. Fígado, = fígado, fígado. Alto [Alto], (não = auksztus [alto] = barato. augustus [angustus], alemão. eng., estreito. Cresciment- = o, augmentum; = augu augeo = avge ir t. t. (TZ, III, 293 —294). Iš dos exemplos apresentados, vê-se que M. as comparações de palavras de várias línguas feitas por Akelaitis baseiam-se sobretudo em correspondêncine as da fonética histórica comparada, mas também na consonância casual, ou na ba semelhança de empréstimos com as palavras originais, ou numa į etimologização ingénua, ou no registo, em vários dicionários, de palavras que nada têm em comum do ponto de vista da origem. mu iš Embora M. Akelaitis saliente que, ao compor o dicionário comparativo, seguiria os caminhos de Grimm, Bopp ir de Chaslė, contudo, sendo autodidata, * Manuscritos da Biblioteca Central da Academia das Ciências da RSS da Lituânia (F7, —536a). * Os exemplos da língua grega são transcritos com letras latinas, 11* 163 Sobre o andamento da elaboração do dicionário polaco-lituano, M. Akelaitis apresenta informações contraditórias nas suas cartas. No rascunho da carta a A. Kirkor, de 3.V.1858, escreve: „Obecnie konczę Slownik Polsko-Litewski, Znalazlem czlowieka, prawdziwiego Litwina, ktéry moja prace swojim kosztem ma podač do druku (F1—10, p. 2). [Agora estou a terminar o dicionário polaco-lituano. Encontrei um homem, um verdadeiro lituano, que deve entregar o meu trabalho para impressão às suas próprias custas.] Tendo em conta as promessas fáceis e rápidas de M. Akelaitis de fazer tudo apressadamente, esta notícia suscita dúvidas. Na realidade, um pouco mais tarde, numa carta a J. Kraszewski, M. Akelaitis comunicou: „Stowniki: Polsko-litewski i Litewski, porėdwnawczy, postępują żėlwim krokiem. W pierwszym obok litewskich pomieszezę i staro-pruskie wyrazy, oraz lotewskie, ktėre juz w litewskim zaginely. Entende-- se que aqui não se trata de palavras alemãs que se infiltraram no letão. Em seguida, explicarei as palavras polonesas cuja origem está no lituano, como, por exemplo, skrzydlo, oskard, kord, ogol, szczegol etc. Em terceiro lugar, exporei brevemente os nomes da mitologia lituana incluídos no Dicionário de Orgelbrand, os quais (que me perdoem os senhores compiladores) estão descritos da maneira mais absurda“ (F1— 11, p. 3). [Os dicionários — polaco-lituano e lituano comparativo — avançam a passo de tartaruga. No primeiro, além das palavras lituanas, incluirei também palavras prussianas antigas, bem como letãs, que já desapareceram na língua lituana.] É compreensível que aqui não possa haver referência a palavras alemãs que se infiltraram na língua letã. A seguir, explicarei as palavras polonesas cuja fonte é a língua lituana, como, por exemplo, skrzydlo, oskard, kord, ogėl, szczegėol etc. Em terceiro lugar, exporei brevemente os nomes mitológicos lituanos incluídos no dicionário de Orgelbrand, onde eles (que me perdoem os senhores organizadores) estão mal descritos- .] Do trecho desta carta vê-se que o dicionário polonês-lituano não está sendo concluído, mas, pode-se dizer, começando a ser compilado. Ele se assemelha a um dicionário comparativo por seus equivalentes prussianos antigos e letões e por seus nomes mitológicos. Vê-se que M. Akelaitis não tinha uma posição rigorosa sobre onde colocar cada coisa e, em um lugar, indica que os nomes mitológicos serão incluídos no comparativo, enquanto, em outro — no dicionário bilíngue polonês-lituano. Isso revela suas hesitações, características do início do trabalho. Tanto quanto permitem concluir os materiais arquivísticos e outros atualmente existentes em nossa república, M. Akelaitis não fala em nenhum outro lugar sobre o trabalho no dicionário das línguas polonesa e lituana. Somente na carta de 26.X1.1859 a A. Kirkor ainda menciona: ,,Oprocz ksiazeczek dla ludu wydamy wkrotce Stownik Litewsko-- Polski i Polsko-Litewski, oraz gramatyke litewska (TZ, III, 318). [Além de livrinhos para o povo, publicaremos em breve dicionários lituano-polonês e polonês-lituano, bem como uma gramática lituana.] Os dicionários bilíngues, que naquela época ainda não haviam sido elaborados, deveriam seguir-se aos livrinhos populares, dos quais M. Akelaitis publicou 5 em 1860. O trabalho editorial posterior parou por falta de recursos e devido a outros trabalhos (cf. JanMA, 49). O dicionário polonês-lituano