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Baltic “*balā” ‘mud, bog, marsh’ at the Indo-European Backdrop

Václav Blažek

Abstract

    In this article the Baltic term *balā ‘mud, bog, marsh’ is analyzed from the point of view of its word-formation and etymology. The discussion of preceding etymologies leads to the choice of the cognates in Germanic *pōla-, and possibly Continental Celtic *bolā, all ‘swamp, marsh’, plus newly the Slavic term *ǫb(ъ)lъ ‘source, spring; well’ as *-bo ‘unmuddy’ = ‘clear (water)’. The Germanic comparanda imply the rare initial *b-, for some linguists, namely representatives of the Leiden school, indicating the “non-Indo-European” origin. It is tested if the etymon could represent an extension in -l- from the root *gu̯ebh- ‘marsh, swamp’ in the zero-grade of ablaut in agreement with the ideas of Alexander Lubotsky.

Full text

S aipsniai / A icles 11 VÁCLAV BLAŽEK Masa yk Uni e si y ORCID id: o cid.o g /0000-0002-6797-7188 Campos de pesquisa: e imologia e onomás ica bál ica e indo-eu opeia. DOI: doi.o g/10.35321/all87-01 (em inglês) BALTIC *BALĀ ‘MUD, BOG, MARSH NO INDO- Fon e de e e ência eu opeia Bal ų *balā ‘pu as, liūnas, pelkė’ indoeu opiečių kalbų kon eks e Ano ação Nes e a igo, o e mo bál ico *balā […] lama, pân ano, pân ano[…] é analisado do pon o de is a de sua o mação de pala as e e imologia. A discussão das e imologias an e io es le a à escolha dos cogna os em ge mânico *pōla-, e possi elmen e cel a con inen al *bolā, odos […]pân ano, pân ano[…], além do no o e mo esla o *[…]b(ъ)lъ […] on e, p ima e a; bem como *-bo […]unmuddy[…] = […]clea (água)[…]. Os compa andos ge mânicos implicam a a a inicial *b-, pa a alguns linguis as, nomeadamen e ep esen an es da escola de Leiden, indicando a o igem "não-indo-eu opeia". É es ado se o e imon pode ia ep esen a uma ex ensão em -l da aiz *guebh- […]pân ano, pân ano[…] no g au ze o de ablau de aco do com as ideias de Alexande O Lubo sky. Pala as-cha e: Bál ico, ge mânico, cel a, esla o, on e, húmido, pân ano. ANOTACIJA (em inglês) S aipsnyje bal iškas e minas *balā ‘pu as, liūnas, pelkė analizuojamas pala as da ybos i e imologijos požiū iu. Ap a us anks esnes e imologijas, pasi enkami giminiški žodžiai ge manų *pōlai galbū žemyno kel ų *bolā, eiškian ys ‘pelkė, liūnas, o aip pa naujai p idedamas sla iškas e minas *b(ъ)lъmė ‘ e s, šal inis; šulinys, ku is analizuojamas kaip *-bo ‘nepu inas = ‘skaid us ( anduo). Kai ku ių kalbininkų, kaip an ai Leideno mokyklos a s o ų, eigimu, ge maniški lyginamieji žodžiai nu odo e ą žodžio p adžios *b-, ku i suponuoja neindoeu opie išką kilmę. Remian is Alexand o Lubo skio idėjomis, VÁCLAV BLAŽEK 12 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVII s aipsnyje analizuojama, a šis e imonas galė ų bū i nulinio balsių kai os laipsnio šaknį *guebh- ‘liūnas, pelkė p aplečiančio elemen o -lpa yzdys. Pelkė. (em inglês) ESMINIAI ŽODŽIAI: bal iškas, ge maniškas, kel iškas, sla iškas, e smė, nepu inas, 1.A es ação 1.1. bacia li uana, pân ano, á ea pan anosa; Água de amada, poça, discagem. ambém bal[…]; de i ados: balýnas […]pân ano, pân ano[…], balỹnė id., balỹs as, -à dial. […] lamacen o, pan anoso[…], balókšnis […]pequena á ea lamacen