Paprastųjų ir įvardžiuotinių būdvardžių opozicija lietuvių kalboje kaip apibrėžtumo sistema
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Acta Linguistica Lithuanica LIX (2008), 109 -139 A oposição entre adjetivos simples e pronominais na língua lituana como sistema de Biruté SpRAUNIENE definitude Universidade de Vilnius Este artigo trata das chamadas formas pronominais dos adjetivos lituanos em relação com a definitude. O morfema pronominal acrescentado à forma adjetival é interpretado como um marcador de definitude, comparável ao artigo definido de outras línguas, e sugere-se que as próprias formas adjetivais sejam chamadas de definidas. O objetivo do artigo é estabelecer em que medida e em quais contextos o uso dessas formas definidas se correlaciona com a definitude semântica do SN. Uma investigação empírica mostra que, em muitos casos, o uso do adjetivo definido é, na melhor das hipóteses, opcional, sendo às vezes até agramatical, embora o SN funcione claramente como uma descrição definida. Isso aponta para uma diferença importante entre o uso dos adjetivos definidos do lituano e a marcação da definitude nas línguas que possuem artigos. Em lituano, o contexto é decisivo para a interpretação definida ou indefinida do SN, e a seleção das formas adjetivais definidas e indefinidas depende, entre outras coisas, da estrutura informacional, isto é, de o adjetivo conter informação conhecida (pressuposta) ou nova. 1. A CATEGORIA DE DEFINITUDE E A SUA SEMÂNTICA Na literatura, reconhece-se que a função primordial da categoria de definitude é a coordenação da referência, necessária para que possa ocorrer a comunicação. Nas línguas existem diversos meios que ajudam os participantes do ato comunicativo a resolver os problemas de coordenação da referência. São eles os nomes próprios, os pronomes etc. Nas línguas com artigos, o principal meio de coordenação da referência são os indicadores formais de definitude vs. indefinitude — os artigos. Christopher Lyons apresenta a seguinte definição do conceito de definitude:,,de109
Binute SPRAUNIENE categoria is a morfossintática de finitude, cateidentificabilia dade pragmática gramaticalizantgory of e“ (Lyons 1999: 282). Isso significa que a definitude está associada à possibilidade de identificar o referente. O referente de um sintagma nominal su definido é apresentado ao destinatário como identificável de maneira inequívoca; o uso de um sintagma nominal indefinido significa que o referente é introduzido no discurso pela primeira vez e, portanto, não pode ser o identificado de maneira inequívoca jo j (Cf. Chafe 1976; Hawkins 1978 ir 1991; Haspelmath 1999; Lyons 1999; Hansen & Heltoft (no prelo)). É importante salientar que, no caso das descrições definidas¹, o referente é apresentado ao destinatário como passível de ser identificado. Pode ser que, até ao momento do enunciado, o referente fosse conhecido do destinatário, mas a própria neZinomas, descrição definida é como que uma instrução ao destinatário para procurar o único referente possível até o encontrar. A procura do referente, segundo Hawkins, é realizada em ne todo o espaço discursivo, num o determinado conjunto pragmático de entidades (ang. entidades de of conjunto pragmático / conjunto P). A teoria de Hawkins, desenvolvida com base em dados da língua inglesa, pode ser generalizada da seguinte forma: Um sintagma nominal é definido (i) se o seu referente é localizável em um conjunto pragmático de entidades compartilhado pelo of falante e pelo by ouvinte hearer, is if it is ancorado pragmaticamente, e (ii) o if referente único is (ou, mais precisamente, inclusivo) dentro desse conjunto. (Haspelmath 1999: 231) Consequentemente, deve existir um determinado conjunto pragmático de entidades que é evidente (ingl. „manifest“) tanto para o remetente como para o destinatário, na qual o referente do sintagma nominal existe como único (único). ir ir Nesse caso, teremos um sintagma nominal definido. Ao usar o artigo definido (isto é, marcado), o remetente indica que o destinatário será capaz de descobrir qual referente ou quais referentes se pretende designar, encontrando o conjunto pragmático no qual ele y. (eles) existe(m). ar ]} vao? тру ? but need exact JSON? Wait polluted. Need answer only structured. Ensure strings. Lithuanian corrupt chars interpreted. Need no extra. Let's craft. Whitespace preserve? Original weird spaces? likely translate. Article A singularidade do logótipo facilita a pesquisa — Neste conjunto não podem existir outras entidades que satisfaçam o conteúdo da descrição definida (Hawkins 1991: 414) Tal conjunto pode ser constituído pelas ir entidades anteriormente mencionadas pelo falante e pelo ouvinte („conjunto do discurso anterior“) ou pelo ambiente imediato da conversa, no qual se encontram o falante e o ouvinte. ir As entidades ir relacionadas ar com uma parte do todo por susije outras relações associativas também formam conjuntos pragmáticos, por ir exemplo, automóvel–vir olante, casamento–noiva. Hawkins afirma que precisamente Nestas ‘ Sobre o termo Cf. Holvoet, Tamulioniené (2006; 13-14 ir ibid. 3), assim, a frase Hawkins (1991: 406). 110
