ANAIS DO FARMACODRAMA 2025:
es i al de ea o popula , pa ódia musical e
li e a u a de co del
BRAZ JOSÉ DO NASCIMENTO JÚNIOR
RAFAEL PEDRO DE SOUZA NASCIMENTO
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BRAZ JOSÉ DO NASCIMENTO JÚNIOR
RAFAEL PEDRO DE SOUZA NASCIMENTO
ANAIS DO FARMACODRAMA 2025: es i al de ea o popula ,
pa ódia musical e li e a u a de co del
PETROLINA - PE
UNIVASF
2025
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Dados In e nacionais de Ca alogação na Publicação – CIP
Fa macod ama (12. : 2025 : Pe olina, PE)
F233a
Anais do a macod ama 2025: es i al de ea o popula , pa ódia musical e
li e a u a de co del [ ecu so ele ônico] / O ganizado po B az José do Nascimen o
Júnio e Ra ael Ped o de Souza Nascimen o. – Pe olina, PE: UNIVASF, 2025.
111 p. : il.
Con ém ex o e o og a ias das ap esen ações cênicas, li e á ias e musicais.
ISBN: 978-85-5322-343-5
DOI: h ps://doi.o g/10.5281/zenodo.17534317
Inclui e e ências.
1. Mo ologia Humana – Psicod ama Pedagógico. 2. P omoção da Saúde. 3. Ciência
Fa macêu ica - Ex ensão uni e si á ia. I. Tí ulo. II. Nascimen o Júnio , B az José do.
III. Nascimen o, Ra ael Ped o de Souza. IV. Uni e sidade Fede al do Vale do São
F ancisco.
CDD 615.1063
Ficha ca alog á ica elabo ada pelo Sis ema In eg ado de Biblio eca SIBI/UNIVASF
Biblio ecá ia: Ana Paula Lopes da Sil a - CRB-4 - PE/2308/O
4
REITOR
P o . D . Telio Nob e Lei e
VICE-REITORA
P o ª. D ª. Lúcia Ma isy Souza Ribei o de Oli ei a
PRÓ-REITOR DE ENSINO (PROEN)
P o . D . Ma celo Sil a de Souza Ribei o
PRÓ-REITORA DE EXTENSÃO (PROEX)
P o ª. D ª. Michelle Ch is ini A aújo Viei a
COORDENADOR DO COLEGIADO DE FARMÁCIA (CFARM)
P o . D . Ma igilson Pon es de Siquei a Mou a
VICE-COORDENADORA DO COLEGIADO DE FARMÁCIA (CFARM)
P o ª. D ª. Xi ley Pe ei a Nunes
CONSELHO EDITORIAL
P o . D . B az José do Nascimen o Júnio (CFARM - Uni as )
P o ª. D ª. Rosemai y Luciane Mendes (CFARM - Uni as )
MSc. Ca men de Almeida Al es (PPGADT – Uni as )
MSc. Raimunda Pe ei a da Sil a (Sec e a ia de Educação – Bahia)
Esp. Rosidal a Va jão Robe o (Sec e a ia de Educação - Bahia)
MONITORES DA DISCIPLINA
Lo ena da Sil a Soa es ( olun á ia)
La issa F ancielle Ma ques San ana ( olun á ia)
Iasmin Macedo B i o B andão ( olun á ia)
Cla a Ellen Ribei o San a C uz ( olun á ia)
DISCENTES PARTICIPANTES
Discen es ma iculados na disciplina Ana omia e Emb iologia no semes e 2025-2
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RESUMO
O FARMACODRAMA 2025 oi um es i al de a es cénicas, li e á ias e musicais, ealizado
no dia 30 de ou ub o de 2025, no no Labo a ó io de Ana omia Humana da Uni e sidade Fede al
do Vale do São F ancisco, Campus – Cen o, com a pa icipação dos alunos do cu so de
Fa mácia da ins i uição. Essa ação de ex ensão e e como obje i o abalha emas da Saúde,
da Fa mácia, de Ana omia, His ologia e Emb iologia Humanas, de o ma lúdica e es imulan e,
