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[en] (orig)

Eu Me Lembro

Author: Coutinho, Aristeu Fernando
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17316837
Source: https://zenodo.org/records/17316837/files/1_Eu-me-lembro-Aristeu-Fernando-Coutinho.pdf
EU ME LEME-RO
AR15TEU
FERNANDO COUTINHO
pn<e( 'TÍ
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i
é
LV j-
TcTO ' 4o
,
Q
('
Ab iz-
3
edico es as
páginas a Mu ilo Cou inho Ramos,
mais conhecida po
Ij
Seu
Mu ilo, es emunha ocula des es a os e um g ande con ado de
his ó ias.
FERNANDO.
Mu ilo Cou inho Ramos
3
4
"Tenho an as eco dações como se i esse mil anos"
Cha les Baudelai e
I
Se cachaça osse o i ican e Ca iacica se ia e a de gigan es.
Di o Popula
Po que bebíamos? O a, na época Ca iacica inha dezoi o engenhos de
cachaça
e
só uma pada ia.
Fon ainha, Radialis a, Poe a
e
Filóso o.
Eis
o
caminho do homem: Semp e i me em di eção aos ba es.
P o ecia en eou ida no ba do E.C
B asil
4
5
Manacá
I
O
apelido dele e a
Manacá e a i ma a que eu que
o
ha ia in en ado. Pu a lenda.
Seu
nome e a Manoel Ca los, que sua
mãe com a den adu a ouxa p onuncia a
Manel Calo.
Tu u,
que e a seu izinho, en endeu e ado e
o
apelido pegou.
"Ce a ei a ele me in e pelou na ua e com uma oz emida e sibilan e me ez
a seguin e a i mação:" Fe nando, se
alguém lhe disse pa a i a odos os den es
e coloca uma den adu a, esqueça!"".
Manacá II
Uma a de Manacá me chamou no po ão da minha
casa
pa a oca mos umas
idéias. Ele
es a a
de saída
pa a uma es a de odeio. Con e samos sob e
amenidades e na saída
no ei que ele caminha a de o ma es anha, quase
mancando;
Pe gun ei: Manacá ocê es á mancando? E
ele na bucha: "Não Fe nando, bo as
no as de cowboy".
A
Maio Ga e
Benedi o Boquinha inha esse
apelido em i ude de e os den es salien es,
o
que p oje a a seus
lábios pa a o a. Fiquei uns empos sem ê-lo e ao
eencon a no ei que seus
lábios pa eciam inchados. Assus ei-me e pe gun ei de
cho e:
Fe nando: "Benedi o ocê machucou a boca?"
E
a espos a me ez a ca a cai no chão.
Benedi o Boquinha: "Não Fe nando, den adu a no a"
5

6
To qua o
Ele
e a
jo em, cabelo mui o c espo e lou o, inha um nome boni o, chama a-se
To qua o. Vendia pão pa a Seu
Mu ilo. Numa manhã chu osa To qua o aden a a
pada ia es indo uma única cáqui da an iga polícia mili a
Capixaba.
Logo
coloca am
o
apelido de "P aça
Velho*.
Passou
o
empo, To qua o oi embo a pa a
o
Rio de Janei o,
di igiu ônibus, oi
ped ei o e ol ou pa a Ca iacica
30 anos depois. Foi á pada ia de Seu
Mu ilo e
chegou chegando; Saudou Seu
Mu ilo e alou:
"Lemb a-se de mim, Seu
Mu ilo? Eu
sou To qua o."
Seu
Mu ilo com
o
so iso ma ei o ajei ou
o
g osso óculos e oi logo dizendo:
"Quan o empo P aça
Velho".
O
Ganso
Be o e a
jo em, mas
inha
o
linguaja e
o
modo dos an igos, usa a chapéu
dia iamen e como só os mais elhos aziam. Vindo da oça, i ia de ba ganhas
de animais e ou os negócios. Caminha a
gingando pa a en e e pa a ás
o
que
lhe endeu
o
apelido de "ganso".
Numa e a de pínguços ele e a abs êmio.
Be o inha uma namo ada e ela eclama a
com a mâe que ele só ala a de
negócios, ocas, ba ganhas e ela não sabia como man e a con e sa.
A mãe lhe disse:
olha minha ilha, ocê em que p olonga a con e sa,
pe gun e
a ele se e e luc o e c»
Di o e ei o. Em no o encon o Be o começou
o
papo.
Be o: Vendi minha égual
A namo ada indaga: ez bom negócio?
Be o esponde na bucha: omei no cu di e o
I
Fim do namo o.
6
7
A
c uz
(
) nome dele e a Wilson, inha
o
cabelo lou o e pen eado pa a ás como os
ni.i elhos.
É amos da mesma Idade e pelo so aque a as ado pa ecia se
do sul
do
país.
íamos
jun os ao cinema e oma amos umas ce ejas,
seu apelido e a
à
c uz".
Sua
mãe e angélica e mui o eligiosa ep o a a as
amizades e as
ce ejas.
Quando alguém pe gun a a po Wilson, cons e nada dizia: Ah,
Wilson, 'aquilo é
a minha c uz
"
Ficou
o
apelido.
