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CUIDADO OBSTÉTRICO HUMANIZADO PARA PESSOAS TRANS E NÃO BINÁRIAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Author: Editora Saúde Vital
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17496413
Source: https://zenodo.org/records/17496413/files/1.pdf
1.
CUIDADO OBSTÉTRICO HUMANIZADO PARA PESSOAS
TRANS E NÃO BINÁRIAS: UMA REVI
HUMANIZED OBSTETRIC CARE FOR TRANS AND NON
EIXO TEMÁTICO: Di e sidade, Equidade, In e seccionalidade e Jus iça Rep odu i a.
G aduanda em En e magem pela Cen o Uni e si á io da Faculdade de Tecnologia e Ciências
Dou o a em Saúde Pública
RESUMO
In odução:
A ansexualidade e a não
que desa iam os pad ões soc
his ó icos, que ainda elacionam o p ocesso de ges ação e o pa o às mulhe es cisgêne o,
di icul ando o acesso à saúde ep odu i a de homens ans e pessoas não
Analisa e discu i p á icas na obs e ícia pa a p omoção da equidade de gêne o com oco na
população ans masculina e não
na a i a da li e a u a, a busca, aplicada à es a égia PICO, oi ealizad
ele ônicas PubMed e SciELO. U ilizou
esul a am na seleção de 16 es udos publicados e o ganizados em ca ego ias emá icas.
Resul ados e Discussão:
população como o p ocesso ges acional soli á io, ma cado po ince ezas quan o ao
momen o do pa o e as ans o mações ísicas e psíquicas associadas, o aumen o da dis o ia
de gêne o na ase ges acional e pue pe al, o p ocesso de amamen ação, que e
socialmen e à igu a eminina, e o es igma ins i ucional p esen e em alas p o issionais e a
inadequação do cuidado. Apesa disso, há pessoas que conseguem essigni ica a
expe iência da ges ação, e no pue pé io, da amamen ação.
se que a a és desse es udo iden i icou
capaci ação da equipe mul idisciplina , a c iação de p o ocolos de saúde especí icos e a
7
CUIDADO OBSTÉTRICO HUMANIZADO PARA PESSOAS
TRANS E NÃO BINÁRIAS: UMA REVI
SÃO INTEGRATIVA
HUMANIZED OBSTETRIC CARE FOR TRANS AND NON
-
BINARY PEOPLE: AN
INTEGRATIVE REVIEW
EIXO TEMÁTICO: Di e sidade, Equidade, In e seccionalidade e Jus iça Rep odu i a.
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Fede al de
Giseli do Nascimen o Sil a
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Fede al de Se gipe
And essa Vi ó ia Mo aes Mo a
G aduanda em En e magem pela Cen o Uni e si á io da Faculdade de Tecnologia e Ciências
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Fede al de Campina G ande
B una Ca olina de Cas o Guima ães
Especialis a em En e magem Obs é ica pela Uni e sidade Fede al da Bahia
Vi ó ia Souza dos San os
G aduanda em En e magem pela Uni
Le ícia dos San os Pimen a Rod igues
Pós-
g aduanda em En e magem Obs é ica pelo Cen o Uni e si á io UniSan aC uz
Ma ia F ancisca de A agão Mendes
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Es adual da Pa aíba
Gigliola Ma cos
Dou o a em Saúde Pública
-
Fundação Oswaldo C uz e Docen e Associada II da Uni e sidade Fede al de Campina G ande
A ansexualidade e a não
-
bina iedade são exp essões de iden idade de gêne o
que desa iam os pad ões soc
iais. A aje ó ia da p á ica obs é ica e le e aspec os sociais e
his ó icos, que ainda elacionam o p ocesso de ges ação e o pa o às mulhe es cisgêne o,
di icul ando o acesso à saúde ep odu i a de homens ans e pessoas não
Analisa e discu i p á icas na obs e ícia pa a p omoção da equidade de gêne o com oco na
população ans masculina e não
-biná ia. Me odologia:
O abalho consis e em uma e isão
na a i a da li e a u a, a busca, aplicada à es a égia PICO, oi ealizad
ele ônicas PubMed e SciELO. U ilizou
-
se de desc i o es e c i é ios especí icos que
esul a am na seleção de 16 es udos publicados e o ganizados em ca ego ias emá icas.
Os esul ados demons am as di iculdades i enciad
população como o p ocesso ges acional soli á io, ma cado po ince ezas quan o ao
momen o do pa o e as ans o mações ísicas e psíquicas associadas, o aumen o da dis o ia
de gêne o na ase ges acional e pue pe al, o p ocesso de amamen ação, que e
socialmen e à igu a eminina, e o es igma ins i ucional p esen e em alas p o issionais e a
inadequação do cuidado. Apesa disso, há pessoas que conseguem essigni ica a
expe iência da ges ação, e no pue pé io, da amamen ação.
Conside ações
se que a a és desse es udo iden i icou
-
se alhas ins i ucionais impo an es, que exigem a
capaci ação da equipe mul idisciplina , a c iação de p o ocolos de saúde especí icos e a
CUIDADO OBSTÉTRICO HUMANIZADO PARA PESSOAS
SÃO INTEGRATIVA
BINARY PEOPLE: AN
EIXO TEMÁTICO: Di e sidade, Equidade, In e seccionalidade e Jus iça Rep odu i a.
Bea iz A aújo Lima
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Fede al de
Campina G ande -UFCG
Giseli do Nascimen o Sil a
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Fede al de Se gipe
- UFS
And essa Vi ó ia Mo aes Mo a
G aduanda em En e magem pela Cen o Uni e si á io da Faculdade de Tecnologia e Ciências
- UNIFTC
Ly ia de Lima Sil a
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Fede al de Campina G ande
-UFCG
B una Ca olina de Cas o Guima ães
Especialis a em En e magem Obs é ica pela Uni e sidade Fede al da Bahia
- UFBA
Vi ó ia Souza dos San os
G aduanda em En e magem pela Uni
e sidade Ti aden es
Le ícia dos San os Pimen a Rod igues
g aduanda em En e magem Obs é ica pelo Cen o Uni e si á io UniSan aC uz
- USC
Ma ia F ancisca de A agão Mendes
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Es adual da Pa aíba
-UEPB
Gigliola Ma cos
Be na do de Lima
Fundação Oswaldo C uz e Docen e Associada II da Uni e sidade Fede al de Campina G ande
bina iedade são exp essões de iden idade de gêne o
iais. A aje ó ia da p á ica obs é ica e le e aspec os sociais e
his ó icos, que ainda elacionam o p ocesso de ges ação e o pa o às mulhe es cisgêne o,
di icul ando o acesso à saúde ep odu i a de homens ans e pessoas não
-biná ias. Obje i o:
Analisa e discu i p á icas na obs e ícia pa a p omoção da equidade de gêne o com oco na
O abalho consis e em uma e isão
na a i a da li e a u a, a busca, aplicada à es a égia PICO, oi ealizad
a nas bases
se de desc i o es e c i é ios especí icos que
esul a am na seleção de 16 es udos publicados e o ganizados em ca ego ias emá icas.