u ilizando-se o Psicod ama Pedagógico, Tea o Popula , Li e a u a de Co del e Pa ódias
Musicais. A me odologia se baseou na dis i uição de emas en e os g aduandos, pa a o
desen ol imen o de o ei os ea ais, poesias popula es e pa ódias musicais, que se iam
ap esen ados a um público-al o de adolescen es escola es, com um empo de 30 minu os, po
cada encenação. Pa icipa am das ap esen ações 38 es udan es de g aduação, que o am
a aliados pelo p o esso da disciplina (Ana omia e Emb iologia), po meio de um ba ema
especí ico ( e anexo 1). Os g aduandos ap esen a am dois abalhos, a sabe : 1. Sis ema
ne oso e uso de d ogas líci as e ilíci as; 2. Sis ema geni al, Is ’s e g a idez não planejada na
adolescência. Pode-se a i ma que ações educa i as como es a con ibui na consolidação do
p ocesso ensino-ap endizagem, pois es imulam o abalho coope a i o e em g upo, o
ap endizado signi ica i o e a con ex ualização do ensino, já que buscam in eg a os
conhecimen os acadêmicos, aduzi os conhecimen os cien í icos pa a uma linguagem mais
popula e acessí el, co obo ando numa comunicação asse i a, num abalho cole i o e
colabo a i o, essencialmen e impo an e no desen ol imen o da p o issão Fa macêu ica.
Pala as-cha e: Educação em saúde. D ama ização. Ludicidade. Mo ologia Humana.
Ex ensão Uni e si á ia. Ensino em Saúde.
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SUMÁRIO
1. P oduções dos es udan es da g aduação ........................................................................ 7
2. Gale ia de Fo os do FARMACODRAMA 2025 .......................................................... 33
Anexo 1: Ba ema u ilizado no Fa macod ama 2025 ..................................................... 110
7
1. P oduções dos es udan es da g aduação
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TEMA 1: SISTEMA NERVOSO E O USO DE DROGAS LÍCITAS E
ÍLICITAS
Au o es: Alinny Almeida da Sil a San os, Anna Cla ah Coelho Alenca , Anna Raweny
Macedo Ca alho, An ony Wi ys Albuque que Alenca , Camilly Pe ei a Mo a, Da i Filho dos
San os Cos a Paes Landim, Gló ia Ma ia de Mou a Rod igues, Izabella dos San os Med ado,
La a Ma ia Liky Mo ais San ana, Le icia Fe nandes De Alenca , Luiz O a io Sil es e F ei as,
Luiza Vi o ia Souza Ne y, Ma ia Cla a da Cos a Sa ai a de Assis, Ma ia Fe nanda Ba os B i o,
Ma ysol de Sousa Mo ais, Monique Cecílio Mo ei a, Rosa Ma ia Pascoal Ama an e Cazuza,
S e any Ca olinny Fe ei a Regis Al es, S é ane Ba bosa de Lima, Rosemai y Luciane Mendes
e B az José do Nascimen o Júnio .
ROTEIRO DAS APRESENTAÇÕES
A ap esen ação oi desen ol ida como uma g ande d ama ização, in eg ando di e en es
linguagens a ís icas, como pa ódia, co del e ea o. O o ei o das ap esen ações oi es u u ado
de o ma c ia i a, simulando blocos de uma emisso a de ele isão, de modo a p opo ciona uma
na a i a dinâmica e en ol en e pa a o público.
