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IMPACTOS DA ECLÂMPSIA NA SAÚDE MATERNA E FETAL: REVISÃO DE LITERATURA

Author: Editora Saúde Vital
Publisher: Zenodo
DOI: 10.5281/zenodo.17536559
Source: https://zenodo.org/records/17536559/files/31.pdf
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31. IMPACTOS DA ECLÂMPSIA NA SAÚDE MATERNA E FETAL:
REVISÃO DE LITERATURA
IMPACTS OF ECLAMPSIA ON MATERNAL AND FETAL HEALTH:
LITERATURE REVIEW
EIXO TEMÁTICO: SAÚDE MATERNA E PERINATAL
Tâmia Raya a Ca alho A aújo da Sil a
En e mei a pela Uni e sidade da Amazônia Pa á
Naia a C is ina de Souza Ga ajau
G aduanda em En e magem pela Uni e sidade No e Pa aná
Ihu y Jhonson E angelis a Al es de Lima
G aduando em Medicina pela Uni e sidade de Rio Ve de
Josiane Könzgen Schneid
G aduanda em Fa mácia pela Uni e sidade Fede al de Pelo as
Sab ina Lopes da Luz
G aduanda em Fisio e apia pelo Cen o Uni e si á io Uninassau Pa naíba
Aline da Sil a Pe ei a
G aduada em Nu ição pela Uni e sidade Fede al de Pe nambuco
F anciele Al es Nunes
G aduanda em Fisio e apia pelo Cen o Uni e si á io Uninassau Pa naíba
Vi ó ia Sil a Co dei o
G aduando em En e magem pela Uni e sidade de Ipo á Goiás
Débo a C is ina de Lima Leão Ca alcan i
Mes anda em En e magem pela Uni e sidade Fede al da Pa aíba - UFPB
RESUMO
In odução: a p é-eclâmpsia é uma complicação ges acional ca ac e izada po hipe ensão
a e ial após a 20ª semana, associada a p o einú ia e comp ome imen o de ó gãos-al o, sendo
uma das p incipais causas de mo bimo alidade ma e na e e al. Quando não diagnos icada e
a ada p ecocemen e, pode e olui pa a eclâmpsia e sínd ome de HELLP, com g a es
epe cussões. Obje i o: analisa os impac os da p é-eclâmpsia e eclâmpsia na saúde ma e na
e neona al, conside ando os a o es de isco, epe cussões a dias, além de es a égias de
p e enção e manejo clínico. Me odologia: oi ealizada e isão in eg a i a da li e a u a em
bases de dados nacionais e in e nacionais (CAPES, CONSENSUS e LITMAX), no pe íodo de
2020 a 2025. U iliza am-se os desc i o es “p é-eclâmpsia”, “mo bimo alidade ma e na”,
“complicações neona ais” e “manejo clínico”, combinados po ope ado es booleanos. Oi o
a igos o am selecionados e analisados quan o a aspec os epidemiológicos, clínicos e
e apêu icos. Resul ados e Discussão: a p é-eclâmpsia acome e de 2% a 8% das ges ações,
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sendo esponsá el po a é 25% das mo es ma e nas na Amé ica La ina, além de ele ados
índices de óbi os e ais e neona ais. En e as complicações ma e nas, des acam-se
insu iciência enal, aciden e ascula ce eb al, hipe ensão c ônica e isco ca dio ascula
aumen ado. Pa a os ecém-nascidos, essal am-se es ição de c escimen o in au e ino,
p ema u idade, baixo peso ao nasce e dé ici s cogni i os. O p é-na al quali icado, com
moni o amen o de p essão a e ial e p o einú ia, mos ou-se essencial pa a de ecção p ecoce.
