Dėl įvardžiuotinių būdvardžių raidos
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CATEGORIAS GRAMATICAIS E SUA EVOLUÇÃO QUESTÕES DE LINGUÍSTICA LITUANA XVIII (1978) Z. ZINKEVIČIUS SOBRE A EVOLUÇÃO DOS ADJETIVOS PRONOMINAIS Em 1957 foi publicado um trabalho do autor deste artigo, no qual é analisada a história dos adjetivos pronominais da língua lituana (a tradução russa foi publicada em 1958). Desde então passaram-- se algumas décadas, durante as quais se acumulou uma quantidade considerável de novos dados, que permitem desenvolver mais algumas ideias e esclarecer certos pontos. É a isso que se dedica este artigo. Comecemos pela determinação do momento em que o adjetivo e o pronome se fundiram numa única palavra composta. É uma questão bastante complicada e de difícil solução. Os adjetivos pronominais da língua lituana conservaram até os nossos dias uma formação primordial clara: continuam a ser palavras compostas, cujos dois elementos têm terminações próprias, que não diferem ou, ainda relativamente pouco tempo atrás, não diferiam das flexões correspondentes do adjetivo simples e do pronome jis. Isso se vê nos exemplos apresentados (ao lado das formas da língua padrão, indicam-se também correspondentes dialetais mais antigos ou de monumentos linguísticos): PARADIGMA DO GÊNERO MASCULINO Singular nom. gerdsis = gėras + (j)is gen. gėrojo = gėro + jo dat. gerdjam, gerdmjam, geramujam = gerdm < geramū(i) +jaūm< jamu(i) acc. gėrąjį = gėrą+jį acus. geruoju, geruojuo = gerū < *geruo + jud loc. gerūjame, geramjame, geramėjame = geramė < *geramę + jamė < < *jamė Plural nominativo gerieji, geriejie = geri < *gerie + jiė gen. gerijjy = gerį + jų dat. geriesiems, geriemsiems, geriemusiemus = geriems < geriemus + jiems < jiemus acus. geruosius, geruosiuos = gerus < *geriios + juos instr. geraisiais, geraisjais = gerais + < jais loc. gerudsiuose, geruos¢juose = geruosé < *geruos¢ + juosė < *juos¢ Dual nominativo- -acusativo (du) geruoju, gerūojuo = (du) gerū < *gerūo + jūo(du) dat. (dviem) geriejiem, geriemjiem = (dviem) geriem + jiem(dviem) instr, (dviem) geriejiem, geriémjiem = (dviem) geriém + jiém(dviem) 7% 99
PARADIGMA DO GÉNERO FEMININO Singular nominativo gerdji < gerdji = gera < *gerd + ji < ji gen. gerosios, gerdsjos = gerds + jos dat. gėrajai, gėraijai = gėrai + jai acc. gėrąją = gėrą + ją instr. gerąja = gera < *gerą + ja < *ją loc. gerdjoje, gerojėjoje = gerojė < *gerojė + jojė < *jojė Daugiskaita nom. gėrosios, gėrosjos = gėros + jos gen. geriįįjų = gerūį+jų dat. gerosioms, geromsioms, geromusiomus = gerdms < geromus + joms < jomus acc. gerąsias, gerosias, gerosjas = geras < *gerd(n)s + jas < *jū(n)s instr. gerdsiomis, gerdmsiomis, *geromisiomis = geromis < *geromis + jomis < *jomis loc. gerdsiose, gerosėjose = gerosė < *gerosė + josė < *josė Dual nom.