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A cul u a o ganizacional como
acili ado a da inclusão e
di e sidade na o ganização
O ganiza ional cul u e as a acili a o o di e si y and inclusion in
he o ganiza ion
La cul u a o ganiza i a como acili ado a de la inclusión y
di e sidad en la o ganización
Ma cos Vinicius Apa ecido de Souza1
ma cos.souza120@ a ec.sp.go .b
Rena a da Sil a B uno1
ena a.b uno@ a ec.sp.go .b
Ma cia da Sil a1
ma cia.sil a34@ a ec.sp.go .b
1 – Faculdade de Tecnologia da Zona Les e – Fa ec Zona Les e
Resumo:
Es e a igo em como obje i o in es iga de que manei a a cul u a o ganizacional
impac a as p á icas de inclusão e di e sidade den o da o ganização e quais são as
polí icas ado adas pelas emp esas pa a assegu a que ais p á icas exis am e sejam
aplicadas de o ma a ga an i a qualidade de ida, segu ança e desen ol imen o do
colabo ado . Com o in ui o de iden i ica como as o ganizações ope acionalizam a
inclusão e a di e sidade na p á ica, oi u ilizada a me odologia quali a i a a a és de
en e is as semies u u adas aplicadas com pessoas que azem pa e de g upos
di e sos. Os esul ados e idenciam a necessidade de que as o ganizações abo dem
essas ques ões com se iedade e espei o pa a que não sejam a adas apenas como
es a égias de ma ke ing, mas sim como comp omissos genuínos com capacidade de
p omo e ambien es de abalho mais inclusi os e equi a i os.
Pala as-cha e: Cul u a o ganizacional; O ganização; Di e sidade.; Inclusão.
Abs ac :
The objec i e o his a icle is o in es iga e how o ganiza ional cul u e impac s
inclusion and di e si y p ac ices wi hin he o ganiza ion while also examining he
policies adop ed by companies o ensu e ha hese p ac ices a e p esen and applied
in ways ha p omo e employee well-being, sa e y, and de elopmen . To unde s and
how o ganiza ions ope a ionalize inclusion and di e si y in p ac ice, a quali a i e
me hodology was employed h ough semi-s uc u ed in e iews conduc ed wi h
indi iduals who a e pa o di e se g oups. The esul s highligh he need o
o ganiza ions o add ess hese issues wi h se iousness and espec , ensu ing ha
hey a e no me ely ma ke ing s a egies bu genuine commi men s capable o
os e ing mo e inclusi e and equi able wo k en i onmen s.
Keywo ds: O ganiza ional cul u e; O ganiza ion; Di e si y; Inclusion.
Resumen:
El obje i o de es e a ículo es in es iga de qué mane a la cul u a o ganizacional
impac a las p ác icas de inclusión y di e sidad den o de la o ganización, así como las
polí icas adop adas po las emp esas pa a asegu a que ales p ác icas exis an y se
Recebido
Recei ed
Recibido
Dezemb o, 2024
Decembe , 2024
Diciemb e, 2024
Acei o
Accep ed
Acep ado
Junho, 2025
June, 2025
Junio, 2025
Publicado
Published
Publicado
Junho, 2025
June, 2025
Junio, 2025
h ps://gi . a eczl.edu.b
e_ISSN
2965-3339
DOI
10.29327/2384439.3.3-7
São Paulo
. 3 | n. 3
. 3 | i. 3
e33353
Ab il-Junho
Ap il-June
Ab il-Junio
2025
A cul u a o ganizacional como acili ado a da inclusão e di e sidade na o ganização
O ganiza ional cul u e as a acili a o o di e si y and inclusion in he o ganiza ion
La cul u a o ganiza i a como acili ado a de la inclusión y di e sidad en la …
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apliquen de o ma que ga an icen la calidad de ida, segu idad y desa ollo del
colabo ado . Con el in de iden i ica cómo las o ganizaciones lle an a la p ác ica la
inclusión y la di e sidad, se u ilizó una me odología cuali a i a median e en e is as
semies uc u adas ealizadas a pe sonas que o man pa e de dis in os g upos. Los
esul ados des acan la necesidad de que las o ganizaciones abo den es as cues iones
con se iedad y espe o, pa a que no sean a adas únicamen e como es a egias de
ma ke ing, sino como comp omisos genuinos capaces de p omo e en o nos de
abajo más inclusi os y equi a i os.
