Žodžių daryba rankraštinėje Kazimiero Kristupo Daukšos lietuvių kalbos gramatikoje
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ACTA LINGUISTICA LITHUANICA XLIX (2003), 63 -102 Formação de palavras na gramática manuscrita da língua lituana de Kazimieras KristupVilniaus universitetas as Daukša ANTANAS SMETONA A gramática manuscrita de Kazimieras Kristupas Daukša, datada da primeira metade do século XIX, é a mais antiga gramática lituana escrita em lituano. Isso faz dela uma fonte importante para as investigações sobre a história da gramática e da terminologia gramatical, e um testemunho das conquistas teóricas da ciência da linguagem na época de Dauksa. Entre outras gramáticas pré-schleicherianas do lituano (e de outras línguas), ela se destaca por seu tratamento exaustivo e teoricamente sólido da formação de palavras, à qual é dada mais proeminência do que nas gramáticas anteriores. A composição e a derivação já são distinguidas e tratadas em seções separadas. O tratamento da formação de palavras por Dauksa pode, portanto, ser visto como uma parte autônoma da gramática, embora seu lugar no sistema gramatical ainda não esteja claramente definido. 1. CONTEXTO HISTÓRICO 1.1. Gramáticas da Lituânia Menor 1.1.1. Já nas primeiras gramáticas da língua lituana, juntamente com a flexão das palavras, fala-se sobre a formação de palavras. Na gramática Grammatica Litvanica de Danielius Kleinas, nos capítulos sobre o nome e o verbo, há seções sobre a formação de palavras: De nominis specie et figura (Sobre o aspecto e a figura do nome) (Klein 1653: 64-69) e De verbi specie et figura (Sobre o aspecto e a figura do verbo) (Klein 1653: 129-131). Não há sistematização da formação de palavras; apenas são mencionados casos isolados de formação sufixal e um ou outro caso de formação prefixal. Explica-se ali que os nomes são primários e derivados, e que são formados a partir de nomes e de outras classes de palavras. A partir de substantivos formam-- se quatro tipos de substantivos derivados: possessivos —tėvainis (: tėvas), namiškis (: namai), miesčionis (: miestas), laukininkas (: laukas), karaliaučionis (: Karaliaučius); patronímicos —Adomaitis (: Adomas), klebonaitis (: klebonas); diminutivos —ponelis (: ponas), žmogutis (: žmogus), silpnokas (: silpnas); adjetivais —geležinis (: geležis), teisybė (: teisus), grožybė, gražumas (: gražus). A partir de outras classes de palavras também se formam substantivos —são derivados com a terminação -a e o sufixo -imas a partir de verbos: valdžia (: valdau)', pabaiga (: pabaigiu); išguldymas, pamokinimas, sakymas. As variantes do sufixo -imas são explicadas com um pouco mais de detalhe. A partir de verbos também se formam adjetivos —šventas (: švenčiu), sveikas. Seguindo o exemplo das gramáticas da língua latina, nas gramáticas antigas, a primeira pessoa do presente do indicativo é considerada a forma básica. A apresentação dos exemplos nesta obra varia um pouco, pois, para manter a autenticidade, as palavras de base não são apresentadas onde também não apareciam no original.
64 | ANTANAS SMETONA (: convalesço)*. Menciona-se ainda a derivação a partir de advérbios —tolus (: toli), artimas (: arti). A estrutura da secção sobre a formação dos verbos também é semelhante; os verbos são primários e derivados —klausinėju (: klausau)- *. Há três tipos: incoativos (começo a morrer — merdmi, começo a atacar —puolinėju), frequentativos (siuntinéju, užpuolinėju, darbuliuoju, sakydavau, valgydavau)* e diminutivos (valginéju, vaikštinėju, klausinėju, mirinėju, girauju, girsnoju- ). Deve observar-se que Klein por vezes classifica os verbos prefixados entre os primários (pasenstu), e por vezes entre os compostos (suvadinu). Na secção sobre a formação dos verbos mencionam-se também verbos compostos de quatro tipos: substantivo + verbo (kargvedu, juokdarau), advérbio + verbo (gerdarau), preposição + verbo (prieimi, sugrįžtu) e partícula + verbo (beesmi). Não há mais secções sobre a formação de palavras. Mas também se fala de questões de formação nos capítulos sobre flexão ou sobre a formação de formas gramaticais. Deve-se notar que já na primeira gramática se observou a formação funcional. No capítulo sobre os particípios (Klein 1653: 133), afirma-- se que alguns particípios se transformam em nomes em determinadas condições: ao unir o verbo a uma partícula negativa (chamada advérbio por Klein) (nemokytas, negirdėtas), quando perdem o significado temporal (mylėtinas, plaktinas, mokytas) e quando, ao que parece, podem ser comparados e graduados (mokytas —mokyčiausias). Entre os casos de formação funcional estão também a adverbialização do instrumental e do locativo (pulkais, vardu, atviromis, tylomis, viduj). Além da formação de palavras, Klein distingue também os alativos e os ilativos, que não considera casos, mas afirma que com tais terminações se formam advérbios (manimp, namuosna, jūsump)- “. No Compêndio de Klein menciona-se a formação de formas diminutivas e indica-se que se pode ler mais sobre isso na gramática. Na primeira gramática da língua lituana apresentam-se os aspectos mais gerais. Mas esta gramática é também a primeira destinada à prática e a mostrar que a “língua dos bárbaros” não é tão ruim como muitos haviam pensado (ver Klein 1653: 14-15). 1.1.2. Na gramática de Sapūnas e Schultz, Compendium grammaticae lithvanicae, também se fala sobre a formação de palavras nas secções do substantivo e do verbo. Há secções sobre o aspecto e a figura — Figura 4 Species (o tradutor K. Eigminas traduz species por rūšimi [espécie]) (Schultz 1997: 18). Nesta gramática são mencionados os mesmos tipos de formação — possessivos (tėvainis, miesčionis, laukininkas- ), patronímicos (Adomaitis, Jokubaitis), diminutivos (ponelis, vaikelis, žmogutis, lietutis, dukteraitė) (Schultz 1997: 18—20). Fala-se sobre a formação de substantivos a partir de substantivos (geležinis, kūniškas, teisybė, viežlibumas, patogumas- ); mencionam- -se separadamente os derivados com o sufixo -imas e os derivados de outras classes de palavras. Também são mencionados os particípios que se tornaram substantivos (mokytas, pagirtas, priprastas, 2 A relação derivacional dos adjetivos dissilábicos com o verbo é importante até mesmo para as gramáticas contemporâneas (ver Paulauskienė 1994: 181-182). Na realidade, de klausiu. Como se vê pelos exemplos, Klein não distinguia o iterativo gramatical com -davo (tempo passado frequentativo) dos iterativos derivacionais. Que os casos antigos (que historicamente também não são muito antigos — ver Zinkevičius 1966: 200-202) já não pertenciam ao paradigma dos casos no tempo de Klein, mostra-o também o facto de ele considerar os seus elementos pós-posicionais meios de formação de advérbios, 0 e não de casos. Embora, como veremos adiante, Kazimieras Kristupas Daukša, sendo representante dos aukštaitianos orientais, ainda tenha incluído o ilativo no paradigma dos casos, já considerava os elementos -p, -pi certas variantes pós-posicionais de prefixos.
FORMAÇÃO DE PALAVRAS NA GRAMÁTICA DE K. K. DAUKŠA | 65 išganytas, turįs, regįs, tikįs) (Schultz 1997: 22). Sobre as palavras compostas (isto é, compostas e prefixadas), apenas se diz que existe uma grande variedade delas, cuja compreensão é fácil adquirir pela prática (Schultz 1997: 23). A formação dos verbos também difere pouco da gramática de Klein. Aqui, porém, já são estabelecidos quatro tipos de verbos derivados (Schultz 1997: 41): frequentativos (puolinėju, siuntinėju), diminutivos (pataikauju, vaikštinėju, girsnoju, garbinoju- ), causativos (juokinu, puldinu) e intransitivos (myliuos, rašydinuos, be myliu, besi myliuos). Os verbos compostos são tratados com um pouco mais de pormenor (Schultz 1997: 42): formam-- se combinando verbos com nomes (karavedu, juokdarau, dalytėju)- *, com advérbios (gierdarau, gandarau), com preposições (prieimi, ateimi) e com partículas (be eimi, be esmi). Na secção sobre o particípio, menciona-- se a transformação do particípio em nome (Schultz 1997: 63-64), tal como na gramática de Klein. Na gramática, Sapūnas separou o pretérito frequentativo da formação de palavras e foi o primeiro na história da gramática lituana a incluí-lo no sistema dos tempos como o segundo perfeito. Ele apenas formou esta forma temporal não a partir do infinitivo, mas do primeiro perfeito, estabelecendo, por isso, dois sufixos do pretérito frequentativo: -davo (dirbdavo) e -ydavo (sakydavo- ). Tal como Kleinas, considerava o infinitivo uma forma derivada (um modo separado), pelo que não lhe bastava um único sufixo -davo para formar a forma derivada a partir do primeiro perfeito. Além disso, também faltou coerência: afinal, o infinitivo tem três vogais antes de -ti: -é-, -y-, -0-, portanto Sapūnas, procurando ser coerente, deveria ter distinguido não duas, mas quatro formas do pretérito frequentativo: -davo, -ydavo, -ėdavo e -odavo. Ainda assim, a separação do pretérito frequentativo da formação de palavras é uma observação teórica importante, uma descoberta que se consolidou em muitas gramáticas lituanas e permaneceu nas gramáticas atuais, tanto práticas como científicas. 1.1.3. Muito mais detalhadamente sobre a formação de palavras escreve Povilas Fridrichas Ruigis (Paul Friedrich Ruhig) em Anfangsgriinde einer Littauischen Grammatick. A gramática de Klein exerceu influência sobre autores posteriores até mesmo sobre August Schleicher (Schleicher), porém é possível que uma maior atenção à formação também pudesse ter sido determinada pelas gramáticas alemãs. A princípio, sem qualquer sistema, junto às descrições de algumas partes do discurso mencionam-se casos isolados de formação, especialmente de composição. Contudo, um capítulo inteiro é dedicado aos derivados (3 parágrafos). Ele menciona nomina derivata —denominativa: kantrumas (: kantrybė), puodžius (: puodas), girtuoklis (: girtas), geležinis (: geležis); gentilia: os exemplos são surpreendentemente semelhantes aos de Ostermejer (ver o parágrafo seguinte); patronimica: Jokubaitis, Karalūnas; deminutiva: brolužis, broliukas, brolytis etc. —Aqui são acrescentados, não inteiramente de forma clara, os seguintes derivados: silpnokas, graudenimas, prašimas, atpirktojis, pridėtojis, daugumas, tarpininkas, priešininkas, pirmonis; e verbos derivados —laupsinu (: laupsė), garbinu (: garbė), pasinaudoju (: nauda), attolinti (: toli), skirti (: skiru). Sem dúvida, em todos estes exemplos há muitas imprecisões e uma incompreensão das verdadeiras relações derivacionais. 1.1.4. Talvez a formação de palavras seja descrita de modo mais abrangente na Neue littauische Grammatik, de Gotfridas Ostermejeris (Gottfried Ostermeyer). À formação de palavras são dedicados nada menos que 12 parágrafos. Aiš5 Embora em ambas as gramáticas sejam distinguidos os verbos compostos, atualmente não existem tais verbos. No LKZ,, 96 está registado gandaryti, mas os exemplos são apresentados a partir de antigos livros eclesiásticos e dos escritos de Antanas Baranauskas, enquanto karą vedu provavelmente já era, naquela época, duas palavras.
66 | ANTANAS SMETONA distinguir claramente dois modos de formação — a formação de derivados e a composição. Os derivados já são descritos de maneira bastante coerente. Primeiramente, enumeram-- se os sufixos dos substantiv- -yčia, -ystė, -immas, -ummas, -inkas, -inne, -innis, -yne, -ykle, -ikas, -ėjas, -ėjis, -ėje, os (-astis, -estis, -ybe, -ėna, -ojis, -oje, -onas, -onis, -one, -aikštis, -iškis, -iške, -alas, -alus, -unas, -uwas, -uwe, -gys, -lys, -wys, -orus, -žys, -ba, -džia, -kla, -we); depois, explica-se, com exemplos, de que classes de palavras se formam os substantivos: de substantivos —knygininks (: knyga), de adjetivos —plotis (: platus), de pronomes —saviškė (: saves),’ de verbos —valdžia (: valdau), vagis (: vagiu), šėriks (: šėriau) —são apresentados derivados do presente, do passado, do futuro e do infinitivo; de advérbios —daugumas (: daug), de preposições —tarpas (: tarp). Exatamente da mesma maneira, descreve-- se o adjetivo —enumeram- -se os sufixos dos adjetivos e apresentam-se exemplos da formação de adjetivos a partir de substantivo, adjetivo, pronome, verbo, particípio, advérbio e preposição. Ostermejeris não enumera os sufixos verbais, mas apresenta novamente exemplos de formação a partir de substantivos, adjetivos, numerais (suvienyt), pronomes, verbos, advérbios, preposições e interjeições imitativas. Em seguida, afasta-se um pouco da lógica e distinguem- -se ainda alguns casos isolados de formação: diminutivos de nomes, patronímicos (Adomaitis —filho de Adomas), e depois gentílicos (lietuvininks, vokėtis, tilžėnas, karaliaučionis, isrutiškis, klaipėdiškis, darkiemujis). Os nomes de pessoas segundo o lugar de residência (ou de origem) são repetidos exatamente como na gramática de Ruigys; alguns já se repetem da gramática de Kleinas. Outra seção, menor, trata da composição. Aqui, os compostos são classificados segundo o segundo componente, como nas gramáticas atuais; percebe-se que o primeiro define e caracteriza o segundo: substantivo + substantivo, adjetivo + substantivo, pronome + substantivo, advérbio + substantivo (pussiaužiemis, pussiauamžis, neganda, negalė, nežinė), preposição + substantivo (posunis, įsunis, patevis, bedugnis, patvoris, pavasaris, priangis), advérbio + adjetivo (negyws, nelab's)*. 1.2. As gramáticas da Lituânia Maior 1.2.1. Nas gramáticas escritas e publicadas na Lituânia Maior, dedica-se muito menos atenção à formação de palavras. Numa das gramáticas mais importantes, Universitas Lingvarum Litvaniae (1737), não se escreve absolutamente nada sobre a formação de palavras (menciona-se apenas a formação de formas — de graus, dos géneros do adjetivo, dos tempos verbais e semelhantes). Ao que parece, esta gramática não sofreu qualquer influência das obras da Lituânia Menor, cf. Sabaliauskas (1979: 21), cujos autores, é de supor, foram mais influenciados pelas tendências das gramáticas alemãs. É precisamente pela influência das gramáticas alemãs sobre os autores da Lituânia Menor que se pode explicar uma atitude tão diferente em relação às questões da formação de palavras. 1.2.2. Na Lituânia Maior não foram publicadas mais gramáticas no século XVIII; por isso, as gramáticas discutidas a seguir são contemporâneas de Daukša. Infelizmente, nelas dedica-se à formação de palavras pouco mais espaço do que nas obras predecessoras. Na obra Krotkie pomysty o prawidtach grammatycznych jezyka žmudzkiego, escrita em polaco por Juozas Čiulda, sobre a formação de palavras, paraĄ Na verdade, feita a partir de savas, e savas, por sua vez, feito a partir de savo. š Ao que parece, a partícula ne é chamada de advérbio.