O
Peso do Amo
Liliu
exe ce
a p o issão de pin o de pa edes e az ambém escul u as com es os
de á o es. P agmá ico e so ina, quando ai isi a uma namo ada, p imei o
passa
pelo undo do quin al da amada e le an a a bo ija de gás, se
ela es i e
cheia,
ele en a, se
es i e
azia,
ele ai embo a.
Ca ioca Hono á io
Zé
Ca lesso
e a uma igu a, nascido
e
c iado en e Pendanga e Pi aqueaçu,
es ia-se e ala a como ele imagina a se um maland o Ca ioca.
Caminha a
■
gingando de uma manei a es anha, ala a usando
o
p onome TU,
cabelo
emplas ado de b ilhan ina, anel eno me no dedo mínimo, na alha no bolso
de ás e a "pièce de
esis ance",
uma camisa
ol a ao mundo que segundo a
maland agem ca ioca,
des ia a os golpes de na alha,
Pe deu
a namo ada com
o
seguin e diálogo:
Zé
Ca lesso:
"Ma iana, u
já iu onça?"
Ma iana: "Não
José,
po quê?"
Zé
Ca lesso:"Po que
se
ocê ê, ocê se
caga"
7
8
Te as sem im
Nailo e a um g ande azendei o, inha alquei es de e as e no en o no de
Ca iacíca
possuía um eno me e eno, po odos conhecido como "Os pas os de
Nailo
"
.Ele
e a al o, bonachão e ala a uma ala a as ada. Vá ios ag egados
mo a am em suas
e as e en e eles
es a a
Zé Ba bei o e amília. Quando Zé
Ba bei o mo eu,
Nailo espe ou a semana passa
e como de p axe oi aze uma
isi a pa a le a as
condolências à iú a; Selou
o
ca alo e o ou na di eção da
casa
do inado, ao ap oxima -se da casa
encon ou a iú a que ebola a den o
de um bambolê e ao a is a
o
ca alei o oi logo g i ando:
Eíi
Nailoll.
No que Nailo, ab indo meio so iso disse:
"Que al a de sen imen o".
Os Pas os de Nailo
Ha oldo e a um homem mui o cla o, quase albino, zangado
e
mal-humo ado.
Em
ce a ocasião le a a
uma pequena e b a a boiada pa a os cu ais de Nailo. E a
uma boiada uim; de epen e
o
céu
escu eceu,
elampejou e começou a cai uma
chu a ina,
o
gado e os aquei os es a am
inquie os. A boiada elu a a a en a
no cu al, como se
soubesse
o
seu des ino. A c iançada oda sen ada nas ipas
do cu al, agua da a
o
des echo. (Agildo es a a en e elas)
Ha oldo
já esgo a á odo
o
seu epe ó io de pala ões, mas
o
gado não en a a
no cu al. Nis o um aio asga
o
céu;
Ha oldo, molhado,
zangado en im,
"empu ecido", saca
do e ol e que le a a
na cin u a
,
apon a pa a
o
céu e diz:
"São
Ped o, seu ilho da pu a, ocê manda ogo de lá que eu mando ogo de cá”
e e e uou seis
dispa os. A c iançada oda co e pa a
casa
,pa a se esconde
debaixo da cama.
Anos depois, Agildo con essou: "Pensamos
o
seguin e, Deus
ai manda um g ande aio pa a pega em Ha oldo e ai ace a odo mundo
que es i e p óximo, daí a ca ei a
"
8
9
Bu o Baio
Alenca
e a
i mão de Ha oldo, b anco de olhos azuis
mui o cla os,
al qual
o
mii.i j. Só
di e ia pelo bom humo e a o ácil, que adqui i a em i ude de e
mo ado po mui os anos no Rio De Janei o.
Vo a a
em odas as
eleições e ap o ei a a pa a isi a os amigos. Ce a ez um
g upo de o cedo es saiu de Ca iacica
pa a e um jogo no Ma acanã e esol eu
aze
uma isi a su p esa
a
Alenca .
Espe a am
po ele na saída
do p édio. Biano
se
escondeu a ás de uma banca de
jo nal e quando à pálida igu a su giu na
po a ia, g i ou
o
apelido que Alenca odia a e que ia
esquece ,
"Bu o Baio".
Alenca
olhou pa a os lados e não endo ninguém oci e ou:
"Só pode se
um ilho da pu a de Ca iacica"
Cajado Cu o
A nô e a i mão de Ha oldo e Alenca .
Semelhan e no semblan e e na palidez, só
di e ia deles pela pos u a e eu ada.
A nô inha um p oblema na coluna,
caminha a
com di iculdade apoiado num g osso cajado de g ama im,
Ce a ez depois
de uns agos, A nô do mia ecos ado numa cadei a no ba de
Luiz
.
Cláudio
Peixe
esol eu sacanea
com A nô, pegando
o
cajado e co ando
um pedaço. A nô aco dou, pegou
o
cajado e nos p imei os passos
no ou que
al a a
um pedaço, be ou odos os pala ões que sabia
e mais ou os que
in en a a; Luiz á
po a do ba ,
endo amanho ba ulho desaba a:
"Eu
ainda endo es á me da e ol o p a oça".