Palab as cla e: Cul u a o ganizacional; O ganización; Di e sidad; Inclusión.
A cul u a o ganizacional como acili ado a da inclusão e di e sidade na o ganização
O ganiza ional cul u e as a acili a o o di e si y and inclusion in he o ganiza ion
La cul u a o ganiza i a como acili ado a de la inclusión y di e sidad en la …
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1.INTRODUÇÃO
Na sociedade a ual, o ema di e sidade e inclusão em sido bas an e discu ido,
especi icamen e, quando le amos em conside ação a agenda das o ganizações.
Di e enças demog á icas elacionadas a gêne o, aça, habilidade ísica,
o ien ação sexual, idade, e nia, his ó ia cul u al, en e ou os, êm impac os dos
quais e le em nos alo es, obje i os e pad ões é icos de uma o ganização,
moldando a sua cul u a o ganizacional. Pa a que odas essas di e enças sejam
acolhidas de o ma espei osa, a inclusão o na-se um componen e impo an e.
Inclusão e e e-se ao a amen o jus o de odos os g upos, onde odos se sen em
acolhidos, êm opo unidades iguais e es ão ep esen ados em di e en es
unções e ní eis den o da o ganização. A inclusão es á elacionada à pe cepção
de acei ação, p omo endo o sen imen o de se alo izado e bem- indo como
pa e da equipe em odos os ní eis. Po an o, a inclusão anscende a di e sidade
e sua e e i ação depende da ges ão adequada da di e sidade, de modo a c ia
um ambien e que pe mi a o pleno desen ol imen o de seu po encial na
ealização dos obje i os da o ganização (BASTOS; BORGES-ANDRADE; ZANELLI,
2004).
Le ando es es aspec os em conside ação, en ende-se a ele ância de a alia o
ema, is o que a emá ica pe meia a sociedade e e le e no me cado. Po an o,
o p esen e a igo em como obje i o iden i ica ca ac e ís icas de uma cul u a
o ganizacional que p a ica a inclusão e di e sidade. Sob a ó ica especi ica de
conhece a a és da análise de ela os o po encial que o alinhamen o en e
cul u a o ganizacional e inclusão podem p opo ciona pa a o desen ol imen o,
an o da o ganização, quan o do colabo ado .
Sendo assim, “Como a cul u a o ganizacional in luencia na inclusão e
di e sidade?” é a pe gun a de pesquisa que ege es e a igo e isa de ec a quais
polí icas de inclusão e di e sidade as emp esas abo dam em sua cul u a
o ganizacional e que podem ge a possibilidades de desen ol imen o pa a seus
colabo ado es e sua ma ca. Na mesma linha de pensamen o, busca es abelece
uma elação de simila idade en e o po encial de um ambien e di e si icado e
como a alo ização das di e enças e pa icula idades pode p omo e
alinhamen o e icaz de es a égias e obje i os, além de, di e encial compe i i o
no me cado de abalho.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1 Cul u a O ganizacional
A pala a cul u a possui o igem na an opologia social e em uma abo dagem
ge al aduz de o ma ampla expe iências, i ências e p á icas de qualque g upo
humano. Ou seja, o conjun o de conhecimen os, adições, alo es, c enças e
p á icas que são ansmi idos de uma ge ação pa a a ou a e molda a o ma como
os indi íduos i enciam e in e p e am o mundo ao seu edo . Assim, az se
possí el dize que cul u a ep esen a a he ança cole i a e a con ínua e olução
das o mas de ida e das exp essões humanas que ca ac e izam um de e minado
g upo social (TATAGIBA, 2022, p. 3). Na pe cepção de Del as (2017, p. 6) as
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o ganizações ca ac e izam um g upo de pessoas e, assim sendo, ambém
ap esen am sua p óp ia cul u a.
Uma o ganização é um conjun o de pessoas que a uam em uma di isão de
abalho com o in ui o de alcança um p opósi o comum, sendo assim um
ins umen o social po meio do qual as pessoas combinam seus es o ços e
abalham jun as pa a a ingi uma inalidade. Des a o ma, é possí el pe cebe a
g ande impo ância do papel das pessoas, dos g upos e das equipes no
compo amen o das o ganizações (CHIAVENATO, 2021, p. 28).