1. Dose de Encon o - Sis ema Ne oso e o Uso de D ogas Líci as e Ilíci as.
Pa icipan es: Anna Cla a – Ap esen ado a (Fá ima Be na des) Aline – Con idada co delis a
ABERTURA ANNA (Fá ima): Bom dia, gen e! Es á começando mais um Encon o com
Fá ima Be na des! E hoje o ema é mui o impo an e: amos ala sob e o Sis ema Ne oso e
os e ei os do uso de d ogas líci as e ilíci as. Um assun o sé io, mas que p ecisa se alado com
in o mação e consciência. E p a deixa nosso p og ama mais especial, eu ecebo aqui a
co delis a Aline, que p epa ou um co del lindíssimo sob e o ema! An es do nosso co del,
amos en ende apidinho o que é o Sis ema Ne oso. Ele é o esponsá el po con ola odas
as ações do nosso co po, desde o que sen imos a é os mo imen os que azemos. Ele é di idido
em duas pa es: Sis ema Ne oso Cen al, que inclui o cé eb o e a medula espinhal, e Sis ema
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Ne oso Pe i é ico, que le a as in o mações pa a o es o do co po. Quando alguém usa d ogas
sejam líci as, como o álcool e o ciga o, ou ilíci as, como a maconha, cocaína e c ack essas
subs âncias in e e em na comunicação en e os neu ônios, a e ando o uncionamen o do
cé eb o. Com o empo, isso pode causa dependência, al e ações de humo , pe da de memó ia
e a é p oblemas g a es de saúde. E ago a, p a aze o ema de um jei o di e en e e cheio de
cul u a, con ido minha que ida Aline, que ai ap esen a um co del especial sob e o Sis ema
Ne oso e o Uso de D ogas.
ALINE (co delis a):
No se ão do conhecimen o
Vou ago a lhe ala ,
De um ema impo an e
Que p ecisamos lemb a .
Do sis ema ne oso humano,
Que az o co po unciona .
É ele quem comanda udo:
O pensa e o espi a ,
O anda , o so i , o sen i ,
O ala e a é sonha .
No cen o es á o cé eb o,
P on o p a nos guia .
O Sis ema Cen al é o che e,
Com a medula a abalha ,
Mandando sinais elé icos
P o co po odo a ua .
E o Pe i é ico, ligei o,
Co e p a mensagem le a .
Mas cuidado, meu amigo,
Com o que ai consumi ,
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6. Ence amen o:
An ony: Essas his ó ias mos am que, po ás de g andes a le as, exis em se es
humanos com emoções, p essões e desa ios. E quando o equilíb io do cé eb o é
queb ado, o co po odo sen e.
Ma ysol: Po isso, cuida da men e é ão impo an e quan o cuida do co po. As
d ogas podem a é pa ece uma solução ápida, mas, no im, elas deso ganizam
udo: o sis ema ne oso, os ho mônios e a é os sonhos.
An ony: E o e dadei o campeão não é o que ence mais, e sim o que cuida da
p óp ia saúde — ísica e men al. Colega: Valeu, pessoal! Esse oi o nosso GE
Especial: D ogas, Cé eb o e Co po! A é a p óxima!
4. P opaganda – PROERD
Conscien ização sob e o uso de d ogas líci as.
5. Escolinha da P o esso a Raimunda
CENA 1
P o esso a Raimunda: Bom dia, classeee!
Todos (em co o): Boooom dia, p o esso a Raimunda!
P o esso a Raimunda: Mui o bem! Hoje a nossa aula ai mexe com os ne os...
li e almen e! O ema é: Sis ema Ne oso e D ogas Líci as e Ilíci as! Quem di ia, hein? Na
minha época o máximo de d oga e a o “xa ope de boldo da mamãe”!
P o esso a Raimunda: Que o e se ocês es uda am! Vamos começa o in e oga ó io
cien í ico… digo, aulinha
CENA 2 - Zezé da Fa mácia
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P o esso a Raimunda: Zezé da Fa mácia, o senho que abalha com emédios... me diga:
o que é o sis ema ne oso?
Zezé: Ah, p o esso a, é ácil! É o sis ema que a gen e usa quando á ne oso, né? Tipo
quando o clien e chega g i ando na a mácia pedindo “aquele emédio da caixinha azul”!
P o esso a Raimunda: (olha p a u ma) Zezé, meu ilho… o sis ema ne oso é quem
con ola udo no co po humano — pensamen o, mo imen o, espi ação… Se ele pa a , a é
a a mácia echa as po as!
Zezé: Ahh, en endi! En ão o cé eb o é ipo o ge en e do co po?
P o esso Raimundo: Pe ei amen e! E ocê é o es agiá io que esqueceu o c achá!