9
16
Mil inho
E a
a cópia iel do can o Mil inho e a é can a ola a pa ecido, numa ocasião na
p aia de Jaca aipe
sua esposa implo a a pa a que ele i asse a den adu a an es
de en a no ma e ol o.
Inú il.
Ele
me gulhou no ma agi ado e uma onda mais
o e
o
jogou longe. Saiu ôpego do ma , com a boca mu cha e pa cialmen e
a ogado e sua esposa
no ando a al a da den adu a lhe pe gun a:
"Cadê a sua den adu a?".
E
eio a espos a do sósia
de Míl inho:
"As
ondas do ma le a am".
A
Rede
Cabecinha e a anzino, epilé ico, bom de copo e uncioná io público
aposen ado, aumen a a a enda mexendo com
jogos de aza e uma pequena
agio agem.
En ão,
Delio eleg a is a
e
Cabecinha,
depois de mui os copos, esol e am pesca
Fo am busca a ede com Amau y. A ede e a an iga, g ande, ei a em ba ban e
g osso e com gua nições de pesada madei a. Começou à pesca ia e com
o
passa
do empo à ede encha cou o nando-se mais pesada.
Cabecinha
segu ando a gua nição da ede começou a a unda , Delio endo que ele se
a oga a g i ou: "la ga a ede Cabecinha";
E
Cabecinha quase a ogado esponde:
"Vai
p a pu a que
o
pa iu Delio!"
O
caixa
Zé Ba bei o po economia di idia a ba bea ia com um pequeno ba .
No undo
des e comé cio sua esposa cos u a a. Ce o dia ela no a a que a eguesia
aumen a a. Ela
escu a a
a ba ida da moeda sob e
o
balcão e
o
pedido: "uma
pinga", ela calcula a que só nes a a de o a endido umas in es pingas.
16

17
I
H‘pois
de echa a maquina de cos u a, oi e i ica
o
caixa
do ba e ho o izada
i' iu uma moeda. En ão,
ela olhou e iu Zé indo essonado na cadei a de
l
>d
bei o e en endeu udo.
Zé modi ica a a oz,
ba ia com a mesma moeda no balcão e en o na a a pinga.
Jasmin
Um pequeno ci co Tou ada se ins ala a há meses
nos a edo es de Ca iacica.
Tinha
uma a ação única, os ou ei os
Tes a
de Fe o e Pei o de Aço.
A
azão do
nome e a simples,
Tes a
de Fe o empu a a
o
boi com a es a e Pei o de Aço
com
o
pei o.
Naqueles empos sem ele isão
o
espe áculo
já du a a meses e os dois ou ei os
e am mui o aplaudidos po suas
audácias.
Mas inha um de alhe,
o
boi usado na ou ada e a um nelo e manso da
p op iedade de Nailo e cujo nome e a
Jasmin.
Es e
pa icipa a da pan omima
com os dois ou ei os encachaçados.
Numa a de Nailo in o mou à apaziada que chega a aos seus
cu ais um boi
semelhan e ao Jasmin,
só que bem b a io, Não deu ou a, os apazes em
su dina, oca am Jasmin
pelo ou o nelo e.
Ho a do espe áculo. En a am em cena
Tes a
de Fe o e Pei o de Aço, en a am e
o am lançados pelo nelo e zangado pa a o a do picadei o. Caídos
e
alqueb ados, Pei o de Fe o exp ime seu espan o dizendo mais pa a si do que
pa a
o
colega de ubado:
"Quá,
esse
não é
o
Jasmin!".
17
18
A mado, Es ou
Joaquim Come i e a de o igem i aliana, ala a um po uguês es opíado. Tinha
uns in e anos, bigodinho lou o e com uns olhos azuis
aguados, e a mais
zangado do que alen e.
Reza
lenda que ele namo a a a ás da ig eja e sua
namo ada no a a um olume na cin u a de Joaquim, es anhou e pe gun ou:
J
O
que é isso Joaquim?"«
E
Joaquim com um so iso mais ama elo que
o
seu bigode, esponde no seu
linguaja incado:
o
cabo da ga uchaW
A pa i daí, qualque menção à pala a cabo ou ga ucha, começa a uma b iga.
O
Soldado
O
Soldado Jo ge e a baixinho, anzino e de es a a con usão. Aman e de bole os,
semp e que podia, a a essa a
a p aça de Ca íacica
e se
di igia à Radio Di uso a
e pedia a Agildo pa a oca a sua música p e e ida, * So is
da minha do IJ na oz
de Onéssimo Gomes.
Mas sendo em
Ca íacica
semp e há um imp o iso. Cangu u se
emb iaga a
no amen e e p omo ia deso dem no ba de João
Pina.
Seu Menínínho, delegado
local, ale ado, manda
o
soldado Jo ge aze Cangu u à delegacia. Jo ge oi
en ando no ba e encon a Cangu u bêbado, u ioso e com on ade de b iga .
Agildo Ba bosa,
es emunha ocula ,
egis ou
o
seguin e diálogo:
Soldado
Jo ge: Cangu u, Seu
Menínínho pediu pa a ocê me acompanha a é a
delegacia.
