Galininko su dalyviu (accusativus cum participio) struktūra ir vartosena senojoje lietuvių kalboje
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20D21YyYy FORMAS E'R-C. JF VAR TO SS EN A LI-E T -U V O Ss. TSR ACADEMIA DE CIÊNCIAS V. AMBRAZAS DO ACUSATIVO SU PARTICIPANTES (ACCUSATIVUS CUM PARTICIPIO) ESTRUTURA IR USO NO ANTIGO LITUANO NA LÍNGUA Acusativo su do particípio (doravante — GD) é uma das iš tų poucas construções participiais que mudaram significativamente já durante o período da tradição escrita. GD a gramática ma do lituano antigo diferia da atual; outrora era muito mais amplo o ir jo âmbito de uso. Algumas XVI — As a. características GD encontradas nos escritos dos séculos XVI e XVII ajudam a esclarecer a estrutura antiga da frase simples e a sua evolução. Por isso, ao investigar esta construção, é necessário, antes de mais, prestar atenção à sua estrutura nos mais antigos monumentos da língua lituana. Descrita pela primeira vez na GD língua lituana D. Nas gramáticas de Klein)!, Encontramos muitos dados sobre esta construção nas gramáticas posteriores?, especialmente J. Nas obras de Jablonskis*. Abordou do ponto de vista da GD gramática histórica A. Potebnia“* ir E. Fraenkelis*; há dados de observaçõir es particulares sobre esta questão A. nos trabalhos de B. Bezzenbergeir r“, Delbrück" e de outros investigadores. E. Tangl GD examinou-a num estudo especial, do qual, infelizmente, foi publicada apenas uma síntese®. Nela encontramos observações perspicazes e ideias ir significativas sobre a génese e o uso desta construção, mas ela não pode ir substituir uma descrição pormenorizaGD da da estrutura. ji Na última década, a relação com GD outras su construções continuou a ser debatida I. nos artigos de Marvan?, o J. Palio- ! Gramática Lituana... editada a M. Daniel Klein... em Königsberg... 1653, p. 163, 165; M. de Daniel Kleinii Compendium Litvanico — Germanicum... Konigsberg, 1654, p. 111. * Cf. Universidade Línguas Lituânia... 1737, Em Vilna, p. 27, 52; W. Haack, Vocabvlarium Litthvanico—Germanicvm et Germanico— Litthvanicvm... Juntamente com um Apêndice de um resumo lituano Gramática, Halle, 1730, p. 336, ; P. F. Ruhi g, Princípios fundamentais de uma lituana Gramática, Königsberg, 1747, p. 150-151 (Ch. G. Mielcke repete os mesmos p. 188—189 dados em sua gramática); G. Ostermeyer, Neue Litauische Grammatik ans Licht gestellt, Kdnigsberg, 1791, p. 177; F. Kurschat, Gramática do lituano Sprache, Halle a. S., 1876, p. 366, 376, 423, 424; A. Schleicher, Litauische Grammatik, Prag, 1856, p. 263, 316, 321—322, 332, * J. Jablonskis, Rinktiniai raštai, ed. J. Palionis, I, Vilnius, 1959, p. 303, 321—322, 472 etc., 614—615. * A. Ilore6ua, Hs sanucok no pycckoii rpammarike, 1—11, M. 1958, 314 etc. * E. Fraenkel, Syntax der litauischen Kasus, Kaunas, 1928 (doravante — Kas. ), p. 154—155. * A. Bezzenberger, Beitriige zur Geschichte der litauischen Sprache, Gottingen, 1877, p. 223, 227-228, 262. * B. Delbriick, Vergleichende Syntax der indogermanischen Sprachen, (a seguir — Vergl. Synt.) II, Estrasburgo, 1897, p. 490—491. * E. Tangl, O Acusativo e Nominativo com Particípio im Lituano antigo, 1928 Weimar, (doravante — Acus. ). * H. Mapa, O HeKOTOPHX (YHKIHSIX JHTOBCKOrO npuuacras „Kalbotyra (Ssmxosuaune) IV, Vilnius, 1962, p. 33—43; K Bonpocy o JIMHTBO—reorpadHueckOM noJIoXenun 6anTO—CJIaBAHCKHX 513bIKOB, ,,Baltistica® na V (1), Vilnius, 1969, p. 17-19. 13% 195
monografijoje pateikta naujų duomenų apie vartojimą GD XVI — nos a. escritos do século XVII". O objetivo deste trabalho é — descrever a GD estrutura e o ir uso na língua lituana antiga, bem como esclarecer a direção e as ir regularidades do desenvolvimento desta construção. O trabalho baseia-se em dados extraídos integralmente de todos os iš séculos XVI— escritos a. do século XVII atualmente disponíveis (exceto dicionários); su 1. os textos traduzidos su foram ir sistematicam1.1. GD ente cotejados com 3 os originais disponíveis'". — (V), nominal (N) ir participial (P). N ir P depende de V (são subordinados a ele) tem a ir forma do acusativo; a isso, be concorda em P género e número. su N ir A construção participial distingue-se de outros grupos nominais no su acusativo ši pelo facto de que um dos seus constituintnė es iš dependentes, tomado isoladamente, não pode substituir todo o grupo, mantendo o significado NP sintático. Por exemplo, na frase jo (welinas) regeia ana ischalkusi (BrP I 271) é possível distinguir os compostos regeia ana regeia ir ischalkusi, mas um deles não explica o nė significado jų característico de toda a construção: „viu que aquele tinha fome“. Embora sejam ir formas de caso dependente, nesta construção N ir P estão ligados por uma relação semipredicativa, t. y. por uma relação predicativa que não constitui a base da estrutura da oração? ?. Tal relação entre os membros dependentes da construção só é possível com verbos de po determinado significado (verba percipiendi, dicendi etc.). Relações semipredicativas semelhantes formam-se nos sintagmas no acusativo com ir adjetivos e substantivos, su cf.: regeiot ghi ir vschžengenti regeiau MZ 299; ta Moterischke girta BrB Abr 17, 6 ir regéiome if ... wirą sopulų DP 16953. De J. Desde os tempos de Jablonskis, estas construções são denominadas acusativo duplo. Na língua atual, são raras®® e formam-se apenas com um pequeno ir número de verbos (matyti, su rasti etc.), mas nos textos antigos e no folclore ir tradicional são usadas mais amplamente. Como o ir acusativo duplo, com substantivos e adjetivos, ajuda a compreender melhor a sua su formação, é útil ir examiná-lo separadamente. Muito importantes GD para a história jį da língua lituana são GD A. As ideias de Potebnia sobre a relação do acusativo duplo com o uso mais amplo do acusativo su objetivo na Antiguidade. Como o objeto mais próximo e o mais distante outrora não haviam sido ir formalmente diferenciados, o acusativo com verbos de percepção, de dizer e semelhantes era associado da mesma forma, como 10 J Palionis, Lietuvių literatūrinė kalba XVI—XVII a., Vilnius, 1967, p. 159—161. 11 Sobre os dados relativos à disseminação da GD nos séculos XVI—XVII e à relação com as construções originais, ver. aut., LKK XI, p. 41—58. J. Bretkūno ir B. Os excertos dos escritos de Vilentas foram comparados su 1549 m. com a edição da Bíblia de Lutero: Biblia : Esta é a inteira : sagrada Escritura... D. Mart. Luth. Wittemberg. Impressa por Hans Lufft. 1549. Para comparação su Foram utilizadas as seguintes edições da Vulgata: Bíblia Sagrada da edição da Vulgata de Sisto Quinto Pont. Máx. ivssv recognita atqve edita Romae... MDXCIII; Novum testamentum graeceetlatine... curavit Eberhard Nestle, Stuttgart, As citações desses textos neste *1921, trabalho não são iš assinaladas por abreviaturas. 12 O termo relações semipredicativas corresponde aqui aproximadamente ao A. termo de relações sociativas usado por Muchino, ver A. M. Myxnun, Crpykrypa npeijoxenuii H HX MOJIeJiH, Ji; 1968, p. 92 e seguintes. | 13 Devido ao uso raro desta construção, de uma descrição ir ne inteiramente precisa A. na gramática de Schleicher (ele julgava que, na expressão sakė tave šiokią, sakė tave tokią, havia sido omitida a cópula esant ou ėsanGig, veja. A. Schleicher, Litauische Grammatik, p. 263) B. Delbrück considerava o acusativo duplo quase totalmente desaparecido na língua lituana; cf. B. Delbrück, Vergl. Sint., I, p. 378. 196
su factitivos. Com base nisso, A. Potebnia indicou que, por exemplo, esl. s. na construção mbnjašeto otoca svojego živa ,,mano seu pai vivo“ a relação do verbo com o primeiro acusativo é a mesma que na frase postavi Mefodoja episkopa „,nomeou bispo Metódio “4, Aplicando à língua lituana a abordagem de A. Potebnia, E. Tanglis destacou casos em que os verbos regėti, sakyti, nos textos antigos, se ligam sem preposição ao acusativo, que designa um objeto mais distante (mais livre), por exemplo: pakdiy iiémus sako DP 203 (= pokoy im opowiada W 211)**, Foi a partir de tais objetos no acusativo com um predicativo a eles ligado que se formou a construção lituana do acusativo duplo? *. 1.2. Uma análise mais ampla dos dados dos escritos dos séculos XVI—XVII confirma plenamente a relação genética do acusativo dual observada por A. Potebnia e E. Tangl com o acusativo regido pelo verbo, que designa o objeto mais distante. Encontramos o acusativo do objeto mais distante com verbos de fala, especialmente com o verbo dizer, em muitos dos escritos antigos. Digo todos os milagres MZ 519". Direi a ele o seu estatuto Mz 506. Deu à luz... Aquele que Gabriel havia mencionado anteriormente MZ 179**. Disse-vos coisas terrenas SE 13645. Aquele intérprete... ordenou que dissessem penitência e remissão dos pecados MT LĮž 14, 17—22. Ele... disse-nos a vossa consolação ChB II Cor 7, 7. Mayzieszius... turi tos kurie ghi sako ChB Apd 15, 21. Sakie wisiemus.- .. Krykszta pakutos ChB Apd 13, 24. Sako priežasti MP 2055....Moterimi sawo | kurią sako per pranaszą MP 11 354*55. J. Bretkūnas veiksmažodį sakyti su galininku vartoja, versdamas vokiškojo originalo konstrukcijas su veiksmažodžiu predigen, turinčiu reikšmę,,- pranasauti, skelbti, sakyti pamokslą apie ka“, plg.: + Pasakicziau kallinems paleidima 1z 61, 1* —Zu predigen (praedicarem) den Gefangenen eine Erledigung. Ir warda Wieschpaties sakisiu Ps 116, 17 —Ich wil... des HERRN namen predigen (invocabo- )....Kursai pakaiy saka Nah 1, 15 —der da Frieden predigt (annuntiantis pacem). Tokią veiksmažodžio sakyti reikšmę rodo ir jo gretinimas su skelbti, plg. : Dievas... sakitas angu skelptas nog pagany WP 137; pastarasis savo ruožtu irgi gali eiti su galininku be prielinksnio: skefbtų ižg to Diewą DP 562, (stawili stąd Bogd W 956). M. Daukšos Postilėje junginiais su sakyti verčiami pasakymai su įvairiais veiksmažodžiais, būtent opowiddac (sako praszokusius dabdr sanczius ir ateiseczius daiktus 4743, —opowidda przeszte [ninieysze| y przyszle rzeczy W 794; ij mūmus tikrai sako 409,, —ie nam... opowieddią W 671%), powiedač (daiktus žėmiskus sakiaw 452; —rzeczy Ziemskie powiedat W 755), zwiastowac (Angelas.- .. dziauksmą passake 4404, —wesele zwidstowal W 718) ir netgi su dawaé: To kauliimo norint" tuli tulas priezastis sako 496,, —rozne przyczyny dawaiq W 836. Sirvydo,,- Punkty® lenkiSkame tekste tokius junginius su sakyti atitinka konstrukcijos su spowiadaé (Sako sawo piktibes —Spowiadaia šie swych ztošči SP 1 1604) ir powiddač (Iszminti tieg 14 A, A. Ilore6Hg, op. cit., p. 295—301. Para exemplos em lituano e letão, ver pp. 304—305, 306—307, 315 ss. 15 E. Tangl, op. cit., p: 42. 16 Ibidem, p. 45. 17 De modo semelhante MZ 333, 397, BrGD LXXVI (132). 18 Ibid. BrGD II, RG 13. 2 Ibid. 12612 20 T, p. DP 203; —W 343; DP 452 —W 755. 197
dizemos —Powiadamy mądrošė SP II 215,,); de modo semelhante no catecismo de Petkevičius, na Postila de 1600 e nos Evangelhos de 1674, cf.: sakisiu gieribę tawo —opowiem twą Swigta dobročc PK 89; sakidami grieku atldydimq —powidddiqc grzechow odpuszczenie PK 171; Ziamiszkus dayktus sakiau —rzeczy Zigmskie powiddat Ev 177; sako tikrą teisę MP III 17% —powieda szciyrq prawde RP 286%. Encontramos um caso de tradução ainda mais livre em MP III 25,,: Girdi nuog Filipa szwenta | kurio nu dtminimq sakom — ktorego dziš pomiatke wspominamy RP 293%, As construções ativas do verbo dizer com acusativo correspondem a construções passivas com particípios passivos e nominativo. su Onde são ditas todas as tuas maravilhas BrB Ps 26, 7 (prediget alle deine wunder) Vszgaweghimas tapa pasakitas BrB Jer 36, 9 (da man eine Fasten verkiindiget)... A destruição da abominação | que foi anunciada por Daniel DP 372, (ktore iest przepowiedZidne W 611). Maravilhas... serão ditas em toda a terra KN 93,,. Para que seja dito... arrependimento SE 89,®. Jesus... que primeiro havia sido anunciado ChB At 3,20. Pakutd... netureio but sakitd MP 172, 172% (nie midlo byé przepowieddne RP 117). Ainda assim, as construções com acusativo, que têm o significado de objeto ulterior, em comparação com outras construções sinonímicas, de modo algum são predominantes nos escritos antigos. As expressões com os mesmos verbos dos originais alemães e poloneses são traduzidas com muito mais frequência por construções com a preposição apie ou pelo verbo com prefixo apsakyti, cf. sakie ape tikrą dtaghimą MP 207* —powieddta o prawym przyščiu RP 142%, Angeldi apsūkę est’ | pakaiū DP 353, —opowiddali pokoy W 581**. Às vezes, construções com verbo prefixado e não prefixado aparecem até na mesma frase, por exemplo: : Pdgauliemus idant sakicžia iszluosdwimq iu... prastiemus apsakiczia paslaptines MP III 24%, 3, —abych opowiedat wyzwolenie... opowiddal tdiemnice RP 293. As construções com acusativo de significado semelhante, com outros verbos de dizer, por exemplo: byloti, kalbėti, šaukti, são muito mais raras e menos evidentes, pois quase sempre traduzem com eles as expressões correspondentes dos originais. Christus... szirdiiė bilo pakūių DP 4334 (w sercu mowi pokoy W 707)?*. Nepalaima atsiunsiu, kuri esch prisch ios kalbejau BrB Jer 19, 15 (das ich wider sie geredt habe). E falamos sabedoria entre os perfeitos ChB I Cor 2, 6. Falamos ghi C Hristusiep ChB II Cor 2, 17. Pois te desprezam... e te gritam desgraça BrB Jer 12, 6 (vad schreyen zeter vber dich). Assim como o verbo sakyti significa “descrever”, também ir rašyti pode significar ,,descrever” e reger o acusativo su com be preposição. M. De Daukša Na Postilė, tais expressões geralmente correspondem ao opisowaé+ acc. do original polaco. Marcos ir Lucas S. isso S. A história chora amargamente DP 36844 (o autor descreve W 606). amargamente Os outros ir três evangelistas descrevem outras três coisas DP 175, (descrevem... curvdy W 301). rdszo... a grande raiva ir fere o coração Iudészeus DP 15434 (opisuia... wielka zlosé Wa 17). #1 De modo semelhante MP II 386%,, —RP 261. ? **? De modo semelhante MP 168%, 172,,. ** Cf. ainda DP 48, SP I 303;;, MP 169%, 173,, 181%, 184%,;, 1875, 212, ChB At 5, 42; 8,5; I Coríntios 1,23; Efésios 2, 17 ir etc. ** Cf. MP 181%: se disseres — a verdade, porém, encontrarás paz — RP 123, ** Iš compare as corresponding passive constructions: dabdr esme bilomi giwent MP 138 (bywamy rzecieni mieszkdaé RP 91%). 198
Em alguns lugares, ir traduz-- se ainda mais livremente, cf. : Todrinag ir du Tėwu pirmiaus raszo DP 5034 (dwu oycu naprzod kladžie W 856). Isolados M. Daukšos ir K. Nos escritos de Sirvydas, os casos de uso dos verbos ir mąstyti e dūmoti com su acusativo também diferem dos textos poloneses, nos quais ocorrem formas prefixadas de verbos transitivos. Mustikite sau tu | que tal contradição suportou (Vwažayčie tego) SP II 1964. Para que pensássemos na brevidade da nossa vida | ir ne um tempo conhecido de morte DP 55234 (dbysmy obmyšlali krotkošč žywota W 941). Entretanto, o verbo skaityti (czytač) com su acusativo ir M. Daukša, ir J. Vujekas usa de maneira idêntica, cf. : Lemos, então, três revelações do Senhor DP 424,, (troie tedy zidwienie Panskie czytamy W 693), : Também coincidem os casos de uso do acusativo do verbo ir lituano žinoti wiedzie¢ em polaco su M. no catecismo de ir Petkevičius 1600 m. e na postila anónima. Por nós to Conhecendo o amor de Deus por | su nós, tomemo-- lo como nossa parte (zndiac k sobie Božą deixe) PK 139. Conhecemos muitos benefícios MP 208*,, (sabemos... benefícios RP 1424,). Também conhecemos o benefício do filho MP 208%, (sabemos... benefícios RP 142*,,). Senhor... sabendo toda aquela terrível tortura MP 155*,, (sabendo... cruel tortura sua RP 107592). Iš Entre os verbos de percepção, é digno de menção o verbo girdėti, que nos escritos antigos, tal como ir jų nos originais alemães e poloneses, podia reger o acusativo, indicando o conteúdo da su informação percebida pelos sentidos. Iddnt sektųbim iis gerūse darbūse girdėdami | giwétq ių gamtas ir DK 674 (DK! 63). Tendo ouvido Ionas Trabalhos de Cristo DP 17, ( Tendo ouvido... cadeias de Cristo W 14 )¥. Ouvimos o lugar do | ano | ir maneira DP 59443 (Ouvimos o tempo, o | lugar, o | y modo Wy; 199). Ouvimos três obras maravilhosas BrP 1 231. Alexandras. ..ao ouvir obras gloriosas... dizia BrB I Mak 10, 15(horet die Idblichen Thaten). O ans tare, rytoy ghi izgirsi ChB Apd 25, 22. Coincidência com su construções alemãs e polonesas nos seguintes casos (como ler, saber, ir narrar, falar nos grupos su mencionados) reflete antes um paralelismo tipológica e geneticamente motivado do que um empréstimo. No período em questão, nas línguas germânica e polonesa, o acusativo sem preposição que expressava o objeto distante ir também era empregado muito mais amplamente do que hoje; em geral, observamos, no desenvolvimento de muitas línguas indo-europeias, a tendência de substituir muitos sintagmas desse significado por construções preposicionais (cf. 2. 1. 7.). Iš por su exemplo, com os verbos ir dizer, pensar, escrever etc. é claramente visível que tal acusativo com o significado de objeto distante era um fenômeno autóctone da língua lituana antiga? ?, Contudo, já XVI— XVII ele é a. bastante raro, em comparação com as construções preposicionais su correspondentes. A maioria dos compostos do tipo mencionado provavelmente já se tinha tornado arcaísmos naquela época. Eles são importantes porque ajudam a compreender a gênese do acusativo duplo e a determinar as ir relações sintáticas primárias entre os membros dessa construção. *6€ Pig, ainda DP 562s — W 957. * T. p. VEE 13, 16. ; * Outra questão são as — construções do verbo liepti com su acusativo, encontradas J. na Bíblia de Bretkūnas e, aparentemente, surgidas devido à influência direta do texto alemão; cf.: liepe mane eiti hieB mich gehen — Ezech 46, 21; liepk ghį passikelti heis — auffstehen jn II Kar 9, 2; PoNas ghį liepe der — HERR hats jn geheissen 11 Sam 16, 10; t. p. Nehem 12, 31, Est 1, 17 ir etc. 199
1. 3. Com os mesmos verbos que regem os grupos de palavras aqui discutidos, formam-- se também construções de acusativo duplo. Como o acusativo duplo com substantivos e adjetivos é um pouco mais frequente nos textos antigos do que os grupos de palavras com um único acusativo de objeto mais distante, também ocorrem mais verbos com acusativo duplo, e eles são mais variados. No entanto, em ambos os casos podem distinguir-se os mesmos grupos semânticos e os principais lexemas. As construções com substantivos (a) e com adjetivos ou pronomes (b) também não diferem essencialmente entre si quanto ao significado do verbo; apenas os adjetivos aparecem como segundo acusativo pelo menos duas vezes mais frequentemente. A comparação dos textos traduzidos com os originais e os vestígios das construções correspondentes no folclore e na língua popular não deixa dúvida alguma quanto ao caráter autóctone dessas construções. Nos textos antigos, os seguintes verbos aparecem mais frequentemente como seu membro principal: 1. Verbos de percepção: regėti, matyti, išvysti, girdėti, išgirsti, pajusti, rasti. a) E aqueles que se afastaram disseram... que ele governava como senhor BrP 1401. E, ao ver que o seu filho João era um homem hábil, ele o fez seu comandante BrB I Mak 13, 54 (sahe | das sein son Johannes ein tuchtiger Man war) Mas se alguém vir um adúltero, um bêbado, um ímpio | e um arrogante DP 324, (iesli ktorego vyZrzy cudzoloznika pijdnice | chéiwego y pysznego W 51). Wieszpats regiedamas ii daugkalbi | prisakidawo (widzqc go wielce mownego SP II 73,,. São João... o seu senhor recebeu Mz 179%. Asch tawa Dukteri neradau Merga BrB V Mozy, (Não encontrei a tua filha como donzela)- ®. b) Maria não permitiu | que, ao ver, julgassem difícil BrP I 60. Kad iis regi grinus DP 484, (Quando o veem pobres) Nesa asch tawe Teisu regeiau BrB I Moz 7, 1 (vi-te justamente)®. Bei Aaronas.- .. ischwjda, ie raupsiuta BrB IV Moz 12 (foi reconhecido | que ela era leprosa). Ischwida ius ne linksmus BrB I Moz 40 (vi | que estavam tristes) Iszwis dnq mdcnesni MP 120%, Kita rassi ischmintinga BrB Sir 37, 25 (Alguns são sábios) Nesa esch tawo darbus ne pilnus radau BrB Apr 3, 2 (não achei inteiramente completas as tuas obras). Que encontrou casas vazias (zndyduie Dé prozny) SP II 73, 1. Encontrou Jesus (tykt) sozinho ChB Lucas 9, 36%. 2. Verbos de percepção e atividade psíquicas: conhecer „reconhecer“, saber, compreender, inventar, lembrar, dizer, crer, considerar. a) Kad mes.... tawe wieszpdti pdžintumbim (ciebie Pdnem swoim wyznawali) PK 184. Panna... sweykina Pažindama Iezu Diewa amžina SIG 45;,. Tawe... paszinst Baszniczia. Tiewa neischmerota Maiestata BrGD XXXVI (50)**. Ką gali iszmdnit septinerią dowaną Dwdsios szwentos MP 271*34. Su- * T, p. BrGD Rankr 5; GD II. 20 Tokiais atvejais antrasis galininkas kartais eina ir be pirmojo: Girdi Mergą | girdi ir nusižėminusią DP 59830 (Slyszisz pannę W 723). Pilatos considera-o inocente: enviou-o a Herodes. Mž 442. 31 De modo semelhante RrB Iz 58, 7; Pat 22, 29; I Mak 12, 28; 4, 21; Mat 25, 37; Apr 17, 6; DP 33616; SP I 165 —166; MP 79%; SIG I 4715, 52,, 7811, 123; etc. *2* De modo semelhante BrP II 33, MP 69*, I11 155. 3 De modo semelhante com rasti BrB Išm 8, 11; Sir 37, 21; Zuz 14; Dan 1, 20; Luk 7, 10; II Kor 9, 4; 1,13; Mž442; BrGD LXIII 103; DP 2895; ChBIIKor9,4; Luk 7,10; MP II 36515, 366* —367; SIG II 2844, 8313, 9812 etc. * De modo semelhante PK 27; MZ 47, 51, 82; BrGD XII (= RG 133), ChB Jon 17, 3; MP 10444, 107, 146%, 167%; , 18610, 265%, 283919, II 347%, 3514 e outros. 200
