scieee Open visual document viewer

The Origin of Old Prussian “dūrai”

Daniel Petit

Full text

S aipsniai / A icles 11 DANIEL PETIT Escola No mal Supe io , Pa is ORCID: h ps://o cid.o g/0000-0001-8432-5600 Campos de pesquisa: es udos bál icos, es udos indo-eu opeus. DOI: doi.o g/10.35321/all85-01 (em inglês) A ORIGINHA DO VELHO PRUSSÃO DŪRAI Senosios p ūsų kalbos žodžio dū ai kilmė (pala as da língua p ussiana mais an igas) Schlage nich die Augen niede ! (Não oque nos olhos! (Simon Dach) Não. Ano ação O adje i o p ussiano an igo dū ai […]shy[…] es á adicionalmen e ligado à amília esla a de *du ь ( usso дý ь […]s upidi y[…]) e *du ъnъ ( usso дурнóй, polonês du ny […]silly, s upid[…]). Mas as elações o mais e semân icas en e essas duas amílias léxicas ainda pe manecem obscu as. O objec i o des e a igo é elucida a o igem do dū ai do an igo p ussiano e, em pa icula , mo i a a sua de i ação de uma aiz "a pica , a pica " e le ida pelo dù i li uano. Pode se suge ido que es a de i ação é baseada em uma exp essão ph aseológica nudù i aks žẽmę ‘olha pa a baixo pa a o chão usada como um sinal de di iculdade psicológica. Pala as-cha e: P ussiano an igo, li uano, esla o, indo-eu opeu, e imologia, aseologia. ANOTACIJA (em inglês) Senosios p ūsų kalbos būd a dis dū ai ‘d o us adiciškai siejamas su sla ų žodžių *du ь ( us. дý ь ‘k ailumas) i *du ъnъ ( us. дурнóй, lenk. du ny ‘k ailas) šeima. No en an o, as elações o mais e semân icas en e es es dois leksinių šeimų is da lieka neaiškūs. Es e obje i o é išsiaiškin i senosios p ūsų linguagem pala a de dū ai kilmę i ypač mo y uo i jo de i aciju iš šaknies, ku ią a spindi lie . dù i ‘įgel i, (į)du i. Galima eig i, kad šis edinys y a pag įs as azeologine iš aiška nudù i aks žẽmę ‘žiū ė i žemyn, a ojama psichologiniam sunkumui žymė i. ESMINIAI ŽODŽIAI: Senoji p ūsų kalba, lie u ių kalba, sla ų kalbos, indoeu opiečių p okalbė, e imologija, azeologija. (em inglês) DANIEL PETIT 12 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXV 1. O VELHO DŪRAI PRUSSÃO No Old P ussian Enchi idion (1561), encon amos um exemplo isolado de um adje i o dū ai co esponden e ao alemão schew ‘shy (III 9319, alemão mode no scheu): (1) Enchi idion III 9319 (alemão) J Va e ei e ew e Kinde nich u o n das ie nich chew we den, Sonde n iehe ie au in de uch nd e manunge u dem / Senho as e senho es. (Old P ussian) Jous Tawai ni enʃei i ioūʃans malnikans p ei ne ien / kai ai ni dū ai po ānai Schlai poauginnei i ans en Kanx iku p ei an / O Rikijan. E ós, pais, não p o oqueis a i a dos ossos ilhos, a im de que não se desanimem; mas c iem-nos na ins ução e na admoes ação do Senho . O ex o é ob iamen e baseado em E ésios 6, 4, mas a cláusula subo dinada é uma adição secundá ia, ado ada da passagem pa alela de Colossenses 3, 211. O adje i o p ussiano an igo dū ai aduz o alemão scheu " ímido, eme oso ". Algumas linhas an es (III 9316), há ou o adje i o p ussiano an igo bū ai aduzindo o alemão […]chu[…]ch e […] ímido, ímido[…] em e e ência às mulhe es: (2) Enchi idion III 9316 (Alemão) En ão j wol hu nd nich o chuch e ey . (an iga P ússia) ikai ious labban eggē i bhe ni ij bū ai a i. "se azes bem e não ens medo". É comumen e econhecido que o an igo p ussiano bū ai é um e o de esc iba pa a *dū ai. O ex o baseia-se di e amen e em 1 Ped o 3, 62. A o ma p ussiana an iga dū ai pode se en endida como um plu al nomina i o (masculino em III 9319, e oneamen e em III 9316) ou, al e na i amen e, como um ad e bio em -ai, que às ezes é usado pa a aduzi adje i os p edica i os não lexionados do o iginal alemão. De e se baseado num adje i o *dū as. Um equi alen e li uano d[…] as oi mencionado po Jonas Jablonskis (1860[…]1930) com o signi icado ylus, nekalbus […]silen , aci u n[…] (LKŽ II 897). O LKŽ ambém menciona um subs an i o abs a o d[…] as glossed k ailumas […]s upidi y[…] (LKŽ II 897, dos diale os de Nočia e Valkininkai) e alguns e bos como dū i glossed lauk i, 1 alemão au das sie nich schew we den (Lu he 1545), la im u non pusillo animo ian (Vulga a). 