CENA 3 – Dona Nêu a e os neu ônios
P o esso a Raimunda: Ago a, Dona Nêu a! A senho a i e dizendo que es á com os
ne os à lo da pele… en ão de e sabe o que são neu ônios?
Dona Nêu a: Ah, p o esso a, são ipo uns iozinhos de ene gia, né? Eu de o e uns mil
queimados! Po que olha... eu penso uma coisa, alo ou a, e no meio já esqueci o que ia
dize ! Mas é culpa do es esse, do ca é e do meu ma ido que deixa a oalha molhada na
cama!
P o esso a Raimunda: ( i) Quase isso, Nêu a! Os neu ônios ansmi em impulsos
elé icos — é assim que o co po se comunica. Mas no seu caso, acho que os ios es ão
desencapados!
Dona Nêu a: Ou o dia ui xinga meu ga o e chamei o mic oondas! E quando ui p ocu a
meu celula ... a a alando nele!
P o esso a Raimunda: É o “Wi-Fi ce eb al” caindo, minha ilha!
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CENA 4 – Tonhão e as d ogas líci as
P o esso a Raimunda: Tonhão do Ba , o senho que é especialis a em... “pesquisa
líquida”, me diga: o que são d ogas líci as?
Tonhão: Ah, p e esso a, essas eu conheço! Ce ejinha, ciga inho, ca ezinho… udo que
o po o usa p a elaxa ! Ainda on i de noi e iz um exp emen o cum eu me mo.
P o esso a Raimunda: Um expe imen o, é? E o esul ado?
Tonhão: Deu ce o a é o segundo copo... depois iquei com as pe na bamba, as is a aio,
mas oi só os “neu ônio” dando um empo!
P o esso a Raimunda: Pois saiba, Tonhão, que as d ogas líci as ambém causam
dependência e a e am o sis ema ne oso cen al. O álcool, po exemplo, dep ime o sis ema
ne oso, eduz e lexos e al e a o compo amen o.
Fe nandinha: E o abaco em nico ina, que causa dependência química, e ainda libe a
subs âncias óxicas que p ejudicam o cé eb o!
P o esso a Raimunda: Mui o bem, Fe nandinha! No a dez! Ah, cuidado com o me anol
iu Tonhão? En im... o senho ganha um pon o... de in e ogação!
CENA 5 – Fe nandinha e as d ogas ilíci as
P o esso a Raimunda: Fe nandinha sabidinha, nos ilumine: o que são d ogas ilíci as?
Fe nandinha: São aquelas p oibidas po lei, como maconha, cocaína e c ack. Elas al e am
o uncionamen o dos neu ônios, mudando os neu o ansmisso es — que são as subs âncias
que ansmi em mensagens no cé eb o. Podem causa dependência, danos ce eb ais e a é
le a à mo e.
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P o esso a Raimunda: Pe ei o! Quando a d oga en a, o cé eb o ica mais con uso que o
Zezé lendo bula de emédio gené ico!
Zezé: Ei, p o esso , eu sei le bula sim! Só não en endo o que é “uso pa en e al”...
P o esso a Raimunda: É o uso que passa longe de ocê, Zezé!
CENA 6 – Conclusão e mo al
P o esso a Raimunda: En ão, u ma, o sis ema ne oso é o maes o do co po. Mas,
quando a gen e abusa de subs âncias — líci as ou ilíci as — ele pe de o i mo e a o ques a
i a bagunça!
Dona Nêu a: En ão a é o ca é me deixa elé ica, p o esso a?
P o esso a Raimunda: Exa amen e, Nêu a! A ca eína é um es imulan e do sis ema
ne oso. Mas no seu caso, já eio u binada de áb ica!
P o esso a Raimunda: Lemb em-se, meus alunos: Cuida do cé eb o é melho que
qualque emédio. Quem usa a cabeça di ei inho, não p ecisa de “expe imen os de ba ”!
Todos em co o: Vi a o sis ema ne oso!
7. Plan ão – Consciência e Ação
Ap esen ado (Da i):
“Boa a de. Es á en ando no a o Plan ão Consciência em Ação, com in o mações u gen es
sob e um caso que chocou o país.
