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Lozorius Zengštokas. „Giesmes Chriksczionischkos ir Duchaunischkos ir jų šaltiniai“

Juozas Karaciejus

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116 | RESENHAS LITERATURA Govt, R. 1973: A propos du voyage de F. de Saussure en Lituânia. Cahters Ferdinand de Saussure 23, 7-24. Mauro, T. de 1972: Notas biográficas et críticas sobre F, de Saussure. Em: F. de Saussure, Curso de de linguística geral, Paris: Payot, 319-404. Smoczvski, W. 2000: Starolitewskie Zmuo, Zmunj entre os na substantivos bálticos atemáticos. Acta Linguistica Lithuanica 43, 18-33. Sane, Cu. S. 1966: Gramática comparativa das línguas bálticas. Oslo: Unwversitetsforlaget. Zinxevicius, Z. 1980: Lietuywy kalbos istorine gramatika 1. Vilnius: Mokslas. Juozas Karaciejus Lietuviy kalbos institutas P. Vilei8io g. 5, 10308, Vilnius Lozorius ZENGSTOKAS HINOS CRISTÃS IR ESPIRITUAIS IR JU FONTES Preparado por Guwo Micueuit Vilnius: Baltos lankos, 2004, 584 p., ISBN 9955-584-71-8 No início de 2005, a editora „Baltos lanky“ (com data de 2004) publicou de uma só vez uma raridade bibliográne fica que se tornou de Lázaro Hinário de 1612 ZengStokas Hinos Cristãs ir Espirituais. A raridade deve-se ao facto de, embora os livros ,,a ir preparação da edição tenha sido apoiada pela Comissão Estatal da Língua Lituana junto da República da Lituânia Seimas* (p. 4), quase até o final de 2005 Esta publicação j não chegou às livrarias ir dessa o forma, e a própria editora também afirma há muito jo tempo que já não a possui. Por isso, inevitavelmente, surgem várias questões: a quem Esta publicação se destinavir a, por quê não é possível encontrar em parte alguma a publicação apoiada pela Comissão Estatal da Língua Lituana? Afinal, não se gostaria de afirmar que A Comissão Estatal da Língua Lituana já começou a apoiar licenças privadas individuais de preparadores. O talvez Com esta publicação, pretendia-- se recordar os tempos soviéticos de «escassez generalizada»?.. A publicação começa com o prefácio do preparador do livro Guido Michelini bilíngue «Introdução» (lituano k. - p. 7-13; inglês k. - p. 14-21). Po jo texto do hinário de Lázaro Zengstoko, impresso por meio fotográfico, com as fontes (p. 22-523), transcrições dos cânticos manuscritos presentes no exemplar de Berlim su fontes (p. 524-526), 3 anexos, i§ dos quais apenas o primeiro —, no exemplar de Vilnius faltam folhas e cânticos manuscritos do exemplar de Berlim* (p. 527-548) — está diretamente relacionado su do hinário de Zengstoko (segundo ir terceiro, t. y. ,,Alguns exemplos i8 1588 m. do hinário publicado em Königsberg Geistliche Lieder und Psalmen“ (p. 549-558) ir Alguns exemplos: i$ 1599 m. do hinário publicado em Nurembergue Geistliche Lieder und Psalmen“ (p. 559-571) são de caráter mais ilustrativo), e, no final —,,Fontes e bibliografia“ (p. 572-573), bem como,,Lista dos textos de cânticos segundo os primeiros versos“ (p. 574-584). O organizador da,,Introdução“ do livro resenhado, após indicar brevemente a relação do hinário de Lázaro Sengstock com os hinários anteriores de Martinho Mažvydas e João Bretke e descrever o estado de dois exemplares do hinário reeditado que sobreviveram até os nossos dias, salienta em seguida que, pelo fato de os textos dos cânticos 50 ,,até As edições de Zeng8toko foram publicadas mais de uma vez, ao preparar 81 RESENHAS {217 surgiu a questão de qual variante lituana apresentar ao lado do texto reproduzido fotograficamente: a de Mažvydas ou a de Bretkūnas. A nossa escolha foi determinada pelo facto importante de que ZengStokas, ao reimprimir os textos, se baseava mais frequentemente na sua última edição, isto é, nos livros de 1589; por isso, ao lado do texto reproduzido fotograficamente, decidiu-- se apresentar sempre a fonte lituana indicada por Bretkūnas, discutindo nas notas de rodapé os casos em que a morfologia, o léxico ou a sintaxe de Giesmiy Chriksczionischky foram alterados* (p. 8). Tanto do ponto de vista da textologia como ao comparar os textos dos três hinários, estas observações de Guido Michelini