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Baltic “*jūrā-/-(i)i̯ā-” ‘sea’ & “*jaurā-̆ /-(i)i̯ā-̆” ‘wet soil, bog, deep water’

Václav Blažek

Abstract

    This article analyses the Common Baltic term *jūr- ‘sea’ with its vr̥ddhi-formation *jaur- ‘wet soil, bog, deep water’, their toponymic traces in the macro-Baltic area, probable borrowings identifiable in Fenno-Permic *jürɜ ‘deep place in water’ and Fenno-Volgaic *järwä ‘lake’, probable external cognates in Armenian ǰowr ‘water’, and in the hydronyms Iuras & Zyras from Eastern Thrace and the Gaulish oronym Jura with regard to the semantic connection of the meanings ‘deep’ and ‘high’. These partial steps lead to the final conclusion that the primary meaning of the Baltic root *jūr- was ‘deep water’.

Full text

30 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIV VÁCLAV BLAŽEK Masa yk Uni e si y ORCID id: o cid.o g/0000-0002-6797-7 Campos de pesquisa: es udos indo-eu opeus, especialmen e línguas esla as, bál icas, cel as, ana ólicas, ocha ianas e indo-i anianas;188 Feno-ug ico; A o-asiá ico; e imologia; classi icação gené ica; modelos ma emá icos na linguís ica his ó ica. DOI: doi.o g/10.35321/all84-02 BALTIC *JŪRĀ-/-(I)IĀ- ‘SEA & *JAURĀ- (-(I)IĀ- […]Te a húmida, ba o, água p o unda[…] Bal ų *jū ā-/-(i)iā- ‘sea i *jau ā-/-(i)iā- ‘šlapias di ožemis, pelkė, gilus anduo’ Ano ação Es e a igo analisa o e mo bal ico comum *jū - […]ma […] com sua o mação […]ddhi *jau - […] solo úmido, pân ano, água p o unda[…], seus es ígios oponímicos na á ea mac o-bál ica, p o á eis emp és imos iden i icá eis em Fenno-Pe mic *jü […] […] luga p o undo em água[…] e Fenno-Volgaic *jä wä […] lago[…], p o á eis cogna os ex e nos em […]ow […] água[…], e nos hid onímicos Iu as & Zy as da T ácia O ien al e do Ju a o onímico Gaul. Essas e apas pa ciais le am à conclusão inal de que o signi icado p imá io da aiz bál ica *jū e a "água p o unda". Pala as-cha e: Bál ico, Fenno-Volgaico, Fenno-Pe mico, A mênio, T ácia, Galo, apela i o, hid ônimo, opônimo, e imologia, pa alelo semân ico. ANOTACIJA (em inglês) *jū - ‘jū a i jo ddhida inys *jau - šlapias di ožemis, pelkė, gilus anduo, hei oponiminiai pėdsakaijos Bal ijos jū os mak o egione, ikė ini skoliniai Pe mės inųjü ‘gili ie a andenyje) i kalbos Bal ių inų ((jä ė ėežė)), hei a mė ow ų ė andų i siejimas su hid onimais Iu as i Zy as Ry ų Ry ų T akų bei Volgų o on Ju a, gili i i i galų i galų i galų i galų i galų i galų i galų i galų i galų i galų i galų i galų i galų i galų. A lik as y imas leidžia pada y i iš adą, kad pi minė S aipsniai A igos 31 e 31 Bal ic *jū ā-/-(i)iā- ‘sea’ & *jau ā-/-(i)iā- ‘we soil, bog, deep wa e ’ bal ų šaknies *jū eikšmė bu o ‘gilus anduo’. ESMINIAI ŽODŽIAI: bal ų, Volgos inų, Pe mės inų, a mėnų, akų, galų, apelia y as, hid onimas, oponimas, e imologija, seman inė pa alelė. DOCUMENTATION OF THE BALTIC Apela i os e seus PROTOLANGUAGE RECONSTRUCTIONS 1. Nas línguas bál icas exis e um e mo especí ico *jū o […]sea[…], o quase sinônimo do li uano mã ios ou mã ės1 . pl. an um […]sea; baía sepa ada do ma po dunas […], le ão ma e, ma[…]a […]baia, lagoa[…], p ussiano *ma ī […]baia, lagoa, espe o[…] [Vocabulá io Elbing 65: ma y […]Ha […]] (Mažiulis 2013: 582; Smoczyński 2018: 755). O e mo bál ico oi p o a elmen e ado ado nas línguas bal o- ênicas: inlandês, olone s, eps, o ic, es oniano me i, ca eliano meŕi, li oniano meŕ ‘sea. O umlau *a > *e em analogia em inlandês eki […]sledge[…], ca eliano, olone s egi, o ic eči, gen. egé, es oniano egi, li onian eggos […] Bal ic: li uano ãgės […]sledge[…], le ão agus agu as ag as […] la sledge[…], de i ado do e mo bál ico pa a […]ho n[…]: li uano ãgas, p us ag […]ho n[…], pl. agi […]handles o a plough[…], le ão […]Oldus [is] SK […]Ho n[…] (Thomsen, 1890: 21021; SKESES […]) 341, 762; Smoczyński 2018: 1051, 1105). 