-acc. (dvi) gerieji = (dvi) geri < *gerie + jie(dvi) dat. (dviem) gerėjom, geromjom = (dviem) gerom + < jom(dviem) instr. (dviėm) gerėjom, geromjom = (dviėm) gerém + jom(dviem). Nas formas locativas, a posposição é acrescentada não no final da palavra composta, mas repetida ‘após as terminações do adjetivo e do pronome, como se estes fossem duas palavras independentes, por exemplo, ad. sg. m. gerdmpjamp < gerdm-pi + jam-pi, tudo. s. m. geropjop < gerd-pi + jd-pi, f. gerdspjosp < geros-pi + jos-pi, pl. gerumpjump < gerum-pi + jum-pi etc. O pronome anexou-se ao adjetivo masculino, que possui não uma flexão nominal antiga, mas uma segunda flexão pronominal, por exemplo, d. sg. gerd(m)jam < geram + jam, d. pl. gerie(m)siems < geriems + jiems etc. Nas línguas eslavas, o pronome aderiu ao adjetivo que possuía terminações nominais, cf. esl. ant. novujemu ‘ao novo’ < novu + + jemu. Isso significa que o adjetivo e o pronome tiveram de se fundir numa só palavra nas línguas bálticas (lituana) e eslavas independentemente e em épocas diferentes. A sua fusão final na língua lituana deve ter ocorrido relativamente tarde, pois aqui as terminações de ambos os componentes do adjetivo pronominal e do adjetivo e pronome usados separadamente ainda permanecem praticamente indistinguíveis. A autonomia dos componentes também é demonstrada por formas dos escritos antigos, como pa-jo-prasto ‘do simples’, nas quais o pronome aparece não depois do adjetivo, mas antes dele. Compare também. Knygos nobažnystės ne iokaltoia 258,; < ne-jo-kalto-jo 'do inocente' com o pronome repetido duas vezes. A acentuação do acusativo vivá ao lado do ilativo gyvénm pareceria indicar que o pronome se agregou ao adjetivo mais tarde do que a posposição do ilativo, que se havia unido ainda à forma oxítona do adjetivo, cf. letão dzivo, dzivu, russo acusyo, sânscrito jivam. Assim, a fusão final dos componentes numa só Palavra provavelmente ocorreu já depois da desagregação da unidade linguística báltica oriental. Contudo, nos dialetos lituanos e nos textos antigos há formas de adjetivo pronominal que mostram uma fusão precoce dos componentes, por exemplo, entre os pescadores da costa da Curlândia, d. sg. m. geruojdm "ao bom’ (com a desinência nominal do primeiro componente, cf. *geruoi + jamuoi), žemaitiano gėruojuo ‘ao bom’ (cf. vilkuo "ao lobo’), entre muitos aukštaitianos orientais e alguns žemaitianos, d. sg. f. bdltojai “à branca’ (com o reflexo @ conserv- -100
ado da terminação do radical, há muito : situado em sílaba aberta, cf. * baltai+ jai), talvez também nos textos antigos, g. pl. geruojų ‘dos bons’ (com o reflexo conservado da desinência *-6/n] do primeiro componente) — se é que esta última forma não é uma hipernormalização dos „dūnininkai“ žemaitianos, pois é melhor atestada nos textos žemaitianos de Mažvydas e Vaišnoras!. : As formas indicadas, fundidas há muito tempo, devem ser consideradas relíquias, herdadas de épocas muito remotas, assim como as formas do tipo pa-jo-prasto ‘do simples’ ou dangujé-jis "celestial”, cf. ide. o uso pré-posicional do pronome *joprepoziciir nę, a colocação junto a substantivos nas línguas iranianas, especialmente no Avesta (Reichelt 1909: 370 ss.). Tudo isso leva a pensar que a fusão do adjetivo e do pronome em uma só palavra não foi um processo único, mas ocorreu gradualmente e durante um período muito longo. Ao que parece, desde antigamente eram usadas (como formas variantes) formas de casos isolados ou até de todo o paradigma fundidas em uma só palavra, bem como combinações de duas palavras — adjetivo + pronome —. Muito provavelmente, a situação era semelhante à que temos agora, por exemplo, ao usar os dupletos greitakėjis || greitį