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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM GESTANTES

Editora Saúde Vital

Abstract

Autores Valeska Araújo Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes-UNIT, Sergipe. Ana Clara de Almeida Neves Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, Rio de Janeiro. Bianca Della Mura Alves de Souza Graduanda em Enfermagem pela Universidade Nossa Senhora do Patrocínio - CEUNSP/Itu, São Paulo. Flávia Nogueira Graduada em Enfermagem pela Faculdade de São Lourenço - MG, Consultora em Amamentação Pós-Parto pela Comadre - Cia Limitada Poder do Partejar - São Paulo. Maria Francisca de Aragão Mendes Graduanda de Enfermagem pela Universidade Estadual da Paraíba-UEPB, Paraíba. Maria Nazaré dos Santos Araujo Graduada em Biomedicina pelo Centro Universitário Christus-Unichristus, Ceará. Sofia de Paula Peres Graduanda em Medicina pela Universidade de Rio Verde-UniRV, Goiás. Vitória Wagner Yi Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário Brasileiro-UNIBRA, Recife. Gustavo Henrique Oliveira Costa Graduado em Educação Física pela Universidade do Pará-UEPA, Pará.

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240 21. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM GESTANTES EPIDEMIOLOGICAL PROFILE OF ARTERIAL HYPERTENSION IN PREGNANT WOMEN EIXO TEMÁTICO: Epidemiologia e Indicadores de Saúde Materna e Perinatal. Valeska Araújo Santos Graduanda em Enfermagem pela Universidade Tiradentes-UNIT, Sergipe. Ana Clara de Almeida Neves Graduanda em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, Rio de Janeiro. Bianca Della Mura Alves de Souza Graduanda em Enfermagem pela Universidade Nossa Senhora do Patrocínio - CEUNSP/Itu, São Paulo. Flávia Nogueira Graduada em Enfermagem pela Faculdade de São Lourenço - MG, Consultora em Amamentação Pós-Parto pela Comadre - Cia Limitada Poder do Partejar - São Paulo. Maria Francisca de Aragão Mendes Graduanda de Enfermagem pela Universidade Estadual da Paraíba-UEPB, Paraíba. Maria Nazaré dos Santos Araujo Graduada em Biomedicina pelo Centro Universitário Christus-Unichristus, Ceará. Sofia de Paula Peres Graduanda em Medicina pela Universidade de Rio Verde-UniRV, Goiás. Vitória Wagner Yi Graduanda em Fisioterapia pelo Centro Universitário Brasileiro-UNIBRA, Recife. Gustavo Henrique Oliveira Costa Graduado em Educação Física pela Universidade do Pará-UEPA, Pará. RESUMO Introdução: A hipertensão arterial possui muita relevância no acompanhamento do período gestacional. Essa condição causa complicações e mortalidade materna, podendo ter fatores associados ao estilo de vida, histórico familiar e baixa renda. Outrossim, pode causar vários sintomas e morbidades maternal além de trazer riscos à saúde perinatal. Apesar disso, ainda existem poucos estudos publicados acerca do tema e subnotificação de casos de morte materna. Assim, é mister a abordagem desse assunto no que diz respeito à saúde de gestantes. Metodologia: Esta revisão integrativa considerou artigos originais, revisões sistemáticas, revisões narrativas e diretrizes clínicas, publicadas no período de até cinco anos anteriores. As bases de dados utilizadas foram PubMed, Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) e periódico Capes com uso de descritores e operadores booleanos na busca. Publicações duplicadas, estudos não pertinentes ao tema e editoriais foram excluídos neste estudo. Ademais, foi realizada triagem inicial dos títulos e resumos. Após isso, ocorreu análise e interpretação das 241 informações para sintetizar este conteúdo. Resultados e Discussão: Os casos relacionados à hipertensão na gestação apresentaram predominância em países menos desenvolvidos. Ademais, houve bastante ocorrência em mulheres em idade fértil, porém com maiores agravos em adolescentes e em idade acima de 35 anos. Sua principal complicação é a pré-eclâmpsia. Em relação aos recém-nascidos, ocorre prematuridade e baixo peso. Essas condições podem ser evitadas com medidas preventivas no pré-natal. Assim, é necessário estratégias de acompanhamento gestacional com equipe interprofissional, pois essa doença não pode ser encarada desconsiderando que outros