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21. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL
EM GESTANTES
EPIDEMIOLOGICAL PROFILE OF ARTERIAL HYPERTENSION IN PREGNANT
WOMEN
EIXO TEMÁTICO: Epidemiologia e Indicado es de Saúde Ma e na e Pe ina al.
Valeska A aújo San os
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Ti aden es-UNIT, Se gipe.
Ana Cla a de Almeida Ne es
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Fede al do Rio de Janei o-UFRJ, Rio de Janei o.
Bianca Della Mu a Al es de Souza
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade Nossa Senho a do Pa ocínio - CEUNSP/I u, São Paulo.
Flá ia Noguei a
G aduada em En e magem pela Faculdade de São Lou enço - MG, Consul o a em Amamen ação Pós-Pa o pela Comad e - Cia Limi ada
Pode do Pa eja - São Paulo.
Ma ia F ancisca de A agão Mendes
G aduanda de En e magem pela Uni e sidade Es adual da Pa aíba-UEPB, Pa aíba.
Ma ia Naza é dos San os A aujo
G aduada em Biomedicina pelo Cen o Uni e si á io Ch is us-Unich is us, Cea á.
So ia de Paula Pe es
G aduanda em Medicina pela Uni e sidade de Rio Ve de-UniRV, Goiás.
Vi ó ia Wagne Yi
G aduanda em Fisio e apia pelo Cen o Uni e si á io B asilei o-UNIBRA, Reci e.
Gus a o Hen ique Oli ei a Cos a
G aduado em Educação Física pela Uni e sidade do Pa á-UEPA, Pa á.
RESUMO
In odução: A hipe ensão a e ial possui mui a ele ância no acompanhamen o do pe íodo
ges acional. Essa condição causa complicações e mo alidade ma e na, podendo e a o es
associados ao es ilo de ida, his ó ico amilia e baixa enda. Ou ossim, pode causa á ios
sin omas e mo bidades ma e nal além de aze iscos à saúde pe ina al. Apesa disso, ainda
exis em poucos es udos publicados ace ca do ema e subno i icação de casos de mo e
ma e na. Assim, é mis e a abo dagem desse assun o no que diz espei o à saúde de ges an es.
Me odologia: Es a e isão in eg a i a conside ou a igos o iginais, e isões sis emá icas,
e isões na a i as e di e izes clínicas, publicadas no pe íodo de a é cinco anos an e io es. As
bases de dados u ilizadas o am PubMed, Biblio eca Vi ual da Saúde (BVS) e pe iódico
Capes com uso de desc i o es e ope ado es booleanos na busca. Publicações duplicadas,
es udos não pe inen es ao ema e edi o iais o am excluídos nes e es udo. Ademais, oi
ealizada iagem inicial dos í ulos e esumos. Após isso, oco eu análise e in e p e ação das
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in o mações pa a sin e iza es e con eúdo. Resul ados e Discussão: Os casos elacionados à
hipe ensão na ges ação ap esen a am p edominância em países menos desen ol idos.
Ademais, hou e bas an e oco ência em mulhe es em idade é il, po ém com maio es ag a os
em adolescen es e em idade acima de 35 anos. Sua p incipal complicação é a p é-eclâmpsia.
Em elação aos ecém-nascidos, oco e p ema u idade e baixo peso. Essas condições podem
se e i adas com medidas p e en i as no p é-na al. Assim, é necessá io es a égias de
acompanhamen o ges acional com equipe in e p o issional, pois essa doença não pode se
enca ada desconside ando que ou os dis ú bios podem su gi . Conside ações inais: O pe il
do dis ú bio hipe ensi o na g a idez p edomina em p imípa as, de ex emos e á ios, neg as
ou pa das e com pouca escola idade. Ademais, essa condição aumen a o isco de
complicações agudas e p oblemas a dios. E idências apon am que o acompanhamen o p é-
na al adequado com a endimen o mul ip o issional pode p e eni mui os iscos. Embo a
a anços no diagnós ico sejam obse ados, ainda há di iculdade de acesso a ecu sos, sendo
necessá io e o ça polí icas pa a melho a a saúde ges acional e pe ina al.
Pala as-Cha es: hipe ensão; ges ação; pe il epidemiológico; p essão a e ial; mulhe es.