Dias (2012, p. 212) diz que a cul u a o ganizacional pode se in e p e ada como
uma subcul u a da cul u a mais ge al e que, en ão, pode se de inida como um
sis ema de alo es e c enças compa ilhados que in e age com as pessoas, as
es u u as da o ganização, os p ocessos de omadas de decisões e os sis emas de
con ole da composição pa a p oduzi no mas de compo amen o.
Segundo Ta agiba (2022, p.4) a cul u a é a pa e mais impo an e de uma
co po ação pois é esponsá el po odos os ou os elemen os que compõem a
o ganização. Da cul u a o ganizacional de uma ins i uição de i am as es a égias,
como con a a, que ipo de pessoas a ai, assim como, a manei a como os imes
e equipes se ão o ganizadas.
Além dos ínculos e encadeamen os que são i mados a a és da cul u a
o ganizacional, ambém oco e o desen ol imen o de no mas e egulamen os
que são impos os com o in ui o de o ien a e conduzi o compo amen o dos
colabo ado es. A pa i des a condu a os memb os da o ganização se adap a ão
à essência dela ajus ando suas ações con o me as o inas, es a égias e p á icas
de abalho ca ac e ís icas da p óp ia en idade (ARAÚJO; COSTA; FERREIRA, 2021,
p. 4).
Nas o ganizações, o depa amen o de ecu sos humanos em g ande
colabo ação na disseminação da cul u a o ganizacional da ins i uição po
in e médio de desen ol imen o de p og amas de in eg ação, einamen os e
desen ol imen o, ecompensas, a a és da elabo ação de pe is compa í eis
com os ca gos o e ecidos, paco e de bene ícios, en e ou as ações igualmen e
di ecionadas aos in e esses de sob e i ência do g upo (FONSECA, 2021, p. 93).
Desse modo, Dias (2011, p.17) en ende que semp e que alamos sob e cul u a
de emos e em men e a humanidade em oda sua iqueza e plu alidade de
o mas de exis ência, e ac escen a que ao ala mos sob e cul u a, ou cul u as, é
possí el con empla a di e sidade.
2.2 Di e sidade
A di e sidade em se o nado um ema de ele ância e deba es eco en es da
sociedade a ual, en e an o essa pau a exis e desde semp e g aças ao p ocesso
de colonização que p omo eu a o mação de uma população mundial
cul u almen e di e si icada e plu al. O e mo é ma cado po sua ab angência, já
que se en ende como a di e ença indi idual en e cada pessoa, podendo se
e e i à gêne o, idade, aça, o ien ação sexual ou eligião.
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Nkomo e Cox J (1998) comp eendem que pa a se e cla eza na linguagem e no
signi icado de di e sidade, há necessidade de es u u a melho o concei o, pois
o e mo ap esen a-se incomple o: di e sidade em quê?
Den e dezenas de inições do ema, Fleu y (2000, p. 20) des aca
Di e sidade é de inida como um mix de pessoas com iden idades di e en es
in e agindo em um mesmo sis ema social. Nesses sis emas, coexis em g upos
de maio ia e de mino ia. Os g upos de maio ia são os g upos cujos memb os
his o icamen e ob i e am an agens em e mos de ecu sos econômicos e de
pode em elação aos ou os.
Ao co elaciona mos a de inição da au o a com o cená io b asilei o a ual,
con i mamos a a empo alidade em suas pala as, pois ao longo da his ó ia nos
depa amos com g upos que o am ma ginalizados e excluídos do exe cício de sua
cidadania po se em quem são.
2.3 Inclusão e Ges ão da Di e sidade nas O ganizações
De aco do com Fleu y (2000), os p og amas de di e sidade o ganizacional
começam a despon a na his ó ia po ol a da década de 60 nos EUA com o
lançamen o do A i ma i e Ac ion, que co esponde às polí icas ocais que
alocam ecu sos em bene ício de pessoas pe encen es a g upos disc iminados e
i imados pela exclusão social des es na sociedade. No b asil, é um assun o
ela i amen e no o, endo seu despon amen o po ol a dos anos 90 g aças a
emp esas subsidiá ias de mul inacionais ame icanas, mas que não oco e po
imposição legal al qual é no con ex o no e-ame icano.