FORMAÇÃO DE PALAVRAS NA GRAMÁTICA DE K. K. DAUKŠA | 67 Syta, muito pouco. Ao explicar a semântica dos nomes, são apresentados apenas grupos de substantivos diminutivos (Čiulda 1993: 133). O facto de aqui não haver uma compreensão da formação de palavras é demonstrado pela comparação dos substantivos diminutivos com substantivos estilisticamente conotados de forma negativa, que, do ponto de vista derivacional, também podem ser indecomponíveis (pol. O imionach zgrubiatych i zdrobniatych), isto é, a classificação é feita de acordo com as nuances semânticas. Mais adiante, a formação de palavras só é abordada no capítulo da sintaxe (pol. O Sktadni): a composição de palavras, a adição de prefixos (também entendida como composição) e a adição de sufixos são comparadas à combinação e à concordância sintáticas de palavras. A base do nome composto — uma construção sintática — talvez justifique tal perspetiva; contudo, aqui a formação de palavras não é entendida como um fenómeno gramatical relativamente autónomo. Nesta perspetiva, é possível entrever antes os primórdios da gramática funcional moderna, pois são explicados aspetos como estes: expressamos o tempo pelo acusativo e pelo locativo; caracterizamos um objeto feito de determinado material por derivados com o sufixo -inis; para expressar a totalidade, dispomos do sufixo -ystė. Com efeito, até o título do capítulo sobre os verbos prefixados enfatiza não a formação, mas a função — „o slowach dokonanych“ “sobre os verbos de aspecto perfectivo do evento” (Čiulda 1993: 191-197) —; a formação dos verbos prefixados é explicada por meio da função. Embora se encontre no capítulo de sintaxe, a formação de palavras é provavelmente mais bem discutida em duas subseções: „Sobre a formação de certos substantivos simples a partir de outros“ e „Sobre as palavras compostas“ (em polonês, O formowaniu się rzeczownikow prostych jednych od drugich; O wyrazach ztožonych) (Ciulda 1993: 191-193). Aqui são apresentados, brevemente descritos e classificados os seguintes exemplos: 1) baltumas, aukštybė; 2) karalystė; 3) eglynas (a ele também foram associados os substantivos coletivos banda, būrys, krūva, embora os dois primeiros não sejam derivados); 4) audimas; na segunda subseção —1) pusgalvis, juodbėris, baltnugaris; 2) užtrobis, pasaulis, prieklėtis; 3) bobo, limpa-chaminés, estrutura, ganho; 4) girpelnys, niekdžiugys; 5) camponês-cão, meio-pastor, meio-cão. Os exemplos mostram que falta consideravelmente um único fundamento de classificação e, em geral, uma apresentação sistemática da formação de palavras. E, contudo, estas secções já podem ser consideradas esboços da ciência da formação de palavras. 1.2.3. Outra gramática desse período — também escrita em polaco — foi a de Kalikstas Kasakauskis (Kalixt Kossakowski), Grammatyka języka żmudzkiego... Esta gramática foi publicada em 1832, portanto, provavelmente, tanto a de Čiulda como a de Daukša poderiam ter sido lidas. Nesta gramática não há, em essência, formação de palavras; apenas em alguns lugares são mencionados certos aspetos isolados da formação, mas são apresentados de modo desordenado e sem importância. Por exemplo, menciona- -se a derivação na seção dos advérbios, onde se explica que a partir de adjetivos formam-- se os advérbios —giarai (: giaras), didiey (: didis), gražiey (: gražus), e a partir desses advérbios, os graus —giariaus (: giarai), gražiaus (: graZiey), gražiausiey (: gražiaus). Um pouco mais adiante, distingue- -se outro pequeno grupo de formação de advérbios, onde se afirma que os advérbios são formados a partir de substantivos (embora, na realidade, sejam formados a partir de adjetivos denominais) —kalbiškai (: kalba), bitiškai (: bitė), poniškai (: ponas); kalbingai, poningai, akmeniškai, akmeningai (Kasakauskis 1832: 13-14). Na seção sobre os graus dos adjetivos, explica-se brevemente como se formam as formas pronominais (Kasakauskis 1832: 57-58), enquanto nas seções sobre a classificação do nome e do verbo se estabelecem os seguintes tipos: žodiey nesudiety — dedu, raszau (Kasakauskis 1832: 27), sudiety —sudedu, iraszau (Kasakauskis 1832: 28), sudietiny —draugmokitinis, medutekans; pirmutiny —tiews, dirwa; iszeywy —tiewiszkas, dirwinis (Kasakauskis 1832: 15).
68 | ANTANAS SMETONA 1.2.4. Outra gramática manuscrita da primeira metade do século XIX, de autor desconhecido: X. D. K. P. S. Prawidta Ięzyka Litewskiego Czyli Grammatyka Litewska. Nela menciona-se apenas a derivação prefixal do verbo, juntamente com os paradigmas das formas. O afastamento de uma descrição pormenorizada da formação de palavras (e de outros aspetos da língua) foi deliberado. O autor da gramática afirma:,,.- syklėmis; juk tyrinėjančiam šios mirusios (ar apleistos) kalbos literatūrą gausiai iškyla .não vejo necessidade de ampliar este livrinho com esses tesouros e riquezas ilimitados da língua, menos necessários, desenvolvendo-se também o efeito e a combinação da maioria das palavras que atuam especialmente sobre a mente; tomemos, por exemplo, a palavra bijau, bijausi: gądaw, gądaws, Jssygadaw, pargadaw, nusygądaw, parsegądaw, parsegądynaw...“ (X. D. K. P. S. 2002: 314). 2. APRESENTAÇÃO DA FORMAÇÃO DE PALAVRAS NA GRAMÁTICA DE DAUKŠA VISÃO GERAL 2.1. Na gramática de Daukša (doravante —DG) há quatro capítulos especificamente dedicados à formação de palavras: 1) Sobre a formação de uma parte do discurso a partir de outras (Apie tajsimy vienos dal'os kalbos iš kitu,„,„-—- trata-se da formação sufixal (DG 209-211); 2) Sobre as palavras compostas (Apie iSrejSk’- us sudetin'- us, „,,„) —trata-se de compostos e de palavras com prefixo (DG 212-214); 3) Sobre a preposição e o prefixo (Apie prievardi „) —trata-se da formação prefixal (DG 131-135); 4) Sobre a formação de advérbios a partir de adjetivos e particípios e sobre a sua gradação (Apie tajsimų priežod“ u iš pripultiniku ir vardžod- “'u ir apie ju žiengsn'- avimų,,„,,- ,) — escreve-- se sobre um modelo de formação de advérbios (com o formante -ai) (DG 174). 2.2. O capítulo da FORMAÇÃO SUFIXAL tem quatro subseções: 1) sobre a formação de diminutivos (Apie tajsimy dajktiniku lapningu iš dajktininku abenu (paprastin'u) „„); 2) sobre a formação de substantivos (Apie tajsimy dajktiniku iš kitu dal’u kalbos, „,); 3) sobre a formação de adjetivos (Apie tajsimu pripultiniku iš kitu dal'u kalbos..); 4) sobre a formação de verbos (Apie tajsimu žod“'u iš kitu dal'u kalbos,,,„). O capítulo sobre a formação de diminutivos é provavelmente o mais detalhado; eles são classificados e a formação é brevemente discutida. Contudo, entre os substantivos diminutivos insere-se também um grupo de adjetivos com sufixos diminutivos. Isso é perfeitamente compreensível, pois nas gramáticas antigas o substantivo e o adjetivo eram frequentemente abrangidos por um único conceito de nome. Na realidade, a formação de substantivos e adjetivos diminutivos só pode ser equiparada formalmente. Os adjetivos diminutivos denotam apenas uma intensidade mais fraca da propriedade do que os simples (cf. gražus e gražučiukas, gražutėlis), adquirindo, porém, o sema de agrado apenas quando empregados junto de um substantivo diminutivo. O adjetivo concorda sempre com o substantivo; portanto, na realidade, os adjetivos diminutivos exprimem não a pequenez da propriedade, mas a pequenez do objeto que possui essa propriedade ou uma relação agradável com ele. Nas outras subseções da formação sufixal, apresentam-se simplesmente exemplos correspondentes de famílias de formação das diferentes classes de palavras, classificados segundo as classes de palavras de base. Não há descrição do significado; apresentam-se apenas exemplos formais de formação. Na seção sobre a formação sufixal do 210/19
substantivo, observa-- se uma incoerência — repete-se novamente a formação dos diminutivos, que na seção sobre a formação a partir de outras classes de palavras é completamente inadequada, pois é modificacional. Essa inconsistência metodológica não permitiu revelar um sistema abrangente de formação ŽODŽIŲ DARYBA K. K. DAUKŠOS GRAMATIKOJE | 69 e as relações semânticas entre as palavras de base e os derivados. No entanto, a ideia de apresentar os derivados de acordo com a base de formação também é bastante valiosa. Que se trata precisamente da formação sufixal de substantivos a partir de outras classes gramaticais pode ser compreendido apenas pelos exemplos. 2.3. PALAVRAS COMPOSTAS na gramática são apresentadas não em um capítulo separado, mas de acordo com as classes gramaticais e são chamadas não de compostas, mas de complexas (segundo o polonês zfožone). Na gramática há três subseções: 1) sobre substantivos compostos (Apie dajktinikus sudetin'us 2 sobre adjetivos compostos (Apie pripultinikus sudetin’us,,, |); 3) sobre verbos compostos (Apie Zod“ us sudetin'us,,,„). Nessas subseções não apenas são apresentados exemplos de formação, mas também são explicados alguns aspectos do uso das palavras compostas e indicado a que tipo de flexão pertence o composto. As descrições dos compostos são desigualmente detalhadas: os substantivos compostos são descritos com maior pormenor, 0 dos verbos são apresentados apenas exemplos. Como outros autores das gramáticas antigas, Daukša inclui entre os compostos também as palavras prefixadas, isto é, segue-se a conceção de que uma palavra prefixada é formada pela combinação de uma preposição e de uma palavra autónoma. Não se trata de uma perspetiva inesperada ou incomum e ela tem uma base racional, pois é indubitável que as preposições e os prefixos são cognatos- “. Por isso, a identificação de uma determinada parte da prefixação com a composição é, em essência, aceitável para a linguística sincrónica, pois é muito claro que tanto os substantivos prefixados como os compostos têm o mesmo formante derivacional —a desinência (cf. prieš aušrą = priešaušris e grėblio kotas = grėbliakotis). 2.4. Apesar de as palavras prefixadas serem consideradas compostos, ainda assim pode afirmar-- se que na gramática se fala também separadamente da DERIVAÇÃO PREFIXAL. No capítulo dedicado à preposição, Apie prievardi.,, o autor considera as preposições e os prefixos delas derivados como uma só classe de palavras, pelo que aqui menciona também a derivação prefixal. Isso foi determinado pelas conceções teóricas do autor da gramática acerca das classes de palavras: mantém-- se a tradição ainda da Antiguidade, segundo a qual a preposição e o prefixo são designados pelo mesmo nome porque são cognatos e porque frequentemente a preposição (especialmente a dos nomes) entra na composição da palavra, por exemplo, po stalu —pastalė. O autor sentia que aqui se tratava da mesma coisa. Por fim, os correspondentes dos prefixos verbais também são preposições, cf. išeiti iš..., įeiti į.... Compreendia-se naturalmente que o prefixo e a preposição eram o mesmo elemento, apenas um sendo livre e o outro tendo-se tornado parte integrante da palavra. Contudo, tal abordagem do autor da gramática sobre a essência do prefixo e da preposição na gramática deixa muitas contradições: o prefixo escreve-- se junto com a palavra; portanto, considera-se parte do discurso não apenas a palavra, mas também uma parte da palavra; as palavras prefixadas são consideradas compostas, mas, nas composições habituais, um dos elementos não deveria ser considerado uma palavra independente, uma parte do discurso independente; se os prefixos derivados das preposições são identificados com estas, deveria haver alguma explicação também para aqueles prefixos que não têm correspondentes preposicionais. É particularmente difícil compreender por que razão os elementos pós-posicionais -p, -pi também são considerados preposições, embora seja possível, na gramática histórica, reunir os elementos preposicionais e pós-posicionais num único grupo de elementos não autónomos, propensos a fundir-se com uma palavra autónoma2122) Urbutis (1978: 284) afirma que a formação prefixal é por vezes considerada, na linguística histórica, um tipo de composição. É precisamente assim em Daukša e em muitas gramáticas escritas antes dele, nas quais apenas são mencionadas palavras compostas. Mesmo nos dias de hoje, os prefixos verbais são classificados em prefixos preposicionais e prefixos de origem particulária (be-, te-, nebe-, tebe-), e muitos investigadores, não só na Lituânia, mas também no estrangeiro, escrevem que os prefixos dos substantivos são preposições claras. Paulauskienė (1994: 64) também propõe considerar os substantivos prefixados palavras compostas.