1.1. Em li uano apa ecem duas a ian es apo ônicas, jū e jau -. 1.1.1. Li uano j[…] a . […]sea[…], pl. j[…] os; Vá ias. jū ia ., pl. jū ios e j ė2 ., pl. j ės (Smoczyński 2018: 458) e le em o p o o-bál ico *jū ā-, *jū iā-, *jū iiā espec i amen e. 1.1.1.1. O p imei o egis o apa ece na adução li uana de B e kūnas do No o Tes amen o (1579-1580) como o acc. pl. j ės: Be kaip Ek u nikai... Wal i [ba eli] ing Iu es nuleido ‘Da abe die Schi leu e... den Kahn nide liessen in das mee (ALEW 423). 1.1.2. jáu a li uano, jáu ė, jáu is ‘ solo úmido, pesado e in é il; o solo com a gila, jáu a ou jáu as […]pân ano, água p o unda[…], adj. jau ùs […]pân ano[…], e le em a o mação do ipo […]ddhi *jau o da aiz *jū -, com ex ensões nominais semelhan es (Smoczyński 2018, 459; Hill, ALEW 423: Das mo phologische Ve häl nis de ie s u igen und olls u igen Bildungen zueinande is unkla . É possí el que os di e en es S ammal e nan en dos nomes de base linguís ica se e lic am. É, po ém, ambém não auszuschliesen, que a Volls u ige Bildung eine ezen e 1 As o mas co esponden es do sg. an um ambém são a es ados: ma ià & mã ė (LKŽ VII 858, 848). 2 Sob e a de i ação do inal -ė de *-iiā, eja Bammesbe ge 1970. VÁCLAV BLAŽEK 32 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIV V ddhi-Ablei ung zum em li . J[…] a o liegenden ie s u igen S amm o se z . Da ms 1978: 435–436). The seman ic ela ion be ween ‘sea’ and ‘ma sh’ (Es á em en e) ; co esponde ao ge mânico *ma i- […]sea[…] e sus a o mação […]ddhi *mō a- […]ma sh, pân ano[…] (Da ms 1978: 158[…]166, 435). 1.2. jũ a le ão ou jũa ‘sea; g ande massa de água; Lago, discagem. jū e, jū is (ME II 122), Neh ung-Cu ish jū (e) . ‘sea (c . ALEW 423) são de i á eis do mesmo pad ão p o o-bál ico *jū ā-, *jū iā-, *jū iiā, espec i amen e, como suas con apa es li uanas. 1.3.1./2. Os e mos p ussianos an igos co esponden es apa ecem em duas on es p incipais, o Vocabulá io de Elbing (a única cópia conhecida de Pe e Holcwessche é da ada de ce ca de 1400 dC, mas o o iginal de e p o a elmen e se um século mais an igo) e o chamado Te cei o Ca ecismo, chamado Enchi idion (imp esso em 1561 dC): Lu ia P ussiano An igo [66EV: […]Me […]] = nom. pl. m.3 *jū ai (Mažiulis 1981: 276; 2013: 319). An igo p ussiano iū in […]sea[…] = acc.sg.m.4 *jū an (Mažiulis 1981: 276; 2013: 319): K III, 67.11: Bhe ikaui e ki ʃcha ʃuckans en iū in ‘ nd He ʃche be Fi ch im Mee ’. K, 75.2: bke {= bhe} an pe inc an Pha ao en wian waieis en minan iū in aukandinnons ‘Vnd den e ock en Pha ao mi allen den einen im Ro en Mee e eu (Mažiulis 1981: 206, 22; Topo o 1980: 93). 1.4 As o mas cole adas acima o am p oje adas no p o o-indo-eu opeu po á ios es udiosos: 1.4.1. Da ms (1978: 435): *i[…]uə[…] o s. V […]ddhi-Ablei ung *i[…]eu[…]ə[…] o-. 1.4.2. I slinge (NIL 2008: 404[…]405): *i[…]uH -aH2--. (i)i[…]aH2 1.4.3. Pe i (2010: 9): *H1uH - and *H1euH -; al e na i ely *iū - (wi h ega d e *i[…]eu[…]H -aH2-. pa a o a mênio […]ow […]água[…]). 1.4.4. Hill (ALEW 2015: 423): *i[…]uH -. 