Pa a Gomes e Renne (2020, p. 33) a di e sidade é conside ada um a o
impo an e pa a o modelo de negócios de di e sas o ganizações. Con i e en e
as di e enças, sejam elas de gêne o, aça, e nia, o ien ação sexual, en e ou as
é um elemen o de g ande impac o nos esul ados co po a i os e ge a um negócio
esponsá el e sus en á el. Nes a linha de pensamen o, os au o es seguem
dizendo que as o ganizações êm um papel undamen al que consis e em
p omo e ans o mações ele an es que con ibuem pa a a mudança da
ealidade, seja a pa i de ações ocadas em seu público in e no ou pela a uação
posi i a nas suas elações com a cadeia de alo , seja po meio de sua p esença
nas comunidades em que ope a ou ao exe ce in luência posi i a sob e ou os
públicos.
Ges o es de di e sas á eas en endem que quan o mais he e ogênea a
composição de uma equipe, nos quesi os aça, gêne o, e nia, o ien ação sexual,
eligião, en e ou os, mais expe iências di e en es i ão compô-la, azendo
a iados concei os, ideias, isões de mundo e con ibuindo pa a a c ia i idade e
ino ação ão necessá ias no cená io co po a i o (ANTUNES; TOLDO, 2014, p. 2).
Gomes e Renne (2020, p. 28) en endem que a inclusão de g upos di e sos no
quad o das emp esas isa à implemen ação de p á icas que ge am alo pa a o
negócio p omo endo uma isão mais ampla e asse i a, sendo capaz ambém de
a ende a ques ões de esponsabilidade social.
Ao ol a mos o olha pa a a ges ão da di e sidade nas o ganizações é possí el
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a i ma que, quando execu ada de o ma e icaz, em a capacidade de amplia o
acesso da ins i uição a um eple o conjun o de habilidades, compe ências e
ideias. Essa abo dagem mais es a égica não apenas en iquece o ambien e
o ganizacional, mas ambém po encializa a ino ação e a capacidade de
adap ação da co po ação (JUDGE; ROBBINS, 2014, p. 22).
3. MÉTODO
O p esen e a igo em o obje i o de analisa a p esença da di e sidade den o
das o ganizações e como uma cul u a o ganizacional que, de a o, p a ica a
inclusão pode u iliza a ação de o ma es a égica pa a p opo ciona ambien es
de con í io mais saudá eis e a a i os. Sendo assim, pa a a ob enção do obje i o
especí ico, u ilizou-se pesquisa explo a ó ia-desc i i a que segundo Cale e e
Mo ei a (2006) ap imo a as ideias ou descob e in uições e em po obje i o
p imo dial a desc ição das ca ac e ís icas de de e minada população ou
enômeno. Quan o a abo dagem, oi u ilizada a quali a i a que pa a Cale e e
Mo ei a (2006) explo a as ca ac e ís icas dos indi íduos e cená ios que não
podem se acilmen e desc i os nume icamen e, o dado é e bal e cole ado po
obse ação, desc ição e g a ação.
3.1 Análise Bibliog á ica
Nes a e apa oi ealizada a análise de in es igação cien í ica ao edo do ema:
cul u a o ganizacional, di e sidade e inclusão nas o ganizações, a a és de
ma e iais acadêmicos como li os, a igos cien í icos, monog a ias e pesquisas
elacionadas.
3.2 En e is as Semies u u adas
Pa a ga an i a aplicação de uma abo dagem cen ada no público pe encen e,
ez-se adequado o uso de análise quali a i a a a és de en e is a com o ei o
semies u u ado e a écnica de análise de dados de Ba din (2011) que se di ide
em: p ó-análise, explo ação do ma e ial e o a amen o dos esul ados, e apas
que pe mi em a comp eensão, a u ilização e a aplicação de um de e minado
con eúdo. De o ma complemen a , F ase e Gondim (2004) des acam que a
en e is a de indi idual pode se indicada quando p e ende-se conhece os
signi icados, e assim, a isão de al pessoa a espei o de um enômeno de o ma
mais p o unda.
As pe gun as do o ei o das en e is as o am elabo adas pa a aze com que as
pessoas en e is adas pudesssem disco e sob e suas i ências e pe cepções a
pa i de suas expe iências den o da o ganização em que abalham ou em
o ganizações em que já abalha am. Pa icipa am das en e is as um o al de 14
pessoas pe encen es a di e sidade em ní eis de: gêne o, aça, e nia, o ien ação
sexual e de iciência.
