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ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL DE ALTA QUALIDADE: INFLUÊNCIA NOS INDICADORES DE SAÚDE PERINATAL

Author: Editora Saúde Vital
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17525837
Source: https://zenodo.org/records/17525837/files/20.pdf
228
20. ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL DE ALTA QUALIDADE:
INFLUÊNCIA NOS INDICADORES DE SAÚDE PERINATAL
HIGH-QUALITY PRENATAL CARE: ITS INFLUENCE ON PERINATAL HEALTH
INDICATORS
EIXO TEMÁTICO: Polí icas Públicas, Ges ão e O ganização Na Assis ência
Obs e ícia.
Ma ia Fe nanda Viana A aújo
G aduanda em En e magem pelo Cen o Uni e si á io Planal o do Dis i o Fede al, Açailândia-MA
Vi ó ia Souza dos San os
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Ti aden es, A acaju-SE
Ma ia Edua da San ana Lima
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Ti aden es, A acaju-SE
Leand o da Sil a Fe ei a
G aduando em En e magem pelo Cen o Uni e si á io Mau ício de Nassau, Fo aleza -CE
Aline Pa icia Figuei edo Sil a
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Fede al do Piauí - UFPI, Te esina- PI
Jaylla Gleys Viei a de Sousa
G aduanda em Fa mácia pela Uni e sidade Fede al do Piauí- UFPI, Te esina- PI
F ancisca Tami es Fe ei a de And ade
G aduanda em Fa mácia pela Uni e sidade Fede al do Piauí- UFPI, Te esina- PI
Hellen Vic o ia Xa ie San os
G aduanda em En e magem pelo Cen o Uni e si á io Facol
Naiane Macedo Camacam
G aduanda em Medicina pelo Cen o Uni e si á io Es ácio
And éa Laué Passos San os
Bacha el em En e magem pelo Cen o Uni e si á io Mau ício de Nassau, Esp. em Saúde Pública em Ên ase em A enção Básica pela
UNINASSAU , Pós- g aduanda em Docência do Ensino Supe io pela UNINASSAU , Pós-g aduanda em Sexologia e Sexualidade Humana
pela UNINASSAU
RESUMO
In odução: O p é-na al é undamen al pa a a saúde ma e na e neona al, indo além do núme o
de consul as ao con empla início p ecoce, acompanhamen o in eg al, iden i icação de iscos e
229
o ien ações às ges an es. Obje i o: Analisa a in luência do p é-na al de qualidade nos
indicado es de saúde pe ina al, especialmen e na edução da mo bimo alidade ma e na e
neona al, além de discu i a impo ância da adesão às di e izes nacionais e in e nacionais.
Me odologia: Consis e em uma e isão sis emá ica nas bases BVS, LILACS e SciELO,
o am analisados a igos publicados en e 2020 e 2025, esul ando na seleção de 12 es udos.
Resul ados e Discussão: Os esul ados mos a am que, apesa da al a cobe u a do p é-na al,
a qualidade ainda é p ejudicada pelo início a dio do acompanhamen o, núme o insu icien e
de consul as, ausência de o ien ações essenciais e in luência de a o es sociodemog á icos,
como co , escola idade, idade e si uação conjugal, além das desigualdades egionais no
acesso. Nesse con ex o, a assis ência de en e magem no p é-na al se des aca po impac a
posi i amen e os indicado es de saúde ma e na e neona al, possibili ando o diagnós ico
p ecoce de sínd omes hipe ensi as, a edução de complicações e a ampliação da adesão ao
acompanhamen o. O papel do en e mei o é cen al na humanização do cuidado, na educação
em saúde e no o alecimen o do ínculo en e ges an e e equipe mul ip o issional, ao mesmo
empo em que alo iza a p o issão como base diagnós ica e p o agonis a na e e i idade das
polí icas públicas de saúde. Indicado es clínicos, como solici ação de exames, a ualização
acinal e suplemen ação adequada, ambém se mos a am de e minan es pa a a segu ança
ma e no-in an il. Conside ações Finais: Conclui-se que a quali icação do p é-na al é
essencial pa a eduzi a mo bimo alidade, sendo necessá io o alece a A enção P imá ia,
implemen a polí icas públicas que assegu em acesso equi a i o e alo iza o p o agonismo da
en e magem no cuidado obs é ico.