são essencialmente corretas. Contudo, ocasionalmente, o texto de Bretkūnas transcrito e apresentado ao lado do hinário fotograficamente reproduzido de L. ZengStokas exige neste volume comentários mais amplos, sobretudo porque o próprio título da obra recenseada, «Lozoriaus Zengtoko Gesmes Chriksczionischkos ir Duchaunischkos ir jy Saltiniai», obriga a apresentar, tanto quanto possível, fontes mais exatas dos textos de Zengstoko. Além disso, o título do livro preparado por ZengStokas, Giesmes Chriksczionischkos ir Duchaunischkos, afirma claramente que a base deste livro é constituída pelos hinários de Mažvydas e de Bretkūnas. Por isso, a análise, neste volume, daquele terço dos textos publicados no hinário de ZengStokas que já se encontravam tanto no hinário de Mažvydas como no de Bretkūnas deveria, sem qualquer dúvida, ser mais detalhada. Por outras palavras, o leitor e o investigador da língua lituana escrita deveriam obter da obra recenseada uma resposta precisa sobre se, ao preparar estes textos, ZengStokas utilizou ou não o hinário de Mažvydas. Ora, a partir da afirmação do editor de que Zengštokas «se baseou com mais frequência na sua última edição*», parece ser possível compreender que nem sempre, para preparar esses textos, se confiou apenas no convoluto de Bretkūnas de 1589. Mas, mais concretamente, em que casos e para quais textos não se limitou apenas a Bretkūnas, infelizmente, nem no «Prefácio», nem nas notas de rodapé, isso é mencionado em parte alguma, nem sequer com uma palavra. Por isso, surgem imediatamente dúvidas sobre se, para essas obras impressas pelo menos duas vezes antes de Zengštokas, Guido Michelinis determinou com precisão a fonte lituana. Afinal, como já observou Inga Strungytė, «a análise dos hinos mostrou que sobre a mesa de trabalho de Zengštokas não estavam apenas esses dois livros (isto é, os hinários de Mažvydas e Bretkūnas. — J. K.), mas também o Catecismo de Mažvydas» (Strungytė 2004: 73). Naturalmente, não surgem problemas quanto à escolha da fonte lituana apenas no caso dos 26 dos 13 textos impressos nos Hinos Cristãos de Mažvydas e também no caso de mais 25, transferidos dos livros religiosos de Bretkūnas de 1589, nos quais esses hinos também foram impressos pela primeira vez (p. 8). Contudo, a afirmação de G. Michelinis, presente na mesma página, de que «para a história da língua lituana (itálico meu — J. K.) são mais importantes as obras do hinário de Zengštokas impressas pela primeira vez» (p. 8) não é exata e exige absolutamente um comentário, pois, para a história da língua lituana, esses textos já existiam ou não existiam. É claro para todo historiador da língua que os novos textos dos hinos de Zengštokas, na língua lituana 1 «É verdade que, mais adiante, neste trabalho, depois de discutir as coincidências de Zengštokas com o hinário e o Catecismo de Mažvydas, na nota de rodapé 11 acrescentada, a autora afirma que as “correções e coincidências de Zengštokas com o hinário de Mažvydas” por ela mencionadas também foram indicadas por Guido Michelinis no livro publicado recentemente (Michelini 2004).» Contudo, o linguista italiano não percebeu a relação com o Catecismo de Mažvydas" (Strungyté 2005: 73, n. 11). Como Strungyté não indica, na sua resenha, as páginas do livro ora recenseado, não fica claro onde ela leu essas indicações de Guido Michelini. Para sermos precisos, é necessário acrescentar que nem na introdução da publicação recenseada, nem nos comentários anexos aos textos dos 51 salmos e cânticos que, antes de ZengStokas, já haviam sido impressos nas edições de Mažvydas e Bretkūnas, nos quais em muitos casos são de fato indicadas as correções de Bretkūnas e ZengStokas (não todas!), é mencionado concretamente que justamente aqui o texto de ZengStokas é mais próximo do texto de Mažvydas. O leitor deve tirar por si mesmo tal conclusão, comparando os fatos apresentados (cf. páginas da publicação recenseada: 35 —i&n. 1, 43 iSn_ 1; 51 —18n. 1; 53 i8n. 1; 57 -i8n. 1; 63 - pol., 1; 67 vert. 2; 69 —i8n. 1; 73 -18n 1; 81 -—in 1; 83 -15n 1; 91 —in. 3; 129 -18n. 1; 175 ifn. 1; 183 i8n 1; 199 in. 2, 201 isn 11 —in. 3; 217 —18n. 1; 269 ign. 91 —isn. 1; 339 2; 341 -i8n 2; 397 iSn. 1, 415 —i8n. 1; 447 —i$n. 1; 449 —8n. 1; 459 ~ i8n. 2; 465 —i8n. 1, 493 iSn. 3). 