a, poça, baló os pe os . pl. ‘muddy meadows’, linabalė ‘boggy meadow’. bu aco cheio de água, po exemplo, numa es ada[…], Topônimos: nomes de ios Balái is, Bal[…]nis, Bãlupis; nomes dos lagos Baluosỹs, Baluõšas, Bãlakampis, Bãlaže is; nomes de luga es Bãlos, Balalė, Bališkės 2x, Bãliškiai 2x, Balškiai 2x, Balùškiai 2x, Ažùbaliai 12x, Ažùbalis 9x, Pabalia, žbaliai 9x, Užùbaliai 17x, cp. Balagãnas, Balagãnai, Babu ai, Baldegia, Bakalnis, e gliabaliai, Ožkabalia 3x, Šlapabalė, Ve šióbalis, Vilkabaliai 3x (Smoczyński 2018: 86: alguns desses nomes podem pe ence ao adj. Básico "b anco" ALEW 87). A Comissão conside a que a Comissão não em compe ência pa a de e mina a compa ibilidade de uma medida de auxílio com o me cado in e no. 1.2. Le ão bala1 […] al a giloso, sem á o es […], pl. balas […] sujo, solo in é il […] (ME I: 253), além de blu e […] bu aco cheio de água […] (ME I: 278), que co esponde ao li uano balù ė id. (Ne skaja 1977: 18); e De i ados: baliņa […]puddle[…] (ibid.). Topônimos: nome do io Balupe, ou seja, " io-pân ano" (Endzelin 1934: 121); nome da mon anha Bala es kalns, ou seja, "mon anha-pân ano" (F aenkel 1962 […] 1965: 30). 1.3. Em p ussiano an igo, o apela i o co esponden e não é conhecido, apenas opônimos, que p o a elmen e es ão elacionados: Nome do lago Balyngen (1361) co esponden e ao hid ônimo li uano Balingu a; nomes de luga es como 1409 Balionynen, 1284 Balowe, 1423 Balosi en ~ li uano Baluoso ẽže as (Ge ullis 1922: 15, 232; Topo o 1975: 184; Blažienė: 24), 1782 Bali e (Blažienė 2000: 15), Bałupiany, 1790 Ballupöhnen ~ nomes de ios li uanos Balùpis, Bãlupis (P zyby ek 1993: 18), 1423 Bolausen (Ge ullis 1922: 14; Blažienė 2005: 32 […] 33). O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é 1.4 Exis em es ígios dos hid ônimos bál icos elacionados o a do e i ó io das línguas bál icas his ó icas, a sabe , Bályn na bacia do io Desna uc aniano, co esponden e ao nome do lago Balinis li uano (Topo o , T ubace , 1962) ou do io Baly, da bacia do io I. A pala a é a es ada apenas na izinhança da on ei a linguís ica le ão-li uana. É po isso que é possí el pensa na o igem li uana des a pala a le ã (c . ALEW 87). S aipsniai A igo 13.o Bal ic *balā ‘mud, bog, ma sh’ a he Indo-Eu opean Backd op Ho yň (T ubače 1968: 227, 249; SHU 32), embo a sua o igem esla a não possa be excluded oo. 1.5. Bal ic o igin can be asc ibed o one No heas Russian dialec ism bala úžina ‘puddle’ om he basin o he uppe Volga, Vja ka and Don (c . Vasme I: 46 e Anikin 2008: 127, p e e indo a o ma p imá ia com me a ese de líquidos *ba alúžina ou *ba olúžina). É en ado pensa no compos o p imá io bál ico […] esla o o ien al *bala-lužina co esponden e a, po exemplo, Polonês kałuża […] *kało-łuża (Pas nek 1902: 303), checo kaluž […] *kalo-luža […]puddle[…], li . […]puddle lamacen o[…] (Machek 1968: 237), embo a a segmen ação kał-uża ambém es eja na peça. 2. Há pelo menos duas abo dagens TO ETYMOLOGIZING BALTIC *BALĀ 2.1 O e mo bál ico *balā […] lama, pân ano, […] em sido ge almen e ligado ao esla o *bòl o […] pân ano, que pene ou em algumas línguas mode nas não esla as dos Balcãs: albanês bal ë […] lama, pân ano […]; Romeno bal ă […] lama, pân ano[…]; O g ego mode no βάλτος […]pân