distúrbios podem surgir. Considerações finais: O perfil do distúrbio hipertensivo na gravidez predomina em primíparas, de extremos etários, negras ou pardas e com pouca escolaridade. Ademais, essa condição aumenta o risco de complicações agudas e problemas tardios. Evidências apontam que o acompanhamento prénatal adequado com atendimento multiprofissional pode prevenir muitos riscos. Embora avanços no diagnóstico sejam observados, ainda há dificuldade de acesso a recursos, sendo necessário reforçar políticas para melhorar a saúde gestacional e perinatal. Palavras-Chaves: hipertensão; gestação; perfil epidemiológico; pressão arterial; mulheres. ABSTRACT Introduction: Arterial hypertension is highly relevant in monitoring the gestational period. This condition causes complications and maternal mortality and may be associated with lifestyle factors, family history, and low income. Furthermore, it can cause various symptoms and maternal morbidities, in addition to posing risks to perinatal health. Despite this, few studies have been published on the topic, and some cases of maternal death remain underreported. Therefore, it is essential to address this issue concerning the health of pregnant women. Methodology: This integrative review considered original articles, systematic reviews, narrative reviews, and clinical guidelines published within the previous five years. The databases used were PubMed, Virtual Health Library (BVS), and the Capes journal portal, using descriptors and Boolean operators in the search. Duplicate publications, studies not relevant to the topic, and editorials were excluded from this study. Additionally, an initial screening of titles and abstracts was conducted. After that, the information was analyzed and interpreted to synthesize the content. Results and Discussion: Cases related to hypertension during pregnancy were more prevalent in less developed countries. Furthermore, it was common among women of reproductive age, with higher complications in adolescents and women over 35 years old. The main complication is preeclampsia. Regarding newborns, prematurity and low birth weight were observed. These conditions can be prevented through prenatal care measures. Therefore, gestational monitoring strategies with an interprofessional team are necessary, as this disease cannot be considered in isolation from other potential disorders. Considerations: The profile of hypertensive disorders during pregnancy predominates among women in their first childbirths, women at 242 extreme ages, Black or Brown women, and those with low education. Furthermore, this condition increases the risk of acute complications and long-term problems. Evidence indicates that adequate prenatal care with multiprofessional support can prevent many risks. Although advances in diagnosis have been observed, access to resources remains challenging, highlighting the need to strengthen policies to improve maternal and perinatal health. Keywords: hypertension; pregnancy; epidemiological profile; blood pressure; women. INTRODUÇÃO As Síndromes Hipertensivas Gestacionais (SHG) são as complicações médicas de maior relevância durante o período gravídico-puerperal e as maiores causas de mortalidade materna nos países em desenvolvimento, assim como no Brasil, onde é responsável por cerca de 25% dos óbitos investigados. Elas são capazes de causar inúmeras complicações, sejam hepáticas, cardíacas ou renais (Andrade et al., 2020). Os principais fatores de riscos epidemiológicos de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), são consumo excessivo de sódio, antecedentes familiares, etnia, diabetes, obesidade, hipotireoidismo, ingestão de álcool, dieta alimentar desregrada, sedentarismo, fatores psicológicos, dislipidemia, tabagismo, fatores socioeconômicos, socioambientais e culturais (Santos et al., 2022). Caracteriza-se hipertensão gestacional por pressão arterial igual ou superior a 140 x 90 mmHg aferida em condições ideais em pelo menos três ocasiões, diagnosticada pela primeira vez na gestação, a partir de 20 semana de Idade Gestacional (IG), em mulheres com pressão arterial previamente normal. Os distúrbios