entende-- se que existem ídolos, que... conhecem o rei, não deuses, mas obra das mãos dos homens BrB Bar 6,550 (não deuses, | mas feitos pelas mãos dos homens). Nós, pobres tolos, dizemos... o fim da vergonha BrB 18m 5, 4 (hielten... seu fim por uma vergonha) Contudo, ele traduziu isso como um sermão estrangeiro BrB Hoz 8, 12 (Assim é considerado como uma doutrina estranha) Quem então o considerará ou chamará de deuses? BrB Bar 6, 55 (Como se devem então considerá-los ou chamá-los de deuses? LB) Ele... obedece aos seus progenitores e os considera (sublinhado) seus senhores BrB Sir 3, 8 (considera-os seus senhores). b) Os apóstolos de Jesus vivem... reconhece MZ 280. Reconheceremos tal Deus diante de nós SE 2324... E embora saibam que eles (elas) estão mortos, contudo seguem-- nos BrB Bar 6, 41 Vind embora saibam | que não há vida neles). Anis... szinna Biaure limpancze sawa ligga ir BrP II 387. Zinodama Pong gidrq (Znaigc Pdnd laskowego) PK 179. Atmindami tq Pona gidrq | ir aos seres humanos (Bacžąc na to yak té Senhor bom | a yak e todo ku misericordioso) PK. 83. Tadda tare Eli ie bêbada BrB I Sam 1, 14 (Da meinet Eli sie were truncken). Ir Eu a ie considerava mais preciosa do que um reino BrB 18m 7, 8 (Vnd ich hielt sie thewrer denn | Koenigreich). Bei Szidus, kurus ghis pirm wertus ne laike BrB II Mak 91, 15 (die er zuuor nicht werd geacht). 3. Verbos de transmissão de informação: dizer, anunciar, proclamar, revelar, confessar, testemunhar, mostrar. a) A quem disseste ię tawa Irmã? BrB I Moz 12, 19 (Por que disseste então que | ela era tua Irmã? ). Tureia ghį Diewa ischpaszinti BrB Išm 12, 27 (vnd musten jn fur einen Confessar Deus) Enviando cursos Revelou o Filho a si mesmo eternamente Pai | Filho | ir Espírito Santo MT 187*44„. A nós Cristo mostra não perfeitamente IZ2ganitoid SE 152. b) De to nu abençoada, todas as gerações me chamarão BrP 11 259 . então todos os pagãos proclamarão vocês bem-aventurados, BrB Mal 3, 12 (Que todos os pagãos vos proclamarão bem-aventurados). Está escrito: Fiel é a palavra | e digna de toda aceitação DP 504,, (Uma | oração | piedosa | y ... honra W 857) Então confessemos a ir nossa iniquidade diante de Deus, os culpados MT 185%,,. Confessarei devidamente a ti SIG II 3615. Ela... testemunha a morte RG 85,. Então julga que ele é impuro BrB III Moz 13 (sol jn... varein vrteilen). Esch sawa Weida prisch ius ne atmainisiu (ner odisiu rusta) BrB Jer 3, 12 (Assim não voltarei o meu rosto contra vós). E então mostra a riqueza indicada ChB Rom 9, 23. 1.4. Além dos grupos semânticos de verbos mencionados, o acusativo duplo também se forma com os chamados verbos factitivos, que designam a criação ou a manutenção de determinada característica ou estado, por exemplo: fazer, criar, chamar, deixar, considerar, ter, ou simplesmente uma ação realizada com um objeto que se encontra em determinado estado, por exemplo: aceitar, conduzir, deixar, recolher, dar, comer, beber etc. O segundo acusativo do substantivo, em tais construções, é usado paralelamente ao instrumental, que se difunde progressivamente**. Nesa tu darai Miesta akmenu Kruwa BrB 1z 25,2 (Pois transformas a cidade num monte de pedras). Bau ne padarisiu esch tawe Pustinę BrB Jer 22,6 (Ich wil dich zur Wūsten... machen). Pdddrik mus hadnas žmones (vezyn nas godnym nacžyniem) 35 Sobre a relação entre o acusativo e o chamado instrumental predicativo em tais construções, veja-se. E. Fraenkel, O instrumental predicativo no eslavo e no báltico e seus fundamentos sintáticos, AfSIPh 40 (1926), p. 85 ss. ; Kas., p. 152 ss., 199-200. 201
PK XXXI. Que esta minha criança possa crescer BrP II 275. Irne wadinket tatai toliaus Naschta BrB Jer 23,36 (E não o chameis mais de fardo). E chamar-- te-ão cidade visitada e não abandonada BrB 1z 62,12 (vnd dich wird man heissen die besuchte vnd ynverlassene Stadt). Decidi tomá-la (isto é) para minha companheira BrB Išm 8,9 (Ich habs beschlossen | mir sie zum Gespielen zu nemen). Ele fez... uma casa para a filha do faraó, que Salomão tomara por mulher BrB I Kar 7.8 (que Salomão havia tomado por esposa). Para que as pessoas nos vissem e escolhessem para si MP 207, (aby nas... obral lud sobie wybrdny RP 141). Das construções com um segundo acusativo — adjetivo, nos escritos antigos são especialmente produtivas aquelas que dependem do verbo fazer. Com elas são frequentemente traduzidas expressões originais de estrutura completamente diferente. Darem tawe narsu Mz 564, Br Gd XXXV. Dos que profanam a Igreja BrB Ezech 7,24 (Ich wil... jre Kirchen entheiligen). Para que te fizesse detestável MP 196%, (aby cie omierzil RP 133*,,). Tornando-os indignos MP 257, (czyniac ie niegodnemi RP 175%). Fazendo-- os felizes neles MP 375% (was w nich szežęščič RP 25354). Com muito mais frequência do que os substantivos, os adjetivos são ir empregados em construções com outros verbos de significado mencionado. O Evangelho chama felizes os pobres (zowie blogoslawionymi vbogie) SP I 303,¢. Chama cada pessoa assim de amaldiçoada MP 1005, (przekletym zowie RP 64*,). Ele... abandona os ricos vazios VEE 159,9* (Vnd lesst die Reichen leer). Diewas szmogu gera leida BrB Pam 7,29 (fez reto). E deixou Joabe vivos os que restaram na cidade BrB I Crón 12,8 (lies leben die vbrigen)¥. Mes ios giwus sugausim BrB II Kar 7, 12 (queremos agarrá-los vivos). O esch tawe Iakuba surinksiu wissg BrB Mich 2, 12 (reunirei tudo). O teu povo... conduziste-o seco através delas Vin 60—61 (trucken hindurch gefuehrt Lut. Cat. m. 132). Ele levou-me saudável e trouxe-me de volta BrB Tob 12,3 (hat mich gesund hin vnd wider bracht). E encheu-as até transbordarem ChB João 2, 7. Anunciarei a ele um novo Reino de Deus ChB Marcos 14,25. Nós os devoraremos vivos BrB Pat 1,12 (queremos devorá-las vivas). Dai a esta criança a vida BrB I Kar 3,27 (Gebet jr das Kind lebendig). Ranas... que ghissai atwiras turres WP 9. Del sawos szlowes sweyka mane ldyka mym zdrowiu radzi) (o PK 50. Simonas... manteve- -os vivos BrB I Mak 13,50 (lies sie leben). 1.5. Comparando o acusativo duplo com os su 1.2 sintagmas verbais discutidos, vê-se claramente que as relações sintáticas entre o verbo (V) e o ir acusativo do primeiro nome ou pronome (N) são, em ambos os casos, idênticas. No sintagma ii mūmus tikrdi sūko DP 409,, o acusativo do pronome jį, que designa a pessoa de quem se fala, está diretamente subordinado ao verbo. A mesma relação sintática entre V ir N vemos na ir construção de acusativo duplo Kam sakei ie tawa Seserį BrB I Moz 12,19. Contudo, nela su N é associado ainda outro complemento do nome em caso genitivo-. ninkas (N'), que se relaciona com o su primeiro de modo semelhante à forma como o predicado su nominal se relaciona com o sujeito, cf. ji a tua irmã. V a relação su N em ambos os casos é direta, imediata e, sem dúvida, primária. Uma be relação direta V su N confirma a ir GD interpretação nė da transformação (Cf. 3.3.2.). Enquanto isso, a relação entre V ir N' é intermediária, fundamentada 26 Ibid. BrP II 259. ¥ De modo su semelhante, BrB II Moz 1,17; I Kar 20, 31; II Kar 25, 22; Ezech 23, 29; 29, 12; 16, 39; Luk 1,53. 202
N ir N' permanecer com uma relação semipredicativa. Ao que parece, ele desempenhou mais tarde um papel decisivo na estrutura da construção. Assim, nas construções su com verbos que outrora podiam reger o acusativo do su objeto distante (por exemplo: sabe diz aqueles | mortos) é possível estabelecer as mesmas relações sintáticas primárias que com verbos que exigem objeto direto su (por exemplo: vê-os puros). Para o acusativo duplo de ambos os tipos, pode-se reconstruir o mesmo modelo de relações sintáticas primárias: ()V—> N «<=> N' Este modelo pressupõe a existência de uma frase desse tipo, na qual, junto aos casos subordinados ao verbo, poderiam ocorrer segundos predicados, de natureza nominal. Isso se evidencia прежде de tudo pela analogia estrutural do acusativo duplo com iš construções de outros casos. su Iš jų O mais GD próximo é o genitivo duplo, cujos vestígios encontramos nos escritos antigos e no folclore, cf. : ir Não me mostreis assim tão negro, pois o sol me queimou assim BrB GG 1,6 (Sehet mich nicht an | Que sou negro: so guod fusca sim); não encontrei, pois o teu trabalho está completo ChB Apr 3,2. Da mesma forma, junto aos substantivos e pronomes é ligado o dativo pós-positivo, ir cf. Rauschiau (=rašiau) iumus Tiewamus BrB I Jon 2, 13 (euch Vetern); falo com vocês, amigos ChB Luk pelo 12,4; particípio correspondensu te no segundo dativo da — construção (por exemplo, idant... que todos acreditassem sem qualquer be dúvida naquele que dizia a verdade SP II 138,,— nd powieść jego) outrora provavelmente lançou as bases para o dativo absoluto®. 1.6. As construções de casos duplos su com uma relação direta de subordinação entre V ir N ir com uma relação semipredicativa entre N ir N' são ir características de muitas outras línguas. nos períodos jų mais antigos de desenvolvimento das línguas. Em primeiro lugar, devem ser mencionados os paralelos da língua letã, cf. conheci nove pessoas; diz que me embebedam, senhor. * ir ant. eslavo, ant. russo, ant. tcheco; em ir outras línguas eslavas** o acusativo dual ocorre su com substantivir os e adjetivos po tų dos próprios grupos semânticos, os verbos ir podem ser associados a verba su percipiendi, cogitandi, dicendi etc., cf. ir s. tcheco mniše seu mensageiro justo Otc A 347%, s. abreviatura gl(agol)jo vaso rabs Mar Jon 15, 15%. Construções do mesmo tipo são atestadas nos antigos monumentos das línguas germânicas, cf. got. kunnands ina wair geraihtana (žiŠĖėc adtdv švdpa. *8 Para mais informações, ver autor, LKK V, p. 9 etc. ** J. Endzelins, Latviešu valodas gramatika, Rigd, 1951, p. 577—578. * Sobre o antigo eslavo ir antigo rusų žr. k. A. A. Ilore6na, op. cit. 296tt., 305; J. Loš, Gramatyka staroslowiafiska, Lwéw — Warszawa—Krakėw 1922, p. 166; T. II. JloMres, Ouepku no HCTOpHYECKOMY CHHTaKcHCy pycckoro sisbika, M., 1956, p. 212-216, 220 tt. ; B. H. Bopkosckuii, II. C. Kysueuos, Heropuueckas rpaMMaTHkKa pycckoro sasika, M., 1965, 392 tt., Cpas472: HHTE/IbHO-HCTOPHUCCKHHA CHHTAKCHC BOCTOUHOCJIABSHCKHX S35IKOB, Usensl mpensoxenusi, M., 1968, 112 tt. ; B. H. Yaruwesa, O BTOpOM BHHHTEJBHOM NaAekKe HMEHH NpHJAraTeJIbHOro H NMPHYACTHS B HCTOPHH PYCCKOro Asuka, Yu. san. JITTIH, T. 373, 1968, p. 215; sobre o antigo tcheco, k. ver J. Gebauer, Historicka mluvnice jazyka českėho, IV, Skladba, Praga, 1929, p. 25—26, 319 ibid. ; F. Travniček, Historicka mluvnice česka, 3, Skladba, Praga, 1956, p. 123—124; sobre o antigo bielorrusk. so, ver E. O. Kapeknii, Beaopycs, Si3six 6Genopycekoro Hapoja, 2—3, p. 397— 398; para as outras línguas eslavas, ver F. Miklosich, Vergleichende Grammatik der slavischen Sprachen, IV, Wien, 1868—1874, p. 388—389; W. Vondrak, Vergleichende slavische Grammatik, *II, Gottingen, 1928, p. 273. “J. Gebauer, op. cit. 321, ** B. Taspanex, 3asor (genera verbi) crapocJiaBaHckKOM B sisbike, „HecjiegoBaHHs NO CHHTaKCHCY CTapocJaBsHCKOro ; 3bIKA“, Ilpara, kauzatyvinius, 1963, p. 51. 203
b) noro, kitų c) reik§miy®. d) Em tais circunstâncias, os mesmos verbos (por exemplo, : want, like, hate) são atribuídos por diferentes pesquisadores a grupos diferente- — s: alguns ao da vontade e do sentimento, outros — ao da atividade do estado ar psíquico. Aparentemente, por isso to alguns autores abandonam completamente iš a classificação desses verbos e apresentam-nos numa lista*. ir Há ainda tentativas de dividir e definir grupos ir de verbos de acordo com N ir P a distribuição das formas morfológicas na própria construção*. Essa divisão é mais objetiva, mas, para o estudo dos fatos da língua lituana, traria pouca utilidade, pois os mesmos verbos podem formar aqui GD su sob diversas N ir P formas, que diferem apenas pelo grau de produtividade. Assim, seria impossível interpretar semanticamenGD te os grupos de verbos distinguidos na própria construção segundo a distribuição“. Be caso contrário, seria difícil comparar o lituano GD su com as construções correspondentes das línguas aparentadas, nas quais os verbos são analisados segundo a semântica. Em nossa opinião, é mais conveniente analisar as palavras que GD funcionam como membros principais segundo propriedades valenciais comuns, jų pois, dessa maneira, a análise distribucional pode ser vinculada à semântica. su Ta o fato de que os significados principais dos verbos geralmente se refletem no ambiente sintático", permite fundamentar formalmente a jų classificação. Su GD os verbos em questão são primeiramente classificados segundo propriedades valenciais comuns, relevantes para a natureza da construção analisada; em o seguida, destacam-se os significados individuais dos verbos, que, por sua vez, são definidos em termos do ambiente sintático*. jų GD as relações sintáticas dos membros dependem muito de o membro ar principal ter regência frasal?, isto é, ar ele pode anexar uma oração subordinada explicativa e o discurso direto, por exemplo. : Eu sei (é sabido) que virás; tu eu disse: virás etc. tu ir Os verbos que têm regência frásica, chamados comentáveis'* (por exemplo: ver, ouvir, compreender, sentir, saber, dizer), devem прежде de tudo jo ser distinguidos dos não3 JI. C. Bapxyaapos, JĮ. A. Illrenuar, IpaMmatnka aurjiulickoro sskika, M., *1965, p. 380—383. 4 Ele. C. Бархуáров, Структура простого предложения современного английского языка, M., 1966, p. 104; analogamente no eslavo antigo R. Večerka, Syntax aktivnich participii staroslověnštinė, Praga, v 1961, 57 ibidem. 5 Cf. E. A. Nida, A Synopsis of English Syntax, Londres, Haia, Paris, 1966, p. 155—156; ibidem. II. Носиков, Функциональный анализ. ... combinações sintáticas objetivo-predicativas, autor. Kaunas. Ancc., JI., 1969, p. 15 tt. 6 Também se mostrou infrutífera a tentativa de definir semanticamente os grupos de verbos distinguidos com base na distribuição dos membros dependentes nas construções correspondentes do inglês, cf. JĮ. Il. Hosuxos, op. cit., p. 17. 7 Cf. P. Mrazek, Sintaxe dos complementos dos verbos, BSI, 1964, n.º 3, p. 50 ss. ; IO. JĮ. Anpecan, Ontir onucanns 3HaueHHN rjlaroJIOB NO HX CHHTaKCHYUECKHM npusHakam (THTIaM ynpasaenus), Bf, 1965, Ne 5, p. 51 tt. 8 Assim, classe significativa é considerada o conjunto de traços semânticos que entram numa regra sintática, cf. R. T. Lakoff, Sintaxe abstrata e complementação latina, Cambridge — Massachusetts — Londres, 1968, p. 165, 213. * Sobre a regência frásica, ver P. Mpa3ex, op. cit. 56; para esse fim, também é usado o termo valência frásica, cf. H. B. CoxonoBa, Tpexujiennbie rjtarojibuble CO4ueTAHHA B COBpeMeHHOM OpaHuLy3CKOM S3bIKe, CO.: T paMMaTHka, QOHETHKA H CTH/IMCTHKA pOMAHCKHX S3bIKOB, JI., 1971, 255 tt. Sobre a possibilidade de ligar uma oração subordinada explicativa como característica valencial do verbo, veja também W. D. Klimonow, Die Valenzen der russichen Verblexeme, die einen Objektsatz mit der Konjunktion «no regieren, ZfSI, 13 (1968), Hf. 4, p. 632-639. Tais orações subordinadas, assim como muitas construções preposicionais, G. Helbig e W. Schenkel consideram-nas categorias de I grau, que definem a valência do verbo, veja. G. Helbig, W. Schenkel, Dicionário sobre a valência e a distribuição dos verbos alemães, Leipzig, 1969, p. 36 seg. ir 10 Sobre este termo, proposto por N. D. Andrejevas, veja. JI. O, Tkauenko, O JeKCHKO-CHHTaKCH - YecKoii BaJIeHTHOCTH KOMMeHTAČeJIbHbIX TJIATOJIOB BO (ApaHLYy3CKOM Si3biKė, cO.: HMecjegnjoBanns no CTPYKTYPHO-BEPOATHOCTHOMY anHaju3y, lopekuit, 1971, p. 130 tt. 210
que têm, isto é, verbos não comentáveis (por exemplo: trabalhar, fazer, levar, conduzir, contar, chamar). Os últimos geralmente têm significado factitivo ou próximo dele e, sendo transitivos, denotam a produção, a transformação, a denominação de determinados objetos etc. Assim, a classificação dos verbos usados no GD em comentáveis e não comentáveis coincide, em muitos casos, com a classificação tradicional em não factivos e factivos"- !, mas tem uma base gramatical mais clara. As construções com verbos comentáveis são as mais difundidas e caracterizam-se por um uso peculiar e por tendências evolutivas específicas; é precisamente a elas que, desde os tempos da gramática antiga, se aplica o termo accusativus cum participio. Entre as propriedades valenciais comuns dos verbos comentáveis, são mais importantes para a estrutura do GD as suas relações com o acusativo de objeto de significado concreto e abstrato, bem como com o nominativo de sujeito. Com base nessas relações, distinguimos quatro grupos de verbos comentáveis ou de outras palavras que ocupam a sua posição. 1 tabela Grupos de palavras que constituem o GD Nominativo de sujeito Acusativo de palavras de | significado concreto Acusativo de palavras de significado abstrato ša O) | + + + | + 1.º grupo 2.1.1. Os verbos associados ao su nominativo do sujeito, ir capazes de reger o acusativo de palavras de significado concreto e abstrato, constituem a maior parte da Su 1 combinação com os verbos da grupo GD (quase metade de todos os XVI -— exemplos a. encontrados nos escritos do XVII), contudo, a quantidade de lexemas atribuídos a este grupo não é grande: apenas verbos, considerando as formas prefixadas como lexemas 23 distintos. Eles podem ser divididos em subgrupos į menores, a saber: verbos de percepção física, verbos de exibição e alguns verbos de percepção psíquica, que ocupam uma ir posição intermediária entre | ir 2 os grupos. 2.1.1.1. Os verbos de percepção física são os mais amplamente empregados e ir constituem ne apenas o 1 grupo, mas o próprio ir fundamento. GD GD su verbos deste significado eram empregados em quase todas as línguas indo-europeias. nas línguas; construções correspondentes são característiir cas das línguas de outras famílias já nos períodos jų mais antigos de Iš desenvolvimento! ?, dos verbos de perceção física XVI — nos a. textos do GD XVII são usados os seguintes: matyti, pamatyti, regėti, veizdėti, išvysti; girdėti, išgirsti, klausyti, išklausyti; " jausti, Cf. M. Deutschbein, Sistema do novo inglês Syntax, Leipzig,? 1926, p. 272-273. '* Por exemplo, hebraico, árabe, etíope, ir siríaco, etc. para as línguas semíticas, ver M. Johannessohn, Der Wahrnehmungssatz bei den Verben des Sehens der in hebrūischen und griechischen pajusti; encontrar, Bíblia, K Z, 64 (1937), H. 3—4, p. 146—147, 253 tt. 14% 211
descobrir, deparar-se com. É formada principalmente por regėti (o GD verbo mais su popular nesta (519 construção), girdėti, išgirsti e — išvysti (303), (207), (encontr- (160), ar) ver 2 tabela Ao regerem o acusativo de ir significado abstrato específico, estes verbos não se associam ao acusativo do su objeto. GD su com eles há dois tipos: a) N pode ser considerado V objeto direto, o P associado ir su N, ir su V. Por exemplo, na frase ghis... ischwida du laiwu stowincziu pas ezera A relação 91,, entre VEE e ischwida ir du laiwu é de objeto direto, mas o particípio stowincziu também está semanticamente relacionado su V (isso é confirmair do pelo original: sahe zwey schiff see am stehen). Por causa da V ir N natureza da relação, tais construções são doravante chamadas de objetivas. b) N não pode ser considerV ado objeto ir direto depende jo apenas de drauge su P. Na frase O ischwidens, Szmones bessibaidanczias ing Ir para a água... Wandeni BrB 1 Mak 16, 6 (sahe das | das Volck eine schew hatte) As pessoas não são um V objeto direto, pois aqui se fala da percepção das pessoas, ne mas do medo. O verbo išvysti neste jų caso tem um significado diferente daquele que no exemplo (a) é próximo de ir perceber, compreender. Tais construções são doravante chamadas não objetais. Dado que (a) ir (b) a diferença entre os tipos de casos só se evidencia no contexto, na iš possível substituição ir V da situação su 2 pelos verbos do grupo, ele é evidente em toda ne parte, XVI — Nos a. escritos do século XVII encontramos muitos exemplos que podem ir ser considerados intermediários, ir podendo ser classificados tanto em um tipo quanto no outro. No entanto, na evolução GD posterior, a diferenciação desses tipos desempenhou um papel importante. ver, avistar, enxergar, contemplar, vislumbrar a) Ir ... entrando no | túmulo, sentadas à direita, po as jovens chorosas DP 184, (veremos os jovens sentados, W 315). Ir quando contemplarmos este grande fogo, colocados nas cinzas Y do mundo RG 514,5. A cada dia vemos pessoas mortas sendo ir enterradas BrP II 6. E como posso saber, meu Nascendo, derramando BrB Est 8, 6 (para ver | que meu sexo pereça?) Eis, de toda parte, uma terrível morte que se aproxima KN 764. b) Quando vires diante de ti todas as coisas abandonto adas do mundo DP 55433 (quando vires sob ti... todas as coisas... abandonadas W 944) Vejo pela tu imagem que a oração pode muito BrP 11 99. Potam, o rei, sendo pobre, não | tendo verdadeir- | amente nem ld sequer um boi, SE 754. Ir como O pároco viu que Pische, transformada ne aos olhos, po io tendo comido e expandido, então é impura ( BrB III Mois. 13, 55 (verá que isso não .. está transformado). Tendo visto a virgem Maria, assustada com a saudação, ele io alegra | ie BrP I 336. ouvir, ouvir, escutar, ouvir até ao fim a) Sunau te ouço-Te a chorar, ouço-Te a falar SIG 1 97,. Kayp aklas elgieta izgirdis miniu praeiunciu klauses (vslyszawszy | thuszezq przechodzqca) SP I 365,,. Unidade Diewo dmzina | Ouve-nos, que oramos RG 253,. O rei ouve-nos, que clamamos te BrB Ps 20, 10 (erhdre vns wenn | wir ruffen). b) Quando ele ouvir a pessoa | koinq Tendo recuperado a vida RG 563,,. O pawasari como Vespasiano ouve | Nero morto | Ele era ghis sentir, BrP II 341 212
experimentar a) Aqueles que io escutam... sente como uma espécie de espinho que fere o coração (dožndwdią ze iako ošči iake kola serce ich) SP 11 83,4. Para que também nós sintamos novamente os caminhos que caem sobre a terra DP 6163, (dbysmy.- .. vezuli krople nd žiemię paddigce W 832). b) O homenzinho agora vive | por pouco tempo; sentirás que já morreu e será sepultado BrP II 516. E quando sentirdes aqueles*® que estão aflitos e fogem, então os encontrareis corajosamente BrB Judit 14, 5 (mercket | das sie verzagt sein werden vnd die flucht geben). Entre os exemplos de GD com verbos de percepção, as construções objetais são ligeiramente mais frequentes do que as não objetais, embora os verbos individuais apresentem aqui tendências próprias. Por exemplo, o verbo iSvys.i é usado predominantemente em construções objetais, isto é, do tipo (a); as construções objetais com regėti têm uma predominância já menor; pelo contrário, os verbos girdėti, išgirsti ocorrem mais frequentemente em construções não objetais, isto é, do tipo (b) (ver tabela 2). Nas construções de ambos os tipos, os verbos que nelas ocorrem diferem não apenas pelas relações sintáticas com o acusativo, mas também pelo significado lexical. Os verbos matyti, regėti, išvysti etc. nos exemplos do tipo (a) significam “perceber com os olhos, pela visão”. Já nos exemplos do tipo (b), eles deixam de ter esse significado concreto de “ver com os olhos” e significam “entender, compreender” (cf. o 5.º significado de matyti no LKZ VI1916). De modo semelhante, diferem também os significados de girdėti e de seus sinônimos: nos exemplos do tipo (a), eles geralmente significam “perceber sons com os ouvidos”, enquanto nos do tipo (b) — “saber, ficar sabendo, vivenciar” (cf. LKŽ III 330—331]). Somente nos exemplos do tipo (a) o verbo pajusti tem também o significado de percepção física; nos exemplos (b), ele já exprime antes uma experiência psíquica, e não uma sensação física. De modo semelhante, também se diferenciam os significados do verbo rasti, condicionalmente incluído entre os verbos de percepção, e de seus sinônimos nos exemplos de ambos os tipos: nas construções objetais (a), esse verbo significa «descobrir ao procurar, observar- », enquanto nas não objetais (b) ele se aproxima, pelo significado, dos verbos notar, sentir (sem se dar conta), compreender, encontrar, descobrir, deparar-- se com a) Encontrou na igreja o Doutor sentado, ouvindo e perguntando-lhes (ndležli... Siedzqcego) SP I 1953?*. E encontrou-o já morto BrP | 393. E descobriu... o menino deitado na manjedoura VEE 10 (vnd funden... das Kind in der krippen ligen.). Chegou o visitante | e, tendo encontrado os que se haviam escondido | começou a reprová-los DP 5704 (ktore zdstal gotowe W 969**). b) Encontraremos em nós um grande inimigo BrP 11 248. A alma... diz: «voltarei para casa...». E, ao chegar, encontra- -a vazia e adornada (enfeitada). ChB Lc 11, 258, «E, tendo voltado, encontra- -os novamente dormindo» SE 25033. Encontrar, descobrir pode ter um significado semelhante ao dos exemplos do tipo (b) também quando com eles se relacionam membros subordinados de orações explicativas, por exemplo: Ele descobriu que eu tinha um osso quebrado Rm. A criança descobriu que o bérberis é azedo e rói Krš. Os polacos descobriram, 13 Sublinhado acima: ios. 4 De modo semelhante SE 25,,, Ev 22—23, 15 De modo semelhante DP 5703. 1* De modo semelhante ChB Mat 12, 44; VEE 56,,; SP II 44,; SE 64. 213