70 | ANTANAS SMETONA džiu, classe de elementos. Neste capítulo da DG estão arroladas as preposições, explica-se como elas se comportam segundo o caso que regem (foi acrescentada uma folha incompleta das cinco dedicadas a esta classe gramatical: DG 131-135), enquanto todo o restante é dedicado aos prefixos. Por isso, este capítulo também pode ser considerado um capítulo sobre a derivação prefixal, com uma introdução sobre a origem dos prefixos. Assim, podem ser encontradas reflexões sobre a derivação prefixal no capítulo das preposições, onde as preposições, os prefixos e os enclíticos locativos (todos eles, na terminologia do autor da gramática — prievardžiai) são divididos em próprios e impróprios, escritos separadamente e aglutinados. Consideram-se aglutinados as terminações dos locativos pós-posicionais -p, -pi (os prievardžiai próprios) e os prefixos (os prievardžiai impróprios). Às preposições próprias é dedicada pouca atenção — simplesmente são classificadas de acordo com a regência de diferentes casos. O autor da gramática, embora tenha reunido as preposições e os prefixos num único capítulo, salienta a sua diferença essencial: as preposições, ao se tornarem parte da palavra, perdem a capacidade de reger um caso (prievard aj prilipe)l'- aj ne, tikriejie ne, valdo prietik'ajs,,,,,). Em seguida, passa-se à explicação do uso e da formação dos prefixos (dos prievardžiai impróprios aglutinados). Primeiramente, eles são classificados de acordo com a origem: o primeiro grupo — iguais aos verdadeiros, pois têm preposições absolutamente correspondentes: až, ažu, in, i, iš, nil, nu, po, pe,; prie, pro, su. „; o segundo grupo — feitos a partir de preposições verdadeiras, em outras palavras, variantes de prefixos: ap e api — sai de apie; nu sai de ni; pa sai de po, par de peg; pra de pro, pri de prie, sun de SU 517397 o terceiro grupo — não feitos de nada e, isoladamente, não significam nada, isto é, hoje diríamos que são prefixos de origem nas partículas e que, de modo geral, não têm correspondentes entre as preposições: at, ata, ato; už, uzu; be, tebe, nebe, <...> lienkisky prievardi do, kuri Lietuvnikas iškalba da,... Em seguida, apresenta-se uma parte extensa, porém de modo algum intitulada, sobre a formação prefixal e a explicação da ortografia (e do uso) dos prefixos — a isso são dedicadas quase quatro páginas (DG 132-135). O capítulo Sobre os prefixos trata de todas as partes do discurso que podem ter um prefixo: tanto dos substantivos e verbos como dos adjetivos. Na gramática, ao explicar a derivação com determinados prefixos, na maioria dos casos indica-se de que parte do discurso ela é feita. Devido a tal apresentação da derivação, é muito difícil distinguir o que pertence a que parte do discurso. Essa confusão obriga a escolher o seguinte plano para a descrição subsequente da derivação prefixal: a descrição principal da derivação prefixal será apresentada no capítulo dos verbos prefixados (porque Daukša fala sobretudo de verbos e, em geral, esse modo de derivação é mais característico dos verbos) (ver 5.2.2), enquanto nos capítulos sobre a derivação de substantivos prefixados (ver 3.3.2) e de adjetivos (ver 4.3.2) apenas serão mencionados os aspectos próprios dessas partes do dėlinės darybos). discurso, com referências ao capítulo principal da derivação prefixal (tanto mais que nesta gramática, como mencionado recentemente, não se distingue a composição da prefixO título do capítulo 2.5. DERIVAÇÃO DOS ADVÉRBIOS, Apie tajsimy priežod“ 'u iš pripultiniku ir vardžod“- 'u ir apie ju žiengsn'avimų.,, mostra que aqui a formação dos graus ainda não está separada da derivação das palavras. Daukša considera o advérbio uma parte invariável do discurso, e a gradação não uma categoria flexional, mas derivacional. Em geral, todas as partes do discurso estão divididas em flexionáveis e invariáveis e, com base nisso, na gramática foram constituídos dois grandes capítulos: Sobre as partes invariáveis do discurso e Sobre as partes flexionáveis do
discurso; o advérbio é descrito primeiro entre as partes invariáveis do discurso, mas a descrição da derivação dos advérbios acaba no capítulo das partes flexionáveis do discurso — talvez porque no título também se mencione a gradação e a DERIVAÇÃO DAS PALAVRAS NA GRAMÁTICA DE K. K. DAUKŠA | 71. Na seção sobre a formação de advérbios, tenta-se apresentar nada menos que quatro casos de formação; contudo, examinando-os mais atentamente, fica claro que apenas um trata da verdadeira formação de advérbios (com o formante -ai, cf. 6.1), enquanto os outros três grupos de exemplos tratam da formação de adjetivos a partir de advérbios (cf. 6.2), da formação de advérbios nos graus comparativo e superlativo e da formação da forma não flexionada em gênero do estado do adjetivo. 2.6. A FORMAÇÃO DE PALAVRAS POR DESINÊNCIAS é descrita de modo insuficiente na DG. A estrutura dos derivados com desinências não precedidas de prefixo é transferida para a seção sobre palavras compostas. À verdadeira formação por desinências pode ser associado o trecho gramatical em que se trata da formação de antropônimos e etnônimos femininos a partir dos masculinos, por exemplo, anglė (: anglas). A seção intitula-- se Sobre a formação do feminino a partir do masculino (Apie tajsimų gimties motegriškos iš viriskos „,.). Nela, de fato, mostra-- se sobretudo a flexão por gênero, enquanto um ou outro aspecto da formação de palavras será discutido na seção sobre a formação de substantivos (cf. 3.4.1). 2.7. FRAGMENTOS DA FORMAÇÃO DE PALAVRAS também podem ser encontrados em outras seções da gramática, isto é, onde a lógica da exposição o exige. Entre esses fragmentos de formação, deve-se mencionar прежде de tudo uma descrição bastante detalhada da formação das formas verbais na seção introdutória dos paradigmas de conjugação (DG 176-181). Aqui são apresentados três subcapítulos da formação das formas verbais, segundo a base de formação — as três formas principais do verbo. Entre as formas verbais incluem-- se também alguns derivados sufixais de verbos e substantivos. Isso ocorre porque, nas gramáticas antigas, ainda não se distinguia inteiramente a formação das formas verbais da formação de alguns derivados sufixais. Isso pode ser compreendido sabendo-- se como regularmente, por exemplo, se formam a partir de um verbo os derivados com os sufixos -imas (-ymas). Tal regularidade da formação, ao que parece, não permitiu ao autor da gramática deixar de mencionar justamente este caso de formação no subcapítulo da fonética, onde se explica detalhadamente a grafia da vogal i (DG 118-119). Todos os derivados sufixais destes capítulos são analisados neste trabalho nas partes correspondentes à formação sufixal dos substantivos e dos verbos. Assim, em DG, à formação de palavras em geral é dada mais atenção do que nas outras gramáticas escritas na Grande Lituânia. Por outro lado, a maior atenção dada à formação, contudo, não foi suficiente para se afastar da compreensão dos antecessores sobre as questões de formação. 3. FORMAÇÃO DE SUBSTANTIVOS 3.1. Substantivos sufixais 3.1.1. Dá-se a maior atenção aos derivados de substantivos DG. A maior e mais pormenorizadamente descrita categoria de formação desses substantivos é a dos —DIMINUTIVOS (substantivos diminutivos sufixais). Este início da descrição da formação sufixal dos substantivos manteve- -se até aos nossos dias, embora os diminutivos sejam estilisticamente conotados e usados nem em todos os estilos. Isto é determinado por dois fatores: a) o seu uso frequente na linguagem coloquial e b) a regularidade potencial da formação: de cada substantivo, mesmo com vários sufixos, podem formar-- se diminutivos (Ulvydas, red., 1965: 253-288). Os diminutivos DG são divididos em três tipos de formação (o quarto tipo distinguido na gramática é a formação de adjetivos com sufixos diminutivos e é discutido na seção correspondente sobre a formação de adjetivos, cf. 4.1.2):
78 | ANTANAS SMETONA mis, cuja base de formação provavelmente é precisamente kad: „talvez aqui haja uma partícula -ai acrescentada“ (Zinkevičius 1966: 408). O exemplo kadžia apresentado é ainda mais obscuro. Ainda assim, ele pode ser compreendido como um substantivo. No manuscrito do contemporâneo de Daukša, Ambraziejus Kašarauskas, é apresentado o seguinte exemplo: Kuri tat kadė! (LKZ, 44) — kade ‘tempo, hora’. A transformação de kadė em kadžia nos dialetos dos aukštaitianos orientais, devido à mistura dos temas em ė e ia, é, contudo, inteiramente regular (Zinkevičius 1966: 226, 247) (cf. também 3.1.4). No entanto, a associação derivacional do substantivo kadžia “tempo, hora' com a conjunção kad é, na realidade, errônea. A semântica da conjunção não permite anexar meios de formação de substantivos (sufixos), portanto não é possível formar substantivos a partir de conjunções: o sufixo deve alterar o significado lexical, ao passo que a conjunção não possui significado lexical. A sua função é —gramatical. É um morfema da frase. 3.2. Substantivos compostos 3.2.1. Na secção da gramática dedicada à formação de substantivos compostos, os exemplos apresentados são, provavelmente, os mais comentados pelo autor. Em primeiro lugar, são analisados os substantivos compostos formados a partir de dois substantivos. O autor da gramática afirma que a base de tal formação é —o genitivo plural de um substantivo e outro substantivo livremente flexionável. Não se sabe por que razão a forma de base do primeiro elemento do substantivo composto é considerada o genitivo plural —afirma-- se que, supostamente, é necessário substituir a desinência do genitivo plural -u por -a ou simplesmente eliminá-la. Uma coisa é certa: assim evita-se a explicação das alterações do radical consonântico, por exemplo, šun-pėdis. As alterações do segundo componente do substantivo composto e a escolha da desinência da palavra composta não são explicadas de modo tão coerente: as desinências do gênero masculino são substituídas por -is, e a desinência dos substantivos de radical consonântico é substituída por -enis. Do ponto de vista da segmentação morfêmica, isso não é inteiramente exato, mas, para fins práticos de ensino, é bastante conveniente: ryt-met-is, mišk-a-žmog-is, galvij-piem-enis. Não se escreve sobre as vogais de ligação. O autor afirma que a desinência do substantivo feminino é substituída por -ė: bal-puš-ė. O autor vê tal alteração das desinências apenas nos compostos formados por dois substantivos, e isso nem sempre, pois, como se verá adiante, a escolha da desinência não coincide com o gênero da palavra-base, por exemplo, ritme,is,,,, it darbimege,,,., —o segundo elemento de ambos os compostos é metas. Também é bastante duvidosa a afirmação de que, se a palavra-base do gênero correspondente tiver a desinência -is ou -ė, ela permanece inalterada também no composto: vilka-žolė. Isso é correto apenas formalmente, pois, na realidade, aqui se trata da homonímia de morfemas comum na língua lituana'. Quase junto de todos os compostos indica-se a que declinações pertencem. Após a caracterização do modo de formação e do paradigma flexional do composto, explicam-- se também os significados de alguns compostos e das combinações de palavras que lhes servem de base. Recorre-- se aos seguintes exemplos: Ritme,tis (: Rito metas), Miškažmogis (: Miško žmogus), Galvijpieme,nis (: Gal'- 13 Esta inconsistência teórica nem sempre é plenamente compreendida nem mesmo na linguística contemporânea, por isso vale a pena explicá-la separadamente. Com efeito, seria errado afirmar que, nas palavras ož-k-a, ei-k e Graž-k-a, há o mesmo sufixo — são três sufixos diferentes, apenas a sua forma coincide. Do mesmo modo, há terminações completamente diferentes em al-us (nom. sg. tema em u) e vaik-us (acc. pl. tema em a). Daí segue-se a conclusão: as terminações de žol-ė e vilkžol-ė diferem exatamente da mesma maneira que as de puš-is e balpuš-ė. Por isso também não se pode afirmar que, na palavra vilkžolė, a terminação permaneceu inalterada. A terminação da palavra žolė significa nom. sg. ; da palavra vilkžolė —nom. sg. + formante derivacional.
FORMAÇÃO DE PALAVRAS NA GRAMÁTICA DE K. K. DAUKŠA | 79 viju piemuo), Vilkazole,, vilkZole, (: Vilko Zole,), Šilaže; me,, šilžeme, (: Silo Zemey,), Sunpedis, Suntakis (: Sunies pedas, Sunies takas), Balpuse, (: Balos pušis) ir tajp tol avs... Vê-se que o autor escolhe os exemplos de modo a permitir ilustrar a relação entre o substantivo composto e a construção sintática de base, isto é, observa-- se que a base da formação não é constituída por substantivos simplesmente casuais, mas apenas por aqueles que formam uma žodžių junginį. (Aišku, ne visada galima išskaidyti dūrinį ir gauti tos pačios reikšmės combinação significativa de palavras: dviratis — não são duas rodas; kupranugaris — não são uma corcova e uma coluna; o composto frequentemente se separa semanticamente da base, funciona na língua como uma palavra independente e adquire novos significados e sentidos figurados.) Os exemplos de Daukša não são apresentados simplesmente, mas explica-- se como se deve decompor uma palavra composta ou qual construção sintática deve corresponder ao composto. Aqui vale a pena citar o próprio autor da gramática: Frequentemente, os nomes compostos são expressos por dois nomes: o primeiro é usado no caso genitivo do singular, e o segundo é flexionado em casos e números de acordo com a sua declinação,,,... Tal interpretação leva a pensar que talvez Daukša, por vezes, não distinguisse a direção da derivação. Além disso, a construção sintática de base e o composto não são considerados sinônimos completos; percebe-- se uma diferença semântica: a palavra composta tem uma conotação mais negativa, enquanto a construção sintática tem uma conotação mais positiva: todos os nomes, pronunciados com dois nomes, significam um pouco de respeito (cf. pol. poszanowač ‘honrar’), mas, se pronunciados com um único nome composto, significam mais reprovação,,,.. 3.2.2. A seguir, Daukša estabelece mais alguns modelos de compostos, comenta a sua formação e flexão: šienapjutis, rug'apjutis, vasarojpjutis, mežlaveįžtis, „„são flexionados como não compostos segundo o sétimo paradigma estabelecido na gramática —ela é feminina. Sobre os compostos naktigone,, darbime,te,, naktidavža,. diz-se que a base dos primeiros elementos é um inessivo singular abreviado, embora ainda há pouco se tivesse afirmado que a base do primeiro elemento do composto é o genitivo plural (ver 3.2.1). Mas tal solução é, aparentemente, a única possível no caso em que não são indicadas as vogais de ligação. O gênero dos compostos de alguns desses grupos não é claro. O gênero dos substantivos que designam objetos inanimados não é motivado; por isso, ainda hoje, o gênero de alguns deles não se fixou e varia nos dialetos. Na gramática afirma-se que o género do composto é determinado pelo género da segunda palavra de base (ver 3.2.1). Os exemplos, naturalmente, são poucos, mas, se os compostos femininos šienapjutis, rug'apjutis, vasarojpjutis, mežlave,žtis forem formados a partir de dois substantivos, conclui-se que não se observa a regra estabelecida de escolher a terminação -ė para os compostos femininos. Os substantivos de base provavelmente eram pjutis, vežtis ou važtis“* — o género é incerto. Se mantivermos a posição de que estes compostos são formados a partir de um substantivo e de um verbo, a escolha do género não será motivada; contudo, então, torna-se inexplicável o surgimento do sufixo -t-. Em geral, tal diversidade na escolha dos géneros (mais precisamente — dos temas) é inteiramente regular também nos dialetos atuais (Zinkevičius 1966: 219); portanto, este fenómeno estava vivo igualmente nos dialetos dos aukštaičiai orientais de meados do século XIX. 3.2.3. Descrevem-se separadamente os compostos que designam pessoas: šienapjuvis, šienpjuvis (: šieno pjovejas, pjavtojas); žmogažudis, žmogžudis (: žmogavs ou žmon'u '*—Aliás, os substantivos vasarojpjūtis e vežtis /važtis não estão registados no Lietuvių kalbos žodynas. A ausência do significado de intervalo de tempo (como em pjūties) não permite relacioná-- la com važta. Por isso, meslaveztis | mėšlavažtis também pode ser uma formação analógica.