1.4.5. De ksen (2015: 215): *uH -/*eu -. DOCUMENTATION OF THE BALTIC Topônimos 2. O uso desses apela i os na oponimia bál ica ambém é in e essan e. 3 Pe i (2010: 144) ê em -ay o dual eminino em *-āi. 4 T au mann (1910: 349) iden i icou no an igo p ussiano iū in o eminino co esponden e às con apa es li uanas e le ãs. S aipsniai / A icles 33 Bal ic *jū ā-/-(i)iā- ‘sea’ & *jau ā-/-(i)iā- ‘we soil, bog, deep wa e ’ 2.1.1. In Li huania, e.g., he i e -names J a, J ė, J upis a e known, and o nome do lago Jù -eže is (Vanagas 1981: 139), co esponden e ao apela i o compos o ju ēže is […] e y big lake[…] (Topo o 1980: 93). 2.1.2. A o mação […]ddhi ambém oi aplicada na hid onímia li uana: os ios Jáu -upė, Jáu os upẽlis, Jau yklà, lagos Jau […]s, Jau iùkas (Vanagas 1981: 134). 2.2 Na Le ónia exis em ambém opônimos o mados a pa i des es apelidos: o p ado Jū a e as lo es as Jūas-mežs, Jū -biẽ z, e c. (Vanagas 1981: 139). 2.3 Na on ei a sul do e i ó io dos Yo ingians his ó icos, o io chamado Ju a e a conhecido (1426, 1428 Iu a, 1432, 1540, 1565 Ju a), hoje B onówka, o a luen e di ei o do io Na ew (Rozwadowski 1948: 125; c . ambém P zyby ek 1993: 91[…]92 sob e os nomes de luga es da mesma o igem). Udolph (1990: 128130) mencionou co e amen e que a aiz bál ica *jū de e ia e sido ans o mada em polonês esla o +Jy a e mais +Ji a /. A o ma Ju a no ambien e esla o indica uma on e p é-esla a p imá ia do ipo *jau -, que é ealmen e a es ada ( e §1.1.2.). 2.4 Na bacia do io Mosk a, a luen e do Oka, exis em dois des iladei os chamados Ju in, que podem se e imologizados com a ajuda de jau ýnas li uanos O p imei o ‘ma shy place’ (O kupščiko 2004: 91). egis o esc i o de um possí el de i ado da aiz bál ica *jū o em algum hipo é ico diale o do Bál ico Ociden al pode ia se iden i icado no opônimo […]ούρουνον, a es ado no chamado manusc i o R de […]Geog a ia[…] de P olomeu [2.11.27.] a pa i do meio do século II. sob as coo denadas [μδ ́L, νε ́] = [44°30, 55°00], ou seja, a oes e da oz do io Vis ula [με ́, νς ́] = [45°30, 56°00] e a les e da oz do io Viadua [μβ ́L, νς ́] = [42°30, 56°00] e da oz do io Sue us [λθ ́L, νς ́] = [39°30, 56°00] ( e P olomeu 2.3.11.). Vamos menciona que o egis o al e na i o a oes e, en e as oz dos ios Viadua e Suebus ( e Cun z 1923: aiz *jū -, mais o is Οὐίρουνον wi h coo dina es [μ´L’, νε´] = [40°30’, 55°00’], which shi i o su ixo *-ūn-, que apa ece, po exemplo, no nome do io p ussiano Raudune (1316), 66). Accep ing he o m Ἰούρουνον, i is possible o analyze i as he Bal ic sem o su ixo no nome do io li uano Raudà, ambos do adj. do ipo li uano aũdas […] eddish[…]; da mesma o ma no an igo nome do lago p ussiano Si gun s. si gis […]s allion[…]; Li uano Dumbliūnai: dublas ma sh" (Ge ullis 1922: 139, 254). VÁCLAV BLAŽEK 34 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIV PROBABLE BALTIC BORROWINGS INTO FENNO-PERMIC 3. São no á eis os p o á eis emp és imos de ambas as a ian es bál icas, *jū - e *jau -, em Fenno-Pe mic *jü […]deep place in wa e […] e Fenno-Volgaic *jä wä "Lago", espec i amen e. 3.1 Fenno-Pe mic *jü ‘luga p o undo na água (UEW 635[…]36; SKES 128[…]29) > inlandês jy ä ‘Bach mi s eilen U e n, s eil ab allende Kanal, B unnen[…], jy ämä ‘kleine e Wasse all, Wasse s udel[…]; Saami jâ em […] ligei o ala gamen o de um io[…] (N), L j[…] ē […]kleine Talkessel, ie es Loch, ie e Kolk in einem See ode Fluß[…], L ja ēm […]kleine Talkessel mi eiche Vege a ion; Kleine unde Ausbuch ung in einem Fluß ode einem Bach, Ko. - Não, não. jē em ‘ ie e S elle im Wasse (bes. un e halb eines Wasse alls) (> dial inlandês. jä ämä ‘kleine Wasse all; Udmu je ‘ ie e S elle (im Wasse ), Tie e, S udel, Komi ji (S P) ‘ ie e S elle im Fluß ode See (S), ‘Ve ie ung; (pescoço. on Wasse , auch z.B. . eine G ube[…] (P), PO jö […] ie e S elle (im Wasse )[…]. 