Pala as-cha e: En e magem; Mo alidade neona al; P é-na al; Qualidade da assis ência;
Saúde pe ina al.
ABSTRACT
In oduc ion: P ena al ca e is essen ial o ma e nal and neona al heal h, going beyond he
numbe o isi s by encompassing ea ly ini ia ion, comp ehensi e ollow-up, isk
iden i ica ion, and guidance o p egnan women. Objec i e: To analyze he in luence o
high-quali y p ena al ca e on pe ina al heal h indica o s, especially in educing ma e nal and
neona al mo bidi y and mo ali y, as well as o discuss he impo ance o adhe ence o
na ional and in e na ional guidelines. Me hodology: I consis s o a sys ema ic e iew in he
BVS, LILACS and SciELO da abases, a icles published be ween 2020 and 2025 we e
analyzed, esul ing in he selec ion o 12 s udies. Resul s and Discussion: The esul s
showed ha , despi e high p ena al co e age, quali y is s ill comp omised by la e ini ia ion o
ollow-up, insu icien numbe o appoin men s, lack o essen ial guidance, and he in luence
o sociodemog aphic ac o s such as ace, educa ion, age, and ma i al s a us, in addi ion o
egional inequali ies in access. In his con ex , p ena al nu sing ca e s ands ou o i s
posi i e impac on ma e nal and neona al heal h indica o s, enabling ea ly diagnosis o
230
hype ensi e diso de s, educing complica ions, and inc easing adhe ence o ollow-up. The
ole o nu ses is cen al o humanizing ca e, p o iding heal h educa ion, and s eng hening
he bond be ween p egnan women and he mul idisciplina y eam, while also aluing he
p o ession as a diagno s ic basis and a key playe in he e ec i eness o public heal h
policies. Clinical indica o s, such as es eques s, accina ion upda es, and adequa e
supplemen a ion, also p o ed o be c ucial o ma e nal and child sa e y. Final
Conside a ions: I is concluded ha he quali ica ion o p ena al ca e is essen ial o educe
mo bidi y and mo ali y, making i necessa y o s eng hen P ima y Heal h Ca e, implemen
public policies ha ensu e equi able access, and alue he ole o nu sing in obs e ic ca e.
Keywo ds: Neona al mo ali y, Nu sing, Pe ina al heal h, P ena al ca e, Quali y o ca e.
INTRODUÇÃO
O cuidado p é-na al é econhecido como uma das p incipais in e enções pa a p omo e a
saúde ma e na e neona al. De aco do com o Minis é io da Saúde (2022, p. 15), “a assis ência
p é-na al de qualidade de e ga an i às ges an es um acompanhamen o sis emá ico e
esolu i o, que p e ina, iden i ique e a e p ecocemen e ag a os que possam comp ome e a
saúde ma e na e do ecém-nascido”. A qualidade desse acompanhamen o ai além do simples
núme o de consul as, englobando aspec os como início p ecoce, in eg alidade da assis ência,
as eamen o de a o es de isco, educação em saúde e abo dagem mul idisciplina . A alia a
in luência da assis ência p é-na al de al a qualidade sob e indicado es pe ina ais, como
p ema u idade, baixo peso ao nasce e mo alidade neona al, é undamen al pa a ap imo a
polí icas públicas e p á icas clínicas.
A li e a u a ecen e e idencia que a qualidade da assis ência p é-na al não de e se
a aliada apenas pela quan idade de consul as ealizadas, mas ambém pelo con eúdo e
e e i idade das in e enções o e adas. Segundo Vic o a e al. (2011, p. 65), “a cobe u a
uni e sal dos se iços de saúde p ecisa es a acompanhada de p á icas assis enciais
quali icadas pa a que se aduza em impac o posi i o sob e a saúde ma e no-in an il”. Dessa
o ma, o p é-na al de e se planejado e conduzido de manei a in eg al, con emplando ações
educa i as, p e en i as e e apêu icas, a im de ga an i segu ança e bem-es a an o pa a a
ges an e quan o pa a o ecém-nascido.