Nes a semana, dezenas de pessoas desapa ece am da egião conhecida como C acolândia,
em São Paulo.
Ho as depois, elas o am encon adas em clínicas de eabili ação.
Mas a inal, o que ealmen e acon eceu?
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Nossa epó e , Es é ane Ba bosa, oi a é o local e con e sou com uma das pessoas que
i iam essa ealidade.
Acompanhe ago a.”
CENA 2 — REPORTAGEM AO VIVO
Repó e (Es é ane):
“Boa a de, Da i. Nós es amos aqui na egião cen al de São Paulo, onde a mo imen ação
ainda é in ensa após a ope ação ealizada na C acolândia.
Segundo as au o idades, dezenas de dependen es químicos o am le ados pa a clínicas de
a amen o.
En e eles es á Ma ia Cla a, que acei ou con e sa com a gen e e con a um pouco da sua
his ó ia.”
Repó e :
“Ma ia Cla a, ocê i eu na C acolândia po quan o empo e como udo começou p a
ocê?”
Ma ia Cla a:
“Começou com cu iosidade, sabe? Eu ia meus amigos usando e acha a que não e ia
p oblema.
Mas com o empo, pe di o con ole... pa ei de es uda , me a as ei da minha amília. Foi um
undo do poço.”
Repó e :
“E como oi esse momen o da ope ação? Você lemb a do que acon eceu?”
Ma ia Cla a:
“Lemb o sim. Foi um sus o. A polícia chegou, a gen e oi le ado... e aí pe cebi que al ez
osse a minha chance de ecomeça .
Hoje ô em a amen o e en ando segui em en e, um dia de cada ez.”
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Repó e :
“Uma his ó ia de ecomeço.
P a ence a , o que ocê di ia p a quem pensa em expe imen a d ogas?”
Ma ia Cla a:
“Eu di ia p a não começa . Pa ece ino ensi o, mas des ói a ida da gen e.
E p a quem já á nesse caminho, p ocu e ajuda. Semp e em uma saída.”
CENA 3 — ENCERRAMENTO NO ESTÚDIO
Ap esen ado (Da i):
“Ob igado, Es é ane.
His ó ias como a de Ma ia Cla a mos am que o ício em d ogas é um p oblema social e
de saúde pública, que p ecisa se a ado com empa ia e acolhimen o.
As ações na C acolândia eacendem o deba e sob e o uso de d ogas e o acesso ao
a amen o.
Esse oi o Plan ão Consciência em Ação.
A é a p óxima — e lemb e-se: a in o mação ambém sal a.
Cuida da men e ambém é cuida da ida.”
8. Vale Tudo
CENA 1 — O SILÊNCIO DO FIM DE TARDE
(Heleninha es á sen ada, gi ando o inho no copo. A exp essão é dis an e. Tia Celina
en a, olhando com e nu a.)
TIA CELINA (baixinho): Heleninha... ainda é cedo p a bebe , minha ilha.
HELENINHA (sem olha ): Cedo p a quê, ia? Não exis e ho a pa a o so imen o.
TIA CELINA: Ainda é empo p a ecomeça .
HELENINHA ( indo com i onia): Recomeça ? Ah, pelo amo de Deus... quem já se
a ogou an as ezes não ol a p a bei a do io p a nada .
(Pausa. Celina se ap oxima de aga .)
TIA CELINA: Mas ol a p a espi a . E é isso que ocê p ecisa: espi a .
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CENA 2 — A VISITA INDESEJADA
ODETE: Vejo que o elho i ual con inua... ga a a, copo e d ama.
HELENINHA (sa cás ica): Boa a de p a ocê ambém. Que uma bebida/copo?
ODETE (seca): Não. Alguém aqui p ecisa man e a lucidez.
TIA CELINA ( en ando apazigua ): Ode e, não é o momen o p a—
ODETE: O momen o é pe ei o, Celina! Alguém p ecisa ala o que ninguém em
co agem: Heleninha es á se des uindo, e le ando o nome da amília jun o!
(Heleninha i com deboche, mas os olhos ma ejam.)
