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Trikalbis terminų žodynas

A. Kaulakienė

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javali de São José zool. «escaravelho» (Melolontha vulgaris). Cf. var. javali de São Juzapas5 (Plik). vaquinha de São Pedro ver joaninha de Deus b) quando o antropónimo funciona como palavra determinante, por exemplo, joaninha de Deus zool. «joaninha» (Coccinella septempunctata). Cf. var. e sinón.: babuška–mariuška (Eiš, Mrk), joaninha de Deus (Vb), Mariazinha de Deus (Jnšk, Pbr, Pn, Ps), Petruška de Deus (Pbr), Catarininha–Mariazinha, Mariazinha–Catarininha, Mariazinha–carusinha (cf. o antropónimo Karolina), katriušytė–mariušytė (Vb), mariušytė–katriušytė, maruška–petruška, vaquinha de São Pedro (Vb), Mariazinha do diabo. Cf. ainda o alemão Marienkäferchen. (Pode ainda mencionar-se que, na língua coloquial, joaninha é confundida em alguns lugares com um pequeno besouro de cor vermelha clara (Trombidium holosericum). babuška–mariuška ver joaninha de Deus joaninha de Deus ver « « Mariazinha de Deus ver « « Petruška de Deus ver « « Catarininha–Mariazinha (Mariazinha–Catarininha) ver « « Mariazinha–carusinha ver « « mariušytė–katriušytė (katriušytė–mariušytė) ver « « maruška–petruška ver « « Mariazinha do diabo ver « « Juzapas dos alicerces zool. «sapo-comum» (Bufo vulgaris) (Mžk). Nomes astronómicos: a) quando o antropónimo funciona como determinante, por exemplo, Estrela de Abacuk astr. “uma das estrelas”. Carroça de Grigas (Jnš, Sk) astr. “uma das constelações; conjunto de sete estrelas numa região fria do céu (Ursa Major). Bastão de Jacó “uma das estrelas”. Pomba de Noé “uma das estrelas”. J. Lipskienė DICIONÁRIO TRILÍNGUE DE TERMOS V. Kairys, A. Kaminskas, Z. Kudirka, R. Kundrotienė, M. Lipšicas, A. Mačernius, J. Norkus, J. Riaubūnas, J. Stanaitis, B. Stulpinas, A. Šliavas. Dicionário russo-lituano-inglês de termos de tecnologia da computação, Vilnius, 1971, 600 p. 1. Há cerca de três anos, a lista de dicionários de termos lituanos foi acrescida de mais um novo dicionário terminológico. Foi preparado por um coletivo de autores — um grupo de engenheiros da fábrica de máquinas de computação V. Lenin, de Vilnius, e do Gabinete Especial de Projeto de Máquinas de Computação. Trata-se de um dicionário abrangente de termos de tecnologia da computação que, além de termos especializados dessa área, também apresenta alguns grupos de termos de tecnologia e física. Tanto em extensão quanto em tipo, difere bastante dos dicionários lituanos de termos técnicos publicados anteriormente, por exemplo, o “Inglês-” de A. Novodvorskis, 5 Abundante escaravelho sinonímia é apresentada no Atlas da Língua Lituana (Léxico), I, mapa 84 (impresso). 253 “Dicionário politécnico lituano” (1958), “Dicionário politécnico russo-lituano” (1959) e outros. O aparecimento deste dicionário foi impulsionado pelo rápido progresso da construção e produção de equipamentos de cálculo em nossa república. Na economia popular da RSS da Lituânia, os serviços de cálculo começaram a ser estabelecidos em 1954 e, no final de 1969, já funcionavam cerca de 200 gabinetes de cálculo e 30 centros de cálculo; eram utilizados cerca de 11.000 dispositivos de cálculo com teclado e 79 conjuntos de máquinas de cálculo perfuradoras. Nos centros de cálculo destinados ao processamento de informações econômicas, começaram a ser utilizados complexos de cálculo perfuradores e potentes computadores eletrônicos de alta velocidade com controle por programa. Atualmente, estas últimas máquinas «são utilizadas com êxito para resolver os seguintes problemas: preparação técnica da produção; planejamento operacional, contabilidade e gestão da produção; organização e manutenção do sistema de normas; planejamento técnico-econômico; contabilidade de materiais e matérias-primas, salários, produtos fabricados e defeitos; resolução de problemas de contabilidade estatística e financeira, etc.; resolução de problemas matemáticos e de engenharia, de programação