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Álabe nº19 ene o - junio 2019 ISSN 2171-9624
Discu so e adesão a páginas do acebook: uma in es igação
in eg ada sob e
e hos
, gêne o e supo e1
Discu so y adhesión a páginas del acebook: una in es igación in eg ada
sob e e hos, géne o y sopo e
Speech and Membe ship o Facebook Pages: An In eg a ed Resea ch
abou E hos, Gende and Suppo
CRISTINA ROTHIER DUARTE
LAFAYETTE BATISTA MELO
IFPB
B asil
c is ina o[email p o ec ed]
[email p o ec ed]
1 Pa a ci a es e a ículo: Ro hie Dua e, C is ina y Ba is a Melo, La aye e (2019). Discu so e adesão a páginas do acebook: uma
in es igação in eg ada sob e e hos, gêne o e supo e. Álabe 19. [www. e is aalabe.com]
DOI: 10.15645/Alabe2019.19.5
(Recibido: 21-12-2017;
acep ado: 29-08-2018)
Resumo. Pa indo da hipó ese de que as adesões às páginas do Facebook se dão
em azão da imagem que o coenunciado cons ói an es mesmo da mani es ação
discu si a do enunciado , es e a igo em como obje i o ge al comp eende , a
pa i da análise de de e minadas publicações de ês páginas do Facebook, os
possí eis mo i os que ence am o engajamen o dos usuá ios des a ede social
nas páginas que selecionamos, e como obje i o especí ico, pe cebe o papel do
e hos, da a o ização e do supo e nesse engajamen o. O co pus é compos o po
ês pe is selecionados na In e ne po meio da e amen a de busca do Google.
Emp egamos como apo e eó ico os es udos de análise do discu so de linha
ancesa, sob e udo, publicações de Dominique Maingueneau. Os esul ados da
pesquisa e elam que o e hos p é-discu si o e a a o ização assumem um papel
p eponde an e pa a a adesão dos usuá ios nas páginas analisadas, assim como o
supo e que, no en an o, po se o mesmo pa a as páginas es udadas, não pode se
conside ado um elemen o discu si o que p o oca adesões dis in as em elação a
elas. Quan o ao gêne o ex ual, es e não se ap esen a como um elemen o discu -
si o que con ibui signi ica i amen e nas adesões.
Pala as-cha e: Análise do discu so; e hos; gêne o; supo e.
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Resumen. A pa i de la hipó esis de que las adhesiones a las páginas de Facebook
se dan en azón de la imagen que el coenunciado cons uye an es incluso de la
mani es ación discu si a del enunciado , es e a ículo iene como obje i o gene al
comp ende , a pa i del análisis de de e minadas publicaciones de es páginas
de Facebook, los posibles mo i os que encie an el comp omiso de los usua ios
de es a ed social en las páginas que seleccionamos, y como obje i o especí ico,
pe cibi el papel del e hos, de la a o ización y del sopo e en ese comp omiso. El
co pus se compone de es pe iles seleccionados en In e ne a a és de la he-
amien a de búsqueda de Google. Empleamos como apo e eó ico los es udios
de análisis del discu so de línea ancesa, sob e odo, publicaciones de Dominique
Maingueneau. Los esul ados de la in es igación e elan que el e hos p e-discu si o
y la a o ización asumen un papel p eponde an e pa a la adhesión de los usua ios
en las páginas analizadas, así como el sopo e que, sin emba go, po se el mismo
pa a las páginas es udiadas, no puede se conside ado un el elemen o discu si o
que p o oca adhesiones dis in as en elación a ellas. En cuan o al géne o ex ual,
és e no se p esen a como un elemen o discu si o que con ibuye signi ica i a-
men e a las adhesiones.
Keywo ds: Análisis del discu so; e hos; géne o; sopo e.
Abs ac . This a icle in ends o gene ally unde s and he possible easons why he
use s engage wi hin his social ne wo k analyzing selec ed publica ions o h ee
Facebook pages and mo e speci ically, o obse e he e hos, apho ize and he sup-
po oles o ha engagemen . In his sense, his pape conside s ha membe -
ship on Facebook pages a e he esul o he image copa icipan s builds and his
image is e en buil be o e he discou se o he pa icipan s i sel has aken place.