3.2 Fenno-Volgaic *jä wä ‘lake (UEW 633; SKES 132) > jä i inlandês, Vo e ja i, jä es oniano ‘lake; Saami N jaw e Lule jau ē, T jāi e, Kld. Jai , não. ja id., Mokša Mo d in (j)ɛŕ-ɛ, E zya ɛŕ- ‘ɛid., pond, Ma i KB jä , U B je ‘lake (Būga 1959: 273; Rozwadowski 1948: 127; Topo o 1980: 97: Bal ic > Fenno-Volgaic; Bedna czuk 1976: 48: Fenno-Volgaic > Bal ic). A me a ese de sono an es é egula em emp és imos de o igem bál ica, c . po exemplo (a) ka a inlandês […]hai […], ka […]id., co […] […] gaũ as li uano […]hai no co po de um animal[…], gau i le ão pl. <unk hai […] (Thomsen 1890: 171; SKES 166[…]167; F aenkel 1962/1965: 140); (b) Finnish a as ‘ oe, elk’, Es onian a as ‘bull-elk, au ochs’ < Li huanian aũ as ‘au ochs, bull’, P ussian au is ‘bison’ (Thomsen 1890: 228 […] 229; SKES 1240 […] 1241. 4. Pa ece que há apenas um único cognado segu o den o do indo-eu opeu, a sabe , o a mênio […]ow […]wa e […], gen.sg. oy, ins .sg. ow b, gen. pl. ow c‘, oc‘ (Meille 1936: 52; Sol a 1960: 320322; Džaukjan 1967: 220; Schmi 1981: 70; Olsen 1999: 50, 662, 674, 787, 855: o-consonan e- onco). 4.1 Meille (1936: 52), seguido po Džaukjan (1967: 221 […] 222) e Ma i osyan (2010: 556; em seu dicioná io e imológico, o lema […]ow […] água […] es á su p eenden emen e ausen e), ci e ainda ou o exemplo do desen ol imen o do […]i[…]-> a mênio […], a sabe , a mênio […]an […]zeal, es o ço, abalho[…], e sus g ego ζῆλος, dó ico ζλος […]zeal, emulação, ciúme[…], dial a mênio adicional. (Suč‘a a) glxi anal aze mal, dano s. g ego ζημία pe da, dano, penalidade, jo em a es ano auua-iiā- peni ência. Džaukjan (1967: 222) ac escen ou a compa ação do a mênio S aipsniai / A icles 35 Bal ic *jū ā-/-(i)iā- ‘sea’ & *jau ā-/-(i)iā- ‘we soil, bog, deep wa e ’ […]o […]shoo , sp ou […] s. Vedic yá asa- […]g ama, pas o[…], além de yá a- […]Ge eide, Ge s e, Hi se[…]; C . ambém n. G ego φυσί-ζοος […]Ge eide he o b ingend[…], li uano ja a[…] […]Ge eide[…] e c. (Poko ny 1959: 512). 4.2 Alexande Nikolae (p.c., 3 de ab il de 2021) chamou a minha a enção pa a um hipo é ico cogna o de *jū - […]ma […] do Bál ico, que ele ê no g ego Ερος […]{Deus do} en o[…] [Od. 5.295, 331; 19.205]. As e imologias exis en es não são con incen es: Cu ius (1879: 398) conec ou-o com o e bo εω […] o singe[…] *H1eu[…]s- […] o bu n[…] (Beekes 2010: 486), mas não conco da com o epí e o […]γρὸς […]we , mois , wa e y, luid; aco, sua e […] des e en o, mediado po Scholia pa a a Odisseia [5.295]. Kaibel (1885: 614) desen ol eu a an iga ideia de conexão com o g ego 2010: 27, 171 […] 172), mas os di ongos iniciais ευand αὔρα ‘b eeze, esh ai ’, ela ed o ᾱήρ ‘mis , haze, clouds’ < *H2eus-ē (Beekes αυa e são incompa í eis. Uma no a e imologia pode ia consis i na oposição semân ica en e o jônico Βορέης, o á ico Βορρς, o lésbico Βορίαις, "Ven o do No e", po A is ó eles Βορέας καὶ ἀπαρκτίας, e Ερος "Ven o do Sudes e". Se Βορέας como um hipo é ico " en o das mon anhas" esconde uma pala a pe i icada IE *guo H- "mon anha" (c . Beekes 2010: 227), é en ado especula que Ερος, azendo umidade, pode ia es a ligado a um "ma ", al ez " en o do ma no sudes e". Res a explica as di e enças na posição inicial. 