80 | ANTANAS SMETONA assassino); dūnadavis, dūndavis (: dūnos davejas, dutojas); malkakirtis (: malku kirtejas, kirstojas); mesedis (: mesos edejas, estojas),- ,,,. São apresentadas apenas as formas do gênero masculino. Na gramática afirma-se que os compostos deste tipo se ligam da mesma forma que dois substantivos simples, apenas se suprimindo, ao que parece, mais componentes do substantivo deverbal: quais e como — não se explica. Na verdade, podem ser compostos com um segundo componente deverbal: šienapjuvis “aquele que corta o feno”, žmogažudis “aquele que mata uma pessoa”, duonadavis “aquele que dá pão” etc. Šienapjuvis, žmogažudis, duonadavis podem ter os componentes de base trocados de lugar: žmogžudys (: matar uma pessoa), mas pode-se supor que, na época em que se formavam compostos desse tipo, a ordem das palavras na frase fosse diferente: duondavis (: dar pão), ou talvez já tivesse sido formado a partir de outra construção: duonadavis (: doador de pão; genitivo determinativo + substantivo deverbal) ‘aquele que dá pão’. Este último pensamento parece mais convincente — o segundo passo a partir do verbo, isto é, o nome do agente formado a partir do verbo, davėjas (: duoti), tem o seu significado posteriormente restringido pelo genitivo determinativo duonos davėjas; ao formar um composto, o sufixo com a desinência é eliminado e obtém-se duondavis. Há muitos vocábulos desse tipo, e é precisamente essa a sua formação que Daukša identifica. Para alguns compostos, são apresentadas variantes com vogal de ligação e sem ela — essa apresentação provavelmente reflete tendências reais de uso. Entre os exemplos concretos, mencione- -se šienpjuvis — com a vogal u da raiz do verbo (provavelmente uma vogal longa ou semilonga). Em LKZ,,, 750 são apresentados exemplos apenas de textos e dos dialetos dos aukštaičiai ocidentais e meridionais; não há exemplos dos aukštaičiai orientais. Outro exemplo é mésédis ‘aquele que come carne’. A sua estrutura é habitual, mas na mesma página menciona- -se ainda outro composto formado a partir das mesmas palavras de base — mesiedas- ,,,,. É preciso supor que se tem em mente o período entre o Natal e o Užgavėnės. No dialeto do norte de Panevėžys (nas proximidades de Biržai), a transformação de ė em ie é regular (LKŽ,,, 44). A terminação diferente permite distingui-- lo da designação de pessoa meésédis. As palavras-- base deste grupo de compostos são derivados com os sufixos -tojas e -ėjas. No DG, eles são apresentados na seção sobre a formação a partir das formas principais do verbo, enquanto neste trabalho são analisados na seção dos substantivos sufixais (cf. 3.1.8.). 3.2.4. Na gramática, descrevem-se separadamente os compostos com os chamados prefixoides e sufixoides atuais — elementos de palavras compostas que, devido à regularidade da formação, já se assemelham a prefixos ou sufixos, por exemplo: pusrytis ou laibgalis. A observação e a agrupação desses fenômenos revelam uma considerável percepção linguística do autor da gramática. São analisados separadamente os compostos com pus-, vidir e -gal-: pusritis, pusbe,rnis, pusbrolis, pusdienis, pus'žuSIS 4,3,» PUS @vnaktis, pus'avžiemis, pus'avgave,nis, pus'avdienis,.. vidudienis, vidunaktis, viduvasaris, viduzZiemis, vidupievis (vidulavkis arba vidulavke,"),,.,, drutgalis, lajbgalis- .» tvoragalis, tvorugalis,,,., sienojgalis,... Os exemplos apresentados com os elementos pus e pusiau mostram (e o autor da gramática constata isso) que a base da formação pode ser não apenas o substantivo pusė, mas também o advérbio pusiau. A gramática também indica o significado derivacional desse tipo de formação: designa a metade do objeto nomeado pelo segundo elemento — metade de rito, metade de puse; bemno, „„„Sem dúvida, esta é uma generalização não muito exata; o verdadeiro significado derivacional de pusbernis é ‘ainda nãoVIII As palavras vidulavkis e vidulavke, riscadas no manuscrito.
FORMAÇÃO DE PALAVRAS NA GRAMÁTICA DE K. K. DAUKŠA | 81 crescido até certa idade’, o de puszgsis — “aproximadamente metade da coisa expressa pelo segundo componente”, o de pusbrolis — “filho da irmã ou do irmão do pai ou da mãe” etc. Também se podem mencionar dois exemplos inicialmente incluídos na seção dos adjetivos compostos, mas posteriormente excluídos: pus'žmogis, pus'ponis,, . (os adjetivos compostos com o componente pus são discutidos em 4.2.3). O seu significado derivacional é muito mais generalizado, varia menos; talvez por isso também não tenha sido percebida a diversidade dos significados dos substantivos compostos correspondentes. Também merece atenção os adjetivos formados a partir de pus e de um substantivo, pois hoje eles se substantivaram fortemente — sobre isso, ver mais detalhadamente 4.2.3. Na DG já se vislumbra uma diferença no significado derivacional dos compostos com vid: vidudienis, vidunaktis, viduvasaris, vidužiemis significam “o meio do dia, da noite, do verão, do inverno”, isto é, ‘o meio do período de tempo expresso pelo segundo componente do composto’ . Neste grupo semântico não se inclui vidupievis — ele significa „um prado situado entre campos aráveis“- .„„De modo semelhante, o significado é definido no dicionário: „um prado situado entre campos ou terras aráveis“ (LKZ, 96). Deve-se observar que o autor da gramática excluiu vidulaukis e vidulaukė deste grupo de compostos. E, de fato — vidulaukis não tem o significado de „estar entre algo“. Os compostos com a raiz -gals constituem dois grupos, separados segundo o primeiro elemento do composto — um adjetivo ou um substantivo. Entre os compostos formados a partir de adjetivos, apresentam-se os seguintes exemplos: drūtgalis e laibgalis. Na gramática afirma-- se que não é possível formar tais compostos a partir de qualquer adjetivo, mas apenas a partir de um adjetivo aržvalgingo? (wzglednego), „A partir de apenas dois exemplos, é difícil dizer agora o que o autor tinha em mente, pois se percebe que ele próprio também duvidava do termo artžvalgingas, razão pela qual apresentou até mesmo o equivalente em polonês. Hoje compreendemos este termo polonês como relativo (Vaitkevičiūtė 1994: 924). Vadinasi, Daukša teigė, kad tik iš santykinių būdvardžių daromi dūriniai su galas. Žinoma, iš visų santykinių nedaroma (pvz., nejungiama gražus + galas, greitas + galas), bet pateikti pavyzdžiai to neneigia. Be to, pateikiami ir pamatiniai junginiai drutasaj galas, lajbasaj galas,,., iS kurių matyti, kad pamatiniai būdvardžiai yra įvardžiuotiniai. Kita grupė dūrinių su pirmuoju dėmeniu daiktavardžiu: tvoragalis, tvorugalis, sienojgalis. Pateikiamų pavyzdžių darybinės reikšmės gerokai skiriasi: tvoragalis reiškia tvoros galas arba Smotas,,- ,,,, 0 tvorugalis reiškia tvoros galų, kur tvora bajg asi,., sienojgalis reiškia sienojos galų arba šmotu ir mažu sienoji, „„.Reikšmių apibendrinimą rodo ir autoriaus teiginys: visi „jiems tolygūs“ turi tą pačią reikšmę. Taigi, DaukSa mano, kad rvoragalio | tvorugalio atveju reikšmės skirtumą lemia būtent jungiamasis balsis. Nežinia, ar čia tik tarmės ypatybė, nes daugiau apie tokius atvejus medžiagos rasti nepavyko. 3.3. Priešdėliniai daiktavardžiai 3.3.1. Os substantivos verbais prefixais são mencionados na secção dos substantivos compostos. Segundo a opinião do autor, eles são compostos de um prefixo e de um verbo: priedas, apiraSas, atarašas, ažurašas, irašas, išrašas, parašas; pejrasas, prirašas, Kaip jau kalbėta 2.3, čia priešdėlinių veiksmažodžių galūnių vediniai sutapatinami su surašas, užrašas, „„. substantivos prefixais, que de facto podem ser considerados compostos. Tal classificação foi determinada também pelo facto de que, em geral, em toda a gramática, nem sequer se mencionam os derivados de desinência. Mais precisamente, o autor não aborda aqui a derivação. Ele simplesmente constata o facto,
82 | ANTANAS SMETONA de que «as formações derivadas de verbos prefixais» são declinadas como os substantivos não prefixais das respetivas declinações (iSejnyntie nit žod“'u sudetin'u |...) atsimajno kajp n'e, sudeti,.). Portanto, o aparecimento destes exemplos na seção dos compostos indicaria que o autor da gramática não distinguia os tipos de formação apirašas e apyrankė. No mesmo capítulo, essas dúvidas são dissipadas — mencionam-se separadamente também os substantivos prefixados formados por uma preposição e um substantivo: pamiske,, palavke, paupe,; apinaktis, apižiemis; priesienis, Também é apresentada a significação derivacional dessas formações: Zinklina artumy sudetin’o prie n'ežsudetin'uj e; synt€o,,., — a formação indica proximidade em relação à coisa expressa pela palavra de base. Na seção dos substantivos compostos também é mencionado o substantivo prefixado niisaviste,,, „L. Afirma-se que ele é formado a partir de uma preposição e de um pronome. No paradigma derivacional do pronome possessivo, essa formação, sem dúvida, tem seu lugar, mas, devido à complexa cadeia derivacional, o autor da gramática não conseguiu nustatyti-la: essa formação também é mencionada na seção dos substantivos sufixados (ver 3.1.10). 3.3.2. Fala-se mais sobre a formação dos substantivos prefixados na seção das preposições da gramática manuscrita (ver 2.4). Embora a maior parte se destine aos verbos prefixados, são apresentados muitos exemplos de outras classes gramaticais, entre eles também substantivos prefixados. OS SUBSTANTIVOS COM O PREFIXO AT e todas as suas variantes são poucos. Com este prefixo formam-se sobretudo verbos (cf. 5.2.7) e explica-se o uso das variantes do prefixo. O autor afirma que o prefixo ato é usado com substantivos derivados de verbos e na própria classe dos substantivos, às vezes com adjetivos: atož'ura, atotvanas,.,,, Não são apresentados mais exemplos, mas ele próprio usa mais algumas vezes atožvalga,.,., e uma vez atomajna,, (isto também pode ser um erro de revisão, pois, de resto, em todos os outros lugares se usa atamaina). Na língua do autor da gramática usa-se apenas um substantivo com o prefixo at-: atmaina “paradigma, declinação, conjugação, terminação' —atamajnos, atmajnas, atomajna. OS PREFIXOS P4-E PO também são mencionados na seção das preposições. Aí se explica que, na maioria das vezes, esses prefixos (nas terminologia da gramática, preposições) são acrescentados a verbos e, com muito menos frequência, a substantivos e adjetivos. Não são apresentados quaisquer exemplos de verbos, sendo ilustrado apenas o uso menos frequente. São apresentados os seguintes substantivos: poil'sis, posunis, povajkis, podukra „„. O uso desses prefixos está estreitamente relacionado tanto com os substantivos como com os adjetivos e com os verbos, que são formados de maneira mais sistemática, embora os exemplos destes sejam os menos numerosos. Na gramática do século XIX, os derivados prefixais ainda não são sistematizados segundo as classes gramaticais; além disso, talvez nem fosse possível fazê-lo, pois, por exemplo, os adjetivos também são apresentados com as mesmas variantes do prefixo: padidis, pabaltis etc. Por isso, para que o quadro seja mais completo, é mais conveniente discutir todos os derivados do prefixo em um único capítulo. Isso é feito no capítulo sobre a formação prefixal dos verbos, 5.2.3. DOS SUBSTANTIVOS COM OS PREFIXOS UZ-, AZ há apenas um par (ažurašas, užrašas,„„.), e eles são formados a partir de verbos prefixados; por isso, suas características e diferenças são discutidas detalhadamente no capítulo sobre a formação prefixal dos verbos, 5.2.8. Dos substantivos com o prefixo į também há apenas um par: islenis,„„„, (: slėnis), irašas, „„(: įrašyti). O autor da gramática usa raramente os derivados desse prefixo e os trata de modo bastante breve na seção FORMAÇÃO DE PALAVRAS NA GRAMÁTICA DE K. K. DAUKŠA | 83. A problemática dos derivados deste prefixo é mais revelada através dos derivados prefixais dos verbos, por isso ele é discutido na secção 5.2.4 sobre a formação dos verbos. À primeira vista, naquele capítulo sobre as preposições, a formação do PAR DE PREPOSIÇÃO E PREFIXO SU IR SAN-(SĄ-) parece completamente infundada. Isso foi provavelmente determinado tanto pelo vocalismo alterado do prefixo są-, san- (pronunciado su-, sunpelos panevėžiškiai do norte), como pelas variantes da preposição su conhecidas pelo autor da gramática (sa em parte dos aukštaičiai ocidentais e em letão) — portanto, devido à mera semelhança fonética, ele pode também ter identificado esta preposição com o prefixo. Derivados do prefixo są na gramática: syntarme,, sundara, synzine,,.,, suzine,,,,.. sunkalbinis „„„, surasas,..; Derivados do prefixo su: sustatimas,,.., subal’ses, , e dois verbos —sudetas „„„„„sudūti,,.. (sobre a formação dos