ano[…] (De ksen 2007: 53). Mas no que diz espei o à o mação da pala a, a con apa e exa a do esla o *bòl o é o bál ico *bal as ‘whi e’ > Li huanian bál as, La ian ba s ‘whi e’, Old P ussian NL Namuynbal (De ksen 2015: 80), que de e es a elacionado com o li uano bãlas […]whi e[…], La ian bls ‘pale’; Sla ic *blъ ‘whi e’2 (De ksen 2015: 78), and u he G eek φαλός· λευκός (Hesych.), φαλιός […]b igh , whi e-spo ed[…] (Call.), e c. ; *bala- gó ico, g a ado po e.g. Ennodius: de equo badio e balane […]de um ca alo cinzen o e bala[…] (Lehmann 1986: 59; Poko ny 1959: 118[…]119). Esses cognados implicam a inicial *bh-. 2.2. O conjun o al e na i o de cogna os ao bál ico *balā […] lama, pân ano, pân ano[…] conco da com ele an o na o mação de pala as quan o na semân ica, enquan o a inicial de e se econs uída como IE *b-, po exemplo, sem qualque aspi ação. 2.2.1. Ge mânico Ociden al *pōla- (EWAhd 6: cc. 505[…]507; K oonen 2013: 398: não-IE): 2 A elação semân ica en e […]pân ano, pân ano, lama[…] e […]b anco[…] pode se ilus ada pelos exemplos esla os anspa en es como o biel polonês (dial.), bielaw, o bel bela ussian […] […] p ado pan anoso[…], ambos de i ados de *b[…]lъ […] b anco[…] (De ksen 2007: 53; ESSJ 2: 180). VÁCLAV BLAŽEK 14 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVII • Inglês An igo. m. […]pân ano, pân ano[…],3 Inglês Médio […]l(e) […]pequeno co po de água quie a, lago, lago, pân ano[…], Inglês pool […]pequeno co po de água quie a, lago, lago, pân ano, água asa em um ma […]; • Inglês an igo > nó dico an igo poll m. […] ound bay, pond, puddle[…], islandês, e oês pollu m. id., no ueguês poll id. (> Saami No . bllo ‘pequeno io de edondo), mais No n pøl, poil m. ‘baía es ei a, lago, pân ano > Manx poyll (de V ies 1962: 427); • Velho isão. m. […]pân ano, bu aco lamacen o, bu aco cheio de água[…], New Wes Poel isão m/ . "água es agnada, lagoa, lago, p o undidade"; • An igo baixo- anconiano puol […]pond, pân ano[…] (ge almen e em opônimos), médio holandês, holandês poel m. […] pân ano, pân ano, lagoa, águas es agnadas[…]; • Alemão médio baixo "puhl", "puhl" m. "puddle", "ma sh"; daqui pöl dinama quês […]puddle[…], no ueguês (Bm/Nn.) pøl m. […] bu aco cheio de água, poça, pân ano[…], sueco an igo, sueco pöl id. (com o plu al umlau ); • Old High Ge man p uol m. (a- o i-s em), om he 11 h cen . in glosses: "pân ano, poça, bu aco com es ume líquido; cloaca, lama, palus, olu ab um[…], alemão P uhl m. […]li le pond; acumulação de água suja, es ume líquido. A ogal aiz alongada no ge mânico ociden al *pōlas ando con a a ogal aiz cu a no bál ico *balā pode ia se explicada a a és da o mação ddhi da o ma ge mânica. A ogal aiz não alongada em ge mânico pode se iden i icada em peel holandês […]ma sh, swamp[…] […]ge mânico ociden al *pali-. Bou kan & Siebinga (2005: 309) ac escen a am ainda o palle (d) mode no da F ísia O ien al […] pân ano, pân ano […] *pall-, e Islândia mode na pula id. * < pul- Da pe spec i a da o mação de pala as, as p o o o mas *pōlaand *palimay ep esen am um pa , que é análogo ao ge mânico no oes e *mō a- […] solo pan anoso[…] e ao ge mânico *ma i- […] ma […] (Udolph 1994: 135; c . Da ms 1978: 158[…]166). 