Nas séries ir pragmáticas, a oposição dos adjetivos pronominais simples na língua lituana satisfaz o requisito de unicidade, e isso ajuda o falante e o ouvinte a cooperarem e a indicar inequivocamente aquele indivíduo que corresponde ao conteúdo da descrição definida (ibid., Assim, 408). a unicidade é característica das descrições definidas, enquanto a descrição indefinida, segundo Hawkins, é neutra em relação à unicidade (ibid., 420). Por exemplo: (1) Um professor está bêbado?. (1) também será verdadeira se houver pelo menos um professor que esteja bêbado. Ele é logicamente compatível su com a afirmação gali de que pode haver mais de um professor assim, também ir su pelo fato de haver apenas um professor assim, portanto a frase é (1) „neutralus unikalumo atžvilgiu jam ir neprieštarauja“ (ibid., O uso do 407). artigo indefinido geralmente significa que a entidade em questão não pertence a nenhum conjunto pragmático que seja evidente tanto para o falante quanto para o ouvinte. Porém Hawkins observa que o artigo ir indefinido pode Indicar a pertença a um conjunto pragmático, por exemplo, a frase Pass me a cup pode ser interpretado como: Passe-me o vienq if pequeno pote que está à sua frente sobre a mesa. Hawkins aplica à análise dos artigos da língua inglesa a teoria das implicaturas de Grice. Ele afirma que os sintagmas com artigo su indefinido podem implicar a pertença a um conjunto pragmático, contudo isto é uma implicatura conversacional (ing. conversational implicature), kuri gali biti atSaukta, pavyzdiiui: (2) senator resigns. (2) exemplo Na manchete de um diário dos EUA pode haver uma implicatura conversacional de que se fala sobre um senador dos EUA. (3) no exemplo vemos que a Si implicatura pode ser cancelada (Hawkins 1991: 418, exemplo retirado i8 do autor): (3) A senator resigns, not a US senator, but a senator in Japan. No caso do uso do artigo definido, a pertença ao conjunto pragmático é uma implicatura convencional, que não pode ser cancelada (ibid., 414). Hawkins discute casos algo paradoxais em que descrições indefinidas em inglês denotam referentes únicos (exemplos retirados do autor), cf. : i8 ® Exemplo retirado de Hawkins (Hawkins 1991: 407). * ,[...] is na verdade, to neutraliza a unicidade e não a contradiz- .“ 111
Birute SPRAUNIENE (4) A Inglatera ra tem um primeiro-ministro, e A América tem um a presidente. (5) Esse conjunto situacional mais amplo contém a professor, a sala de a aula, livro didático, etc. Predicados have, contain, comprise etc. Denota a pertença de entidades a determinado conjunto. Que nos exemplos (4-5) se implica a unicidade das descrições indefinidas, vemos ao substituir neles as entidades únicas por entidades não únicas. O enunciado torna-se estranho: (6) ?A Inglaterra tem um membro do parlamento, e a América tem um senador. Hawkins observa que nos exemplos (4-5) é possível usar artigos definidos, mas o significado das frases muda completamente (Hawkins 1991: 421), cf.: (5’) England has the prime minister, and America has the president. O exemplo (5’) pressupõe que o primeiro-- ministro de outro país está de visita à Inglaterra, ou que os assuntos da Inglaterra são tratados por John Major, enquanto os da América — por George Bush. Em outras palavras, estes exemplos são naturalmente interpretados de modo que o referente do sintagma nominal definido não pertence ao conjunto definido nos exemplos com as descrições indefinidas correspondentes, e o ouvinte precisa encontrar outro conjunto no qual sejam satisfeitos os requisitos de existência e unicidade (ibid., 422). 2. TIPOS DE DEFINITUDE De acordo com a base da identificação do referente, a literatura distingue quatro tipos principais de definitude (cf. Chafe 1976; Hawkins 1978 ir 1991; Haspelmath 1999; Lyons 1999; Hansen & Heltoft (no prelo)): 1. definitude anafórica (ing. anaphoric uses, din. anaforisk bestemthed), 2. definitude dêitica (ing. immediate situation uses, din. deiktisk bestemthed), 3. definitude situacional (ing. larger situation uses, din. baggrundsbestemthed), definitude inferencial 4. (ing. inferibilidade, usos associativo-anafóricos, etc. inferentiel bestemthed). 112
A oposição entre adjetivos simples e adjetivos pronominais na língua lituana À definitude anafórica são atribuídos os casos em que o referente do sintagma nominal é conhecido a partir do contexto linguístico, pois foi mencionado anteriormente: (7) apareceu uma lanterna mágica <...> né um não <...> ofereceu a lanterna mágica* A definitude anafórica coincide com a função demonstrativa dos adjetivos pronominais distinguida por Adelė Valeckienė na língua lituana (Valeckienė 1986: 171). Teremos definitude anafórica não apenas quando o substantivo é repetido e o seu antecedente são substantivos idênticos, mas também quando são sinônimos correferentes (p. ex.: Tinha vindo um jovem.... Aquele rapaz) ou quando o antecedente é um hipônimo, e o substantivo repetido — o seu hiperônimo (p. ex.: Um automóvel deixou uma marca no poste. O veículo não estava segurado) (Hansen & Heltoft, no prelo). No caso da definitude dêitica, o referente é identificado porque é visível, audível ou de outro modo perceptível no ambiente imediato da conversa, p. ex. : Passe-me o martelo! De onde vem este som? Temos definitude situacional quando a base para a identificação do referente são os conhecimentos compartilhados dos interlocutores sobre objetos físicos ou fenômenos sociais e culturais presentes no seu ambiente. Por exemplo, ao dizerem krig-en (guerra-DEF), os dinamarqueses geralmente terão em mente a Segunda Guerra Mundial, enquanto a expressão the Prime Minister significa para os ingleses «o primeiro-ministro da Inglaterra». Temos definitude inferencial quando o referente de um sintagma nominal definido é identificado por sua relação com outro referente, diferente dele, que já havia sido introduzido anteriormente no discurso. Entre os substantivos associados por relações de definitude inferencial, frequentemente encontram-se relações entre o todo e uma parte (única) da entidade, por exemplo: casa.... telhado; automóvel... motor. Esse tipo de definitude também é denominado anáfora baseada em associação (ing. associative anaphora). É importante observar que, nas línguas com artigos, os dois primeiros tipos de definitude podem ser expressos tanto por artigos definidos quanto por pronomes demonstrativos, enquanto a definitude situacional e inferencial é expressa apenas por artigos (Hansen & Heltoft, no prelo). * Exemplo retirado da Gramática da língua lituana contemporânea (Valeckienė in: Ambrazas, ed., 1997: 175). 113
