scieee AI-readable full text Open interactive document viewer

IMPORTÂNCIA CLÍNICA DO CONTATO PELE A PELE IMEDIATO ENTRE MÃE E RECÉM-NASCIDO

Editora Saúde Vital

Abstract

Autores Catharina Fujiwara Souza Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Ana Laura Goulart Aguiar Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Brenda Polisel Napoli Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Luz Sofia Dondero Carrera Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Letícia Parra Vesguerber Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Mariana D’agostinho Mikail Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Isabela Roberto Barion Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Ana Clara Lopes Dittrich Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Bruno Anzelotti Nahlous Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Karla Mara Oldoni Graduada em Medicina pelo Centro Universitário Ingá - UNINGÁ

Full text

6. IMPORTÂNCIA CLÍNICA DO CONTATO PELE A PELE IMEDIATO ENTRE MÃE E RECÉM CLINICAL IMPORTANCE OF IMMEDIATE MOTHER EIXO TEMÁTICO: HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA AO PARTO E RESUMO Introdução : O contato pele a pele (CPP) imediato entre mãe e recém de cuidado neonatal humanizado cuja implementação universal ainda enfrenta barreiras institucionais, culturais e estruturais. importância clínica do CPP imediato, com foco em seus benefícios fisiológicos e emocionais para a mãe e para o bebê, seu impacto na amamentação e os desafios de implementação. Metodologia: Realizouse uma revisão “ skin to skin contact after birth 2023, do tipo revisão sistemática, ensaio clínico randomizado e estudo transversal, disponíveis gratuitamen te. cardiorrespiratória no recém além de fortalecer o vínculo afetivo e reduzir a ansiedade materna. Impacta positivamente a amamenta ção, facilitando seu início precoce. A prática é viável em diversos contextos, mas sua implementação é dificultada por barreiras como rotinas hospitalares de separação, falta de protocolos e resistência da equipe. 57 IMPORTÂNCIA CLÍNICA DO CONTATO PELE A PELE IMEDIATO ENTRE MÃE E RECÉM - NASCIDO CLINICAL IMPORTANCE OF IMMEDIATE MOTHER - INFANT SKIN CONTACT EIXO TEMÁTICO: HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA AO PARTO E NASCIMENTO Catharina Fujiwara Souza Graduando em Medici na pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Ana Laura Goulart Aguiar Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Luz Sofia Dondero Carrera Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Letícia Parra Vesguerber Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Mariana D’agostinho Mikail Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Isabela Roberto Barion Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Ana Clara Lopes Dittrich Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Bruno Anzelotti Nahlous Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Graduada em Medicina pelo Centr : O contato pele a pele (CPP) imediato entre mãe e recém - de cuidado neonatal humanizado cuja implementação universal ainda enfrenta barreiras institucionais, culturais e estruturais. Objetivo : Revisar a literatura recente sobre a importância clínica do CPP imediato, com foco em seus benefícios fisiológicos e emocionais para a mãe e para o bebê, seu impacto na amamentação e os desafios de implementação. se uma revisão de literatura na base PubMed, utilizando o descritor skin to skin contact after birth ”, incluindo artigos publicados entre abril de 2014 e maio de 2023, do tipo revisão sistemática, ensaio clínico randomizado e estudo transversal, te. Resultados e Discussão : O CPP promove estabilidade térmica e cardiorrespiratória no recém - nascido, reduz o estresse, o choro e o risco de complicações, além de fortalecer o vínculo afetivo e reduzir a ansiedade materna. Impacta positivamente a ção, facilitando seu início precoce. A prática é viável em diversos contextos, mas sua implementação é dificultada por barreiras como rotinas hospitalares de separação, falta de protocolos e resistência da equipe. Considerações Finais: O CPP é uma interven IMPORTÂNCIA CLÍNICA DO CONTATO PELE A PELE NASCIDO INFANT SKIN -TO-SKIN EIXO TEMÁTICO: HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA AO PARTO E Catharina Fujiwara Souza na pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Ana Laura Goulart Aguiar Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Brenda Polisel Napoli Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Luz Sofia Dondero Carrera pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Letícia Parra Vesguerber Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Mariana D’agostinho Mikail Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Isabela Roberto Barion pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Ana Clara Lopes Dittrich Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Bruno Anzelotti Nahlous Graduando em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí Karla Mara Oldoni Graduada em Medicina pelo Centr o Universitário Ingá - UNINGÁ - nascido é uma prática de cuidado neonatal humanizado cuja implementação universal ainda enfrenta barreiras : Revisar a literatura recente sobre a importância clínica do CPP imediato, com foco em seus benefícios fisiológicos e emocionais para a mãe e para o bebê, seu impacto na amamentação e os desafios de implementação. de literatura na base PubMed, utilizando o descritor ”, incluindo artigos publicados entre abril de 2014 e maio de 2023, do tipo revisão sistemática, ensaio clínico randomizado e estudo transversal, : O CPP promove estabilidade térmica e nascido, reduz o estresse, o choro e o risco de complicações, além de fortalecer o vínculo afetivo e reduzir a ansiedade materna. Impacta positivamente a ção, facilitando seu início precoce. A prática é viável em diversos contextos, mas sua implementação é dificultada por barreiras como rotinas hospitalares de separação, falta de O CPP é uma interven ção segura, de baixo custo e com benefícios comprovados para a saúde materna e neonatal. Sua implementação como prática padrão requer a superação de barreiras por meio de educação contínua, protocolos institucionais e apoio ativo às famílias. Palavras-Chaves: Amamentação; contato pele a pele; humanização do parto; recém nascido; vínculo mãebebê. ABSTRACT Introduction: Immediate skin humanized neonatal care practice whose universal implementation still faces institutional, cultural, and structural barriers. i mportance of immediate SSC, focusing on its physiological and emotional benefits for both mother and baby, its impact on breastfeeding, and the challenges related to its implementation. Methodology: using the descriptor “skin to skin contact after birth,” including articles published between April 2014 and May 2023. The included studies were systematic reviews, randomized clinical trials, and crosssectional studies available free of charge. SSC promotes thermal and cardiorespiratory stability in the