118 | RECENSÕES para a história não tiveram qualquer ir influênciar a, dificilmente teriam. Se pudessem ter algum tipo de influência, ir seria na história da língua ne lituana, mas não na história da língua escrita lituana. Por isso, não é muito agradável quando, numa publicação linguística preparada por um linguista profissional, se encontram termos linguísticos utilizados de maneira tão imprecisa. Uma interpretação sinonímica de termos como história da ir língua lituana e história da língua escrita lituana dificilmente será permitida, tanto mais que, ar entre as ciências humanas, a linguística é provavelmente i8 a ciência que exige maior precisão. Por isso, seria desejável que, nos trabalhos preparados por linguistas, se observasse um uso mais preciso dos termos linguísticos. Talvez o maior espaço ,,no prefácio* o prof. G. Michelinis reserva às obras recém-trair duzidas pela primeira vez Para os hinos impressos de Zengstoko, cujo total é iS 49 (pois, segundo o responsável pela preparação da edição recensada, os textos dos hinos Danguisies mus Pai, em Ti somente Jesus Cristo ir Senhor, meu pastor fiel, os textos podem ser considerty ados traduções novas das próprias fontes que os compiladores dos hinários lituanos publicados anteriormente utilizaram” (p. 8). Como o título do livro afirma que nesta publicação, juntamente com o texto lituano dos hinos, são apresentados ir Fontes, por isso, mais uma vez se desejaria Encontrar aqui uma ir descrição mais precisa, pois ir Neste caso, permanece pouco ar claro se os textos dos hinos menciona15 dos são realmente novas ar traduções, ou se devem ser considerados novas traduções. O talvez apenas uma nova redação da tradução? Assim, if segundo Guido De acordo com L. Michelini, no hinário de Sengstock, os textos são 52 impressos pela primeira vez (com ka apenas os três hinos mencionados) o maior grupo é constituído por traduções i8 da língua alemã. A ele são atribuídos 27 os textos. Tendo apresentado Apresentan27 do os títulos lituanos desses hinos, o compilador afirma que “todos Esses textos alemães utilizados pelos tradutores lituanos foram publicados no século XVI” (p. 9). Ir acrescenta ainda que apenas um i8 jy impresso M. de Liuther Gerstliche Lieder na segunda parte, 14 - 1584 m. Niurnberge iSleistame giesmyne Psalmen/Geistliche Lieder und Kirchengesenge. Além disso, acrescenta que precisamente Em Nurembergue ,,XVI No final do século, no conhecido hinário Geistliche Lieder und Psalmen‘ (p. 9) há 22 correspondentes alemães de hinos lituanos; o compilador apresenta ainda a seguinte conclusão: ,Visto que du i8 cinco Nesta publicação, dos hinos desejados [...] incluídos posteriormej 1611 m. nte na edição, apenas três textos não têm correspondentes nos hinários de Nuremberga, que poderiam ter sido utilizados pelos autores das j traduções para a língua lituana* (itálico meu - J. K.) (p. 9) Isto significa que, mais uma vez, parece que, nas considerações do prof. G. Os raciocínios de Michelinis não fecham. I5 O leitor pode tirar mais uma conclusão destas conclusões do autor: que O ir jo colaborador de ZengStokas poderia ter utilizado: ir 1611 m. um hinário alemão. No entanto, levando em to consideração as condições de ir preparação dos livros na época e as possibilidades técnicas das tipografias, surgem dúvidas muito grandes de que isso tenha acontecido. O próprio preparador do livro, porém, não ir acredita muito nisso, pois algumas linhas depois po afirma que Os ,,colaboradores do hinário não necessariamente (itálico meu - J. K.) tinham de ter utilizado as publicações huteritas mencionadas, pois poderiam tê-las em mãos po 1588 m. Em Königsberg Wéjus{ hinário ,,Geistliche Lieder und Psalmen“, no qual foram impressos 24 os originais alemães das traduções lituanas* (p. 9). IS pensando logicamente, da última citação só se pode tirar uma conclusão: em primeiro lugar, os