2 Alemão so j wol hu nd nich so schüch e seid (Lu he 1545), la im bene acien es e non imen es ullam pe u ba ionem (Vulga a). S aipsniai A igo 13.o The O igin o Old P ussian dū ai ūno i ylin , nekalban ‘espe a , pe manece em silêncio, sem uma pala a (LKŽ II 899, de Jonas Jablonskis), d in i glossed k ailin i, mulkin i ‘ aze es úpido (LKŽ II 901, dos diale os de Nemunai is e Leipalingis) e especialmen e d o i glossed bū i paniu usiam, akis į žemę įbedus, niū ė i, niū o i ‘es a desenco ajado, olha pa a o chão, ica dep imido (LKŽ II 905, de An anas Ju 1892). Ou os e bos semelhan es são mencionados po F aenkel (LEW I 113) de di e en es on es lexicog á icas ou dialec ológicas. 2. O emp és imo esla o Desde o século XIX, o adje i o *dū as, comum ao an igo p ussiano e li uano, mas ausen e do le ão, oi compa ado com o esla o *du ь ( usso polonês du ny […] olo, дýрь ‘s upidi y’) and i s de i a i e, he adjec i e *du ъnъ (Russian дурнóй, es úpido[…]). A isso são adicionalmen e adicionadas á ias o mas de ou as línguas indo-eu opeias, como o g ego θοῦρος […] ushing, impe uoso, u ioso[…]3. No en an o, dois p oblemas o am equen emen e deixados de lado: (1) a dis inção en e pala as au ên icas bál icas e emp és imos esla os; (2) a econs ução da base e bal e da semân ica dos seus de i ados. Pa a começa , é bem conhecido que o adje i o esla o *du ъnъ […] olo, es úpido, u ioso[…], ou um de seus descenden es his ó icos, oi emp es ado no Bál ico. O adje i o du[…]nas […]silly, s upid[…] já é encon ado no li uano an igo e é unanimemen e econhecido como um emp és imo do bela uso дурн[…] ou do polonês du ny4. Uma a ian e é o subs an i o li uano an igo du[…]nius […]silly, s upid man[…], adap ado do bielo usso дý anь ou do polonês du eń. Ambas as o mas são mencionadas po Kons an ynas Si ydas no p imei o dicioná io li uano (DTL3 ca 1643): du nas […]silly, s upid[…] (DTL3 69 = głupi polonês, s ul us la ino, e c.) e du nius […]silly, s upid man[…] (DTL3 69 = głupiec polonês, s ipes la ino, e c.). Há ambém um e bo du na ó i […]se u ioso, i a […] a es ado desde Jonas B e kūnas (século XVI) e emp es ado do bielo usso дурнавáць. Já no século XVI, Ma ynas Maž ydas (1570: 46818) inha um de i ado du ni e […]silliness, s upidi y[…] (= alemão To hei ). Em empos mais ecen es, F ied ich Ku scha (1883: 99) em o adje i o du[…]nas […] u ioso, louco[…] (= alemão asend, oll), o subs an i o abs a o du nỹs ė […] u ioso, loucu a (= […] alemão Tollhei , Ve ück hei ) e o e bo du n[…]ju […] o age[…] (= alemão asen, oben). 3 C . Be neke (1896: 288); e T au mann (1910: 325). Ele é um dos mais impo an es do mundo. Ve ambém U bu is (2000). 