newborn, reduces stress, crying, and the risk of complications, strengthens the emotional bond, and decreases maternal anxiety. It positively impacts breastfeeding by facilitating e feasible in various contexts, but its implementation is hindered by barriers such as routine hospital separations, lack of protocols, and staff resistance. safe, lowcost intervention with pro adoption as a standard practice requires overcoming barriers through continuous education, institutional protocols, and active support for families. Keywords: Breastfeeding; humanization of childbirth; mot skin-to-skin contact. INTRODUÇÃO O contato pele a pele (CPP), também conhecido como Método Canguru em suas abordagens mais abrangentes, representa uma prática de cuidado neonatal humanizado cada vez mais reconhecida e valorizada por seus múltiplos benefícios para a mãe e para o bebê. Entretanto, apesar da robusta base de evidênc recomendações de organismos globais como a OMS e o UNICEF para a promoção do CPP imediato (Karimi et al., 2020) institucionais, culturais e estruturais (Ionio; Ciuffo; Landoni, 2021). O co ntato pele a pele é operacionalmente definido como o posicionamento do recém nascido nu, ou vestido apenas com fralda e touca, em decúbito ventral diretamente sobre o tórax ou abdômen desnudo da mãe, imediatamente após o nascimento (Karimi 58 de baixo custo e com benefícios comprovados para a saúde materna e neonatal. Sua implementação como prática padrão requer a superação de barreiras por meio de educação contínua, protocolos institucionais e apoio ativo às famílias. Amamentação; contato pele a pele; humanização do parto; recém bebê. Immediate skin -toskin contact (SSC) between mother and newborn is a humanized neonatal care practice whose universal implementation still faces institutional, cultural, and structural barriers. Objective: To review the recent literature on the clinical mportance of immediate SSC, focusing on its physiological and emotional benefits for both mother and baby, its impact on breastfeeding, and the challenges related to its Methodology: A literature review was conducted in the PubMed database using the descriptor “skin to skin contact after birth,” including articles published between April 2014 and May 2023. The included studies were systematic reviews, randomized sectional studies available free of charge. Results a SSC promotes thermal and cardiorespiratory stability in the newborn, reduces stress, crying, and the risk of complications, strengthens the emotional bond, and decreases maternal anxiety. It positively impacts breastfeeding by facilitating e arly initiation. The practice is feasible in various contexts, but its implementation is hindered by barriers such as routine hospital separations, lack of protocols, and staff resistance. Final Considerations: cost intervention with pro ven benefits for maternal and neonatal health. Its adoption as a standard practice requires overcoming barriers through continuous education, institutional protocols, and active support for families. Breastfeeding; humanization of childbirth; mot herinfant bonding; newborn; O contato pele a pele (CPP), também conhecido como skin-to - Método Canguru em suas abordagens mais abrangentes, representa uma prática de cuidado neonatal humanizado cada vez mais reconhecida e valorizada por seus múltiplos benefícios para a mãe e para o bebê. Entretanto, apesar da robusta base de evidênc recomendações de organismos globais como a OMS e o UNICEF para a promoção do CPP et al., 2020) , sua implementação universal é dificultada por barreiras institucionais, culturais e estruturais (Ionio; Ciuffo; Landoni, 2021). ntato pele a pele é operacionalmente definido como o posicionamento do recém nascido nu, ou vestido apenas com fralda e touca, em decúbito ventral diretamente sobre o tórax ou abdômen desnudo da mãe, imediatamente após o nascimento (Karimi de baixo custo e com benefícios comprovados para a saúde materna e neonatal. Sua implementação como prática padrão requer a superação de barreiras por meio de educação Amamentação; contato pele a pele; humanização do parto; recém - skin contact (SSC) between mother and newborn is a humanized neonatal care practice whose universal implementation still faces institutional, To review the recent literature on the clinical mportance of immediate SSC, focusing on its physiological and emotional benefits for both mother and baby, its impact on breastfeeding, and the challenges related to its A literature review was conducted in the PubMed database using the descriptor “skin to skin contact after birth,” including articles published between April 2014 and May 2023. The included studies were systematic reviews, randomized Results a nd Discussion: SSC promotes thermal and cardiorespiratory stability in the newborn, reduces stress, crying, and the risk of complications, strengthens the emotional bond, and decreases maternal arly initiation. The practice is feasible in various contexts, but its implementation is hindered by barriers such as routine Final Considerations: SSC is a ven benefits for maternal and neonatal health. Its adoption as a standard practice requires overcoming barriers through continuous education, infant bonding; newborn; - skin contact (SSC) ou Método Canguru em suas abordagens mais abrangentes, representa uma prática de cuidado neonatal humanizado cada vez mais reconhecida e valorizada por seus múltiplos benefícios para a mãe e para o bebê. Entretanto, apesar da robusta base de evidênc ias e das recomendações de organismos globais como a OMS e o UNICEF para a promoção do CPP , sua implementação universal é dificultada por barreiras ntato pele a pele é operacionalmente definido como o posicionamento do recém - nascido nu, ou vestido apenas com fralda e touca, em decúbito ventral diretamente sobre o tórax ou abdômen desnudo da mãe, imediatamente após o nascimento (Karimi et al., 2020; Io nio; Ciuffo; Landoni, 2021). Essa prática vai além do simples posicionamento físico, abrangendo a manutenção de uma proximidade térmica, olfativa, tátil e auditiva, que cria um ambiente multissensorial regulador para o neonato (Ionio; Ciuffo; Landoni, 2021 também de uma experiência valiosa e empoderadora para os pais, fortalecendo o vínculo precoce entre eles e seus bebês (Lilliesköld amamentação (Moore et al., A flexibilidade do CPP perm reforçando a possibilidade de sua adoção como prática assistencial. Ele é válido em todos os modos de parto (vaginal, com analgesia, fórceps/vácuo, cesáreas programadas/urgentes), inclusive em gestações de al haja equipe treinada e sala organizada para isso (Brimdyr reais levam em conta situações de instabilidade clínica grave do bebê (ex.: necessidade imediat a de intubação/ventilação invasiva) ou condições maternas que impeçam contato seguro (ex.: anestesia geral, instabilidade hemodinâmica) (Kristoffersen O objetivo deste trabalho é revisar a literatura mais recente sobre o contato pele a pele, com foco em estudos do tipo revisão sistemática, ensaio