kojų (žmogus), kraičvežys || kraičio vežėjas, gaidykstė < gaidgystė || gaidžių gieddjimo laikas, dvidešimt || dvi dėšimtys, vienuoliktas || sen. raštų pirmas liekas, abipus || abejosé pūsėse, nusipraiisti || nupraūsti savė etc. O pronome agregou-se ao adjetivo como um enclítico. Ao fundirem-se em uma só palavra, a posição fonética das antigas terminações do adjetivo e do pronome mudou: a terminação do adjetivo passou a ser afetada não mais pelas leis fonéticas do final da palavra, mas pelas do interior da palavra, enquanto a terminação do pronome mudou não segundo as leis da terminação de uma palavra monossilábica tônica, mas segundo as da terminação de uma palavra polissilábica átona. Por isso, com o tempo, ambos os elementos tiveram de se afastar cada vez mais da flexão do adjetivo simples e do pronome jis. Entretanto, esse processo era dificultado pelo modelo do adjetivo simples e do pronome jis, em razão do qual, em vez das terminações foneticamente afastadas dos elementos, frequentemente eram restauradas as terminações usuais. Como resultado da ação dessas duas forças opostas, com o tempo teve de surgir um número considerável de formas variantes do mesmo caso, que mostram diferentes graus de antiguidade da fusão dos elementos. Uma delas terá sobrevivido até os dias de hoje, cf. d. sg. f. baltojai < *baltai + jai e baltojai < bdltai + jai. Enquanto, ao lado da palavra composta, era empregada a combinação contígua de duas palavras (um adjetivo e um pronome- ), nem sequer se podia falar em uma união mais estreita dos constituintes. Somente após o desaparecimento da construção contígua de duas palavras, mais precisamente, após ela ter sido definitivamente substituída pela variante «fundida» em uma só palavra (cf. a substituição, nos escritos antigos, da combinação pirmas liekas pela palavra composta vienuoliktas), é que deve ter começado a formar-- se o paradigma atual dos adjetivos pronominais. Mas, mesmo depois disso, ela não ficou livre da influência dos adjetivos simples e do pronome jis, empregados separadamente, influência que devia impedir — e, em parte, ainda hoje impede — que as terminações dos constituintes se afastassem da flexão habitual- *. Quando a combinação do adjetivo e do pronome foi expulsa do uso pela palavra composta, só podemos especular; não dispomos de dados mais seguros. Contudo, a fusão mais estreita de ambos os constituintes, resp. o afastamento de suas terminações da flexão habitual, provavelmente deve ter ocorrido tarde, aparentemente já após a desagregação da unidade linguística dos bálticos orientais. Essa fusão mais estreita dos constituintes era o que eu tinha em mente em um trabalho publicado há 20 anos, no qual se fala do acréscimo tardio do pronome ao adjetivo. O longo e complexo processo de amadurecimento não foi abordado no trabalho; não foi enfatizado o seu início precoce (há apenas alusões). Falou-se sobretudo do fim desse processo, como se se tratasse de um ato único. Isso, naturalmente, é impreciso e deve ser corrigido. 