verbos com sgir suzr. 5.2.5). Dois derivados suscitam dúvidas. Surasas pode ser um derivado sufixal a partir do verbo prefixado surašyti (cf. aprašas de aprašyti), embora a ortografia da gramática não impeça interpretar surašas como sąrašas. Subalsę só pode ser compreendido como um derivado de są —sąbalsė, pois ao lado não existe o mesmo verbo com o prefixo su-. Todos estes exemplos, contudo, permitem supor que os habitantes do norte de Panevėžys, devido à coincidência do vocalismo dos prefixos sgir, poderiam também identificar esses prefixos. 3.4. Substantivos — derivados sufixais 3.4.1. A formação sufixal dos DG não é denominada, mas, em geral, ao tratar dos derivados sufixais, Daukša inevitavelmente tem de falar deles ao explicar Sobre a formação do gênero feminino a partir do masculino (Apie tajsimų gimties moteriškos iš viriskos „„„). Aqui são apresentados dois grupos de palavras. Sobre o primeiro grupo diz-se que, a partir de substantivos do gênero masculino formados de outras classes gramaticais, formam-se formas do gênero feminino, mudando a terminação -us para -ė: yndegne, (: undegn'us), tikne, (: tikn'us), kitre, (: kitrus),„„- „„Esta já é uma apresentação da formação sufixal de palavras. Embora as palavras tiknius e kitrus também possam ser usadas como adjetivos, é preciso confiar na afirmação do autor da gramática de que são substantivos, pois, sem exemplos, pouco se pode concluir. O segundo grupo é caracterizado ainda mais brevemente —a partir de nomes étnicos do gênero masculino, o nome étnico do gênero feminino forma-se mudando a terminação -as para -ė: Lietuv'nike, (: Lietuv'nikas), Ruse, (: Rusas), Linke, (: Lienkas), tFegkea (: tFeskas), Latve, (: Latvis), Ingle, (: Inglis),,,,.. É possível que em meados do século XIX isso fosse compreendido de outra maneira? Pois aqui, de fato, muda-se apenas a terminação. Ainda hoje não está claro se se trata de uma oposição derivacional clara ou de formas substantiva mobilia equivalentes, não ligadas entre si por relações derivacionais. Na dissertação de Judita Džežulskienė afirma-se que estes pares devem ser considerados «uma categoria derivacional separada (que abrange as designações dos agentes da ação e dos detentores de uma característica) de pessoas (animais)» (Džežulskienė 2001: 5). Consequentemente, dificilmente se poderá falar das relações derivacionais entre os membros do par. Este modelo de formação de palavras, ao que parece, não era tão habitual nem desenvolvido no dialeto como é hoje. Servia apenas para nomes de pessoas. Depois de apresentar sete paradigmas de flexão dos nomes, o autor enumera também catorze grupos de palavras que, de uma forma ou de outra, não se enquadram nesses paradigmas: a umas falta o plural, a outras o singular, o singular de umas é flexionado segundo um paradigma, o plural —segundo outro, etc. Na lista de tais irregularidades entraram os nomes de animais selvagens e de aves que pertencem a um único género, mas podem designar tanto o género masculino como o feminino (por exemplo, meška, kiškis). Autor
84 | ANTANAS SMETONA não propõe ampliar o modelo derivacional em questão nem utilizar quaisquer sufixos para formar as formas de ambos os gêneros (por exemplo, meškinas, kiškė), mas toma as palavras auxiliares patinas e patytė e nem sequer faz os substantivos concordarem com elas: bajkstus kiškis patinas, bajkštus kiškis patite,; ke,bli meSka patinas, kebli meįška patite,; pilkas žvirblis patinas, pilkas žvirblis patite,; marga kregzde, patinas, marga kregzde, patite, „L. 3.4.2. Daiktavardžių darybos skyriuje dar pateikiama darybos iš jaustukų pavyzdžių: ajmana, ajman'a (: ajman’),,.- .. No Dicionário da Língua Lituana afirma-- se que a interjeição aiman deriva da fusão de ai e man (LKZ, 38), portanto é plenamente possível que tais palavras fossem classificadas no DG entre os compostos. Contudo, aimana está incluída na seção dos substantivos sufixais, embora essa palavra não tenha sufixo. Os substantivos desse tipo são, de fato, derivados de terminações a partir de verbos, cf. rauda (: raudoti), malda (: maldauti) etc. Nas seções sobre a derivação de verbos e adjetivos, a interjeição aiman volta a aparecer como base derivacional (ver 5.1.4) — aimanuoti e aimaningas. De fato, a palavra principal do ninho derivacional é uma interjeição, mas primeiro formamos um verbo a partir da interjeição e, depois, a partir dele, todos os outros derivados possíveis; por exemplo, os derivados com o sufixo -ingas são formados a partir de um substantivo: aimaningas (: aimana). Na gramática são apresentadas duas variantes do substantivo aimana, de temas em —a e em ia: aimana e aimania. Isso provavelmente reflete o uso real dos habitantes da Alta Lituânia oriental naquela época. 4. FORMAÇÃO DE ADJETIVOS Em sua gramática, Daukša dedicou à formação de adjetivos, assim como à dos substantivos, dois capítulos: sobre adjetivos sufixais e sobre adjetivos compostos. Os adjetivos prefixais foram incluídos em dois capítulos — o dos adjetivos compostos e o das preposições. A apresentação da formação de adjetivos não difere da apresentação da formação de verbos nem da de substantivos. 4.1. Adjetivos sufixais 4.1.1. A formação de adjetivos sufixais a partir de outras classes de palavras é descrita separadamente: Apie tajsimu pripultininku iš kitu dal'u kalbos,,,,. Afirma-se que os adjetivos são formados a partir de substantivos, adjetivos, pronomes, particípios, verbos, advérbios, preposições e interjeições, e, sem comentários, apresentam-se exemplos dessa formação. Além disso, parte dos adjetivos sufixais é mencionada na seção sobre a formação sufixal de substantivos (ver 3.1.1) e constitui o quarto tipo de diminutivos. Isso é perfeitamente compreensível, pois até na lista das classes de palavras o substantivo não é separado do adjetivo, e ambos são denominados nomes — uma tradição da gramática latina. 4.1.2. Assim como na seção sobre a formação de substantivos, a discussão da formação sufixal de adjetivos começa pelos adjetivos que possuem sufixos diminutivos: baltutis, baltute, baltutelis, baltutele, (: baltas, balta), nedidutis, nedidute,, nedidutelis, nedidutele, (: ne, didis, nedide,), grazutis, grazute,, grazutelis, grazutele, (: gražus, graži), Este tipo de formação é apresentado de maneira muito sucinta, sem comentários. Afirma-se que as terminações adjetivais -as, -iS, -US5, -4, -i, -€34,„, são substituídas pelos sufixos -utis e -utėlis (-utis, -ute,, -utelis, -utete,,,.,). Os derivados são completamente sistemáticos e claros. O sufixo -utėlis é considerado um único sufixo independente, e não uma combinação de dois sufixos.
FORMAÇÃO DE PALAVRAS NA GRAMÁTICA DE K. K. DAUKŠA | 85 4.1.3. A seguir enumeram-se as classes de palavras a partir das quais se formam adjetivos. A partir de substantivos: de brol’o —broliskas, brolinis,,,: a partir de adjetivos: de balto —balsganas, balsvas e todos os diminutivos —baltutis, baltutelis itt, „„; a partir de pronomes: de manies, tavies, savies, musu, jusu ejna: maniškas, taviskas, saviškas, musiškas, jusiškas- ,..; a partir de particípios: de pirkto —pirktinis, rašito —rašitinis,,. '°; a partir de verbos: de dūti —davingas, davus, dūslingas, dūslus, dūsningas, dusnus,, „„; a partir de advérbios: de toli —totus, tol'imas; de unksti —unkstus, unkstivas; de dabar —dabarikšt“'as, dabarikstis,,. ; de preposições: de prieš —priešingas; de lig —ligus,, y, de interjeições: de ajman —ajmaningas, ajįmanus.. A partir dos exemplos apresentados, também é possível formar uma opinião sobre o pensamento teórico do autor. É claro que os derivados apresentados sem frases ou combinações de palavras não permitem compreender exatamente o seu significado. A formação de adjetivos a partir de substantivos, adjetivos e pronomes não suscita quaisquer dúvidas ou problemas. Os exemplos de derivação a partir de adjetivos estão divididos em duas partes: derivados usuais (balzganas, balsvas) e diminutivos (baltutis, baltutélis). Daukša considera os derivados maniškas, taviškas, saviškas, broliškas etc. como adjetivos. Isso é inteiramente regular, pois o sufixo -iškas ocorre apenas em adjetivos (cf. žemiškas, žmoniškas, pieniškas etc.). Derivações muito semelhantes, como maniškis, taviškis, saviškis etc., são consideradas substantivos na gramática (ver 3.1.10). Embora, na realidade, as derivações com o sufixo -iškis também pudessem ser adjetivos (cf. vilniškis laikraštis), maniškis e taviškis são geralmente usados substantivadamente ou até já substantivados. Exemplos inadequados foram escolhidos para a formação de adjetivos a partir de interjeições — é claro que aimanus e aimaningas são membros autênticos do mesmo ninho derivacional da interjeição aiman, mas não são formados diretamente a partir da interjeição; já são derivações secundárias do substantivo correspondente — ver 3.4.2 e 5.1.4. 4.1.4. Daukša descreveu a formação de adjetivos a partir de particípios — foram apresentados os derivados com o sufixo -inis pirktinis, rašytinis. Na Gramática da língua lituana (Ulvydas, ed., 1965: 571), apresenta-se a hipótese de que tais derivações podem ser relacionadas ao infinitivo e de que se pode isolar o sufixo -tinis. Ainda assim, aqui revela-se a perspicácia de Daukša, que lhe permitiu perceber na derivação tanto o significado relativo do adjetivo quanto o significado do particípio passivo: ainda hoje há autores que consideram que adjetivos como pirktinis, austinis, dirbtinis e semelhantes são formados a partir dos particípios passivos do pretérito correspondentes (pirktas, austas, dirbtas) com o sufixo -inis (Paulauskienė 1994: 183). O autor da gramática havia incluído aqui também o par rastas — rastinis, mas não se sabe por que o riscou. 4.1.5. Um ninho derivacional bastante confuso de duoti. Em geral, a derivação de adjetivos a partir de verbos é habitual, mas os exemplos do ninho derivacional são apresentados como equivalentes, sem levar em conta a hierarquia dos derivados: davingas, davus, dūslingas, dūslus, dūsningas, dūsnus (: dūūti),.. Os derivados de duoti aqui só podem ser dois: dūsnus e dūslus. Do pretérito pontual só pode haver davus — além disso, trata-se de um derivado de desinência, não de sufixo. Neste ninho não são estabelecidas as formas básicas do verbo, embora, em geral, Daukša distinga bem a derivação a partir de diferentes formas principais do verbo — ver. 2.7. Os derivados com o sufixo -ingas são formados a partir dos adjetivos correspondentes. O significado de alguns derivados é muito pouco claro, portanto há até fundamento para duvidar de sua realidade. Davus, dūsnus e dūslus são sinônimos (LKZ, 343). Quanto ao sinonimismo de dūsnus e dūslus, não surgem dúvidas sobre as variantes dos sufixos e os significados, pois no dicionário pa16 Aqui riscado: do encontrado —rastinis.