Medidas como aspi ina em baixa dose, sul a o de magnésio e, em casos g a es, an ecipação
do pa o, o am e icazes na edução da mo bimo alidade. Além disso, os es udos e idenciam
impac os emocionais e sociais, como di iculdades no ínculo mãe-bebê e maio
ulne abilidade a doenças c ônicas. Conside ações Finais: a p é-eclâmpsia e a eclâmpsia são
impo an es desa ios de saúde pública, exigindo es a égias de p e enção, diagnós ico p ecoce
e acompanhamen o mul idisciplina . Apesa dos a anços, exis em lacunas no a endimen o a
populações ulne á eis, o que e o ça a necessidade de polí icas públicas e pesquisas que
ga an am cuidado in eg al e equi a i o.
Pala as-Cha es: P é-eclâmpsia; Mo alidade ma e na; Complicações neona ais.
ABSTRACT
In oduc ion: p eeclampsia is a ges a ional complica ion cha ac e ized by high blood
p essu e a e he 20 h week o p egnancy, associa ed wi h p o einu ia and end-o gan
damage. I is a leading cause o ma e nal and e al mo bidi y and mo ali y. I no diagnosed
and ea ed ea ly, i can p og ess o eclampsia and HELLP synd ome, wi h se ious
consequences. Objec i e: o analyze he impac s o p e-eclampsia and eclampsia on
ma e nal and neona al heal h, conside ing isk ac o s, la e epe cussions, as well as
p e en ion and clinical managemen . Me hodology: An in eg a i e li e a u a e iew was
conduc ed in na ional and in e na ional da abases (CAPES, CONSENSUS, and LITMAX)
om 2020 o 2025. The desc ip o s "p eeclampsia," "ma e nal mo bidi y and mo ali y,"
"neona al complica ions," and "clinical managemen " we e combined using Boolean
ope a o s. A o al o eigh a icles we e selec ed and ho oughly analyzed o
epidemiological, clinical, and he apeu ic aspec s. Resul s and Discussion: p eeclampsia
a ec s 2% o 8% o p egnancies and is esponsible o up o 25% o ma e nal dea hs in La in
Ame ica, in addi ion o p esen ing high a es o e al and neona al mo ali y. Ma e nal
complica ions include enal ailu e, s oke, ch onic hype ension, and inc eased long- e m
ca dio ascula isk. Fo newbo ns, in au e ine g ow h es ic ion, p ema u i y, low bi h
weigh , and cogni i e de ici s a e no able. Quali ied p ena al ca e, including egula
moni o ing o blood p essu e and p o einu ia, has p o en essen ial o ea ly de ec ion.
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Measu es such as low-dose aspi in, magnesium sul a e, and, in se e e cases, imely p e e m
deli e y ha e been e ec i e in signi ican ly educing ma e nal and neona al mo bidi y and
mo ali y. Fu he mo e, s udies highligh emo ional and social impac s, such as di icul ies in
mo he -in an bonding and long- e m ulne abili y o ch onic diseases. Final
Conside a ions: p eeclampsia and eclampsia a e signi ican public heal h challenges,
equi ing p e en ion s a egies, ea ly diagnosis, and mul idisciplina y moni o ing. Despi e
ad ances, he e a e gaps in ca e o ulne able popula ions, which ein o ces he need o
public policies and esea ch ha ensu e comp ehensi e and equi ale ca e.
Keywo ds: P eeclampsia; Ma e nal mo ali y; Neona al complica ions.
INTRODUÇÃO
A p é-eclâmpsia é de inida pelo su gimen o de hipe ensão a e ial ( alo es acima de
140/90 mmHg) após a 20ª semana de ges ação, acompanhada de pelo menos uma das
seguin es condições: p esença de p o einú ia (≥ 0,3 g de p o eína em amos a de u ina de 24
ho as), comp ome imen o de ó gãos-al o ma e nos (como ins, ígado, sis ema hema ológico
ou neu ológico) ou al e ações ú e os placen á ios que esul am em es ição do c escimen o
e al (Wo ld Heal h O ganiza ion, 2025).