ABSTRACT
In oduc ion: A e ial hype ension is highly ele an in moni o ing he ges a ional pe iod.
This condi ion causes complica ions and ma e nal mo ali y and may be associa ed wi h
li es yle ac o s, amily his o y, and low income. Fu he mo e, i can cause a ious
symp oms and ma e nal mo bidi ies, in addi ion o posing isks o pe ina al heal h. Despi e
his, ew s udies ha e been published on he opic, and some cases o ma e nal dea h emain
unde epo ed. The e o e, i is essen ial o add ess his issue conce ning he heal h o
p egnan women. Me hodology: This in eg a i e e iew conside ed o iginal a icles,
sys ema ic e iews, na a i e e iews, and clinical guidelines published wi hin he p e ious
i e yea s. The da abases used we e PubMed, Vi ual Heal h Lib a y (BVS), and he Capes
jou nal po al, using desc ip o s and Boolean ope a o s in he sea ch. Duplica e publica ions,
s udies no ele an o he opic, and edi o ials we e excluded om his s udy. Addi ionally,
an ini ial sc eening o i les and abs ac s was conduc ed. A e ha , he in o ma ion was
analyzed and in e p e ed o syn hesize he con en . Resul s and Discussion: Cases ela ed o
hype ension du ing p egnancy we e mo e p e alen in less de eloped coun ies.
Fu he mo e, i was common among women o ep oduc i e age, wi h highe complica ions
in adolescen s and women o e 35 yea s old. The main complica ion is p eeclampsia.
Rega ding newbo ns, p ema u i y and low bi h weigh we e obse ed. These condi ions can
be p e en ed h ough p ena al ca e measu es. The e o e, ges a ional moni o ing s a egies
wi h an in e p o essional eam a e necessa y, as his disease canno be conside ed in
isola ion om o he po en ial diso de s. Conside a ions: The p o ile o hype ensi e
diso de s du ing p egnancy p edomina es among women in hei i s childbi hs, women a
242
ex eme ages, Black o B own women, and hose wi h low educa ion. Fu he mo e, his
condi ion inc eases he isk o acu e complica ions and long- e m p oblems. E idence
indica es ha adequa e p ena al ca e wi h mul ip o essional suppo can p e en many isks.
Al hough ad ances in diagnosis ha e been obse ed, access o esou ces emains
challenging, highligh ing he need o s eng hen policies o imp o e ma e nal and pe ina al
heal h.
Keywo ds: hype ension; p egnancy; epidemiological p o ile; blood p essu e; women.
INTRODUÇÃO
As Sínd omes Hipe ensi as Ges acionais (SHG) são as complicações médicas de
maio ele ância du an e o pe íodo g a ídico-pue pe al e as maio es causas de mo alidade
ma e na nos países em desen ol imen o, assim como no B asil, onde é esponsá el po ce ca
de 25% dos óbi os in es igados. Elas são capazes de causa inúme as complicações, sejam
hepá icas, ca díacas ou enais (And ade e al., 2020).
Os p incipais a o es de iscos epidemiológicos de Hipe ensão A e ial Sis êmica
(HAS), são consumo excessi o de sódio, an eceden es amilia es, e nia, diabe es, obesidade,
hipo i eoidismo, inges ão de álcool, die a alimen a des eg ada, seden a ismo, a o es
psicológicos, dislipidemia, abagismo, a o es socioeconômicos, socioambien ais e cul u ais
(San os e al., 2022).
Ca ac e iza-se hipe ensão ges acional po p essão a e ial igual ou supe io a 140 x
90 mmHg a e ida em condições ideais em pelo menos ês ocasiões, diagnos icada pela
p imei a ez na ges ação, a pa i de 20 semana de Idade Ges acional (IG), em mulhe es com
p essão a e ial p e iamen e no mal. Os dis ú bios hipe ensi os ges acionais são causa
impo an e de mo bidade g a e, incapacidade a longo p azo e mo alidade. Esses dis ú bios
podem se classi icados em hipe ensão a e ial c ônica, p é-eclâmpsia, hipe ensão
ges acional e p é- eclâmpsia sob epos a à hipe ensão c ônica (FEBRASGO, 2024).