O mé odo escolhido pa a as en e is as oi o de bola de ne e que em base na
A cul u a o ganizacional como acili ado a da inclusão e di e sidade na o ganização
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ede de con a os dos au o es e ede de elacionamen o desses con a os, de
aco do com Vinu o (2014, p.3) é uma manei a de amos a não p obabilís ica
onde pessoas cha e são localizadas pa a esponde e indica ou as pessoas que
possam ajuda espondendo a pesquisa, e assim, aumen ando o núme o de
in o mações a é a ingi a sa u ação eó ica (GLASER; STRAUSS, 1967).
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
A abela abaixo ap esen a o de alhamen o de cada pessoa que ez pa e do
p ocesso de cole a de dados, nela es á de alhada a idade e de que o ma a pessoa
se iden i ica com elação ao ema:
Tabela 1 – Ca ac e ís icas das pessoas en e is adas
En e is ados
Idade
Com elação à di e sidade
En e is ado S
26 anos
P e o e bissexual.
En e is ada E.S.
28 anos
Mulhe , p e a e pansexual.
En e is ado G.S.
27 anos
Neg o e gay.
En e is ado V
25 anos
Gay.
En e is ada T
30 anos
Mulhe , neg a e bissexual.
En e is ado G.L.
26 anos
Gay.
En e is ada D
30 anos
Mulhe , p e a e lésbica.
En e is ada R
25 anos
Mulhe e bissexual.
En e is ada F.M.
30 anos
Mulhe e bissexual.
En e is ada M.E.
20 anos
Mulhe , bissexual e a oman ica.
En e is ado C
29 anos
Neg o e gay.
Pessoa en e is ada F.C.
29 anos
Pa da, não-biná ia e bissexual.
En e is ada P
19 anos
Mulhe , bissexual e pessoa com de iciência (PCD).
En e is ada R.B.
43 anos
Mulhe , neg a e pessoa com de iciência (PCD).
Fon e: Au o es (2024)
Ao inaliza as en e is as oi ealizada uma ansc ição li e al de odas as espos as
e em seguida, u ilizando o mé odo de Flo es (1994), uma análise que consis e na
segmen ação, codi icação e ca ego ização dos echos ob idos du an e as
en e is as.
Segmen ação, codi icação e ca ego ização das en e is as.
Tabela 2 – Me aca ego ia “Cul u a o ganizacional alinhada à inclusão e di e sidade” (pa e 1)
Código
De inição da Ca ego ia
Unidades
PEPI
Inclui pe cepções de que
poucas emp esas de a o
[...]
R1 - A maio ia das emp esas não
es ão alinhadas e ambém não es ão p epa adas
pa a isso. P ecisa de pessoas [...]
Fon e: Au o es (2024)
A cul u a o ganizacional como acili ado a da inclusão e di e sidade na o ganização
O ganiza ional cul u e as a acili a o o di e si y and inclusion in he o ganiza ion
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Tabela 2 – Me aca ego ia “Cul u a o ganizacional alinhada à inclusão e di e sidade” (pa e 2)
Código
De inição da Ca ego ia
Unidades
PEPI
[...] p a icam a inclusão e
di e sidade
[...] mais capaci adas, pessoas mais le adas e que
ealmen e são aliadas da causa, não po uma ques ão
de ganho p óp io e sim po a inidade e ambém po
espei o.
R2 - A maio ia das emp esas ainda usam a inclusão na
o ganização como uma es a égia de ma ke ing e não
como uma cul u a en aizada pa a de a o alo iza a
di e sidade, en ão ac edi o que ainda não es eja
o almen e alinhado.
R3 - ... é ainda ol ada o almen e p o luc o. É mui o
mais ácil a u a quando ocê p a ica di e sidade, a é
po que além das di e enças que ocê pode ap o ei a
de cada pessoa, acaba que ocê ganha um des aque
ali no me cado e em ques ões sociais.
R4 - Ac edi o que não. Ainda não exis e igualdade
acial e de gêne o. Os melho es ca gos ainda são
ocupados po homens b ancos hé e o.
R5 - Po se uma pau a mui o discu ida, as emp esas
en am um pouco mais le a em conside ação, mas ao
mesmo empo em mui as alhas en e o planeja
uma emp esa mais di e sa e de a o acon ece a
inclusão e di e sidade naquele ambien e... se
impo am com a inclusão mas nunca acima do luc o e
isso a apalha mui o p a alcança essas me as.