também não é mencionado na imprensa já citada (Kuryer Wilenski, Biblioteka Warszawska, Kraj), onde se falava dos trabalhos lexicográficos de M. Akelaitis. Assim, muito provavelmente, o manuscrito de tal dicionário não foi preparado. Trata-se, provavelmente, de um projeto não concretizado de M. Akelaitis, assim como o dicionário comparativo. Tendo o dicionário das línguas polonesa-latina-lituana de K. Širvydas, M. Akelaitis poderia ter escrito sem dificuldade um pequeno dicionário polonês-lituano. Contudo, devido à dispersão e ao empenho constante em novos trabalhos, não pôde dedicar-se àquele pequeno dicionário, e ele, ao que se deve presumir, permaneceu sem ser elaborado. Não dispomos de dados confiáveis sobre a existência de um manuscrito de tal dicionário. Somente o terceiro trabalho lexicográfico de M. Akelaitis —o dicionário lituano-polonês está claramente registrado como um fato real. O próprio M. Akelaitis escreveu sobre ele várias vezes em suas cartas, que já foram citadas anteriormente. Esse dicionário também foi mencionado na imprensa, onde se observou ainda que o manuscrito do dicionário lituano-polonês de M. Akelaitis foi encontrado entre os livros e manuscritos deixados pelo pintor vilnense Zenkevičius, 170 que estava inacabado e que tinha cerca de 300 folhas (não cadernos, como se afirma em JanMA, p. 1, pois M. Akelaitis, ocupado também com outros trabalhos, não poderia ter escrito um dicionário tão grande). Após a morte de Zenkevičius, o dicionário lituano-polonês de M. Akelaitis passou às mãos de J. Karlovičius. Não dispondo atualmente do manuscrito do dicionário, é impossível descrevê-lo. É difícil até dizer que tipo de dicionário era —bilíngue ou multilíngue. No rascunho da carta a A. Kirkor, M. Akelaitis menciona um dicionário da língua lituana e fornece um exemplo dele: „Stėdwnik lituano será apresentado em polaco, russo e alemão. Eis um exemplo. Kalpa, os f. cabana, participante; cayra, participante; Servo e serva, participante. Giltiniu kalpa, cabana, cúmplice da morte, criminoso. Compare: sânscrito. Klp. 1) fazer com que algo aconteça, 2) fazer, realizar, 3) dar, compartilhar. Lótus Kalps, parobek. Gótico hilpa, halp, alemão helfen, polonês chtop (F1—10, p. 8). Parece que aqui se apresenta um exemplo de um dicionário lituano-polonês, e não de um dicionário comparativo, no qual também deveriam constar os equivalentes latinos e gregos. Vê-se que M. Akelaitis introduzia por toda parte palavras de várias línguas; por isso, no exemplo do dicionário das línguas lituana e polonesa, registrou ainda os equivalentes russos, alemães e sânscritos. Sobre o dicionário lituano-polonês de M. Akelaitis, algo se poderia concluir a partir de três páginas lexicográficas preliminares existentes no legado de M. Akelaitis (F1—32, p. 1—3), uma das quais apresentaremos aqui integralmente: Saunėra = Sroucr. siekis = Lean. saigulis = OCTOPOXKHOCTb; vai com o cinto de segurança para onde houver uma descida, para não tombares e não caíres; saudarbis = aquele que só trabalha para si e não para outro, esse saudarbis = 3romucr. savaimei = espontaneamente; o furúnculo rebentou-- lhe espontaneamente, sem ser tocado. savysta, savyba = 1) cBosiTcTBO; sawyboj apsieiname 2) wlasno$¢ — tal é a propriedade desse objeto. savigyra = autoelogio. skaistvaris latão brilhante, € pounstny, pociagajoncy; aquele cujos olhos alegres e penetrantes [;] o coração se alegra, ao ver uma bela rapariga [;] kus [kurs] olha bem, esse skanakys skanskonis lakoč folha de flandres chapa guarda-chuva biscoito = biscoito seco, assado em água, sem leite nem manteiga rakas cpoks. Quando o lagostim vem desovar, a concha se parte em duas metades, ies 1) szczep, rod. Ele provém da parte superior = da linhagem 2) gatunek espécie. A parte das batatas: minikas 3arajįuHKb spéjikas OTrajyHuKs skyra vybor, réznyca. Já não há distinção; todos bebem. Ele tomará sem distinção. Velhos e jovens, todos sem distinção, deitam-se numa só cabana; skyras, a wylaczny, oddzielny. Ele se separava de todo o mundo; skyrybė réznyca skyris,io rozdzial skyrus,i samotny skystalinti byč bez gruntu. Nadar bobagens, líquido >xunkocts (KauecTBo), rzadkosé líquido ralo — aquele que não oferece resistência, não se opõe; skolinykas sem pressão, desatento às dívidas. Eu lho empresto = dou para tomar emprestado = žiczyti zadtužač się skomas = smak. uma versão gorda sem qualquer gosto [.] uma corrente de sabor agradável. uy, Žukas, Da história das bibliotecas e da bibliografia, «Anais da Biblioteca Científica da Universidade Estatal de Vilnius V. Kapsukas, 1858—1959», Vilnius, 1961, p. 249. 