Os esul ados demons am as di iculdades i enciad
as pela
população como o p ocesso ges acional soli á io, ma cado po ince ezas quan o ao
momen o do pa o e as ans o mações ísicas e psíquicas associadas, o aumen o da dis o ia
de gêne o na ase ges acional e pue pe al, o p ocesso de amamen ação, que e
s á associado
socialmen e à igu a eminina, e o es igma ins i ucional p esen e em alas p o issionais e a
inadequação do cuidado. Apesa disso, há pessoas que conseguem essigni ica a
Conside ações
Finais: Conclui-
se alhas ins i ucionais impo an es, que exigem a
capaci ação da equipe mul idisciplina , a c iação de p o ocolos de saúde especí icos e a
implemen ação de polí icas públicas que isem o acolhimen o
população ans e não-
biná ia.
Pala as-Cha es:
ansexualidade; iden idade de gêne o; obs e ícia; equidade em saúde;
saúde ep odu i a.
ABSTRACT
In oduc ion:
T anssexuali y and non
challenge social s anda ds. The ajec o y o obs e ic p ac ice e lec s social and his o ical
aspec s ha s ill associa e p egnancy and childbi h wi h cisgende women, hinde ing a
o ep oduc i e heal h o ans men and non
discuss obs e ic p ac ices o he p omo ion o gende equi y, ocusing on he
ansmasculine and non-
bina y popula ion.
li e a u e e iew. The sea ch, based on he PICO s a egy, was ca ied ou in he elec onic
da abases PubMed and SciELO. Speci ic desc ip o s and c i e ia we e used, esul ing in he
selec ion o 16 published s udies, which we e o ganized in o hema
and discussion:
The esul s showed di icul ies expe ienced by his popula ion, such as he
soli a y ges a ional p ocess ma ked by unce ain ies ega ding childbi h and he physical
and psychological ans o ma ions associa ed wi h
du ing p egnancy and he pue pe ium, he b eas eeding p ocess, which is socially
associa ed wi h he emale igu e, and he ins i u ional s igma p esen in p o essional
discou se and inadequa e ca e. Ne e heless, some
expe ience o p egnancy and, in he pos pa um pe iod, o b eas eeding.
Conside a ions:
In conclusion, his s udy iden i ied signi ican ins i u ional sho comings
ha equi e mul idisciplina y eam aining, he
implemen a ion o public policies aimed a p o iding welcoming and comp ehensi e ca e o
ans and non-
bina y popula ions.
Keywo ds
: anssexuali y; gende iden i y; obs e ics; heal h equi y; ep oduc i e hea
INTRODUÇÃO
A ansgene idade é um concei o amplo que aba ca di e sas iden idades de gêne o,
en e elas es ão as pessoas ans, que buscam os econhecimen os social e legal de sua
iden idade de gêne o. O es igma elacionado à cons ução da iden idade
e elado como um ag a o público à dignidade e a manu enção dos di ei os humanos
essenciais de pessoas ans (ou ansgêne o e/ou ansexuais) em odo o mundo. De aco do
com o es udo ealizado pela Ins i uição de Ensino Supe io b asilei
milhões de pessoas ans e não
ainda não enha sido inco po ada ao censo demog á ico b asilei o.
8
implemen ação de polí icas públicas que isem o acolhimen o
e cuidado in eg al à
biná ia.
ansexualidade; iden idade de gêne o; obs e ícia; equidade em saúde;
T anssexuali y and non
-
bina i y a e exp essions o gende iden i y ha
challenge social s anda ds. The ajec o y o obs e ic p ac ice e lec s social and his o ical
aspec s ha s ill associa e p egnancy and childbi h wi h cisgende women, hinde ing a
o ep oduc i e heal h o ans men and non
-bina y people.
Objec i e:
discuss obs e ic p ac ices o he p omo ion o gende equi y, ocusing on he
bina y popula ion.
Me hodology:
This wo k consis s o a na a
li e a u e e iew. The sea ch, based on he PICO s a egy, was ca ied ou in he elec onic
da abases PubMed and SciELO. Speci ic desc ip o s and c i e ia we e used, esul ing in he
selec ion o 16 published s udies, which we e o ganized in o hema
ic ca ego ies.
The esul s showed di icul ies expe ienced by his popula ion, such as he
soli a y ges a ional p ocess ma ked by unce ain ies ega ding childbi h and he physical
and psychological ans o ma ions associa ed wi h
i , he inc ease in gende dyspho ia
du ing p egnancy and he pue pe ium, he b eas eeding p ocess, which is socially
associa ed wi h he emale igu e, and he ins i u ional s igma p esen in p o essional
discou se and inadequa e ca e. Ne e heless, some
indi iduals manage o e ame he
expe ience o p egnancy and, in he pos pa um pe iod, o b eas eeding.
In conclusion, his s udy iden i ied signi ican ins i u ional sho comings
ha equi e mul idisciplina y eam aining, he
c ea ion o speci ic heal h p o ocols, and he
implemen a ion o public policies aimed a p o iding welcoming and comp ehensi e ca e o
bina y popula ions.
: anssexuali y; gende iden i y; obs e ics; heal h equi y; ep oduc i e hea
A ansgene idade é um concei o amplo que aba ca di e sas iden idades de gêne o,
en e elas es ão as pessoas ans, que buscam os econhecimen os social e legal de sua
iden idade de gêne o. O es igma elacionado à cons ução da iden idade
e elado como um ag a o público à dignidade e a manu enção dos di ei os humanos
essenciais de pessoas ans (ou ansgêne o e/ou ansexuais) em odo o mundo. De aco do
com o es udo ealizado pela Ins i uição de Ensino Supe io b asilei
a, o am es imadas qua o
milhões de pessoas ans e não
-
biná ias no B asil, embo a a ca ego ia de iden idade de gêne o
ainda não enha sido inco po ada ao censo demog á ico b asilei o.
e cuidado in eg al à
ansexualidade; iden idade de gêne o; obs e ícia; equidade em saúde;
bina i y a e exp essions o gende iden i y ha
challenge social s anda ds. The ajec o y o obs e ic p ac ice e lec s social and his o ical
aspec s ha s ill associa e p egnancy and childbi h wi h cisgende women, hinde ing a
ccess
Objec i e:
To analyze and
discuss obs e ic p ac ices o he p omo ion o gende equi y, ocusing on he
This wo k consis s o a na a
i e
li e a u e e iew. The sea ch, based on he PICO s a egy, was ca ied ou in he elec onic
da abases PubMed and SciELO. Speci ic desc ip o s and c i e ia we e used, esul ing in he
ic ca ego ies.