Cangu u:
Eu não ou, po a nenhuma.
Soldado Jo ge:
Tá
bom, eu alo com Seu
Menininho que eu não e encon ei.
Pano ápido.
18
19
O que
é
a elicidade
(
) S
Ped inho e a
o
cole o local, e a a gen ileza em pessoa,
mas inha uma
piisão de en e ho í el e eclama a baixinho:
'Qualque dia des e eu engulo uma g anada".
P ecisando
de uma pessoa
pa a abalha em sua
casa,
di igiu-se pa a os pas os
ie Nailo onde mo a a Ve edino Bode com a amília. Ve edíno Bode bebia odas,
só
sua
mulhe que abalha a e
o
sus en a a. Ap oximando-se da casa
de
Ve edino
,
seu Ped inho se
depa a com uma eno me cagada pe o da ilha,
Olhando
o
eno me bolo ecal, seu Ped inho en e a esignação e a iloso ia,
b ada:
'
Is o que é um homem eliz, eu
já es ou icando quase p e o de an o come
ameixa
e cago umas míse as
bolinhas, enquan o Ve edino que só come eijão
com a inha az uma ma a ilha dessas"
P imei a
men e, uma boa a de.
Apolonio e a um senho de meia idade, bem cal o, ala a de manei a
ce imoniosa e empolada e azia se iço de limpeza de quin ais. Uma a de ele ai
à casa
de Manoel de He aclides pa a pedi
o
ca inho de mão emp es ado.
Manoel, dono do ca ó io de egis o anda a semp e ap essado e assobiando
cho inhos, só elaxa a
quando
joga a bilha no ba de João Pina.
Bilha que ele
azia
ques ão de dize "Bilha F ancês".
Nes e dia, Apolônio en a no ca ó io e encon a
o
S .
Manoel de saída
e segue
o
diálogo, Ca línhos Delegado que e a es agiá io ano ou.
Manoel: "Diga Apolônio,
o
que ocê que , pois es ou a asado"
Apolônio:
"P ímei amen e, uma boa a de"
Manoel:
"Boa a de Apolônio, mas, ale ápido que eu es ou de saída"
19
20
Apolonio:
"É
que eu ui limpa
o
quin al de Jaime
Amo im e ele me deu um
es o de lenha"
Manoel: "E
daí Apolônio?
"
Apolonio: "É
que
o
gás es á bem ca o e eu ou le a a lenha p a casa
pa a
cozinha
”
Manoel: "Apolonio, po a o , diga
o
que ocê que , po que eu es ou
a asadíssimo"
Apolônio: "É
que eu p eciso do ca inho de mão pa a anspo a a lenha"
Manoel: "Es á
bem Apolônio,
pegue
o
ca inho lá no quin al".
Apolônio: "Seu
Manoel, só mais uma coisa,
o
senho ai p ecisa do ca inho
pa a hoje?"
E
seu Manoel esba o ido, g i a:
Manoel: Nao Apolônio, pode ica com o ca inho,
é
um p esen e pa a ocê"
Apolônio: "Ob igado Seu
Manoel;
Que homem bom!'í
Fal ou A
He nandes bebia mui o. Numa manha de ca na al,
sen ado num banco que
ica a en e a ig eja ma iz e a Radio Di uso a de
Ca iacica,
ges icula a e
espi a a com di iculdade. Dona Es elinha
que ia a missa,
endo a si uação
in e pelou He nandes.
"He nandes, po que ocê não pa a de bebe ?"
E
He nandes esponde pa a que odos ou issem:
"ESTRELINHA,
EU
NÄO CONSIGO!"
20
21
O
G ande Medo
Du an e um cu o pe íodo, Luiz o nece a ma mi as pa a os p esos da delegacia.
(
,ii
linhos
T aí a,
depois de algumas ce ejas esol eu p o oca Luiz,
que
<
.ilmamen e lia
o
jo nal Ca linhos começou a a enga :
"I
uiz eu não enho medo de nada, eu enho co agem pa a qualque coisa,
meu
Cínico
eceio nes a ida é se um dia eu o p eso e i e que come a sua
ma mi a
I
uiz oi le an ando do seu
can o e com uma ca a e melha (
o
seu apelido e a
'o
Russo")
pegou debaixo do balcão uma gu ugumba, que e a um sou eni dos
empos em que lida a nos cu ais.
Mas Ca linhos
T aí a,
sen indo a i agem do empo, saiu co endo do ba .
P odu o de Expo ação
Biano e a a igu a mais conhecida em
Ca iacica.
A é hoje con am-se his ó ias a
seu
espei o. Ba bei o de p o issão, odo mundo gos a a dele, bom de copo,
gos a a
de odo ipo de
jogo, inha uma manei a especial de con a his ó ias e
aonde ele chega a começa am as
isadas.
Uma ez Biano comp ou uns peixes e
esqueceu-se
de paga .
O pescado insis iu e nada, pois Biano e a mes e em
in en a desculpas,
en ão
o
pescado desis iu da cob ança, mas esc e eu
uma
pequena o a e a ixou no ba de Me o eu; diz a o a:
ou
pedi ao go e no.