171 skometi = saborear, a boca saboreia quando comes algo doce. Ela quer, ao saborear, provar o mel até ao fundo — desapareceu — Que o trovão [?] te derrubasse no fundo por isso. skradžias, ia npua. = sem fundo. Que tu fosses para os abismos. uktvere voa à volta da sua quinta. skrditas — tom, remoção da roupa. A roupa se enrola e se torna um skrăitas. voar, voo, voarei. Corta o cabo. O feiticeiro circundou rapidamente o furúnculo para que não aumentasse mais. skriestuvas — compasso. Com o qual traças um círculo, esse é o compasso. Um skritulis, chapéu com abas, é bom. polia: cabo. O prado é cortado com discos; o quarto é KBajpaTHbii, o corte = pozas, corta o corte e delimita as extremidades com o corte, unindo-as. pressa = pressa. Não se alegra com o trabalho feito às pressas. O trabalho apressado é desleixado e não vale nada; skubinas — apressado, skubinas darbas — trabalho apressado. apressado = pessoa apressada, spieszny. skuisti — agir levianamente, skuitings — leviandade, szal namietnošči. Užeja skutinys [skuitinys] Da skuitinys ne pereja jai. skūnda — economia. É preciso reclamar da avareza. pobreza, miséria. Há muita pobreza ali. pobreza em Velunoj, viver na pobreza, pobre = miserável. É triste ouvir que eles brigam. coração pobre; pobre, miserável; indigente, miserável — Contudo, a caligrafia destas páginas e os exemplos ilustrativos apresentados levantam dúvidas sobre se este é o manuscrito de M. Akelaitis. Em primeiro lugar, as frases fornecidas junto a palavras individuais correspondem inteiramente aos exemplos presentes no manuscrito do dicionário de A. Juška. M. Akelaitis não poderia tê-las copiado do dicionário de A. Juška, pois este ainda não havia sido compilado. Em segundo lugar, a caligrafia do manuscrito difere da escrita de M. Akelaitis. Pelo uso da letra v, o manuscrito também se distingue dos manuscritos de M. Akelaitis, nos quais se escreve o w polaco. Assim, impõe-se a conclusão de que estas três páginas lexicográficas que foram parar ao espólio de M. Akelaitis não lhe pertencem; a atividade lexicográfica de M. Akelaitis manifestou- -se não só nos esforços para compilar um dicionário comparativo e dois dicionários bilíngues, mas também na recolha de diversos materiais terminológicos e na criação de novos termos, no registo de termos lituanos num texto polaco de gramática da língua lituana, em explicações de palavras e em outras pequenas observações. Ao publicar livretos lituanos e ao traduzir de outras línguas, M. Akelai¢is também teve de criar termos lituanos e compilar listas e glossários deles. Naquela época, a terminologia lituana de vários ramos era muito escassa, variava ou era totalmente inexistente. Ainda não havia manuais elementares de matemática, ciências naturais, história, geografia e outras áreas; por isso, quem escrevia ou traduzia de outras línguas precisava de criar por conta própria os termos mais necessários. M. Akelaitis seguiu também esse caminho. No arquivo de manuscritos da biblioteca da Universidade Estatal de Vilnius V. Kapsukas encontra-se um manuscrito de 20 páginas de M. Akelaitis, „Rodykle wardų sawiszkųjų, kaip kores augimes wadina Žemajtiai“ (cota DI020), no qual são apresentados cerca de 580 nomes de plantas com os correspondentes latinos. Na letra A há 21 nomes de plantas como entradas, a saber: Agūnas darža Papaver somniferum (1), Agrasai. Ribes, Uva crispa (1), Groselhas d“, d“, Groselhas em [derléje]. Ribes Grossularia (1), Groselhas em [gaurūtėje]. d“ reclinatum (1), Açores Acorus, calamus. Cálamo (1), Cegos. Galeopsis Tetrahit (1); Ofícios. viscum album, amalis (1), Anyszys v. Anyžys. 