Resul s
The esul s showed di icul ies expe ienced by his popula ion, such as he
soli a y ges a ional p ocess ma ked by unce ain ies ega ding childbi h and he physical
i , he inc ease in gende dyspho ia
du ing p egnancy and he pue pe ium, he b eas eeding p ocess, which is socially
associa ed wi h he emale igu e, and he ins i u ional s igma p esen in p o essional
indi iduals manage o e ame he
expe ience o p egnancy and, in he pos pa um pe iod, o b eas eeding.
Final
In conclusion, his s udy iden i ied signi ican ins i u ional sho comings
c ea ion o speci ic heal h p o ocols, and he
implemen a ion o public policies aimed a p o iding welcoming and comp ehensi e ca e o
: anssexuali y; gende iden i y; obs e ics; heal h equi y; ep oduc i e hea
l h.
A ansgene idade é um concei o amplo que aba ca di e sas iden idades de gêne o,
en e elas es ão as pessoas ans, que buscam os econhecimen os social e legal de sua
iden idade de gêne o. O es igma elacionado à cons ução da iden idade
ansgêne o em se
e elado como um ag a o público à dignidade e a manu enção dos di ei os humanos
essenciais de pessoas ans (ou ansgêne o e/ou ansexuais) em odo o mundo. De aco do
a, o am es imadas qua o
biná ias no B asil, embo a a ca ego ia de iden idade de gêne o
No con ex o social, a obs e ícia his o icamen e em sido associa
eminina, com ên ase nas expe iências de ges ação e pa o de mulhe es cisgêne os. No
en an o, é de g ande impo ância conhece e comp eende sob e gêne o e iden idade sexual na
con empo aneidade pa a comba e os p econcei os de ido
saúde no B asil é undamen ada em ês pila es: uni e salidade, equidade e in eg alidade,
con o me ege o p incípio do SUS (Sis ema Único de Saúde), dian e do a igo 196, "Saúde é
di ei o de odos e de e do Es ado". Pessoas an
equen emen e ma ginalizadas ou in isibilizadas em con ex os de saúde ep odu i a, êm
di ei os e necessidades especí icas que exigem uma abo dagem de cuidado humanizada,
inclusi a e compe en e.
Des e modo, é necessá io en e
LGBTQIA+ ao u iliza os se iços de saúde, onde mui os p o issionais ainda associam a
g a idez à cisgene idade. Isso demons a uma desquali icação nos a endimen os hospi ala es,
esul ando em o ien ações clínicas
pue pé io. O a endimen o p é
possí eis di iculdades, as quais podem se conduzidas pelo en e mei o (Pe ei a, 2021).
A assis ência de en e mag
dela que a pessoa ges an e é acolhida, c iando
e o pacien e. O p o issional em a au onomia de p omo e ações p e en i as e a a de o ma
quali i
cada, de endo despoja
pessoa.
Es e capí ulo p opõe uma ime são nas nuances do a endimen o obs é ico a pessoas
ans e não biná ias indo
além do bina ismo de gêne o e ocando na singula idade de
indi íduo.
Assim, abo dando essa emá ica po meio de uma esenha in eg a i a, desde a
impo ância da linguagem inclusi a e do acolhimen o inicial, passando pelas especi icidades
clínicas do acompanhamen o ges acional e pa o pa a esses co pos, a é a
polí icas ins i ucionais que ga an am um ambien e segu o e espei oso. Tendo como obje i o
o nece o conhecimen o necessá io pa a que a p á ica obs é ica seja e dadei amen e
uni e sal, econhecendo e celeb ando a di e sidade dos caminhos
9
No con ex o social, a obs e ícia his o icamen e em sido associa
eminina, com ên ase nas expe iências de ges ação e pa o de mulhe es cisgêne os. No
en an o, é de g ande impo ância conhece e comp eende sob e gêne o e iden idade sexual na
con empo aneidade pa a comba e os p econcei os de ido
à al
a de conhecimen o, pois a
saúde no B asil é undamen ada em ês pila es: uni e salidade, equidade e in eg alidade,
con o me ege o p incípio do SUS (Sis ema Único de Saúde), dian e do a igo 196, "Saúde é
di ei o de odos e de e do Es ado". Pessoas an
sgêne o e não biná ias, embo a
equen emen e ma ginalizadas ou in isibilizadas em con ex os de saúde ep odu i a, êm
di ei os e necessidades especí icas que exigem uma abo dagem de cuidado humanizada,
Des e modo, é necessá io en e
nde os es igmas en en ados pela população
LGBTQIA+ ao u iliza os se iços de saúde, onde mui os p o issionais ainda associam a
g a idez à cisgene idade. Isso demons a uma desquali icação nos a endimen os hospi ala es,
esul ando em o ien ações clínicas
insu icien es no pe íodo p é-
ges acional, ges acional e
pue pé io. O a endimen o p é
-
na al en ol e es a égias a se em seguidas e iden i ica
possí eis di iculdades, as quais podem se conduzidas pelo en e mei o (Pe ei a, 2021).
A assis ência de en e mag
em é essencial du an e a consul a p é
-
dela que a pessoa ges an e é acolhida, c iando
-
se um ínculo de con iança en e o p o issional
e o pacien e. O p o issional em a au onomia de p omo e ações p e en i as e a a de o ma
cada, de endo despoja
-
se de julgamen os, independen emen e da o ien ação sexual da
Es e capí ulo p opõe uma ime são nas nuances do a endimen o obs é ico a pessoas
além do bina ismo de gêne o e ocando na singula idade de
Assim, abo dando essa emá ica po meio de uma esenha in eg a i a, desde a
impo ância da linguagem inclusi a e do acolhimen o inicial, passando pelas especi icidades
clínicas do acompanhamen o ges acional e pa o pa a esses co pos, a é a
polí icas ins i ucionais que ga an am um ambien e segu o e espei oso. Tendo como obje i o
o nece o conhecimen o necessá io pa a que a p á ica obs é ica seja e dadei amen e
uni e sal, econhecendo e celeb ando a di e sidade dos caminhos
ep odu i os e amilia es.