Os p incipais a o es que aumen am a p obabilidade de desen ol e p é-eclâmpsia são:
p esença de hipe ensão a e ial c ônica ou doença enal p é ia à ges ação, oco ência de
p essão al a ou p é-eclâmpsia em g a idez an e io , excesso de peso, idade ma e na a ançada,
ges ação de gêmeos ou múl iplos, o igem a icana, p imei a ges ação e his ó ico amilia da
condição (Boghossian e al., 2014).
A Sociedade In e nacional pa a o Es udo da Hipe ensão na G a idez p opôs uma
subclassi icação da p é-eclâmpsia conside ando o momen o do diagnós ico clínico no pa o.
(T anquilli e al., 2013). A condição associada ao nascimen o an es de 34 semanas de
ges ação, bem como aquela en e 34 e 37 semanas, es á elacionada a maio es iscos de
complicações ma e nas e pio es des echos pe ina ais, quando compa ada à p é-eclâmpsia em
ges ações que e oluem a é 34 semanas ou mais, e especialmen e a pa i de 37 semanas
(denominada p é-eclâmpsia a e mo). (Chaemsai hong; Saho a; Poon, 2022). Em algumas
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si uações, essa classi icação ambém con empla os casos em que o pa o oco eu an es de 32
semanas de ges ação (S ekkinge e al., 2009).
A p é-eclâmpsia, quando le a ao pa o an es de 37 semanas de ges ação, pode
ocasiona ele ados índices de mo bidade e mo alidade an o pa a a mãe quan o pa a o bebê.
Na maio ia dos casos, a an ecipação do nascimen o oco e pa a p o ege a ges an e de
complicações adicionais. Pa a o ecém-nascido, os iscos incluem es ição do c escimen o
in au e ino, baixo peso ao nasce e possí eis p ejuízos cogni i os du an e a in ância. Já pa a
a mãe, a condição pode e olui pa a o mas mais g a es, como a sínd ome de HELLP ou a
eclâmpsia, além de es a elacionada a um aumen o do isco ca dio ascula e maio
p obabilidade de mo e a longo p azo. (Lama ca e al., 2015) (Langlois e al., 2020);(Smi h e
al., 2012).
Quando o pa o acon ece an es de 28 semanas de ido à p é-eclâmpsia, o isco de óbi o
ma e no é ainda mais ele ado. (Mackay; Be g; A ash, 2001). Globalmen e, es ima-se que a
cada ano a p é-eclâmpsia seja esponsá el po ce ca de 76 mil mo es ma e nas e 500 mil
mo es neona ais (Poon e al., 2019).
Es e es udo obje i a iden i ica os iscos e sequelas deco en es de complicações
ges acionais pa a mãe e bebê, analisa seus impac os a cu o e longo p azo, e p opo
es a égias de p e enção, a amen o e moni o amen o con ínuo. E pa a isso, busca esponde
a seguin e ques ão no eado a: quais são as e idências a uais sob e os a o es de isco,
complicações e es a égias de manejo clínico da p é-eclâmpsia, bem como suas epe cussões
ma e nas e neona ais?
METODOLOGIA
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T a a-se de uma e isão in eg a i a da li e a u a ealizada em se emb o de 2025,
con emplando o eco e empo al de publicações en e 2020 e 2025. A busca oi conduzida em
bases de dados nacionais e in e nacionais, incluindo a Coo denação de Ape eiçoamen o de
Pessoal de Ní el Supe io (CAPES), a Consensus Academic Sea ch Engine (CONSENSUS) e
a Li e a u a Médica e Cien í ica (LITMAX), u ilizando os desc i o es “p é-eclâmpsia”,
“mo bimo alidade ma e na”, “complicações neona ais” e “manejo clínico”.
Pa a amplia e e ina a pesquisa, o am aplicados os ope ado es booleanos AND e
OR, de modo a combina os e mos da seguin e o ma: “p é-eclâmpsia” AND
“mo bimo alidade ma e na” OR “complicações neona ais” AND “manejo clínico”. Essa
es a égia pe mi iu maio ab angência e especi icidade na seleção dos a igos.