linear, planejamento em rede, etc.»1. Juntamente com as novas tecnologias de cálculo, surgiram também muitos dispositivos novos, toda sorte de mecanismos e respectivas peças, conceitos relacionados com os processos de trabalho e auxiliares, entre outros. Os especialistas depararam-se com uma evidente falta de termos lituanos para equipamentos de cálculo2. A terminologia russa dos equipamentos de cálculo começou a ser sistematizada e normalizada um pouco antes. Entre 1960 e 1970, foram publicados vários glossários terminológicos desta área3. Os compiladores do glossário lituano de termos de equipamentos de cálculo basearam-se neles e, naturalmente, o nosso glossário assemelha-se em alguns aspectos (por exemplo, no que diz respeito às técnicas lexicográficas) aos glossários russos, sobretudo ao glossário de termos de equipamentos de cálculo editado pelo acadêmico S. Lebedev. No entanto, em termos gerais, o glossário lituano de termos de equipamentos de cálculo deve ser considerado uma obra original, não uma tradução. Nesta recensão, examinaremos a estrutura do glossário, algumas características da terminologia nele apresentada e faremos algumas observações metodológicas gerais. No prefácio, os autores indicam a finalidade e o objetivo do glossário, a saber: ajudar a utilizar a literatura técnica em russo com que se deparam os trabalhadores da ciência e da técnica, especialmente os jovens estudantes, e «formar e uniformizar a terminologia técnica lituana». A priori, pode-se dizer que os autores conseguiram cumprir melhor o primeiro objetivo do que o segundo: em geral, o glossário é mais adequado para fins de tradução do que para a normalização terminológica. Sem dúvida, os glossários russos de termos de equipamentos de cálculo mencionados acima também influenciaram este aspecto, pois neles a normalização terminológica tampouco é uma tarefa prioritária. Por exemplo, no glossário de termos de equipamentos de cálculo de S. Lebedev, os termos ingleses são muitas vezes traduzidos por 2—3 sinônimos russos. O glossário lituano 1 Ver P. Kulvietis, Potencial técnico-científico da produção e sua eficiência, Vilnius, 1972, p. 68. 2 Ver A. Kaminskas, A. Mačernius, Como foi preparado o «Glossário de termos de equipamentos de cálculo», — «Cultura da língua», 25, Vilnius, 1973, p. 95. 3 Ver Dicionário inglês-russo de equipamentos de cálculo, Comitê Estatal do Conselho de Ministros da URSS para a Radioeletrônica, Moscou, 1960; Dicionário de sete línguas de automação, equipamentos de cálculo e medição, Moscou, 1963; Acad. S. A. Lebedev, Dicionário inglês-russo de equipamentos de cálculo, Editora «Enciclopédia Soviética», Moscou, 1964. 254 Os compiladores do dicionário foram ainda mais longe. Neste dicionário, um termo russo tem frequentemente 3–4 e até 5–6 equivalentes lituanos. Isso significa que toda a atenção dos compiladores do dicionário foi dedicada a traduzir o termo russo com a maior precisão possível. 2. 0. Mais de metade do dicionário é composta por termos de tecnologia da computação em russo, lituano e inglês. Entre os equivalentes lituanos e ingleses, apresentam-se em primeiro lugar os significados mais usados ou mais próximos em sentido; em seguida, são indicados sinónimos segundo as nuances de significado, separados uns dos outros por vírgulas. Os significados mais distantes são separados por ponto e vírgula. Junto de alguns equivalentes lituanos, são também fornecidas, em itálico, notas e abreviaturas que explicam ou especificam o âmbito de uso do termo, por exemplo: описьатель progr. aprašymo ženklas declarator (166)4 определимость log. apibrėžtumas definability (167) Os afixos facultativos dos termos lituanos e ingleses são apresentados entre parênteses curvos, por exemplo: подавление (nu)slopinimas suppression, quenching (196) расстановка de (si) disposição ordering, arrangement, spacing, disposition (244) As variantes terminológicas são colocadas entre parênteses retos, por exemplo: скрытое состояние slaptas [paslėptas] būvis latency state (288). No prefácio, indica-se que, se um termo russo tiver vários equivalentes lituanos (e também ingleses) com significados diferentes, estes são separados por algarismos árabes. Por exemplo: выборка 1. išrinkimas 1. access; readout 2. atranka 2. selection (35) замена 1. pakeitimas 1. substitution, replacing 2. substituto, equivalente, fictício 2. substitute, equivalent, dummy (66) No entanto, nem sempre se segue esta regra: muitas vezes, esses equivalentes são separados apenas por uma vírgula ou por ponto e vírgula, por exemplo: закладка marcação, sinalização, inserto, marcador bookmark, flag (65) спись aprašas, apyrašas; aprašymas inventory, list (166) выражение expressão termo de expressão; conectivo (38) вставка inserção, incorporação insert, embedding (34) Os adjetivos geralmente aparecem como componentes de termos compostos, enquanto os abstratos adjetivais — nomes de propriedades — são termos independentes. É questionável se vale a pena apresentar no dicionário, além dos abstratos adjetivais, também os adjetivos correspondentes, por exemplo: generalidade (161); abundância (140); homogeneidade (162); duplicidade (50) e 4 Aqui e adiante, os números indicam as páginas do dicionário. Ao falar deste dicionário, doravante usaremos a abreviatura SKŽ. 255 geral; abundante; homogêneo, e ainda mais — seus sinônimos (duplo, dúplice) e assim por diante.5 O dicionário não distingue os componentes facultativos dos termos compostos. O sistema de entradas não é inteiramente coerente no registro lituano. Os termos lituanos não são alterados. Isso, naturalmente, já não são vantagens da estrutura do dicionário, mas sim deficiências. 2.1. Um termo de qualquer área deve ser correto do ponto de vista da formação de palavras, unívoco, curto, preciso e conveniente de usar. Contudo, com muita frequência falta aos termos pelo menos uma, ou até várias, dessas qualidades. Uma das deficiências mais importantes da terminologia é a sinonímia. Nos dicionários de termos, cada conceito deveria ser designado por apenas um termo, no máximo dois (um lituano e outro internacional), e não por 4–6 sinônimos, que não acrescentam informação alguma à terminologia, mas apenas indicam que ela não está suficientemente normalizada ou que os conceitos apresentados no dicionário ainda não estão completamente terminologizados. No SKŽ, um mesmo conceito composto muitas vezes tem dois modificadores qualificativos lituanos, dos quais um parece explicar ou precisar o outro. Em alguns casos, esse uso é justificável. Isso mostra que os termos ainda não estão estabelecidos nem normalizados, e é difícil escolher de imediato qual deles é melhor, por exemplo: meio não tratado, meio não utilizado (rus.: чистая среда) 290; introdução direta, introdução imediata (rus.: непосредственный ввод) 23; introdução intermediária, introdução indireta (rus.: промежуточный ввод) 23 etc. Contudo, quando um conceito é expresso por dois sinônimos que não se explicam mutuamente, e um deles já está quase estabelecido na terminologia, isso é inadmissível num dicionário de termos, por exemplo: apoio, suporte (rus.: упор) 328; durabilidade, resistência (rus.: стойкость) 294; cálculos não numéricos, cálculos não quantitativos (rus.: нечисленные расчёты) 245 etc. Os termos perdem especialmente a precisão quando um termo russo é traduzido por 3–4 e até 5–6 sinônimos lituanos, por exemplo: resultado, efeito, consequência (rus.: результат) 254; mobilidade, capacidade de movimento, deslizamento (rus.: подвижность) 196; fibra, filamento, fibra (rus.: волокно) 29; recepção, percepção, leitura (rus.: восприятие) 30; movimento, deslizamento, deslocamento (rus.: передвижение) 182; reprocessamento, retrabalho, substituição (rus.: переделка) 182; reorganização, reconstrução, reajuste (rus.: перестройка) 187; cruz, cruzeta, cruzamento (rus.: крест) 112; borda, saliência, margem (rus.: борт) 21; divisória, pino, saliência (rus.: шпонка) 376; legibilidade, nitidez, clareza (rus.: чёткость) 371; estudo, aprendizagem, pesquisa, investigação (rus.: изучение) 77; transferência, deslocamento, deslizamento, reposicionamento (rus.: перемещение) 185; prolongamento; estiramento, tração; aperto (rus.: затягивание) 70; estado, condição, situação, posição (rus.: состояние) 287; haste, pino, plugue, ficha (rus.: штырь) 376; tendência, inclinação, obliquidade, declive, inclinação (rus.: наклон) 146; trecho, área, setor, zona, local (rus.: участок) 353; lingueta, trinco, ferrolho, fecho, tranca, fechadura (rus. защёлка) 70 etc. Diante de tamanha abundância de sinônimos, bastaria selecionar um termo para cada conceito da informática, sem tentar inventariar todos os conceitos da politécnica. 5 Žr. Й. Р. Круопас, К. Б. Гайвенис, Терминологическая работа и подготовка терминологических словарей в Литовской ССР, – Вопросы разработки научно-технической терминологии, Рига, 1973, р. 30. 256 O mesmo se pode dizer dos sinônimos internacionais de termos. No dicionário, eles são geralmente apresentados junto aos termos lituanos, e muitas vezes o termo lituano parece explicar o internacional, por exemplo: blenda, gaubtelis (rus. бленда) 18, cf. alem. Blende; blokas, spinta (rus.: шкаф) 376, cf. ingl. block; fokusas, židinys (rus.: фокус) 356, cf. lat. focus; fibra, skaidula (rus.: фибра) 354, cf. lat. fibra; vakansija, laisva vieta (rus.: вакансия) 22, cf. ingl. vacancy etc. Contudo, por vezes, para designar um único conceito, são apresentados pelo menos vários termos internacionais ou um termo lituano e 3–4 internacionais, e vice-versa. O DLT apresenta muitos desses sinônimos, por exemplo: atmaina, modifikacija, variantas (rus.: разновидность) 239; kišenė, bunkeris, magazinas (rus.: карман) 89; kišenė, dėtuve, magazinas (rus.: магазин) 120; slopintuvas, silpnintuvas, atteniuatorius (rus.: ослабитель) 168; destrukcija, griovimas, irimas (rus.: разрушение) 240; atsigaminimas, atsikūrimas, savireprodukcija (rus.: самовоспроизведение) 259; šyna, bendralaidis, ilgė (rus.: шина) 374; atvaizdavimas, atgaminimas; atkūrimas, reprodukcija, atstatymas (rus.: воспроизведение) 30; maksimali reikšmė, maksimali vertė, maksimalus dydis (rus.: максимальное значение) 73; išeities diagrama, pradinė diagrama, pirminė diagrama (rus.: исходная диаграмма) 54; sutapimo schema, loginė daugybos schema, schema „IR“ (rus.: схема совпадения) 305; nepertraukiamas reguliavimas, tolydus (tolydinis) reguliavimas, netrūkus reguliavimas (rus.: непрерывное регулирование) 249 etc. 2.2. A variabilidade está estreitamente relacionada com a sinonímia terminológica. Sinônimos são palavras de composição sonora diferente, mas de significado igual ou muito próximo, usadas para designar certas nuances de sentido ou estilo; variantes, por sua vez, são palavras que diferem apenas na estrutura morfológica (prefixo, sufixo ou forma derivacional mais curta ou mais longa). O DLT inclui svarbumas ir svarba (rus.: важность) 22; prisotinimo dydis ir soties dydis (rus.: величина насыщения) 24; trikdis ir trikdymas (rus.: возмущение) 28; trukdymas ir trukdis (rus.: помеха) 203; tankumas ir tankis (rus.: плотность) 194; skubumas ir skuba (rus.: срочность) 291 etc. Esse modo de abreviar termos é aceitável e atualmente se difunde na prática de normalização da terminologia técnica, sobretudo da física. No entanto, não convém criar todos os neologismos possíveis — derivados com as terminações -is ou -a — apenas para fins de diferenciação semântica (a forma mais longa designaria um conceito mais abstrato, e a mais curta, um mais concreto), pois, em muitos casos, eles substituem abstratos de adjetivos com o sufixo -umas ou abstratos verbais com o sufixo -imas. No dicionário em análise há também variantes de outro tipo (prefixais, sufixais e preposicionais), que mostram que os termos ainda não estão suficientemente normalizados, por exemplo: variantes prefixais — užtvirtinimas ir pritvirtinimas (rus.: закрепление) 66; suveikimas ir paveikimas (rus.: срабатывание) 290; (su)lyginimas ir palyginimas (rus.: сравнение) 292; pri(si)sotinimo