A hipe ensão na ges ação ge almen e ap esen am os sinais e sin omas de uma c ise
hipe ensi a, os quais as SHG se encaixam, acompanham do no pei o, sin omas
neu ológicos e dispneia, no en an o, exis em ou os de meno equência como do de cabeça,
al e ação do es ado men al, con ulsão, epigas algia, do em quad an e supe io di ei o e
243
al e ações isuais como a au a. Quando diagnos icada com sínd ome hipe ensi a, a ges an e
p ecisa de cuidados especiais, como um acompanhamen o p é- na al di e enciado com
exames labo a o iais especí icos, a aliação e al com maio cuidado du an e a ges ação,
deco en e de iscos ma e nos e e ais (Noguei a e al., 2022).
O Minis é io da Saúde concei ua como ges ação de al o isco a condição na qual a
ida ou a saúde da mãe ou do e o/ ecém-nascido co em isco. As complicações da
hipe ensão na ges ação são p incipalmen e abo amen o, pa o p ema u o, es ição do
c escimen o e al, descolamen o da placen a, so imen o e al e in ecções em ó gãos i ais
após o nascimen o. A si uação mais g a e, no en an o, é quando a doença e olui pa a p é-
eclâmpsia, eclâmpsia ou sínd ome hemólise, ele ação de enzimas hepá icas e baixa
con agem de plaque as (HELLP), que são sínd omes de ele ado isco pa a a ida ma e na
(Ba bosa e al., 2021).
Em suma, é de g ande impo ância pa a o bem-es a da ges an e e do bebê em
o mação que a mulhe siga co e amen e o acompanhamen o médico e a macêu ico jun o
ao a amen o medicamen oso, e i ando a mo alidade ma e na. Os p o issionais de saúde
êm g ande esponsabilidade em elação a uma assis ência de qualidade quan o o cuidado e
as o ien ações à ges an e (Ribei o e al., 2021). Dessa o ma, es e capí ulo e e como
obje i o in es iga os a o es associados e as implicações da hipe ensão a e ial em ges an es
no con ex o da saúde ma e na.
METODOLOGIA
T a a-se de uma e isão in eg a i a da li e a u a, que e e como obje i o aze um
le an amen o e analisa c i icamen e as e idências cien í icas mais ecen es ace ca da
hipe ensão a e ial em ges an es, com ên ase no pe il epidemiológico.
As bases de dados u ilizadas pa a a busca bibliog á ica o am PubMed, Biblio eca
Vi ual da Saúde (BVS) e pe iódico capes, com os desc i o es em inglês e po uguês
“Hipe ensão ges acional”, “Hipe ensão induzida na g a idez”, “P é-eclâmpsia”,
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“Complicações na g a idez” e “Pe il epidemiológico”, combinados pelos ope ado es
booleanos AND e OR.
Fo am incluídos a igos o iginais, e isões sis emá icas, e isões na a i as e di e izes
clínicas publicadas en e 2020 e 2025, disponí eis em po uguês e inglês, que abo dassem a
emá ica p opos a. Excluí am-se publicações duplicadas, es udos não pe inen es ao ema e
edi o iais.
A seleção dos es udos oi ealizada em duas e apas. Inicialmen e, po meio da lei u a
de í ulos e esumos, seguida da lei u a in eg al dos abalhos que a endiam aos c i é ios de
inclusão. Pos e io men e, oi ei a a análise c í ica e in e p e a i a dos es udos, de o ma a
sin e iza os p incipais achados e iden i ica con e gências e lacunas p esen es na li e a u a.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A hipe ensão a e ial na ges ação pe manece um dos p incipais ag a os à saúde
ma e na e pe ina al, con igu ando-se como uma das maio es causas de mo bimo alidade no
ciclo g a ídico-pue pe al em ní el global (Sil a e al., 2022). De aco do com a li e a u a,
es ima-se que ce ca de 10% das ges ações no mundo sejam complicadas po deso dens
hipe ensi as, com maio p e alência em países de média e baixa enda, onde os se iços de
p é-na al ainda ap esen am agilidades es u u ais (Ba os; Sousa; Cos a, 2023).
