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O TEMPO DA MULHER: RITMO BIOLÓGICO VERSUS PRESSA HOSPITALAR NA ATENÇÃO HUMANIZADA

Author: Editora Saúde Vital
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17521137
Source: https://zenodo.org/records/17521137/files/8.pdf
8.
O TEMPO DA MULHER: RITMO BIOLÓGICO VERSUS PRESSA
HOSPITALAR NA ATENÇÃO HUMANIZADA
A WOMAN’S TIME: BIOLOGICAL RHYTHM VERSUS HOSPITAL URGENCY IN
EIXO TEMÁTICO: Humanização da Assis ência ao Pa o e Nascimen o.
G aduada em En e magem pela Uni e sidade
G aduanda em En e magem pelo Cen o Uni e si á io dos Gua a apes UNI
RESUMO
In odução:
O pa o é um e en o isiológico e subje i o, i enciado de o ma única po cada
mulhe . No en an o, nas úl imas décadas, em
nascimen o,
com p á icas hospi ala es que p io izam a e iciência, o con ole e a
p e isibilidade do empo de pa o. A con adição en e o empo in e no da mulhe e a "p essa
hospi ala " e ela desa ios impo an es na assis ência obs é ica con empo ânea.
An
alisa a elação en e o empo biológico da mulhe e as p á icas hospi ala es de acele ação
do pa o, à luz do concei o de a enção humanizada.
na a i a da li e a u a, com abo dagem quali a i a, ealizada en e e e ei
Fo am u ilizados os seguin es desc i o es con olados, combinados com ope ado es
booleanos: “pa o humanizado”, “ empo de abalho de pa o”, “medicalização do pa o”,
“assis ência obs é ica” e “ i mo biológico”.
o modelo ecnoc á ico de assis ência ao pa o, amplamen e di undido nas ins i uições
hospi ala es, busca con ola o empo do nascimen o po meio de in e enções como indução
com oci ocina, amnio omia e cesa ianas ele i as. Tais p
mo i os logís icos e o ganizacionais, nem semp e se alinham às eais necessidades
84
O TEMPO DA MULHER: RITMO BIOLÓGICO VERSUS PRESSA
HOSPITALAR NA ATENÇÃO HUMANIZADA
A WOMAN’S TIME: BIOLOGICAL RHYTHM VERSUS HOSPITAL URGENCY IN
HUMANIZED BIRTH CARE
EIXO TEMÁTICO: Humanização da Assis ência ao Pa o e Nascimen o.
Ma ia Fe nanda V
G aduanda em En e magem pelo Cen o Uni e si á io Planal o do Dis i o Fede al, Ma anhão
Jenni e Isabelly Viei a Gonçal es
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Nil on Lins
Má cia Raquel Baumg a z
G aduada em En e magem pela Uni e sidade
de Passo Fundo (UPF). Especialis a em U gência e Eme gência, Ges ão do Sis ema Único de
Leand o da Sil a Fe ei a
G aduando em En e magem pelo Cen o Uni e si á io Mau ício de Nassau, Cea á
Eloísa Ka olina Pe ei a Gomes de A aujo
G aduanda Em Medicina Na Uni e sidade Au onoma San Sebas ián, Pa aguay
Alice Góes Felix da Sil a
G aduanda em Fisio e apia pela Uni e sidade do Es ado do Pa á, Pa á
S e ane Ma ia da Sil a
G aduanda em En e magem pelo Cen o Uni e si á io dos Gua a apes UNI
Le ícia Ma chi Kieling
G aduanda de Medicina pela Uni e sidade Fede al de San a Ma ia, Rio G ande do Sul
Ana Luiza Al es Cunha
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Fede al de Ube lândia
Valé ia Sil a de Mo aes
G aduanda
em En e magem pela Uni e sidade Nil on Lins, Amazonas.
O pa o é um e en o isiológico e subje i o, i enciado de o ma única po cada
mulhe . No en an o, nas úl imas décadas, em
-
se obse ado uma c escen e medicalização do
com p á icas hospi ala es que p io izam a e iciência, o con ole e a
p e isibilidade do empo de pa o. A con adição en e o empo in e no da mulhe e a "p essa
hospi ala " e ela desa ios impo an es na assis ência obs é ica con empo ânea.
alisa a elação en e o empo biológico da mulhe e as p á icas hospi ala es de acele ação
do pa o, à luz do concei o de a enção humanizada.
Me odologia:
T a a
na a i a da li e a u a, com abo dagem quali a i a, ealizada en e e e ei
Fo am u ilizados os seguin es desc i o es con olados, combinados com ope ado es
booleanos: “pa o humanizado”, “ empo de abalho de pa o”, “medicalização do pa o”,
“assis ência obs é ica” e “ i mo biológico”.
Resul ados e Discussões:
A li e a u a apon a que
o modelo ecnoc á ico de assis ência ao pa o, amplamen e di undido nas ins i uições
hospi ala es, busca con ola o empo do nascimen o po meio de in e enções como indução
com oci ocina, amnio omia e cesa ianas ele i as. Tais p
á icas, embo a jus i icadas po
mo i os logís icos e o ganizacionais, nem semp e se alinham às eais necessidades
O TEMPO DA MULHER: RITMO BIOLÓGICO VERSUS PRESSA
HOSPITALAR NA ATENÇÃO HUMANIZADA
A WOMAN’S TIME: BIOLOGICAL RHYTHM VERSUS HOSPITAL URGENCY IN
EIXO TEMÁTICO: Humanização da Assis ência ao Pa o e Nascimen o.
Ma ia Fe nanda V
iana A aújo
G aduanda em En e magem pelo Cen o Uni e si á io Planal o do Dis i o Fede al, Ma anhão
Jenni e Isabelly Viei a Gonçal es
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Nil on Lins
Má cia Raquel Baumg a z
de Passo Fundo (UPF). Especialis a em U gência e Eme gência, Ges ão do Sis ema Único de
Saúde (SUS) e Es é ica
Leand o da Sil a Fe ei a
G aduando em En e magem pelo Cen o Uni e si á io Mau ício de Nassau, Cea á
Eloísa Ka olina Pe ei a Gomes de A aujo
G aduanda Em Medicina Na Uni e sidade Au onoma San Sebas ián, Pa aguay
Alice Góes Felix da Sil a
G aduanda em Fisio e apia pela Uni e sidade do Es ado do Pa á, Pa á
S e ane Ma ia da Sil a
G aduanda em En e magem pelo Cen o Uni e si á io dos Gua a apes UNI
FG - Piedade, Pe nambuco
Le ícia Ma chi Kieling
G aduanda de Medicina pela Uni e sidade Fede al de San a Ma ia, Rio G ande do Sul
Ana Luiza Al es Cunha
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Fede al de Ube lândia
- UFU
Valé ia Sil a de Mo aes
em En e magem pela Uni e sidade Nil on Lins, Amazonas.