2.2.2. Ou a língua que di e e en e as pa adas aspi adas ocais e ocais indo-eu opeias é o sânsc i o. C.C. Uhlenbeck (1898: 99, 97) pensou em uma conexão com o inglês an igo "wól m". "pân ano, pân ano", o alemão an igo "p uol" "pân ano, poça, bu aco com es e co líquido", o li uano "balà", "ba o, pân ano, á ea pan anosa"; água de amada, poça […] po um lado e sânsc i o jambāla- […] lama, ba o, pân ano […] (Pañca an a, e c.) po ou o lado. Uhlenbeck iu na pala a sânsc i a um compos o, onde o p imei o componen e de e ia co esponde ao édico. 3 A o igem do inglês an igo oi a ibuída a o mas cel as insula es como o galês médio (décimo qua o século), galês pwll 'bu aco, lago, poça; mine, Old Co nish pol ‘pu eus, Middle Co nish pol ‘hole, bem; osso, osso […], b e ão an igo NL Pul-Bili, b e ão médio pul, poul, b e ão poull […] bu aco, osso […]; I ish poll ‘bu aco, abe u a na e a (Deshayes 2003: 595). Pull inglês an igo m. a-s . . ò-s . ‘pond, bay, com a a ian e pyll m. (a-s .) ‘na ow bay, a m o a i e , pond > Middle English pil ‘na ow bay, English pill id., são p o a elmen e um back-bo owing do b i onico. S aipsniai A igo 15.o Bal ic *balā ‘mud, bog, ma sh’ a he Indo-Eu opean Backd op Jm[…] - "Te a". Po ou o lado, Kuipe (1948: 60[…]61) iu aqui um emp és imo de o igem mundana com base em San ali jab jab, j[…]b j[…]b, j[…]b[…], j[…]bh[…] […]mole, úmido, úmido[…], j[…]b[…] […]sujo, úmido, ola na lama ou água[…], jubhi […]pân ano, pan anoso, pan anoso[…], juba i Mundhi, Ho jobe […]mud[…], Kha ia jobhi […] […]pân ano, e c. Em p incípio, é legí imo pensa em um hipo é ico híb ido mundico […] compos o indo-a iano *jab-bāla, cujos dois componen es êm um signi icado mais ou menos idên ico […]mud[…]. O componen e *bālacould e le i ambos *beHlo-/*boHlo e *boloin aco do com Lex B ugmann ou sua a ian e p olongada ddhi. Embo a es a ideia seja a aen e, pe manece apenas uma especulação. 2.2.3. A mo e p obable ela i e could be ound in he p e-Romance dialec ism bola […]pân ano, pân ano[…], que oi egis ada no Piemon e, no no e da I ália, e no can ão do Ticino/Tessin, no sul da Suíça, na localidade de A bedo. Meye -Lübke (1935: n. 1191b) pensou em sua o igem gaulesa ou ligu iana e iden i icou seus pa en es em alemão P uhl e li uano balà. Mas a língua ligú ia p o a elmen e não e a usada ão longe da cos a do Medi e âneo. Tan o o Piemon e quan o o Ticino são e i ó ios onde o lepon ico e a usado. Independen emen e da o igem cel a ou ligu iana de bola, a inicial b pode e le i an o IE *b- *bh-, enquan o a aiz- ocal o apenas IE *. 2.2.4. Du idano (1969: 19) o e eceu conec a o opônimo daciano Βάλαυσον (P ocopius de Cesa ea, De Aedi iciis 4.4: um cas elo no dis i o de Skassa ena) com o an igo p ussiano Bolausen, e imologizando an o com base no li uano balà […]pân ano, pân ano[…] ou bãlas […]b anco[…], quan o no su ixo de i a i o li uano -aus-, que o ma, po exemplo, os hid onimos li uanos como Lẽ ausas, Smukaūsis. Al e na i amen e, Du idano pensou em um compos o cujo segundo componen e de e ia se a aiz *h2e[…]s- (c . Poko ny 1959: 90; Kümmel, LIV 275 […] 276), que o ma hid ônimos como o nome do io i aliano Ausa (c . K ahe 1964: 44) ou *Ho[…]s-( -) > Old P ussian aus o […]mou h[…], usso usťje […] i e mou h[…], e c. (Poko ny 1959: 784 […] 