laipsnis ir į(si)sotinimo laipsnis (rus.: уровень насыщения) 331; nuoseklus (pa)jungimas ir nuoseklus sujungimas (rus.: последовательное соединение) 283; variantes sufixais — reikšmingas skaitmuo ir reikšminis skaitmuo (rus.: значащая цифра) 368; grafinė sudėtis ir grafiška sudėtis (rus.: графическое сложение) 280; automatinė analizė ir automatiška analizė (rus.: автоматический анализ) 12; inertinė atmosfera ir inertiška atmosfera (rus.: инертная атмосфера) 16; spausdintinė schema ir spausdinta schema (rus.: печатная схема) 303; sudėtinė funkcija ir sudėtinga funkcija (rus.: сложная функция) 360; variantes preposicionais — skaičius be ženklo ir beženklis skaičius 17. Lietuvių terminologija 257 (rus.: число без знака) 371; dešimtainis skaičius su ženklu ir paženk­lントas dešimtainis skaičius (rus.: десятичное число со знаком) 375; vėlinimas vienu taktu ir vėlavimas per vieną taktą (rus.: задержка на один такт) 65; litavimas be fliuso ir befliusis litavimas (rus.: бесфлюсовая пайка) 175 etc. Algumas dessas variantes nem sequer devem ser consideradas termos, e seu uso apenas reduz a estabilidade e a precisão da terminologia. Um grupo numeroso de variantes é formado por termos compostos insuficientemente normalizados, nos quais um dos componentes é: 1) o genitivo de um substantivo ou um adjetivo com o sufixo -inis, -ė, por exemplo: mašininis laikas, mašinos laikas (rus.: машинное время) 32; emiterinis talpumas, emiterio talpumas (rus.: эмиттерная ёмкость) 63; pozicinis impulsas, pozicijos impulsas (rus.: позиционный импульс) 78; indeksų skaičiavimas, indeksinis skaičiavimas (rus.: индексное исчисление) 87; kolektorinis talpumas, kolektoriaus talpumas (rus.: коллекторная ёмкость) 62; kodo raidė, kodinė raidė (rus.: кодовая буква) 21; kontrolės programa, kontrolinė programa (rus.: контрольная программа) 225; šiluminis spinduliavimas, šilumos spinduliavimas (rus.: тепловое излучение) 76; svorinė funkcija, svorio funkcija (rus.: весовая функция) 359; darbinė eiga, darbo eiga (rus.: рабочий ход) 363; elementų grandinė, elementinė grandinė (rus.: элементная цепь) 367 etc.; 2) o genitivo de um substantivo ou um particípio, por exemplo: (pa)skirstymo skydas, (pa)skirstomasis skydas (rus.: распределительный щит) 377; dažantis ratas, dažymo ratas (rus.: красящее колесо) 98; virpesių grandinė, virpanti grandinė (rus.: колебательная цепь) 365; koreguojanti grandinė, koregavimo grandinė, korekcijos grandinė (rus.: корректирующая цепь) 365; įtempta būklė, įtempimo būklė (rus.: напряжённое состояние) 287; atspindžio signalas, atsispindėjęs signalas (rus.: отображённый сигнал) 267; reguliavimo poveikis, reguliuojantis poveikis (rus.: регулирующее воздействие) 28; moduliavimo generatorius, moduliuojantis generatorius (rus.: модулирующий генератор) 42; slopinantis diodas, slopinimo diodas (rus.: демпфирующий диод) 55; atsispindėjęs impulsas, atspindžio impulsas (rus.: отражённый импульс) 78; izoliuojantis sluoksnis, izoliacijos sluoksnis (rus.: изолирующий слой) 281; sinchronizuojanti sistema, sinchronizavimo sistema, sinchronizacijos sistema (rus.: синхронизирующая система) 276; kaupiantis skaitiklis, kaupimo skaitiklis (rus.: накапливающий счётчик) 309; kompiliuojanti kalba, kompiliavimo kalba (rus.: компилирующий язык) 386; 3) um adjetivo simples ou um adjetivo com o sufixo -inis, -ė, por exemplo: stacionarinis (stacionarus) režimas (rus.: стационарный режим) 253; elementari celė, elementarinė celė (rus.: элементарная ячейка) 388; optimalinis (optimalus) filtras (rus.: оптимальный фильтр) 355; absoliutinė sistema, absoliuti sistema (rus.: абсолютная система) 270; dualinis (dualus) valdymas (rus.: дуальное управление) 329 etc. Neste caso, deve-se usar apenas um termo que expresse com maior precisão o conceito da tecnologia de computação. 