hipertensivos gestacionais são causa importante de morbidade grave, incapacidade a longo prazo e mortalidade. Esses distúrbios podem ser classificados em hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional e préeclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica (FEBRASGO, 2024). A hipertensão na gestação geralmente apresentam os sinais e sintomas de uma crise hipertensiva, os quais as SHG se encaixam, acompanham dor no peito, sintomas neurológicos e dispneia, no entanto, existem outros de menor frequência como dor de cabeça, alteração do estado mental, convulsão, epigastralgia, dor em quadrante superior direito e 243 alterações visuais como a aura. Quando diagnosticada com síndrome hipertensiva, a gestante precisa de cuidados especiais, como um acompanhamento prénatal diferenciado com exames laboratoriais específicos, avaliação fetal com maior cuidado durante a gestação, decorrente de riscos maternos e fetais (Nogueira et al., 2022). O Ministério da Saúde conceitua como gestação de alto risco a condição na qual a vida ou a saúde da mãe ou do feto/recém-nascido correm risco. As complicações da hipertensão na gestação são principalmente abortamento, parto prematuro, restrição do crescimento fetal, descolamento da placenta, sofrimento fetal e infecções em órgãos vitais após o nascimento. A situação mais grave, no entanto, é quando a doença evolui para préeclâmpsia, eclâmpsia ou síndrome hemólise, elevação de enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas (HELLP), que são síndromes de elevado risco para a vida materna (Barbosa et al., 2021). Em suma, é de grande importância para o bem-estar da gestante e do bebê em formação que a mulher siga corretamente o acompanhamento médico e farmacêutico junto ao tratamento medicamentoso, evitando a mortalidade materna. Os profissionais de saúde têm grande responsabilidade em relação a uma assistência de qualidade quanto o cuidado e as orientações à gestante (Ribeiro et al., 2021). Dessa forma, este capítulo teve como objetivo investigar os fatores associados e as implicações da hipertensão arterial em gestantes no contexto da saúde materna. METODOLOGIA Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, que teve como objetivo fazer um levantamento e analisar criticamente as evidências científicas mais recentes acerca da hipertensão arterial em gestantes, com ênfase no perfil epidemiológico. As bases de dados utilizadas para a busca bibliográfica foram PubMed, Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) e periódico capes, com os descritores em inglês e português “Hipertensão gestacional”, “Hipertensão induzida na gravidez”, “Pré-eclâmpsia”, 244 “Complicações na gravidez” e “Perfil epidemiológico”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos artigos originais, revisões sistemáticas, revisões narrativas e diretrizes clínicas publicadas entre 2020 e 2025, disponíveis em português e inglês, que abordassem a temática proposta. Excluíram-se publicações duplicadas, estudos não pertinentes ao tema e editoriais. A seleção dos estudos foi realizada em duas etapas. Inicialmente, por meio da leitura de títulos e resumos, seguida da leitura integral dos trabalhos que atendiam aos critérios de inclusão. Posteriormente, foi feita a análise crítica e interpretativa dos estudos, de forma a sintetizar os principais achados e identificar convergências e lacunas presentes na literatura. RESULTADOS E DISCUSSÃO A hipertensão arterial na gestação permanece um dos principais agravos à saúde materna e perinatal, configurando-se como uma das maiores causas de morbimortalidade no ciclo gravídico-puerperal em nível global (Silva et al., 2022). De acordo com a literatura, estima-se que cerca de 10% das gestações no mundo sejam complicadas por desordens hipertensivas, com maior prevalência em países de média e baixa renda, onde os serviços de pré-natal ainda apresentam fragilidades estruturais (Barros; Sousa; Costa, 2023). O perfil epidemiológico dessas gestantes hipertensas revela predominância de mulheres em idade entre 20 e 35 anos, porém, observa-se maior gravidade em extremos etários, especialmente em adolescentes e em mulheres acima de 35 anos, nas quais o risco de complicações como pré-eclâmpsia, eclâmpsia e síndrome HELLP é aumentado (Barbosa et al., 2021). Estudo conduzido no Brasil aponta que a hipertensão gestacional apresenta maior incidência em gestantes primíparas, pretas e pardas, e com baixa escolaridade, evidenciando a influência de determinantes sociais da saúde na ocorrência e no prognóstico do agravo (Santos et al., 2022). 