4 c . B ückne (1877: 82); Ska džius (1931: 125). O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é Ve ambém LEW I 113; SEJL 136. DANIEL PETIT 14 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXV Ou as o mas da mesma amília são a es adas em esla o, especialmen e em usso e polonês, que nos p eocupam p incipalmen e aqui. Em polonês, não exis em apenas o adje i o du ny […]silly, s upid[…], o subs an i o du eń […]silly, s upid man[…] e o e bo du nieć […] o be silly, o ac s upidly[…], mas ambém, sem o su ixo nasal, o e bo du zyć […] o mislead, o decei e[…], du zyć się […] o all in lo e[…]. Em usso, encon amos дурнóй […]silly, s upid[…] e e bos como дурнéть, дурнуть […] o ac s upidly[…], mas ambém, sem nasal, o subs an i o дурáк […]silly, s upid man[…]. A exis ência de uma camada de pala as emp es adas ób ias não implica que odas as o mas bál icas de em se conside adas emp es adas do esla o. Pelo con á io, pode-se assumi que pelo menos algumas o mas podem se he dadas no Bál ico. Isso é suge ido pelo a o de que algumas dessas o mas não se e e em à "es upidez, es upidez" em seu signi icado cen al, mas ansmi em uma noção de "desenco ajamen o, silêncio, is eza", que não necessa iamen e de i a des e signi icado. Em le ão, o adje i o du[…]ns é a es ado, a é onde eu sei, desde o século XVII, mas seu signi icado pode a ia conside a elmen e. No Manuale Le ico-Ge manicum (ce ca de 1690), encon amos o adje i o Du nis […]silly, s upid[…] (MLG 114 = alemão Tho ich , unweise) e o subs an i o abs a o Du niba […]silliness, s upidi y[…] (MLG 114 = alemão Unweishei , Abe wi z, Unsinnigkei , c . also 501), wi h a meaning ha clea ly e eals he P o eniência esla a. O Le iches Lexicon (1758: 97) de Go ha d S ende dá en e pa ên eses quad ados o adje i o du ns […]silly, s upid[…] (= boneca alemã, dwa sch Li .) com um signi icado semelhan e, mas ap esen ado como de i ado de uma on e li uana5. No Le iches Wö e buch de Ca l Ch is ian Ulmann (1872), ao lado do ecen e emp és imo usso du aks […]silly, s upid[…] (1872: 55 = alemão ein Na ), o adje i o du ns é aduzido em alemão an o como dwa […]ch […]silly, s upid[…] quan o como benommen […]con uso, en e gonhado[…]. Os exemplos o necidos po Ulmann ilus am ambos os signi icados: galwa ahda du na ‘minha cabeça é ão es úpida, du ns i gs ‘um ca alo abioso (alemão ein P e d, das den Kolle ha ), du na ai a ‘um homem sonolen o (alemão ein Schla skop ). Além disso, Ulmann (1872: 55) ap esen a um e bo du neh […]andando ado mecido, icando sen ado, descansando, ege ando[…] (= alemão schlä ig einhe gehen, […]o […]i […]en, aulen[…]en, ege i en) e um subs an i o abs a o du nums […] o po , en o pecimen o, es upidez, e igem de o elhas[…] (= alemão Benommenhei , Dwa […]chhei , D ehk ankhei de Scha e). O ME (1923: I 519) em duns […] is e, en e gonhado, olo, isolado[…] (= alemão au ig, benommen, dwa sch, wüs ) e o e bo du nê […]i len amen e, se p eguiçoso, silencioso, ica em silêncio, se hos il, es a doen e[…] (= alemão ödeln, aulenzen, uhig sein, schweigen, un eundlich sein, sich k ank zeigen). Se esumi mos, as o mas bál icas es ão associadas a dois signi icados di e en es, " olo, es úpido" po um lado, "desenco ajado, en e gonhado, silencioso, is e" po 5 C . ambém S ende (1789: 55). S aipsniai A igo 15.o The O igin o Old P ussian dū ai ou o. É p o á el que o p imei o signi icado de i e de uma on e esla a: isso é pa icula men e e iden e pa a o bál ico *du nas […]silly, s upid[…], di e amen e emp es ado do bielo usso дурн[…] ou do polonês du ny. Uma ez es abelecido nas línguas bál icas, o emp és imo esla o pode ia desen ol e sua p óp ia amília, sem modelo esla o di e o, po exemplo, Li h, po a o . Du nỹs ė, La . du nība […] olice, es upidez[…] com su ixos bál icos. Os ou os signi icados, no en an o, são mais di íceis de explica , uma ez que não e le em ca ac e ís icas semân icas já p esen es no esla o. Ou ep esen am um desen ol imen o in e no que oco eu den o das línguas bál icas com base no emp és imo esla o, ou supõem ou a on e. No p imei o caso, e -se-ia de assumi uma e olução " olo, es úpido" > "desenco ajado, en e gonhado, silencioso, is e", o que não pa ece impossí el em si mesmo, mas es a ia a se comp o ado do pon o de is a semân ico. É p o a elmen e p e e í el pensa que ha ia nas línguas bál icas uma genuína amília léxica *du -*dū - […]desenco ajado, en e gonhado, silencioso, is e[…], independen e da pala a de emp és imo esla a, e isso nos az de ol a à compa ação com o an igo p ussiano dū ai […]shy[…]. 