ka já é preciso fazer colónias. Por favor. Ainda assim, o significado dos ši verbos em questão é muito mais raro do que aquele que vemos nas construções «não objetais». Ao formarem GD, os verbos rasti, atrasti, ainda mais frequentemente do que os outros verbos de perceção, mantêm as relações de regência direta com N e o significado direto de encontrar determinado objeto. 2.1.1.2. Os verbos de mostrar rodyti, parodyti, ženklinti podem ocorrer tanto com o acusativo do objeto como com o dativo. Eles também constituem construções GD de ambos os tipos. Nas construções objetais, significam «dar a ver», e nas não objetais — «dar a conhecer, compreender». As construções objetais (a) são próximas das atributivas. mostrar, apresentar, assinalar a) Mostra-- nos o teu céu... e dá-nos a santa visão que está em uma só Divindade PK 175. E mostrou- -me a grande Cidade, a santa Jerusalém, descendo do Céu, de Deus BrB Apr 21, 10 (zeiget mir die grosse Stad... hernider faren). O arbusto.- .. assinalava... somente Maria dando à luz e não sentindo dores DP 398,, (zndmionowal... Maryą rodzącą i bolešei nie czuigcą W 654). b) Essa profundidade sem fundo... mostra que Deus tem em si todo o bem (wyraža že Bog ma) SP 1 92,4. Por meio de tuas orações, Deus... os fará ver SIG 1 114,,. Mostraremos o Senhor... verdadeiramente ressuscitado dentre os mortos e vivo BrP II 6. Para que aquelas pessoas que o amam sejam reconhecidas | que são batizadas | e que desejam ser amigas de tais pessoas batizadas BrP 1 144. | Às GD, nas quais mostrar deve ter o significado característico dos exemplos do tipo (b), ligam-se construções com išrodyti, que geralmente ocorre apenas com objetos abstratos. Assim, aqueles cinco czesai... mostrarão que há uma única Religião nos verdadeiros MT LZ 7,3. 2.1.1.3. Mencionem- -se separadamente os verbos pažinti, atminti e laikyti, que têm o significado de percepção psíquica, mas podem ocorrer tanto com acusativos de substantivos concretos quanto de abstratos. conhecer a) A fé... Conhece o Filho de Deus repousando nos céus | conhece [aquele] que pende da árvore, conhece [aquele] que está morrendo DP 4265. Tawe... sweykiname | Ir su praiewu gimusi pažistame SIG I 58,,. b) lau nu paszistam | tawe wissus daiktus szinanti VEE 79—80 (Nu wissen wir das alle ding weissest). | du Ir ižš cze iau pigdi pažįsi moteriszke wirq apgobignezia DP 399,, (pozna niewidste mezd ogarnidiącą W 656). Nas construções objetais, pažinti significa «descobrir o que algo é», enquanto nas não objetais — «Compreender, Saber». Ši o segundo significado de pažinti, bastante afastado do primeiro, é raro no lituano atual e, provavelmente, deve ser considerado um eslavismo, cf. pol. marcar o significado «przeniknąč myšlą; conhecimendo tos suficientes de algo; aprender algo“", (M. Nas construções não objetivas da Postila de Daukša, o verbo pažinti é traduzido por poznač znac). ir Os significados do verbo at(si)minti nas construções ir de tipo objetual e não objetual estão menos afastados uns dos outros. No primeiro caso, trata-se da retenção na memória de objetos — e pessoas concretos; no segundo, de ações, estados e conceitos. Nas construções P objetivas, geralmente apenas o elemento ir relacionado exerce função atributiva su N, mas ne su V, portanto, não pertence de modo algum GD iš ao que aqui é discutido. Contudo, trans17 Stownik języka polskiego, VI, Warszawa, 1964, p. 1323. 214
aplica-se a ir casos desse tipo, nos quais ainda N se pode considerar um objeto, V mas que semanticamente está V ligado a todo o sintagma NP. lembrar(-se) a) Lembremo-- nos de que o inimigo da nossa alma, ao tentar tirar-nos a memória, [afasta] muitas pessoas a palavra de Deus BrP I 249. Assim, recordam a multidão dos santos anjos de grandes aflições... Ir Deus, que prometeste misericórdia ao mundo | Redentor BrP I 88. b) Lembra-- te de mim Vida Vento santo, ir como® meu O olho não consegue ver Bom BrB Jó 7, 7 (gedenck das mein Leben ein wind ist). Wieschpatie, lembra-te de mim, que vivi bem aos teus olhos, | po com o coração cheio, | ir tendo feito o que te agrada, BrP II 462. Por este testemunho, recordemos que Cristo, em verdade, virá pela terceira vez à terra BrP I 19. Para que cada um de nós se lembrasse, tendo mudado para a morte BrP 11 406. O verbo laikyti, em seu significado primário de «ter, não permitindo que caia ou escape», ar é não comentável, usado apenas ir com substantivos e su pronomes de significado concreto. ar Tendo o significado de percepção psíquica «considerar algo como tendo certas característicar as», ele é sempre trivalente, isto é, exige o be nominativo e mais dois acusativos ou um acusativo e um su instrumental (na maioria das vezes); GD su com ele se formam construções comparativamente raras. Manna Esquema ir da manna Na época dos servos, “a mim” A união estrangeira® BrB Jó 19, 15 (consideram-me estrangeiro). Pois ele considera- -me amigo BrB Išm 1, 16 (sie halten jn fur Freund). Tais construções são muito semelhantes GD su 2 gr. a verbos de perceção psíquica (cf. 2.1.2.1.); tą mostra claramente a sinonímia ir entre «laikytі» e «tarti» J. de Bretkūnas na Bíblia. 2.1.1.4. Ao comparar 1 os do tipo (a) ir do tipo (b) GD, vê-se que a valência sintática nelas V é diferente. Tendo às não objetais, isto é, (b) devido aos significados característicos das construções do tipo, estes verbos já não podem ser associados por um único acusativo de substantivo su concreto — desse modo, saem ir iš 1 dos limites do grupo. Jų o significado da experiência psíquica só pode ser realizado em combinações com substantivos abstratos ou em su construções ternárias. Desse modo, já no grupo se evidencia 1 uma transição gradual dos verbos que regem objetos concretos para aqueles que podem ocorrer apenas com objetos abstratos. su Em todos os casos aqui analisados, o significado de mostrar objetos ar concretos da percepção física é primário; o de mostrar o a experiência psíquica e coisas abstratas é secundário, — formado com base no primeiro. Essa tendência de empregar os verbos da percepção física com o significado secundário de percepção psíquica, aparentemente condicionada por regularidades gerais do desenvolvimento semântico, é observada em muitas línguas. Por exemplo, lat. video, audio, invenio (como no ir presente), francês voir, entendre, trouver), alemão sehen, horen, finden, inglês see, hear, find corresponde ao lituano matyti, girdėti, rasti apenas com os significados secundários «compreender, notar, experimentar, descobrir», mas pelo facto de esses significados serem geralmente realizados em construções ternárias como membro predicativo, cf. lat. ne ir su inveniebat captivis}в?”】【]}娱乐彩票 全民彩票天天 世爵 天天中彩票足彩arsinnaavoqculas?json.Malformed? Nope. Need fix. Translate exact items. Last lot. ex Sabim flumen milia pasiš Sublinhado, acima: iog. 1* Sublinhado, acima: rar. * Corrigido į Swetimy, * sublinhado, acima: taria, 215
suum X abesse Caes. B. G. 2, 16, 12, s. ingl. Ou... fundest him treowe**, nj. angl, He finds him guilty, ou com uma oração subordinada introduzida por conjunção, cf. alemão. a direção da empresa considera que o trabalho pode ser melhorado*. É digno de nota que precisamente os verbos de perceção, tendo o significado principal e mais antigo, formam construções correspondentes ao modelo primário de GD (em que N exerce a função de objeto direto de V), enquanto a abstração dos significados lexicais dos verbos está relacionada com o desenvolvimento posterior da estrutura interna de GD. Grupo 2 2.1.2. Verbos associados ao nominativo do sujeito e capazes de reger o acusativo de palavras de significado abstrato GD com verbos do grupo 2 é formado nos textos dos séculos XVI —XVII apenas ligeiramente com menos frequência do que com os do grupo 1. Por outro lado, o grupo 2 é o maior em número de lexemas: inclui nada menos que 66 verbos, entre os quais GD é formado com maior frequência por žinoti (264), sakyti com vários prefixos (229) e tikėti (118). Dividimos os verbos deste grupo em três subgrupos: verbos de perceção e atividade psíquicas, de decisão e promessa, e de informação. 2.1.2.1. Os verbos de percepção e atividade mentais, tendo o significado que possuem nas construções GD, podem reger o acusativo de palavras abstratas declináveis, mas não regem o dativo objetivo. Tais são os verbos žinoti, suprasti, numanyti, permanyti, išmanyti, pramanyti, nuvartoti; ištirti, pertirti, išmėginti; mąstyti, dūmoti, susimislyti; tarti „manyti“, dingoti, sapnuoti „,nerealiai galvoti“, nuomoniauti, imaginavoti; tikėti; apsiimti, sutarti, nusirodyti, nulemti, nusūdyti. Por seu significado, aproximam-se deles também os verbos do grupo 1, usados com sentido de percepção mental em construções não objetais (do tipo b). Os GD mais difundidos com o verbo žinoti constituem quase 249 exemplos deste grupo e são utilizados por vários autores. Entretanto, não foi possível encontrar GD com o verbo sužinoti nos textos dos séculos XVI —XVII; para este verbo, geralmente se emprega ištirti, pertirti com significado próximo. Nas obras de J. Bretkūnas, as construções com suprasti são frequentemente substituídas pelos verbos sinônimos permanyti, numanyti, išmanyti; Na SE, com este significado, nuvartoti- ?* foi empregado uma vez. Com o significado de „manyti“ nas construções GD, J. Bretkūnas geralmente emprega tarti; nas obras de outros autores, encontramos casos isolados com os verbos dingoti, sapnuoti „nerealiai galvoti“, nuomoniauti. A grande disseminação de GD com tikėti é parcialmente condicionada pelos séculos XVI —XVII. do conteúdo dos escritos. # R. Kühner, C. Stegmann, Gramática detalhada da língua latina, II, 1, Hannover, 1912, p. 697. *8 J, Machaček, Complementation of the English Verb by the Accusative—with —Infinitive and the Content Clause, Praha, 1965, p. 70. *“ G. Helbig, W. Schenkel, Wėrterbuch zur Valenz und Distribution deutscher Verben, Leipzig, 1969, p. 208. No dicionário indica-se que finden tem o significado ,,meinen, feststellen“ apenas quando rege uma oração subordinada. De modo semelhante, a valência frásica também é associada ao significado secundário de zeigen, p, 204—205. Contudo, o significado de percepção psíquica de schauen, sehen, igualmente relacionado com a valência frásica, não é distinguido (cf. p. 105). Uma diferenciação mais fraca dos significados secundários dos verbos franceses correspondentes voir, entendre etc., em comparação com frouver, é indicada também por H. B. CokoJA 0Ba, op. cit., p. 253—255. Sobre os correspondentes antigos e modernos da diferença entre os significados primário e secundário dos su verbos ingleses (see, hear, feel etc.), indicada pela valência frásica e pela possibilidade de reger acc. c. inf., ver J. Machdcek, op. cit., p. 43—44, 103 etc. 216
saber, compreender Ak tawo Sunus... kuri žinnome mus po tdwo akim uzstojenti KM 160,4. Ir mus wissus kadaisgi mirsenczius tikrai szinam BrP II 6. Pois sabes, nossa preocupação por causa de ti BrB Jer 15, 15 (tu sabes que somos envergonhados por tua causa). Nesa szinnat iau nu schū cziesu iawus isch lauko suwoktus BrP II 395. Compreendi que os ouvintes desejavam ter o cântico de Deus MZ 81. Logo que compreendeu que o Salvador havia nascido, deixando tudo em casa, pôs-se a caminho BrP 1155. Então compreenderemos que vós sois deuses BrB 1z 41,23 (so wollen wir mercken daf jhr Goétter seyd). imaginar, compreender profundamente, entender; inventar, desperdiçar, compreender: Anis imaginou que havia nascido um jovem Rei Judeu BrP 1 152. Podemos compreender os Judeus... tendo entendido incorretamente o mandamento BrP II 288. Pois alguns entenderam | que Tadeu tinha uma língua | que lhe falava I1Ezusa SE 248. [Os estoicos] imaginam Deus sentado no céu | e escrevendo Leis destruidoras ou causadoras de perdição MT 177. Nuwartoddmi Ponq IEzu | labay daznay podkim sawa Mokitiniu mineiusi ir sakiusi ape nukienteima... regiet galime SE 50. ištirti, pertirti, išmėginti Ir ischtirsi tawa Budelę pakaiu turenczę BrB Job 5, 24 (wirst erfaren | das deine Hūtten friede hat). Ponios letos... pirmos Christusq isz numirusiu kielusi isztiria SE 79g. Siuntem... Brolį, kurį tankiei pertirem (virs.: isc hmeginom) daugia daiktosu, didei rupinantisi, o ny ir didei daugiesni rupinantinsi (parast.: procewoientinsi) BrB II Kor 8, 22 (den wir oft gespiiret haben in vielen sticken | das er vleissig sey | nu aber viel vieissiger). O karalius, ischmeginens Szidus teip Stropus essanczius, sugrinsza BrB II Mak 13, 18 (als er versucht hatte, das die Iiden so freidig weren), mąstyti, damoti, sumislyti Prades mustit saw Wieszpati sawo IEsu Chrystu vnt kriZiaus iZpelotu | ir iZtiestu (pocznie mysli¢ sobie o Pdnie... rozpietym) SP II 58,. ley kursai tarp iusu dumo | sawe sluszienti Diewui... to sluszimas... jra noprosnas VEE 704 (sich lesset dincken | er diene Gott). Protas zmogischkasis stata | alba dumoie | tq (235) swieta amszinai pasiliksenti MT 235 —235% Anis sawa schirdije sumislija | Diewa schita sawa paszadeghima ischpildanti | ir nu ant szemes atsiuntusi sawa sunu BrP 1119 tarti,,manyti“, dingoti, sapnuoti- ,nerealiai galvoti“, nuomoniauti Nesa anis tars, mus nog iu beganczius BrB I Joz 8, 6 (sie werden gedencken | wir fliechen fir jnen). Bés dingai*® mannę norinti jautienos walgiti PSD 93 (Meinstu das ich Ochsen—fleisch essen wolle). [Zidai] karaliste... per tuxtanti mhetu ant žemes laikisenczes bei swietischka maci ir garbe turesent sapnawa MT 257,. PopieZischkei... ant dinas [kure falschjwai ingi kuna Christaus atsimainancze nimonauie... nusitikgjma... gulda MT (PM) 30, 12. crer E por que estás tão irado contigo mesmo? PSD 164 (Quem acredita, porém, que te enfureces tanto?). Esse... acredita nesse perdão dos pecados | que é concedido aos outros | mas não a si mesmo MT 138. 26 Cf. o «Dicionário» de Sutkevičius de 1848: Nuwartoju intelligo, —Rozumiem. ** BrB Ps 50, 13: tari. 217
2.1.2.2. Verbos que indicam decisão e promessa: apsiimti, sutarti, susirodyti, nulemti, nusūdyti «decidir- »; jurar, prometer solenemente, prometer regem um complemento direto no acusativo apenas relativamente raramente; eles geralmente estão ligados ao infinitivo ou a orações subordinadas integrantes. Com estes verbos, encontramos exemplos de GD apenas na Bíblia de J. Bretkūnas. comprometer-se, acordar, parecer, determinar, salgar em excesso E Os judeus concordir aram e assumiram isso sobre si... Sawe norinczius schiedwi dieschweni nsti BrB É 9, 27 (namens auff sich... das sie nicht vbergehen wolten | zu halten diese zween tage). Anis nenussimine, ir sutare, sawe norinczius sawa Szmones gelbeti BrB I Mak 3, 42 (vereinigeten sich | Eles queriam jr salvar o povo). Sussirodios ghis ieis. su Sawenorinti...iam uszteketi BrB II Mak 13, 13 (aconselhado er com eles | Er queria... jm avançar ao encontro). O pároco deve determinar se ela é boa ou má (o Sacerdotes costuma- | vam brincar se isso era bom ou mau). Então deve julgar ne que este é puro BrB III Moz 13, 25 (Por isso deve o jn sacerdote condenar impuros). jurar, assinar, prometer Rei Salomão, jura-me hoje, por si mesmo, o que desejas ne serva matar BrB I Kar 1, 51 (jura-me hoje o er.. não matar). O como ele se irou fortemente, fingindo não saber onde ele* estaria BrB II Mak 14, 32 (eles juraram / que não sabiam). Ele... dizia-lhes também, pretendendo persuadir o Rei BrB II Mak 11, 14 (werhies jnen daneben | er wolte den Kėnig dahin vermugen). 2.1.2.3. Os verbos de informação podem reger o acusativo de palavras declináveis abstratas juntamente ir com um dativo de objeto, mas normalmente não se ligam ao infinitivo. su Iš jų XVI — XVII a. GDsão usados os seguintes: dizer, contar, narrar, responder; falar, conversar, persuadir, pleitear, mencionar, lembrar, informar, fazer informar, anunciar, proclamar, anunciar, revelar, confessar, reconhecer; testemunhar, acusar, gritar, defender „provar“, levar a, stepinti „afirmar“, disputavoti, statyti „alegar“, lamentar, varčyti „murmurar- “; escrever, transcrever, ler; à jų iš parte ligam-se também ir garbinti, šlovinti, usado num sentido próximo ao do verbo skelbti. Os mais difundidos GD su dizer; usados por vários autores são ir GD su skelbti, liudyti, išpažinti, byloti. Por outro lado, alguns verbos de informação ocorrem apenas nos escritos de um ou outro GD autor, não sendo observados em outros lugares, por o exemplo, kalbėtitaip é usado apenas por J. Bretkūnas ir „Suma Evangelijų“, radyti encontrado apenas em J. Bretkūnas, ginti, stepinti apenas por S. Vaišnoras. Por fim, há verbos dos quais, no su conjunto, foi iš encontrado apenas um ou outro GD, por exemplo: varčyti, disputavoti, statyti (S. Nos escritos de Vaišnoras), gritar, fazer uma promessa, anunciar (J. na Bíblia de Bretkūnas). dizer, falar, descrever, expressar, responder Nós dizemos que os que foram salvos descansam eternamente MT LIZ 6, 4. Diz que ressuscitou dos mortos no iz terceiro dia (Powiddd | žesmy... excitados) SP II 252,. Bei Os servos de Dovide temiam contar-lhe que a criança tinha morrido. BrB II Sam 12, 18 (temem anunciar que o que jm | Criança morta foi) Liepe iddnt Hetmona... Ant iames dtanti Ghiemus dpisakitu KN 139,,. Gromata... ischsaka | Pona... sedinti deschineipi Diewa | ir santi ghi amsziniiiu wiriausifiu Kunigu MT (PM) 18», Ischgelbethogi uszgimusi tatai wissu (79) pirmiausei apsake Schwentas Angelas BrP I 79-80. Thie atsake, labai dide Daugibe sancze (disserjm am | contra a fera que era grande Menge were). * ghis uZbraukta, 218
falar, conversar, discutir, testemunhar, mencionar, lembrar Falamos de uma pessoa que | ta sofre de doença dos ossos, cujos ossos... grande gel BrP I 188. O Simonas... conversou Onia, que lhe fizera tal coisa, entregou-- se a Heliodoro BrB II Mak 4, 1. (fala mal de Onias, dizendo que ele teria causado tal desgraça). Szietonas... Nor... persuadir | Pong Diewq dpe juos warguose priepuolose ir nieka nesirupinanti SE 554. Ir Irenaeus dabnei bjla lib. 4 cap. 34. Eucharistiam tai est | Weczere Christaus ischstowincze dwiem daiktam téli gerésni MT 153. Ir anié žydai kuritis bū Ambraziéius S. mini teip bilqnczius DP 456,, (wspomina tak mowigce W 761) Mas lembrando que Deus, chamando-nos através das aflições, nos conduz | ao arrependimento, demonstramos BrP Il 469. informar, fazer anunciar, profetizar, proclamar, publicar, revelar, confessar, reconhecer; venerar, glorificar Praneschu taw PONa desejando taw Construir casas BrB I Kron 18, 10 verkūnde dir dap | der HERR dir ein haus bawen wil). Tadda patsai Diewas Tiewas... swietui praneschdinoia apsake | apreischke ir schita | Menino Cristo | nascido BrP 178. Falei, através de... Profetas... que predisseram este tempo, querendo enviar-te a mim ių BrB Ezech 38,17 (profetizar- | am que eu te faria vir sobre eles). 16s ssunus pakyla ir skielbie ye pagirta VEE 169, (preisen sie selig). Que ela proclame você como ir tendo um corpo saudável e fortalecido BrP 1 194. Para que te revele o Homem, não somente de Dinos que vivem BrB V Moz 8, 3 (isso te er anuncia | Que o homem não vive somente de pão). Sacrifício vespertino expiatório e | sem sangue MT (PM) 8%. O centurião reconhece que Cristo tem consigo po soldados (przyznawa | že Cristo tem...) SP I 258,,. Como ię As filhas veem, honram (marg.: proclamam) aquela ie Abençoada (bem-aventurada). BrB GG 6, 9. Ir schlowin (acima: anúncio) ig ischganita (acima: abençoada) BrB Pat 31, 28 (considerem-na bem-aventurada). testemunhar, denunciar, clamar, defender „provar“, levar a, stepinti, afirmar*, disputar, estabelecer „alegar“, mentir, lamentar, varčyti „murmurar“ Aceitamos-te | como testemunha MT 121%, Lamentamos este dia... nós (t. b. nós) que te suplicamos, para ajudar a cidade de Holofernes BrB Judite 7, 17 (Wir bezeugen... que vos pedimos). Para que Para que as io pessoas não pudessem gritar, Jônatas, por isso, teria perecido BrB 1 Mak 13, 18 (que o povo não se queixasse | Jônatas teria, por isso, de perecer). Nepabasznieghi ginna tha santi Diewu MT 10. Kureis ludjimais priwedi | tikrai wissotinaghi suda busenti? MT 2465. (Aristotelis) Swieta... amszinai pasiliksenti stepina MT 46,,. Origenis... dwasischkus kunus prikelsemus disputawoia MT 246,. (Klaigonai) tąjau wissu Sacramentu wiena buda esanti stata MT 1204. Kas ira Mentiroso, até mesmo aquele Aquele que mentiu, tendo o dinheiro Cristo? BrB I Jon 2, 22 (aquele da que nega | isso Jesus, o Cristo, será?). A senhora — Prades, uma mulher de boa reputação Deus, o incomparável WP 244,,. Que carregam a culpa original e | o desejo por si | mesmos, sendo pecadorne es MT 61°, escrever, transcrever, ler Assim, pois, escrevo Santo Lucas | Falei com Gabriela Angela Mariasi BrP I 135. Nesa schiteipo ischrascha ne tiktai schwentas Powilas... Kristu susadinnusi uszu stala sawa Apaschtalus BrP 1 64. Ir ne skaitomę idant" daugiaus 219