3.1. O DLT apresenta muitos conceitos novos da tecnologia de computação, para os quais foi necessário criar numerosos neologismos. Muitos desses neologismos (geralmente decalques) são bem-sucedidos e correspondem aos padrões normativos de formação de termos da nossa língua, por exemplo: daugiaryšė valdymo sistema (rus.: система многосвязного регулирования) 273; daugiakontūrė sekos sistema (rus.: многоконтурная следящая система) 273; paprogramė (rus.: подпрограмма) 197; orgaryšys (rus.: оргасвязь) 168; echo- 258 controle (rus.: эхоконтроль) 385; semissoma (rus.: полусумма) 202; elemento a elemento (rus.: поэлементно) 207 etc. Como os compiladores deste dicionário se basearam em dicionários russos de termos de tecnologia da computação, é claro que os trabalhos de criação de alguns neologismos lituanos também foram influenciados pela língua russa. Devem ser considerados pouco criativos e até incompreensíveis os seguintes decalques, por exemplo: frequência determinante (= principal) (rus.: задающая частота) 369; programação de números inteiros (rus.: целочисленное программирование) 229; valor dado (rus.: данная величина) 23; limite (pre)estabelecido (rus.: заданный предел) 208; precisão especificada (rus.: заданная точность) 319; traçador automático (= dispositivo de traçado) 371; coletor de corrente (rus.: токосъёмник) 318 etc. Sem necessidade, os autores do dicionário «aperfeiçoaram» alguns termos já consagrados: ling. apagamento (rus.: опускание, ingl. dropping) 167, em vez de elipse, omissão (sintaxe, lexicologia), queda (morfologia, fonética); confiabilidade (rus.: достоверность 60, доверительность 46, 208) em vez de certeza (em alguns casos, fiabilidade) etc. 3.2. O dicionário contém muitos conceitos que não têm termos próprios, ou que são designados pelos chamados termos descritivos, por exemplo: impressão com cilindro de tipos rotativo (rus.: печать с вращающимся литерным валом) 192; algoritmo para encontrar atribuições secundárias de circuitos síncronos de funcionamento sequencial (rus.: алгоритм нахождения вторичных назначений синхронных схем последовательного действия) 10; autómato com memória finita (rus.: автомат с конечной памятью) 7; algoritmo de síntese da derivação múltipla da lógica combinatória (rus.: алгоритм синтеза многократного вывода комбинаторной логики) 11; comando de salto quando a condição não é satisfeita (rus.: команда перехода при невыполнении условия) 100; dispositivo de memória que não conserva a informação quando se desliga a alimentação elétrica (rus.: запоминающее устройство, не сохраняющее информацию при выключении электропитания) 342; memória que conserva a informação quando se desliga a alimentação elétrica (rus.: запоминающее устройство, сохраняющее информацию при выключении электропитания) 343 etc. É impossível inventariar com precisão tais combinações de palavras terminologizadas ou determinar o seu lugar na terminologia da tecnologia da computação. Algumas podem ser transformadas, enquanto outras não deveriam sequer ser incluídas no dicionário. 4. O dicionário também não está isento de inconsistências editoriais. Por exemplo, nele se confundem com demasiada frequência dois sinais de pontuação distintos da nossa língua: o travessão e o hífen. A correlação entre a conjunção «e» e os sinais de pontuação mencionados, ao unir elementos coordenados de termos compostos, é pouco ponderada. Assim, escreve-se sistema de restrições de entrada e saída 276, controlo de entrada e saída 329, mas sistema de controlo de entrada—saída 276, conjunto de dispositivos de entrada—saída 102, bloco de entrada—saída 18 etc. O hífen é adequado em termos compostos como: somador de soma-memória 286, unidade de multiplicação-divisão 345 e semelhantes, mas não é adequado, por exemplo, em termos como: duração de arranque-(para)gem 33, método «cima-baixo» 134 e semelhantes. Não é claro por que se escreve regulador «sim-não» 251, mas operador «e—não» 164, semicondutor do tipo n 202, mas filtro do tipo «m» 356, operador «ou» 163, «OU—E», «OU—E—OU» 300, mas as operações lógicas E-NÃO 81, OU-OU 77 etc. Estas inconsistências poderiam ter sido facilmente eliminadas. 