No con ex o social, a obs e ícia his o icamen e em sido associa
da à cisgene idade
eminina, com ên ase nas expe iências de ges ação e pa o de mulhe es cisgêne os. No
en an o, é de g ande impo ância conhece e comp eende sob e gêne o e iden idade sexual na
a de conhecimen o, pois a
saúde no B asil é undamen ada em ês pila es: uni e salidade, equidade e in eg alidade,
con o me ege o p incípio do SUS (Sis ema Único de Saúde), dian e do a igo 196, "Saúde é
sgêne o e não biná ias, embo a
equen emen e ma ginalizadas ou in isibilizadas em con ex os de saúde ep odu i a, êm
di ei os e necessidades especí icas que exigem uma abo dagem de cuidado humanizada,
nde os es igmas en en ados pela população
LGBTQIA+ ao u iliza os se iços de saúde, onde mui os p o issionais ainda associam a
g a idez à cisgene idade. Isso demons a uma desquali icação nos a endimen os hospi ala es,
ges acional, ges acional e
na al en ol e es a égias a se em seguidas e iden i ica
possí eis di iculdades, as quais podem se conduzidas pelo en e mei o (Pe ei a, 2021).
-
na al. Pois é po meio
se um ínculo de con iança en e o p o issional
e o pacien e. O p o issional em a au onomia de p omo e ações p e en i as e a a de o ma
se de julgamen os, independen emen e da o ien ação sexual da
Es e capí ulo p opõe uma ime são nas nuances do a endimen o obs é ico a pessoas
além do bina ismo de gêne o e ocando na singula idade de
cada
Assim, abo dando essa emá ica po meio de uma esenha in eg a i a, desde a
impo ância da linguagem inclusi a e do acolhimen o inicial, passando pelas especi icidades
clínicas do acompanhamen o ges acional e pa o pa a esses co pos, a é a
necessidade de
polí icas ins i ucionais que ga an am um ambien e segu o e espei oso. Tendo como obje i o
o nece o conhecimen o necessá io pa a que a p á ica obs é ica seja e dadei amen e
ep odu i os e amilia es.
METODOLOGIA
Es e capí ulo oi cons uído a pa i de uma e isão in eg a i a da li e a u a, com o
obje i o de iden i ica e analisa c i icamen e e idências cien í icas e expe iências p á icas
sob e o cuidado obs é ico ol ado
humanizadas, inclusi as e in e seccionais. A emá ica cen al abo dada é o cuidado obs é ico
de pessoas com iden idades de gêne o di e sas, conside ando as singula idades de co pos
ans masculinos
e não biná ios na ges ação, pa o e pue pé io. O obje i o oi iden i ica
p á icas de saúde que p omo am acolhimen o, espei o à iden idade de gêne o e edução das
iolências ins i ucionais nos se iços obs é icos.
Pa a o ien a a delimi ação do obje o
u ilizou-
se a es a égia PICO, amplamen e emp egada em e isões in eg a i as e sis emá icas
pa a a cons ução de ques ões clínicas es u u adas. Nessa es u u a, a população
co espondeu a pessoas ans e não
in e enção e e e-
se às p á icas obs é icas humanizadas, com en oque inclusi o e a i ma i o
de gêne o; a compa ação en ol eu, quando aplicá el, p á icas adicionais excluden es ou
baseadas em uma
abo dagem cisno ma i a; e o des echo consis iu na p omoção do
acolhimen o, do espei o à iden idade de gêne o, na edução da iolência obs é ica e na
melho ia da expe iência de cuidado. A pa i dessa es u u a, de iniu
no eado a:
“Quais são as p á icas obs é icas ecomendadas pa a p omo e o cuidado
humanizado a pessoas ans e não biná ias du an e o p ocesso ges acional, pa o e
pue pé io?”. Es abelece am
2021 e 2025
; ex os disponí eis em po uguês e inglês; es udos com acesso ao ex o comple o;
a igos o iginais, e isões, ela os de expe iência ou di e izes o iciais que abo dassem
pessoas ansmasculinas, não biná ias e/ou o cuidado obs é ico humanizado. Os c i é
exclusão o am es udos que não abo dassem di e amen e a população ans ou não biná ia no
con ex o obs é ico, abalhos com en oque unicamen e biomédico, sem pe spec i a de
humanização e ma e iais opina i os sem base cien í ica.
A busca oi ealiz
desc i o es con olados e pala as
(AND/OR), como: (“
ans men” OR “non
AND (“obs e ic ca e” OR “p egn
(“humanized ca e”
OR “gende iden i y” OR “nu sing”)
10
Es e capí ulo oi cons uído a pa i de uma e isão in eg a i a da li e a u a, com o
obje i o de iden i ica e analisa c i icamen e e idências cien í icas e expe iências p á icas
sob e o cuidado obs é ico ol ado
a pessoas ans e não biná ias, com ên ase em abo dagens
humanizadas, inclusi as e in e seccionais. A emá ica cen al abo dada é o cuidado obs é ico
de pessoas com iden idades de gêne o di e sas, conside ando as singula idades de co pos
e não biná ios na ges ação, pa o e pue pé io. O obje i o oi iden i ica
p á icas de saúde que p omo am acolhimen o, espei o à iden idade de gêne o e edução das
iolências ins i ucionais nos se iços obs é icos.
Pa a o ien a a delimi ação do obje o
de es udo e o p ocesso de busca na li e a u a,
se a es a égia PICO, amplamen e emp egada em e isões in eg a i as e sis emá icas
pa a a cons ução de ques ões clínicas es u u adas. Nessa es u u a, a população
co espondeu a pessoas ans e não
biná ias em si uação de ges ação, pa o e/ou pue pé io; a
se às p á icas obs é icas humanizadas, com en oque inclusi o e a i ma i o
de gêne o; a compa ação en ol eu, quando aplicá el, p á icas adicionais excluden es ou
abo dagem cisno ma i a; e o des echo consis iu na p omoção do
acolhimen o, do espei o à iden idade de gêne o, na edução da iolência obs é ica e na
melho ia da expe iência de cuidado. A pa i dessa es u u a, de iniu
-
“Quais são as p á icas obs é icas ecomendadas pa a p omo e o cuidado
humanizado a pessoas ans e não biná ias du an e o p ocesso ges acional, pa o e
pue pé io?”. Es abelece am
-
se os seguin es c i é ios de inclusão: a igos publicados en e
; ex os disponí eis em po uguês e inglês; es udos com acesso ao ex o comple o;
a igos o iginais, e isões, ela os de expe iência ou di e izes o iciais que abo dassem
pessoas ansmasculinas, não biná ias e/ou o cuidado obs é ico humanizado. Os c i é
exclusão o am es udos que não abo dassem di e amen e a população ans ou não biná ia no
con ex o obs é ico, abalhos com en oque unicamen e biomédico, sem pe spec i a de
humanização e ma e iais opina i os sem base cien í ica.