suprantama ira wilių | essanti BrB Bar 6, 50 (Darumb kan man fort wol nu erkennen das triegerey ist). | es Assim, nas construções impessoais, etc. su Entre os particípios predominam os ir lexemas regėti, sakyti e žinoti, que, em geral, constituem mais frequentemente GD. Isso confirma a origem analógica dessas construções. Somente depois po que sei, nas construções do tipo «brolį grįžusį», as relações de regência entre «žinau» e «brolį» se esvanecem, o sintagma «brolį grįžusį», entendido como ir (porque) o irmão voltou, o equivalente poderia ter sido associado, su evidentemente, da seguinte maneira: Eu sei (que) o irmão voltou, é : claro, (que) o irmão voltou=sei que o irmão voltou : x; x= é claro, o irmão regressado forma não flexionada do tempo passado forma não flexionada dos particípios g. as formas são feitas principalmiš ente de sakyti, pasakyti, atsakyti, e, em casos — iš isolados, de rašyti, parašyti, numanyti, pažinoti «conhecer, descobrir». sakyti, pasakyti, atsakyti, rašyti, parašyti, numanyti, pažinoti Primeira jra sakita | toki buda senoio Baszniczoie buwussi MT 145%. Trecze diena tapa pasakjta Labanui, lakubg bęgantį BrB 1 Moz 31, 22 (wards... angesagt das | Iakob flohe). Mas foi-lhes respondido que tal coisa era | impossível MT 266%. Assim foi escrito, o mandamento dado para todas as Terras BrB Est 3, 14 (Assim, este era o conteúdo do escrito | Que um Mandamento fosse dado). Raschita | ira karaliu... falando assim BrP II 472 Mas Para Moisés está escrito Diewa uschkietinussi schirdi Pharaona? MT 174,,. Wel ant gal ir numanita ta buti, annus nesanczius Deuses BrB Bar 6, 71 (Auch kan man daran es mercken das sie | nicht Götter sind). Nesa ant turetu ko paszinnota buti, mane tawa ir Szmones malonę radusius BrB II Moz 33, 16 (sol... erkannt werden | das ich vnd dein Volck... gnade funden haben). ' Formas de caso de géneros sem nome, que constituem GD, podem elas próprias ser GD membros dependentes de outra construção. No total, foram observados 3 casos desse tipo: Ouvi dizer a teu respeito que possuis um espírito santo divino, iluminação, entendimeir nto e grande sabedoria encontrados em ti. BrB Dan 5, 14 (Ouvi dizer... que tu tens o espírito... e que em ti se encontram iluminação... ). As pessoas ouviram dizer que Simri havia feito uma aliança e matado o rei BrB I Reis 16, 16 (héret sagen | das Simri einen Bund gemacht vnd anch den Konig erschlagen hette). O anis rada Sokone raschita, PoNa per Moseschu prisakiusi BrB Neh 8, 14 (Encontraram escrito na Lei que o Senhor... tinha ordenado). Segundo as construções com formas de bev. g. num só lugar da Bíblia de J. Bretkūnas, GD é formado até mesmo com a forma de būt. 1. do particípio passivo masculino: Assim eu... o derrubarei sobre a terra, como se verá o seu fundamento (sic!), ele jazendo ali Ezequiel 13, 14 (das man jren Grund sehen sol | das sie da lige). A forma do particípio passivo de necessidade, bev. g., que atua como membro principal de GD, foi observada apenas num exemplo: Portanto, é necessário ver: eis que há uma terrível maldade contra Deus MT 196%,,. Construções dependentes de formas de infinitivo de particípios não declináveis não são apenas uma característica específica da linguagem de J. Bretkūnas e S. Vaišnoras. J. Rėza, que editou o VI tomo da Bíblia de J. Bretkūnas, transferiu para o seu «Psalterą Dovydo» a construção claramente relacionada com butu, tikra Diewa Sione santi (Ps 84, 8), pela qual no manuscrito havia sido substituído o membro subordinado da oração explicativa 226
iog tikrasis Diewas ira Sione (cf. PsD 152; LB: Das man sehen mus | der rechte Gott sey zu Zion). Construções correspondentes (mas já com particípios adverbiais) também se encontram no lituano contemporâneo, cf. : Não é em vão que se diz que a raposa é astuta Vaižg RR II 173. 2.1.4.3. Em várias passagens de «Žemčiūga», de S. Vaišnoras, GD forma construções de valor modal tikrai yra e tiesa yra, que, pelo seu significado, são próximas de predicados com formas de infinitivo de particípios não declináveis . é verdade Verdadeiramente existe | para as pessoas agora no mundo ou na terra estando | o Filho de Deus sobre a terra vindo 243,. Verdadeiramente então existe o Filho de Deus enviado pelo Pai não em vão, vindo (106%) para governar o mundo 106* —107. a verdade existe E a verdade existe | a presença verdadeira e substancial... não deduzida das coisas que têm valor 155%. Porque a verdade existe | sustentando a promessa da graça pela fé de todas as pessoas 168,. 2.1.44. GD como membros principais, às vezes aparecem ir substantivos, geralmente derivados de verbos, aos quais pode estar ligado o termo subordinado de uma oração explicativa. Esses substantivos são geralmente formados a partir dos verbos usados pelo GD (ou de verbos de significado próximo a eles). Em quase todos os casos, podem-se discernir aqui relações de analogia sintática com as construções dos grupos 2 e 3. Por exemplo, segundo GD su construções formadas pelos substantivos liudijimas, liudininkas, su correspondentes a liudyti, liudijimą duoti. liudijimas, liudininkas Deus jstate sawedima...ieng tą butu ischkus ludiimas saluba santi gjwenima schwenta tq MT 2214. Idant wargas ir smertis schwentuiu butu ludijmas apie moxla iog isch | schirdies tik moxla Euangelias santi tikra MT 181%,. Ius sche dieeste liudininkais, na mane wis pirkusi, kas EliMelecho buwa BrB Rut 4, 9 (jr seid... Testemu- | nhas de que comprei tudo). De modo su semelhante, dūmoti está relacionado a dktv. dūmos, su nusitikéti — — nusitikéjimas, Zenklinti — ženklas, — stebėtis — stebuklas. — ditmos, nusitikéjimas, Zenklas, stebuklas Toktai wis nobasznases dumas perimma moxla santi | tq nig DIEWA padata MT 3%, Wiera ira stiprus nusitikeghimas ant Pono Diewo ghi | mus szmones leidusi milinti | pristoienti | mus | wissosu daiktosu norinti gelbėti | BrP 1 286. "Koks ira szenklas, mane eisenti Namump PONO BrB Iz 38, 22 (Welch ein Zeichen ist das das ich hinauff... | sol gehen?) Schitas ira Stebuklas, PoNa schitai kalbeiusi BrB I Kar 13, 3 (Das ist das Maravilha que tal o HERR falou). Os outros substantivos estão relacionados su GD pelos verbos correspondentne es, tanto na formação quanto no significado. Por exemplo, GD su O som «Žinia» está associado a construções su correspondentes dependentes dos verbos de informação skelbti, pranešti, šaukti, etc. ir (ver 2.1.2.3.); de modo semelhante, substantivo sentença relacionasu da a ensinar, dizer e escrever su cartas. 15* 227
o som, a sentença e as cartas O surgiram do mel (acima: injusto) Som, Antioquia falecida BrB TI Mak 5, 5 (Mas es surgiu um clamor mentiroso, como | Antíoco deve estar morto). Do fundo do coração, a ta sentença deve ser acolhida: Deus, não existindo contra o pecado, | não quer nem deseja | designar o pecado... MT 54%. Tadda buwa issiunstas Gromatas... kosznump Szmoniump, sawa Lieszuwiu. Kosna Wira Wiriausi Pona sant sawa Namiusa BrB Est 1, 22 (Da wurden Brieue ausgesand... das ein jglich Man der Oberherr... sey). Que tais construções eram habituais para os seus autores, vê-se iš BrB II Sam 13, 30: chega o som Dowidop, Absaloma wissus Waikus Karaliaus uszmuschusį, em que o constituinte subordinado da frase explicativa, como Absalomas butų wissus Waikus Karaliaus uszmuschens foi substituído GD, ao corrigir o manuscrito. Nem o texto alemão, nem o latino poderia ter sido o estímulo para esta correção, cf. kam das gerūchte fur David das | Absalom hette... erschlagen; fama pervenit ad David dicens: Percussit Absalom...; a influência dessas línguas ir não é visível nos outros casos mencionados. Algumas dessas iš construções são próximas GD, dependentes de nev. de particípios bev. g. formas, cf. 2.1.4.2. foi dito nos su casos discutidos ir šį o Ir exemplo: como aquele O som foi dito do faraó Namūsa, os irmãos de Iosepho que chegaram, agradou ao faraó. BrB I Moz 45, 16. (Ynd das da geschrey kam... das Iosephs brūder komen weren). Assim su estava escrito (cf. 2.1.4.2.) concorda, por escrito, estava neste exemplo: Bei tatai ir tame raschte buwa, Praraka iemus... prisakiusį, idant anis... Que levasse a arca consigo. BrB II Mak 2,4 (So stund das... in der selben Schrifft | Das der Prophet... sie geheissen habe) Assim, os GD substantivos 4 que constituem o grupo estão estreitamente ir relacionados, quanto à sua semântica e frequentemente também à sua formação, su 2 ir 3 gr. com os verbos. Contudo, a autonomia sintática da construção é ainda maior neste grupo: o uso na posição de nominativo do NP sujeito mostra que aqui já se perdeu completamente não apenas a função do ne acusativo, mas, em geral, a função do caso ir objetivo. É de notar que tal uso independente é característico precisamente daqueles autores — J. Bretkūnas e S. Vaišnoras, em — cujos escritos ele é mais GD difundido. A maior produtividade da construção, provavelmente, estimulou o seu desenvolvimento no sentido da independência sintática. 2.1.4.5. GD independência J. A de Bretkūnas era sentida de forma tão marcante que, em alguns lugares, ele tentou usá-la até mesmo jį com o significado de um membro oracional ar coordenado de uma frase independente. Na Postilė encontramos I t. o título: Sobre O Primeiro. Mus wissus tarnais sanczius embora em (487), nenhuma parte ao redor haja qualquer verbo ou outra palavra ar pela qual fosse possível su estabelecer uma ligação; somente ją podemos presumir o iš sentido aqui pressuposto, devemos saber furime (lembrar) ar etc. *? O membro da frase coordenada é traduzido GD neste exemplo: Ir siunte (Ptolemeas) Obediente Demetriop, ieib iopi ateitų, Sudereghima dariti, tada su io sawe norintį iem padūti sawa Filha. BrB 1 Mak 11,9 (Vnd schickt Boten zuDemetrio | das er zu jm komen solt einen | Bund mit jm zu machen | So wolt er jm seine dar a sua filha); o texto latino não fornece aqui nenhum incentivo GD para o uso ir (cf. : Veni, componamus inter nos pactum; dabo tibi et filiam meam). Que era NP compreendido como uma unidade predicativa separada, vê-se ir iš tų exemplos, 42 De modo algum be V usado NP ir BrB Jó 36, 19: Bes ana (ghį) adboientį tawa Mace alba Auksa, mas aqui provavelmente tari foi omitida apenas por desatenção, pensas tu ar (cf. : Meinstu das deine er gewalt achte). 228
entre ele e V estende-- se toda uma cadeia de membros subordinados de uma oração subordinada. Por exemplo, em BrB Neh 10, 30, depois do membro principal Ir anis ateija ieib prisiekty, ir prisiega paszadetų waikschezoti Sokone Diewo ocorre um membro subordinado atributivo, ligado a Sokone; seguem-- se depois dois longos membros subordinados explicativos, ligados a ateia (ambos tão independentes que foram separados por pontos tanto por M. Lutero como por J. Bretkūnas); em seguida, novamente um membro explicativo de segundo grau e somente então GD:... Ir kaip Szmones Szemes Sabbathoie atgaben Tawora ir wissokio Pascharo pardūti, mus toktai nog iu neprijmsenczius (das wirs nicht von jnen nemen wolten). 2.1.4.6. Merece menção à parte o caso em que o membro principal de GD é uma interjeição: Ach, mane gimusį, iog mana Szmoniy ir schwento Miesto ischpustighima regeti, ir tileti turiu BrB I Mak 2,7. No original alemão encontramos um membro subordinado de uma oração subordinada com dap (Ah | das ich dazu geboren bin), e no latim — com ut (ut guid natus sum); portanto, GD aqui poderia ter sido empregado como equivalente do membro subordinado — de modo semelhante ao que ocorre em outros exemplos do 4.º grupo. Contudo, os casos esporádicos de acusativo depois de interjeições nos escritos antigos (cf. Sapūnas e Šulcas Ay Budą sžio Cžeso —O mores hujus temporis... Ak manę Biedną O me miserum 94)*3, o seu uso no folclore letão (cf.: ai tu manu Įėtu dabu!)** e os numerosos paralelos nas línguas eslavas, latinas** e outras permitem supor que o acusativo depois de interjeições outrora também não era estranho à língua lituana; nesse caso, o exemplo citado poderia ser considerado um vestígio de construções objetivas com acusativo dependente, correspondendo, pela sua estrutura primária, a GD com sakyti e semelhantes (cf. 2.1.2.3.). 2.1.5. A partir da análise da GD segundo o membro principal (geralmente verbal), vê-se que a maioria dos exemplos encontrados em textos dos séculos XVI—XVII já não corresponde ao modelo original das relações sintáticas dessa construção. Nos grupos distinguidos segundo as características gerais de valência dos verbos, a relação de V com NP é desigual. As relações de regência direta entre V e N são claramente visíveis apenas nas construções objetais (do tipo a) do grupo 1. Em alguns casos, tais relações também podem ser discernidas nas construções dos grupos 1b e 2, mas aqui já não são vivas nem produtivas, sendo apenas reconstruídas como herança de épocas anteriores. Na maioria das construções dos grupos 1b e 2, NP já depende de V como uma unidade sintática independente. A independência de NP é ainda maior nos exemplos do grupo 3, nos quais já não se pode de modo algum constatar a regência de N objeto. Por fim, no grupo 4, NP é empregada até mesmo na posição do caso nominativo. Assim, avançando do grupo 1 ao 4, observamos uma mudança gradual das relações sintáticas de NP com V, que provavelmente reflete o processo real de desenvolvimento da GD. A sua essência é que o regime casual (do acusativo), característico do modelo GD primário, se transforma gradualmente em regência frásica de todo o sintagma NP, indiferente à forma do seu caso. A alteração da relação de regência entre V e N também é indicada pela circunstância de que, depois de verbos com negação, o acusativo de N, na maioria das vezes, não se transforma aqui em genitivo da negação, como nos outros casos de regência direta, por exemplo: 44 Cf. A. Bezzenberger, Contribuições para a história da língua lituana, Gotinga, 1877, p. 239; E. Fraenkel, Kas., 151. 4 J. Endzelins, Latviešu valodas gramatika, Rigū, 1951, p. 580 (§ 436). 44 Fr. Miklosich, Vergleichende Syntax der slavischen Sprachen, Wien, IV, 1868 — 1874, p. 392; W. Vondrak, Vergleichende slavische Grammatik, II, Gottingen, 1928, p. 275; F. Trdvniček, Historickd mluvnice &eskd, III, Skladba, Praha, 1956, p. 9. 44 F. Stolz. I. H. Schmalz, Lat. Gr., p. 385-386. 229
Por que não me disseste: eis a tua mulher? BrB I Moz 12,18 (Por que não me disseste | que era tua mulher?). Dois mensageiros, inesperadamente | Cristo ressuscitado dentre os mortos BrP 11 21. Se ela tivesse morrido, não o terias dito' RG 539g. Mas aos lituanos tal discurso foi dito | eu não sei BrP II 517. Se não queres enviar contra ti mesmo, de uma só vez, todas as minhas aflições BrB II Moz 9,13 (Ich wil anders dis mal alle meine Plage vber dich selbs senden) A forma do genitivo com verbos negativos é mais característica apenas das construções objetais (após verbos de percepção e semelhantes), nas quais a relação de regência entre V e N ainda é claramente sentida, por exemplo: nunca vi o justo dplaysta MP 109%,, . Nas construções impessoais, o genitivo da negação é empregado apenas em casos isolados. Tassdi kursdi ne nori mirsztanczio ne wieno nusidéiusio DP 4034, (niechce šmierči žadnego grzesznego W 661). Kaip nę Zindtq (= neZinoty) | kokios sąnczios moteriszkes | iog iei ddawes palitet' DP 479, (idkoby niewiedžal co to zd niewiasta W 808). Wel ių nėpažino sącziu | ižė rqky io dūtu | gerėšniop sawo DK 124—125 (ich nie poznal byč z rqk iego dane ku swemu lepszemu DK, 117). Construções desse tipo, baseadas nas relações primárias entre os membros, já se haviam tornado arcaísmos sintáticos nos séculos XVI—XVII. Embora N tenha aqui a forma do caso regido, semanticamente ele também já não pode ser considerado objeto de V, tal como em muitas construções correspondentes com acusativo. Por exemplo, no enunciado ių nčpažino sącziu... o objeto de V já não é jų, mas jų sančių (= kad jie yra...), assim como o sentido do enunciado GD szinnau tawe tatai atmenantį BrB Job 10,13 só permite considerar objeto o NP tave atmenantį (= kad tu atmeni). A mudança do tipo de regência é aqui inteiramente evidente. Alterado o tipo de regência, reestrutura-se também a própria estrutura interna do GD. As construções não objetais representam não mais o modelo primário, mas o modelo reestruturado das relações sintáticas do GD, que pode ser indicado pelo esquema: (3) V ———->(N —— —->P) As construções formadas segundo este modelo são Sintagmas de palavras ternários, nos quais os binômios sintáticos (V e NP) só podem ser destacados em diferentes níveis de análise*- ". Nas construções objetais do GD dos séculos XVI—XVII (por exemplo, regeiot ghi vschžengenti Mž 299), as relações sintáticas também já não podem ser consideradas idênticas àquelas que foram reconstruídas para as etapas pré-históricas do desenvolvimento da língua lituana (ver 1, 4.). O modelo primário das relações sintáticas do GD (2) correspondia inteiramente à antiga ide. línguas ao tipo de frase de estrutura não tensa, que era formada gradativamen- “ Cf. E. o modelo binário de Nida dos casos objetivos da língua inglesa, no qual é indicada a dependência do conjunto de ambos os casos objetivos em relação a V, e, no nível inferior de análise, são indicadas as relações exocêntrito cas entre os membros do conjunto, ver E. A. Nida, A. Synopsis of English Syntax, London — The Hague — Paris, 1966, p. 30, 155—156; construções tratadas de ir modo semelhante su -ing forma ir com um infinitivo p. 42. 111—112. A relação NP sintática o ne de algum membro jo de todo o sintagma su V é indicada por muitos ir outros pesquisadores; quanto ao inglês, cf. k. ainda O. Jespersen, A Modern Inglês Gramática on Histórico Princípios, Il, 1914, 1. 67; O Filosofia of Gramática, Londres, 1929, p. 115tt. ; Z. S. Harris, Co-ocurrence and Transformation in Linguistic Structure, kn. A estrutura da linguagem, Englewood Cliffs, Nova Jersey, 1964, p. 178; Ch. F. Hocket, Course A in Modern Linguistics, New York, 1969, p. 195-196; J. Machd&ek, Complementation the of Inglês Verbo o by Acusativo — com — Infinitivo e a Conteúdo Oração, Praha, 1965, p. 8; sobre os francesk. es cf. H. Nilsson-Ehle, L'attribut de I'objet en francais, ,,Studia são a projeção, Neophilologica“, 25 (1953), Ne 3, p. 110. 230
determinada antecipadamente pela valência do verbo, de toda a frase, ao passar de uma parte da frase para outra e ao definir o significado de cada uma delas pela forma da própria palavra. be Com a centralização da frase, que no século XVI já a. se sentia claramente na língua lituana, nas construções objetais inevitavelmente deveria evidenciar-se a contradição entre uma relação recíproca N ir P uma relação ir unilateral N su V. Essa contradição foi eliminada, ligando-se o segundo su V ir membro do sintagma semipredicativNP o. Desse modo, a valência do GD verbo constitutivo aumentou em uma posição, e a construção adquiriu a seguinte ir forma: (4) V ZEN y Y N—— —>P Assim, o tipo objetual constitui uma GD combinação trina de palavras, que, no nível da forma sintática, não pode ser analisada binariamente**, As tentativas de destacar relações binárias nas construções correspondentes de outras línguas revelaram-se ir unilaterais (esta questão foi especialmente estudada de modo intenso com base na língua inglesa, na qual são amplamente utilizadas construções com caso su objetual duplo, com caso objetual e infinitivo ou com a forma ir em -ing correspondente ao particípio lituano). k. Considerando (resp. N*) como dependentes separadamente do verbo, distinguindo assim os binômios) errado?`] }ҟаз? Wait invalid. Need correct JSON. Need translate exact. Last original has N ir P maybe no. We need output only. Remove accidental. . Translation: *, du V-> N ir V -> P, permanece indeterminada uma relação inequívoca N su P, que, em lituano, como em outras línguas ir flexionais, é claramente indicada pela concordância. Por outro lado, considerando dependente V apenas o primeiro substantivo- ®* (N), não se evidencia a V relação su P, indicada pela ri circunstância ta de que não se pode eliminá-la P sem alterar o significado sintático da construção*?. Tais relações sintáticas complexas explicam-se pelo fato de que, do ponto de vista sincrônico, há GD uma construção primária e derivada, que ne pode ser o considerada o resultado da transformação de construções mais simples — tu ir dividida binariamente já no nível da estrutura interna (ver 3.3.2). 2.1.6. Segundo as relações mútuas entre os membros, o tipo objetivo separou-se do GD não objetivo; permaneceram próximos das ir construções sem regência frasal, isto é, su dos verbos não comentáveis. Iš jų su com o segundo acusativo, — normalmente são usados os particípios que formam as correspondentes construções ir de acusativo duplo com substantivos e adjetivos su ir (cf. 1.4), por exemplo: fazer, chamar, apelidar Fizeram os surdos ouvir, os ir mudos falar VEE 113,. Wissus daiktus sau paditus dara VEE 1254. Schicze girdim Apaschtala numirusius wadinnanti ** Plg. B. T. Aguonu, Passutie CTPYKTYpH rpocTOro NpejŲrOKKEHHA B HH 10eBpONeiiCKHX asuikax, BSI, 1960, Ne 1, 24 tt. ** Cf. A. M. Myxun, Crpykrypa npegaomennit m ux mone, JI., 1968, p. 122; JI. C. Bapxyaapos, JĮ. A. Illrenuar, Tpaswarnka auramiickoro saika, M. 1965, p. 379, 385—386; H. Nilsson-Ehle, op. cit., p. 109; H. B. Cokonosa, TpekujenHnbte: raaroabHHe CO4ETAHHSA B COBpeMeHHOM (paHuy3CKOM S3biKe, ¢6.: paMMaTukKa, (OHETHKA H CTHAHCTHKA pOMaHCKHX s3bikKOB, JI., 1971, p. 251 tt. ; B. H. Uarnuresba, Algumas orações simples ¢ predicativasTHBHBIMH NajeXKaMH HMeHH, aBT. JIOKT. aucc., JI., 1971, p. 6-7. .% Consulte JI. C. Bapxyaapos, Crpykrypa npocroro NpeAJOKeHHS COBPeMeHHOro aHramicKoro assika, M., 1966, p. 104 tt. su lit. *t Tais relações são indicadas A. No esquema de Muchin, que representa a estrutura das construções correspondentes da língua inglesa (por I exemplo: saw him cross the road). ver A. M. My xun, ®yrKunKkona sini anaJH3 CHHTAKCHYeCKHX saemerToB, M.-J1., 1964, p. 42 tt., tt. ; 104 Crpykrypa npeanomennil u ux moje, JI., 1968, p. 91 tt., 133. * Cf. Z. S. Harris, op. cit., p. 178—179; negalimumg pašalinti kurį vieną pusiau iš pradikatiniu (=sociatyviniu) ryšiu susijusių narių nurodo ir A. Muchinas, veja. A. M. Myxnu, CrpyxTypa npeanoxenuit..., p. 94-95. 231