Pa a expo a
Biano
Manda
pa a o a da Ba a,
Ama ado num apo .
21

22
O
Boi Chi ão
Seu
Nhônho, pequeno p op ie á io u al endeu
suas
e as e comp a a uma
casa
na ua e passa a
a i e de Ju os Um dia ele endeu sua
úl ima ese a
inancei a,
o
Boi Chi ão.
O
Boi Chi ão e a um boi de ca o, mui o g ande e
pesado. Vendeu po um bom dinhei o, aplicou no banco e icou jogando sinuca
no ba de Luiz e comen a a:
"Boi Chi ão es e mês endeu an o"
Veio
o
plano Collo , a poupança oi seques ada e seu
Nhônho con inuou
jogando sinuca,
ama gu ado pela pe da do dinhei o.
Ted
Lo e ,
cachacei o e sem noção de nada, en a no ba de Luiz e endo
Nhônho
jogando, pe gun a em oz al a:
"Seu Nhônho, quan o endeu
o
Boi Chi ão?"
Te e
que acudi odo mundo pa a e i a
o
con on o.
Espelho Meu
O
jogo de ba alho seguia anquilamen e numa a de mansa de domingo,
no ba
de Luiz en a
Ted
Lo e com
o
seu cabelo a ipuá e pe gun a a Luiz:
'Luiz ocê em espelhinho de bolso?"
Luiz sem i a os olhos do
jogo diz:
"Não
Ted,
não enho não."
Ted
Lo e g i a num om desespe ado que ez Hé cules Eme ich deixa cai odo
o
ba alho.
"COMO LUIZ, VOCÊ NÄO TEM ESPELHINHO?".
22
23
Bananas Adi i ada
5
Amau i inha um pequeno bo eco onde endia bananas,
Não sei po qual mo i o
Amau i denunciou ao pai de Luiz Cama go, que ele es a a
umando, Luiz icou
quie o e pensou numa ingança.
Passado
uns dias pegou uma pequena
quan idade de p egos enquan o con e sa a
com Amau i, en ia a os p eguinhos
nas
bananas.
Passado
uns dias, um clien e eclama com Amau i que a banana que ele
comp ou es a a cheia de p egos. Amau i a ôni o icou com es a dú ida pa a
o
es o da ida, se pe gun ando como os p egos en a am nas bananas.
Só eu sei a espos a, pois Luiz Cama go me con ou.
I
Remembe
O meu a e nal amigo Bedinho, ce a ez me pe gun ou se eu eco da a os
nomes das boa es de
Ca apeba,
as p incipais e am:
Boa e A lân ica
(Pa a
os ín imos, Dino ah)
Boa e Lancas e
(Pa a
os ín imos,
Elza
Mendes)
Boa e Yolanda (Toda
ei a em madei a)
Boa e Ma ia de
Jesus
(A banda oca a "Nunca aos Domingos" em i mo de e o)
Boa e
Es ei inha (Toda
deco ada com es ei as;
se
pegasse
ogo, não sob a ia
nada)
Bi u e Es á em Chamas?
Sebas ião
e a casado com Bi u e. Saldanha
já bebido en a na pada ia de Seu
Mu ilo e olha a manche e do jo nal "Bei u e es á em chamas".
Saldanha
pensou,
pensou e cochichou pa a seu Mu ilo:"En ão Sebas ião es á odo queimado"
23
24
Recue dos
0
caminhão e a elho e embaixo dele Chico Missa en a a conse á-lo e ao
mesmo empo se de ende da sujei a que caia em seus
olhos. Na ca oce ia,
sen ado, Gebinho puxa a uma con e sa.
Eis
o
diálogo:
Gebinho: "Chico Missa ocê se lemb a do Pad e
Luiz?"
Chico Missa:
"Me lemb o Gebinho"
Gebinho:
"Chico Missa,
ocê se
lemb a quando a gen e e a co oinha?"
Chico Missa:
"Me lemb o Gebinho".
Gebinho: "Chico Missa,
ocê se lemb a quando Pad e
Luiz en abou nós dois?"
Chico Missa:
"Disso eu não me lemb o não Gebinho"
Ab a
- e Sésamo
Sebas ião
Guedes gua da a num paiol 60
sacas
de açúca
pa a ans o ma em
cachaça.
Du an e a gue a, es a a p oibido de ido ao acionamen o do açúca .
Sabendo dis o, um inimigo de Sebas ião
o
denunciou
ao delegado no a o na
cidade. Conhecendo a udez de Sebas ião,
ez chega po ias ans e sas
que
o
delegado i ia isi a-lo.
Es a a
a mado
o
con li o,.
Sebas ião e a iolen o e zangado, mas não e a bu o. Quando soube da no icia,
ancou
o
galpão e
jogou a cha e o a. Á a de eio e com ela
o
delegado.
Chegou, chegando.
Delegado: "Seu Sebas ião
eu ecebi uma denuncia que
o
Senho em 60 sacas
de açúca pa a ans o ma em cachaça".
Sebas ião: "Sim, eu enho".
"Posso
e " e uca à au o idade. Cla o que sím,
pode me acompanha disse
Sebas ião se di igindo ao paiol. Pegou
um molho de cha es
e en ou ab i .