A busca oi ealiz
ada nas bases ele ônicas PubMed e SciELO. U iliza am
desc i o es con olados e pala as
-
cha e li es, combinadas po ope ado es booleanos
ans men” OR “non
-
bina y” OR “gende di e se” OR “ ansgende ”)
AND (“obs e ic ca e” OR “p egn
ancy” OR “childbi h” OR “pue
OR “gende iden i y” OR “nu sing”)
. Fo am inicialmen e iden i icados
Es e capí ulo oi cons uído a pa i de uma e isão in eg a i a da li e a u a, com o
obje i o de iden i ica e analisa c i icamen e e idências cien í icas e expe iências p á icas
a pessoas ans e não biná ias, com ên ase em abo dagens
humanizadas, inclusi as e in e seccionais. A emá ica cen al abo dada é o cuidado obs é ico
de pessoas com iden idades de gêne o di e sas, conside ando as singula idades de co pos
e não biná ios na ges ação, pa o e pue pé io. O obje i o oi iden i ica
p á icas de saúde que p omo am acolhimen o, espei o à iden idade de gêne o e edução das
de es udo e o p ocesso de busca na li e a u a,
se a es a égia PICO, amplamen e emp egada em e isões in eg a i as e sis emá icas
pa a a cons ução de ques ões clínicas es u u adas. Nessa es u u a, a população
biná ias em si uação de ges ação, pa o e/ou pue pé io; a
se às p á icas obs é icas humanizadas, com en oque inclusi o e a i ma i o
de gêne o; a compa ação en ol eu, quando aplicá el, p á icas adicionais excluden es ou
abo dagem cisno ma i a; e o des echo consis iu na p omoção do
acolhimen o, do espei o à iden idade de gêne o, na edução da iolência obs é ica e na
-
se a seguin e ques ão
“Quais são as p á icas obs é icas ecomendadas pa a p omo e o cuidado
humanizado a pessoas ans e não biná ias du an e o p ocesso ges acional, pa o e
se os seguin es c i é ios de inclusão: a igos publicados en e
; ex os disponí eis em po uguês e inglês; es udos com acesso ao ex o comple o;
a igos o iginais, e isões, ela os de expe iência ou di e izes o iciais que abo dassem
pessoas ansmasculinas, não biná ias e/ou o cuidado obs é ico humanizado. Os c i é
ios de
exclusão o am es udos que não abo dassem di e amen e a população ans ou não biná ia no
con ex o obs é ico, abalhos com en oque unicamen e biomédico, sem pe spec i a de
ada nas bases ele ônicas PubMed e SciELO. U iliza am
-se
cha e li es, combinadas po ope ado es booleanos
bina y” OR “gende di e se” OR “ ansgende ”)
ancy” OR “childbi h” OR “pue
pe ium”) AND
. Fo am inicialmen e iden i icados
151 es udos. Após lei u a de í ulos, esumos e aplicação dos c i é ios de elegibilidade, 16
o am selecionados pa a lei u a
o am o ganizados em ca ego ias emá icas, que no ea am a es u u a do capí ulo:
Signi icado da Ges ação, Amamen ação e Pa en alidade T ansmasculina; 2. Dis o ia de
Gêne o e Impac os na Saúde Men a
Ba ei as Es u u ais e In isibilidade no Sis ema de Saúde; 5. Ressigni icação e Resis ência
nas Expe iências Masculinas. A análise oi conduzida de o ma c í ica e e lexi a, in eg ando
aspec os clín
icos, é icos, sociais e cul u ais, com base na p omoção dos di ei os humanos e da
equidade de gêne o.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise dos es udos demons a que a ges ação, o pa o e o pue pé io de homens ans
e pessoas não biná ias são a a essados po
expe iências indi iduais são impac adas po es u u as cishe e ono ma i as, es igma
ins i ucional e ausência de p epa o p o issional nos se iços de saúde (Van Ames oo
2024; Pe ei a e al
., 2024; Inm
ca ego ias emá icas p incipais.
1. Signi icados da Ges ação, Amamen ação e Pa en alidade T ansmasculina
As ep esen ações sociais da g a idez en e homens ans a iculam sen imen os de acei ação,
me
do e solidão. O p ocesso ges acional é i enciado de o ma soli á ia, ma cado po
angús ias em elação ao pa o e às ans o mações co po ais e emocionais associadas. A
amamen ação, po sua ez, é comp eendida de o ma ambi alen e: ao mesmo empo em que é
anco ada em uma lógica social eminina, pode se essigni icada como p á ica de cuidado e
ea i mação da masculinidade ges acional (Pe ei a
A maio au onomia nas decisões amilia es es á associada a um uso mais equen e de
se iços de saúde
, como consul as p é
a o es como educação, s a us socioeconômico e apoio dos pa cei os o am iden i icados
como de e minan es impo an es pa a a au onomia e, consequen emen e, pa a a u ilização
desses se
iços. Os esul ados suge em que polí icas públicas que p omo am a igualdade de
gêne o e o empode amen o podem melho a o acesso e a qualidade dos cuidados (Van
Ames oo e al
., 2024; Bane
11
151 es udos. Após lei u a de í ulos, esumos e aplicação dos c i é ios de elegibilidade, 16
o am selecionados pa a lei u a
na ín eg a e compuse am a base inal de análise. Os dados
o am o ganizados em ca ego ias emá icas, que no ea am a es u u a do capí ulo:
Signi icado da Ges ação, Amamen ação e Pa en alidade T ansmasculina; 2. Dis o ia de
Gêne o e Impac os na Saúde Men a
l; 3. Es igma, Disc iminação e Violência Obs é ica; 4.
Ba ei as Es u u ais e In isibilidade no Sis ema de Saúde; 5. Ressigni icação e Resis ência
nas Expe iências Masculinas. A análise oi conduzida de o ma c í ica e e lexi a, in eg ando
icos, é icos, sociais e cul u ais, com base na p omoção dos di ei os humanos e da
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise dos es udos demons a que a ges ação, o pa o e o pue pé io de homens ans
e pessoas não biná ias são a a essados po
múl iplas camadas de ulne abilidades, onde as
expe iências indi iduais são impac adas po es u u as cishe e ono ma i as, es igma
ins i ucional e ausência de p epa o p o issional nos se iços de saúde (Van Ames oo
., 2024; Inm
an e al
., 2023). A pa i dos achados, eme gi am cinco
ca ego ias emá icas p incipais.
1. Signi icados da Ges ação, Amamen ação e Pa en alidade T ansmasculina
As ep esen ações sociais da g a idez en e homens ans a iculam sen imen os de acei ação,
do e solidão. O p ocesso ges acional é i enciado de o ma soli á ia, ma cado po
angús ias em elação ao pa o e às ans o mações co po ais e emocionais associadas. A
amamen ação, po sua ez, é comp eendida de o ma ambi alen e: ao mesmo empo em que é
anco ada em uma lógica social eminina, pode se essigni icada como p á ica de cuidado e
ea i mação da masculinidade ges acional (Pe ei a
e al., 2024).