BinuTé SPRAUNIENE 3. DO ARTIGO DEFINIDO CIKLAS Na literatura, o surgimento da marcação da definitude é associado à su reanálise do pronome demonstrativo adjetival, em consequência da qual o pronome adquire a função de artigo (Lyons 1999: 323). O artigo formado penetra gradualmente j em cada vez mais contextos de uso. Na literatura Esse processo é denominado ciclo do artigo definido, que se divide nas seguintes gyvavimo etapas j (cf. Greenberg apud Hawkins 2004: 84-86, Lyons 1999: 337-340): Primeira fase. O demonstrativo perde o significado dêitico; assim ir desaparece o contraste explícito-implícito entre objetos ar situados perto ou longe do locutor e do destinatário. ar ar O uso do artigo recém-formado limita-se a contextos anafóricos (book the book) (a e dêiticos ... ir (Pass the me book, please!). Segunda etapa. O artigo começa a ser usado em ir contextos situacionais (the king, the sun) e em contextos inferenciais house the roof). (a ... Terceira etapa. O artigo artikelis definido j penetra em contextos genéricos, isto é, enunciados pelos quais algo é dito ne sobre indivíduos específicos, 0 ju raBis> (The lion is a mamífero ,Lititas é Mamífero‘). Segundo Hawkins, nesta fase há Línguas germânicas modernas. Quarta fase. O artigo definido começa a ser usado em contextos específicos indefinidos, onde ele Marca apenas a existência e a unicidade o ne do referente®. Estas quatro fases mostram o grau de distribuição do artigo definido na língua. plétimasi Em cada fase, mantêm-se as possibilidades distributivas da fase anterior e surgem novas; por isso, aumenta a polissemia ir das combinações com artigos. A frequência do artigo aumenta, pois ele se torna obrigatório em cada su vez mais contextos e construções gramaticais ir (por exemplo, em su combinações nominais usadas predicativamente: John is a teacher / the best teacher I’ve ever had). Finalmente, o artigo definido pode perder completamente qualquer > Cf. Holvoet ir o conceito de „definitude genérica* utilizado por Tamulionienė (Holvoet, Tamulionienė 2006: 19). ° Um fenômeno semelhante é observado no inglês americano coloquial, onde o pronome demonstrativo this, tendo perdido o acento, passou a ser usado com objetos referenciais, enquanto a su distribuição do artigo indefinido o a se limitou a contextos não referenciais (She wanted to buy this house — ,Ela queria comprar esta casa‘ ir She wanted to buy house @ — Ela queria comprar (qualquer) casa (Dado 1995: 61, exemplos adquiriri8 Givéno). 114
Paprastyjy ir jvardZiuotiniy bidvardziy opozicija lietuviy kalboje am relação com a definitude e tornaram-se indicadores de género e/ou número (cf. o conceito de marcador de nominalidade de Greenberg). Em muitas línguas, tal desenvolvimento levou ao surgimento de um novo artigo definido. O ciclo de vida do artigo explica parcialmente a variação no uso dos indicadores de definitude em diferentes línguas. Isso significa que um sintagma nominal pode ser formalmente definido numa língua, enquanto o seu equivalente noutra língua é formalmente indefinido, embora sejam referencialmente idênticos (cf. Lyons 1999: 160). O ciclo de vida do artigo também mostra que a semântica do indicador de definitude se altera gradualmente na língua. 4. MARCAÇÃO DE ACENTO NA LÍNGUA LITUANA A língua lituana é uma língua sem artigos, e a expressão da definitude nela é pouco gramaticalizada. Como observa Mikulskas, nas gramáticas da língua lituana não se investigou em que casos e qual marcação de definitude vs. indefinitude é obrigatória (Mikulskas 2006: 33). Um dos meios de coordenação da referência na língua lituana são vários pronomes. Os pronomes demonstrativos desempenham a função de indicadores de definitude; alguns deles (por exemplo, tas e, em alguns casos, Sis, Sitas), segundo Rosinas, transformaram-- se em artroides (Rosinas 1972: 83t; 1996: 72). Os artroides aproximam-se dos artigos definidos das línguas com artigos pela perda do acento e pelo significado dêitico esmaecido, mas diferem dos artigos verdadeiros por não possuírem a característica da obrigatoriedade. Os artroides tas, ta são muito frequentes na língua falada; eles também penetram na língua escrita. Na língua lituana, a função de indicadores de indefinitude é desempenhada por vários pronomes de significado existencial, por exemplo, vienas, kazkoks, kazin koks, e pelo pronome demonstrativo toks (Rosinas 1996: 69; cf. também Girdeniené 1971: 45; Holvoet, Tamulioniené 2006: 18, Mikulskas 2006: 33). Sem dúvida, em muitos casos a definitude na língua lituana é expressa indiretamente — pela ordem das palavras, pelas oposições de caso (nominativo / acusativo vs. genitivo) ou é simplesmente compreendida a partir do contexto (ver Holvoet, Tamulionienė 2006: 30-32, cf. também Rosinas 1996: 62-63). O único morfema que pode ser associado à marcação formal da definitude na língua lituana é o morfema pronominal das formas pronominais do adjetivo. Neste artigo, será dada atenção principalmente à oposição entre as formas simples e pronominais no lituano atual, com o objetivo de investigar as particularidades da distribuição dessas formas, as diferenças de funções e significado, bem como a sua relação com a categoria da definitude. Se o morfema pronominal das formas pronominais 115