Dormindo BrP II 519. Tawe daugesni ne wadins apleista, nei tawa Terra Pus. tine BrB Iz 62, 4 (Não se deve mais chamar-- te de Abandonada.- ..). Ir chamam-- iq na de louvada DP 506, (iq blogostdwionq zowq W 861)%, Eles O Senhor por Prdndszq prdmine nopipiaustitus MP 174% (przezwal | nie obrzezdne RP 118%). saugoti, sergéti, turéti, laikyti Mus... sdugdk miegančius RG 224,y, Manė sergéio Anjo io ir ižė cze iszencZiq tenai | ir giwenancziq | ir iZg tendi iūsump sugręžęriczią DP 5223, (mig strzegl... wychodzqcey... mieszkdiqcey... wracaiqcey W 892) Tenho um grande trabalho a fazer, não posso vir BrB Neh 6, 3 (Tenho um grande negócio a realizar)TM. Que os outros tenham sempre a cela cheia SIG 11 3,**. Esch Jonatha... considero a acusação BrB I Mak 13, 15% (Ich hab Ionathan... behalten)®. conduzir, acompanhar, enviar, deixar, abandonar, encontrar, aceitar, bater, assustar, reanimar... Czia ateya idant iis | surischtus westu VEE 152399. Nuwede ghi numirusi BrB II Kar 23, 30 (fiireten jn tod). Nós tawe... žęgenczią sundusp pralideiome DP 617,, (wstepuigcq... zdprowddZili W 834). Péwilq ir Barndbq... paszwestus izsiynte ėst' DP 619% (poswigcone wyslali W 849). Yūs ischalkusius atleisiu namiisna VEE 103% Yous... depois de editar, deixar em todos os lugares MP 185%,%. Quando é teu Do inimigo Boi ou Encontras um asno, não o deixando BrB II Moisés 23, 4 (encontras o | errante) er Hoje iq recebe a jovem que entra na cidade DP 617, (recebe a que entra W 833). À jovem... beija-a, a que se aproxima BrB Judite 16, 14 (eles golpearam a in fuga). Pessoas... assustaram os sem-teto BrB Ezr 4, 4 (assustaram-nos ab im bawen). Aqui if W. Cristo ressuscitou dos mortos DP 336. (go... ozywil vmdrlego W 556). Nessas construções, os acusativos do nome (pronome) ir participante também estão subordinados ao verbo, tal como nas construções objetais dos verbos ir comentáveis. A GD po dependência direta do particípio em relação ao verbo é indicada pela ir ta circunstância de que ele por vezes assume a forma do instrumental, um caso t. y. semântico su diretamente relacionado ao verbo, por exemplo: : Apaschtalai... apenas Iesu Cristo verdadeiramente ressuscitado dentre os mortos BrP II 38; por se manterem a si mesmas não manchadas MP 213% ir e semelhantes * As formas do instrumental dos substantivos nas construções correspondentes são. durante todo o período da ir tradição escrita regular tendem a espalhar-- se rapidamente, cf.: noriu yus $3 De modo semelhante DP 4714, 47319, 47519, SE 2803, MP III 5%, 3514; base da estrutura — Luk 1, 48: beatam me dicent. ; 54 De modo semelhante BrB Ps 96, 10; Mt 6, 16; Luk 14, 18; Ap 14, 1; 19, 16. 55 O uso frequente da su construção furéti nos escritos antigos era estimulado por expressões correspondentes nos originais alemães, poloneses e latinos, cf. : Kosznas turreia sawa galwa aprischta BrB II Sam 15, 30 — hatte ein jglicher sein Heubt verhuellet; mane turi giwenantį mnie mieszkdiqcego DP 6068 — ma W 742; turek mane ischkalbeta BrB Luk 14, 19 — habe me excusatum. 50 De modo semelhante, BrB II Crôn 30, 9; I Reis 8, 50; Sl 137, 3; Sab 18, 4; Rom 7, 6. ¥ Sobre GD su laikyti, com o significado de considerar, compreender, ver 2. 1. 1. 3. 58 De modo semelhante MP III 14,; BrB II Crônicas 28, 55; I Reis 8, 46; II Reis 24, 15; Jeremias 43, 11; 48, 46; Os 4,19; 0b 1, 11; I Mac 13, 12; At 22, 5, cf. também Surischta enviou VEE 203; ChB Jo 18,,. 59 De modo semelhante MP 266,, 266%. % Veja também BrB I Reis 7, 47; Jer 46, 28; At 24, 27; II Timóteo 4, 20. “1 Veja mais exemplos E. Fraenkel, Der pridikative Instrumental im Slavischen und Baltischen und seine syntaktischen Grundlagen, AfSIPh, 40, p. 86; Kas., p. 200, 204, onde se indica justificadamente a influência do polaco sobre tal uso do instrumental. 232
padariti szuklijeis szmoniū VEE ponu 137,35; ghy wadindama VEE 23, 31 regiejom tawe atejunu ChB Mat 25, 38; ios Acreditavam em deuses BrB Descobri 13,3; que eles são mentirosos ChB Apr 2,2 ir pan.®? ; em muitos casos, o instrumental aqui acaba por expulsar completamente o segundo acusativo do substantivo. O instrumental dos į adjetivos, apoiado pela ir influência das línguas eslavas, penetra muito ativamente nessas construções, por exemplo: fez-nos dignos VEE daro 135,; ius gatawais®® BrB Hebr 13, 21; nugabentu ghi sweyku ChB Apd 23, 24; netgi regėjimo su sakymo ir veiksmaZodZiais: tawe regiejom alkanu ChB Mat 25, 37; dizia aqui bom ChB João 7, 12; aqui O pároco anunciar BrB III Moisés 13; su O instrumental dos adjetivos com o verbo laikyti tornou-se atualmente normativo e predominanteir **, Tudo isso indica que a relação sintática do verbo com o segundo caso dependente se fortalece su progressivamente e até altera a forma morfológica deste último. ir A subordinação iš direta do segundo caso duplo ao verbo é um fenômeno comum, — observável em outras construções de ir casos duplos. No dativo duplo com infinitivo, isso também é indicado pela gradual consolidação do su instrumental em jį lugar do segundo dativo, cf. você terá que ser o líder em vez do líder mais velho; O instrumental dos adjetivos penetra muito ativamente em construções į desse tipo. ir As línguas eslavas foram ainda mais longe nesse caminho. Por exemplo, nas línguas russa, checa e polaca atuais, o segundo acusativo dativo já cedeu ir completamente o lugar ao instrumental associado su ao verbo. Desse modo, os casos, anteriormente associados aos nomes por uma su relação semipredicativa, com o tempo tornaram-se dependentes do verbo, centro das relações sintáticas da frase. — 2.1.7. GD a direção geral do desenvolvimento das relações de subordinação foi favorável à mudança da estrutura, — tanto no lituano quanto em outras ir línguas indo-europeias. nas línguas observa-se o fortalecimento e a diferenciação da regência verbal. Nos antigos monumentos da língua lituana e no folclore, o uso dos casos é ir ainda consideravelmente mais livre do que na língua literária atual. Até mesmo o acusativo, — principal caso do objeto, é aqui empregado — com bastante frequência em vários sentidos adverbiais de lugar, direção, tempo e meio, — que possuem as formas de outros casos. — ir Jo o significado — primário de objeto direto — ainda não está claramente delimitado dos mencionados significados secundários (adverbiais)*- *; ao possuí-los, o acusativo funciona como caso semântico, cf. combinações como griežti dantis, pavargti galvą, joti žirgą, plaukti jūras, eiti lauką etc. ** ir O princípio semântico e sintático o ne do uso dos casos manifesta-- se ainda mais claramente nas línguas que possuem uma tradição escrita muito antiga. O mesmo caso acusativo nos Vedas já é usado apenas livremente, com vários ne significados circunstanciaisVej. 62 também E. Fraenkel, Kas., p. 199—200. ; Corrigido iš gatawus; tais correções no manuscrito da Bíblia, onde o acusativo usado como su instrumental po ocorre com grande frequência, são bastante comuns. ** A expansão gradual do instrumental em lugar das formas acusativas anteriores confirma a antiguidade do acusativo dual e contradiz claramente a hipótese sobre a natureza primária do instrumental predicativo (A. Valeika, A Few Observations on the Structure and Semantics of Predicate Nominal Constructions, LKK, 14 (1973), p. 237). ® Sobre os significados primários e secundários dos casos, vj. J. Kurylowicz, O problema da classificação dos casos, kn. »: Esquisses linguistiques, Wroclaw —Krakow, 1960, p. 137 ss. 60 Vej. J. Jablonskis, Rinktiniai raštai, I, 240, 611 ss. ; E. Fraenkelis apresenta casos bastante semelhantes tanto para o acusativo de objeto como para o acusativo de espaço, tempo e direção, cf. E. Fraenkel, Kas.» p. 137 ss. e 161 ss. ; cf. os equivalentes em letão J. Endzelins, Latviešu valodas gramatika, Rigd, 1951, p. 578-579. 233
mas, de facto, pode ocorrer com quase todos os verbos, distinguindo-se dos outros casos apenas por uma determinada nuance de sentido®’. Quanto mais profundamente recuamos no passado, mais independente é o papel das formas individuais dos casos e mais fraca é a sua dependência sintática do verbo. Dos mais antigos indo-europeus Os monumentos linguísticos permitem vislumbrar um período do desenvolvimento dessas línguas em que as relações de regência ainda eram bastante fracas, e o uso de casos autônomos na frase era determinado прежде de tudo pela sua semântica- ®, Precisamente essa etapa do desenvolvimento das relações entre as palavras condicionou o modelo estrutural primário de GD. Como as construções com casos duplos se formaram provavelmente no indo-europeu. em condições de comunhão linguística (cf. 1.6.), a relação de subordinação entre V e N inicialmente não deveria ser tão forte e sintática quanto a regência atual; aparentemente, sua natureza era essencialmente semântica. Portanto, nas construções com acusativo duplo, apenas o primeiro acusativo podia ser subordinado diretamente ao verbo. No seguimento de muitos ide. No desenvolvimento das línguas, a subordinação dos casos ao verbo se fortalece, enquanto a função semântica e sintática dos casos se torna mais diferenciada. Na língua lituana, este processo está relacionado com a adoção gradual de construções preposicionais em vez de casos semânticos. Durante o período da tradição escrita, o acusativo, o genitivo e o dativo especializam-se cada vez mais em determinadas relações objetais, enquanto, com valores adverbiais, em seu lugar se difundem construções prepositivas. Com o tempo, elas expulsam completamente da língua literária o chamado acusativo de direção (cf. keliauti į svečią šalį, lipti į viršūnę, tekėti į ežerėlį em vez dos antigos keliauti svečią šalelę, lipti viršūnę, tekėti ežerėlį), o acusativo de percurso (plaukti per jūres, eiti per lauką em vez de plaukti jūras, eiti lauką), o genitivo de separação e de tempo (gelbėtis mirties, joti nakties), o dativo depois dos verbos susimilti, juoktis, pabėgti etc.**. As relações de regência eram reforçadas também por 1.2 a diferenciação formal discutida do objeto direto e do objeto indireto depois de verbos transitivos. Depois de se separar o objeto direto, expresso pelo acusativo, do objeto indireto, que passou a ser expresso por uma construção prepositiva, o uso do acusativo tornou-- se ainda mais definido. No lituano atual, o acusativo depois de verbos transitivos é um caso sintático que exerce a função de objeto direto. Os sintagmas na forma do acusativo, anteriormente ligados ao verbo apenas semanticamente, agora estão subordinados a ele sintaticamente. Assim, a estrutura da GD foi reorganizada, na qual de V dependem sintaticamente N e P ou todo o sintagma NP, correspondendo inteiramente ao uso dos casos da língua lituana durante o período da tradição histórica. 2.2. Membro participial Na construção GD, o particípio (P) concorda com um nome ou pronome (N) e, desse modo, é gramaticalmente dependente dele. Contudo, por sua função no sintagma NP, ele é o membro central e não pode ser eliminado sem alterar a construção *7 W.D. Whitney, A Sanscrit Grammar, Leipzig, *1889; p. 90 tt. ; L. Renou, Grammaire de la língua Védico, Lyon — Paris, 1952, p. 355-356; Observações gerais sobre a la frase Védico, kn. : Symbolae linquisticae in honorem G. Kurylowicz, Wroclaw — Warczawa — Cracóvia, 1965, p. 231-232, ** Plg, Meillet, A. Vendries, J. Tratado de gramática de comparada das línguas clássicas, Paris, 1924, p. 519tt. ; A. Meillet, Introdução a o estudo comparativo das línguas indo-europeias, Paris, 71934, p. 359 tt. ; P, Chantraine, Gramática Homérica, 2, Sintaxe, p. 8, 16-17, 232, 319 tt. 4 Pig. E. Fraenkel, Kas., p. 62, 83, 113, 137 tt., 140, 164. 234
Classificação do acusativo com particípio nas obras dos séculos XVI–XVII segundo o membro principal* Tabela 2 Acusativo com particípio Membro principal | pres., 1.º | pret. 1.º | fut. 1.] todos | pres. 1.º | pret. I.º | fut. 1.º | todos | poor atividade | agir, | agir. | agir. | não env. | não env. | não env. | não env. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1.º grupo | (pa)ver a 13 13 2 2 15 b 2 2 1 1 3 ver a 228 | 29 1 | 258 8 50 58 316 b 123 | 70 3 | 196 4 3 7 203 olhar a 2 2 2 b 2 2 2 avistar a 160 8 168 1 19 20 188 b 13 3 16 3 3 19 ouvir, escutar a 92 92 | 1 3 4 9% b 8 | 83 6 | 174 9 24 33 207 (es)cultar a 6 6 6 sentir, (sen)tir a 4 4 2 2 6 b 12 4 16 1 1 2 18 (en)contrar a 86 | 28 114 36 36 150 b 7 2 9 1 || 10 sufocar a 2 2 2 (ex) (mos)trar a 2 2 1 1 3 b 2 | 16 2 40 1 || 41 (pa)marcar a 1 2 3 3 b 3 3 3 conhecer a 14 2 16 2 1 17 b 42 5 47 2 2 4 51 lembrar-- se a 2 1 3 3 segurar a 2 2 2 b 4 | 18 1 23 1 2 3 26 612a | 70a | 3a | 685a | 10a | 114a 124a | 809 Todos os 1 gr. | 313b | 203b | 12b | 528b | 18b | 37b 55b | 583b 952ab | 273ab| 15ab |1213ab| 28ab | 151ab 179ab | 1392ab grupo 2 Saber 166 | 59 30 | 255 4 5 9 264 compreender 34 13 1 48 5 5 53 (de) (do) (por) (pra)zoar 5 | 15 2 73 2 3 5 78 consumir 1 1 || (de) (per)inve70 | 19 89 || 4 5 94 stigar experimentar || 1 || pensar 1 || || refletir 11 3 5 19 || 2 3 22 235
Muito mais raramente ser. k. 1. não v. os particípios são usados com su verbos que não regem o acusativo, por exemplo : Szadifia ghį pro wissus Cidades Szidai, queixando-se, Onia inocente assassinada BrB II Mak 4,36 (vnd klagten jm | Das Onias vnschūldiglich ermordet were), žr. 2.1.3—4. 2.2.2.3. Futuros particípios passivos foram encontrados apenas nestes três S. Vaišnoro exemplos de GD „Žemčiūgos“. Moxlas apie nulemima... mokin wissus | ischganisemus Sunuie Diewa | ir delei io paklusnistes... sanczus ischrinktus 175.5. Origenis... nūdem dwasischkus kunus prikelsemus disputawoia 246,. Piktieghi... akies skaudeimus ir mukas sawa duschoie kune smertimi ir nuweiksemus | sawe ing nieka pawirsenczus ir noprosnai tikesis | be 25499. Todas as três construções são não objetais, regidas por verbos que ir normalmente su não se associam ao acusativo do objeto com o significado correspondente. su 2.2.3. GD su por locuções participiais Sobre 2094 todos os XVI — Nos textos do a. século XVII, os particípios do GD verbo būti que su podem ocorrer isoladamente ou juntamente com formas de outros particípios, substantivos, adjetivos e su advérbios, os particípios do verbo būti são usados mais amplamente do que os particípios de todos os outros GD verbos. A história de muitas línguas už ide. mostra claramente que os verbos das raízes *es-, *bhū, a partir dos quais se iš formaram posteriormente as locuções, tinham inicialmente um significado lexical concreto de existência®. GD na construção, os particípios do verbo būti conservaram em muitos lugares este significado. Ela é sentida mais claramente nos casos em que o particípio com N aparece sozinho ou expandido apenas por um advérbio de valor modal. a) (Os epicuristas) acreditavam que o mundo... assim também existe e perece MT 465. Tal luz brilhante apareceu | Cada qual disse | o dia existe BrP II 337. A existência de Deus testemunha | as pesadas guerras do mundo mau BrP II 178. A Escritura... testemunha e ensina (177) que o Senhor Deus existe verdadeiramente e vive | até os séculos dos séculos BrP II 177-178. Idant... ischmanitumbit, Mane santi BrB Iz 43,10 (entende | que Eu sou) b) Permaneceram também algumas casas de alvenaria e choupanas em ruínas no campo | ali tinha existido uma cidade BrP II 346. O maior dos pecados visíveis... tendo sido BrP II 196. ¢) Ensinemo-nos então a conhecer e a pensar | que o meu fim será MT MId 1,5. Eles acreditam apenas nesta vida que há DP 58483, (pois somente nesta Vida creem W 995). Ao ouvirem, as pessoas pensavam no dia do Juízo... estando BrP 1 18. Parecia haver grande confusão e agitação entre os judeus que estavam BrP II 3397. ¢ K. Brugmann, A sintaxe da frase simples nas línguas indo-germânicas, Berlim e Leipzig, 1925, p. 72 ss. ; E. Benveniste, A frase nominal em indo —europeu, BSL, XLVI, f. 1, 1950, p. 19tt. ; , Ser“ e „,ter“ em suas funções linguísticas, BSL LVI, f. 1, 1960, p. 114 tt. Deve-se salientar que o antigo significado do verbo *es, „ser verdadeiramente- “, é reconstruído antes de tudo precisamente com base nas formas participiais, que o conservaram melhor; cf. het. ašant-, s. ind. sant-„existente, verdadeiro, fiável“, s. isl. sannr, russo cywud „verdadeiro“ e semelhantes, ver Bau. Bc. Hsanos, O6meHHNOEBponefickas, TNpacjiaBaAaHCKaS Ho AHATOJIHACKAS SI3bIKOBbIe CicTeMbI, M., 1965, p. 266. 7 Ver. também BrB Jer 14, 15; 14, 19; Sir 48, 7. 242
Em tais casos, o significado lexical específico do particípio é por vezes enfatizado pelos sinónimos que o acompanham, por exemplo : Bei isch to permanik Dwase Schwenta ir tawip giwenancze alba esancze BrP II 125. Ela é claramente sentida também nas construções com os advérbios relativos kur, kaip, que desempenham simultaneamente o papel de palavras de ligação. Pois o que convinha ao homem saber, se não soubesse onde ela está, ou como obtê-la BrP I 76. Ingija Tiesa Wirai manenspi, bet esch neszinoiau isch kur sanczius BrB I Joz 2,4 (eu não sabia de onde elas eram). Deve preocupar-se com os seus filhos... para que soubessem todos os anos onde se encontram DP 65, (para que soubessem... onde se movimenta W, 65) Ele sabe bem também por isso como cada coisa existe ta BrP II 335. Su com os ir advérbios de lugar e de tempo, o significado lexical do particípio já se encontra bastante esbatido. Em tais casos, ele é прежде de tudo utilizado como indicador de valores modais gramaticais de tempo, desempenha uma função ir próxima da mo cópula, mas ainda pode ser t. y. substituído pelos verbos viver, existir e semelhantes. ir pelos particípios, cf. : Ele os ouve, estando eles perto, vivendo entre estes iu ir BrB I Joz 9, 16 (das jene nahe bey jnen waren vnd wūrden | vnter jnen wohnen). Anis ischgirde Perto de Cristo, junto à cidade santa BrP I 12. Ions... Messioschu czaiau santi pazina MT 127.4. Vendo-te, ó juiz, os santos DP 177 (vendo que ele havia sido um pagão W 303), ( Velinas) insensato O Dia do Juízo, seu derramamento eterno, próximo de santi BrP II 437. Ao ocorrer, com su formas de substantivos no locativo, em ir su diversas construções preposicionais de valor circunstancial, o particípio do verbo ser desempenha a mesma função próxima à de cópula que ir su com advérbios de lugar (exceto o advérbio relativo mencionado kur). Vemos o ir insensato destruindo o mundo inteiro, estando em grande miséria ou vivendo BrP II 148. Diz: log stippray tu tikki | Dūnoje kung santi RG 305,,. A taridamies ii sunti draugiey, eio dienu kielo mniemdidc byl towarzystwie) (A že on w SP I 195,°. Regim | PONa su tawimi santį BrB I Moz 26,28 (nós vemos... que o SENHOR está contigo). É necessário saber, porém, que entre eles ių há um profeta BrB Ezech 2,5 (que um profeta entre eles está). Kdip ghi tarp sdwe santi iszmdnitu MP III 31%, (go byč siebie v rozumieli RP 300%). Sirata e regedama sziema akim sancze pradest po skunsties BrP II 395. Nas mesmas construções, apenas com muito menos frequência, são usadas as formas do particípio ativo passado e futuro do verbo *būti*. Aristóteles... Swieta nūg ir amszu sakie buwussi MT 245%. Taliaus ape schus Ischmintingus turrim szinoti anus | buwusius isch ne Parentesco judeu BrP I 153. Treczia saka szenklus busenczius wandinesa WP 6. Para que soubesse Cristo... mais numerosos entre as pessoas não existentes BrP II 115. Sei, ele (pabr.) iusu rankosu busenczius BrB Judit 10, 12 (ich weis das sie euch die | hende komen werden) A função da in cópula totalmente gramaticalizada, na forma do particípio, deve expressar significados atributivos (qualitativos, possessivos etc.) por meio de casos e su construções preposicionais. ir Aqui, elas se transformaram em indicadores gramaticais abstratos de tempo e modo e não podem ser substituídas por formas de outros verbos que expressem existência. De modo semelhante ir ir * VEE көрсе translated? No, preserve. Sorry. VEE!】【。]} raccept? Wait malformed JSON. Need regenerate. ]} yakwe? Need final valid. 24,, Ev 22,,, SE 25,, (Luk 2, 44). * De modo semelhante MT 46,,; cf. também BrP I 152-153, 334 243
Mas sei que és uma grande bondade KN 265. Para que... instruísse os seus discípulos sobre o tesouro mundano, que é verdadeiramente nosso | até mesmo do próprio Senhor Deus BrP II 321. Consideramos estas duas não apenas amigas [mas também pertencentes a uma mesma família e parentela que existiram BrP 11 262. E quando conheceu o filho de Herodes, enviou-o a Herodes DP 16453. A tua marca, sinal de Nésan, sem culpa RG 47; Ius regit tha Wira be proto santi BrB1Sam 21, 15 (sehet | das der Mann unsinnig ist). Lembrai também de mim, que sou do vosso osso e carne BrB Jz 9, 2-3 (gedencket... das ich ewr Bein und Fleisch bin). Uma função próxima à da cópula também têm, empregados ocasionalmente na GD, os acusativos dos particípios dos verbos tapti, pastoti «dar uma olhada», cf.: : Ischtirsit Gentaine iusu... sunke tapuse BrP II 265. Ghie disputawoie taridami | žmogu paties sawa sila pastoienti pokim Diewa teisumi MT 61%. O acusativo do particípio do verbo būti que funciona como cópula geralmente se associa ao acusativo de outros particípios e de nomes. Tais combinações do particípio de būti e das formas mencionadas, segundo a função, correspondem a formas compostas dos tempos (com particípios) ou a um predicado composto (com nomes e pronomes). 2.2.3.1. Construções com o acusativo de particípio Os particípios ativos geralmente se caracterizam por marcadas propriedades verbais e não necessitam de cópula. A cópula participial é empregada ocasionalmente apenas com alguns particípios que têm valor de adjetivo. particípios. É verdade | que confessa- ... Deus ser verdadeiramente onipotente | presente e ajudante MT 196*,. E Jesus, quando veio, encontrou-a já morta DP 179,; (tendo-o visto morto W 307). Para que... confirmemos... aquela fé, que não está morta, | mas viva e atuante em nossos corações MT 92,5. O fariseu julgou a mulher pecadora, agora pecadora DP 481, (julgou a inocente ainda pecadora W 808). Nesa schita pirmaghi ateijma | teipo pawargusi busenti Schwenti Prarakai.- ... pranesche buwa BrP 1 9°, De modo semelhante ao adjetivo (cf. 2.1.6.), tal verbo. o particípio também pode ocorrer na forma instrumental, por exemplo: sunumi tą alga | kurį nusidčiusiu sąnti sūko DP 348,, (ktorego grzesznym byč wyznawa W 574). Os particípios passivos, especialmente os do pretérito, são empregados com mais frequência com construções participiais. Contudo, tais construções constituem apenas uma pequena parte (cerca de 15%) de todos os exemplos de GD com particípios passivos. Além dos substantivos e adjetivos que ocorrem com cópulas, frequentemente encontramos também particípios sem cópula. No manuscrito da Bíblia de J. Bretkūnas, encontram-se exemplos em que a cópula junto ao particípio foi, nesse caso, riscada, por exemplo: Pagonis numanjs tawe prakeikta (santį riscado). : Ezech 22, 16 (du.. must verflucht geacht werden). Enquanto isso, Z. Blotnas, corrigindo o Livro de Tobias traduzido por J. Bretkūnas, já propõe acrescentar uma conjunção de gerúndio, cf. Tobioschus taresi, sawa malda ischklausita BrB Tob 4,1; na margem; oração assim ouvida (pensava-- se que a sua oração fosse assim ouvida). Contudo, nos textos dos séculos XVI–XVII, a maioria dos particípios passivos, assim como os ativos, ocorre no GD sem conjunção. A esse respeito, a língua lituana antiga difere nitidamente da atual, na qual, nas construções GD não objetais com particípios passivos, a conjunção é obrigatória. 10 De modo semelhante BrP II 220, 222, 223, 244