86 | ANTANAS SMETONA são fornecidos exemplos suficientes (LKŽ, 614). Contudo, junto de davus não há qualquer exemplo, apenas são indicadas as fontes — Jurgis Slapelis e Ambraziejus Kašarauskas. E um fato leva a duvidar da confiabilidade dessas fontes: ambos tinham nas mãos o DG e o dicionário e copiavam deles os exemplos (ver Būga 1923: 344—345; Balčikonis 1955); portanto, não se trata de duas fontes diferentes, mas, essencialmente, de uma única fonte não verificada, na qual também podem ocorrer formas irreais. Pela mesma razão, surgem dúvidas também quanto ao substantivo kadžia, kadė ‘tempo, hora’ (ver 3.1.12). Outra questão bastante complexa é a grafia da vogal (ditongo- ?) da raiz: dir, dislingas, diislus, diisningas, diisnus. Essa grafia polifonética poderia ser entendida até de três maneiras. Primeiro — trata-se, de fato, de uma grafia polifonética, que indica que o autor da gramática ouviu sons diversos em diferentes dialetos, por exemplo: duoti, duti, douti (cf. Zinkevičius 1966: 84-88); isso também é corroborado por uma afirmação gramatical: os aukštaitianos pronunciam em alguns lugares o ditongo completo, enquanto os žemaitianos pronunciam apenas a primeira vogal ou trocam ambos os sons de lugar e, em vez de uo, pronunciam ou (ov),... A propósito, vemos que a alternância do ditongo uo é considerada por Daukša uma diferença entre aukštaitianos e žemaitianos, mas esse ditongo também é monoftongizado pelos próprios aukštaitianos orientais. Em segundo lugar — isso pode ser uma questão não de ortografia polifonética, mas de ortografia morfológica: o autor da gramática não ouviu nenhuma variante de pronúncia, e escreveu de acordo com a palavra de base; exige-se escrever avti, gavti, mavti, pois ave,, gavo, Move... Em terceiro lugar — o autor ouviu os žemaitianos diftongarem a vogal longa da raiz nas palavras dosnus, doslus, dosningas, doslingas e, por isso, escreveu o grafema polifonético:t; contudo, isso é o menos provável, pois, ao falar da pronúncia da vogal o, o autor nada diz sobre a sua diftongação. 4.1.6. Formação de adjetivos a partir de advérbios: tofus, tol'imas (: toli), unkstus, unkstivas (: unksti), dabarikšt“'as, dabarikštis (: dabar),,. A formação a partir de advérbios é novamente ilustrada pelos advérbios toli, anksti. Fala-se mais sobre isso em 3.1.11 e 6.2. Se não se considera a direção de formação de toli —tolus e anksti —ankstus, aqui tudo é compreensível. Os derivados sufixais tolimas e ankstyvas, sem dúvida, não são formados a partir de advérbios, 0 mas dos adjetivos correspondentes. A formação dos derivados dabarykščias e dabarykštis a partir do advérbio não suscita dúvidas. Apresentam-se, alternadamente, derivados usados com diferentes nom. sg. terminações. Parece que o derivado com terminação nominal será usado mais frequentemente pelos habitantes do alto leste da Lituânia, pois é apresentado primeiro. 4.1.7. Formação de adjetivos a partir de preposições: priešingas (: prieš), ligus (: lig); a partir de preposições, tal como de conjunções (ver 3.1.12), não se podem formar nomes. As preposições não têm uma raiz à qual os formantes derivacionais pudessem ligar-se. Portanto, exemplos desse tipo de formação estão incorretos. Priešingas poderia ser formado a partir do advérbio priešais (também existia o adjetivo priešus) ou do substantivo priešas, assim como muitos derivados com o sufixo -ingas (Ambrazas, ed., 1997: 198), enquanto lygus deveria, em geral, ser considerado uma palavra simples. Assim, o modelo de formação de adjetivos a partir de preposições fica sem exemplos e deve ser considerado um equívoco do autor da gramática. 4.2. Adjetivos compostos 4.2.1. A seção sobre adjetivos compostos é incomparavelmente mais concisa do que a seção sobre substantivos compostos. Ela, juntamente com a seção sobre
ŽODŽIŲ DARYBA K. K. DAUKŠOS GRAMATIKOJE | 87 verbos compostos, coube em uma única página e foi intitulada Sobre os adjetivos compostos (Apie pripultinikus sudetin’- us,,). Os adjetivos compostos são classificados segundo a base de formação; para alguns deles há breves explicações: adjetivos formados a partir de dois substantivos —linaZiedis, Sunasirdis,,,,; a partir de um adjetivo e de um substantivo —žmogus baltaplavkis ou baltaplukis,,,; do pronome e do substantivo —kasdienis, kasdieninis, kasmetinis, ins do substantivo e do verbo — šalnakundis,,,,,; de dois adjetivos —jūdmargis, jūdberis, Zal’'margis,,,,; d$ adjetivo e do particípio —Visogalis,,,,; do advérbio e do particípio —davggalis,,,,. Como componente separado da composição é mencionado o substantivo pusė, com o qual podem ser unidos substantivos e adjetivos, por exemplo: pus'ymzis,,,., pus'baltis,,.. 4.2.2. Muitos compostos não suscitam quaisquer dúvidas ou questões. Tenta-se explicar o significado derivacional de alguns compostos, tal como o dos substantivos compostos: jūdmargis, jūdberis, Zal’'marygis žienklina dvi pripulti vienon vieton sumajšitas, kajp šitūsie išre; jšk'uosie —dvi "mostis,,, As; baltaplavkis ou baltaplaukis significa o seguinte: uma pessoa que tem cabelos brancos ou uma pessoa com cabelos brancos ou uma pessoa de cabelo branco,,,. Contudo, aqui é explicada não a significação lexical derivacional, mas a individual; além disso, apresentam-se equivalentes sintáticos sinônimos — o caso, a construção preposicional e o grupo de um atributo participial destacado; linažiedis, šunaširdis — “uma palavra [adjetivo] formada por composição, tendo como componentes um substantivo, um verbo e um adjetivo- ”, tu dajktiniku,,,„ O significado dos outros grupos de adjetivos compostos não é explicado, apenas se diz de que classes de palavras eles são formados. Na gramática afirma-- se que os compostos judmargis, jūdberis, žal margis são formados por dois adjetivos. Na verdade, ambas as raízes são adjetivais. Se Daukša tivesse tentado encontrar um equivalente sintático (como no caso dos substantivos compostos), talvez tivesse ficado claro que se trata de um composto de um advérbio adjetival e de um adjetivo — juodai margas, juodai bėras, žaliai! margas (me žalai — isso mostra o sinal de suavidade junto a /). A Gramática Acadêmica da Língua Lituana não reconhece o advérbio no primeiro elemento, mas afirma tratar-- se de dois radicais adjetivais (Ulvydas, ed., 1965: 600). Algumas outras fontes (Paulauskienė 1994: 197; Ambrazas, ed., 1997: 234) seguem o mesmo ponto de vista que Daukša, embora, na verdade, aqui possa haver diferentes análises: juodmargis, juodbėris, žalmargis são certamente formados por um advérbio e um adjetivo, mas famsžalis também pode provir de tamsus žalias, pois tal combinação é perfeitamente possível na língua: Nusipirkau tamsų žalią kostiumą. 4.2.3. Outro tipo de formação de adjetivos compostos — com o componente de origem substantival pus-. Com este prefixoide também se formam substantivos compostos (ver 3.2.4.). Na gramática, distinguem-se claramente dois tipos de formação segundo o segundo elemento de base (adjetivo ou substantivo). O primeiro grupo de derivados lembra muito os substantivos compostos: pus'umžis, pus'gal'vis, pus'begrnis, pus’kvortis,,,„,.. Sobretudo pusbernis e puskvortis. Pusbernis chegou até a ser incluído na seção dos substantivos compostos. Daukša explica o significado desses compostos e demonstra convincentemente que eles podem ser entendidos como adjetivos: tur'gntis pusi, to viso: umž'o, galvos ir pripulties be; rno,,,,., isto é, tendo metade da idade, metade da cabeça e metade das características de um rapaz. Em determinadas circunstâncias, todos esses compostos também podem ser empregados substantivadamente e até substantivar-se completamente. Infelizmente, nas gramáticas antigas há pouquíssimos exemplos, sobretudo de frases ou de combinações de palavras. E é precisamente sobre as classes destes compostos que se pode falar apenas no contexto claro de combinações de palavras (por exemplo: o homem de meia-idade que passou estava tranquilo —substantivo; o homem de meia-idade estava tranquilo —adjetivo; somente uma pessoa de meia-idade pode compreender e fazer isso —adjetivo usado substantivamente; ou um exemplo com a palavra,
94 | ANTANAS SMETONA o autor da gramática compreende as diferenças entre a formação prefixal do substantivo e a do verbo. Eis como é descrita a formação com alguns prefixos: as preposições ato, nuo, po, prie, pro, san geralmente escrevem-se com substantivos formados a partir de verbos e com substantivos compostos, mas às vezes também se escrevem com adjetivos, k.š. : atož'ura, atotvanas, poil'sis, priespavda <...> posunis, povajkis, podukra, priekletis, priesienis, produris, prokirtis... Esta afirmação mostra que os substantivos prefixais deverbais, tais como priespauda (: prispausti), se distinguem claramente dos, nas palavras do autor da gramática, substantivos compostos, tais como prieklėtis (: prie klėties). Em outro lugar, explica-- se até que correspondentes sintáticos têm os verdadeiros substantivos prefixais (compostos) assim formados: bebarzdis —significa o mesmo que neturintis barzdos ou be barzdos.- ,,,. O autor da gramática ainda não podia ser inteiramente coerente. Na seção sobre a formação de palavras compostas, chama, contudo, os verbos prefixados de palavras compostas, embora isso ainda não negue o fato de que distinguiu a formação de substantivos a partir de verbos prefixados e a formação de substantivos prefixados dentro da classe dos substantivos. A abordagem das palavras prefixadas como compostos nas seções posteriores da gramática (especialmente nas dedicadas às palavras compostas) ajuda também a evitar um erro teórico frequentemente cometido ainda hoje: em nenhum lugar se afirma que, com um prefixo, se pode formar um derivado de outra classe de palavras — afinal, o prefixo não altera o significado categorial da palavra. Por exemplo, na seção sobre adjetivos compostos afirma-se que é possível formar um adjetivo combinando um substantivo e a preposição be, o que não é de modo algum o mesmo que afirmar que, a partir de um substantivo com um prefixo, formamos um adjetivo. Este fenômeno é explicado mais amplamente por Paulauskienė (1994: 192-193). Menciona-se várias vezes que, nos derivados prefixados com pronome reflexivo, a partícula reflexiva se encontra entre o prefixo e a raiz. O autor da gramática manuscrita compreende que as diferentes classes de palavras têm os seus próprios prefixos e que a formação prefixal não altera o significado categorial da palavra. Ele enumera os prefixos com os quais se formam apenas verbos: ap, at, ata, až, da, in, iš, nu, par, per, pro, pri, su, uz, užu —dedasi su žod“'ajs yr visajs iSre,jsk ajs nit žod"'u išejjnunt“"ajs „L. Aqui, sem dúvida, há uma concepção peculiarmente equivocada da derivação, pois, por exemplo, atvažiavimas não é formado de važiavimas e de um prefixo, mas de atvažiuoti e de um sufixo. Contudo, Daukša observa em toda parte regularmente a estrutura das palavras, e não a relação entre a palavra de base e o derivado. As gramáticas da época em questão não distinguiam a análise morfêmica da análise derivacional. Por isso, também Daukša não podia pensar de outro modo. Ele apenas via aquilo que existe na palavra, e, com base nisso, não é difícil atribuir o mesmo derivado tanto às palavras formadas por prefixação quanto às formadas por sufixação. O prefixo e a preposição são aparentados; por isso, Daukša pode afirmar que, com os mesmos prefixos, se formam tanto verbos como substantivos e até adjetivos: ažuupis arba aZuupe,, ažukalnis arba ažukalnę- ,, islenis, negbilis, negale,, n'apikunta, ne,krikštas, negikedis „„,; apiname,, paname,, apibaltis, pabaltis, apibalt“'- aj, pabalt“'- aj.,,.. De tais afirmações e exemplos surge a questão de saber se difere o uso de algumas variantes de prefixos. E essa questão surge não apenas para os leitores da gramática, mas também para o próprio autor. Em seguida, ele tenta realmente distinguir o uso de algumas variantes de prefixos: e não apenas com base na ortografia formal, mas também percebe diferenças de significado. Na gramática, são tratadas separadamente as seguintes variantes de prefixos: apapi-, atata-, ažažu-, užužu-, parper-. Parir e per-, naturalmente, são prefixos diferentes, e não variantes do mesmo prefixo va-
FORMAÇÃO DE PALAVRAS NA GRAMÁTICA DE K. K. DAUKŠA | 95 riantes, porém, por razões fonéticas, acabaram incluídos numa mesma série com os pares de variantes. Por outro lado, až e už não são considerados variantes e são rigorosamente distinguidos. Sobre os pares de prefixos į e in-, są e su-, po e pa, pouco se fala, mas, pelos exemplos, observações e menções apresentados até mesmo em outras seções de formação de palavras, fica claro que eles também são, de uma forma ou de outra, tentativamente relacionados semanticamente. Por isso, todos eles são analisados a seguir. aos prefixos, não há. Em 5.2.3. POIR PAaprašyti palyginti išsamiai, nors atskiro skyrelio, skirto šiems priešdois lugares tenta-se definir o seu uso. Daukša afirma que podažniausiai é usado com substantivos formados a partir de verbos (como poilsis, de pailsėti). Como o autor da gramática considera pair e polaik como formados pelo mesmo prefixo, isso significa que ele já é capaz de reunir os alomorfes numa única morfema (identificação da morfema). A alteração fonética do prefixo é regular. Essa alteração geralmente é um fenômeno acompanhante da derivação sufixal das palavras. O autor da gramática também identifica um modelo derivacional separado a partir de uma construção sintática (preposição + substantivo). São considerados compostos os substantivos posūnis, povaikis. Às vezes também se formam adjetivos, mas não são apresentados exemplos, embora mais adiante nesta seção se veja que justamente são usados padidis, pasaldis. O prefixo é usado com verbos, com palavras e formas derivadas deles e, por vezes, com substantivos, adjetivos e advérbios: combina-- se com verbos e com todas as palavras derivadas deles; além disso, também se combina com substantivos, adjetivos e advérbios: paname,, pabaltis pabalt“'aj.,.. Não há exemplos de verbos; apresentam-se apenas — substantivo e adjetivo mais raros. Mais palavras com estes prefixos são apresentadas nas secções de substantivos compostos (cf. 3.3.1) e de adjetivos (cf. 4.3.1) da gramática manuscrita; de resto, encontram-se ao longo de todo o texto da gramática. Para tornar mais claro o que o autor da gramática pensava sobre os prefixos pair po-, pode-se examinar o seu uso ao longo de toda a gramática: o prefixo poé usado 9 vezes: povajkis, posunis, podukra „,,, povejsdis- ,, ‘exemplo’, porit,,. poligintin'- aj „„„„*comparativos- ', poil’sis „„„žime,s poiSrejSkine,s ou poistarine,s “sinais de pontuação da frase'; o prefixo é usado com muito mais frequência (em várias centenas de exemplos, mas trata-se sobretudo de verbos e das suas formas). Na secção de adjetivos compostos da gramática, apresentam-se primeiro pagrajtis, padidis e pasal'dis,,- „. Outros exemplos: pabajgos,- ,,,,, paavgo,.,.. pabajgtin- 'aj,,., pabaltis,,., paZisti,,,, pauntrins- ,,.. pasalijie,... papegktin- 'aj y., paprastin- ’is,.,., pamiske,, palavke, paupe,,.... paname, „ir t.t. " A partir dos exemplos apresentados, vê-se que o uso dos prefixos pair povarto não difere do atual, com exceção dos adjetivos prefixais de origem adjetival pagrajtis, padidis, pasal'dis, pabaltis e de alguns adjetivos prefixais com o sufixo -inis pabajgtin- 'aj, pape,; jktin'aj, paprastin- 'is —poligintin- 'aj, poišre,įškinę,s, poistarine,s. De resto, os aukštaitianos orientais podem transformar o o tônico em a (Zinkevičius 1966: 69), por isso é possível perceber na DG várias contradições. Primeiro, não está claro por que não se emprega polifonético '" Na Gramática da língua lituana contemporânea, nos sistemas de formação de substantivos e adjetivos, o prefixo panelaikomas povariantu —ambos são considerados prefixos diferentes (Ambrazas, ed., 1997: 145, 224). Então permanece pouco claro o prefixo panors e a transformação não inteiramente regular em prefixo poao formar substantivos a partir de verbos: potraukis (: patraukti- ), postūmis (: pastumti), poilsis (: pailsėti), pokalbis (: pakalbėti) etc. Há muitos derivados desse tipo, talvez até tantos quanto pagalba (: pagelbėti), paroda (: parodyti), pažyma (: pažymėti). Por isso, também na gramática manuscrita, mantém-- se a concepção de que os prefixos pair poy são variantes fonéticas; isso também não contradiz Aldona Paulauskienė, que considera esses prefixos variantes fonéticas devido à relação idêntica com a preposição po (Paulauskienė 1994: 96).