17* 259 5. O dicionário em análise é uma obra aguardada e necessária. Só podemos congratular-nos por os engenheiros da fábrica de máquinas de calcular de Vilnius e do Gabinete Especial de Projetos de Máquinas de Calcular terem empreendido um trabalho tão grandioso. O SKŽ representa bem a terminologia atual da tecnologia da computação em lituano. Contudo, o abundante material do dicionário ainda está insuficientemente normalizado e sistematizado. Esta obra constitui apenas um bom começo para o desenvolvimento da terminologia da tecnologia da computação. Para os responsáveis pela preparação de dicionários terminológicos de outros ramos da técnica, poderá servir não só de exemplo de trabalho entusiástico a seguir, mas também de alicerce sobre o qual se poderão começar a erguer construções ainda mais perfeitas. A. Kaulakienė LIVRO SOBRE NOMES DE PEIXES B. Laumane, Zivju nosaukumi latviešu valodā, Rīgā, 1973, 307 p.1 A monografia de Benita Laumane é muito relevante não apenas para os letões, mas também, dado que muitos nomes de peixes foram herdados de tempos remotos, para a linguística e a etnogênese bálticas e indo-europeias. Esta monografia é o primeiro estudo de grande porte sobre os nomes dos peixes bálticos. B. Laumane observa que P. Tymė, baseando-se no fato de que os salmões vivem apenas na bacia do mar Báltico e de que nomes cognatos são encontrados nas línguas eslavas, bálticas, germânicas e também tocarianas, tentou provar que a pátria ancestral dos indo-europeus se situava na região do Báltico. A questão dos aborígenes da costa do mar Báltico está ligada a essa hipótese, e a autora a menciona em mais de um lugar. B. Laumane, apoiando-se na opinião dos arqueólogos de que os bálticos ou seus antepassados se deslocaram para as proximidades do mar Báltico por volta do século XVIII a.C.2 e estabeleceram ali relações com outros habitantes da costa sudeste do Báltico — os aborígenes, que, na opinião da autora3, talvez fossem indo-europeus aparentados aos bálticos, e com os fino-úgricos (p. 14). A hipótese de que os aborígenes bálticos mencionados fossem indo-europeus é muito importante para a questão da etnogênese báltica e indo-europeia. Atualmente, alguns a apoiam especialmente4. No Mesolítico, duas culturas (e, na opinião de Rimantienė, grupos étnicos) eram características do Báltico Oriental: a microlítica-macrolítica e a de Kunda. A cultura microlítica-macrolítica pertencia à Lituânia e, em parte, à Bielorrússia. A cultura de Kunda estava difundida nos territórios das atuais Estônia e Letônia, enquanto na Lituânia alcançava apenas a região mais setentrional 1 Devido às limitações de espaço, a resenha trata apenas da questão dos aborígenes da costa do mar Báltico, levantada no livro de B. Laumane. 2 Atualmente, os arqueólogos afirmam que os portadores da cerâmica cordada chegaram à Lituânia no final do III milênio a.C.; ver R. Rimantienė, Pirmieji Lietuvos gyventojai (XI—IV tūkstantmetis pr. m. e.), Vilnius, 1972 (doravante: Rimantienė PLG), p. 96. 3 Su nuoroda į: Л. В. Ванкина, Торфяниковая стоянка Сарнате, Рига, 1970, p. 140, 144—145, kur Sarnatės stovyklos radiniai datuojami III tūkst. pr. m. e. pirmą puse ar viduriu, o gyventojai hipotetiškai laikomi indoeuropiečiais; plg. taip pat R. Rimantienės tvirtinimą, kad „apie kokį nors kultūrinį-etninį finougrų klodą Lietuvos akmens amžiaus medžiagoje, tuo labiau senųjų, vietinių, priešvirvelinės kultūros gyventojų priskyrimą finougrų gentims, negali būti nė kalbos“ (Žr. R. Rimantienė, Lietuvos akmens amžiaus šukinė puodų ornamentika ir finougrų klausimas, — Lietuvos istorijos metraštis. 1972 metai, Vilnius, 1973 (toliau: Rimantienė LIM), p. 26; plačiau žr. p. 5—26; taip pat žr.: Rimantienė PLG; Р. К. Римантене, Палеолит и мезолит Литвы, Вильнюс, 1971 (toliau: Римантене ПМЛ). 4 Ver os artigos de divulgação científica de A. Seibutis: Padavimai ir tikrovė, — Mokslas ir gyvenimas, Vilnius (doravante: MG), 1971, n.º 5, p. 38—40; Vėlyvojo ledynmečio vietovardyžiai, — MG 1971, n.º 10, p. 16—20; Kaip Nemunas į Vyslą tekėjo, — MG 1973, n.º 3, p. 28—30 e outros. 260