Nas su construções com particípios 1. passivos a conjunção participial do presente é característica apenas dos exemplos dos escritos de S. Vaišnoras. Em alguns deles há um es. I. nev. os particípios são próximos dos adjetivos; em tais casos, o particípio com a cópula corresponde a um predicado composto, por exemplo: : Atgimeghie... tikis... essas abominações, cobertas de pecado e de uma graça mais poderosa MT 59%. No entanto, a maioria dos es. |. inint. dos su participantes ser a forma do particípio funciona como compostos invariáveis correspondentes das formas da espécie. Powilas... A promessa do aluno é aceita pela fé MT 138,,. Oieigi ghie sakitu Missche sancze wadinamą affiera ijednojma MT (PM) 9,. Asch... ti darbu ludiju... tawe... apmazgojmu atgimimo santi nuczistijema nūg grieku | ir nūg tikroia Diewa teipaieig malonen priimamą MT 121—121*, Nas su construções deve ser. I. neutro. a conexão com particípine os é usada apenas S. de Vaišnoro, mas ir ocasionalmente de outros autores — M. Daukša, J. BretkūnaB. s, K. Vilentas, Sirvydas. Vários significados lexicais devem ser. I. neutro. as combinaçsu ões de particípios, a forma participial também geralmente funciona como equivalente de formas compostas de aspecto equivalentes. Ir para que Para que o pagão investigasse a casa Israel viu Por causa dos pecados, conduzidos ao exílio BrB Ezech 39,23 (erfaren | wie das haus Israel... sey weggefūret). Vemos a ressurreição de Nosso Senhor... dentre os mortos, anunciada ou profetizada anteriormente | BrP II 8—9. Pranaszas disse: eis, os pecados estão perdoados (65) io (disse ele | že mu foi perdoado) SP II 65—66. Ionas... diz que a | morte foi ir lançada no inferno, no lago de fogo (diz que a morte | e o inferno foram lançados...) SP II 42,5. Como podemos saber que | fomos escolhidos para a vida eterna? MT 171. A Igreja... sabe | que este Mundo foi verdadeiramente criado no tempo | e que verdadeiramente cessará ir MT 235*4. Su ser. I. intr. formas do particípio ir passado e futuro do verbo būti usadas como particípios; desse modo, na construção GD, formam-se equivalentes das formas perifrásticas da voz intr. do passado e do futuro. Depois diz o Evangelista: aquela donzela Maria, descendente da linhagem de David, tendo sido destinada a mulher de um homem BrP 1 334, Como ousaste anunciar- -nos que Israel, estando protegido pelo seu próprio Deus, será? BrB Judit 612 (profetizar que o povo... deveria... ter proteção).le... dumaia Karalijste Diewa toiaus busencze ischreikschta BrB Luk 19,11 (julgavam que imediatamente se manifestaria o reino de Deus). Cristo diz, e claramente ensina: os judeus que existem serão rejeitados, e muitos pagãos serão recebidos para a vida eterna BrP 1 186. Para que se ensinasse | a si mesmo também a estar assim sepultado na morte BrP 1 144. 2.2.3.2. Construções com acusativo de substantivos e pronomes A ligação participial com substantivos, adjetivos e pronomes adjetivais é empregada muito mais frequentemente do que com particípios. Embora os substantivos também possam, sozinhos, desempenhar a função de segundo membro do acusativo duplo, nos textos antigos eles geralmente já se ligam a formas flexionadas do verbo būti por meio de acusativos de particípios ou de formas adverbiais'. Essas ligações participiais com acusativos de substantivos (pronomes) relacionam-se exatamente da mesma maneira que, nas frases verbais, as formas conjugadas de būti com os nominativos das palavras correspondentes. Tais GD, como žinau jį esantį gerą, correspondem às expressões verbais žinau, (kad) jis yra geras tanto em seu significado quanto em muitos traços da forma sintática. * Sobre as construções com ligações adverbiais, ver aut., „,„Baltistica“, IV (2), 1968, p. 198 ss. 245
Assim como na expressão verbal, os nomes que acompanham a ligação participial frequentemente têm palavras dependentes e até membros de orações subordinadas integrantes. Nas construções com ligações participiais, encontramos substantivos e adjetivos em proporções quase iguais; uma predominância mais acentuada dos substantivos manifesta-- se apenas na Bíblia de J. Bretkūnas, devido à repetição frequente de algumas construções estereotipadas (por exemplo: ischtirs mane Pona santį), cf. LKK XI 43. Pronomes com ligações participiais ocorrem apenas ocasionalmente; entre os numerais, foi observado apenas um. Nesa ghi ne nor szinnoti, manne tha santį, kursai iei dūst. Ruggius. Jauna wina ir Alų BrB Hoz 2, 10 (Sie wil nicht wissen | das ischs sey der jr gibt). Compreendemos as obras do Espírito Santo, estes santos BrP II 138. Tu dizes: serei o que tu és, BrB Ps 50, 21 (meinestu | ich werde sein gleich wie du). Pois estes, querendo crer... em um só Deus, DP 257, (wierzq... Bogd byč iednego) W 429. Vejo que uma das coisas se opõe a outra, Vln 53. Os substantivos (por vezes com palavras dependentes), no acusativo, podem ser ligados, por meio de uma construção participial, à forma do pronome de género neutro tai, tatai. Tais construções são características dos escritos de J. Bretkūnas. Eu repreendo tais pessoas da sua vontade, santas BrB V Moz 9, 13 (que este povo é um povo de dura cerviz). Os senhores consideram que isto não é pecado, BrB Zach 11,5 (vad haltens fur keine sūnde)? Membro nominal GD (N) pode não ser expresso, ir sendo subentendido. Nesses casos, a construção é constituída por uma construção participial com o acusativo de um substantivo que funciona como equivalente da parte nominal do predicado. Nesa Mamah não sabe Angela PONO santį BrB Teis 13,16 (não sabia que | era um anjo do Senhor). Kaczei Simonas entendeu bem, wiliu santį BrB I Mak 13, 17 (note que | tudo era uma fraude) (Cf. 2. 2. 3. construções de forma externa semelhante, nas quais o acusativo do substantivo designa o sujeito do estado do particípio). Os acusativos dos adjetivos substantivadir os geralmente funcionam como predicativos do su verbo būti. forma do particípio presente: a) Tikietij tur duschia tawa | Szmogaus kuna sąnti purwa MŽ II 418. Todos Minha cidade A pessoa conhece-- te A mulher virtuosa, santificada BrB Rut 3, 11 (sabe que / uma mulher du virtuosa és). Esther disse: “sua raça é má” BrB Est 8,1 (diz an | como er jr pertence). Por isso da Igreja | que Deus queria uma amizade sincera MT 221,. Iš šių pavyzdžių galite pastebėti | Mielas širdingiste, sancze tokę | meilę pasigailėjimą, ir kada vienas | antrojo susimilsta BrP II 247. Bau tiki mana atleidima santi | Dievo atleidimą? Vin 31g. b) Numanai | ta localizada na lagoa Justo SE 75,,. Tdwa... ddrbay | ludij tdwe santi giarq ($wiadcZq izes ty Bog prdwy) PK 78. Iu mokintojei... ouvirá o meu sermão, querida santi PsD 246", Asch szinau Ischgelbetoghi mana giwa santi BrP II 40. Elsbeta... paszinsta... gentaine sawa sunke | sancze BrP II 266. As formas do pretérito simples são muito mais raras aqui (sobre 10 exemplos) a) Assim ouvimos ... io tendo sido mãe Zacarias | io cresce Elisabete BrP II 236. Compreendemos Santa lã... paschlowinta ir czesninga wira buwusi Žr. 12 mais Jer 32, 9; II Moz 32, 9; 32, 22: Sir 29, 6 3 Cf. : Será ouvido que meu sermão é agradável (subl., na margem o mesmo texto, como PsD) BrB Ps 141, 6 (wird... Ensinar, ouvir, que | ela seja amável). 246
BrP II 234. Então o rei samaritano tornou-se pagão, o mais perverso de todos BrP I 322. Ir como se encontra Karoghimas, a aparência, que tolos e desavergonhados são bu todos)* BrB Išm 1, 3 (prova o que | aquelas foram para os tolos) b) Didzūkem. Para que todos compree- | ndessem que tínhamos sido alegres BrP I 237. Rodzia Tendo ne sido culpada | o porém, tendo mudado por nós SP II 12854. As formas do tempo futuro também são encontradas apenas em casos isolados. a) Tą apmasgoghima | tawa schwentąghi Chrikschta busenti paszenklinoyei Vinho 613. Pagão... esperava A desgraça iu dos judeus será bênção BrB II Mak 14,14 (hoffeten der Jūden vnghick solt glūck jr sein). b) Para que as pessoas soubessem io O reino ainda não é santo, mas | Espiritual BrP I 349. Pois espero que ele vos seja ir benevolente e bom BrB II Mak 9,27 (Ele se mostrará misericordioso e benevolente para convosco). Ianas... sabendo que ela viverá por muito tempo ne BrP I 31. Pois quem sabe que ela será sábia ou tola BrB Pam 2,19 (quem sabe | ob er maneira ou Será louco?) Nas su construções com locuções participiais são usados principalmente II ir verbos do grupo III; os verbos do I grupo são aqui menos frequentes e geralmente ir têm significado de percepção psíquica, cf. : O rei vê (isto é, y. compreendeu), o guerreiro viu uma relação demasiado forte BrB II Kar 3,26 (sahe das | der jm streit starck zu war) Todos GD su com ligações participiais são do tipo não objetual (b). Entretanto, as construções nas quais o particípio do verbo būti é ligado a yra diretamente regido são su N, atributivas; nelas, o V, particípio tem um significado ir existencial concreto, cf. : (Jonas), estando no ventre, conheceu o seu Senhor, assim como no ventre | as moças que santificaram o sábado DP 462, (conheceu Pdnd... w žywočie... sendo W 77029.) O acusativo do particípio do verbo būti com valor de cópula só pôde consolidar-se quando já não era considerado um objeto; o sintagma N tornou-se equivalente a uma oração V subordinada. o NP Por analogia com orações su que têm um predicado composto ou uma forma temporal perifrástica, formaram-se internamente GD relações sintáticas inteiramente novas do particípio do verbo būti com o acusativo de um nome, de um pronome ou de outro su particípio, correspondenar tes às relações entre a parte nominal do predicado e a cópula ir (cf. sei que o jį rei está presentir e; sei: ele é rei). Essas novas relações sintáticas influenciaram a estrutura da ir construção nę exterior. O nome ou pronome que corresponde à parte nominal do predicado, tal como na ar frase com o verbo conjugado būti su (sei: ele é rei), na maioria dos casos recebeu a forma instrumental e, desse modo, ir perdeu a concordância su N ir P (sei que é jį rei) 2.2.3.3. Construções su no instrumental XVI— Nos a. escritos do XVII elas constituem cerca de 28%, todos os exemplos su com cópulas participiais (relação x7 140 : 550) ir sobre o 594 número GD total. Geralmente, o instrumental su do substantivo é ligado a José por meio da cópula no presente. Szinom iūs wagimis rasbaininkais ir sanczius BrP II 165. Ieib kosznas galletu numaniti | ghi esanti tikru szmogumi BrP I 132. Rimianis ischgirda Simona io Brolį Wiriausiukunigu essanti BrB I Mak 14,17 (hdreten das Simon... Hoherpriester war). Iį O fariseu condenou em seu coração ne Prdndszu DP 4794, (condenou não foi Aos profetas W 808). Podemos... gabar-te, dizendo corajosamente: nas cidades das igrejas, nós... MT LIZ 3,. M Em vez de kakius na margem, no texto sublinhado: kakie anie buwa Idiotas. 247
As formas do instrumental ir e do acusativo dos substantivos, encontradas em alguns casos em frases exatamente do mesmo tipo, ir competem entre si. Por exemplo, de J. Bretkūnas Na Bíblia, 12 o acusativo foi substituído pelo instrumental ao corrigir o manuscrito. Ainda assim, a forma do acusativo XVI — XVII continua a a. ser mais popular; a ir su conjunção ocorre mais de duas vezes com maior frequência. As formas do instrumental dos substantivos em alguns casos são associadas ir su pela conjunção do tempo passado e do tempo futuro. Pois lembra-- te de mim, de ti Servo que esteve no Egito BrB V Moz 24,18 (lembra-te somente | que du foste um servo...)'- ®. Lemos assim Pelos profetas e pelos mestres que foram MT (PM) 16*,,. A carta do rei Saul diz... em outro lugar, que reinou durante quarenta anos (diz que reinou por dois anos) | Ze SP I 136,,. Ouvimos Maria su Elsbeta... tendo sido com boas amigas BrP II 261. O senhor ... queria... ensinar (226) ...ele será um verdadeiro rei ir Supremo Nosso bispo BrP I 226—227. Para que ele soubesse que não seria rei ou senhor secular, nem tampouco os seus funcionários seriam seculares BrP II 71%. O instrumental dos adjetivos é aqui muito mais raro do que o dos substantivos (do mesmo modo, ele é mais raro com as formas conjugadas do verbo būti). Tai ir su anįs... wertu ii sąnti pažista DP 77,,. (godnym go byč znaia W, 82). As pessoas... esperam ser justas sanczus MT 88,5. Kuriūs ghissai nor... saw ligeis sanczus MT LIZ 179. Er tari numirusi Szmogu wel giwu busenti? BrB Jó 14,14 (Meinstu ein todter Mensch werde wider leben?) Os instrumentais dos adjetivos acompanham os acusativos em frases inteiramente análogas, cf.: tur ghi ne czista esantį nusuditi BrB III Moz 13,27 e tur ghį Plehonas neczistu santį nusuditi no mesmo lugar, 13, 113 (sol jn... vnrein vrteilen). Por analogia com os adjetivos, num lugar de DP foi empregada também a forma būt. 1. O instrumental do particípio não flexionado, pelo qual foi traduzida diretamente a mesma forma da língua polaca: tą kurį tikčio sdnri ūžmusztu DP 198, (ktorego wierzyli byč zdbitym W 337). Dos pronomes, por vezes são empregadas as formas instrumentais de kas, kuris e koks. Ki sakot yūs mane santi? VEE 1568, (quem dizem vocês que eu sou? Mat 16,15)". O iys kuriū manė santi (465) sdkote? DP 465-466. Intikéio kad’ W. Christus būwo toksai | kokit if sąnti girdéio DP 3183, (iakimgo byč slyszeli W 528). Embora as construções com o instrumental sejam usadas nos textos dos séculos XVI–XVII muito mais raramente do que com o acusativo (a proporção é aproximadamente 95:230), nelas, contudo, evidenciam-se de modo particularmente claro as relações sintáticas alteradas do particípio com os outros membros da construção. O particípio do verbo būti é aqui, antes de tudo, relacionado não com o acusativo, mas com o instrumental correspondente à parte nominal do predicado. A concordância da cópula participial com o acusativo perdeu sua motivação sintática, pois a parte nominal do predicado, em regra, não concorda em caso com a cópula (a cópula verbal, de modo geral, não possui forma de caso). Por isso, a cópula participial por vezes passa a concordar com o equivalente da parte nominal do predicado — o instrumental, cujas relações com o particípio de būti são as mais estreitas. 15 De modo semelhante, Dt 24,22; 5,15; 15,15; I Sam 24, 21; I Rs 14, 2; Sab 8, 9, 16. De modo semelhante, BrP I 9. 17 De modo semelhante, BrB III Lv 13,6; 13,7; 13,8; 13,25. 18 De modo semelhante, VEE 13414, 13445, 15617 DP 46538, Ev 181,. 1 Veja. também MP III 3044, 30*s,, DP 46538, Ev 181,. 248
Ischrinktumpiump | kuriūs Diewas... noreia sanczeis dalininkais geribiu Sunaus MT 178%. Netariket mane kitu kokiu szmogumi swetimu esancziu BrP II 37. Ischgida Wira... parodidams sawe tikru Diewu | ir ischgelbetoiu Swieto sancziu BrP II 453. Nei tikeia Kristu tikru Diewo Sunu sancziu BrP II 349. Aprendamos | que os homens não nos considerem falsos senhores BrP II 325. Cristo demonstrou ser verdadeiro Deus BrP I 279. Poderia supor | que ele não seria rei de algum mundo BrP I 258. Nesa gerai szinnoiau, ghi nebusentzu giwu po io pulimo BrB II Sam 1,10 (eu sabia bem que ele não poderia viver). Que a forma do instrumental do particípio tenha sido aqui determinada pelas relações com o equivalente da parte nominal do predicado, que ocorre no instrumental, vê-se pelos exemplos em que, juntamente com uma cópula participial, os particípios de outros verbos usados em paralelo conservam a forma do acusativo: Regim... schus nescheius tikrai tikeiusius... ghi tikru Diewu sancziu | ir galinti wissas... liggas nūg szmogaus prawariti BrP II 456. Cristo, tendo ressuscitado dos mortos | demonstrou ser vivo (9) e as suas aparições aos dez BrP II 9—10. A relação mais estreita da cópula participial com o equivalente da parte nominal do predicado às vezes também se evidencia quando ela tem a forma do acusativo: isso se vê pela concordância em número, por exemplo : Ghis taria Gelaszi sc haudus sanczius (não sančią!) | BrB Job 41,18 (er achtet eisen wie stro) 2.2.34. Construções com genitivo As construções em que a função de cópula é desempenhada pelo particípio de forma negativa do verbo būti são de dois tipos nos escritos antigos. Uma delas é formada segundo o modelo habitual GD: N, P e o outro substantivo a ele ligado, que exerce a função de equivalente da parte predicativa, estão na forma de acusativo, por exemplo: Szinnodami tadangi, iūs nesanczius Diewus, nesibijokites iu BrB Bar 6, 64 (wisset | das es nicht Gétter sind). : Tadda ischwisi, ne santi Diewa kita, kaip(virš.: tiktai) wiena Nebukadne Zara BrB Judit 6, 2. (verás | que não há outro Deus). Klausi... szinnodamas manne nesantį Pikta BrB Job 10, 7. (sabes | que não sou ímpio)®. Nas outras, o particípio negativo de būti, tal como o verbo conjugado (cf. išvydau: tu esi e išvydau: nėra tavęs), liga-se ao genitivo de negação e ele próprio apresenta a forma de genitivo. Nos escritos antigos (especialmente nos de J. Bretkūnas), encontramos tais construções com particípios de vários tempos: Idant ischtirtumbei, man ligaus nesanczio per wissas szemes II Moz 9,14 (innen werden solt | das meins gleichen nicht ist in allen Landen). E para que o pagão reconhecesse que não existe nenhum outro... PONO Tob 13, 4 (reconhecer | que não há outro Deus todo-poderoso). Pois tu sabes que entre nós não há ninguém 1 Rs 5, 6 (sabes que entre nós não há ninguém). Além disso, saiba isto: | Não há nenhuma pessoa tão íntegra e santa SE 65g. Dizem as pessoas daquele lugar que não havia ali nenhuma prostituta Gn 38, 22 (dizem as pessoas... que não havia nenhuma prostituta). Gerai tikekimes, bedos ne busenczios Jer 8, 15 (confiai nisso | Não haverá aflição). 20 Ver. também BrB Gn 31, 5; 44, 31; Êx 2, 12; 1 Rs 22, 33; MT (PM)1, 15. 249
Tais genitivos do substantivo e do particípio podem ocorrer paralelamente às construções correspondentes no acusativo, regidas pelos mesmos verbos sem negação, cf. : Pois ele vê que eu estou sozinho, e que não há nenhum Deus diante de mim? BrB V Moz 32, 39 (Vedes agora | que Eu sou o único e não há Deus além de mim?) A forma do genitivo negativo também pode ocorrer em construções com particípios de outros verbos, por exemplo. Tugi nu numanat, newieno szodzio PONO ant szemes nepūlusio BrB II Kar 10, 10 (erkennet... das kein wort... ist auff die erden gefallen). Do mesmo modo são construídas as correspondentes construções de genitivo de parte com formas afirmativas do particípio de biti, por exemplo. Turim szinnoti | tokiu kleidunu pamoksle | isch pradzio swieto buwusiu | dabar sancziu ir ikki galo Swieto busencziu BrP 11 309 (cf. žinoti: buvo ir bus klaidiiny). Entre o particípio e o substantivo (pronome- ), vemos aqui relações recíprocas de dependência: o particípio de forma negativa determina o genitivo do substantivo e, ao mesmo tempo, concorda com ele. De modo semelhante ao genitivo de parte, o particípio do verbo būti concorda com o genitivo do substantivo, dependente do advérbio daug. Pagonis... daug Dievu tare essanczu BrP II 180. Daug szmoniu | nig pradzios swieto buwusiu | bet wissas numirusias girdim BrP II 6. Não sei, depois haverá muito mais sofrimento (poderá haver)? BrB II Sam 2, 26 (Weisestu nicht | das hernach mécht mehr jamers werden?) O particípio em tais construções conservou o significado lexical de existência. De modo semelhante, junto com os advérbios daug, mažai, também são usados genitivos de particípios com outros significados lexicais, cf. : Janas ischwidens daug Phariseuschu ir Saduceuschu sawo krikschtop atencziu | biloia iemus BrP II 240%, Aqui, a forma casual do particípio é determinada pelas suas relações com o genitivo do nome. Contudo, por analogia com os casos habituais de GD, ao lado do genitivo do substantivo, ocasionalmente também é usado o acusativo do particípio do verbo būti, por exemplo, : Hoitmanas Syrios girdeia, gerūsius pas Juda sanczius, ir daug Szmonių kruwoij essanczias BrB I Mak 3, 13 (hdret... das ein gros Volck bey einander war); cf. os casos correspondentes com particípios de outros verbos: Raschte regim atsipraschusius daug schwentu szmoniu BrP II 414. Assim, nas construções impessoais em que o particípio desempenha a função de cópula, nos outros casos ir aqui discutidos observa-se claramente a variação do caso do membro participial. Ela é condicionada pelas relações sintáticas que se formaram recentemente no interior da construção. Com o enfraquecimento da relação de regência entre V ir N, o acordo N ir P enfraqueceu, e o o particípio passou a ser formalmente relacionado ao substantivo que funcionava como su equivalente do predicativo nominal, As novas relações sintáticas entre os membros desestabilizaram a estrutura gramatical anterior e criaram condições favoráveis à penetração e à GD disseminação de formas participiais ir invariáveis, os gerúndios. ir — Justamente as construções do tipo aqui discutido, no instrumental e su no genitivo, ir nas quais N ir P a concordância se desintegrou mais iš profundamente, foram alguns dos primeiros e mais antigos GD focos de disseminação do gerúndio (cf. 4. 1. 1 ir 4. 1. 6.). # Ver. ainda BrP II 308, 346, 455; cf. autor, «Baltistica», IV(2), relativamente às construções participiais correspondentes, entre os substantivos de significado 1968, p. 197—198, 250
2.3. O membro nominal GD é constituído pelo acusativo de substantivos, pronomes e, ocasionalmente, de adjetivos ou numerais usados substantivamente, desempenhando a função de membro nominal (N). 2. 3. 1. Os substantivos N, que constituem podem ser ir denominações de objetos concretos ou abstratos. Iš concreto, são geralmente utilizados aqueles que designam pessoas ou seres vivos ativos em geral. Podem ser próprios (a) e comuns (b). a) E Dovidas reina Saul que saiu BrB I Sam 23, 14. Alexandre compreendeu, Demétrio procurando Jónatas, o amigo BrB I Mac 10, 15. b) Ir regeiau Moterischke sedincza ant raudono Galvijo BrB Apr 17, 3. Aqui encontrará anexado por Aslicze VEE 544. Lemos... tendo massacrado tantos milhares de pessoas BrP I 106. N são ir constituídos por outros nomes de coisas, por exemplo. : Quando vires todos os objetos do mundo espalhadto os ao teu redor DP 55445. Príncipes... vê o fogo, que nada fez BrB Dan 3, 27. Os substantivos de significado abstrato são usados com menos frequência: Esperaremos tais bens mais preciosos, GD decorrentes para nós de obras | agradáveis | be MT 7la. Kdd ischwisite biauru isznaykinimu... stowinti vnt wietos szwintos Ev 139;„. Como ouvimos dizer que grandes obras foram realizadas BrB Luk 4, 23. Iaucziu mazę nog manęs ischeiusę BrB Luk 8, 46. Su pelo mesmo particípio podem ser relacionados vários substantivos. ir De onde sabes, Saul ir io Filhos Jonathan mortos? BrB II Sam 1, 5. N o substantivo constituinte pode ser expandido por outras palavras dependentes, inclusive por ar membros subordinados. Entendeu ludas ir io amigos, Demétria de Seleuco Sunu, ing Trípoli... tendo vindo BrB II Mak 14, 1. Turreia regeti | sawa miela... rapaz que ir agora não sabe o que é mau é morto | BrP 1 106. Adjetivos, numerais e ir particípios desempenham muito raramente a função de membros ir nominais; somente quando têm significado de substantivos (ou quando se subentende um substantivo), por exemplo: : Assim, com a boca, diz coisas boas e más, não ir aceitando nenhuma outra coisa do corpo MT 16115. Ir aquele que veio contou ao pai Tobias sobre um morto que jazia na rua BrB Tob 2, 3 (que alguém jazesse morto na rua). Também se encontram novamente pronomes que rejeitam tanto os que querem como | os que podem; os pronomes MT 179. 2. 3. 2. funcionam GD muito frequentemente como membros nominais. Especialmente populares são os pronomes iš pessoais, cujas formas 3 pessoais mais difundidas (ele, ji ir ju são as formas anas, ana usadas com o significado de pessoa). O espírito ir não tem | corpo nem ossos, | como vedes que eu tenho BrP II 30. Senhor... ensina-n- | os a todos A Deus que muito anuncia BrP II 486. Conheço-te, todo-poderoso. BrB Jó 42, 2 Vejo-o vir VEE 73. Ouvimo-los falando MP 206,. Nesa sabe que ela própria pode ne salvar BrB 13m 13, 16. ... Ao ouvir... aqueles que repreend- | ir em e louvam BrP 1 301. Iš Entre outros GD pronomes, ocorrem com mais frequência este, esse, outro; — ocasionalmente, todos. Encontramos este desejando a sabedoria nossa BrB Luk 23, 2. Taip sakome: išganymo amžinybėje atpilusius MT LIZ 6,. Išvydo kitus stovinčius turgaus aikštėje tinginius SP 1 317,. Matome visus ne esančius krikščionis, taip pat BrP 1 249. 251