O pa o é um e en o isiológico e subje i o, i enciado de o ma única po cada
se obse ado uma c escen e medicalização do
com p á icas hospi ala es que p io izam a e iciência, o con ole e a
p e isibilidade do empo de pa o. A con adição en e o empo in e no da mulhe e a "p essa
hospi ala " e ela desa ios impo an es na assis ência obs é ica con empo ânea.
Obje i o:
alisa a elação en e o empo biológico da mulhe e as p á icas hospi ala es de acele ação
T a a
-se de uma e isão
na a i a da li e a u a, com abo dagem quali a i a, ealizada en e e e ei
o e ab il de 2025.
Fo am u ilizados os seguin es desc i o es con olados, combinados com ope ado es
booleanos: “pa o humanizado”, “ empo de abalho de pa o”, “medicalização do pa o”,
A li e a u a apon a que
o modelo ecnoc á ico de assis ência ao pa o, amplamen e di undido nas ins i uições
hospi ala es, busca con ola o empo do nascimen o po meio de in e enções como indução
á icas, embo a jus i icadas po
mo i os logís icos e o ganizacionais, nem semp e se alinham às eais necessidades
isiológicas da mulhe e do bebê. O concei o de empo no pa o de e se en endido como um
p ocesso subje i o e na u al, não como uma sequênci
c onome adas.
Conside ações Finais:
eminino e a elocidade impos a po o inas hospi ala es comp ome e a qualidade do cuidado
obs é ico. A supe ação da "p essa hospi ala " equ
cul u ais no modelo de a enção ao pa o. Valo iza o empo da mulhe signi ica econhece
sua au onomia, p omo e o p o agonismo no nascimen o e ga an i um ambien e espei oso,
segu o e humanizado. O espei o ao empo
undamen ais pa a uma assis ência obs é ica é ica e cen ada na dignidade eminina.
Pala as-Cha e:
Au onomia da Mulhe ; Humanização da Assis ência; Pa o Humanizado;
Ri mo Biológico.
ABSTRACT
In oduc ion: Chil
dbi h is a physiological and subjec i e e en , expe ienced uniquely by
each woman. Howe e , in ecen decades, he e has been a g owing medicaliza ion o bi h,
wi h hospi al p ac ices p io i izing e iciency, con ol, and p edic abili y o e he na u al
cou se o labo . The con adic ion be ween he woman’s in e nal hy hm and he "hospi al
u gency" p esen s signi ican challenges in con empo a y obs e ic ca e.
analyze he ela ionship be ween he woman’s biological iming and hospi al p ac
a accele a ing labo , in he con ex o humanized ca e.
li e a u e e iew wi h a quali a i e app oach, conduc ed be ween Feb ua y and Ap il 2025.
The ollowing con olled desc ip o s we e used, combined wi h Bo
"humanized childbi h", "labo du a ion", "medicaliza ion o childbi h", "obs e ic ca e",
and "biological hy hm".
echnoc a ic model o childbi h ca e, widely adop ed in hospi a
iming o bi h h ough in e en ions such as oxy ocin induc ion, amnio omy, and elec i e
cesa ean sec ions. Al hough o en jus i ied o logis ical and o ganiza ional easons, hese
p ac ices do no always align wi h he physiolog
concep o ime in childbi h should be unde s ood as a subjec i e and na u al p ocess, no as
a sequence o igidly imed s ages.
na u al hy hm o he emale body an
he quali y o obs e ic ca e. O e coming he "hospi al ush" equi es s uc u al, educa ional,
and cul u al changes in he childbi h ca e model. Valuing a woman’s ime means
ecognizing he au onomy, p
espec ul, sa e, and humanized en i onmen . Respec ing physiological ime is he e o e a
undamen al pilla o e hical, woman
Keywo ds:
Women’s Au onomy; Humaniza ion o Ca
Rhy hm.
INTRODUÇÃO
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isiológicas da mulhe e do bebê. O concei o de empo no pa o de e se en endido como um
p ocesso subje i o e na u al, não como uma sequênci
a de e apas a se em igidamen e
Conside ações Finais:
O descompasso en e o i mo na u al do co po
eminino e a elocidade impos a po o inas hospi ala es comp ome e a qualidade do cuidado
obs é ico. A supe ação da "p essa hospi ala " equ
e mudanças es u u ais, o ma i as e
cul u ais no modelo de a enção ao pa o. Valo iza o empo da mulhe signi ica econhece
sua au onomia, p omo e o p o agonismo no nascimen o e ga an i um ambien e espei oso,
segu o e humanizado. O espei o ao empo
isiológico é, po an o, um dos pila es
undamen ais pa a uma assis ência obs é ica é ica e cen ada na dignidade eminina.
Au onomia da Mulhe ; Humanização da Assis ência; Pa o Humanizado;
dbi h is a physiological and subjec i e e en , expe ienced uniquely by
each woman. Howe e , in ecen decades, he e has been a g owing medicaliza ion o bi h,
wi h hospi al p ac ices p io i izing e iciency, con ol, and p edic abili y o e he na u al
cou se o labo . The con adic ion be ween he woman’s in e nal hy hm and he "hospi al
u gency" p esen s signi ican challenges in con empo a y obs e ic ca e.
analyze he ela ionship be ween he woman’s biological iming and hospi al p ac
a accele a ing labo , in he con ex o humanized ca e.
Me hodology:
li e a u e e iew wi h a quali a i e app oach, conduc ed be ween Feb ua y and Ap il 2025.
The ollowing con olled desc ip o s we e used, combined wi h Bo
"humanized childbi h", "labo du a ion", "medicaliza ion o childbi h", "obs e ic ca e",
and "biological hy hm".
Resul s and Discussion:
The li e a u e indica es ha he
echnoc a ic model o childbi h ca e, widely adop ed in hospi a
ls, seeks o con ol he
iming o bi h h ough in e en ions such as oxy ocin induc ion, amnio omy, and elec i e
cesa ean sec ions. Al hough o en jus i ied o logis ical and o ganiza ional easons, hese
p ac ices do no always align wi h he physiolog
ical needs o he woman and he baby. The
concep o ime in childbi h should be unde s ood as a subjec i e and na u al p ocess, no as
a sequence o igidly imed s ages.
Final Conside a ions:
The misma ch be ween he
na u al hy hm o he emale body an
d he speed imposed by hospi al ou ines comp omises
he quali y o obs e ic ca e. O e coming he "hospi al ush" equi es s uc u al, educa ional,
and cul u al changes in he childbi h ca e model. Valuing a woman’s ime means
ecognizing he au onomy, p
omo ing he ole in he bi hing p ocess, and ensu ing a
espec ul, sa e, and humanized en i onmen . Respec ing physiological ime is he e o e a
undamen al pilla o e hical, woman
-cen e ed obs e ic ca e.
Women’s Au onomy; Humaniza ion o Ca
e; Humanized Childbi h; Biological
isiológicas da mulhe e do bebê. O concei o de empo no pa o de e se en endido como um
a de e apas a se em igidamen e
O descompasso en e o i mo na u al do co po
eminino e a elocidade impos a po o inas hospi ala es comp ome e a qualidade do cuidado
e mudanças es u u ais, o ma i as e
cul u ais no modelo de a enção ao pa o. Valo iza o empo da mulhe signi ica econhece
sua au onomia, p omo e o p o agonismo no nascimen o e ga an i um ambien e espei oso,
isiológico é, po an o, um dos pila es
undamen ais pa a uma assis ência obs é ica é ica e cen ada na dignidade eminina.