1, Cf. Os hipernormalismos dos escritos de Mažvydas (cita-se a partir da edição fotográfica de 1922): būti 23713 "būti", būk 2511, "būk', Nifiunte 164, "nusiuntė", grapūfis 199; ‘grazusis’, mūs 224, ‘mus’, priegimims 179, "prigimimas", fiedi 220, ‘Zydi’ e outros, ao lado de formas regulares «dūnininkiškas», por exemplo, duk 88, "duok", dukem 92,, "duokime", duna 137, ‘duona’, branguiju 87, ‘brangiuoju’, reifchmeruta Maie ftota 85, ‘neiSmatuoto majestoto’, Menu 176,; "mėnuo", Piemu 180, ‘piemuo’, prapules 256, ‘prapuoles’, wandu 233; "vanduo" e outros. Na *Zemciugoje teolcgiSkoje* de Vai$noras, oriundo dos arredores de Varniai, há ainda mais exemplos desse tipo. * Constitui exceção o dialeto samogiciano atual, que não possui o pronome jis (usa aiis ‘jis’, f. ana ji"). Nela, os adjetivos pronominais já são tratados como palavras simples (não compostas), distinguindo-se dos outros adjetivos pelo significado e por terminações mais longas (as formas são uma sílaba mais longas). 101
Em 1972 surgiu o artigo de J. Kazlauskas «A evolução dos adjetivos pronominais nas línguas bálticas- »“*, no qual o autor, semelhantemente ao meu trabalho de 1957 acima mencionado, compreendeu a fusão dos constituintes como um ato único. A diferença consiste apenas em que J. Kazlauskas registrou não o fim desse processo, mas o seu início e, por isso, remeteu a própria fusão a tempos muito antigos. Um dos pressupostos metodológicos de tal procedimento era a negação da influência do pronome sobre o segundo constituinte (reconhece-se a influência do adjetivo sobre o desenvolvimento do primeiro constituinte) e, em geral, o esforço para substituir o processo dinâmico de fusão por um processo estático. Tal concepção não pode ser justificada, pois é contrariada pelos dados factuais da língua. Basta indicar que ainda hoje nos dialetos existem numerosas formas pronominais que mostram claramente a adaptação dos constituintes aos gêneros dos adjetivos simples e do pronome, por exemplo: a) n. sg. m. didisai Svėdasai, Skapiškis ‘o maior’, baltėsnisei Adūtiškis “o mais branco' (cf. didis, baltésnis), i. sg. m. geruomsiu* Linkmenys, Daugėliškis ‘pelo bom’ (cf. geruom "pelo bom"), loc. sg. f. gerdijoi Gervėčiai "gerojoje' (cf. gerdi “geroje- "), i. pl. f. gerumsiom Šiauliai "gerosiomis' (cf. gerums || gerum "geromis*"), a acentuação facultativa do i. sg. dos dialetos de Pagramantis (e de pelo menos parte dos antigos dialetos lituanos da Prússia Oriental). m. baltuoju “balttioju’ ao lado de geruoju, f. baltąja (bdltainia) “baltąja' ao lado de gerdja (gerdinia- ), a. pl. m. baltuosius (baltūsius) "baltūsius' ao lado de geriiosius (geriisius), f. baltąsias “baltdsias’ ao lado de gerąsias (cf. i. sg. m. baltu ao lado de geri, f. balta ao lado de gera, a. pl. m. baltus ao lado de gerūs, f. baltas ao lado de geras); b) n. sg. f. raibéjy Pūnskas ‘raiboji’ (numa canção popular, cf. jy ji’), i. sg. m. gerūojuom Daugėliškis “geruoju' (cf. juom “juo’), i. sg. de muitos dialetos ocidentais (e, em parte, também orientais) dos aukštaičiai. m. gerūojuo "geruoju", n. pl. m. geriejie "gerieji', a. pl. m. geriosiuos "geruosius" (cf. juo, jie, juos), n.sg.f. dos aukštaičiai meridionais. gerdjoj "geroji',i. sg. m. gertūojuoj "geruoju", n. pl. m. geriejiej "gerieji" (plg. joj jt’, juoj "juo", jiej "jie*), Linkmenų šnektos g. sg. f. gerdsjos "gerosios", n. pl. f. gėrosjos "gėrosios', a. pl. f. gerdsjas “gerasias’, i. pl. m. geraisjais “geraisiais’ su fakultatyviškai išlaikomu jotu (plg. jos, jas, jais). Além disso, cf. loc. sg. do postilo de Daukša. m. pirmamėiime 43;,„ < pirmanėjime ‘pirmajame’ (šalia iimé 519,, < jimė ‘jame’). Com o tempo, os constituintes, geralmente o segundo, começaram a adaptar-- se não apenas à declinação do adjetivo ou do pronome, respetivamente, mas também, em geral, à declinação dos nomes. Daí formas dialetais como g. sg. m. skaudaiisiaus Padovinis Lt I 260, “skaudžiojo*, i. sg. m. geriiojum Simnas, Kaltanėnai "geruoju" (plg. sūnum < sūnumi), 1. sg. m. ilgamjy Gervėčiai ‘ilgajame’ (plg. kel) < kelyjė), žemaičių d. sg. m. gėruojuo “gerajam’ (plg. vyruo vyrui"), n. pl. m. geriejai “gerieji’ (plg. broliai), d. pl. m. geriesiams “geriesiems’ (plg. broliams), loc. sg. m. geramėje arba geramėjė, geraméjuo “gerajame’ (plg. miškė, molė "molyje", turguo “turguje’- ), loc. sg. f. gerdjé < gerėjėje "gerojoje' (plg. žėmė < žėmėje), daugelio aukštaičių d. sg. m. gerd(m)jui gerajam"' (plg. vyrui), rytų aukštaičių vilniškių n. pl. m. geriesies || geriesys "gerieji' (plg. akies || ūkys, anies || anys “jie'*) ir kt. Pažymėtina, kad šio tipo formos daugiausia yra visai naujos. Nos textos antigos, apenas duas delas estão registradas: d. sg. m. com a terminação -ui (por exemplo, artimoiui BrP II 201,53 < artimuojui “ao próximo’) e loc sg. m. com -amęeęje (por exemplo, amszinameie MT 10ag “no eterno”). As demais ainda não existem de modo algum. Suspeita-- se que também a terminação -a na forma n. sg. f. gerėja “a melhor’ (cf. gera, šaka)* possa ter essa origem, sendo atualmente usada nas partes ocidental e oriental da área da língua lituana, em dois territórios não contíguos®. Mas isso também pode ser um arcaísmo da Antiguidade remota (cf. eslavo antigo novaja "a nova') com a desinência pronominal primária preservada, cf. grego f) "que', s. ind. ya ji, que'". A forma é encontrada em textos antigos, cujos autores são oriundos das áreas indicadas. Ela é usada até em Slavočinskis (1646m.) 3 O autor o escreveu por volta dos anos 1960—1961 e deu o manuscrito para ser lido pelos colaboradores. Tendo recebido críticas, não publicou o artigo. Publicado após a morte do autor. * De geruomju com s em vez de joto após m segundo o d. pl. m. geriemsiem "geriesiems". Cf. d. sg. m. geramsiam "gerajam- ". 5 Ver. Stang 1929: 127; 1966: 273; Gerullis —Stangas 1933: 42. * As áreas são discutidas com mais precisão em aut. 1966: 288—09. 7 Ver também. Endzelins 1948: 153 (1957: 139; 1971: 177); Bezzenberger 1877: 156. 102
no cancioneiro, embora agora no dialeto do autor (tradutor), na região de Nemakščiai —Viduklė, exista apenas o tipo geroji (aut. 1974: 165—6). E os topônimos dos documentos do século XVI recolhidos por J. Spruogis mostram que anteriormente existiam nesta região formas do tipo gerdja, cf. Judes — HHBa B BujtykjieB. Bos. (Cnpornc 1888: 94). Em geral, atualmente nos dialetos, a forma geroji ocorre sobretudo onde existe a forma pronominal ji, enquanto gerėja — onde há ana ‘ela’ (aut. 1966: 289). Assim, os dubletos gerėja || geroji podem ter sido posteriormente adaptados a ana || ji. Atualmente, nos dialetos da língua lituana, observa-- se a tendência de eliminar a flexão do primeiro componente, introduzindo em todo o paradigma ou pelo menos em parte dele o final de radical a