245 Do ponto de vista clínico, a literatura destaca que a pré-eclâmpsia continua sendo a manifestação mais grave da hipertensão gestacional, associada a complicações neurológicas e cardiovasculares significativas. O estudo de (Vest et al., 2023) publicado na JAMA Neurology demonstrou que mulheres com histórico de pré-eclâmpsia apresentaram risco elevado para o desenvolvimento de demência e doenças cerebrovasculares no envelhecimento, o que reforça a necessidade de acompanhamento a longo prazo. Da mesma forma, investigação publicada no Circulation indica que a hipertensão gestacional atua como fator de risco independente para doença cardiovascular futura, ressaltando a relevância da vigilância clínica após o puerpério (Cunningham et al., 2024). Em uma revisão sistemática disponível no PubMed Central, Brown e colaboradores (2019) evidenciaram que, apesar do avanço na detecção precoce, o manejo da hipertensão na gestação ainda enfrenta desafios, principalmente em países em desenvolvimento, onde a adesão ao pré-natal e o acesso à assistência especializada são limitados. Resultados semelhantes foram encontrados no estudo de Khader et al. (2023), ao analisarem coortes de gestantes em diferentes continentes, destacando desigualdades regionais e a necessidade de protocolos adaptados às realidades locais. Outro ponto relevante refere-se ao impacto neonatal. Conforme artigo da Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO), a hipertensão gestacional esteve associada a maior taxa de prematuridade, baixo peso ao nascer e necessidade de internação em UTI neonatal (Nogueira et al., 2022). O estudo também destacou que a identificação precoce dos fatores de risco, o acompanhamento e a adoção de medidas preventivas no pré-natal estão diretamente relacionadas à redução de complicações maternas e perinatais. Por outro lado, pesquisas mais recentes apontam avanços no rastreamento e no tratamento. A introdução de biomarcadores séricos e testes de doppler das artérias uterinas tem se mostrado estratégias promissoras para a predição da pré-eclâmpsia (Lopes et al., 2023). Contudo, tais métodos ainda não estão amplamente disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), o que limita sua aplicabilidade no cenário brasileiro (Barros; Sousa; Costa, 2023). 246 É consenso entre os autores que o fortalecimento das políticas públicas voltadas para a saúde materna é essencial, sobretudo no Brasil, onde a hipertensão ainda representa a principal causa de morte materna evitável (Ribeiro et al., 2021). Assim, faz-se necessário investir em qualificação profissional, ampliação do acesso ao pré-natal de qualidade e estratégias de acompanhamento interprofissional que considerem tanto os fatores biológicos quanto os determinantes sociais e econômicos. Dessa forma, os resultados dos estudos aqui discutidos apontam que a hipertensão arterial em gestantes não pode ser analisada apenas como condição clínica isolada, mas como fenômeno complexo e multifatorial, demandando ações integradas de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e acompanhamento em longo prazo, para reduzir o impacto materno e neonatal associado a esse agravo. Além dos aspectos já mencionados, é importante destacar que a hipertensão gestacional não deve ser vista apenas como um evento isolado do período gravídicopuerperal, mas como um marcador de risco para a saúde cardiovascular da mulher ao longo da vida. Estudos recentes sugerem que mulheres com histórico de distúrbios hipertensivos da gestação apresentam maior propensão ao desenvolvimento de hipertensão crônica, diabetes mellitus tipo 2 e síndrome metabólica nos anos subsequentes, reforçando a necessidade de acompanhamento multiprofissional e vigilância prolongada (Oliveira et al., 2022; Batista; Gomes, 