4.2.1. A econs ução de Pe i *H1euH and De ksen *eu pa ece se compa í el com o g ego Ερος, mas não com o a mênio ow ‘água, enquan o a econs ução de I slinge *iuH -/*ieuH - = Da ms *iu o-*ieuə oisə compa í el com o a mênio ow ‘água. Vamos julga se eles são compa í eis ambém com o g ego Ερος. Em g ego, exis em dois con inuan es de IE *i[…]-, a sabe , ζ e h- (spi i us aspe ) […] e Schwyze 1939: 303; Lejeune 1972: 165[…]166. Mas a psilose ope a a em jônico e eólico, pelo qual o spi i us aspe oi subs i uído pelo spi i us lenis, po exemplo, ε[…]νατέρες pl. […] esposa do i mão do ma ido […] [Il.], sg. ἐνατηρ [insc .; Ana olia] < *(H)ienH2- e -, com cognados em sânsc i o yā a -, a mênio 5: 389; Smoczyński 2018: 447; Valčáko á, ESJS 5: 292293). ne , La in iani īcēs ‘wi es o b o he s’, Old Li huanian jen ė ‘b o he ’s wi e, sis e -in-law’, Old Chu ch Sla onic [Gl Me h] ję y ‘sis e -in-law’ (Beekes 2010: Signi ica, em g ego Εὖρος is also de i able om *ieuH -. POSSÍVEL HIDRONÍMICO dos Balcãs COUNTERPARTS 5. Ou side he Bal ic oponymical a ea, he e a e u he oponyms which suge em-se como possi elmen e elacionados. VÁCLAV BLAŽEK 36 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIV 5.1 No e i ó io da T ácia his ó ica, Plínio, o Velho5 egis ou dois hid ônimos, Zy as, hoje al ez Ba o ska eka em Dob udža (De schew 1957: 196), e Iu as, hoje al ez o io Ka aagač (á o e p e a em u co) do sul da Bulgá ia, ambém conhecido como Ki enska eka (Beše lie apud Janakie a 2009: 77), que são candida os mais ou menos p omisso es pa a a elação com o Bál ico. Isoglossa a mênia. 5.1.1. Tomaschek (1894: 98) conec ou Zy as (ele esc e eu Ζύρας & Ζούρας) com o a mênio […]ow […]wa e […], mas localizou o io na izinhança de Thynias, onde Plínio ha ia localizado o io Iu as. Tal ez Tomaschek implici amen e enha julgado que ambos os hid ônimos são idên icos, embo a suas localizações geog á icas enham sido de e minadas de o ma di e en e po Plínio (c . Janakie a 2009: 70[…]71). Vamos menciona que Du idano (1969: 34) pensou que Zy as e a um hid ônimo dacio e o conec ou com o nome do io li uano Žiū à e c. 5 Plínio, Na u alis His o ia 4.4445: 44namque h acia al e o la e e a pon ico li o e incipiens, his ubie amnis inme gi u , el pulche imas in ea pa e u bes habe , his opol milesio um, omos, calla im, quae an ea ce ba is ocaba u , he acleam. Habui e bizonen e ae hia u ap am; Nunc habe dionysopolim, c unon an ea dic am; Adlui zy as amnis. O que é isso? To um eum ac um scy hae a o e es cognomina i enue e. (em inglês) e oppida aph odisias, libis os, zyge e, hocobae, eumenia, pa henopolis, ge ania, ubio um pygmaeo um gens uisse p odi u ; Ca izos bá ba ocaban , c edun que um g uibus uga os. 45 em o a a dionysopoli es odessus milesio um, lumen pannysis, oppidum e e a, naulochus. haemus mons, as o iugo p ocumbens em pon um, oppidum habui em e ice a is aeum; Nunc em o a mesemb ia, anchialum, ubi messa ue a . as ice egio habui oppidum an hium; Não é Apolónia. Flumina panisos, iu as, ea us e o osinas; Oppida hynias, halmydesos, de el on cum s agno, quod nunc deul um oca u e e ano um, phinopolis, iux a quam bospo os. Plínio Secundo: Na u alis His o ia, ed. po G. Winkle , 1988. "O ou o lado da T ácia começa ago a, na cos a do Euxine, onde o io Is e se deságua; E é nes e bai o que al ez a T ácia possui as melho es cidades, His ópolis, as cidades de He aclea e Bizone, que oi engolida po um e emo o; ago a em Dionysopolis, an e io men e chamada C uni, que é la ada pelo io Zy as. oda es a e a Libis o, Zíge es, Rocóbe, Eumênia, Pa enópolis