dos adjetivos do gênero masculino ou o do gênero feminino. Tais fenômenos ocorrem mais amplamente na área em que os adjetivos pronominais já não são produtivos, estão desaparecendo e existe um paradigma incompleto. Assim, os aukštaitianos meridionais, que usam os adjetivos pronominais sobretudo apenas para nomear animais (por exemplo, vacas, porcos e cavalos), declinam: margėj "a malhada', margėjos || margėsios, margojai, mdrgojq || margąją, mdrgoja "como malhada', no plural mdrgojos || mdrgosios, margūjų, margėjom(i) || margosiom(i) (dat. e instr.), mdrgojas (não há formas locativas). Aqui, às vezes (esporadicamente), o também é introduzido no paradigma do gênero masculino, inclusive em topônimos, por exemplo, Aukštėjis Pinskas ou Aukštojis Lazdijai (nome de uma montanha). De modo geral, no paradigma dos adjetivos pronominais do gênero masculino consolida-se o final de radical a, por exemplo, os nomes de lagos Baltajis, Jūodajis, ligajis (cf. baltėjis "o branco" Gimtoji kalba, 1936, 34)?. Esporadicamente, @ ocorre até mesmo em formas do gênero feminino; cf. a frase de uma canção popular per girelas, per tamsiajas, per pievelas, per žaliajas Merkinė (aqui esperaríamos žaliąsias > žaliųsias ou žaliosias). Nos dialetos em que os adjetivos pronominais não desaparecem, as terminações dos radicais a e o são introduzidas em vez das terminações do primeiro elemento com menor frequência. Ocorre apenas uma ou outra forma de dialetos ou falares individuais, por exemplo: a) entre os panevėžiškiai setentrionais, gen. sg. m. gérajo® “do bom”, ac. sg. m. gėrajį“ “o bom’, f. gérajq “a boa”, nas proximidades de Žeimelis e dat., instr. pl. m. gėrajiem “aos bons; com os bons’ (pode ser um letão), no falar de Svėdasai. sg. m. gerdjuo (ao lado de geriiojuo) “com o bom”; b) nos falares de alguns žemaičiai (Rietavas, Tirkšliai, Viekšniai, Kuršėnai, KarkI€nai...) e aukštaičiai (Kafsakiškis, Skapiškis...) i.sg. f. gerdja "gerąja- ", em alguns lugares também a. sg. f. gėroją "gerąją', m. gėrojį "gerąjį' (Karklėnai, Kafsakiškis, Skapiškis...), neti. sg. m. gerdju "geruoju", ill. sg. m. gerdjan “gerajan’ (por exemplo, Skapiškis), em outros lugares dat. sg. m. gerdjam Ceikiniai, gérojui Šakyna, Zagiré, gérojuo Laiikuva ‘gerajam’. Ocorrem casos de mistura das terminações dos temas a, u, ifa > i, i etc. (especialmente com frequência na área onde os adjetivos definidos desaparecem), por exemplo, didasai Svėdasai “didysis’ (cf. mazasai “maZzasis’), baltujis Eriškiai (um peixe desse tipo; em vez de *baltusis, cf. platisis), mažysai Linkuva, Ukmergė, Lazūnai “mazasis’ (cf. didjsai “didysis’), f. žalyja Tverėčius “žalioji' (cf. platyja "plačioji') etc. Cf. also. The first/is 60,, of Daukša’s postil “pirmasis’ (if not a printing error). As definite adjectives disappear, forms of other cases are sometimes sporadically formed directly from the nominative, e.g., a) g. sg. m. didžiaso Birštonas “didžiojo’ (from didžiasai “didysis’), ramusio Valkininkai ‘ramiojo’ (cf. ramūsis), a. sg. m. pirmasį Gėlvonai “pirmaji’ (cf. pirmasis),i. pl.m. sunkusiais Valkininkai “sunkiaisiais’ (cf. sunkūsis) etc. ; b) žaliejis “žaliasis”, žaliejo “Žaliojo”, žaliejui “žaliajam- ”, žaliejį “žaliąjį, Zalieju “žaliuoju- ”... (Gėlvonai; plg. n. pl. m. žalieji) e kt. "2. A ciò appartengono anche le forme del duale žemaitico dat.