O pe il epidemiológico dessas ges an es hipe ensas e ela p edominância de
mulhe es em idade en e 20 e 35 anos, po ém, obse a-se maio g a idade em ex emos
e á ios, especialmen e em adolescen es e em mulhe es acima de 35 anos, nas quais o isco de
complicações como p é-eclâmpsia, eclâmpsia e sínd ome HELLP é aumen ado (Ba bosa e
al., 2021). Es udo conduzido no B asil apon a que a hipe ensão ges acional ap esen a maio
incidência em ges an es p imípa as, p e as e pa das, e com baixa escola idade, e idenciando
a in luência de de e minan es sociais da saúde na oco ência e no p ognós ico do ag a o
(San os e al., 2022).
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Do pon o de is a clínico, a li e a u a des aca que a p é-eclâmpsia con inua sendo a
mani es ação mais g a e da hipe ensão ges acional, associada a complicações neu ológicas e
ca dio ascula es signi ica i as. O es udo de (Ves e al., 2023) publicado na JAMA
Neu ology demons ou que mulhe es com his ó ico de p é-eclâmpsia ap esen a am isco
ele ado pa a o desen ol imen o de demência e doenças ce eb o ascula es no
en elhecimen o, o que e o ça a necessidade de acompanhamen o a longo p azo. Da mesma
o ma, in es igação publicada no Ci cula ion indica que a hipe ensão ges acional a ua como
a o de isco independen e pa a doença ca dio ascula u u a, essal ando a ele ância da
igilância clínica após o pue pé io (Cunningham e al., 2024).
Em uma e isão sis emá ica disponí el no PubMed Cen al, B own e colabo ado es
(2019) e idencia am que, apesa do a anço na de ecção p ecoce, o manejo da hipe ensão na
ges ação ainda en en a desa ios, p incipalmen e em países em desen ol imen o, onde a
adesão ao p é-na al e o acesso à assis ência especializada são limi ados. Resul ados
semelhan es o am encon ados no es udo de Khade e al. (2023), ao analisa em coo es de
ges an es em di e en es con inen es, des acando desigualdades egionais e a necessidade de
p o ocolos adap ados às ealidades locais.
Ou o pon o ele an e e e e-se ao impac o neona al. Con o me a igo da Re is a
B asilei a de Ginecologia e Obs e ícia (RBGO), a hipe ensão ges acional es e e associada a
maio axa de p ema u idade, baixo peso ao nasce e necessidade de in e nação em UTI
neona al (Noguei a e al., 2022). O es udo ambém des acou que a iden i icação p ecoce dos
a o es de isco, o acompanhamen o e a adoção de medidas p e en i as no p é-na al es ão
di e amen e elacionadas à edução de complicações ma e nas e pe ina ais.
Po ou o lado, pesquisas mais ecen es apon am a anços no as eamen o e no
a amen o. A in odução de bioma cado es sé icos e es es de dopple das a é ias u e inas
em se mos ado es a égias p omisso as pa a a p edição da p é-eclâmpsia (Lopes e al.,
2023). Con udo, ais mé odos ainda não es ão amplamen e disponí eis no Sis ema Único de
Saúde (SUS), o que limi a sua aplicabilidade no cená io b asilei o (Ba os; Sousa; Cos a,
2023).
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É consenso en e os au o es que o o alecimen o das polí icas públicas ol adas pa a
a saúde ma e na é essencial, sob e udo no B asil, onde a hipe ensão ainda ep esen a a
p incipal causa de mo e ma e na e i á el (Ribei o e al., 2021). Assim, az-se necessá io
in es i em quali icação p o issional, ampliação do acesso ao p é-na al de qualidade e
es a égias de acompanhamen o in e p o issional que conside em an o os a o es biológicos
quan o os de e minan es sociais e econômicos.
Dessa o ma, os esul ados dos es udos aqui discu idos apon am que a hipe ensão
a e ial em ges an es não pode se analisada apenas como condição clínica isolada, mas como
enômeno complexo e mul i a o ial, demandando ações in eg adas de p e enção, diagnós ico
p ecoce, a amen o opo uno e acompanhamen o em longo p azo, pa a eduzi o impac o
ma e no e neona al associado a esse ag a o.
Além dos aspec os já mencionados, é impo an e des aca que a hipe ensão
ges acional não de e se is a apenas como um e en o isolado do pe íodo g a ídico-
pue pe al, mas como um ma cado de isco pa a a saúde ca dio ascula da mulhe ao longo
da ida. Es udos ecen es suge em que mulhe es com his ó ico de dis ú bios hipe ensi os da
ges ação ap esen am maio p opensão ao desen ol imen o de hipe ensão c ônica, diabe es
melli us ipo 2 e sínd ome me abólica nos anos subsequen es, e o çando a necessidade de
acompanhamen o mul ip o issional e igilância p olongada (Oli ei a e al., 2022; Ba is a;
Gomes, 2023).