Au onomia da Mulhe ; Humanização da Assis ência; Pa o Humanizado;
dbi h is a physiological and subjec i e e en , expe ienced uniquely by
each woman. Howe e , in ecen decades, he e has been a g owing medicaliza ion o bi h,
wi h hospi al p ac ices p io i izing e iciency, con ol, and p edic abili y o e he na u al
cou se o labo . The con adic ion be ween he woman’s in e nal hy hm and he "hospi al
u gency" p esen s signi ican challenges in con empo a y obs e ic ca e.
Objec i e: To
analyze he ela ionship be ween he woman’s biological iming and hospi al p ac
ices aimed
Me hodology:
This is a na a i e
li e a u e e iew wi h a quali a i e app oach, conduc ed be ween Feb ua y and Ap il 2025.
The ollowing con olled desc ip o s we e used, combined wi h Bo
olean ope a o s:
"humanized childbi h", "labo du a ion", "medicaliza ion o childbi h", "obs e ic ca e",
The li e a u e indica es ha he
ls, seeks o con ol he
iming o bi h h ough in e en ions such as oxy ocin induc ion, amnio omy, and elec i e
cesa ean sec ions. Al hough o en jus i ied o logis ical and o ganiza ional easons, hese
ical needs o he woman and he baby. The
concep o ime in childbi h should be unde s ood as a subjec i e and na u al p ocess, no as
The misma ch be ween he
d he speed imposed by hospi al ou ines comp omises
he quali y o obs e ic ca e. O e coming he "hospi al ush" equi es s uc u al, educa ional,
and cul u al changes in he childbi h ca e model. Valuing a woman’s ime means
omo ing he ole in he bi hing p ocess, and ensu ing a
espec ul, sa e, and humanized en i onmen . Respec ing physiological ime is he e o e a
e; Humanized Childbi h; Biological
A assis ência ao pa o e ao nascimen o no B asil em sido o emen e in luenciada po
um modelo biomédico e ecnoc á ico, his o icamen e ol ado ao con ole do co po eminino e
à acionalização dos p ocessos na u ais do nascimen o. Esse modelo, cen ado na
médica e na e iciência ins i ucional, ende a pad oniza condu as e impo uma lógica empo al
p óp ia ao ambien e hospi ala , equen emen e igno ando os i mos biológicos e subje i os da
mulhe (Da is-
Floyd, 2001; Ra ne & Mello e Sil a, 201
pe manen e en e o empo da ins i uição e o empo da mulhe em abalho de pa o
úl imo en endido como exp essão legí ima da isiologia, da subje i idade e da au onomia
eminina (Reis, 2018;
Leal e al.
Nos
úl imos anos, a humanização da assis ência ao pa o eme giu como di e iz cen al
nas polí icas públicas b asilei as, de endendo uma a enção baseada no espei o à au onomia da
mulhe , na escu a a i a e na alo ização do pa o como p ocesso isiológico e ps
(B asil, 2014; Deslandes, 2006). Nesse con ex o, o espei o ao i mo do pa o o na
elemen o essencial pa a a p omoção de um cuidado digno, cen ado na mulhe e li e de
in e enções desnecessá ias, con o me ecomendações da O ganização Mundi
(WHO, 2018). No en an o, mesmo dian e dos a anços no ma i os e da ampliação do deba e
público sob e o pa o humanizado, p á icas de acele ação ins i ucional do nascimen o
meio de p o ocolos ígidos, in e enções o inei as e cesa ianas ag
amplamen e disseminadas nos se iços obs é icos, c iando um pa adoxo en e discu so e
p á ica (Diniz e al., 2015;
Leal e al.
Dian e disso, es e es udo em como obje i o ealiza uma e isão na a i a da
li e a u a sob e a e
lação en e o empo ins i ucional e o empo isiológico da mulhe no
con ex o da assis ência ao pa o, com ên ase nas implicações dessa ensão pa a a e e i ação do
modelo humanizado. A pesquisa busca euni e discu i c i icamen e p oduções acadêmicas
ele
an es que abo dam os limi es, desa ios e possibilidades de um cuidado obs é ico
comp ome ido com o empo da mulhe , con ibuindo pa a a consolidação de p á icas mais
espei osas e coe en es com os p incípios da humanização.
A ele ância des e abalho e
empo alidade, au onomia e cuidado cen ado na mulhe no campo da saúde ep odu i a,
sob e udo en e à pe sis ência de um modelo assis encial que ainda p i ilegia a lógica da
p odu i idade hospi ala em de
Ao p oblema iza a noção de empo como eixo cen al da humanização, es a e isão busca
86
A assis ência ao pa o e ao nascimen o no B asil em sido o emen e in luenciada po
um modelo biomédico e ecnoc á ico, his o icamen e ol ado ao con ole do co po eminino e
à acionalização dos p ocessos na u ais do nascimen o. Esse modelo, cen ado na
médica e na e iciência ins i ucional, ende a pad oniza condu as e impo uma lógica empo al
p óp ia ao ambien e hospi ala , equen emen e igno ando os i mos biológicos e subje i os da
Floyd, 2001; Ra ne & Mello e Sil a, 201
5). Tal cená io e ela uma ensão
pe manen e en e o empo da ins i uição e o empo da mulhe em abalho de pa o
úl imo en endido como exp essão legí ima da isiologia, da subje i idade e da au onomia
Leal e al.
, 2020).
úl imos anos, a humanização da assis ência ao pa o eme giu como di e iz cen al
nas polí icas públicas b asilei as, de endendo uma a enção baseada no espei o à au onomia da
mulhe , na escu a a i a e na alo ização do pa o como p ocesso isiológico e ps
(B asil, 2014; Deslandes, 2006). Nesse con ex o, o espei o ao i mo do pa o o na
elemen o essencial pa a a p omoção de um cuidado digno, cen ado na mulhe e li e de
in e enções desnecessá ias, con o me ecomendações da O ganização Mundi
(WHO, 2018). No en an o, mesmo dian e dos a anços no ma i os e da ampliação do deba e
público sob e o pa o humanizado, p á icas de acele ação ins i ucional do nascimen o
meio de p o ocolos ígidos, in e enções o inei as e cesa ianas ag
endadas
amplamen e disseminadas nos se iços obs é icos, c iando um pa adoxo en e discu so e
Leal e al.
, 2020).
Dian e disso, es e es udo em como obje i o ealiza uma e isão na a i a da
lação en e o empo ins i ucional e o empo isiológico da mulhe no
con ex o da assis ência ao pa o, com ên ase nas implicações dessa ensão pa a a e e i ação do
modelo humanizado. A pesquisa busca euni e discu i c i icamen e p oduções acadêmicas
an es que abo dam os limi es, desa ios e possibilidades de um cuidado obs é ico
comp ome ido com o empo da mulhe , con ibuindo pa a a consolidação de p á icas mais
espei osas e coe en es com os p incípios da humanização.