-instr. m. gerdojum (gerudjum), f. 8 Anche nel distretto di Ignalina (dove gli aggettivi determinativi non scompaiono) c’è un lago Baltūjis. Cfr. là il nome dell’insediamento Raudonajis. Nella parlata di Žeimelis (proprio presso la Lettonia) baltajis > baltaj's “baltasis’ può essere il risultato dell’influsso lettone. Non è del tutto chiara la forma baltais “baltasis” dei dintorni di Priekulė, forse derivabile da baltais's (nella parlata la riduzione delle desinenze è molto forte) < bdltaisis, al posto, per ipercorrettismo, dello žemaitico bdltasis, cfr. la forma degli scritti di Daukantas pirmaisis “pirmasis” (Pamokimas ape auginimą taboku, Peterburgas, 1847, 9) e žem. vdks < vaikas. * Pode ser devido à influência da forma dialetal do adjetivo simples gėra < *gera ‘bom’. 10 Talvez antigamente a terminação *-anjin, *-anjan tenha perdido um n por dissimilação? Cf. d. sg. m. baltamjam > baltajam. 11 Veja mais exemplos desse tipo em aut. 1966: 282—284. 103
geriejim (geričjim), formadas iš com n.-acc. m. geruoju, f. gerieji su m. Formas feitas por iš outros casos são muito menos frequentes, por exemplo, nos n. dialetos baixos lituanos meridionais, pl. m. didįjai “didieji’ ir n. sg. m. didįsis "didysis" (cf. didįjį), pl. d. m. jūosiams Baltistica VIII em 164 vez de jiesiems (cf. juos). Outras reformulações das formas pronominais que ocorrem nos dialetos atuais foram discutidas com bastante detalhe (aut. 1957; 1966: §§ 442—481). A elucidação das tendências de desenvolvimento atualmente existentes nos dialetos pode fornecer não poucos dados para esclarecer a história dos adjetivos pronominais de outras línguas bálticas, especialmente do letão. Os eslavistas deveriam interessar-se ir por elas, pois fenômenos tão semelhantes, ar que ocorrem atualmente nos dialetos lituanos, ocorreram nas línguas eslavas em tempos pré-históricos. LITERATURA Bezzenberger A. Beitrige zur Geschichte der litauischen Sprache. Gottingen, 1877. Endzelins J. Baltu valodu skanas un formas. Riga, 1948. Endzelinas J. Formas dos sons das ir línguas bálticas. V., 1957. Endzelins J. Fonologia e morfologia comparativas of Línguas bálticas, trad. by W. R. Schmalstieg e B. Jégers. Haia, Paris, 1971. Gerullis J., Stang’as Chr. Dialeto dos pescadores lituanos Na Prússia. K., 1933. Kazlauskas J: A evolução dos adjetivos pronominais nas línguas bálticas. — ,,Kalbotyra®, 1972, t. XXIV (1), p. 57-74. Reichelt H. Avéstico Manual elementar. Heidelberg, 1909. Stang Chr. S. Morrer Idioma do lituano Catecismo de Mažvydas. Oslo, Stang 1929. Chr. Gramática comparativa da língua báltica. Oslo —Bergen —Tromso, 1966. Zinkevičius Z. Traços da história dos adjetivos pronominais da língua lituana. V., 1957. Zinkevičius Z. Dialetologia lituana. V., 1966. Zinkevičius Z. S. M. do hinário de Slavočinskis (1646 m.) língua. — Livro : Formas das palavras ir jų uso (Questões de linguística t. lituana, XV). V., 1974, p. 137—170. Cnporuc H. SI. Teorpaduueckuii caoBapb ApesHeil xeMaliTeKol seman XVI croaerus. BujibHa, 1888. 3unxkesuuioc 3. II. Hekotopbie Bonpocsl 06pa30BaHH5; MECTOHMEHHbIX INpHJIaraTeJIbHbIX B JIHTOBCKOM fI3bIKe. — „Boripockhi caaBsiHCKOro si3bIKO3HaHHS“, 1958, sein. 3. c. 50—100. 