3. A BÁSICA VERBAL Com base no que p ecede, pode-se assumi no bál ico a mis u a de duas camadas léxicas, uma amília bál ica "desenco ajada, en e gonhada, silenciosa, is e" e um emp és imo esla o " olo, es úpido". A con aminação en e es as duas camadas pode oco e em ambas as di ecções. A amília bál ica pode ia ado a o signi icado do emp és imo esla o (daí o li uano d[…] as […]es upidi y[…], d[…] in i […] o make s upid[…], o malmen e de i ado da amília bál ica, mas seman icamen e ligado ao signi icado […]s upid, s upid[…]) e, po ou o lado, o emp és imo esla o no bál ico pode ia ado a localmen e o signi icado genuíno da amília bál ica (daí o le ão du[…]ns não só […]s upid, s upid[…], mas ambém […] is e, en e gonhado, isolado[…]). Se es a análise es i e co e a, o adje i o p ussiano an igo *dū as […]shy[…], a es ado a a és da o ma dū ai no Enchi idion (1561), não é isolado, mas encon a seu luga den o de uma amília léxica coe en e, cujo signi icado oi apenas pe u bado localmen e pela p essão do emp és imo esla o. A ques ão que pe manece em abe o é a o igem des a amília bál ica. A julga pela compa ação en e o dū ai da P ússia An iga e o d as li uano, a o ma au ên ica do Bál ico pa ece se um adje i o *dū as. Não há azão pa a pensa que as línguas bál icas he da am um adje i o co esponden e à o ma esla a *du ъnъ. Onde que que o encon emos no Bál ico, pode se suspei o de se um emp és imo esla o, mesmo que enha sido localmen e hib idizado com a amília bál ica. Segue-se que a única o ma que pode se a ibuída ao Bál ico Comum é *dū as. Todas as ou as o mas são de i adas des a o ma básica ou emp es adas do esla o. DANIEL PETIT 16 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXV A é onde podemos julga , o signi icado de *dū as e a "desenco ajado, en e gonhado, silencioso, is e", desc e endo um es ado de espí i o que combina di iculdade psicológica e e ação social. O signi icado do an igo p ussiano dū ai […]shy[…] se encaixa bem com es a econs ução semân ica. A o igem do adje i o bál ico *du as não é cla a, mas duas suposições êm sido o inei amen e epe idas desde o século XIX. P imei o, é adicionalmen e assumido que o *dū as bál ico pe ence à mesma amília que o *du ъnъ esla o. Es a suposição eque uma discussão po meno izada, que não oi conduzida a é ago a. A segunda suposição é que odas as o mas de i am de um e bo *dū - i- […] pa a pica , pica , cola , es aquea […] e le ido pelo li uano dù i, le ão du[…] […] pa a pica […] e indi e amen e pelo usso дырá […]hole[…]6. Es as duas suposições são epe idas po Topo o (PJ I 391[…]392) e Mažiulis (PKEŽ 11988: I 239[…]240; 22013: 149), mas de e se en a izado que elas implicam dois equisi os complemen a es: (a) emos que p eenche a di e gência semân ica en e o bál ico *dū as e o esla o *du ъnъ; (b) emos de explica como ambas as o mas podem ol a a um e bo que signi ica "pica , pica " an o o mal como seman icamen e. Nes a ase, o signi icado psicológico des a aiz pa ece segui uma dis ibuição cla a: " olo, es úpido" em esla o s. "desenco ajado, en e gonhado, silencioso, ímido" em bál