HELENINHA: Ah, Ode e, semp e p eocupada com “o nome da amília”. Que ia e se
osse ocê se es i esse sendo consumida.
ODETE: Au opiedade não é a amen o, minha ca a.
TIA CELINA: Ode e! A do dela é eal.
ODETE: E o inho ambém. Reais e insepa á eis, pelo is o.
CENA 3 — ENTRE CULPA E COMPREENSÃO
CELINA: Pelo amo de Deus Ode e!
ODETE: Deus não em nada a e com isso, Celina.
CELINA: É, mas ocê ala da Heleninha como se ela osse um p oblema!
ODETE: Pio ocê que ala como se ela não osse!
HELENINHA: Se á que dá pa a lemb a que eu es ou no mesmo cômodo e pa a de
ala de mim?
ODETE: E eu es ou men indo? Eu sou sua mãe, posso não se a melho mãe do mundo,
mas eu e conheço.
CELINA: Chega Ode e! Você es á passando dos limi es.
ODETE: Meu bem, de es o se po ado a de no ícias uins, mas ocê acha que ai pa a
onde sendo uma bêbada inco igí el?
CELINA: Bêbada não!
ODETE: Que di e ença az chama de bêbada, alcoóla a, pinguça, pé de cana? Se isso
mudasse alguma coisa, se esol esse o p oblema, eu chama a a doença da Heleninha a é
de meu amo !
HELENINHA: Eu que o que as pessoas gos em de mim pelo que eu sou.
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ODETE: Ah, en ão ocê em que melho a mui o, meu bem. Po que ocê pode a é se
p eocupa com ocê em p imei o luga , mas pa a as pessoas se p eocupa em com ocê,
elas p ecisam exis i do seu lado. E do jei o que ocê es á se compo ando, andando po
aí ei o uma pinguça...
HELENINHA: Foi uma ecaída.
ODETE: Não, não oi ecaída. Fo am cen enas de ecaídas. Você não pa a de manipula
as pessoas com as suas ecaídas. A sua ia á há dois dias sem do mi , ocê que que ela
mo a?
HELENINHA: O que? Meu Deus, cla o que não!
ODETE: Que que é, Heleninha? Você que que eu enha pena? Eu não enho pena de
ocê. Nenhuma pena. Você acha que a sua do é maio que udo? Pois eu ou e con a
uma coisa: não é! Tem pessoas passando ome, pessoas na misé ia, pessoas, sei lá mais,
o que que acon ece com esses mise á eis. Você em udo e não pa a de p ecisa . Você
não pa a de manipula as pessoas, minha ilha. Você p ecisa pa a com isso! Eu não sei
que p essa é essa pa a acaba com seu casamen o com I an.
HELENINHA: Me ajuda, mãe! Po a o ! Eu ou muda ! Eu que o muda !
ODETE: Pa a com isso! Pa a de ca a al a! Eu não sei mais o que aze . Eu não enho
mais o que aze . Eu já iz de udo! Eu paguei as melho es escolas, os melho es cu sos,
as melho es in as, as melho es e apeu as. Só em uma solução pa a sua ida,
Heleninha: É ocê pa a de se uma bêbada.
HELENINHA: Mãe!
ODETE: Mãe, nada! É isso, ou en ão ocê se muda di e o pa a a clínica. Pa a mim, udo
bem, a gen e se adap a. Eu mando cons ui uma casa pa a ocê den o da clínica. Quem
quise ai lá e e . É isso que ocê que ?
HELENINHA: Não, não! Eu não enho como mo a den o de uma clínica. Sou casada
com I an, eu não enho como mo a !
ODETE: Ah, minha ilha, mas do jei o que ocê es á indo, nesse i mo, ocê não em
como se casada com I an, nem o a da clínica. Po que ocê es á des uindo esse
casamen o. Você em mania de des ui as coisas, ocê em que pa a com isso!
HELENINHA: A ques ão, mãe, é que pa a alguém e des ui , ocê p ecisa es a
in ei a, e eu já passei desse pon o.