clínico randomizado e estudo transversal, oferecendo uma perspectiva atualizada e positiva sobre os cuidados de saúde que priorizam a menor separação possível entre mãe e bebê. O recorte temporal da compreende o período de abril de 2014 a maio de 2023. Apesar dos estudos incluídos mostrarem que, quando realizado com protocolos e apoio da equipe, o CPP é viável e seguro, mantendo a estabilidade térmica e fisiológica do recém-nascido (Stevens et muitos aspectos, está defasada em relação ao conhecimento científico disponível (Widström et al., 2019). Mesmo em locais onde o CPP é amplamente adotado, sua duração é muitas vezes menor d o que o recomendado como melhor prática (geralmente 1 hora ou mais), sinalizando uma lacuna entre a prática ideal e o que ocorre de fato nos serviços de saúde (Kuamoto; Bueno; Riesco, 2021). Diante desse cenário, levanta capacitação contínua para que o contato pele a pele seja efetivamente integrado como um cuidado padrão e universal. A inconsistência na definição do CPP e nos métodos utilizados para sua mensuração em pesquisas contribui para a heteroge a padronização das melhores práticas. Nesse contexto, este estudo assume grande relevância, 59 nio; Ciuffo; Landoni, 2021). Essa prática vai além do simples posicionamento físico, abrangendo a manutenção de uma proximidade térmica, olfativa, tátil e auditiva, que cria um ambiente multissensorial regulador para o neonato (Ionio; Ciuffo; Landoni, 2021 também de uma experiência valiosa e empoderadora para os pais, fortalecendo o vínculo precoce entre eles e seus bebês (Lilliesköld et al ., 2022) e favorecendo o início e a duração da et al., 2016). A flexibilidade do CPP perm ite que ele seja aplicado em diversos contextos reforçando a possibilidade de sua adoção como prática assistencial. Ele é válido em todos os modos de parto (vaginal, com analgesia, fórceps/vácuo, cesáreas programadas/urgentes), inclusive em gestações de al to risco (p. ex., cardiopatias congênitas, múltiplos), desde que haja equipe treinada e sala organizada para isso (Brimdyr et al., 2023). Suas contra indicações reais levam em conta situações de instabilidade clínica grave do bebê (ex.: necessidade a de intubação/ventilação invasiva) ou condições maternas que impeçam contato seguro (ex.: anestesia geral, instabilidade hemodinâmica) (Kristoffersen O objetivo deste trabalho é revisar a literatura mais recente sobre o contato pele a pele, com foco em estudos do tipo revisão sistemática, ensaio clínico randomizado e estudo transversal, oferecendo uma perspectiva atualizada e positiva sobre os cuidados de saúde que priorizam a menor separação possível entre mãe e bebê. O recorte temporal da compreende o período de abril de 2014 a maio de 2023. Apesar dos estudos incluídos mostrarem que, quando realizado com protocolos e apoio da equipe, o CPP é viável e seguro, mantendo a estabilidade térmica e fisiológica do al., 2014). O desafio central é que sua prática clínica global, em muitos aspectos, está defasada em relação ao conhecimento científico disponível (Widström 2019). Mesmo em locais onde o CPP é amplamente adotado, sua duração é muitas o que o recomendado como melhor prática (geralmente 1 hora ou mais), sinalizando uma lacuna entre a prática ideal e o que ocorre de fato nos serviços de saúde (Kuamoto; Bueno; Riesco, 2021). Diante desse cenário, levanta - se a hipótese da necessidade de dir capacitação contínua para que o contato pele a pele seja efetivamente integrado como um cuidado padrão e universal. A inconsistência na definição do CPP e nos métodos utilizados para sua mensuração em pesquisas contribui para a heteroge neidade dos resultados e dificulta a padronização das melhores práticas. Nesse contexto, este estudo assume grande relevância, nio; Ciuffo; Landoni, 2021). Essa prática vai além do simples posicionamento físico, abrangendo a manutenção de uma proximidade térmica, olfativa, tátil e auditiva, que cria um ambiente multissensorial regulador para o neonato (Ionio; Ciuffo; Landoni, 2021 ). Trata-se também de uma experiência valiosa e empoderadora para os pais, fortalecendo o vínculo ., 2022) e favorecendo o início e a duração da ite que ele seja aplicado em diversos contextos reforçando a possibilidade de sua adoção como prática assistencial. Ele é válido em todos os modos de parto (vaginal, com analgesia, fórceps/vácuo, cesáreas programadas/urgentes), to risco (p. ex., cardiopatias congênitas, múltiplos), desde que 2023). Suas contra indicações reais levam em conta situações de instabilidade clínica grave do bebê (ex.: necessidade a de intubação/ventilação invasiva) ou condições maternas que impeçam contato seguro (ex.: anestesia geral, instabilidade hemodinâmica) (Kristoffersen et al., 2023). O objetivo deste trabalho é revisar a literatura mais recente sobre o contato pele a pele, com foco em estudos do tipo revisão sistemática, ensaio clínico randomizado e estudo transversal, oferecendo uma perspectiva atualizada e positiva sobre os cuidados de saúde que priorizam a menor separação possível entre mãe e bebê. O recorte temporal da análise Apesar dos estudos incluídos mostrarem que, quando realizado com protocolos e apoio da equipe, o CPP é viável e seguro, mantendo a estabilidade térmica e fisiológica do 2014). O desafio central é que sua prática clínica global, em muitos aspectos, está defasada em relação ao conhecimento científico disponível (Widström 2019). Mesmo em locais onde o CPP é amplamente adotado, sua duração é muitas o que o recomendado como melhor prática (geralmente 1 hora ou mais), sinalizando uma lacuna entre a prática ideal e o que ocorre de fato nos serviços de saúde se a hipótese da necessidade de dir etrizes claras e de capacitação contínua para que o contato pele a pele seja efetivamente integrado como um cuidado padrão e universal. A inconsistência na definição do CPP e nos métodos utilizados neidade dos resultados e dificulta a padronização das melhores práticas. Nesse contexto, este estudo assume grande relevância, pois a compreensão dos benefícios do CPP para recém como para as mães — incluindo sua influênci incentivar maior adesão por parte das equipes de saúde e ampliar o corpo de conhecimento disponível para a comunidade científica. METODOLOGIA Este estudo consiste em uma revisão de literatura realizada em agosto meio de buscas na base de dados PubMed ( System Online ). Foram incluídos artigos publicados entre abril de 2014 e maio de 2023, utilizando o seguinte descritor: “ artigos, os quais foram posteriormente submetidos aos critérios de seleção. Os critérios de inclusão foram: artigos no idioma inglês; publicados no período de abril de 2014 a maio de 2023; que abordassem diretamente a temática do pele a pele entre mãe e recém randomizado e estudo transversal; e que estivessem disponíveis gratuitamente na íntegra. Os critérios de exclusão foram: artigos duplicados; estudo indiretamente o contato imediato pele a pele entre mãe e recém de caso; além daqueles que não atendiam aos demais critérios de inclusão. Após a aplicação dos critérios de seleção, restaram 12 artigos, os quai submetidos à leitura minuciosa para a coleta de dados. Os resultados foram apresentados de forma descritiva, organizados em categorias temáticas que abordam os aspectos fisiológicos e os benefícios do contato pele a pele imediato tanto para a mãe q seu impacto na amamentação, o manejo e as adaptações necessárias à prática, bem como os desafios enfrentados em sua implementação e as estratégias propostas para superá RESULTADOS E DISCUSSÃO Aspectos fisiológicos e benéfic O contato pele a pele (CPP), traz inúmeros benefícios para a mãe, tanto fisiológicos quanto emocionais. Entre eles, destacam do vínculo emocional e maior confiança no cuidado com o bebê prema al. , 2023). Esse processo favorece a interação e o estímulo comportamental entre mãe e bebê (Karimi et al., 2020). 