e Ge ânia, onde se diz que uma nação de namely, ounded by he Milesians, Tomi, and Calla is, o me ly called Ace e is. I also had pigmeus habi ou; Os bá ba os cos uma am chamá-los de Ca uzi, e ac edi am que o am expulsos po guindas es. Na cos a, p oceden e de Dionysopolis, es á Odessus, uma cidade dos Milesians, o io was o me ly possessed by he Scy hians, su named A o e es; hei owns we e, Aph odisias, Panysus, e a cidade de Te anaulochus. O Mon e Hæmus, que, com sua as a cadeia, domina o Euxine, inha em empos an igos em seu cume a cidade de A is æum. Hoje em dia há na cos a Mesemb ia, e Anchialum, onde Messa an e io men e es a a. Na egião de As ice ha ia an e io men e uma cidade chamada An íum; Hoje em dia, Apolónia ocupa o seu local. Os ios aqui são o Panisos, o Iu as, o Tea us e o O osines; Há ambém as cidades de Thynias, Halmydessos, De el on, com seu lago, ago a conhecido como Deul um, uma colônia de e e anos, e Phinopolis, pe o da qual o úl imo é o Bós o o. Plínio, o Velho: A His ó ia Na u al, aduzido po John Bos ock e H. T. Riley, Lond es: Taylo & F ancis, em 1855. S aipsniai A igo 37.o Bal ic *jū ā-/-(i)iā- ‘sea’ & *jau ā-/-(i)iā- ‘we soil, bog, deep wa e ’ 5.1.2. Du idano (1969: 34 […] 35) e Geo gie (1977: 82) compa a am Iu as com o *jū - […] ma do Bál ico. Um o onímico hipo é ico Con abaixo 6. É en ado especula sob e a elação do o ônimo Mons Iu a, ou seja, as Mon anhas do Ju a na Suíça ociden al con empo ânea e no les e da F ança, que o mam a cos a no oes e do maio e mais p o undo lago de o igem onde as Mon anhas do Ju a o am mencionadas, na "Gue a Gálica" po Césa , a al u a Wes e n Eu ope, Lake Gene a (580 km2; 310 m). Al eady in he i s ancien das Mon anhas do Ju a oi en a izada: al e a ex pa e mon e Iu a al issimo6 'em um segundo lado pelo Ju a, uma mon anha mui o al a' [2.1.3.] ou in e mon em Iu am e o io Ródano ... ha ia, além disso, uma mon anha mui o al a'. O o ônimo Ju a é con inuado em alguns dialec ismos da on ei a anco-suíça e lumen Rhodanum, ... mons au em al issimus impendeba 7 ‘be ween Moun Ju a (FEW V, 82: 83): Old Neuchâ el (1297) jou […] o es […], Mon ana 6 Caesa : De bello Gallico 1.2. Id hoc acilius iis pe suasi , quod undique loci na u a Hel e ii con inen u : una ex pa e lumine Rheno la issimo a que al issimo, qui ag um Hel e ium a a e i ó io Hel e ian dos alemães; do ou o lado, pelo Ju a, uma mon anha mui o al a, que es á [localizada] en e os Sequani e os Hel e ii; Em um e ço pelo Lago de Geneb a, e pelo io Ródano, que sepa a a nossa p o íncia dos Hel é icos. 7 Césa : De bello Gallico 1.6.1-2: Ge manis di idi ; al e a ex pa e mon e Iu a al issimo, qui es in e Sequanos e Hel e ios; e ia lacu Lemanno e lumine Rhodano, qui p o inciam nos am ab Hel e iis di idi . ‘To his he he mo e easily pe suaded hem, because he Hel e ii, a e con ined on e e y side by he na u e o hei si ua ion; on one side by he Rhine, a e y b oad and deep i e , which sepa a es 1E an omnino i ine a duo, quibus i ine ibus domo exi e possen : unum pe Sequanos, angus um e di icile, in e mon em Iu am e lumen Rhodanum, ix qua singuli ca i duce en u , mons au em al issimus impendeba , u acile pe paucie e p ohiben ; 2al e um pe p o inciam nos am, mul o acilius a que expedi ius, p op e ea quod in e ines Hel e io um e Allob ogum, qui nupe paca i e an , Rhodanus lui isque non nullis locis ado ansi u . Ha ia em odas as duas o as, pelas quais eles podiam sai de seu país, uma a a és do Sequani es ei o e di ícil, en e