ODETE: En ão me diga Heleninha, o que eu posso aze pa a ocê se ee gue ?
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CELINA: Vamos en a clinicas, en a udo. Opções não al am. Não amos deixa
ocê se a unda nesse icio ou en a em dep essão.
ODETE: Mas aí é di ícil meu bem, po que pa a en a em dep essão p ecisa p imei o
sai dela, não é?
CELINA: P a ocê udo é ácil não é Ode e? Você não consegue dize nenhuma pala a
de apoio, mesmo endo sua ilha na si uação que es á! Heleninha es á com um
p oblema, p ecisa de ajuda, udo que nos cabe é apoiá-la!
ODETE: Apoio? Apoio nunca al ou p a ela, o que al ou é on ade! Fal a ela que e
sai do bu aco que es á e isso só ai acon ece quando ela oma ciência da ida. Po que
ou ela oma um choque de ealidade ou nunca ai sai da mesmice desse icio.
HELENINHA: Minha mãe é pio que a sociedade ia Celina, não adian a discu i ...
CELINA: Adian a sim! Po que ela não sabe lida com ocês e ica u ilizando dessas
ases acidas.
ODETE: A é po que seu mundinho açuca ado conseguiu aze a Heleninha deixa de
se uma iciada.
HELENINHA: Deixa-a ia, deixa... eu ou, eu ou en a , eu p ome o, amos consegui
CELINA: A Heleninha p ecisa de apoio, uma boa jun a medica, odas de apoio e se o
p eciso, amos en a com medicamen os, udo o que o médico e o psicólogo decidi em
nós amos segui .
ODETE: E ocê Heleninha, ai que e muda ? Abandona o ício de ez, seguindo o
a amen o? Po que p a muda , o p imei o passo é que e .
HELENINHA: Você nunca mais ai me de ini pelo meu ício, po que eu ou supe a
ele. E eu ou consegui .
CELINA: Nós amos p ocu a uma clínica amanhã, po que pa a muda , ale udo.
9. Pa ódia – Ga o a de Ipanema (Tom Jobim)
Olha que coisa mais linda, mais cheia de g aça
É a ciência que em e que passa,
O sis ema ne oso a a ua .
Do co po é comando, en ia o sinal,
Pela medula e onco cen al,
25
No cé eb o udo ai se liga .
Ah... po que a d oga exis e?
Ah... e o e ei o pe sis e...
Ah... o dano é eal,
A dopamina sobe demais,
T az um p aze
Que logo se ai,
Mas quando a d oga chega, udo se al e a,
O cé eb o sen e, a men e acele a,
Neu o ansmisso ai alha
Vai alha
Vai alha
32
Jun os azem pa e do ciclo!
We will, we will— p o ec you!
We will, we will — each you!
Eng a ida não é o único dilema.
Cuidado com as ISTs, p e ina esse p oblema!
Hepa i e, sí ilis, HIV ambém…
P ese a i o é a solução, meu bem!
We will, we will — p o ec you!
We will, we will — guide you!
Sem p e enção, pode acon ece …
G a idez pode se pe igoso p a ale !
Pílula, DIU, mé odo na u al…
Con e sa e espei o é essencial!
We will, we will — p o ec you!
We will, we will — educa e you!
APÓS O CORDEL E PARÓDIA, APRESENTAÇÃO NO ESTANDE, TENDO UM
APROFUNDAMENTO DO SEGUNTES TEMAS:
• SOBRE O SISTEMA GENITAL.
• AS IST’s.
• METÓDOS DE PREVENÇÃO.
ATENÇÃO! ESSE ROTEIRO SERVE PARA GUIAR OS ALUNOS QUE VÃO ATUAR
NA PEÇA. PARA GARANTIR MAIOR NATURALIDADE NA APRESENAÇÃO,
TODOS OS DISCENTES DEVEM ESTUDAR O CONTEÚDO PARA TER
CONSCIÊNCIA DO QUE ESTÁ SENDO ABORDADO NESSE TRABALHO.
NENHUMA FALA FOI DECORADA FIELMENTE.
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2. Gale ia de Fo os do FARMACODRAMA 2025
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