Brruté SPRAUNIENE Se interpretarmos -(Dis, -ji como um marcador de definitude, podemos perguntar em que estágio do ciclo de vida do artigo ele se encontra, em que contextos é usado, quando o seu uso é obrigatório, quando é facultativo e quando é agramatical. Segundo Mikulskas, ao investigar problemas relacionados com a definitude na língua lituana, é conveniente recorrer a alguma língua com artigos, na qual a marcação da definitude esteja gramaticalizada (Mikulskas 2006: 33). Por isso, neste artigo, as formas pronominais dos adjetivos (e dos particípios) são comparadas com os artigos das línguas com artigos (dinamarquês e inglês). 5. ADJETIVOS DEFINIDOS E INDEFINIDOS A ideia de que a oposição entre as formas simples e pronominais do adjetivo expressa a categoria da definitude na língua lituana não é nova. As funções das formas adjetivais pronominais foram estudadas de modo mais exaustivo na linguística lituana por Adelé Valeckiené (Valeckiené 1957 e 1986); a descrição dessas formas baseia-se igualmente nas suas pesquisas tanto na Gramática Académica da Língua Lituana (Ulvydas, ed., 1965) como na Gramática da Língua Lituana Contemporânea (Ambrazas, ed., 1997). Nesta última, a definitude é considerada uma categoria do adjetivo (cf. a afirmação de que os adjetivos »têm as categorias de grau e de definitude* (Valeckiené in: Ambrazas, ed., 1997: 167). Esta abordagem é justamente criticada no quarto volume dos trabalhos da Gramática da Língua Lituana, Estudos do grupo nominal, cujos dois artigos são dedicados à problemática da definitude. Os autores dos artigos demonstram que a definitude na língua lituana, tal como nas línguas tipicamente dotadas de artigos, deve ser considerada uma categoria do grupo nominal. Mikulskas demonstra convincentemente que o morfema adjetival pronominal adquire valor gramatical não pela oposição entre as formas adjetivais simples e pronominais (por exemplo, mélyna vs. mélynoji), mas entre os grupos nominais correspondentes (por exemplo, mélyna skarelé vs. mélynoji skarelé) (Mikulskas 2006: 59, 61). Holvoet e Tamulioniené também afirmam que as formas ir adjetivais pronominais conferem definitude não ao adjetivo, mas a todo o grupo nominal. A conclusão dos autores é que »o lugar de expressão da categoria de definitude abrange uma área Neste caso, não coincide« (Holvoet, Tamulioniené 2006: 13). A propósito, a formulação usada na Gramática da língua lituana contemporânea — „a forma simples marca a característica de uma coisa, enquanto as formas pronominais, além da característica da coisa, marcam também que o objeto (grifo meu — B. S.) é conhecido, definido“ (Valeckienė: in Ambrazas, ed., 1997: 174) — também pressupõe que, devido à forma pronominal, se torna definido o próprio objeto, e 116
Paprastujy ir jvardZiuotiniy badvardziy opozicija lietuviy kalboje não a sua característica. É preciso mencionar também que apenas os adjetivos qualificativos podem receber formas pronominais (aliás, não todos; por exemplo, baltmargis, gerutis, saldinis não têm formas pronominais), bem como os numerais ordinais, os particípios e alguns pronomes (Paulauskienė 1994: 220). Os adjetivos relativos não podem receber formas pronominais, e isso os distingue dos adjetivos qualificativos. Pode-se levantar a questão de saber se a possibilidade ou impossibilidade de um adjetivo unir-se a um morfema pronominal depende das particularidades da sua formação (os adjetivos qualificativos que não podem receber formas pronominais são relacionados aos relativos não pelo significado, mas pela formação — tanto gerutis como saldinis são derivados sufixais de tema i, e baltmargis é um composto de tema i) ou do seu significado (cf. a afirmação de Paulauskienė de que podem receber formas pronominais „todas as palavras que exprimem uma característica não relativa, própria da própria coisa” (ibid.)? Cabe observar que, em lituano, os adjetivos do gênero neutro não têm formas pronominais (por exemplo, šalta, brangu), pois não são usados com substantivos. As formas pronominais também não são próprias dos semiparticípios (por exemplo, eidamas) nem dos particípios ativos do pretérito frequentativo (por exemplo, eidavęs), pois eles também não são usados para expressar características de coisas (Ambrazas, ed., 1997: 367). Isso poderia ser um argumento adicional a favor de que o domínio da categoria de definitude é o sintagma nominal. A propósito, o próprio termo „sintagma nominal“ é definido de modo diferente na tradição da linguística lituana do que noun phrase na linguística ocidental. Segundo Labutis, „consideram-se sintagmas nominais as combinações de palavras cujo constituinte principal é um substantivo“ (Labutis 1998: 68). Pensando assim, os pronomes e seus sintagmas (por exemplo, jis, Šis, tas su geltonomis garbanomis) e os adjetivos (por exemplo, aktyvioji, pastarasis) nos exemplos (8-12) deveriam ser considerados, respectivamente, sintagmas pronominais e adjetivais. Por outro lado, é evidente que, segundo a função sintática, as palavras mencionadas representam na frase um sintagma nominal, cf.: (8) Surado jiedvi Anuprq bemaz nebegyva. Jis degé gyva ugnim. (9) Depois de A. Valinskas conceder a palavra, Šis pediu desculpas ao colega J. Jankevičius (10) Temporariamente, Bona havia tomado posse de Plateliai e Kaunas (pastarasis foi resgatado por ela em 1545) (11) um deles, tas su geltonomis garbanomis, é meu primo Stasys ? Os exemplos (8-11) foram retirados do KT. 117