o Mon e Ju a e o io Ródano, pelo qual apenas uma ca oça ao mesmo empo pode ia se conduzida; Ha ia, além disso, uma mon anha mui o al a penden e, de modo que mui o poucos pode iam acilmen e in e cep á-los; o ou o, a a és da nossa p o íncia, mui o mais ácil e mais li e de obs áculos, po que o Ródano lui en e as on ei as dos Hel é icos e as dos Allob oges, que ecen emen e o am subjugados, e é em alguns luga es a a essado po um ado. C. Júlio Césa : De bello Gallico, edi ado po T. Rice Holmes, Ox o d: Cla endon P ess, 1914. C. Júlio Césa : Gue a Gálica, aduzido po W. A. McDe i e e W. S. Bohn, No a Yo k: Ha pe & I mãos, 1869. VÁCLAV BLAŽEK 38 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXIV zū , Chamonix δu id., Neuchâ el joux ‘ o ê , su ou o ê de mon agne, jo a ‘pe i e o ê ; place de b oussailles, Vionnaz dzo á […]pe i e o ê de sapins[…], além do la im médio (Sa oy) jo ia […]Be gwald[…] e c. 6.1 A ligação semân ica en e os signi icados "p o undo" e "al o" não de e su p eende . 6.1.1. Po exemplo: O la im al us signi ica an o "al o" (o iginalmen e "c escido", se é de i ado de alō "nu i , aumen a " ) quan o "p o undo", c . sub amis a bo is al ae [Cice o, Tusculanae dispu a iones 3.19.44] ou al is de mon ibus [O idius, 3.6.13] ou al io aqua [Caesa , Bellum ci ile 3.77]. No á el é o sin agma Me amo phoses 3.181] s. al issima lumina [Cice o, Tusculanae dispu a iones [Columna Duilii = CIL 25; e Wach e 1987: 359 […]60] ou u qui pe mensus pon i ma ia ‘high sea’, used al eady in a chaic ex s as IN ALTOD MARID PVCNandod al a eli ola [Li ius And onicus apud Mac obius, Sa u nalia 6.5.10]. 6.1.2. Po ou o lado, Tocha ian A äp- […] o become high[…], além de A pä , B ap e […]high[…], e le indo *dhub o-, são de i ados da aiz *dheu[…]b- […] o be deep[…], c . B i onic *dubno- > Welsh dw n, Co nish down, B e on doun Al o alemão io […]deep[…]; Li uano dubùs ‘deep; com uma ca idade (de uma á o e); cônca o, desmo onado, além de ‘deep’; Go hic diups, Old No se djúp , Old English dēop, Old Saxon diop, Old daubà […] des iladei o, des iladei o, des iladei o lo es al […], an igo p ussiano [EV] padaubis […] ale […]; ambém no a Tocha ian A op, B aupe […]mine[…] (Adams 2013: 296, 330; Smoczyński 2018: 199[…]200, 256[…]257). É en ado adiciona a ex ensão sigmá ica em cunei o me lu iano dupša-8 na o mulação al- a-an-ni-iš Du-up-ša-aš ‘a p ima e a Dupša- [KBo II 7 Vol. 25] (S a ke 1990: 175; Melche 1993: 235). Ou as -de i adas ambém são conhecidas o a do oca iano: li uano dub à […] a ine em uma lo es a[…], dub […]s […]den , oco, a ine; p o undidades em um io ou lago […], le ão dub a […] lama, pân ano […], esla o da Ig eja ( edação ussa) dъb ь […]φάραγξ, a ina, des iladei o […], dial eslo aco. A ala de Deb a oi la ada pelas águas da empes ade; ba anco, a ina, bu aco, dial uc aniano. déb a […] a ina, des iladei o, ale[…], dial bielo usso. ale de dzieb a en e mon anhas; iacho, iacho en e mon anhas, e c. (Smoczyński 2018: 256); *dub o- […]wa e […] > Dobu i landês an igo, galês médio dw( ) , galês d[…] , co nualha e b e ão médio dou id., b i ânico an igo Dub is [I ine a ium An onini], hoje Do e , gaulês *dub a > Dou es, ou hoje Taube na egião alemã Taube -gau (Dub a-ga e AD 807), 1972 e c. (Hampas Ma o ić 2009: 107; G eule 2014: 529; Delama e 2018: 152). O gloss δύβρις · κατὰ γλῶσσον θάλασσα [sch. Theoc. 