R6 - Ainda há um longo caminho a pe co e . Isso
po que o me cado de abalho, em mui os casos,
ado a essas pau as com o in ui o de cump i me as,
sem oca , de a o, na p omoção de mudanças
signi ica i as no ambien e de abalho.
R7 - Nenhuma emp esa consegue es a 100%
alinhada em odos os aspec os de di e sidade,
ques ões de acessibilidade, equidade de gêne o, nem
udo se á a endido pela maio ia das Emp esas.
R8 - Acho mui o comum e nas emp esas, seja em
euniões, en e is as ou in eg ações, en e ou os...
emp esas a i ma em que são inclusi as e em p ol da
di e sidade, sendo que isso udo ai além da
con a ação (que con enhamos é ex emamen e
baixa).
R9 - Obse o, in elizmen e, que a maio ia das
o ganizações es á p eocupada em cump i co as
emp esa iais, e não em de a o ga an i a di e sidade
e inclusão de seus uncioná ios como uma
p eocupação social.
R10 - ... não se o uma pessoa com de iciência.
R11 - Ac edi o sim que exis e essa cul u a de a o, mas
de ido a uma lei que ob iga a inclusão de co as nas
emp esas pa a que as mesmas não paguem mul as.
Fon e: Au o es (2024)
A cul u a o ganizacional como acili ado a da inclusão e di e sidade na o ganização
O ganiza ional cul u e as a acili a o o di e si y and inclusion in he o ganiza ion
La cul u a o ganiza i a como acili ado a de la inclusión y di e sidad en la …
DOI: h ps://doi.o g/10.29327/10.29327/2384439.3.3-7
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Tabela 3 – Me aca ego ia “Alinhamen o da cul u a o ganizacional com a inclusão e di e sidade”
(pa e 1)
Código
De inição da Ca ego ia
Unidades
GEB
Inclui pe cepções de
bene ícios ge ados pela
p á ica
R1 - As pessoas, elas abalham melho quando
es ão elizes, não só elizes, quando elas ambém
sen em que a sua exis ência é espei ada. O
alinhamen o da cul u a com a di e sidade
au oma icamen e ai aze bene ícios sim pa a a
emp esa, po que as pessoas ão abalha melho ,
ão da o máximo de si p a ganho p óp io e
ambém p a ganho da emp esa.
R2 - Quando as pessoas se sen em incluídas e
alo izadas au oma icamen e em melho es
esul ados de pe o mance, engajamen o...
Quando se sen em ou idas, ge a mais ino ação e
c ia i idade a a és de suas ideias.
R3 - Não só em elação ao luc o mas
ambém ao capi al humano. Nós, quando uma
emp esa ela alo iza a di e sidade que ela em, ela
p omo e pessoas den o da di e sidade, ela
mos a que não exis em di e enças, não exis em
ba ei as pa a as pessoas, que cada um, odo
mundo consegue chega lá. Cla o, ainda al a
alguns de alhes, mas, sim, az mui o bene ício.
R4 - T az não somen e bene ício p a emp esa
como ambém
p a sociedade. É uma o ma de diminui o
p econcei o, amplia a isão e aze uma
di e en e pe spec i a pa a o ambien e de
abalho.
R5 - Quan o mais pessoas di e en es e engajadas
em p oje os di e en es e com i ências di e sas
en ol idas num p oje o, mais ico ele se á e
au oma icamen e essas pessoas ão que e inclui
ali mais pessoas, odas o mais a on ade possí el
e isso muda o ambien e de abalho de uma o ma
inimaginá el.
R6 - A p omoção da ino ação po meio de
di e en es pe spec i as pode esul a em soluções
c ia i as melho ando o ambien e de abalho e,
consequen emen e, aumen ando a sa is ação e a
p odu i idade dos colabo ado es. Além disso,
o na a emp esa mais a a i a pa a no os alen os
no me cado de abalho.
R7 - Tendo essa inclusão, a pessoa acaba
se sen indo a é um pouco melho po es a
naquele ambien e.
R8 - Quando uma emp esa es á comp ome ida
com a di e sidade e o e ece ecu sos pa a al é um
bom a a i o an o em aspec o p o issional (onde
g andes alen os compe em pa a pode aze
pa e da emp esa) quan o na isão do público,
dando isibilidade posi i a p a o ganização.