Após a lei u a c i e iosa de í ulos e esumos, oi o a igos o iginais e de e isão o am
selecionados con o me sua ele ância pa a o ema, p io izando aqueles que abo da am dados
epidemiológicos, clínicos e es a égias de manejo da p é-eclâmpsia. Os es udos incluídos
o am analisados c i icamen e e o ganizados de modo a e idencia a o es de isco,
complicações ma e nas e neona ais, o mas de diagnós ico, condu as e apêu icas e
epe cussões em cu o e longo p azo.
A pe gun a no eado a que o ien ou a pesquisa oi: quais são as e idências a uais sob e
os a o es de isco, complicações e es a égias de manejo clínico da p é-eclâmpsia, bem como
suas epe cussões ma e nas e neona ais? Pa a es u u a a análise, u ilizou-se a es a égia
PICO, sendo de inida como população: ges an es com diagnós ico de p é-eclâmpsia;
in e enção: es a égias de diagnós ico p ecoce e manejo clínico; compa ação: ausência de
p o ocolos especí icos ou condu as inadequadas; des echo: edução da mo bimo alidade
ma e na e neona al, além da p e enção de complicações em di e en es pe íodos e olu i os.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os oi o a igos selecionados comp o am que a p é-eclâmpsia es á di e amen e
associada a al as axas de mo bimo alidade ma e na e pe ina al, com epe cussões que se

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es endem do pe íodo ges acional ao longo p azo. Os es udos abo da am desde dados
epidemiológicos e a o es de isco a é complicações clínicas, epe cussões neona ais,
es a égias de manejo, ele ância do p é-na al e impac os emocionais e sociais do ag a o.
Segundo a O ganização Mundial da Saúde (OMS, 2025), a p é-eclâmpsia acome e
en e 2% e 8% das ges ações no mundo, esul ando anualmen e em ce ca de 46 mil mo es
ma e nas e 500 mil óbi os e ais ou neona ais. É esponsá el po a é 25% das mo es ma e nas
na Amé ica La ina e ca ac e iza-se pela hipe ensão e p o einú ia após 20 semanas de
ges ação, podendo e olui pa a eclâmpsia, sínd ome de HELLP (Hemolysis, Ele a ed Li e
enzymes and Low Pla ele s - hemólise, ele ação das enzimas hepá icas e plaque openia),
dis unções o gânicas, es ição de c escimen o e al, p ema u idade e mo e ma e na e in an il
(WHO, 2025).
Socol e al. (2024) ela a am complicações ma e nas de cu o p azo, como sínd ome
de HELLP, lesão enal aguda e e olução pa a eclâmpsia, além de epe cussões neona ais,
como pa o p ema u o, baixo peso ao nasce e necessidade equen e de in e nação em
Unidade de Te apia In ensi a Neona al (UTIN). Em seguimen o a longo p azo, iden i ica am
maio incidência de hipe ensão c ônica, doenças ca dio ascula es, enais e ans o nos de
saúde men al en e as mães, bem como a asos no desen ol imen o neu opsicológico,
dis ú bios espi a ó ios e di iculdades de ap endizagem en e os ilhos.
Né oa e al. (2025) e i ica am que o p é-na al quali icado, com moni o amen o
equen e da p essão a e ial e da p o einú ia, associado à a uação da en e magem nas
consul as, con ibuiu pa a a de ecção p ecoce de al e ações. O manejo clínico incluiu o uso de
an i-hipe ensi os, a es ição de sódio, o epouso e, nos casos g a es, o acompanhamen o
mul ip o issional, especialmen e em ges an es em si uação de ulne abilidade social.