The co pus consis s on h ee p o iles selec ed om he In e ne h ough he
Google domain sea ch unc ionali y and he heo e ical ame ollowed was he
F ench discou se analysis, pa icula ly Dominique Maingueneau. The esea ch e-
sul s e ealed ha he p e-discou se e hos and apho izing adop an impo an ole
o he use s’ commi men in he analyzed pages as well as he suppo . None he-
less, as he suppo is he same o he s udied pages i canno be conside ed a
discu si e elemen ha causes di e en adhesions ela ed o hem. Rega ding he
ex ual gen e, i does no appea as a discu si e elemen ha con ibu es signi i-
can ly o he adhesions.
Keywo ds: Discou se Analysis; e hos; gen e; pla o m.
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In odução
Dado o c escen e engajamen o das pessoas nas edes sociais, pa icula men e no
Facebook, esse espaço i ual em assumido um impo an e papel discu si o em nossa
sociedade como meio de disseminação de ideias, de c enças, de ideologias e c., com uma
in inidade de obje i os que ão desde come ciais a pedagógicos. Tamanha a sua impo -
ância, que os discu sos emp egados po esse meio, há alguns anos, êm despe ado o
in e esse da comunidade acadêmica pa a a in es igação an o dos discu sos discu sos que
ci culam que ci culam na ede social, quan o de ou os a o es linguís icos que pa ici-
pam da sua enunciação: cena, cenog a ia, e hos, a o ização e c. Com e ei o, no p esen e
abalho, busca emos comp eende , a pa i da análise do co pus da pesquisa, e com un-
damen os nas con ibuições da Análise Discu so de linha ancesa, qual o papel do e hos,
do gêne o e do supo e e como eles a uam pa a a adesão dos usuá ios do Facebook nes a
ede social.
1. Abo dagem eó ico-me odológica
Pa a ealização des e abalho, selecionamos como co pus da pesquisa, a pa i
da e amen a de busca do Google, ês páginas do Facebook mencionadas em ês lis as
dis in as, independen emen e da sua colocação, as quais ap esen a am um anking con-
endo as páginas mais cu idas em 2014. De aco do com nossos c i é ios, pa a a seleção
de uma de e minada página, bas a a que ela apa ecesse nas ês lis as pa a se seleciona-
da, não ha endo necessidade de es a em nas p imei as posições, já que os ankings não
ap esen a am esul ados idên icos. A endendo a ais condições, selecionados as páginas
de Luciano Huck, de Paulo Coelho e do Gua aná An a c ica.
Em seguida, sepa amos algumas pos agens ealizadas na imeline de ais páginas.
Nessa e apa, u ilizamos o c i é io de da a das publicações ealizadas nas páginas, sendo
que ais da as de e iam se ap oximadas en e elas, mas dis an es da análise, a im de
con e i ce a es abilidade às eações dos seguido es das páginas es udadas e dos demais
memb os da ede social. Desse modo, selecionamos publicações de no emb o de 2015.
Cons uído o co pus, seguimos pa a a análise das publicações com undamen o nos es u-
dos da análise do discu so de linha ancesa, mais especi icamen e os es udos de Domini-
que Maingueneau, a im de a ende mos ao obje i o ge al de e i ica os possí eis mo i os
que ence am o engajamen o dos usuá ios des a ede social nas páginas escolhidas, e bem
como pe cebe o papel do e hos, da a o ização e do supo e nesse engajamen o, pa indo
da hipó ese de que as adesões às páginas do Facebook se dão em azão da imagem que o
coenunciado cons ói an es mesmo da mani es ação discu si a do enunciado . An es de
aden a mos na análise das publicações selecionadas, no en an o, ap esen amos alguns
concei os ele an es pa a a comp eensão da nossa pesquisa, ais como o de e hos, de a o-
ização, de gêne o discu si o e de supo e.
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O sujei o, ao publica no Facebook, u iliza a ede social pa a a cons ução de sua
imagem – o e hos – pe an e aqueles que azem pa e da sua ede de amigos e pe an e
o público em ge al, dependendo da con igu ação de p i acidade. Nesse ambien e, pa a
Maingueneau, a pe sonalidade do enunciado é e elada po meio da enunciação. O alo-
cu á io, ao le a publicação do locu o , a pa i do modo como es e se mos a na publica-
ção do Facebook, e i ica á indícios ex uais que se ão u ilizados pelo lei o /alocu á io
pa a lhe a ibui um ca á e , ou seja, um pe il psicológico do locu o e uma co po ali-
dade, aspec os ísicos de quem enuncia. “O ca á e e a co po alidade do iado p o ém
de um conjun o di uso de ep esen ações sociais alo izadas ou des alo izadas, sob e as
quais se apoia a enunciação que, po sua ez pode con i má-las ou modi icá-las” (Main-
gueneau, 2004: 98-99).