85). O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é. 2.2.5. Pode ia-se adiciona ainda ou o cogna o não econhecido, o esla o *b(ъ)lъ "Fon e, nascen e; bem […]5 4 Ku yłowicz (1925: 208) en ou iden i ica ou o candida o cel a pa a elação em alguns e mos galo omanos que e le em o hipo é ico pon o de pa ida gaulês *balko-, que é econs uído com base em o mas como o an igo balc p o ençal […]humide[…], Fo ezanish bauche […]i is d[…]é ang[…], Dauphinish bauchi […] oin de ma ais don on ai li iè e au bé ail[…] (FEW I: 211). Wa bu g (l.c.) mencionou igualmen e o bâlc omeno […]swamp[…] e o balc i landês […]ge ockne e Lehm; K us e, que se o ma de ido ao calo na supe ície da Te a. O balcão do caule é compa í el com as o mas analisadas no § 2.2. apenas se o de i ado de *b[…]Hko- (c . Zai 2012: 82[…]84). 5 Nas línguas esla as há uma ica e minologia aplicada a on es ou poços: po exemplo, *jjz ojj, *jjz okъ, *jjz o ъ, *ključj, *koldězj, *k ynica, *oko*okъno, *b(ъ)lъ, *my, * od(ь)nikъ, *spo ъ, *s ubьlь, *s udьnьja, * ympo ę, *ud, *j, * ( )ělo* ( ) ъkъ* (ь)/ja, *že dj ( e Rol 1979). VÁCLAV BLAŽEK 16 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVII 2.2.5.1. In he appella i e unc ion i appea s only in he Sou h Sla ic b anch e na pe i e ia no oes e do amo esla o ociden al: esla o eclesiás ico (de edação ussa) оуболъ ‘фреар, pu eum, ou seja, ‘well, egis ado em Патерикъ синайский, . 143 (S ezne skij III: 1116): • жена нѣкто хо҃любива оуболъ рыяше и, глоубиноу прѣмногоу копавъши, não обрте воды (‘pu eum odi ). Възя ст҃го (икону) и низьвѣсивъше ѥго въ оуболъ, абиѥ скоро вода изиде въ кладѧзѣ. Al hough he e a e phone ic and mo phological ea u es o he Eas Sla ic p o enance in his ex , he lexical Russisms a e missing and so i is possible o acei a a o igem esla a do sul da pala a оуболъ (c . Sławski 1971: 445). • búlga o ắbel (Paza džik, P esla , No des e), ôbel (Rodopi), ắmbel (Solunsko) " on e, nascen e, poço" (BER I: 201). • Jabel macedônio […] bu aco cheio de água, bu aco de água, piscina, on e […], mos ado . (em inglês) […] lago (S ama oski 1973: 78). • Sé io (Mon eneg o) […]bao, gen. […]bla […] bu aco esca ado na e a, onde a água é ex aída; ipo de poço (Ka adžić 1935: 788; Skok III: 533 […] 34); a co sé io. ub(ь)lь ‘piscina ecep aculum aquae: di ei o нис потокь подь оубьль (Daničić 1864: 343); Se bio (Koso o) ubo, ubla […] medida de capacidade (pa a líquidos) […] (Elezo ić 1935: 376). • Sé io > albanês ubël, pl. ubla […]poço, poço, poço de encos a[…] (Popo ić 1960: 378; Sławski 1971: 448; Udolph 1979: 439; O el 1998: 482 su p eenden emen e ligou a pala a albanesa com o gó ico ubils […]e il[…]). • Polabian * bål ‘well é econs uído com base em egis os como Wumbâl & Wûmbâl ‘B unnen (Hennig: Vocabula ium Venedicum), Wungwool ‘De B unnen (Vocabula ium e Ph aseologicum Vandalicum), Wungwóol (Ecca d), Wungwōl ‘Un pui s (P e inge ) e Polański 1994: 1040. 