A ele ância des e abalho e
side na necessidade de o alece o deba e sob e
empo alidade, au onomia e cuidado cen ado na mulhe no campo da saúde ep odu i a,
sob e udo en e à pe sis ência de um modelo assis encial que ainda p i ilegia a lógica da
p odu i idade hospi ala em de
imen o da escu a e do espei o à indi idualidade dos pa os.
Ao p oblema iza a noção de empo como eixo cen al da humanização, es a e isão busca
A assis ência ao pa o e ao nascimen o no B asil em sido o emen e in luenciada po
um modelo biomédico e ecnoc á ico, his o icamen e ol ado ao con ole do co po eminino e
à acionalização dos p ocessos na u ais do nascimen o. Esse modelo, cen ado na
in e enção
médica e na e iciência ins i ucional, ende a pad oniza condu as e impo uma lógica empo al
p óp ia ao ambien e hospi ala , equen emen e igno ando os i mos biológicos e subje i os da
5). Tal cená io e ela uma ensão
pe manen e en e o empo da ins i uição e o empo da mulhe em abalho de pa o
— es e
úl imo en endido como exp essão legí ima da isiologia, da subje i idade e da au onomia
úl imos anos, a humanização da assis ência ao pa o eme giu como di e iz cen al
nas polí icas públicas b asilei as, de endendo uma a enção baseada no espei o à au onomia da
mulhe , na escu a a i a e na alo ização do pa o como p ocesso isiológico e ps
icossocial
(B asil, 2014; Deslandes, 2006). Nesse con ex o, o espei o ao i mo do pa o o na
-se
elemen o essencial pa a a p omoção de um cuidado digno, cen ado na mulhe e li e de
in e enções desnecessá ias, con o me ecomendações da O ganização Mundi
al da Saúde
(WHO, 2018). No en an o, mesmo dian e dos a anços no ma i os e da ampliação do deba e
público sob e o pa o humanizado, p á icas de acele ação ins i ucional do nascimen o
— po
endadas
— pe manecem
amplamen e disseminadas nos se iços obs é icos, c iando um pa adoxo en e discu so e
Dian e disso, es e es udo em como obje i o ealiza uma e isão na a i a da
lação en e o empo ins i ucional e o empo isiológico da mulhe no
con ex o da assis ência ao pa o, com ên ase nas implicações dessa ensão pa a a e e i ação do
modelo humanizado. A pesquisa busca euni e discu i c i icamen e p oduções acadêmicas
an es que abo dam os limi es, desa ios e possibilidades de um cuidado obs é ico
comp ome ido com o empo da mulhe , con ibuindo pa a a consolidação de p á icas mais
side na necessidade de o alece o deba e sob e
empo alidade, au onomia e cuidado cen ado na mulhe no campo da saúde ep odu i a,
sob e udo en e à pe sis ência de um modelo assis encial que ainda p i ilegia a lógica da
imen o da escu a e do espei o à indi idualidade dos pa os.
Ao p oblema iza a noção de empo como eixo cen al da humanização, es a e isão busca
lança luz sob e aspec os é icos, polí icos e clínicos que a a essam a expe iência do
nascimen o no B asil
con empo âneo.
METODOLOGIA
Es e es udo con igu a
euni , in e p e a e discu i c i icamen e os p incipais apo es eó icos e empí icos sob e a
elação en e o i mo biológico da mulhe e a em
pa o. A e isão na a i a pe mi e a cons ução de uma análise ampla, e lexi a e
con ex ualizada, especialmen e indicada pa a emas complexos, in e disciplina es e que
en ol em aspec os é icos, sociais e polí ico
(Ro he , 2007; Souza e al.
, 2010).
A busca po on es oi ealizada en e janei o e ma ço de 2025, em bases de dados
cien í icas nacionais e in e nacionais, incluindo SciELO, LILACS, PubMed e BVS. Fo am
u iliz
ados os seguin es desc i o es e e mos combinados em po uguês e inglês: “pa o
humanizado”, “ empo do pa o”, “ i mo isiológico”, “medicalização do nascimen o”,
“humanização da assis ência ao pa o”, “ espei o à au onomia”, “hospi ala ização do pa o”,
“
biomedicalização” e “bi h iming”. Os c i é ios de inclusão en ol e am: publicações em
po uguês, espanhol e inglês; a igos cien í icos comple os; documen os écnicos de ele ância
(ex.: di e izes do Minis é io da Saúde e da OMS); e abalhos publicados
que abo dassem di e amen e a emá ica da assis ência ao pa o com oco na dimensão
empo al ou na humanização.
Fo am excluídos abalhos duplicados, esumos sem ex o comple o, es udos com
en oque exclusi o em aspec os écnicos ou a ma
empí ica ou eó ica cla a. Após a aplicação dos c i é ios, o am selecionadas 42 on es pa a
análise ap o undada.
A análise dos dados oi conduzida de o ma emá ica e in e p e a i a, p io izando a
iden i icação de
ca ego ias cen ais como:
I.
empo ins i ucional e sus empo isiológico;
II.
in e enções obs é icas elacionadas à acele ação do pa o;
III.
expe iências das mulhe es com a condução empo al do pa o;
IV.
pe spec i as de humanização e p á icas de espei o ao empo
87
lança luz sob e aspec os é icos, polí icos e clínicos que a a essam a expe iência do
con empo âneo.
Es e es udo con igu a
-
se como uma e isão na a i a da li e a u a, cujo obje i o é
euni , in e p e a e discu i c i icamen e os p incipais apo es eó icos e empí icos sob e a
elação en e o i mo biológico da mulhe e a em
po alidade ins i ucional na assis ência ao
pa o. A e isão na a i a pe mi e a cons ução de uma análise ampla, e lexi a e
con ex ualizada, especialmen e indicada pa a emas complexos, in e disciplina es e que
en ol em aspec os é icos, sociais e polí ico
s, como é o caso da humanização do nascimen o
, 2010).
A busca po on es oi ealizada en e janei o e ma ço de 2025, em bases de dados
cien í icas nacionais e in e nacionais, incluindo SciELO, LILACS, PubMed e BVS. Fo am
ados os seguin es desc i o es e e mos combinados em po uguês e inglês: “pa o
humanizado”, “ empo do pa o”, “ i mo isiológico”, “medicalização do nascimen o”,
“humanização da assis ência ao pa o”, “ espei o à au onomia”, “hospi ala ização do pa o”,
biomedicalização” e “bi h iming”. Os c i é ios de inclusão en ol e am: publicações em
po uguês, espanhol e inglês; a igos cien í icos comple os; documen os écnicos de ele ância
(ex.: di e izes do Minis é io da Saúde e da OMS); e abalhos publicados
que abo dassem di e amen e a emá ica da assis ência ao pa o com oco na dimensão
empo al ou na humanização.