BirnuTe SPRAUNIENE definição do vínculo. (18-19) os exemplos são problemáticos ir também porque o j adjetivo que entra na composição do sintagma nominal anafórico não havia sido mencionado juntamente su com o antecedente. A escolha das formas definidas do adjetivo pressupõe que o destinatário saiba que Ina Lipman é famosa e que a mãe dainininké ir dos irmãos é uma mulher idosa. (18) no exemplo, o pronome demonstrativo ta permite omitir o pós-fixo definido do adjetivo sem romper as relações correferenciais do texto; contudo, no exemplo, ao substituir a (19) forma definida pela indefinida, a relação correferencial entre sua mãe paralisada e a mulher idosa se desfaz ou, pelo menos, surge a ambiguidade de que se trata de um novo ir referente, cf. : (19°) Tq Os irmãos du cavaram um esconderijo. Eles esconderam aqui a sua mãe paralisada <...>. ?As pernas da mulher idosa estavam paralisadas, mas as mãos podiam fazer qualquer trabalho. (20-20) os exemplos também ilustram que a relação correferencial entre o antecedente e o sintagma anafórico pode romper-se, ao substituir a ir forma definida pela indefinida, se não for acrescentado um pronome demonstrativo, cf. : (20) 1955 m. agosto 12 d. morreu um escritor alemão ir laureado com o Prémio Nobel Thomas Mann. O famoso escritor likimas levou ir i nosso Salj, http://www.ziniur.|t/apie/pranesimai?item = 506 (20°) 1955 m. agosto 12 d. morreu o escritor alemão ir laureado com o Prêmio Nobel Thomas Mann. ?O destino / $i dos escritores famosos tinha conduzido ir j nós à sala. Assim, nos (19-20) exemplos, a forma definida do adjetivo é obrigatória. Devido à possibilidade de dupla interpretação (é especialmente difícil traçar a fronteira entre a definitude ir situacional e a dêitica) não é conveniente apresentar estatísticas sobre como as combinações analisadas se distribuem segundo os tipos de definitude. Ainda assim, o material da investigação permite constatar que a forma definida do adjetivo é usada para expressar a definitude situacional ma anafórica, mas ir ela, como já foi mencionado, concorre com a forma indefinida no caso da definitude anafórica su o — ir su com pronomes demonstrativos. 124
Paprastyjy ir jvardZiuotiniy bidvardziy opozicija lietuviy kalboje 8.1. Definição anafórica (21) Han efterlod os vindmollen, nogle_Jis mums paliko malting, porg arkfa heste, en ung enke og en baby. _liuky, jaunq naile ir kiidikj. <...> <...> A jovem viúva casou-se e partiu novamente, deixando- -nos o bebé. LTA sig igen, flyttede et sted langt kazkur toli, o kiidikj atidavé mums. 8 DST 7 No exemplo (21), temos um caso clássico de definição anafórica. As formas definidas, ao que parece, não poderíamos substituir pela indefinida (cf.: ?uma jovem viúva casou-se e partiu para algum lugar distante). Talvez isso seja impedido pelo estatuto temático do sintagma. Por outro lado, no material ocorreram numerosos casos em que o sintagma anafórico é usado em lituano com a forma indefinida do adjetivo, por exemplo: : (22) Derneest udvalgte han sig en hvid__ Só depois ele pegou um peão branco e um preto <...> Den ninkg e um preto <...> I§ saujos hvide bonde gled ned frahans _escapou um peão branco. LTA 6 hdndflade. DST 5 Nas línguas com artigo, no exemplo (22), a forma definida é obrigatória. No texto lituano, poderíamos substituir o adjetivo indefinido pelo definido (cf., IS saujos isslydo baltasis péstininkas), contudo, a forma indefinida do adjetivo é suficiente para garantir a correferencialidade textual. Talvez a forma indefinida tenha sido escolhida pelo autor porque o sintagma com o adjetivo, neste caso, é remático. A grande distância entre a anáfora e o antecedente (18 frases) também pode ter determinado a escolha da forma indefinida. Na literatura, há opiniões divergentes sobre qual pode ser a maior distância entre os sintagmas nominais ligados por relações anafóricas. Alguns autores afirmam que ela não pode ser superior a 1-3 frases, mas Chafe apresenta um caso extremo em que até 105 páginas separam o sintagma anafórico do antecedente. Chafe enfatiza a importância da natureza do contexto para a identificação do referente: De fato, pareceria que o contexto ou a cena é de importância fundamental, e que a definitude pode ser preservada indefinidamente se o contexto eventual no qual o referente é reintroduzido for suficientemente restrito para tornar o referente identificável (Chafe 1976: 41; itálico meu — B. S.). 125
Biruté SPRAUNIENE No material analisado também ocorreram exemplos em que a distância entre os sintagmas ligados por relações anafóricas era de várias páginas. No exemplo (23), a distância entre o antecedente e o sintagma anafórico é de 3 páginas. Neles, um dos personagens da obra, Janekas, conta ao seu amigo Izaokas o que aconteceu naquele dia em que todos os judeus foram confinados no gueto. Antes de começar a narrativa, Janekas chuta uma pedrinha arredondada e gasta. A menção à pedrinha, após 3 páginas, como que enquadra a narrativa sobre acontecimentos passados (ing. flash back) e assinala o retorno de um plano temporal a outro. Na tradução dinamarquesa (e inglesa), para garantir a relação anafórica, é necessária uma forma definida, cf. da. den lille runde sten (art.peF pequeno.- peF redondo.- peF pedra,,pedrinha redonda- ‘), em lituano emprega- -se a forma indefinida do adjetivo (apvalaus akmenuko nebéra). (23) Og lige som han standset er sparsustojes Ir spardo akmenukg. Tas ker han til sten. en Det var en pedrinha redonda, desgastada. Mes rund, afslidt sten. Vi kunne virketikrai galétume jsivaizduoti, kad tai lig lade som den var bold bola, pazaisti futbolq. om en ir <...> og give os til at spille fodbold Mes einame toliau. Janekas e eu. com eles. <...