Ir ateinančius, pasak... Tobijui vieną užmuštą gulintį gatvėje (paraštėje: jog vienas gatvėje numiręs gulėjo) Tob 2,3 (que alguém jazesse morto na rua). Para que o mundo soubesska e, ele pode (isto é, de: pode fazê-lo) Job 37,7. 3.2.3. GD ir Os melhores autores dos séculos XVI — XVII a. esforçaram-se por utilizar o paralelismo de orações explicativas por motivos estilísticos. Ao traduzir algumas ar orações explicativas alemãs e polacas por orações lituanas correspondentes, outras — GD, evitava-se a repetição das próprias tų expressões e a monotonia. Uma oração subordinada de estrutura exatamente igual. J. Bretkūnas traduzia, numa frase, kad jog por uma oração subordinada correspondente e, na frase seguinte, adjacente su ar o — GD. Compare-se. : Se dissermos que ela veio do Céu, então ele nos dirá: Por que, então, não acreditastes nele? O se dissermos, como*® estava vindo de Szmoniy, então Devemos ter medo dos humanos Mas 21, 25 —26. (Digamos que ela | tenha vindo do céu... Digamos, porém, que ela | tenha vindo de seres humanos). De modo semelhante, também se variava ao traduzir duas orações subordinadas da mesma frase explicativa: uma era traduzida por Sal. démeniu su jog, kad ar pan., kitas —GD. Apreischk sche diena, iog tu Diewas Israele essi, bei esch tawa Tarnas, ir mane tatai wis pagal tawa Szodzio darusį BrB I Kar 18,36 (Las heute kund werden | das du Gott... bist... vnd das ich solchs alles... gethan habe). Wieni Paslai sutink sche ir the kitus, ieib pasakitu Karaliui Babilonios, iog io Miestas ischgaletas ira... ir Eszerai ischdekti, ir Szalnerius nussiminusius. BrB Jer 51, 31—32 (dem Kėnige... anzusagen | Das seine Stad gewonnen sey... e os homens de guerra teriam ficado cegos. Pilatos, vendo que nada podia compreender, mas que havia ainda muito mais tumulto... testemunha VEE 205.5%. O constituinte subordinado da frase explicativa e o sintagma NP, dependentes do mesmo verbo, aparecem coordenadamente nos textos originais. (Mas quando Pilatos viu | que nada conseguia | mas que se formava uma agitação muito maior). Além disso, investigámos que muitos curdos e lituanos... praticam a adoração de deuses ou ídolos... e experimentam imagens; mantêm tais práticas e outras ir eliminações ou conhecimentos | bem como feitiçarias 1F 10—20. Aprendei com estas palavras o Filho de Deus | nascido homem por causa dos nossos pecados | e que muito bem se encontra para nós, cansados, desde o seu nascimento | Então, agora... aprendamos... BrP. acabaria por se arrepender. priegtam = além disso. Os curdos e lituanos praticam a adoração de deuses ou ídolos e experimentam imagens; mantêm tais práticas e outros costumes ou conhecimentos, bem como feitiçarias. 1F 10—20. Aprendi com estas palavras o Filho de Deus, nascido homem por causa dos nossos pecados, e que muito bem se encontra para nós, cansados, desde o seu nascimento. Então, agora... ]} nao valid JSON? 1 76.1% 3.2.4. Quanto à equivalência funcional entre GD e a oração explicativa, nos textos antigos encontram-se casos de contaminação de ambas as construções: por exemplo, na oração subordinada, emprega-- se no início uma conjunção subordinativa, um advérbio relativo ou um pronome relativo ir GD no início! *, por exemplo : Ir ne skaitomę idant' (Mariją) daugiaus tiektdi keturis kartūs Ewangelioia S. prakalbusiu (prakalbusią) DP 47454. Idant macznai tikietu | iog (26) per tq ghrie12 Acima — iog. 13 ex. ainda Ezech 20,48; Judit 6,13; I Mak 3,13; 14,21; 7,25. 14 Uma construção bastante semelhante em DP 167,,, corresponde à frase original com iz. 15 De modo semelhante BrP I 422, II 241, 403, 456—457, 475, Vln 655. 16 Veja também 2. 2.3. De modo semelhante, contaminam com orações subordinadas também outras construções participiais semipredicativas, por exemplo, o dativo absoluto, veja LKK, 5 (1962), p. 79 e seguintes. 258
kus sanczius atleistus Ao céu Vln 28—29"', Então deixa-a ir para onde quiser, e não a tu impeças. BrB V Moz 21, 14 (para onde ela quiser). A como Quando o Sol se põe, parte, como se não soubesses onde deixaste BrB Nah 3, 177 (onde eles permanecem). Bei O mais excelente não sabe onde me @ijusi, nem ka chorando BBrB Nehem 2,16 (não sabiam || wo para onde eu ia ou o que | eu fazia) Pois ele primeiro sabe, fazendo ka BrB Išm 19,1 (Pois er sabia de antemão bem o que | eles fariam no futuro) 3.2.5. Quando na frase aparecdu em ou vários GD, um iš jų pode depender de outro. Desse modo formam-se construções complexas, «de dois níveis», correspondentes a orações subordinadas de dois graus. GD nelas, por vezes, ainda tem ligada uma oração subordinada. Isch schu szodziu... galim permaniti Szidus penktaghi Aqueles que compreenderam falsamente o mandamento | de Deus e até acreditaram Aqueles que disseram que somente | o superior de Deus deveria ma ser morto BrP 11 288. Diz... que disseram | de si mesmos que ele era um verdadeiro Messias, que deveria salvar Israel PrP 11 26. Regim... schitta Moterischke... stiprai tikeiuse | Pona IEsu Kristu galinti bei norinti iei griekus atleisti BrP II 304%, Girdeiom teipaieg daug isch Szidu | netikeiusius schi Kristu tikru sendo o Messias prometido por Deus BrP II 5%, para que nos mostrássemos conhecedores, sendo verdadeiros | tq Deus, que | assim adoramos MT 119,. Tal como os constituintes subordinados de uma oração explicativa, NP vários grupos podem depender do to próprio V ir estar ligados entre si por várias relações coordenativas. Thie... queixavam-se enquanto trabalhavam. Pagão de todos Cidades... Galileana Jesus, de Ptolemais, Tiro ir Sidom, ir toda Galileia cheia Dos inimigos existentes BrB I Mak 5,15. Escolhamos então para nós | os mais fortes castigos, que mereceram | ir punição justa: contudo, essas penas são aliviadas por causa de Intermediário MT 1865. J. Nos escritos de ir S. Bretkūnas Vaišnoras, por vezes encontramos séries inteiras de GD, que substituem amplamente as expressões verbais. | Eis um exemplo característico de tal período: Schwentas | ir Mathieius... escreve Os sábios, tendo visto na terra os | novos astros, reconhe- | ceram | ir uma nova estrela sobre ela, pressentindo-a naquela ocasião, “Os reis dos judeus, nascidos na terra do mundo, o Salvador, por isso, daquela sua terra ik Tendo retornado | a io Jerusalém ir para adorar, | aproximaram-se do rei | su Herodes todos os habitantes da | cidade de Jerusalém por causa deste rumor Os sábios ficaram assustados. Bei schus ischmintingus liepusi eiti ing Belém do Cristo. A que acredita- | vam que ta Menino de Jesus crucificado BrP I 105%, Assim, GD contribui consideravelmente para o estilo participial (isto é, essencialmente nominal) característico de muitos escritos antigos. (isto é, iš essencialmente nominal) do estilo. Tendências semelhantes de expressar uma sequência de ações relacionadas entre si por meio de construções participiais, especialmente marcantes no latim do período clássico e no sânscrito, são claramente visíveis nas antigas línguas germânicas ir ir (por exemplo, no gótico) e eslavas®, 17 cf. E. Hermann, op. cit., p. 25. 1* De modo semelhante BrP II 288, II 387. 1 De modo semelhante BrB II 456. * Cf. : Pode-se inferir | Iana szinoiusi iog schissai Cristo é o verdadeiro Messias BrP I 31. O constituinte subordinado da frase explicativa aqui ocupa a mesma posição sintática que no GD exemplo citado. ®t Cf. ainda BrP I 64; BrB I Mak 5,38—39. * Cf. E. Hofmann. Para o uso dos particípiin os dos Skeireins, kn. : Indogermanica, Festschr. para W. Krause, Heidelberg, 1960, p. 28—30 17% 259
3.2.6. A pontuação nos escritos dos séculos XVI—XVII também mostra que a combinação do acusativo do substantivo (pronome) e do particípio era considerada uma unidade semântica separada, às vezes também entoacional, equivalente ao membro subordinado de uma oração explicativa. Embora nos escritos antigos os sinais de pontuação sejam frequentemente colocados de modo inconsistente e variem em muitos aspectos, a partir de um número maior de exemplos destacam-se claramente as tendências predominantes. É de notar que quase em nenhum lugar são separadas por vírgulas ou outros sinais as construções objetais nas quais N é diretamente regido. Por outro lado, nas frases em que V, por regência frásica, está ligado a todo o NP como equivalente do membro subordinado de uma oração explicativa, encontramos muito frequentemente uma vírgula ou um traço oblíquo (/) equivalente a ela. Eis alguns exemplos: O kas tik, tawę taip didei rustaujenti? PSD 164 (Wer glaubts aber | das du so sehr zūrnest- ?) Bei dabokessi, schitas Szmones tawa Szmones sanczes BrB II Moz 33,13 (Vnd sihe doch | das dis volck dein volck ist). Iau uu (=nu) paszistam | tawe wissus daiktus szinanti VEE 71-72 (Nu wissen wir | das du alle ding weissest). ... Nepriwala tie | kurie isch schirdies tikki | Christu sedinti deschineip maces MT (PM) 324. Pirmiaus | žinokim | Tq ceremoniq | senoia Zokand... pradžia sawo turinčią nuog Diewd paties SE 234,. Bau atmeni | Bagocziu pirm lepawusi BrGD LXXIII. Na maioria das vezes, o sintagma NP é destacado nos escritos de J. Bretkūnas e S. Vaišnoras. As construções não objetais com particípios do verbo būti, que vêm depois de V, são aqui separadas com tanta frequência que os casos não separados constituem uma minoria (ver 2.2.2.). Entre V e NP, nos escritos dos autores mencionados, por vezes também se coloca um ponto ou dois-pontos. Schwentas Lukoschus rascha. Pona werkusi | sawa schwentas ascharas pralieiusi | ir isch dugna sawa schirdies gaileiusinsi BrP 11 335. Lembra-- te primeiro disto a partir desta história. Nascida de Cristo | Quando os judeus já começaram a ser infiéis... ser BrP I 56. Himeneu e Fileto... disse. A ressurreição então dos pecadores | quando as pessoas vivas se entregam a Deus MT 245%,. Cristo Joh. 3. Judas: Regenerados da água e do espírito MT 127%,. E Agostinho... ao explicar isso, diz: chorar com o sangue de Cristo. MT 122%,,. Assim, a pontuação GD nos escritos antigos confirma a autonomia semântica desta construção. Considerando a GD como equivalente de uma oração explicativa, os autores dos escritos antigos aplicaram-lhe, em muitos casos, os mesmos princípios de pontuação. 3.3. A sinonímia entre a GD e a oração explicativa baseia-se na comunalidade da sua estrutura interna. As complexas relações mútuas entre os membros da GD mostram que esta construção, também do ponto de vista sincrónico, não é primária, mas derivada. A gramática tradicional destacou a sua proximidade da oração e explicou- -a pelo facto de a GD, tal como as outras construções participiais, ser supostamente uma certa oração reduzida- ** ou um equivalente de oração com estrutura de sujeito — predicado**. A relação entre a GD e a oração é definida com maior precisão em termos transformacionais * Cf. O. Gycaaes, Heropuueckas rpaMMaTukKa pycckoro s3biKa, M. 1959, p. 281 tt, 538-539. Baseando-se nas gramáticas da língua russa, J. Jablonskis explicou de modo semelhante as construções participiais da língua lituana, assinalando simultaneamente o caráter convencional e tradicional do termo „oração reduzida- “, ver J. Jablonskis. Obras selecionadas, I, p. 516—518. H. Poutsma também considerava as construções infinitivas do inglês correspondentes às do lituano GD, orações inseridas em outras orações, ver H. Poutsma, Uma gramática do inglês moderno tardio, I, Groningen, 1904, p. 433 ss. * O. Jespersen, Uma gramática do inglês moderno segundo princípios históricos, IV, Nova York, 1956, p. Stt. ; Ouzocodua rpaMMaTuku, M., 1958, p. 133 ss., 139 ss. 260
por um método que, neste caso, pode ser utilizado como instrumento de análise da oração, ajudando a determinar a estrutura interna da construção investigada segundo a relação com outras construções da mesma língua*? *, Do ponto de vista transformacional, a base de GD consiste numa oração inserida noutra oração segundo determinadas regras formalmente definidas de formação de todo o complexo. As regras de formação (derivação) de GD do tipo objetivo e não objetivo são diferentes. 3.3.1. As construções de tipo não objetivo são formadas por frases cuja primeira (matricial) contém uma posição objetal vazia (P9?), condicionada pela valência frásica do verbo e que marca o lugar da segunda frase (constitutiva)? *, por exemplo: žinau + P (brolis grįžo) => žinau brolį grįžusį. A posição objetal também pode ser expressa por um pronome que desempenha a função de palavra correlata: žinau [tai]. O grupo do acusativo do nome e do particípio (brolį grįžusį) representa aqui uma frase nominal (NP), reescrita segundo a regra NP—N(S) ou simplesmente NP-—>S*", Por esta regra estabelece-se que a frase nominal é constituída pela frase constitutiva S, que ocupa a mesma posição que o nome N (cf. žinou pasakojimą). A forma da frase constitutiva é definida pelas regras de transformação, segundo as quais as suas partes principais são expressas pelo nome e pelo particípio no caso acusativo. Sem analisar pormenorizadamente o processo de geração das construções não objetivas, é importante salientar que a sua estrutura interna é exatamente igual à das frases explicativas subordinadas. A frase žinau, kad brolis grįžo é formada pelas mesmas frases e segundo a mesma regra de derivação que a GD žinau brolį grįžusį**. Diferem aqui apenas as regras de transformação, que conferem à frase constitutiva uma forma diferente. De modo semelhante, relacionam-se com as orações explicativas as construções de casos duplos de outras línguas?*- *. Dado que a estrutura interna da oração se baseia na semântica ** Quanto à abordagem das transformações como meio de determinar as relações sintáticas entre construções e orações, cf. Z. S. Harris, Coocorrência e transformação na estrutura linguística, "Language- ", 33 (1957), n.º 3, p. 283 ss. (= A estrutura da linguagem, Englewood Cliffs, Nova Jersey, 1964, p. 155 ss.); Teoria Transformacional, “Language” 41(1965), Nº 3, p. 1, p. 363» 370 tt. ; L. G. Heller, J. Macris, Perspectives in Functionalism, Word* 23 (1967), Ne | — 2 —3, p. 291; quanto à importância do método transformacional para além dos limites da gramática generativa, cf. O. Jlemxa, Mecro rpancdopManuoHHbIX OTHOLIEHHĖ B s3bIKOBON CTpyKTYpe, „Československa Rusistika“ 1966, XI, 2, p. 65—66. Que o estudo dos substitutos funcionais das construções é uma das tarefas mais importantes da sintaxe, já o indicou Ch. Bally, Syntaxe de la modalitė explicite,,- „Cahiers F. de Saussure“, 1942, Ne 2, Genéve, p. 6. *¢ Para esclarecer a estrutura de GD, não tem importância decisiva se o considerarmos constituído pelo método da transformação generalizada (assim se explicava anteriormente a estrutura das expressões correspondentes, cf. R. B. Leest, The Grammar of English Nominalizations, Indiana, 1960, p. 534—55; E. Bach, An Introduction to Transformational Grammars, New York —Chicago —San Francisco, 1964, p. 67; P. Roberts, English Syntax, New York—Chicago, 1964, p. 169; J. Lyons, Introduction to Theoretical Linguistics, Cambridge, 1968, p. 265—266), ou desenvolvendo um único esquema derivacional, como se tende a considerar atualmente, ver. 27 pol. * Cf. P. S. Rosenbaum, The Grammar of English Predicate Complement Constructions, Cambridge, Massachusetts, 1967, p. 1-5, 71 tt. ; R. Lakoff, Abstract Syntax and Latin Complementation, Cambridge, Massachusetts —Londres, 1968, p. 5, 17, 20-36. * Sobre a estrutura interna das orações explicativas da língua lituana, cf. o autor, Lietuvių kalbos prijungiamųjų sakinių struktūriniai tipai, «Baltistica», VIII (1), 1972, p. 39. Sobre a relação entre a oração matricial e a constitutiva, cf. R. B. Lees, op. cit., p. 54-55; W. Hartung, Die zusammengesetzten Sätze des Deutschen (Studia Grammatica IV), Berlin, 1966, p. 62 ss. ** Sobre o latim e o inglês, cf. R. Lakoff, op. cit., 75—76; sobre o inglês, P. S. Rosenbaum, op. cit., 71 ss. ; as orações correspondentes das línguas românicas com acc. c. os infinitivos são por vezes considerados simplesmente derivados de orações subordinadas por meio de transformações, cf. M. Manoliu Manea,,,- Accusativus cum infinitivo“ dans les langues romanes (completive ou relative ?),,,Cahiers de linguistique théorique et appliquée®, VI, 1969, p. 125 ss. com lit. 261
11 reflete-o diretamente®, GD e a comunalidade dos esquemas derivacionais da oração explicativa mostram que, por ambas as construções, se realiza um conteúdo semântico uniforme e segmentado (estruturado) de modo idêntico. 3.3.2. As construções de tipo objetual formam-se a partir de orações cujo objeto da primeira (matricial) coincide com o sujeito da segunda (constitutiva), cf.: vejo o pai (o pai voltou) => vejo o pai regressado. Assim, a relação entre estas orações é diferente da que se estabelece na formação de construções não objetuais®. A regra de reescrita da frase nominal é aqui NP—-NS; ela mostra que na frase nominal que constitui a base da construção entram tanto o objeto nominal como a oração. A partir das mesmas orações básicas, segundo a mesma regra de derivação, mas aplicando uma transformação diferente, podem formar-se orações subordinadas explicativas, ditas com sujeito su proléptico: vejo o pai, que ele voltou. Tais frases não são características da língua literária atual, mas ocorrem com frequência jų nos dialetos e nos escritos ir antigos, por exemplo: nesa anus girdeia, iog ghie lieszuweis kalbeia VEE 784. A forma externa de tais frases é próxima do esquema da estrutura interna das objetais. GD Podem funcionar como GD sinônimos, por exemplo. : Nesa kiekwienas girdeia | lieszuwiu sawa yūs kalbanczus VEE 84, cf. ainda: iszwido Egypezoniey aną žmoną, jog buwo labey grėžy ChB (Reinh. 243) ir regeia Egípcios ali Mulher, bela santa BrB 1 Moz 12, 15 (sahen... das Weib das | sie fast schon war). 3.3.3. O sujeito proléptico da ação, expresso na frase pelo acusativo dependente do verbo, nos textos antigos às vezes têm os próprios ir GD. Tu bem conheces a tua Pai ir io Pessoas, eles® são fortes, de ir coração duro BrB II Sam 17,8 (que são fortes). Conhece-- os Nikanora ant Scharwo, ghį drauge® uschmuschta BrB 11 Mak 15,28. (kenneten sie Nicanor... das auch er erschlagen war)**. (Ptolemeas) acusou Alexandra, que acreditava no seu reino ir BrB I Mak 11,11 (gab A. schuld | er hette jm nach dem Leben... getracht). lei nasrais tu sawa ischpaszisti I Esu ghi | santi Wieschpatimi BrP II 11134; GD su próximo de sujeitos prolépticos a construçõsu es de particípios no dativo, como iam nuencziam, uszutekeio iam io Servos BrB Ver Jon. 4,51, LKK V, 10-11. A repetição do caso objetual, que indica a relação GD semântica do membro nominal com o verbo, ao mesmo tempo enfatiza a su autonomia da construção, o seu caráter frásico. As construções desse tipo são importantes também ir porque nelas se evidenciam as antigas relações do tipo objetual–não objetual. ir Da mesma forma que de gr. 1 verbos, Devido ** à interpretação semântica da estrutura interna, ou profunda, cf. Ch. J. Fillmore, The Case for Caso, teoria in linguística dos universais, 1968; J. D. McCawley, Concerning the Base Component of a Gramática transformacional, livro : Fundamentos of Idioma, 4, 1968, p. 243 — 269. *! Explica de modo semelhante a forma verbal das construções su correspondentes da língua inglesa a diferença da forma -ing Z. Harrisas, tais enunciados, como saw He the car stalling the tracks on (isto é, objetuais), considerando-os elaborados segundo o esquema N; Vy Na + Ny V,, tais o como remember I the dog barking there (isto é, não objetivos) — segundo o esquema N,V; (N; V,), cf. Z. S. Harris, Co-occurrence and Transformation in Linguistic Estrutura, Thė Estrutura of Língua, 1964, p. 178—179. 32 V. <i.e., veja>. E. Fraenkel, Kas., p. 156 su lit., Pietk. p. 87. # Sublinhado, no topo: ios. Sublinhado, na margem: ghi draugė prapulusį. 3% De modo semelhante BrB Jer 48, 30. ** De modo semelhante BrP II 24; cf. ainda BrB 11 Mak 4,1 su falar, cf. 2.1.2.3. 262
