scieee Science in your language
[en] (orig)

DO QUADRO À PRÁTICA: UMA EXPERIÊNCIA LÚDICA NO ESTÁGIO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Author: Neris de Carvalho Maciel, Karine
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17307652
Source: https://zenodo.org/records/17307652/files/1840-84266-16092025-152853.pdf
DO QUADRO À PRÁTICA: UMA EXPERIÊNCIA LÚDICA NO
ESTÁGIO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
Ka ine Ne is de Ca alho Maciel1
Resumo: O es ágio supe isionado p opo ciona di e sas ap endizagens e expe iências
aos licenciandos, sendo uma e apa undamen al na o mação de u u os p o esso es. A
i ência no ambien e escola pe mi e comp eende a dinâmica da sala de aula, a
ealidade dos alunos e a a uação dos docen es, além de possibili a a aplicação p á ica
dos conhecimen os adqui idos ao longo do cu so. Du an e o es ágio, é possí el explo a
di e en es me odologias de ensino, adap ando es a égias con o me as necessidades de
cada u ma.Nesse con ex o, os jogos didá icos se des acam como ecu sos pedagógicos
e icazes, capazes de o na o p ocesso de ensino-ap endizagem mais dinâmico e
signi ica i o. Du an e a disciplina, oi elabo ado um jogo didá ico inspi ado no
adicional jogo da memó ia, in i ulado Memó ia dos Nu ien es, com oco no ema dos
sais mine ais.Assim, o es ágio o na-se não apenas um momen o de obse ação, mas
ambém de expe imen ação e ino ação, sendo essencial pa a a o mação de p o esso es
e lexi os e p epa ados pa a os desa ios da educação a ual.
Pala as-cha e:Jogos didá icos. Me odologias. Es ágio Supe isionado.
1.INTRODUÇÃO
O es ágio supe isionado é de suma impo ância pa a a o mação dos alunos
du an e a g aduação. Segundo Sousa e Ma ins (2020), o es ágio nos cu sos de
licencia u a é conside ado um elemen o undamen al pa a a ap oximação do es agiá io
com a ealidade da educação básica. Dessa o ma, é possí el comp eende a linha de
pensamen o p opos a, de que o es ágio ep esen a uma e lexão sob e a p áxis, ao
p opo ciona a opo unidade de quem ainda não exe ce a docência ap ende com
aqueles que já a uam na educação (Pimen a; Lima, 2017).
O es ágio supe isionado ob iga ó io es á p e is o na ma iz cu icula do cu so
de Ciências Biológicas da Uni e sidade Es adual do Cea á e pode se ealizado em
escolas públicas ou pa icula es. Op ei po ealiza o es ágio em uma escola pública,
especi icamen e em uma escola localizada no bai o Joaquim Tá o a, em Fo aleza,
Cea á.
Buscando con ibui pa a e isão e complemen ação do ap endizado de
es udan es de 1ª sé ie do Ensino Médio, após a ealização de obse ação e egência
jun o à u ma, oi elabo ado e u ilizado um jogo didá ico sob e “Sais Mine ais”
11Licencianda em Ciências Biológicas, Uni e sidade Es adual do Cea á, ka ine.ne [email protected]
elacionado ao obje o de conhecimen o “Nu ição e saúde: as bases químicas da ida e
sua elação com a unção dos alimen os” p e is o no Documen o Cu icula Re e encial
do Cea á pa a o Ensino Médio (Cea á, 2021). A escolha do jogo como ecu so didá ico
baseou-se no econhecimen o da sua con ibuição pa a o na o ambien e da sala de aula
mais dinâmico e lúdico (Sousa; Diogo, 2024).
O p esen e ela o em como obje i o ap esen a como oi desen ol ido o es ágio
no Ensino Médio, com en oque em desc e e no desen ol imen o e a implemen ação
do jogo.