A maio au onomia nas decisões amilia es es á associada a um uso mais equen e de
, como consul as p é
-
na ais e a endimen os du an e o pa o. Além disso,
a o es como educação, s a us socioeconômico e apoio dos pa cei os o am iden i icados
como de e minan es impo an es pa a a au onomia e, consequen emen e, pa a a u ilização
iços. Os esul ados suge em que polí icas públicas que p omo am a igualdade de
gêne o e o empode amen o podem melho a o acesso e a qualidade dos cuidados (Van
., 2024; Bane
e al., 2024).
151 es udos. Após lei u a de í ulos, esumos e aplicação dos c i é ios de elegibilidade, 16
na ín eg a e compuse am a base inal de análise. Os dados
o am o ganizados em ca ego ias emá icas, que no ea am a es u u a do capí ulo:
Signi icado da Ges ação, Amamen ação e Pa en alidade T ansmasculina; 2. Dis o ia de
l; 3. Es igma, Disc iminação e Violência Obs é ica; 4.
Ba ei as Es u u ais e In isibilidade no Sis ema de Saúde; 5. Ressigni icação e Resis ência
nas Expe iências Masculinas. A análise oi conduzida de o ma c í ica e e lexi a, in eg ando
icos, é icos, sociais e cul u ais, com base na p omoção dos di ei os humanos e da
A análise dos es udos demons a que a ges ação, o pa o e o pue pé io de homens ans
múl iplas camadas de ulne abilidades, onde as
expe iências indi iduais são impac adas po es u u as cishe e ono ma i as, es igma
ins i ucional e ausência de p epa o p o issional nos se iços de saúde (Van Ames oo
e al.,
., 2023). A pa i dos achados, eme gi am cinco
1. Signi icados da Ges ação, Amamen ação e Pa en alidade T ansmasculina
As ep esen ações sociais da g a idez en e homens ans a iculam sen imen os de acei ação,
do e solidão. O p ocesso ges acional é i enciado de o ma soli á ia, ma cado po
angús ias em elação ao pa o e às ans o mações co po ais e emocionais associadas. A
amamen ação, po sua ez, é comp eendida de o ma ambi alen e: ao mesmo empo em que é
anco ada em uma lógica social eminina, pode se essigni icada como p á ica de cuidado e
A maio au onomia nas decisões amilia es es á associada a um uso mais equen e de
na ais e a endimen os du an e o pa o. Além disso,
a o es como educação, s a us socioeconômico e apoio dos pa cei os o am iden i icados
como de e minan es impo an es pa a a au onomia e, consequen emen e, pa a a u ilização
iços. Os esul ados suge em que polí icas públicas que p omo am a igualdade de
gêne o e o empode amen o podem melho a o acesso e a qualidade dos cuidados (Van

As o as pa a a pa en alidade, como g a idez, adoção ou co
po ba ei as ins i ucionais e ausência de supo e, especialmen e no que se e e e ao
aconselhamen o ep odu i o e à p ese ação da e ilidade an es do uso de es o
Ames oo e al
., 2024; Bane
2. Dis o ia de Gêne o e Impac os na Saúde Men al
Di e sos es udos apon am a in ensi icação da dis o ia de gêne o du an e a ges ação e o
pue pé io, especialmen e quando associada à eminização co po al
inadequação dos se iços de saúde. Como espos a a esse so imen o, indi íduos ela a am
es a égias como dissociação do co po, isolamen o e silenciamen o, e elando impac os
impo an es sob e a saúde men al, incluindo quad os de
2024; Falck e al., 2024) .
Essas i ências demons am que a g a idez em pessoas ans masculinas não é apenas um
e en o biológico, mas ambém psicológico, simbólico e polí ico, exigindo abo dagens que
a iculem saúde
men al, iden idade de gêne o e cuidado a i ma i o (Inman
e al., 2024) .
Po an o, des aca-
se a necessidade u gen e da capaci ação de p o issionais de saúde pa a
ga an i um a endimen o acolhedo , li e de p econcei os e que econheça a
dessa população, con ibuindo pa a a edução das ba ei as ao acesso e à qualidade do cuidado
(Inman e al., 2024; Falck
e al
3. Es igma, Disc iminação e Violência Obs é ica
A p esença de es igma ins i ucional é e iden e nas
ela adas po pessoas ans. Médicas e en e mei as, po exemplo, demons am desp epa o
écnico e ep odu ibilidade de es e eó ipos cisno ma i os, o que esul a em condu as
disc imina ó ias (Ca doso
e al
N
os ela os de pa o e pue pé io, são equen es menções à iolência obs é ica, à negação da
iden idade de gêne o e ao desc édi o quan o à au onomia dos co pos ans. A inadequação do
cuidado esul a em insa is ação com os se iços, abandono do acompanhame
di ei os ep odu i os (Pe ei a
12
As o as pa a a pa en alidade, como g a idez, adoção ou co
-
pa en alidade, são a a essadas
po ba ei as ins i ucionais e ausência de supo e, especialmen e no que se e e e ao
aconselhamen o ep odu i o e à p ese ação da e ilidade an es do uso de es o
., 2024; Bane
e al., 2024).
2. Dis o ia de Gêne o e Impac os na Saúde Men al
Di e sos es udos apon am a in ensi icação da dis o ia de gêne o du an e a ges ação e o
pue pé io, especialmen e quando associada à eminização co po al
, ao julgamen o social e à
inadequação dos se iços de saúde. Como espos a a esse so imen o, indi íduos ela a am
es a égias como dissociação do co po, isolamen o e silenciamen o, e elando impac os
impo an es sob e a saúde men al, incluindo quad os de
dep essão e ansiedade (Inman
Essas i ências demons am que a g a idez em pessoas ans masculinas não é apenas um
e en o biológico, mas ambém psicológico, simbólico e polí ico, exigindo abo dagens que
men al, iden idade de gêne o e cuidado a i ma i o (Inman
se a necessidade u gen e da capaci ação de p o issionais de saúde pa a
ga an i um a endimen o acolhedo , li e de p econcei os e que econheça a
dessa população, con ibuindo pa a a edução das ba ei as ao acesso e à qualidade do cuidado
e al
., 2024) .