231
A saúde pe ina al con inua sendo um g ande desa io pa a os sis emas de saúde,
especialmen e em países em desen ol imen o, onde os indicado es de mo bimo alidade
ma e na e neona al pe manecem ele ados. Segundo o IBGE (2023), “a axa de mo alidade
in an il no B asil alcançou 12,5 óbi os po 1.000 nascidos i os em 2023, sendo que a
mo alidade neona al co esponde a ce ca de 8,3 po 1.000 nascidos i os” (p. 3). A
dispa idade egional é ma can e: as egiões No e e No des e ap esen am axas supe io es à
média nacional, enquan o Sul e Sudes e mos am melho desempenho.
Apesa do a anço na cobe u a do p é-na al, mui os es udos iden i icam que o início
p ecoce das consul as ainda é insu icien e. Con o me Domingues e al. (2015, p. 20), “apenas
53,9% das ges an es inicia am o p é-na al de o ma adequada”, e idenciando uma lacuna
impo an e na assis ência. Esse início a dio eduz a opo unidade de ealização de exames
essenciais, o ien ações em saúde e in e enções opo unas, comp ome endo a e e i idade do
cuidado e aumen ando o isco de des echos ad e sos.
Dian e desse con ex o, es e abalho em como obje i o analisa a in luência da assis ência
p é-na al de al a qualidade nos p incipais indicado es de saúde pe ina al, com ên ase na
edução da mo bimo alidade ma e na e neona al. P e ende-se, ainda, discu i como a adesão
às di e izes e a supe ação das desigualdades podem con ibui pa a a e e i idade das polí icas
públicas ol adas à saúde ma e no-in an il.
METODOLOGIA
O p esen e es udo consis e em uma e isão in eg a i a da li e a u a, com o obje i o de
iden i ica , analisa e sin e iza as e idências cien í icas sob e a qualidade da assis ência ao
p é-na al e sua elação com os des echos pe ina ais ma e no-in an is. A busca e e como oco
comp eende como a qualidade do cuidado, incluindo p á icas humanizadas e in eg ais,
impac a nos indicado es de saúde.
A pesquisa bibliog á ica oi conduzida nas bases de dados ele ônicas Biblio eca
Vi ual em Saúde (BVS), SciELO e LILACS. Pa a a busca, u ilizou-se o desc i o p incipal
232
“p é-na al” e, em seguida, aplica am-se il os de assun o pa a e ina os esul ados e
maximiza a ab angência, dada a g ande a iação de e minologia. Na BVS, os il os
u ilizados o am: “Cuidado P é-Na al”, “G a idez”, “Ges an es”, “En e magem Obs é ica”,
“Cuidados de En e magem”, “Qualidade da Assis ência à Saúde” e “Se iços de Saúde
Ma e no-In an il”. Na SciELO, a busca oi es i a às coleções de “Saúde Pública” e “Ciências
da Saúde”. Foi u ilizado o ope ado booleano “AND” em odas as bases de dados.
Fo am es abelecidos os seguin es c i é ios de inclusão: es udos publicados en e 2020
e 2025; ex os disponí eis em Po uguês; a igos ou ela os que abo dassem a assis ência ao
P é-Na al em di e sas á eas emá icas, como mencionado acima cada um deles. Os c i é ios
de exclusão o am es udos que não abo dassem di e amen e o oco p incipal des e capí ulo-
que en ol em ges ação, mas não a assis ência ao P é-Na al, humanização e in eg alidade do
cuidado, a igos an igos- sem e idência cien í ica ecen e e/ou a ualizada e em ou os idiomas.
A busca inicial esul ou em um o al de 176 es udos. Após a aplicação dos c i é ios de
inclusão e exclusão, po meio da lei u a de í ulos e esumos, 12 a igos o am conside ados
elegí eis e lidos na ín eg a. Desses, 10 o am selecionados pa a compo a base analí ica inal
do es udo po ap esen a em maio igo me odológico e abo da em os p incipais eixos
emá icos da pesquisa.