O e hos, con o me Maingueneau (2010), ap esen a di e en es planos de mani es-
ação, sendo os que nos in e essam: e hos p é-discu si o, e hos di o e e hos discu si o
ou mos ado. O e hos p é-discu si o é cons uído a pa i da ideia que o in e locu o az
do locu o an es mesmo de e acesso ao di o, à enunciação. No caso de uma das páginas
es udadas, po exemplo, ainda que uma pessoa nunca enha lido uma ob a de Paulo Coe-
lho, e não enha cu ido a sua página no Facebook, ela e á uma imagem p é ia, um e hos
p é-discu si o, c iado a pa i de in o mações desse enunciado enquan o esc i o eco-
nhecido nacional e in e nacionalmen e. Com e ei o, é possí el a ibui a essa es e a do
e hos um ca á e c ucial de ligação com o a o de enunciação, endo em is a que são “[...]
ep esen ações p é ias que o coenunciado em do enunciado , quando se a a de pessoa
pública ou conhecida desse coenunciado , a ando-se, po an o, de um e hos não-dis-
cu si o que cada enunciação pode con i ma ou in i ma .” (Maigueneau, 2012: 15-16).
O e hos di o, con o me Maingueneau (2010), são in o mações o necidas pelo
enunciado sob e si que con ibui ão pa a a cons ução do e hos não discu si o (in o ma-
ções de o dem social e psicológica) que se á con on ado pelo lei o com o e hos discu -
si o. E o e hos discu si o ou mos ado é aquele “[...] cons uído pelo des ina á io a pa i
de índices que são dados pela enunciação [...].”, o que se ia a o ma com que se exp essa
o enunciado , as escolhas lexicais, sin á icas e c. (Maingueneau, 2010: 84).
Ou os concei os necessá ios à nossa análise são os que dizem espei o à a o i-
zação, ao gêne o discu si o e ao supo e. A o ização é uma enunciação cu a em que o
enunciado ala não pa a um des ina á io x si uado no mesmo plano que ele, mas pa a um
núme o inde e minado de coenunciado es si uados em um plano si uados em um plano
abaixo dele, enunciado .
Ace ca do gêne o do discu so, Maingueneau (2010) en ende que es e é baseado
em c i é ios si uacionais (obje i o, midium, o ganização ex ual, empo, luga e c.) e em
sido usado pa a desc e e uma mul iplicidade de enunciados p oduzidos socialmen e.
Segundo o es udioso, ado ando-se a concepção de gêne os do discu so como disposi i-
os de comunicação sócio-his ó icos, algumas ca ego ias de em se conside adas hipe -
gêne os, e não gêne os do discu so, po não so e em es ições sócio-his ó icas, como
é o caso de p á icas comunicacionais que se dão na In e ne . Ace ca desse ambien e,
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Maingueneau (2010) de ende que as coe ções gené icas são mais en aquecidas, e a ce-
nog a ia ecebe des aque em de imen o da cena gené ica (gêne o de discu so) e da cena
engloban e ( ipo de discu so). Além dessas peculia idades, de e-se no a que a ex uali-
dade (manei a como as modalidades de pe cepção são es imuladas) ope ada na In e ne
“[...] implica em uma no a o ma de le e a possibilidade de passa ins an aneamen e de
uma página pa a ou a em um espaço abe o.” (Maingueneau, 2010: 137).
Po im, no ocan e ao supo e, pa a Maingueneau (2004), es e é o modo de mani-
es ação ma e ial do discu so. Pa a Ma cusshi (2003: 10), supo e é en endido como “um
locus ísico ou i ual com o ma o especí ico que se e de base ou ambien e de ixação
do gêne o ma e ializado como ex o. Numa de inição sumá ia, pode-se dize que supo e
é uma supe ície ísica em o ma o especí ico que supo a, ixa e mos a um ex o”.