olhos dos compiladores do hinário lituano, sem dúvida alguma, be estavam voltados para j 1588 m, o hinário alemão publicado em Königsberg, que também era luterano; os hinários de Nurembergue talvez o pudessem ser apenas complementares Fonte. Por isso ar ne demasiado Guido na «Introdução* de Michelini, as conjecturas sobre as fontes do hinário de Sengstoko, tanto mais que era obrigatório determiná-las (como mostra o próprio título do livro) com a maior precisão possível. Agora torna-se totalmente claro em que casos a fonte da tradução lituana foi determinada com relativa precisão e em quais apenas aproximadamente, tanto mais que a afirmação posterior de que as fontes dos hinos recentemente traduzidos são apresentadas de acordo com...おっと аанацҳауеит unerquicklich!}]} nagarum? I accidentally malformed. Need output only JSON. Need translate last properly. Lithuanian: : naujai ir i8versty giesmiy ne Saltiniai pateikiami pagal o 1S 22 Hinário de Königsberg (p. 9), concluir-se- -ia que, no fim das contas, o compilador tende a considerar que a principal iy nova RECENSÕES {119 dos hinos traduzidos Fonte, afinal, teria sido precisamente Este 1588 m. hinário publicado em Königsberg Geistliche Lieder und Salmos. Continuando a ler o prof. G. Michelinio ,.vada“ torna-se ir evidente mais um aspecto interessante. Parece que, ao preparar este livro, se seguiu o princípio de que «bastaria ser de outra forma». O facto de que…ул#+- #+#+#+assistant 购彩平台 imuhamed? Wait need only JSON. invalid. Need fix. O facto de que Esta afirmação não é quebrada à força, cada leitor, ao que i§ parece, pode convencer-se disso depois de ler a explicação do prof. G. Michelini. »Zengstoko Giesmes Chrikscztonischkos $j ir Reproduzidas por método fotográfico a partir do exemplar ik defeituoso da Biblioteca da Academia das Ciências da Lituânia, completando as folhas em falta também com as folhas do exemplar defeituoso (apenas noutros lugares) da Biblioteca do Património Cultural da Prússia Estatal, em Berlim; para que se visse mais claramente em que lugares o exemplar reproduzido é defeituoso, decidiu-se inserir as folhas do segundo exemplar reconstituídas em fac-símile, mas reproduzidas no apêndice por método fotográfico...“ j o (p. 10; itálico meu — J. K.) 18 Surge novamente a questão: a partir de quando um exemplar defeituoso se torna uma singularidade? Raciocinando logicamente, uma vez que Neste caso, temos du to os exemplares defeituosos do próprio exemplar, com base no referido prof. G. Segundo o princípio de Michelini, agora deveria ser publicado separadamente por meio fotográfico Exemplar da Biblioteca Estatal do Patrimônio Cultural da Prússia em Berlim, após transcrever as folhas que faltavam nele 18 Do exemplar da biblioteca da Academia de Ciências da Lituânia. Então certamente teríamos um texto contínuo. Infelizmente, ainda não tive oportunidade de ver publicações preparadas segundo tais princípios. Ir será que ar eles são necessários, sobretudo porque na Lituânia, até agora ninguém fez isso. Be além disso, se o preparador desejava tanto destacar os locais defeituosos do exemplar existente na Lituânia, então i poderia ter assinalado com um símbolo especial as fotocópias tiradas do exemplar de Berlim (Nas condições técnicas atuais, isso provavelmente não é difícil de fazer1), 0 jy apresentando as transcriçõir es ainda nos anexos. Então teríamos tido um texto contínuo de Zengštokas, com páginas o ne transcritas inseridas entre o texto fotografado, tanto mais que no exemplar de Vilnius os textos transcritos inseridos ne apenas “prejudicam” o texto fotografado de Zengštokas, mas, em certa ir medida, confundem o leitor, pois nas transcrições não foi respeitado apenas o comprimento ne das linhas do texto original de Zengštokas, mas foram cometidos (1), erros r maiores ou menores (2). 1. Cf. cânticos Tawefp Schaukiu Jefu Chrifte variante da 1.