No âmbi o da assis ência, e idencia-se que a qualidade do p é-na al é um a o
de e minan e pa a o diagnós ico p ecoce e pa a a edução de complicações. Es a égias como
o moni o amen o da p essão a e ial em odas as consul as, a ealização pe iódica de exames
labo a o iais e a implemen ação de p o ocolos de es a i icação de isco êm se mos ado
undamen ais pa a a melho ia dos des echos ma e nos e pe ina ais (Sil a e al., 2021).
Con udo, obse a-se desigualdade no acesso a esses ecu sos, p incipalmen e em egiões de
meno cobe u a do Sis ema Único de Saúde (SUS), o que ag a a ainda mais os índices de
mo bimo alidade ma e na.
Do pon o de is a psicossocial, ambém é ele an e conside a o impac o emocional e
psicológico que a hipe ensão ges acional exe ce sob e as mulhe es. A ince eza quan o à
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e olução da ges ação, o medo de complicações e o isco de pa o p ema u o podem ge a
ansiedade e es esse signi ica i os, os quais, po sua ez, podem a ua como a o es de pio a
no con ole da p essão a e ial. Nesse con ex o, a inse ção de p á icas in eg a i as e de apoio
psicológico no p é-na al em sido apon ada como es a égia complemen a posi i a
(Ca alho; Mendes, 2022).
Po im, a li e a u a e o ça que o en en amen o da hipe ensão ges acional eque
uma abo dagem in e se o ial, en ol endo não apenas p o issionais de saúde, mas ambém
polí icas públicas consis en es. A implemen ação de p og amas ol ados pa a educação em
saúde, capaci ação de equipes mul ip o issionais e ampliação do acesso a ecnologias
diagnós icas se ap esen am como medidas essenciais pa a eduzi os impac os dessa condição
no B asil e em ou os países em desen ol imen o (Cos a; And ade, 2023).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A hipe ensão a e ial em ges an es cons i ui um impo an e desa io à saúde ma e na e
pe ina al, ca ac e izando-se como condição mul i a o ial e de ele ada mo bimo alidade. Es e
es udo e idenciou que a o es biológicos, socioeconômicos e cul u ais in luenciam
signi ica i amen e o pe il epidemiológico da hipe ensão ges acional, com maio p e alência
em ges an es p imípa as, de ex emos e á ios, neg as ou pa das e com baixa escola idade.
Além disso, os dis ú bios hipe ensi os ges acionais, especialmen e a p é-eclâmpsia,
ap esen am epe cussões clínicas g a es pa a a ges an e e o e o, aumen ando o isco de
complicações agudas e consequências a longo p azo, incluindo maio p opensão a doenças
ca dio ascula es e me abólicas.
Os achados essal am a impo ância do p é-na al de qualidade, com moni o amen o
adequado da p essão a e ial, exames labo a o iais pe iódicos e p o ocolos de es a i icação de
isco, bem como a implemen ação de es a égias p e en i as e educacionais ol adas à
ges an e. Também se e idencia a necessidade de acompanhamen o mul ip o issional,
incluindo apoio psicológico, pa a minimiza os impac os emocionais da condição. Apesa dos
a anços em diagnós ico e as eamen o, obse a-se desigualdade no acesso a ecu sos e
248
ecnologias, especialmen e em egiões com meno cobe u a do Sis ema Único de Saúde
(SUS), o que e o ça a necessidade de polí icas públicas consis en es e in eg adas.
Po im, embo a os es udos exis en es o neçam impo an e base pa a o en endimen o
da hipe ensão ges acional, há lacunas na li e a u a, p incipalmen e quan o à implemen ação
de p o ocolos adap ados às ealidades egionais e à a aliação longi udinal dos des echos
ma e nos e pe ina ais. No as pesquisas são essenciais pa a ap imo a es a égias de
p e enção, manejo clínico e acompanhamen o p olongado, isando eduzi a
mo bimo alidade ma e na e melho a a qualidade de ida das ges an es e de seus ilhos.
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