ico. Mas há uma o ma esla a que pode ia ap esen a um signi icado mui o p óximo da amília bál ica. No inal do século XIX, o dicioná io eslo eno publicado po Maks Ple e šnik (Slo ensko-Nemški Slo a 1894: 195) menciona um adje i o dú shy, wild (= […] alemão […]cheu, wild, men[…]chen[…]cheu) 7, cujo signi icado é idên ico ao do adje i o p ussiano an igo dū ai. Mais emo o, mas ce amen e elacionado, é o e bo eslo eno du í i ‘ aze odioso, enche de desgos o; desp eza […] (= alemão e ha[…]s , ekelha machen, e ab[…]cheuen, e ach en), que ambém é encon ado no se bo-c oa a dú i i se […]se zangado, enche de nojo[…]. Obse ou-se ambém que alguns diale os ussos p ese a am a mesma pala a дыр […] ímido, eme oso[…]8. A aiz esla a *du signi ica " ímido", po an o "es a enojado, desp eza " (p oba elmen e calqued do alemão scheu → e abscheuen). É o emen e não pode se equipa ado di e amen e, uma ez que o esla o *du supposes PIE *d(h)ou enquan o o bál ico *dū só pode ol a pa a PIE *d(h)uH -, *d(h)u H-, ou *d(h)H-. C . n.o 6 . EDSIL 132. Não é possí el. Mas o EDSIL 126 suge e que o esla o *du ъ e o an igo p ussiano dū ai podem se analisados como *dhou- o om uma aiz *dheu- […] o un[…] (c . sânsc i o dh a i, g ego θέω […] o un[…]), o que é seman icamen e pouco con incen e. eminiscen o he meaning obse ed in Bal ic. Howe e , he o ms hemsel es 7 C . EDSIL 132. Não é possí el. De aco do com Ple e šnik (e Cigale 1860: 1355), a on e do adje i o eslo eno pa ece e sido os esc i os do bispo eslo eno Ma e ž Ra ikna (1776-1845). 8 Ve U bu is (2000: 229). S aipsniai A igo 17.o The O igin o Old P ussian dū ai Es amos, po an o, pe an e um desa io maio do que o espe ado. Pa ece se o caso de que o esla o possuía dois ep esen an es p incipais de um s em *du -, um adje i o *du ъ […]shy[…] (eslo eno dú , usso dial. dý ) e um subs an i o *du ь […]silly, s upidi y[…] ( usso дý ь), es e úl imo sendo a on e do adje i o *du ьnъ […]silly, s upid[…] ( usso дурнóй, polonês du ny). A complexidade semân ica do s em *du es não cons i ui uma linha de dema cação en e o bál ico e o esla o, já é in e na no esla o. Além disso, de emos no a que a equação o mal não é pe ei a, uma ez que as o mas esla as supõem *d(h)ou -, enquan o as o mas bál icas são baseadas em um g au ze o, qualque que seja sua econs ução p ecisa. A base e bal dessas o mas em sido adicionalmen e iden i icada como o e bo *dū - i- […]pica , pica […], que é p ese ado apenas no bál ico (duu i li uano, du[…] […]pica […] le ão), mas a ligação semân ica en e es a noção e os dois signi icados p incipais de seus de i ados pu a i os, […] ímido […] e […] olo, es úpido […], não é o almen e cla a. Fo a do Bál ico, o signi icado p imá io "pica , pica " sob e i e no usso дырá "bu aco", mas há ou a pala a pa a "bu aco" em esla o com uma o ma ligei amen e di e en e (bela usso дзюрá, uc aniano дра, checo džu a, polonês dziu a "bu aco"). Tomado ao alo nominal, pa ece que o esla o inha dois caules di e en es *dy in usso дырá (< PIE *d(h)ū -), *du in polonês dziu a, e c. (< PIE *d(h)eu -); É di ícil i além des a a i mação básica e de e mina a dis ibuição o iginal en e es es dois g aus de ablau . O p oblema o mal é ag a ado pela ideia gene alizada de que a maio ia das o mas ci adas acima com o signi icado de "pica , pica " são cognadas com a bem conhecida aiz PIE *de - " asga , es ola " (g ego δέρω […] o lay[…], gó ico dis- ai an […] asga […]), que sob e i e no esla o da an iga ig eja, d a i, usso e li uano di[…] i (p es. de ù) ou d[…] i (p es. di i), le ão d[…] â […]9. Es a isão é p o a elmen e in