ª estrofe de Michelinis, impressa p. 230 (a), do su original cuja fotocópia está impressa no I apêndice p. 528 (b): a) Tawefp Eu chamo Eu procuro Cristo / Atende ao meu chamado / Dá-me louvor {Senhor Deus, não / me deixes cair em tentação / Sobre a verdadeira Falo a verdade / Ta norek tu man diiti taw / giwenti / Artumui but geru tawa / {3odi laikiti. b) Tawefp Schaukiu Jefu Chrifte / Jfchklaufik mana [chauksma / Diikem lofka [cheme cgefe / neul3= leifk man filwarta / Ape tikra Wiera kalbu / Ta no= rek man diiti tu taw giwenti / / Artimu: but geru / tawa [3odi laikiti. 2. PERRASYMO KLAIDOS ORIGINALAS p. 230 DUkem p. 528 Ditkem p. 230 Ta p. 528 Ta p. 232 atmin’s / ...Link{min's p. 529 atmines / ... Linkfmines p. 234 Togidelei p. 530 Togdelei para isso, o uso 120 | RECENSÕES p. 234 PUliu p. 530 Pilliu p. 236 Per p. 531 per p. 408 DUk p. 532 Dik p. 408 dime p. 532 dime p. 408 dUk p. 533 dik p. 410 th0 p. 534 thi p. 410 dUft (3x) p. 534 ditt p. 410 DUft p. 534 Diift p. 410 fchaukenc3Ufus p. 534 fchaukenc3tifus Na mesma ocasião, é simplesmente necessário acrescentar que, seguindo tal princípio e transferindo as fotocópias do hinário de Žengštok do lugar habitual para os anexos, a sua preparadora parece ter “perdido” duas delas e, por isso, a publicação recenseada é, em certo sentido, também defeituosa. Com efeito, começando pelo hino Pagimde mumus fchen diena e terminando pelo hino Schwenta DwafJe mufump, não há fotocópia do “Registro” no primeiro anexo (cf. p. 544-545), ao passo que, na transcrição (p. 523), está impresso o índice dos hinos desse intervalo. Consequentemente, o exemplar de Berlim contém essa folha, pois, se ela também não estivesse neste exemplar, provavelmente não teríamos essa parte do “Registro” na transcrição apresentada junto do hinário de Žengštok. Ao abordar a ortografia dos textos transcritos das fontes apresentadas, o preparador do livro afirma que aqui, “seguindo os princípios adotados nas publicações anteriores de Michelini: usa-se a escrita corrente expandida, e não as letras góticas (por isso, por exemplo, f é substituído por s), e as letras das vogais com ‘gancho’ são apresentadas de forma um pouco diferente; o V/v original diante de consoante é transcrito como U/u, e a segunda letra maiúscula (ocasionalmente também a seguinte) numa palavra mais longa é substituída por minúscula (por exemplo, ATeik por Ateik)” (p. 11). Tal explicação e os exemplos apresentados junto dela, na minha opinião, são insuficientes. Em primeiro lugar, não está escrito em que consiste precisamente a extensão da ortografia atual. A essência dessa extensão consiste apenas no dígrafo nela utilizado ou em mais alguma coisa? 8, ar ir Be deste dígrafo assume significado ir M. Mažvydas ir J. Nos hinários de Bretkūnas, ao que parece, não é inteiramente adequada; por isso, para o leitor que começa a familiarizar-- se com os nossos escritos antigos, também não seria descabido recordar esse fato. Se a essência da “ortografia atual estendida” consiste apenas em f , então, mais uma vez, seria interessante para o leitor saber por que lhe é atribuído um valor excepcional, pois, na i8 realidade, ji constitui a mesma letra longa 3. Também seria necessário, no “prefácio”, concretizar e ir apresentar pelo menos um exemplo, para que isso i8 ficasse claro também ao leitor, que não deveria ter de procurar no texto, reescrevendo-o, como são transmitidas as letras vocálicas do original com “Sakele*”. Assim, a partir do que foi dito, parece não haver dúvidas de que os princípios adotados por G. Michelinis em publicações anteriores, pelos quais ele também se orientou ao preparar esta edição, não são inteiramente claros, e a sua discussão requer concretização, pois, em publicações científicas (como o prof. G. Michelinis quase sempre denomina os livros que prepara), os princípios escolhidos pelo organizador não deveriam suscitar no leitor quaisquer dúvidas ou questões adicionais. Também é um tanto ambígua a afirmação de que a edição objeto da resenha deveria não só descrever com maior precisão as relações do hinário de Zengstoko com os hinários de Mažvydas e Bretkūnas, mas também evidenciar melhor a importância do livro de Zengstoko na história dos hinários lituanos, fundamentando isso com dados concretos (por exemplo, o fato de