Os dados dos es udos selecionados o am ex aídos e analisados c i icamen e, com
a enção especial aos seguin es emas: indicado es de assis ência na ó ica do en e mei o; pe is
de ges an es e ecém-nascidos; ges ão do cuidado na a enção p imá ia; iniquidades e
desigualdades na assis ência; e a aplicação de p o ocolos e ecnologias educa i as no p é-
na al.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Tabela 1: Sín ese de 7 es udos, seus í ulos, au o es, ano de publicação, ipo de es udo,
obje i o do es udo e ele ância pa a assis ência p é-na al de al a qualidade.

233
TÍTULO DO
ARTIGO
AUTOR
E ANO
DE
PUBLIC
AÇÃO
TIPO DE
ESTUDO
OBJETIVO
DO ESTUDO
RELEVÂNCIA PARA
ASSISTÊNCIA PRÉ
NATAL DE ALTA
QUALIDADE
01 A aliação da
qualidade do
p é-na al a
pa i das
ecomendações
do P og ama de
Humanização
no P é-na al e
Nascimen o
Mendes.,
e al.
2020.
T ans e sal
Analisa a
qualidade do
p é-na al no
es ado de
Se gipe a
pa i das
ecomendaçõe
s do PHPN.
Mos a que, apesa da
ampla cobe u a em
Se gipe, ainda exis em
alhas no cump imen o
das di e izes do
Minis é io da Saúde e as
ecomendações do
PHPN, que in luenciam
di e amen e na
cobe u a do p é-na al.
02 Iniquidades na
assis ência p é-
na al no B asil:
uma análise
in e seccional
San os;
Oli ei a;
Bas os.
2024.
Quan i a i o In es iga o
impac o do
in e c uzamen
o de aça/co ,
escola idade e
local de
esidência na
não adequação
do cuidado
p es ado em
di e en es
dimensões do
p é-na al.
Re ela que ainda
exis em o es
desigualdades no
cuidado ecebido po
ges an es no B asil,
pe mi indo iden i ica
quais g upos es ão mais
ulne á eis,
con ibuindo pa a a
c iação de polí icas
públicas mais jus as.
03 P é-na al na
a enção
p imá ia,
adequação das
consul as e
a aliação da
assis ência às
ges an es:
e isão
Rod igues
., e al.
2021.
Re isão
in eg a i a de
li e a u a
A alia a
assis ência às
ges an es na
a enção
p imá ia à
saúde e a
adequação das
consul as de
Iden i ica alhas nas
consul as de p é-na al,
apon ando a
necessidade de
melho ias na
capaci ação dos
p o issionais, no
abalho em equipe e na
equidade do
234
in eg a i a p é-na al. a endimen o.
04 Fa o es
associados à
mo alidade
pe ina al em
uma capi al do
No des e
b asilei o
Se a., e
al.
2022.
T ans e sal A alia os
a o es
sociodemog á
icos, ma e nos
e do ecém-
nascido
associados à
mo alidade
pe ina al em
São Luís,
Ma anhão.
Iden i ica a o es
sociodemog á icos e
assis enciais que
impac am di e amen e
nos des echos pe ina ais
e como esses a o es
de em se melho adas
05 A aliação do
acompanhamen
o p é-na al em
se iços de
A enção
P imá ia à
Saúde
A a ani.
2021.
A alia i o A alia o
acompanhame
n o p é-na al
em se iços de
A enção
P imá ia em
Saúde.
Des aca que, embo a o
acesso ao p é-na al
enha aumen ado, a
qualidade do
acompanhamen o ainda
é insu icien e. A
pesquisa az como
esolução mais a uação
das equipes das
unidades de saúde da
amília, isi as
domicilia es du an e o
pe íodo ges acional e
pue pe al e educação
em saúde.
06 Rede de
a enção à saúde
ma e no-
in an il: elação
en e a
adequação do
p é-na al e a
demanda de
a endimen os
de u gência e
Fe ei a.
2021.
Quan i a i o A alia a ede
de a enção à
saúde
ma e no-
in an il com
base na
elação en e a
adequação do
p é-na al e a
demanda de
Mos a que um p é-
na al bem conduzido
eduz a sob eca ga nos
se iços de u gência,
melho a o
acompanhamen o da
ges an e e diminui
iscos, p incipalmen e
po que e idenciou que
mui as ges an es com
235
eme gência
obs é ica no
se iço público
municipal de
São Paulo
a endimen os
em se iços de
u gências e
eme gências
obs é icas.
p é-na al inadequado
eco e am com mais
equência aos se iços
de u gência/eme gência.