2.DESENVOLVIMENTO
O início do es ágio oco eu com o econhecimen o do local, que e e du ação de
4 ho as. Esse momen o oi des inado à explo ação dos espaços que a escola o e ece,
como labo a ó ios, ja dins, além de conhece os p o esso es e a coo denação. Ao inal
desse pe íodo, iniciou-se a e apa de obse ação, com du ação de 12 ho as. Du an e esse
empo, i e a opo unidade de acompanha as u mas mais de pe o e in e agi com os
alunos. Mui os deles pe gun a am quem eu e a e o que es a a azendo ali. Hou e, en ão,
um momen o des inado ao planejamen o das a i idades do es ágio, ambém com
du ação de 12 ho as. Após essa ase, e e início a egência que oi o momen o em que
comecei, de a o, a minis a as aulas. Essa e apa ambém du ou 12 ho as. Po im, o
es ágio oi ence ado com a aplicação do p oje o didá ico, que consis iu na elabo ação
de um jogo inspi ado no jogo da memó ia, abo dando o con eúdo que lecionei: sais
mine ais.
A segui , ealizou-se uma desc ição de alhada das di e en es e apas.
3.OBSERVAÇÃO
Du an e esse pe íodo, oi possí el obse a e ano a no diá io de campo a
dinâmica da u ma e como se da a a in e ação en e os alunos e a p o esso a. No ei que
as u mas dos e cei os anos e am bem di e en es do que eu imagina a, conside ando
que se a a a de um ano de es ibula . E am u mas que, em ge al, demons a am
pouco in e esse pelo con eúdo e a amen e in e agiam com a p o esso a.
Já a obse ação na u ma do segundo ano me pa eceu mais luida. Os alunos
e am mais in e essados e demons a am gos a das aulas da p o esso a. Ti e a mesma
imp essão na u ma do p imei o ano, que, apesa de se mais agi ada do que a do
segundo ano, possi elmen e pela maio p oximidade com o ensino undamen al, ainda
assim e a uma u ma pa icipa i a e en ol ida nas a i idades.
Figu a 1- Regis o de uma página do diá io de campo.
Fon e: Au o a(2025).
4.REGÊNCIA
O momen o da egência oco eu p incipalmen e com a u ma da p imei a sé ie
do ensino médio. Escolhi essa u ma po que, du an e o pe íodo de obse ação, achei-a
bas an e in e essan e. In elizmen e, meu pe íodo de egência oi bas an e co ido, pois,
de ido ao núme o ele ado de ho as dedicadas à obse ação, comecei a minis a as
aulas mui o p óximo do pe íodo de a aliações bimes ais.
Minha p imei a aula oi sob e enzimas. Apesa de se um con eúdo ex enso e
que os alunos ge almen e êm di iculdade pa a comp eende , oi necessá io abo dá-lo de
o ma ápida, pois em seguida ha e ia uma a i idade sob e o ema. Também abalhei o
con eúdo de sais mine ais e, em di e sos momen os, esol i ques ões e i ei dú idas
com a u ma.
Sen i que minha p imei a aula, po con a do ne osismo, não oi ão boa. Pe cebi
que os alunos não en ende am o almen e o con eúdo e p ecisei epe i di e sos pon os.
Além disso, não sen i oda a u ma ão ecep i a naquele momen o. No en an o, isso oi
mudando com o empo e, ao inal do es ágio, mui os alunos demons a am gos a das
aulas e ica am is es quando o pe íodo de egência chegou ao im.
5.PROJETO DIDÁTICO
Pensando em como adap a as ques ões desen ol idas em sala de aula pa a
algo lúdico, que pe mi isse aos alunos es uda em e se di e i em ao mesmo empo, oi
p opos o, na disciplina de P á ica como Componen e Cu icula IV, uma a i idade
ex ensionis a que pode ia se u ilizada como p oje o didá ico na disciplina de Es ágio. A
a i idade, seguindo a in e ação dialógica, necessá ia às a i idades de ex ensão, e e
como pon o de pa ida o econhecimen o, jun o da p o esso a supe iso a de es ágio e
docen e da escola, de po encialidades e demandas p io i á ias pa a o p oje o.
Dada minha expe iência com a u ma do p imei o ano e conside ando que o
con eúdo lecionado oi "sais mine ais", con e sei com a p o esso a supe iso a e, jun as,
decidimos que a melho opção se ia a aplicação de um jogo didá ico.