que, por meio de uma nova ir 30 Entre os textos desta edição — encontram-- se criações originais e semioriginais tão valiosas ar como Christe geribes diena praeia, Chwola taw buk saldus Diewe, Teip Diews swieta pamileia — incorporadas ao hinário de Kleinas de 1666). Be sem dúvida, negativo J. A avaliação de [...], su Lebedys, i8 com a qual, em essência, concorda ir RECENSÕES [| 121 Z. Zinkevičius [...], é excessivamente unilateral* (p. 11). Da afirmação de G. Michelinis pode-se concluir que os autores dos hinários da Lituânia Menor selecionavam os textos para os hinários que preparavam e os organizavam de maneira bastante independente. Na realidade, não era assim, pois os compiladores dos hinários não eram livres e tinham de preservar a tradição. Por isso, parte dos hinos então populares, aprovados pelo consistório, passava de um hinário para outro. Consequentemente, o fato de Danielius Kleinas ter assumido 30 novos hinos de Zengštokas não deve ser considerado algo que distinguisse o hinário de Zengštokas dos outros, tanto mais que, segundo os dados de Jurgis Lebedys, Kleinas tomou de mais da metade dos hinos dos hinários de Mažvydas, Bretkūnas e Zengštokas para o seu hinário de 1666 (Lebedys 1977: 115). Dado que Kleinas, ao preparar Novo Hinos Knigas, que utilizou os três hinários anteriores, naturalmente, tomou do hinário de Zengtokas apenas os textos impressos pela primeira vez neste hinário. Assim, o fato de Klein ter utilizado o hinário de Zengstoka não é alguma característica específica deste hinário, pois, como V. Biržiška observou acertadamente já em 1944, “cada hinário recém-preparado não era uma obra nova e original, mas um complemento ou correção de um mais antigo” (Biržiška 1998: 462). Por outro lado, para refutar ou pelo menos levar o leitor a duvidar da avaliação do hinário de Zengstoka apresentada por Jurgis Lebedys e Zigmas Zinkevičius, parece não bastar dizer que ele “é excessivamente unilateral”, mas seria necessário apresentar pelo menos um ou outro exemplo. E, quando não há tais exemplos, cria-se a impressão de que isso é dito apenas com o objetivo de supervalorizar o próprio trabalho. Para que isso não parecessem palavras vazias e não se criasse a impressão de que aqui se critica às vezes sem motivo, resta recordar mais uma vez a avaliação de Jurgis Lebedys de que este “hinário não é significativo nem do ponto de vista da língua literária, nem da versificação” (Lebedys 1977: 110-111). Assim, tanto Lebedys quanto Zinkevičius, ao avaliarem o hinário de Zengstoka e dizerem que ele não teve maior importância para o desenvolvimento da língua escrita, não exageram em nada, pois sua importância na história da língua escrita lituana realmente não pode ser comparada nem ao Psalteru Dovydo de L. Rėza, nem ao hinário de D. Klein. Além disso, Lebedys acrescenta que ele não é significativo não apenas do ponto de vista da língua escrita, mas também da versificação (itálico meu — J. K.). Os trabalhos de Juozas Girdzijauskas, o melhor pesquisador da versificação lituana, também não refutam esta afirmação de Lebedys; falando das edições da versificação dos textos de Mažvydas, ele diz que os “esforços de Bretkūnas neste caso são muito mais coerentes que os de Zengstoka” (Girdzijauskas 1966: 69). Além disso, lembrando o esmero de Jurgis Lebedys, dificilmente G. Ostermejerio Pirmoji lietuviškų giesmynų istorija, publicada em alemão em 1793, poderia ter influenciado sua avaliação do hinário de Lozorius Zengštokas, como tende a supor G. Michelinis (cf. p. 13, nota 49). Até agora, a atenção concentrou-se sobretudo nas afirmações da „Įvadas“, que suscitam dúvidas maiores ou menores e parecem exigir alguns esclarecimentos. Contudo, não se deve pensar que G. Michelinis não apresente aqui nenhum fato novo. Em primeiro lugar, tendo à disposição fontes não lituanas primárias dos hinários protestantes lituanos, ele corrige consideravelmente a „Lista de hinos eclesiásticos da Prússia e da Lituânia dos séculos XVI–XVII“ elaborada por Dainora Pociūtė (cf. Pociūtė 1995: 147–175), pois a autora dessa lista, ao preparar