07 O abalho do
en e mei o no
a endimen o às
ges an es: ações
básicas,
p oblemas
comuns e a
sis ema ização
da assis ência
na consul a p é-
na al
Co im.
2020.
Quali a i a
explo a ó io
Analisa o
abalho do
en e mei o no
a endimen o às
ges an es na
A enção
P imá ia à
Saúde.
Des aca a impo ância
da capaci ação dos
p o issionais de
en e magem e da
implemen ação de
me odologias
sis ema izadas no
a endimen o às
ges an es.
Fon e: C iado pelos au o es.
A análise dos es udos selecionados, suma izados na Tabela 1, e elou que a
assis ência inadequada ao p é-na al é um p oblema mul i a o ial. Falhas p og amá icas,
ba ei as cul u ais e ins i ucionais, além da al a de p epa o das equipes, con ibuem pa a um
dé ici na qualidade do cuidado, apesa dos a anços em polí icas de saúde.
O P og ama de Humanização no P é-na al e Nascimen o (PHPN), que isa ga an i a
in eg alidade da a enção à ges an e e ao ecém-nascido, é uma es a égia c ucial, mas sua
implemen ação ainda en en a desa ios.
Um es udo em Se gipe exempli icou essa alha, ao demons a que, apesa de uma
al a cobe u a de 99,3%, o acompanhamen o não seguia as ecomendações do PHPN, com
ges an es iniciando o p é-na al a diamen e, não ealizando o núme o mínimo de consul as e
sem ecebe o ien ações essenciais sob e pa o e amamen ação (Mendes e al., 2020).
Além dessas p oblemá icas, não é incomum ca ac e ís icas sociodemog á icas, como
co , escola idade, idade, egião de esidência e si uação conjugal in e e i em na assis ência.
236
San os; Oli ei a; Bas os., e al (2024) mos am que mulhe es neg as, mesmo com al o ní el
de escola idade, êm menos acesso à in o mação do que mulhe es b ancas com meno
escola idade. Tais dispa idades são mais acen uadas nas egiões No e, No des e e Cen o-
Oes e, especialmen e en e ges an es jo ens e com baixa escola idade.
Dian e dessas e idências, o na-se u gen e a necessidade de ap imo a o
acompanhamen o p é-na al po meio da cap ação p ecoce das ges an es e da quali icação
con ínua dos p o issionais de saúde. Des aca-se ainda o papel undamen al do en e mei o
como on e de con iança e escla ecimen o de dú idas pa a as ges an es, p omo endo um
cuidado mais p óximo (Rod igues e al., 2021).
A qualidade do p é-na al ambém é de inida po indicado es clínicos e pela capacidade
de ges ão do cuidado na A enção P imá ia à Saúde (APS). Es udos apon am que a solici ação
de exames, a a ualização acinal e a suplemen ação adequada de ácido ólico e e o são
essenciais pa a a segu ança do binômio mãe-bebê. No en an o, alhas em p ocedimen os como
a e i icação da p essão a e ial e a mensu ação do peso podem se ala man es, conside ando
o isco das sínd omes hipe ensi as na ges ação (Fe ei a, 2021).
O acompanhamen o inadequado na APS pode le a a um aumen o desnecessá io na
p ocu a po se iços hospi ala es, p ejudicando a longi udinalidade do cuidado (Fe ei a,
2021).
A educação con inuada das equipes da APS, como des acado po A a ani (2020), é
um a o cha e pa a ga an i a in eg alidade da assis ência e, consequen emen e, eduzi as
axas de mo bimo alidade.
Segundo Fe ei a (2021), o acompanhamen o inadequado du an e a g a idez na
A enção P imá ia ge a aumen o na p ocu a pelo se iço hospi ala sem a de ida indicação
clínica, a e ando a longi udinalidade do cuidado.
Po an o, a assis ência de en e magem de qualidade no p é-na al de isco habi ual é de
g ande ele ância. Pa a Co im (2020), os cuidados obs é icos aplicados pelo en e mei o são
capazes de p opo ciona con o o e elaxamen o, eduzi iscos à saúde e a ende às
especi icidades do pacien e.