Que supo e e gêne o não se con undem é ce o, mas ainda es a uma di iculdade
no que diz espei o à ques ão do supo e dos gêne os que ci culam na web – gêne os digi-
ais. Com o ad en o da ex ualidade ele ônica, “[c]on o me Cha ie (2002), [a] ‘o dem
dos discu sos’ ans o mou-se adicalmen e [...], uma ez que o compu ado pe mi e
ag upa em um mesmo supo e e numa mesma o ma de lei u a gêne os comple amen e
di e en es.” (Beze a, 2010: 470). T azendo o Facebook pa a esse con ex o, podemos
no a que a pos agem é a ca ego ia de enunciado que ci cula nessa ede social, ou seja, as
pos agens são as di e sas ca ego ias de enunciados que não se insc e em em uma ca ego-
ia echada de in e ações, de aco do Maingueneau. Elas
[...] endem, [...], a se libe a das es ições usuais da o ganização ex ual, das
o mas de ex ualidade o gânica. Não se a a de uma con e sação o diná ia,
de in e enções de di e sos in e locu o es que, combinada, ão o ma uma
o alidade composicional mais as a. Podem eduzi -se a um sinal de pon ua-
ção, um emo ion, uma pala a, um g upo de pala as, uma ou á ias ases [...].
(Maingueneau, 2015: 171).
A pos agem é publicada no Facebook, mas es e não é o supo e, endo em is a
que se a a de uma pla a o ma que, in e mediada po sua in e ace, con e e o acesso do
usuá io a con eúdos pos ados, que pe mi em hipe links, di ecionando o usuá io pa a o
espaço i ual em ge al, espaço i ual em ge al. Como podemos pe cebe , o Facebook
não é o supo e que sus en a as pos agens que ali ci culam. Mas, en ão, qual é o supo e,
quando alamos nessa ede social e qual a impo ância que assume pa a adesão dos usuá-
ios às páginas es udadas?
Embo a a li e a u a não elucide a ques ão do supo e no ocan e às edes sociais,
conside amos, no p esen e es udo, que a in e ace ealiza esse papel, endo em is a o
a o de ela in e media a elação comunicacional usuá io-compu ado ; nela es ão si ua-
dos os comandos que pe mi em as ações do usuá io (publica , cu i , compa ilha , co-
men a e c.); e nela ica si uado i ualmen e o gêne o pos agem.
2. Análise e esul ados
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Obse ados, en ão, os concei os dos quais nos u ilizamos, seguimos com a análi-
se do co pus e os esul ados ob idos median e o es udo.
Obse ando a o o da capa da página de Paulo Coelho (Imagem 1), e i icamos
que a co po alidade do esc i o – aspec os ísicos ap esen ados na sua o o do pe il –
colabo a pa a a cons ução do seu e hos. Vejamos po que: na imagem, o enunciado se
mos a em um undo escu o, bem es ido, usado p e o e óculos de g au. Tais elemen os
ansmi em ao coenunciado in o mações que en em à cons ução de um ca á e (di-
mensão psicológica do e hos) simpá ico, sób io e in elec ualizado, de aco do com os es-
e eó ipos sociais. O que é con i mado pela dimensão co pó ea – a co po alidade – um
homem de meia idade, madu o e p o issionalmen e bem-sucedido.
A o o da capa ambém colabo a pa a a cons ução da co po alidade e o ca á e
desc i os sob e o e hos de Paulo Coelho: a p a elei a de es an e p eenchida com ob as
de sua au o ia con i ma sua p o issão de esc i o , sua in elec ualidade e seu sucesso p o-
issional, pois, embo a seja um au o b asilei o, os í ulos expos os es ão g a ados em
inglês, indícios de que seu abalho é econhecido o a do B asil.
Tais in o mações são endossadas pelo e hos p é-discu si o de Paulo Coelho, qual
seja: esc i o de á ias ob as que o consag a am, e memb o da Academia B asilei a de
Le as, bem como pelo seu e hos di o, como e emos, mais adian e, na análise des a di-
mensão do e hos.