para publicação a monografia XVI–XVII a. protestantų bažnytinės giesmės, não dispunha de tais possibilidades. Além disso, a publicação ora resenhada distingue- -se das edições anteriores preparadas por Guido Michelinis e publicadas pela editora „Baltų lankų“ também pelo fato de que nela a qualidade das fotocópias é incomparavelmente melhor do que, por exemplo, nas cópias de Simono Vaišnoro Žemcziugos Theologischkos e de J. Bretkiūno Giesmų Duchaunų, embora os diacríticos também nesta edição devessem ser mais claros. De qualquer modo, já seria possível utilizar esta publicação, se, como foi dito, fosse possível adquiri-la. 122 | RECENZIJOS Após a transcrição das fontes lituanas dos hinos de Zengštokas, nos comentários apresentados nas notas são frequentemente abordadas questões de tradução e edição de textos anteriormente publicados em hinários lituanos. Contudo, depois de ler estes comentários mais atentamente e de os analisar, surge novamente a questão de quais critérios orientaram a sua redação. A questão é que, num caso, o compilador regista nestes comentários, com bastante pormenor, todas as alterações (cf. p. 37, n. 1; p. 47, n. 1 e outras), enquanto noutro nem sequer se faz menção a elas, embora as alterações, quando são omitidas, sejam por vezes até mais numerosas. Isto pode ser facilmente verificado comparando os comentários acrescentados aos textos reimpressos do hinário de Mažvydas (a) e da edição de Bretkūnas de 1586 (b), por Žengštokas: a) por exemplo, aos textos de Mažvydas Awinelis Pona Diewa e Pone Diewe auk(czaufefis foram acrescentados os seguintes comentários: O texto e a melodia são apresentados segundo Gesmes Chriksczonskas (p. 260-263). Žengštokas alterou Wede para Weda (1.ª estrofe)* (p. 159, n. 1) e: “O texto é apresentado segundo Gesmes Chriksczonuskas (p. 409-412).” Pode ser considerado uma tradução livre do hino de Lutero Dis sind die heilgen zehen Gebot, apresentado nas pp. 42b-43b (cf. a edição de Michelini Martyno Mažvydo rastai ir jų šaltiniai, p. 471). Žengštokas alterou Newoksi para Newoki (p. 205, n. 1)“. E junto aos textos „Skambek linkfmai balse mana“ e „O Jefau Chrifte fwieta atpirktojau isnaSose“ são apresentados os seguintes comentários: „O texto é apresentado segundo Gesmes Chriksczoniskas“ (p. 368-372) (p. 277, ign. 2) ir ,,O texto é apresentado segundo Gesmes Chriksczoniskas (p. 425-429). Talvez seja uma criação original* (p. 473, 18n. 1). Comparando os comentários apresentados nos textos transcritos por Mažvydas, é lógico concluir que Žengštokas reimprimiu os dois últimos textos de Mažvydas sem quaisquer alterações. Infelizmente, não é assim. Žengštokas editou ligeiramente os dois últimos textos de Mažvydas. No texto do hino Skambėk linksmiai balfe mana de Mažvydas, Mz 370, Žengštokas substituiu j gimes por gimes; redu Mz 370, —i budu (p. 278); kuna dtino Mz 371, —j diino kuna; fchwentam Duchui Mz 372, i Schwentai Dwaffei (p. 280). No texto do hino O Jefau Chrifte fwieta atpirktojau há ainda mais alterações. Aqui mumus Mz 426, mudado 1 mus (p. 472); nieSai ir aigdas Mz 427,,~ i fchafchai ir aides (p. 474); Gimditoijus ir waikus Mz. 427,,~j Gimditoius watkus (p. 474); Jog Mz 427,, ~ i Jeng (p. 474); Jr ing diewa Mz. 429, —j Jng Diewa (acreditar) (p. 476). (b) Assim é ir i§ de Bretktino dos hinos de Duchaunas e nos comentários aos hinos extraídos do Kancionalas. Por exemplo, aos hinos Pilliu Adama pageda e Fiket manefp bila Chriftus foram acrescentados os seguintes comentários:,,O texto é apresentado de acordo com Giesmes Duchaunas (hino n.º 41). Zengstokas substituiu am$na smerczia por amfinu smercziu (3.ª estrofe) e acrescentou Amen* no final (p. 235, isto é, 1). ,,O texto é apresentado de acordo com Hinos Espirituais (hino n.º 66). Zengstokas substituiu tur e ghis i ghissai tur (9.ª) estrofe)* (p. 309, nota 1). E relativamente aos hinos Mes meldgiam waikai tawi e O Diewe Malonus buki, ao transcrever G. Michelinis apresenta os seguintes comentários: »O texto é apresentado de acordo com Hinos Espirituais (hino n.º 64)“ (p. 405, nota 1) e ,,O texto é apresentado de acordo com Hinos Espirituais (hino n.