3. BUHKABHUYIOC K HCTOPHH MECTOMMEHHBIX NMPHJIATATEJIbHbBIX Resumo Ilaiores yrouHeHHS H JOTIOJIHEHHSI K KHHTE aBTOpa „Traços da história dos adjetivos pronominais da língua lituana“ (Buasnioc, 1957; pycckuil cokpamennslii rnepeBojį B BCST, Br. 1958, 3). VerananpjiuBaercs, uTO cpacraHHe NpujiaraTeJIbHOTO H MecTOHMeEHHS jis (XK.p. ji) oJKHO B CJIOXKHOE CJIOBO ČkIJIO HE OJHOKPATHBIM SIB/IEHHEM, a MNPOHCXOAH/IO IIOCTEINeHHO H B O4YeHb NpoJIOJDKHTE/ILHOE BpeMsi, Tak KaK JAaHHOMY Mpoieccy MpensiTCTBOBaJO BJIKAHHe NPOCTOro npHJjarare; IbHOrO H MECTOHMeHHs jis (ji) ofa Ha KOMIOHEHTa MECTOHMEHHOro NpHJIaraTeJIbHOTO. IloBHHMOMY, B ĮpeBHOCTH Hapsilly C NajexXHbIMH (DOpMAMH, NpejcTABJISIOLMJHMH CJIOXKHOE CJIOBO, ynoTpeGOJs1jiHCb TaKXe BapHaHTbI, COCTOSiBINHe H3 COYETaHHs JBYX CJIOB, T.e. TIpHJIalraTejibHOTO H MeCTOHMeHHs. B JIHTOBCKHX JHMaJeKTaX COXDAHHJIKCb MeCTOHMEHHbICč (DOpMbI, CBH[ETEJIbCTBYIOIIIHE O HEOJIHOBDpEeMEHHOM CpacTaHHH, HAMP., AAT. II. eg. 4. M. p. geruojam wu gerdmjam (B NepBOM clyuyae MeCTOHMeHHe TMPHCOeAHHHJIOCh K TIpHJIAaraTeJIbHOMY C HOMHHAJIbHbIM OKOHUAHHeM, BO BTOPOM — K TpHJIaraTe/bHOMY, HMEIOIeMy Yxe NPOHOMHHAJbHYIO OJIeKcnio), »x.p. heróis ui heróis (cf. *bem, + para ela, u bem, + para ela). Tlponecc cpacranusi GopM npHJiaraTeJibHOTro H MeCTOH MeHHS B OJĮHO CJIOKHOE CJIOBO HayaJ/ics Ele B TJIyOOKONH JpPeBHOCTH, a 3aBepLIHJICS CpaBHHTeJIbHO NO3JIHO, TIO BCeil BeposTHOCTH, yxKe nocjie pacriajja BOCTO4KHO-GaJITHHCKOTO S13bIKOBOTO ej|HHCTBA. B crarbe Take paccMaTpHBaIOTCA HEKOTODpbIe OcOGeHHOCTH ĮįaJIbHelinIeTO pa3BHTHS MecToHMEHHbIX (DODM B MODERNOS LITUANOS DIALETOS, B VOLUME NÚMERO TENDÊNCIA K LIQUIDAÇÃO (siciliano DO PRIMEIRO Componente. Estudo dos indicados NpOLECCoB, M0 y6ex AeHHIO aBTopa, JĮOJIXXHO SINOCOPULAR OCBELIEHHIO HCTODHH MeCTOHMEHHbIX INpHJIAaraTeJIbHbIX B CJIABAHCKHX f3bIKAX, TaK Kak Te MPOLEeCChl, KOTOPbIe MPOUCXOAAT B COBPEMEHHBIX JIMTOBCKHX JĮHAJIEKTAX, B CJIABAHCKHX sI3blKaX 3aBeplLIHJIMCh elle B Ja/IeKoi APeBHOCTH. 104
Z. ZINKEVIČIUS SOBRE A HISTÓRIA OF ADJETIVOS PRONOMINAIS IN LITUANO Tentativa An de resumo is feita para to revisar e complementar o estudo do autor „Lietuvių kalbos jvardziuotiniy būdvardžių istorijos bruožai“ (Vilnius, A fusão do 1957). adjetivo e do pronome of jis (fem. consideris a-se que to tenham sido um a processo longo e gradual, em vez de uma única a mudança. In Nos tempos antigos, juntamente com formas flexionadas e palavras as compostas, também podem ter ocorrido variantes constituídas por combinações de duas of palavras: o adjetivo e o — pronome. O processo de fusão dos of componentes deve ter of começado nos tempos antigos e sido concluído relativamente in tarde, muito provavelmente após a desintegração do of Leste Unidade linguística báltica. O artigo também aborda certas peculiaridades do desenvolvimof ento posterior das formas of pronominais nos dialetos in modernos of do lituano, as bem como a as tendência de eliminar a flexão do to primeiro componente. of O autor espera que a investigação desses processos possa lançar of alguma luz sobre a história dos adjetivos pronominais on of in eslavos; as as mudanças observadas nos dialetos in modernos do lituano poderiam ter ocorrido de modo semelhante in Tempos in pré-históricos eslavos.
