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ESTRATÉGIAS SOCIOEMOCIONAIS NA FORMAÇÃO MÉDICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO MENTORING

Maria Eduarda Araújo Guay de Goiás; Ana Júlia Carvalho Rezende; Davi Rodrigues de Alcântara; Eduarda Felipe Tosta; Pablo Eurípedes Calaça Rosa; Adriana Assis Carvalho

Abstract

INTRODUÇÃO E OBJETIVOS: O projeto Mentoring, oferecido como núcleo livre no curso de Medicina, tem como propósito acolher e discutir questões socioemocionais vivenciadas pelos discentes durante a graduação, buscando promover o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento frente às adversidades do ambiente acadêmico e da própria formação médica. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de discentes do primeiro ano participantes do Núcleo Livre Mentoring no semestre letivo de 2024.2. RELATO DE EXPERIÊNCIA: No encontro inicial, os alunos utilizaram a ferramenta de autoconhecimento Roda da Vida, que possibilita uma análise consciente e periódica de diferentes áreas da vida, fornecendo uma visão holística sobre os níveis de satisfação e equilíbrio percebidos pelo próprio avaliador. A partir desse exercício individual, foi conduzido um debate com a professora regente, no qual os participantes compartilharam percepções sobre aspectos a serem aprimorados, que foram posteriormente incorporados ao planejamento das aulas, orientando a formulação de estratégias para enfrentar os desafios identificados. Com base nessas reflexões iniciais e nas demandas apresentadas pelos discentes, elaborou-se um cronograma de temas para os encontros seguintes. Assuntos como gerenciamento de tempo, produtividade e relações interpessoais foram explorados em oficinas vivenciais, conduzidas pela docente responsável e por convidados com experiência nas áreas abordadas. Os encontros propiciaram um ambiente seguro para o compartilhamento de dificuldades comuns, favorecendo o sentimento de pertencimento e reduzindo a percepção de isolamento, frequentemente observada nos primeiros períodos da graduação médica. Os alunos destacaram ainda o fortalecimento das relações interpessoais e a criação de uma rede de apoio permanente, tanto dentro quanto fora da universidade. Ao final, relataram avanços na organização da rotina acadêmica, maior confiança na comunicação e mais segurança na busca por estágios e atividades extracurriculares. CONCLUSÕES: Os achados evidenciam a importância de estratégias que complementam o currículo tradicional da graduação médica, em especial aquelas voltadas à formação de profissionais mais empáticos, críticos e preparados para lidar com os desafios das relações interpessoais e do cuidado em saúde.

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10.5281/zenodo.17705376 ESTRATÉGIAS SOCIOEMOCIONAIS NA FORMAÇÃO MÉDICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO MENTORING Maria Eduarda Araújo Guay de Goiás¹; Ana Júlia Carvalho Rezende²; Davi Rodrigues de Alcântara³; Eduarda Felipe Tosta⁴; Pablo Eurípedes Calaça Rosa⁵; Adriana Assis Carvalho 6 . ¹Graduando em Medicina pela Universidade Federal de Jataí - UFJ, Jataí, Goiás, Brasil 2 Graduando em Medicina pela Universidade Federal de Jataí - UFJ, Jataí, Goiás, Brasil 3 Graduando em Medicina pela Universidade Federal de Jataí - UFJ, Jataí, Goiás, Brasil 4 Graduando em Medicina pela Universidade Federal de Jataí - UFJ, Jataí, Goiás, Brasil 5 Graduando em Medicina pela Universidade Federal de Jataí - UFJ, Jataí, Goiás, Brasil 6 Psicóloga. Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Goiás - UFJ, Goiânia, Goiás, Brasil INTRODUÇÃO E OBJETIVOS: O projeto Mentoring, oferecido como núcleo livre no curso de Medicina, tem como propósito acolher e discutir questões socioemocionais vivenciadas pelos discentes durante a graduação, buscando promover o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento frente às adversidades do ambiente acadêmico e da própria formação médica. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de discentes do primeiro ano participantes do Núcleo Livre Mentoring no semestre letivo de 2024.2. RELATO DE EXPERIÊNCIA : No encontro inicial, os alunos utilizaram a ferramenta de autoconhecimento Roda da Vida, que possibilita uma análise consciente e periódica de diferentes áreas da vida, fornecendo uma visão holística sobre os níveis de satisfação e equilíbrio percebidos pelo próprio avaliador. A partir desse exercício individual, foi conduzido um debate com a professora regente, no qual os participantes compartilharam percepções sobre aspectos a serem aprimorados, que foram posteriormente incorporados ao planejamento das aulas, orientando a formulação de estratégias para enfrentar os desafios identificados. Com base nessas reflexões iniciais e nas demandas apresentadas pelos discentes, elaborou-se um cronograma de temas para os encontros seguintes. Assuntos como gerenciamento de tempo, produtividade e relações interpessoais foram explorados em oficinas vivenciais, conduzidas pela docente responsável e por convidados com experiência nas áreas abordadas. Os encontros propiciaram um ambiente seguro para o compartilhamento de dificuldades comuns, favorecendo o sentimento de pertencimento e reduzindo a percepção de isolamento, frequentemente observada nos primeiros períodos da graduação médica. Os alunos destacaram ainda o fortalecimento das relações interpessoais e a criação de uma rede de apoio permanente, tanto dentro quanto fora da universidade. Ao final, relataram avanços na organização da rotina acadêmica, maior confiança na comunicação e mais segurança na busca por estágios e atividades extracurriculares. CONCLUSÕES : Os achados evidenciam a importância de estratégias que complementam o currículo tradicional da graduação médica, em especial aquelas voltadas à formação de profissionais mais empáticos, críticos e preparados para lidar com os desafios das relações interpessoais e do cuidado em saúde. Palavras-chave : mentoring; estudantes de medicina; psicologia médica.