172 Sison anisum (1), Apalis, populus nigra (1), Lúpulos, Humulus Lupulus. Apwiniai (1), Apūsze, populus tremula (1), Asiai, epuisetum hiemale (1), Aszėkliai, ribes rubrum. Aszwokliai (1), Atgires, lycopodium, selago (1), Atkaksznis, evonimus europaeus (1), Atūdogiai, secale cereale vernum (1), Awétes, sanguisorba officinalis (1), Awétes, rubus, Idaeus, awéczios (1), Awizas, avena sativa. awižos tuszczios ave, fatua (flaves ser.), AwiZzu žole, bromus sterilis (1). No dicionário aparecem formas žemaiticas, por exemplo. : Déwamediai (4), Erszketiai (4), Papartiai (11), Zaltia lunks (17) e outras. Por vezes, são apresentadas paralelamente formas žemaiticas e aukštaiticas dos nomes de plantas, por exemplo. : Klaus, acer platanvides. Klevas (7), Warputiai. Ariticum repens. Warpucziai, warputis (15) etc. M. Akelaitis transcreveu este índice de plantas do manuscrito do botânico samogiciano J. Pabrėža, «Tayslės augimiu» (Taislius augymių), cuja página 887 começa com «Rodiikle Waarduu sawyszkuujuu kaap kėres augimes wadyn Žemaytee- ». M. Akelaitis elevou as formas do alto-lit‌uano no índice e apenas aqui e ali conservou formas samogicianas. Na página inicial do manuscrito do glossário, uma mão que não é a de M. Akelaitis anotou: «Utilizado para o dicionário de Staugaitis e para o novo dicionário botânico. dicionário botânico. Do arquivo de Kriaučiūnas (por intermédio de Čiutas).» Ao traduzir e preparar para publicação o trabalho «Apej garus» (Fl—31), M. Akelaitis deparou-- se com as peças da locomotiva a vapor (nas suas palavras, da caldeira a vapor e do vagão de ferro), e foi necessário encontrar para elas designações lituanas. Desse modo, tornou-se o primeiro criador de terminologia técnica a apresentar, no seu trabalho, mais de uma centena de denominações de peças de locomotiva a vapor com explicações, por exemplo: antvožėlis, aušytojas, katilas, kaitintojas, muštuvė, plaukytojas, pliumpa, providurys, stiebas, svirtis, stūma, švilpynė, tarpinykas „„Švaistiklis“, triuba, volė, vėžės „bėgiai“, žirgiai, žibintuvė etc. São, na sua maioria, palavras da língua popular utilizadas como termos, e alguns neologismos malsucedidos (plaukytojas „pludė“, aušytojas „kondensatorius“ etc.). Esta primeira pequena coletânea de termos técnicos é importante para a história da terminologia (ver mais detalhadamente na revista „Mokslas ir technika“ 1969 m. Nr. 11). M. Akelaitis é também um dos criadores da terminologia gramatical. Embora a sua gramática da língua lituana tenha sido escrita em polaco, nela, em alguns trechos (na introdução etc.), ao lado dos termos polacos, são apresentados entre parênteses também cerca de uma dezena de equivalentes lituanos. Eles foram tomados dos precursores (A. Baranauskas e outros, por exemplo: raštelis „raidė“, rašyba, tarmė, lankstymas, žodžūgis, saudžiai „priebalsiai“) ou criados pelo próprio M. Akelaitis (por exemplo: balsyba „garsų mokslas“, raštadailė „grafika“, žodžkiltis „etimologija“, tartis „skiemuo“ etc.). Em geral, M. Akelaitis tinha propensão para criar termos, como também se vê na sua primeira carta lituana a M. Valančius (TŽ, III, 292—294), na qual encontramos os seguintes neologismos: raštenybė (1. pismienictwo), mėnskaitlius, arba metininkas, „kalendorius“, kalbamylis „filologas- “, tiesiaieškojas, „kritikas“ e žodynas, ao qual foi acrescentada a seguinte observação:,,Wadinu „Žodinas“, ne Žodinis, kajp nor Walleniawicze ir Iwinskis; nes sakom —karklis, karklinas, puszis, puszinas: uz tataj ir žodis — žodinas (p. 293). Além dos conjuntos de termos, nos manuscritos de M. Akelaitis podem ser encontrados diversos vocábulos, explicações de acontecimentos e outras coisas semelhantes. A maior parte deles foi acrescentada à tradução de „Metai“, de K. Donelaitis, para o polonês, que é 173 conservada no Arquivo Estatal Central da RSS da Lituânia (f. 378, PS, 1861 m., b. 16, d. 1, I. 145—198). No final da tradução (I. 197—198) são apresentados 18 esclarecimentos numerados — anotações (,,Przypisy*), que reproduzimos aqui, acrescentando as traduções e indicando a qual parte e verso de „Metai“ se referem: 1) Litwini utrzymują že bocian odlatuje w odlegle kraje na sen zimowy. [Os lituanos pensam que a cegonha parte para terras distantes para o sono de inverno (I, 43).] 2) Ten wiersz trudno oddač po polsku, bo wyrazy: Jurgut! Jurgut! kinkyk, kinkyk, paplak, paplak —są nasladowaniem špievu stowiczego. [É difícil traduzir este verso para o polonês, pois as expressões: Jurgut! Jurgut! kinkyk, kinkyk, paplak, paplak—são uma imitação do canto do rouxinol (I, 107).] 