96 | ANTANAS SMETONA grafema, pois os exemplos mostram variação na pronúncia. Em segundo lugar, não há qualquer sistema do sufixo -inis nas variantes dos derivados. Disto pode-se concluir que o autor da gramática não percebeu ou não compreendeu algumas particularidades do dialeto. 5.2.4. Į-IR IN-. O autor da gramática estabeleceu que esses prefixos estão relacionados, mas não salientou a sua identidade semântica. Na gramática encontram-se os seguintes derivados do prefixo į-: nos exemplos —isikalbeti,- ,,, , isiris „„„, ikalbeti,, iduti „, 444 (Há também alguns substantivos — islenis „„,„irašas- ,.„.); na linguagem do autor —itikti,,„„„- „ivegstu„- „„„„intiktu,.„„inegštus „y... imegstos,,- ,.,., Observa-- se a seguinte tendência: a preposição į e as suas variantes in, ing, ieng são mencionadas várias vezes nas descrições das preposições, porém não são usadas de modo algum pelo próprio autor, enquanto o prefixo inpavartotas só é usado uma vez (aliás, há ambos os casos: įtikti e intikti) e o prefixo įainda é usado 10 vezes. E é claro por quê: os habitantes do norte de Panevėžys substituem sistematicamente a preposição į pela preposição ant (Zinkevičius 1966: 416). Isso também é confirmado pelo próprio autor da gramática: às vezes também os aukštaitianos seguem os samogícios, mas frequentemente usam a preposição ant em vez de į, por exemplo, ‘unt miestu ejnu’ porém tal enunciado tem um significado um pouco diferente, pois significa ‘ao lado, perto, não longe da cidade, à cidade, junto à cidade', mas não “para dentro da cidade", porque 'ejnu miestan arba ing miestų" significa 'para dentro, para o interior da cidade" _... O prefixo ant não é usado nenhuma vez na gramática e, como se vê pelos exemplos apresentados acima, não é confundido com o prefixo į. 5.2.5. S4-IR e su-. Na sua maioria, com estes prefixos são fornecidos exemplos de substantivos, por isso, neste trabalho, eles são descritos na seção dos substantivos prefixados. Na gramática, os verbos e as suas formas são apresentados assim: sudetas.- ,, suditi,,.. Estes exemplos não suscitam dúvida alguma, mas, quando comparados com os prefixos dos substantivos, fica claro que, devido à coincidência do vocalismo dos prefixos sąir e su, os habitantes do norte de Panevėžys também poderiam confundi-los (ver mais detalhadamente 3.3.2). 5.2.6. AP-IR API-. Estas variantes de prefixo são descritas de forma muito breve; não se observa nenhuma diferença semântica entre elas. Primeiro, apresentam-se recomendações sobre quando se tende a escrever um deles (ap é usado com verbos pronominais) e quando o outro (api é usado sobretudo com verbos que começam por b, p); depois, explica-- se que, em todos os outros casos, são usados como sinónimos (apdeti ou apideti; apdūti ou apidūti; apgavti ou apigavti; apjūkti ou apijūkti „„„). Exatamente o mesmo é dito sobre os prefixos až-, ažu e už-, užu-. Recomenda-se usar apenas ažu e užu com verbos que começam pelas consoantes š, ž. Segundo o autor, com adjetivos deveria usar-se apenas api-. Isto provavelmente significa que, devido às particularidades ortográficas, na gramática foram igualados os prefixos api e apyde diferentes classes gramaticais (ver 4.3.2). 5.2.7. AT-IR ATA-. Parece que não se estabelece nenhuma diferença semântica entre estes prefixos. Assim, na gramática, a diferença entre esses prefixos é apenas um problema ortográfico: indicam-- se nada menos que cinco casos em que se deve escrever at-, e três em que se deve escrever ata-. Escreve-- se at-: 1) com verbos reflexivos — atsikalbeti, atsidūti „„; 2) com verbos que começam por vogais — atarti, atarditi, atesti, ate,jti, atieškoti, atirti „„„; 3) com o infinitivo verbal que começa pelas consoantes b, g j, k,, m,n, p, 5, Š, t, v, z, Z, e com as formas dele derivadas, exceto os particípios passivos do pretérito — atane,štas, atnešti, atnavjinti, atpešti, atpilti, atrasti, atrašiti, atsakiti, atšavkti, atve,sti, atzingti, atžnibti, atrasti, atsakiti, atvariti, atžlobinti; atnešti, atpe,Sti, atšavkti, atže,lti 4) com os particípios ativos do presente e do pretérito simples —atne,Sis, atpe,ŽODŽIŲ DARYBA K. K. DAUKŠOS
GRAMATIKOJE | 97 SiS 4.4, 9) O em geral, no infinitivo, dazn’avs escolhe atne, como ata-, e lab’avs’aj antes de n, p, š, s, “ks. ames, atpesti, atpilti, atSavkti |... Escreve-se ata-: 1) com verbos que começam pelas consoantes d e t, e seus derivados —atadirbti, atadirbimas, atadeti, atadejimas, ataduti, atadavimas, atatravkti, atatravkimas, atatveypti, atatveimas, embora também se escolham atdirbti -bimas, aideti -dejimas, atduoti -davimas,,,, (vemos que a regra não é rígida, aparentemente baseada em fatos da língua viva; portanto, no dialeto, não se evita de modo muito rigoroso o agrupamento inconveniente de consoantes); 2) mais frequentemente com verbos da primeira conjugação do presente e do pretérito simples antes das consoantes m, p, š, s —atanegsa -e, atapejša“ -e,, atašavk'a -ke, beg vienog sakosi yr atšavk'a, atsavke, — arba trumpaj sakunt prieš š abu at yr ata tiek pat’ išsirunda,, (em essência, afirma-se o uso sinonímico das variantes do prefixo); 3) com particípios do tempo passado da voz passiva e com algumas outras formas verbais (nem vale a pena apresentar exemplos, pois primeiro se afirma uma forma (com ata-), mas logo se reconhece que também se usa outra forma (com ar-)). Assim, vemos que a tentativa de separar e definir rigorosamente a grafia das variantes desses prefixos é muito pouco clara. Na realidade, a presença do prefixo diante da raiz não tem qualquer relação com a forma gramatical do verbo, indicada por sufixos ou terminações, e o autor da gramática mistura aqui questões fonéticas com questões gramaticais, que não têm absolutamente nenhuma influência sobre o uso e a grafia das variantes dos prefixos. De uma derivação tão complexa só se pode dizer que no dialeto de Daukša se usava também a forma mais longa do prefixo —ataneštas, atanešiau, mas as formas curtas eram usadas com mais frequência, pois é isso que se afirma no quinto atir e em todos os casos de atara escrita. Nestas regras de uso de atir e ata não se inclui a variante do prefixo ato-. O próprio autor usa-a raramente e apenas menciona separadamente, num lugar, que ela se escreve com substantivos (cf. 3.3.2). Mais uma variante deste prefixo, ati, em geral, nem é usada nem comentada. Na própria linguagem do autor da gramática, os casos de uso dos derivados do prefixo at são muito poucos, mas mesmo eles mostram que as variantes do prefixo não são distinguidas de modo sistemático. São usados apenas alguns derivados com o prefixo at e suas variantes, por isso é possível mencioná-los todos: atmesti —atame,ta, atame,tamos', atame,tunt, atme,sdami, atmegsti, atmetimas, atmegtus; atimti —atjiemis; atmainyti ‘kaityti’ —atmajnamas, atmajnimu, atmajno; atrasti —atrasti,, atradimų; atsakyti —atsakiti, atsakynt’- y. 5.2.8. A relação entre os prefixos aZ-IR é muito mais complexa. O autor da gramática adverte rigorosamente que a confusão desses prefixos é um erro muito grave. A motivação semântica dessa exigência é a seguinte: uma coisa é —aždengti (zakryč) os olhos de quem está de pé, e algo completamente diferente é —uždengti (nakryč) os olhos de quem está deitado „„„ou uma coisa é —užduoti algo a alguém que está em cima (para cima, acima) (não de cima, não desde o alto), e algo completamente diferente é —ažduoti, ažuduoti algo a alguém lateralmente, pelo lado (desde o início, do fim, do meio, de baixo, de cima, da borda ou desde a borda),_.. Outro motivo é o uso diferente desses prefixos na linguagem científica e nos termos; por isso, a diferença é melhor compreendida a partir dos exemplos apresentados. Os derivados do prefixo, em sua opinião, regem a construção com a preposição ant, o acusativo e o ilativo: užjoti unt kalno, užejti unt bažnit“'os, uždeti pejli unt stalo, užstoti unt ke,l'o, uždeti akmegni unt ke,l’o, uzzienge, dungun, uzdave, šienų viršun,..,,„- Os derivados do prefixo ažve- * Nas palavras atane,a e atape,ša o prefixo at foi corrigido para ata-. vedinių valdymas. Daukšos aiškinimai sudėtingi ir painūs dėl dar nesusiformavusios
98 | ANTANAS SMETONA Os derivados regem a construção com a preposição až, o acusativo e o instrumental: ažjoti až kalno/-u, ažejti až bažnit“'os- /-u, aždeti pejli až stalo/u, ažstoti až ke, l'o|-u, ažvariti galvijus až kalno/-u, až ked'o/-u; <...> ažstoti kejlų; aime,sti akmenimis ke,l'ų, ažtajsiti žabajs piliMY oo Aqui é muito útil examinar não os exemplos do autor apresentados na gramática, mas a maneira como ele próprio emprega esses prefixos e preposições: ao todo, eles são empregados 32 vezes; a preposição už, uzu não é empregada de modo algum; a preposição až, ažu é empregada 4 vezes (gal'ame skajtiti ažu klajdy „,„ažu toki skajtiti,,.., prijiemtu ažu ligu „„„prijiemtas ažu pirmų..); os derivados do prefixo až-, ažu são empregados 25 vezes (ažginti ažgresimo ažlajkidami, „„,ažrakintin'aj „„„„ažsimajno „„ažsitil'a,- „„ažtil'a „„„,ažutil'- a,,., ažsitur'a „„„,ažutur'a „„„„ažudravdimu,,,„„- ažujiema,.,- „,.., azulajko,,., azustoja,.., o substantivo aZuvardis „„); os derivados do prefixo uz-, užu são empregados 3 vezes (uzZimetos,,,, e dois adjetivos uzgamin’aj,,,, uzgamin’isie,,,.). Assim, as pesquisas realizadas por Zigmas Zinkevičius também correspondem à descrição da preposição až, aZu e dos prefixos az-, aZubei uz-, užu usados pelos alto-lituanos orientais (Zinkevičius 1966: 428). Naturalmente, a descrição de Daukša reflete a situação do dialeto de meados do século XIX: o significado de ant de užšalia abrange também o significado do ilativo —užjoti ant kalno, užžengti dangun, užduoti viršun. As duas formações com o prefixo už empregadas pelo autor da gramática também são sistemáticas: užžymėtos —têm-se em mente os sinais de acento escritos sobre as letras; o nome užgaminis —de užgamas "povo, linhagem", tendo-se em mente um etnônimo, um nome nacional, e isso provavelmente está relacionado com užgimęs ant Lietuvos. Também deveriam ser mencionados dois substantivos verbais que têm ambos esses prefixos: ažurašas, užrašas, „„. De acordo com a regra de Daukša, ažurašas deveria significar ‘antrasas’, ao passo que užrašas provavelmente corresponderia ao užrašas do significado moderno. 5.2.9. Parece que PAR-IR PER foram provavelmente aproximados apenas por causa da semelhança externa, pois em alguns dialetos coincidem: parlaužti —perlaužti, parkirsti —perkirsti. Aqui também se tenta explicar o significado derivacional das formações desses prefixos, o que indica que esses prefixos não são variantes de um único prefixo; portanto, só se pode supor que Daukša conhecesse o fato da confusão desses prefixos, mas que, em sua gramática, para fins de normatização, os tivesse claramente distinguido. É verdade que não encontramos nenhuma advertência (e as advertências aqui são, em geral, frequentes) de que uma ou outra variante de pronúncia seria um grande erro; disso pode-se concluir que o próprio Daukša distinguia claramente esses derivados com prefixo e não ouvia que alguém os confundisse. Por outro lado, a grafia do prefixo e da preposição per —per —mostra que a pronúncia pode variar: tanto par como per. Na gramática, distinguem-se dois significados derivacionais dos derivados com o prefixo par: direção da ação para a própria casa e ação de significado individual: 1) par é acrescentado apenas a verbos que designam algum movimento e indica o retorno ou o regresso da pessoa ou da coisa, ou o ato de fazê-la retornar „,,,parvažiuoti, pareiti, parjoti, parkakti —e também se pode formar com não todos, mas apenas com verbos de direção; 2) parduoti, išparduoti ką ant turgaus. Para os derivados com o prefixo per, foram estabelecidos quatro significados derivacionais: indica a passagem de algo por cima [1], através [2] ou a realização em excesso [3],,,,., a repetição, o término, a refação [4],.,., — pegejti, pegjoti, pegvaž'ūti, pegbegti „,„; pegdūti.,. ; pegarti, peyskajtiti, perdirbti, Como já foi dito, a grafia polifonética pes não permite determinar a forma verdadeira do prefixo e da preposição. O manuscrito da gramática também contém erros. O prefixo e a preposição per foram escritos apenas uma vez por engano como par.,... A partir desse erro, poder-se-ia supor timidamente que o próprio autor da gramática usava a forma par para per, embora, como foi dito, distinguisse claramente os significados. 149/307 13023?