A e isão e idencia, con o me Coquei o Filho; Sil a e Magalhães, que a eclâmpsia
pe manece como um dos p incipais a o es de isco pa a a mo alidade ma e no- e al, sendo
esponsá el po complicações como hemo agia ce eb al, insu iciência enal, es ição de
c escimen o in au e ino e p ema u idade. Embo a seja uma condição menos equen e, sua
oco ência comp ome e de o ma exp essi a a saúde da ges an e e do ecém-nascido.
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Noguei a e al. (2024) apon a am que medidas p e en i as, como o moni o amen o da p essão
a e ial e o uso de aspi ina em ges an es de al o isco, associadas ao a amen o com sul a o de
magnésio e an i-hipe ensi os, eduzi am a mo alidade. Em si uações g a es, a an ecipação
do pa o oi u ilizada como es a égia pa a p ese a a ida ma e na e e al.
Sil a e al. (2024) des aca am que a educação das ges an es possibili ou a de ecção
p ecoce de sinais clínicos, como ce aleia pe sis en e, al e ações isuais e edema, a o ecendo
uma in e enção mais ápida. Já Né oa e al. (2024) e idencia am que a p é-eclâmpsia es e e
o emen e associada à es ição de c escimen o in au e ino e à p ema u idade, a o es
elacionados a complicações espi a ó ias, di iculdades de alimen ação e al e ações
neu ológicas em ecém-nascidos. Os au o es ambém essal a am maio p edisposição ao
desen ol imen o de doenças c ônicas, como hipe ensão e diabe es, na ida adul a desses
indi íduos. Os dados e o ça am ainda a u ilidade de bioma cado es, ul assonog a ia e
dopple luxome ia das a é ias u e inas pa a iden i ica ges an es em isco.
B asil e al. (2024) obse a am que a p é-eclâmpsia g a e es e e elacionada não
apenas a complicações clínicas imedia as, mas ambém a impac os emocionais e sociais. Os
esul ados indica am que o pa o p ema u o e as complicações neona ais di icul a am a
cons ução do ínculo en e mãe e bebê, o que ge ou necessidade de supo e mul ip o issional
no pue pé io. As au o as ambém e idencia am que mulhe es com his ó ico dessa condição
ap esen a am maio ulne abilidade a complicações c ônicas, demandando acompanhamen o
médico con ínuo ao longo da ida.
Noguei a e al. (2024) essal am que a p é-eclâmpsia pós-pa o es á associada a
maio es índices de mo bidade ma e na g a e em compa ação com a o ma an epa o,
des acando isco ele ado de eclâmpsia, aciden e ascula ce eb al e complicações
ca dio ascula es, além de maio p obabilidade de eadmissão hospi ala . Os achados ambém
indica am aumen o da mo alidade ma e na elacionada ao diagnós ico a dio, e o çado pelo
a o de que mui as mulhe es não ap esen a am his ó ico p é io de hipe ensão ges acional.
Em seguimen o a longo p azo, ap oximadamen e 45% das pacien es pe manece am
hipe ensas após um ano do pa o, suge indo e olução pa a hipe ensão c ônica. Ademais,
obse ou-se que pa e das mulhe es man e e necessidade de an i-hipe ensi os no pe íodo
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in e ges acional, com implicações nas ges ações u u as, nas quais o am ecomendadas
a aliações da unção enal, hepá ica e u iná ia, além de es a égias p e en i as como o uso de
aspi ina em baixa dose.
Os a igos analisados demons am a complexidade da p é-eclâmpsia como p oblema
de saúde pública. A ele ada mo alidade ma e na e pe ina al, con i mada pelos dados da OMS
(2025), e o ça que se a a de uma condição que ul apassa a es e a clínica, e le indo
desigualdades no acesso ao p é-na al, à iagem adequada e ao a amen o (WHO, 2025).
A p é-eclâmpsia con inua sendo um dos p incipais desa ios da saúde ma e na e
neona al, especialmen e em egiões com pouco acesso aos se iços de saúde. A e isão dos
oi o a igos ele an es e idencia que, mesmo com baixa p e alência, os iscos são ele ados e
os danos podem se p olongados (WHO, 2025; Socol e al., 2024; B asil e al., 2024).