o acusativo que expressa o sujeito proléptico de uma ação participial ir às vezes 2 ainda depende do verbo gr. do verbo dizer, por exemplo : Dizemos izminti Diewo paslaptoy | anu vžusleptu SP II 205. Contudo, também são ir usadas construções em NP que a dependência de todo o grupo, o ne do membro nominal, em relação ao verbo é enfatizada pelo pronome correlativo tatai, por exemplo. : IEsu Kristu wisso | swieto ischgelbethogi uszgimusi tatai wissu pirmiausei (79) apsake Schwentas Angelas isch dangaus ateiens BrP 1 79—80. Disse-lhes isto Dizendo aos que estavam com ele: «Vigiai, que vem» BrB II Mak 8, 12 (segurou er es o seu lūden diante de... wie ein Heer komen wiirde). Segundo a sua estrutura interna, estas construções não são objetais. O pronome anafórico, que indica a posição sintática na GD frase, é aqui conservado exatamente da mesma forma que por vezes é conservado em frases explicativas, cf. apsakė tatai, kad jis užgimė“**. GD a autonomia manifesta-se claramente nos ir exemplos em que o sujeito da ação do particípio é expresso na frase por uma mo construção preposicional regida pelo verbo ou por outro caso (não pelo acusativo). Tais construções são igualmente de tipo não objetal, independentemente do significado da valência do verbo. ir Taliaus ape schus Ischmintingus turrim szinoti anus | buwusius isch ne Gimines Szidu BrP I 153. Ir liepe ape ghį apreikschti, ghi tretį Pona santį Karalistaie BrB Dan 5,29 (das der er dritte Senhor seja)®. Isch galim to permaniti iūs ing | Kristu tikeiusius | ghi esanti... ischgelbetoiu BrP II 387. Portanto, aprendamos... Ser capaz de | permanecer fiel a Cristo e salvá-lo desse sofrimento BrP 11 4574, 3.3.4. A diferença entre as estruturas GD internas de ambos os tipos pode ser formalmente definida segundo a teoria da dependência, que recentemente se ir vem formando como uma corrente independente da gramática generativa“!. Do į tipo não objetual GD ir a hierarquia dos componentes da estrutura interna da oração explicativa é expressa pelas mesmas regras de dependência?? : V (* N); N(* S); com elas se indica que, a partir do verbo Categoria nominal pertencente a (V) (N) realizada por meio de uma frase (S). Relações de dependência semelhantes podem ser estabelecidas ir na estrutura interna das frases explicativas de ir construções correspondentes de outras línguas“. Enquanto isso, a estrutura interna do GD tipo objeto deveria ser indicada por regras V (*N), N (* NS), indicando que a categoria é N realizada por um ir substantivo, ir uma frase. ¥ ibid. SP II 185. ** Sobre a estrutura das frases su explicativas com palavras correlativas do ponto de vista transformacional Cf. autor, „,„Baltistica“ VIII (1), 1972, p. 38 e segs. ® Cf. ainda BrP II 238; BrB Iz 16,6; I Mak 8,1. 4 De modo semelhante BrP I 92; ver ainda 2.1.3.2. su olhar ao redor BrB Jó 35,5 ir prestar atenção MT 117; idem Zr. 2.1.3.4. su queixar-se BrB II Mak 14,26. “ Cf. D. G. Hays, Dependency Theory: a Formalism and some Observations, ,,Language“ 40, Ne 4, (1964), p. 511-525; J. J. Robinson, A Dependency —based Transformacional Gramática, livro : Atos du X Congresso Internacional de Linguistas, Bucareste 1970, p. 807-813 *2* As regras são formuladas de acordo com a notação de J. J. Robinson (J. J. Robinson, Dependency Structures and Transformational Rules, ,,Language®, 46, Ne 2, 1970, p. 265-266), apenas a categoria foi T alterada para S, facilitar a comparação com as regras de estrutura su de constituintes (phrase structure) do enunciado. Os elementos obrigatórios da frase estão marcados com asteriscos. * Sobre o francês k. acc. ¢. inf. ir do ponto de vista da gramática das dependências, relativa à identidade da estrutura interna da oração explicativa, ver B. IO. Po3ennsBeitr, O6 oqs0M Tune cCuxTaKchnueckoi HHTepgOe, “peniunn, c6. : Ookeruka, Oonojnorus, rpaMMaTHKa K 70-jermo A. A. Pedopmarckoro, M. 1971, p. 270-276; sobre a relação entre as frases correspondentk. es das ir construções alemãs segundo a teoria da valência (cujos princípios gerais são próximos da gramática de dependências) ver R. GroBe, Zum Verhūltnis von Form und Inhalt bei der Valenz der deutschen Verben, vol. : Beitriige zur Valenztheorie, Halle (Saale), 1971, p. 126-127. 263
3.3.5. A distinção entre ir construções GD objetivas e não ne objetivas sempre se reflete na jų estrutura externa. Muitas construções com verbos transitivos su comentáveis XVI— século XVII. são, tomadas isoladamente, ambíguas, isto é, elas podem ser constituídas por frases que se relacionam de iš maneiras diferentes, segundo diferentes regras de derivação. Por GD exemplo, regeiot ghy enti VEE pode 81 ser constituído pelas iš frases regėjot [isto] (ele vai) segundo a regra NP-—>S como regéjot, que ele vai, sinónimo; por outro lado, ele pode ser constituído por regėjot ir iš jį (ele vai) segundo a regra NP->NS**., Tais premissas da GD homonímia sintática formaram-se muito antes do início da escrita, quando as primitivas construções objetais se aproximaram su das construções explicativas da estrutura interna de NP-S (inicialmente sem conjunção, — mais tarde com conjunção). Su As construções explicativas GD eram ligadas pela dependência tų dos próprios verbos transitivos. A relação entre o GD membro ir participial de natureza nominal também era da mesma natureza sintática que a relação entre o sujeito e o predicado da oração subordinada explicativa. ir A diferença mais importante na forma externa de ambas as construções consistia em que o nome ou pronome que exprimia o sujeito da ação secundária era formalmente determinado, ar na construção, GD pelo verbo que exprimia a ação principal, enquanto, na oração explicativa, sua forma não dependia dele. Neste último o caso, todo o membro subordinado estava subordinado ao jo verbo. Contudo, essa diferença não impedia o uso de ambas as construções no mesmo ambiente, sobretudo porque, inicialmente, a dependência do acusativo em relação ao verbo era mais de natureza semântica. Com iš a mudança da natureza da regência no decorrer da diferenciação do objeto direto ulterior, em ir construções como mąstyti, ir žinoti, sakyti, tarti etc. su ir com verbos (por ex. anis tars, mus nog beganczius iu BrB I O acusativo do 8,6) pronome Joz mus já não podia ser considerado o objeto direto do verbo. Tais GD tinham de desaparecer ou as relações sintáticas entre os membros tinham de ser modificadas. A sinonímia sintática com as orações explicativas jų ajudou essas construções a sobreviverem e até ampliou o seu uso com outros verbos comentativos, que não regem o su acusativo, mas podem juntar-se a constituintes subordinados de orações explicativas. ir jų su Tendo-se tornado equivalente às orações GD explicativair s, ocupou jų aquelas posições sintáticas em que anteriormente não podia ocorrer. Quanto mais frequente e usual ele era, tanto ir mais se destacava esse processo de analogia. Como vimos, nos séculos XVI— XVII ele a. avançou mais na linguagem dos tų autores, onde GD iš era usado de modo mais amplo. Com a disseminação do tipo não objetual GD, as construções su com verbos transitivos comentáveis, 1 (ver, ouvir, notar, sentir, encontrar etc.) ir também começaram a ser usadas como orações explicativas, que tinham Estrutura interna do tipo NP—S, equivalentes. Em tais casos, o acusativo do pronome substantivo, que tinha a ar forma de um constituinte dependente da oração, representava simultaneamente o sujeito da oração constitutiva. Como o uso objetal dessas construções persistiu paralelamente, elas se ir tornaram sintaticamente homônimas. O tipo de muitos casos nos textos antigos só pode ser determinado pelo significado jų lexical dos membros e pelo contexto. iš A contradição entre uma estrutura interna diferente e uma ir estrutura externa idêntica tornava instável a forma gramatical da construção e ir estimulava o seu desenvolvimento ulterior. # Sobre as construções inglesas k. correspondentes su a forma -ing de interpretação dupla, cf. N. Chomsky, Current Questões in Linguística Teoria, livro : A Estrutura of Linguagem, p. 73; A Transformacional Abordagem to Sintaxe, ibidem, p. 238—239. 264
4. Características do desenvolvimento ulterior do acusativo com particípio Após examinar a estrutura e o uso do GD no lituano antigo, vê-se que os dois tipos principais dessa construção — o objetal e o não objetal — se distinguem entre si, desde o início da escrita, pela estrutura interna e pelas relações sinonímicas com outras construções. Essa diferença manifesta-se frequentemente nas características lexicais e sintáticas dos membros do GD. Como já foi mencionado, as construções objetais são formadas apenas por verbos transitivos capazes de reger o acusativo de palavras concretas e abstratas. Já as construções não objetais podem ser formadas por todos os verbos comentáveis, independentemente da regência de caso, e frequentemente também por formas negativas de verbos transitivos que, em outros contextos, regem o genitivo. Também diferem a expressão do membro participial e a do membro nominal. Por exemplo, somente as construções não objetais se caracterizam por locuções participiais ou pronomes reflexivos que ocupam a posição do membro nominal. No entanto, pela forma morfológica dos membros principais, a maioria dos GD de ambos os tipos coincide no início da tradição escrita. A diferenciação posterior desses tipos já pode ser observada durante o período da tradição escrita. 4.1. Construções não objetais 4.1.1. O desenvolvimento posterior das construções não objetais foi fortemente influenciado pela sinonímia com as orações explicativas em expansão. A forma acusativa do particípio, que se tornou equivalente ao verbo que ocorre no membro subordinado da oração explicativa, perdeu sua motivação sintática. O uso intensivo do GD de tipo não objetal no lituano antigo tornou ainda mais evidente a contradição entre a antiga forma flexional nominal do particípio e seu novo predicado verbal. Tudo isso criou condições favoráveis para a consolidação das formas não flexionadas dos particípios — os gerúndios. O gerúndio penetrou no GD já como um recurso formado para expressar uma ação secundária realizada por um agente diferente (ou espontânea). A disseminação gradual dos particípios adverbiais nos séculos XVI–XVII é discutida separadamente'; portanto, não a examinaremos aqui; é preciso apenas observar que, em alguns monumentos do século XVI, especialmente nos escritos de J. Bretkūnas, ainda se podem discernir as primeiras etapas dessa propagação: os particípios adverbiais geralmente aparecem apenas com adjetivos e pronomes do gênero neutro (por exemplo: regesit tatai prassidedant BrP 1 15,,; ischtirsiu- ... ger essant BrB I Sam 20, 12), substituindo os mais antigos neutros. formas de particípios (cf.: tikra tariu esą BrB II Petr 1, 13), ou são usados em construções sem o primeiro acusativo (gird keikent BrB Pat 29, 24); ocasionalmente, desempenham a função de cópula verbal e, em outros casos (por exemplo: rassi tikrai tiesa sant BrB Moz 17, 4). A difusão subsequente dos particípios foi muito rápida: nos textos do século XVI, eles são encontrados em apenas 3,4% de todos os GD, enquanto no século XVII — já em 3894. Nos séculos XVIII–XIX, a forma do particípio em construções não objetivas torna-se a principal e predominante. As construções impessoais com particípios declináveis estão gradualmente desaparecendo, dando lugar a GD com gerúndios, orações subordinadas e outros recursos sintáticos. 4.1.2. O declínio das construções impessoais com particípios declináveis e a consolidação dos gerúndios são claramente visíveis ao comparar textos de diferentes períodos, traduzidos dos mesmos originais ou de originais semelhantes. Por exemplo, em muitos lugares onde J. Bretkūnas emprega GD com particípios declináveis, no Novo Testamento de Bytneris de 1701 verti1 Ver autor, Galininkas su padalyviu senuosiuose lietuvių kalbos paminkluose, „Baltistica“, 1V(2), 1968, p. 195—209 com lit. 265
ou na Bíblia de L. J. Rėza de 1824 já encontramos construções correspondentes com particípio indeclinável (Ver tabela 3). Cf. : A ius kamane satin sakat? BrB Lc 9, 20 —kq mang ésant sakote Bt —ką sdkot, manę ésant RB (Vos autem quem me esse dicitis? Wer saget jr aber das ich sey?) Szinom, ghi mus klausantj BrB 1 Jo 5, 15 —Zinnom, ji mus klausant RB —žinome | jog klauso mus Bt (Wir wissen | das er vns hdret; scimus quia audit nos). Tureio nekurius Klausimus... ape wiena... kuri Powilas sake giwenanti. BrB Atos 25, 19 —kurį ésant gijwq... sake Bt —sake gywq ésanti RB (Paulus sagete | er lebete; quem affirmabat Paulus vivere). Bet tare Brolus io numananczus BrB Apd 7, 25 —dumojo sawo brolus iszmanysent RB —tdrres | jog Brolei... turetu iszmanijt Bt (Er meinet aber seine Briider soltens vernemen. Existimabat autem intelligere fratres- ®). Girdeiot, ghi sirgusi BrB Filip 2, 26 —iszgirde sergant ji Bt —girdėję, ji sirgusi RB (gehdret hattet | das er kranck war gewesen; audieratis illum infirmatum). Das 102 von J. Bretkūnas verwendeten nichtobjektbezogenen Konstruktionen mit Partizipien wurden in der Übersetzung von S. Bytneris 10 und in der Bibel von L. J. Rėza 20 ersetzt. Weitaus stärker als die Gerundialkonstruktionen verdrängen die erklärenden Sätze das nichtobjektbezogene GD mit flektierten Partizipien aus dem Gebrauch. Die Zunahme ihrer Rolle ist besonders im Neuen Testament von S. Bytneris offensichtlich, wo erklärende Sätze mit jog (gelegentlich —kad) mehr als die Hälfte aller von J. Bretkūnas verwendeten GD ersetzen. Einige GD, beispielsweise mit noréti, werden nicht durch Gerundialkonstruktionen ersetzt, sondern verschwinden überhaupt, und an ihre Stelle treten Wortverbindungen mit dem Infinitiv, z. B. : Kaip ghis ghi naretu wadinama BrB Luk 1, 62 —kaip jis norėtų jį wadint Bt —norėtu praminti RB (quem vellet vocari eum; wie er jn wolt heissen lassen). Ähnlich überlässt auch das GD mit tg patį, das die durch ein Personaloder Reflexivpronomen bezeichnete handelnde Person eines verbalen Vorgangs bezeichnet, den Platz nicht Gerundialkonstruktionen, sondern dem Nominativ mit Partizip (nominativus cum participio). Kurie sakis, sawe Szidus sanczius BrB Apr 3, 9 —kurie sakos Žijdais esą Bt —kurrie sakos, esą Žydai RB (die da sagen | sie sind Juden; dicunt se Judaaesse). os Priesziniks... radidomasi sawe diewu santi* BrB II Tes 2, 4 — rodidamasis Diewu esąs Bt —sakosi, Diewu ėsąs RB (gibt sich fur | er sey Gott; tamguam sit Deus). 4.1.3. À medida que as orações explicativas subordinadas se ir difundem em detrimento de outras construções sinônimas, o âmbito de uso não objetual de GD estreita-se, em geral, nos séculos XVIII–XIX. Por exemplo, 1701 m. S. na tradução do Novo Testamento de Bytneris, me o tipo verbo-objeto GD su com particípios declinados foi mantido apenas 5 nos lugares iš 102, nos quais J. Bretkūnas o empregou, enquanto as construções gerundiais não objetais (com particípios e gerúndios) constituem apenas cerca de 15%, J. dos GD equivalentes de Bretkūnas. Dados ir semelhantes foram obtidos ao comparar su J. a tradução de Bretkūnas 1816 m. J. A, com a «Nova Lei» de Giedraitis. * De modo semelhante Mork 8, 27, Luk 9, 18. * Cf. ainda Luk 5, 24; 20, 6; Rom 3, 8; I Cor 14, 23; II Kor 8, 22; 12, 19, Rom 4, 18. * sublinhado ir “sawe santi”, ao lado — “essans”. 266
Tabela 3. Equivalentes dos GD utilizados por J. Bretkūnas nas traduções do Novo Testamento de S. Bytneris (1701) e L. J. Rėza (1824) Bt 1701 ta RB 1824 Não objetuais | Objetuais | Não objetuais Objetuais Acusativo com particípio 5 149 33 160 Acusativo com gerúndio 10 6 20 11 dizes frase 68 14 20 5 Outras construções 19 12 29 5 st O GD do tipo não objetual conservou-- se muito melhor na Bíblia de J. L. Rėza de 1824, onde as construções participiais e gerundiais constituem cerca de 5094 dos equivalentes dos GD utilizados por J. Bretkūnas. Além disso, na Bíblia de Rėza, o GD ocorre frequentemente também nos lugares em que J. Bretkūnas empregou outros meios sintáticos. Por exemplo, somente no livro de Atos encontramos aqui particípios do tipo não objetivo 36 GD su gerundivos ir 13 su em construções impessoais, isto é, até mais do que na tradução de J. Bretkūnas. Contudo, é muito duvidoso que tal vitalidade das construções não objetivas com particípios flexionáveis reflita as tendências da língua viva daquela época; nas obras de K. Donelaitis, escritas num dialeto em que o GD deveria ser muito difundido, vemos um quadro completamente diferente: aqui, nas construções não objetivas, ocorrem apenas gerundivos. Ao que parece, o uso de particípios flexionáveis nos a. escritos religiosos do século XIX foi sustentado pela tradição literária, que restringia particularmente a alteração da linguagem dos textos sacros. GD su com particípios flexionáveis, comum na literatura antiga, naquela época já devia provavelmente ter uma tonalidade arcaica, utilizada por razões estilísticas. A tentativa de conservar os recursos linguísticos característicos dos escritos antigos explica em parte a maior frequência iš GD su uso de particípios declináveis S. Na obra de Daukantas, na qual também abundam recursos sintáticos tradicionais (cf. os particípios declináveis no dativo absoluto, ver LKK V 61); contudo, na maioria das construções não objetais encontramos aqui ir particípios indeclináveis. Que do tipo não objetal GD su particípios declináveis no século a. XIX já era raro na língua viva, tendo desapareco ido por completo ir em muitos lugares, pode ser iš visto em textos mais próximos da língua popular de M. Valančius, A. BaranauskaA. s, Strazdas, S. Stanevičius ir etc. da tradição oral narrativa ir registrada na época nas obras dos autores (a tradição oral cantada, devido às suas características métricas e rítmicas, conservou-os ir muito melhor com particípios GD su declináveis). A partir de Desde o início a. do final do — XX a. século XIX, quando a língua literária se consolida firmemente sobre a base da língua popular, as construções não objetais com particípios declináveis retiram-se do uso corrente. su iš Na língua literária atual, elas não são características, sendo ir utilizadas apenas ocasionalmente na literatura de ficção como arcaísmos estilisticamente marcados®. 4.1.4. Nas construções su não objetais, os verbos dos próprios grupos valenciais funcionam atualmente tų como membros principais na língua (por vezes, outros ir Zo- * Cf. Talvez por isso, desde os tempos antigos, quando ainda Gugis era mais jovem, todos pensavam jį que era o feiticeiro KrėvRg, 85, ver. ainda RSS da Lituânia Academia de Ciências, Gramática da língua lituana, II, Vilnius, 1971, p. 363. 267
A dependência do primeiro acusativo (N) em relação ao verbo já nos monumentos mais antigos é frequentemente substituída pelo governo adverbial de toda a construção. No conjunto, o verbo BIT entra em combinação com verbos que não podem e, aparentemente, nunca puderam reger o acusativo, por exemplo, com verbos reflexivos tikėtis, tartis (paldimq padėtą tikis DP 596), com verbos impessoais de estado rodytis, regétis, rastis (regissi [iums] mane walgantj BrB Tob 12, 19) e outros. Na escrita lituana antiga, BIT depende também do particípio médio em função do predicado, por exemplo, žinoma, giedama, rašoma, kalbama, randama... sakyta, parašyta, regėtina (yra, buvo), e, em alguns casos, até de substantivos garsas, stebuklas, nusitikėjimas, sentencija, dūmos, gromata. O amplo uso da ligação participial (por exemplo: kosznas tare, diena sancze BrP 337) também testemunha uma mudança nas relações sintáticas, que podem ser expressas pelo esquema V—>(N<« ——P). Na descentralização da oração, observa-se também a alteração das relações sintáticas nas construções que conservaram a dependência objetiva do nome (N) em relação aos verbos regėti, matyti, jausti, rast e no. IlpnuacrHe, COOTHOCHMOE TOJILKO C HMEHEM, BCTYNaeT Take B CBfi3b C TJIATOJIOM, H KOHCTPYKUHMSA MOJYYAeT THIHYECKYIO (OPMY TPeXUJEHHOTO CJIOBOCOYeTaHHS : V ay 4 NY N« ——=P Ilpuuacrne B HccaeayemoM obopore ofJajaer BCEMH KOHCTPYKTHBHBIMH cBoiicTBaMH rJaarosa. Os particípios ativos aqui são usados como equivalentes de formas verbais simples, e os particípios passivos — como equivalentes de formas perifrásticas da passiva. Ao contrário de muitos outros idiomas. Grande difusão recebem as construções com particípios do verbo biti, que formam combinações correspondentes funcionalmente às formas compostas do predicado e constituem, na escrita do lituano antigo, cerca de 209%; todo o estudo da estrutura sintática das construções com particípios conduz à conclusão de que, pela complexidade de sua forma gramatical e pela diversidade semântica, ...}]} 玩北京赛车 S3bIKOB, JefiCTBHTE/]- bHbIC H CTPajaTe/IbHble NMPHYACTHS BblcTynaloT TaKxXe B (opmax Gyayulero BpeMeHH. } A construção do particípio passado e dos particípios adjetivais em lituano antigo supera as construções correspondentes de outras línguas aparentadas. As possibilidades de formação e emprego dessa construção, herdadas do indo-europeu. As particularidades linguísticas que, na língua lituana antiga, receberam um desenvolvimento especialmente rico, em consequência do qual ela passou a desempenhar aquelas funções nas quais as outras línguas aparentadas utilizam construções infinitivas e orações subordinadas. [lo cBoeit rayOGHHHOH CTPYKType, KOTOpYIO BCKpbIBaeT TpaHCHOpMAIHOHHsIK anaaus, BIT JipeBHeJIHTOBCKOTO fi3bIKA COOTBETCTBYET NPHIAATOYHOMY H3bACà tradução literal. A maioria encontra- -se nos monumentos dos séculos XVI–XVII. Construídas segundo o princípio derivacional NP->S. Os verbos com objeto conservaram uma estrutura dupla do tipo NP->N“S, característica também 274
das orações excepcionais com sujeito proléptico. A proximidade estrutural interna entre V1 e #3 do predicado explicado constitui a base principal para eles! e da sua ampla utilização sinónima e desempenhou um papel importante B No desenvolvimento posterior do objeto estudado da construção. Transformação das conexões sintáticas internamente OGopoTa cosjano Possibilidades potenciais de penetração de membros não declináveis de particípios (formas C -nt e H -us-, isto é, particípios). Os particípios penetram no BIT como um meio já pronto e formalizado de expressão de relações modal-adverbiais. Antes de tudo, combinam-se com nomes e pronomes adjetivais do género médio e em construções sem preposição, porém em XVII B. eles muito rapidamente difundem-se H B 000POTaxX C NepBHIM BHHHTEJbHbIM HMEH HJIH MeCTOHMEHHI MYKCKOTO H XKeHCKOTo pojioB. ECJIH Bo Bcex noctynHBIX HCCJICJIOBAHHIO NMaMsATHHKax XVI B. JeenpHyacTHs oOHapyXeHbl TOJBKO B 3,49, 060poroB (coorHomenne 76: 2.177), To B XVII B. —yxe B 389%, (349: 571). B nucbmMenHocTH XVIII — XIX BB. npoc/exuBaeTcs AaJbHeiiliee pacnpocTpaHeHHe OGOpOTOB C JIeeNPHYACTHSIMH, KOTODbIė MOCTENEHHO CTAHOBATCH TOCMOJCTBYyloniuMH. Konerpykunn BIT riocjie MHOTHX TJIATOJIOB BHIXOAAT H3 ynoTpebJeHH51 H 3aMEHAIOTCS COOTBETCTBYIOLIHMH OGOpoTAMH C ĮĮEETIpHUACTHAMH HJIH TIPHJATOYHBIMH TIPeJIOKEHHSIMH, BI] coBpemMennoro JHTEPaTYypPHOTO SI3BIKA OTJIHYAETCS OT CORRESPONDENTE ANTIGO GIRO Como IO seu estrutura, assim H NO seu lugar B CHCTEME CHHTaKCHUeCKHX cpejicTB. B Hactosiee Bpemsi 060OpOTH CO CKJIOHSEMbIMH (POpMaMH NPHYACTHI VNOTpeOJISIOTCHA TOJBKO TOT, KOTAa NnepBhlii BHHHTeJIbHBIN 5BJIAETCA O6BEKTOM TIJIOrOJIOB YYBCTBEHHOTO BOCHPHATHS (matyti, regėti, išvysti, pastebėti noj.), u oGHapyXKeHus (rasti, aptikti, sutikti) H HEKOTOpPBIX (ak THTHBHBIX TJIATOJIOB, JHILEHHbIX (pasoBoro YynpaBJIeHHAa (vesti, siųsti, palikti, sutikti w nojį.). BHHUTeIBHBI NPHYACTHS 3/16Ch MEET QYHKUMIO NpPeIHKATHBHOTO aTpHOyTa H JBOHHYIO CHHTAKCHYECKYIO CBS3b (C NEpBbIM BHHHTEJIbHbIM H C TJIATOJIOM); OH BapbHpPYET C leenpHyacTHeM, Cp. vejo o pai sentado (sentado). Koraa raaTOJI ynpaeJisieT BCeli KOHCTPYKIHeli B IeJIOM H NepBbiii BHHHTEJIbHbIė He MOXeT CUHTATbCS ETO NPAMBIM OObeKTOM, INpHMEHAIOTCH TOJIbKO JIEENpHUACTHA, HATp. sei o pai sentado (BHHHTeJIbHbIK NPHYACTHS B TAKHX CJIY4A51X BOSMOXKeH JIHINb Kak CTH/IHCTHYECKH OTMEYEHHBIH apxXaH3M). HsmMenenus B ctpyktype BIT, KoTophie rnpoTeKAJIH B TOM Xe revelada, como B de estructuras constructivas C por la declinación y el caso instrumental, condicionadas por ciertas más generales regularidades del desarrollo CHHTAKCHUECKON CHCTEMBI: a) npoueccoM MOCTENeHHOH CyGOpAMHALMH TJIaroJIŲY noJynpelHKaTHBIX KOHCTD YKIHif, CBA3AHHBIM C POCTOM Unidade (completude) préposição; subdivisões 6) forma, expressando predicados H atrirelações atributivas; B) CyxeHHeM cdepbl NpHMeHeHHsi GeCrpeaJOKHOTO BHHHTEJBHOTO BCJIEJICTBHE 60Jiee YETKOTO pa3TrpaHHUeHHS opM NpsiMOTO H KOCBEHHOTO 00BLEKTa. INocTynuao 12.111.1973 18%