undada, mas, como desempenha um papel c ucial na e imologia de Li h. Dua e, em de se se iamen e a aliado. T adicionalmen e, o di[…] i li uano (p es. de ù), o d[…] i (p es. di iù) e o dù i da Ig eja An iga, o Sla ic дерѫ, дьрати ‘ o ea ’ a e de i ed om PIE *de -, and he e b Li huanian de e le ão […] o s ing[…] emon a a um g au ze o al e na i o da mesma aiz10. Es a análise é p oblemá ica. O om agudo das o mas bál icas (li uano dù i, le ão du ) apon a pa a uma aiz se, o que es á em desaco do com a de i ação de PIE *de -. No ní el PIE, a aiz *de is cla amen e ani[…] (c . g ego νεόδαρτος […]newly s ipped o […], sânsc i o d[…] á- < PIE *d[…]- o-); A a ian e se[…] *de H às ezes mencionada na li e a u a (c . SEJL 115) é ce amen e um 9 Ve , po exemplo, BSW 52; SEJL 136. Ve ambém U bu is (2000: 229). 10 Ve , po exemplo: Jēge s (1969); Smoczyński (2001: 148); Ka ulis (2001: 243). O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é Uma posição agnós ica é ap esen ada no EDBIL 147. Não é necessá io eab i o deba e sob e a dis ibuição de i e u como e lexos di e gen es dos g aus ze o do PIE no bal o-esla o. DANIEL PETIT 18 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXV ilusão. Pa a começa , o om agudo do in ini i o li uano d[…] i (p es. di iù) é secundá io em compa ação com o om ci cun lexo de di[…] i (p es. de ù) e não pode se usado p ima acie como e idência de uma aiz PIE se[…]. Da mesma o ma, a o ma nasal in ix em sânsc i o dṇ i ‘ele lág imas, jo em A es ano də ənəṇ i ‘eles lág imas não supõe necessa iamen e PIE *d-né/n-H-, mas pode e le i a expansão secundá ia da o mação nā. A e idência pa a o PIE * de His baseia-se, po an o, em e eno ins á el e e ela-se comple amen e pouco iá el. Po ou o lado, o ca á e se […] do dù i li uano, o du[…] le ão […] o s ing[…] di icilmen e pode se explicado como secundá io: es á i memen e es abelecido em odas as o mas da amília léxica e é apoiado po á ios enômenos induzidos pela la inge, como o om agudo da ogal ( dù li uano, du […]- + consoan e le ão) ou seu alongamen o compensa ó io ( dũ o li uano com me a onia d[…] -, dũ li uano + ogal). O ca á e de se […] cons an e da amília exclui a possibilidade de que ele de i e de PIE *de - […] o ea , o lay[…]. Uma opção mais sé ia, p opos a pelo ALEW (I 249 […] 250), é de i a o li uano dù i, o le ão du[…] […] o s ing[…] de uma aiz PIE di e en e *dhu[…]e h1- […] o damage, o hu […] (c . hi i a duu[…]a nizi […]he b eaks[…], sânsc i o dh[…] a i […]he damages[…])11. Es a análise em a an agem de esol e o p oblema do ca á e se […] da aiz. O dù i li uano, o du[…] le ão, pode ia o inei amen e se as eado a é o g au ze o *dhu h1-. Além disso, es a análise o na ia possí el sal a a an iga compa ação en e o le ão dũ e […] is […] e o cel a *du no- […] is , hand[…] (do n i landês an igo, dw n galês médio, dou n b e ão […] is […]), que mos a a an iguidade da ogal u; o semân ico "pica " → pugnus "punho". Uma a ian e *dheu h1-, p o a elmen e um g au comple o secundá io a *dhu h1-, explica ia bem algumas das o mas esla as (c . bielo usso e olu ion (‘ o s ing’ → ‘ is ’) is i ial and pa alleled by he case o La in pungō дзюрá, uc aniano дра, checo džu a, polonês dziu a […]hole[…]), e o g au ablau secundá io *dhou[…] h1 pode ia se di e amen e e le ido pelo esla o *du ь […] olice, es upidez[…]. A o ma básica se ia o g au ze o *dhu h1-, ainda p ese ado no e bo bál ico (li uano dù i) e es endido ao seu de i ado (li uano d as, an igo Dū ai p ussiano). Do pon o de is a o mal, a elação en e um e bo *dū - i e um adje i o *dū -as no bál ico é ce