1.118c] indubi a elmen e pe ence aqui ambém, embo a sua a iliação linguís ica seja abe a; O a o i o em sido o ilí ico (Beekes 2010: 358). O signi icado "ma " ambém supo a ou o de i ado da mesma aiz, de albanês, dej i alo-albanês, 8 O s-s em co esponden e pode se encon ado no nome de um dos lagos li uanos, Bùdasas, ge almen e de i ado de *dubasas (Vanagas 1981: 93). S aipsniai A igo 45.o Bal ic *jū ā-/-(i)iā- ‘sea’ & *jau ā-/-(i)iā- ‘we soil, bog, deep wa e ’ Džaukjan Ge o k B. 1967: Oče ki po is o ii dopiśmennogo pe ioda a mjanskogo jazyka, E e an: Izda eľs o Akademii nauk A mjanskoj SSR. Džaukjan Ge o k B., Sa adže a Lûd iga A., A u junjan Co ina R. (ed.) 1983: Oče ki po s a ni eľnoj leksikologii a mjanskogo jazyka, E e an: Izda eľs o Academia de Ciências A mjanskoj SSR. ESIJ […] Ras o gue a Ve a S., […]deľman Dž. I. 2000[…]2011: […] imologičeskij slo aŕ i anskix jazyko 1[…]4, Moscou: […]Vos očnaja li e a u a[…]. 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Os meus ag adecimen os pe encem ambém a Alexande Nikolae pela menção dos dados g egos e a dois á bi os anónimos pelos seus ú eis comen á ios. S aipsniai A igo 49.o Bal ic *jū ā-/-(i)iā- ‘sea’ & *jau ā-/-(i)iā- ‘we soil, bog, deep wa e ’ Bal ų *jū ā-/-(i)iā- ‘jū a’ i *jau ā-/-(i)iā- ‘šlapias di ožemis, pelkė, gilus anduo’ SANTRAUKA (em inglês) S aipsnyje analizuojama p o o-bal ų šaknis *jū -. pali Jiudy a lie u ių kalbos žodyje j a ., pl. j os; a . jū ia ., pl. jū ios i j ė ., pl. j ės i la . jũ a a ba jũa ‘jū a; água g ande elkinys; Eže as, liga. jū e, jū is (ME II 122), ku šininkų jū (e) . […]jū a[…]. o mos des es espec i amen e gali bū i sie inos su p o obal ų *jū ā-, *jū iā-, *jū iiā-. S. p ūsų lu iay [Elbingo žodynas 66: ‘Me ] = nome. *jū ai i iū in [Enchi idion] ‘jū a = ac. Sg. (em inglês) *jū an a spindi p o obal išką o mą *jū iā-. Nag inėjamajai šakniai giminiški i lie . jáu a, jáu ė, jáu is ‘šlapia, sunki, nede linga di a; di ožemis su moliu, jáu a a ba jáu as ‘pelkė, gilus anduo, būd a dis jau ùs ‘pelkė as, a spindin ys šaknies *jū ddhida ybos ipą *jau su panašiais a dažiaisodin plė iniais. Nag inėjamasis žodis y a ganačiai paliudy as Lie u os i La ijos hid onimijoje, aip pa i už y inio Bal ijos egiono e i o ijos ibė a, pa yzdžiui, Iu a (Na e o in akas, pi masis paminėjimas 1426 m.) i Ju in (d i g io os Mask os upės baseine), pas a asis a i inka lie . jau ýnas ‘pelk ie a. Pi masis ašy inis galimai bal iškos šaknies *jū o da inio paminėjimas gali bū i a pažįs amas . u uνον, lokalizuojamo į aka us nuo Vis ula upės žiočių i į y us nuo Viadua upės žiočių, ku is iksuo as adinamame P olemajaus Geog a ijos ank aš yje R [2.11.27.] (II a.). Abu bal ų a ian us *jū - & *jau pasiskolino Pe mės inai *jü ‘gili ie a andenyje i Volgos giminiškas žodis a mėnų ow ‘ anduo. Esama possibilidade dele sie i su s. g aikų Ερος ‘Pie yčių ėjo {die as}. Nes e caso, é inai – *jä wä ‘eže as’. Ki ose indoeu opiečių kalbose pa ikimai paliudy as ik ienas possí el econs ui bend as p o o o mas *i[…]uH i *i[…]eu[…]H -. Pa eikiamos i d i pe spek y ios Plinijaus Vy esniojo iš is o inės T akijos už ašy os hid oniminės pa alelės: Zy as, galbū daba inė Ba o ska eka Dob udžoje, i Iu as, daba galbū upė Ka aagač (Pie ų Bulga ija). P oblemiškesnis siejimas su galų o onimu Mons Iu a. Siūlomas naujas e imologinis sp endimas o mą *iuH -*ieuH galima analizuo i kaip seną junginį, suda y ą iš *ieu- (i) ‘judė i a ba (ii) ‘a ski i i *uH1 - ‘ anduo. Į eik a 2021 m. ma ço 15 d. VÁCLAV BLAŽEK Depa amen o de Linguís ica e Es udos Bál icos Masa yk Uni e si y No áka 1, CZ-60200 B no incêndio [e-mail p o egido]