60 pois a compreensão dos benefícios do CPP para recém - nascidos a termo e pré incluindo sua influênci a positiva na amamentação exclusiva incentivar maior adesão por parte das equipes de saúde e ampliar o corpo de conhecimento disponível para a comunidade científica. Este estudo consiste em uma revisão de literatura realizada em agosto meio de buscas na base de dados PubMed ( Publish Medical Literature Analysis and Retrieval ). Foram incluídos artigos publicados entre abril de 2014 e maio de 2023, utilizando o seguinte descritor: “ skin to skin contact after birth ”. Foram identificados 668 artigos, os quais foram posteriormente submetidos aos critérios de seleção. Os critérios de inclusão foram: artigos no idioma inglês; publicados no período de abril de 2014 a maio de 2023; que abordassem diretamente a temática do pele a pele entre mãe e recém - nascido; estudos do tipo revisão sistemática, ensaio clínico randomizado e estudo transversal; e que estivessem disponíveis gratuitamente na íntegra. Os critérios de exclusão foram: artigos duplicados; estudo indiretamente o contato imediato pele a pele entre mãe e recém - nascido; estudos do tipo relato de caso; além daqueles que não atendiam aos demais critérios de inclusão. Após a aplicação dos critérios de seleção, restaram 12 artigos, os quai submetidos à leitura minuciosa para a coleta de dados. Os resultados foram apresentados de forma descritiva, organizados em categorias temáticas que abordam os aspectos fisiológicos e os benefícios do contato pele a pele imediato tanto para a mãe q uanto para o recém seu impacto na amamentação, o manejo e as adaptações necessárias à prática, bem como os desafios enfrentados em sua implementação e as estratégias propostas para superá RESULTADOS E DISCUSSÃO Aspectos fisiológicos e benéfic os para a mãe: O contato pele a pele (CPP), traz inúmeros benefícios para a mãe, tanto fisiológicos quanto emocionais. Entre eles, destacam - se a redução da ansiedade materna, fortalecimento do vínculo emocional e maior confiança no cuidado com o bebê prema , 2023). Esse processo favorece a interação e o estímulo comportamental entre mãe e bebê nascidos a termo e pré -termo, bem a positiva na amamentação exclusiva — pode incentivar maior adesão por parte das equipes de saúde e ampliar o corpo de conhecimento Este estudo consiste em uma revisão de literatura realizada em agosto de 2025, por Publish Medical Literature Analysis and Retrieval ). Foram incluídos artigos publicados entre abril de 2014 e maio de 2023, ”. Foram identificados 668 artigos, os quais foram posteriormente submetidos aos critérios de seleção. Os critérios de inclusão foram: artigos no idioma inglês; publicados no período de abril de 2014 a maio de 2023; que abordassem diretamente a temática do contato imediato nascido; estudos do tipo revisão sistemática, ensaio clínico randomizado e estudo transversal; e que estivessem disponíveis gratuitamente na íntegra. Os critérios de exclusão foram: artigos duplicados; estudo s que abordavam nascido; estudos do tipo relato de caso; além daqueles que não atendiam aos demais critérios de inclusão. Após a aplicação dos critérios de seleção, restaram 12 artigos, os quai s foram submetidos à leitura minuciosa para a coleta de dados. Os resultados foram apresentados de forma descritiva, organizados em categorias temáticas que abordam os aspectos fisiológicos e uanto para o recém -nascido, seu impacto na amamentação, o manejo e as adaptações necessárias à prática, bem como os desafios enfrentados em sua implementação e as estratégias propostas para superá -los. O contato pele a pele (CPP), traz inúmeros benefícios para a mãe, tanto fisiológicos se a redução da ansiedade materna, fortalecimento do vínculo emocional e maior confiança no cuidado com o bebê prema turo (Kristoffersen et , 2023). Esse processo favorece a interação e o estímulo comportamental entre mãe e bebê O CPP promove a liberação de ocitocina, reduz o choro do bebê e proporciona benefícios emocionais à mãe, incluindo possível redução de sintomas de estresse pós (Agudelo et al ., 2021; Stevens experi ência empoderadora para os pais, permitindo participação ativa no cuidado desde o início. Essa vivência gera sentimentos de conexão e confiança, ao mesmo tempo em que a proximidade física favorece o envolvimento parental ao longo do tempo (Lillieskold 2022). Essa prática é ainda mais relevante em unidades neonatais, pois minimiza a separação entre mãe e bebê e garante assistência conjunta (Who Immediate KMC Study Group, 2020; Brimdyr et al., 2023). Do ponto de vista fisiológico, destacam redução do sangramento, aumento da autoeficácia na amamentação, diminuição do estresse e maior liberação de ocitocina. Também se observa melhora da autoestima materna, maior mutualidade mãebebê e facilitação da comunicação quí et al., 2019). Por fim, o CPP contribui para a redução do risco de depressão pós confiança materna, favorece a interação olho no olho e o reconhecimento de cheiros e vozes, consolidando o apego e ampliand especialmente em UTI neonatal (Ionio; Ciuffo; Landoni, 2021). Aspectos fisiológicos e benéficos para o bebê: O contato pele a pele (CPP) apresenta múltiplos aspectos fisiológicos e benéficos para o bebê, sendo uma prática respaldada por sólida evidência científica. A prática do CPP promove estabilidade térmica, garantindo manutenção da temperatura corporal adequada tanto em recémnascidos a termo quanto em prematuros (Moore Agudelo et al., 2021). Além disso, favorece a regulação cardiorrespiratória, estabilizando as frequências cardíaca e respiratória e apoiando a transição fisiológica da vida intrauterina para a extrauterina (Agudelo et al., Outro benefício amplamente relatado é a redução do estresse e do choro, resultado da ativação do sistema parassimpático e da liberação de ocitocina, o que também contribui para melhor autorregulação comportamental (Ionio; Ciuffo; Landoni, auxilia na pr evenção da hipoglicemia e na otimização dos níveis de glicose sanguínea, além de reduzir a reação dolorosa durante procedimentos invasivos, como a aplicação de vitamina K (Widström et al., 2019). 