3. Es igma, Disc iminação e Violência Obs é ica
A p esença de es igma ins i ucional é e iden e nas
alas de p o issionais e nas expe iências
ela adas po pessoas ans. Médicas e en e mei as, po exemplo, demons am desp epa o
écnico e ep odu ibilidade de es e eó ipos cisno ma i os, o que esul a em condu as
e al
., 2024).
os ela os de pa o e pue pé io, são equen es menções à iolência obs é ica, à negação da
iden idade de gêne o e ao desc édi o quan o à au onomia dos co pos ans. A inadequação do
cuidado esul a em insa is ação com os se iços, abandono do acompanhame
di ei os ep odu i os (Pe ei a
e al., 2024; Pe ei a e al., 2022).
pa en alidade, são a a essadas
po ba ei as ins i ucionais e ausência de supo e, especialmen e no que se e e e ao
aconselhamen o ep odu i o e à p ese ação da e ilidade an es do uso de es o
s e ona (Van
Di e sos es udos apon am a in ensi icação da dis o ia de gêne o du an e a ges ação e o
, ao julgamen o social e à
inadequação dos se iços de saúde. Como espos a a esse so imen o, indi íduos ela a am
es a égias como dissociação do co po, isolamen o e silenciamen o, e elando impac os
dep essão e ansiedade (Inman
e al.,
Essas i ências demons am que a g a idez em pessoas ans masculinas não é apenas um
e en o biológico, mas ambém psicológico, simbólico e polí ico, exigindo abo dagens que
men al, iden idade de gêne o e cuidado a i ma i o (Inman
e al., 2024; Falck
se a necessidade u gen e da capaci ação de p o issionais de saúde pa a
ga an i um a endimen o acolhedo , li e de p econcei os e que econheça a
s especi icidades
dessa população, con ibuindo pa a a edução das ba ei as ao acesso e à qualidade do cuidado
alas de p o issionais e nas expe iências
ela adas po pessoas ans. Médicas e en e mei as, po exemplo, demons am desp epa o
écnico e ep odu ibilidade de es e eó ipos cisno ma i os, o que esul a em condu as
os ela os de pa o e pue pé io, são equen es menções à iolência obs é ica, à negação da
iden idade de gêne o e ao desc édi o quan o à au onomia dos co pos ans. A inadequação do
cuidado esul a em insa is ação com os se iços, abandono do acompanhame
n o e iolação de
Essa ealidade con ibui pa a a pe pe uação de ambien es hos is e pouco acolhedo es,
di icul ando o acesso a se iços essenciais e comp ome endo o ínculo en e pacien e
de saúde. A in isibilização das necessidades especí icas dessa população e a ausência de
p o ocolos inclusi os ag a am as desigualdades em saúde, e o çando a u gência de
ans o mações es u u ais que p omo am o espei o, a equidade e a ga an ia
pessoas ans (Pe ei a e al
., 2024; Pe ei a
4. Ba ei as Es u u ais e In isibilidade no Sis ema de Saúde
A inexis ência de p o ocolos assis enciais inclusi os e a al a de polí icas públicas ol adas à
equidade de gêne o
esul am na in isibilização das especi icidades de pessoas ans ges an es.
Essa ausência de di e izes clínicas e de linguagem neu a ins i ucionaliza p á icas
cishe e ono ma i as, p omo endo exclusão e insegu ança (
Além disso, os
se iços de saúde equen emen e igno am a plu alidade de expe iências ans,
a ando a ges ação como uma ealidade exclusi amen e eminina, o que deses imula a busca
po cuidado e aca e a consequências g a es à saúde in eg al desse g upo (
2024).
Essa lacuna no ma i a ambém comp ome e a o mação con ínua dos p o issionais, que
mui as ezes não ecebem einamen o especí ico pa a lida com as demandas singula es das
pessoas ans ges an es. Como esul ado, há uma pe pe uação de abo dagens
descon ex ualizadas, que não econhecem a di e sidade de iden idades e co pos, di icul ando
a cons ução de um ambien e segu o e acolhedo . Dessa o ma, o na
implemen ação de polí icas in eg adas que con emplem an o a capa
quan o a e isão dos p o ocolos assis enciais, isando assegu a um cuidado humanizado e
espei oso pa a essa população (
5. Ressigni icação e Resis ência nas Expe iências T ans Masculinas
Apesa das ad e sidades,
na a i as no ma i as. Mui os sujei os essigni icam a expe iência da ges ação como exe cício
de cuidado, pa e nidade e pe encimen o, ei indicando econhecimen o e dignidade. Essas
na a i as en
sionam o modelo biomédico e biná io de a enção obs é ica, a i mando a
plu alidade de co pos e iden idades na ep odução humana (Fe nández Basan a
13
Essa ealidade con ibui pa a a pe pe uação de ambien es hos is e pouco acolhedo es,
di icul ando o acesso a se iços essenciais e comp ome endo o ínculo en e pacien e
de saúde. A in isibilização das necessidades especí icas dessa população e a ausência de
p o ocolos inclusi os ag a am as desigualdades em saúde, e o çando a u gência de
ans o mações es u u ais que p omo am o espei o, a equidade e a ga an ia
., 2024; Pe ei a
e al., 2022).
4. Ba ei as Es u u ais e In isibilidade no Sis ema de Saúde
A inexis ência de p o ocolos assis enciais inclusi os e a al a de polí icas públicas ol adas à
esul am na in isibilização das especi icidades de pessoas ans ges an es.
Essa ausência de di e izes clínicas e de linguagem neu a ins i ucionaliza p á icas
cishe e ono ma i as, p omo endo exclusão e insegu ança (
Moayedi
e al
se iços de saúde equen emen e igno am a plu alidade de expe iências ans,
a ando a ges ação como uma ealidade exclusi amen e eminina, o que deses imula a busca
po cuidado e aca e a consequências g a es à saúde in eg al desse g upo (
Essa lacuna no ma i a ambém comp ome e a o mação con ínua dos p o issionais, que
mui as ezes não ecebem einamen o especí ico pa a lida com as demandas singula es das
pessoas ans ges an es. Como esul ado, há uma pe pe uação de abo dagens
descon ex ualizadas, que não econhecem a di e sidade de iden idades e co pos, di icul ando
a cons ução de um ambien e segu o e acolhedo . Dessa o ma, o na
implemen ação de polí icas in eg adas que con emplem an o a capa
quan o a e isão dos p o ocolos assis enciais, isando assegu a um cuidado humanizado e
espei oso pa a essa população (
Moayedi e al., 2024).