Sabendo de an emão que a cha e
não es a a
ai.
24
25
N.
io conseguiu, ingiu es a
zangado e sacou
o
e ól e que semp e ca ega a na
(
in u a, des uindo
o
cadeado a i os, ab indo a po a e dizendo pa a
o
a ôni o
<
leíegado.
Sebas ião: "Ai es a
o
açúca ",
O delegado
já de saída
esponde.
Delegado: "A sua pala a bas a, eu só que ia sabe se
e a e dade"
E
picou mula.
O
jei inho dele
Na al a do que aze ,
Ba olo esol eu elabo a a lis a dos gays de Ca iacica,
Com a lis a p on a,
mos ou pa a odos. Cadu iu a lis a e pe gun ou:
—
Po que seu p imo Ríca dinho não es á na lis a?
Gaguejando, Ba olo espondeu:
—
não, ele não é gay não, aquilo é
o
jei inho
dele.
A on ade popula
Ju enal
e a
o
mo o is a de Seu
Mu ilo, mas Ju enal e a uma pes e, a ega a em
al a elocidade, anda a
na con amão, azia en egas a asadas ou e adas.
A eguesia es ila a.Um dia Seu
Mu ilo não aguen ou mais e esol eu demi i-lo
.
Segue
o
diálogo:
S.
Mu ilo
:
—
Ju enal eu enho que demi i-lo.
Ju enal
:
—
Mas, Seu
Mu ilo, eu gos o an o do senho .
S.Mu ilo
:
—
Eu
ambém gos o de ocê,
Ju enal.
Ju enal
:
—
En ão po que
o
senho ai me demi i ?
I
n ão eio
o
desaba o de Seu
Mu ilo:
Não sou eu que que o Ju enal,
é po o de Ca iacica.
25
32
Sexo Vege al
Z
....
é um igu aço. A é hoje é uma pessoa que ida na cidade.
Quando c iança
e e um pequeno p oblema de saúde. Não conseguia u ina ; Le ado ao pos o
médico, oi descobe o que
Z
...,
es a a
ansando com uma bananei a e a cíca
da plan a echa a a saída
de u ina .
D .
Vi gílio, depois de limpa a pi oca de Z ....
disse em om de b incadei a
,
Z ....
p ocu e ou a á o e po que com a bananei a é p oblema. Uma semana
depois ol a Z ....
odo assado,
D .
Vi gilio pe gun ou:
"O que hou e Z ..."
É
que Z ....
deixou a bananei a e pegou um mamoei o. P oblemaslí!
Cachaça Espe ança
Edinho Pe ei a e a dono da
cachaça
Espe ança,
cujo engenho ica a em
Ma ica á,
Ca iacica.
Edinho no a a
que ul imamen e
,
mesmo com as
o nei as
lac adas
o
olume de cachaça
diminuía da noi e pa a
o
dia. Como não ha ia
azamen os no anque
,
Edinho, agoniado com a si uação, esol eu ica
escondido no depósi o pa a e
o
que acon ecia. E
o
que ele iu
o
deixou de
boca abe a, "Benedi o Engenho,J
,
que e a uncioná io da casa,
en ou pelo
elhado, en iou um lençol no suspi o do anque e esp emeu a é enche uma la a.
Oh desg aça 111
32

33
Já Secou
Reza
a lenda que Biano ,
quando
jo em, só inha uma muda de oupa. I.nijo no
<ibado à a de ele manda a a mãe la a a oupa e ica a nu debaixo das
cobe as*
Vez
em quan o se
ou ia
o
g i o:
"Já
secou, mamãe?"
Lição de Economia
Chico Mendonça chamou Zé Ba bosa pa a conse a o elhado da casa.
Zé
Ba bosa
a aliou
o
elhado e disse:
-
Seu
chico é p eciso oca dois caib os po que es ão pa idos.
Responde
Chico Mendonça:
-
Não é p eciso oca não, emenda com uns pedaços de ipa.
Zé
Ba bosa
ai saindo de ininho e esmunga:
-
Chico Mendonça em umas economias pe igosas !!!
En ega Mo al
Cadu
esol eu mon a um açougue, mas com uma no idade, a ia en egas em
domicílio. Açougue mon ado, con ocou "Zé Mussum", que quando es a a sób io
e a
pin o e ele icis a. "Zé Mussum" en endeu
o
que Cadu que ia, pegou os
ma e iais e en e um gole e ou o pin ou a en e do açougue.
Á
a de quando Cadu chegou pa a e
o
se iço, encon ou "Zé Mussum"
do mindo en e os pincéis e as
in as, e esc i o na achada em le as ga a ais:
"
AÇOUGUE DO CADU
ENTREGAS
A
HOMICÍDIO"
33
34
T ansação do Fu ebol
Gaguinho mo a a com Dona Luzia
. Mo a a, pois Dona Luzia sus en a a
Gaguinho com a pensão que
o
inado deixou. To cedo aná ico do Bo a ogo,
Gaguinho ba izou
o
seu único ilho com
o
nome de Ama ildo. Ce a ei a
Gaguinho p ecisou de dinhei o e Dona Luzia
não deu.