61 O CPP promove a liberação de ocitocina, reduz o choro do bebê e proporciona benefícios emocionais à mãe, incluindo possível redução de sintomas de estresse pós ., 2021; Stevens et al. , 2014). Além disso, o CPP é descrito como uma ência empoderadora para os pais, permitindo participação ativa no cuidado desde o início. Essa vivência gera sentimentos de conexão e confiança, ao mesmo tempo em que a proximidade física favorece o envolvimento parental ao longo do tempo (Lillieskold 2022). Essa prática é ainda mais relevante em unidades neonatais, pois minimiza a separação entre mãe e bebê e garante assistência conjunta (Who Immediate KMC Study Group, 2020; Do ponto de vista fisiológico, destacam -se a expuls ão mais precoce da placenta, redução do sangramento, aumento da autoeficácia na amamentação, diminuição do estresse e maior liberação de ocitocina. Também se observa melhora da autoestima materna, maior bebê e facilitação da comunicação quí mica pelo cheiro do bebê (Widstrom Por fim, o CPP contribui para a redução do risco de depressão pós confiança materna, favorece a interação olho no olho e o reconhecimento de cheiros e vozes, consolidando o apego e ampliand o a autonomia da mãe no cuidado com o recém especialmente em UTI neonatal (Ionio; Ciuffo; Landoni, 2021). Aspectos fisiológicos e benéficos para o bebê: O contato pele a pele (CPP) apresenta múltiplos aspectos fisiológicos e benéficos para o sendo uma prática respaldada por sólida evidência científica. A prática do CPP promove estabilidade térmica, garantindo manutenção da temperatura corporal adequada tanto em nascidos a termo quanto em prematuros (Moore et al. , 2016; Karimi 2021). Além disso, favorece a regulação cardiorrespiratória, estabilizando as frequências cardíaca e respiratória e apoiando a transição fisiológica da vida intrauterina para et al., 2021). amplamente relatado é a redução do estresse e do choro, resultado da ativação do sistema parassimpático e da liberação de ocitocina, o que também contribui para melhor autorregulação comportamental (Ionio; Ciuffo; Landoni, 2021). O CPP também evenção da hipoglicemia e na otimização dos níveis de glicose sanguínea, além de reduzir a reação dolorosa durante procedimentos invasivos, como a aplicação de vitamina O CPP promove a liberação de ocitocina, reduz o choro do bebê e proporciona benefícios emocionais à mãe, incluindo possível redução de sintomas de estresse pós -parto , 2014). Além disso, o CPP é descrito como uma ência empoderadora para os pais, permitindo participação ativa no cuidado desde o início. Essa vivência gera sentimentos de conexão e confiança, ao mesmo tempo em que a proximidade física favorece o envolvimento parental ao longo do tempo (Lillieskold et al., 2022). Essa prática é ainda mais relevante em unidades neonatais, pois minimiza a separação entre mãe e bebê e garante assistência conjunta (Who Immediate KMC Study Group, 2020; ão mais precoce da placenta, redução do sangramento, aumento da autoeficácia na amamentação, diminuição do estresse e maior liberação de ocitocina. Também se observa melhora da autoestima materna, maior mica pelo cheiro do bebê (Widstrom Por fim, o CPP contribui para a redução do risco de depressão pós -parto, aumenta a confiança materna, favorece a interação olho no olho e o reconhecimento de cheiros e vozes, o a autonomia da mãe no cuidado com o recém -nascido, O contato pele a pele (CPP) apresenta múltiplos aspectos fisiológicos e benéficos para o sendo uma prática respaldada por sólida evidência científica. A prática do CPP promove estabilidade térmica, garantindo manutenção da temperatura corporal adequada tanto em , 2016; Karimi et al., 2020; 2021). Além disso, favorece a regulação cardiorrespiratória, estabilizando as frequências cardíaca e respiratória e apoiando a transição fisiológica da vida intrauterina para amplamente relatado é a redução do estresse e do choro, resultado da ativação do sistema parassimpático e da liberação de ocitocina, o que também contribui para 2021). O CPP também evenção da hipoglicemia e na otimização dos níveis de glicose sanguínea, além de reduzir a reação dolorosa durante procedimentos invasivos, como a aplicação de vitamina Nos prematuros, os efeitos são ainda mais significativos: há bradicardias e sepse, além de maior ganho ponderal, menor tempo de hospitalização e redução da mortalidade neonatal, especialmente em bebês de baixo peso (Moore recentes confirmam que mesmo em prematuros extremos mantém a estabilidade térmica e reduz riscos de hipertermia (Lode Além dos efeitos imediatos, o CPP contribui para benefícios de médio e longo prazo. Evidências apontam para uma melhora da colonização d pela transferência bacteriana da pele materna e pela exposição inicial aos nutrientes e compostos bioativos do colostro (Widström melhor autorregulação até um ano de idade como maior desempenho educacional e menor propensão a comportamentos de risco (Brimdyr et al., 2023). Impacto na amamentação: O contato pele a pele (CPP) tem impacto positivo na amamentação, sendo indicado como um fator que aumenta taxas de aleitamento materno exclusivo globalmente (OR = 2.19) (Karimi et al. , 2020) e leva a primeira amamentação bem sucedida mais cedo, reduzindo a suplementação com fórmula no hospital (Widström precoce da amamentação, mesmo em contexto de prematuridade (Kristoffersen estimulando o produção de leite materno e induzindo a progressão do comportamento de sucção do neonato (Who Immediate KMC Study Group, 2020), a atividade da estágio também prepara o bebê para a sucção, diminuindo problemas na amamentação, transferência do leite (Widström Landoni, 2021), gerando maior probabilidade de início bem (Moore et al. , 2016). Vale ressaltar que o CPP auxilia na manutenção do aleitamento exclusivo em longo prazo (Kristoffersen Além disso, o CPP também impacta a mãe, fortalecendo a autoconfiança, diminuindo preocupações sobre ter l eite suficiente (Widström positiva do aleitamento (Brimdyr durante a familiarização aumentam os níveis de ocitocina materno e moldam o mamilo e a aréola para a amame ntação, facilitando o aleitamento (Widström 62 Nos prematuros, os efeitos são ainda mais significativos: há bradicardias e sepse, além de maior ganho ponderal, menor tempo de hospitalização e redução da mortalidade neonatal, especialmente em bebês de baixo peso (Moore recentes confirmam que mesmo em prematuros extremos (28– 32 semanas), o CPP é seguro, mantém a estabilidade térmica e reduz riscos de hipertermia (Lode - Kolz Além dos efeitos imediatos, o CPP contribui para benefícios de médio e longo prazo. Evidências apontam para uma melhora da colonização d o microbioma intestinal, sustentada pela transferência bacteriana da pele materna e pela exposição inicial aos nutrientes e compostos bioativos do colostro (Widström et al ., 2019). A prática também está associada a melhor autorregulação até um ano de idade e potenciais impactos positivos na vida adulta, como maior desempenho educacional e menor propensão a comportamentos de risco Impacto na amamentação: O contato