Com isso, elabo ei um jogo inspi ado no o ma o de “Jogo da Memó ia”, uma
ez que, segundo Fe ei a (1998), os jogos p omo em si uações semelhan es às da ida
eal. A p opos a oi desen ol e o jogo azendo, em uma ca a, elemen os do dia a dia
que con êm sais mine ais, e, na ca a co esponden e (o “pa ”), a unção especí ica desse
mine al no o ganismo (Figu a 2).
Figu a 2 - Exemplo de pa de ca as.
Fon e: Elabo ado pela au o a.
O jogo oi o almen e elabo ado na pla a o ma Can a, incluindo as imagens e o
layou . O con eúdo u ilizado como base oi e i ado de um ex o didá ico p oduzido pela
p o esso a supe iso a, que já ha ia sido abalhado com os alunos an e io men e.
As eg as e a dinâmica do jogo o am de inidas po meio de um manual de
ins uções (Figu a 3).
Figu a 3- Reg as do
jogo
Fon e: Au o a(2025)
No que se e e e à dinâmica de uso do jogo, decidida jun amen e com a
p o esso a, a u ma oi di idida em qua o g upos (a u ma possuía ce ca de 20 alunos).
Enquan o dois g upos joga am (Figu a 4), os ou os dois espondiam pe gun as sob e o
con eúdo que ha iam sido esc i as na lousa. Em seguida, eles oca am de unção.
O g upo encedo oi aquele que comple ou co e amen e o jogo no meno
empo. Pe cebi que a a i idade a endeu a odos os alunos, e eles demons a am mui o
en usiasmo com a expe iência. Todos pa icipa am a i amen e e o momen o se
ans o mou, de a o, em uma compe ição.
Os alunos gos a am an o da p opos a que decidi deixa o jogo com a p o esso a
pa a que ela pudesse eaplicá-lo u u amen e. A única coisa que eu muda ia se ia a
ges ão do empo. Sen i que os 50 minu os disponí eis pa a a aplicação o am co idos.
Assim, ac edi o que es ipula um empo limi e de ap oximadamen e 5 minu os po
equipe e ia sido o ideal.

Figu a 4 - Regis o de aplicação do jogo.
Fon e: Au o a(2025)
6.CONSIDERAÇÕES FINAIS
As expe iências i idas no es ágio con ibuí am signi ica i amen e pa a o meu
ap endizado e pa a o meu desen ol imen o pessoal e p o issional. Minha supe iso a
me ajudou bas an e e com mui a paciência du an e esse p ocesso, ap esen ando
me odologias e écnicas aplicadas em sala de aula. As i ências p opo cionadas po
esse es ágio o am impo an es pa a que eu desen ol esse di e en es pe cepções sob e
as si uações do co idiano escola .
Cada u ma é única, e ago a pude i encia de a o o ensino médio e comp eende
melho as di e enças em elação ao ensino undamen al. Foi uma expe iência
g a i ican e, que me pe mi iu ap ende cada ez mais.
7.REFERÊNCIAS
CEARÁ (Es ado). Documen o Cu icula Re e encial do Cea á: Ensino Médio.
Fo aleza, CE: SEDUC, 2021.
FERREIRA, Ma cilene Al es. O jogo no ensino de ciencias: limi es e possibilidades.
1998 San a Ma ia, UFSM, 1998, 374 . Disse ação (Mes ado em Educação)
Uni e sidade Fede al de San a Ma ia, San a Ma ia, 1998.
PIMENTA, Selma Ga ido; LIMA, Ma ia Soco o Lucena. Es ágio e docencia. 8. ed.
São Paulo: Co ez, 2017.
SOUSA, L. M. de; INDJAI, S.; MARTINS, E. S. Fo mação inicial de docen es de
biologia: limi es e possibilidades do Es ágio Supe isionado no ensino médio. P á icas
Educa i as, Memó ias e O alidade, . 2, n. 2, p. 1–12, 2020. DOI:
10.47149/pemo. 2i2.3668.
SOUSA, R. A. L. de; DIOGO, I. J. S. Tabulei o didá ico no ensino do Bioma Caa inga:
O lúdico como e amen a no p ocesso de ensino-ap endizagem. Educação, Ciencia e
Cul u a, . 29, n. 2, p. 1-15, 2024. DOI: 10.18316/ ecc. 29i2.10996