No que diz espei o à o o do pe il da página de Luciano Huck (Imagem 2), a a-
-se de uma espécie de ca ica u a ou desenho com exp essão di e ida, a jo ial e mode no
(co e de cabelo a ualizado), ca ac e ís icas que azem com que o lei o cons ua uma
co po alidade e um ca á e que es ão de aco do com o e hos p é-discu si o – in o ma-
ções elacionadas à sua p o issão como ap esen ado : pe sonalidade pública do amo do
en e enimen o, animada, jo em, a ualizada com as endências da moda, e ambém con-
iá el – e com o e hos discu si o, em que o seu discu so imagé ico é cons i uído po um
Imagem 1. Fo o da capa e o o do pe il da página de Paulo Coelho
no Facebook
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ídeo em que Luciano Huck az uma espécie de sel ie
ílmica em uma p opos a de en e e seus seguido es,
como e emos mais adian e.
O Gua aná An a c ica, po sua ez, u iliza como
o o do pe il de sua página (Imagem 3) sua logoma ca
(semen es da u a gua aná), que, de ido a sua g an-
de p opagação, dispensa qualque ou a especi icação
g á ica, sendo bas an e pa a a sua imedia a iden i ica-
ção. A logoma ca ambém pode ep esen a a solidez
e a es abilidade da emp esa que ab ica o e ige an e,
já que segue esse pad ão há mui os anos, o que con-
e e ao alocu á io con iabilidade no p odu o, aspec os
psicológicos conce nen es ao e hos p é-discu si o que
colabo am na cons ução do e hos desse enunciado .
O e hos discu si o do Gua aná An a c ica, O
e hos discu si o do Gua aná An a c ica o nece ele-
men os que pe mi em ao coenunciado e i ica aços
da mencionada c edibilidade.
No Facebook, quando o enunciado é uma
pe sonalidade pública, es e sujei o e á, em eg a, um
e hos p é-discu si o (imagem c iada an es da lei u a
do enunciado), um e hos di o (in o mações con idas
no pe il lançadas pelo seu dono), um e hos discu si-
o (c iado a pa i das enunciações publicadas em sua
linha do empo) e, pode á ambém e um e hos a o iza-
do , como oco e com Paulo Coelho.
Na linha do empo de Paulo Coelho, a publicação oco ida em 02 de no emb o de
2015 ap esen a a seguin e enunciação: “Someday, e e y hing will make pe ec sense. So,
o now, laugh a he con usion, smile h ough he ea s and keep eminding you sel ha
e e y hing happens o a eason.”, cuja adução dada pelo p óp io enunciado é “[…]
Algum dia udo a á sen ido. Enquan o isso, ia da con usão, cho e pouco, e en enda que
udo acon ece po alguma azão.” (Imagem 4).
A enunciação selecionada cons i ui uma a o ização, pois, embo a des acada de
um ex o, ou seja, da ob a Adul é io, ela es á o a de con ex o, e, ainda assim, é en endida
como uma e dade inegociá el, le ando o lei o a se subme e ao esc i o e, consequen-
emen e, conduzindo-o a uma e lexão sob e como em se po ado dian e de si uações
ad e sas, p opondo a e o mulação de pensamen os nega i os. Essa posição de acei ação
do esc i o como e dade assumida pelo coenunciado se dá em azão do e hos a o izan e,
deco en e de um enunciado, como di o, não sujei o à negociação e emi ido po uma
au o idade no assun o, bem como em azão do e hos p é-discu si o.
Imagem 2. Fo o do pe il da página
de Luciano Huck no Facebook
Imagem 3. Fo o do pe il do Gua a-
ná An a c ica no Facebook
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No caso de Paulo Coelho, a imagem des e
enunciado , cons uída pelo coenunciado com
base em imp essões e in o mações que em des e
an es da emissão do enunciado – o e hos p é-dis-
cu si o –, colabo a sob emanei a pa a a a o i-
zação do que oi des acado do ex o. Vejamos: o
enunciado é esc i o , au o de á ias ob as p es-
igiadas po lei o es de inúme os países, é mem-
b o da Academia B asilei a de Le as, e, embo a
esc i o iccional, suas ob as são conside adas
como de au oajuda. Obse a-se, assim, que esses
elemen os p é-discu si os colabo am pa a que a
enunciação o a es udada seja conside ada uma a i mação sobe ana, uma e dade incon-
es á el, pois o a emi ida po uma au o idade no assun o, um sujei o de di ei o.