2.2.5.2. Tendo em con a a dis ibuição oponímica de *b(ъ)lъ e seus de i ados, é comum em odos os amos esla os: • G eece: NL Ἄμπλιανη, Ὀμπλοῦ Μονή, Βαμπέλι, Βόμπλο (Vasme 1941: 24, 80, 136, 190). Albânia: Vunbeli […] pe o da cidade de Elbasan (Udolph 1979: NL 440). • Bulgá ia: NF Văbela a luen e do io Luda Kamčija po Aspa uxo o, a no e da in he sou h o he Va na egion; NL Văbel – Nikopolsko by he Danube in he Bulgá ia; Vbela po Le oče o, a egião de Smoljansko, no sul da Bulgá ia, e c. (BER I: 200). • Macedônia: NF Jábel; Jablinje e Jabliš a; NL Vumbel (Udolph 1979: 440–441). S aipsniai A igo 17.o Bal ic *balā ‘mud, bog, ma sh’ a he Indo-Eu opean Backd op • Mon eneg o: Uba, gen. Ubla […] 2 hid ônimos de Nikšić; NF Uba […] po Boka Ko o ska; e Ublica […] po Danilo g ad; Ubalac […] po Nikšić; NL Ubalac […] po Podgo ica (Udolph 1979: 440 […] 441). • C oácia: Ubla […] hid ônimo na ilha de B ač; Baía de Ubli com duas on es na ilha de Las o o; NF Ombla […] po Dub o nik (a a és da mediação i aliana). • Eslo énia: NF Ubel (p imei o 1260); (Malo, Veliko) Ubelsko, 1402 Vbelczk, NL (Malo, Veliko) Ubelsko, 1402 Vbelczk, NL (Malo, Veliko) (Bezlaj II: 282) Não é possí el. Eslo áquia: NL Ubľa, 1773, 1808 Ubly, Ubla […] aldeia pela cidade de Humenné (Maj án 1972: 433); NF Ubľa = Ublianka (a luen e do io Uh) […] dis i o de Snina, no des e da Eslo áquia e pa e adjacen e da Uc ânia (Udolph 1979: 441; SHU 577). A Comissão conside a que a Comissão não cump iu as ob igações que lhe incumbem po o ça do a igo 107.o, n.o 1, do TFUE. • Checa: NL Úblo, 1377 Ubla […] aldeia jun o à cidade de K no ; Ublo (do 15o século.) […] aldeia pela cidade de Vizo ice (Hosák, Š ámek 1980: 628). • Alemanha: NL Wamli z, 1261 Wammeli z […] dis i o de Randow; NF Vamlei z […] pela cidade de Gusbo n; Fammels […] pela cidade de Tollendo ; Fummels […] pela cidade de Teichlosen […] udo no bai o de Hanô e (Udolph 1979: 441). • Polónia: NL Wąblany, 1470[…]1480 Wamblany, 1508 Wablani […] dis i o de Opoczno, no cen o-sul da Polónia; FN Ubliczyn(y) dis i o de H ubieszów, no sudes e da Polónia; 1583 Ublišče […] dis i o de Równe, no sudes e da Polônia, a é 1939, hoje Ri ne, na Uc ânia Ociden al (Udolph NL 1979: 441). • Bielo ússia: Úbeľ […] a sudes e de Minsk (Udolph NL 1979: 441). • Rússia: Ublja […] hid ônimo na on ei a das an igas p o íncias de Vo onezh e Ku sk (Udolph 1979: 441). 2.2.5.3. A é o momen o, á ias en a i as o am o e ecidas pa a e imologiza *b(ъ)lъ: 2.2.5.3.1. B ückne (1918: 185) sepa ou as o mas esla as do sul, cuja inicial ele de i ou de * ъ- (como Miklosich 1886: 396), do wungwool polabiano […]well[…], que ele conec ou com o ú al checo […] alley basin[…] e as o mas wąwal […] *ǫ alъ. On he o he hand, Skok (III: 534) ied o connec he Sou h Sla ic polonesas com o wąwal polonês. 2.2.5.3.2. Mladeno (1941: 85) judged ha *ǫb(ъ)lъ ep esen ed an adap a ion o Middle G eek ἔμβολος, bu i did no mean ‘aqueduc ’, bu ‘ oo ed s ee ’ (c . also Vasme III: 169 who ejec ed his idea). 2.2.5.3.3. Geo gie e al. (BER I: 200) iu uma conexão com o édico ámbha- & ámbu- […]água[…], abh á- […]nu em de chu a[…]; O jo em A es ano es á assus ado. ; A menian amb & amp ‘cloud; G ego […]μβρος […] chu a […]; La im imbe […] ain[…], embo a os e lexos *bh & *b acilem aqui. A mesma ideia oi desen ol ida po Sławski (1971: 449) que de e minou o su ixo de i acional *-ъlъ, que ele ambém iden i icou no esla o *-ъlъ […]co ne , angle[…] ~ la im angulus id., ou esla o *pьkъlъ […] esin[…] ~ la im pix, gen. picis id. (c . Sławski 1974: 111). VÁCLAV BLAŽEK 18 