5. Ressigni icação e Resis ência nas Expe iências T ans Masculinas
eme gem dos ela os o mas de esis ência que desa iam as
na a i as no ma i as. Mui os sujei os essigni icam a expe iência da ges ação como exe cício
de cuidado, pa e nidade e pe encimen o, ei indicando econhecimen o e dignidade. Essas
sionam o modelo biomédico e biná io de a enção obs é ica, a i mando a
plu alidade de co pos e iden idades na ep odução humana (Fe nández Basan a
Essa ealidade con ibui pa a a pe pe uação de ambien es hos is e pouco acolhedo es,
di icul ando o acesso a se iços essenciais e comp ome endo o ínculo en e pacien e
e equipe
de saúde. A in isibilização das necessidades especí icas dessa população e a ausência de
p o ocolos inclusi os ag a am as desigualdades em saúde, e o çando a u gência de
ans o mações es u u ais que p omo am o espei o, a equidade e a ga an ia
dos di ei os pa a
A inexis ência de p o ocolos assis enciais inclusi os e a al a de polí icas públicas ol adas à
esul am na in isibilização das especi icidades de pessoas ans ges an es.
Essa ausência de di e izes clínicas e de linguagem neu a ins i ucionaliza p á icas
e al
., 2024).
se iços de saúde equen emen e igno am a plu alidade de expe iências ans,
a ando a ges ação como uma ealidade exclusi amen e eminina, o que deses imula a busca
po cuidado e aca e a consequências g a es à saúde in eg al desse g upo (
Moayedi e al.,
Essa lacuna no ma i a ambém comp ome e a o mação con ínua dos p o issionais, que
mui as ezes não ecebem einamen o especí ico pa a lida com as demandas singula es das
pessoas ans ges an es. Como esul ado, há uma pe pe uação de abo dagens
gene alis as e
descon ex ualizadas, que não econhecem a di e sidade de iden idades e co pos, di icul ando
a cons ução de um ambien e segu o e acolhedo . Dessa o ma, o na
-se undamen al a
implemen ação de polí icas in eg adas que con emplem an o a capa
ci ação p o issional
quan o a e isão dos p o ocolos assis enciais, isando assegu a um cuidado humanizado e
eme gem dos ela os o mas de esis ência que desa iam as
na a i as no ma i as. Mui os sujei os essigni icam a expe iência da ges ação como exe cício
de cuidado, pa e nidade e pe encimen o, ei indicando econhecimen o e dignidade. Essas
sionam o modelo biomédico e biná io de a enção obs é ica, a i mando a
plu alidade de co pos e iden idades na ep odução humana (Fe nández Basan a
e al., 2024).
Os achados e o çam a u gência da quali icação p o issional, da cons ução de di e izes
espec
í icas e da implemen ação de polí icas públicas que assegu em um cuidado humanizado,
li e de p econcei os e sensí el à di e sidade de gêne o (
Além disso, essas expe iências de esis ência e idenciam a impo ância de espaços de escu
apoio que alo izem as ozes das pessoas ans ges an es, p omo endo a oca de sabe es
en e usuá ios e p o issionais. O o alecimen o de edes de solida iedade e a ampliação do
acesso a in o mações adequadas são undamen ais pa a empode a essa popu
con ibuindo pa a a cons ução de uma a enção à saúde que espei e as múl iplas o mas de
i encia a ep odução e ea i me o di ei o à au ode e minação co po al (
2024).
Quad o 1: Ca ego ias Temá icas da Análise
Ca ego ia Temá ica
Signi icados da ges ação,
amamen ação e pa en alidade
ansmasculina
14
Os achados e o çam a u gência da quali icação p o issional, da cons ução de di e izes
í icas e da implemen ação de polí icas públicas que assegu em um cuidado humanizado,
li e de p econcei os e sensí el à di e sidade de gêne o (
Moayedi e al
., 2024).
Além disso, essas expe iências de esis ência e idenciam a impo ância de espaços de escu
apoio que alo izem as ozes das pessoas ans ges an es, p omo endo a oca de sabe es
en e usuá ios e p o issionais. O o alecimen o de edes de solida iedade e a ampliação do
acesso a in o mações adequadas são undamen ais pa a empode a essa popu
con ibuindo pa a a cons ução de uma a enção à saúde que espei e as múl iplas o mas de
i encia a ep odução e ea i me o di ei o à au ode e minação co po al (
Quad o 1: Ca ego ias Temá icas da Análise
Ca ego ia Temá ica
Re e ência
(Au o /Ano)
Foco do Es udo
Signi icados da ges ação,
amamen ação e pa en alidade
Pe ei a e al.
(2024)
Rep esen ações sociais da
g a idez
Pe ei a e al.
(2024)
Amamen ação e
masculinidade
Bane e al.
(2024)
Caminhos pa a a
pa e nidade e e ilidade
Fe nández-
Basan a e al
.
(2024)
Na a i as sob e concepção
e pa o
Os achados e o çam a u gência da quali icação p o issional, da cons ução de di e izes
í icas e da implemen ação de polí icas públicas que assegu em um cuidado humanizado,
., 2024).
Além disso, essas expe iências de esis ência e idenciam a impo ância de espaços de escu
a e
apoio que alo izem as ozes das pessoas ans ges an es, p omo endo a oca de sabe es
en e usuá ios e p o issionais. O o alecimen o de edes de solida iedade e a ampliação do
acesso a in o mações adequadas são undamen ais pa a empode a essa popu
lação,
con ibuindo pa a a cons ução de uma a enção à saúde que espei e as múl iplas o mas de
i encia a ep odução e ea i me o di ei o à au ode e minação co po al (
Moayedi e al.,
Foco do Es udo
Rep esen ações sociais da
Amamen ação e
masculinidade
Caminhos pa a a
pa e nidade e e ilidade
Na a i as sob e concepção
Dis o ia de gêne o e saúde men al
Es igma, disc iminação e iolência
obs é ica.
Ba ei as es u u ais e in isibilidade
15
Lowik e al.
(2025)
Con acepção e dis o ia em
jo ens ans
Dis o ia de gêne o e saúde men al
Falck e al.
(2024)
Dis o ia du an e
ges ação/pós
Inman e al.
(2023)
In e ações nega i as com
p o issionais (EUA)
Van Ame s oo
e al. (2024)
Saúde men al e g a idez
(Holanda)
Es igma, disc iminação e iolência
Ca doso e al.
(2024)
Es igma no p é
Pe ei a e al.
(2024)
Violência obs é ica
Pe ei a e al.
(2022)
Re isão sob e iolações de
di ei os
Ba ei as es u u ais e in isibilidade
Moayedi e al.
(2024)
Se iços ep odu i os no
Ha aí
Inman e al.
(2023)
Exclusão sis êmica em
saúde
Con acepção e dis o ia em
jo ens ans
Dis o ia du an e
ges ação/pós
-pa o (Suécia)
In e ações nega i as com
p o issionais (EUA)
Saúde men al e g a idez
(Holanda)
Es igma no p é
-na al
Violência obs é ica
Re isão sob e iolações de
Se iços ep odu i os no
Exclusão sis êmica em