amen e secundá ia, ep oduzindo o g au de ablau do e bo no adje i o sem qualque mudança, enquan o que en e *dū - i e *dou os no esla o segue um pad ão de ablau que pa ece se mais di undido, c . o modelo do bal o-esla o * oudos […] ( aidas li uano, usso рудюй […] 11 C . ambém n. IEW 277; LIV 1140; EDHIL 905 […] 908. O sânsc i o dh a i ‘ele dani ica pe ence a uma aiz se (c . o adje i o e bal dh a-), mas a a ian e emá ica dh á a i (< PIE *dhué h1-e/o-) oi analisada como ani, o que deu o igem a um adje i o e bal secundá io dh u á- (de *dhu á-). Uma econs ução di e en e é p opos a no LIV 1140. S aipsniai A igo 19.o The O igin o Old P ussian dū ai PIE *h1 oudh-o- = auþs gó ico, la im u al ū us) e sus * udē- i- ‘se e melho (li uano ud i, esla o da an iga ig eja ръдти < PIE *h1 udh-eh1- = la im ubē e): a p essão des e ipo é esponsá el pela c iação de um *dou os secundá io de g au o (como se PIE *dhou h1-o-) em ez de PIE *dhuo h1-o- ( aiz PIE *dhue h1). O subs an i o abs a o esla o *du ь e le ido pelo usso дýрь […]s upidi y[…] e o de i ado *du ъnъ […]s upid, silly[…] é ce amen e uma o mação secundá ia (como se de PIE *dhou[…] h1-i-), pa alelo a casos como o esla o da an iga ig eja zъль […] he e il[…] (= g ego κακία) de зълъ […]bad, e il[…] (= g ego πονηρός, κακός). O p oblema é com a semân ica da amília léxica. A de i ação dos signi icados " olo, es úpido" e " ímido, desenco ajado, en e gonhado, silencioso, is e" do signi icado básico "pica " pe manece desmo i ada nes e pon o. Pa a algumas dessas o mas, ou as compa ações o am ei as desde o século XIX, mas o que elas êm em comum são mui as imp ecisões em sua o mulação onológica ou mo ológica. Pa a começa , o adje i o g ego θοῦρος […] ushing, impe uoso, u ioso[…] é mui as ezes compa ado com o an igo p ussiano dū ai […]shy[…] e o usso du nóy […]silly, s upid[…], mas p o a elmen e de e se deixado de lado, uma ez que não é p o á el que e li a uma o ma PIE *dhou[…]1- hō[…], mas mais azoa elmen e pe ence ao e bo θρώσκω, ao is […]θορον […] o sp ing, o leap up[…], que supõe uma aiz di e en e *dρώh[…]: emos um g au ze o *dho h[…]h3in θθοσκω, […]θορον > e um g au o *dho h[…] (com Saussu ei) em *θ- θο- θο- I (com o e ei o compensa ó io esul an e do alongamen o do digamma). Assim, es am-nos os dados bal o-esla os. Como já oi di o, é p o á el que o *dū - bál ico (de *dhu h1-) pe ença à mesma amília. Vimos que a di e ença e en i hey a e sepa a ed by hei ablau , Sla ic *du - ( om *dhou h1-) and semân ica não é coex ensi a com a di e ença o mal, uma ez que o dú eslo eno pe ence ao esla o *du -, mas em o signi icado " ímido ", que pa ece conec á-lo di e amen e com o *dū as bál ico. O signi icado do an igo p ussiano dū ai e do li uano d[…] as […] ímido, silencioso, aci u no[…] p o a elmen e de i a de um e bo *dū - […] pe manece em silêncio, ica en e gonhado, olha pa a o chão[…]. Isso é suge ido pelos á ios e bos associados a es e signi icado, como Li h. dū i ‘espe a , pe manece em silêncio, sem uma pala a e d o i ‘es a desenco ajado, olha pa a o chão, ica dep imido. Em le ão, es e signi icado se espalhou pa a o emp és imo esla o e sua amília, como mos ado pelo le ão du[…]ns […] is e, en e gonhado, olo, isolado[…], du nê […]i de aga , se p eguiçoso, quie o, ica em silêncio, se hos il, es a doen e[…]. A on e des e signi icado oi mencionada de passagem po F aenkel (LEW I 90 e 113), mas oi cla amen e is a po Mažiulis (PKEŽ 11988: I 239; 22013: 149). Há em li uano uma ase nudù i aks žẽmę ‘olha pa a baixo pa a o chão (li e almen e: ‘cola os olhos pa a baixo pa a o chão):