Fo am excluídos abalhos duplicados, esumos sem ex o comple o, es udos com
en oque exclusi o em aspec os écnicos ou a ma
cológicos, e ex os opina i os sem base
empí ica ou eó ica cla a. Após a aplicação dos c i é ios, o am selecionadas 42 on es pa a
análise ap o undada.
A análise dos dados oi conduzida de o ma emá ica e in e p e a i a, p io izando a
ca ego ias cen ais como:
empo ins i ucional e sus empo isiológico;
in e enções obs é icas elacionadas à acele ação do pa o;
expe iências das mulhe es com a condução empo al do pa o;
pe spec i as de humanização e p á icas de espei o ao empo
lança luz sob e aspec os é icos, polí icos e clínicos que a a essam a expe iência do
se como uma e isão na a i a da li e a u a, cujo obje i o é
euni , in e p e a e discu i c i icamen e os p incipais apo es eó icos e empí icos sob e a
po alidade ins i ucional na assis ência ao
pa o. A e isão na a i a pe mi e a cons ução de uma análise ampla, e lexi a e
con ex ualizada, especialmen e indicada pa a emas complexos, in e disciplina es e que
s, como é o caso da humanização do nascimen o
A busca po on es oi ealizada en e janei o e ma ço de 2025, em bases de dados
cien í icas nacionais e in e nacionais, incluindo SciELO, LILACS, PubMed e BVS. Fo am
ados os seguin es desc i o es e e mos combinados em po uguês e inglês: “pa o
humanizado”, “ empo do pa o”, “ i mo isiológico”, “medicalização do nascimen o”,
“humanização da assis ência ao pa o”, “ espei o à au onomia”, “hospi ala ização do pa o”,
biomedicalização” e “bi h iming”. Os c i é ios de inclusão en ol e am: publicações em
po uguês, espanhol e inglês; a igos cien í icos comple os; documen os écnicos de ele ância
(ex.: di e izes do Minis é io da Saúde e da OMS); e abalhos publicados
en e 2005 e 2024
que abo dassem di e amen e a emá ica da assis ência ao pa o com oco na dimensão
empo al ou na humanização.
Fo am excluídos abalhos duplicados, esumos sem ex o comple o, es udos com
cológicos, e ex os opina i os sem base
empí ica ou eó ica cla a. Após a aplicação dos c i é ios, o am selecionadas 42 on es pa a
análise ap o undada.
A análise dos dados oi conduzida de o ma emá ica e in e p e a i a, p io izando a
in e enções obs é icas elacionadas à acele ação do pa o;
expe iências das mulhe es com a condução empo al do pa o;
pe spec i as de humanização e p á icas de espei o ao empo
da mulhe .
A sis ema ização das in o mações conside ou an o a p odução acadêmica b asilei a
quan o con ibuições in e nacionais, com o in ui o de es abelece uma isão c í ica e
compa a i a.
A me odologia ado ada não isa a exaus i idade dos es udos sob
cons ução de uma análise concei ual e p á ica, undamen ada em au o es econhecidos e em
e idências a ualizadas, que possibili em amplia a comp eensão sob e os impac os da lógica
empo al hospi ala nas expe iências de pa o e nas po
Quad o 1:
Es u u a Me odológica da Re isão Na a i a.
Aspec o Me odológico
Tipo de Es udo
Obje i o
Bases de Dados U ilizados
Desc i o es e Te mos
U ilizados
C i é ios de Inclusão
C i é ios de Exclusão
P ocedimen o de Análise
88
A sis ema ização das in o mações conside ou an o a p odução acadêmica b asilei a
quan o con ibuições in e nacionais, com o in ui o de es abelece uma isão c í ica e
A me odologia ado ada não isa a exaus i idade dos es udos sob
cons ução de uma análise concei ual e p á ica, undamen ada em au o es econhecidos e em
e idências a ualizadas, que possibili em amplia a comp eensão sob e os impac os da lógica
empo al hospi ala nas expe iências de pa o e nas po
lí icas de humanização no B asil.
Es u u a Me odológica da Re isão Na a i a.
Desc ição
Re isão na a i a da li e a u a.
Reuni , in e p e a e discu i c i icamen e os p incipais apo es
eó icos e
empí icos sob e a elação en e o i mo biológico da
mulhe e a empo alidade ins i ucional na assis ência ao pa o.
Bases de Dados U ilizados
SciELO, LILACS, PubMed e BVS.
Desc i o es e Te mos
“pa o humanizado”, “ empo do pa o”, “ i mo
“medicalização do nascimen o”, “humanização da assis ência ao
pa o”, “ espei o à au onomia”, “hospi ala ização do pa o”,
“biomedicalização”, “bi h iming”.
 A igos cien í icos comple os;
 Publicações em po uguês,
espanhol ou inglês;

Documen os écnicos (ex: di e izes do MS e OMS);

T abalhos en e 2005 e 2024 com oco em empo alidade e
humanização da assis ência ao pa o.
 T abalhos duplicados;
 Resumos sem ex o comple o;
 Es udos com oco éc
nico/ a macológico exclusi o

Tex os opina i os sem base eó ica ou empí ica cla a
Análise emá ica e in e p e a i a
A sis ema ização das in o mações conside ou an o a p odução acadêmica b asilei a
quan o con ibuições in e nacionais, com o in ui o de es abelece uma isão c í ica e
A me odologia ado ada não isa a exaus i idade dos es udos sob
e o ema, mas sim a
cons ução de uma análise concei ual e p á ica, undamen ada em au o es econhecidos e em
e idências a ualizadas, que possibili em amplia a comp eensão sob e os impac os da lógica
lí icas de humanização no B asil.
Reuni , in e p e a e discu i c i icamen e os p incipais apo es
empí icos sob e a elação en e o i mo biológico da
mulhe e a empo alidade ins i ucional na assis ência ao pa o.
“pa o humanizado”, “ empo do pa o”, “ i mo
isiológico”,
“medicalização do nascimen o”, “humanização da assis ência ao
pa o”, “ espei o à au onomia”, “hospi ala ização do pa o”,
espanhol ou inglês;
Documen os écnicos (ex: di e izes do MS e OMS);
T abalhos en e 2005 e 2024 com oco em empo alidade e
nico/ a macológico exclusi o
Tex os opina i os sem base eó ica ou empí ica cla a

Ca ego ias Analí icas
Limi ação da Me odologia
Fon e:
C iado pelos au o es.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise da li e a u a selecionada pe mi iu iden i ica qua o eixos emá icos
p incipais que es u u am o deba e sob e a elação en e o empo isiológico da mulhe e a
empo alidade ins i ucional no con ex o da assis ência obs é ica: (1) a cons ução social da
"p essa hospi ala "; (2) a medicalização e acele ação do pa o; (3) o p o agonismo da mulhe e
a noção de au onomia empo al; e (4) as di e izes de humanização
cuidado. Esses eixos o am ag upados com base na eco ência dos emas abo dados nas
publicações analisadas e na sua ele ância pa a comp eende os desa ios en en ados pela
humanização do pa o no B asil.