3) Stowik po litewsku laksztingala, rodzaju ženskiego. As lituanas, durante a viagem, costumam cantar suas canções favoritas; por isso o poeta compara o rouxinol a uma camponesa que vai visitar alguém. [S/owik — rouxinol, do gênero feminino. As lituanas, durante a viagem, costumam cantar suas canções favoritas; por isso o poeta compara o rouxinol a uma camponesa (būrė) que vai visitar alguém (I, 116).] 4) Szupinis przethimaczylišmy przez grochdwke. É ervilha cozida até ficar espessa, com farinha ou cevadinha. Essa sopa de ervilhas não pode passar sem toucinho, cabeça, patas e rabo de porco, que, na travessa, constituem todo o ornamento desse prato apreciado pelos lituanos. [A sopa de ervilhas é uma sopa de ervilhas.][- sic] São ervilhas cozidas até ficarem espessas com farinha ou grumos. Nessa sopa de ervilhas deve haver toucinho, cabeças e rabo de porco, que, na travessa, constituem todo o encanto desse prato apreciado pelos lituanos (I, 151).] 5) Nos anos de 1709 e 10, a peste grassou na Lituânia. A mortandade foi enorme, as aldeias ficaram desertas. O governo prussiano trouxe colonos da Alemanha e da Suíça, franceses. Com o tempo, estes se casaram com lituanos, adotaram a sua língua e os seus costumes. [Em 1709—1710, a peste assolou a Lituânia.] A mortalidade era elevada, as aldeias transformaram-se em ermos. As autoridades prussianas trouxeram colonos da Alemanha, da Suíça e da França. Com o tempo, eles se fundiram com os lituanos, adotaram a língua e os costumes destes (I, 563).] 6) Giltinė — žądlica, deusa da morte, assim chamada, com o seu ferrão (aguilhão) suga dos cadáveres o veneno mortal e com ele mata as pessoas. Por isso, junto do morto eram colocadas tesouras, para que Giltinė lhe cortasse a língua quando viesse extrair dela o veneno. [Giltinė — deusa da morte, pois com o seu ferrão suga dos cadáveres os venenos mortais e com eles mata as pessoas. Por isso, junto do morto eram colocadas tesouras, para que a Giltinė lhe cortasse a língua quando viesse sugar dela os venenos (II, 37, 88).] [A palavra giltinė não foi traduzida, tendo sido também deixada no texto polonês e escrita com letra maiúscula- .] 7) Ao representar Giltinė com uma foice, o poeta afastou-- se das tradições populares anteriores. (Leia a nota anterior). [O poeta, ao representar a Morte com uma foice, afastou-- se das imagens populares daquela época. (Leia a nota anterior) (11, 90).] 8) Panszczyzna em lituano baudžiawa, que significa coerção, violência. [Baudžiava em lituano significa coerção, violência (II, 99).] 9),,kaip būrą baūdžiawa baudžia“ significa como a violência investe violentamente contra o camponês (gaura). [, kaip būrą baudžiawa baudžia“ significa como a servidão oprime o camponês (II, 148).] 10) Deiwes —fantasmas, espantalhos. [Deivė —feiticeira, assombração (II, 212).] [A palavra deivė não foi traduzida para o polonês e é escrita com letra maiúscula- .] 11) Podkomorzy—Pakamėrė, ajudante de Sattysa. Era dever do subcomorzy anunciar aos camponeses as disposições governamentais e cobrar deles os impostos. Pakamorė- —ajudante do ancião. Sua obrigação era anunciar aos camponeses os decretos do governo e cobrar deles os impostos (II, 437).] 12) Wachmistrz, funcionário da polícia territorial. [Vachmistras — funcionário da polícia local (II, 544).] 13) Usámos aqui inadequadamente a palavra dziewoslęb. Kwéslys — aquele que chama, que convida para o casamento: kwésté, kwécziu, convido. Dziewoslęb em lituano é pirszlys: perszu, dziewoslębię, raję. [Aqui empregamos de modo incomum a palavra dziewoslęb. Kvieslys — aquele que pede, que convida para o casamento: kviestie, kviečiu — peço. Dziewoslęb em lituano é piršlys: perszu (III, 83).] 14) Czepek, exclusivo das mulheres casadas, em lituano rykas. Esta palavra tem parentesco com rykis, rykūnas, administrador; rykūne, governanta, dona de casa. Enfim, permitido apenas às moças; A mulher casada pode enfeitar-- se com flores e arruda até dar à luz uma filha, isto é, até se tornar baba. Se por acaso uma moça se tornar mãe (o que acontece muito raramente na Lituânia), perde o direito à czėlka (pakalkė) e à grinalda. Nesse caso, a infeliz confessa sua culpa na confissão e, com lágrimas, pede ao sacerdote que lhe permita ao menos adornar-- se com arruda e florzinhas, quando não lhe é permitido voltar às insígnias da donzelice — à czółka e à grinalda, que hoje lamenta em tristes canções. [O adorno usado exclusivamente pelas mulheres casadas chama-se rykas em lituano. Com essa palavra relacionam-se rykis, ryvkinas „soberano“, rykūnė—dona de casa. É permitido usar a grinalda somente às moças; a mulher casada pode adornar-- se com flores e arruda enquanto não tiver dado à luz uma filha ou enquanto não se tiver tornado uma velha. Se por acaso uma moça se tornar mãe (isso acontece muito raramente na Lituânia), perde o direito à coroa e à grinalda. Nesse caso, a infeliz confessa sua culpa na confissão e, com lágrimas, pede ao sacerdote que lhe permita adornar-- se ao menos com arruda e florzinhas, quando não se pode voltar às insígnias da donzelice — à coroa e à grinalda, que hoje são lamentadas em tristes canções (III, 105).] 