Ele
pega
o
ga o o pela
mão e diz, na sua
ala cheia de gaguei a; Vô, ô, ou aze
i,i,
igual ao bo,bo
a ogo
,
ê ende Ama ildo, e saiu po a a o a.
A
ol a do Boêmio
Teodo o mo e a de mad ugada,
o
eló io ansco ia com pouca gen e que
con e sa a baixinho, em espei o ao de un o. Nis o en a Agildo Ba bosa,
bêbado, compungido e com passos
ce os, ap oxima-se do caixão e segu ando
i memen e as
mãos do inado mu mu a:
"Teodo o, des a ocê lemb a" e sol ando a oz mandou bala.
'
BOÊMIA, aqui me ens de eg esso"
Tônico Vi al
Seu
Chico Mendonça bei a a uns 90 anos, elho mas lúcido. Seu Apuco, de 80
anos, e a quem
o
auxilia a nos a aze es
domés icos. Um dia, seu Apuco aden a
a a mácia de Napoleão e pede;
-
Napoleão, me dê ou o asco des e emédio, po que seu Chico se deu mui o
bem com ele.
Napoleão ajei ou os óculos, olhou bem pa a
o
ó ulo que mos a a a e ígie de
um índio e disse:
-
Apuco, ocê es á dando óleo de pe oba pa a seu Chico.
34
35
A ma de Gue a
Inodo o e a Peixei o,
idoso, mas equen a a
o
ba de Me o eu conosco, Ele
gos a a
de chupa
o
osso do moco ó e não se
incomoda a de pedi , 'deixe
o
osso pa a mim4
*.
O a
o
ba de Me o eu e a uma usina de b incadei as e en ão
lilhinho esol eu p ega uma peça em Teodo a. Pegou-se um osso de moco ó e
lapou-se as
ex emidades com um miolo de pão e colocando no seu in e io ,
colhe adas de pimen a malague a. Pimen a ão o e, que Belesque e ce a ez
a i ma a: "Me o eu pode pa en ea
essa
pimen a como a ma de gue a".
P epa ado
o
osso, espe amos po Teodo a, que chegou e oi logo pedindo
o
osso.
Filhinho en olou um pouco e en egou a Teodo o, que pegou e deu uma
chupada ão o e que libe ou a pimen a oda de ez. Teodo a a egalou os
olhos, deu um be o e saiu co endo na di eção da o nei a.
Não espe amos po ele, odos ugi am.
O Aipim Du o
Hen ique Lo ação e a
o
p imo pob e da amília Schwab e
o
apelido p o inha do
meio de anspo e de Hen ique. E a
uma ca oça puxada po duas éguas, mais
pa ecia
uma
jangada, na e dade um ama ado de ábuas com duas odas com
ação
animal. Hen ique ala a len amen e e com a oz a as ada. Odia a
o
apelido, que espondia len amen e com pala ões cabeludos. Em sua ca oça
anspo a a e endia p odu os colhidos nos quin ais de
Ca iacíca.
Ce a ei a,
Hen ique endia aipim pa a seu
Ca linhos, quando um gaia o g i ou :"O aipim de
lo ação não amolece não !!!".
35
36
Lo ação gi ou
o
co po len amen e pa a esponde enquan o as senho as
abandona am as cadei as da calçada pa a não ou i a
espos a de Lo ação
:
"
Você
pega es e aipim ....
"
.
Já
inham odos co ido e
o
elho Ca linhos olhando o p odu o disse Hen ique
es e aipim eu não que o mais!!"
A Se es a Maldi a
Robe ico e a um apaz galan e. Bigodinho ino, óculos
Ray
Ban e oca a um
banjo nas
se es as.
A ilha do elho Pesso i es uda a em Cola ina e es a a
ol ando
pa a as
é ias em
casa.
Robe ico ombe eou
nos ba es da cidade que
a ia uma se es a
pa a a
jo em.
A
no icia chegou aos ou idos do elho Pesso i
que udo ou iu e nada alou. Chegou a noi e espe ada,
Robe ico se
ap oximou
do sob ado e sal ou a oz.
A
janela ab iu e, em ez da moça apa eceu
o
elho
Pesso i com um penico cheio de mijo a é as
bo das, que
jogou em cima de
Robe ico, enchendo odo
o
seu
banjo. Fim da se es a.
Lo e Yes
Milk
Amocim Lei e, p e ei o de São
Ma eus, esol eu i aos
Es ados
Unidos. Pediu
en ão ao seu auxilia pa a aduzi
o
seu nome pa a os Ame icanos.
T adução
:
"
Lo e yes milk"
Welcome
Amocim Lei e chegou aos Es ados
Unidos e oi ecepcionado com a seguin e
aixa: "Wellcome Amocim Lei e" Amocim Lei e iu, egis ou e icou calado,
Quando os Ame icanos ol a am a São
Ma eus, pa a e ibui a isi a,
Amocim se ingou os ecepcionando com a seguin e aixa
:
"Amocim Lei e
ambém come well
"
36
37
Economia de Gue a
X...
e a um pequeno come cian e em Ca iacica.