1. A cons ução da "p es
sa hospi ala " como no ma ins i ucional:
Di e sos es udos apon am que o empo ins i ucional
e iciência, da p e isibilidade e da p odu i idade hospi ala
sis emá ica ao p ocesso de pa o (Reis, 2018;
p o ocolos clínicos ígidos, agendas médicas e pela necessidade de o a i idade de lei os, o
que acaba po ans o ma o nascimen o em um e en o agendado, medicalizado e descolado
de seu cu so isiológico na u
não es á elacionada, necessa iamen e, à segu ança clínica, mas a uma cul u a o ganizacional
que p io iza o con ole e a pad onização do co po eminino (Da is
Mello e Sil a, 2015).
89
I.
Tempo ins i ucional s. empo isiológico;
II.
In e enções obs é icas e acele ação do
III.
Expe iências emininas com o empo do pa o;
IV.
P á icas de humanização e espei o ao empo da mulhe .
Limi ação da Me odologia
A e isão na a i a não busca exaus i idade, mas sim
ap o undamen o concei ual e c í ico com base em au o es
ele an es e e idências a ualizadas.
C iado pelos au o es.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise da li e a u a selecionada pe mi iu iden i ica qua o eixos emá icos
p incipais que es u u am o deba e sob e a elação en e o empo isiológico da mulhe e a
empo alidade ins i ucional no con ex o da assis ência obs é ica: (1) a cons ução social da
"p essa hospi ala "; (2) a medicalização e acele ação do pa o; (3) o p o agonismo da mulhe e
a noção de au onomia empo al; e (4) as di e izes de humanização
en e à acionalização do
cuidado. Esses eixos o am ag upados com base na eco ência dos emas abo dados nas
publicações analisadas e na sua ele ância pa a comp eende os desa ios en en ados pela
humanização do pa o no B asil.
sa hospi ala " como no ma ins i ucional:
Di e sos es udos apon am que o empo ins i ucional
—
ca ac e izado pela busca da
e iciência, da p e isibilidade e da p odu i idade hospi ala
—
impõe uma acele ação
sis emá ica ao p ocesso de pa o (Reis, 2018;
Diniz e al.
, 2015). Essa lógica é sus en ada po
p o ocolos clínicos ígidos, agendas médicas e pela necessidade de o a i idade de lei os, o
que acaba po ans o ma o nascimen o em um e en o agendado, medicalizado e descolado
de seu cu so isiológico na u
al (Leal e al.
, 2020). A li e a u a des aca que essa acele ação
não es á elacionada, necessa iamen e, à segu ança clínica, mas a uma cul u a o ganizacional
que p io iza o con ole e a pad onização do co po eminino (Da is
-
Floyd, 2001; Ra ne &
Tempo ins i ucional s. empo isiológico;
In e enções obs é icas e acele ação do
pa o;
Expe iências emininas com o empo do pa o;
P á icas de humanização e espei o ao empo da mulhe .
A e isão na a i a não busca exaus i idade, mas sim
ap o undamen o concei ual e c í ico com base em au o es
A análise da li e a u a selecionada pe mi iu iden i ica qua o eixos emá icos
p incipais que es u u am o deba e sob e a elação en e o empo isiológico da mulhe e a
empo alidade ins i ucional no con ex o da assis ência obs é ica: (1) a cons ução social da
"p essa hospi ala "; (2) a medicalização e acele ação do pa o; (3) o p o agonismo da mulhe e
en e à acionalização do
cuidado. Esses eixos o am ag upados com base na eco ência dos emas abo dados nas
publicações analisadas e na sua ele ância pa a comp eende os desa ios en en ados pela
ca ac e izado pela busca da
impõe uma acele ação
, 2015). Essa lógica é sus en ada po
p o ocolos clínicos ígidos, agendas médicas e pela necessidade de o a i idade de lei os, o
que acaba po ans o ma o nascimen o em um e en o agendado, medicalizado e descolado
, 2020). A li e a u a des aca que essa acele ação
não es á elacionada, necessa iamen e, à segu ança clínica, mas a uma cul u a o ganizacional
Floyd, 2001; Ra ne &
Au o es como Ko wi z (2014) essal am que o empo ins i ucional c ia um i mo
a i icial do pa o, desconside ando as múl iplas dimensões
—
que ma cam a expe iência do nascimen o. Tal imposição de elocidade
comp ome e o ínculo en e a equipe de saúde e a pa u ien e, eduzindo o cuidado a um
conjun o de in e enções écnicas empo izadas. Como consequência, há um aumen o da
incidência de pa os induzidos, uso o inei o de oci ocina, ompime
cesa ianas agendadas, equen emen e sem indicações clínicas cla as (
WHO, 2018).
2. Medicalização e con ole do empo isiológico:
A li e a u a e isada é unânime ao apon a que a medicalização do nascimen o es á
in insecamen e elacionada ao con ole do empo do pa o. Em um ambien e dominado pelo
modelo biomédico, o co po da mulhe é is o como passí el de alhas, exigindo igilância
cons an e e in e enções que assegu em a con o midade com os pad ões hospi ala
empo (B asil, 2014; Deslandes, 2006). Esse con ole esul a em expe iências de pa o que
mui as ezes são ma cadas po iolências obs é icas simbólicas e ins i ucionais, como a
negação do di ei o à espe a, o impedimen o de posições de con o o, e o
mo imen ação du an e o abalho de pa o (Reis, 2018;
Es udos quali a i os com mulhe es usuá ias do SUS e elam que a p incipal queixa
elacionada ao pa o é a sensação de e sido "ap essada" ou "empu ada" pa a
médicas sem empo adequado de e lexão ou consen imen o (
2015). Essa sensação de u gência a i icial in e e e na expe iência subje i a do pa o e
con ibui pa a o so imen o psíquico no pue pé io, além de a o ece
co po eminino é incapaz de pa i sem assis ência écnica in asi a.
3. P o agonismo eminino e au onomia sob e o empo do pa o:
Con apondo-
se à lógica da medicalização, di e sas p oduções discu em a impo ância
do espei o ao empo
da mulhe como exp essão do seu p o agonismo e au onomia no pa o
(B asil, 2014; WHO, 2018). O modelo humanizado de ende que o cuidado obs é ico de e
econhece o empo isiológico e subje i o do pa o como legí imo e não
alo izando a expe i
ência indi idual de cada mulhe .