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVII 2.2.5.3.4. Rozwadowski (1948: 238) acei ou o isoglosso esla o do sul […] Polabian com o p e ixo inicial *[…]-. Sua ideia oi desen ol ida po Sławski (1971: 449) que pensou sob e o compos o *- + *bhel cujos con inuan es esla os ele iden i icou, po exemplo, em diale o polonês. beł […]whi lpool[…], eslo eno bôl […]go ge[…] which may be supplemen ed by Uk ainian boč ‘deep place in he i e hollowed […] *bъl ъ, o a pela água[…] […] *bъl jь (ESSJ 3: 120). 2.2.5.3.5. The p esen new e ymology ollows he ideas o Rozwadowski and Sławski, mas ambém os modi ica. O p e ixo esla o *[…] inha duas unções: (1) […]in, inside[…]; (2) sem, - menos, sem: (1a) O an igo esla o eclesiás ico […]dolъ m., […]dolь . […] alley[…], polonês wądoł, usso udol id. con a o an igo esla o eclesiás ico dolь […] alley[…] (Janyško á, ESJS 3: 139; Dunkel, LIPP 2: 224); (1b) Esla o * […] ozъ > sé o-c oa a ú oz […] pa e do pá io, que é a en ada pa a agões […], checo ú oz […] bacia do ale […], polonês wąwóz […] ale p o undo, es ada esca ada […] s. esla o * ozъ […] agão […] (Bo yś 2005: 683); (2a) O an igo esla o eclesiás ico […] odъ […] pessoa ola, bu o[…], usso u ód […] pessoa aleijada[…] s. o an igo checo ne ódcě […] pessoa i acional ou ola[…], o an igo esla o eclesiás ico ne odi i […] negligencia , desconside a , não se impo a […] (Janyško á, ESJS 10: 618; Ša apa ko á, ESJS 13: 773; Dunkel, LIPP 2: 535); "sem (2b) Old Chu ch Sla onic ǫ ьlъ ‘holey’ s. ьlo ‘bo om’, hence ‘holey’ < undo" (Janyško á, ESJS 10: 619[…]620; Dunkel, LIPP 2: 535). É di ícil in e p e a *[…] em esla o *[…]-b(ъ)lъ como […]in, inside[…], uma ez que não há unção adequada pa a *b(ъ)lъ.6 Tendo em con a a unção nega i a do p e ixo *-, a aiz independen e *b(ъ)ls de e ia se mais ou menos an ônima ao signi icado " on e, p ima e a". Um bom candida o pa a um cognado da o ma esla a *b(ъ)lin o g au ze o de ablau pode se bál ico *balā ‘ba o, pân ano, pân ano no g au comple o (o) de ablau . No que diz espei o aos a gumen os an e io es, é possí el analisa o esla o *-b(ъ)lo como um compos o do úl imo IE *-bo […]unmuddy[…], semelhan e ao g ego […]θολος […]no u bid, clea […] (Luc. His . Consc . 51) de θολός […]mud, di (esp. em água)[…] (A is . F . 311). 6 Tal ez com a exceção da aiz *bhle[…]H-> g ega φλύω […]a e e , e e […]; Fluō la ino, -e e ‘ lui , co e (de águas), lu ius ‘ io (Schi me , Kümmel, LIV 90; de Vaan 2008: 228), embo a a es u u a in e na do esla o *b(ъ)lъ pe maneça ince a, al ez *bhHu-? S aipsniai A igo 19.o Bal ic *balā ‘mud, bog, ma sh’ a he Indo-Eu opean Backd op 3. RESUMINDO DA PROBABLIA COGNATES INDO-EUROPÉS Resumindo, os cogna os mais p óximos do bál ico *balá ‘ba o, pân ano, pân ano podem se iden i icados no ge mânico ociden al *pōla- ‘pân ano, pân ano, com as a ian es apo ônicas *pali-, *pallo & *pulo, lepon ico ou cisalpino gaulês (bol?) *ā ‘pân ano, pân ano, hipo é ico dacio *bal-, e esla o *b(ъ)lъ ‘ on e, p ima e a; bem, in e p e á el como *-bo […]unmuddy[…]. 