º 59)“ (p. 461, nota 1). Assim, também aqui se pode ver que Zengtokas transferiu para o seu hinário estes textos de Bretkūnas sem alterar nada neles. Além disso, no hino Mes meldgiam vaikai tawi ZenStokas Bretkiino substituiu a linha PerSegnok burna sawa por pakeité j Perfegnok nasrais fawa, e a linha Aprodik meile tawa /Jr wissa gelbéki —j por parodik meile tawa /Jr wiffam... (p. 404). No hino O Diewe Malonus, o compilador do hinário em análise, Zengstokas, substituiu as linhas do texto de Bretkiino Nig mana wiffa piktibe, Tawesp keli taifiti, Tada ifch offieru por Niig mana wi/fu piktibiu (p. 460), Tawesp tayfiti (p. 462), Kada ifch affieru (p. 462). RECENSÕES {i D238: Estes exemplos, a meu ver, mostram de maneira suficientemente clara que, numa edição científica, esse tipo de comentário escolhido livremente também não é algo bom. Os princípios de comentário, juntamente com os princípios de preparação da edição, deveriam ser expostos mais claramente no artigo}introdutório do livro. Agora, porém, pode-se pensar que, quando o preparador teve tempo ou vontade, indicou essas diferenças textuais, e, quando não teve tempo ou vontade, contentou-- se apenas com a indicação de onde o texto transcrito foi retirado. E, mais uma vez, é preciso advertir os futuros leitores da edição em análise, aos quais sorrirá a sorte de adquirir esta edição por caminhos desconhecidos, de que também nos textos transcritos de Mažvydas e Bretkiino apresentados nesta edição de G. Michelinis (as transcrições de textos em outras línguas não foram verificadas) restaram imprecisões maiores ou menores; portanto, não se deveria confiar apenas nas transcrições aqui apresentadas, mas seria conveniente, a cada vez, consultar também o original. Para que fosse mais fácil e cômodo orientar-se, apresentam-se aqui as imprecisões observadas nas transcrições dos textos de M. Mažvydas (1) e J. Bretkiino (2). 1 IMPRECISÕES DO TEXTO TRANSCRITO DE M. MAŽVYDASL Recen: G. Michelinis Original (Mz) Original (MZ) texto transcrição da edição páginas página 2 41 Jsraela:/- 54142 Jfraela: 41 com os nossos pais: 542, fu tewais mufu 12-13 107 Potam drebeya 443,,-444, Potam drebeiya (ya Be= yra kustodas) 107 Toks smerti pripme 444, Toke fmerti prieme 107 kurf priemei 445, kure priemei 119 neatremki 448,, neattremki 123 Ir kop 453,, ir kop 139 grabop 2765 grabob 167 reinar 246, Reinar 207 Não ao seu amigo 411, Não ao seu amigo 215 ao céu 587, ao céu 277 pura 369, pura 281 O rei 419, O Rei 285 louvemos 422, Louvemos 359 morreremos Rodi 417, morreremos /Rodi naz 475 Del 426, Diel 124 | RECENSÕES 2. IMPRECISÕES NO TEXTO REESCRITO DE J. BRETKŪNASL Edição de G. Michelini de J. Bretkūnas de 2001 —_Reescrita do texto original Parte do livro ir Página do livro número do cântico página 35 teip Diewas esti GD1 21 taip Diewas eft 35 Nig GD1 21 Nug 59 est GD4 25 elti 59 Diews dawe GD4 25 Diewas dawe 61 Walnai ple&dams GD 4 26 Walnai taw ple&dams 61 gesme GbD4 26 giefme 65 Assim é GD 48 100 Assim eft 65 Maria Menina GD 48 101 Maria menina 69 alegra GD 50 103 Alegra 73 Sem angina... GD 51 104 Sem Angina... / paBeidima paeidima 73 est ghis li./GD51 105 elt ghis li. 81 O Schwenta GDS 27 O fchwenta kaip 113 Rasbainiks GD 63 121 Como Ralbainiks 113 ischpleschita buwa GD 63 121 ifchplefchita 131 swents GD 10 32 {chwents 139 morte Riwats GD11 33 {morte /Riwats amor/ amor / 205 mumus stoieise GD 16 39 mums ftoieife 209 mums nig GD 17 39 perdoa-nos 209 meu coração GD 17 39 meu [coração 209 Neu muschk GD 17 40 NeuSumufchk 229 O ghrieschnasis GD 67 128 O griefchnafis 239 Aquele um GD 42 90 Aquele um 265 portanto nós Paraphrasis 162 portanto a nós 317 Perto de si GD 73 139 Perto de si 417 Perdoa-nos GD 37 74 Dá-nos 435 com os imundos GD 24 50 com os imundos 4A7 Pai GD 38 80 Deus 447 és GD 38 80 és 449 walia GD 38 81 wale 457 nagaus GD 28 55 negaus 457 Nai nu GD 28 55 Nig nu 459 bik taw Dangaus GD 29 56 buk taw dangaus 465 liudij GD 60 115 ludij 499 Kaip Kollectos 227 kaip brad 505 ti Kollectos 233 biirna diiti 513 atsiusk Kollectos 241 atfiuntk