Mise á el ao ex emo, pe deu <i
esposa
po que ele passou a exigi que oda a amília
usasse
o
banhei o e só
desse
a desca ga no inal da noi e.
Ino ação
Em
um empo em que odos caça am
e
se
acha a uma coisa no mal. En ão oi
combinado
uma caçada.
Cabecinha conseguiu uma oupa camu lada, coisa nunca
is a
nes as bandas. Cabecinha ocou a oupa no ma o e co eu com sua a da
camu lada. Delio que
já inha omado odas, dispa ou i os na di eção do
caçado camu lado. Re ol ado, Cabecinha indagou a Delio a azão daqueles i os.
Respos a
de Delio: " Pensei
que e a um ga o do ma o !!!
"
O
Chei o
Biano não e a chegado a um banho, ce a ei a aden ou
o
o ó de Cas elinho
e le ou uma ga o a pa a os undos do o ó, Quando Biano a iou as calças
a
moça exclama:
HUMMM !!!.
Biano e ucou: G ande
??.
Ela
esponde: "NÃO
O
CHEIRO
!!!.
Robson é es emunha.
O
P og esso
Em
en e a casa
um caminhão abandonado com os pneus a iados e
o
ma o
omando con a. Segu ando um ciga o de palha e com as
calças
u adas pela
b asa do ciga o,
o
elho não des ia os olhos da suca a.
A
his ó ia é a seguin e:
O
elho anspo a a ca é em lo es de bu os, seus
ilhos
o
con ence am de ende os lo es de bu os e in es i num caminhão.
A gumen ando que anspo a iam de uma só ez a mesma quan idade de ca é,
37

38
que odos os animais
jun os.
E a
o
p og esso, udo se ia
moleza; Não oi bem
assim.
Como não ha iam es adas,
mecânicos,
peças
de eposição e pos os de
combus í el.
O
caminhão oi endo de ei os a é pa a de ez e ica encalhado
em en e da
casa,
se indo de ab igo pa a as galinhas.
Os ilhos abandona am
o
caminhão e os elhos com as
di idas e o am pa a
o
Rio de Janei o ganha a
ida.
O
elho ama gu ado ica a
oda a a de umando e com os olhos ixos na
ca caça en e ujada,
o
b aço
abaixa a
e
o
ciga o encos a a em suas
calças
,
queimando
suas
pe nas, en ão o elho
le ando a mão apidamen e e como aco dado de um pesadelo,
G i a a: "CAMINHÃO
É
O
QUE
FOI
MINHA
DESGRAÇA
II!"
A Pól o a
e
a Vaselina
A discussão no salão
de sinuca es a a
o e. A con usão começa a po causa
de
uma pa ida de sinuca. Dian e dos a oubos de alen ia dos
jogado es, Zé Lima,
jogou uma pá de cal na con e sa, com
o
seguin e di ado: " Meus amigos, depois
da in enção da pól o a e da aselina não exis e mais homem alen e, nem cu
ape ado" APLAUSOS.
38
39
u an e
T ês
anos
□
bloco Cacique Legal animou
o
ca na al de Ruu
em
Ca iacica.
Quem pa icipou ai elemb a as músicas. Jai inho
Teixei a
gua dou a le a delas.
Cacique pena oxa
1° Samba, 1978.
Au o : Go do.
Eu
sou
o
cacique pena oxa
Da
ibo mo ocha á
O cachimbo da paz na minha aldeia
É
p epa ado com umo legal.
Que cu ição Oh! Oh!
índio pa ece que oa
Fumo legal deixa índio na boa.
índio ê mundo ê mundo colo ido.
As
ezes
o
índio pensa
Que
o
índio es á pe dido
índio ala,
índio pula, índio g i a
É
a umaça do cachimbo que agi a.
39
40
A Vol a do cacique
legal
2°
Samba,
1979
Au o :
Waldomi o
O
cacique se
ap esen a no amen e
Sem
p econcei o con idando oda gen e
Com eu o ia e mui a empolgação
0
cachimbo na boca e a paz no co ação
Mo ocha á, mo ocha á
É
a ibo mui o louca que acabou de chega
Os gue ei os des a ibo es ende am a mao
Dando alo a quem é da oposição
Nosso g i o não é de gue a, é de amo .
E
a a ma que azemos é a nossa canção
!
Venham ocês pa icipa
En e
na onda deixe de opinião
Nós caciques e poe as
Fazemos
pa a ocê es e e ão
Ma e seu o gulho
Venha
i e seu ideal
Venha
pa a nossa
ibo
Que
o
cacique é legal
40
41
Velho
gue ei o
3
o
Samba,
1980.
Au o : Robe o Beleza.
Aí que saudades eu enho
Velho gue ei o Waldomi o
,
ai que saudades
Descanse
em paz g ande composi o
Hoje
o
cacique eunido
Can a em seu
lou o
Sabemos
que es á no céu
Oh! Ohl Fazendo samba com Noel
Hoje exis e saudade
Daquela elha amizade
Homem dos se e ins umen os
Amigo a odo
o
momen o.
Hoje
o
cacique legal
Lemb ando
o
seu nome
Faz
o
ca na al.
41