A li e a u a apon a que o empo do pa o é p o undamen e ma cado po aspec os
emocionais, ho monais, cul u ais e elacionais
90
Au o es como Ko wi z (2014) essal am que o empo ins i ucional c ia um i mo
a i icial do pa o, desconside ando as múl iplas dimensões
—
ísicas, emocionais e cul u ais
que ma cam a expe iência do nascimen o. Tal imposição de elocidade
comp ome e o ínculo en e a equipe de saúde e a pa u ien e, eduzindo o cuidado a um
conjun o de in e enções écnicas empo izadas. Como consequência, há um aumen o da
incidência de pa os induzidos, uso o inei o de oci ocina, ompime
n o p ecoce da bolsa e
cesa ianas agendadas, equen emen e sem indicações clínicas cla as (
2. Medicalização e con ole do empo isiológico:
A li e a u a e isada é unânime ao apon a que a medicalização do nascimen o es á
in insecamen e elacionada ao con ole do empo do pa o. Em um ambien e dominado pelo
modelo biomédico, o co po da mulhe é is o como passí el de alhas, exigindo igilância
cons an e e in e enções que assegu em a con o midade com os pad ões hospi ala
empo (B asil, 2014; Deslandes, 2006). Esse con ole esul a em expe iências de pa o que
mui as ezes são ma cadas po iolências obs é icas simbólicas e ins i ucionais, como a
negação do di ei o à espe a, o impedimen o de posições de con o o, e o
mo imen ação du an e o abalho de pa o (Reis, 2018;
Souza e al.
, 2010).
Es udos quali a i os com mulhe es usuá ias do SUS e elam que a p incipal queixa
elacionada ao pa o é a sensação de e sido "ap essada" ou "empu ada" pa a
médicas sem empo adequado de e lexão ou consen imen o (
Leal e al.
2015). Essa sensação de u gência a i icial in e e e na expe iência subje i a do pa o e
con ibui pa a o so imen o psíquico no pue pé io, além de a o ece
a pe cepção de que o
co po eminino é incapaz de pa i sem assis ência écnica in asi a.
3. P o agonismo eminino e au onomia sob e o empo do pa o:
se à lógica da medicalização, di e sas p oduções discu em a impo ância
da mulhe como exp essão do seu p o agonismo e au onomia no pa o
(B asil, 2014; WHO, 2018). O modelo humanizado de ende que o cuidado obs é ico de e
econhece o empo isiológico e subje i o do pa o como legí imo e não
ência indi idual de cada mulhe .
A li e a u a apon a que o empo do pa o é p o undamen e ma cado po aspec os
emocionais, ho monais, cul u ais e elacionais
—
a o es que não podem se p og amados ou
Au o es como Ko wi z (2014) essal am que o empo ins i ucional c ia um i mo
ísicas, emocionais e cul u ais
que ma cam a expe iência do nascimen o. Tal imposição de elocidade
e p e isibilidade
comp ome e o ínculo en e a equipe de saúde e a pa u ien e, eduzindo o cuidado a um
conjun o de in e enções écnicas empo izadas. Como consequência, há um aumen o da
n o p ecoce da bolsa e
cesa ianas agendadas, equen emen e sem indicações clínicas cla as (
Diniz e al., 2015;
A li e a u a e isada é unânime ao apon a que a medicalização do nascimen o es á
in insecamen e elacionada ao con ole do empo do pa o. Em um ambien e dominado pelo
modelo biomédico, o co po da mulhe é is o como passí el de alhas, exigindo igilância
cons an e e in e enções que assegu em a con o midade com os pad ões hospi ala
es de
empo (B asil, 2014; Deslandes, 2006). Esse con ole esul a em expe iências de pa o que
mui as ezes são ma cadas po iolências obs é icas simbólicas e ins i ucionais, como a
negação do di ei o à espe a, o impedimen o de posições de con o o, e o
impedimen o da li e
, 2010).
Es udos quali a i os com mulhe es usuá ias do SUS e elam que a p incipal queixa
elacionada ao pa o é a sensação de e sido "ap essada" ou "empu ada" pa a
decisões
Leal e al.
, 2020; Diniz e al.,
2015). Essa sensação de u gência a i icial in e e e na expe iência subje i a do pa o e
a pe cepção de que o
se à lógica da medicalização, di e sas p oduções discu em a impo ância
da mulhe como exp essão do seu p o agonismo e au onomia no pa o
(B asil, 2014; WHO, 2018). O modelo humanizado de ende que o cuidado obs é ico de e
econhece o empo isiológico e subje i o do pa o como legí imo e não
-pa ológico,
A li e a u a apon a que o empo do pa o é p o undamen e ma cado po aspec os
a o es que não podem se p og amados ou
acele ados de o ma pad onizada (Deslandes, 2006; Ra n
ambien es em que há supo e emocional, p esença de acompanhan es, libe dade de
mo imen o e escu a a i a po pa e da equipe de saúde, o empo do pa o ende a lui com
mais na u alidade, eduzindo a necessidade de in e ençõe
ma e na (Boh en e al.
, 2019).
Além disso, es udos mos am que quando a mulhe pa icipa a i amen e das decisões
sob e seu pa o, incluindo o i mo e o momen o de de e minadas condu as, há maio
pe cepção de segu ança, bem
empo da mulhe é ambém espei a seu di ei o à au ode e minação, con o me p e is o nas
di e izes nacionais e in e nacionais de humanização (B asil, 2014; WHO, 2018).
4. As di e izes de humanização
Po im, a li e a u a des aca que as di e izes da Polí ica Nacional de Humanização
(PNH) e da Rede Cegonha su gem como es a égias undamen ais pa a a eo ien ação das
p á icas obs é icas, buscando o
Essas polí icas de endem o pa o como um e en o isiológico que de e se espei ado em sua
in eg alidade, p omo endo o acolhimen o, a escu a quali icada e o cuidado cen ado na
mulhe e no bebê.
Figu a 1:
Alcançando o Pa o Humanizado.
91
acele ados de o ma pad onizada (Deslandes, 2006; Ra n
e & Mello e Sil a, 2015). Em
ambien es em que há supo e emocional, p esença de acompanhan es, libe dade de
mo imen o e escu a a i a po pa e da equipe de saúde, o empo do pa o ende a lui com
mais na u alidade, eduzindo a necessidade de in e ençõe
s e aumen ando a sa is ação
, 2019).
Além disso, es udos mos am que quando a mulhe pa icipa a i amen e das decisões
sob e seu pa o, incluindo o i mo e o momen o de de e minadas condu as, há maio
pe cepção de segu ança, bem
-es a e p o agonismo (Leal e al.
, 2020). Assim, espei a o
empo da mulhe é ambém espei a seu di ei o à au ode e minação, con o me p e is o nas
di e izes nacionais e in e nacionais de humanização (B asil, 2014; WHO, 2018).
4. As di e izes de humanização
como espos a polí ica à empo alidade ins i ucional
Po im, a li e a u a des aca que as di e izes da Polí ica Nacional de Humanização
(PNH) e da Rede Cegonha su gem como es a égias undamen ais pa a a eo ien ação das
p á icas obs é icas, buscando o
mpe com a hegemonia do empo ins i ucional (B asil, 2014).