FORMAÇÃO DE PALAVRAS NA GRAMÁTICA DE K. K. DAUKŠA | 99 5.2.10. Na gramática também são discutidos separadamente os significados dos PREFIXOS BE-, NEBEE TEBE. Em primeiro lugar, surpreende a percepção gramatical, da qual até os investigadores dos nossos dias por vezes carecem. Aqui se tem em mente a determinação de dois significados dos derivados do prefixo be: primeiro, vê-se uma função puramente formal e auxiliar de be — não alterar o significado do verbo e dos seus derivados, 0 afastar o reflexivo da terminação, para que a flexão fosse mais cómoda: Be, colocado com verbos cujos significados geralmente não altera, mas por vezes lots significa do — ou — gi é acrescentado sobretudo a verbos reflexivos «Embora na secção dos prefixos (preposições) não tenha sido apresentado sequer um exemplo de tal uso de be, mais adiante — na secção da flexão do particípio — esta afirmação é repetida com exemplos: d“ 'avg'untisis“ ou bęssid avg yntis; d 'avg'yntisi ou bessid 'avg'unti; d" 'avg'yntisi ou be,sid“avg'ynt,, «Ou outro exemplo: dedamas (besidedyntas),. Essa função do prefixo be não foi percebida nem mesmo por Juozas Balčikonis muito mais tarde. Ao comentar uma afirmação semelhante de uma dissertação, ele escreveu: „A afirmação de que «para a forma do particípio reflexivo o be é até necessário» é uma heresia viva. A partícula be confere determinado significado ao verbo.“ (Balčikonis 1978: 333). Mais tarde, Paulauskienė e Tarvydaitė (1986: 154-156) provaram de modo totalmente convincente que, afinal, o prefixo be tem a função de afastar o reflexivo da terminação flexionada. Outro significado dos derivados do prefixo be: be, com substantivos, expressa a ausência ou é exprimido pela mesma preposição com o genitivo, p. ex. : be,kojis significa o mesmo que neturintis kojos, kojų ou be kojos, kojų „isto é, o derivado do prefixo be indica a falta do objeto designado pela palavra de base e corresponde plenamente à construção sintática com a preposição be. Em outras palavras: besidžiaugianti é um verbo prefixado, enquanto begalvis é uma construção sintática condensada (um composto). Na gramática distinguem- -se os prefixos independentes nebee tebe-. A diferença entre os seus significados é claramente visível: nebesignifica quase o mesmo que jau ne-, enquanto tebesignifica quase o mesmo que dar —Ne„begrašav, ky ne, tiek pat’ kajp jav n'e, rašav,„„„,- te,be,rašav, te; beg aras, ky ne, tiek pat’ kajp —do rasav,,.. O autor da gramática também percebe a sinonímia das construções: ao lado de jau nerašau também se pode dizer jau neberašau, e ao lado de dar rašau também se pode dizer dar teberašau. Com isso, Daukša parece reconhecer a descrição insuficiente dos significados dos prefixos nebee tebe-. 6. FORMAÇÃO DE ADVÉRBIOS 6.1. Ao primeiro grupo de formação de advérbios, como mencionado na visão geral da formação (cf. 2.5), pertencem os advérbios de formação regular com o formante -ai. É verdade que, a princípio, o autor parece não perceber esse formante — afirma que os advérbios são formados a partir do nominativo de adjetivos e particípios com a terminação -as, substituindo -s por -j: g'araj (: g'aras), mil'amaj (: mil'amas) „,„„Isto é uma abordagem formal, pois a terminação é segmentada, embora, na realidade, não seja possível segmentar a terminação como morfema. Ao segmentar o morfema, passa-se automaticamente ao nível das unidades não significativas da língua (fonemas). Isso provavelmente é feito com o objetivo de apresentar o material no manual da maneira mais compreensível e fácil de memorizar possível. Os casos de formação desse tipo apresentados a seguir mostram que o autor distinguiu o formante adverbial -aj. Afirma-- se que, a partir de adjetivos e particípios com as terminações -is e -us, os advérbios são formados a partir do genitivo — as terminações -o ou -aus são substituídas pelo formante -aj: did“ aj (: didis, did“'0),
100 | ANTANAS SMETONA gal'unt“'- aj (: gal'untis, gal’'ynt©- o), ne tikus aj (: negtikis, negtikus- 'o)), plat“'aj (: platus, platavs), gard“ 'aj (: gardus, gardavs), giedr'aj (: giedrus, giedravs- ),.,,,. Especifica-se ainda que a última consoante do radical sempre se palataliza, enquanto f, d se transformam em č, dž. Aqui há vários aspectos incomuns. Primeiro, propõe-- se formar o advérbio a partir do genitivo, embora se explique que as consoantes finais do radical £, d se transformam nas africadas ¢, dž. Ao que parece, a lógica era a seguinte: ninkas dažniausiai jau turi pavirtusius ¢, dž, todėl taisyklė pasidaro trumpesnė, aiškesmais genitivo e compreensível. No entanto, ao apresentar exemplos, ficou claro que, no genitivo dos temas em -u, essa alteração não ocorre (platus, plataus); portanto, foi necessário especificar o amolecimento da consoante final do tema transferido para a categoria dos advérbios e a transformação de f, d em č, dž. Outra afirmação, à primeira vista um tanto incomum, é que os advérbios são formados a partir de adjetivos e particípios com a terminação -is. Na verdade, há apenas um desses adjetivos —didis —e isso pode ser considerado uma exceção. No entanto, a terminação do nominativo singular masculino do particípio ativo do pretérito perfeito do indicativo DG é sistematicamente escrita -is: netikis, atnešis, atpešis, matis e coincide completamente com a terminação do nominativo singular masculino do presente, por exemplo: galiuntis, dirbuntis. A partir desses particípios, às vezes também se podem formar advérbios, se o significado da palavra de base o permitir, por exemplo, netikusiai (: netikęs, netikusio), embora o advérbio formado a partir dessas formas seja frequentemente considerado hoje um erro. 6.2. Outro grupo de advérbios mencionado na seção sobre a formação de advérbios é o grupo com a terminação -i: arti, toli, anksti. Afirma-- se que a partir deles são formados adjetivos: tolus, tolimas (: toli), artus, artimas (: arti), unkstus, ynkstivas (: ynksti).,... Tendo em conta também os derivados de arti, toli descritos em outras seções da gramática, pode-se supor que Daukša considera arti, toli, anksti palavras de base. Isso é correto, mas arti, toli, anksti são historicamente derivados e, muito provavelmente, de adjetivos. Além disso, o autor da gramática trata da formação dos adjetivos no capítulo sobre a formação dos advérbios. Tendo ele próprio usado os adjetivos artus, ankstus, tolus, não percebe a formação dos sufixos -umas, -yvas a partir de adjetivos. Para as conclusões e para determinar os tipos de formação, o material é suficiente, mas foi deixado sem generalização. Ao concluir, o autor da gramática chama a atenção para o fato de que esses advérbios ainda podem encurtar-se: tol”, art“, unkst“,,.. Em geral, a formação a partir dos advérbios anksti, toli, arti é mencionada em vários lugares: na formação dos substantivos (ver 3.1.11), na formação dos adjetivos (ver 4.1.6) e na formação dos verbos (ver 5.1.4). 6.3. Sobre a formação dos advérbios, quando surge a ocasião, escreve-- se também em outras partes da gramática. Por exemplo, ao falar da sinonímia dos formantes adverbiais -aj e -u —grajtokaj aba grajtoku „„„tolokaj aba toloku,.. Aqui não está muito claro se estes são realmente advérbios, pois funcionalmente também podem ser formas não flexionadas do adjetivo, cf.: man gerai —man geru — man gera. O próprio autor da gramática emprega tanto advérbios como formas impessoais de estado com o formante -u, correspondente ao formante -a da língua padrão atual: kas ir reg as buti labaj doru,., — forma indubitavelmente não flexionável do adjetivo; kadu „„„,tadu ss,,„slapt“'u,,.„„—- advérbios indubitáveis. Assim, não resta nenhuma razão para duvidar da afirmação do autor da gramática de que as formas grajtokaj aba grajtoku „„„tolokaj aba toloku,,., são sinônimas, e de que os advérbios com o formante -u constituem um traço marcadamente oriental. Por outro lado, é preciso lembrar que no capítulo sobre a formação dos advérbios de DG
foi incluído no terceiro grupo justamente o estado impessoal do adjetivo, šaltu ou šalta... Já em outro lugar, onde se fala das particularidades da flexão dos nomes, menciona-se a adverbialização do instrumental: alguns deles, embora tenham todos os casos, nos casos truncados adquirem outro significado, kajp šit: slapt“"'- u, šalin (nuo staptis, šalis), tolin, artin', it.t. Todos esses nomes podem ser chamados de advérbios, ŽODŽIŲ DARYBA K. K. DAUKŠOS GRAMATIKOJE | 101, isto é, o significado do instrumental (e do ilativo) pode modificar-se de tal modo que esses nomes se transformam inclusive em advérbios. Esta é uma observação muito importante, que demonstra a variedade da formação dos advérbios. O instrumental do singular de ambos os gêneros em DG tem, em todos os paradigmas, geralmente a desinência -u. Ressalta- -se até insistentemente que se deve dizer sukalba, su rikšte ou su rikšti, su šird“'a ou su širdi; com kume,jle ou com kumae,li, com žole ou com žoly „„ , é um grande erro —é preciso dizer com rikšt“'u, Sird“'u, kumegdu, žolu, kalbu. Ainda no capítulo sobre a formação de advérbios de DG (é verdade que ali se trata, na realidade, não da formação de palavras, mas da formação de formas), escreve-se também sobre o formante da formação de advérbios -yn —Silte lin (: šiltele,snis), šiltin (: Silte,snis) „,,E nos paradigmas da flexão nominal esse formante é chamado desinência do ilativo. 7. GENERALIZAÇÃO Na gramática de Kazimieras Kristupas Daukša, reserva-se à formação de palavras consideravelmente mais espaço do que nas gramáticas da língua lituana escritas até então. Embora nela a formação de palavras ainda não seja concebida como um capítulo uno da gramática, já se vê uma clara separação e formalização da derivação e da composição em capítulos distintos. Por isso, sobre a formação de palavras na gramática de Daukša já se pode falar como sobre um capítulo independente da gramática e, a partir da sua conceção e apresentação, tirar as seguintes conclusões: + Em comparação com as gramáticas dos predecessores e contemporâneos, na gramática manuscrita de Daukša reserva-se incomparavelmente mais atenção à formação de palavras, e isso é feito num nível teórico muito mais elevado. + Ainda não se decidiu o lugar da formação de palavras na gramática. Ela é concebida de três modos: em capítulos separados, a derivação e a composição são nomeadas e descritas; alguns aspectos da formação de palavras são descritos como partes orgânicas da descrição das classes de palavras (a descrição da flexão verbal começa com observações sobre a formação de palavras; a maior parte da descrição das preposições é dedicada à formação de palavras); para alguns aspectos da formação de palavras não foi encontrada qualquer lugar, e eles são apresentados em secções separadas, em locais aleatórios (a formação das formas pronominais de referência, a formação das formas de género). + Abandonou-- se (ou não se compreendeu de modo algum) a formação sufixal: a formação sufixal propriamente dita dos substantivos (stalius) nem sequer é mencionada, enquanto os derivados verbais com prefixos e sufixos são atribuídos à composição. + Fala-se da composição e da derivação não em geral, mas segundo as classes de palavras, isto é, já se vislumbra uma formação completamente diferente das diferentes classes de palavras. | + A formação prefixal dos substantivos é entendida como um tipo de composição, e isso é fundamentado teoricamente e por meio de exemplos. + Já se compreende teoricamente que diferentes classes de palavras têm diferentes conjuntos de formantes de formação de palavras. + Tal como em todas as gramáticas dos predecessores e contemporâneos, o estudo e a compreensão das afirmações são muito dificultados pelo facto de serem apresentados poucos exemplos, não havendo um contexto mais amplo, sem o qual alguns fenómenos são simplesmente impossíveis de avaliar. + Com toda a razão, as formas não flexionadas do adjetivo e do particípio são atribuídas aos advérbios. + Nos capítulos sobre a formação de palavras, também não são deixadas de lado as questões de normatização da língua: as diversas variantes da norma de formação são avaliadas, por vezes, de modo fundamentado e, por vezes, recorrendo-- se apenas à intuição linguística.
102 | ANTANAS SMETONA FONTES CIULDA, J. Breves reflexões sobre as regras da gramática da língua samogícia. Preparado por Giedrius Subačius, Vilnius: Editora de Ciência e Enciclopédias, 1993. (Estudos sobre a história do renascimento lituano, 6.) Daukša, K. K. Breve gramática da língua lituana samogícia, redigida por Kaz'ų (Kazimier'ų) Kris'u (Krištap'ų) Davksi. Manuscrito, Departamento de Manuscritos da VU, F 119-516. KASAKAUSKIS, K. Grammatyka języka žmudzkiego ulozona przez X. Kalixta Kossakowskiego: Katbrieda ležuwio žiamaytiszko, Wilno, 1832. KLEIN, D. Gramatica Litvanica, 1653. Citado segundo: A primeira gramática da língua lituana: ano de 1653, ed. Jonas Kruopas, Vilnius: Editora Estatal de Literatura Política e Científica, 1957. OSTERMEYER, G. Nova gramática lituana, Königsberg, 1791. RUHIG, P. Princípios fundamentais de uma gramática lituana, Königsberg, 1747. ScuuLrz, T. Compendium Grammaticae Lithvanicae. Citado segundo: Gramática de Sapiino e Šulco, ed. esp. Bonifacas Stundžia, Vilnius: Instituto de Publicação de Ciência e Enciclopédias, 1997. Universitas Lingvarum Litvaniae, ed. Kazimieras Eigminas, Vilnius: Mokslas, 1981. X. D. K. P.S. Prawidia Iegzyka Litewskiego Czyli Grammatyka Litewska. Citado segundo: X. D. K. P. S. gramática da língua lituana: início do século XIX. Preparado por Giedrius Subačius, Vilnius: Instituto de Publicação de Ciência e Enciclopédias, 2002. LITERATURA AMBRAZAS, V., ed., 1997: Gramática da língua lituana contemporânea, Vilnius: Instituto de Publicações Científicas e Enciclopédicas., BALČIKONIS, J. 1955: Documento encontrado da ciência da linguagem. Tiesa 1955 04 16. BALČIKONIS, J. 1978: Escritos selecionados 1, Vilnius: Mokslas. BUGA, K. 1923: Material para o dicionário da língua lituana e para o estudo dos dialetos. Tauta ir žodis 1, 344-345. DŽEŽULSKIENĖ, J. 2001: Substantiva mobilia da língua lituana (substantivos móveis). Tese de doutorado, Vilnius. į FRAENKEL, E. 1962, 1965: Dicionário etimológico lituano 1-2, Heidelberg: Carl Winter, Goettingen: Vandenhoeck & Ruprecht. KEINYS, S. 2000: Dicionário da língua lituana contemporânea, Vilnius: Instituto de Publicação de Ciência e Enciclopédias. LKŽ ss Dicionário da língua lituana, Vilnius. PAULAUSKIENĖ, A., TARVYDAITĖ, D. 1986: Normas gramaticais e uso contemporâneo, Kaunas: Šviesa. PAULAUSKIENĖ, A. 1994: Morfologia da língua lituana (Aulas para lituanistas), Vilnius: Editora de Ciência e Enciclopédias. | SABALIAUSKAS, A. 1979: História da investigação da língua lituana até 1940, Vilnius: Mokslas. Urvypas, K., ed., 1965: Gramática da língua lituana 1, Vilnius: Mintis. URBUTIS, V. 1978: Teoria da formação de palavras, Vilnius: Mokslas. VAITKEVIČIŪTĖ, V. 1994: Dicionário das línguas polonesa-lituana, Vilnius: Enciklopedija. ZINKEVIČIUS, Z. 1966: Dialetologia lituana, Vilnius: Mintis. ZINKEVICIUS, Z. 1994: Dialetologia da língua lituana, Vilnius: Editora de Ciência e Enciclopédias. Antanas Smetona Recebido em 15/09/2003 Departamento de Língua Lituana Universiteto g. 5, 01122 Vilnius, Lituânia Vilniaus Universitetas