15) Na cabana lituana não há soalho, mas apenas um chão batido, kle174 Pisco, feito de argila. [Na casa rústica lituana não há chão, mas apenas um piso de terra batida, uma base de argila (III, 183).] 16) Kriwule uma vara curva, usada pelo soltysza. O soltys, tendo o que anunciar aos camponeses, envia a Kriwula de cabana em cabana. O lituano, tendo recebido este bastão, envia-o adiante e ele próprio se apressa até ao administrador da aldeia. Daí se diz: estou numa encruzilhada, vou ao conselho; pareimi isz kriwules, volto do conselho. Kriwule, bem como Kriwis e Kriwiu-Kriwaitis (Kriwe-Kriwajto), têm uma origem comum. Aqui encontra sua explicação aquela campainha — o lituano «skurczypalka». [Krivulė — vara curva usada pelo ancião. O šaltyšius, querendo comunicar algo aos camponeses, envia de casa em casa uma krivulė. O lituano que recebe o bastão envia-o adiante e ele próprio apressa-- se até ao ancião; por isso se diz: eimi in krivulę, pareimi iš krivulės. A curva, assim como Krivų-Krivaitis (Kriwe-Kriwajto), tem uma fonte comum. Daqui deriva também o ditado que zomba dos lituanos: lituano — vara curva (IV, 153). [Žodis krivulé paliktas ir lenkiškame tekste.] 17) O autor tem em mente dois incêndios que eclodiram em Königsbergue nos anos de 1764 e 1769. [O autor tem em mente dois incêndios que eclodiram em Königsbergue nos anos de 1764 e 1769. (IV, 184).] 18) Naquela época, o governo ordenava aos camponeses que destruíssem os pardais e os corvos. O camponês era obrigado a entregar anualmente doze cabeças de pardais e alguns pares de corvos. [Naquela época, o governo tinha ordenado aos camponeses que exterminassem pardais e corvos. Biiras tinha de entregar todos os anos doze cabeças de pardais e alguns pares de patas de corvos (IV, 293).] Ao conteúdo da coletânea de canções de G. Neselman (FI —26, p. 3) foram acrescentadas as seguintes transcrições linguísticas, observações e explicações (Zwroty językowe); Quem os salvará ao procurar? —kto pomože szukač (p. 3); reuniu por três anos, Folhinhas murchas (p. 4); Mamãe, mamãe, garbuZele (p. 6); Pridabotie —dozierač (p. 6); Zemynele — ziedeklele, ou será que isso não significa: terra, terrinha adornada de flores? (p. 7); Flores de Žemyna (p. 9); Kopinikas (p. 8); Nehrunger; Ó moça da encosta! moça das terras baixas. Por que és tão bela em um corpete (p. 9); Nossa mãezinha (p. 9); Bandeira branca (p. 12); Por que te fuzilas? (17); Palynelis, Schlingennetze (18); Penkes baczkeliu (13); Ne kwete peledą wieną. Lokys niedzwiedz (14); O wilkelis linksmas esąs wedis oszka szokti (14); Paganikelis, pastor. Aqui são apresentadas principalmente explicações de palavras mais raras em língua polonesa. Na obra de M. Akelaitis escrita em polonês, ,,Moja chata“ (FI—14), há também algumas breves referências (,,„Objaśnienia“) ao uso das palavras /enkai, Lauma, Perkūnas, šiaurys e outras. Foram abordados os dicionários da língua lituana que M. Akelaitis planejava preparar e os pequenos trabalhos lexicográficos realizados durante sua permanência na Lituânia. Na emigração, preocupava-o a criação de uma nova teoria linguística e a redação de uma gramática, e à lexicografia só podia dedicar pouca atenção. Aqui ele menciona apenas ocasionalmente que também se preocupa com os dicionários. Numa carta de 1883, escrita de Paris a J. Kraszewski, escreveu: Não faz muito tempo, li num jornal w de Varsóvia Varsz. uma o notícia sobre a realização de concursos pela Academia de Artes e Ciências de Cracóvia. Entre eles encontro o concurso em homenagem a Samuel Bogumił Linde: „elaboração no âmbito da língua polaca“ —Tenho vontade de participar do concurso. Pretendo escrever a seguinte dissertação: „Lista de palavras polonesas provenientes do lituano ou que têm uma origem comum com ele“. —Caríssimo, amabilíssimo compatriota! Como Membro da Academia de Cracóvia, digne-se enviar-me, por favor, informações detalhadas sobre o concurso mencionado. Para que dia e ano recai o prazo final, e a quem deve ser entregue o manuscrito? O segundo trabalho com que sonho continuamente é um dicionário etimológico da língua polonesa. Até agora, os poloneses não possuem obra semelhante. Penso também num dicionário polaco-lituano e lituano-polonês. Mas quem me garantirá os meios para realizar este trabalho?... ' * [Recentemente li no jornal de Varsóvia uma notícia sobre o calendário dos concursos da Academia de Ciências de Cracóvia. Entre jų eles está ir S. B. o concurso em nome de Lindė: „Pesquisas da língua polonesa- “. Tenho vontade de participar do concurso. Pretendo escrever as seguintes pesquisas: „Palavras da língua iš polonesa, originárias da língua lituana ou que têm uma fonte ir comum“. Caro querido Compatriota! Digna-te a enviar-me, como membro da Academia de Cracóvia, informações pormenorizadas sobre o concurso mencionado. Qual é o prazo final (ano e dia) e a quem é necessário entregar o manuscrito? O segundo trabalho, no qual penso constantemente, é Dicionário derivado da língua polaca. Os polacos ainda não dispõem de uma obra semelhante. Penso da mesma forma! sobre os dicionários polaco-lituano e lituano-polonês. Mas quem me garantirá os fundos para realizar esse trabalho?...] 12 Vilnius da Universidade Estatal de V. Arquivo de manuscritos da M. Universidade de Kapsukas, fundo de Akelaitis. 175 Esta carta mostra que, mesmo na emigração, ocupado com outros trabalhos, M. Akelaitis sonhava com o trabalho lexicográfico, com dicionários das línguas polaco-lituana e lituano-polaca, que, ao que parece, ainda não tinham sido elaborados. Isso recorda mais uma vez que é preciso olhar com muita reserva para o legado lexicográfico de M. Akelaitis mencionado pelo bibliógrafo (um comparativo e dois dicionários bilingues). Ao rever a atividade lexicográfica de M. Akelaitis, pode-se constatar o seguinte: O entusiasta e sonhador M. Akelaitis julgava que poderia escrever rapidamente até três Dicionários, começou a recolher material e proclamava que este ou aquele dicionário já estava a ser concluído, embora, na realidade, o trabalho ainda nem sequer tivesse começado devidamente. M. Akelaitis estava de algum modo preparado para o trabalho lexicográfico. Aprendeu algumas línguas, interessou-se pelos dicionários da língua lituana elaborados antes dele e reuniu-os, impressos e manuscritos, alguns dos quais (o de Andruškevičius, o anónimo dos orientais) foram encontrados no seu espólio. Ao que parece, preparava- -se para utilizá-los. Para elaborar os dicionários, M. Akelaitis tinha acumulado uma quantidade bastante grande de literatura impressa. Contudo, pelas suas declarações e pelos exemplos apresentados, vê-se que não possuía princípios lexicográficos mais claros e sólidos. M. Akelaitis hesitou especialmente quanto à inclusão de equivalentes de outras línguas em dicionários bilingues, e nos exemplos desses dicionários por ele apresentados são fornecidos equivalentes de quatro ou mais línguas, embora estes sejam desnecessários para dicionários bilingues. Muitas críticas também podem ser dirigidas ao dicionário comparativo que M. Akelaitis se propôs a escrever, pois os exemplos mostram que não se respeitam os princípios estabelecidos do dicionário etimológico e que frequentemente se colocam lado a lado, de modo arbitrário, palavras que nada têm em comum quanto à sua origem. As etimologias de nomes próprios e palavras que deveriam ter entrado no dicionário comparativo mostram que M. Akelaitis não conseguiu assimilar os princípios da linguística histórico-- comparativa; procurava e afirmava ter encontrado novas leis fonéticas, com base nas quais criava etimologias ainda mais estranhas. A falta de preparação linguística necessária, a constante dispersão, a incapacidade de se concentrar no trabalho lexicográfico, a incompreensão das dificuldades da elaboração de dicionários e as difíceis condições de vida não permitiram a M. Akelaitis alcançar resultados mais significativos no campo da lexicografia. A sua atividade lexicográfica manifestava-se em projetos amplos, mas