pele a pele (CPP) tem impacto positivo na amamentação, sendo indicado como um fator que aumenta taxas de aleitamento materno exclusivo globalmente (OR = 2.19) , 2020) e leva a primeira amamentação bem sucedida mais cedo, reduzindo a suplementação com fórmula no hospital (Widström et al. , 2019) . O CPP facilita precoce da amamentação, mesmo em contexto de prematuridade (Kristoffersen estimulando o produção de leite materno e induzindo a progressão do comportamento de sucção do neonato (Who Immediate KMC Study Group, 2020), a atividade da estágio também prepara o bebê para a sucção, diminuindo problemas na amamentação, transferência do leite (Widström et al. , 2019) e promovendo a pega correta (Ionio; Ciuffo; Landoni, 2021), gerando maior probabilidade de início bem - sucedido da , 2016). Vale ressaltar que o CPP auxilia na manutenção do aleitamento exclusivo em longo prazo (Kristoffersen et al., 2023). Além disso, o CPP também impacta a mãe, fortalecendo a autoconfiança, diminuindo eite suficiente (Widström et al. , 2019) e gerando uma percepção positiva do aleitamento (Brimdyr et al. , 2023). As ações de massagem do bebê no peito durante a familiarização aumentam os níveis de ocitocina materno e moldam o mamilo e a ntação, facilitando o aleitamento (Widström et al. , 2019). Nos prematuros, os efeitos são ainda mais significativos: há redução de apneias, bradicardias e sepse, além de maior ganho ponderal, menor tempo de hospitalização e redução da mortalidade neonatal, especialmente em bebês de baixo peso (Moore et al., 2016). Estudos 32 semanas), o CPP é seguro, Kolz et al., 2022). Além dos efeitos imediatos, o CPP contribui para benefícios de médio e longo prazo. o microbioma intestinal, sustentada pela transferência bacteriana da pele materna e pela exposição inicial aos nutrientes e ., 2019). A prática também está associada a e potenciais impactos positivos na vida adulta, como maior desempenho educacional e menor propensão a comportamentos de risco O contato pele a pele (CPP) tem impacto positivo na amamentação, sendo indicado como um fator que aumenta taxas de aleitamento materno exclusivo globalmente (OR = 2.19) , 2020) e leva a primeira amamentação bem sucedida mais cedo, reduzindo a , 2019) . O CPP facilita o início precoce da amamentação, mesmo em contexto de prematuridade (Kristoffersen et al., 2023), estimulando o produção de leite materno e induzindo a progressão do comportamento de sucção do neonato (Who Immediate KMC Study Group, 2020), a atividade da língua neste estágio também prepara o bebê para a sucção, diminuindo problemas na amamentação, , 2019) e promovendo a pega correta (Ionio; Ciuffo; sucedido da amamentação , 2016). Vale ressaltar que o CPP auxilia na manutenção do aleitamento Além disso, o CPP também impacta a mãe, fortalecendo a autoconfiança, diminuindo , 2019) e gerando uma percepção , 2023). As ações de massagem do bebê no peito durante a familiarização aumentam os níveis de ocitocina materno e moldam o mamilo e a , 2019). Manejo e adaptações: O contato pele a pele deve ser iniciado imediatamente após o parto, preferivelmente dentro dos primeiros 10 minutos de vida (Karimi que a condição materna permita (Stevens que o binômio mãebebê esteja estável, sendo recomendada uma hora ou mais como prática de excelência (Lilliesköld et al., O RN deve ser colocado nu sobre o tórax da mãe, em posição prona, com cabeça lateralizada e pescoço neutro, por um membro da equipe até ser firmemente posicionado, em posição segura para as vias aéreas (Stevens c ontato pele a pele, o RN deve ser monitorado quanto a frequência cardíaca, saturação de oxigênio, observação do tônus e respiração, com preparo da equipe para interrupção rápida em caso de alterações (Stevens intervenções que não precisam ser imediatas (Brimdyr O contato pele a pele é indicado para qualquer tipo de parto. Em muito prematuros a estabilização inicial em incubadora ainda é a norma. Quanto às adaptações, o CPP pode ser realizado em prematuros estáveis, inclusive de muito baixo peso, desde que garantidas condições clínicas adequadas. Nos casos em que a mãe estiver impossibilitada (como sob anestesia geral, em situações de instabilidade ou cesarianas), o contato pode ser r pai ou outro cuidador, sem prejuízo da estabilidade térmica ou da formação do vínculo (Agudelo et al. , 2021). Procedimentos médicos (CPAP, sondagem, acessos venosos) podem ser feitos durante o contato, sendo interrompido apenas quando estrita em intubação ou instabilidade grave (Lilliesköld As contraindicações para o procedimento são restritas a situações de risco significativo, como malformações graves, instabilidade hemodinâmica ou condições maternas que impeçam o contato seguro (Kristoffersen também em situações de instabilidade neonatal que exija suporte invasivo imediato, reanimação ativa, ou intervenções que não são possíveis de serem realizadas com binômio unido (Stevens et al., 2014; Brimdyr intervenção de baixo custo, segura e adaptável a diferentes contextos, desde que haja 63 O contato pele a pele deve ser iniciado imediatamente após o parto, preferivelmente dentro dos primeiros 10 minutos de vida (Karimi et al., 2020), ou em até 60 minutos desde que a condição materna permita (Stevens et al., 2014). A duração pode ser estendida, desde bebê esteja estável, sendo recomendada uma hora ou mais como prática et al., 2022). RN deve ser colocado nu sobre o tórax da mãe, em posição prona, com cabeça lateralizada e pescoço neutro, por um membro da equipe até ser firmemente posicionado, em posição segura para as vias aéreas (Stevens et al., 2014; Moore et al., ontato pele a pele, o RN deve ser monitorado quanto a frequência cardíaca, saturação de oxigênio, observação do tônus e respiração, com preparo da equipe para interrupção rápida em caso de alterações (Stevens et al., 2014), mas a técnica não deve ser inter intervenções que não precisam ser imediatas (Brimdyr et al., 2023). O contato pele a pele é indicado para qualquer tipo de parto. Em muito prematuros a estabilização inicial em incubadora ainda é a norma. Quanto às adaptações, o CPP pode ser realizado em prematuros estáveis, inclusive de muito baixo peso, desde que garantidas condições clínicas adequadas. Nos casos em que a mãe estiver impossibilitada (como sob anestesia geral, em situações de instabilidade ou cesarianas), o contato pode ser r pai ou outro cuidador, sem prejuízo da estabilidade térmica ou da formação do vínculo , 2021). Procedimentos médicos (CPAP, sondagem, acessos venosos) podem ser feitos durante o contato, sendo interrompido apenas quando estrita mente necessário, como em intubação ou instabilidade grave (Lilliesköld et al., 2022). As contraindicações para o procedimento são restritas a situações de risco significativo, como malformações graves, instabilidade hemodinâmica ou condições maternas impeçam o contato seguro (Kristoffersen et al., 2023). Além disso, é contraindicado também em situações de instabilidade neonatal que exija suporte invasivo imediato, reanimação