4. Discussão do hipo é ico E imologia baseada na aiz *guebh- ‘MARSH, SWAMP, MUD Abs aindo da exis ência du idosa do indo-a iano *bāla-mud ‘, essas o mas elacionadas são conhecidas apenas nos amos eu opeus do indo-eu opeu. Es a dis ibuição geog á ica limi ada e a inicial *b quali icam o e imônio en e os candida os em sua o igem p é-indo-eu opeia, especialmen e do pon o de is a da Escola Indo-Eu opeia de Leiden ( e explici amen e Bou kan, Siebinga 2005: 309; K oonen 2013: 398). Pa adoxalmen e, ou os ep esen an es de Leiden o e ece am uma solução, que elimina o a gumen o do *b- inicial. No diálogo com o p esen e au o Alexande Lubo sky ( e ambém P onk 2013: 4, e e indo-se à pales a de Lubo sky sob e o mesmo ópico de 18 de junho de 2012, Müns e ) mencionou ou o e ymon IE com a inicial * ep esen ada pelo bálan édico. […] o ça[…], bálīyān […]mais o e[…], báliṣṭha- […]mais o e[…]; G ego βελτίων & βέλτερον ‘be e , βέλτιστος & βέλτατος ‘bes ; La im dē-bilis […] aco; in álido […]; O an igo esla o eclesiás ico bolii ‘maio , bolje ‘mais (B ugmann 1897: 507, § 553; Poko ny 1959: 96; Šau & Ha lo á, ESJS 2: 72). Lubo sky in e iu o desen ol imen o do *bin inicial do aglome ado de consoan es *dbh- > *db- > *b-, enquan o ambas as consoan es e am […] espessu a, go du a; ugosidade […], udobelě i & udebelě i […] o na -se go do […]; Dábls le ão, dabļš […] ank, p ese ed in he o ms o he ull ablau g ade Old Chu ch Sla onic debelьs o abundan e[…], além do debīkan p ussiano an igo […]big[…] ou dapiš hi i a "Todos, odos; mui os […] sem a ex ensão l (ESSJ 4: 201[…]203; Skalka, ESJS 2: 12) menciona am o su ixo de i a i o esla o *-elъ, o mando ambém ou os adje i os, po exemplo * ęželъ, * eselъ; P onk 2013: A econs ução do *bh aspi ado é con i mada pelo a o de que an es des e labial não há ogal alongada no bal o-esla o, enquan o *b implica ia o alongamen o de aco do com Lex Win e & Ko land . Um bom candida o pa a a solução analógica é a aiz IE *guebh-: VÁCLAV BLAŽEK 26 Ac a Linguis ica Li huanica LXXXVII K oonen Guus 2013: Dicioná io e imológico do p o o-ge mânico, Leiden, Bos on: B ilho. Kuipe F anciscus B. 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S aipsniai A igo 29.o Bal ic *balā ‘mud, bog, ma sh’ a he Indo-Eu opean Backd op Bal ų *balā ‘pu as, liūnas, pelkė’ indoeu opiečių kalbų kon eks e SANTRAUKA (em inglês) S aipsnyje ap a iami a imiausi giminiški žodžiai bal iškam e minui *balā ‘pu as, liūnas, pelkė, ku ie y a ak uojami kaip sinonimai aka ų ge manų *pō *pali-, pulaų, kel ų *bolā i islandlai dakų kalbos oponimui Βάλαυσον. Es as o mas já an e io men e o am laikomos bal iškajai o mai giminiškais pala as. S aipsnyje į edamas i sla iškas e minas *b(ъ)lъ ‘ e smė, šal inis; šulinys, ku is čia analizuojamas kaip *-bo ‘nepu inas = ‘skaid us ( anduo). Ge maniška iječžio p adžios *pnu odo e ą ide. *b- S aipsnyje analizuojama, p aplečiančio elemen o -lpa yzdys, a šis e imonas galė ų bū i nulinio balsių kai os laipsnio šaknį *guebh- ‘liūnas, pelkė’ baseado Aleksand o Lubo skio idėja apie p og esy inę asimiliaciju žodžio p adžios junginyje, nes e caso *gubh- > *gub- > *b-. A sakymas é aip, mas as condições são ão complexas, kad adicinė ekons ukcija su žodžio p adžios *bi pailgėjusiu ddhi da iniu ge manų kalbose a odo p iim inesnė e sija. Į eik a 2022 m. junho 27 d. VÁCLAV BLAŽEK Depa amen o de Linguís ica e Es udos Bál icos Masa yk Uni e si y No áka 1, CZ-60200 B no incêndio [e-mail p o egido]