Fon e: Au o es (2024)
A cul u a o ganizacional como acili ado a da inclusão e di e sidade na o ganização
O ganiza ional cul u e as a acili a o o di e si y and inclusion in he o ganiza ion
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Figu a 1 – Relações da me alinguagem e os códigos
Fon e: Au o es (2024)
A pa i da análise das en e is as ealizadas com os indi íduos que são
a a essados com o eco e da di e sidade, pode-se e idencia que exis a de a o,
inclusão e di e sidade em ambien es co po a i os. É possí el iden i ica ,
p incipalmen e, polí icas de ec u amen o inclusi o, comi ês e campanhas de
di e sidade como p á icas ado adas pelas emp esas analisadas. En e an o, em
ou o momen o é e idenciado que al a o não se dá a im de p omo e a o es
como ino ação, e enção de alen os ou um clima o ganizacional ha mônico.
Den e as espos as, há uma p edominância de casos em que essas emp esas
acabam colocando em p á ica a inclusão e di e sidade pa a a alo ização da sua
imagem no me cado, ou apenas pa a o cump imen o de legislações abalhis as,
como exemplo: a lei de co as pa a pessoas com de iciência, demons ando um
descuido com a pau a e com seus colabo ado es.
Além disso, é ele an e des aca , sob e udo, a conside ação hegemônica dos
en e is ados a espei o do desempenho da lide ança como um a o
undamen al pa a que o p ocesso uncione e ge e bene ícios an o pa a o
emp egado, quan o pa a o emp egado . Assim como ci ado an e io men e em
pesquisas ealizadas, é uma unção que de e se execu ada isando a e icácia da
aplicação e o en iquecimen o do ambien e o ganizacional, al como sua
po encialização de ino ação e adap abilidade.
Em elação a como essas emp esas lidam com disc iminação e p econcei o no
me cado de abalho, apenas 2 en e is ados a i mam a p esença de um
p og ama de denúncias ou compliances, enquan o os demais ela am a ausência
e a é a banalização da pau a no co idiano. E quando analisamos as espos as
sob e a a a i idade de um ambien e que enha uma cul u a inclusi a bem
es u u ada, é unânime a conco dância que é jus i icada com um ambien e
acolhedo , que se mos a dispos o a aca a di e enças e p omo e a in eg ação
de alen os pensando no bem-es a do colabo ado .
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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pa i da análise dos dados cole ados e es udos ei os ace ca do ema, é
possí el cons a a que uma cul u a o ganizacional inclusi a é um a o cha e pa a
a ges ão de pessoas quando a aplicação é es u u ada e e icien e, isando não
somen e a p omoção da di e sidade, mas ambém um ambien e o ganizacional
mais ha mônico e ino ado . Sendo assim, ao alo iza di e en es pe spec i as e
expe iências, as o ganizações a endem a uma demanda social c escen e e
impac am o bem-es a de seus colabo ado es.
Apesa disso, o cená io ap esen ado na análise dos dados, demons a que, ainda
que a pau a enha ele ância na agenda das o ganizações, a aplicação de uma
cul u a inclusi a no dia a dia de uma o ganização p ecisa de ajus es ol ados às
suas c enças, alo es e no mas e o alinhamen o en e a eo ia e a p á ica, a
ges ão, lide ança e o colabo ado . Ademais, é undamen al que esse
p ocedimen o de melho ia seja con ínuo e que odas as pa es en ol idas
en ejam engajadas na cons ução de um ambien e que po encializa a sua
sus en abilidade, consciência social e bom ge enciamen o a longo p azo.
Es a pesquisa o nece base de es udos pa a planejamen os es a égicos na
ges ão de di e sidade e inclusão den o das o ganizações, podendo se ampliada
u u amen e com a u ilização de ou os mé odos e ecnologias pa a analisa os
no os cená ios, isando a segu ança, sa is ação e desen ol imen o da população
pe encen e.
REFERÊNCIAS
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abalho no B asil. Po o Aleg e: A med, 2004. p. 466 – 491.
"Os con eúdos exp essos no abalho, assim como os di ei os au o ais de igu as e dados, bem
como sua e isão o og á ica e das no mas são de in ei a esponsabilidade dos au o es."
“Os au o es do abalho decla am que du an e a p epa ação do manusc i o não o am u ilizadas
e amen a/se iço de In eligência A i icial (IA), sendo odo o ex o p oduzido e de
esponsabilidade dos au o es.”