2023). No âmbito da assistência, evidencia-se que a qualidade do pré-natal é um fator determinante para o diagnóstico precoce e para a redução de complicações. Estratégias como o monitoramento da pressão arterial em todas as consultas, a realização periódica de exames laboratoriais e a implementação de protocolos de estratificação de risco têm se mostrado fundamentais para a melhoria dos desfechos maternos e perinatais (Silva et al., 2021). Contudo, observa-se desigualdade no acesso a esses recursos, principalmente em regiões de menor cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS), o que agrava ainda mais os índices de morbimortalidade materna. Do ponto de vista psicossocial, também é relevante considerar o impacto emocional e psicológico que a hipertensão gestacional exerce sobre as mulheres. A incerteza quanto à 247 evolução da gestação, o medo de complicações e o risco de parto prematuro podem gerar ansiedade e estresse significativos, os quais, por sua vez, podem atuar como fatores de piora no controle da pressão arterial. Nesse contexto, a inserção de práticas integrativas e de apoio psicológico no pré-natal tem sido apontada como estratégia complementar positiva (Carvalho; Mendes, 2022). Por fim, a literatura reforça que o enfrentamento da hipertensão gestacional requer uma abordagem intersetorial, envolvendo não apenas profissionais de saúde, mas também políticas públicas consistentes. A implementação de programas voltados para educação em saúde, capacitação de equipes multiprofissionais e ampliação do acesso a tecnologias diagnósticas se apresentam como medidas essenciais para reduzir os impactos dessa condição no Brasil e em outros países em desenvolvimento (Costa; Andrade, 2023). CONSIDERAÇÕES FINAIS A hipertensão arterial em gestantes constitui um importante desafio à saúde materna e perinatal, caracterizando-se como condição multifatorial e de elevada morbimortalidade. Este estudo evidenciou que fatores biológicos, socioeconômicos e culturais influenciam significativamente o perfil epidemiológico da hipertensão gestacional, com maior prevalência em gestantes primíparas, de extremos etários, negras ou pardas e com baixa escolaridade. Além disso, os distúrbios hipertensivos gestacionais, especialmente a pré-eclâmpsia, apresentam repercussões clínicas graves para a gestante e o feto, aumentando o risco de complicações agudas e consequências a longo prazo, incluindo maior propensão a doenças cardiovasculares e metabólicas. Os achados ressaltam a importância do pré-natal de qualidade, com monitoramento adequado da pressão arterial, exames laboratoriais periódicos e protocolos de estratificação de risco, bem como a implementação de estratégias preventivas e educacionais voltadas à gestante. Também se evidencia a necessidade de acompanhamento multiprofissional, incluindo apoio psicológico, para minimizar os impactos emocionais da condição. Apesar dos avanços em diagnóstico e rastreamento, observa-se desigualdade no acesso a recursos e 248 tecnologias, especialmente em regiões com menor cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS), o que reforça a necessidade de políticas públicas consistentes e integradas. Por fim, embora os estudos existentes forneçam importante base para o entendimento da hipertensão gestacional, há lacunas na literatura, principalmente quanto à implementação de protocolos adaptados às realidades regionais e à avaliação longitudinal dos desfechos maternos e perinatais. Novas pesquisas são essenciais para aprimorar estratégias de prevenção, manejo clínico e acompanhamento prolongado, visando reduzir a morbimortalidade materna e melhorar a qualidade de vida das gestantes e de seus filhos. REFERÊNCIAS ANDRADE, S. C. C. et al. Análise epidemiológica das três principais causas de óbitos maternos no Brasil no período de 2015 a 2020. Revista Medicina (São Paulo), v. 102, n. 6, p. e-205151, nov./dez. 2023. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.21767262.rmrp.2023.205151. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de gestação de alto risco. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. 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