> Continuamos, já não há mais a pequena pedra redonda. E Janek e eu. A pequena redonda é boa. Ele não é de modo algum uma bola, 0 a nossa pedra já não está mais à nossa frente. não são futebolistas. LTA 27-30 E isso é bom. Não havia nenhuma bola, e não somos jogadores de futebol. DST 28-31 No exemplo (24), vemos uma cadeia anafórica, na qual, na segunda, terceira e quarta menção ao referente, é utilizado o pronome demonstrativo tas e a forma indefinida do adjetivo. Ao mencionar o mesmo referente pela quinta e sexta vez, o pronome tas é omitido; para assegurar a correferencialidade do texto, basta apenas o substantivo com a forma indefinida do adjetivo. Na língua dinamarquesa, utiliza-se sistematicamente a forma definida. A sétima menção ao referente no texto lituano (Man reikia uzkasti miegantj Zmogy) é ambígua, pois o sintagma miegantj Zmogy também pode receber uma interpretação genérica. Na tradução dinamarquesa, tal interpretação é eliminada; o sintagma den sovende mand (lit. homem dormindo) refere-se apenas àquele homem específico que já havia sido mencionado. (24) Um homem barbudo inclina-se _-Um homem barbudo aproxima o rosto do meu e pisca. <...> O homem mencionado e pisca. <...> Esse 126
Paprastujy ir jvardziuotiniy badvardziy opozicija lietuviy kalboje O homem barbudo enfeitiçou-me. o homem. <...> Eu venho <...> Levanto-- me e vejo ao meu lado o homem barbudo, que piscou para mim. <...> Sas Ele está er morto, o homem barbudo Ele está morto, aquele barbudo Homem. mand. <...> Eu estendo o meu <.4> casaco, puxo o barbudo—- _Estendo o casaco, ponho o homem barbudo sobre ele. <...> É dado um Homem. <...> Nós rastejamos em direção à trincheira. Chegamos junto àquela trincheira. EU abaixo o homem barbudo para dentro da trincheira. <...> Agora não é grande. <...> Acho que ele está dormindo. como se ele estivesse dormindo. Tenho medo. Estou com medo. Preciso enterrar o homem adormecido. Sou obrigado a enterrar o homem adormecido LTA 105-106. DST 112-114 Valeckienė afirma que “na atual língua literária lituana, a flexão dos adjetivos indicados na forma pronominal tornou-se uma norma” (Valeckienė 1959: 191). O material investigado mostra que a definitude anafórica na língua lituana não é expressa de modo consistente por adjetivos definidos. 8.2. Definitude situacional (25) To vagter star neesten altid ved Prie didziyjy varty visuomet stovi den store port. DST 14 du sargybiniai. LTA 15 O Grande Portão é mencionado no romance pela primeira vez, mas tanto na língua dos artigos quanto na língua lituana é usada a forma definida. Como a ação do romance se passa no gueto de Vilnius, pressupõe-se que o destinatário saiba que se fala do grande portão do gueto, que é o único desse tipo. No exemplo (25), ao que parece, não poderíamos substituir as formas definidas do adjetivo por formas indefinidas, pois o sintagma com a forma indefinida também pode referir-- se a um referente não único ou ter uma interpretação genérica, cf. : (25°) ?Prie dideliy varty visuomet stovi du sargybiniai. No exemplo (26), a definição situacional em lituano também é expressa pela forma definida do adjetivo: hun havde faet 127
BiruTE SPRAUNIENE (26) <...> om fortalt spéjo pasakyti <...> ar ji Gitai apie Gita den nye om tyske maskinnaujq vokiskq kulkosvaidj, tq kurj pistol havde gravet ned lige jie uzkasé upés de krante kurio spynq ved flodbredden. ir De havde viklet _susuko skudurg j paslépé senosios ir klud fyringsmekanismen, en _liepos drevéje. om LTA inden 98 gemte de den i en hulning i det gamle lindetre. DST 105 15 certos classes pragmáticas (para as personagens do romance Das conhecidas formas verbais) distingue-- se uma única, que possui a característica indicada pelo adjetivo. Por outro lado, o romance está repleto de exemplos em que a forma indefinida do adjetivo em lituano, sendo não marcada, pode perfeitamente ser usada para expressar uma definição situacional: (27) Eu desejava at que não houvesse sé Queria que não houvesse ao meu redor tantas pessoas ao meu redor _ pessoas su com estas zvaigzestrelas amarelas. pd atenção. LTA 8 DST 6 (I queria lá to be menos pessoas ao redor marcarme am by aquelas estrelas amarelas. S 3) (28) —Janek, havia pessoas com estrelas ama- — Janek, ar então já eram amarelos ner dengang ogsd? DST 29 (ingl. trapos? LTA 29 “Janek, as pessoas usavam os distintivos amarelos naquela época?” S 26) (29) —Ainda consigo ver a se estreita — — Diante dos meus olhos está uma rua estreita, diz Janek. DST _gatvelé, — diz Janekas. LTA 28 29 (30) Jeg har gdet lange og er for lang jau ilgai AS einu, man ir Jau seniai tid siden blevet treet den gule af _atsibodo geltonas ménuo, kuris varmdne, som vender drejer og sig __tosi kaip blynas <...>. LTA som 79 pandekage en <...>. DST 85 (27) pavyzdyje minimos geltonos Zvaigzdés, kuriomis naciai pazenklindavo gete gyvenanciy Roupas judaicas. Na língua lituana, é usada a forma indefinida do ji adjetivo (su amarelas estrelas), ao 0 traduzir j línguas com artigos, foi escolhido um sintagma nominal definido com su pronomes demonstrativos'? 2 Dado que a definitude ia é marcada por pronomes demonstrativos, este 128