ativa, ou intervenções que não são possíveis de serem realizadas com binômio 2014; Brimdyr et al., 2023). Diante disso, verifica intervenção de baixo custo, segura e adaptável a diferentes contextos, desde que haja O contato pele a pele deve ser iniciado imediatamente após o parto, preferivelmente 2020), ou em até 60 minutos desde 2014). A duração pode ser estendida, desde bebê esteja estável, sendo recomendada uma hora ou mais como prática RN deve ser colocado nu sobre o tórax da mãe, em posição prona, com cabeça lateralizada e pescoço neutro, por um membro da equipe até ser firmemente posicionado, em et al., 2016). Durante o ontato pele a pele, o RN deve ser monitorado quanto a frequência cardíaca, saturação de oxigênio, observação do tônus e respiração, com preparo da equipe para interrupção rápida 2014), mas a técnica não deve ser inter rompida para O contato pele a pele é indicado para qualquer tipo de parto. Em muito prematuros a estabilização inicial em incubadora ainda é a norma. Quanto às adaptações, o CPP pode ser realizado em prematuros estáveis, inclusive de muito baixo peso, desde que garantidas condições clínicas adequadas. Nos casos em que a mãe estiver impossibilitada (como sob anestesia geral, em situações de instabilidade ou cesarianas), o contato pode ser r ealizado pelo pai ou outro cuidador, sem prejuízo da estabilidade térmica ou da formação do vínculo , 2021). Procedimentos médicos (CPAP, sondagem, acessos venosos) podem mente necessário, como As contraindicações para o procedimento são restritas a situações de risco significativo, como malformações graves, instabilidade hemodinâmica ou condições maternas 2023). Além disso, é contraindicado também em situações de instabilidade neonatal que exija suporte invasivo imediato, reanimação ativa, ou intervenções que não são possíveis de serem realizadas com binômio 2023). Diante disso, verifica -se que o CPP é uma intervenção de baixo custo, segura e adaptável a diferentes contextos, desde que haja protocolos claros, treinamento multiprofissional e inclusão de pais ou cuida provedores alternativos. Desafios na implementação e como superá A implementação do contato pele a pele logo após o nascimento, embora amplamente recomendada por organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, ainda enfrenta barreiras significativas em diferentes cenários obstétricos e neonatais. Nesse sentido, tais desafios envolvem aspectos estruturais e logísticos, além de barreiras culturais, institucionais e emocionais. Uma das principais barreiras é a rotina hospitalar procedimentos como avaliação neonatal, administração de vitamina K, aspiração de vias aéreas e suturas maternas são priorizados em detrimento do contato inicial (Karimi 2020). Assim, essa prática compromete o início particularmente comum em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, sobretudo em bebês de baixo peso, em que a cultura institucional tende a valorizar a tecnologia das incubadoras em detrimento do cuidado centrado na famíli No contexto da cesariana, há desafios adicionais, como a logística do centro cirúrgico, o arranjo de monitores e linhas venosas, a preocupação com a termorregulação neonatal e a resistência cultural de parte da equipe de saúde, habituada a separar mãe e be imediatamente após o parto. Nessa mesma linha, a ausência de protocolos formais e a falta de treinamento das equipes aumentam a insegurança dos profissionais, que receiam complicações respiratórias ou perda de acesso rápido ao neonato em situações de in clínica. Ademais, cesarianas sob anestesia geral ou com intercorrências maternas também representam barreiras adicionais à viabilidade do contato pele a pele imediato (Stevens 2014). No caso de recémnascidos muito prematuros, as barreiras são ainda mais complexas. Frequentemente os pais relatam insegurança em manipular um bebê frágil, medo de causar danos e dificuldade em se concentrar no contato devido à dor, ao cansaço e às intercor 64 protocolos claros, treinamento multiprofissional e inclusão de pais ou cuida Desafios na implementação e como superá -los: A implementação do contato pele a pele logo após o nascimento, embora amplamente recomendada por organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, ainda barreiras significativas em diferentes cenários obstétricos e neonatais. Nesse sentido, tais desafios envolvem aspectos estruturais e logísticos, além de barreiras culturais, institucionais e emocionais. Uma das principais barreiras é a rotina hospitalar de separação precoce, na qual procedimentos como avaliação neonatal, administração de vitamina K, aspiração de vias aéreas e suturas maternas são priorizados em detrimento do contato inicial (Karimi 2020). Assim, essa prática compromete o início e a continuidade da amamentação e é particularmente comum em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, sobretudo em bebês de baixo peso, em que a cultura institucional tende a valorizar a tecnologia das incubadoras em detrimento do cuidado centrado na famíli a (Kristoffersen et al., 2023). No contexto da cesariana, há desafios adicionais, como a logística do centro cirúrgico, o arranjo de monitores e linhas venosas, a preocupação com a termorregulação neonatal e a resistência cultural de parte da equipe de saúde, habituada a separar mãe e be imediatamente após o parto. Nessa mesma linha, a ausência de protocolos formais e a falta de treinamento das equipes aumentam a insegurança dos profissionais, que receiam complicações respiratórias ou perda de acesso rápido ao neonato em situações de in clínica. Ademais, cesarianas sob anestesia geral ou com intercorrências maternas também representam barreiras adicionais à viabilidade do contato pele a pele imediato (Stevens nascidos muito prematuros, as barreiras são ainda mais complexas. Frequentemente os pais relatam insegurança em manipular um bebê frágil, medo de causar danos e dificuldade em se concentrar no contato devido à dor, ao cansaço e às intercor protocolos claros, treinamento multiprofissional e inclusão de pais ou cuida dores como A implementação do contato pele a pele logo após o nascimento, embora amplamente recomendada por organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, ainda barreiras significativas em diferentes cenários obstétricos e neonatais. Nesse sentido, tais desafios envolvem aspectos estruturais e logísticos, além de barreiras culturais, de separação precoce, na qual procedimentos como avaliação neonatal, administração de vitamina K, aspiração de vias aéreas e suturas maternas são priorizados em detrimento do contato inicial (Karimi et al., e a continuidade da amamentação e é particularmente comum em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, sobretudo em bebês de baixo peso, em que a cultura institucional tende a valorizar a tecnologia das incubadoras em No contexto da cesariana, há desafios adicionais, como a logística do centro cirúrgico, o arranjo de monitores e linhas venosas, a preocupação com a termorregulação