Essas polí icas de endem o pa o como um e en o isiológico que de e se espei ado em sua
in eg alidade, p omo endo o acolhimen o, a escu a quali icada e o cuidado cen ado na
Alcançando o Pa o Humanizado.
e & Mello e Sil a, 2015). Em
ambien es em que há supo e emocional, p esença de acompanhan es, libe dade de
mo imen o e escu a a i a po pa e da equipe de saúde, o empo do pa o ende a lui com
s e aumen ando a sa is ação
Além disso, es udos mos am que quando a mulhe pa icipa a i amen e das decisões
sob e seu pa o, incluindo o i mo e o momen o de de e minadas condu as, há maio
, 2020). Assim, espei a o
empo da mulhe é ambém espei a seu di ei o à au ode e minação, con o me p e is o nas
di e izes nacionais e in e nacionais de humanização (B asil, 2014; WHO, 2018).
como espos a polí ica à empo alidade ins i ucional
Po im, a li e a u a des aca que as di e izes da Polí ica Nacional de Humanização
(PNH) e da Rede Cegonha su gem como es a égias undamen ais pa a a eo ien ação das
mpe com a hegemonia do empo ins i ucional (B asil, 2014).
Essas polí icas de endem o pa o como um e en o isiológico que de e se espei ado em sua
in eg alidade, p omo endo o acolhimen o, a escu a quali icada e o cuidado cen ado na
Fon e:
c iado pelos au o es.
Na imagem 1, podemos obse a de o ma ilus a i a o que oi ela ado sob e os eixos
dos emas abo dados nas publicações analisadas. A imagem ap esen a um luxog ama em
o ma o de cu
a ascenden e que ilus a a e olução do cuidado obs é ico em di eção à
humanização do pa o. Inicialmen e, des aca
e idenciando como no mas ins i ucionais podem acele a o p ocesso de pa o. Em seguida,
abo da-se a me
dicalização do empo, ep esen ando a análise e o con ole do p ocesso
isiológico po meio de in e enções médicas. Na con inuidade, e idencia
da mulhe , en a izando a au onomia e o espei o ao empo na u al do pa o. Po im, o
luxog a
ma culmina nas di e izes de humanização, que isam implemen a polí icas ol adas
à p omoção de um pa o cen ado na mulhe , econhecendo
de nascimen o.
No en an o, di e sos au o es ale am pa a os limi es da implemen ação
di e izes no co idiano dos se iços de saúde. Ba ei as es u u ais, esis ência de pa e das
equipes médicas, escassez de p o issionais capaci ados e a pe sis ência de uma cul u a
hospi ala in e encionis a di icul am a consolidação de p á icas
(Ra ne & Mello e Sil a, 2015;
casas de pa o e cen os de pa o no mal, êm demons ado que é possí el cons ui modelos
assis enciais baseados no empo da mulhe , co
sa is ação (Leal e al.
, 2020;
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O p esen e es udo, ao ealiza uma e isão na a i a da li e a u a sob e a ensão en e o
empo biológico da mulhe e a empo alidade
pa a uma e lexão c í ica ace ca das p á icas obs é icas p edominan es no con ex o b asilei o.
As e idências analisadas apon am que o espei o ao i mo isiológico e subje i o do pa o é
uma dimensão cen
al da humanização, e sua desconside ação es á di e amen e associada à
pe sis ência de um modelo assis encial medicalizado, ecnoc á ico e cen ado na lógica
p odu i is a hospi ala .
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c iado pelos au o es.
Na imagem 1, podemos obse a de o ma ilus a i a o que oi ela ado sob e os eixos
dos emas abo dados nas publicações analisadas. A imagem ap esen a um luxog ama em
a ascenden e que ilus a a e olução do cuidado obs é ico em di eção à
humanização do pa o. Inicialmen e, des aca
-
se a cons ução da p essa hospi ala ,
e idenciando como no mas ins i ucionais podem acele a o p ocesso de pa o. Em seguida,
dicalização do empo, ep esen ando a análise e o con ole do p ocesso
isiológico po meio de in e enções médicas. Na con inuidade, e idencia
da mulhe , en a izando a au onomia e o espei o ao empo na u al do pa o. Po im, o
ma culmina nas di e izes de humanização, que isam implemen a polí icas ol adas
à p omoção de um pa o cen ado na mulhe , econhecendo
-
a como sujei o a i o no p ocesso
No en an o, di e sos au o es ale am pa a os limi es da implemen ação
di e izes no co idiano dos se iços de saúde. Ba ei as es u u ais, esis ência de pa e das
equipes médicas, escassez de p o issionais capaci ados e a pe sis ência de uma cul u a
hospi ala in e encionis a di icul am a consolidação de p á icas
e e i amen e humanizadas
(Ra ne & Mello e Sil a, 2015;
Diniz e al.
, 2015). Apesa disso, expe iências exi osas, como
casas de pa o e cen os de pa o no mal, êm demons ado que é possí el cons ui modelos
assis enciais baseados no empo da mulhe , co
m bons esul ados clínicos e al os índices de
, 2020;
Boh en e al., 2019).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O p esen e es udo, ao ealiza uma e isão na a i a da li e a u a sob e a ensão en e o
empo biológico da mulhe e a empo alidade
ins i ucional na assis ência ao pa o, con ibui
pa a uma e lexão c í ica ace ca das p á icas obs é icas p edominan es no con ex o b asilei o.
As e idências analisadas apon am que o espei o ao i mo isiológico e subje i o do pa o é
al da humanização, e sua desconside ação es á di e amen e associada à
pe sis ência de um modelo assis encial medicalizado, ecnoc á ico e cen ado na lógica
Na imagem 1, podemos obse a de o ma ilus a i a o que oi ela ado sob e os eixos
dos emas abo dados nas publicações analisadas. A imagem ap esen a um luxog ama em
a ascenden e que ilus a a e olução do cuidado obs é ico em di eção à
se a cons ução da p essa hospi ala ,
e idenciando como no mas ins i ucionais podem acele a o p ocesso de pa o. Em seguida,
dicalização do empo, ep esen ando a análise e o con ole do p ocesso
isiológico po meio de in e enções médicas. Na con inuidade, e idencia
-se o p o agonismo
da mulhe , en a izando a au onomia e o espei o ao empo na u al do pa o. Po im, o
ma culmina nas di e izes de humanização, que isam implemen a polí icas ol adas
a como sujei o a i o no p ocesso
No en an o, di e sos au o es ale am pa a os limi es da implemen ação
dessas
di e izes no co idiano dos se iços de saúde. Ba ei as es u u ais, esis ência de pa e das
equipes médicas, escassez de p o issionais capaci ados e a pe sis ência de uma cul u a
e e i amen e humanizadas
, 2015). Apesa disso, expe iências exi osas, como
casas de pa o e cen os de pa o no mal, êm demons ado que é possí el cons ui modelos
m bons esul ados clínicos e al os índices de
O p esen e es udo, ao ealiza uma e isão na a i a da li e a u a sob e a ensão en e o
ins i ucional na assis ência ao pa o, con ibui
pa a uma e lexão c í ica ace ca das p á icas obs é icas p edominan es no con ex o b asilei o.
As e idências analisadas apon am que o espei o ao i mo isiológico e subje i o do pa o é
al da humanização, e sua desconside ação es á di e amen e associada à
pe sis ência de um modelo assis encial medicalizado, ecnoc á ico e cen ado na lógica