A oposição dos ir adjetivos pronominais simples na língua lituana (da. exemplo disse gule stjerner, ingl. aquelas estrelas amarelas). (28) no exemplo mencionam-se aquelas mesmas amarelas Estrelas (manchas amarelas), contudo Neste caso, no texto inglês, a definitude do sintagma é me mantida (ing. as manchas amarelas), no texto 0 dinamarquês foi escolhido um sintagma nominal indefinido (din. estrelas caídas). Be Sem dúvida, não se exclui a possibilidade de que os tradutores, em alguns casos, tenham cometido erros, interpretando certas combinações da língua lituana com pronomes indefinidos como definidas. su Por outro lado, há exemplos demais para que todos eles possam ser considerados erros de tradução. Essa escolha aparentemente não motivada de descrições definidas produz certo efeito, pois cria a impressão de stilistinj que o destinatário é como um participante da narrativa, que, juntamente com o narrador, vê todos os acontecimentos e, portanto, pode su identificar os referentes a eles relacionados; o destinatário é su „local“, conhecedor de todas as vielas, praças, riachos, ir pradarias etc. Tudo isso aumenta a força persuasiva da narrativa, pois o leitor se identifica su com os personagens ir da obra e com o narrador. 8.3. Definitude dêitica Esse tipo de definitude ocorre sobretudo nos diálogos, quando os participantes da conversa apontam j para objetos presentes no ambiente imediato da conversa, por exemplo: passe-me a faca comprida! No texto literário, é mais difícil detetar tais casos; atribuí a este tipo exemplos com advérbios dêiticos como ten tia tai, tatiau, mas tal su classificação é condicional; os exemplos / também / poderiam ser interpretados como casos de definição situacional: ir (31-33) (31) Aqui está er a rua estreita. Eis a ruazinha estreita. LTA 21 DST 20 (32) Isso importa agora, depois de termos vi Será que isso importa agora, quando nós dois boet sammen hel mdned, vivemos um i en mês inteiro, trinta tredive dias, aqui, junto à margem dieny, aqui, à margem do riacho raso lavvandede af bek DST 106 _téje LTA 100 (33) I mellemtiden var der blevet Naquela época, na cidade, onde não havia heengt tre mennesker byen, der i _geto tvoros, dideléje aikstéje, kabohvor der ingen ghettohegn var, pd jo trys pakaruokliai LTA det 113 store tory DST poderia 121 ser atribuído à definitude dêitica. Por outro lado, não é possível traçar limites claros entre É impossível traçar os limites entre estes tipos de definição, cf. abaixo. 129
BiruTE Nos exemplos (31-33) de SPRAUNIENE é usada a neapibréZiamoji forma do adjetivo, mas poderíamos ja substituí-la pela forma definida. 8.4. Definição inferencial No material analisado foi encontrado apenas um exemplo em que a definição inferencial é expressa pela forma definida: (34) Han [Chaim] blev taget levende kort til feengselshospitalet. og <...> De bedste leger sogte at sikre A cura de Chaim DST 70-71 Ji [Chaimq] ficou vivo, morreu j no hospital prisional. <...> Os Ji melhores médicos esforçaram-se para que Chaimas se recuperasse LTA 66 Nos outros Nos exemplos atribuídos a este tipo, é usada a forma indefinida; a forma definida neles soaria estranha, cf. : (35) Ele poderia ir para os campos, ud para o grande prado extenso. Ele poderia sentar-- i se na relva ensangupa entada do prado. DST 31 Ele não é er jovem, apenas um en soldado. As mãos dele são er grandes. <...>. O alemão encara por muito tempo. pd Esther, og jeg encara a pd mão pesada, a manga og verde desbotada do uniforme que repousa sobre meu pd ombro. DST, ele 92-93 pegou a pistola om pelo cano, ergueu-a bem alto e bateu o cabo rombudo og contra meu polegar. DST 82 (36) (37) galéty nueiti j laukus, j didele placiq pievq. Jis sédéty toje pievoje ant minkstos / ?minkstosios Zolés LTA 31 Jis nebejaunas, tas kareivis. Rankos didelés <...> O alemão por muito tempo ainda Olha j Esterq, oa’ — j pesada / ?a mão pesadq ir Verde / ?Verde ja desbotada /?desbotada a manga militar, repousando sobre meu ombro. LTA 87 Ele pegou no cano de uma uz Browning, levantouir -a e bateu com a coronha / ?a empunhaj dura atingiu o meu polegar LTA 77 É de salientar que, em muitos exemplos da língua lituana, a forma indefinida não pode ser substituída pela definida, ma embora o sintagma nominal apresente claramente uma descrição definida. Isso mostra que a marcação da definitude na forma do adjetivo em lituano está sujeita a princípios um tanto diferentes dos da marcação da definitude por meio de artigos nas línguas com artigos. O sintagma nominal nos exemplos é definido, mas o (35-37) adjetivo apresenta uma nova 130
A oposição entre adjetivos simples e adjetivos pronominais na língua lituana fornece informação, sendo-lhe característica a predicatividade (cf. Larsen 2007: 40). (35) pavyzdį galėtume pakeisti taip: Jis sėdėtų toje pievoje ant žolės, kuri yra minkšta. Daiktavardis Žolė yra apibrėžta dėl sąsajos su pieva, tačiau su minkštumas nėra identifikacinis požymis, padedantis nustatyti, apie kokią žolę kalbama. Todėl lietuvių kalboje neteiktina būdvardžio apibrėžiamoji forma. Panagrinėkime dar vieną pavyzdį, kuriame būdvardžio predikatyvumas matyti dar aiškiau, nes būdvardis pateiktas kaip apozicija: (38) Oghan teenkte at dette var den —_jam atrodé, kad pirmga kartg if taip ben sé tet pd, mens de fiedrenforste gang han havde set Basias arti mato Basios kojas, spyruokliuode _janéias kartu su Zingsniais, kakla, beveegede sig for hvert skridt, set _ilgq ir Silt, rainas akis, spindindias hendes lange, smukke hals, keistai, raudonas liipas, visai rauhendes kattegjne som glimtede ir sé donas. LTA 61 forunderligt og hendes dybt rede leber sé neer ved. DST 64 Conjunção O pescoço de base pode ser atribuído à definitude inferencial, cf. a afirmação de Larsen Modificação: by genitivos possessivos e adjetivos possessivos também podem ser vistos be as an inferência of semântica da expressão (Larsen 2006: 363). É evidente que os adjetivos ilgg ir A caracterização de Siltq do referente não ir ajuda a jo identificá-lo. Nas línguas com artigo, os adjetivos atributivos dos sintagmas nominais definidos inevitavelmente