irrealistas, e a maioria deles permaneceu sem concretização. Os dicionários concebidos por M. Akelaitis permaneceram inacabados e não publicados. Apenas o manuscrito do dicionário lituano-polonês chegou às mãos do linguista polaco J. Karlovičius e pôde ser utilizado para os estudos da língua lituana. Ainda assim, M. Akelaitis, como lexicógrafo, desempenhou um papel positivo no desenvolvimento da lexicografia lituana. Ele deu continuidade ao trabalho dos literatos e das figuras da cultura e da sociedade da primeira metade do século XIX no campo do desenvolvimento da língua literária lituana, contribuindo para a coleta do patrimônio lexical da língua lituana e para a elaboração do dicionário. Ele popularizou e fortaleceu entre a intelectualidade a ideia de que, para preservar e desenvolver a língua lituana, era necessário um dicionário, e que, sem um dicionário, não seria possível continuar enriquecendo e normatizando a língua lituana. Os trabalhos lexicográficos de M. Akelaitis eram mencionados na imprensa e eram conhecidos por seus contemporâneos. Isso também incentivou outros intelectuais a se preocuparem com a elaboração e a publicação de um dicionário da língua lituana. M. Akelaitis também se ocupou da coleta e da criação de terminologia lituana. Ele também contribuiu para a coleta e a preservação de dicionários manuscritos lituanos. Graças a ele, sobreviveu até nós um dicionário das línguas lituana e polonesa, de caráter oriental, da segunda metade do século XIX, importante para esclarecer a história da lexicografia. 176 Com este artigo, pretendeu-se examinar mais profundamente į M. A atividade lexicográfica de Akelaitis, que até agora havia sido brevemente abordada, com base em dados bibliográficos e biográficos, indicando três M. obras lexicográficas de Akelaitis (dicionários ir du bilíngues comparativos). Após examinar o material impresso ir de arquivo disponível M. relativo a Akelaitis e analisar ir especificamente o į legado lexicográfiir co disponível que lhe é atribuído, tentou-se rastrear ką iš de fato, M. o que Akelaitis realizou no campo da lexicografia lituana e quais projetos permaneceram jo não concretizados. É claro que esses esforços são apenas M. O início da busca e da investigação do legado lexicográfico de Akelaitis, uma introdução que deverá ser complementada por futuras ir M. dos dicionários de Akelaitis (especialmente do mais iš jų — realista ir dicionário das línguas lituana e ir polaca), pela busca de outros materiais e por investigações mais amplas. FONTES ABREVIATURAS 1. AkG = Gramatyka jezyka litewskiego. Glosownia. Escreveu Mikolaj Akielewicz, Poznan. 1890, 2. Fl, 1...49 = Lituânia TSR Academia das Ciências presente no ir Instituto de Literatura da Língua Lituana M. O legado manuscrito de Akelaitis (F1), constituído iš 49 pastas (elas são indicadas por um po travessão). 3. JanMA = A. Janulaitis, Mikalojus Akelaitis, Vilnius, 1969. 4. TZ = „Tauta ir Žodis“, publicação da Faculdade de Ciências Humanas, vol. I— VII, Kaunas, M. AKSIJIJAUTHC KAK 1923—1931, JIEKCUKOTPA® HU. KPYOIIAC Pesiome B crarbe cienan oGumpubiii 0630p Jekcuxorpaduueckux pador M. Axsaaiituca (1829 — 1887), sunnoro jiesTeJis cepejinnbi XIX. B. B 06JiacTH AHTOBCKOI KYJIBTYDBI, NpOCBELIEHHS, JiKTeparypbi H HaykKH. M. AKajaliTHC MHTEPECOBAJICS H CpaBHHTEJIbHbIM S3bIKOBHAHHeEM, B KOTOPOM JIKTOBCKHĖ SI3BIK YK TOT/la 3aHHMAJI BaxHOe MECTO, H CTApaJICS1 BHECTH CBOI BKJIAJ B H3yueHHe JIHTOBCKOTO S13bIKA, B CO3/laHHE €ro TpaMMATHKH H cJoBapeii. OH Hamepesajcs coCTABHTb JIHTOBCKO-HOJIbCKHĖ, TOJIbCKO-JIHTOBCKHĖ H Comparativo Dicionário da língua lituana. [para este preço OH muito Liet recolheu materiais H3 diferentes HCTOUHHKOB, OCOGeHHO H3 JIKTOBCKONR XY JIOxXecTBeHHONR JHTepaTyphl, H HANHCAJI GOMBIIVIO UaCTb JIKTOBCKO-I0JIbCKOTO CJIOBAps1. DTHM CJIOBAPEM NOJI530BAJIHCb NOJIbCKHE SIB3bIKOBĖJIbi MPH HCCJIEeJIOBAHHH JHTOBCKOTO s3bikKa. Participação ativa M. Atividades B Social e cultural H Vida literária Os filhos, que B se rebelaram 1863 r. contra o czarismo, H foram posteriormente SMETPANHS B A marcha depois Aparições restauração He NaH possibilidades M. aceitadores leis seus léxicocoriáceos 3aMbicJibi. Bee-Taku OH CHIrpas NOJIOXHTEJIbHYJO POJb B PA3BHTHH JAHTOBCKOI JeKCHKOrpaHH H JHTEPaTypHOro s3bIKa. 12. Iš lexicologia e lexicografia ir lituanas