neonatal e a resistência cultural de parte da equipe de saúde, habituada a separar mãe e be bê imediatamente após o parto. Nessa mesma linha, a ausência de protocolos formais e a falta de treinamento das equipes aumentam a insegurança dos profissionais, que receiam complicações respiratórias ou perda de acesso rápido ao neonato em situações de in stabilidade clínica. Ademais, cesarianas sob anestesia geral ou com intercorrências maternas também representam barreiras adicionais à viabilidade do contato pele a pele imediato (Stevens et al., nascidos muito prematuros, as barreiras são ainda mais complexas. Frequentemente os pais relatam insegurança em manipular um bebê frágil, medo de causar danos e dificuldade em se concentrar no contato devido à dor, ao cansaço e às intercor rências obstétricas. Essa vulnerabilidade, por sua vez, é potencializada pelo ambiente tecnológico da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, que transmite a sensação de que apenas os profissionais são capazes de prover o cuidado adequado (Lilliesköld Além disso, a resistência e o desconhecimento da equipe constituem outro desafio recorrente, uma vez que muitos profissionais não possuem treinamento adequado sobre a técnica, seus benefícios e os comportamentos instintivos do recém levar a intervenções desnecessárias, como tentar estimular precocemente a sucção ou interromper indevidamente o contato pele a pele durante a fase de repouso neonatal. Ademais, a logística hospitalar é, muitas vezes, defasada, o que contrib limitações de espaço físico, ausência de equipamentos móveis para monitorização e protocolos não adaptados à prática do contato pele a pele imediato (Agudelo A fim de superar tais desafios, a literatura propõe diferentes estratégias implementação. Em primeiro lugar, é essencial a educação e capacitação abrangente da equipe multiprofissional, incluindo treinamentos regulares e simulações em contexto real. Nesse viés, tais treinamentos devem abranger não apenas a técnica e a também a valorização dos comportamentos instintivos do recém pais (Karimi et al ., 2020). O desenvolvimento e a adoção de protocolos institucionais claros e padronizados também são fundamentais. Esses doc inclusão e exclusão, devem definir passos de segurança, responsabilidades interprofissionais e parâmetros de monitorização, assegurando consistência na aplicação da prática (Stevens 2014). Outrossim, adapt ações físicas e logísticas mostram cirúrgicos devem dispor de controle térmico adequado, uso de mantas aquecidas, toucas e almofadas de posicionamento, além de equipamentos de monitorização móveis que permitam vigilância contínua da mãe e do bebê. O planejamento pré é crucial para garantir que todos os materiais e recursos estejam disponíveis no momento do nascimento (Stevens et al., acompanh antes também é uma estratégia relevante. Orientar previamente sobre os benefícios 65 obstétricas. Essa vulnerabilidade, por sua vez, é potencializada pelo ambiente tecnológico da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, que transmite a sensação de que apenas os profissionais são capazes de prover o cuidado adequado (Lilliesköld et al Além disso, a resistência e o desconhecimento da equipe constituem outro desafio recorrente, uma vez que muitos profissionais não possuem treinamento adequado sobre a técnica, seus benefícios e os comportamentos instintivos do recém - nascido. T levar a intervenções desnecessárias, como tentar estimular precocemente a sucção ou interromper indevidamente o contato pele a pele durante a fase de repouso neonatal. Ademais, a logística hospitalar é, muitas vezes, defasada, o que contrib limitações de espaço físico, ausência de equipamentos móveis para monitorização e protocolos não adaptados à prática do contato pele a pele imediato (Agudelo A fim de superar tais desafios, a literatura propõe diferentes estratégias implementação. Em primeiro lugar, é essencial a educação e capacitação abrangente da equipe multiprofissional, incluindo treinamentos regulares e simulações em contexto real. Nesse viés, tais treinamentos devem abranger não apenas a técnica e a vigilância clínica, mas também a valorização dos comportamentos instintivos do recém - nascido e o papel ativo dos ., 2020). O desenvolvimento e a adoção de protocolos institucionais claros e padronizados também são fundamentais. Esses doc umentos, além de estabelecer critérios de inclusão e exclusão, devem definir passos de segurança, responsabilidades interprofissionais e parâmetros de monitorização, assegurando consistência na aplicação da prática (Stevens ações físicas e logísticas mostram - se necessárias: ambientes cirúrgicos devem dispor de controle térmico adequado, uso de mantas aquecidas, toucas e almofadas de posicionamento, além de equipamentos de monitorização móveis que permitam da mãe e do bebê. O planejamento pré - operatório detalhado, por sua vez, é crucial para garantir que todos os materiais e recursos estejam disponíveis no momento do et al., 2014). Nesse contexto, a educação pré antes também é uma estratégia relevante. Orientar previamente sobre os benefícios obstétricas. Essa vulnerabilidade, por sua vez, é potencializada pelo ambiente tecnológico da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, que transmite a sensação de que apenas os et al ., 2022). Além disso, a resistência e o desconhecimento da equipe constituem outro desafio recorrente, uma vez que muitos profissionais não possuem treinamento adequado sobre a nascido. T al lacuna pode levar a intervenções desnecessárias, como tentar estimular precocemente a sucção ou interromper indevidamente o contato pele a pele durante a fase de repouso neonatal. Ademais, a logística hospitalar é, muitas vezes, defasada, o que contrib ui com limitações de espaço físico, ausência de equipamentos móveis para monitorização e protocolos não adaptados à prática do contato pele a pele imediato (Agudelo et al., 2021). A fim de superar tais desafios, a literatura propõe diferentes estratégias robustas de implementação. Em primeiro lugar, é essencial a educação e capacitação abrangente da equipe multiprofissional, incluindo treinamentos regulares e simulações em contexto real. vigilância clínica, mas nascido e o papel ativo dos ., 2020). O desenvolvimento e a adoção de protocolos institucionais claros e umentos, além de estabelecer critérios de inclusão e exclusão, devem definir passos de segurança, responsabilidades interprofissionais e parâmetros de monitorização, assegurando consistência na aplicação da prática (Stevens et al., se necessárias: ambientes cirúrgicos devem dispor de controle térmico adequado, uso de mantas aquecidas, toucas e almofadas de posicionamento, além de equipamentos de monitorização móveis que permitam operatório detalhado, por sua vez, é crucial para garantir que todos os materiais e recursos estejam disponíveis no momento do 2014). Nesse contexto, a educação pré -natal dos pais e antes também é uma estratégia relevante. Orientar previamente sobre os benefícios