No que diz espei o aos discu sos de au oajuda, ao qual se enquad a a a o iza-
ção em análise, B unelli (2011) ensina que “[...] o ien ando seus in e locu o es, o sujei o
enunciado do discu so de au oajuda assume um luga de sabe , ou seja, ele se coloca
num luga de enunciação que implica e um conhecimen o especial ou especí ico pa a
se ansmi ido.” (2011: 134). Daí a sobe ania do seu dize .
No caso o a em análise, es amos a ando de um enunciado des acado de um ex o
– a o ização –, is o que mesmo descon ex ualizado é capaz de “[...] enuncia sua e da-
de, que não pa icipa de nenhuma negociação.” (Maingueneau, 2008: 18). Esse enun-
ciado mesmo descon ex ualizado é capaz de e o ça a “[...] boa imp essão po meio da
cons ução de seu discu so.” (Soa es, Sella e Cos a Hübes, 2013: 271). Esse enunciado
a o izado, po an o, colabo a pa a a c iação de um e hos discu si o que e o ça a adesão
p o ocada pelo e hos p é-discu si o. Essa adesão é passí el de se iden i icada pelas in-
e ações, ep esen adas no Facebook pelas cu idas, pelos compa ilhamen os e pelos
comen á ios oco idos na a o ização selecionada (mais de 43 mil cu idas no momen o
da cons ução do co pus).
Saindo da es e a do e hos e seguindo pa a a análise do gêne o, no Facebook, ele
se ap esen a en aquecido em de imen o da cenog a ia, cena cons uída pelo ex o, que,
no caso em análise, é ep esen ada pela si uação em que Paulo Coelho –, si uado em uma
ins ância, emi e pa a des ina á ios não especi icados um enunciado gené ico de alo
deôn ico. Em ou as pala as, “[a] a o ização ins i ui uma cena de ala onde não há uma
in e ação en e dois p o agonis as colocados num mesmo plano [...]”, e se sob essai en-
e ao gêne o, uma ez que
Imagem 4. Publicação de Paulo Coelho no Facebook em 02
no . 2015
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[...] a a és da a o ização, é possí el ao locu o i pa a o lado de cá, ou i pa a
o lado de lá, da di e sidade in ini a das in e ações imedia as, dos gêne os de
discu so e dos ex os. O a o izado assume o e hos do locu o que es á no al o,
do indi íduo au o izado, em con a o com uma Fon e anscenden e (Maingue-
neau, 2010, p: 13-14).
O enunciado a o izan e de Paulo Coelho, in es ido da au o idade que seu e hos
p é-discu si o lhe con e e, de ido à sua o ça enuncia i a e à c edibilidade do enuncia-
do , é ecepcionado pelos seus lei o es como uma e dade incon es á el e legí ima, sendo
con encidos de que de em e uma a i ude p oa i a dian e de ci cuns âncias di íceis sem
ques iona os mo i os de ais acon ecimen os, a o que con ibui pa a o endosso da ima-
gem c iada pelo lei o a pa i do enunciado. Tan o que em 07 de janei o de 2016, hou e,
pa a a publicação de Paulo Coelho (Imagem 4), 43.394 cu idas, 27.799 compa ilhamen-
os, 526 comen á ios.
As publicações de Luciano Huck (Imagem 5) e do Gua aná An a c ica (Imagem
6), po sua banda, não ap esen am ases cu as sujei as à a o ização. A do p imei o, ea-
lizada em 03 de no emb o de 2015, az uma hash ag (#caldeidoscópio) e um ídeo2 sem
alas, con endo apenas imagens em que o enunciado ilma seus e lexos em á ios es-
pelhos, e a do segundo, ealizada em 04 de no emb o de 2015, anuncia uma p omoção,
acompanhada de uma o o, associando a e são Black do Gua aná An á ica a en adas
pa a assis i à es eia do ilme “Jogos Ve azes – A Espe ança Pa e Final”, em São Paulo,
Rio de Janei o e Los Angeles.
2 h ps://www. acebook.com/hash ag/caldeidosc%C3%B3pio?sou ce= eed_ ex &s o y_id=1078671125519114
Imagem 5. Publicação de Luciano Huck
no Facebook em 03 no . 2015
Imagem 6. Publicação do Gua aná An a c i-
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Álabe nº19 ene o - junio 2019
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ISSN 2171-9624
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