Realiza um p é-na al adequado pa a an ecipa o diagnós ico logo no início. Medi a
p essão e analisa a p o eína na u ina ajuda a de ec a sinais de ale a. Exames como ul assom
e dopple o am os ecu sos u ilizados pa a iden i ica quem es á em isco, e con a com uma
equipe p epa ada é essencial pa a eduzi os iscos. Es a égias como a u ilização de aspi ina
em baixa dosagem, aplicação de sul a o de magnésio e es es complemen a es, êm mos ado
esul ados posi i os na diminuição da mo bidade. Em cená ios c í icos, an ecipa o pa o se
o na uma medida impo an e pa a p o ege a mãe e o bebê (Noguei a e al., 2024).
A p é-eclâmpsia após o pa o, pode passa despe cebida, di icul ando seu diagnós ico,
especialmen e em mui as mulhe es sem his ó ico de p essão al a, o que di icul a o
diagnós ico. Nesses casos, o cuidado con ínuo é undamen al pa a p e eni complicações
c ônicas (Sil a e al., 2024).
Além dos aspec os ísicos, a p é-eclâmpsia não a e a apenas o co po, seus impac os
emocionais e sociais ambém são signi ica i os. Algumas mães podem encon a di iculdades
em es abelece um ínculo com seus bebês e, de ido a isso, o nam essencial o supo e
p o issional, incluindo acompanhamen o psicológico e social (B asil e al., 2024).
356
Apesa dos a anços, ainda há limi ações. A maio pa e dos a igos analisados
baseiam-se em es udos obse acionais e não inclui dados sob e populações ulne á eis. Isso
mos a que p ecisamos de mais pesquisas e polí icas que assegu em cuidados de qualidade
ol adas pa a as mulhe es. Já que a p é-eclâmpsia p ecisa de a enção con ínua, e o cuidado
não se limi a ao pa o. Pois é undamen al que essas mulhe es ecebam acompanhamen os
p io izando a p e enção, a amen o e apoio in eg al (Socol e al., 2024; Né oa e al., 2025).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A e isão e idencia que a p é-eclâmpsia pe manece como um dos p incipais desa ios
da saúde ma e na e pe ina al, associada a ele adas axas de mo bimo alidade e epe cussões
que ul apassam o pe íodo ges acional. O diagnós ico p ecoce, o p é-na al quali icado e o
manejo mul ip o issional são de e minan es pa a eduzi complicações imedia as e sequelas a
longo p azo. Es a égias como moni o amen o da p essão a e ial, a aliação da p o einú ia,
uso de aspi ina em ges an es de isco, sul a o de magnésio e an ecipação do pa o em casos
g a es mos a am e icácia na edução dos des echos nega i os. Além dos impac os ísicos,
des acam-se as epe cussões emocionais e sociais, que e o çam a necessidade de supo e
in eg al às mulhe es e seus ilhos. Apesa dos a anços, ainda pe sis em desigualdades no
acesso à assis ência e lacunas em pesquisas ol adas a populações ulne á eis, o que o na
imp escindí el o desen ol imen o de polí icas públicas e es udos que ampliem a p e enção, o
a amen o e o acompanhamen o a longo p azo.
REFERÊNCIAS
AMARAL, L M. e al. P eeclampsia: long- e m consequences o ascula heal h.
Vascula heal h and isk managemen , . 11, p. 403–415, 2015.
Doi:10.2147/VHRM.S64798.
BOGHOSSIAN, N. S. e al. Risk ac o s di e be ween ecu en and inciden
p eeclampsia: a hospi al-based coho s udy. Annals o epidemiology, . 24, n. 12, p. 871-
877.e3, 2014. Doi:10.1016/j.annepidem.2014.10.003.