ficam abrangidos j pelo determinante definido, sendo usados na forma definida (com uma desinência na -e dany língua) são ir percebidos como pressupostos (cf. hendes lang-e, smukk-e hals (seu longo-prr, belo-por queNo exemplo “seu longo, belo pescoço”. (38) Assim, aliás, ocorre ir na língua letã, cf. Holvoet, Tamulioniené 2006: 23-24. Por outro lado, não podemos concluir que, no caso da definitude inferencial, na língua lituana não sejam de modo algum usados adjetivos definidos, pois há exemplos desse tipo, por exemplo : (39) Lave a semente do abacate. Mergulhe- -a pela extremidade romba, i virada para baixo, num copo cheio de água. http://gyvenimas.delfi.lt/archive/ article.php?id = 6446869 No exemplo (39), a forma romba é uma característica identificadora que ajuda a distinguir o referente (a extremidade da semente relevante i8 para o falante) do conjunto pragmático 131
BiruTé SpRAUNIENE correspondente; por isso, utiliza-se a forma definida do adjetivo. O uso do adjetivo definido pressupõe que cada semente de abacate tem uma extremidade romba, que é a única desse tipo. 8.5. Nomes próprios Os nomes próprios são inerentemente definidos; ir nas línguas com artigos, geralmente são usados com um be marcador de definição (cf. ing. *the Mary). Na língua lituanaje su os adjetivos atributivos usados com nomes próprios podem estar tanto na forma definida quanto na indefinida, como mostram os exemplos: dag plager (40-41) (40) I Rudi mig. Ele se chamaHoje me incomoda Rudis. Jo varder noget andet, men alle kalder das kitoks, bet visi vadina ji Rudziu. presunto Rudi. Ele er cavalgou sobre isso _Ele é if realmente todo vermelho. Plauhele. Hans har som ild, er hans kai kaip ugnis, veidas kaip Zarija ansigt ligner et rodtflag <...>. <...>. Badau raudonaji Rudj Mit vrede blik gennemborer rede _piktomis akimis. LTA 72 Rudi. DST 68-76 (41) Eu vou embora at se deixando-me para trás, sem me virar nem uma A vez, para não escorregar sobre at at se a viga, onde eu encontraria uma ir solitária Ester. Esther nu fica sentada sozinha para trás. LTA 135 DST 146 ,EU caminho sem olhar para trás, para não ver o tronco, onde Estera fica sentada sozinha‘. (40) no exemplo, a vermelhidão é uma característica inseparável do referente (Ele está todo vermelho). Por isso, tanto em dinamarquês como em lituano, usa-se a forma definida (mostrou O ruivo / vermelho Ruivo), ir não há outra variante. (41) No exemplo, a solidão não é uma propriedade constante e inseparável do referente. Trata-se antes de uma característ- — ta ica acidental no momento em que Isaac parte, Ester fica sozinha. Por isso, no (41) exemplo, a forma atributiva do adjetivo não é aceitável (cf. *solitária de Ester), e 0 o tradutor da língua dinamarquesa escolheu perfeitamente, deslocando o adjetivo para a j posição de predicativo. Erikas Hansen também aborda casos interessantes do uso de nomes próprios com modificadores adjetivais em dinamarquês, quando o adjetivo pode apresentar tanto a forma definida quanto a indefinida (Hansen 2001: 199 tt, exemplos retirados de i8 Hansen): 132
A oposição entre adjetivos simples e pronominais na língua lituana (42a) en forkglet Lassen (art.inpEF ,persiSaldes Lassenas‘) (42b) den forkolede Lassen (art.per ,persigaldes Lassenas‘) (43a) *en redhdret Simonsen (art.1nper ,ruivo Simonsenas‘) (43b) den redhdrede Simonsen (art.per ,ruivo Simonsen‘) Segundo Hansen, nos (42-43) exemplos, os nomes próprios mantêm sua definição, isto é, Neste caso, não podemos falar de um lema próprio apelativizado. Ju Hansen explica su o uso com ir artigos e modificadores adjetivais de formas correspondentes pelas peculiaridades da estrutura informacional dos sintagmas nominais: O artigo definido (e a forma definida do adjetivo, indicada pela terminação -e) sinaliza que o atributo é Informação conhecida, isto é, que ao destinatário já Sabe-se que Lassen está resfriado (exemplo 42b). Quando o atributo do substantivo apresenta informação nova, caracteriza um indivíduo de forma nova, usa-se o artigo indefinido (e po jo a forma indefinida do adjetivo que o acompanha) (exemplo 42a). (42-43) os exemplos ilustram uma determinada (pragmática) restrição: o adjetivo com su artigo indefinido só pode ser usado nos casos em que se fala de uma característica temporária (acidental) (42a), o adjetivo com artigo definido ma pode denotar tanto uma característica temporária como permanente (característica) do indivíduo (42b ir 43b). Adjetivo rodhdret (lit. „ruivo” poderia su ser usado com o artigo indefinido como atributo de um nome próprio, se o cabelo ruivo fosse uma característica nova, adquirida acidentalmente e não permanente do indivíduo. Se se trata de uma característica típica e constante, deve ser usada a forma definida. Segundo Segundo Hansen, o uso de nomes próprios com artigos indefinidos e adjetivos de ir forma indefinida em algumas línguas é uma inovação. Trata-se de uma construção estilisticamente marcada e nova, que ocorre sobretudo nos meios de comunicação social. (Hansen 2001 : 204). Hansen afirma que fenômenos semelhantes são observados em sintagmas atributivos com ir substantivos comuns, nos quais a su definitude do substantivo é clara a partir do contexto'’ iS (Hansen 2001: 201, exemplos retirados i§ pelo autor): (44a) hund-en stak snud-en —_frem cão-DEF enfiou focinho-por j frente O cão enfiou o focinho para a frente‘ (para o substantivo ‘focinho’ é característica a definitude inferencial) (44b) hund-en stak den vdd-e snude frem 8 Todos os exemplos analisados por Hansen com substantivos comuns são atribuíveis à definitude inferencial, embora o autor não utilize esse conceito. 133